
Contra-informação: Ato de silenciar ou manipular a verdade.
Desconfiança. Quem investiga quem. Quem vaza informação para grupos partidários. Traição, conspiração, articulação. Essas são as peças do roteiro que descreve o clima interno na Polícia Civil do DF. Notícias plantadas, operação abafa e operação vaza.
Mais do que nunca a Polícia Civil está dividida e em clima de desconfiança. Ao mesmo tempo que integrantes são acusados de abafar a prisão de arapongas na Câmara Legislativa, outros são apontados como os que vazaram informação para proveito político.
Aponta-se a conexão do grupo policial ligado ao PPS, que teria repassado a informação da prisão dos arapongas espiando deputados de oposição ao PT, que gritou. A Polícia Civil, oficialmente num primeiro momento, negou o fato. Alegou agora que a divulgação atrapalharia as investigações.
A polícia está rachada entre os rorizistas, arrudistas, agora os ligados a Alírio (recém-afastado do grupo de Arruda) e "independentes".
Mais um integrante do GDF deixa o cargo. Paulo Roriz (DEM) sai da secretaria de Habitação para reassumir o mandato hoje de deputado distrital. O suplente Raad Massouh (DEM) que tinha tomado posse ontem no lugar de Geraldo Naves (DEM) perde novamente a cadeira, em menos de 24 horas, com o retorno de Paulo Roriz, o titular do mandato. É apontado como novo presidente da CPI da Codeplan no lugar de Alírio Neto (PPS), que perdeu a indicação do seu bloco partidário. Assessores de Paulo Roriz afirmam, no entanto, que ele não está deixando o cargo em meio à estratégia de retirar Massouh, que incomoda o governador José Roberto Arruda. Mas que a decisão foi pessoal diante da crise no GDF e devido à proximidade com o prazo de desincompatibilização de cargo para disputar eleição. TCDF O Corregedor do Tribunal de Contas do Distrito Federal, Manoel de Andrade, recebeu a defesa de Domingos Lamoglia, afastado do cargo de conselheiro por estar envolvido nas denúncias da Caixa de Pandora, que apura o suposto esquema de corrupção no Executivo e Legislativo. Ele foi temporariamente afastado desde dezembro e pode em tese sofrer expulsão. Foi aberto processo administrativo contra ele. Mas dificilmente será concluído a curto prazo. A corregedoria não demonstra pressa para analisar o caso. Informou que não pode agir antes da conclusão do inquérito que está no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Lamoglia permanecerá afastado e recebendo salário. O prazo para apresentação da defesa tinha se encerrado ontem.
Uma festa com tudo de com: música, comida, bebida e principalmente convidados. Em meio ao evento social, a cena ainda me chama atenção. Gente que está no meio de gente sem estar presente onde está. Coisa truncada, mal escrita? Mas é isso mesmo. Pessoas que se refugiam no universo particular de seus celulares e em meio à tanta movimentação transportam-se para um mundo alternativo. O "eu" conectado ao mundo virtual é mais interessante do que interagir com o que está ao redor. A cena vale crônica da cidade e foto da cidade, mostrando o autismo voluntário das pessoas. Elas estão mais concentradas em mirar seus celulares do que vivenciar a realidade em que se encontram. Com os blackberrys e genéricos da vida, e-mails e torpedos são incessantes. Que as pessoas fazem isso em suas casas, isolando-se no mundo virtual, não é novidade alguma. Mas agora vemos cada vez mais a cena em ambientes sociais, onde em tese o que deveria estar se fazendo é socializar com os presentes e não com os ausentes. O que fazem numa festa pessoas sentadas num mezanino umas próximas às outras, todas de cabeça baixo mirando seus celulares, teclando, teclando, teclando, por longo tempo? Nem percebem os orrisos, caretas e trejeitos que fazem interagindo virtualmente. Olham fixamente a tela de um aparelho. Nada quebra a concentração. O garçon é desprezado, passa com a bandeja sem ser notado. O mundo virtual deixa convidados surdos e mudos. Ao chegar ao local as pessoas tem de avisar por mensagens que estão chegando, ao sair avisar que estão saindo, contar quem está ali, quem não está, para onde vão. Um automonitoramento cansativo. Sou, sim, quase uma escrava do celular, mas não atingi esse nível de devoção. Até porque se posso optar entre ligar ou mandar mensagem, prefiro a primeira opção. Deveria haver uma código de uso do celular, essa coisinha tão eficiente, mas tão escravizante e às vezes inoportuna. Ninguém tem mais o direito de não ser achado. Mil serviços avisam você que alguém te ligou mesmo que você esteja na lua. Por isso, que é bom ter um celular normalzinho, sem muitos recursos. Ela falha, às vezes. Se por um lado o celular pode ser usado com os recursos tecnológicos instrumento de individualização extrema, por outro serve como poderosa arma contra fantasmas e extraterrestres. Temos um exército, uma massa possuidora de celulares com câmeras. Estatisticamente era para termos o maior registro na história de discos-voadores, ETs , espíritos, vampiros, lobisomens. O monstro do Lago Ness na Escócia não escaparia dos flashes. Ou eles não existem mesmo, ou os celulares afugentam nossos visitantes do Além ou de outros planetas. A neura é tanta que já ouvi gente dizendo que está mais cautelosa ao trocar de roupa em vestiários de academia por exemplo. É a síndrome do BigBrother. Amigos se dão o direito de ficaram ofendidos com você, porque ligaram e você não atendeu ou não retornou imediatamente. Não aceitam mais a possibilidade de, simplesmente, você não ter visto a ligação, estar tomando banho ou de ter dado algum problema técnico. Quem precisa dessa desculpa hoje na era tecnológica está em maus-lençóis. Mesmo assim ainda há tempo: experimentar a liberdade de pelo menos por algumas horas ficarse o aparelhinho. Já aviso que a crise de abstinência é forte. Mas vale tentar.
Enquanto os juízes de primeiro grau estão sobrecarregados, os desembargadores estão em situação "confortável" no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) Recebem menos processos, julgam abaixo da média nacional. "Desempenho insatisfatório. Baixo índice de produtividade." Esse é o diagnóstico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) referente ao desempenho do Judiciário local em segunda instância. Ele consta num parecer que rejeitou de forma contundente o aumento do número de desembargadores no TJDFT de 35 para 40. O Tribunal está na berlinda do Conselho Nacional que cobra melhoria dos procedimentos no trabalho dos magistrados. O CNJ avalia que os recursos recebidos pelo TJDFT, que tem o sexto maior orçamento dos tribunais de Justiça do país, não se reflete em eficiência.
A produção científica na UnB enfrenta grandes dificuldades. Referência nacional em desenvolvimento de pesquisas, agora a instituição sofre um processo de empobrecimento de sua atuação na área. Os professores enfrentam dificuldades para viabilizar projetos. Investimentos estão migrando para outras universidades do país. Principalmente para as de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em alguns casos, professores da UnB estão tendo de associar seus estudos a desenvolvidos em instituições de fora. Em outros, estão tendo de dar adeus a verbas por não conseguirem, devido à falta de estrutura administrativa, gerir os convênios com órgãos públicos e empresas que liberam o dinheiro. Este é o feito colateral do fato da UnB não contar hoje com fundação de apoio alguma, depois que as entidades envolvidas em irregularidades praticamente fecharam as portas. O clima entre os professores-cientistas é de desânino. "Enquanto outras universidades estão à todo vapor produzindo pesquisas, nós estamos perdendo projetos, a nossa competitividade. Hoje, no Brasil, não faltam recursos para investimento em ciência, eles são abundantes. Mas, não estamos conseguindo trazê-los para dentro da Unb", lamenta o professor José Alexander Araújo, da Faculdade de Tecnologia, que está à frente de importantes pesquisas na área de engenharia mecânica.
Descrição - Magnitude - Média anual - Período de Repetição Gigantesco - 9.0 0,05 a cada 20 anos Enorme 8,0-8,9 1,5 7,7 meses Grande 7,0-7,9 18 2,6 meses Forte 6,0-6,9 155 2,1 dias Moderado 5,0-5,9 1320 0,28 dias Fraco 4,0-4,9 13.000 3,5 minutos Pequeno 3,0-2,9 130.000 20 segundos Muito pequeno 2,0-2,9 1,3 milhão 2 segundos
Divina, maldita, combustível da sobrevivência, inspiradora, destruidora e acolhedora. O humano não é humano sem a dose da loucura. Não és louco, então és robô. Não escrevo sobre a loucura patológica, diagnosticada por psiquiatras. Mas a que explica tantas ações dos homens, das mais belas às mais repulsivas. No momento em que vivemos, onde os conceitos de certo e errado na nossa sociedade se alternam conforme a conveniência de seus protagonistas, me vem à cabeça a abordagem da loucura em três clássicos da literatura. Cervantes, em Dom Quixote de La Mancha, nos conta a história de um louco apegado a valores como a dignidade, decência e nobreza de caráter do cavaleiro medieval. Quantos de nós somos ridicularizados e chamados de Dom Quixote ao acreditar que existe algum político honesto? "Na vida como ela é", há espaço para acreditarmos em sociedades mais justas? Ora, acreditar no certo é ser ingênuo…. Quantas vezes nos fazem sentir loucos por acharmos algo errado, mas que é tão praticado que se torna normal? Lembremos de Dr.Simão Bacamarte, em o Alienista de Machado de Assis, que na usa insanidade de procurar insanos conclui que os justos e os honestos são loucos e devem ser internados. Mas a insanidade a ser combatida é a que se instala na hipocrisia do ser humano que só se preocupa com seu próprio prestígio. Neste início de ano, vale buscar aquela deusa que Erasmo de Rotterdam nos apresenta em Elogio da Loucura (1509). Ela fala em primeira pessoa no livro, defendendo sua imagem e ponto de vista. Mostra o quão presente e importante é, conduzindo as ações humanas. A LOUCURA está nos costumes e atos como o casamento e a guerra. Forma cidades, mantém os governos. O autor faz na verdade uma crítica incisiva e irônica à sociedade e principalmente à Igreja de sua época por meio do discurso da loucura. Mas fico com aquela que ele mesmo discorrre, a que está na alegria da infância. E, que quando buscada em pitadas na vida adulta, afasta a velhice da alma. Com a loucura da esperança, aquela inofensiva que nos ajudar a tornar a vida um pouco mais agradável. Que ela esteja presente entre nós em 2010. Feliz ano-novo.
Domingos Lamoglia, conselheiro afastado (com manutenção do salário) do Tribunal de Contas do DF, tem até 8 de fevereiro para apresentar defesa sobre as acusações de participação no esquema do mensalão do DEM no GDF. Manoel de Andrade, o Manoelzinho, corregedor da Casa, é que vai analisar o caso.
Sobre as críticas de falta de resultado prático no trabalho do TCDF, a presidente do órgão Anilceia Machado disparou: "Até agora é o único que apresentou, sim, resultado prático. Afastou um conselheiro (Domingos Lamoglia) e fez autoconvocação, interrompendo o recesso para dar continuidade ao trabalhos de fiscalização". Já a Câmara Legislativa ...
Órgãos sob auditoria:
- Secretaria de Educação
- Secretaria de Saúde
- Detran
- Terracap
- CEB
- Codeplan
O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) abriu 17 novos processos de fiscalização com base nas denúncias que vieram à tona com a Operação Caixa de Pandora. E, em 28 que já existiam antes mesmo dos escândalos que envolvem o GDF, o Tribunal determinou a realização de inspeções. O objetivo é rastrear os pagamentos do Executivo local a empresas, citadas no inquérito do STJ, nas áreas de informática, segurança, reprografia e obras.
Esse é o balanço do trabalho realizado pelo TCDF durante o período previsto para o recesso de fim de ano. O Tribunal decidiu convocar uma força-tarefa de servidores para analisar as denúncias e tomar as providências administrativas.
Sobre o próprio Tribunal de Contas do DF recaíram suspeitas em meio às denúncias que atingem integrantes do GDF e da Câmara Legislativa. Em depoimento o então secretário de relações institucionais do GDF, Durval Barbosa, aponta que o governo oferecia algum "agrado" a integrantes do Tribunal para vencer os obstáculos impostos pelo órgão. O fato é que o Tribunal de Contas do DF tinha muitos conselheiros indicados pelo ex-governador Joaquim Roriz (PSC) que dificultavam projetos da gestão de Arruda.
Uma das primeiras estações sismológicas do mundo a registrar o terromoto no Haiti na noite de terça-feira foi a brasileira, instalada na Amazônia a 2,5 mil quilômetros do epicentro. Menos de cinco minutos após o início dos tremores, os sensores na base de Pitinga a 300 km de Manaus trabalhavam intensamente. A estação faz parte da rede do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB). Foi instalada em parceria com universidades americanas e a ONU. Um investimento de 1 milhão de dólares. O coordenador do projeto é o geofísico paraense que mora em Brasília João Wily.