Mídia


21/07/2010 18:06

Não deixemos os “monstros” caírem no esquecimento

Os exames de DNA confirmaram que José Agostinho, o “monstro de Pericumã” é de fato pai-avô das oito crianças. Com isto, o acusado ficará preso e os demais casos desencadeados pela polícia a partir deste acabarão caindo no esquecimento. Isto acabará sendo extremamente prejudicial para as que novos casos sejam descobertos.

Sabemos como o poder público só cumpre com o seu dever após a pressão da imprensa e da sociedade. Por isso, não podemos deixar de pressionar para que as delegacias do interior do Maranhão tenham mais estrutura (ou melhor, que tenham alguma estrutura em algumas cidades nas quais o trabalho dos policiais é de verdadeiros heróis, dado o abandono). Como a Polícia Civil pode investigar e descobrir novos “monstros” se os policiais civis do interior do Maranhão são vigias de presos que sequer deveriam estar ali. Graças à descoberta do caso do monstro de Pericumã (que, diga-se de passagem, só foi possível por uma denúncia, pois nunca a polícia descobriria este caso em um lugar de tão difícil acesso com tanta falta de recurso) foi possível descobrir outros casos de pedofilia e de pais-avós, como o “monstro de Riachão”. A CPI da Pedofilia voltou à tona, mas assim que a poeira baixar, voltará a ficar esquecida.

 

Vamos aproveitar este momento para discutir às péssimas condições do interior do estado em todos os setores. Na segurança, a falta de apoio para o policiamento, sendo que em algumas cidades temos um contingente tão pequeno de policiais que guardas municipais executam o papel de policiais. Em uma cidade que não revelarei o nome para preservar minha fonte, temos um policial para cada 10 mil habitantes. A ONU recomenda que haja um policial para cada 250 habitantes.

 

Na área de saúde, o problema dos interiores reflete em São Luís, com a superlotação dos Socorrões, que não tem como atender à demanda. Resultado: pessoas que chegam de outras cidades morrendo à espera de atendimento. Por vezes, pacientes ficam uma semana esperando e sem parentes em São Luís, ficam no terraço do hospital.

 

No setor de educação, em minha opinião o mais importante, pois daí se resolve o restante, temos este terrível quadro evidenciado no mais novo ranking nacional de médias do Enem, no qual o Maranhão caiu cinco posições e ficou em penúltimo. Têm professores da rede estadual não recebem seus salários há quatro meses. E assim se mantém o quadro: no Maranhão temos uma das piores situações do processo educacional no país.

 

Então, não esqueçamos os problemas que temos nesta “terra de ninguém”, chamada interior do Maranhão. O abandono do poder público é uma das causas do surgimento dos “monstros” que nos assolam. Lembremos disto na hora de eleger as pessoas que tomarão conta do nosso estado a partir do ano que vem.

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Tags: monstro    eleições    Maranhão    crimes 
16/07/2010 00:46

Impugnações: desse jeito não sobra candidato

A onda de impugnações ameaça várias candidaturas em todo país. Somente no Maranhão são 108 candidaturas ameaçadas e podem ser ainda mais. Com esta verdadeira “caça às bruxas”. Neste contexto, estão ameaçados os dois principais candidatos ao governo do estado, Roseana Sarney (PMDB) e Jackson Lago (PDT).

 

Cada vez mais parece que o “Ficha Limpa” veio para complicar o processo eleitoral. Como depende muito de interpretação dos juízes eleitorais para darem o parecer acerca das candidaturas inválidas, tudo parece que vai ficar mesmo para depois do pleito. Ou seja, alguém ganhar e não levar. Cada vez é menos claro o destino desta eleição cheia de particularidades. Afinal, quem é o político “Ficha Limpa”? A regra que fala em condenação por órgão colegiado acaba não sendo muito justa, e quem ainda está com processo aberto e não foi transitado e julgado? Alguém que lesou a máquina pública de maneira muito pior pode ainda não ter sido condenado e se eleger de forma tranquila.

 

Se a lei “Ficha Limpa” tivesse sido aprovada e sancionada antes e colocada em vigor com antecedência para impedir que os “ficha suja” se candidatassem não teríamos este verdadeiro imbróglio que está ocorrendo em todo país: é uma maré de incertezas.

 

A maioria dos candidatos impugnáveis insiste que não teme a lei “Ficha Limpa” e que vai seguir com a candidatura. O pobre do eleitor vive a agonia de votar em um candidato que pode não assumir.

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Tags: Eleições    impugnações    tse 

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