11.05.2012 17:42

Justiça do DF decreta nova prisão de Cachoeira, do contador e do braço direito do contraventor

A 5ª Vara Criminal de Brasília decretou a prisão preventiva de Carlinhos Cachoeira, do contador dele, Giovani Pereira da Silva, e do braço direito do contraventor, Gleyb Ferreira da Cruz.

A prisão preventiva foi decretada a pedido do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC) do Ministério Público do DF na denúncia de formação de quadrilha e tráfico de influência no processo de licitação para bilhetagem eletrônica do DF. É o resultado da Operação Saint-Michel.

Cachoeira já está preso no Complexo Penitenciário da Papuda por liderar um esquema de jogo do bicho em Goiás com apoio de políticos e de policiais. Nesse caso, a decisão é da Justiça Federal, a pedido da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal de Goiás, responsáveis pela Operação Monte Carlo.

A nova prisão preventiva complica a situação de Cachoeira.

Gleyb Ferreira foi preso no dia 29 de fevereiro durante a Operação Monte Carlo.

O contador do grupo de Cachoeira, Giovani Pereira, está foragido desde então.

A Operação Saint-Michel conseguiu também a prisão preventiva do ex-diretor da Delta Construções Cláudio Abreu e do diretor da empresa em São Paulo, Heraldo Puccini Neto.

Cláudio Abreu está preso na Papuda. Na tarde de ontem, o Tribunal de Justiça do DF negou habeas corpus impetrado pela defesa do diretor.


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11.05.2012 10:31

Justiça do DF analisa novo pedido de prisão contra Cachoeira

A 5a Vara Criminal de Brasília analisa novo pedido de prisão preventiva contra Carlinhos Cachoeira, o contador da suposta organização criminosa, Giovani Pereira da Silva, e o braço direito do contraventor, Gleyb Ferreira da Cruz. Eles foram denunciados por formação de quadrilha e tráfico de influência para tentar conseguir o contrato de bilhetagem eletrônica no DF. Este é o primeiro resultado da Operação Saint-Michel, realizada no dia 25 de abril pelos promotores do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Cachoeira e Gleyb estão presos preventivamente por conta da Operação Monte Carlo, realizada pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal de Goiás relacionada ao esquema político e criminoso de jogos de azar. O contador de Cachoeira está foragido desde 29 de fevereiro, quando foi deflagrada a Monte Carlo.

Um novo decreto de prisão contra Carlos Cachoeira não é chover no molhado. Ele pode ter a prisão revogada num processo e permanecer na cadeia em decorrência da segunda acusação. Uma decisão desfavorável só complica a situação do contraventor que deve depor na CPI do Congresso na próxima quinta-feira (15).

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07.05.2012 18:44

Agnelo indica novo procurador-geral

O procurador-geral do DF, Rogério Leite Chaves, será substituído na função pelo subprocurador Marcelo Augusto da Cunha Castello Branco.

O nome será encaminhado pelo governador Agnelo Queiroz (PT) à Câmara Legislativa para que seja sabatinado e aprovado pelos deputados distritais.

Castello Branco tem 42 anos. Especialista em Direito Civil e pós-graduado em Direito Constitucional pela Universidade de Brasília (UnB), ele é procurador do DF desde 1993 e presidiu a Associação dos Procuradores do DF (APDF) de 1998 a 2002.

Rogério Leite Chaves pediu para deixar o cargo no mês passado em caráter irrevogável.


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02.05.2012 20:14

Empate técnico

A política no Distrito Federal está sempre provocando desdobramentos explosivos.

O julgamento desta tarde (02) do pedido de prisão preventiva do governador Agnelo Queiroz (PT) no Conselho Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) é desses episódios.

Os ministros do STJ negaram o pedido da deputada distrital Celina Leão (PSD). O jogo ficou no um a um.

A deputada da oposição criou um fato político ao conseguir tratar da prisão de um governador publicamente, o que não deixa de ser um constrangimento para o chefe do Executivo.

Agnelo, por sua vez, conseguiu uma decisão unânime a seu favor e a declaração de que a distrital não tinha legitimidade para propor tal medida.


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01.05.2012 19:40

Grupo de Cachoeira não queria Mailine no comando da Polícia Civil do DF

Ligações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal (PF) na Operação Monte Carlo indicam que o grupo liderado pelo contraventor Carlinhos Cachoeira ficou contrariado com a nomeação da delegada Mailine Alvarenga na direção da Polícia Civil do DF.

Num dos trechos captados em 30 de dezembro de 2010, o araponga Idalberto Matias, o Dadá, reclama de não conhecer Mailine e de não ter acesso a ela. Desaprova a decisão.

Dadá conversa com um homem não identificado (HNI) que também lamenta a escolha feita pelo governador Agnelo Queiroz (PT) para o comando da Polícia Civil do DF.

A PF suspeita de que o homem não identificado seja um delegado da Polícia Civil, pelo teor da conversa. Num dos trechos, ele diz que vai chegar em Brasília no dia 10 de janeiro e pedir a aposentadoria. E se refere à Polícia Civil do DF, na conversa com Dadá, como "nossa empresa".

A delegada Mailine Alvarenga passou nove meses no comando da Polícia. Durante todo o tempo, foi alvo de dossiês e pressões políticas para deixar o cargo.

Em maio de 2011, numa tentativa de frear o desgaste da diretora, Agnelo chegou a declarar em entrevista ao Correio que não cederia à pressão e que manteria Mailine no cargo.

Mailine, no entanto, caiu em novembro de 2011. No lugar dela, assumiu o delegado Onofre de Moraes, indicado pelo então chefe de gabinete do governador, Cláudio Monteiro, que deixou o governo para se defender de suspeitas relacionadas à Operação Monte Carlo.

Mailine foi uma escolha pessoal do primeiro secretário de Segurança do DF na gestão de Agnelo, Daniel Lorenz.

Delegado aposentado da PF, Lorenz também não era do grupo de Cachoeira, segundo relata Dadá nas conversas. Lorenz deixou a secretaria de Segurança Pública antes de completar quatro meses no cargo.

Nos diálogos, há uma preocupação do grupo de Cachoeira e de Dadá de que o novo grupo no comando da Segurança tratasse o guardião da Polícia Civil, sistema de interceptações telefônicas, com mão de ferro.

Em junho, o delegado da PF Sandro Avelar assumiu a secretaria de Segurança Pública com apoio do Ministério da Justiça. Ele, no entanto, apenas recentemente conseguiu emplacar nos comandos da Polícia Civil e da Polícia Militar do DF pessoas de sua confiança, respectivamente, o delegado Jorge Xavier e o coronel Suamy Santana.

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27.04.2012 00:46

Alírio pede licença do PPS para ficar no governo em caso de intervenção

O diretório regional do PPS decidiu na noite desta quinta-feira (26) manter o apoio ao governo Agnelo. Mas há risco de intervenção nacional.

O presidente nacional do partido, Roberto Freire, é contra a permanência na base de apoio do petista.

O deputado distrital Alírio Neto pediu licença de até um ano da legenda, para garantir o direito de ficar na Secretaria de Justiça e Cidadania mesmo se houver intervenção.

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26.04.2012 12:51

Precedente na bancada do PT

No PT, a avaliação é de que a assinatura do presidente da Câmara Legislativa, Patrício (PT), no requerimento para a instalação da CPI da Arapongagem criou um precedente entre os deputados distritais petistas que sempre votam fechados numa posição única.

Ao se posicionar pela criação da CPI, Patrício contrariou uma deliberação da executiva regional do PT. Petistas dizem agora que terão argumento para adotar publicamente posições divergentes da bancada quando julgarem conveniente.

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25.04.2012 22:31

Governo do DF diz que não há servidor público entre presos na Saint-Michel

O porta-voz do governo, Ugo Braga, o secretário de Segurança, Sandro Avelar, e o diretor-geral da Polícia Civil do DF, Jorge Xavier, promoveram uma entrevista coletiva nesta tarde (25) para um pronunciamento sobre a Operação Saint-Michel.

O tom do governo foi de sustentar que não houve crime contra a administração pública porque não há nenhum servidor público entre os cinco suspeitos que tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça -- dois diretores da Delta, o vereador Wesley Silva (PMDB) e dois outros envolvidos apontados como lobistas.

Um levantamento feito pelo GDF indicou que Valdir dos Reis, apontado como servidor público, deixou o cargo na Secretaria de Planejamento no dia 31 de dezembro de 2010. "Não posso comentar uma investigação que é do Ministério Público, mas não vislumbro crime contra a administração públlica, uma vez que são todos agentes privados", disse o diretor-geral da Polícia Civil do DF, Jorge Xavier.

Os promotores de Justiça responsáveis pela Operação Saint-Michel também não comentam detalhes do trabalho de apuração, mas ressaltam que há servidores públicos sob investigação por crime de tráfico de influência. A prisão preventiva dos citados no caso não foi requerida em virtude de estratégia adotada na operação. 

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25.04.2012 14:55

Diretor da Delta em São Paulo também teve prisão decretada

A Operação Saint-Michel cumpriu nesta manhã busca e apreensão na casa de Heraldo Puccini Neto, um dos diretores da Delta Construções em São Paulo.

Ele também teve a prisão preventiva decretada, mas até agora o mandado não foi cumprido. Ele não foi localizado pelos policiais civis.

Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta para o Centro-Oeste, foi preso e levado para a Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado (DECO) da Polícia Civil do DF.

Outro lado: o advogado Ricardo Pagliuso que representa Cláudio Abreu disse ao repórter Erich Decat que não há motivos para a prisão preventiva de seu cliente, uma vez que ele "já responde serenamente às investigações da Operação Monte Carlo". Além disso, foi preso em casa e, segundo o advogado, ele não pretende fugir.

A advogada Mayra Victory, do vereador Wesley Silva (PMDB), negou participação do político no esquema de Carlinhos Cachoeira. "O que existe é uma amizade com várias pessoas", afirmou na saída da Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado (DECO) da Polícia Civil.

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25.04.2012 11:41

DECO na Operação Saint-Michel

Na Polícia Civil do DF, as investigações da Operação Saint-Michel são conduzidas pela Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado (DECO).

Os quatro presos até agora serão levados de Goiânia e Anápolis para a DECO onde prestarão depoimentos.

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25.04.2012 11:18

Operação Saint-Michel

Saint-Michel é um bairro do principado de Mônaco, como Monte Carlo. Um quadradinho.

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25.04.2012 09:27

Contrato de R$ 60 milhões do DFTrans

Na Operação Saint-Michel, o Ministério Público do DF investiga suposta corrupção envolvendo o contrato de bilhetagem eletrônica do DFTRans,o órgão que controla o sistema de transporte público no DF. Um contrato de R$ 60 milhões.

Na operação Saint-Michel, o DFTrans foi alvo de busca e apreensão nesta manhã (25), autorizada pela 5a Vara Criminal de Brasília.

Diretores da Delta Construções e servidores do GDF são suspeitos de participação, além do contraventor Carlinhos Cachoeira.

Os investigadores chegaram a cogitar entrar com um novo pedido de prisão preventiva contra Cachoeira. Mas avaliaram que não havia sentido uma vez que ele já está preso na Papuda em Brasília.

O trabalho é realizado em conjunto entre o Ministério Público do Distrito Federal, por meio do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC), e o Ministério Público de Goiás, com base em informações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal (PF) na Operação Monte Carlo.

Os mandados foram cumpridos pela Divisão de Combate ao Crime Organizado (DECO) da Polícia Civil do DF, responsável pelas investigações.



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25.04.2012 09:18

Servidor do GDF entre os presos na Operação Saint-Michel

Há um servidor do Governo do Distrito Federal entre os presos na Operação Saint-Michel. O nome dele é Valdir Reis.

Informações que deram início à Operação foram repassadas ao Ministério Público do DF pelo Ministério Público Federal em virtude de envolverem supostos crimes praticados no Distrito Federal.

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25.04.2012 08:54

Um vereador de Anápolis está entre os presos na Saint-Michel

Entre os presos na Operação Saint-Michel, está o vereador Wesley Clayton da Silva (PMDB), de Anápolis (GO). O ex-diretor da Delta Construções no Centro-Oeste Cláudio Abreu também foi preso. Ele perdeu o cargo depois do escândalo da Operação Monte Carlo.

O Ministério Público do DF, por meio do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC), em conjunto com a Polícia Civil do DF, cumpre mandados de busca e apreensão e prisão preventiva deferidos pelo juiz da 5a Vara Criminal de Brasília.

As medidas foram cumpridas em Brasília, São Paulo, Anápolis e Goiânia, com o apoio do Ministério Público do Estado de Goiás e de São Paulo.

Os fatos investigados têm origem na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal de Goiás, que prendeu Carlinhos Cachoeira e o araponga Idalberto Matias, conhecido como Dadá. 

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25.04.2012 08:35

MPDFT realiza desdobramento da Operação Monte Carlo e prende diretor da Delta

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) realiza nesta manhã a Operação Saint-Michel, um desdobramento da Operação Monte Carlo.

São cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão. Um dos presos é o ex-diretor da Delta para o Centro-Oeste Cláudio Abreu, apontado como um dos parceiros do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

O trabalho é realizado pelo Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC) do MPDFT, em parceria com a Polícia Civil do DF por meio da Divisão de Combate ao Crime Organizado (DECO), e o Ministério Público de Goiás.

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