Na crise do desespero, o Brasil colocou num avião da FAB o que era mais necessário à população do Haiti. Assim chegaram as primeiras treze toneladas, recebidas com choro e alegria pelos necessitados. A tropa do Brasil que lá representa a ONU sentiu a alegria dos desesperados, e a amizade com que eles sempre chegaram à representação brasileira.
Dilma Roussef faz esforço para contar com Ciro Gomes no palanque. Passado na casca do alho, o paulista cearencês manteve a mesma postura. A resposta foi seca e limpa. “Há chances, mas no segundo turno”.
Inteligente, Osório Adriano Filho começou a distribuir carros da Volkswagen. Certo dia, Lúcio seu auxiliar para venda de carros usados, chegou ao escritório e encontrou um par de botas ofertadas pelo artífice. Osório, disse ele. Foram me dar essas botas. Não serviam para mim. Agradeci porque não podia usá-las. Agora vejo ao lado de sua mesa o presente que recusei. Resposta de Osório: “Senti que o meu pé era muito maior, mas achei interessante ficar com o mimo para oferecer a uma pessoa importante que poderá me visitar”.
Muda o tempo no governo coronel Hugo Chávez. Falta luz no país, e o prejuízo chega a US$ 1 bilhão. Aumento de preços e protestos do povo. Hugo Chavez vai à TV, aperta sos parafusos no governo e no público. Há desengano. O povo chia, há fumaça Só a luz ainda não apareceu.
São Paulo se afoga na lama e água suja. Faz dias. Autoridades apenas constatam estatísticas, dizendo quantos adoecem e morrem. Não se sabe de nenhum plano para atacar dificuldades. São Paulo está sem saneamento básico. A primeira área beneficiada tem o registro de , que deu o nome ao bairro das casas dos ricos do Café. Todos reclamam, sofrem, e não há providências a adotar nos tempos eleitorais de hoje.
Na coluna Brasília-DF o colunista Luiz Carlos Azedo fez comentário sobre estratégia do governo para remover a candidatura do deputado Ciro Gomes, e pressionar outros líderes.
Kácio, com sua sabedoria, é o autor da ilustração que está exposta. É o escafandro preparado para o governo, que não terá efeito nenhum.
Batalhão de Polícia do Exército de Brasília: vista aérea
Veio para o DF pequena corporação do Exército. Ficava situada ao lado do Palácio da Alvorada, num terreno coberto por bananeiras, na beira do lago. A função era guardar explosivos para caso de necessidade. Era a única unidade do Exército. O presidente da República removeu a corporação para outro lugar. Só assim se ficou sabendo a tranqüilidade que a primeira unidade do Exército tinha para oferecer à população.
Na praia do Tambau, em João Pessoa, estávamos o colunista e o redator de O Norte Gonzaga Rodrigues. Passamos por uma casa meio afastada. Gonzaga Rodrigues me disse: Aqui mora o dr. José Américo. Vamos lá. Respondi que era abuso a gente chegar de surpresa, ainda mais pela manhã. Entramos sem anunciar. Dona Lourdes, a secretária subiu e avisou ao dr. José Américo. Logo mais o dr. José Américo estava descendo. Usando pijama confortável, abraçou Gonzaga Rodrigues e fui apresentado. Conversamos por mais de uma hora. Falava sobre o Brasil e o mundo sem perder detalhes da política ou fatos importantes. Como era bem informado o homem que habitava aquela casa.
Pronunciamento do sr. Clésio Andrade, presidente do CNT dá conta das modernidades que estão sendo adotadas. A idéia é salvadora. Não se conhece a extensão das providências, mas estradas, caminhões e ônibus velhos continuam aumentando a estatística dos mortos que deveriam estar vivos.
Na inauguração do Brasília Palace, Juscelino faz crítica. Eu queria que fosse hotel maior do que o Waldorf Astória. Isto aqui não vai dar certo. Como era a inauguração JK saiu meio descrente. Poucos meses depois a parte que se dirigia para o lado da Churrascaria do Lago começou a perder o prumo. Seria absurdo o único hotel de Brasília ruir. Alegria para a oposição, que compunha a maior luta contrária. Engenharia resolve. Congela o terreno, põe macaco hidráulico que levanta um pouco o hotel. Nem os hospedes sabiam do que ocorria. Até hoje o macaco hidráulico funciona. Estando no prumo ficou caro, porém certo.
Moradores dos estados sofridos com desastres da natureza recebem carinho dos cidadãos brasileiros. É pequeno alívio para quem não recebe o mesmo carinho dos Poderes. Acontece que governos estaduais e federal constam os fatos, fazem estatísticas dos prejuízos e dos mortos, ou sem casa. Até o momento não surgiu idéia de atendimento a quem sofre efeitos da natureza.
Supremo Tribunal Federal desfez 90% da área de reserva indígena dos Airocó-Korá no Mato Grosso do Sul, criada por decreto o ano passado. Fazendeiros entraram com ação no Supremo, e aguardam decisão final. Cereais plantados e colhidos formam esperança de povo em dificuldades de alimentação. Só que a produção tem ditames para evitar uso indeterminado do solo em prejuízo do globo terrestre.
Deixando de lado acusações que aparecem contra governador José Roberto Arruda, convém que o povo reconheça. Quando todo o Brasil fica sufocado num trânsito impossível, Brasília abre caminhos novos para desafogar o trânsito. Se tal não ocorresse estaríamos na triste situação do povo paulistano. Sentados num auto-imovente e sofrendo amarguras de querer trabalhar sem poder. Chegar a casa, sem poder. Sem horário para nada. Vire o espelho. Arruda tem agido com força, porém imprudência. Começam a se numerar os fatos que denotam sua maneira de trabalhar. Há, de parte da oposição, luta com denuncias cabeludas para dificultar a vida do governador. Se alguns pensam com seriedade, há que os que pensam em político. Na dúvida a apuração dos fatos é o melhor para o contribuinte.
Não é fácil o que fazem os ônibus numa estrada estreita. Não é só habilidade dos motoristas. É exercício de matemática pura que eles só entendem na escala de 1 por 1.