Portal Uai
24 outubro 2014 07:43 pm

Renée Zellweger é assunto no mundo todo

 

Assunto da semana em Hollywood e no mundo todo foi a mudança física radical da atriz Renée Zellweger, estrela dos filmes "O Diário de Bridget Jones" e "Chicago". Oscar de melhor atriz coadjuvante pela atuação em "Cold Mountain".

 

A aparição que assustou o mundo aconteceu em uma festa realizada em Los Angeles na última segunda-feira.  O "novo rosto" nada guarda da antiga, de olhos puxadinhos, bochechas largas e rosadas e pele bastante branca.


 

 

Em entrevista à revista People, Renée negou, indiretamente, ter se submetido a qualquer procedimento cirúrgico. "As pessoas buscam uma verdade nefasta que não existe", disse a atriz, que atribuiu a sua mudança física a um processo de envelhecimento saudável. "Quem não parece diferente quando envelhece?", afirmou à publicação. "Estou cuidando de mim. Estou feliz."

 

A mudança de Renée pode ser conferida passo a passo em um vídeo da revista People. Veja:

 

 

É difícil acreditar, porém, que a transformação da atriz se deva apenas à idade.


 

-------------------------------------------------------------------

Leia também:

Cuidado com o botox falsificado

Votos:
|

11 outubro 2014 03:14 pm

OUTUBRO ROSA por uma causa nobre


Hoje, mesmo sendo dermatologista e naturalmente sempre escrevendo sobre dermatologia aqui no blog, peço licença aos leitores para falar de um assunto diferente... mas é por uma boa causa... uma IMPORTANTE causa....

“Outubro Rosa“ é um movimento internacional de conscientização sobre o câncer de mama. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Esse movimento começou nos Estados Unidos, onde vários estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e mamografia no mês de outubro. Posteriormente, com a aprovação do Congresso Americano, o mês de outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama. De lá pra cá, a causa se espalhou. Clique aqui para saber mais .

Atualmente, em qualquer lugar do mundo durante o mês de outubro, a iluminação rosa é compreendida como a união dos povos pela saúde feminina. O câncer de mama é a segunda causa de morte entre as mulheres no mundo. Em 2013, no Brasil, foram registrados 57.000 novos casos, sendo 5.000 em Minas Gerais. O câncer de mama é o segundo em incidência no País, perdendo justamente para o mal que sempre alertamos aqui no blog, o câncer de pele. No entanto, é o câncer de mama que mais mata mulheres. 

O movimento, que dura o mês inteiro, busca alertar sobre os riscos e a necessidade de diagnóstico precoce desse tipo de câncer. Quanto mais cedo o diagnóstico é feito, maiores são as chances de cura. Por isso, apoio muito esse movimento e o alerta às mulheres. Apoie você também.

 

Votos:
Tags: outubro  rosa 

|

27 setembro 2014 03:13 pm

Protetor solar inibe a absorção da vitamina D



A vitamina D é um hormônio esteroide lipossolúvel que pode ser obtido após exposição solar ou por meio da alimentação. Trata-se de uma substância é essencial para o corpo humano e sua ausência pode proporcionar uma série de complicações. Ela controla 270 genes, inclusive células do sistema cardiovascular.

A vitamina D é necessária para a manutenção do tecido ósseo, também influencia consideravelmente no sistema imunológico, sendo interessante para o tratamento de doenças autoimunes, e no processo de diferenciação celular. A falta desse nutriente favorece 17 tipos de câncer. Age ainda na secreção hormonal e em diversas doenças crônicas não transmissíveis, entre elas a Síndrome Metabólica que tem como um dos componentes o diabetes tipo 2.

O consumo da vitamina D é essencial para as gestantes, a falta dela pode levar a abortos no primeiro trimestre. Já no final da gravidez, a carência do nutriente pode levar à pré-eclâmpsia e aumentar as chances da criança ser autista. 

E esses nem são todos os benefícios que a vitamina D proporciona para o organismo. Por isso, ela é tão importante!

Infelizmente, cerca de 80% das pessoas que vivem no ambiente urbano estão deficientes nesta substância.

Na hora de garantir as quantidades corretas do nutriente, surge uma série de dúvidas. Uma delas é: só é possível conseguir vitamina D tomando sol? Outra também comum: o protetor solar atrapalha na absorção de vitamina D? 

Respondendo à primeira:

Não, é possível obter a vitamina D por meio da alimentação e suplementação com orientação médica. Para evitar a carência do nutriente,  é interessante incluir na dieta alimentos ricos nesta substância e também tomar entre 15 e 20 minutos de sol sem proteção solar e com braços e pernas expostos todos os dias no horário entre 10 e 16 horas. Apesar de alimentação e exposição solar serem complementares, este último garante entre 80 e 90% da síntese de vitamina D.

Já sobre a questão sobre o protetor solar, se ele atrapa na absorção da vitamina? A resposta é:

Sim, infelizmente o uso do filtro solar prejudica a absorção da vitamina D por meio da exposição ao sol. Ele que é tão essencial para prevenir rugas, mancas e, evidentemente, câncer de pele, reduz em 90 a 99% a chance do organismo sintetizar a vitamina D através da exposição ao sol. 

Para se ter uma ideia, o protetor fator 8 inibe a retenção de vitamina D em 95% e um fator maior do que isso praticamente zera a produção da substância. 

A poluição do ar também filtra uma parte dos raios UVB, reduzindo a quantidade que chega à pele das pessoas.

Assim, para se obter a vitamina evitando o risco do câncer de pele e outros, é importante se expor somente durante os 15 a 20 minutos recomendados e, após isso, aplicar o filtro solar. Ou, então, passar o protetor no rosto e deixar as pernas e braços sem durante o período recomendado. Dessa maneira, as quantidades de vitamina D estarão garantidas.  

Votos:
Tags: protetor  solar    vitamina  D    inibição    absorção 

|

22 setembro 2014 09:46 pm

Vem aí o 69º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia



O 69º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia vai acontecer de 27 a 30 deste mês no Centro de Convenções de Pernambuco. 

Um programa científico arrojado, com uma formatação original e logística inovadora são o que se espera do evento neste ano.  A SBD pretende realizar um evento surpreendente, com intenção de manter o título de maior e mais tradicional encontro da dermatologia brasileira, apresentando atualizações na sua prática clínica, cosmética e cirúrgica.

Estarei lá. Estou ansiosa por rever os colegas profissionais, trocar experiências e aprender mais!!!


Votos:
|

15 setembro 2014 05:38 pm

Tempestades solares afetam a nossa saúde?


Uma rara explosão dupla de tempestades solares magneticamente carregadas atingiram a Terra na noite das últimas quinta e sexta-feiras, criando preocupações de que sinais GPS, comunicações por rádio e transmissões de energia em todo mundo pudessem ser interrompidos.



Individualmente, as tempestades, conhecidas como ejeções de massa coronal (ou CMEs, na sigla em inglês) não justificam advertências especiais, mas - nesse caso específico - o curto intervalo atípico e sua rota direta para a Terra levou o Centro de Previsão Climática, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) a emitir o alerta.

Tempestades tão poderosas como as de agora normalmente ocorrem entre 100 e 200 vezes durante um ciclo solar. As partículas solares altamente energéticas e magneticamente carregadas podem atingir o campo magnético da Terra e interromper algumas comunicações de rádio e degradar os sinais de GPS, disse o NOAA.

As tempestades também têm o potencial de afetar as redes de energia do campo elétrico nas latitudes norte, que são mais suscetíveis a perturbações geomagnéticas.

E com relação à saúde das pessoas? O que pode acontecer? Esse tipo de fenômeno não causa riscos imediatos para a saúde de quem está no planeta. No entanto, especialistas explicam que astronautas fora da estação espacial podem, sim, sofrer uma dose de radiação letal de uma explosão solar. Já tripulação e passageiros de voos de avião com rota que passam pelos Polos ou pilotos de aviões de caça que sobem em altitudes muito altas podem receber uma dose de raio X similar a de uma chapa do pulmão.

Em longo prazo, as tempestades solares podem aumentar a propensão ao câncer de pele.

Como o ozônio ajuda a impedir a passagem dos raios ultravioletas, a população fica mais exposta a esse tipo de raio. Ele penetra profundamente e desencadeia reações e alterações celulares que, por meio de mutações genéticas, podem predispor ao câncer da pele.

Portanto, aproveito mais esse fenômeno para reforçar o que sempre alerto: use SEMPRE protetor solar.

Votos:
Tags: tempestade  solar    dermatologia    câncer 

|

07 setembro 2014 03:09 pm

Nove dicas para se prevenir do aparecimento das indesejadas estrias


As estrias não avisam que estão chegando e são difíceis de se tratar. Existem alguns tratamentos capazes de melhorar o aspecto das lesões, mas não as estrias em si. O ideal é investir em hábitos saudáveis, fortalecendo a pele e prevenindo o surgimento de novas cicatrizes.

Pode parecer estranho, mas as estrias são lesões, ou seja, a pele se rompe quando há um estiramento muito intenso. O problema é muito comum na adolescência se o crescimento acontece rapidamente, e não de forma gradual. Na gravidez, por causa do ganho de peso. Ou após alterações de peso. 

Siga algumas dicas que podem ajudar a evitar o aparecimento das tão indesejadas estrias:

1) Exercícios físicos
A atividade física mantém a pele firme, evitando as estrias. Só é preciso tomar cuidado com exercícios muito intensos, que podem levar ao ganho rápido de massa muscular e à hipertrofia, esticando demais a pele

2) Cremes hidratantes
Uma pele hidratada tem mais resistência a rupturas. Aplique hidratantes diariamente. A região atrás dos joelhos, a barriga e a lateral do quadril são as áreas mais propensas às estrias e merecem cuidados especiais. Durante a gravidez, a aplicação dos hidratantes pode ser feita até três vezes ao dia, mas vale falar com o ginecologista antes de escolher o produto que você pretende usar, evitando riscos ao bebê.

3) Massagens localizadas
Massageie as áreas mais propensas a sofrer com estrias enquanto aplica o creme hidratante, fazendo uma espécie de drenagem linfática para melhorar a circulação da área. 

4) Água
Beber água ajuda a manter o corpo hidratado, incluindo a pele. É essencial beber pelo menos dois litros de água por dia para manter a pele sempre hidratada, evitando rupturas no tecido e, consequentemente, as estrias.

5) Vitamina C
Esse nutriente participa ativamente da produção do colágeno, uma das principais substâncias de sustentação da pele, ajudando a prevenir estrias. O consumo regular de vitamina C também tem efeito calmante sobre a pele. As maiores fontes de vitamina C são laranja, acerola, abacaxi, kiwi e goiaba.

6) Zinco
O zinco presente nos frutos do mar tem ação cicatrizante para a pele, mantendo-a sempre saudável e prevenindo o estiramento. Esse mineral tem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes que atuam em favor da pele evitando infecções e irritações. Castanha-do-Pará e gérmen de trigo são fontes de zinco. 

7) Vitamina B5
A vitamina B5 promove a renovação celular, deixando a pele firme e saudável. Carne de boi, ovos e derivados do leite são as maiores fontes deste nutriente e devem fazer parte da dieta de quem busca prevenir as estrias. Brócolis, batata doce, abacate e lentilha são opções para quem é vegetariano.

8) Vitamina E
A vitamina E incentiva a formação de colágeno, bem como mantém a estrutura da elastina da pele. Preserva a elasticidade da pele e previne danos na estrutura de colágeno e elastina, evitando as temidas marcas de estiramento. Avelã, amêndoas, gérmen de trigo e óleos vegetais são boas fontes desse nutriente. 

9) Silício
Aveia, milho, arroz, algas marinhas e frutos do mar são fontes de silício, que regenera as fibras de colágeno e elastina, evitando a perda da elasticidade da pele. Além disso, o nutriente protege o colágeno já existente contra os radicais livres, ação que também previne estrias. 

Infelizmente, para algumas pessoas, nada pode funcionar a evitar as estrias. Isso porque algumas  têm na genética uma tendência incombatível. E, para outras, o aumento brusco de peso poderá ser um fator determinante para  o aparecimento delas. 

Votos:
Tags: estria    tratamento    prevenção    dermatologia    pele    saúde 

|

06 setembro 2014 09:15 pm

Para comprovar a eficiência do filtro solar

Este vídeo é para quem ainda está na dúvida sobre a necessidade de se  usar filtro solar diariamente.   

 

Ele criado e produzido pelo cinegrafista nova-iorquino Thomas Leveritt e mostra imagens de pessoas expostas à radiação ultravioleta, revelando os danos – ainda não visíveis – que já foram feitos à pele.

 

Para comprovar a eficiência do filtro solar, após a exposição, Thomas pediu para que as pessoas passassem o protetor no rosto e se olhassem novamente sob a luz ultravioleta. Muito bacana! Vale a pena assistir:


 

 

 

E você? Passou filtro solar hoje? :)

 

 

Votos:
|

31 agosto 2014 05:31 pm

Rejuvenescimento periodal e periocular

 

 

Olá! Após alguns dias de férias em julho, voltei renovada para mais atendimentos e para o restante dos congressos do 2o semestre. Logo que voltei, fui participar de uma Reunião Latino-Americana que sou convidada anualmente há mais de cinco anos e da qual participam somente 250 dos maiores aplicadores de Botox® e preenchimento da América Latina, entre dermatologistas e cirurgiões plásticos.


Todo ano, eu fico me perguntando o que mais podemos aprender sobre esses dois procedimentos tão consagrados, não é mesmo? E por incrível que pareça, sempre tem alguma novidade.


Sempre sigo três pilares nos meu tratamentos: harmonia, balanço e proporção, evitar que o paciente fique parecendo que "fez" algum procedimento como Botox® ou preenchimento. O objetivo é parecer que tiramos férias e ficamos com o rosto descansado.


Este ano, a reunião ficou muito focada no rejuvenescimento perioral e periocular. Achei muito interessante as várias abordagens de preenchimento para essa área e como que elas rejuvenescem o olhar e, na área perioral, como devemos tratar além dos lábios a área ao redor dos lábios.


Um estudo muito interessante foi apresentando mostrando que, da mesma maneira que escolhemos determinadas molduras de óculos para determinados formatos de rostos, também devemos preencher os lábios. Cada formato de rosto combina com um formato de lábio para chegarmos ao objetivo de ficar harmonioso. E quando falo em preenchimento de lábios não é somente para aumentar. Na maioria das vezes, devolvemos ao paciente o volume perdido com o tempo. Se notarmos fotos mais antigas, vemos que o volume dos lábios vai diminuindo com o passar do tempo.


O objetivo dos tratamentos não é transformarmos o paciente em outra pessoa, e sim devolvermos a jovialidade, mas sem perder as características individuais de cada um. Retardar o processo do envelhecimento e parecer que a pessoa está com o rosto descansado e não mudado!

         
    
  

Votos:
|

09 agosto 2014 07:00 am

Dia dos Pais será Dia do Meu Melhor Amigo em São Paulo

A SBD em parceria com a TV Globo SP vai realizar no próximo domingo (10/8), Dia dos Pais, uma ação institucional no Parque Villa-Lobos, zona oeste de São Paulo. O “Dia dos Pais, Dia do Meu Melhor Amigo” vai englobar um dia inteiro de atrações especiais para toda a família, incluindo ações de conscientização sobre o câncer da pele, com a participação de uma equipe de médicos dermatologistas da SBD. Das 10h às 16h, numa tenda de atendimento montada no local, o público conhecerá o ABCD das pintas e ganhará amostras de protetor solar. O paciente de risco será o foco da ação do Dia dos Pais.

Por meio da Calculadora de Risco para o Câncer da Pele , disponibilizada pela SBD, usuários responderão a um questionário desenvolvido por especialistas da entidade e receberão informações sobre as chances de virem a desenvolver a doença no futuro.

Para facilitar a observação e tornar o diagnóstico mais correto e preciso, os dermatologistas estarão equipados com o dermatoscópio – microscópio para a pele que analisa e armazena todas as pintas do corpo e aumenta a chance de diagnóstico do melanoma para 95%.

“O câncer da pele está em crescimento no Brasil e nós, dermatologistas, estamos preocupados com esse índice. Nossa participação será mostrar as medidas preventivas necessárias para manter a saúde da pele”, disse o coordenador do Programa Nacional de Controle do Câncer de Pele (PNCCP), Marcus Maia.

O evento também terá atividades esportivas para entreter a família, como futebol de botão, pebolim, gincanas, além dos shows de Moraes Moreira e Davi Moraes.

Feliz Dia dos Pais a todos os papais de todo Brasil!

Votos:
|

24 julho 2014 09:30 am

Governo gasta em média R$ 3,05 ao dia na saúde de cada habitante

Novo levantamento do Conselho Federal de Medicina avalia gasto per capita em saúde pública. Indicadores de saúde mostram que valores aplicados pelo Estado são insuficientes para atender necessidades da população


Um gasto de R$ 3,05 ao dia em saúde. Este é o valor que os governos federal, estaduais e municipais aplicaram em 2013 para cobrir as despesas dos mais de 200 milhões de brasileiros usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, o gasto  per capita  em saúde naquele ano foi de R$ 1.098,75. O valor, segundo análise do Conselho Federal de Medicina (CFM), está abaixo dos parâmetros internacionais e representa apenas metade do que gastaram os beneficiários de planos de saúde do Brasil no mesmo período.


As informações levantadas pelo CFM consideraram as despesas apresentadas pelos gestores à Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda, por meio de relatórios resumidos de execução orçamentária. Em 2013, as despesas nos três níveis de gestão atingiram a cifra de R$ 220,9 bilhões. O montante agrega todas as despesas na chamada “função saúde”, destinada à cobertura das ações de aperfeiçoamento do sistema público de saúde. Boa parte desse dinheiro é usada também para o pagamento de funcionários, dentre outras despesas de custeio da máquina pública.


Para o presidente em exercício do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital, os indicadores de saúde e as condições de trabalho para os médicos nos municípios revelam como os valores gastos estão abaixo do ideal. “Como podemos ter uma saúde de qualidade para nossos pacientes e melhor infraestrutura de trabalho para os profissionais do setor com tão poucos recursos? O pior de tudo isso é que, enquanto Estados e Municípios se esforçam para aplicar o mínimo previsto em lei, a União deixa de gastar, por dia, R$ 22 milhões que deveriam ser destinados à saúde pública”, criticou o presidente ao relembrar um estudo do CFM, no qual aponta que, entre 2001 e 2012, o Ministério da Saúde deixou de aplicar quase R$ 94 bilhões de seu orçamento previsto.


Além da má qualidade da gestão dos recursos, que tem impacto direto na assistência da população e na atuação dos profissionais, os representantes dos médicos acreditam que a saúde pública no Brasil não é uma prioridade de governo. “Recentemente, um grupo ligado aos planos de saúde mostrou que cada um dos 50,2 milhõesde beneficiários de planos privados pagou, em média, R$ 179,10 por mês para contar com a cobertura de seu plano em 2013. Isso representa cerca de R$ 2.150,00 por ano – quase o dobro do que os governos pagam pelo direito à saúde pública”, ponderou o diretor de Comunicação do CFM, Desiré Callegari.


Comparação internacional  – As informações do CFM dialogam com dados da Organização Mundial da Saúde – OMS (Estatísticas Sanitárias 2014), que, apesar de diferenças metodológicas, revelou que o Governo brasileiro tem uma participação aquém das suas necessidades e possibilidades no financiamento. Do grupo de países com modelos públicos de atendimento de acesso universal, o Brasil era, em 2011, o que tinha a menor participação do Estado (União, Estados e Municípios) no financiamento da saúde.


Segundo os cálculos da OMS, enquanto no Brasil o gasto público em saúde alcançava US$ 512 por pessoa, na Inglaterra, por exemplo, o investimento público em saúde já era cinco vezes maior: US$ 3.031. Em outros países de sistema universal de saúde, a regra é a mesma. França (US$ 3.813), Alemanha (US$ 3.819), Canadá (US$ 3.982), Espanha (US$ 2.175), Austrália (US$ 4.052) e até a Argentina (US$ 576) aplicam mais que o Brasil.


Ranking dos estados e capitais  – O levantamento do CFM, que acaba de ser lançado, considerou ainda os dados declarados pelos maiores municípios de cada um dos dez estados mais populosos do país. A comparação mostra que, embora alguns estados e municípios tenham aplicações maiores que outros, em geral os valores são insuficientes para melhorar indicadores de saúde em nível local. Neste estudo, as despesas em saúde foram cruzadas com Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), oferta de leitos para cada grupo de 800 habitantes, taxas de incidência de tuberculose e dengue, além da cobertura populacional de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Equipes de Saúde da Família (ESF).


É o caso, por exemplo, do Distrito Federal, líder do ranking estadual do gasto em saúde, com R$ 1.042,40 por pessoa ao ano. Apesar disso, o DF apresenta o pior desempenho de cobertura populacional de ACS (19%) e de ESF (20%). Por dia, são gastos R$ 2,90 na saúde da população do Distrito Federal, valor que também não foi suficiente para livrá-lo da pior taxa de leitos por habitantes do país: apenas 0,7 leito para cada 800 habitantes.


Em último lugar no ranking, aparece Alagoas, onde foram gastos apenas R$ 204,89, em 2013, na saúde de cada habitante, o equivalente a R$ 0,57 ao dia. Apesar das taxas de incidência de doenças e demais indicadores de saúde local não estarem entre os piores, Alagoas tem o pior IDH do país, segundo pesquisa divulgada pelo Programa das Nações Unidas (PNUD) no ano passado e que mede o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida oferecida pela população.  Clique aqui para conferir o ranking dos estados .


Entre as capitais, a média do gasto em saúde por pessoa é de R$ 542, 8. Onze cidades figuram abaixo desse valor. Belo Horizonte/MG tem o melhor desempenho relativo, com R$ 933,86 ao ano, seguido pelas cidades de Campo Grande/MS (R$ 919,30) e Teresina/PI (R$ 874,82). Na outra ponta, Rio Branco-AC (R$ 240,53), Boa Vista/RR (R$ 271,19) e Belém/PA (R$ 284,77) aparecem com os piores desempenhos. Em Macapá, capital do Amapá, os gastos em saúde não foram encontrados, nem nos relatórios resumidos de execução orçamentária, nem no portal da transparência da prefeitura, motivo que pelo qual a cidade não foi incluída no levantamento.  Clique aqui para conferir o ranking das capitais .


Fonte: CFM.

Votos:
Tags: governo    saúde    gasto    conselho  federal  de  medicina 

|

22 julho 2014 08:00 am

Perda de colágeno é a principal causa de flacidez da pele

Em entrevista ao MGTV primeira edição do dia 21 de julho, falei sobre a perda de colágeno como principal causa de flacidez da pele. Clique e confira:


Votos:
Tags: colágeno    pele    perda    dermatologia    tratamento    MGTV 

|

19 julho 2014 11:16 am

Cuidado com a coceira durante o inverno



Recentemente, fui perguntada:

MINHA PELE ESTÁ COÇANDO MUITO QUANDO SAIO DO BANHO.  ISSO É NORMAL?

Respondi:

No inverno, normalmente, tomamos banhos mais quentes e demorados. Além disso, nem sempre passamos creme hidratante no corpo e, com o tempo mais seco e frio da estação, associado aos hábitos errados do banho quente e prolongado, o ressecamento da pele aumenta muito. Os sintomas desse ressecamento são principalmente a coceira que tende a piorar após o banho. Por isso, usar um hidratante diariamente durante o inverno é muito importante! E, se possível, repetir as aplicações durante o dia pode ajudar a melhorar esses sintomas de coceira e a tratar a pele seca. No entanto, se mesmo tomando esses cuidados, você perceber que a pele continua ressecada, irritada e coçando, procure um dermatologista para investigar a situação.

-----------------

Leia também:



-----------------


Votos:
Tags: pele  seca    dermatologia    coceira    tratamento    banho    creme    hidratante    corpo 

|

10 julho 2014 09:55 am

Aproveite o inverno para cuidar da pele



Roupas elegantes combinam com uma pele bem tratada. E, na estação mais fria do ano, temos o momento ideal para se investir em tratamentos mais intensos para a pele.





Os resquícios do verão e a pele ressecada pelo próprio frio, que acabam deixando as rugas mais visíveis, precisam de um investimento imediato para quem quer entrar próxima estação com aspecto mais jovem e saudável.


Ao ser avaliado(a) na clínica, programamos e personalizamos o tratamento com o que o paciente precisa. Além dos cremes e protetor solar, podemos usar a tecnologia a favor,  como os peelings, laser luz pulsada, laser fracionado não ablativo (que não machuca), laser fracionado ablativo, laser erbium, tudo para estímulo de colágeno. 


Sculptra para estímulo de colágeno, botox para relaxamento da musculatura e melhora das rugas de expressão, preenchimento para melhora das rugas e vincos, volumização com ácido hialurônico para áreas que perderam volume. 


Ufa! Você ficou até cansado(a) ao ler todas essas possibilidades de tratamento?  Calma! Não se assuste! Nem sempre é preciso realizar todos eles. Como sempre digo, não existe uma receita de bolo. Para cada paciente é necessária uma   indicação diferente e para resultados diferentes e ideais para cada um.

Votos:
Tags: inverno    pele    tratamento    dermatologia    botox    peeling 

|

03 julho 2014 10:46 am

Semestre incrível! Muitas novidades


Olá, queridos leitores! E mais um semestre se passou! Como participei de congressos e administrei cursos demais, na minha opinião, os meses se passaram muito rápido! Foram cinco congressos!!! Então, vamos às novidades!!!

Em abril, fui ao Congresso de Cirurgia Dermatológica e pude constatar que: 

- O Sculptra (ácido poli-l-láctico), um estimulador de colágeno, biocompatível com nosso organismo, então, absorvível, natural, voltou com força total!!! Já o utilizo no consultório, há alguns anos, para estímulo de colágeno no rosto, pescoço e colo. Mas a principal novidade é que agora ele pode ser usado em outras partes do corpo, como região interna de braços e coxas, interior de coxas, abdome, para melhorar aquele "umbiguinho triste" e outras áreas. Como o Sculpra estimula o colágeno, ele melhora a flacidez dessas áreas, como nenhum outro aparelho consegue fazer. E o melhor: os resultados permanecem por até dois anos. As pacientes que já fazem o tratamento corporal estão adorando os resultados. A procura está tão grande que estamos até com fila de espera! 
 
- Novidade em laser!!! Agora temos a novíssima ponteira ACROMA !!! É um laser de Q-swicht que pode fazer diversos tratamentos.  

1- Laser Toning - tratamento consagrado na Ásia para fechamento dos poros da pele e melhora do aspecto em geral e muitas pacientes gostam de fazê-lo antes de uma festa para dar um efeito Cinderela!!! 

2- Tratamento de Melasma , o ACROMA é a mesma tecnologia do laser Spectra e ajuda além do tratamento tópico a eliminação do melasma. Não é a cura, mas é uma arma a mais para clarear a mancha. 

3- Tratamento de cicatrizes escuras - Aquelas cicatrizes que somente os cremes clareadores não deram conta de clarear.

4- Tratamento de olheiras - Acredito que é uma das melhores indicações desse laser, com resultados mais seguros para pacientes de pele morena e negra.

5- Tratamento de eliminação de pigmentos de tatuagens - com risco pequeno de cicatriz.

Estou muito animada com esta ponteira nova e já estamos realizando todos esses tratamentos!!! E o melhor: PODE SER USADO EM TODOS OS TIPOS DE PELE !!!
 

- Última novidade: MMP - Microinfusão de Medicamentos na Pele  

Trata-se de um aparelho que bombardeia ativos em lesões da pele para obter melhor resultado. A melhor notícia é que, com esse tratamento, podemos ter um resultado para leucodermia gotadas (aquelas manchas brancas de sol nos braços) que até então não víamos com nenhuma terapia. Não só essas manchas, mas queloides, cicatrizes de acne, estrias, enfim, uma infinidade de condições dermatológicas!


Todas essas novidades já estão presentes na Clínica Dra Ligia Piccinini 

Votos:
Tags: semestre    fechamento    dermatologia    novidades    sculptra    laser    acroma 

|

30 junho 2014 06:00 pm

Psiquiatra brasileira conta como conseguiu atuar como médica no serviço público na França


A psiquiatra Alessandra Calabria-Hermann divide o tempo entre seu consultório em Nice, a 200 metros de sua casa, e o atendimento de crianças e adolescentes no Centre Hospitalier de Cannes, um serviço público na Riviera Francesa. Paulistana, ela fez Residência em Psiquiatria na Universidade Estadual do Rio de Janeiro e, 20 anos atrás, desembarcou em Paris, com uma bolsa de pesquisa francesa. Entre outras instituições e atividades, integrou a equipe do hospital psiquiátrico do Centre Hospitalier Sainte-Anne, em Paris, e trabalhou cinco anos em Viena, na Áustria.  



Alessandra Calabria-Hermann:  "na França, é preciso fazer provas teóricas e práticas, e trabalhar no serviço público, sob avaliação"

Quando chegou à França, com certificado de graduação e título de especialidade obtidos no Brasil, Alessandra percorreu o caminho reservado a todos os estrangeiros que não fazem parte da Comunidade Europeia. A opção, outra que não refazer todo o curso de Medicina, é seguir o Procedimento de Autorização de Exercício (PAE) destinado a médicos diplomados fora da França. Esse processo de regularização teve início na França a partir de 1995, com a Lei Weil. A partir daí, os médicos “estrangeiros” que estavam no serviço público, passaram a ter os mesmos direitos dos colegas franceses e europeus em exercício.

O primeiro passo do PAE é fazer as provas, que são teóricas, práticas e de domínio da língua. “É um concurso. O número de aprovados para cada especialidade depende do Ministério da Saúde, que monitora as necessidades da saúde pública, em função da demografia médica”, diz Alessandra.

Uma vez aprovado nas provas de conhecimento, o candidato estrangeiro deve trabalhar durante três anos em um serviço público de saúde, período no qual suas práticas profissionais são avaliadas. Cumpridos esses três anos, o candidato apresenta seu currículo exclusivamente francês ou europeu a uma comissão médica da especialidade dentro do Conselho Nacional de Medicina.

Não significa que haja discriminação ou resistência ao trabalho dos “extraeuropeus”, observa Alessandra. “A sociedade francesa nunca colocou em dúvida o trabalho do médico com diploma estrangeiro”, ela diz. “Os colegas sempre reconheceram a igualdade no trabalho. Os chefes de serviço, professores e ONGs de peso, como a Liga dos Direitos do Homem e Médicos sem Fronteiras, engajaram uma batalha diante das autoridades francesas para defender os mesmos direitos para médicos com diploma estrangeiro”, completa.

Votos:
|

29 junho 2014 05:00 pm

Reino Unido impõe provas e concursos aos médicos estrangeiros que desejam trabalhar no país

O cardiologista brasileiro Ricardo Petraco faz Residência no Imperial College de Londres e trabalha nos hospitais St Marys e Hammersmith. Está se especializando em Cardiologia Intervencionista e terminando o doutorado em Fisiologia Coronariana. Seu dia começa às 6h da manhã, quando toma o trem, e sua jornada é dividida entre atividades clínicas e acadêmicas, que envolvem pesquisas em novas técnicas para o diagnóstico da doença coronariana.  




Ricardo Petraco:  "no Reino Unido, além de um visto de trabalho, é preciso fazer várias provas e prestar concursos"

Estabelecer-se como médico estrangeiro – de fora da Europa – no Reino Unido tem duas exigências básicas, explica. De um lado, um visto de trabalho, que pode ser emitido diretamente pelo empregador ou, mais comumente, por vias especiais que demonstrem as qualificações do candidato que trarão benefícios ao país.

De outro lado, é preciso o reconhecimento do diploma pelo Conselho Geral de Medicina do Reino Unido (GMC-UK), que exige o domínio da língua, avalia a credibilidade da universidade de origem e realiza provas em duas etapas, conhecidas como PLAB. Uma delas, teórica, abrange todo o conteúdo do currículo médico. A outra, prática, consiste em inúmeras situações simuladas com pacientes nas quais são testadas a capacidade de comunicação do médico com o paciente e algumas habilidades básicas.

“A prova teórica não é excessivamente difícil, mas necessita de dedicação e estudo”, diz Petraco. “A prova prática reprova em torno da metade dos candidatos na primeira tentativa, mas, com persistência, a maioria consegue passar”, encoraja.

Ele ressalva, no entanto, que a legalização do diploma no Reino Unido não significa a obtenção de cargos de trabalho, muito menos a entrada em postos de treinamento. “Todos os postos são disputados em concurso após o edital oficial”, diz Petraco. “A competição é acirrada, já que é aberta a médicos britânicos, estrangeiros e europeus.”

Além disso, a validação inicial do diploma permite ao médico somente o trabalho supervisionado. A entrada em postos de treinamento (Residência) avançados – como acontece com Petraco – implica a obtenção do diploma de membro do Colégio Real de Médicos do Reino Unido, o MRCP-UK. “As provas teóricas e práticas do MRCP são feitas ao longo de dois a três anos, e são consideravelmente mais difíceis do que o PLAB, pois exigem conhecimento abrangente de Medicina Interna”, diz o médico.

A revalidação do título de especialidade é mais complicada, já que o candidato tem de demonstrar equivalência com o treinamento no Reino Unido – no Brasil, por exemplo, a Residência em Cardiologia é mais curta, logo não há equivalência. “Normalmente, os médicos estrangeiros têm de entrar no programa de treinamento de especialidade aqui na Inglaterra, se quiserem exercê-la, o que pode tomar de oito a 15 anos, e ainda exige, na maioria dos casos, a obtenção de um doutorado clínico ou PhD”, explica Petraco. O caminho para médicos de Família exige Residência de seis anos, no mínimo.

Por conta de tantas exigências, “a maioria dos cardiologistas em treinamento em Londres é britânica ou europeia. Mas meu ambiente de trabalho é multicultural, como Londres, e tenho colegas de várias partes do mundo”, diz. Apesar da correria, ele avalia seu trabalho como “recompensador e pessoalmente gratificante”. “Nunca fecho as portas para voltar ao Brasil no futuro, mas a minha jornada, por enquanto, é aqui”, completa o médico brasileiro.
  
 ----------------------------- --------------
 


Votos:
|

28 junho 2014 06:00 pm

Trabalhar como médico estrangeiro nos Estados Unidos não é nada fácil


O médico estrangeiro que deseja trabalhar nos Estados Unidos precisa começar tudo de novo. Ou quase tudo. Não importam os títulos e certificados que leva de seu país, nem a experiência que carrega, todo candidato tem de passar por uma bateria de exames e fazer uma nova Residência, que pode consumir de três a cinco anos. “Mesmo que você já tenha feito Residência no Brasil ou em qualquer lugar do mundo”, relata o médico Sady Ribeiro (foto abaixo), especialista em cirurgia para tratamento da dor, em Nova York.  


​  
  
De acordo com Sady Ribeiro:  "Nos EUA, o médico estrangeiro precisa, praticamente, começar tudo de novo, não importa os títulos que tenha"

Ribeiro passou pelos exames quando cursava pós-doutorado na Inglaterra, em 1981. Fez residência no Saint Vicent´s Hospital, em Nova York; treinamento por três anos, em Dor, na Universidade do Texas; e por 12 meses em Cefaleia, na Universidade Albert Einstein, em Nova York. Seu primeiro emprego foi no Hospital da Universidade de Houston e dois anos depois foi para a clínica particular. Atualmente, integra uma equipe e opera seus pacientes no Hospital Mount Sinai, em Nova York. Tem no seu cartão de visita uma dezena de títulos por concurso, entre eles o de especialista em Medicina Interna pela Sociedade Americana de Medicina Interna; de Dependência Química, pela Sociedade Americana de Dependência Química; e de Dor, pela Academia Americana da Dor, pela Sociedade Americana de Fisiatria e pelo Instituto Mundial da Dor.

O exame que Ribeiro prestou enquanto estava na Inglaterra, e que é o primeiro passo para trabalhar como médico em território americano, é o United States Medical Licensing Examination (USMLE). É feito todos os anos, no mesmo dia, em quase todos os países do mundo, e patrocinado pela Federation of State Medical Boards (FSMB) e pelo National Board of Medical Examiners (NBME). Trata-se de um exame em três etapas que busca avaliar tanto os conhecimentos e habilidades do candidato, como sua capacidade de aplicar o que sabe na relação com o paciente. Segundo Ribeiro, cerca de 30% dos candidatos são aprovados nesses exames.

“Qualquer brasileiro que fizer uma boa faculdade e estudar, passa”, ele diz. “A prova mostra se você tem um conhecimento compatível com o do médico americano. Se passar, vai procurar um hospital que o aceite na Residência Médica. Nos Estados Unidos, há mais de 300 desses hospitais, mas aí é outra competição, porque as instituições renomadas vão optar pelos médicos formados nos Estados Unidos, a menos que seja um estrangeiro excepcional”, explica. Feita a Residência, o processo “se complica”. “Os EUA oferecem a Residência, mas dificultam sua permanência no país. O estrangeiro, enquanto residente, é visto como mão de obra boa e barata. É assim no mundo todo.”

Terminada a Residência, o médico tem outro desafio. “Vai trabalhar em regiões onde nenhum americano quer trabalhar, cidades do Interior que há anos estão sem médicos, onde não há nada, só uma igreja, e o contrato vai de três a cinco anos, dependendo do Estado. Ou retorna para seu país de origem, aguarda dois anos e volta a candidatar-se, agora para entrar no mercado”, detalha. Ribeiro preferiu a segunda opção até que, em 1988, mudou-se para os Estados Unidos.

No Brasil, antes disso, fez Residência em Reumatologia no Hospital do Servidor Público Estadual, em São Paulo, e mais tarde trabalhou ali por dois anos. Ele cita os vários plantões semanais que cumpria e se lembra de momentos em que foi surpreendido “sem um tostão no bolso”. “Minha filha me convenceu a deixar o Brasil”, afirma.

Votos:
|

27 junho 2014 05:42 pm

Canadá não facilita a estrangeiros a licença para exercício da Medicina no país


O Canadá só concede licença plena – que permite o exercício independente da Medicina – para os cidadãos canadenses ou imigrantes legais. O brasileiro Saulo Castel tem licença plena desde 2008, e foi o primeiro psiquiatra graduado fora do Canadá a obter licenciamento pelo “novo processo” em vigência. Castel fez residência em Psiquiatria pela Faculdade de Medicina da USP, foi médico assistente do HC em São Paulo e pesquisador da Unifesp. Tem pós-doutorado no Departamento de Psiquiatria da Universidade de Toronto e no Centre for Addictions and Mental Health. É diretor da unidade de internação psiquiátrica do Sunnybrook Health Sciences Centre e professor assistente do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Toronto.  




De acordo com Saulo Castel (foto acima):  "no Canadá, todos os médicos, canadenses ou estrangeiros, devem fazer os exames nacionais e Residência lá"

“A licença para exercício da Medicina no Canadá tem regras próprias em cada província”, explica. No caso de Ontário, província onde trabalha e vive, a licença é concedida pelo College of Physicians and Surgeons of Ontario (CPSO).

Os requisitos, atualmente, são os seguintes: diploma de médico obtido em uma faculdade listada no diretório da Organização Mundial de Saúde (OMS) e aprovação nos exames nacionais do Conselho Médico do Canadá. “Todos os médicos, formados no Canadá ou não, devem ser aprovados nesses exames”, diz Castel. Também é necessário título de especialista obtido por meio de exame do Royal College of Physicians and Surgeons of Canadá (RCPSC), ou título de Médico de Família, que se obtém por exame no College of Family Physicians of Canada. “É importante ressaltar – afirma – que para fazer essas provas é preciso ser qualificado, o que, em geral, requer pelo menos Residência ou equivalente no Canadá.” Por último, é necessário pelo menos um ano de pós-graduação no Canadá ou experiência clínica no país.

Segundo Castel, as residências de especialidade são de, no mínimo, cinco anos, e as provas são as mesmas feitas obrigatoriamente pelos médicos graduados no Canadá. Uma vez licenciado, “o mercado de trabalho para o médico no Canadá é favorável”, acrescenta. “Minha relação com os colegas é de igualdade e respeito mútuo”, completa Saulo.

Votos:
|

26 junho 2014 06:34 pm

Itália é mais rigorosa que o Brasil na revalidação dos diplomas de médicos estrangeiros

Itália

No final de 2004, a radiologista paulistana Elisabete Turrini obteve a inscrição na Ordine dei Medici di Bologna, na Itália, órgão equivalente aos Conselhos Regionais de Medicina no Brasil. No ano seguinte, foi contratada no Serviço de Radiodiagnostica Del Nuovo Ospedale Civile S. Agostino-Estense di Modena, região da Emilia Romagna. Todos os dias, ela percorre 28 km de sua casa, em Bazzano (província de Bologna), uma cidade de 6,8 mil habitantes, até o hospital Santo Agostinho, onde trabalha.




Mesmo com dupla cidadania e inúmeros títulos como médica, no Brasil,  Elisabete Turrini (foto acima)  teve que fazer, na Itália, vários exames
  
Para ser autorizada a exercer a Medicina na Itália, e chegar ao posto que ocupa, Elisabete começou a reunir e traduzir os documentos quando ainda morava em São Paulo. Em 2003, na capital italiana, Roma, passou por uma primeira fase de exames e, no ano seguinte, foi aprovada nos testes para a especialidade. 

Elisabete nem precisaria dos exames para provar suas habilidades.  No currículo que levou do Brasil, é médica graduada pela Unesp, tem residência em Radiologia e Diagnóstico por Imagem na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp – 1990) e doutorado em Radiologia Clínica concluído ali mesmo, em 2003. É também radiologista concursada na mesma Unifesp e trabalhava em dois hospitais privados. Filha de italianos, nascida no bairro do Ipiranga, em São Paulo, Elisabete tinha ainda dupla cidadania, já falava a língua e levava atestado de proficiência em italiano. Não faltavam bagagem e experiência para chegar e começar a trabalhar, mas não foi assim. Como todo médico diplomado fora da União Europeia, ela precisou trilhar o caminho da revalidação.

Elisabete decidiu deixar o Brasil depois que se casou com um italiano. “Em 2002, quando decidimos que eu iria me mudar, o Consulado Italiano apresentou uma lista de documentos que começava pelo histórico escolar do ginásio, passando por todos os diplomas e certificados de cursos e trabalhos, com as respectivas cargas horárias – até o atestado do Cremesp de que atuava como médica e que nada constava contra mim”, relata. Traduzidos e reconhecidos, os papéis deveriam ser encaminhados por meio de uma universidade italiana ou do Ministério da Saúde, em Roma. “Em dezembro daquele ano fui pessoalmente ao Ministério da Saúde em Roma e, em maio do ano seguinte, saiu a convocação para as provas”, lembra.

Em junho de 2003, a Gazzetta Ufficiale della Repubblica Italiana – o diário oficial da Itália – publicou o reconhecimento de seu título, habilitando-a a trabalhar como médica no país. “Foram provas orais em três disciplinas, clínica médica, cirurgia e medicina legal”, lembra. Inscrita na Ordine dei Medici, o passo seguinte foi a especialidade. “Apresentei os atestados de Residência em Radiologia pela Unifesp e o título de radiologista pelo Colégio Brasileiro de Radiologia”, detalha. Desta vez, foram provas escritas, com perguntas dissertativas, e exames práticos.  Em agosto de 2004, a Gazzetta Ufficiale publicou o reconhecimento como medico especialista in radiodiagnostica.

O Hospital Santo Agostinho, onde trabalha, tem 455 leitos e é centro de referência de traumatologia e emergência, que atende toda a região de Módena. “Não fosse a gentileza dos colegas, talvez eu não tivesse ficado”, conta. “Nunca fui discriminada por ser de fora, por ter dúvidas na grafia de uma palavra. Eles me respeitam pelo meu currículo e minha trajetória. Sabem que passei pelas várias etapas e que sou reconhecida pelo Ministério da Saúde e pela Ordem dos Médicos”, relata. “Fiz muitos amigos, sou respeitada, gosto do que faço”, assegura Elisabete.

Fonte: Pequisa realizada p elo jornalista Aureliano Biancarelli, especializado em saúde

Votos:
Tags: Programa  Mais  Médicos 

|

26 junho 2014 09:10 pm

Revalidação de diplomas médicos é mais rigorosa no exterior


Tentando não falar sobre futebol e Copa do Mundo, hoje vou escrever sobre outro assunto. ;)

Vira e mexe, o programa "Mais Médicos" causa novas polêmicas e discussões na mídia brasileira.

Reportagens recentes (como esta do Jornal Nacional  -  http://g1.globo.com/jornal- nacional/noticia/2014/06/mais- dois-cubanos-abandonam-o- programa-mais-medicos.htm l) ou mais antigas, como a que tem o depoimento do jornalista Jorge Pontual sobre o assunto ( https://www.youtube. com/watch?v=8Qjgouol2aA ) dividem opiniões. 

Na minha opinião...

A verdade é que nenhum país do mundo fecha as portas a médicos estrangeiros. Mesmo nas regiões com altas taxas de profissionais, como na Europa e América do Norte, o médico estrangeiro é bem-vindo. Desde que cumpra um ritual de provas e Residência idêntico, ou até mais rigoroso, ao imposto a formandos do respectivo país. 

Nos Estados Unidos, por exemplo, o candidato precisa refazer a Residência Médica, e trabalhar anos em comunidades afastadas, antes de ganhar o direito de atuar em território norte-americano. 

O Brasil alinhou-se às nações desenvolvidas ao estabelecer, em 2011, o "Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras" ( Revalida ). Instituída pelos ministérios da Saúde e da Educação, a prova não tem interferência de entidades médicas. É elaborada por instituição de referência – o Instituto de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) – e realizada uma vez por ano em universidades federais. O exame cumpre as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina e exige dos candidatos aquilo que é ensinado aos estudantes formados aqui.

De acordo com pesquisa feita pelo jornalista Aureliano Biancarelli, especializado em saúde, o  programa "Mais Médicos" desvirtuou esse processo. Enquanto os países desenvolvidos aprimoram os mecanismos de validação, ordenando a entrada e a integração de médicos formados no exterior, o Brasil transforma a acolhida numa porta aberta, sem critério algum.

Em países como Estados Unidos, Canadá, França, Itália e Inglaterra, os médicos estrangeiros são bem-vindos. Mas, em todos eles, os mecanismos que controlam a entrada são mais rigorosos que o Revalida do Brasil. Com o programa "Mais Médicos", que dispensa o exame de revalidação, a porta brasileira, que estava aberta, agora está escancarada. 

Nos próximos posts, vou escrever sobre o que Aureliano revela das regras em cada um dos outros países pesquisados...

Votos:
Tags: médicos    cuba    medicina 

|


« primeira    « anterior    
Mostrando (1-20) de 148 resultados.