Segundo depoimento dos três envolvidos na denúncia de arapongagem na Câmara Legislativa, o serviço de bisbilhotagem política era para atender o governador José Roberto Arruda. Os dois policiais presos revelaram que o contratante direto, que seria Francisco do Nascimento Monteiro, se apresentava como assessor de Arruda. Que teria a missão de arregimentar espiões e também peritos que pudessem atestar que os vídeos gravados por Durval Barbosa, incriminando o governador e a base aliada, teriam sido montados ou fraudados. Segundo depoimento, eles estariam sendo contratados para vários serviços de "inteligência". E que Francisco afirmou que outros "maiores" viriam. O valor combinado no primeiro momento foi de R$ 40 mil. Destes, R$ 15 mil pagos em espécie. E R$ 20 mil com um cheque sem fundo. Mas que a bolada poderia chegar a R$ 300 mil pelo trabalho. Por também terem conhecimento em perícia, foi encomendado avaliação de imagens, que deveriam ser atestadass como falsas ou verdadeiras, o que não fica claro no depoimento. As declarações sugerem a produção de laudos até forjados. Os policiais-arapongas receberam em pendrive todos os vídeos que fazem parte da Operação Caixa de Pandora.
