
Como diria o filósofo da bola Muricy Ramalho, “a bola pune”. Mas ela também perdoa. A maior prova disso foi dada neste sábado pelo principal torneio de clubes do mundo: a Liga dos Campeões. Boicotada pelo Chelsea na sua primeira edição, em 1955/1956, a orelhuda, como é chamada carinhosamente a taça, virou a cara para o time londrino por 56 anos. O castigo terminou ontem na vitória por pênaltis sobre o Bayern de Munique, dentro da casa do adversário alemão, a Allianz Arena.
Na final de 2008, a rancorosa Liga dos Campeões puniu o Chelsea nos pênaltis. Os Blues empataram por 1 x 1 no tempo normal com outro inimigo vestido de vermelho, o Manchester United, e estiveram a uma cobrança de pênalti de conquistar o título inédito. No entanto, a dama desprezada colocou uma “casca de banana” no caminho do zagueiro John Terry. O capitão escorregou e viu o Manchester dar a volta olímpica em Moscou. Quatro anos depois, a bola e a liga concederam o perdão ao Chelsea da mesma forma. Com um empate por 1 x 1 no tempo normal, mas, dessa vez, com triunfo nos pênaltis.
A punição severa da Liga dos Campeões ao Chelsea era mais velha do que o próprio torneio. Em 13 de dezembro de 1954, o Honved, da Hungria, desafiou o Wolverhampton, detentor do título inglês de 1953/54. Os anfitriões surpreenderam a fortíssima esquadra do saudoso Ferenc Puskas e autoproclamaram-se campeões continentais. Eternos rivais dos ingleses, os franceses repudiaram a atitude do Wolverhampton enviando à Uefa a proposta de instituição da chamada Copa dos Campeões. A ideia liderada pelo jornal gaulês L’Equipe era apontar a cada temporada o melhor time do Velho Mundo. Aprovado com louvor, o projeto saiu do papel em 1955/56.
A primeira temporada do torneio teve um boicote liderado pelo campeão inglês. O Chelsea copiou a postura do Wolverhampton e se definiu como melhor da Europa por ser o campeão inglês de 1954/55. Assim, recusou o convite da Uefa para ser um dos 16 candidatos ao título da primeira edição da Copa dos Campeões. Substituídos pelo Gwardia, da Polônia, os Blues pagavam caro pela desfeita até a decisão deste sábado, quando a Liga dos Campeões teve uma atitude nobre. Perdoou o Chelsea e foi tocada pela primeira vez por um clube de Londres, capital da terra da rainha.
A bola pune, mas também passa a mão na cabeça de time feio, chato, limitado. O Chelsea ganhou uma taça, mas o Barcelona continua sendo o guardião do futebol arte. Pelo menos até a próxima temporada, a primeira sem o metor da sua revolução, Pep Guadiola.
Parabéns ao Chelsea. E até a edição 2012/2013 da Liga dos Campeões.
Em tempo! O post anterior foi profético. O título dizia: Munique viu o último campeão inédito, o Borussia Dortmund, em 1997. Ontem, viu de novo, o Chelsea.

Um sonho move o Chelsea na contagem regressiva para a decisão da Liga dos Campeões, neste sábado, às 15h45, na Allianz Arena, em Munique: ser campeão inédito dentro da casa do tetracampeão Bayern.
O torneio de clubes mais badalado do mundo não tem um campeão inédito há 15 anos. O último novato na sala de troféus foi um clube alemão. Em 1997, o Borussia Dortmund derrotou a italiana Juventus por 3 x 1. O curioso é o nome da cidade-sede da final daquela temporada: Munique. A decisão de amanhã será na bela Allianz Arena. Quando o Borussia subiu ao degrau mais alto do pódio, a volta olímpica ocorreu no Estádio Olímpico, também em Munique. Dois gols de Riedle e um de Ricken garantiram o triunfo. O meia-atacante Del Piero descontou para a Velha Senhora.
Desde a conquista do Borussia Dortmund, cinco clubes tentaram o título inédito e todos fracassaram. Em 1999/2000, o Valencia chegou à final contra o Bayern de Munique e perdeu o título nos pênaltis. Na temporada seguinte, o Valencia tentou novamente e voltou a ser vice, dessa vez diante do Real Madrid.
Em 2001/2002, foi a vez de o alemão Bayer Leverkusen tentar o acesso à galeria dos campeões. No entanto, o Real Madrid não permitiu e ganhou a final por 2 x 1. Na decisão de 2003/2004, o Monaco, da França, chegou à decisão contra o Porto, que já tinha sido campeão em 1986/1987, mas perdeu a taça.
As últimas duas tentativas foram de clubes ingleses. Ambos de Londres, a cidade inglesa que jamais viu um time local conquistar a glória continental. Em 2005/2006, o Arsenal não conseguiu impedir o bicampeonato do Barcelona. Na edição de 2007/2008, o Chelsea esteve a uma cobrança de pênalti de ser o novo sócio da lista de 21 campeões da competição, mas John Terry escorregou e o Manchester United saiu de Moscou, na Rússia, como tricampeão europeu.
Portanto, o Chelsea terá neste sábado a segunda chance de ser campeão inédito. Inspiração alemã não falta: o Borussia Dortmund. O local também colabora. Munique, a porta de acesso à sala de troféus.

Nilton Santos, que hoje completa 87 anos, participou da votação de 1994 da Placar que escolheu o melhor Botafogo de todos os tempos. Em pé da esquerda para a direita: Carlos Alberto Torres, Manga, Basso, Nílton Santos, Leônidas e Didi. Agachados: Garrincha, Jairzinho (não teve o voto de Nílton Santos), Heleno de Freitas (não teve o voto de Nílton Santos), Gérson e Amarildo
Um dos maiores ídolos da história do Botafogo e da Seleção Brasileira faz 87 anos nesta quarta-feira: Nílton dos Santos, o Nilton Santos. Nascido em 16 de maio de 1925, a Enciclopédia disputou 723 jogos com a camisa alvinegra e marcou 11 gols. Em busca de raridades sobre o craque, fui ao fundo do meu baú e achei uma edição de novembro de 1994 da revista Placar. A edição número 1908 tinha como título de capa Os Esquadrões dos Sonhos. Torcedores, ex-jogadores, jornalistas e dirigentes elegeram à época os 11 maiores craques que vestiram a camisa dos 12 principais times do país.
Nílton Santos não era mais jogador em 1994 e foi um dos 30 nomes escolhidos pela revista para votar no melhor Botafogo de todos os tempos. A ausência de alguns nomes escolhidos pela Enciclopédia assustou o leitor. Heleno de Freitas, por exemplo, passou longe do Dream Team. Jairzinho e Quarentinha também. A seguir, reproduzo taticamente qual é o melhor Botafogo de todos os tempos de Nílton Santos...
O DREAM TEAM DE NÍLTON SANTOS
Esquema tático: 4-2-4
Manga
Carlos Alberto Torres, Basso, Sebastião Leônidas e Nílton Santos
Didi e Gérson
Garrincha, Pirilo, Amarildo e Zagallo
Taticamente falando...


Esqueçam aquele ditado segundo o qual “tem coisas que só acontecem com o Botafogo”. Acrescente na lista o Villarreal. Rebaixado para a Série B do Campeonato Espanhol, o time que já chegou às semifinais da Liga dos Campeões da Europa na temporada de 2005/2006 está vivendo uma situação inusitada.
Antepenúltimo colocado na classificação geral da primeira divisão, o Submarino Amarelo, como o time é apelidado, despencou para segundona. No entanto, a queda do time dos brasileiros Marcos Senna e Nilmar gerou um efeito dominó. Explica-se: o Villarreal tem um time B na segunda divisão que terminou bem longe da zona de rebaixamento, mas caiu.
Caiu porque um mesmo clube não pode ter dois times na mesma divisão. Logo, o Villarreal A disputará a Série B em 2012/2013 e o Villarreal B participará da Série C. Você pensa que parou por aí? O Villarreal também tem um time C na disputa do Grupo 6 da terceira divisão. A equipe terminou em 10º lugar nesta temporada e deixará de participar da terceirona para dar lugar ao Villarreal B.
Portanto, o treinador Miguel Angel Lotina conseguiu um feito histórico: matou três coelhos com uma cajadada só. Como se não bastasse rebaixar o Villarreal para a Série B, jogou o Villarreal B para a Série C e praticamente tirou de cena o Villarreal C. Um fim de temporada surreal.
BAHIA x GRÊMIO
O primeiro duelo entre os dois clubes na Copa do Brasil foi na primeira edição do torneio. Nas quartas de final de 1989, o tricolor gaúcho venceu o jogo de ida por 2 x 0 na Fonte Nova, em Salvador, e o da volta por 1 x 0, no Olímpico, em Porto Alegre. Os dois times voltaram a se encontrar na primeira fase 2005 e deu Grêmio, com derrota por 2 x 1 fora de casa e vitória por 1 x 0 nos seus domínios.
Jogo de ida: 17/5, às 21h Pituaçu (Salvador)
Jogo de volta: 24/5, às 21h Olímpico (Porto Alegre)
Cruzamento: O vencedor enfrenta Atlético-PR ou Palmeiras.
ATLÉTICO-PR x PALMEIRAS
O confronto ocorreu apenas uma vez na história da Copa do Brasil. Curiosamente nas quartas de final. Foi em 1992, com sucesso alviverde. O time paulista venceu a partida de ida por 1 x 0, em Curitiba, e por 3 x 1 em São Paulo, e avançou às semifinais.
Jogo de ida: 16/5, às 19h30 - Durival de Britto (Curitiba)
Jogo de volta: 23/5, às 19h30 Arena Barueri (São Paulo)
Cruzamento: O vencedor enfrenta Bahia ou Grêmio.
SÃO PAULO x GOIÁS
O primeiro duelo ocorreu nas oitavas de final de 2003. O tricolor paulista arrancou um 0 x 0 no Serra Dourada, mas empatou por 1 x 1 no Morumbi e deu adeus ao mata-mata nacional. A revanche foi no ano passado, pelas oitavas de final, com duas vitórias do São Paulo por 1 x 0.
Jogo de ida: 16/5, às 21h50 Morumbi (São Paulo)
Jogo de volta: 23/5, às 22h Serra Dourada (Goiânia)
Cruzamento: O vencedor enfrenta Vitória ou Bahia.
VITÓRIA x CORITIBA
O duelo é inédito na história da Copa do Brasil. O mata-mata mais recente entre os dois clubes foi na Copa Sul-Americana de 2009. O Vitória venceu em casa por 2 x 0, mas o Coritiba devolveu na mesma moeda na partida de volta.
Jogo de ida: 16/5, às 21h50 Barradão (Salvador)
Jogo de volta: 23/5, às 22h Couto Pereira (Curitiba)
Cruzamento: O vencedor enfrenta São Paulo ou Goiás.

VASCO x CORINTHIANS
» O duelo é inédito na história da Libertadores, mas já valeu título mundial. Em 2000, na primeira edição organizada pela Fifa, o Timão arrancou um empate por 0 x 0 no tempo normal e triunfou nos pênaltis dentro do Maracanã. Os dois times também se enfrentaram na Copa Sul-Americana de 2006. O Vasco perdeu o jogo de ida, em São Januário, por 1 x 0, e o de volta, por 3 x 1, no Canindé.
Títulos em jogo: Vasco (1, em 1998), Corinthians (nenhum)
Jogo de ida: 16/5, às 21h50 São Januário (Rio)
Jogo de volta: 23/5, às 22h Pacaembu (São Paulo)
Cruzamento: O vencedor enfrenta Vélez Sarsfield, Santos ou Bolívar nas semifinais.
VÉLEZ SARSFIELD-ARG x SANTOS
» A tendência é que o time argentino encare o brasileiro no mata-mata. O duelo seria inédito na Libertadores, mas já ocorreu por outro torneio internacional – a extinta Supercopa dos Campeões. Em 1996, o Peixe perdeu a partida de ida por 2 x 1 dentro da Vila Belmiro. No duelo de volta, o Santos empatou por 1 x 1 no Estádio José Amalfitani, em Buenos Aires, e deu adeus à competição.
Títulos em jogo: Vélez (1, em 1994), Santos (3, em 1962, 1963 e 2011)
Jogo de ida: 17/5, às 22h José Amalfitani (Buenos Aires)
Jogo de volta: 24/5, às 20h Vila Belmiro (Santos)
Cruzamento: O sobrevivente enfrenta Vasco ou Corinthians nas semifinais.
BOCA JUNIORS-ARG x FLUMINENSE
» Se enfrentar o Fluminense, o clube argentino terá uma chance de revanche. Em 2008, os dois clubes se enfrentaram nas semifinais da Libertadores e o tricolor das Laranjeiras despanchou os xeneizes com um empate por 2 x 2 na Argentina e vitória por 3 x 1 no Rio. Na fase de grupos desta edição, o time de Abel Braga fez 2 x 1 em La Bombonera e perdeu no Engenhão por 2 x 0.
Títulos em jogo: Boca Juniors (6, em 1994), Fluminense (nenhum)
Jogo de ida: 17/5, às 19h45 La Bombonera (Buenos Aires)
Jogo de volta: 23/5, às 19h30 Engenhão (Rio)
Cruzamento: Quem passar terá como adversários Libertad ou Universidad de Chile
LIBERTAD-PAR x UNIVERSIDAD DE CHILE
» Ambos vão reeditar o confronto válido pela edição de 1977, quando o Libertad venceu em casa por 3 x 0 no jogo de ida pela Chave 4 da fase de grupos e perdeu o confronto de volta por 1 x 0, em Santiago.
Títulos em jogo: Libertad (nenhum), Universidad de Chile (nenhum)
Jogo de ida: 16/5, às 19h30 Estádio Nicolás Leoz (Assunção)
Jogo de volta: 24/5, às 22h30 Estádio Nacional (Santiago)
Cruzamento: Quem passar enfrenta Boca Juniors ou Fluminense nas semifinais.

Autor do quarto gol do Flu nos 4 x 1 sobre o Botafogo, Marcos Jr. pode entrar na lista dos brasilienses campeões estaduais no Rio
Quem é ele
Nome: Marcos Junior Lima
Nascimento: 19/1/1993
Local: Gama-DF
Altura: 1,67m
Peso: 83kg
Números: 2 gols em 4 jogos
Títulos: Copa SP de Futebol Júnior e Taça Guanabara (2012)
Quando fez o quarto gol do Fluminense na goleada por 4 x 1 sobre o Botafogo, no domingo passado, na partida de ida da final do Campeonato Carioca, o atacante tricolor Marcos Júnior (foto) pegou uma senha de acesso a uma galeria VIP: a dos jogadores nascidos no Distrito Federal que deixaram a cidade para se tornarem campeões estaduais no Rio de Janeiro. O grupo é seleto. São cinco integrantes. Carlos Alberto Dias, Lira, Dimba, Anderson e Amoroso deixaram as suas marcas no torneio mais charmoso do país e estão prestes a abrir as portas para o iluminado garoto de 19 anos.
“Engraçado, eu vi o jogo no domingo, mas nem me toquei que o Marcos Júnior é de Brasília. Na verdade eu nem sabia”, riu Carlos Alberto Dias, em entrevista ao Correio. Pioneiro do sucesso candango no futebol carioca, o meia nascido no Hospital Regional da Asa Sul (HRAS), foi o autor do gol do bicampeonato estadual do Botafogo, em 1990. Em 29 de julho daquele ano, ele se tornou a estrela solitária da conquista aos 48 minutos do primeiro tempo.
Dono de uma escolinha de futebol em Curitiba, Carlos Alberto Dias se recorda da importância do gol do título para a sua carreira. “A minha chegada ao Rio tinha sido complicada. O meu contrato tinha acabado com o Coritiba e fui negociado com o Flamengo. Cheguei a ser apresentado na pré-temporada, em Nova Friburgo, e vesti a camisa. De repente, fui avisado de que precisava voltar a Curitiba porque o Coxa tinha me vendido para o Botafogo, que também fazia pré-temporada em Nova Friburgo”, conta. “A torcida do Botafogo ficou desconfiada comigo, lógico, mas aquele gol da final de 1990 quebrou o gelo, principalmente porque o time tinha saído da fila em 1989 e eu premiei a torcida com o bi”, orgulha-se.
Carlos Alberto Dias jamais disputou o Candangão. Apesar de ter tentado a carreira fora da cidade, ele exalta o potencial do DF para exportar ídolos para o Brasil inteiro. “Você citou cinco nomes que conseguiram conquistar o Campeonato Carioca. Isso prova o quanto é difícil sair da capital do país para brilhar em um grande centro. Que o Marcos Júnior também tenha sucesso, eu vou torcer por ele. Marcar um gol aos 19 anos em uma final não é para qualquer um, não. Quando eu fiz o do bi do Botafogo eu tinha 23, por aí você vê. O menino lá de Xerém não é do Botafogo, mas tem estrela”, brinca.
Além de Carlos Alberto Dias, só um centroavante brasiliense balançou a rede em uma final de Carioca e saiu de campo como herói e campeão estadual. Seu nome? Dimba. Também com a camisa do Botafogo. Em 8 de julho de 1997, o centroavante decidiu o duelo com o Vasco aos 33 minutos da etapa final e protagonizou a histórica comemoração em que arrancou e comeu grama do Maracanã.
O lateral-esquerdo Lira e os atacantes Anderson e Amoroso também integram a lista dos bravos candangos, mas o trio não conseguiu balançar a rede nas partidas que valiam o título estadual. Alguns deles jogaram e outros estavam no banco de reservas ou fora da relação do jogo. “Alguns são mais iluminados do que os outros”, ri Carlos Alberto. Eu e o Dimba fizemos gol e fomos campeões. Outros caíram bem no papel de coadjuvantes. Só não vou torcer para o Marcos Júnior brilhar de novo porque eu sou botafoguense, mas a vantagem do Fluminense é muito ampla e difícil de ser desperdiçada”, conforma-se.
Eles nasceram no DF e conquistaram o Campeonato Carioca
» Carlos Alberto Dias
Nome: Carlos Alberto Costa Dias
Nascimento: 5/5/1967
» O ex-meia disputou 15 partidas e fez quatro gols na campanha do título do Botafogo em 1990, um deles na vitória por 1 x 0 sobre o Vasco na final. Em 1992 e 1993, foi bicampeão estadual pelo Vasco.
» Amoroso
Nome: Márcio Amoroso dos Santos
Nascimento: 5/7/1974
» O ex-atacante era reserva do Flamengo na conquista do título invicto de 1996 e marcou quatro gols em 16 partidas. Na época, as contusões e a preferência de Joel por Marques o impediram de ser titular.
» Dimba
Nome: Editácio Vieira de Andrade
Nascimento: 30/12/1973
» Autor de oito gols em 24 jogos na campanha do título de 1997 do Botafogo, foi quem colocou a bola na rede do Vasco na vitória por 1 x 0 que garantiu o título estadual. Na comemoração, ele comeu grama.
» Lira
Nome: Carlos Augusto José de Lira
Nascimento: 2/4/1971
» Com passagens por Vasco e Fla, foi campeão carioca pelo Flu em 1995 no histórico gol de barriga de Renato Gaúcho em cima do Fla. Era o dono da lateral esquerda.
» Anderson
Nome: Anderson de Carvalho Barbosa
Nascimento: 1/9/1974
» O atacante que fez sucesso vestindo a camisa do Gama estava com Lira no elenco do Flu campeão carioca de 1995. Disputou sete partidas do campeonato e fez um gol.
*Matéria publicada na edição desta quarta-feira do Correio Braziliense

Criado na temporada de 1967/1968, o prêmio Chuteira de Ouro – entregue ao maior artilheiro na comparação entre todos os campeonatos nacionais da Europa –, já tem praticamente um vencedor em 2011/2012: Lionel Messi. Autor de 50 gols até agora no Espanhol, o argentino contabiliza 100 pontos na corrida pelo troféu, 10 à frente do vice-líder e atual campeão, Cristiano Ronaldo. Até aí, o duelo à parte não é nenhuma novidade. A decepção é a presença de apenas um brasileiro no ranking dos 50 mais bem posicionados. Repito! Apenas um entre os 50!
O herói é o meia-atacante Nenê, do Paris Saint-Germain. Autor de 18 gols no Campeonato Francês, o jogador revelado pelo Paulista de Jundiaí e com passagens por Palmeiras e Santos salva a pátria que simplesmente o despreza. Vale lembrar que os dois últimos treinadores da Seleção Brasileira – Dunga e Mano Menezes – jamais convocaram o nome que se destaca tanto no futebol gaulês a ponto de o técnico da França, Laurent Blanc, sonhar com a naturalização dele a fim de convocá-lo.
Tudo bem, o melhor atacante do futebol brasileiro na atualidade joga no Brasil: Neymar. Mas vale lembrar que temos gente lá fora que poderia, sim, estar no mínimo entre os 50. Cadê o Robinho? E o Alexandre Pato? Hulk não é regular? Ah, e o Jonas, artilheiro do Campeonato Brasileiro em 2010?

Resumindo: É fácil criticar as convocações do Mano Menezes, o difícil é colocar-se na posição dele e administrar esse terrível período de entressafra do pobre futebol brasileiro lá fora. Saudades de Ronaldo, o Fenômeno, vencedor da Chuteira de Ouro na temporada de 1997/1998, e até mesmo de Jardel (ex-Grêmio e Vasco), campeão em 1998/1999 e em 2001/2002.
RANKING DA CHUTEIRA DE OURO EM 2011/2012
Como funciona: Só valem na contabilidade os gols marcados nos campeonatos nacionais. A partir daí, são atribuídos pesos para diferenciar as ligas. As bolas na rede em torneios como o Espanhol, Inglês, Italiano, Francês e Alemão são multiplicados por 2. No Holandês, Português e outros o fator é 1,5. Gols nas ligas mais fracas no Velho Continente têm, consequentemente, o pior peso: 1.
1. Lionel Messi (Argentina/Barcelona)
Gols no Campeonato Espanhol: 50
Pontos na Chuteira de Ouro: 100
2. Cristiano Ronaldo (Portugal/Real Madrid)
Gols no Campeonato Espanhol: 45
Pontos na Chuteira de Ouro: 90
3. Van Persie (Holanda/Arsenal)
Gols no Campeonato Inglês: 30
Pontos na Chuteira de Ouro: 60
4. Huntelaar (Holanda/Schalke 04)
Gols no Campeonato Alemão: 29
Pontos na Bola de Ouro: 58
5. Ibrahimovic (Suécia/Milan)
Gols no Campeonato Italiano: 28
Pontos na Bola de Ouro: 56
6. Mario Gomez (Alemanha/Bayern de Munique)
Gols no Campeonato Alemão: 26
Pontos na Bola de Ouro: 52
7. Rooney (Inglaterra/Manchester United)
Gols no Campeonato Inglês: 26
Pontos na Bola de Ouro: 52
8. Bas Dost (Holanda/Heerenveen)
Gols no Campeonato Holandês: 32
Pontos na Bola de Ouro: 48
9. Borak Yilmaz (Turquia/Trabzonspor)
Gols no Campeonato Turco: 32
Pontos na Bola de Ouro: 48
10. Cavani (Uruguai/Napoli)
Gols no Campeonato Italiano: 23
Pontos na Bola de Ouro: 46
27. Nenê (Brasil/Paris Saint-Germain)
Gols no Campeonato Espanhol: 18
Pontos na Bola de Ouro: 36
Nunca antes na história das seis principais ligas nacionais da Europa um clube foi campeão com 100 ou mais pontos. Líder e campeão antecipado do Campeonato Espanhol com 97 pontos, o Real Madrid pode quebrar a escrita no Velho Continente e igualar o recorde do brasileiro Cruzeiro. Com a vitória deste sábado da esquadra merengue sobre o Granada, por 2 x 1, basta à trupe de Cristiano Ronaldo derrotar o Mallorca, em casa, no próximo fim de semana, para atingir a incrível marca dos 100 pontos.
Em 2003, na primeira edição do Campeonato Brasileiro por pontos corridos, o Cruzeiro, comandado por Vanderlei Luxemburgo à beira do campo e pelo maestro Alex nas quatro linhas, foi campeã com 100 pontos. Em 46 jogos, venceu 31, empatou 7 e só perdeu 8. À época, o Cruzeiro marcou 102 gols e sofreu 47.
MEMÓRIA TÁTICA
CRUZEIRO 2003: 4-3-1-2
CAMPEÃO BRASILEIRO COM 100 PONTOS
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
O Real Madrid liderado por José Mourinho chegou ontem aos 97 pontos na atual edição do Campeonato Espanhol. Dos 37 jogos até agora, triunfou em 31, empatou 4 e só perdeu 2. Além disso, balançou a rede 117 vezes – recorde na história do Nacional – e foi buscá-la na própria rede apenas 31. O Real Madrid ainda receberá o Granada no próximo fim de semana, no Estádio Santiago Bernabéu.
MEMÓRIA TÁTICA
REAL MADRID 2011/2012: 4-2-3-1
97 PONTOS A 1 JOGO DO FIM DO CAMPEONATO
Técnico: José Mourinho
RECORDISTAS DE PONTOS EM UMA SÓ EDIÇÃO DE NACIONAL
Campeonato Brasileiro
Campeão: Cruzeiro
Ano: 2003
Pontos: 100
Campeonato Espanhol
Campeão: Barcelona
Ano: 2009/2010
Pontos: 99
Campeonato Inglês
Campeão: Chelsea
Ano: 2004/2005
Pontos: 95
Campeonato Italiano
Campeão: Internazionale
Ano: 2006/2007
Pontos: 97
Campeonato Alemão
Campeão: Bayern de Munique
Ano: 2011/2012
Pontos: 81
Campeonato Francês
Campeão: Lyon
Ano: 2005/2006
Pontos: 84
Campeonato Português
Campeão: Porto
Ano: 2002/2003
Pontos: 86
Lionel Messi é o artilheiro isolado do Campeonato Espanholl com 46 gols e ainda tem mais dois jogos a disputar na Liga das Estrelas. Para se ter uma ideia do que significa essa quantidade absurda de bolas na rede, levantei o número de gols pró dos clunes da primeira divisão e vejam só. O argentino sozinho fez mais gols do que 12 dos 20 times da elite. Confira...
No início da temporada, a presidenta do Flamengo, Patrícia Amorim, chamou o mandatário do Fluminense, Pieter Siemsen, de antiético ao atravessar as negociações do clube rubro-negro com o meia Thiago Neves. A dirigente chegou a dizer que Pieter Siemsen deveria ter algum problema de comportamento. O tempo foi passando e tratou de mostrar quem realmente tem algum problema: a diretoria comandada por Patrícia Amorim.
Quando demitiu Vanderlei Luxemburgo, o Flamengo tumultuou a temporada do Bahia. Joel Santana era o treinador do tricolor no Campeonato Baiano. Ele não fazia um trabalho à altura do seu sucessor, Paulo Roberto Falcão, mas era querido e respeitado tanto pela diretoria quanto pelos jogadores. Bastou pintar o convite para assumir o time de Patrícia Amorim e ele largou tudo em Salvador e voltou ao Rio.
Durante o mesmo período, a diretoria de Patrícia Amorim empacou a vida de Vagner Love e do CSKA. Indecisa entre renovar com Thiago Neves ou repatriar o Artilheiro do Amor, a cúpula rubro-negra esperou até o último minuto e atrapalhou a vida do time russo. Para quem não se lembra, o CSKA estava nas oitavas de final da Liga dos Campeões e poderia contar com Vagner Love nos duelos contra a Inter de Milão. No entanto, o seu jogador esticou as férias no Rio à espera da boa vontade do Flamengo.
No dia em que contratou e apresentou Vagner Love, Patrícia Amorim disparou uma flecha em direção ao Corinthians. Pressionada pelos gritos de “Imperador” por parte da torcida, ela e os eu fiel escudeiro, Michel Levy, mandaram recados publicamente a Adriano, sem um pingo de respeito ao Timão. “A voz do povo é a voz de Deus”. À época, Adriano ainda defendia o Corinthians. Patrícia Amorim foi além: “Vou analisar esse pedido com carinho”, prometeu.
Agora, está no ar a nova Ibson. De férias após as eliminações precoces na Copa Libertadores e no Campeonato Carioca, o “ético” Flamengo resolveu assediar Ibson, do Santos. O meia revelado na Gávea pode até estar a fim de voltar ao clube do coração, mas Patrícia Amorim e a sua trupe deveriam no mínimo respeitar o envolvimento do Peixe e de Ibson nas oitavas de final da Libertadores, contra o Bolivar. Ibson está incrito pelo Santos, atual campeão sul-americano e favorito ao bi. Ou seja, a proposta de troca de Rafael Galhardo e David Braz por Ibson não poderia ficar para depois em respeito ao Santos?
Não. Afinal, como os fatos que se repetem na temporada comprovam, o antiético da história não é o Fluminense. Muito menos o presidente Pieter Siemsen, como insinuou Patrícia Amorim. Quem tem problema de comportamento é a diretoria do Flamengo, que não se cansa de dar maus exemplos no mercado da bola. Portanto, clubes do Brasil: coloquem as suas barbas de molho. O treinador ou algum jogador do seu time pode ser a próxima vítima do imoral assédio rubro-negro.

Depois de 12 anos, a Inglaterra voltará a disputar uma fase final de competição de seleções sob a batuta de um técnico nascido no próprio país. Aos 64 anos, Roy Hodgson será o responsável por escalar o time do país campeão do mundo em 1966 na Eurocopa com sede na Polônia e na Ucrânia.
Em 2010, o italiano Fabio Capello liderou o English Team na Copa da África do Sul. Dois anos antes, o inglês Steve McClaren não classificou o seu país para a Eurocopa. Nos Mundiais de 2002 e 2006 e na Eurocopa de 2004, a Inglaterra fracassou sob o comando do sueco Sven Goran Eriksson.
A Federação Inglesa teria sonhado com a contratação de um espanhol. Pep Guardiola, que acaba de deixar o Barcelona, era o cara. Mas ele preferiu descansar e a Inglaterra colocou um capítulo final na novela da sucessão de Fabio Capello levando Roy Hodgson ao poder.
O novo treinador da Inglaterra fez um belo trabalho à frente da Suíça. Primeiro, classificou o país para a Copa do Mundo dos EUA, em 1994, encerrando 28 anos de jejum. Os suíços não disputavam o torneio desde 1966. Mas ele foi além. Levou a Suíça às oitavas de final e foi eliminado por 3 x 0 pela Espanha.
À FRENTE DA SUÍÇA
Esquema tático: 4-4-2
Oitavas de final na Copa dos EUA e eliminação na fase de grupos da Euro-1996

Dois anos depois, classificou a Suíça para a Eurocopa disputada na Inglaterra. No sorteio, deu um baita azar. Caiu na chave do seu país e terminou em último lugar na fase de grupos. Em 8 de junho de 1996, foi considerado o inimigo número 1 da sua pátria. Era a abertura da Eurocopa. Dentro do lendário Estádio Wembley, arrancou um empate por 1 x 1. Virou herói na Suíça e vilão na Inglaterra.
O sucesso à frente da Suíça abriu as portas da Finlândia. Roy Hodgson levou a seleção à sua melhor classificação no ranking da Fifa – o 33º lugar – e por pouco não carimbou o passaporte da Finlândia para a Eurocopa de 2008, em Portugal.
À FRENTE DA FINLÂNDIA
Esquema tático: 4-1-3-2
Quarto lugar nas eliminatórias para a Euro-2008

Em 2010, Roy Hodgson fez outro bom trabalho. Desta vez, à frente do Fulham. O veterano treinador classificou o clube inglês para a final da Liga Europa, mas perdeu o título por 2 x 1 para o Atlético de Madrid na decisão disputada em Hamburgo, na Alemanha. Antes, em 1997, perdeu o título nos pênaltis e em casa para o Schalke 04. Cada time venceu em casa por 1 x 0 e os alemães fizeram 4 x 1 nos penais.
À FRENTE DA INTERNAZIONALE
Esquema tático: 4-4-2
Vice-campeão da Copa da Uefa em 1997. Derrota para o Schalke 04

À FRENTE DO FULHAM
Esquema tático: 4-2-3-1
Vice-campeão da Liga Europa em 2010. Derrota para o Atlético de Madrid

Xerife do Milan, capitão da Seleção Brasileira, garantido nas Olimpíadas e cobiçado pelo Barcelona, o zagueiro que brilhou no Fluminense conta ao Correio Braziliense como nasceu o apelido que o tornou o marcador mais temido da Europa, diz que o Brasil é favorito em Londres-2012 e garante que o país terá orgulho do time de Mano Menezes na Copa do Mundo de 2014
Marcos Paulo Lima
Quinze de setembro de 2010, 22ª rodada do Campeonato Brasieliro. Indignado com o desrespeito de Neymar ao técnico Dorival Júnior na vitória do Santos por 4 x 2 sobre o Atlético-GO, Renê Simões defende o amigo de profissào e dispara contra o craque: “Estamos criando um monstro”. Mal sabia ele que o monstro já estava criado há muito tempo. E não era o Menino da Vila. O autêntico monstro foi bichinho de estimação de Renê Simões no Fluminense, em 2008, e ao contrário de Neymar teve a honra de fazer um estágio na Copa do Mundo da África do Sul. O nome da fera? Thiago Emiliano da Silva. Apelidado de monstro devido ao poder de marcação e à cara feia capaz de intimidar os adversários, o zagueiro do Milan e atual capitão da Seleção Brasileira conta, da Itália, ao Correio, quem o batizou com o adjetivo horripilante. Marcador mais temido e cobiçado da Europa, Thiago Silva lembra das partidas pelo pobre Barcelona do Rio e fala da possibilidade de defende o autêntico e milionário Barcelona da Espanha, considerado o melhor time do mundo. De personalidade forte, o dono da braçadeira verde-amarela se emociona ao falar do papel de liderança que recebeu do técnico Mano Menezes, diz que o Brasil é favorito ao ouro olímpico em Londres e dribla os fracassos no Mundial de 2010 e na Copa América de 2011 com uma certeza de quem sofreu muito com o pênalti desperdiçado contra o Paraguai no trágico dia em que a Seleção errou todas as cobranças: “Os brasileiros vão sentir orgulho do nosso time em 2014”.
MPL – Paolo Maldini disse que você é o herdeiro dele porque “pula como um grilo, é veloz e tem muita personalidade”. Concorda com ele? Como é receber elogios de um dos maiores da história do Milan?
Thiago Silva – O Maldini é uma referência para mim e um grande ídolo do Milan. Procuro me espelhar nele tanto em campo, como nas suas atitudes em relação à carreira. Receber estes elogios me deixa muito contente e nos motiva ainda mais a continuar fazendo as coisas certas.
Você não chegou a jogar junto com o Maldini, mas o observava. O que aprendeu com ele?
O posicionamento e a tranquilidade em campo foram fundamentais para o Maldini chegar aonde chegou. Sem contar o espírito de liderança. Também aprendi bastante com seus conselhos sobre a carreira. Sinto-me um privilegiado por ter tido contato com uma pessoa tão especial na história do Milan.
Você está mais para Maldini ou Baresi? O que aprendeu com o Franco?
Vi mais o Maldini jogar, por isso acho que me identifico mais com ele. Mas o Baresi é outra referência quando se fala de Milan. Ser reconhecido em um clube com tradição de ótimos zagueiros é uma alegria enorme para mim.
O futebol italiano tem a melhor escola tática defensiva do mundo. Isso o ajudou a evoluir?
Nos treinamentos, nas preleções, nas conversas entre os jogadores, sempre o sistema defensivo é muito discutido. Para um zagueiro, não existe melhor ambiente e aprendi muito. Posso dizer que aprendi demais nas características que os zagueiros possuem, como posicionamento, recuperação, antecipação, impulsão e cabeceio.
Como foi para você estar com um pé na Inter e fechar com o Milan. Por que a negociação com o rival não deu certo e com o rossonero saiu em instantes após um telefonema do Leonardo?
Outros clubes também apresentaram propostas para mim. Conversei bastante com minha família, com o meu empresário (Paulo Tonietto) e decidimos escolher o Milan. Não me arrependo da minha escolha, muito pelo contrário. Estou feliz aqui e quero conquistar muitos títulos no Milan.
Quando você foi contratado, o Milan tinha um número excessivo de jogadores não europeus e você não pode estrear. Como foram os quatro meses trabalhando à parte?
Foi um período complicado, pois queria estar em forma para a Copa do Mundo de 2010. Graças a Deus deu tudo certo e o Milan disputou alguns amistosos em que eu pude participar. Esse tempo sem jogar oficialmente foi importante para que eu me adaptasse com mais calma na Itália e com o próprio clube.
Você começou no Barcelona do Rio e hoje está no Milan. Vai encerrar a carreira no Milan ou o Barcelona da Espanha, que tanto quer você, pode enriquecer ainda mais o seu currículo um dia?
Sobre propostas e interesses de outros clubes, deixo esses assuntos com meu empresário, Paulo Tonietto. Deixo essa parte com ele porque é preciso total concentração nesta reta final de temporada. Queremos muito o título do Campeonato Italiano.
Por falar em Barcelona, a sua lesão foi determinante para o Milan ser eliminado por eles da Liga dos Campeões? Por que o Milan não conseguiu desbancar o Barcelona nas quartas?
Foi doloroso ficar fora desse jogo. Mas o Milan se comportou bem e saiu de cabeça erguida da Liga dos Campeões. Mas já esquecemos isso e nosso foco é todo no Campeonato Italiano agora.
Quais são as lembranças do Barcelona-RJ, do RS Futebol-RS e do Juventude-RS. O que você aprendeu em cada um desses times antes de chegar a clubes maiores como Porto, Fluminense e Milan?
Os momentos de dificuldade, os amigos, os aprendizados com os treinadores. Tudo isso eu tento levar comigo para evoluir na carreira e na vida.
A sua passagem pelo Porto foi frustrada. Por que?
Não foi como eu gostaria, mas tento sempre ver o lado positivo das coisas. Eu era muito novo e inexperiente. Aprendi com os erros, sem dúvida.
De lá você embarcou para Moscou e foi defender o Dínamo. De repente, se depara com o diagnóstico de que estava com tuberculose. Foi o momento mais delicado da carreira?
Sem dúvida. Foi um momento difícil que precisei superar com muita força de vontade. Tive o apoio da minha família, que foi essencial. Meu empresário também sempre esteve do meu lado, o que não vou esquecer.
Você voltou ao Brasil e arrebentou no Fluminense. Até que ponto as conquistas da Copa do Brasil e o vice na Libertadores alavancaram a sua carreira?
A conquista da Copa do Brasil foi muito comemorada, pois o Fluminense não ganhava um título dessa expressão há muito tempo. Nossa campanha na Libertadores em 2008 ficou na história. Foram momentos especiais na minha carreira. Certamente ajudaram a me valorizar e chamar a atenção de grandes clubes na Europa.
Tá acompanhando a temporada do Fluminense? Qual é a sua expectativa em relação à Libertadores?
Acompanho alguns jogos e sempre vejo as notícias pela intenet. O Fluminense montou um grande time novamente e está fazendo uma grande campanha. Acho que tem tudo para chegar na final de novo.
O goleiro Fernando Henrique batizou você de“monstro”. Como foi que o apelido nasceu?
O Fernando Henrique sempre colocou apelido nos companheiros e esse de ‘monstro’ acabou pegando. Ele falava que eu parecia um monstro na marcação dos adversários, que fazia uma cara feia. Na verdade, feio do jeito que ele é, ele seria o verdadeiro monstro! (risos...)
E aí, o mostro virou capitão da Seleção.Qual é a sensação de ser titular e o dono da braçadeira?
Este é um sonho de infância, daqueles que tinha quando jogava descalço na rua, sem camisa. Vou continuar trabalhando para conquistar a confiança da comissão técnica e ser um dos representantes do nosso país na Copa do Mundo de 2014.
Já imaginou repetir o gesto imortalizado por Bellini, Mauro, Carlos Alberto Torres, Dunga e Cafu em uma possível conquista do hexa dentro do Maracanã em 2014? Ainda mais no Rio, onde você nasceu...
Seria marcante e inesquecível. Levanto todos os dias cedo para trabalhar buscando sempre o melhor. Conquistar a Copa no Brasil seria o máximo que eu poderia imaginar de espetacular na minha carreira.
Em 2010, você viu, do banco, a Seleção ser eliminada pela Holanda da Copa. Em 2011, errou um dos pênaltis nas quartas de final da Copa América, contra o Paraguai. Como se recuperou dessas duas derrotas e quais são as lições que você, agora como capitão, pode transmitir ao time?
As derrotas são a parte difícil de nossa vida de jogador de futebol. Essas foram muito duras, mas precisamos pensar na frente. Temos tempo para consolidar ainda mais a nossa Seleção e tenho certeza de que o público brasileiro vai sentir orgulho do time.
Antes da Copa das Confederações e da Copa do Mundo tem as Olimpíadas de Londres. Você é um nome certo entre os jogadores acima dos 23 anos. Qual é a sua opinião sobre esse timaço que vai ter Lucas, Neymar, Ganso, Leandro Damião. Somos favoritos ao inédito ouro?
O Brasil entra como um dos favoritos em toda competição que disputa. Temos uma geração excelente que chegou agora e acredito em nosso sucesso.
No Brasil, fala-se muito de Neymar, Ganso,Lucas, Damião e do Dedé. O que dizem na Itália sobre eles?
Sempre ficam de olho nos jovens jogadores que surgem no Brasil. Temos exemplos de atletas com menos de 18 anos que foram contratados por grandes times da Europa, como o Fábio e o Rafael, que saíram do Fluminense para o Manchester United.
Há muito tempo os defensores do Brasil são mais respeitados do que os atacantes na Europa. Antes, com Julio Cesar, Maicon, Lúcio... Agora, com Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, Marcelo... O que justifica isso?
Na verdade, acho que passaram a valorizar mais os defensores brasileiros em todo o mundo. O Brasil tem capacidade de revelar bons talentos não só para o meio e ataque, mas para outras posições também.
*Entrevista publicada na edição de domingo (29/4) do Caderno Super Esportes (Correio Braziliense)

Nada como bisbilhotar a vida alheia. Ao investigar a vida do novo técnico do Barcelona, Tito Vilanova, eu me deparo com um nome familiar em um elenco das antigas do Celta de Vigo: Luiz Carlos Quintanilha. Nome de guerra: Luisinho, volante do Botafogo com passagens por Celta de Vigo e o Corinthians.
Técnico do Rio Branco de Americana na Série A-3 do Campeonato Paulista, Luisinho tomou dois sustos ao atender o telefone pela manhã. Primeiro não sabia que Pep Guardiola tinha anunciado a sua saída do Barcelona. Ficou em silêncio diante da surpresa. Depois, calado, ao saber que o amigo Tito Vilanova fora anunciado como sucessor. Na sequência da pausa, o ex-volante embarcou comigo no túnel do tempo e traçou um pequeno perfil do novo comandante do melhor time do mundo. Antes de ler o bate-papo, saiba um pouco mais sobre Luizinho.
O personagem
Nome: Luiz Carlos Quintanilha
Apelido: Luizinho
Posição quando jogava: volante
Clubes: Botafogo (198-1990), Vasco (1991-1993), Celta-ESP (1993-1994), Vasco (1994), Corinthians (1995-2000) e Seleção Brasileira (1992-1993)
Títulos
Botafogo: Carioca (1989 e 1990)
Vasco: Carioca (1992, 1993, 1994 e 1998), Brasileiro (1997 e 2000), Libertadores (1998), Rio-São Paulo (2000) e Copa Mercosul (2000)
Curiosidade: Fez um gol pela Seleção na USCup de 1993 e jogou a Copa América no mesmo ano.
MPL: Tá sabendo quem é o novo técnico do Barcelona?
Luisinho: Ué, mas o Guardiola saiu?
Sim. E quem vai assumiu é o auxiliar dele...
E daí, quem é o cara?
O Tito Vilanova, que jogou com você no Celta de Vigo?
O Tito! Rapaz (silêncio).
Então, o que você lembra dele?
Cara, era um bom jogador, um meia de qualidade. Se eu não me engano, ele nunca jogou em um time grande da Espanha, mas era muito bom de bola, muito técnico (risos).
Mais técnico do que jogador?
(Risos). Ele já tinha um perfil de técnico, sim. O Tito tinha postura, era participativo, demonstrava equilíbrio... Puxando pela minha memória, o cara tinha característica de treinador, mesmo.
O Barcelona fez a melhor escolha?
Olha, sinceramente eu não vinha acompanhando o Tito. Nem sabia que ele era o auxiliar do Guardiola. Mas, analisando pela ótica da filosofia do Barcelona, o clube acertou em cheio. Ele já conhece o grupo, a estrututura do clube, certamente trabalhou com jogadores das divisões de base e o Barcelona valoriza tudo isso. O próprio Guardiola veio de baixo quando assumiu o lugar o Rijkaard.
Você chegou a dividir quarto com o Tito Vilanova na concentração do Celta?
Não, eu ficava mais com o Salinas...
Mas tem alguma lembrança da convivência com ele?
Ah, tenho. Ele era parceiro. Quando eu cheguei ao Celta senti muita dificuldade para me adaptar. Eu tinha trocado o Vasco, tricampeão carioca e que aqui no Brasil sempre briga por título, pelo Celta, um clube que quase sempre briga para não ser rebaixado no Campeonato Espanhol. Foi difícil para mim assimilar isso. Para completar, eu não sabia falar espanhol e era o único brasileiro do time. Foi aí que que ele se aproximou, criou amizade e praticamente me adotou no grupo. É um cara diferenciado. Se eu já torcia e admirava o Barcelona, agora farei isso ainda mais. Boa sorte ao Tito.

» LIGA DOS CAMPEÕES
03/10/1973 - Aatvidaberg 3 (3) x 1 (4) Bayern
Sepp Maier brilha na decisão por pênaltis contra o clube sueco e garante a classificação do clube alemão na primeira fase da antiga Copa dos Campeões da Europa, atual Liga do Campeões.
23/05/2001 - Bayern 1 (5) x 1 (4) Valencia
Com uma atuaça de gala, o goleiro Oliver Khan defende as cobranças de Zahovic, Carboni e Pellegrino no Estádio Giuseppe Meazza, em Milão, e brinda o Bayern de Munique com o quarto título continental.
25/04/2012 - Real Madrid 2 (1) x 1 (3) Bayern de Munique
O goleiro Neuer defende as cobranças de Kaká e Cristiano Ronaldo, vê Sergio Ramos chutar para fora e deixa o Santiago Bernabéu como herói da classificação do clube alemão para a final contra o Chelsea.
» COPA DA UEFA (ATUAL LIGA EUROPA)
02/09/1983 - Bayern de Munique 0 (9) x 0 (8) PAOK
Em uma das decisões mais empolgantes do clube alemão dentro de casa, o clube alemão elimina o adversário grego no Estádio Olímpico, em Munique, e avança às oitavas de final.
» COPA DO MUNDO
08/07/1982 - Alemanha 3 (5) x 3 (4) França
Stielike desperdiça um pênalti da Alemanha, mas Schumacher defende as cobranças de Six e Bossis nas semifinais e classifica os germânicos para a final da Copa do Mundo contra a Itália.
21/06/1986 - Alemanha 0 (4) x 0 (1) México
Allofs, Brehme, Matthaus e Littbarski convertem as cobranças da Alemanha. O goleiro Shumacher fecha o gol para Quirarte e Servin, elimina os donos da casa e leva os germânicos às semifinais.
04/07/1990 - Alemanha 1 (4) x 1 (3) Inglaterra
Na semifinal da Copa da Itália, Brehme, Matthaus, Riedle e Thon acertam as cobranças da Alemanha. O goleiro Ilgner defende a cobrança de Pierce e Waddle manda o último chute para fora.
30/06/2006 - Alemanha 1 (4) x 1 (2) Argentina
Quartas de final. Neuville, Ballack, Podolski e Borowski marcam para a Alemanha. Ayala e Cambiasso escolhem o canto esquerdo nas cobranças da Argentina e Lehmann acerta o canto em ambas.
» EUROCOPA
20/06/1976 - Tchecoslováquia 2 (5) x 2 (3) Alemanha
A Tchecoslováquia não se itimida com o goleiro Sepp Maier e converte as cinco cobranças na decisão do título. Uli Hoeness, atual presidente do Bayern de Munique, chuta para fora e amarga uma rara derrota.
26/06/1996 - Alemanha 1 (6) x 1 (5) Inglaterra
Depois de os dois países conseguirem 100% de aproveitamento nas cobranças, o goleiro Andreas Kopke defende a cobrança de Gareth Southgate, cala Wembley e classifica a Alemanha para a final.
» JOGOS OLÍMPICOS
27/09/1988 - Brasil 1 (3) x 1 (2) Alemanha
Com uma atuação de gala de Taffarel nas semifinais, a Seleção de Carlos Alberto Silva derrota os germânicos nos pênaltis, avança à final, mas perde para a União Soviética.
EGITO
Quando: 26/7/2012
Onde: Millenium Stadium, em Cardiff
Que horas: 15h45
Atenção, espiões! O Egito disputará um amistoso amanhã contra o Uruguai Sub-23 e no mês de maio participará do Torneio de Toulon. Na agenda dos Faraós estão partidas contra a França, o México e a Bielorrúsia, adversária do Brasil na segunda rodada.
Adversário da Seleção Brasileira na estreia, o Egito se classificou graças ao terceiro lugar no Campeonato Africano Sub-23 de 2011. O torneio foi disputado em Marrocos. Os Faraós terminaram em primeiro lugar no Grupo B, contra Gabão, Costa do Marfim e África do Sul. Nas semifinais, perderam para os anfitriões por 3 x 2. Na decisão do terceiro lugar contra o Senegal, o Egito venceu por 2 x 0 e carimbou o seu passaporte para os Jogos Olímpicos de Londres.
O Egito disputará o torneio olímpico masculino de futebol pela 11ª vez. As melhores campanhas foram o quarto lugar em Amsterdam-1928 e em Tóquio-1964. Na Holanda, o time perdeu a medalha de bronze para a Argentina, por 6 x 0. No Japão, a Hungria despachou os egípcios.
A seleção é comandada pelo técnico Hany Ramzy. Dos jogadores convocados recentemente, três atuam fora do país. Ahmed Hegazy pertence à Fiorentina, da Itália. Mohamed Salah veste a camisa do Basel, da Suíça, e Ahmed Hassan é um dos garotos do Rio Ave, de Portugal. Entre os candidatos às três vagas acima dos 23 anos, um é nome praticamente certo: o atacante Mohamed Zidan, do Mainz, da Alemanha. O Egito fez jogo duro contra o Brasil no Mundial Sub-20 de 2011, na Colômbia, e arrancou um empate por 1 x 1 com a esquadra campeã do torneio, liderada por Ney Franco
BIELORRÚSIA
Quando: 29/7/2012
Onde: Old Trafford, em Manchester
Que horas: 8h
Adversária do Brasil na segunda rodada do Grupo C, a Bielorrúsia conquistou a vaga no Campeonato Europeu Sub-21 de 2011. Na fase de grupos, venceu a Islândia, perdeu para a Dinamarca e Suíça, mas mesmo assim terminou em segundo lugar na chave e avançou às semifinais. No mata-mata, perdeu para a Espanha por 3 x 1 e decidiu o terceiro lugar com a República Tcheca, venceu por 1 x 0 e carimbou o seu passaporte para os Jogos Olímpicos de Londres.
Estreante no torneio, a Bielorrúsia é uma ex-república soviética e começou a disputar a seletiva de forma independente a partir dos Jogos de 1996. No entanto, só conseguiu a vaga para a edição de 2012. O técnico da seleção é Georgy Kondratyev. Atacante, participou das Eliminatórias Europeias para a Copa de 1986 pela URSS e marcou quatro gols. Porém não foi ao Mundial do México.
Dos 20 jogadores até 23 anos convocados em 1º de março para um amistoso contra a Tuquia, apenas um atua fora do país: o meia Mikhail Sivakov. Mas há outras opções fazendo intercâmbio no exterior como o goleiro Gomelko (Lokomotiv Moscou-RUS), Pavel Nekhaychik (Dínamo de Moscou-RU) e Sergey Rusetsky (Banik Most-CZE). Das opções acima dos 23 anos, há o veterano meia Alexander Hleb, do Krylia Sovetov, da Rússia; Vitali Kutusov, do Bari, da Itália; e dois jogadores que marcaram no último Europeu Sub-21. Os meias Filipenko e Shitov.
O Brasil pode ter até um inimigo íntimo. Naturalizado, o meia catarinense Renan Bressan, do BATE Borisov, tem idade olímpica e já foi convocado para o time principal em 29 de fevereiro.
NOVA ZELÂNDIA
Quando: 1/8/2012
Onde: St James’ Park (Newcastle)
Que horas: 10h30
Adversária do Brasil na terceira rodada, a Nova Zelândia participa do torneio pela segunda vez consecutiva. Em 2008, o representante da Oceania também caiu na chave da Seleção liderada por Dunga nos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, e apanhou por 5 x 0. Ronaldinho Gaúcho marcou dois gols e Anderson, Alexandre Pato e Rafael Sóbis completaram o massacre. Nas eliminatórias continentais para Londres-2012, em março deste ano, a Nova Zelândia venceu todos as partidas. Passou por Fiji duas vezes por 1 x 0, humilhou Tonga por 10 x 0 e derrotou Vanuatu por 3 x 2.
A Nova Zelândia é comanda pelo técnico Neil Emblen, um ex-meia do Waitakere United, com passagens por modestos clubes ingleses como o Milwall, Wolverhampton Wandereres, Crystal Palace, Norwich City e Walsall. A maioria do elenco utilizado nas eliminatória joga no próprio país. As exceções são jogadores universitários em atividade nos EUA, como os goleiros Jake Gleeson (Portland Timbers) e Michael O’Keefe (Fairfield University), o zagueiro Anthony Hobbs (Florida University). Outro estrangeiro é o atacante Greg Draper, do The New Saints, do País de Gales.
Entre os atletas acima dos 23 anos, há opções como o capitão da seleção principal, Ryan Nelsen, do Tottenham Hotspur, da Inglaterra. Para o ataque uma alternativa é o veterano centroavante Shane Smeltz, de 30 anos, vinculado ao Perth Glory, da Nova Zelândia.


Na véspera do sorteio dos grupos marcado para esta terça-feira, às 7h (de Brasília), no Estádio de Wembley, em Londres, o torneio olímpico masculino já conhece os 15 dos 16 classificados e os quatro cabeças de chave. Daqui a pouco, Omã e Senegal entram em campo na cidade de Coventry, na Inglaterra, em busca da última vaga para o torneio masculino de futebol. O Brasil já sabe quem não enfrentará na primeira fase. Cabeça de chave do Grupo C, a Seleção de Mano Menezes não duelará na etapa de grupos com a Grã-Bretanha (Grupo A), o México (B) e a Espanha (D).
Dos 16 países que já conquistaram pelo menos uma medalha de ouro, só três estão classificados.
Bicampeões, Grã-Bretanha e Uruguai carimbaram os seus passaportes. A Espanha também.
Treze campeões não conseguiram se classificar: A atual bicampeã Argentina e mais Hungria, União Soviética (atual Rússia), Iugoslávia (atual Sérvia), Polônia, Alemanha Oriental (atual Alemanha), Checoslováquia (atual República Checa), Nigéria, Itália, Suécia, Bélgica, Camarões e França.
Representante do país-sede, a Grã-Bretanha não jogava o torneio com este nome desde 1948.
Quem também vai matar saudade das Olimpíadas é o Uruguai, ausente da competição desde 1928.
CABEÇAS DE CHAVE
GRUPO A
Grã-Bretanha – Foi medalha de ouro em 1908 e em 1912
GRUPO B
México – Garantiu presença pela décima vez.
GRUPO C
Brasil – Briga pela 12ª vez pelo ouro inédito. Foi prata e bronze duas vezes.
GRUPO D
Espanha – Foi medalha de ouro dentro de casa em 1992. Também tem duas pratas.
DEMAIS PAÍSES
Japão – Vai disputar o torneio pela nona vez

Khedira comemora o primeiro gol do Real nos 2 x 1 sobre o Barça (Crédito da imagem: A Bola: www.abola.pt)
Tá bom, ele não fez o gol do título. Cristiano Ronaldo foi o autor do gol da imponente vitória do Real Madrid por 2 x 1 sobre o Barcelona, ontem, no Camp Nou. O português praticamente colocou mais um troféu no museu do clube merengue, é verdade, mas o cara do título, para mim, no celebrado triunfo sobre o melhor time do mundo, chama-se Sami Khedira. Um volante predestinado.
Predestinado porque na hora em que eu vi o camisa o alemão de ascendência tunisiana balançar a rede do goleiro Valdés, a minha memória enviou imediatamente mensagens que remetiam ao dia 19 de maio de 2007. Era a última rodada do acirrado Campeonato Alemão. Stuttgart, de Khedira, e Schalke 04 chegaram à última rodada brigando pelo salva de prata (como é chamada a taça) da Bundesliga.
O Stuttgart jogou a última rodada em casa. E começou perdendo para o Energie Cottbus.O romeno Sergiu Radu calou e ameaçou frustrar 56 mil torcedores ao abrir o placar aos 19 minutos do primeiro tempo, mas Thomas Hitzelperger empatou a partida. No entanto, o resultado não interessava. No outro jogo, o Schalke 04 derrotava o Arminia Bielefeld e tirava o título das mão do Stuttgart.
Foi aí que entrou em cena o artilheiro das decisões. Seu nome? Khedira! Aos 20 anos, o jogador saltou aos 18 minutos do segundo tempo para fazer história. Após um cruzamento da esquerda, ele usou a cabeça para marcar o gol da vitória do Stuttgart, por 2 x 1. Da vitória, não, do título. O gol de Khedira tirou o Stuttgart de uma fila de 15 anos sem conquistar o Campeonato Alemão. E ele era o responsável.
Cinco anos depois, Khedira volta a fazer história. Foi dele o gol na raça que abriu o caminho para a vitória por 2 x 1 sobre o Barcelona, neste sábado, no Camp Nou, o quarto dele com a camisa do Real. Contratado depois da Copa do Mundo de 2010 a pedido de José Mourinho, Khedira trocou o discreto Stuttugart pela vida de galático. O presidente Florentino Pérez passou a mão no cheque e desembolsou 14 milhões de euros pelo sonho de consumo do treinador português. E não deve ter se arrependido.
Embora seja volante, Khedira tem quatro gols com a camisa do Real Madrid. O primeiro saiu em 18 de outubro de 2011, na goleada por 4 x 0 sobre o Lyon, da França, pela Liga dos Campeões da Europa. Os outros dois saíram neste ano. Um nos 5 x 0 sobre o Espanyol, em 4 de março. O outro, neste sábado, nos 2 x 1 sobre o Barcelona. Talvez, um dos mais importantes da sua carreira. Além de valer o título, foi o gol que tornou o Real Madrid de José Mourinho o mais ofensivo da história do Campeonato Espanhol. Antes do clássico, a versão 2011/2012 do Real tinha 107 gols, a mesma quantidade do Real versão 1989/1990, de John Toschack. Coube a Khedira marcar o 108º do time atual na Liga das Estrelas e estabelecer um novo recorde.
Um recorde escrito por um iluminado que já pode ser chamado de artilheiro das decisões. Stuttgart e Real Madrid jamais esquecerão do nome de Khedira.

FLUMINENSE x INTERNACIONAL
O confronto é inédito em torneios internacionais. O duelo mais importante até hoje entre os dois clubes tinha sido a final da Copa do Brasil, em 1992. O colorado foi campeão. O confronto vai marcar alguns reencontros. O treinador Abel Braga, o atacante Rafael Sobis e o volante Edinho – todos no Flu atualmente – foram campeões continentais pelo Internacional e desta vez vão estar do outro lado.
Títulos: Fluminense (nenhum), Internacional (2, em 2006 e 2010)
Mando de campo: Ida em Porto Alegre, volta no Rio
Cruzamento: O sobrevivente encara Unión Española ou Boca Juniors nas quartas
CORINTHIANS x EMELEC-EQU
Os dois times jamais se enfrentaram por torneios sul-americanos. O único duelo foi em um amistoso disputado em 13 de abril de 1966, em Guayaquil. Os equatorianos venceram por 1 x 0. O Corinthians tem a segunda melhor campanha geral da primeira fase. Carrasco do Flamengo na etapa de grupos, o Emelec tem como melhor campanha as semifinais de 1995, quando foi eliminado pelo Grêmio.
Títulos: Corinthians (nenhum), Emelec (nenhum)
Mando de campo: Ida em Guayaquil, volta em São Paulo
Cruzamento: Quem passar pega Lanús ou Vasco nas quartas
SANTOS x BOLIVAR-BOL
A história do duelo registra dois duelos na fase de grupos de 2005. Em La Paz, o Peixe venceu por 4 x 3 com dois gols de Deivid e um de Robinho. Na Vila Belmiro, um massacre: 6 x 0. Gols de Bóvio, Ávalos, Paulo César, Ricardinho, Basílio e Deivid. A melhor campanha do Bolivar foi em 1986, quando atingiu o triangular semifinal. A altitude de La Paz mais uma vez será um páreo duro para o time de Muricy.
Títulos em jogo: Santos (3, em 1962, 1963 e 2011), Bolivar (nenhum)
Mando de campo: Ida em La Paz, volta em Santos ou em São Paulo
Cruzamento: O vencedor encara Vélez ou Nacional de Medellín nas quartas
UNIVERSIDAD DE CHILE x DEPORTIVO QUITO-EQU
Duelo inédito na história da Libertadores. Atual campeão da Copa Sul-Americana, o time chileno chegou no máximo às semifinais em 1970, 1996 e 2010. O adversário equatoriano persegue o feito da LDU, campeã do torneio em 2008. No entanto, o histórico do time é favorável à La U. O Deportivo Quito chega pela segunda vez às oitavas de final. Na primeira, foi eliminado pelo Cobreloa, do Chile.
Títulos em jogo: Universidad de Chile (nenhum), Deportivo Quito (nenhum)
Mando de campo: Ida em Quito, volta em Santiago
Cruzamento: O sobrevivente encara Libertad ou Cruz Azul
LIBERTAD-PAR x CRUZ AZUL-MÉX
Mais um duelo inédito. O time paraguaio tem fama de ser o clube do coração do presidente da Conmebol, Nicolás Leoz. A melhor campanha da equipe paraguaia foi chegar às semifinais em 1977 e em 2006, e nas quartas em 2007, 2010 e 2011. Com passagem pelo Mundial de Clubes da Fifa como representante da Concacaf, o Cruz Azul foi vice da Libertadores em 2001. Perdeu a final para o Boca.
Títulos em jogo: Libertad (nenhum), Cruz Azul (nenhum)
Mando de campo: Ida na Cidade do México, volta em Assunção
Cruzamento: O sobrevivente encara Universidad de Chile ou Deportivo Quito
VÉLEZ SARSFIELD-ARG x NACIONAL-COL
Os dois clubes jamais se encontraram na Libertadores e têm tudo para fazerem um dos melhores confrontos das oitavas. Campeão continental em 1994 ao derrotar o São Paulo na decisão, o time argentino chegou às semifinais no ano passado, mas caiu diante do Peñarol. O Nacional de Medellín também tem uma conquista, em 1989, e chegou à final pela última vez em 1995. Perdeu para o Grêmio.
Títulos em jogo: Vélez (1, em 1994), Nacional (1, em 1989)
Mando de campo: Ida em Medellín, volta em Buenos Aires
Cruzamento: O aprovado terá pela frente Santos ou Bolivar nas quartas.
LANÚS-ARG x VASCO
Outro duelo novato nas oitavas de final. Campeão da Libertadores em 1998, o time cruz-maltino terá pela frente um adversário que empatou em casa com o Flamengo na fase de grupos (1 x 1 ) e foi goleada no Rio por 3 x 0. Sem tradição no torneio, o time argentino chegou no máximo às oitavas de final em 2008, mas foi eliminado pelo Atlas, do México, por 3 x 2 no placar agregado.
Títulos em jogo: Lanús (nenhum), Vasco (1, em 1998)
Mando de campo: Ida no Rio, volta em Buenos Aires
Cruzamento: Quem passar encara Corinthians ou Emelec nas quartas.
UNIÓN ESPAÑOLA-CHI x BOCA JUNIORS-ARG
O clube chileno está de volta às oitavas de final depois de 18 anos. Finalista em 1975, quando perdeu o título para o Independiente, a equipe comandada pelo ex-meia do São Paulo, José Luis Sierra, terá pela frente o segundo maior vencedor da história da Libertadores. O Boca Juniors busca o heptacampeonato para igualar-se justamente ao arquirrival Independiente, o maior colecionador de troféus do torneio.
Títulos em jogo: Unión Española (nenhum), Boca (6, em 1977, 1978, 2000, 2001, 2003 e 2007)
Mando de campo: Ida em Buenos Aires, volta em Santiago
Cruzamento: Quem passar encara Fluminense ou Internacional nas quartas.
PALMEIRAS x PARANÁ
Os dois times se enfrentaram pela última vez nas quartas de final de 1996. O Alviverde venceu o jogo de ida em casa por 2 x 0 e fez 3 x 1 na volta. A curiosidade do duelo é o duelo do técnico Luiz Felipe Scolari com o ex-meia Ricardinho, hoje treinador do Paraná. Ambos levaram o Brasil ao penta na Copa de 2002.
Mando de campo: ida em Curitiba, volta em São Paulo
Cruzamento: O vencedor enfrenta Atlético-PR ou Cruzeiro
ATLÉTICO-PR x CRUZEIRO
Ambos se encontraram duas vezes na história do torneio. Na segunda fase de 1999, o Furacão empatou por 0 x 0 em casa, arrancou um 3 x 3 em Belo Horizonte e se classificou. Um ano depois, pelas oitavas, a Raposa venceu o Furacão por 2 x 1 em Minas Gerais, empatou por 2 x 2 em Curitiba e se classificou.
Mando de campo: ida em Curitiba, volta em Sete Lagoas
Cruzamento: O vencedor enfrenta Palmeiras ou Paraná
FORTALEZA x GRÊMIO
O tricolor gaúcho eliminou o cearense na segunda fase da edição de 1997. Sob o comando do técnico Evaristo de Macedo, venceu o primeiro jogo por 3 x 2, no Estádio Castelão. Na partida de volta, novo triunfo do imortal por 3 x 1. Naquele ano, o Grêmio conquistou o título em cima do Flamengo.
Mando de campo: ida em Fortaleza, volta em Porto Alegre
Cruzamento: O vencedor enfrenta Portuguesa, Remo ou Bahia
PORTUGUESA x REMO OU BAHIA
O adversário da Lusa será definido nesta quinta, em Salvador. O Remo venceu a primeira partida por 2 x 1. Se der Remo, as lembranças são boas. Na fase preliminar de 1998, o time paulista avançou com uma goleada por 7 x 0 no agregado. O único duelo com o Bahia foi nas oitavas de 2002 e deu Portuguesa.
Mando de campo: ida em São Paulo, volta em Salvador ou Belém
Cruzamento: O vencedor enfrenta Fortaleza ou Grêmio
PONTE PRETA x SÃO PAULO
Os dois clubes jamais se enfrentaram na história da Copa do Brasil.
Mando de campo: ida em Campinas, volta em São Paulo
Cruzamento: O vencedor enfrenta Goiás ou Atlético-MG
GOIÁS x ATLÉTICO-MG
O primeiro encontro na Copa do Brasil foi nas quartas em 1989. O Goiás venceu por 3 x 0 na ida, perdeu por 3 x 2 na volta, mas eliminou o Galo. No ano seguinte, novamente nas quartas, 0 x 0 em Belo Horizonte e 4 x 3 no Serra Doutada. Em 2001, deu Goiás nas oitavas, por 5 x 3 no placar agregado.
Mando de campo: ida em Goiânia, volta em Sete Lagoas
Cruzamento: O vencedor enfrenta Ponte Preta ou São Paulo
CORITIBA x PAYSANDU
O único confronto entre os dois clubes no mata-mata nacional foi nas oitavas de 1991. O Coxa venceu a partida de ida por 3 x 0 no Couto Pereira, administrou o 0 x 0 na Curuzu e avançou às quartas de final.
Mando de campo: ida em Curitiba, volta em Belém
Cruzamento: O vencedor enfrenta Vitória ou Vasco
VITÓRIA x BOTAFOGO
O único duelo na Copa do Brasil foi nas segunda fase de 1997 e não traz boas lembranças para a torcida alvinegra. O Vitória, comandado à época por Arthurzinho, goleou o Glorioso de Joel Santana por 3 x 0 dentro do Caio Martins e cancelou a necessidade da partida de volta, em Salvador.
Mando de campo: ida em Salvador, volta no Rio
Cruzamento: O vencedor enfrenta Coritiba ou Paysandu


A semifinal da Liga dos Campeões entre Chelsea e Barcelona terá um duelo à parte entre dois treinadores jovens que se enfrentaram com a camisa dos dois clubes há 12 anos nas quartas de final.
É hora de entrar no túnel do tempo...
Em 5 de abril de 2000, o Chelsea recebeu o Barcelona no Stamford Bridge na partida de ida. Os Blues venceram por 3 x 1. Naquele duelo, Roberto Di Matteo, hoje técnico dos Blues; e Pep Guardiola, líder da trupe catalã; começaram sentadinhos no banco de reservas. Gianluca Vialli colocou Di Matteo em campo aos 26 minutos do segundo tempo no lugar de Dan Petrescu. Por sua vez, Louis Van Gaal manteve Guardiola no banco até o fim. Dentro das quartro linhas, Zola e Tore Andre Flo, com dois gols, deram a vitória ao Chelsea. Luis Figo descontou para o Barcelona.
Os times do jogo de ida...
Chelsea 3
De Goey; Ferrer, Thome, Desailly e Babayaro; Deschamps, Morris, Petrescu (Di Matteo) e Zola; Wise e Tore Flo (Sutton)
Técnico: Gianluca Vialli
Barcelona 1
Hesp; Puyol (Litmanen), Abelardo, Frank de Boer e Bogarde; Xavi, Gabri e Philip Cocu; Figo, Kluivert (Dani) e Rivaldo
Técnico: Louis Van Gaal
O jogo de volta foi eletrizante. Reserva de Xavi no primeiro jogo, Guardiola deixou seu atual maestro no banco naquele dia. Com Guardiola vestindo a camisa 4, o Barcelona devolveu no tempo normal a derrota por 3 x 1 sofrida em Londres. Di Matteo também começou como titular no Chelsea. Rivado, Figo e Dani marcaram para o time azul-grená e Flo descontou para os Blues. A decisão avançou à prorrogação e o Barcelona atropelou o Chelsea. Rivaldo e Kluivert decretaram o placar final: 5 x 1.
O então jogador Pep Guardiola, de 29 anos, eliminou o então jogador Di Matteo, também de 29 anos. Doze anos depois, ambos são técnicos dos mesmos times pelos quais se enfrentaram como meias. Agora, aos 41 anos. Qual dos dois vai conseguir chegar à final? Saberemos hoje, a partir de 17h45.
Os times do jogo de volta...
Barcelona 5
Hesp; Reizinger (Sergi), Puyol (Abelardo), Frank de Boer e Cocu; Gabri, Guardiola e Rivaldo; Figo, Kluivert e Zenden (Dani)
Técnico: Louis Van Gaal
Chelsea 1
De Goey; Ferrer (Lambourde), Leboeuf, Desailly e Babayaro; Deschamps (Petrescu), Di Matteo, Morris, Wise e Zola (Poyet); Tore Flo
Técnico: Louis Van Gaal

Campeão de 2010, o Botafogo de Joel Santana, que hoje reivindica vantagem para o time de melhor campanha na soma dos pontos da Guanabara e Taça Rio, levou a taça com 35 pontos contra 41 do Fla
Ele tem o melhor, mais simpático e emocionante regulamento do país. É clonado, com algumas adaptações, no Rio Grande do Sul e aqui no Distrito Federal, por exemplo. Um campeão no primeiro turno, outro no segundo e uma batalha final entre cada vencedor para apontar o melhor do Estadual. Quando o mesmo time fatura as duas fases, não há final. Simples de entender e aparentemente justo. Nem tanto. Disputado no atual formato desde 2004, o Carioca teve cinco clubes prejudicados por causa do mata-mata. Eles seriam campeões se o formato fosse por pontos corridos.
A vítima em 2012 pode ser o Flamengo. O rubro-negro é o campeão simbólico da primeira fase. A Federação do Rio leva em conta os pontos obtidos na fase de classificação e despreza as semifinais e finais de turno. Assim, o clube da Gávea somou 36 pontos, contra 35 do Vasco e 33 do Botafogo. O trio não pode ser alcançado pelo Fluminense — dono da quarta melhor campanha, com 26.
Daí o chororô do técnico Joel Santana após a vitória por 3 x 1 sobre o Americano, no domingo. “Como você disputa dois turnos, é o melhor em tudo e não recebe nada em troca? Ficamos 10 pontos na frente do Fluminense. O Flamengo deveria ter uma vantagem, não sei qual”, reclamou.
A regularidade de Flamengo, Vasco e Botafogo não serve para nada. Não garante ponto extra nem vaga na decisão. Os três têm mais pontos do que o Flu, mas quem está na final é o tricolor. Campeão da Taça Guanabara e fora das semifinais da Taça Rio, o time das Laranjeiras tem vaga assegurada na decisão do Estadual. Não há nada ilegal. O regulamento é assim desde que o arbitral de 2004 aprovou a inovação.
A turma dos “sem taça”
A injustiça é matemática. O campeão carioca de 2004 foi o Flamengo. Mas, na classificação geral dos dois turnos, o rubro-negro terminou com 15 pontos, contra 26 do Vasco. O Volta Redonda jamais conquistou um título carioca, mas poderia ter um. Em 2005, o Voltaço terminou os dois turnos com 23 pontos contra 20 do tricolor. Em 2006, a vítima foi o América. Fez 20 pontos e o campeão, Botafogo, 16.
Mas o Botafogo também sentiu a injustiça na pele. Vice do Fla em 2007, 2008 e 2009, o Glorioso teria evitado pelo menos uma conquista do rival nos pontos corridos. Em 2007, o Fla contabilizou 19 pontos ao fim dos dois turnos. Botafogo e Madureira fecharam com 23. Em 2010, a injustiça virou a casaca. O Botafogo faturou os dois turnos. Foi campeão com 35 pontos, mas o vice, Flamengo, contabilizava 41.
Das oito edições no atual formato, três tiveram um campeão matematicamente justo. Em 2008, 2009 e 2011, o Flamengo teve a melhor campanha na fase classificatória e também confirmou a regularidade no mata-mata. Talvez, uma saída para a injustiça seja um triangular final incluindo na decisão o time de melhor campanha na primeira fase que não tenha conquistado as taças Guanabara e Rio. Não seria nenhuma novidade. No passado, o regulamento previa a inclusão do campeão simbólico.
"ESTOU ENFRENTANDO OS MELHORES"
Depois de pedir à Internazionale para ser emprestado ao Espanyol, meia-atacante revelado pelo Vasco curte a boa fase no clube catalão e diz ao Correio que a experiência na Europa é um dos seus trunfos na disputa por uma das 18 vagas da Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres

QUEM É ELE
Nome: Philippe Coutinho Correia
Nascimento: 12/6/1992
Posição: meia-atacante
Altura: 1,71m
Peso: 72kg
Clube atual: Espanyol-ESP (desde 2012)
Clube formador: Vasco
Clubes como profissional: Vasco (2009-2010), Internazionale (2010-2011)
Títulos: Campeonato Brasileiro Série B (2009), Copa Itália (2010/2011), Supercopa da Itália (2010), Mundial de Clubes da Fifa (2010), Sul-Americano Sub-15 (2007), Sul-Americano Sub-17 (2009), Mundial Sub-20 (2011)
Valor de mercado: 7 milhões de euros
Site: www.philippecoutinho.com
Marcos Paulo Lima
Ele não conseguiu virar ídolo do Vasco. Vendido à Inter de Milão por 3,8 milhões de euros, quando ainda tinha 16 anos e jogava nas categorias de base do clube de São Januário, Philippe Coutinho Correia ajudou o Gigante da Colina a voltar à Série A do Campeonato Brasileiro em 2009 e participou do quarto lugar no Campeonato Carioca de 2010. Apresentado no time italiano em 19 de julho daquele ano, depois de completar 18 anos, o meia-atacante foi na contramão de Neymar. Enquanto o seu amigo dos tempos de Seleção Brasileira de base decidiu ficar no Santos, ele preferiu evoluir na Europa. Mas não tem sido fácil.
Cercado de veteranos com vaga quase cativa na Inter, Coutinho não conseguiu ter uma sequência de jogos. Incomodado, ousou. Pediu à diretoria nerazurri para emprestá-lo por sua conta e risco. Arrumou as malas, partiu rumo à Espanha e está feliz. Cedido ao Espanyol —rival do Barcelona na Catalunha —, o jogador já tem o dobro de gols marcados pela Inter. Pré-convocado para os Jogos Olímpicos de Londres, o campeão mundial Sub-20 em 2011 está confiante de que será um dos 18 na lista final de Mano Menezes. O argumento definitivo está na ponta da língua: a experiência de duelar na Liga das Estrelas com craques que antes só conhecias das partidinhas de PlayStation: Messi, Xavi, Iniesta, Fàbregas, Villa, Cristiano Ronaldo, Kaká, Özil, Di María, Casillas. “Estou enfrentando os melhores jogadores do mundo”, diz na entrevista a seguir concedida ao Correio.
MPL - Você saiu cedo do Vasco e não virou ídolo. O Neymar, que é da sua geração, segue no Santos e já tem lugar na história do clube. Arrepende-se de ter saído cedo?
Philippe Coutinho - Não me arrependo, não. Jogar na Eurora é um sonho que eu estou realizando e fui para um grande clube (Internazionale).
Em algum momento você pensou em ficar?
Na época em que eu estava para me apresentar o Vasco tentou fazer um empréstimo, mas acabou não acontecendo. Como disse, sempre quis jogar na Europa e a Inter é um grande clube.
Além da Inter, algum outro clube europeu tentou contratá-lo?
O Real Madrid chegou a fazer uma sondagem, mas a Inter foi quem veio com uma proposta de fato.
Você não é o único que saiu cedo do Vasco. O Muralha tem a sua idade e está no Flamengo. Por que a base do Vasco não segura talentos?
Não sei se é um problema do Vasco. O futebol é assim.
Por que a Seleção Sub-17 que tinha você o Neymar caiu na primeira fase no Mundial da Nigéria?
A grama sintética sempre atrapalha. Não somos acostumados e é completamente diferente. Mas não foi apenas isso. O futebol permite essas coisas. Nem sempre o melhor time ganha. O nosso time era bom, mas naquele momento não deu certo. Isso faz parte do futebol.
Foi frustrante não ir ao Pré-Olímpico do Peru?
Eu estava machucado naquela época e por isso não pude ser liberado (pela Inter).
Mas no Mundial Sub-20 você ajudou o Brasil a ganhar o título na Colômbia e foi o camisa 10…
Foi uma experiência muito bacana. O Ney Franco (técnico) é uma ótima pessoa e um treinador excelente. Guardo as melhores recordações do grupo. O time era muito unido e soube passar pelos obstáculos até chegar no título.
Você está na lista dos 52 pré-convocados para os Jogos Olímpicos, mas apenas 18 irão a Londres. Ganso, Lucas e Oscar são os principais concorrentes?
A disputa é muito grande e tenho o sonho de jogar a Olimpíada. A concorrência é forte e eu estou no bolo. Isso é o mais importante.
A sua experiência na Europa pode ser uma vantagem?
Acho que pode ajudar em todos os sentidos. Estou enfrentando os melhores jogadores do mundo e isso é muito bom. Mas no Brasil as dificuldades também são grandes. Os nossos campeonatos também são fortes.
A Inter gosta de jogadores experientes e não dá muito espaço aos novatos. Isso atrapalha?
Na adaptação eu não diria que atrapalha, já que temos a rotina de treinamentos. Mas atrapalha para ganhar ritmo de jogo. A Inter tem um elenco grande e de muita qualidade, o que aumenta a rotatividade.
Aprendeu rápido a falar italiano?
Antes de ir para a Itália eu fazia aula particular. Isso me ajudou muito. Quando eu cheguei conseguia entender bem o que estava sendo passado e isso foi muito importante.
Julio Cesar disse que dividia o quarto com você. Ouviu muitos conselhos?
Vários conselhos, mas principalmente o de ter paciência para esperar a minha hora no time. Eles foram muito importantes na minha adaptação. Me ajudaram muito.
Leonardo foi um dos seus técnicos na Inter. Foi quem mais o ajudou?
Com cada treinador que eu trabalho eu procuro tirar o máximo de aprendizado. Ainda sou novo e tenho muito o que caminhar. O Leonardo, assim como todos os outros, me ajudou bastante. Também trabalhei com Rafa Benítez e Gian Piero Gasperini. É difícil dizer o que aprendi com cada um. Todos foram muito importantes na minha evolução.
Desde a saída do Mourinho, não para técnico na Inter. Por quê?
É uma situação complicada. O time não tem conseguido bons resultados e isso acaba acarretando mudança de comando. O futebol é assim em quase todos os lugares do mundo.
Você fez dois gols pela Inter, um contra o Cagliari e outro contra a Fiorentina. O Italiano é difícil?
É muito difícil. O jogo é muito mais pegado na marcação. Tem pouco espaço para criar as jogadas. No Brasil isso também acontece, tem muita marcação, mas o futebol é mais voltado para o ataque.
Você queria ter ficado na Inter ou quis ser emprestado ao Espanyol?
Eu pedi para ser emprestado para poder ter uma sequência maior dejogo. Estou conseguindo isso no Espanyol e estou muito feliz.
Você nem bem chegou e já marcou quatro gols: dois contra o Rayo Vallecano, um contra o Racing e outro contra o Malaga. O Campeonato Espanhol tem mais a ver com o seu estilo?
É um estilo de jogo mais leve, de mais toque de bola, mais voltado para o ataque. É como eu gosto de jogar.
Ser vizinho do Barcelona desperta o desejo de jogar lá um dia?
Nunca pensei nisso. Hoje, o meu pensamento é o de continuar ajudando o Espanyol, conseguir uma vaga para as competições européias e ir para as Olimpíadas.
Já topou com Messi, Xavi, Iniesta,Fabregas, Daniel Alves aí em Barcelona?
Não, com nenhum deles. Quem eu encontrei foi o Thiago Alcantara, no evento da Copa do Mediterrâneo (famoso torneio catalão para jovens talentos).
Qual é a sensação para um garoto de 19 anos de disputar um jogo de Champions League?
Olha, nem sei como explicar isso. É muito bom. Tinha esse sonho desde que comecei a jogar e tenho a felicidade de ter realizado. Espero poder disputar muitos jogos ainda.
As partidinhas de PlayStation vieram à cabeça quando você olhou para o lado e viu os seus ídols em carne e osso jogando ao seu lado ou contra você?
Foi a primeira coisa que eu pensei quando cheguei. Até outro dia eu só conhecia os caras pela televisão e pelo PlayStation. Agora eles estão aqui do meu lado, eu passo a bola para eles, comemoro o gol junto com eles. É muito bom.
Você ganhou a Copa da Itália, a Supercopada Itália e o Mundial de Clulbes. Qual foi a melhor experiência?
Todas elas foram muito importantes. Toda conquista tem o seu valor.
Com quem você mora em Barcelona? Como é a sua rotina?
Meus pais e minha noiva, que estavam comigo em Milão, estão aqui também. Isso me ajuda muito. Ter a família do lado é importante demais. Minha rotina é tranquila. Do treino para casa e de casa para o treino. De vez em quando vamos a um restaurante. mas sou um cara muito caseiro.
Saudades do Rio?
Fui criado perto do Maracanã. Sinto saudades dos meus amigos de infância. Mas sempre que posso falo com eles pela internet. E quando eu vou ao Brasil estou sempre do lado deles.
Entrevista publicada na edição de domingo (15/4/12) do Correio Braziliense.
Foi difícil selecionar 11 jogadores em meio a tantos craques revelados pelo Santos Futebol Clube. O melhor deles, o maior de todos: Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé. Mas, em homenagem ao centenário do Santos, comemorado neste sábado, resolvi comprar a briga e consegui montar o meu time do Santos de todos os tempos. Não contente, escalei também um Santos apenas com jogadores que eu vi jogar.
A primeira escalação que você verá a seguir é o casamento de muita leitura sobre a história de jogadores do Santos que eu não vi jogar – tenho 34 anos – com as minhas lembranças de jogadores do Santos que vi em campo desde criança. Muitos deles fizeram parte das minhas fichas técnicas dos campeonatos que eu organizava em casa nas minhas partidas de futebol de botão, mas isso é assunto para outro post. Bom, além do esquadrão de todos os tempos, resolvi montar uma equipe do Santos formada apenas por jogadores que eu vi jogar. Aí, é óbvio, descartei a fantástica constelação formada por Pelé, Pepe, Coutinho... Ainda assim saiu um baita time.
Deu trabalho e sei que vai gerar polêmica. Aliás, montar uma seleção é arrumar confusão com os deuses da bola e o mundo. Sei bem disso. Que o diga o treinador Mano Menezes, responsável por configurar um time minimamente decente para a disputa da Copa do Mundo de 2014. Bom, mas chega de blábláblá. É hora de dar a cara a tapa e mostrar ao mundo as duas seleções do Santos que formei. Desde já, parabéns ao Santos Futebol Clube e aos súditos do clube que revelou ao mundo um Rei: Pelé!
MEU SANTOS DE TODOS OS TEMPOS
Esquema tático: 4-2-3-1
Técnico: Luis Alonso Peres, o Lula

OS MELHORES DO SANTOS QUE EU VI JOGAR
Esquema tático: 4-2-3-1
Técnico: Emerson Leão

O Campeonato Espanhol pode testemunhar a quebra de um recorde de 22 anos neste sábado.
Em 1989/1990, o Real Madrid fez 107 gols. Jamais um campeão espanhol foi tão ofensivo.
O técnico da esquadra merengue era o galês John Toshack.
Aos 63 anos, o comandante da máquina de fazer gols em 1989/1990 previu a quebra do recorde do seu time. Em entrevista ao diário Marca, profetizou: "São quase três gols de média por jogo. Real Madrid e Barcelona são dois times que estão voando baixo", elogiou.
Uma das justificativas para tantos gols naquela temporada foi a queda precoce na Copa dos Campeões da Europa, atual Champions League. "Fomos eliminados em outubro de 1989 pelo Milan e não tivemos sobrecarga de jogos. Tanto que conquistamos o título espanhol com bastante antecedência. Nos últimos quatro jogos chegamos a marcar 16 gols", recorda o atual treinador da seleção da Macedônia
O artilheiro do time e do Campeonato Espanhol de 1989/1990 foi o mexicano Hugo Sánchez, autor de 38 gols. O faro de gol era semelhante ao do guloso Cristiano Ronado em 2011/2012.


A 14 dias do sorteio dos grupos, o torneio olímpico masculino já conhece 15 dos 16 classificados.
A definição das chaves está marcada para 24 de abril, um dia depois da definição da última vaga. O sorteio será no lendário Estádio Wembley, em Londres.
Na véspera, Omã e Senegal vão duelar em um jogo único valendo o último carimbo no passaporte.
Enquanto o sorteio não chega, já é possível identificar algumas curiosidades.
Dos 16 países que já conquistaram pelo menos uma medalha de ouro, só três estão classificados.
Bicampeões, Grã-Bretanha e Uruguai carimbaram os seus passaportes. A Espanha também.
Treze campeões não conseguiram se classificar: A atual bicampeã Argentina e mais Hungria, União Soviética (atual Rússia), Iugoslávia (atual Sérvia), Polônia, Alemanha Oriental (atual Alemanha), Checoslováquia (atual República Checa), Nigéria, Itália, Suécia, Bélgica, Camarões e França.
Representante do país-sede, a Grã-Bretanha não jogava o torneio com este nome desde 1948.
Quem também vai matar saudade das Olimpíadas é o Uruguai, ausente da competição desde 1928.
NA BRIGA POR MEDALHA...
País-sede
Grã-Bretanha – Foi medalha de ouro em 1908 e em 19012.
Eliminatórias Asiáticas
Japão – Vai disputar o torneio pela nona vez.
Coreia do Sul – Está classificada pela nona vez.
Emirados Árabes Unidos – Estreante
Eliminatórias Africanas
Egito – Vai disputar o torneio pela 11ª vez.
Marrocos – Carimbou o passaporte pela sétima vez.
Gabão – Estreante
Eliminatórias Europeias
Bielorrúsia – Estreante
Suíça – Participará do torneio pela terceira vez. Já foi medalha de prata.
Espanha – Foi medalha de ouro dentro de casa em 1992. Também tem duas pratas.
Eliminatórias das Américas Central e do Norte
Honduras – Está classificado pela terceira vez.
México – Garantiu presença pela décima vez.
Eliminatórias da Oceania
Nova Zelândia – Vaga carimbada pela segunda vez.
Eliminatórias Sul-Americanas
Brasil – Vai brigar pela 12ª vez pelo ouro inédito. Foi prata duas vezes e bronze outras duas.
Uruguai – Foi bicampeão em 1924 e 1928.
Repescagem
Omã x Senegal, em 23 de abril
Morava no Gama, joguei futebol amador lá mesmo. Cheguei a fazer um teste no time juvenil do Gama, mas por algum motivo acabei não ficando. Aí fiz um teste em Chapecó e acabei ficando por lá. Fui pro sul com 17 pra 18 anos. Lá joguei primeiro no juniores, depois subi pro profissional.
Como foi esse período no sul?
Na Chapecoense, fiquei quase 3 anos. Aí em 1999 fui pro Paraná, joguei lá 2 anos. Cheguei lá como reserva, mas virei titular no ano seguinte. Joguei a Copa João havelange, quando o Paraná foi campeão módulo amarelo, mas acabamos perdendo a semifinal para o Vasco.
Depois do Paraná, você foi jogar na Suíça.
Sim, cheguei no Servètte em 2000. Antes de eu ir pra Suíça, surgiu uma proposta do México. Mas aí, o Enio Ribeiro (presidente do Paraná à época) me convenceu a não ir pro México, que talvez surgisse alguma coisa na Europa. Pouco depois, veio essa proposta do time suíço. Lá no começo foi um pouco difícil: primeiro pela língua, se comunicar com o pessoal foi complicado. Assim que eu cheguei no Servètte joguei 7 jogos, mas fraturei o pé, esse período foi complicado. Me recuperei, mas depois de um tempo comecei a procurar outro lugar, porque na Suíça é assim: futebol não tem muita expressão. Tinha que sair dali porque senão ia ser apenas mais um. Pintou a oportunidade de ir pro Bastia, por empréstimo. Cheguei na metade do campeonato (janeiro de 2004), e já jogando ajudei o time a se manter na primeira divisão.
Foi essa passagem pelo Bastia que acabou te levando para o Lens? Sua trajetória nos “sang et or” foi a principal da sua carreira européia?
Sim, assinei com o Lens pra temporada 2004/2005, logo depois do Bastia. Foi a passagem mais importante da minha carreira porque lá eu consegui mostrar minha qualidade como zagueiro, foi lá que eu comecei a ganhar nome, cheguei a ser ídolo lá, capitão do time.
Como você vê o atual cenário do Lens? (A equipe caiu para a segunda divisão na temporada passada, e nessa já não tem mais chances de subir)
Depois que eu saí, o clube teve uns problemas internos, acabou sendo muito prejudicado. É um clube que não merece estar na segunda divisão, uma cidade que basicamente só tem o futebol como alegria, todos os jogos tem casa cheia. Até os jogadores dos outros times percebem como a torcida é muito calorosa lá. Isso que está faltando na primeira divisão. Mas quem sabe na próxima temporada eles voltem.
Do Lens você foi para o Olympique de Marselha, o clube mais popular da França. Foi difícil a adaptação para um clube de grande porte?
Foi uma boa adaptação. Eu cheguei no OM como um dos melhores zagueiros do campeonato (Hilton foi eleito por duas temporadas seguidas como melhor zagueiro da Ligue 1, atuando pelo Lens), cheguei como contratação de peso. A cidade, pelo clima que tem, pelo sol mais forte, lembra muito o Brasil. É uma cidade que respira futebol. Cheguei como titular, já fomos vice campeões nacionais no ano que eu cheguei, conseguimos classificação pra Champions. Fiquei lá 3 temporadas, tive a oportunidade de jogar 2 Champions League.
Foi a sua primeira vez jogando na Champions League. Como é jogar esse torneio?
É completamente diferente, é uma competição que todos sonham disputar, você joga contra grandes clubes, é uma motivação maior. É sempre um objetivo sempre dos clubes se classificar para a Champions, o jogador automaticamente pensa nisso, pra carreira de qualquer um é muito bom.
Qual foi a sensação de ser campeão nacional pela primeira vez na carreira, atuando em uma equipe grande como o Olympique de Marselha? (Na temporada 2009/2010, o OM foi campeão francês, e Hilton fez parte do elenco)
Foi muito bom ser campeão com o OM, faziam 17 anos que a equipe não ganhava um título. Conquistou esse título aí, a gente fica marcado na história do time.
Como foi a experiência de ser treinado pelo Didier Deschamps, um dos carrascos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1998?
Olha, ele é um técnico bem talentoso. Como jogador ele foi muito turrão, acabou se tornando um treinador assim também. Apesar disso, ele tem mta luz, por onde passou ele ganhou títulos, conquistou um titulo em um clube (o Olympique de Marselha) em que ele era ídolo nos tempos de jogador. Ele tem um respeito muito grande na Europa e na França. É muito competente, conseguiu armar um time pra conquistar títulos.
Mas com a crise que o Olympique de Marselha passa agora, ele pode perder o emprego a qualquer momento. (O OM foi eliminado na Champions League pelo Bayern de Munique e não tem mais chance de se classificar para nenhuma competição europeia nessa temporada)
Eu vendo de fora, conhecendo muita gente lá, eles devem estar esperando acabar a temporada. Foi um time que ele montou, mas que não deu resultado. O pessoal está com o pé atrás. Ele ainda tem a Copa da Liga Francesa pra disputar, mas se ele não ganhar vai ficar complicado.
Mesmo jogando em um elenco campeão, disputando Champions League, você acabou indo para o Montpellier. Por que dessa mudança?
É que no Olympique de Marselha, na última temporada, eu não estava jogando por opção do Didier Deschamps, ele mudou a zaga titular do time. E também tive uns problemas familiares, com questão de violência urbana. Fui assaltado, foi em um período que muitos jogadores foram assaltados também. Acabei sendo agredido, aí vi que não tinha condição de ficar mais ali por conta da minha família. (Hilton é casado com Francielli, sua esposa, e tem dois filhos, um menino 9 anos e uma menina de 6).
Como foi a sua adaptação por sair de Marselha, uma das cidades mais populosas da França, e ir para Montpellier?
Como cidade não tem muita diferença, as duas ficam no sul da França, mas Montpellier é uma cidade bem menor, mais tranqüila, o pessoal aqui respeita bastante. Encontrei tranqüilidade pra mim e pra minha família.
Em questão de estrutura, como é o Montpellier comparado ao Olympique de Marselha?
Em comparação ao OM, o Montpellier tem uma categoria de base muito boa, mas é um clube novo, ainda não tem grandes condições de treino, as coisas são bem humildes. O presidente, no entanto, já estuda investir no clube pra futuramente fazer um novo centro de treinamento.
Quando você chegou ao Montpellier, já imaginava que o clube tinha pretensões tão grandes, como já uma classificação pra Champions League?
Realmente é um clube pequeno, não fez muito investimento em contratações pra essa temporada, trouxe só um lateral esquerdo e eu pra zaga. Mas mesmo assim está fazendo uma campanha muito boa. A vaga pra Champions só depende da gente, e se isso acontecer, na temporada que vem com certeza o clube vai ganhar muito dinheiro, isso automaticamente vai fazer o clube crescer. O presidente vai investir no clube que é dele, isso vai ser muito bom, vamos ter quase um nível europeu.
A campanha do Montpellier é surpreendente, vocês estão disputando a liderança rodada a rodada com o Paris Saint-Germain. Foi uma surpresa pra você?
Foi uma surpresa muito grande, porque no ano passado o Montpellier só conseguiu chegar na final da Copa da Liga, depois disso o time foi muito mal no campeonato. A torcida esperava que o time não caísse essa temporada, mas a equipe vem surpreendendo a cada rodada mais ainda. Hoje a gente não é mais uma surpresa, já nos veem como uma confirmação, já veem o Montpellier como um dos favoritos ao título.
Quais são suas expectativas para esse final de temporada e para a próxima, já visando disputar uma Champions League?
As expectativas muito boas. Vamos ter a oportundiade de ficar 3 pontos na frente (o Montpellier tem um jogo a menos que o PSG), temos de melhorar pra continuar. Faltam só nove jogos pra terminar a Ligue 1, vão ser nove finais que estarão nos esperando pela frente. Temos de encarar os próximos jogos como verdadeiras decisões, para no final, quem sabe, ganharmos uma recompensa que vai ficar marcada na história do clube. E pra temporada que vem, seria bom o time segurar os jovens jogadores, manter o elenco que está essa campanha desse ano, e também para disputar uma Champions e não fazer feio. Só disputar por disputar é ruim, tem que jogar pra incomodar os grandes.


A situação do Flamengo é simples depois da derrota por 3 x 2 para o Emelec, no Equador.
Lanterna do Grupo 2 com 5 pontos, um atrás do Emelec (6), a dois do Olimpia e a cinco do já classificado Lanús, o time rubro-negro precisa vencer o líder e torcer por um empate entre Olimpia e Emelec, no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção, para avançar às oitavas de final.
O Blog Drible de Corpo foi a campo pesquisar quantas vezes Emelec e Olimpia já se enfrentaram a fim de descobrir quantas vezes os dois clubes empataram.
No total, foram cinco duelos em competições continentais, com duas vitórias do Olimpia, uma do Emelec e dois empates, um em Assunção e outro em Guayaquil. Para os supersticiosos, aí vai uma baita coincidência: um dos empates entre Emelec e Olimpia ocorreu em 12 de abril de 2001, no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção, no Paraguai. A partida da próxima semana também será, 11 anos depois, em um 12 de abril. Ou seja, na mesma data, cidade e estádio. Acredite se quiser!
O primeiro duelo entre Emelec e Olimpia foi em 13/2/2001, pela Copa Libertadores. Em Guayaquil, o resultado foi um empate por 1 x 1 pelo Grupo 4. Carlos Suárez abriu o placar para os equatorianos e Walter Escobar descontou nos acréscimos do primeiro tempo para o time do Paraguai. No jogo de volta, em 12/4/2001, os dois times empataram novamente, desta vez por 2 x 2. Félix Torres e Gustavo Badell marcaram para o Olimpia e Carlos Juárez e Pedro Aguírrea descontaram.
No ano passado, os dois clubes se encontraram novamente, mas na Copa Sul-Americana. Em 15/9/2011, Vladimir Marín marcou duas vezes para o Olimpia na vitória em casa, por 2 x 1, e Nicolás Vigneri descontou para o Emelec. No duelo de volta, em 20/9/2011, novo triunfo paraguaio, desta vez no Equador. Ricard Ortiz e Pablo Zeballos comandaram o triunfo por 2 x 1. José Franco fez o do Emelec.
Por fim, na atual edição da Libertadores, o Emelec venceu em casa por 1 x 0, em 10/2/2012, com um gol de Luciano Figueroa – o carrasco do Flamengo na derrota da última quarta-feira.
Portanto, rubro-negros de fé, o retrospecto mostra que um empate entre Olimpia e Emelec é, sim, possível, e já aconteceu duas vezes. Uma delas, lembro, no Paraguai, em um 12 de abril.
Em contrapartida, Flamengo e Lanús só se enfrentaram uma vez na história, na primeira rodada do Gupo 2 desta Libertadores. E o rubro-negro empatou por 1 x 1. Se o placar se repetir na próxima quinta-feira, no Engenhão, não tem empate em Assunção que salve o Flamengo de um vexame semelhante ao de 2002, quando també foi eliminado de forma humilhante na fase de grupos da competição.
