Quarta-feira, 21 de março de 2012 04:44 pm

Ingressos para o clássico


Pedro Ladeira/Esp. CB/D.A Press

O basquete volta ao Ginásio Nilson Nelson neste sábado. Às 16h, o maior clássico do basquete brasileiro na atualidade ocorre por lá. UniCeub/BRB e Flamengo protagonizam um duelo vital para o NBB, que já está próximo do fim da fase de classificação. Candangos e cariocas têm rigorosamente a mesma campanha: 18 vitórias em 24 jogos. Os rubro-negros ocupam a terceira posição e os atuais bicampeões estão em quarto. Quem vencer o duelo abre uma vantagem interessante sobre o arquirrival nos playoffs.

Alcançar os líderes — Pinheiros e São José, com 20 vitórias em 25 jogos — não será tão fácil, mas o UniCeub/BRB ainda tem boas chances de terminar a fase de classificação em segundo lugar, já que os paulistas se enfrentam. Vale lembrar que a final este ano será em partida única, na casa do finalista que tiver a melhor campanha.

Bom, o jogo é só no sábado, mas os ingressos já estão à venda. Seguem informações para quem quiser garantir um lugar nas arquibancadas:

Hoje e quinta-feira, as entradas podem ser adquiridas nas lojas BANCORBRÁS, no Pátio Brasil e no Setor Comercial Sul. A cadeira custa R$ 50 (R$ 25 a meia) e a arquibancada custa R$ 30 (R$ 15 a meia). Quem doar 1kg de alimento não-perecível (exceto sal e óleo), paga meia.

Na sexta e no sábado os ingressos também serão vendidos na bilheteria do Nilson Nelson. Sexta, das 8h às 18h, e sábado, das 8h até a hora do jogo.

Quem comprar até sexta-feira paga menos: R$ 25 para a cadeira e R$ 10 para a arquibancada.

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Segunda-feira, 05 de março de 2012 05:56 pm

A 2 pontos e 3 rebotes da história

"Ele é o armador mais inteligente com quem eu já trabalhei". Essas foram as palavras do técnico do Boston Celtics, Doc Rives, após a vitória do Boston Celtics sobre o New York Knicks, ontem, por 115 x 111, na prorrogação.


Elsa/Getty Images/AFP

Em tempos de Derrick Rose, Chris Paul e Deron Williams, é difícil dizer se algum deles é superior ao camisa 9 dos Celtics. Rondo chegou perto — muito perto — de um feito que só um jogador na história da NBA conseguiu realizar: um double-triple-double. Confesso que tive que pesquisar se já havia acontecido de um jogador conseguir chegar a 20 em três estatísticas diferentes. O único, é claro, só podia ser Wilt Chamberlain.

A lenda do basquete norte-americano anotou 22 pontos, pegou 25 rebotes e distribuiu 21 assistências em fevereiro de 1968. Desde então, ninguém conseguiu repetir o feito. Magic Johnson havia sido o último a chegar perto. Em abril de 1989, o armador dos Lakers conseguiu 24 pontos, 17 rebotes e 17 assistências.

Ontem, Rajon Rondo, além de liderar os Celtics à vitória, ficou muito próximo de colocar seu nome na história ao lado de Chamberlain. O armador terminou a partida com 18 pontos, 20 assistências e 17 rebotes em 47 minutos e 47 segundos em quadra. É difícil imaginar alguém chegar a tais números novamente, muito menos alcançar Wilt na história, mas é bom saber que há jogadores talentosos o suficiente para tentar.

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Quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012 06:32 pm

Uniforme lançado

A Nike divulgou hoje o uniforme que os Estados Unidos vão vestir em Londres-2012. Achei o USA meio esquisito, mas no geral gostei do resultado. Fica a expectativa para as camisas do Brasil para as Olimpíadas.


Crédito: Nike/Divulgação

Os "modelos" foram Kobe Bryant, LeBron James, Deron Williams e Kevin Durant.


Crédito: Nike/Divulgação

O que acharam?

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Sábado, 18 de fevereiro de 2012 02:13 pm

Enfim, a "Linsanidade"

Demorou, mas finalmente assisti a uma partida do fenômeno Jeremy Lin. Talvez por minha culpa — e a fama de pé frio —, o descendente de taiwaneses perdeu sua primeira partida pelos Knicks depois de ter virado um jogador relevante em NY. Mas não vou me ater ao resultado da partida — derrota por 89 x 85 para o New Orleans Hornets, no Madison Square Garden — e sim ao que achei da atuação de Jeremy Lin.


Chris Trotman/Getty Images/AFP

É inegável que o menino tem talento. Aos 23 anos, foi jogado em uma verdadeira fogueira e conseguiu dar vida a um time que estava no completo marasmo. Lin é extremamente ágil, se mostrou um grande ladrão de bolas, mas ainda precisa amadurecer muito. Ontem, foram 9 desperdícios de bola. Quatro deles nos primeiros minutos de jogo. É muito para um armador.

Lin sabe usar o pick'and'roll para chegar à cesta, mas às vezes parece afobado para definir as jogadas e se coloca em situações complicadas que acabam gerando erros. Foi assim ontem. Além dos 9 desperdícios, ele escapou de cometer outros vários erros por pouco. Mas é claro que isso foi só uma parte do que vi.

O armador demonstrou que tem uma visão de jogo privilegiada e é muito veloz. Roubou quatro bolas dos adversários. Cometeu alguns erros de rotação na defesa, mas nada muito grave para alguém que há pouco tempo sequer entrava em quadra.

O que mais me impressionou foi a frieza dele. Apesar dos momentos de afobação, Lin mostrou um arremesso bastante confiável, tanto de média quanto de longa distância, e deixou claro que não tem medo de tentar resolver a parada. Lin é bastante habilidoso e perigoso no um contra um. Os marcadores terão trabalho com ele. Se der espaço, a chance de levar uma bola de três é alta, e se ficar muito próximo, as chances de ver Lin chegar à cesta — onde ele é um bom finalizador — também é grande.

Foi só a primeira impressão, mas pelo que vi, Jeremy Lin ainda tem muito a crescer e aprender, mas sem dúvidas tem seu espaço garantido nos Knicks. Muita gente pensa que com o retorno de Carmelo Anthony, a tendência é de que ele caia muito de produção. Eu acho o contrário. Talvez nas estatísticas os números caiam, sim, mas com Melo em quadra, a marcação não vai poder prestar tanta atenção no norte-americano/taiwanês, como vi ontem com várias armadilhas que geraram erros do armador.

Com Lin, Carmelo e Stoudemire em quadra — e Baron Davis no banco, por que não? —, acredito que os Knicks podem incomodar nos playoffs.

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Segunda-feira, 06 de fevereiro de 2012 04:09 pm

Ousadia espanhola

Essa eu vi graças à galera do Basketeria. Ricky Rubio, pra mim uma das maiores atrações dessa temporada esquisita da NBA, conversava com Pau Gasol após a partida entre Los Angeles Lakers e Minnesota Timberwolves, vencida pelos Lakers por 106 x 101. Eis que chega Kobe Bryant perguntando se os dois estavam conversando sobre as Olimpíadas de Londres-2012.

Aí entra a ousadia do menino espanhol. Primeiro, Rubio pergunta a Kobe se ele vai estar lá. O norte-americano diz que sim, e Rubio emenda: "Vocês sabem que vão ficar com a medalha de prata, né?"

Kobe entra na brincadeira e diz que está aceitando apostas, e depois diz que vai ficar com as "chaves de Barcelona". Vale a pena conferir o momento de descontração depois do jogo.


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Sexta-feira, 13 de janeiro de 2012 10:35 am

Hora de repensar a regra

Assisti Dwight Howard quebrar o recorde de lances livres arremessados em uma partida — 39, contra 34 do então recordista, Wilt Chamberlain — e posso dizer: foi chato. Apesar de ser torcedor do Magic, confesso que não comemorei nem um pouco mais uma marca quebrada pelo pivô de Orlando.


REUTERS/Hans Deryk

Tudo por conta da estratégia do Golden State Warriors. No meio do terceiro quarto, o time da casa já fazia faltas em cima de Howard, completamente fora da bola, para que o pivô fosse para a linha do lance livre. Na transmissão, Steve Kerr contestou a atitude e questionou se não seria melhor para o jogo e para quem o assiste se essa regra fosse mudada.

Concordo plenamente, Steve! Ficou muito chato ver o Magic jogar daquele jeito, e ficará chato assistir qualquer outro time que tenha um jogador ruim da linha do lance livre. Hoje é um recurso que os times têm, quem pode culpá-los por usar? Por isso, a liga deveria intervir e mudar seu livrinho de regras. É preciso punir mais os times que recorram a tais faltas, tal qual acontece em jogos internacionais, nas regras da FIBA.

Quer fazer a falta fora do lance? Ok, mas o adversário terá os dois lances e a bola. Infelizmente, um jogo que já foi interessante, mesmo com o Hack-a-Howard, como chamam os norte-americanos, poderia ser ainda melhor. Ontem, a própria NBA ajudou a tornar chato uma partida que, talvez, será lembrada para sempre por causa da marca histórica do pivô.

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Quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 04:52 pm

Que time!

Vazou uma suposta lista de 19 jogadores pré-selecionados para representar os Estados Unidos nas Olimpíadas de Londres. Chega a ser assustador ver quantos nomes bons eles têm a disposição para escolher os 12 que vão realmente aos Jogos.



Primeiro, segue a lista dos 19 que vazou:

Armadores: Chauncey Billups (Los Angeles Clippers), Chris Paul (Los Angeles Clippers), Derrick Rose (Chicago Bulls), Russel Westbrook (Oklahoma City Thunder) e Deron Williams (New Jersey Nets)

Alas
: Kobe Bryant (Los Angeles Lakers), Lebron James (Miami Heat), Dwyane Wade (Miami Heat), Kevin Durant (Oklahoma City Thunder), Carmelo Anthony (New York Knicks), Andre Iguodala (Philadelphia 76ers) e Eric Gordon (New Orleans Hornets)

Pivôs:
LaMarcus Aldridge (Portland Trail Blazers), Blake Griffin (Los Angeles Clippers), Chris Bosh (Miami Heat), Tyson Chandler (New York Knicks), Dwight Howard (Orlando Magic), Kevin Love (Minessota Timberwolves) e Lamar Odom (Dallas Mavericks)

Com esses nomes em mãos, dei uma de Coach K e selecionei os 12 que eu levaria. Digam o que acham e montem seus esquadrões para as Olimpíadas também:

Armadores: Derrick Rose, Chris Paul e Russel Westbrook
Alas: Kobe Bryant, LeBron James, Carmelo Anthony, Kevin Durant e Dwyane Wade
Pivôs: Tyson Chandler, Chris Bosh, Dwight Howard e Kevin Love

Que tal? Acho que dá pra levar o ouro tranquilo.

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Terça-feira, 03 de janeiro de 2012 04:09 pm

Voltei!

Depois de um "recesso" em dezembro, voltei.

A NBA já tá pegando fogo. Recomendo a todos que assistam os jogos do Minnesota Timberwolves. Ricky Rubio é um fenômeno. Quem duvidava de que o garoto daria na certo nos Estados Unidos está queimando a língua bonita.

Mas pra começar o ano, vai o vídeo do Denver Nuggets dançando a música do tal Michel Teló. Nem fora do país ficamos livre desse negócio, pelo jeito. Mas tá certo que isso tem a cara do Nenê, só pode ter sido ele a mostrar e convencer todos os caras a dançar.

O detalhe mais impressionante é que o Danilo Gallinari canta quase toda a letra, reparem.

Feliz 2012 a todos!

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Terça-feira, 29 de novembro de 2011 07:40 pm

Fala, Vidal

Na segunda-feira fui ao treino do UniCeub/BRB conversar com o pessoal sobre o polêmico jogo contra o Flamengo, o estado da quadra e tudo mais que aconteceu no clássico do último sábado. O personagem principal acabou sendo o técnico José Carlos Vidal, que tirou seus titulares ainda no primeiro quarto e deixou os reservas em quadra durante o restante do jogo. O motivo: o piso escorregadio por causa da umidade do Rio de Janeiro.


Crédito: Carlos Silva/CB/D.A Press

Vou colocar as aspas dele aqui, depois comento o que achei.

José Carlos Vidal
“Ficou acertado que se faria um teste. Isso significa quantos escorregões são necessários para se manter o jogo? Eu achei arriscado, mas respeitei o combinado”

“Quando eu vi cinco minutos de jogo sem intensidade nenhuma e com vários escorregões, adotei uma medida radical para uma situação difícil"

"A quadra não tinha condição. Teve um jogo do juvenil antes e os garotos já estavam escorregando. A gente nem aqueceu por conta disso. Pelo nosso estilo de jogo, de velocidade e defesa forte, não seria uma partida real"

"São jogadores importantes para o campeonato todo, não poderia arriscar mais a essa altura do campeonato"

"Tinha o problema de manter os reservas em quadra, mas em uma situação daquela, com o ginásio cheio e a partida já iniciada, qualquer atitude mais radical seria pior"

Bom, a atitude do técnico foi bastante comentada na hora do jogo. Alguns criticaram, outros disseram que era o certo, enfim, vários opiniões diferentes. O fato é que a quadra não tinha condição de receber um jogo de basquete, muito menos um clássico do porte de UniCeub/BRB e Flamengo.

Ficou nítido o medo dos jogadores na hora de correr, ninguém jogou em velocidade normal, a partida ficou feia, praticamente só com arremessos do perímetro, longe da realidade do que é normalmente o confronto.

Na minha opinião, o fato de o jogo ser televisionado "obrigou" todos a fazer a bola subir. Não acho que alguém tenha culpa, mas os jogadores poderiam ter se reunido e batido o pé para não acontecer a partida. Falei com Guilherme Giovannoni sobre isso, ele disse que seria ruim de qualquer jeito — como foi com a quadra escorregadia —, que se a partida fosse adiada também seria algo negativo para o basquete, mas eu acredito que colocar os atletas em risco daquele jeito foi pior, ainda mais com um jogo feio e fora da realidade, como o próprio Vidal comentou.

O treinador colocou sim os reservas em uma situação complicada, mas o que fazer a partir do momento que a bola já subiu e o jogo começou? Como ele mesmo disse, se o time se retirasse ao fim do primeiro quarto, o que poderia acontecer? Quão revoltada ficaria a torcida no ginásio? Caberia alguma punição? Enfim, há vários fatores a serem considerados, coisa que não é tão simples de pesar ali na hora.

Só espero que o episódio sirva de exemplo não só para o Ginásio do Tijuca, mas para tantos outros do Brasil — inclusive a Asceb e o Nilson Nelson. Há vários com problemas semelhantes, goteiras, falta de estrutura para receber uma partida. E sinceramente, espero nunca mais ver um jogo desse nível em um momento que o basquete precisa de afirmação e reconquistar o público brasileiro.

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Tags: NBB    UniCeub/BRB    Flamengo    Tijuca    ginásio    quadra 

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Quarta-feira, 23 de novembro de 2011 05:01 pm

Cresceu o olho

Nesta quinta-feira o UniCeub/BRB estreia em casa no NBB. O jogo contra o Tijuca marca o reencontro do time com a torcida depois da festa com 18 mil pessoas no Nilson Nelson na final da temporada passada. A partida, como ocorre normalmente, será no Ginásio da Asceb, o caldeirão dos brasilienses, com capacidade para cerca de duas mil pessoas.


Crédito: Kleber Lima/CB/D.A Press

O que me chama a atenção é o preço cobrado pela equipe para a primeira partida em casa. Na última temporada, os valores eram de R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia, valor que eu já considerava caro para uma partida de basquete, um esporte que ainda busca se reerguer e não possui um público cativo. Para minha surpresa, foi anunciado que esse preço aumentou para o jogo desta quinta-feira. Quem quiser comparecer ao ginásio, terá que pagar R$ 30 pela inteira e R$ 15 pela meia.

Entendo que o UniCeub/BRB seja o xodó da capital em relação ao esporte, que o time criou um vínculo com os moradores da cidade, mas acho um preço abusivo para uma partida de basquete. O esporte vive um momento bom, crescendo em popularidade, estrutura dos times e começa a chamar a atenção do público. Mas ainda é o começo, o caminho é longo, árduo, e não é o momento para se tentar lucrar de qualquer jeito.

Acredito na boa presença do público no ginásio, mas também creio que muita gente será afugentada de lá pelo aumento do valor do ingresso. Agora é a hora do UniCeub/BRB e de todas as equipes do NBB atrair o torcedor, convidá-lo aos jogos, proporcionar um bom espetáculo por um preço justo e convidativo. Não tenho dúvidas de que haverá muita reclamação por conta do aumento entre os torcedores e espero que a diretoria do time reveja essa decisão para as próximas partidas. Quem ganha é o basquete.

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