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Aos amigos do blog Na Garagem, hoje me despeço. Durante o último ano tentei, ao máximo, provar que Minas Gerais tem um arsenal de iniciativas interessantes e as bandas só precisam de mais espaço. Foram extremamente gratificantes todos os contatos que aqui fiz e as experiências trocadas inesquecíveis. Nada, quando feito com coração, coragem e dedicação é em vão. Por isso agradeço a todos que passaram por esse espaço e encheram de prestígio o nosso trabalho. Como resultado, um programa de rádio e alguns novos amigos. Tudo isso não acaba aqui. Um novo blog está no forno, desta vez com proposta ampliada para o cinema e outras manifestações independentes. Volto daqui há alguns dias para anunciar o novo caminho. Por enquanto, segue meu último post. A todos, MUITO OBRIGADO! SPOOLER LANÇA EP VIRTUAL NO DEMODÉE Notas suaves no teclado, daquelas que repetem na cabeça e você logo sai cantando. Programações e pistas para preencher de sentido, bateria que sabe lidar com o tempo usando criatividade e simplicidade. Um riff mais seco na guitarra, sem descartar o overdrive. Ritmo superdançante. "O resultado é pop", já afirma de cara o vocalista David. Uma proposta repleta de diversão que resulta em Spooler. Muito mais que a união entre David Dines e Gustavo Matos - dois carimbados músicos da cena independente mineira que ainda defendem As Horas e Ragna, respectivamente -, a banda é uma das iniciativas musicais mais interessantes em Belo Horizonte nos últimos tempos. Depois de alguma coisa entre um ano e dois tocando despretensiosamente em festas de amigos e elaborando canções, é hora de colocar no palco toda a força do duo. Nesta quarta, 9, às 21h, o Demodée abre suas portas e volta todas as luzes para o lançamento do primeiro EP virtual numa apresentação que contará com músicas de trabalho, releituras e surpresas. O Spooler em muitos momentos soa repleto de influências oitentistas e levadas dançantes, mas nem por isso merece um clichê saudosista ou atual no sentido inverso. Os caras são mais autorais que isso, o que fica daquela época é mesmo a diversão. "O intuito do nosso som é fazer as pessoas dançarem e se divertirem, o que acaba remetendo imediatamente à música daquela época. Não é puramente new wave ou disco, é a mescla desses estilos com a nossa visão e atitude, além das nossas experiências com o rock'n'roll e o meio indie", defende David. O músico ainda engrandece o formato da apresentação e prova como nesse caso menos é mais. "Somos só nós dois no palco, durante todo o show. Contamos com bases programadas em algumas músicas e outras fazemos só com bateria, guitarra e voz. É ótimo poder utilizar recursos que uma formação básica de rock'n'roll geralmente não comporta, tendo a liberdade de soar como uma quando necessário", garante. Lucas Oliveira SPOOLER Quarta, 9 de dezembro - 21h Bar Demodée (Av. Prudente de Morais, 167, Cidade Jardim) Entrada: R$ 10 myspace.com/spoolermusic 

Não se faz dez anos da noite para o dia, nem se percorre um período com tantos desafios e incertezas, sem antes munir-se de muita, mais muita coragem. Então, nada mais justo e à altura do feito que uma dilatada comemoração. As noites flamejantes deste ano poderiam ser suficientes para marcar o aniversário da loja, selo e produtora 53HC, mas eles querem mais. Agora, uma bateria de artistas de invejar qualquer cena alternativa prepara-se para invadir Belo Horizonte em três fins de semana divididos em 26 apresentações, sem pausa para dizer que não gosta dessa ou daquela banda, como costuma acontecer em grandes festivais. O Music Fest 2009 começa nesta sexta, 16, às 20h, no também aniversariante de uma década, Lapa Multishow, quando Cachorro Grande, longe da capital mineira há dois anos, os compadres argentinos do neo-rockabilly, Motorama, Hillbilly Rawhide, de Curitiba, e os mineiros The Folsoms, Monno e In Verso sobem ao palco. E no sábado, 17, também às 20h, o som continua. O Mundo Livre S/A apresenta a turnê que celebra os 15 anos do mangue-beat e divide a noite com Zigmat, trio formado em Brooklyn (Estados Unidos) e que chega em turnê inédita pelo país, os cariocas Canastra e Autoramas, além de Black Sonora, Transmissor e Deco Lima e o Combinado. Se para uma multidão que já acompanhou, no ano de comemorações da 53HC, nomes como Dead Fish, Moptop, Matanza, Móveis Coloniais de Acaju e outros tantos, as comemorações já foram mais que especiais, agora é tempo de recuperar fôlego para mais uma maratona. O diretor da 53HC, Bart Ramos, não poupa esforços para revelar artistas e garantir 2009 como um ano musicalmente inesquecível. Lucas Oliveira 53HC FEST 2009 – Edição de aniversário de 10 anos DIA 16 DE OUTUBRO (SEXTA-FEIRA) CACHORRO GRANDE [RS] MOTORAMA [Argentina] HILLBILLY RAWHIDE[ PR] THE FOLSOMS [MG] MONNO [MG] IN VERSO [MG] DIA 17 DE OUTUBRO (SÁBADO) MUNDO LIVRE S/A [PE] ZIGMAT [EUA] CANASTRA [RJ] BLACK SONORA [MG] AUTORAMAS [RJ] TRANSMISSOR [MG] DECO LIMA E O COMBINADO [MG] Ingressos e Passaportes: R$25 preço por dia antecipado / R$ 30 preço por dia na portaria / R$45 passaporte para dois dias / R$55 passaporte para três dias / R$ 65 passaporte para os quatro dias (Passaportes limitados e a venda somente na loja 53HC) Classificação: Menores de 18 anos somente acompanhados pelos pais. Pais que acompanharem seus filhos menores não pagam entrada. Pontos de Venda: 53HC: Rua Rio de Janeiro 630, loja 53, Centro (31) 3271 7237/ Pieta Tattoo – rua Paraíba 1441, Savassi (31) 3281 4441 / Lapa Multshow: Rua Alvares Maciel 312 Santa Efigenia (31) 3241 2074 Informações: (31) 3271 7237 – www.53hc.com 


Dias 16 (sexta-feira) 17, 24 e 30 de outubro (sábados)
Horário: 20h
Local: Lapa Multishow (Rua Alvares Maciel, 312, Santa Efigênia)
Pra quem como eu pensava que o Stonehenge é lugar apenas de covers e clássicos do rock mundial, é hora de rever os conceitos. A cena independente invade a casa neste sábado, 19, às 21h, com o já consagrado BH Indie Music, em terceira edição. Da capital, a banda As Horas abre a noite para os convidados Red Run, do Ceará, Espasmos do Braço Mecânico, de São Bernardo do Campo, e os goianos Hidesoul. Compareça! Stonehenge Rock Bar - III BH Indie Music 19|09 - sábado Show com as bandas Red Run (CE), Hidesoul (GO), Espasmos do Braço Mecânico (SP) e As Horas (MG). Horário: 21H Ingressos: R$10,00 Rua Tupis, 1448 - Barro Preto Info: 31 3271-3476 Censura: 18 anos BH INDIE ROLANDO... Muitas surpresas e novidades no III BH Indie Music. Um apanhado de bandas dos vários cantos do país visitam Belo Horizonte trazendo um pouco de sua cultura, suas influências e, claro, seu som. Estava ontem (quinta-feira, 17) no Matriz, antes de começar o festival, quando vi quatro caras entrando com semblante de cansaço, mas animados com o show. Eram os Blinders That Came From Your Old Town, do Rio Grande do Norte. Cara, fiquei pensando - viajar mais de mil quilômetros pra tocar, divulgar o trabalho. É de se admirar. Fora que no dia anterior já tinham tocado na Obra. Por essas e outras que ainda acreditamos em fazer música, investir em cultura, seguir em frente. Parabéns a todos os envolvidos no BH Indie Music! Lucas Oliveira 

Um grito de liberdade! A semente da revolução. Esperança de mudar, ou pelo menos tentar. Rock tendo a atitude como primazia e liberdade para arranjar, experimentar. Oportunidade para manifestações latentes. Foi dada a largada, no último feriado da independência nacional, para o maior intercâmbio cultural entre bandas e artistas do Brasil. Ainda em sua terceira edição, mas já esbanjando organização, profissionalismo e inovação, o BH Indie é compromisso de música alternativa de qualidade nos próximos dias. Até 18 de outubro, Belo Horizonte é a capital do underground e não há quem duvide disso – o festival reunirá 112 bandas, em 197 shows, durante 42 dias.

O BH Indie é mais do que um evento musical, um encontro entre os atores e espectadores da cena. "Conseguimos reunir centenas de bandas, artistas, articuladores, criadores e fazedores do novo mercado de música num evento desta dimensão. Isso acaba nos possibilitando, não só o destaque do mercado mineiro de música para todo o país, mas também temos hoje em BH, a vitrine do cenário independente de música do Brasil. Estamos criando com o BH Indie Music, novas bandas, novos espaços e reativando todos os setores dependentes da música", explica a idealizadora e organizadora do festival Malu Aires. Confira
aqui a programação completa para o III BH Indie e as casas parceiras.
Lucas Oliveira

O maior núcleo de comunicação jovem em Minas Gerais e atualmente um dos principais protagonistas da expansão da cultura alternativa merece uma efusiva salva de palmas. A Ragga comemora quatro anos de vida e hoje é a prova mais nítida que no nosso estado também rolam bandas, baladas e boas iniciativas ligas ao esporte, comportamento e o que mais interessa o mundo jovem. E pra festejar tudo isso, não poderia faltar uma grande noite, com muito estilo e, claro, rock n’ roll. Sexta-feira, dia 28, rola a festa Let’s Rock, no Museu de Arte da Pampulha. Imagina só: uma galera que é a cara da Ragga, quatro beldades fotografando a entrada e momentos espontâneos na pista, DJ Robinho (quem diria) fantasiado a caráter e soltando muito rock, clássicos e até house old school, 9hora e convidados; quer mais? Ah, esqueci de dizer que a festa leva o slogan “O que é Rock para você?” Deu pra imaginar?!
Line-up
9ora - convidados
DJ Cambalacho a.k.a DJ Robinho
Camabalacho é o pseudônimo usado pelo conceituado DJ Robinho para apresentar um set especial que inclui rock, clássicos e house old school.
Convites Antecipados
Feminino - R$ 60 meia / R$ 120 inteira
Masculino - R$ 80 meia / R$ 160 inteira
Preço sujeito à alteração sem aviso prévio
Pontos de Venda
Entre Folhas
Ragga
Osklen
Ponto do Açaí
Projeto Sabor
Informações:
(31) 3225-4400
9128-4488 (Léo Sorriso)
8807-0118 (Nilsinho)
Serviço de manobrista terceirizado | Evento para maiores de 18 anos

Gritos ensurdecedores, alguns screamos, notas abafadas, em oitava, overdrive comendo solto. “BH também tem hardcore, e dos bons!” Das muitas grandes iniciativas do gênero ao redor do país, duas são de Minas: K_Trina e Arc-Over. Além de compartilhar influências e pedais Marshall, os caras dividem uma mesma cena, palcos, amigos. Uma prova da bem sucedida parceria rola esta semana na famosa Quarta sem lei do bar dançante A Obra. Dia 19, quarta, a partir das 22h, o pau vai quebrar no inferninho e ainda será apenas o meio da semana.

Pra que não conhece, K_Trina e Arc-Over praticam hardcore inspirado em grandes nomes como Noção de Nada, Garage Fuzz, NOFX e Dead Fish. O tom político permanece ousado em canções de protesto, a retórica às vezes fala de experiências particulares, outras vezes de “verdades capitalistas”. A realidade é que poucas são as bandas hoje no Brasil que se preocupam em tentar alguma diferença, não que o engajamento soe como necessidade. E “tem gente que ainda acha que BH não tem hardcore.“ Passe por lá...
Lucas Oliveira
Quarta sem lei
Show com K_TRINA e ARC - OVER
Dia 19/08 – quarta-feira
DJ: Coal Jack
Aobra
Rua Rio Grande do Norte, Nº1168
Savassi

Depois de um agressivo hardcore, rockabilly, algumas ondinhas surf e um pouco de som dançante, chega um momento ímpar. A décima edição do Flaming Night rola no Lapa neste sábado, 15, às 20h, e recebe a talvez melhor iniciativa musical independente dos últimos tempos nesse nosso Brasil: Móveis Coloniais de Acaju. Nove rapazes interagindo suas habilidades sobre o palco, fazendo uso dos clássicos guitarra, baixo e bateria, até outros menos convencionais como trombone, sax, flauta e gaita. Um pouco de tudo, parecido com quase nada. Junto deles, Canastra, do Rio de Janeiro, e os mineiros Transmissor, Ricardo Koctus e Radiotape encerram as noites quentes que comemoram este ano o aniversário de uma década da produtora, selo e loja 53HC.

Projeto do baterista Rodrigo Barba, velho conhecido do Los Hermanos, o Canastra é uma excelente e particular combinação entre melodias de jazz, swing, western, surf music e outros elementos.

Já o Transmissor é o que há de mais contemporâneo no rock feito à base de bossa-nova na cena do nosso estado. Também da capital mineira, Ricardo Koctus concilia o Pato Fu com seu projeto solo e experimenta uma mistura que vai de rock, folk e samba, até a MPB.

A responsabilidade de tocar rock n’ roll na noite fica por conta do Radiotape, mesmo que este muitas vezes soe como power pop. A décima festa ainda conta com discotecagens especiais – além do conhecido Bart, organizador do festival e responsável pela 53HC, um mascarado dá as caras e agita a galera. Acredite, o Adnet liberou o Kiabbo para o show.
Lucas Oliveira
FLAMING NIGHT 10 - DIA 15/08 (Sábado) às 20h
MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU (DF)
CANASTRA (RJ)
TRANSMISSOR (MG)
RICARDO KOCTUS (MG)
RADIOTAPE (MG)
Discotecagem: KIABBO (MTV) e BART
INGRESSOS:
- R$ 20,00 [1° Lote até dia 01/07]
- R$ 25,00 [2° Lote]
- R$ 30,00 [3° Lote]
LAPA MULTISHOW:
Rua Álvares Maciel, 312 - Santa Efigênia
PONTOS DE VENDA:
53HC: Rua Rio de Janeiro, 630, Loja 53 - TEL: 3271 7237
Smoke: Rua Paraíba 1378, Loja 02 - Savassi - TEL 3227 5296
Lapa Multshow: Rua Álvares Maciel, 312 - Santa Efigênia - TEL 3241 2074
INFORMAÇÔES: (31) 3271 7237

De baladinhas comerciais até som pesado, com muita energia. O Matriz será palco neste domingo, 2, a partir das 13h, de um encontro especial para o hardcore nacional. Aditive, de São Paulo, e Belle, do Rio Grande do Sul, dividem a casa mais alternativa da capital com os mineiros Diluvio, Severa, Nihil, 1000Halls, Arc-Over, Image e Coiotes S.A.

Três discos emplacados e mais de dez mil cópias vendidas. Números que impressionam para uma banda independente. Assim o quarteto Aditive chega a BH, formado por Sandro (vocal), Sérgio (baixo), Thiago (bateria), e o ex-integrante do Dead Fish, Hóspede (guitarra). O mais recente cd é o Ignição, de abril de 2007.
Ouça abaixo a faixa Ignição:

Ele traz na bagagem um passado de psicodelias, roupas escuras, moicanos e muita distorção. Depois de idealizar vários dos ícones que representarão eternamente a lembrança de um dado momento onde foi preciso recriar a própria essência e desconstruir o período anterior, ele agora deixa no ar a interrogação: quem serão os nossos próximos heróis? Um robusto senhor que passou da meia idade, um cinquentão. Assim o rock comemora nesta segunda-feira, 13, mais um ano de vida envolto de suas contraditórias gerações e póstumos descendentes que não mais se preocupam em aludir o sentido primaz de seus percussores. Quem arriscaria dizer, anos atrás, que a ousada mistura de country e rhythm and blues praticada por nomes como Chuck Berry, Jerry Lee Lewis e Little Richard nos anos 1950 chegaria ao emocore?

Elvis Presley, Jimi Hendrix, Johnny Cash e Kurt Cobain morreram inventando rock e serão sempre lembrados pela mudança que promoveram no seu tempo e ao seu modo de fazer música. Seria pretensioso tentar eleger algum nome para representar os anos 2000, principalmente porque agora o mainstream assiste a um infinito acasalamento entre o rock e suas inimagináveis vertentes, e não pode mais se dizer senhor da situação. Além, é claro, de um motivo mais óbvio: os heróis não morrem mais de overdose, soam ultrapassados antes mesmo de esgotar um segundo single.
Não há mais um núcleo centralizado de produção e isso acarreta num boom de artistas que dão as caras sem medo de experimentar e expressar seus anseios. É o caso da bola da vez: o emocore. O mais recente e popular movimento oriundo de uma mistura romântica entre hardcore e punk rock, conquista cada vez mais adolescentes ao redor do mundo.

É inegável o disparate entre o rock do século 21 e seus antecessores, nem tão distantes assim. As mudanças ganham a velocidade da internet, da chamada “Era da Informação”. Não há limites para se dizer rock. É difícil identificar vestígios dos muitos que foram e em pouco tempo também não encontraremos marcas do presente no futuro. O rock para muitos não vive o melhor dos momentos, mas para outros ele apenas reflete o que se vê pelas ruas. Qual será a fronteira final?
Lucas Oliveira

Se Johnny Cash estivesse vivo ele provavelmente ficaria feliz em saber que deixou um legado preparadíssimo para perpetuar um pouco do seu trabalho. A 9ª edição do Flaming Night confere a responsabilidade de revitalizar a essência do "homem de preto" americano e oferecer boas doses de rockabilly, rock n’ roll e country alternativo para Matanza (RJ), Zumbis do Espaço (SP), Os Dinamites (DF), The Folsoms (MG) e Estrume’n’tal (MG). No sábado, dia 4, a partir das 20h, o Lapa abre suas portas novamente para o festival flamejante da 53 HC, que promete, como de costume, uma noite eclética e equilibrada. O público pode esperar, além de "pé na porta e soco na cara" com o louco Jimmy e seus fiéis seguidores, som instrumental, hardcore, country e muita diversão no afiado e bizarro humor negro. A expectativa não é à toa, afinal BH será palco do encontro dos considerados reis do horror rock, Zumbis do Espaço, com o impiedoso Matanza, disparando palavrões até para a vovó. Os cariocas voltam à capital mineira para encerrar a turnê do DVD MTV Apresenta, na estrada há um bom tempo. O também VJ da Music Television no Brasil, Jimmy, convoca os fãs da banda e amantes de automóveis para mais uma de suas apresentações dedicadas à cultura hot rod. Os Zumbis do Espaço não dão as caras por aqui desde 2006 e trazem o novo CD, Destructus Maximus. Pra quem não conhece o trabalho dos paulistas, o grupo é reconhecido pela temática inspirada em HQs, filmes e livros de terror e ficção científica. Som pesado e carregado de influência punk rock, country e rocka-psychobilly. Já os representantes do Distrito Federal, Os Dinamites, colocam os pés na capital pela primeira vez com garantia de mais som billy e muitas canções divertidas e dançantes. O country alternativo também é praticado em Minas e não há quem duvide disso depois de conhecer o The Folsoms. A banda inspira-se nos anos 1950 e também se preocupa em fortalecer a imagem do ícone Cash. Os caras deram um pause nas gravações do primeiro álbum para deixar a sua marca na noite. Pra dançar, pra curtir e pra descontrair. A outra atração de Belo Horizonte é o Estrume’n’tal, que dispensa adjetivos. A carreira internacional e a grandiosidade de ter o primeiro trabalho assinado por uma gravadora gringa, a californiana Golly Gee Records, dão ao grupo um forte reconhecimento na cena. O rock instrumental vai de surf music, punk, garage e até jovem guarda. Além, é claro, das assumidas referências incomuns, como bolero, músicas de videogames, desenhos animados, baião e viola caipira. Ousado não? Essa eu também fiquei curioso. Ainda duvida que vai ser bom? Abraços e até a próxima! Lucas Oliveira FLAMING NIGHT 9 - DIA 04/07 (sábado) 20h MATANZA (RJ) ZUMBIS DO ESPAÇO (SP) OS DINAMITES (DF) THE FOLSOMS (MG) ESTRUME'N'TAL (MG) Discotecagem: JIMMY e TOR INGRESSOS - R$ 20,00 [1° Lote / Esgotado] - R$ 25,00 [2° Lote] - R$ 30,00 [3° Lote] LAPA MULTSHOW Rua Alvares Maciel, 312 - Santa Efigênia PONTOS DE VENDA 53HC: Rua Rio de Janeiro 630, Loja 53 - TEL: 3271 7237 Smoke: Rua Paraíba 1378, Loja 02 - Savassi - TEL 3227 5296 Lapa Multshow: Rua Alvares Maciel 312 Santa Efigenia - TEL 3241 2074 INFORMAÇÔES (31) 3271 7237 e www.53hc.com 






Os riffs são inteligentes e a batida é simples. O vocalista não se exalta pra cantar. A sutileza dos seus versos é mais atraente do que parece. A onda indie aproxima os alternativos e também os mais acostumados com música pop. Uma maneira subversiva e particular de caminhar pela música underground sem perder o apelo intimista com canções como Resposta, Me desfaz e Mais uma vez. A máxima de fazer um som diferenciado também está no nome da banda: In Verso. O fato é – os caras estão, a cada dia, fazendo mais sucesso com o ep Avesso. Se ainda te restam dúvidas do que eles são capazes ou alguma curiosidade em conferir esse som, passe na Praça da Savassi esta sexta-feira, dia 3. A partir das 19h, o In Verso fará um ensaio aberto, ao vivo, pra quem estiver por lá. Lucas Oliveira Aproveite também, e confira Me Desfaz. ENSAIO ABERTO IN VERSO - PRAÇA DA SAVASSI Praça da Savassi - Diogo de Vasconcelos Belo Horizonte

3/7/2009 - 19h
O Lapa nem bem abrira suas portas e um pequeno grupo de jovens já se divertia ao som de jovem guarda e anos 1980 aguardando o começo do primeiro show. Cirandas e rodopios pelo espaço central da pista. Os tombos eram freqüentes e seguidos de risadas dos amigos. A noite inspirava um clima perfeito e harmonioso pro que viria a seguir: do indie e som pra dançar ao mais explosivo hardcore feito no país. Era preciso atenção, afinal misturavam-se por ali punks, amantes de surf music, alguns emos e roqueiros mais agressivos. Mas nada que preocupasse, já que a diferença nesse caso era motivo de integração para muita gente, inclusive os próprios músicos. Aos poucos, a casa recebia um público mais expressivo que passava a dominar, também, a parte superior do Lapa. Assim começava mais uma noite flamejante da 53 HC, que comemora, em 2009, a primeira década de vida. Quando menos se esperava, o som da mesa foi cortado e anunciada a abertura do 8º Flaming Night com Monno. Bruno Miari subiu ainda tímido. Tratou de afinar a guitarra e saudou o público, que se aproximou mais do palco e cravou a atenção na banda. Canções como Agora, Enquanto o mundo dorme e Silêncio ganharam ainda mais vida na voz da plateia. A apresentação passou veloz e direta, como as próprias canções do grupo. A galera agradeceu e ainda acompanhou com entusiasmo a versão de Grand Hotel, do Kid Abelha e o encerramento com a nova roupagem para 21 Dias. Antes de sair de cena, o vocalista assegurou que o próximo show trará novidades. O Monno está pra lançar um novo trabalho e isso já é motivo de ansiedade por parte de muitos fãs. "Tentamos fazer algo diferente, mas mantendo algumas características que são a identidade do nosso som", explica Bruno. Provavelmente setembro será o mês de apresentação do terceiro álbum. Um intervalo super rápido e o The Dead Lovers Twisted Heart, outra atração de Belo Horizonte, já estava no palco. Alguns dançavam, outros acompanhavam os hits All night long e No more dramas. O clima era folk e por isso mais descontraído. A galera aproveitou pra se acomodar melhor no Lapa. Outro show rápido e mais contemplativo, mas nem por isso pouco aplaudido. Os Dead Lovers se despediram e também deixaram o seu recado no camarim: "Em BH falta muito um tipo de espaço que já rola em outros estados como Goiás. É preciso valorizar o que nos temos e apoiar essa iniciativa", afirma Guto, guitarrista da banda. Os cariocas do Moptop foram recebidos euforicamente com canções dos dois CDs. Essa hora a plateia já estava aquecida o suficiente para cantar "já são quase cinco da manhã, por que ainda insiste?" e se divertir com um indie que nem era mais tão alternativo e sim pop. O vocalista Gabriel Marques parecia não se imaginar tão longe do Rio de Janeiro. A empolgação da banda era visível e a resposta do público imediata. Em se tratando de uma primeira apresentação na capital mineira, o Moptop saiu aclamado e satisfeito. Mais alguns minutos e quem ganhava a cena era o Autoramas. O sincronizado trio performático arrancou a galera pra dançar e repetir os refrões. Com batidas de fácil memorização e muito bem executadas, os músicos provaram onde estão os mais de dez anos de estrada. Irreverência não faltou. Quem prestou atenção no baterista Bacalhau e acompanhou um pouco da atuação do estiloso Gabriel Thomaz e sua baixista Flávia Couri sabe bem do que estou falando. Riffs rápidos, versos simples e uma bateria fulminante, pra deixar saudade. Pra terminar, mais aplausos e uma saída inesquecível, à altura de uma clássica apresentação rock n’ roll. Não dava pra disfarçar a ansiedade. Muita gente veio pra ver o Dead Fish e não só por isso eles fechariam a noite. Mais uma troca de banda e os assistentes de palco trabalhavam para montar o novo set de pedais para o Phil e a bateria destruidora de Marcão. Um clima de concentração e muita energia positiva no ar. As luzes se voltaram com intensidade para o palco e os gritos foram ensurdecedores. Rodrigo Lima ganhou a cena e abriu um sorriso. Pegou no microfone e se preparou enquanto a banda ainda aquecia os instrumentos pra uma das mais vibrantes apresentações de hardcore que Belo Horizonte já recebeu. Uma pequena introdução e de repente o gutural maior: "Não, não quero ouvir o que você diz". Foi como se uma bomba explodisse bem no centro do Lapa. Um tumulto generalizado embolado com tentativas de se organizar as primeiras rodas de mosh, várias vozes num uníssono musical e a diversão garantida. Era o estopim causado pelas notas distorcidas nos dedos velozes de um dos melhores guitarristas desse país, baixo ritmado com os pedais duplos galopantes e incríveis saltos do vocalista. Os seguranças bem que tentavam, mas não conseguiam conter o corredor que separavam a plateia do palco. Foram poucos os stages, mas não por falta de tentativas. De clássicos como Sonho Médio, Afasia e Molotov até as novíssimas Autonomia e Contra todos ganharam vez. Teve espaço pra tudo. Ao fim, um agradecimento sincero e um fim emocionante com Bem Vindo ao Clube. 















Um papo rápido no camarim antes da banda seguir estrada pela manhã e algumas confidências que indicam o novo momento no meio fonográfico. Rodrigo parecia pouco otimista com a realidade. "O momento não é bom na cena e a coisa só vai ficar pior, cada vez pior. Não só na música, mas em todo mundo," alerta. Apesar de desmotivado com o caminho que seguimos, seu olhar parecia ainda acreditar em alguma mudança.

Muitas das composições do novo CD trazem à tona esse sentimento, que nada mais é do que o reflexo de quem já viu muita coisa acontecer e pouca coisa mudar. As luzes do camarim já nem estavam mais acesas. O movimento cessou e era hora de seguir. Um abraço sincero e a promessa de tentar fazer algo diferente, mesmo que sozinho. Era hora de seguir em frente...
Lucas Oliveira
Fotos: Tiago Dias
(confira mais em xdiasx.com)

De um lado, a maior expressão do hardcore nacional com os melhores ingredientes de uma incomparável iguaria capixaba. De outro, duas forças do independente nacional que exalam musicalidade gringa em bom português e representam a Cidade Maravilhosa ao redor do mundo pra muito além da magia do Carnaval. Entre eles, dois dos grandes nomes do repertório mineiro na atualidade. Assim, com uma escalação digna do aniversário de uma década da produtora 53 HC, a 8ª edição do Flaming Night chega a Belo Horizonte no sábado, dia 20, às 20h, pra ferver os ouvidos e incendiar as estruturas do Lapa. Dead Fish (ES), Autoramas (RJ), Moptop (RJ), Monno (MG) e The Dead Lovers Twisted Heart (MG) dividem palco na noite mais atrativa do fim de semana da capital para adeptos de música alternativa e garantem uma expressiva dose de indie, surf music e até rock pra dançar. Com o sexto álbum de estúdio em turnê, uma nova formação reduzida a quatro integrantes e uma bagagem de 18 anos de muita história pra contar, o Dead Fish é garantia de overdrive ensurdecedor, stage e muitas rodas de mosh do começo ao fim. Contra Todos, lançado em 2009, prova que a banda está mais viva do que muita gente pensou e coloca em dia as explosivas reflexões de Rodrigo Lima. Como de costume, os velhos clássicos do grupo não ficarão de fora da apresentação. Do Rio de Janeiro, o Autoramas transporta a sua peculiar combinação entre surf music, new wave dos anos 1980, jovem guarda e punk rock. As turnês internacionais, a experiência de mais de dez anos no palco e os quatro CDs lançados contribuem para um reconhecimento que extrapola as fronteiras do país. Os ares fluminenses também trazem o Moptop, com suas tentativas de inovar com simplicidade à base de punk, indie e pop. Hi-fi versus lo-fi, é assim que definem o próprio som. A essência é revolucionar sem deixar de lado o tom descontraído. "Nossa maior preocupação foi fazer um disco equilibrado, que fosse ousado e divertido ao mesmo tempo", explica o vocalista e guitarrista Gabriel Marques sobre o segundo álbum. O nome monno, assim mesmo, minúsculo, remete ao que mais se ouve falar pelos festivais independentes ao redor do país. A retórica é voltada para o presente, ou melhor, agora. As músicas se ajustam à velocidade da nossa informação e vão de encontro com anseios particulares - uma fórmula perfeita para agradar os roqueiros modernos. Representando bem Belo Horizonte na noite do festival, o monno é o começo de uma promessa já realizada. Outro destaque da cena mineira que ganha espaço é o The Dead Lovers Twisted Heart. O grupo anda esbanjando estilo na mais autêntica combinação folk e punk, sem perder a referência no ícone Roberto Carlos. Inusitado, poético, direto, divertido e dançante. Isso são só alguns dos possíveis adjetivos que você irá escutar por lá, logo depois do show. Nos vemos lá! Lucas Oliveira FLAMING NIGHT 8 20 de junho, sábado, 20h DEAD FISH (ES) AUTORAMAS (RJ) MOPTOP (RJ) MONNO (MG) THE DEAD LOVERS TWISTED HEART (MG) INGRESSOS: R$ 15,00 [1° Lote Esgotado] R$ 20,00 [2° Lote] R$ 25,00 [3° Lote] LOCAL: LAPA MULTSHOW: Rua Álvares Maciel, 312 – Santa Efigênia Venda de ingressos: 53HC - Rua Rio de Janeiro, 630, Loja 53 – Centro – TEL: 3271 7237 Smoke - Rua Paraíba, 1378, Loja 02 – Savassi – TEL: 3227 5296 INFORMAÇÔES: (31) 3271 7237 - www.53hc.com





Ah, enfim um feriado! Hora de descansar, colocar algumas coisas em ordem, se organizar, dormir, assistir TV....ahm? Nada disso! O projeto BH Indie Music não para e é hora de rock pauleira e muito som alternativo. A quinta-feira santa, dia 11, 21h, é o espaço ideal para Os Agulhas, Gritare, US Mula Preta e Valsa Binária mostrarem o seu trabalho.

O peculiar Matriz abre suas portas novamente para o maior movimento independente de bandas em Minas Gerais. De janeiro a junho deste ano, 71 bandas já se apresentaram nas Pré-seletivas do evento alternativo. Cara, é banda pra caramba! Esse número também significa um novo mapeamento na nossa cena e revela sangue novo na música do nosso estado.
Pois é, e o BH Indie é uma das propostas culturais mais importantes da nossa cena alternativa porque tem, como objetivo principal, transformar Belo Horizonte na capital da música independente no Brasil. O projeto foi idealizado pela vocalista e guitarrista da banda Junkbox, Malu Aires, e já é referência nacional, mesmo ainda em sua terceira edição.
O BH Indie funciona assim: as bandas se inscrevem, são avaliadas e passam para a segunda etapa do projeto, que inclui uma apresentação no Matriz, avaliada por um largo e eclético corpo de jurados. Os grupos mais bem pontuados na noite seguem na disputa por uma acirrada vaga na programação do festival. Do indie ao pop-rock, reggae, psicodélico, heavy metal e som experimental. Hardcore, punk e alternativo, todo som tem vez no BH Indie. É, mas pra você que deu mole e não se inscreveu, infelizmente agora só em 2010 mesmo. Mas o projeto continua! Dia 18 tem Sentido, Coletivo Dinamite e Charge; e dia 25 rola Ciclus, Circular 01 e Utopia pra completar a programação do mês.
Valeu, abraços e até a próxima!
Lucas Oliveira
BH Indie Music | Projeto Matriz
Dia 11/06 – 21h
Shows com as bandas Os Agulhas, Gritare, US Mula Preta e Valsa Binária
Entrada: R$ 8 (na hora) e R$ 6 (antecipado)

Polêmico, ousado, extravagante, criativo, romântico, arrogante ou até estúpido. Esses são só alguns dos adjetivos que podem definir, segundo os próprios fãs do Dance of Days, o vocalista e fundador do grupo Nenê Altro. Em BH então, a fama é controversa e ele não pode sequer se queixar – as últimas passagens do cantor por aqui registraram cenas conturbadas e um tanto lamentáveis. Amado ou odiado, ele está de volta! O Matriz recebe, às 13h, em mais um domingo de hardcore, o grupo paulista com o último trabalho, de 2008 – Insônia. Além da banda, vamos conferir K-Trina, Dilúvio, Utopia, The Fake, Vaudeville, Coiotes, Prost, Best Place e as discotecagens do DJ Coal Jack. O PASSADO QUE CONDENA Definitivamente não conheço figura mais bizarra e peculiar em todo o meio independente que o Nenê. Depois de assistir à grotesca discussão, no New Skate Summer Tour de 2008, entre ele e um carinha da plateia nada mais me surpreende. Quem esteve lá acompanhou falas do tipo: "Você não gosta de emos? Fui eu quem criei os emos!" E ainda: "Você usa uma camisa contra os emos. Continue assim, eu ganho dinheiro com isso. Obrigado!" Além da bizonha confusão, acompanhamos uma dispensável encenação que ridicularizaria qualquer apresentação musical posterior e ignorou a presença feminina. Esse pequeno incidente foi suficiente para despertar a fúria em quase todo mundo. Centenas de latinhas e copos descartáveis voaram em direção ao palco tendo como alvo a figura do cantor. A banda até que tentou tocar, mas enquanto Nenê berrava "se essas paredes falassem, se entortassem cada vez que me vi de joelhos...", a galera parecia mais preocupada em interromper a apresentação. Aclamado ou criticado, verdadeiramente inusitado ele é, e talvez isso represente também boa parte de sua essência musical. O Dance of Days ganha público e perde, é um fluxo constante de pessoas que amam ou odeiam a figura de seu líder. De fato, é sensato levantar a bandeira da paz, como o próprio Rodrigo Lima, do Dead Fish, ressaltou ainda nesse festival: "Não se constrói uma cena com intransigência". Longe da pretensão de criticar mais a sua figura ou bater de frente com o seu estilo, é louvável reconhecer sua musicalidade. Confira o novo single, homônima ao álbum que saiu em 2008. Bom, quem não conhece a banda ou quiser conferir um pouco desse novo trabalho, fica a dica. Considerado um dos nomes mais importantes no meio fonográfico independente nacional, o Dance of Days promete explodir o Matriz neste domingo. Motivos não faltam para isso, Nenê terá a companhia de bons nomes da cena local e uma grande oportunidade para tentar manter o espetáculo apenas nos palcos. Pra quem ainda duvida do que os paulistas podem proporcionar musicalmente, vale dar uma passadinha no Myspace http://www.myspace.com/danceofdays ou no Trama http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=6635, que inclusive disponibiliza todas as faixas para download gratuito. 


Abraços e até a próxima!
Lucas Oliveira
DANCE OF DAYS
Domingo, 24 de maio – 13h
K-Trina, Dilúvio, Utopia, The Fake, Vaudeville, Coiotes, Prost, Best Place e as discotecagens do DJ Coal Jack.
Entrada: R$ 15 antecipado e R$ 20 na porta.
Venda antecipada: Folha Seca - Av Augusto de Lima, 885 // Centro
Informações: http://www.matrizbh.com.br/
Tive o privilégio de trocar algumas ideias com um dos maiores responsáveis pelo crescimento da cena independente no Brasil – Rodrigo Lima, vocalista do hoje quarteto Dead Fish. Confira na íntegra a entrevista exclusiva com o músico e conheça um pouco mais sobre o novo álbum Contra Todos.
Ele já cantou “anarquia corporation” e relembrou os tempos do regime militar em Modificar. Hoje, alguns anos mais experiente fazendo hardcore, Rodrigo Lima, vocalista da banda Dead Fish, reconhece as várias facetas do seu trabalho em 18 anos no meio musical e alerta para uma difícil realidade: “isso é uma guerra”; “somos nós contra todos”. O ano de 2009 mal começou e provavelmente o grande trabalho do hardcore nacional já estourou: Contra Todos. Pra quem pensava que os capixabas não teriam forças para um novo álbum, 14 explosivas canções colocam o dedo na ferida e apontam os erros provando justamente o contrário.
Nem a saída de integrantes e as polêmicas envolvendo a transação para a DeckDisc conseguiram calar Rodrigo, que hoje lidera um quarteto um pouco diferente. O sexto disco de estúdio do Dead Fish soa agressivo e rápido, deixando transparecer com clareza o novo momento da banda. O tom irônico e urgente permanece vivo e as novas A dialética, Subproduto e Armadilhas verbais alertam com convicção para um mundo decadente.
Apesar de proclamar sob um tom aparentemente ideológico, o vocalista alinha o futuro e reconhece, no trecho de Autonomia, a liberdade que sempre teve para se expressar: “disse que daqui pra frente seguiria só, não se prenderia a nada buscando algo melhor”. Renovado em musicalidade e certo de seus propósitos, Rodrigo Lima fala sobre o Dead Fish, os anos na cena independente e o futuro do rock nacional.
Lucas Oliveira
O Dead Fish é a maior força do hardcore nacional e uma das pouquíssimas bandas que ainda lutam por expressar em suas músicas os anseios da humanidade, seja por meio de críticas sociais ou mensagens subjetivas. Como é fazer parte de uma banda que carrega uma bagagem de 18 anos de estrada e ainda ter forças para prosseguir no trabalho, mesmo depois de tantas críticas marcadas pelo envolvimento com a DeckDisk?
Pra gente é normal, sempre estivemos centrados em fazer o que gostamos independente do que digam ou façam, isso vem de nosso começo ainda em Vitória. Sempre soubemos que nada seria fácil se escolhêssemos a música e está sendo assim desde então, mas somos sujeitos melhores se formos olhar pra trás. É isso que nos instiga a ainda estar aqui; conhecer lugares, pessoas e realidades que não conseguiríamos sem estarmos envolvidos com a música.
Apesar de ainda bastante recente, até que ponto a saída do Nô (um dos fundadores do Dead Fish) pode afetar o futuro da banda? Outros músicos já deixaram o grupo, mas como foi tomar essa decisão?
Foi a decisão mais difícil da banda em 18 anos. Foi como terminar um casamento de 22 anos pra mim, ainda sinto um certo incômodo em não tê-lo na banda. Ele era um filtro e tanto pra um monte de coisas. Mas como diz o Alyand, uma vez na vida tomamos uma decisão que não pela banda e sim por nós indivíduos. A relação estava muito desgastada e isso já afetava tudo internamente, fizemos a opção de mantermos um mínimo de carinho e respeito um pelo outro.
O novo álbum Contra Todos é explosivo, direto e rápido. Faz jus às composições de Sonho Médio e relembra a brutalidade de Zero e Um. Como você define o novo trabalho dentro dos parâmetros que a banda vive hoje? É um pouco de tudo o que o Dead Fish já passou e serve como recado para algumas pessoas?
Basicamente isso, nossa história cotidiana aqui em São Paulo e tudo o que vivemos em 18 anos. Procuramos ser o mais espontâneos possível e sinceramente acho que conseguimos chegar a 90% do que queríamos.
Confira o novo single Contra Todos:
Suas atitudes são coerentes com o seu trabalho e a sua música. Que tipo de problemas isso já te trouxe, já que foram 13 anos no independente, muitas propostas recusadas e várias acusações por conta do contrato com a gravadora?
Não me lembro de ter sido tão acusado assim de estar numa gravadora, o que rolou foi o de sempre: o zé povinho frustrado falando pelos cotovelos; só isso. Isso acontece muito aqui e se qualquer pessoa se incomodar é pior pra ela mesma. Portanto seguimos do jeito que nos foi posto. 2003 Era um tempo de fim de banda, mas aconteceu outra oportunidade de fazer "diferente" e fomos, sem ficar esperando elogios do entorno.
Em 13 anos de independente aprendemos muito na estrada, muito mais do que no colégio, dentro de casa ou num trabalho. Esta foi uma base boa pra fazermos outras coisas que queríamos como o selo e depois assinar com a Deck. No fim das contas o ser humano é bem parecido onde quer que ele se encontre.

Você é um cara que fala o que pensa e suas letras refletem muitos de seus pensamentos. O Dead Fish já teve a ousadia de relembrar o regime militar, criticar a opressão às mulheres negras e abordar polêmicas que envolvem o meio ambiente e as guerras (principalmente de interesses) do mundo contemporâneo. Qual a importância de uma figura pública usar o seu espaço para promover questionamentos e alertar para questões que envolvem o bem coletivo?
Eu falo o que me ocorre, não forço nada pra escrever, apenas escrevo. Não costumo me levar muito a sério, mesmo tendo escrito o que escrevi em 18 anos, isso me ajuda a ter liberdade pra escrever o que quiser, quando quiser. Eu gosto disso, acho que poucas pessoas se permitem.
Cara, estamos num mundo de merda que nego come lixo e arrota perfume, então eu acho necessário sempre ter gente dizendo o que se passa mesmo as pessoas individualmente sentindo todo dia a merda se aproximando. Sinceramente gostaria que o mundo tivesse mais bandas engajadas e os movimentos sociais fossem muito mais massificados do que são hoje, temos pouco tempo pra desperdiçar sendo escravos ou ricos dissimulados.
Mais uma que merece destaque no novo álbum – A Dialética:
O rock nacional está em crise e a cena independente parece também não ser mais a mesma. O que você pensa sobre o underground e o futuro dos jovens que crescem ouvindo música de simples entretenimento, sem mensagens que os levem a pensar sobre o nosso futuro?
Não costumo julgar os garotos, acho que devemos primeiro achar o que aconteceu num cenário que levou vinte ou vinte cinco anos pra conseguir qualquer coisa de palpável.
Claro que consumir é muito mais fácil do que pensar em algo ou fazer algo diferente, mas não se pode jogar a culpa em cima dos garotos, nem sempre é inteligente, é jogar uma geração inteira em cima de uma elite que só vende produto. Acredito que boa parte desta geração está interessada em música e isso é bom. Acredito que o tempo vá passar e provavelmente as coisas não vão acontecer como os velhos querem, é o caminho deles e não existem caminhos certos.
Dead Fish na MTV com a nova Venceremos:
Nesta sexta-feira, 1º de maio, o casarão mais cultural de Belo Horizonte abre suas portas para a festa O Casarão Vai Cair a todos os adeptos de música alternativa, teatro, poesia e arte experimental. As bandas Ave Rara, Ram, Graveola e o Lixo Polifônico, Os Plantas! e Quarteto Guandu animam o feriado no Teatro Universitário, a partir das 16h. Nos intervalos, o público ainda confere as intervenções e performances de As Troianas, Eurípedes, Cordel: O Cabloco Zé Vigia, Fuá Mayê (dança folclórica popular) e Maria Cutia. Pra quem não conhece, o Teatro Universitário funciona desde 1990 e conta com um espaço para apresentações de peças, acervo de figurinos, objetos cinematográficos e equipamentos técnicos, biblioteca especializada e cantina, além da sede nacional de Centro de Estudos Shakespeareanos. Em meio a todo essa explosão cultural, o casarão ainda abriga projetos de extensão e funciona muitas vezes como o QG dos alunos da UFMG. Lucas Oliveira FESTA O CASARÃO VAI CAIR Sexta-feira, 1º de maio – 16h Entrada: R$ 6 (antecipado) e R$ 10 (na porta) Informações: 8708 7222 ou 8490 6050 Teatro Universitário R. Carangola, 300 – Santo Antônio

Quem ainda não passou pelo Parque Municipal e conferiu nenhuma das atrações do Conexão Vivo 2009 terá mais quatro oportunidades até o próximo domingo! Quarta-feira, 22, foi o único dia de pausa prevista na programação do festival cultural, que ainda contará com a participação de mais de 25 artistas consagrados no cenário mineiro e nacional. Além de muita música independente, o evento também abre espaço para espetáculos teatrais, DJs, oficinas culturais e seminários gratuitos no Museu Inimá de Paula. Pra quem ainda pensa que o Conexão apenas mostra a cara dos novos talentos no meio fonográfico, fica mais uma ressalva: até os (oito) bares participam da celebração! O VELHO NOVO TRANSMISSOR E nesta quinta-feira, 23, um dos grandes e já conhecidos destaques do underground mineiro sobe ao palco do Conexão Vivo com toda identidade de rock fundido ao folk e algumas levadas de bossa e clube da esquina. A banda Transmissor, selecionada nas prévias do festival, experimenta temperos em uma mistura bem arranjada, pra todo amante de música contemporânea, mas que não deixa a essência dos ingredientes clássicos de lado. Na formação, os inseparáveis guitarra, baixo e bateria, além de piano, violão, cavaco, ukelele e vozes. Confira a programação do Conexão Vivo 2009 para os próximos dias e não perca a oportunidade de conhecer, aprender, experimentar e claro, se divertir! Lucas Oliveira QUINTA-FEIRA, 23/04 Transmissor (MG) Serginho Silva (MG) convida Paulinho Pedra Azul (MG) Otto (PE) Makely Ka (MG) convida Alexandre Lima (ES) Porcas Borboletas convida Arrigo Barnabé e Paulo Barnabé (SP) SEXTA, 24/04 Soatá (DF) Enéias Xavier (MG) convida Flávio Venturini (MG) Patrícia Ahmaral (MG) convida Vander Lee (MG) Pedro Morais (MG) convida Moska (RJ) Curumin (SP) SÁBADO, 25/04 Madame Saatan (PA) Eletrogroove (SP) Elisa Paraíso (MG) convida Toninho Ferragutti (SP) Anthonio (MG) convida Telo Borges (MG) Filomedusa (AC) Mauricio Tizumba (MG) convida Marcos Suzano (RJ) DOMINGO, 26/04 Thiago Delegado (MG) Caminhos do Jequitinhonha: Wilson Dias, Déa Francoso & Carlos Farias (MG) convidam Pereira da Viola (MG) Flávio Henrique (MG) convida Artur Andrés (Uakti-MG) Vitor Santana (MG) convida Fabiana Cozza (SP) Samba do Compositor: Miguel dos Anjos, Dudu Nicácio & Mestre Jonas (MG) convidam Riachão (BA) Conexão Vivo 2009 Ingressos à venda nas bilheterias do Parque > R$ 10 inteira e R$ 5 meia. Oficinas e seminário >> inscrições gratuitas no 



Começa hoje pra valer um dos maiores e mais importantes eventos culturais de Minas e do país – o Conexão Vivo. Desta sexta-feira, 17, até domingo, 26, artistas locais e regionais dividem o Parque Municipal, sempre de 18h às 00h, propondo um encontro entre músicos, produtores culturais e iniciativas pública e privada. A edição 2009 do Conexão promete uma intensa rede de espetáculos e manifestações culturais que vão da música popular brasileira até intervenções poéticas com Vane Pimentel e Danislau. Os DJs Claudão Pilha, Roger Dee, Ibrabamba e Yuga ainda animam a galera nos intervalos. Conheça a programação para os primeiros dias da Conexão Vivo 2009 e não deixe de conferir: SEXTA-FEIRA, 17/04 Rock Nova (MG) The Hell’s Kithcen Project (MG) Vanguart (MT) Renegado (MG) convida Marku Ribas (MG) e Cubanito (Black Sonora-MG) Gilvan de Oliveira (MG) convida Renato Borghetti SÁBADO, 18/04 Julgamento (MG) Zé da Guiomar (MG) Juarez Moreira (MG) convida Wagner Tiso (MG) Macaco Bong (MT) Celso Moretti (MG) convida Alexandre Massau (Cidade Negra – RJ) DOMINGO, 19/04 Bleffe (RJ) Ito Moreno (SP) Lavadeiras de Almenara & Carlos Farias (MG) convidam Socorro Lira (PB) Sandália de Prata (SP) Babilak Bah (MG) convida Chico Correa (PB) SEGUNDA-FEIRA, 20/04 P.R.O.A. (MG) Black Sonora (MG) Fabiana Lima & Bruno Andrade (MG) convidam Tambolelê (MG) Maurício Ribeiro (MG) convida Prucututrá (MG) Aline Calixto (MG) convida Renegado (MG) e Edu Krieger (RJ) Conexão Vivo 2009 Ingressos à venda nas bilheterias do Parque > R$ 10 inteira e R$ 5 meia. Informações: 


A série Destaques da Cena em Minas está de volta e abre espaço para a mais recente revelação do pop-rock mineiro – Circular 01. Depois das apresentações no Gas Sound da Rede TV! e no Pop Rock Brasil 2008, o grupo espera alcançar novos público e levar o seu som a todo o país. Até o Faustão dá dando uma moral...

Desde 2005, um mesmo caminho se repetia até o estúdio que sustentaria o início de uma das grandes revelações do pop-rock mineiro. A conhecida avenida do Contorno – que interliga os principais pontos da capital mineira e oferece uma linha de transporte coletivo em uma extensão eclética de atmosferas e nichos – acabou registrando esse momento original e ganhou vida na proposta da banda Circular 01.
Desde então, a metáfora inspirada no itinerário que percorriam os músicos do grupo também batiza, não ao acaso, a musicalidade em constante evolução de Lucas Campos (vocal), Tio Wilson (bateria), Evandro Conegundes (teclados), Adriano Aquino (baixo) e Pedro Cassini (guitarra) – que trafega com liberdade e segurança por influências e estilos.

O que os integrantes do Circular 01 não imaginavam é que as canções ganhariam vida própria e seguiriam o próprio percurso, guiadas apenas pelo reconhecimento do próprio trabalho. Convites surgiram e oportunidades levaram suas composições em rede nacional, rompendo as fronteiras do estado.
O ano passado foi especial para o crescimento do grupo e 2009 se revela ainda mais promissor. Em 2008, o Circular 01 foi finalista do maior concurso de bandas independentes do Brasil: o GAS Sound, da Rede TV!. A participação também rendeu um outro excelente retorno: o convite para se apresentar no palco principal do Pop Rock Brasil, o maior festival musical do país, promovido anualmente pela rádio 98FM. Nessa oportunidade, a banda ainda contou com o apoio de Tico Santa Cruz na música Será que você não vê. Ao lado do vocalista da banda Detonautas, Lucas Campos emocionou a platéia com um manifesto pela paz, acompanhado por milhares de pessoas. A apresentação ainda foi destacada e considerada como a grande revelação do Pop Rock Brasil 2008 em sites e comunidades relacionadas.

O sucesso indiscutível dos shows, as milhares de visitas no MySpace (três dos singles da banda alcançaram a incrível marca de mais de 20 mil acessos em apenas três meses) e o reconhecimento do público mineiro ainda renderam mais uma importante marca. Recentemente o programa Domingão do Faustão, da TV Globo, exibiu um trecho do clipe Eu não volto nunca mais, e foi bastante elogiada pelos convidados da atração dominical. A participação foi parte do quadro Garagem do Faustão, criado recentemente para promover novos talentos musicais.
O Circular 01 já é uma presença reconhecida no cenário independente mineiro e se configura como uma das grandes revelações do meio fonográfico nacional. Com a força de suas mensagens e a energia de um trabalho sintonizado com o mundo atual, a banda desponta com criatividade, musicalidade e, aos poucos, já faz a diferença.
Lucas Oliveira
CIRCULAR 01
A Semana Santa no bar mais dançante da capital mineira está agitadíssima! A Obra recebe nesta quarta, 8, e quinta, 9, representantes experimentais do rock clássico e psicodélico, e miscelânias que variam entre reggae, soul e funk. Além disso, DJs animam a casa com clássicos dos anos 80 e muito indie rock. Confira a programação para os próximos dois dias e anime o início do seu recesso: QUARTA SEM LEI Quarta, 8/04 – a partir das 22h; Gu Brother (BH - reggae/ soul/ funk) Badalos (BH - Rock Clássico/ Psicodélico/ Experimental) DJ Gil (rock) Entrada: R$ 6

LET’S DANCE
Quinta, 9/04 – a partir das 22h;
Djs Playmobil e Spectremen (hits dos anos 80)
Entrada: R$ 12

Já a sexta-feira na Obra será, com certeza, a noite mais eclética e animada de BH. Circular 01 e Enne se revezam no próximo dia 10, com muito som alternativo e pop-rock. E os DJs também não deixarão a galera parar: a promessa é de indie rock, anos 90 e até mesmo som latino.
O sábado, 11, chega para agradar todas as tribos. A penúltima noite do feriado contará com a retrospectiva dos DJs Djú, Gil e Kaff, de anos 70 até 90. Veja os detalhes da programação:
Yes We Can
Sexta, 10/04 – a partir das 22h;
Enne (BH – Alternativo / Rock)
Circular 01 (BH - Rock / Pop)
DJs de Pegada: Mi Simpatia, Bisnaga, Ennevaldo, Kits (indie, rock, 90's, latino)
Entrada: R$ 12

Shout
Sábado, 11/04 – a partir das 22h;
DJs Djú, Gil e Kaff (70’s, 80’s, 90’s)
Entrada: R$ 12

Informações: http://www.aobra.com.br/
A Obra – bar dançante
Rua Rio Grande do Norte, 1168 - Savassi
Tels.: 3215-8077/ 3261-9431
Sabará mais uma vez vai ser palco de um festival de bandas independentes, e, dessa vez, a entrada é gratuita! Os Decréptos, Consciência Suburbana, Efeito

LET’S GO
Domingo, 5/04 – 14h
Os Decréptos, Consciência Suburbana, Efeito
Selvagens, A.S.R., Suspeita e Os Agulhas
Entrada gratuita
Informações: 9928-0283