saude para todos!


Quarta-feira, 30 de junho de 2010 05:30 pm

Descanso



Amigos, irei dar uma volta pelo cerrado, tentar encontrar flores que ainda resistem ao desmatamento. Volto em agosto.

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Terça-feira, 29 de junho de 2010 07:03 pm

Sociedade critica norma da Anvisa



A norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária que regulamenta a propaganda de bebidas e alimentos mexeu em um vespeiro. Ela estabelece, por exemplo, que o anuncio publicitário deve alertar se o produto faz mal à saúde.


Aparentemente é um tema de interesse social. Mas a medida governamental  não agradou aos representantes dos consumidores. O Instituto Alana divulgou  esta nota oficial.



COMUNICADO
Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, questiona Anvisa por ter retirado proteção especial ao público infantil
em resolução sobre publicidade de alimentos


O Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, vem por meio deste comentar a Resolução da Anvisa nº 24, publicada hoje, 29 de junho, no Diário Oficial.


A nova resolução regulamenta a publicidade de alimentos com alto teor de açúcar, gorduras e sódio e de bebidas com baixo teor nutricional e, entre outras regras, obriga que a publicidade desses tipos de produtos seja acompanhada de alertas para possíveis riscos à saúde no caso de consumo excessivo.


Nesse sentido, temos as seguintes considerações:
1) A proposta de regulamentação da Anvisa vem sendo discutida com a sociedade civil organizada, com órgãos de defesa do consumidor e com representantes do mercado desde 2006, quando a agência abriu a Consulta Pública nº 71.
2) O texto publicado hoje não contempla os artigos discutidos e aprovados em audiência pública realizada em agosto de 2009 que davam proteção especial ao público infantil, a exemplo da proibição de brindes e prêmios condicionados a compra de alimentos.
3) A Anvisa ainda desconsidera as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde), aprovadas em 20 de maio deste ano por 27 países, incluindo o Brasil, durante a 63ª Assembléia Mundial de Saúde (World Health Assembly – WHA), realizada em Genebra (Suíça). Para a OMS, os governos internacionais têm a responsabilidade de desenvolver políticas públicas para reduzir o impacto do marketing de alimentos e bebidas com baixo teor nutricional nas crianças. Com esse objetivo, uma das orientações pede a proibição de comunicação mercadológica desse tipo de produto em ambientes dedicados às crianças, como escolas e playgrounds.
4) A estimativa da OMS é de que mais de 42 milhões de crianças com menos de cinco anos estejam acima do peso ou sofram de obesidade até o fim de 2010 – das quais 35 milhões de crianças de países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil.
5) Assim, a proteção especial ao público infantil é de fundamental importância no combate à obesidade e o Projeto Criança e Consumo entende que a Anvisa, ao aplicar para o público infantil exatamente as mesmas regras que aplicará ao público adulto, não trata a criança como um consumidor hipervulnerável.
6) Pesquisas indicam que, antes dos oito anos, a maioria das crianças não consegue entender a diferença entre a publicidade e a programação da TV. Até aproximadamente os 12 anos, elas também não compreendem inteiramente o poder de persuasão da comunicação mercadológica. Ainda assim, mais de 50% das campanhas do setor alimentício veiculadas na TV são voltados para esse público.
7) Nesse contexto, o Projeto Criança e Consumo defende a proposta de regulamentação aprovada em audiência pública em agosto de 2009 como forma de efetivar a legislação brasileira e proteger as crianças dos abusos mercadológicos.


Em um país onde 30% das crianças estão acima do peso e 15% com problemas de obesidade, é uma irresponsabilidade não se atentar à forte influência das estratégias comerciais direcionadas a esse público.





 

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Terça-feira, 29 de junho de 2010 03:47 pm

Propaganda de alimentos trarão alertas de danos à saúde



As propagandas de bebidas com baixo teor nutricional e de alimentos com elevadas quantidades de açúcar, de gordura saturada ou trans e de sódio vão mudar nos próximos em seis meses. A agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)  estabelece o prazo e as novas regras para a publicidade e a promoção comercial desses alimentos. O objetivo é proteger os consumidores de práticas que possam, por exemplo, omitir informações ou induzir ao consumo excessivo. A norma foi publicada hoje no Diário Oficial da União.


Com a nova resolução da Agência, ficam proibidos os símbolos, figuras ou desenhos que possam causar interpretação falsa, erro ou confusão quanto à origem, qualidade e composição dos alimentos. Também não será permitido atribuir características superiores às que o produto possui, bem como sugerir que o alimento é nutricionalmente completo ou que seu consumo é garantia de uma boa saúde.


Uma das grandes preocupações da resolução está focada no público infantil, reconhecidamente mais vulnerável. Por isso a nova resolução dá especial importância à divulgação acerca dos perigos vinculados ao consumo excessivo de determinados produtos.


Ao se divulgar ou promover alguns alimentos será necessário veicular alertas sobre os perigos do consumo excessivo. Para os alimentos com muito açúcar, por exemplo, o alerta é “O (marca comercial) contém muito açúcar e, se consumido em grande quantidade, aumenta o risco de obesidade e de cárie dentária”.


No caso dos alimentos sólidos, esse alerta deverá ser veiculado quando houver mais de 15g de açúcar em 100g de produto. Em relação aos refrigerantes, refrescos, concentrados e chás prontos, o alerta será obrigatório sempre que a bebida apresentar mais de 7,5 g de açúcar a cada 100 ml.



Na TV, o alerta terá de ser pronunciado pelo personagem principal. Já no rádio, a função caberá ao locutor. Quando se tratar de material impresso, o alerta deverá causar o mesmo impacto visual que as demais informações. E na internet, ele deverá ser exibido de forma permanente e visível, junto com a peça publicitária.



Os alertas deverão ser veiculados, ainda, durante a distribuição de amostras grátis, de cupons de descontos e de materiais publicitários de patrocínio, bem como na divulgação de campanhas sociais que mencionem os nomes ou marcas de alimentos com essas características.



Os fabricantes de alimentos, anunciantes, agências de publicidade e veículos de comunicação que não cumprirem as exigências estarão sujeitos às penalidades da lei federal 6437/77: sanções que vão de notificação a interdição e multas entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão.



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Segunda-feira, 28 de junho de 2010 02:28 pm

Recado do neurologista



Reposição hormonal por adesivos na pele e com baixas doses de estrogênio não aumenta o risco de derrame cerebral entre mulheres na menopausa


Por Ricardo Teixeira*


Já é consenso que a indicação de terapia de reposição hormonal [TRH] para a melhora de sinais e sintomas da menopausa deve ser restrita a mulheres com sintomas moderados a severos e utilizada pelo menor tempo e com a mínima dose possíveis. Essas recomendações são decorrentes do fato de que a TRH prolongada eleva o risco de câncer de mama, trombose nas veias e derrame cerebral. Entretanto, essas informações têm origem em estudos que analisaram a TRH por via oral e ainda não se sabe se por via transdérmica (adesivos na pele) o tratamento também oferece riscos às mulheres. Teoricamente, as repercussões biológicas do hormônio por via transdérmica sobre o sistema vascular são diferentes das formulações orais, especialmente por não terem passagem pelo fígado após sua absorção.


Uma pesquisa publicada neste mês pelo British Medical Journal revela que a TRH quando utilizada por via transdérmica e com baixas doses do hormônio estrogênio não aumenta o risco de derrame cerebral. Foram analisados os registros de ocorrência de derrame cerebral de 870 mil mulheres inglesas com idades entre 50 a 79 anos de idade num período de 20 anos. Quase 16 mil mulheres apresentaram diagnóstico de derrame cerebral nesse período e elas foram comparadas a um grupo controle de 60 mil mulheres sem história de derrame. Diversas características dessas mulheres foram analisadas, incluindo a exposição à TRH. O tipo de hormônio utilizado foi dividido nas seguintes categorias: estrogênio, progesterona, estrogênio associado a progesterona, tibolona. O hormônio do tipo estrogênio foi classificado ainda quanto à sua forma de administração - oral ou transdérmica - e quanto à dose - baixa ou alta.



Os resultados mostraram que o uso de TRH por via transdérmica com baixas doses de estrogênio, com ou sem progesterona, não aumentou o risco de derrame cerebral, mas com altas doses o risco foi maior. Já a TRH por via oral foi associada a uma maior chance de derrame cerebral, com altas ou baixas doses de estrogênio, com ou sem progesterona. A TRH por via oral apenas com estrogênio ofereceu maior risco de derrame do que quando associada à progesterona. Além disso, quanto maior o tempo de uso, maior também foi o risco.

 

As pesquisas têm apontado que a TRH por via transdérmica é considerada tão eficaz quanto as formulações por via oral para a melhora dos sintomas associados à menopausa. O presente estudo sugere que do ponto de vista cerebrovascular a TRH transdérmica com baixas doses de estrogênio é uma alternativa segura para melhorar os sintomas associados à menopausa. Já há evidências também de que por via transdérmica a chance de trombose das veias também é menor. Esses resultados não são definitivos e ainda são necessários novos estudos que confirmem a segurança desse tipo de tratamento.


* Ricardo Teixeira é médico, doutor em neurologia e pesquisador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp. Escreve todas as segundas-feiras neste Blog.


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Domingo, 27 de junho de 2010 12:45 pm

Cuidados com o colírio que você usa



A umidade relativa do ar nos últimos dias no Distrito Federal tem merecido advertência no site do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) com indicação de que tem chegado a 20%. Alguns hábitos desenvolvidos por moradores da região merecem mais do que advertência, precisam ser cercados de informações para serem saudáveis. O hábito de pingar colírios e lágrimas artificiais nos olhos sem recomendação médica ou ir além da indicação do especialista, por exemplo, representa sérios riscos à saúde ocular.

 

Os danos causados variam de acordo com o produto utilizado, mas vão desde vermelhidão sem cura ao desenvolvimento de glaucoma ou catarata precoce. Quem faz o alerta são as oftalmologistas do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Hanna Flávia Gomes e Maria Lúcia Rios, especialistas em glaucoma e córnea, respectivamente.

 

Os tipos de colírio variam de acordo com a finalidade. Existem os antibióticos, os anti-inflamatórios com hormônio (corticóides) e sem hormônio, também há as lágrimas artificiais, os colírios vasosconstritores, os antiglaucomatosos e os anestésicos.

 

“O colírio, como qualquer outro medicamento, deve ser utilizado seguindo as determinações de um médico. O uso inapropriado da medicação pode lesionar o olho, causando problemas sérios e comprometendo, inclusive, a visão”, explica Hanna Flávia Gomes.

 

Antibióticos
Os colírios antibióticos são indicados quando é detectada, pelo médico, uma ação bacteriana no olho e devem ter sua aplicação cuidadosamente administrada. Hanna alerta que “o uso prolongado de colírios antibióticos pode fortalecer as bactérias que atacam o olho, tornando-as mais resistentes e imunes ao tratamento. A longo prazo, assim como no colírio anestésico, o uso indiscriminado pode perfurar a córnea”.


 

Vasoconstritor
O globo ocular é repleto de vasos sanguíneos que, quando dilatados, dão ao olho o aspecto vermelho. Na tentativa de sanar essa vermelhidão e deixar o olho branco, o paciente pinga o colírio vasoconstritor indiscriminadamente, sujeitando-se ao chamado efeito rebote.


 

O efeito rebote é ilustrado por Maria Lúcia Rios: “os vasos sanguíneos são elásticos, possuem a propriedade de contraírem-se e expandirem-se de acordo com a necessidade. Quando o paciente usa o colírio vasoconstritor, eles se contraem, sem consequência, circula menos sangue no globo ocular e os olhos ficam brancos. No entanto, o uso excessivo deste medicamento, faz com que os vasos necessitem de doses cada vez maiores de medicação para atingirem o aspecto branco”.

 

A especialista  adverte ainda que com o tempo, os vasos perdem a propriedade de elasticidade e chegam a um ponto que não conseguem mais contrair, ficando totalmente relaxados e proporcionando aos olhos um aspecto vermelho para sempre. “Nesses casos não há tratamento que reverta a situação. Não há cirurgia corretiva ou medicação que devolva aos olhos o aspecto branco”, alerta.  “O olho não fica vermelho à toa. A vermelhidão é um sinal de que há algo errado. Quando o colírio é usado para acabar com este sintoma, não se trata a causa. Por essa razão, o ideal é que, ao menor sinal de vermelhidão, o paciente procure um oftalmologista”, aconselha.

 

Corticóide
Dentre os anti-inflamatórios mais utilizados em situações alérgicas, está o esteróide corticóide. Este tipo de colírio é o que requer mais cuidado, segundo Hanna Flávia. A especialista do HOB conta que muitos pacientes pingam o colírio depois do prazo estipulado pelo médico na tentativa de aliviar os sintomas de coceira, o que pode ser perigoso. “O corticóide deve ser usado estritamente sob recomendação médica. O paciente não pode pingar uma gota sequer além do indicado pelo especialista. O uso indiscriminado dessa medicação pode levar à opacidade do cristalino, causando a catarata, e ao aumento da pressão intra-ocular, favorecendo o desencadeamento do glaucoma”, adverte.


 

Hanna Flávia relata que já acompanhou casos de pacientes muito jovens com o quadro de catarata e glaucoma. Os quais usaram o corticóide sem acompanhamento médico. “Há muitos pacientes que chegam ao consultório com defeitos oculares específicos de portadores de glaucoma, como perda do campo visual ou nervo óptico danificado. No entanto, já atendi casos ainda mais graves, como pacientes de 20 anos de idade com catarata causada pelo uso excessivo de corticóide. Há também pacientes cegos por glaucoma aos 25 anos por causa da utilização inapropriada do medicamento”, conta.


Antiglaucomatosos
Hanna Flávia explica ainda que os  pacientes portadores de glaucoma figuram entre os indivíduos que mais utilizam colírios diariamente para o controle da doença e, por isso, também devem ficar atentos à utilização correta do medicamento. “O paciente não pode pingar os colírios em quantidade maior do que a indicada pelo médico. Se isso ocorrer, o remédio deixa de fazer o efeito desejado e passa a estimular o aumento da pressão intraocular, revertendo o resultado e piorando o quadro de glaucoma”, assinala.


 

Lágrimas artificiais
Muito utilizada por pessoas que moram em locais de clima seco ou que se expõem a ambientes com ar-condicionado ou ainda que trabalham por muito tempo na frente de computadores, as lágrimas artificiais também precisam de cuidados na aplicação. O paciente pode usar a lágrima artificial ao longo de toda a sua vida. O produto em si não faz mal. No entanto, Maria Lúcia explica, que não deve haver exagero na aplicação. “Usar mais de seis vezes por dia pode causar intoxicação nos olhos por conta do conservante utilizado na fórmula das lágrimas”, explica.


 

Cuidados
Além do uso estrito dos colírios de acordo com a recomendação médica, hábitos de higiene no manuseio do produto são fundamentais. “O colírio é de uso pessoal e exclusivo de um paciente. Não se deve emprestar ou indicar uma medicação para outra pessoa. Isso seria perigoso. O fato gerador da vermelhidão ocular em um pode ser diferente do que causa no outro. É necessário evitar o contato direto entre o recipiente do colírio e a superfície ocular, a medicação pode ser contaminada. Por fim, após o tratamento, o paciente deve desprezar a sobra do medicamento”, aconselha Hanna Flávia Gomes.



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Quinta-feira, 24 de junho de 2010 03:08 pm

Luta fashion contra o câncer



O estilita brasileiro Carlos Miele lançou ontem uma edição limitada de lenços em prol da campanha O Câncer de Mama no Alvo da Moda em uma Brazilian rooftop party em Nova Iorque. O evento ocorreu com o apoio da Vogue América.





Divulgação: Carlos Miéle


Os dois lenços de chiffon de seda com estampas exclusivas, criadas pelo designer, serão vendidos na loja de Miele no Meatpacking District, em Nova Iorque, e terão 20% da renda revertida ao Instituto Brasileiro de Combate ao Cancer e nos Estados Unidos, ao Fashion Target Breast Cancer. Em setembro, os lenços chegam às lojas de outros países, incluindo o Brasil.


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Terça-feira, 22 de junho de 2010 06:53 pm

Ortopedistas explicam como tratar a dor



A Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu 2010 como o ano mundial contra a dor musculoesquelética. Com o objetivo de chegar ainda mais perto da população com informações corretas sobre a dor crônica, o Comitê de Traumatologia Desportiva da Sociedade Brasileira de Ortopedia lança o blog ABCDor, uma iniciativa também apoiada peo laboratório farmacêutico Janssen-Cilag.

“Sabemos a importância da internet hoje. As pessoas pesquisam tudo e nem sempre recebem a melhor informação. Por isso, a idéia do blog. Queremos ter um espaço de diálogo, sanando dúvidas sobre dor crônica e conversando com o público leigo sobre o problema”, completa Rogério Teixeira da Silva, presidente do comitê.


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Segunda-feira, 21 de junho de 2010 05:17 pm

Recado do neurologista



Embalagens com personagens infantis fazem com que as crianças achem os alimentos mais gostosos

 

Por Ricardo Teixeira*

 

A indústria alimentícia frequentemente faz uso de personagens populares do cinema ou televisão nas embalagens de produtos destinados às crianças. São raríssimos os estudos que tenham investigado se esses personagens influenciam a preferência das crianças por um determinado alimento e uma pesquisa recém-publicada pelo periódico oficial da Academia Americana de Pediatria aponta que as crianças realmente dão preferência a alimentos com embalagens de personagens infantis.

 

Pesquisadores da Universidade de Yale nos Estados Unidos estudaram 40 crianças com idades entre 4 e 6 anos. As crianças provaram 3 tipos de alimentos (biscoito, jujuba e cenoura), que eram-lhes apresentados em pares idênticos, sendo um deles com embalagem de um personagem popular de cartoon (Shrek, Scooby Doo, Dora  a Eploradora) e o outro sem qualquer personagem. Após experimentarem cada um dos alimentos, com e sem embalagem dos cartoons, as crianças eram interrogadas: “Você acha que esses dois alimentos têm o mesmo gosto? “ No caso de acharem diferentes, perguntava-se às crianças: “Qual dos dois é o mais gostoso? Qual dos dois você escolheria?” Para 50-55% das crianças,  o produto da embalagem com cartoon era mais gostoso, 25-37.5% não declararam preferência e 7-25% indicaram que o produto sem o apelo do cartoon era  melhor. No caso da cenoura, não houve diferença estatisticamente significativa  entre os que gostavam mais dos alimentos com embalagens com cartoon:  72.5% a 87.5% das crianças responderam que escolheriam o produto com cartoon, um número maior que aqueles que julgavam o produto com cartoon mais gostoso.  

 

Os pesquisadores concluem que é necessária a  implantação de algum tipo de regulamentação para o uso de personagens infantis em alimentos pouco nutritivos e com alto teor calórico. Também concluem que os cartoons não parecem ser uma boa estratégia para incentivar o consumo de frutas e verduras entre as crianças, já que no presente estudo, as crianças não julgaram as cenouras com embalagens infantis mais gostosas.

 

*Ricardo Teixeira é médico, doutor em neurologia e pesquisador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp. Escreve todas as segundas feiras neste blog.

 

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Segunda-feira, 21 de junho de 2010 03:13 pm

Torcida em boa forma



Os jogos da Seleção Brasileira geralmente são acompanhadas de comidinhas gostosas: pipoca, cerveja, churrasco, pizza. Para os que querem comemorar sem perder a silhueta, uma boa dica é consultar o site da rede de laboratórios DASA. Ele traz as calorias dos alimentos e sugere receitas bem saborosas. Confira.


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Segunda-feira, 21 de junho de 2010 12:21 pm

Asma, uma doença muito falada e pouco conhecida



Hoje é o Dia Nacional de Controle da Asma e a desinformação ainda é o que prejudica a adesão ao tratamento, provocando sérios impactos na qualidade de vida dos pacientes.  A doença afeta cerca de 100 a 150 milhões de pessoas em todo o mundo (dados da Organização Mundial de Saúde).  Para conscientizar os pacientes e familiares, a Secretaria de Saúde promove a VI Semana de Combate à Asma, com palestras nos centros de saúde. 


Apesar do impacto no dia-a-dia das pessoas, nem sempre a asma é levada a sério e o desconhecimento sobre a doença ainda é muito grande. Ela atinge mais de 10% da população brasileira e é responsável por 2,2 mil mortes por ano no País, de acordo com a ABRA (Associação Brasileira de Asmáticos). Ainda  ocupa o 4° lugar entre as internações no Sistema Único de Saúde e está  relacionada à ausência escolar e no trabalho.



Segundo a médica Zuleid Dantas Mattar, uma das fundadoras da ABRA e presidente do COPAR (Conselho dos Programas de Asma e Rinite no Brasil), um dos grandes problemas relacionados à asma é o subdiagnóstico. “Em muitos locais do Brasil, a doença ainda é identificada como sinônimo de bronquite asmática, bronquite alérgica ou simplesmente bronquite por médicos e leigos. Esta e outras dificuldades relacionadas a este desconhecimento fazem com que a maior parte dos asmáticos não tenha o tratamento adequado”, afirma a pediatra.



O baixo entendimento sobre a asma leva ao controle inadequado da doença. Um levantamento feito em 2008 com 1 mil 800 pacientes em nove países, incluindo o Brasil, aponta que apenas um em cada quatro pacientes identifica a inflamação das vias aéreas como a causa da doença. Outro dado alarmante é que 44% dos entrevistados admitem não usar a medicação quando estão se sentindo bem, o que é um erro, pois o tratamento deve ser de longo prazo e preventivo de sintomas.



Além do tratamento médico, o controle da doença depende de evitar o contato com os fatores que desencadeiam as crises. Alguns cuidados simples podem trazer grandes melhorias, como evitar mudanças bruscas de temperatura, limpar o ambiente com pano úmido ou aspirador, evitar contato com pó e poeira, evitar fumaça de cigarro e fazer exercícios nos horários de pico de poluição (começo da manhã e final da tarde).




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