
Amigos, irei dar uma volta pelo cerrado, tentar encontrar flores que ainda resistem ao desmatamento. Volto em agosto.
As propagandas de bebidas com baixo teor nutricional e de alimentos com elevadas quantidades de açúcar, de gordura saturada ou trans e de sódio vão mudar nos próximos em seis meses. A agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece o prazo e as novas regras para a publicidade e a promoção comercial desses alimentos. O objetivo é proteger os consumidores de práticas que possam, por exemplo, omitir informações ou induzir ao consumo excessivo. A norma foi publicada hoje no Diário Oficial da União.
Com a nova resolução da Agência, ficam proibidos os símbolos, figuras ou desenhos que possam causar interpretação falsa, erro ou confusão quanto à origem, qualidade e composição dos alimentos. Também não será permitido atribuir características superiores às que o produto possui, bem como sugerir que o alimento é nutricionalmente completo ou que seu consumo é garantia de uma boa saúde.
Uma das grandes preocupações da resolução está focada no público infantil, reconhecidamente mais vulnerável. Por isso a nova resolução dá especial importância à divulgação acerca dos perigos vinculados ao consumo excessivo de determinados produtos.
Ao se divulgar ou promover alguns alimentos será necessário veicular alertas sobre os perigos do consumo excessivo. Para os alimentos com muito açúcar, por exemplo, o alerta é “O (marca comercial) contém muito açúcar e, se consumido em grande quantidade, aumenta o risco de obesidade e de cárie dentária”.
No caso dos alimentos sólidos, esse alerta deverá ser veiculado quando houver mais de 15g de açúcar em 100g de produto. Em relação aos refrigerantes, refrescos, concentrados e chás prontos, o alerta será obrigatório sempre que a bebida apresentar mais de 7,5 g de açúcar a cada 100 ml.
Na TV, o alerta terá de ser pronunciado pelo personagem principal. Já no rádio, a função caberá ao locutor. Quando se tratar de material impresso, o alerta deverá causar o mesmo impacto visual que as demais informações. E na internet, ele deverá ser exibido de forma permanente e visível, junto com a peça publicitária.
Os alertas deverão ser veiculados, ainda, durante a distribuição de amostras grátis, de cupons de descontos e de materiais publicitários de patrocínio, bem como na divulgação de campanhas sociais que mencionem os nomes ou marcas de alimentos com essas características.
Os fabricantes de alimentos, anunciantes, agências de publicidade e veículos de comunicação que não cumprirem as exigências estarão sujeitos às penalidades da lei federal 6437/77: sanções que vão de notificação a interdição e multas entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão.
A umidade relativa do ar nos últimos dias no Distrito Federal tem merecido advertência no site do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) com indicação de que tem chegado a 20%. Alguns hábitos desenvolvidos por moradores da região merecem mais do que advertência, precisam ser cercados de informações para serem saudáveis. O hábito de pingar colírios e lágrimas artificiais nos olhos sem recomendação médica ou ir além da indicação do especialista, por exemplo, representa sérios riscos à saúde ocular.
Os danos causados variam de acordo com o produto utilizado, mas vão desde vermelhidão sem cura ao desenvolvimento de glaucoma ou catarata precoce. Quem faz o alerta são as oftalmologistas do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Hanna Flávia Gomes e Maria Lúcia Rios, especialistas em glaucoma e córnea, respectivamente.
Os tipos de colírio variam de acordo com a finalidade. Existem os antibióticos, os anti-inflamatórios com hormônio (corticóides) e sem hormônio, também há as lágrimas artificiais, os colírios vasosconstritores, os antiglaucomatosos e os anestésicos.
“O colírio, como qualquer outro medicamento, deve ser utilizado seguindo as determinações de um médico. O uso inapropriado da medicação pode lesionar o olho, causando problemas sérios e comprometendo, inclusive, a visão”, explica Hanna Flávia Gomes.
Antibióticos
Os colírios antibióticos são indicados quando é detectada, pelo médico, uma ação bacteriana no olho e devem ter sua aplicação cuidadosamente administrada. Hanna alerta que “o uso prolongado de colírios antibióticos pode fortalecer as bactérias que atacam o olho, tornando-as mais resistentes e imunes ao tratamento. A longo prazo, assim como no colírio anestésico, o uso indiscriminado pode perfurar a córnea”.
Vasoconstritor
O globo ocular é repleto de vasos sanguíneos que, quando dilatados, dão ao olho o aspecto vermelho. Na tentativa de sanar essa vermelhidão e deixar o olho branco, o paciente pinga o colírio vasoconstritor indiscriminadamente, sujeitando-se ao chamado efeito rebote.
O efeito rebote é ilustrado por Maria Lúcia Rios: “os vasos sanguíneos são elásticos, possuem a propriedade de contraírem-se e expandirem-se de acordo com a necessidade. Quando o paciente usa o colírio vasoconstritor, eles se contraem, sem consequência, circula menos sangue no globo ocular e os olhos ficam brancos. No entanto, o uso excessivo deste medicamento, faz com que os vasos necessitem de doses cada vez maiores de medicação para atingirem o aspecto branco”.
A especialista adverte ainda que com o tempo, os vasos perdem a propriedade de elasticidade e chegam a um ponto que não conseguem mais contrair, ficando totalmente relaxados e proporcionando aos olhos um aspecto vermelho para sempre. “Nesses casos não há tratamento que reverta a situação. Não há cirurgia corretiva ou medicação que devolva aos olhos o aspecto branco”, alerta. “O olho não fica vermelho à toa. A vermelhidão é um sinal de que há algo errado. Quando o colírio é usado para acabar com este sintoma, não se trata a causa. Por essa razão, o ideal é que, ao menor sinal de vermelhidão, o paciente procure um oftalmologista”, aconselha.
Corticóide
Dentre os anti-inflamatórios mais utilizados em situações alérgicas, está o esteróide corticóide. Este tipo de colírio é o que requer mais cuidado, segundo Hanna Flávia. A especialista do HOB conta que muitos pacientes pingam o colírio depois do prazo estipulado pelo médico na tentativa de aliviar os sintomas de coceira, o que pode ser perigoso. “O corticóide deve ser usado estritamente sob recomendação médica. O paciente não pode pingar uma gota sequer além do indicado pelo especialista. O uso indiscriminado dessa medicação pode levar à opacidade do cristalino, causando a catarata, e ao aumento da pressão intra-ocular, favorecendo o desencadeamento do glaucoma”, adverte.
Hanna Flávia relata que já acompanhou casos de pacientes muito jovens com o quadro de catarata e glaucoma. Os quais usaram o corticóide sem acompanhamento médico. “Há muitos pacientes que chegam ao consultório com defeitos oculares específicos de portadores de glaucoma, como perda do campo visual ou nervo óptico danificado. No entanto, já atendi casos ainda mais graves, como pacientes de 20 anos de idade com catarata causada pelo uso excessivo de corticóide. Há também pacientes cegos por glaucoma aos 25 anos por causa da utilização inapropriada do medicamento”, conta.
Antiglaucomatosos
Hanna Flávia explica ainda que os pacientes portadores de glaucoma figuram entre os indivíduos que mais utilizam colírios diariamente para o controle da doença e, por isso, também devem ficar atentos à utilização correta do medicamento. “O paciente não pode pingar os colírios em quantidade maior do que a indicada pelo médico. Se isso ocorrer, o remédio deixa de fazer o efeito desejado e passa a estimular o aumento da pressão intraocular, revertendo o resultado e piorando o quadro de glaucoma”, assinala.
Lágrimas artificiais
Muito utilizada por pessoas que moram em locais de clima seco ou que se expõem a ambientes com ar-condicionado ou ainda que trabalham por muito tempo na frente de computadores, as lágrimas artificiais também precisam de cuidados na aplicação. O paciente pode usar a lágrima artificial ao longo de toda a sua vida. O produto em si não faz mal. No entanto, Maria Lúcia explica, que não deve haver exagero na aplicação. “Usar mais de seis vezes por dia pode causar intoxicação nos olhos por conta do conservante utilizado na fórmula das lágrimas”, explica.
Cuidados
Além do uso estrito dos colírios de acordo com a recomendação médica, hábitos de higiene no manuseio do produto são fundamentais. “O colírio é de uso pessoal e exclusivo de um paciente. Não se deve emprestar ou indicar uma medicação para outra pessoa. Isso seria perigoso. O fato gerador da vermelhidão ocular em um pode ser diferente do que causa no outro. É necessário evitar o contato direto entre o recipiente do colírio e a superfície ocular, a medicação pode ser contaminada. Por fim, após o tratamento, o paciente deve desprezar a sobra do medicamento”, aconselha Hanna Flávia Gomes.
O estilita brasileiro Carlos Miele lançou ontem uma edição limitada de lenços em prol da campanha O Câncer de Mama no Alvo da Moda em uma Brazilian rooftop party em Nova Iorque. O evento ocorreu com o apoio da Vogue América.
Os jogos da Seleção Brasileira geralmente são acompanhadas de comidinhas gostosas: pipoca, cerveja, churrasco, pizza. Para os que querem comemorar sem perder a silhueta, uma boa dica é consultar o site da rede de laboratórios DASA. Ele traz as calorias dos alimentos e sugere receitas bem saborosas. Confira.
Hoje é o Dia Nacional de Controle da Asma e a desinformação ainda é o que prejudica a adesão ao tratamento, provocando sérios impactos na qualidade de vida dos pacientes. A doença afeta cerca de 100 a 150 milhões de pessoas em todo o mundo (dados da Organização Mundial de Saúde). Para conscientizar os pacientes e familiares, a Secretaria de Saúde promove a VI Semana de Combate à Asma, com palestras nos centros de saúde.
Apesar do impacto no dia-a-dia das pessoas, nem sempre a asma é levada a sério e o desconhecimento sobre a doença ainda é muito grande. Ela atinge mais de 10% da população brasileira e é responsável por 2,2 mil mortes por ano no País, de acordo com a ABRA (Associação Brasileira de Asmáticos). Ainda ocupa o 4° lugar entre as internações no Sistema Único de Saúde e está relacionada à ausência escolar e no trabalho.
Segundo a médica Zuleid Dantas Mattar, uma das fundadoras da ABRA e presidente do COPAR (Conselho dos Programas de Asma e Rinite no Brasil), um dos grandes problemas relacionados à asma é o subdiagnóstico. “Em muitos locais do Brasil, a doença ainda é identificada como sinônimo de bronquite asmática, bronquite alérgica ou simplesmente bronquite por médicos e leigos. Esta e outras dificuldades relacionadas a este desconhecimento fazem com que a maior parte dos asmáticos não tenha o tratamento adequado”, afirma a pediatra.
O baixo entendimento sobre a asma leva ao controle inadequado da doença. Um levantamento feito em 2008 com 1 mil 800 pacientes em nove países, incluindo o Brasil, aponta que apenas um em cada quatro pacientes identifica a inflamação das vias aéreas como a causa da doença. Outro dado alarmante é que 44% dos entrevistados admitem não usar a medicação quando estão se sentindo bem, o que é um erro, pois o tratamento deve ser de longo prazo e preventivo de sintomas.
Além do tratamento médico, o controle da doença depende de evitar o contato com os fatores que desencadeiam as crises. Alguns cuidados simples podem trazer grandes melhorias, como evitar mudanças bruscas de temperatura, limpar o ambiente com pano úmido ou aspirador, evitar contato com pó e poeira, evitar fumaça de cigarro e fazer exercícios nos horários de pico de poluição (começo da manhã e final da tarde).