Segunda-feira, 05 de dezembro de 2011 11:18 am

Recado do neurologista



Pesquisa aponta que baixo astral aumenta o risco de derrame cerebral


Por Ricardo Teixeira*
Email: ricardo@icbneuro.com.br


Fatores psicológicos como fatalismo podem fazer a diferença no risco de uma pessoa vir a desenvolver um derrame cerebral. Essa é a conclusão de um estudo recém-publicado pelo periódico Stroke da Associação Americana de Cardiologia.


Cerca de 700 americanos internados por terem sido acometidos por derrame cerebral foram submetidos a uma entrevista com escalas que avaliam o estado psicológico antes do derrame cerebral, com ênfase no grau de otimismo, fatalismo, espiritualidade e sintomas depressivos.


Os resultados apontaram que um maior componente de fatalismo esteve associado ao risco de morte e à chance de um novo derrame cerebral. A escala que avalia o fatalismo aborda três diferentes dimensões: 1) pré-determinismo – percepção de que a saúde é uma questão de destino e que não há o que fazer para mudar; 2) sorte – tendência a vincular o estado de saúde à sorte; 3) pessimismo – expectativas negativas quanto ao futuro. A mesma associação com mortalidade e chance de recorrência do derrame cerebral foi demonstrada no caso de sintomas depressivos. Além disso, a influência do fatalismo sobre a mortalidade foi maior entre os pacientes que não apresentavam sintomas depressivos.


Esse é o primeiro estudo a associar o componente de fatalismo com o prognóstico de um derrame cerebral. O impacto negativo do fatalismo já havia sido demonstrado em condições como o câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e comportamentos de risco. A hipótese que melhor explica essa relação é uma pior aderência a tratamentos propostos e maior dificuldade em assumir hábitos de vida saudáveis.


* Ricardo Teixeira é neurologista, dirige o Instituto do Cérebro de Brasília e é professor da pós-graduação em Divulgação Científica e Cultural da Unicamp.

Votos:
Tags: Ricardo  Teixeira      Cérebro      neurologista 

|

Domingo, 04 de dezembro de 2011 04:14 pm

Fique em forma




DEZEMBRO: MÊS DAS FESTAS E

DO EXCESSO DE ÁLCOOL

 

*Por Joana Lucyk



Foto de Ariel Costa

 

Entramos no mês de dezembro com a agenda cheia. Normalmente são muitos os compromissos e confraternizações para brindarmos as conquistas do ano. Mas é em meio a essas celebrações que às vezes deixamos de lado os cuidados com a forma e a saúde devido ao exagero no consumo de bebida alcoólica. Isso mesmo: o álcool fornece 7,1kcal/g e representa uma fonte de energia bastante particular.

 

Os efeitos celulares causados pelo álcool dependem da frequência de utilização, volume ingerido e das características individuais relacionadas à capacidade de absorção. Quando não há alimentos ingeridos concomitante aos drinques, a velocidade de absorção aumenta expressivamente em decorrência da alta velocidade de esvaziamento gástrico.

 

Bebidas quentes também promovem um pico sanguíneo mais veloz. Todavia, a velocidade de eliminação do álcool é invariavelmente mais lenta do que a de absorção. Portanto, em maior ou menor grau, o álcool sempre causa prejuízos ao nosso equilíbrio orgânico, pois seu contato com nossas estruturas celulares é sempre duradouro.

 

A metabolização do álcool implica em estresse oxidativo: além de favorecer a esteatose hepática, ou seja, o acúmulo de gordura no fígado, pode ocasionar cirrose, obesidade - especialmente na região abdominal, aumento do ácido lático, aumento do ácido úrico, além de interferir no metabolismo da serotonina, no tempo de reação e na coordenação motora.

 

Úlceras estomacais e intestinais também podem ser formadas em decorrência do uso continuado de etanol. Em nível intestinal, o álcool ainda interfere na absorção de nutrientes, como as vitaminas do complexo B, as quais são essenciais para a sua metabolização, além de glicose e aminoácidos.

 

O sistema reprodutor é outro que pode ser afetado. A ingestão de álcool pode propiciar infertilidade, impotência sexual e diminuição do anabolismo protéico nos homens. Em mulheres, causa alterações estrogênicas, diminuição na formação óssea e distúrbios menstruais. Na gestação, os efeitos deletérios da bebida são inúmeros.

 

Para quem deseja saber a quantidade de álcool necessária para alterar o equilíbrio orgânico, não é tão alta quanto imaginada: a  partir de 0,4g/kg de peso já é possível observar alterações na performance psicomotora. Em termos práticos, duas latinhas de cerveja podem interferir no equilíbrio de um indivíduo de aproximadamente 80 kg. No geral, é bom aproveitar as festas de fim de ano sempre optando pela água e sucos de frutas in natura, que são sinônimos de saúde.


 

*Joana Lucyk é nutricionista graduada pela Universidade de Brasília, com mestrado em Nutrição Humana e especialização em Nutrição Clínica Funcional e Esportiva. A especialista dirige a Clínica Saúde Ativa.

 




 

Votos:
|

Terça-feira, 29 de novembro de 2011 03:43 pm

Recado do dermatologista



TEMPO FAVORÁVEL PARA MICOSES





Por Ricardo Fenelon



Umidade e calor são ideais para o surgimento de micoses na pele, que são infecções que causam incômodo, transtornos aos pacientes e exigem tratamentos demorados. Causadas por centena de espécies diferentes de fungos, as micoses superficiais atingem a pele, as unhas e os cabelos. Esse período de chuva e dias quentes aumenta a proliferação de fungos, principalmente nas regiões do corpo que retêm umidade e calor, como virilha, dobras e dedos do pé, favorecendo o aparecimento de micoses.


Existem várias formas de manifestação das micoses cutâneas superficiais. Frequentadores de clubes, piscinas, praias e locais públicos de banho devem intensificar os cuidados com a pele. A frieira, também chamada de “pé-de-atleta”, é uma das mais comuns, além do conhecido “pano branco”. O paciente precisa estar com a imunidade baixa para que essas doenças se manifestem.


Os fungos alimentam-se de gordura ou de proteína, substância encontrada na superfície da pele, unhas e cabelos. Quando encontram condições favoráveis se reproduzem e passam a causar a doença. Os agentes causadores do problema podem ser encontrados no solo, em animais e no próprio organismo.


Tipos de Micoses:

·    Frieira: Também conhecida como pé-de-atleta, frieira são descamações intensas na pele, que ocasionam coceiras, fissuras, inflamação e bolhas nas laterais dos pés e entre os dedos. É bastante frequente, devido ao uso constante de calçados fechados que retém a umidade. Também pode ocorrer nas mãos, principalmente naquelas pessoas que trabalham muito com água e sabão. Se não tratadas, pode abrir caminho para infecções bacterianas.

·   “Pano Branco”: Caracterizadas por manchas hipocrômicas (mais claras que a cor da pele), O fungo causador vive em simbiose com a pele, sem lhe causar danos. Porém, em condições de calor, oleosidade, umidade e baixa na resistência imunológica ele se transforma e provoca as manchas. A pele afetada apresenta descamação fina. O problema se manifesta principalmente nas costas e pescoço. Quem já estiver com a micose, deve procurar um dermatologista de sua confiança e evitar bronzeadores oleosos. Usar sabonetes freqüentemente nessas regiões ajuda a prevenir a manifestação da doença.

·    Micose no couro cabeludo: É mais freqüente e contagiosa em crianças. Forma áreas arredondadas com falhas no cabelo, escamação da pele e coceira. Raramente ocorre em adultos. A caspa não é uma micose, mas a descamação serve de alimento para o fungo.

·    “Impingem”: São lesões arredondadas, que coçam e se iniciam por ponto avermelhado que se abre em anel de bordas avermelhadas e descamativas, com o centro da lesão tendendo à cura.

·    Micose na virilha: Forma áreas avermelhadas e descamativas com bordas bem limitadas, que se expandem para as coxas e nádegas, acompanhadas de muita coceira.


Suspeitas de micose devem ser analisadas pelo dermatologista. Na maioria dos casos, apenas pelo aspecto em que se apresentam as lesões, a infecção já pode ser diagnosticada. O tratamento é realizado com antimicóticos, que podem ser medicações de uso tópico, sob a forma de cremes, loções e talcos ou medicações via oral, dependendo do caso.  O tratamento das micoses é prolongado e pode durar até 6 meses.  É recomendado que o tratamento não seja interrompido quando terminarem os sintomas, para evitar que o fungo localizado nas camadas mais profundas possa resistir. Não é aconselhável a automedicação, pois pode agravar o problema.


Dicas para prevenir micoses:
 
·        Enxugue bem o corpo após o banho, principalmente, dobras da pele, axilas, virilhas e dedos dos pés;
·        Evite usar calçados fechados. Escolha os largos e ventilados.
·        Evite usar roupas molhadas por tempo prolongado;
·        Evite contato excessivo com água e sabão;
·        Não ande descalço em pisos constantemente úmidos (lava pés, vestiários, saunas);
·        Evite mexer com a terra sem luvas;
·        Não use objetos pessoais (roupas, calçados, pentes, toalhas, bonés) de outras pessoas e material de manicure coletivo;
·        Evite roupas quentes e justas e tecidos sintéticos, principalmente nas roupas de baixo. Prefira tecido como o algodão, pois não retêm suor.

 

Quem tem animais domésticos ou bichos de estimação deve estar atento também para as manifestações nesses animais, que podem ser contagiosas. Qualquer alteração na pele e o pêlo dos animaizinhos, como descamação ou falhas no pêlo, leve-o ao veterinário.

Votos:
Tags: Ricardo  Fenelon    dermatologia    recado    micoses 

|

Segunda-feira, 28 de novembro de 2011 12:17 pm

Recado do neurologista



Filhos de pais com depressão
têm mais problemas emocionais




Por Ricardo Teixeira*
Email: ricardo@icbneuro.com.br


Já temos um amplo conhecimento sobre os efeitos da saúde mental das mães sobre os filhos. Já no caso dos pais, essa relação ainda é pouco explorada. Uma pesquisa publicada este mês pelo periódico da Academia Americana de Pediatria - Pediatrics <http://pediatrics.aappublications.org/content/early/2011/11/04/peds.2010-3034.full.pdf+html> - revela que crianças que moram com pais com sintomas depressivos ou outros problemas mentais têm mais chance de apresentarem problemas emocionais e de comportamento.

 
O estudo envolveu mais de vinte mil crianças americanas com idades entre cinco e 17 anos e que vivem com ambos os pais, independente de serem biológicos, adotivos ou postiços. A chance de uma criança apresentar dificuldades de ordem emocional ou de comportamento foi de 19% quando a mãe tinha sintomas depressivos, 11% quando só o pai tinha esses sintomas e 6% quando nenhum dos pais apresentava os sintomas. No caso de ambos os pais terem sintomas depressivos, o risco das crianças subia para 25%.

 
A presente pesquisa é a análise mais robusta já realizada sobre a influência que tem a depressão do pai sobre a saúde mental dos filhos. Os resultados também revelam de forma inédita o impacto relativo da depressão materna e paterna numa mesma população. 

 
A prevalência de depressão é muito alta na população geral, acometendo nos EUA 17% das mulheres e 9% dos homens. No Brasil os números não são muito diferentes. Estudo recente demonstrou uma prevalência de 10% na região metropolitana de São Paulo, sendo duas vezes mais freqüente nas mulheres do que nos homens.

 
* Ricardo Teixeira é neurologista, dirige o Instituto do Cérebro de Brasília e é professor da pós-graduação em Divulgação Científica e Cultural da Universidade de Campinas


Votos:
Tags: Ricardo  Teixeira    recado    cérebro    neurologista 

|

Quinta-feira, 24 de novembro de 2011 05:36 pm

Ginástica Funcional. De graça!



Neste sábado, o mestre Mauro Guiselini realizará aula aberta à comunidade. Ele é um dos maiores especialista em ginástica funcional no País. O evento acontece das 10h às 12h. Para Mais informações: (61) 3047-2636.



Votos:
Tags: Ginástica  funcional 

|

Quarta-feira, 23 de novembro de 2011 03:15 pm

Mau hálito pode estragar a festa.



O tema é constrangedor e incomoda muito que o tem nesta época do ano, quando as pessoas participam de festas confraternizações. Para quem deseja aproveitar o final de 2011 e o início de 2012 com aquele hálito saudável, a ABHA (Associação Brasileira de Halitose) preparou uma série de dicas baseadas nas perguntas mais comuns nos consultórios dos dentistas. “Reunimos informações que podem ajudar a prevenir o mau hálito e garantir férias com um sorriso no rosto. E vale ainda lembrar: higiene bucal bem feita não significa ficar escravo da escova e do fio dental o dia inteiro, dá para cuidar bem do hálito e ainda aproveitar ao máximo todas as comemorações”, afirma o dentista Marcos Moura, presidente da ABHA.




Charge do poliglota


1 – A comemoração de Natal ou Réveillon terminou tarde e não tenho disposição para passar fio dental antes de dormir, isso vai me causar mau hálito?


No dia seguinte, com certeza seu hálito vai estar mais forte, pois à noite não produzimos saliva e os restos de alimentos vão fermentar e liberar compostos que causam o mau hálito. O melhor caminho é sempre priorizar os hábitos saudáveis, mas caso tenha dormido sem a correta higienização bucal, o melhor a fazer é caprichar na limpeza dos dentes logo ao acordar, inclusive usando fio dental.


2 - Exagerei na ceia e estou com azia. Queimação estomacal significa que estou com mau hálito?


Não existe essa relação, um bom antiácido vai resolver seu problema.


3 - Após a refeição saí apressado e não escovei os dentes, um chiclete sem açúcar resolve o problema? E os enxaguantes bucais, eles também são eficazes para garantir um bom hálito?


Sim, pode mascar um chiclete sem açúcar, mas sempre com a ideia de que ao mascar você vai produzir mais saliva e o atrito do chiclete nos dentes irá promover uma limpeza, isso funciona. Mas não tente usar o chiclete como mascarador pelo aroma e sabor que ele gera na boca, pois isso só irá durar alguns minutos. O mesmo em relação ao enxaguante bucal, ele deve ser usado após a higienização, como complemento, e nunca como substituto do uso da escova, do fio dental e do raspador de língua.


4 - Meus filhos pequenos dão muito trabalho na hora de escovar o dente e passar fio dental. Posso afrouxar um pouco os cuidados durante as férias?


Os filhos imitam os pais, não relaxe na sua higienização que eles irão seguir seu exemplo.


5 - Viajei e não levei o limpador de língua. Posso resolver o problema com a escovação da língua ou com o raspador que vem para parte de trás de algumas escovas?


Pesquisas comprovam que a limpeza da língua feita com o raspador é mais eficiente, pois a parte de trás das escovas dentais pode causar maior sensação de ânsia e dificultar a correta limpeza no terço posterior da língua, bem onde começa a formação da saburra que causa o mau hálito. No caso de ter esquecido de levar o limpador, sempre compensa mais ir a uma farmácia e comprar outro.


6 - Por que é importante beber muita água para combater o mau hálito? Se eu for para um país com inverno rigoroso e neve, preciso continuar bebendo dois litros de água por dia?


Nada menos de 99% da composição da saliva é água e a saliva funciona com um detergente bucal. Então, deve-se beber água sempre, mesmo que seja no inverno. Uma dica é levar sempre uma garrafinha na mochila, no carro, na bolsa, etc. As pessoas estão acostumadas a beber água só quando estão com sede, este é um grande erro.


7 – Quais pistas podem indicar que estou com mau hálito ou prestes a desenvolver o problema?


Como quem tem mau hálito não consegue senti-lo devido a um processo chamado fadiga olfatória (o nariz se acostuma ao cheiro), pergunte para algum familiar ou a crianças, que nunca mentem. Vá em frente a um espelho e examine sua língua, observe se a saburra lingual forma-se com rapidez de um dia para o outro, examine suas amígdalas, veja se há pontos esbranquiçados nelas, estes são alguns indícios de que o seu hálito pode não estar bom.


8 – De férias e descobri que estou com mau hálito. E agora? Como faço para minimizar o problema enquanto não encontro um dentista?


Não desanime. Dedique-se a uma boa higiene bucal, com escovação, uso do fio dental e raspador de língua. Capriche na hidratação, bebendo em média dois litros de água por dia. Evite o excesso de bebidas alcoólicas e cigarro, e, claro, procure um dentista assim que possível.


9 – É verdade que pessoas idosas ou com prótese ou com aparelho nos dentes estão mais propensas a ter mau hálito? Como resolver este problema?


No caso dos idosos, devemos observar como anda a função das glândulas salivares, que podem estar comprometidas devido a uso de medicamentos que diminuem a salivação. Em relação a próteses móveis, elas devem sempre ser bem higienizadas após as refeições e estar bem adaptadas, e isso só o dentista pode avaliar. Já quem usa aparelho ortodôntico precisa reforçar a higienização e ficar atento, pois o aparelho causa uma descamação na mucosa bucal e isso pode alterar o hálito.


10 – Sinto a boca seca constantemente. Se eu mantiver um copo de água ou outra bebida ao meu lado, evito o mau hálito?


Depende, ao beber em média dois litros de água por dia, é possível até obter uma melhora neste quadro e evitar o mau hálito. Mas é sempre bom consultar o dentista para ver como anda a saúde bucal e descobrir o que está causando a boca seca.


11 – Que alimentos e bebidas em excesso podem provocar mau hálito? E quais irão me ajudar a manter um hálito refrescante?


Os alimentos ricos em proteínas podem causar mais alteração no hálito. Tente fazer uma alimentação balanceada, tudo em excesso é prejudicial. Cuidado com as bebidas que contêm álcool, elas descamam a mucosa. Abuse das frutas cítricas, que estimulam a salivação eliminando a sensação de boca seca.



Votos:
Tags: Mau  hálito    dicas    halitose 

|

Segunda-feira, 21 de novembro de 2011 11:40 am

Recado do neurologista



Produtos químicos podem causar a Doença de Parkinson






Por Ricardo Teixeira*
Email: ricardo@icbneuro.com.br


A exposição a solventes pode colaborar para o desenvolvimento da Doença de Parkinson (DP) muitos anos depois. Essa é a conclusão de uma pesquisa divulgada esta semana pelo periódico da Associação Americana de Neurologia - Annals of Neurology.
Essas substâncias estão presentes em produtos como tintas, colas, produtos de limpeza, combustíveis e lubrificantes, e chegam a contaminar até mesmo os lençóis freáticos.

 
O estudo avaliou 99 pares de gêmeos americanos em que apenas um dos irmãos apresentava o diagnóstico de DP. O tipo de ocupação profissional e hobbies desses voluntários foram analisados através de questionários já bem validados.  Os resultados mostraram que o grau de exposição ao solvente tricloroetileno (TCE) foi associado a uma maior chance de apresentar a doença. Outros solventes tiveram impacto menor, porém nada desprezíveis.

 
Já tínhamos evidências menos robustas da associação entre a exposição ao TCE e a DP. Um modelo experimental de DP em camundongos já havia apontado que o TCE é capaz de provocar alterações cerebrais semelhantes às encontradas entre os portadores da doença.  Além disso, casos clínicos isolados também foram relatados descrevendo a ocorrência doença entre indivíduos com altos níveis de exposição ao TCE.

 
A DP ocorre em uma a cada cem pessoas com mais de 65 anos, e em 90% dos casos, não existe uma história familiar da doença. Reconhece-se que tanto um componente genético, como fatores ambientais estão associados à doença.

 
Outras substâncias tóxicas ao cérebro podem provocar a DP, como é o caso do MPTP, substância que é parente próximo da heroína, e de alguns agrotóxicos, como o paraquat. Nos últimos anos, temos colecionado evidências de novos candidatos que podem ser deflagradores da DP:

 
- foram descritos no ano de 2009 dois novos agrotóxicos (ácido 2,4-dichlorophenoxyacetic, permethrin) que aumentam em três vezes o risco da DP;
 
- foi demonstrado que um metabólito da bactéria Streptomyces venezuelae reduz a função do Sistema Proteolítico Ubiquitina - Proteassoma  (UPS) em modelo animal. A redução da função desse sistema tem sido implicada na patogênese da DP esporádica;
 
- inoculação intranasal do vírus da gripe aviária (H5N1) em ratos provocou alterações cerebrais semelhantes às encontradas na DP:  inflamação, agregados de a-sinucleína e degeneração de neurônios produtores de dopamina;
 
- maiores níveis de colesterol aumentam risco da DP independente do índice de massa corporal. O cérebro é o órgão mais rico em colesterol e uma alteração de sua homeostase pode provocar alterações em suas conexões e membranas celulares.
 

Esses estudos nos estimulam a pensar a DP como pensamos várias outras doenças como a hipertensão arterial, o diabetes e a Doença de Alzheimer. Todas são doenças que têm seu componente genético, mas fatores ambientais pode ser o empurrãozinho que faltava para o desenvolvimento da doença.
 

* Ricardo Teixeira é neurologista, dirige o Instituto do Cérebro de Brasília e é professor da pós-graduação em Divulgação Científica e Cultural


Votos:
Tags: Ricardo  Teixeira    recado    cérebro    neurologista 

|

Domingo, 20 de novembro de 2011 04:39 pm

Fique em Forma



EMAGREÇA E MANTENHA A SAÚDE:
ÓLEO DE COCO CONTÉM ÁCIDOS GRAXOS
ESSENCIAIS PARA O ORGANISMO




Por Joana Lucyk*



Foto de Ariel Costa

 

Muito tem se falado dos benefícios do óleo de coco, em especial quando extra virgem. De fato, ele é extraído da polpa do coco fresco por meio de um processo de prensa a frio e é considerado extra virgem por seu índice de acidez ser, no máximo, 0,5%. O que chama a atenção no produto é o alto grau de ácidos graxos de cadeia média (65%) – um tipo de fácil metabolização e baixa capacidade de oxidação.

 

Entre os ácidos graxos presentes, destacam-se o láurico (44-52%), o mirístico (13-19%), o palmítico (7,5-10,5%), o caprílico (5,5-9,5%), o oléico (5,8%), o cáprico (4,5-9,5%), o linoléico (1,5-2,5%), o esteárico (1-3%), o capróico (0,3-0,8%) e o araquídico (0,04%). Apesar de desconhecidas pela maioria, essas substâncias têm grande eficácia para a manutenção da saúde. Os ácidos cáprico e láurico, por exemplo, possuem efeitos positivos sobre aumento dos níveis do colesterol HDL e sobre a redução dos níveis de LDL, exercendo, portanto, efeito protetor no desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

 

Para os que estão sempre de olho na balança, o óleo favorece o aumento do metabolismo basal e, com isso, o processo de emagrecimento. Os benefícios estendem-se também à ação antimicrobiana, o que favorece a capacidade do sistema imunitário, além de agir no intestino estimulando a defesa contra os micro-organismos patogênicos. Assim, ele atua na prevenção e no tratamento de disfunções relacionadas à micro-organismos - como cândida, clamídia, citomegalovirus, estreptococos, estafilococos, H. pylori, herpes, influenza giárdia e listeria, clamídia e contra ambos os tipos de herpes, zoester e simples.

 

O óleo de coco extra virgem é também uma boa fonte de vitamina E – com alta capacidade antioxidante, que promove a varredura dos radicais livres responsáveis pela danificação das estruturas celulares e comprometimento do funcionamento normal das células. Ele age na atividade anti-inflamatória, e, nesse sentido, atua sobre a perda de gordura – já que esse é um tecido inflamado.

 

Portanto, o óleo de coco pode ser um produto que somará ganhos à dieta saudável e equilibrada. A recomendação de uso deve ser individualizada e orientada por um nutricionista. Nada em excesso faz bem: sua ingestão exagerada pode provocar, dentre outros problemas, enjôos e mal estar.

 

*Joana Lucyk é nutricionista graduada pela Universidade de Brasília, com mestrado em Nutrição Humana e especialização em Nutrição Clínica Funcional e Esportiva. A especialista dirige a Clínica Saúde Ativa.


Votos:
Tags: Joana  Lucyk    Fique  em  Forma    nutrição 

|

Sábado, 19 de novembro de 2011 04:22 pm

Implantes de dentes depois da quimioterapia



Levar a vida de maneira similar àquela que se tinha antes do diagnóstico de câncer é a forma ideal de enfrentar a doença, desde que observados eventuais cuidados prescritos pelo médico assistente. No caso de intervenção odontológica, em especial do implante dentário, há boas chances do procedimento ser realizado mesmo após o tratamento oncológico. 
 

Segundo Gustavo Maluf, dentista dedicado à odontologia oncológica, quando o paciente inicia o tratamento quimioterápico deve ser encaminhado ao dentista para realizar uma avaliação, independente de sintomas. “O objetivo é remover eventuais focos de infecção que podem oferecer riscos diante da queda imunológica, natural no tratamento do câncer. Aqueles que já se encontravam em processo de implantação dentária e pessoas que necessitam iniciá-lo terão seus casos analisados criteriosamente para verificar se estão aptos ao procedimento cirúrgico. Se houver necessidade de realizar implantes, é preciso esperar a conclusão do tratamento oncológico”, afirma.
 

O Que Observar - A quimioterapia administrada antes e depois da instalação dos implantes afeta significativamente o sucesso dos mesmos. No caso da radioterapia realizada em um período de 2 a 6 meses próximos à instalação dos implantes ou, passado alguns anos, as chances de insucesso são altas. O paciente pode ficar limitado a não utilizar implante pelo resto da vida, contudo, dependendo do resultado da avaliação do especialista, poderá ter chances de realizar o implante. Pode ocorrer no paciente, além da perda de implante, a chamada necrose óssea – lesão irreversível proveniente da radiação, que chega a atingir 15% dos pacientes.
 

Aqueles que receberam quimioterápicos oriundos dos bifosfonatos têm um grande risco de desenvolver necrose nos ossos da maxila e da mandíbula. “Os bifosfonatos ficam por muitos anos no organismo e não são utilizados somente em quimioterapia, podem ser usados também em pessoas com osteoporose ou osteopenia”, diz Maluf. De acordo com estudos científicos, a necrose nos ossos decorrente dos bifosfonatos chega a 12% e esses podem ficar limitados a colocação de implantes e a outras intervenções cirúrgicas odontológicas.


Para ter sucesso na instalação dos implantes em pacientes após tratamento contra o câncer é preciso muito cuidado e dedicação. “É necessário passar por um dentista com experiência na área, para que possa planejar e executar tais procedimentos, diminuindo assim as chances de complicações”, afirma o especialista.


Votos:
Tags: Câncer    quimioterapia    implante  de  dentes      Gustavo  Maluf 

|

Sexta-feira, 18 de novembro de 2011 04:48 pm

Cuidados na hora de escolher uma farmácia de manipulação



Comprar remédios e cosméticos manipulados é uma escolha cada vez mais comum dentre os brasileiros.Segundo dados da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), o Brasil já é o maior mercado mundial de farmácias de manipulação, com quase dez mil estabelecimento do gênero. Com uma quantidade tão grande, é preciso estabelecer alguns critérios na hora de escolher o melhor cosmético ou medicamento manipulado.





Por esta razão, algumas dicas simples podem ajudar o consumidor a escolher um local seguro e idôneo. A farmacêutica Anelise H. Leite Taleb, alerta que, antes de mais nada, deve-se verificar se a farmácia oferece assistência de um farmacêutico em tempo integral. “Enquanto a loja estiver aberta, prestando atendimento ao público, o farmacêutico precisa estar presente e habilitado para sanar qualquer dúvida do cliente acerca da quantidade, qualidade e eficácia dos ativos que serão manipulados. E, se necessário, após consultar o médico, realizar a troca de um dos componentes por um outro similar, sem alterar a finalidade da fórmula prescrita”, explica Anelise.


Os cuidados não param por aí. O estabelecimento deve ter em local visível o alvará de funcionamento da Vigilância Sanitária que certifique a boa higienização do local e dos funcionários. “Prefira as farmácias nas quais é possível observar, como em alguns restaurantes, por meio de uma parede de vidro, o manipulador trabalhando. Aproveite para reparar se ele está com toca, luvas, máscara e avental e as condições de higiene do equipamento onde são manipuladas as fórmulas. São detalhes que podem evitar contaminação do produto”, alerta Anelise.


Atualmente, nem todo cosmético ou medicamento deve, necessariamente, haver uma receita médica para manipulação, quer dizer, o farmacêutico pode indicar um cosmético para a pessoa que tem pele seca, por exemplo. No entanto, independe te ter prescrição do médico ou do próprio farmacêutico, o produto deve conter no rótulo o nome do prescritor, número de registro da receita na farmácia, data de manipulação e validade, dosagem, modo de usar e a identificação da farmácia e do farmacêutico.


Medicamento com dosagem igual ao industrializado não é eticamente bem aceito, isto é, parte-se do pressuposto de que o paciente que procura a farmácia de manipulação não se adapta bem a dosagem do produto industrializado ou está em
tratamento dermatológico como alergias e melasmas, começo de gravidez ou tratamento com hormônios Bioidênticos. Esses pacientes são conhecidos como "Borderline”.


Nem sempre é possível observar todos os requisitos e detalhes para identificar uma farmácia idônea. Alguns medicamentos como hormônios e antibióticos, por exemplo, devem ser manipulados em salas específicas. “Contudo, se alguns desses itens observados forem satisfatórios, já é um indicio de que o local busca atender a todas as exigências legislativas e de higiene. Quero alertar, também, que a excelência de qualidade não se limita só a estrutura física, mas ainda qualidade no pré, durante e pós-atendimento, isto é, educação do funcionário, pontualidade na entrega do produto e valorizar o feed back do cliente sobre a eficácia do produto adquirido”, conclui a farmacêutica.

 
Outras dicas
*Medicamento manipulado só pode ser vendido em farmácia licenciada.
*Não compre produtos manipulados em consultórios médicos, clínicas de estética, SPAs ou academias. O estabelecimento oficial e legal para a venda desses produtos é a farmácia de manipulação.
* Prestar atenção nos preços, nem sempre a  farmácia mais barata é a melhor.


Votos:
|


« primeira    « anterior    
Mostrando (1-10) de 933 resultados.