Sexta-feira, 24 de maio de 2013 10:17

Melhor impossível

Faço da declaração do técnico Cuca depois do empate do Atlético por 2 a 2 contra o Tijuana, também as minhas palavras: “Foi um resultadaço. Tomamos um gol só no primeiro tempo e saiu barato. Depois eles fizeram o segundo e sentimos muito medo de ficarmos fora da Libertadores hoje mesmo. A pressão do Tijuana estava muito forte, e se tomássemos o 3 a 0 ficaria muito difícil. Mas tivemos a grandeza de buscar o resultado. O time cresceu no segundo tempo, depois de levar o segundo gol e definiu da melhor forma. É um grupo determinado, que está sabendo decidir e, acima de tudo, confiante. O gol de empate nos instantes finais foi espetacular. Merecido pelo trabalho que estamos desenvolvendo na Libertadores”.

Acrescento apenas o seguinte: foi o melhor resultado alcançado por um visitante no México, mesmo o Atlético fazendo a sua pior partida na Libertadores. Nem nos 2 a 0 diante do São Paulo foi tão sem perspectivas, especialmente na primeira etapa. Mas grandes equipes têm seus maus momentos e pontos negativos. O Atlético não é uma exceção. Há jogadores acima da média e outros que buscam uma regularidade, mas que jamais serão de ponta, com capacidade para assumir a responsabilidade, a ponto de dizer para os companheiros: “Hoje eu decido”. Mas na verdade escondem da bola ou pedem: “Toque para lá”. Pior é quando colocam tudo a perder por falta de decisão. São os eternos coadjuvantes.

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Tags: Tijuana  2  x  2  Atlético  quartas  de  final  da  Copa  Libertadores  2013   

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Terça-feira, 21 de maio de 2013 09:51

Encontro com o Rei

Reinaldo, o maior ídolo da história do Atlético, foi à casa de Ronaldinho Gaúcho e bateram um papo emocionante, de meia hora, que será apresentado hoje pelo canal FOX Sports. Horário: 22h. Reinaldo diz que o torcedor não deve perder, porque o craque, mais uma vez, falou com o coração.   A promessa de Ronaldinho é de que se fizer um gol em Tijuana vai homenagear aquele que para ele também é o maior da história do clube, erguendo o braço direito como nos tempos do Rei, o maior artilheiro de todos os tempos do Galo, com 255 gols. É dele a melhor média de gols em um Campeonato Brasileiro: 1977, com 28 em 18 jogos (1,55 por partida).  

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Tags: Reinaldo  e  Ronaldinho  Gaúcho  falam  do  Atlético  e  da  vida 

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Segunda-feira, 20 de maio de 2013 14:36

Nas mãos do melhor

Não há dúvidas de que o título ficou com aquele que melhor soube decidir. Nos 180 minutos de jogo foi dono de 135 minutos, com o melhor futebol, sendo superado apenas nos 45 iniciais da partida de ontem, quando o Cruzeiro fez 2 a 0 e teve chance para ampliar. O resultado  de 2 a 1 foi justo, mas é importante fazer algumas considerações. A principal delas é que Marcelo Oliveira soube mais uma vez armar um sistema defensivo que ofereceu poucas chances ao rival, a exemplo do que aconteceu também na vitória por 2 a 1 na reinauguração do Mineirão. Vi o Cruzeiro muito bem posicionado, especialmente no meio campo, muito contestado no primeiro jogo. Erros existem, principalmente para um time em formação. Vai levar tempo, muitos jogos, para atingir o esperado pelo torcedor.
O que chamou a atenção foi a experiência de dois jogadores. No primeiro jogo, de Ronaldinho Gaúcho quando soube aproximar de Bruno Rodrigo, no começo do segundo tempo, para forçar um novo cartão e o tirá-lo do jogo. Ele pediu aquela bola em dois lances anteriores e ela não veio. No terceiro, não houve erro. Colado ao adversário na disputa foi para o chão e veio o segundo cartão amarelo.
No segundo jogo foi Dagoberto. No lance do primeiro gol ele ao superar Marcos Rocha e ver o espaço foi para a área, colocando a bola na frente, certo de que Gilberto Silva, sem velocidade, iria pelo menos encostá-lo. Não deu outra. Foi um rapa nas pernas, sem a participação da bola e pênalti. A experiência jamais pode ser desprezada, especialmente quando estão em ação jogadores inteligentes, de qualidade e com capacidade para decidir. Eles fazem ficar mais fácil.
Para o Cruzeiro, uma vitória importante que não deixa de dar confiança e certeza de que o trabalho está sendo feito para obter bons resultados ao longo da temporada. Para o Atlético, mais uma lição de que não se deve dar chance para nenhum adversário, mesmo sendo treino como argumentou alguns torcedores, mas lá dentro de campo se sabe que é guerra. Clássico, pior ainda, porque ninguém quer perder. Deu mole no jogo em que perdeu por 2 a 0 para o São Paulo e novamente no primeiro tempo no clássico. Agora terá outra prova no México, contra o Tijuana. Tem de adotar a postura da primeira fase da Libertadores e, principalmente, dos jogos contra o São Paulo, como visitante ou mandante. É voltar de lá sem a necessidade de colocar o coração à prova.
 
 

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Tags: Atlético  campeão  mineiro  de  2013 

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