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<category>Blog Dzai</category>
<description>blog para quem ama ou gostaria de amar Brasília</description>
<copyright>UAI - Nenhum é tão você. Todos os direitos reservados</copyright>
<title>Blog da Conceição</title>
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<title>Blog da Conceição</title>
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		<title><![CDATA[Mundo havia, aqui chegamos]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25896</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="3"><font size="6"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;">“na quarta parte nova os campos ara; <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;">e, se mais mundo houvera, lá chegara”</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br> <br>Esses dois versos do Canto VII, estância 14, de <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Os Lusíadas</span>, vieram até mim hoje pela manhã numa visita à <span style="font-weight: bold; font-style: italic;">História da Terra e</span> <span style="font-weight: bold; font-style: italic;">do Homem do Planalto Central</span>, de Paulo Bertran.&nbsp; O livrão do Bertran é pra se ler como se lê um almanaque da história da região que nos abriga, cheio de ricas descobertas e de ilustrações de época.&nbsp;  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;  <br> <br></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br>Desde há muito aprendi de cor esse trecho do longo e monumental poema épico de Camões. Não tinha prestado muita atenção ao sentido, apenas o havia decorado O trecho vinha no cabeçalho do <span style="font-weight: bold;">Correio</span> <span style="font-weight: bold;">Braziliense</span>, desde Hipólito José da Costa, mas faz algum tempo migrou para o expediente ao pé da página de <span style="font-style: italic;">Opinião</span>.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br>Foi então que hoje parei novamente diante do “na quarta parte nova os campos ara; e, se mais mundo houvera, lá chegara” e percebi o óbvio:&nbsp; até a era dos descobrimentos, o mundo conhecido eram três: a Europa, a Ásia e a África. As Américas eram a nova quarta parte. “E, se mais mundo houvera, lá chegara”.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br>O trecho denuncia o entusiasmo de Camões diante da expansão dos domínios portugueses, mas se encaixa muito bem na mudança da capital do Brasil — longo processo que começou no século 18 e que foi revelando aos brasileiros, pouco a pouco, o Planalto Central praticamente desconhecido. Vale lembrar aos mais jovens que Hipólito foi um dos primeiros brasileiros a defender a mudança da capital para o interior do país.&nbsp;  <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Os dois versos fazem parte&nbsp; do Canto VII estância 14:</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br><span style="font-weight: bold;">“Mas, entanto que cegos e sedentos</span></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;">andais de vosso sangue, ó gente insana,</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;">não faltarão cristãos atrevimentos</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;">nesta pequena Casa Lusitana:</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;">de África tem marítimos assentos;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;">é na Ásia mais que todas&nbsp; soberana;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;">na quarta parte nova os campos ara;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;">e, se mais Mundo houvera, lá chegara.”&nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>Mundo havia, aqui chegamos e hoje somos 2,5 milhões de almas brasilienses.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font> <br>
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		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25865</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
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		<img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/1005ccd0468d7dacbbac4e19061f57c7.jpg"> <br> <br><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="5"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Os herdeiros do cometa <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Vive em Brasília uma família descendente do cometa Halley. O mais célebre e esfuziante corpo celeste que perambula pelo Sistema Solar e que a cada 76 anos nos faz uma visita fugaz, porém esplendorosa, deixou herdeiros na capital do país. Numa das passagens pela Terra, o rei dos cometas causou tão forte impressão num adolescente que ele decidiu, algum tempo depois, incorporar o cometa à sua vida.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>Manoel Vieira de Melo tinha 14 anos quando, em 1910, o Halley relampejou nos céus de Nazaré da Mata, cidade próxima ao Recife. Sua cauda gasosa de 100 milhões de quilômetros estendeu-se de uma ponta a outra do horizonte e amedrontou os humanos que esperavam, em pânico, pelo fim do mundo. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>A Terra continuou a girar placidamente em torno do Sol, mas a vida de Manoel seguiu um caminho um pouco mais tortuoso. Algum acontecimento nunca desvelado provocou um rompimento na família Vieira de Melo. Há indícios de que por essa época Manoel tenha se alistado no Exército e trocado de nome. Passou a assinar Manoel Vieira Halley. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>Daí então Manoel se tornou parente de Edmund Halley, o astrônomo inglês que em 1695 mapeou a órbita do cometa, calculou o tempo que ele gastava para voltar ao mesmo ponto e avisou que em 1759 o poderoso voltaria a cortar os céus da Terra. Daí então o cometa ganhou o nome do astrônomo. Nada mais merecido: o cara havia mapeado todas as passagens anteriores do bichão, desde o ano 240 a.C. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>Trinta e seis anos depois da passagem do cometa, Manoel Halley se casou no Rio de Janeiro. Já era um homem de 50 anos, era moreno, tinha envergadura de atleta e parecia ser bem mais jovem.. Gostava de ouvir música erudita, vestia-se com primor, falava e escrevia igualmente bem, mas era tímido. E os acontecimentos que o levaram a romper com a família era assunto que o aborrecia. Por isso, pouquísismo se sabe a respeito.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>Dois meses depois do casamento, Halley morreu vítima de um aneurisma na aorta abdominal. Deixou a mulher grávida. O filho, José Luiz Halley, vive em Brasília, e foi quem me contou essa história. Halley filho muito se orgulha do sobrenome e ficou mais garboso ainda depois que a filha Anna Luiza passou a assinar Anna Halley em sua atividade profissional. Anna diz que seu nome causa estranhamento. Alguns acham que ela tem descendência britânica, ou perguntam se tem a ver com a mítica Harley Davidson, mas ela explica, com o mesmo orgulho do pai de onde vem o sobrenome. Há mais dois descendentes do cometa em Brasilia, Gustavo e Rodrigo.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>Halley filho espera que Halley pai, que a essa altura deve ter contato bem próximo com os mistérios da criação do mundo, e com quem o criou, facilite as coisas aqui na Terra para que a família Halley tenha descendentes até, pelo menos, a próxima visita do cometa, no distante 2062. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">&nbsp;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font> <br>  
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		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25834</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
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		<img style="width: 360px; height: 269px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/7e4d78fd5f55185bf00b02012f617afb.jpg">  <br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Marília Pera e Fernando Ramos da Silva em <span style="font-style: italic;">Pixote</span></span></font>  <br><br style="font-weight: bold;"><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="4"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br><span style="color: rgb(153, 153, 153);">Mamãe é </span></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);">cabulosa</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);">  <br>  <br>Para quem vive no olho da barbárie, a violência é uma possibilidade sempre presente. Lá, nenhum ombro delicado suportaria o espetáculo bárbaro do cotidiano. Por isso, a mulher que vou chamar de Asdfg tem muita coisa a ensinar às mães. Empregada doméstica, cria o filho sozinha desde que ele nasceu, um adolescente a quem darei o nome de Qwert, 16 anos.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);">  <br>  <br>Desde garoto, Qwert teve de aprender a conviver com a violência sem por ela se deixar contaminar. Mas não aprendeu sozinho, a mãe o ensinou. Para delimitar as fronteiras do território sagrado de sua pequena família, Asdfg teve de ser mãe e macho, os dois sentidos da palavra sendo exercidos ao mesmo tempo e ela aprendendo enquanto agia, movida pelo desejo de ver o garoto virar gente. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);">  <br>  <br>Teve uma época que um moleque grandão, com pinta de mala, vivia batendo nas crianças menores com chutes no peito. Asdfg ficou sabendo disso e, como passava boa parte do dia no trabalho, decidiu se antecipar ao perigo. Chegou no garotão, fez uma pose de macho e disse, apontando o dedo indicador para o peito do malinha: “Olha aí, cara, você vai se dar muito mal se se aproximar do meu filho. Ele tem mãe, e ela é muito macho, é bom não se esquecer disso”. E saiu pisando firme (mas todo o corpo tremendo que nem passarinho molhado). O candidato a mala é hoje um mala de verdade, mas andou muito tempo sumido da quadra de Asdfg.&nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);">  <br>  <br>No ano passado, o filho de Asdfg recebeu ameaças virtuais de uma gangue porque estaria namorando uma ex-namorada de um deles. Asdfg vestiu a melhor roupa, calçou um salto e foi à escola do filho. Sem se fazer anunciar, entrou na sala de aula, pediu licença à professora e disse: “Sou mãe de Qwert e vim conhecer a sala onde meu filho estuda”. Qwert pôs a mão no rosto pra se esconder do mico. “Huuuuuhhhh”, reagiram os alunos. “Huuuuhhhh quer dizer o quê?”, ela perguntou, com a voz mais macha que pode inventar. Silêncio total. E ela: “Professora, qualquer coisa que acontecer, aqui está meu telefone, é só me ligar. Muito obrigada e até logo”.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);">  <br>  <br>Asdfg queria que todos ali soubessem que o filho dela “não é um cão sem dono”. Qwert não gostou nem um pouco: “Mãe, a senhora é a maior vexa!”, e ficou emburrado por alguns dias. Mas as ameaças cessaram. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);">  <br>  <br>Ao contrário do que se pode imaginar, Qwert não se comporta como um filhinho da mamãe. Tem pose de macho, precisa dessa pose pra não ser engolido pelos malas. Bate papo com eles, trata-os como chegados, mas leva uma vida de adolescente bem cuidado e orientado. Asdfg é conhecida na escola como uma mãe cabulosa. Tudo o que as crianças e os adolescentes à beira do abismo do crime precisam. “Muita mãe tem medo do filho. Não pode. Não sou mãe moderninha. Converso muito com meu filho, mas ele me chama de senhora, não diz palavrão na minha frente e me pede a bênção. E até agora meu filho é um menino de ouro”.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);">&nbsp;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);"></font>  <br>  
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		<title><![CDATA[A construção (4)]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25787</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="4"><font size="6"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br><font size="3"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Caminhando pela história de Formosa, à procura das reminiscências da história de Brasília, encontrei no livro de Gustavo Chauvet (<span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Brasília e Formosa, 4.500 anos de História</span>) um poema que é um canto sertanejo dos mais bonitos (e tristes).  <br> <br> <br>Há um capricho do autor na escolha das palavras, na representação&nbsp; do lugar e das coisas do sertão. Virou música. Foi gravado pelos preciosos Zé Mulato e Cassiano no disco <span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Meu Céu</span>, ganhador do prêmio Sharp de música sertaneja de 1998, segundo informa o mesmo Chauvet.</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br><span style="color: rgb(102, 102, 102);">A capital de ousadas linhas modernas surgiu num chão sertanejo e, como recém-chegados que somos, temos de reverenciá-lo.</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><font size="6"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">&nbsp; </span> <br><font size="4"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Lembrança de carreiro</span></font></font><br style="color: rgb(102, 102, 102);"> <br><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Antonio Victor</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Tarde da vida, quando se amontoam os anos,</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Debruçado em desenganos da minha desilusão,</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Fico espiando da janela do presente,</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Retalhos de antigamente que me dói como um ferrão.</span> <br> <br><span style="color: rgb(102, 102, 102);"> <br>Vai, boi Penacho, puxa o carro, boi carreiro,</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Companheiro de viagem nas quebradas do sertão,</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Leva carga, rasga o barro do caminho,</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Se couber, leva um pouquinho de mágoa deste peão</span>. <br> <br><span style="color: rgb(102, 102, 102);"> <br>Peão que chora quando vê o Sol baixando,</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">E um carro de boi cantando seu gemido de paixão, </span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Sai num suspiro meu gemido solidário</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">E desfio o meu rosário em contas de solidão.</span> <br> <br><span style="color: rgb(102, 102, 102);"> <br>Sou um carreiro vencido pelo cansaço,</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Mas me lembro do chumaço, da chaveia e dos cocão,</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Eixo e fueiro, cabeçaio, cheda e mesa,</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Velho tempo de riqueza que virou recordação.</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"> <br><span style="color: rgb(102, 102, 102);"> <br>Ainda me lembro o recavém e o pigarro,</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Cunha nas roda do carro, cambota, arreia e meião,</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Chapa, esse, cravo, canzil, brocha e tamboeiro,</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">O ajoujo, a tiradeira, argola, canga e cambão.</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);"> <br>Vai, boi Penacho, puxa o carro e vai embora.</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Já venceu a minha hora, terminou minha missão.</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Leva essa carga de tristeza que me invade,</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Se couber, leva a saudade que me aperta o coração.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"></font> <br></span></font></font>  
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		<title><![CDATA[O arquiteto do Bezerrão]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

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		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<img style="width: 427px; height: 264px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/81db7a4e149d134d82b38e1a93289ed4.jpg"> <br><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="2">O Bezerrão</font> <br><font size="6"> <br></font><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="4"><font size="6"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">A propósito de Bezerrão, Seleção, Kaká e Cristiano Ronaldo, o estádio é obra de um grande arquiteto modernista, o paulista Ruy Ohtake, filho de dona Tomie, autor do Brasília Shopping e do Blue Tree, que hoje se chama Brasília Alvorada Hotel. Ruy é um dos arquitetos de renome mais claramente ligados a Niemeyer. Em entrevista a o site <a href="http://www.arcoweb.com.br/entrevista/entrevista34.asp">www.arcoweb.com.br</a>, Ruy conta lembra o período da inauguração da cidade e o jeito como se aproximou de Niemeyer. <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-style: italic;">“… em 1960, Brasília foi inaugurada e esse foi um momento efervescente. Considero-me um privilegiado por ter vivido naquela época. Quando o Rio ainda era capital, eu ia lá sempre que podia para visitar o escritório de Niemeyer. Claro que um estudante no início do curso, como eu, não ia perguntar se ele podia me atender. Ligava só para saber se ele estava no Rio, pegava o ônibus na noite da sexta-feira, viajava sete horas pela Dutra, que tinha só uma pista, e chegava na raça Mauá</span> <span style="font-style: italic;">pela manhã. Fazia uma horinha, ia de lotação até Copacabana, subia até o escritório e ficava esperando que Niemeyer chegasse. <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"></span></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-style: italic;">Da primeira vez, ele entrou e foi direto para as reuniões, e eu lá fora, esperando. De vez em quando ele vinha trazer alguém na porta e me via lá. Numa das vezes, perguntou o que eu queria, expliquei, e ele me mandou entrar. Disse que não poderia falar comigo naquele&nbsp; momento, mas que se eu quisesse poderia esperar. Fiquei vendo as pessoas que desenhavam e às seis da tarde ele disse: “Você ainda está aqui? Espere mais um pouco e jante comigo aqui perto”. Para mim, foi a glória jantar com Oscar Niemeyer e ouvi-lo falar. Eu estava no primeiro ano e não tinha a menor condição de manter um diálogo sobre arquitetura. Era um monólogo mesmo, mas eu só queria ouvi-lo. Então, na minha formação, além de Artigas </span>(Vilanova Artigas, um dos mais excepcionais arquitetos brasileiros),<span style="font-style: italic;"> de alguns professores e colegas mais adiantados, esses primeiros contados com Niemeyer foram muito importantes”.&nbsp;</span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font> <br>  
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		<title><![CDATA[A construção (3)]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25736</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
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		<img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/396b676b2ee677c78fef7de9e5fd97b0.jpg" align="left"> <font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="4"><font size="6"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">A transferência da capital para o interior do país foi defendida com muito mais ardor do que eu supunha até escarafunchar livros, relatórios e documentos de época.&nbsp; Acreditava-se que mudar a capital para a região ainda não desbravada era um&nbsp; dos caminhos para a formação da identidade nacional. E disso o poeta <span style="font-weight: bold;">Olavo Bilac</span> (foto) fala com muito calor em&nbsp; texto publicado na coluna <span style="font-style: italic;">Registro</span>, do jornal<span style="font-style: italic;"> A</span> <span style="font-style: italic;">Notícia</span>. Bilac estava na Europa, em 1905, e de lá sentiu a vibração do debate que ocorria no Brasil sobre a transferência da capital.&nbsp; O texto é um deleite, mas de época, vale avisar.&nbsp; O poeta começa falando de uma onça que apareceu no Rio e daí envereda pelo Brasil selvagem e desconhecido.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;">"Dizem os jornais que em Guaratiba apareceu há dias uma onça.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"> <br> <br>Uma onça em Guaratiba, ali adiante na encosta da serra do Bangu, em pleno território da civilizada capital da República! Não acham que é um assunto merecedor de registro e comentário?</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"> <br> <br>Este caso é uma espécie de memento, dirigido à nossa filáucia. Chegando até o seio da nossa civilização, esse imprudente felino, que pagou com a vida a sua imprudência, veio lembrar-nos o que é o Brasil ainda hoje, ao expirar do ano da graça de 1905: um território imenso e despovoado, cheio ainda de florestas virgens.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-style: italic;"> <br> <br>É essa uma coisa de que nunca nos lembramos… Embebidos na contemplação da nossa vida social, muito contentes com a nossa luz elétrica, com as nossas avenidas, com os nossos teatros, com o nosso parlamento, com as nossas academias, muito satisfeitos com o povoamento e o progresso desta faixa do litoral do Brasil, achamos que todo o Brasil é isto, e vivemos, numa doce ilusão, acreditando que a nossa pátria já é um país, uma nação.</span></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"> <br> <br>E eis que, de repente, uma onça aparece bem perto de nós, como a dizer-nos:</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"> <br> <br>"Sabem vocês quem eu sou? Eu sou a vida selvagem, eu sou a natureza bruta, eu sou a mata virgem, eu sou a era primitiva!"</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-style: italic;"> <br> <br>Não nasci e não vivo em Goiás, ou em Mato Grosso, ou no Amazonas: nasci e vivo aqui, pertinho de vocês, da sua luz elétrica, das suas avenidas, da sua civilização. Isto quer dizer, meus amigos, que a mata virgem não está somente lá dentro, no âmago dos apartados sertões: não! A mata virgem está aqui, no litoral, no seio da capital da República.</span></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"> <br> <br>Compreendem vocês? Se aqui, no Distrito Federal, há ainda selvas brutas e onças, imaginem vocês o que haverá por estes matagais do Brasil, que nunca mais acabam, e onde até o Judeu Errante seria capaz de perder as botas, e onde até Satanás seria capaz de perder os chavelhos!</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-style: italic;"> <br> <br>Meus amigos, eu bem sei que vocês não gostam de ouvir conselhos: mas ouçam sempre este conselho, que é de onça matreira e experimentada… Vocês</span> <span style="font-style: italic;">devem tratar quanto antes de explorar, de desbravar, de povoar, de fecundar este país imenso e inculto… Porque, reparem: isto é tão grande, isto é tão bom, isto é tão rico, isto é tão apetecível, que não falta quem o apeteça….</span></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"> <br> <br>Tomem tento, e não fiquem somente na Providência Divina!</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;">Oh! que onça de bom senso! Oh! que onça de juízo!</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;">Infelizmente aconteceu-lhe o que sempre acontece a quem se mete a dar conselhos aos que não gostam de recebê-los: apanhou meia dúzia de tiros, e perdeu, na aventura, a vida… e a pele que foi vendida por trinta mil réis". <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font> <br>
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		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25722</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/a87b2a9584085101d213c6a553cbba99.jpg">   <br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Um porteiro da SQN</span></font>   <br>   <br>   <br><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102); font-weight: bold;"></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><font size="6"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">Só os</span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">porteiros</span>  <br>  <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><font size="4"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">Só os porteiros das superquadras puderem ser felizes, diria Lucio Costa, diante do fracasso de seu sonho de juntar o ministro e o motorista no mesmo bloco. Desde os primeiros tempos, as superquadras foram ocupadas pela classe média e de média pra cima. Só os porteiros ficaram, se bem que morando naqueles cubículos do pilotis, mas ficaram. E seus filhos estudaram na escola classe e fizeram cursos de música na escola parque. E brincaram nos parquinhos e puderam dizer: moro no Plano Piloto.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">Todo filho de pioneiro, criado debaixo do bloco, tem um porteiro no álbum das lembranças mais remotas. Um bloco de superquadra não existe sem pilotis e sem porteiro, a maioria deles candangos vindos do Nordeste.</span> <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">O porteiro da infância do Gustavo se chamava Zé. Era analfabeto, tinha um sotaque engraçado e uma ingenuidade de quem ainda não tinha se dado conta dos males do mundo. Morava num quarto bem pequeno e passava o dia enganando a fome com bolachas cream cracker. Um dia, Zé acordou sem conseguir falar e morreu no seu cubículo sufocante. Todo o prédio desceu, comovido, para ver o Zé morto.</span> <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">O Diego também tem um porteiro na sua história. Numa das primeiras vezes que usou um terno para trabalhar, Diego ouviu uma voz no elevador: — Oi, Diego! Tô te vendo aqui pela câmera. Queria falar com você depois. Aldo contou que estava procurando outro emprego, que queria “subir na vida”, mas que para isso precisava de um terno. Diego até quis emprestar um dos seus para o Aldo, mas ele era mais gordo e mais baixo. Não deu muito certo.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">   <br>   <br>O porteiro da Marina também é safo. Aproveita as noites para percorrer as superquadras do final da Asa Norte atrás de apartamentos para alugar. Faz uma lista e repassa as informações aos interessados. Ou saí à procura de imóveis para seus clientes. Basta dizer que tipo de apartamento se está procurando, em que quadra, por que preço e esperar. Se seu José não encontrar o que o cliente procura, é porque o que ele procura não existe. O porteiro da Marina cobra pelo serviço, claro: em média, R$ 300 por apartamento encontrado.</span> <br> <br></font>      <br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><font size="4">Seu Raimundo, porteiro de um bloco na 402 Norte, persegue baratas. Luta em vão. Dedetiza-se o prédio, as bichinhas somem e dias depois, lá estão elas, enlouquecendo seu Raimundo, um homem silencioso, discretíssimo, que se faz ouvir pelos assobios que o embalam durante as limpezas dos corredores e pilotis.</font></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">   <br>   <br><font size="4">O fato de morar no cubículo do pilotis não transforma o porteiro num igual. Pois vejam o que aconteceu com o porteiro do Maggio: uma das moradoras bateu à porta do quartinho do Chagas no horário de almoço. O porteiro abriu a porta com uma toalha enrolada na cintura. A moradora quis que o síndico o demitisse ou o advertisse pelo que considerou um atentado ao pudor. A toalha do porteiro rendeu uma reunião de</font> <font size="4">condomínio e decidiu-se que não havia razão para repreendê-lo. O bloco fica no Sudoeste Econômico. </font></span>  <br>  <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><font size="4"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">Esse é um só um exemplo de como era improvável o sonho da igualdade nos blocos do Plano Piloto.</span></font>  <br></font>              <br>  
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		<title><![CDATA[As catedrais espremidas]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25656</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		 <img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/21b7056a5ffcea2ed79c32ef085eda5a.jpg" align="left"> <font size="4"><span style="color: rgb(102, 102, 102); font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Na crônica de ontem, no <span style="font-style: italic;">Globo</span>,&nbsp; Verissimo fala da Catedral de Estrasburgo e do quanto é impossível vê-la por inteiro ao rés do chão porque, como diz ele, ela é como um Pão de Açúcar num pires. Fui atrás da Catedral e fiquei impressionada não apenas com a monumentalidade gótica, mas também com o fato de ela estar plantada num pedacinho de praça. Pelo jeito, ela nasceu primeiro e as casas vieram depois e sufocaram a grandeza da Catedral. Guardadas as diferenças, do mesmo modo que o Museu da República roubou a cena da Catedral de Brasília. Um pecado de Niemeyer contra o próprio Niemeyer.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></font><img style="width: 440px; height: 296px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/5232795b4f6a177b9e80719c91e6dae6.jpg">  
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		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25640</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		 <br> <br><img style="width: 430px; height: 285px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/140eaf6a419eba9233ee2eafa7e5f1a3.jpg"> <br><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">O Bandeira</span></font> <br><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="4"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"></span> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="6"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Histórias do </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">dedão do pé</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;">Severino Francisco</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">O Brasil possui três manés geniais: Manuel Bandeira, Mané Garrincha e Manuel de Barros. Mas Manuel de Barros, o poeta pantaneiro, sintetiza os outros dois manés: o despojamento radical (Manuel Bandeira) e o espírito de invenção (Mané Garrincha). Vejam se este verso de Manuel de Barros não parece um drible de Garrincha? “Não era normal o que tinha de lagartixa na palavra paredes”. E o despojamento, a ascese e a celebração das coisas simples da vida em Manuel Bandeira também são partilhados pelo xará de Mato Grosso do Sul: “Só as coisas pequenas me celestam”. <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">É engraçado porque, à medida que envelhecem, os poetas costumam assumir um ar grave e, muitas vezes, tornam-se deliberadamente acadêmicos, usando fardão e camisola, no corpo e na alma. Às vezes, se transformam em múmias militantes. A trajetória de Manuel de Barros é diametralmente oposta. Ele tem noventa e lá vai fumaça e, quanto mais avançado na idade, mais a criança que fundou a sua poesia assume o comando e se multiplica em vôos de fantasia verdadeiramente geniais. <br> <br> <br><img style="width: 415px; height: 274px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/d4fe53e6569e5ddd0563125c772f8409.jpg"> <br><font size="2">O de Barros <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Manuel escreveu vários poemas em que estabelece uma afinidade entre as figuras do poeta e da criança. Em um deles, ele diz: “O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa era a imagem de um vidro mole que fazia uma volta atrás de casa./Passou um homem depois e disse: Essa volta que o rio faz por trás de sua casa se chama enseada./Não era mais a imagem de uma cobra de vidro que fazia uma volta atrás de casa. Era uma enseada./Acho que o nome empobreceu a imagem”.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>O artista plástico Evandro Salles realizou um vídeo de animação, intitulado Histórias do dedão do pé do fim do mundo, baseado em textos de Manuel de Barros, especialmente para a bela exposição Arte contemporânea para as crianças, em cartaz no CCBB. A história de um menino que tem o hábito de carregar água na peneira e fazer outras operações absurdas é um pretexto para uma iniciação à poesia, que é a arte de fazer a língua pegar delírio, a arte de inventar novos sentidos para as coisas.  <br> <br> <br>Como diz Manuel de Barros em um poema: “As coisas não querem ser vistas por pessoas normais/Elas querem ser vistas de azul/Que nem um girassol que você olha de ave”.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">O vídeo realiza uma tradução criativa de poesia verbal em poesia animada. As palavras e as letras viram personagens, mas sempre para celebrar a poesia, o silêncio, a singularidade do menino poeta. De noite, o silêncio estica os lírios. Um ponto final interrompe o vôo das garças. A criança entra em estado de árvore e faz amizade com as borboletas. A poesia de Manuel é de comunhão e promiscuidade com a natureza. Ele é o nosso Rimbaud sertanejo, a misturar os sons, os perfumes e as cores do pantanal.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>Atualmente, as crianças estão expostas a um inacreditável lixo cultural. O vídeo sobre Manuel de Barros vai na contramão dessa avalanche. É impressionante como irradia, em cada detalhe, esmero, delicadeza, cuidado e respeito pela inteligência das crianças. A voz da narradora Bidô Galvão empurra a história para o território do sonho. O vídeo captou muito bem o espírito de menino experimental da poesia de Manuel de Barros. Ele parece aquele gato zombeteiro de Alice no país das maravilhas, que desaparece, mas sempre deixa o sorriso sozinho parado no ar: “Hoje, eu desenho o cheiro das árvores”. <br> <br> <br><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/eff1cce89e377531aacbdd274a2fe027.jpg"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><font size="2">O das pernas tortas</font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font> <br>
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		<title><![CDATA[A Construção (2)]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25597</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
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		<P><IMG height=389 src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/3f70172689c3712b7f8eb926d487bde6.jpg" width=259></P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=2><EM>Tiradentes Esquartejado</EM>, obra de Pedro Américo pouco conhecida</FONT></P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>Pesquisando a história da idéia da transferência da capital para o interior do país, longa história, cruzei com Pedro Américo, o pintor que também era escritor, poeta, pesquisador, professor e deputado constituinte de 1890.&nbsp;Paraibano de Areia, PA começou a labutar muito cedo. Aos 11 já acompanhou o naturalista inglês Louis&nbsp;Jacques Brunet em viagens pelo Nordeste. PA&nbsp;desenhava a flora e a fauna para o viajante estrangeiro. </FONT></P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>Mas o que interessa aqui é o tal achado.&nbsp;Vejam trecho de um discurso de PA defendendo a mudança da capital para o interior e atacando a corrupção no Rio de Janeiro, "terrível cidade tão saturada de elemntos nocivos à vida moral". Pra fechar a boca dos que dizem que a corrupção nasceu em Brasília. Parece absurdo mas&nbsp;é a lengalenga de muita&nbsp;gente por aí. Vamos ao PA:&nbsp;</FONT></P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>&nbsp;&nbsp;&nbsp;</FONT></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>“A respeito da mudança da Capital da União também creio que se poderia tratar do assunto de modo menos vago do que até aqui se tem feito, pelo menos quanto ao prazo concebido para essa mudança. É absolutamente necessário suprimir-se, quanto antes, a maléfica influência desta terrível cidade tão saturada de elementos nocivos à vida moral da Nação, que acostumou-se à contínua absorção, à endosmose intelectual do que de si expande a antiga Capital do Império. Esses elementos influem, igualmente, sobre o Governo da União, pela pressão constante dos interesses<SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp; </SPAN>puramente individuais, e sobre todo o país, pela expansão incessante da corrupção em todos os sentidos.</FONT></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>Que o fenômeno da imoralidade pública do Rio de Janeiro não é somente devido ao acaso, e que, pelo contrário, parece ser o efeito de um plano preconcebido para enfraquecer a austeridade nacional dos costumes, disse-o eu em um opúsculo estampado em 1882, cujo trecho relativo não ousarei ler para não abusar da vossa benevolência”. </FONT></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><FONT size=4><FONT color=#666666>(em <STRONG>Anais da Câmara dos Deputados</STRONG>, 1891, volume III, página 226, sessão de 27 de janeiro de 1891)<SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp;&nbsp;&nbsp; </SPAN></FONT></FONT></FONT></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>&nbsp;</FONT></o:p></P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P>
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		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25581</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
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		<P><IMG src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/a3680aef94cfeff18d53caa86bbd36bf.jpg"></P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=4><FONT color=#666666><FONT size=2>Eu e a vila,&nbsp;Marc Chagall</FONT>&nbsp;&nbsp;</FONT></FONT></P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#999999 size=4><STRONG></STRONG></FONT>&nbsp;</P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#999999 size=4><FONT size=6>Vida alheia</FONT></FONT></P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#999999 size=4> <P> <BR>Por que a vida alheia nos interessa tanto? A alguns mais do que a outros. Ou dizendo de um modo mais preciso: muitos de nós se interessa demasiadamente pela vida alheia. Isso sempre me incomodou, não que não me interesse pelos movimentos da vida das pessoas com as quais convivo, mas o gosto extremado em saber o que acontece com a vida dos outros sempre me pareceu uma disritmia nefasta. <BR></P> <P>&nbsp;</P> <P>Há algum tempo, uma sábia amiga me alertou: o ser humano olha para o outro porque precisa medir-se a si mesmo, seja como um ato de coragem, seja como um ato de covardia. Seja para dizer: aquele humano se sai melhor do que eu nisso ou naquilo, quem sabe posso aprender com ele. Ou seja pra se alimentar do fracasso alheio: eu não consegui, mas ele também não. <BR></P> <P>&nbsp;</P> <P>Outro tipo de interesse pelo que acontece com os outros que sempre me intrigou é o movimento que se segue a um acidente de trânsito ou qualquer outra tragédia em via pública. Aí, a mesma sábia amiga (um privilégio, diga-se) me abriu novamente os olhos: diante de um fato brutal, desses que fraturam o ritmo normal da vida, as pessoas ficam extremamente assustadas, porque são informadas, naquele instante, que é por demais perigoso viver e que todos, todos, estamos sujeitos a esses acontecimentos. <BR></P> <P>&nbsp;</P> <P>Acompanhá-los de perto é um modo de aceitar que as tormentas existem e ao mesmo tempo um consolo diante do tremor que elas deixam na alma. "Não foi comigo, que bom". Ao fim e ao cabo, todos desconfiamos que viver é sempre estar à beira do abismo. <BR></P> <P>&nbsp;</P> <P>A abelhudice das pessoas sobre a vida das outras pessoas é um modo de lidar com a própria vida. O outro é a medida do que existe, do que pode acontecer, do que se pode fazer, do que dá certo, do que dá errado – o outro é o meu espelho. <BR></P> <P>&nbsp;</P> <P>Aí veio um outro amigo sábio (mais um privilégio que a vida me concede) e me diz que ninguém existe sem o outro. Precisamos do olhar do outro para conferir a própria existência. <BR></P> <P>&nbsp;</P> <P>Na crônica de ontem, contei a historia do Ivanildo do Skate, o alagoano que pede esmolas perto do Campo da Esperança. O filho mais velho de Ivanildo, Moisés, não engatinhou como em geral fazem os bêbes antes de andar. Moisés começou a se arrastar no chão igualzinho ao pai. Até que Ivanildo percebeu o que estava acontecendo. Pegou o bebê, pôs de pé e disse a ele: "Filho, você tem duas pernas, pode andar".  <BR></P> <P>&nbsp;</P> <P>Foi o olhar do outro, o pai, que mostrou pra Moisés que ele tinha duas pernas e elas eram perfeitas.  <BR></P> <P>&nbsp;</P> <P>Então, disso tudo, aprendi que o interesse do outro pela sua vida, ou o seu interesse pela vida do outro, pode ser nefasto ou pode ser generoso, pode te ajudar ou te atrapalhar.&nbsp;  <BR></P> <P>&nbsp;</P> <P>E me vem outro ensinamento de um terceiro amigo sábio: se você conseguir suportar um olhar inimigo, ele pode ter muito a te ensinar. O olhar inimigo pode te dizer coisas que um amigo não tem coragem, mas que você precisa ouvir. <BR>Tudo depende do que você faz com o que a vida te oferece.  <BR>&nbsp;</FONT></P>
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		<title><![CDATA[A Construção (1)]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25563</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<P><IMG style="WIDTH: 461px; HEIGHT: 318px" height=342 src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/33dc600d6779f79126e3d1fbb2b6c751.jpg" width=480></P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=6><STRONG></STRONG></FONT>&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>&nbsp;</FONT></o:p></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>O mais antigo objeto que me acompanha na vida é um álbum de fotografias ou o que dele restou. Têm 51 anos, as folhas&nbsp;amareladas e&nbsp;soltas de papelão, intercaladas por folhas de papel manteiga. São fotos da primeira missa em Brasília (3 de maio de 1957), do aeroporto, do galpão na Novacap na Candangolândia, das primeiras construções de madeira da Cidade Livre. </FONT></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face=Verdana color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face=Verdana color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>Desde antes de aprender a ler, passava horas admirando essas fotos. Não sabia onde era nem o que era, mas tinha certeza que era um lugar novo e bem bonito, aberto, com muita luz. Um mundo muito diferente daquele em que eu via. </FONT></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>Sempre falo desse álbum e dessas primeiras impressões quando alguém me pergunta a razão de eu gostar tanto de Brasília – já que não sou brasiliense nem filha de pioneiro. Estou aqui há apenas 23 anos, mas estou aqui desde que comecei a ter noção do mundo, pelas fotografias do álbum-meu-parceiro.</FONT></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>Foi desse álbum que falei quando conto a razão do blog. E volto ao mesmo álbum para contar aos que eventualmente aqui me acompanham que estou mergulhada na história da construção de Brasília para com ela compor um livro. </FONT></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>Daqui pra frente, esse será o assunto preponderante desse blog. Quero dividir com quem quiser me acompanhar um pouco dessa travessia. Nunca escrevi livro. Escrevo crônicas e matérias – textos enxutos, nos quais o começo fica perto do meio que fica perto do fim.</FONT></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>Livro afasta o começo do fim e é esse longo percurso encadeado que me atemoriza. Mas entrei na dança e quero compartilhar com os leitores e eventuais comentaristas do blog as alegrias, as dúvidas e os tropeços dessa travessia. Só vou esconder as descobertas, porque senão ninguém vai querer ler o livro.</FONT></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><FONT size=4><FONT color=#666666></FONT></FONT></FONT>&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><FONT size=4><FONT color=#666666></FONT></FONT></FONT>&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><FONT size=4><FONT color=#666666>Pronto. Dei a largada. Que os ventos da sorte e do destino estejam a meu favor.<SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp; </SPAN></FONT></FONT></FONT></P> <P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P></P>
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		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25543</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
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		<DIV><FONT face="Utopia,Times New Roman" size=2> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4><STRONG></STRONG></FONT>&nbsp;</P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=5><IMG height=297 src="http://mail.google.com/mail/?ui=2&amp;ik=32c0f65e39&amp;view=att&amp;th=11d9caeb57adccbf&amp;attid=0.1&amp;disp=emb&amp;zw" width=442></FONT></P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=6></FONT>&nbsp;</P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=6>A limonada do Ivanildo</FONT></P> <P><FONT face=Verdana color=#666666 size=5></FONT>&nbsp;</P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>Tem gente que arranca da dificuldade a força (e a graça) para viver. É o caso de Ivanildo do Skate, aquele homem falante e de colete luminoso que fica pedindo uns trocados e batendo papo com os motoristas no semáforo da esquina do Campo da Esperança com o Setor Policial Sul. Ivanildo tem atrofia nas duas pernas e se movimenta numa prancha de madeira sobre quatro rodinhas. O cara é um craque no skate e na vida. </FONT></P> <P><FONT face=Verdana color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>Faz um ano e três meses que Ivanildo deixou de ser um homem solteiro. "Ainda não me casei no civil porque estou esperando meu registro vir lá de Murici-Alagoas", ele diz, desse jeito, juntando cidade e estado numa palavra só. Ivanildo, 36 anos "indo pros 37", se casou com Ivanice, 19 "indo pros 20". Estão morando juntos numa casa nova, no mesmo Jardim Céu Azul onde o noivo vive há tempos.</FONT></P> <P><FONT face=Verdana color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>Ivanildo e Ivanice se conheceram no ônibus. "Começamos a conversar, ela não teve preconceito com minha deficiência e não tem vergonha de mim". Pronto. Era a deixa que ele precisava para saber que havia encontrado uma mulher para lhe fazer companhia. "Ela quer me tirar dessa vida". Ivanice não quer que o marido continue a vir para o Plano Piloto pedir esmola. E ele conta tudo isso com voz de orgulho.</FONT></P> <P><FONT face=Verdana color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>Das primeiras conversas no ônibus ao morar junto foram poucos dias. Logo Ivanice ficou grávida e faz quatro meses, "indo pros cinco", que Eulália Cristina nasceu. Agora, Ivanildo tem uma mulher e dois filhos. Moisés, 9 anos, mora com o pai desde os 9 dias de vida. A mãe abandonou a criança porque havia arrumado outro homem.</FONT></P> <P><FONT face=Verdana color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>Ivanildo então fez o que muito pai com duas pernas não faz: tomou pra si a responsabilidade de cuidar da criança. Havia no pai duplo orgulho: o de ser capaz de se multiplicar e o de ter tido um filho são. Quando começou a engatinhar, o bebê Moisés se arrastava igualzinho ao pai. Ivanildo entendeu. "Peguei ele, pus de pé e disse: ‘Filho, você tem as duas pernas, pode andar".</FONT></P> <P><FONT face=Verdana color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>Agora que está casado, Ivanildo se prepara para um outro projeto. Quer montar uma oficina de conserto de bicicleta e largar a vida de pedinte. "Minha casa agora vai de rua a rua [em terreno vazado]. Na frente, eu moro e no fundo sobrou dez por dez pra eu fazer a oficina", conta o skatista, um cara que se virou sozinho na vida. </FONT></P> <P><FONT face=Verdana color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>Desde que saiu da roça, aos 14 anos, para viver de moedas nas cidades, Ivanildo já conseguiu o que muito trabalhador não consegue. Tem casa própria, mobiliada com o essencial, paga um rapaz para o acompanhar nas idas e vindas ao Plano Piloto e agora sustenta uma família. Na cidade de maior renda per capita do país, Ivanildo do Skate costuma receber doações fartas como pagamento de promessa. Como a mulher que prometeu a ele que se ganhar uma ação trabalhista na Justiça, vai lhe tirar da rua. Mas Ivanildo não fica esperando. Segue fazendo de um limão muito azedo uma farta limonada. </FONT></P> <P><A name=11d9c9e8b4ed8c91_Save1><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT></A></P></FONT></DIV> <P style="MARGIN-TOP: 0px; FONT-SIZE: 12px; FONT-FAMILY: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif" align=left><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P> <DIV><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</DIV>
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		<title><![CDATA[História feita de acasos]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25481</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
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		<img style="width: 395px; height: 218px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/9c6e3c9805162a8cb3b7f58b2c279e05.jpg"> <br> <br> <br><img style="width: 390px; height: 250px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/33b1142456250814364dfdf1d85129d7.jpg"> <br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Cartão de visitas e assinatura de Toniquinho JK  <br>que Weimer Soares enviou ao blog do Versiani&nbsp; </span></font> <br> <br><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="4"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Corre pela rede a história de que a jovem branca Stanley Ann Dunham se apaixonou pelo jovem negro Barack Hussein Obama depois de ter se assistido e se encantado com o Orfeu Negro, filme brasileiro feito depois do megassucesso da peça<span style="font-style: italic;"> </span><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Orfeu da Conceição</span>, de Vinicius e Tom, com cenário de Niemeyer. Deve haver certo exagero nessa versão, mas ela não nasceu do nada. Obama conta na autobiografia que a mãe o convidou, na década de 1980, para assistir o Orfeu Negro e que ele ficou entediado e quis ir embora, mas viu que a mãe estava muito envolvida com o que revia na tela. <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Essa história está no superblog do Claudinho Versiani, querido amigo fotógrafo que hoje mora em Barcelona.&nbsp;</span><a style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" href="http://www.picturapixel.com/blog/?p=13584"></a><a style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" href="http://www.picturapixel.com/blog/?p=13584">Clique aqui. </a><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Um dos comentaristas do blog lembra de ter lido na coluna Boa Gente, do Joaquim Ferreira dos Santos, a história de Zé Dinéia, o motorista do pau-de-arara que trouxe Lula do nordeste a SP. Diz que ele parou o caminhão na estrada e deu dez&nbsp; minutos para que todos fizessem o que estavam com vontade de fazer. Ele já estava indo embora quando uma mulher começou a gritar que seus filhos tinham ficado para trás. Eram Lula e Vavá. Ou seja: se o motorista não tivesse esperado, talvez Lula não fosse presidente. <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Dessas duas histórias, Versiani chegou à terceira, a que mais de perto interessa aos brasilienses: se Toniquinho não tivesse ido àquele&nbsp; comício em 4 de abril de 1956 e levantado a mão e perguntado ao candidato Juscelino Kubitschek se ele iria cumprir a Constituição, caso eleito, e transferir a capital do país para o Planalto Central,&nbsp; se Toniquinho não tivesse ali, talvez Brasília não tivesse sido construída.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font> <br>&nbsp;  <br> <br>  
		]]>
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		<title><![CDATA[ crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25480</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		 <br><img style="width: 423px; height: 281px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/e6b9d1eac6171e83f98868bb22b81af3.jpg"> <br> <br> <br><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="4"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"></span><font size="5"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">O ímã da 506 Sul <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Quando alguém pergunta pra Maria da Conceição Moreira Salles se ela é parente do Pedro Moreira Salles, o banqueiro, ela diz que ele é dono de banco de dinheiro e ela, de um banco de praça. Não é só uma brincadeira ingênua. Faz 25 anos que Conceição gerencia uma praça de livros e leitores, de música e músicos, de poetas e poesia. Ela é a coordenadora da Biblioteca Demonstrativa de Brasília, um braço da Biblioteca Nacional que se estendeu em Brasília há 38 anos, mas durante muito tempo vinculada a outros órgaõs. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>Vinte e cinco anos é tempo demais para um funcionário público — há muitos deles que depois do primeiro ano de serviço já grudaram na bóia do menor esforço. Só por não se encostar na estabilidade, Conceição merecia aquela foto de funcionário do mês todos os trezentos meses de trabalho na repartição. Porque a Biblioteca Demonstrativa não é somente o emprego da Xará, é a vida dela. Depois do horário regulamentar, Conceição vai a lançamentos de livros, espetáculos em geral, Clube do Choro, Clube do Samba, palestras, saraus, uma noite sim e outra também.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>Apesar de mineira de Belo Horizonte, a Xará não se esconde atrás das montanhas. Tem a personalidade do chapadão que a abriga: é aberta para o mundo. Como diz Dad, sua amiga, Conceição é uma pessoa inclusiva. De seu ímã geográfico da 506 Sul, ela atrai leitores, escritores, professores, poetas, músicos, promotores de cultura em geral. Tem o dom da multiplicação das horas do dia e dos minguados recursos destinados à biblioteca — uma categoria institucional a quem cabe, historicamente, a menor fatia do bolo.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>Talvez pela falta de caixa, a Biblioteca Demonstrativa conserva um adorável jeito de biblioteca do interior, de bairro, de comunidade. Cartazes feitos à mão, funcionários antigos e prestativos, móveis bastante usados facilitam a aproximação de quem, por exemplo, não tem o hábito de freqüentar bibliotecas. (Pelos poucos recursos da biblioteca, vê-se, portanto, que Maria da Conceição Moreira Salles não é mesmo parente do banqueiro).</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>A biblioteca é como a Xará: de fácil aproximação. Conceição conhece Deus e o mundo nesta Brasília. Inquieta, elétrica, vive passando à frente das palavras, do tanto que ela quer contar, conversar, expor, defender, protestar… e fazer. Como o bairro onde mora, Águas Claras, não tem biblioteca, ela criou um clube do livro na comunidade. E além da Bibliomúsica, Poesioteca, Quinta Sonora, eventos que promove periodicamente na biblioteca, a Xará ainda participa de um time de vôlei master. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>Conceição joga também em outro time: o da inclusão social. A biblioteca oferece aulas particulares a alunos em dificuldades. Como o adolescente que anteontem pela manhã aprendia regência verbal com uma professora numa das salas de leitura. No ambiente de livros e leitura, professora e aluno falavam bem baixinho, sussurravam por assim dizer. O serviço é voluntário.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>A Câmara Legislativa votou e aprovou (e, desta vez, acertou): Conceição é a nova cidadã honorária da cidade. Mas só quer receber o título no Dia do Bibliotecário, 12 de março. A Xará é de dar orgulho. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font> <br>  
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		<title><![CDATA[Sonhos entre amigos]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25433</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<img style="width: 444px; height: 295px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/a256afc1beb74f1934a96f7a0c0d9780.jpg"> <br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> Foto de Adauto Cruz, o Meu Lindo, feita em Brasília há muitos anos <br> <br> <br><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font> <br>&nbsp; </span></font> <br> <br> <br>  
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		<title><![CDATA[O céu daqui e o céu de lá  ]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25402</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
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		<img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/375d4084cfbbd1b9ea3492a8bb62c0b0.jpg"><br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">O céu de Brasíila e o de Paris, recortado pelos prédios, em foto de Guy Blanc </span></font><br><br><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);"></span></font><br><br><br><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">O fotógrafo francês/brasiliense Guy Blanc teve uma grande sacada: cruzou o&nbsp; seu modo de olhar Paris com o seu modo de olhar Brasília e o resultado é uma interessante exposição no Espaço do Servidor da Câmara dos Deputados. Infelizmente, a exposição termina hoje e só ontem eu a vi.&nbsp; As fotos de paisagens, céus, arquitetura, esculturas, ambientes e gente — sempre dispostas em dupla, uma de Brasília e outra de Paris, reforçam a impressão do que já se sabe: cidades são de mesma natureza, não importa se ela seja antiga ou moderna, num país desenvolvido ou num emergente, na Europa ou nos trópicos. Cidades são feitas pelo homem para o homem. E ela se humaniza na medida na humanidade de quem nela vive.</span></font><br>


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		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25401</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
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		<img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/bf4a67ddfcc0b0499c2f8d0ec0b25c8f.jpg"><br><br><br style="font-weight: bold;"><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="4"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"></span><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="5"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Pra que terno?<br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">De terno ou não? Fui conferir o vestuário dos senhores congressistas depois que o senador Gerson Camata começou um movimento para acabar com a obrigatoriedade da calça, camisa, gravata e paletó. Mas antes da visita, fui saber como surgiu o terno. Não sei se o caro leitor sabe (eu não sabia, mas desconfiava) que o sujeito que inventou o conjunto solene queria separar bem claramente os importantes dos desimportantes.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>O terno nasceu em Versailles, idéia dos alfaiates de Luís XIV. Obsessivo no domínio de seu império, o Rei Sol sabia de tudo, desde os assuntos mais estratégicos até os detalhes do cerimonial da corte. Deve ter imaginado, então, uma roupa especial para o posto de rei, o senhor absoluto de tudo e de todos. Estava criado o jogo de três peças, casaca, colete e culotes, daí o nome, terno.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Nos primeiros ternos, os casacos iam até o joelho e tinham um corte meio feminino aos olhos de hoje. Havia fartura de tecido, de abas, cintos, laçarotes, para que ficasse bem claro quem era que mandava no pedaço.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Com o tempo, o terno do Rei Sol foi sendo simplificado até que a Revolução Francesa acabou com a monarquia e enxugou o terno. Com a Revolução Industrial, o terno passou a imitar os uniformes de equitação da Inglaterra e ficou ainda mais confortável, mas continuou com o propósito inicial: distanciar a nobreza da plebe.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Quando o deputado Chico Alencar, do PSol do Rio, disse à repórter Lilian Tahan (Correio, edição de anteontem) que a exigência do terno é uma “macaquice de Brasília”, estava desmemoriado. A primeira leva de congressistas que veio para cá trouxe os mesmos ternos que usava no Palácio Tiradentes, no calorento Rio de Janeiro. José Bonifácio de Andrada e Silva já usava terno, e disso Alencar deve saber.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Voltando ao ponto de partida: ontem fui me atualizar na moda masculina no Congresso Nacional. E o que vi foi um desfile de caixa de lápis de cor — ternos que iam do mostarda ao azul, passando por variações de bege e de verde, risca de giz, preto. E gravatas de todos os comprimentos, larguras, tecidos, estampas e cores — vi uma dourada com bolinhas azuis.&nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Se Luís XIV pudesse passear pelo Congresso, teria um ataque apoplético. A Casa é uma feira democrática e brasileira. O terno perdeu toda e qualquer pompa, tamanha a variedade de cortes e de qualidade. Os visitantes completam a Babilônia brasiliense: há de tudo. Calça jeans, chinelo de dedo, camisetas desgrenhadas, vestido de costa nua com três metros de colar de pérola, sapatos dourados com meia soquete arrastão, terno preto com sapato mostarda e camisa laranja e sem gravata, bermuda com tênis.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>A proposta de Camata inquietou deputados e senadores. Garibaldi Alves, presidente do Senado, se disse preocupado com o “simbolismo de hierarquias e valores que passam pela roupa”. Pode até ser, mas no Congresso essa distinção inexiste. No 28, a Bastilha do terno caiu faz tempo. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br>


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		<title><![CDATA[O grande mergulho no azul]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25376</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
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		<img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/7000d4def2939bd915a6f381549c6b1c.jpg"><br><br><br><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="6"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="4"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br>Os ângulos retos de <span style="font-weight: bold;">A Bigger Splash</span>, (algo como um grande mergulho), uma das obras-primas da pintura universal, lembram o quê? A mim, claramente Brasília. As linhas angulares das casas modernistas, as paredes de vidro, o céu de imenso azul, a piscina não menos anil e as feridas na água — as feridas de uma cidade que sonhou com a perfeição. <span style="font-weight: bold;">David Hochney</span>, o autor, quebrou a ordem com o mergulho na água, deu movimento à cena morta. Mas há uma diferença entre o céu de Brasília e o de Hockney: o dele é chapado, sem vida. O nosso é profundo, claro, faiscante. <span style="font-weight: bold;">A</span> <span style="font-weight: bold;">Bigger Splash</span> está exposta na Tate Gallery, em Londres. <br>&nbsp;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Hockney é um inglês nascido em 1937, da última geração de artistas pop. Com o tempo, foi criando uma estética diferente. Começou essa busca pintando casas com piscina, como <span style="font-weight: bold;">A Bigger Splash</span>, e depois, já na década de 80, inventou fotomontagens de cenários urbanos — usa fax e xérox, por exemplo. Além de pintar, Hockney escreve. Publicou <span style="font-weight: bold;">Conhecimento Secreto</span>, publicado no Brasil pela Cosac &amp; Naif, intensa pesquisa na qual levanta a hipótese de os renascentistas usarem desde então as leis da ótica para dar profundidade a suas obras.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br>


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		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25361</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<br>xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx<br><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/7299965832663b0fcd13cb26e4dc0784.jpg" align="rigth"><br><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="4"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="6"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br>Meu Lindo</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Faz 35 anos que Meu Lindo se chama Meu Lindo. Mas pode ser chamado também de Lindinho e Lindo. Nada menos que isso. Antes, o nome dele era Doutor. Meu Lindo sofre do mesmo mal que eu: tem memória de lesma para nomes, se é que lesma tem memória. Para não passar por arrogante, coisa que nem de longe é, ele chama todo mundo de Meu Lindo, Minha Linda. Daí, o apelido. No tempo em que era garçom do Brasília Palace Hotel, lá se vão 40 anos, Adauto Cruz chamava autoridades e hóspedes em geral de Doutor. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>“Já fui Doutor e agora sou Meu Lindo, mas não sou tão bonito assim…”, diz ele, bem falsinho, na véspera de comemorar 35 anos de fotojornalismo aos 70 de vida. Tivesse publicado uma única foto em cada uma das edições do <span style="font-weight: bold;">Correio</span> nesse período, Meu Lindo teria mais de 12 mil fotos publicadas. Mas quem é fotógrafo de jornal nunca faz menos de três pautas por dia e cada pauta rende dúzias de fotos. Portanto, Meu Lindo já deve ter feito mais de 300 mil fotos, das quais deve ter publicado não menos de 20 mil, em conta rasa. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>O grande barato de um fotógrafo de jornal é ter sua foto na primeira página. Pois então, morram de inveja, retratistas: Meu Lindo emplacou foto na primeira durante 29 dias subseqüentes, no tempo em que Renato Riella era o editor do jornal, na década de 80. “Foi sorte, Linda. Fui empolgando, empolgando e queria conseguir os 30, mas no trinta não tive mais sorte”.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Meu Lindo saiu de Ivolândia, Goiás, em 1957, no rastro da utopia. Quando chegou aqui, só conseguiu trabalho numa cascalheira. Tinha que tirar o mato do terreno, arrancar as pedras, lavá-las e carregá-las para o caminhão. As mãos do Meu Lindo tinham nascido para a fotografia e estavam sendo corroídas pelas pedras que iriam erguer a nova cidade. Lindinho largou a pedreira e foi trabalhar de frentista, mas também não achou gosto naquilo e foi pra Goiânia. Lá, arranjou emprego de eletricista, mas caiu de um poste de energia elétrica e desistiu das alturas.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>O jeito foi voltar pra Brasília. Chegou com o contato de um amigo que trabalhava no Brasília Palace Hotel. Foi ser copeiro, depois caixa,, em seguida ajudante de garçom e mais tarde garçom. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Meu Lindo ainda era Doutor quando se encantou com as fotos publicadas na primeira página do Correio — “A cidade era tão bonita. O jornal publicava aquelas fotos de seis colunas [que ocupam toda a largura da mancha gráfica] e eu achava aquilo tudo um sonho e queria conhecer pelo menos um fotógrafos daqueles. Pensava que não tinha nunca capacidade para trabalhar em jornal”. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Até que o destino lhe desenhou uma surpresa. Ele conheceu um ex-fotógrafo do Correio que o apresentou ao chefe da fotografia que lhe ofereceu emprego de laboratorista. Um ano depois, já estava na rua cumprindo pauta. Adauto ganhou um novo emprego, um novo ofício, uma nova vida e um novo nome.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Vou parar por aqui, porque hoje tem festa pro Meu Lindo e com música sertaneja, que ele adora. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br>


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		<title><![CDATA[Niemeyer espanhol]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25321</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<br><img style="width: 472px; height: 228px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/084bdccf1aa45264fffcde5d1de441a1.jpg"><br><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Como será o complexo Niemeyer em Avilés, Espanha</span></font><br><br><br><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="4"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Faltando pouco mais de um mês para completar 101 anos, Oscar Niemeyer acompanha a execução de um de seus mais importantes projetos de sua fase centenária, o Centro Cultural de Avilés, um complexo de quatro volumes, dentre os quais um museu e uma praça. Será a sua primeira obra na Espanha e vai custar 30 milhões de euros. É um Niemeyer autêntico: cúpula, passarela e concreto armado branco. Segundo matéria publicada hoje em <span style="font-style: italic;">O Globo</span>, da correspondente em Madri, Priscila Guilayn, a idéia do complexo faz parte de um projeto de recuperação do centro histórico e do rio Avilés na cidade de 83 mil habitantes que se viu sufocada por altíssimos índices de poluição, provocados por indústrias de ferro, aço, alumínio, vidro e zinco. O complexo Niemeyer está sendo construído à margem do rio e deve ser inaugurado em 2010. “O importante na arquitetura é a surpresa… fazer uma coisa diferente… e isso foi o que eu quis fazer aqui”, disse o arquiteto à repórter. </span></font><br>&nbsp; <br><br>


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		<title><![CDATA[Pra poetizar a vida]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25302</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<img style="width: 349px; height: 233px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/524bd9bbcb2106493787a158e6aed369.jpg"><img style="width: 428px; height: 285px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/2104caae672a57e9fd664622dc575bc7.jpg"><br><br><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="4"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><font size="5"><span style="color: rgb(102, 102, 102);"></span></font><br>Estes dois mosaicos estão na fachada lateral da Biblioteca Demonstrativa de Brasília, na 506/507 Sul. Alegram os olhos, deixam a&nbsp; cidade multicolorida e poetizam a vida.&nbsp; São obra de um grupo de artistas coordenados pelo inquieto Gougon, o mesmo que levou poesia aos pontos de ônibus da Asa Sul em painéis depois derrubados pela Administração de Brasília&nbsp; (em abril passado). Os mosaicos estão de volta na cidade que soube muito bem casar arte com arquitetura.</span></font> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <br>


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		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25283</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<img style="width: 439px; height: 313px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/17d8a059177c29943866e9f8d9378306.jpg"><br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Foto de Geraldo Silva</span></font> <font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">do céu de Brasília em tempo de nuvens</span></font><br><br><br style="font-weight: bold;"><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="4"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="6"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Ela espera por nós<br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Brasília é uma cidade à espera de si mesma. É uma invenção que ainda não ganhou autonomia. Nasceu uma e vem se transformando e se multiplicando nela mesma, mas noutra. É uma cidade que se ressignifica todos os dias, que precisa conferir a própria existência, estrangeira na própria pele.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Há muitos sites e blogs sobre Brasília, livros, livrões, livrinhos e livretos às pencas, estudos acadêmicos aos montes, filmes, documentários, obras de arte, peças de teatro, poemas, muitos. Gente que tenta dicionarizar Brasília, encontrar o seu sentido, duplicar sinônimos, inventar metáforas. Canta-se o Rio; tenta-se decifrar Brasília.&nbsp; <br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Brasília é uma roupa que a gente não sabe por onde começar a vestir. Uma peça nova, geometricamente diferente das demais.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Brasília é sempre assunto de brasilienses em particular e de brasileiros em geral. Estranha espécie que pousou sobre o Planalto Central e que nos convoca a descobrir quem ela é. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Uma cidade que pede um sentido, que invoca uma razão. <br><br><br>Mas ao mesmo tempo, uma cidade que expressa um momento inesquecível e privilegiado da história do país, que eternizou o pensamento de uma época, que deu concretude a uma idéia de arquitetura e urbanismo que o mundo moderno desenvolvia. Brasília é a grande maquete do modernismo.&nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Os candangos da construção têm uma Brasília no peito — a perfeita, a utópica, a que ferveu sangue e inflou os corações. A que brotava da terra incessantemente, como se o mundo estivesse sendo reinventado.&nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Os que vieram pouco depois guardam a saudade de uma Brasília bucólica. Uma cidade construída para meia dúzia. Como se eles tivessem sido os primeiros habitantes da Terra. Brasília era solidária como uma pequena cidade do interior. Era tranqüila como uma vila de pescadores. Era divertida como uma quermesse.&nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Os brasilienses de agora vivem numa outra Brasília, que não é a mesma da dos anos 70 nem dos 80 nem dos 90. Nenhuma outra cidade no país mudou tanto e tão rapidamente. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Sylvia Ficher, professora de Arquitetura da UnB, foi quem me alertou: o projeto secular de interiorização do Brasil deu certo. Brasília é a terceira metrópole do país em influência regional. Pena que esteja sendo engolida pela especulação imobiliária, com poucas chances de defesa, porque a cidade ainda não conseguiu forjar uma população que a defenda. Brasília espera pelos brasilienses.&nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br>


		]]>
		</description>
		</item>
		<item>

		<title><![CDATA[Inacreditável Brasília]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25263</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<P>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <IMG src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/099eac6ed8d495cef2e485ee26e88e7a.jpg"></P>
<P>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Operários na construção, 1959, <FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">foto sem identificação de autor</FONT></FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=5></FONT>&nbsp;</P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>Trechos de reportagem de capa publicada na revista <EM>Home</EM> do <EM>Los Angeles Times</EM>, de 22 de novembro de 1959, mostra&nbsp;como&nbsp;a construção de Brasília espantou o mundo, por várias razões. Pela localização da cidade, pelo movimento de operários, pelo arrojo da arquitetura e do urbanismo, pela coragem brasileira de criar com ousadia e criatividade.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>&nbsp;</FONT></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>&nbsp;</FONT></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>&nbsp;</FONT></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4><EM>“Um milagre no Brasil: uma cidade planejada para 500.000 habitantes produz um arranha-céu de 60 em 60 dias. O mais fabuloso plano de construção dos tempos modernos é a nova capital do Brasil, Brasília. De dois em dois meses, Brasília cresce à razão de um grande edifício.</EM></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><EM><FONT face=Verdana color=#666666 size=4></FONT></EM>&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4><EM>(...)</EM></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4><EM></EM></FONT>&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4><EM>Brasília é a realização do impossível. Brasília é um ato de fé. Quarenta mil pessoas estão conjugadas para realizar uma tarefa impossível. E, todas as semanas, essas quarenta mil pessoas mais e mais se aproximam de sua meta de chegada.</EM></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4><EM></EM></FONT>&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4><EM>(...)</EM></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4><EM></EM></FONT>&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4><EM>Da poeira vermelha nasce um novo tipo de cidade. Não a rígida cidade baseada nas necessidades da proteção militar dos habitantes; não as cidades simétricas da Renascença, que não corresponderiam a nenhuma das necessidades atuais. Até mesmo uma cidade planejada como Washington, que L´Enfant baseou em Versalhes, não pode considerar-se adequada à idade do motor.</EM></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4><EM></EM></FONT>&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4><EM>Brasília é uma cidade em que um eficiente sistema rodoviário coexiste com parques e jardins encaixados na paisagem. É mais que uma cidade desenhada para proteger os nervos do homem e para restituir a terra ao pedestre. Brasília tem a dignidade e nobreza de objetivos”. </EM></FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4><EM></EM></FONT>&nbsp;</P>
<P>&nbsp;</P>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>

		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25237</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4><STRONG></STRONG></FONT>&nbsp;</P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4><FONT size=5>Feijão por iPod</FONT></FONT></P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>
<P><BR><EM>Severino Francisco</EM><BR></P>
<P>Nos últimos dias os jornais têm estampado notícias tão estarrecedoras envolvendo as crianças que nos dão a vontade de citar o poema de Maiakóvski: "Ah, fechem, fechem os olhos dos jornais". Impossível: os jornais têm um compromisso com a verdade e a obrigação de investigar e relatar a vida como ela é. Mas, nesta semana, uma amiga me contou algumas histórias que reavivam no espírito a graça, a pureza e a imaginação da infância. Freud escreveu que, ao contrário do que se supõe, as crianças não são os seres puros que idealizamos. Com todo respeito ao grande mestre, discordo humildemente. Mesmo envolvidos com angústias relacionadas ao sexo, à violência e à morte, me parece que eles preservam uma dimensão com algo de angelical, que irrompe da maneira mais desconcertante. <BR></P>
<P>&nbsp;</P>
<P>Mas, vamos à primeira história. A minha amiga detectou um rabisco contínuo na parede de uma ampla sala da sua casa, em um dos condomínios horizontais de Brasília. Ela ficou indignada, instaurou uma comissão de inquérito e começou a interrogar as principais suspeitas do pequeno ato de depredação, as duas filhas gêmeas, Bubu e Kaká, de quatro anos.<BR></P>
<P>&nbsp;</P>
<P>Logo a dupla empurrou a responsabilidade para empregada, uma pessoa de confiança da família. A mãe não caiu na conversa e continuou os autos do processo: "Claro que não foi a empregada. Eu quero saber quem riscou a parede", insistiu, brava. Diante de tanta pressão, Bubu apresentou a sua versão fulminante: "Eu não risquei não. Foi um trenzinho que passou na parede". Não é preciso ser nenhum Sherlock Holmes para imaginar que a Bubu deve ter passeado com um trenzinho por toda a extensão da parede da sala. <BR></P>
<P>&nbsp;</P>
<P>Vamos à segunda. Esta mesma amiga tem vivido um drama com o desapreço do filho pelos deveres escolares. Ele tem 12 anos, é uma fera no judô e sabe de cor a escalação de todos os times, mas quando o assunto é a economia na Idade Média, viaja para outro planeta. A mãe estuda tanto o currículo do Ensino Fundamental que poderia tranqüilamente fazer a prova do PAS, pois seria aprovada. </P>
<P>&nbsp;</P>
<P>Ela ficou tão nervosa com o desinteresse do aluno por questões do ensino formal que nasceram-lhe bolhas nos lábios. Bem, em uma sessão de estudos, se descabelou com a resposta do aluno-mala. Como era o sistema de troca na Idade Média? "Olha o que você vai me responder, pois nós estudamos muito esta matéria". O aluno pensou, pesou, ponderou e respondeu: "Era assim: eles trocavam feijão por iPodi". A mãe ficou exasperada: "Feijão por iPodi? Eu te pego!". O estudante relapso teve de correr muito por todo o condomínio para escapar da fúria pedagógica da mãe. <BR></P>
<P>&nbsp;</P>
<P>E vamos à terceira. João tinha sete anos e era um daqueles moleques que sabem onde o diabo dorme: terríveis, rebeldes, desabusados. Certo dia, ele aprontou alguma e a mãe deu-lhe uma tremenda bronca. Mas, para a sua estupefação, o menino ouviu tudo em posição humilde, de cabeça baixa, balbuciando algo parecido com "bi-bi-bi", seguido de: "Está bem, está certo, está certo…". Ao se deparar com a reação inusitada, a mãe ordenou: "Erga a cabeça e receba a bronca com dignidade!" O garoto levantou a cabeça e esclareceu: "Eu só tô imitando o Chaves!" </FONT></P>
		]]>
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		</item>
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		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25185</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<img style="width: 322px; height: 243px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/da7e71f717f6cc3585d53d4f9152e9bf.jpg"><br><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="4"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Anúncio de oferta de gratificação a quem <br>devolvesse </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">escravos fugitivos ao seu senhor</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Os negros </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">e o negro</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">&nbsp;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>A zeladora do prédio onde moro é negra. (Ela usa um lindo boné africano.)<br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">O zelador do prédio em frente e do prédio ao lado são negros. (O do bloco da frente vive de tererê.) </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>O zelador do prédio onde morei antes era negro.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Negros também eram três dos cinco zeladores que instalavam a decoração de Natal num dos prédios mais caros do Sudoeste, ontem pela manhã.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Negras as duas mulheres e as duas crianças de colo que ontem pela manhã pediam&nbsp; “uma moeda, tia”, no estacionamento da Feira Permanente do Cruzeiro.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>São negros cinco dos sete adolescentes que dormem na calçada do Box 16, na entrada da Feira dos Importados. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Nos meus tantos anos de vida escolar, não tive nenhum professor negro.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Nos meus 30 anos de redação, convivi com centenas de jornalistas. Só sete eram negros. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Não houve nem há nenhum negro entre os médicos com os quais eu e minha família nos consultamos.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Não raramente, observo entre a classe média, gente que gagueja antes de dizer “negro”, num preconceito que se manifesta às avessas. Caracterizar a cor da pele de alguém como sendo “negra” é, no entendimento dos gaguejantes, uma ofensa. Preferem “moreno”, para disfarçar o sentido negativo que dão à diferença de cor da pele.&nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>São essas algumas, e só algumas, das razões pelas quais esta brasileira aqui chorou desbragadamente na madrugada do histórico 5 de novembro passado.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>O que o negro eleito fará com o cargo conquistado é algo a saber — e a torcer. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Os céticos que me perdoem, mas a eleição de um negro à presidência mais poderosa do mundo é um alento à alma dos negros de todo o planeta. Raça (e digo raça no sentido cultural e não genético, antes que alguém me lembre que a ciência já provou que raça não existe), raça que foi e continua sendo extropiada, usurpada, tratada como subumana, com o perdão da palavra feia.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>O mundo inteiro sabia que o negro poderia ganhar do branco, mas parecia improvável demais para acreditar. A ficha não caiu antes da hora nem para o mais arguto e astuto dos analistas políticos dos grandes jornais e sites. O mundo sabia de antemão que ele poderia ganhar, mas era demais saber. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br>Na madrugada de 5 de novembro de 2008, a história imprimiu sua pegada grandiosa na era contemporânea. Só quando se viram as multidões nas ruas das principais cidades norte-americanas, o choro do reverendo Jesse Jackson, e de eleitores jovens de todas as cores, é que caiu a ficha do mundo. Um negro chegou lá. Independentemente do que ele vier a fazer, a vitória nas eleições por si só já foi uma inimaginável conquista. Tomara, não seja somente uma conquista simbólica</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br>


		]]>
		</description>
		</item>
		<item>

		<title><![CDATA[Augusta, a desbravadora]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25107</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<P><IMG src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/ed186f7d6186083c13bda31579ee3aa8.jpg"></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=2>Augusta de Faro</FONT></P>
<P>&nbsp;</P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=5></FONT>&nbsp;</P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>Nem só Saint-Hilarie e Luís Cruls desbravaram o Centro-Oeste nos séculos 18 e 19. Há vários outros, entre os quaiss uma mulher, Augusta de Faro Fleury Curado. Ela não era&nbsp; pesquisadora nem bandeirante. Era uma moça educada em Paris, filha do governador das províncias do Paraná, Espírito Santo e Ceará que, para acompanhar o marido, como se fazia à época, largou todo o conforto do Rio de Janeiro para se embrenhar no sertão até alcançar a Cidade de Goiás. Isso em 1896.&nbsp;</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face=Verdana color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face=Verdana color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>Veio de trem até Araguari, Minas. E até Goiás seguiu a cavalo. Trinta e quatro dias num bangüê (aquelas carruagens sustentadas por dois burros que são puxados por dois homens). Não estava sozinha.Vinha com o marido, Sebastião Fleury Curado, e dois filhos bem pequenos. Uma menina com 2 anos e um bebezinho. E uma comitiva de carregadores, tropeiros, cozinheiro e uma babá.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>&nbsp;</FONT></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>&nbsp;</FONT></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>A valente Augusta era também uma observadora minuciosa dos costumes e das gentes. E tinha escrita delicada. Apesar das agruras pelas quais passou ao longo do caminho pedregoso, Augusta escreveu um diário de viagem que ficou guardado por 65 anos até que a filha decidiu publicá-lo em 1961. <EM>Do Rio de Janeiro a Goiás – 1896 (A viagem era assim)</EM> foi reeditado em 2005 pela Prefeitura de Goiânia, Editora Kelps e UCG.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>&nbsp;</FONT></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>&nbsp;</FONT></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="mso-spacerun: yes"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT></SPAN>&nbsp;</P>
<P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P>
<P>&nbsp;</P></P>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>

		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25106</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4></FONT>&nbsp;</P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=6>Não era deserto</FONT></P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4><FONT size=5></FONT></FONT>&nbsp;</P>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>História malcontada: Juscelino não construiu Brasília do nada. E nem aqui era uma região inteiramente desabitada. O Distrito Federal foi plantado dentro de três municípios, cujas cidades existiam havia mais de 150 anos. Luziânia e Formosa têm quase a mesma idade: surgiram em meados do século 18. </P>
<P>&nbsp;</P>
<P>A história da antiga Santa Luzia, por exemplo, é um suceder de acontecimentos inacreditáveis. Ontem, contei a história do meteorito que foi encontrado na hoje Luziânia e que trouxe para a cidade repórter e fotógrafo do sudeste. <BR>Muito antes de o meteorito ter sido achado por um campeador de gado, Santa Luzia viveu dias de guerra. </P>
<P>&nbsp;</P>
<P>Conta-se que em meados de 1750, índios Caiapó atacaram uma fazenda e deixaram 21 mortos, entre homens, mulheres e crianças. Os Caiapó dominavam Goiás e resistiram o quanto puderam à invasão do homem branco. Depois da chacina, força policial goiana contra-atacou, matou 18 índios e prendeu 49. O lugar onde ocorreu a segunda chacina ficou conhecido como Deus me livre, no hoje município de Corumbá de Goiás. </P>
<P>&nbsp;</P>
<P>Naquele tempo, a maioria dos habitantes de Santa Luzia eram portugueses que vieram atraídos pelo ouro que brotava dos rios. Quando souberam do terremoto que destruiu Lisboa, em 1756, patrícios se cotizaram e enviaram a Portugal doze mil oitavas de ouro.Esgotado o ouro, finda a escravidão, Santa Luzia mergulhou no esquecimento. Mas em 1920, para assombro dos santaluzienses, entrou na cidade um certo alemão de nome Adolfo Herz dirigindo um carro, de marca e modelo que a história não registrou. A maioria dos moradores nunca tinha visto um veículo automotor. Menos de dois meses depois, começou a construção da primeira estrada de terra. Ligará Santa Luzia a Tavares, atual Vianópolis. E no ano seguinte, abriu-se uma nova estrada ligando a cidade a Formosa e passando por Planaltina. </P>
<P>&nbsp;</P>
<P><BR>Ainda era 1922 quando Santa Luzia inaugurou o primeiro cinema, o Cine Luziano. Mas a primeira sorveteria só viria 14 anos mais tarde. Os santaluzienses já estavam acostumados com a velocidade das quatro rodas e com o sabor gelado dos sorvetes quando tiveram novo assombro: em 1954, o Circo Baiochi montou lona na cidade e exibiu um leão e um elefante — animais que os goianos de Luziânia jamais haviam visto. <BR></P>
<P>&nbsp;</P>
<P>Com a chegada de Juscelino, a cidade conheceu todas as novidades do Rio e São Paulo. No dia 11 de maio de 1960, instalou-se o primeiro aparelho de televisão. Mais de 200 anos de vagarosa vida foram estremecidos pelos ventos audaciosos da modernidade. Só não se pode é dizer que aqui era um deserto. <BR></P>
<P>&nbsp;</P>
<P>P.S. (As informações históricas foram retiradas do site </FONT><A href="http://www.luziânia.go.gov.br"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>www.luziânia.go.gov.br</FONT></A><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" color=#666666 size=4>, pesquisa de Epaminondas Roriz).</FONT></P>
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		<title><![CDATA[Os bloquinhos da 107 Norte]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25029</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		<img style="width: 422px; height: 317px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/ca6d4d06b7a770710075c37464735578.jpg"><br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Foto de Lenita Nicoletti</span></font><br><br><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="4"><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"></span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">Os quatro blocos quadradinhos da 107 Norte sempre me chamaram a atenção. Soube agora que eles se chamavam Conjunto São Miguel que é fruto de uma dissertação da arquiteta Mayumi Watanabe apresentada à Faculdade de Arquitetura da UnB, em 1964. Lenita Nicoletti mora num dos bloquinhos desde 1989. Ela conta que os apartamentos eram destinados aos professores da UnB, como ela. Mais tarde, as unidades foram leioladas.<br><br>&nbsp;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">“Quando cheguei, fiquei surpresa com as dimensões generosas, a luminosidade indireta e a “modularidade” dos apartamentos: hoje sabemos que foram projetados com essa intenção. Têm um vão livre - praticamente todas as paredes internas podem ser removidas, visto que a estrutura tem apoio nas colunas que circundam todo o bloco, “amarradas” pela laje de cada andar. As colunas “entram” no apartamento e deixam as janelas parecendo painéis supérfluos. Tem gente que fez um grande loft, outros redividiram o espaço interno, do modo o mais diferente possível. Parece que a idéia era mesmo essa.”<br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">São tão singulares os bloquinhos da 107 que chamam a atenção dos moradores do blocos construídos depois.&nbsp; Lenita conta que numa das primeiras reuniões da prefeitura da quadra, uma morada dos blocos novos disse que tinha vontade de “dinamitar” os bloquinhos, talvez por considerá-los aquém de sua presença no local. Os taxistas chamavam a 107 de quadra dos “radiadores” por causa do formato dos bloquinhos. <br><br><br>Leiam a Lenita: “Mas a “gata borralheira” da quadra tinha lá seus encantos escondidos: a elegância das colunas dos pilotis, o revestimento azulejado de Athos Bulcão em toda a estrutura interna, e um espaço externo projetado para muitos jardins. Hoje, estamos tentando recuperar o projeto.” <br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Alguns moradores dos bloquinhos foram atrás da história de sua construção e encontraram o livro <span style="font-style: italic;">Arquitetura e</span> <span style="font-style: italic;">Educação</span>, coordenação de Sergio de Souza Lima, editora Studio Nobel, 1995. Um dos capítulos trata da tese de mestrado de Mayumi Watanabe.</span></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">&nbsp;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br>


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		<title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=25024</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
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		<img style="width: 408px; height: 290px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/8d4bb59b170fc68f6f9108f1b45d4aed.jpg"><br><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="4"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Acampamento da Missão Cruls em Luziânia, final do século 19<br><br><br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">O meteorito e o Demente</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br><br>Brasília era só uma pedra fundamental fincada em Planaltina, quando Luziânia virou manchete de jornal e recebeu até um repórter e um fotógrafo do Sudeste. Tudo por causa de um meteorito encontrado numa fazenda no distante 1928. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br>Quem achou a pedra de quase duas toneladas de ferro foi Raimundo Florêncio Barros, o Raimundo Baiano, que campeava gado na fazenda do Paiva. Baiano viu uma pedra de cor, peso, forma, espessura e densidade incomuns. Percebeu que havia encontrado um tesouro e decidiu vendê-lo, sem dar disso notícia aos donos da terra. Recebeu uma proposta inicial de 40$3000, mas achou pouco. Fechou negócio com José Maria do Espírito Santo, que tinha o apelido de Demente e pagou 1:000$000 (um conto de réis, dinheiro pra chuchu). Baiano recebeu uma parte em dinheiro e outra em animais e cereais. E desapareceu do Goiás.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br><br>Demente só não sabia que aquele estranho pedaço de pedra, de 136 centímetros de comprimento por 80 de altura e 40 de espessura, pesasse tanto. (Mais tarde se saberia que ele é 95% ferro e tem um pouco de níquel, de cobalto, fósforo, cobre). Demente não teve tempo de carregar o precioso bem.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br><br>O intendente de Luziânia, Gelmires Reis, soube do meteorito e da venda. Depois de pedir insistentemente que lhe trouxessem um pedaço da pedra, foi ao local, munido de uma marreta. Com muito esforço, conseguiu quebrar três pedaços da estranha formação e os enviou a três endereços diferentes, um deles a Escola de Minas de Ouro Preto que, menos de dois meses depois, informou se tratar de um meteorito.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br><br>Pouco tempo depois, chegavam a Santa Luzia pesquisadores, jornalistas e curiosos. O jornalista Henrique Silva, da revista Informação Goyanna, e um repórter e um fotógrafo de O Globo fotografaram a comitiva ao lado do meteorito. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Retirado do buraco, foi levado para o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, depois de custosa disputa entre os donos da terra, o intendente e o governo do Estado que acabou decidindo doar a peça ao museu. <br><br><br><br><br>Desde então, o Santa Luzia é exibido como o segundo maior meteorito já identificado em terras brasileiras. O maior de todos, de 5, 3 toneladas, chama-se Bendengó, e durante uma pá de anos foi o maior em exposição em todo o mundo, segundo me contou a astrônoma Maria Elizabeth Zucolotto, do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Perdeu o posto para um encontrado na Namíbia.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br><br>Até hoje os moradores de Luziânia acreditam que o meteorito foi o responsável pelo terremoto que assustou a cidade em 1919. Mas a astrônoma diz que não. O nível de oxidação do Santa Luzia indica que ele se chocou com a Terra há milhares de anos. Não fez grandes estragos porque era de pequenas dimensões. “No máximo, abriu um buraco”.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><br><br><br>Meteoritos são restos de corpos do sistema solar. Fragmentos que, ao se chocar com a atmosfera terrestre, vão se desintegrando em incêndios espetaculares. Quando caem no solo já perderam boa parte do poder de destruição. Aquietados, contam histórias do mundo e criam histórias no novo mundo, como essa de Santa Luzia.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br>


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		<title><![CDATA[Brasília flamejante]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=24967</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br><br><img style="width: 418px; height: 314px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/f93e0283e061b626f7944f46e6a275c8.jpg"><br><br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="4">Heliete Bastos, moradora da 314 Sul, manda uma coleção de fotos de flamboyants. Escolhi essa porque mostra a variedade de cores, a terra pedindo chuva e os imensos espaços ao rés do chão. Nunca fez tanto calor nem nunca os flamboyants floriram tanto e tão largamente.&nbsp; </font>&nbsp; </span></font><br>


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		<title><![CDATA[Rosa, o menino e Brasília]]></title>
		    <author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao?tv_pos_id=24945</link>
		<!--<pubDate>Quinta-feira, 20 de novembro de 2008</pubDate>-->
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		<![CDATA[
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		<img style="width: 398px; height: 266px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/0787ef3831184d0ba33926de2c0a741e.jpg"><br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Rosa menino e Rosa grandão</span></font><br><br><br><br><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="4"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Guimarães Rosa <span style="font-style: italic; font-weight: bold;"></span>esteve em Brasília durante a construção da cidade. A visita resultou num pequeno conto, publicado em <span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Primeira Estórias</span>. Um menino visita a grande cidade que estava sendo construída. Respirou muito, porque muito ar havia. Viu perdizes, canelas-de-ema, atolou perto de um buriti. Era uma paisagem “de muita largura, que o grande sol alargava”. O menino estava na terra, mas se sentia “nos ares”. E sentia "novos aumentos de amor". Retirei alguns trechos do conto <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">As margens da alegria</span>.</span></font> <br><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br><br><br><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="4"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br>“Esta é a estória. Ia um menino, com os Tios, passar dias no lugar onde se construía a grande cidade. Era uma viagem inventada no feliz; para ele, produzia-se em caso de sonho. Saíam ainda com o escuro, o ar fino