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    <category>MyPage - Dzai</category>
    <description>Conceição - Para quem ama Brasília e principalmente para quem a odeia porque não a conhece </description>
    <copyright>UAI - Nenhum outro é tão você. Todos os direitos reservados</copyright>
    <title>MyPage - Conceição</title>
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        <title>MyPage - Conceição</title>
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	    <item>
		    <title><![CDATA[Férias!]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
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			<description><![CDATA[
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		     <br><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Dezoito dias sem internet, sem ter de vestir roupas de trabalho,&nbsp; sem bolsa grande, sem hora pra ir e vir, sem a angústia de ter de enfrentar a peleja diária e às vezes ter tão poucos recursos para dar conta dela, sem a zoeira da redação (que me alimenta, mas também me exaure), sem as notícias incessantes do mundo, sem crachá (sem crachá!), sem despertador, sem banho apressado, sem almoço apressado, sem supermercado apressado, bem longe da vida corrida, bem perto do silêncio, de mim mesma e dos meus.&nbsp;&nbsp;  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;  <br> <br>A todos os que passam por este blog, desejo valentia, serenidade e saúde para enfrentar 2009. <br></div> <br> <br> <br>
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
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			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img style="width: 418px; height: 349px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/2d41ba9830c5b4a6c45a7616054f0017.jpg"> <br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Em Matisse, a palavra é vermelha</span></font> <br> <br><br style="font-weight: bold;"><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);"><span style="font-weight: bold;"></span> <br><font style="color: rgb(192, 192, 192);" size="6">Das palavras</font> <br> <br> <br><span style="color: rgb(102, 102, 102);">A primeira vez que ouvi a palavra anistia, no final da década de 70, eu era uma caloura da universidade, encantada com a descoberta de um novo mundo. Tive vergonha de dizer a meus novos colegas que desconhecia o significado da palavra. Corri ao dicionário: a primeira acepção é a de esquecimento, no sentido amplo do perdão. A segunda é a que valia para as circunstâncias: “Ato do poder público que declara impuníveis delitos praticados até determinada data por motivos políticos ou penais, ao mesmo tempo que anula condenações e suspende diligências persecutórias”. Eu descobria a anistia e no esteio a razão pela qual os segmentos progressistas reivindicavam o perdão aos presos, exilados e perseguidos políticos. Lá fui eu de novo ao dicionário: Exilado vinha de exílio. E eu lá sabia o que era exílio? “Expatriação forçada ou por livre escolha; degredo”. </span> <br> <br><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">A descoberta do sentido de novas palavras não é meramente um aumento de vocabulário. Essa a menos importante das conseqüências. Desbravar palavras desconhecidas amplia a nossa perspectiva de vida, aumenta o entendimento das coisas do mundo e de si mesmo, expande a cosmogonia de cada um de nós. Cosmogonia, a propósito, é o conjunto de princípios que explica a origem do universo e, por extensão, o sentido da vida.</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Anistia foi só o começo. Foi uma tempestade de novas palavras que alargaram o modo como em entendia o mundo e, portanto, o território do mundo que me acolhia. E tome Aurélio (naquele tempo ainda não havia Houaiss): Dialética, capitalismo, comunismo, imperialismo, socialismo — cada nova palavra abria um clarão no viver. E não era de flores que se falava, era da realidade cruenta daquele tempo.</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Ao contrário do que se aprende na escola, as novas palavras não saíam dos livros — ainda que neles estivessem. Saíam dos debates, das reuniões, das manifestações. Tinham vida autônoma, aquelas palavras. Ferviam, vibravam, buscavam, protestavam, denunciavam. Depois, é verdade, se transformavam em jargão cansativo e alimentavam dogmas. Mas até aí já tinham transformado a vida de muitos jovens estudantes loucos pra mudar o mundo.</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>As palavras envelhecem e surgem novas, sucessivamente, como se estivessem reinventando o mundo. E estão. Sem as palavras, não existimos, somos o vazio. As palavras são a ponte entre o nada e a promessa de alguma coisa — a saber que coisa será. Saber, aliás, é a palavra. Saber, sapiência, sábia, sabidão, sabichão, sabedor, sabedoria. E, se for um saber no rastro de Roland Barthes, saber com prazer, então… é o mote para a vida. </span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><br style="color: rgb(102, 102, 102);"></div> <br>  
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		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
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			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/a3970abc7f7ac873bbd9bd01c267ab02.jpg"> <br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Paul Klee</span></font> <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"></span><font style="color: rgb(192, 192, 192);" size="6"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Que venha 2009</span></font> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br>Andam dizendo por aí que 2009 vem pra arrebentar, que já está afiando os dentes, que vai esfolar a nossa pele. De minha parte, já estou pondo meus cabelos enroladinhos de molho e armazenando valentia e calma, que é do que a gente mais precisa nas horas extremas.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Até eu, que nunca dei importância ao calendário, que nunca acreditei no determinismo das datas, que nem sei dizer que ano foi o melhor ou o pior da minha vida, ando com medo deste que se anuncia. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Temo por mim e pelos meus, mas temo também pelo que faremos de todos nós. As crises costumam revelar o que o humano tem de pior ou de melhor. Quando o Titanic começou a dar sinais de que iria afundar, apareceram os que queriam socorrer os que estavam se afogando, os que só pensaram em se salvar, os que se mostraram capazes de morrer para salvar os companheiros, os que seriam capazes de matar para se salvar. E os que ensaiaram uma ou outra coisa, uma e outra coisa. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Eu poderia fazer bonito aqui e dizer ou deixar implícito que sou da turma dos que quererão se salvar e ajudar a salvar quem eu puder. Não sei. Nunca se sabe quem se é na hora do desespero. Esse instante-limite nos revela a nós mesmos. Nos momentos de desespero, o desconhecido que há em nós aparece sem que tenhamos controle sobre ele.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Quando eu era adolescente, vivi uma grande tragédia, a maior de minha vida e da minha família. Quem mais nos ajudou, quem nos deu a ajuda fundamental, foi uma moça de 22 anos, que não tinha nenhum parentesco com a gente e, até então, uma ligação de afeto quase superficial. Era uma moça aparentemente frívola, vaidosa com as roupas, a maquiagem, o cabelo, uma moça que parecia nunca ter tido contato com a dor e que parecia não querer saber de nada que fosse complicado. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Linda é o nome dela. Linda largou tudo para cuidar de minha família nos cafundós do Judas. Ficou mais de mês ao nosso lado sem que em nenhum momento eu a tenha visto reclamar da falta de manicure, cabeleireiro, das poucas roupas que havia levado, das acomodações não muito confortáveis. Estava o tempo inteiro sorridente, mesmo quando não sabia o que dizer ou o que fazer. Sorriso límpido, verdadeiro. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>A presença de Linda em minha vida, em circunstâncias tão penosas, me fez acreditar que os humanos podem ser surpreendentemente solidários. E é disso, de solidariedade, que mais se precisa quando a terra treme sob os nossos pés. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">Por isso, que venha 2009. Ninguém está sozinho, por mais amargo e descrente que seja. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>P.S. O antepenúltimo erro do ano: na crônica de ontem, citei os municípios que fazem fronteira com o DF. Na verdade, não são oito, são 12. Além dos citados, há também Águas Lindas de Goiás, Cidade Ocidental, Novo Gama e Cocalzinho de Goiás, todos esses municípios recém-criados.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"></div> <br>  
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		    <title><![CDATA[Planaltina, 150 anos]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
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			<description><![CDATA[
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		    <img style="width: 435px; height: 253px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/9b5dd3aa86bf1be85095c8788fdf8936.jpg">   <br><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><font size="2">A igreja de São Sebastião, singeleza colonial   <br></font>   <br>   <br>   <br>A cidade da Semana Santa mais importante da região, de uma das capelas de arquitetura colonial mais singelas, completa 150 anos em agosto próximo. As comemorações começam no último dia do ano, numa grande festa no estacionamento do Ginásio de Funções Múltiplas.&nbsp; Haverá shows da Brazilians Band, Os Marotos, Sambrasilia, Dj Gelin, Zezito &amp; Zé Paulo e Rodrigo Estrada &amp; Rangel.&nbsp; Está sendo montada uma megaestrutura de palco, luz e som, parque de diversões, boate, queima de fogos, banheiros químicos, praça da alimentação e como o Brasil é sempre o Brasil, haverá também uma área VIP para os vips planaltineses.   <br>   <br>   <br>Planaltina nasceu como um povoado, de nome Mestre d’Armas, alçado à condição de distrito de Formosa em 19 de agosto de 1859. A data continuou a ser considerada a de fundação da cidade, mesmo depois que Planaltina se transformou em município. O historiador Paulo Bertran atribuiu o primeiro nome da cidade, Mestre d’Armas, à existência de um ferreiro, mestre no conserto e na fabricação de armas.    <br>   <br>   <br>   <br><img style="width: 343px; height: 256px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/f82d7c0cdce887ff8267d3641e820c03.jpg">   <br><font size="2">Praça dos Namorados    <br>fotos do site <span style="font-style: italic;">www.distritofederal.df.gov.br</span></font>   <br>   <br>   <br>   <br>Apesar dos 150 anos oficialmente comemorados, há registros da existência do povoado desde a metade do século 18, quando ali havia um ponto de parada da estrada real, trilha por onde escoava o ouro e onde a Coroa Portuguesa arrecadava dízimos territoriais.    <br>   <br>   <br>A cidade de Planaltina começou a mudar o próprio destino com a passagem da Missão Cruls, em 1892 e, 30 anos mais tarde, quando ali foi assentada a pedra fundamental da futura capital do país. Hoje é uma cidade de 234 mil habitantes, muita pobreza, muita violência, mas com uma rica história que precisa ser resgatada e cultivada para que seus habitantes conquistem cidadania.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;    <br>   <br></div>   <br>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
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			<description><![CDATA[
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		    <img style="width: 358px; height: 296px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/51d654b0ff9a9017a8b0fc2dc673e94a.jpg">  <br>  <br>  <br>  <br><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-weight: bold;"></span><font style="color: rgb(192, 192, 192);" size="6">  <br>Os 12 vizinhos</font>  <br>  <br>  <br>O Distrito Federal faz divisa com doze municípios, sete deles goianos e um mineiro (e não é Unaí nem Paracatu, como apressadamente se pode imaginar). Quando se desenhou o quadradinho no mapa de Goiás, o DF engoliu pedaços de três municípios: Planaltina, Luziânia e Formosa. O que sobrou deles passou a fazer fronteira com o território da capital federal e outros cinco municípios encostaram suas terras nas terras de Brasília.   <br>São eles (além dos três supracitados): Padre Bernardo, Cristalina, Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso, Águas Lindas, Cocalzinho, Novo Gama, Cidade Ocidental e o município mineiro de Cabeceira Grande. Essa foi a grande surpresa. Onde fica CG? Por que quase nunca se fala dela?   <br>  <br>  <br>É minúscula a fronteira entre o DF e Cabeceira Grande. É uma pontinha que se encosta na quina sudoeste do quadradinho, a 170 km do Plano Piloto. CG pertencia ao município de Unaí até 1995. É pequeno, tem seis mil habitantes e é muito pobre. De acordo com o Mapa da Pobreza e Desigualdade dos Municípios Brasileiros, de 2003, metade da população, 50,27%, está na linha de pobreza.  <br>Essa, aliás, é uma realidade comum a todos os municípios que rodeiam a capital do maior índice per capita do país: são municípios de uma pobreza excruciante. Nos doze municípios, vivem mais de 600 mil pessoas, e em quase todos a pobreza atinge metade ou quase metade da população. Exceto Cristalina, que apresenta menor índice, 38% de pobreza.  <br>  <br>  <br>A maioria dos municípios surgiu entre os séculos 18 e 19. Cristalina, por exemplo, foi fundada na segunda metade do século 19, por dois franceses mercadores de pedras preciosas, Etiene Leperqueur e Leon Laboissière. Os dois conheceram a Serra dos Cristais e enviaram amostras do minério para Paris. Os parisienses gostaram da qualidade do cristal para utilização ótica e artesanal. Em 1880, os dois se instalaram na região, com isso estimularam o garimpo e logo, logo os cristais estavam sendo transportados em lombo de burro até Paracatu e dali para o porto do Rio de Janeiro.   <br>  <br>  <br>São cidades cheias de história. Dos doze vizinhos, Planaltina foi o mais foi atingido pela nova capital. O pedaço de chão onde estava a cidade passou a fazer parte do DF. O restante ficou sem sede. Criou-se então Planaltina de Goiás, cidade que nasceu com um plano urbanístico, que começou com barracos de madeira e por isso passou a ser chamada de Brasilinha.&nbsp;   <br>  <br>  <br>Planejada para ter 110 mil habitantes em 2017, Planaltina de Goiás já tem 76 mil e um perímetro urbano seis vezes maior do que o do projeto original. Padece, como as demais, de falta de serviços básicos de educação, saúde, segurança e de um serviço de transporte público minimamente decente.  <br>  <br>  <br>A criação de Brasília redistribuiu a pobreza. Trouxe-a para perto do poder. O que não é de todo mau. Põe o Brasil de verdade mais perto de quem nele manda.   <br>  <br></div>  <br>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[Doces em forma de jóia]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
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		    <img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/ddd4eebe3ac9b61fad4ea8d67521fa46.jpg"> <br> <br> <br><font style="color: rgb(192, 192, 192);" size="6"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font> <br><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);">Em tempos de&nbsp; gastronomia sofisticada, de pequenas esculturas no centro de um prato, de doces desenhados a mão, o alfenim deixa na gente um gosto de saudade. É um doce de origem árabe/portuguesa, cultivado durante séculos pelas cozinheiras de Goiás Velho e vendidos pela janela dos casarões e das casinhas da cidade. Dizem que hoje quase não se vê mais alfenim em Goiás. <br> <br> <br>Luís da Câmara Cascudo definiu o doce como “uma massa de açúcar, seca, muito alva” em forma de animais, flores, cachimbos, peixes. O alfenim é um puxa-puxa moldado com as mãos, no limite da insistência e da paciência, até que a massa fique branca e se deixe levar pelo desejo das mãos do cozinheiro até tomar a forma que ele queira.&nbsp;&nbsp;  <br> <br> <br>Quando os árabes invadiram a Península Ibérica, no século 8, levaram consigo o alfenim, por eles chamado de “al-fenid” ou “al-fanid”, que em árabe significa branco ou alvo. Com o descobrimento do Brasil&nbsp; e o desenvolvimento do cultivo da cana-de-açúcar, o alfenim passa a fazer parte da culinária brasileira. Gilberto Freyre cita-o em sua obra.  <br> <br> <br>Encontrei receitas de alfenim em sites portugueses. <a href="http://www.gastronomias.com/doces/doce0649.htm">Clique aqui</a> se quiser aproveitar as folgas de fim de ano para aprender a fazer docinhos brancos com jeito de bibelô de porcelana.&nbsp;  <br> <br> <br> <br> <br> <br></div> <br> <br>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img style="width: 418px; height: 280px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/f565e038e6acf9bdd2f6c70b999fae5b.jpg"> <br><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Os tuaregues</span> <br><br style="font-weight: bold;"><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-weight: bold;"></span> <br> <br> <br><font style="color: rgb(204, 204, 204);" size="6">Parte de nós</font> <br> <br> <br> <br>A chuva que cai sobre o quadradinho ainda não umedeceu a secura dos 124 dias sem gota d’água. As chuvadas dos últimos muitos dias ainda está nos redimindo da aridez de agosto/setembro/outubro. Pra quem já se esqueceu, a temporada de seca deste ano desafiou a valentia dos brasilienses, exigiu de nós uma resistência de povos do deserto, nos roubou o ar, nos deixou à beira da loucura.  <br> <br> <br>Por tudo o que experimentamos nesse passado recente, não vale reclamar que está chovendo demais, que essa chuva não pára, que essa cidade tem um clima maluco, que ora é seca de deserto, ora é chuva amazônica, que Lucio Costa poderia ter dado um jeito nisso. <br> <br> <br>A natureza não existe para apaziguar nossas demandas. Ela existe, ponto. Ela é deserto, é vulcão, é neve, furacão, tormentas, tufão, geleiras. E o destino do homem tem sido domá-la — em vão. Mas conseguiu a ela se adaptar, sobreviver e ocupou regiões onde a adversidade parecia insuportável para a frágil espécie bípede e falante. <br> <br> <br>O povo tuaregue é mestre na arte de viver em condições de suprema dificuldade. (Tuareg significa “abandonado pelos deuses”). Nômades, habitam o miolo do deserto do Saara. Convivem com a contínua morte de seus animais, fundamentais para sua sobrevivência. Nas caminhadas sem fim, cabras, ovelhas, camelôs, vacas vão sendo derrotados pela seca. Caem como moscas.  <br> <br> <br>Os tuaregues seguem, vestidos da cabeça aos pés com longos mantos, de onde uma fresta os permite ver o mundo e enfrentar a crueza do deserto. Apesar de tudo isso, e de viverem em constantes conflitos, os tuaregues são músicos — as mulheres tocam violino, os homens, tambores ou flautas de madeira. É um povo artesão, que dá novos sentidos ao metal, à madeira e ao couro.&nbsp;  <br> <br> <br>É uma etnia que ama o deserto, a ponto de querer transformar o lugar onde vive numa nação. Para os tuaregues, o deserto é a corporificação do divino. Eles não existem sem o deserto, são parte dele como o são a areia, os ventos, o frio intenso da noite e o calor causticante do dia.  <br> <br> <br>Não se vê um tuaregue reclamando da falta de chuva. Não se ouve reclamações do gênero: “Ah, que deserto horroroso. Isso não é vida. Não chove nunca nesse lugar”. Um tuaregue traz nele todo o deserto, como o sertanejo carrega o sertão dentro de si por toda a vida. <br> <br> <br>Mais chuva, menos chuva, mais seca, menos seca, o brasiliense da gema vai incorporar a dualidade do clima da cidade. Meio ano de aguaceiro, meio ano sem gota d’água. E vai levar aonde for essa dupla natureza e traduzi-la no seu modo mesmo de ser, estar, agir e fazer. <br> <br> <br>Então, o aguaceiro incômodo destes e dos próximos dias deixará de nos incomodar. Será parte de nós. E disso o Nicolas Behr fará um poema (se é que já não fez), o Vladimir Carvalho incluirá uma cena de seca/chuva em seus filmes, o Zé Mulato e Cassiano fará uma música caipira, o Ralph Gehre produzirá uma tela. Como o deserto para os taruegues, a chuva e a seca fará parte de nós.  <br></div> <br>  
			]]></description>
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	    <item>
		    <title><![CDATA[Miró, a morte no Natal de 1983]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
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		    <img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/4c9e19149d844166850481149bc7e6cd.jpg"><font size="6">  <br><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="2">O jardim, de Miró</font>  <br></font><div style="text-align: justify;"><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="6">&nbsp;<span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> </span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">  <br>Faz 25 anos que Miró morreu. Foi na tarde do Natal de 1983, aos 90 anos, em Palma de Mallorca, na Espanha. Com seu jeito singular de entender a arte moderna, Joan Miró deixou não apenas obras que estão no imaginário do mundo ocidental, mas deixou também uma frase famosa: “Quero assassinar a pintura” (“Quiero asesinar la pintura”). </span>  <br>  <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">Miró foi também um homem apaixonado mas, ao contrário de seu amigo Picasso, foi um homem fiel. Tanto que, dias antes de morrer, escreveu com uma letra quase ilegível: “Pilar, t’estimo”. E quando a conheceu, comentou com um amigo que ela era “a mulher mais formosa e mais doce do mundo, e sem mácula de intelectualidade”.&nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">  <br>  <br>Era o que Miró procurava e foi desse modo que tingiu suas telas: usou uma linguagem de símbolos primitivos, surrealistas, porém sem mergulhar nas entranhas conturbadas da psiquê. Trabalhava muito. Levantava às seis e ia para o ateliê. Parava às oito, descansava e volta às telas até as duas. Parava até as quatro e começava de novo, até as oito. Era muito metódico e trabalhador, segundo contou ao jornal El Pais,&nbsp; Lluís Juncosa, seu cunhado, hoje com 90 anos. </span><a style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);" href="Barra%20dos%20favoritos%20Mais%20visitados%20http://www.google.com.br/firefox?client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla:pt-BR:official%20http://pt-br.start2.mozilla.com/firefox?client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla:pt-BR:official%20http://www.google.com/firefox?client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla:pt-BR:official%20http://www.dzai.com.br/%20http://www.google.com.br/%20http://www.g1.com.br/%20http://g1.globo.com/%20http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/manage/addpos%20http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao%20http://www.folha.uol.com.br/%20http://pt-br.www.mozilla.com/pt-BR/firefox/central/%20http://www.estadao.com.br/%20http://buscacb.correioweb.com.br/search.php?query=maria+luiza+cabo+aeron%E1utica&amp;and_or=0&amp;day=1&amp;month=6&amp;year=1999&amp;start_day=1&amp;start_month=6&amp;start_year=1999&amp;end_day=1&amp;end_month=6&amp;end_year=1999&amp;sort_by=date&amp;x=0&amp;y=0">Clique aqui para ler mais.</a><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> &nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"></div>  <br>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[Brasília, o mistério e Clarice]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img style="width: 403px; height: 378px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/77cc9642b8b84c74f8a714a663b69ff2.jpg"> <br><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><font size="3"><font size="2">Foto de abril de 1970, sem autor identificado</font> <br> <br><font size="6"><span style="color: rgb(153, 153, 153);"></span>&nbsp;</font> <br> <br>“Brasília é construída na linha do horizonte. Brasília é artificial. Tão artificial como devia ter sido o mundo quando foi criado. Quando o mundo foi criado, foi preciso criar um homem especialmente para aquele mundo. Nós somos todos deformados pela adaptação à liberdade de Deus. Não sabemos como seríamos se tivéssemos sido criados em primeiro lugar e depois o mundo deformado às nossas necessidades. Brasília ainda não tem o homem de Brasília. Se eu dissesse que Brasília é bonita veriam imediatamente que gostei da cidade. Mas se digo que Brasília é a imagem da minha insônia vêem nisso uma acusação. Mas a minha insônia não é bonita nem feia, minha insônia sou eu, é vivida, é o meu espanto. É o ponto de vírgula. Os dois arquitetos não pensaram em construir beleza, seria fácil: eles ergueram o espanto inexplicado. A criação não é uma compreensão, é um novo mistério”.&nbsp; (<span style="font-weight: bold;">Clarice Lispector</span>) <br> <br></font></div> <br>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/4d83d749054761a3b0e2067b531da309.jpg"> <br> <br> <br> <br><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-weight: bold;"></span> <br><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="6">Notícias de um nascimento</font> <br> <br> <br>Estranho fenômeno aconteceu hoje, 25 de dezembro, na cidade de Belém, em Jerusalém. Os planetas alinharam-se no céu, como nunca dantes se viu, formando o desenho de uma estrela muito brilhante. No mesmo instante, uma mulher viajante, de nome Maria, deu a luz a um bebê numa gruta onde havia um estábulo.  <br>Maria e seu marido, João, fizeram feito longa e penosa viagem vindos de Nazaré, mas não conseguiram encontrar quarto em nenhum hotel da cidade. A grávida Maria viajou em um burrico, guiada pelo marido e durante certo tempo cavalgou sentindo as dores do parto. José contou que houve momentos muito difíceis na caminhada. Cruzaram montanhas traiçoeiras, enfrentaram rios nervosos e desertos impiedosos.&nbsp;  <br> <br> <br>Quando não havia mais jeito, dadas as dores cada vez mais fortes e mais freqüentes, José improvisou um berço numa manjedoura, o cocho onde se deposita a comida dos bichos.  <br> <br> <br>Pouco depois do nascimento da criança, o casal se surpreendeu com a visita de três reis magos, para assombro ainda maior dos pastores de ovelhas que estavam por ali. O sábio Melquior, o tradutor Gaspar e o astrônomo Baltazar contaram que vinham seguindo a estrela brilhante desde a Pérsia até a Judéia. Eles previram o alinhamento dos planetas e sabiam que o fenômeno era o anúncio do nascimento do tão esperado Messias. <br> <br> <br>Se os reis magos tinham certeza de que o bebê de Maria e José era o filho de Deus, Maria não estava tão certa assim. Nem os pais dela nem o marido acreditaram quando ela disse que ouviu de um anjo a notícia de que daria à luz o filho de Deus. Sorte dela é, que na noite seguinte, José teve um sonho no qual o anjo Gabriel diz a ele a mesma coisa. Desde então, passou a dar todo apoio à mulher e ela se deu conta que o marido era um mesmo um bom homem, um cara corajoso. <br> <br> <br>Mas o pior ainda viria. O casal teve de fugir de Nazaré, depois que o rei Herodes baixou decreto ordenando a realização de um censo demográfico para, assim, contar todos os bebês e encontrar o filho de Deus. José e Maria, então, fugiram para Belém. Mas, antes, José teve de prometer aos sogros que protegeria a filha deles e o bebê com todas as forças das quais dispusesse. <br> <br> <br>Com o nascimento do bebê e a chegada dos reis magos, cheios de presentes de ouro, incenso e mirra, o casal se esqueceu de todo o sofrimento. Mais ainda quando Melquior, espantado com o nascimento do novo rei em circunstâncias tão miseráveis, proclamou: “O maior dos reis, nascido no mais humilde dos locais”. Eles então sabiam do segredo de José e Maria. E provavelmente o rei Herodes logo saberá. <br> <br> <br>Dizem que o mundo nunca mais será o mesmo. E durante milênios os cristãos vão celebrar o dia do nascimento do bebê de Maria. E que ele, quando crescer, vai deixar ao mundo montanhas de ensinamentos, mas que poucos vão aprender verdadeiramente a lição do filho do Messias. Dizem.  <br></div> <br>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[As luzes de Natal e Lucio Costa ]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img style="width: 443px; height: 295px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/f6aac8db461b02deef4bd01ebb77c80a.jpg"> <br><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="3"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Foto de Adauto Cruz, o Meu Lindo</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font> <br><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">As luzes de Natal do Conjunto são das mais monumentais da cidade. Lucio Costa tinha imaginado as placas luminosas, mas não pensou que no Natal o CNB ficaria ainda mais reluzente. Como ler o projeto de LC traz sempre uma nova descoberta, segue o trecho onde ele fala das luzes no centro da cidade: <br> <br>&nbsp; &nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">"10 ­ Nesta plataforma onde, como se via anteriormente, o tráfego é apenas </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">local, situou-se então o centro de diversões da cidade (mistura em termos </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">adequados de Piccadilly Circus, Times Square e Champs Elysées). A face da </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">plataforma debruçada sobre o setor cultural e a esplanada dos ministérios, não </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">foi edificada com exceção de uma eventual casa de chá e da Ópera, cujo acesso</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">tanto se faz pelo próprio setor de diversões, como pelo setor cultural </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">contíguo, em plano inferior. Na face fronteira foram concentrados os cinemas e </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">teatros, cujo gabarito se fez baixo e uniforme, constituindo assim o conjunto </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">deles um corpo arquitetônico contínuo, com galeria, amplas calçadas, terraços</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">e cafés, <span style="font-weight: bold; text-decoration: underline;">servido as respectivas fachadas em toda a altura de campo livre para </span></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-decoration: underline;"><span style="font-weight: bold;">a instalação de painéis luminosos de reclame</span> </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">(Fig. 11). As várias casas de</span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; text-decoration: underline;"> </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">espetáculo estarão ligadas entre si por travessas no gênero tradicional da rua </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">do Ouvidor, das vielas venezianas ou de galerias cobertas (arcades) e </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">articuladas a pequenos pátios com bares e cafés, e “loggias” na parte dos</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">fundos com vista para o parque, tudo no propósito de propiciar ambiente </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">adequado ao convívio e à expansão (Fig. 11). O pavimento térreo do setor </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">central desse conjunto de teatros e cinemas manteve-se vazado em toda a sua </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">extensão, salvo os núcleos de acesso aos pavimentos superiores, a fim de</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">garantir continuidade à perspectivas, e os andares se previram envidraçados </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">nas duas faces para que os restaurantes, clubes, casas de chá etc., tenham </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">vista, de um lado para a esplanada inferior, e do outro para o aclive do </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">parque no prolongamento do eixo monumental e onde ficaram localizados os </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">hotéis comerciais e de turismo e, mais acima, para a torre monumental das</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">estações radioemissoras e de televisão, tratada como elemento plástico </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">integrado na composição geral (Figs. 9, 11, 12). Na parte central da </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">plataforma, porém disposto lateralmente, acha-se o saguão da estação </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">rodoviária com bilheteria, bares, restaurantes, etc., construção baixa, ligada </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">por escadas rolantes ao “hall” inferior de embarque separado por </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">envidraçamento do cais propriamente dito. O sistema de mão única obriga os</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">ônibus na saída a uma volta, num ou noutro sentido, fora da área coberta pela </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">plataforma, o que permite ao viajante uma última vista do eixo monumental da </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">cidade antes de entrar no eixo rodoviário ­ residencial, — despedida </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">psicologicamente desejável. Previram-se igualmente nessa extensa </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">plataforma destinada principalmente tal como no piso térreo, ao estacionamento</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">de automóveis, duas amplas praças privativas dos pedestres, uma fronteira ao</span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> teatro da Ópera e outra, simetricamente disposta, em frente a um pavilhão de </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">pouca altura debruçado sobre os jardins do setor cultural e destinado a </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">restaurantes, bar e casa de chá. Nestas praças, o piso das pistas de </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">rolamento, sempre de sentido único, foi ligeiramente sobrelevado em larga </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">extensão, para o livre cruzamento dos pedestres num e outro sentido, o que</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">permitirá acesso franco e direto tanto aos setores do varejo comercial quanto </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">ao setor dos bancos e escritórios (Fig. 8)."</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><div style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102); text-align: left;"><font size="3"> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br></font></div><div style="text-align: left; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><font size="3"> <br></font></div> <br>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[Cartão de Natal]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/c86a53d820db5d8720b67a21a3e17330.jpg"> <br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Foto do Hiram Vargas <br> <br><font size="3"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">João Cabral de Melo Neto</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Pois que reinaugurando essa criança</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">pensam os homens</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">reinaugurar a sua vida</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">e começar novo caderno,</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">fresco como o pão do dia;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">pois que nestes dias a aventura</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">parece em ponto de vôo, e parece</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">que vão enfim poder</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">explodir suas sementes:</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>que desta vez não perca esse caderno</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">sua atração núbil para o dente;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">que o entusiasmo conserve vivas</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">suas molas,</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">e possa enfim o ferro</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">comer a ferrugem</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">o sim comer o não. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font> <br></span></font>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/17131ebd116c07dcd1ecbb27ba5ec38f.jpg" align="left"><font size="6"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">Querido </span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">Noel, </span></font> <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">Segue a minha lista de pedidos. Tentei resumi-la ao máximo, mas ainda faltou um monte de gente pra eu pedir. É uma carta ambiciosa, o senhor verá, mas espero que me entenda. O que eu quero está no outro. Como terei? Cultivando-os. Veja se pedi demais:</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Quero a genialidade irônica de Machado de Assis; o arrebatamento vulcânico de Raduan Nassar; a força narrativa de Euclides da Cunha, a sagacidade sertaneja de Guimarães Rosa, a palavra cortante e exata do João Cabral de Melo Neto. Quero a capacidade de Rubem Braga de escrever com a mesma leveza com que as borboletas borboleteiam. <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">Quero a tranqüila, mas vigorosa, resistência de dom Pedro Casaldáliga, o bispo de 80 anos e muitas décadas de vida entregue aos sofridos do Araguaia.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Quero a compaixão que Gandhi tinha pelo ser humano e seu desapego às materialidades vãs que tanto nos iludem.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Quero a humanidade criativa do Lucio Costa, a delicadeza de traços, a alegria das cores, a harmonia geométrica de Athos Bulcão, o fôlego de herói do Bernardo Sayão. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Quero os carretéis e as lamparinas do Galeno; o humor inteligente e contemporâneo dos Melhores do Mundo, a fidelidade com que Zé Mulato e Cassiano se mantêm apegados às raízes.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Quero acordar todas as manhãs com a sede de viver o dia por inteiro, do jeito que ele vier, como faz a Zenilda, zeladora do meu prédio, esteja ou não doente, estejam inchadas as mãos ou inflamados os tornozelos.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Quero a generosa capacidade de amar da Marge, a mulher do Homer. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Quero o bom humor da Iara, minha filósofa preferida, e sua capacidade de usufruir inteiramente do que a vida lhe dá, de brincar com o que a vida não lhe dá e sempre agradecer por tudo o que de minimamente bom lhe acontece.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Quero a elegância do Jamaica, o príncipe negro da redação.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Quero a capacidade de ser amiga dos meus amigos como o Maggio foi amigo do Natal. E de merecer, como o Natal, um amigo como o Maggio.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Quero a dignidade discreta, porém firme, do Lafetá. A bravura igualmente digna do Cruz. O amor aos brasileiros do Severino. Quero amar o Brasil com a vibração de Darcy Ribeiro e a agudeza do Florestan Fernandes.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Quero necessitar de um pincel e uma tela e, em precisando, criar como um Galeno, um Leonilson e, se doer muito, pintar a dor como Frida Khalo. Ah, como eu quero a extravagância colorida de suas roupas, seus turbantes, suas unhas e de seu país.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Quero escrever poemas e, em escrevendo-os, escrevê-los como Emily Dinckison ou Adélia Prado ou Elisa Lucinda. Ou Florbela Espanca. Quero amar como uma Florbela ou como um Dom Giovanni.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Quero a vida, Noel. </span> <br> <br> <br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">(Na foto, Galeno) </span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">&nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br>
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[Bom de ver e de sonhar]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img style="width: 269px; height: 387px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/b1ad685afb89ff13c3aabf62fee8fdbd.jpg" align="left"><font size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br>A maior árvore de Natal flutuante do mundo, a da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, é também a mais célebre do país. A tradição começou há treze anos e tem patrocínio de um grande banco brasileiro, o que reduz os gastos do Estado com o que é bonito, mas não é fundamental para uma cidade e um país tão carentes de recursos em áreas fundamentais. A árvore da lagoa tem 85 metros de altura e flutua sobre uma base de 810 metros quadrados.&nbsp; Os geradores estão sendo alimentados com biodiesel B5, que contribui para a redução das emissões de gás carbônico. Quem estiver a caminho do Rio tem até 6 de janeiro para enfrentar o congestionamento na Lagoa e assistir à queima de fogos do sábado 27, às 21h.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><font size="3"> <br>&nbsp; <br></font></div> <br>
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img style="width: 459px; height: 310px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/0faa526dc30a8ef51043d92a33141355.jpg"> <br><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><font size="3">Foto de Francisco Gualberto/1987 <br> <br><span style="font-weight: bold;"></span> <br><font size="6">Reencontre a Brasília perdida <br> <br></font>Desde ontem, Brasília já é outra e assim será até meados de janeiro. Até lá, teremos quase 30 dias pra um reencontro com o projeto do doutor Lucio, para decifrá-lo, apreciá-lo com vagar, reencontrar velhos roteiros, descobrir novos, procurar os escaninhos que a gente não consegue ver nos 340 e tantos dias restantes.  <br> <br> <br>Desde ontem, Brasília estava mais vazia de carros, e portanto mais Brasília de vias, Eixos, Eixinhos, Eixão, tesourinhas, Estradas Parque. Toda a trama rodoviária ressurge em suas reais proporções. (Pelos cálculos da Polícia Rodoviária, 120 mil carros estão deixando a cidade, e dentro deles, 500 mil pessoas. Sem contar os que estão, estavam ou estarão na fila do check-in ou no tormento da Rodoferroviária).  <br> <br> <br>Nesses dias de festas de fim de ano, Brasília volta a ser a cidade dos anos 1980. Uma gigantesca maquete desenhada em concreto armado, revestida por um oceano de grama e recortada de asfalto.  <br> <br> <br>No Plano Piloto de 20 e poucos anos atrás, as pistas da cidade eram imensas rotas vazias como estradas abertas na Lua. Viver aqui era habitar um mundo novo, experimentar um novo planeta, navegar em mares nunca dantes navegados.  <br> <br> <br>Brasília era a capital do silêncio e da solidão, era o mundo recém-habitado, um sertão estranhamente moderno, de uma modernidade assombrosa. A Brasília dos anos 80 e dos anteriores era uma cidade de poucas dores urbanas, que protegia os habitantes dos muitos aborrecimentos de uma metrópole.  <br> <br> <br>Por isso, hoje, amanhã e depois (e mais um bocado de depois) são dias perfeitos para procurar Brasília perdida no caos, reencontrar caminhos que a rotina metropolitana nos fez perder, se surpreender com a copa crescida de uma árvore, percorrer calçadas cheias de lembranças, conversar com o sapateiro que está no mesmo quiosque há décadas, redescobrir lojinhas, tomar cerveja no mesmo boteco e na mesma mesa daquele dia inesquecível (ou daqueles dias inesquecíveis, melhor ainda).  <br>Brasília de quem não vai viajar ou de quem vai e volta logo é uma cidade aberta, sem pressa, quase vagarosa, salvo, é claro, os dias de hoje e amanhã nos shoppings e nas feiras, mas Brasília não tem nada com isso.  <br> <br> <br>Claro que nem tudo será reencontro e redescoberta. O flâneur brasiliense pode se aborrecer muito quando vir a exorbitância dos empreendimentos imobiliários que estão se apossando da cidade, quando encontrar uma obra desobedecendo as escalas elegantes de Lucio Costa, quando tiver que contornar a calçada de uma comercial por conta de mais uma invasão, quando vir a Praça dos Três Poderes clamando por reformas, quando… <br> <br> <br>Essa é a Brasília recente, é preciso desconhecê-la nesses dias em que a cidade pertencerá a poucos ou a não tantos, e se concentrar na cidade livre do excesso de carros e de condomínios, a cidade perdida. <br> <br> <br>Faz muitos anos, o desenhista da construção de Brasília Willy Bezerra de Mello lamentava com amigos as mudanças que estavam descaracterizando a cidade. Então o arquiteto Gladson da Rocha, morto no ano passado, o consolou: “Willy, você conheceu a Brasília verdadeira. Ela não existe mais, mas tê-la conhecido foi um imenso privilégio”. <br> <br> <br></font></div> <br>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[O calendário do Athos]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <div style="text-align: justify;"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/f387dec002fedd02da11ce569113b6ef.jpg" align="left">&nbsp;<font size="6"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">&nbsp;&nbsp; </span></font> <br> <br><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">O calendário de 2009 do Athos Bulcão traz uma de suas técnicas mais admiráveis, as fotomontagens. O artista começou a produzi-las em 1952, quando a técnica era pouco exercitada no Brasil. Athos fazia uma superposição de imagens, com recortes de fotos de revistas e de livros. Depois fotografava a composição e o resultado eram imagens surreais — era, dizem os críticos, um flerte do artista com o surrealismo. “Esse trabalho com fotomontagem é pioneiro. É um trabalho sem precedentes no Brasil”, disse o crítico Fernando Cocchiarale,&nbsp; ex-curador do Museu de Arte Moderna do Rio, em entrevista a Nahima Maciel. O calendário com fotomotagens foi preparado para comemorar os 90 anos de Athos e os seus 50 anos de Brasília. Para mais informações,<a href="http://www.fundathos.org.br/"> clique aqui.</a> A fotomontagem do post se chama <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">A invasão dos marcianos</span>, de 1952.  <br></span></font></div>
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[O porquinho grogue]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img style="width: 504px; height: 336px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/d527cf266ab9240efe8a657c3323eb76.jpg"> <br> <br> <br><font size="6"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font> <br><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br>Este leitãozinho em posição nada confortável estava à mesa no réveillon de 1957 para 1958,&nbsp; no canteiro de obras de Brasília.&nbsp; Não se sabe se ele já tinha passado desta pra outra, mas é provável que estivesse apenas sido embebedado, como um peru de véspera. A foto foi feita pelo fotógrafo sueco Ake Borglund que acompanhou a construção da cidade entre 1957/1958. Fez mais de 800 imagens, publicadas nas revistas National Geographic e Paris Match. De volta à Europa, Borglund mandou 80 fotos para sua cicerone em Brasília, Marcedes Urquiza, que há anos peregrina com&nbsp; esse lote de imagens de Brasília sendo construída.&nbsp; A foto do porquinho está na exposição  <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">A epopéia de Brasília, ediçãoespecial</span>, em cartaz no Museu da República até 31 de dezembro. Quem tiver notícias do que aconteceu com o porquinho aparentemente vivo, porém aparentemente grogue, o blog posta e agradece.&nbsp;  <br>  </div>
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <div style="text-align: justify;"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/b772c2a17cad9269710bfdc7a7e95280.jpg" align="left"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102); font-weight: bold;"></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><font size="6"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">A Dom</span> <span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">Bosco</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br>A massa é aerada, fica no meio do caminho entre uma massa de bolo e a de um pão francês bem feito e a igual distância de uma massa de pizza convencional. No que diz respeito à espessura, é gorducha, mas não é inchada. Deita-se sobre a massa uma camada generosa de mozarela e, mais acima, caudalosas porções de molho de tomate suavemente adocicado, jamais enjoativo. Coroando o conjunto, uma chuva de orégano. </span> <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">Para fruir do incomparável sabor da Pizza Dom Bosco, há duas opções: uma fatia simples ou dupla. Acompanhada de mate ou suco de laranja ou de caju. No que resulta pedidos assim: “Vê uma dupla com caju”. O serviço é no balcão, mas há opções de banquinho de bar, na loja da 107 Sul, a mais antiga. <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">A Dom Bosco tem formato de pizza, tem nome de pizza, mas não é propriamente uma pizza. É um sanduíche de pizza, um bolo aberto e deitado de pizza, um reencontro com a simplicidade, um bolinho de chuva feito de pizza.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Numa cidade que padece de falta de tradição, onde as casas comerciais têm a vida curta de um verão, os endereços desaparecem tão rapidamente quanto surgiram, e, quando perduram, mudam o cardápio, esquecem de cultivar os antigos fregueses, numa cidade tão querente de novidades, a pizza Dom Bosco é tão preciosa para a construção da memória afetiva da cidade quanto as linhas de Lucio Costa e as curvas de Oscar Niemeyer.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>No tempo da construção, os operários comiam um bolo chamado Marta Rocha. Diz-se que era um tijolaço de muita farinha de trigo e fermento, e pequena dose de leite e ovos, feito para aplacar a fome desarvorada do candango. O Martha Rocha (Miss Brasil de 1954, segundo lugar no Miss Universo) ficou registrado na história da construção da cidade, mas não exatamente pelos seus méritos gastronômicos.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Não é o caso da pizza Dom Bosco. Ela não é apenas a pizza mais antiga da cidade (existe desde 1960), nem é somente a pizza que alimentou duas gerações de brasilienses. Ela é um achado gastronômico. É honesta e perseverante.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>A pizza Dom Bosco é um exemplo de modesta ambição. Passados 48 anos, a família Veríssimo estendeu seu estabelecimento para mais três endereços: 306 Norte, Sudoeste e Ceub. Não se modernizou, não inventou sabores, não quis ficar chique. Continuou deliciosamente a mesma. Servida no mesmo guardanapo de papel de seda que o balconista transforma num leque.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Mesmo quando foi para o Sudoeste, a Dom Bosco manteve a singeleza. Pizza no balcão, caixa com gaveta de madeira, cigarro, fumo e papel de seda. Copo americano grande para o mate, a laranja ou o caju. Não aceita cartão e nunca está vazia, a Dom Bosco. E no que depender desta freguesa aqui, nunca estará.&nbsp; </span> <br><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="2"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">(Emildo Veríssimo, da Dom Bosco, em foto de Paulo Araújo) </font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"></div> <br>
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/9b6911d294e5425c8c0549fc23bb6b05.jpg"> <br><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><font size="3"><font size="2">Papais Noéis no Parque da Cidade</font> <br> <br><span style="font-weight: bold;"></span> <br><font size="5"> <br>Ele existe, acredite <br> <br> <br></font>Eu já tinha 11 anos quando uma amiguinha quis porque quis me provar que Papai Noel não existia. Era uma noite bem próxima do 24 de dezembro, aquela em que a desilusão chegou. Veio cheia de argumentos bastante plausíveis para quem só acredita no que vê e não acredita no que não vê.  <br> <br> <br>— Você já viu Papai Noel deixando os presentes? <br> <br> <br>— Não, respondi. Mas eu não precisava da prova de São Tomé para acreditar em Noel. Bastava que eu tivesse essa certeza, e ela era — até aquela noite — inabalável. <br> <br> <br>— E como esse homem pode num mesmo dia distribuir presentes pras crianças do mundo inteiro?, a amiga me perguntava, louca para destruir a minha história com Noel, de acabar com meu barato. <br> <br> <br>Eu não sabia responder, mas me dizia que os seres mágicos podem tudo, até vencer a lógica do tempo. Não me dizia isso com essas palavras de adulto, dizia com a certeza de criança. <br> <br> <br>Apesar de minha vida de pobre, Papai Noel tinha sido muito generoso comigo. Todos os anos, deixava debaixo da cama o exato presente que eu havia pedido. Teve ano de eu não contar pra ninguém, não que eu me lembre, e o presente chegou, do tamanho exato do meu desejo. Como era possível ele não existir? <br> <br> <br>A insistência da amiga foi me deixando angustiada. Argumento após argumento, ela foi arrancando as pedrinhas do meu chão de sonhos. A noite foi ficando abissal, fui chorando pelo lado de dentro e emudecendo pelo lado de fora. Não queria mais ouvi-la, nem à lógica cruel que ela expelia com perverso prazer. Pensei em começar a cantar, em sair correndo, em partir pra cima dela.&nbsp;  <br> <br> <br>Se ela não acreditava em Papai Noel, e eu acreditava, o problema não era meu, era dela, mas eu ainda não havia aprendido a me defender nem a defender meus sonhos e meus noéis, só conseguia me debater à medida que a angústia aumentava.&nbsp;  <br> <br> <br>Papai Noel nunca tinha visitado a amiga, porque ele só dava presentes para quem acreditava nele. No Natal, a família da amiga comprava roupas para todos, ajeitava a casa, trocava os móveis eventualmente, fazia a ceia, mas eles não acreditavam num velho gorducho, de riso bobo e roupa ridícula. Eles achavam Noel um cara patético e riam de quem nele acreditava. <br> <br> <br>Muitos anos depois, e muitas desilusões mais tarde, quero dizer a Papai Noel que naquele noite, e só naquela noite, duvidei dele. Daí em diante, quanto mais passava o tempo, mais eu o reencontrava a cada novo Natal. Cada presépio, cada árvore enfeitada, cada musiquinha dindombel trazia de volta os anos de antes daquela conversa terrível.  <br> <br> <br>Até hoje, quando ele sai da Lapônia, com suas belas renas aladas, e seus duendes graciosos e peraltas, fico esperando o meu presente. E Noel nunca me decepcionou. O presente sempre chega, mas é preciso ficar atenta porque ele não estará debaixo da cama.&nbsp;  <br> <br> <br> <br></font></div> <br>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[A mais famosa ]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
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		    <div style="text-align: justify;"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/aba67cf6fac8ea9ccd7a5c7718382838.jpg" align="left"><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="color: rgb(102, 102, 102);"><font size="6"></font> <br> <br> <br>A árvore do Natal mais famosa do mundo, a do Rockefeller Center, em Nova York, nem é tão alta assim. Mede 22 metros (a da Esplanada dos Ministérios mede 61), pesa oito toneladas e foi decorada com 30 mil lâmpadas de baixo consumo, como exemplo de economia em tempo de crise. Todo ano, a cerimônia de iluminação da árvore mais célebre de NY reúne milhares de norte-americanos e turistas. Este ano, participaram da inauguração gente como Britney Spears, Tony Bennet e Beyonce. Ou seja: um grande espetáculo popular</span>. </span></font> <br></div> <br>
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[crônica da cidade ]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img style="width: 379px; height: 234px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/f451f079911530ff8c4db9aeeff64b27.jpg"> <br> <br> <br><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><font size="3"><span style="font-weight: bold;"></span> <br><font size="6">Visita à Cascavel <br> <br></font>Entre oito e onze da manhã, nunca acaba a fila do box 10 da plataforma inferior da Rodoviária, do lado voltado para o Congresso Nacional. Estão todos à espera do 111, a linha que levará os passageiros a três únicos endereços: a Cascavel, a Papuda e o Núcleo de Custódia. O ônibus da Viação São José sai de 40 em 40 minutos, pela contagem de ontem. Não pára em nenhum ponto no meio do caminho. <br> <br> <br>A maioria dos passageiros desce na primeira parada, a do Cascavel, a penitenciária dos já sentenciados. É o lugar do maior número de visitantes. Há mais de 300 pessoas no imenso galpão com bancos compridos de tijolos. Há oito mulheres para cada dois homens, em média. Muitas delas, jovens de calças justíssimas e camisetas insinuantes.  <br> <br> <br>Enquanto enfrentam as etapas para a visita aos presos, elas se enfeitam. Fazem chapinhas (há duas tomadas ao lado do banheiro), tiram a sobrancelha, maquiam-se. Mas terão de entrar de sandálias havaianas. É o único calçado permitido para as visitas. Não podem entrar com nada além da roupa do corpo e seis frutas (só são permitidas banana, goiaba, maçã, pêra e mamão papaia). “E dependendo do cana, eles ainda cortam a maçã em quatro e a banana ao meio”, me conta Joana, 49 anos, que está ali para visitar o namorado.  <br> <br> <br>O visitante também pode levar ao visitado dois pacotes de biscoito (os recheados são proibidos). Dois sabonetes (menos nas cores azul e amarelo, sabe-se lá a razão), dois rolos de papel higiênico, um creme dental, dois barbeadores descartáveis de plástico, um desodorante roll-on, um sabão de barra, desde que não seja azul ou amarelo e 500 gramas de sabão em pó. <br> <br> <br>A revista aos visitantes é a mais minuciosa que se pode imaginar. Na semana passada, me contou uma moça, uma mulher foi flagrada com um celular na vagina. “Ela disse que queria fazer uma surpresa ao marido”. Há um espelho colado ao chão, sobre o qual as mulheres agacham-se sem calcinha, uma, duas, três vezes. <br> <br> <br>Na penúltima visita aos presos da Cascavel antes do Natal, algumas mães (poucas) levaram os filhos pequenos para visitar o pai. “Este aqui, me disse uma mãe de 21 anos, pondo a mão sobre a cabeça de um garotinho de 4 anos, vive perguntando pelo pai, morro de dó”. Há garotos maiores, um deles adolescente de olhos verdes e expressão de tristeza.  <br> <br> <br>Pouquíssimos homens visitam seus filhos, irmãos, pais, tios no presídio. Por isso, a fila é rápida. Seu Joaquim, 82 anos, foi visitar o filho de 37 anos que cumpre a terceira pena, desta vez por homicídio. “Venho sempre. É meu filho. Mas a mãe não vem, diz que não agüenta mais passar a vida visitando presídio”.  <br> <br> <br>O ônibus da Papuda e o galpão da Cascavel são salas de espera de uma gente que vive presa em liberdade.&nbsp; As meninas jovens que vão visitar seus namorados nem se dão conta disso. Para elas, até o perigo é festa. Mas para as mães de rosto crispado, pele maltratada e olhos cansados, aquilo tudo é uma punição contínua. Sem direito a Natal. <br></font></div> <br>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[Reescrevendo a história]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img style="width: 386px; height: 250px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/0f9b42e9f4fd1c0fdeb06972dd91fa83.jpg" aling="left"> <br> <br><font size="6"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font> <br><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><font size="3">Uma estátua do general Francisco Franco foi retirada hoje de uma praça na cidade de Santander, norte da Espanha. Foi-se mais um dos símbolos de uma das mais cruéis ditaduras do século passado, a do generalíssimo que comandou a ferro e fogo a Espanha entre os anos de 1939 a 1975. Lei aprovada pelo Parlamento espanhol, no final do ano passado, obriga as cidades a retirar os símbolos públicos da era Franco e a renomear as cidades batizadas com o nome dele ou de generais que lutaram com ele durante a Guerra Civil Espanhola. No caso da estátua de Santander, porém, a remoção foi feita pela prefeitura para a reforma do local. Durante a ditadura Franco, cerca de 20 estátuas dele foram colocadas em locais públicos das cidades espanholas. Só resta uma. <br></font></div> <br> <br> 
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[Presépios, estrelas no chão]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/a492dde094972a4babf97a67498d436d.jpg"> <br> <br> <br><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font> <br><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><font size="3">Na cidade onde o espaço é tão grande que&nbsp; nele parece caber mais uma dimensão, os presépios natalinos brilham ao longe. O do Eixo Monumental, perto da Praça do Cruzeiro, esse aí&nbsp; de cima, é o mais belo de&nbsp; todos e está no ponto mais alto do Plano Piloto. Mas há outros. A Érica Montenegro, repórter da editoria de Cidades, saiu em busca deles e encontrou um na 211 Sul,&nbsp; quadra que já tem tradição na decoração natalina. O presépio é obra da artista plástica Nirvana Rios, moradora da superquadra. “Quis homenagear a cidade que me acolheu”, ela disse. A imensidão dos espaços de Brasília transformam as luzes&nbsp; da noite em grandes galáxias ao rés-do-chão.&nbsp;&nbsp;&nbsp;  <br></font></div> <br> <br> <br><img style="width: 416px; height: 278px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/5270f46ca65058937352ed08c46ff28b.jpg"> <br><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="2">211 Sul</font> <br> <br>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img style="width: 395px; height: 296px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/a15584e1c53e0443df0dad8ce1ac778c.jpg"> <br><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><font size="3"><font size="2">bloco Simpatia é quase amor, Ipanema, 2007</font> <br> <br> <br><span style="font-weight: bold;"></span> <br><font size="6">Não é facinha <br> <br></font>A casa de Tia Ciata, na Praça Onze, no Rio de Janeiro, era uma espécie de barracão do samba, isso entre o final do século 19 e o começo do século 20, quando negritude, batucada e candomblé, tudo junto, era motivo mais que suficiente para a polícia mandar todo mundo vazar. Tia Ciata promovia estupendos pagodes onde se reuniam sambistas da grandeza e do pionerismo de Donga, Sinhô e João da Baiana, os criadores do samba.  <br> <br> <br>Eles se juntavam na casa de Tia Ciata por duas razões a mais, além do amor à música: a baiana fazia um acarajé… um abará…. um vatapá… de tirar o chapéu (naquela época, os homens ainda cobriam elegantemente a cabeleira). Ela era mãe de santo do candomblé, mais um imã para atrair multidões para sua casa. Era tão conhecida, a casa dos pagodes que nenhuma escola de samba começava o desfile sem passar por lá para pedir a bênção a Tia Ciata. Era fuzuê o ano inteiro, quase sempre acompanhado de perseguição policial.  <br> <br> <br>A história da tia do samba me veio à lembrança com a ameaça de o Galinho da Madrugada ser forçado a deixar a 203/204 Sul, a pedido de moradores das duas superquadras.  <br> <br> <br>Claro que não estou insinuando que o Galinho conduz os criadores do frevo e daí tem de ficar onde está. Só estou dizendo que ele bem poderia ficar onde está e por ene razões, a mais importante delas é que Brasília é uma cidade que clama fortemente por acontecimentos que a humanizem, coletivizem, que lhe dêem calor, que construa tradições, que quebrem a frieza inevitável de uma cidade planejada e rigidamente organizada. <br> <br> <br>Quase um século depois, o samba se transformou na mais forte manifestação da cultura popular brasileira e o Rio é a capital mundial do carnaval. Fiquemos só nos blocos. Eles ocupam as ruas, as esquinas e as portas dos prédios e das casas da Gávea, Ipanema, Leblon, Copacabana, Botafogo. Tem bloco que nem conta onde será a concentração — ou seja, se eu fosse carioca e morasse no território supracitado, a porta da minha casa ou do meu prédio poderia adormecer e amanhecer cheia de pinguços e xixis. <br> <br> <br>Pinguço é chato, xixi cheira mal, mas uma cidade, mesmo minuciosamente planejada, se alimenta do improvável, das manifestações coletivas, de tudo quanto transmita humanidade, graça, irreverência, vontade de viver e de ser feliz, nem que seja um pouquinho. Mais do que qualquer outra cidade do país, Brasília precisa da vibração das ruas.  <br> <br> <br>Segue agora a lista de alguns dos blocos do Rio: Imprensa que eu gamo, Imaginou? Agora amassa!, Cutucano atrás, Suvaco do Cristo, Vem ni mim que sou facinha, Concentra mas não sai, Simpatia é quase amor, Sorri pra mim, Bloco Desculpa pra beber e outros cujos nomes não cabem numa coluna que se pretende de respeito. <br> <br> <br>Pelo visto, Brasília não quer ser facinha.  <br>&nbsp; <br> <br>&nbsp; <br>&nbsp; <br></font>  </div>
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[Paisagista e muito mais]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <div style="text-align: justify;"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/8c281bd4772cabfbe87517c3f9952f4f.jpg" align="left"> <font size="6"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font> <br> <br><div style="text-align: justify;"><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="3"><span style="font-weight: bold; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Burle Marx teve uma relação meio conturbada com Brasília. Pra começar, ele criticou o fato de o edital do concurso do Plano Piloto não ter incluído um projeto paisagístico e ambiental. Mais tarde, ele teria desentendimentos com Niemeyer, porém nada relacionado à nova capital.</span></font> <br><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="3"><span style="font-weight: bold; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font></div><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="3"><span style="font-weight: bold; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br></span><span style="font-weight: bold; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br>Mesmo assim, Burle Marx estendeu em Brasília vastas de suas paisagens tropicais, nativas, esculturais, brasileiras. São dele o Parque da Cidade (junto com Haruyoshi Ono e José Tabacow), a Praça do QG do Exército (que se chama Praça dos Cristais e também se chama Praça Cívica, e é a mais bela praça de Brasília). E também os jardins do Itamaraty, do Teatro Nacional, do Congresso Nacional, do Ministério da Justiça, das superquadras 308 e 114 Sul. <br> <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-weight: bold; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Nesta semana,&nbsp; começaram as comemorações pelo centenário nos do maior paisagista brasileiro, um dos mais importantes do mundo. Burle Marx nasceu em 1909 e morreu a 4 de agosto de 1994. Foi paisagista, mas foi também um monte de outras coisas: pintor, ceramista, tapeceiro, músico, designer de jóias, autor de cenários e figurinos para teatro e óperas.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-weight: bold; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br> <br>Quem iniciou o período de homenagens a BM foi o Paço Imperial, no Rio de Janeiro, com a exposição A permanência do instável. A retrospectiva reúne pinturas, desenhos ,gravuras, tecidos, tapeçarias, jóias, cerâmicas e projetos paisagísticos de BM.  <br> <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-weight: bold; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Para quem estiver indo ao Rio, a exposição estará aberta até 22 de março do ano que vem. Não há previsão de ela vir a Brasília.</span></font> <br><span style="font-weight: bold;"></span></div><span style="font-weight: bold;"> <br> <br><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">(Na foto, <span style="font-style: italic;">Mulher de Combinação Rosa</span>, óleo sobre tela)</span> <br></span>
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img style="width: 398px; height: 288px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/8db8786e32c101e62dceeff37817bb76.jpg"> <br> <br> <br><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><font size="3"><span style="font-weight: bold;"></span> <br><font size="6">Brasília, 1965</font> <br> <br> <br> <br>Brasilienses criados debaixo do bloco, na década de 60, estão reencontrando a Brasília de seu mais doce coração num documentário no YouTube. Uma câmera atravessa o Buraco do Tatu, o túnel que liga o Eixão Sul ao Norte, enquanto uma voz masculina começa a descrever a cidade.  <br> <br> <br>Como de resto acontece na devoradora internet, o filme não tem autoria. Pelo letreiro em alfabeto cirílico que aparece nas primeiras imagens, dá a entender que é uma produção russa ou búlgara ou ucraniana.  <br> <br> <br>Pois o filme tem autor e dos bons, assistente de direção dos melhores, narrador de primeira qualidade e trilha sonora na voz de uma das melhores cantoras brasileiras. <br> <br> <br>O que o YouTube está espalhando pelaí, e somente pela metade, é o documentário <span style="font-style: italic;">Brasília, contradições de uma cidade nova,</span> de Joaquim Pedro de Andrade, de 1967, mas filmado em 1965. Jean-Claude Bernardet é o assistente de direção, Ferreira Gullar, o narrador e Maria Bethânia canta <span style="font-style: italic;">Viramundo</span>.  <br> <br> <br>Enquanto a câmera percorre o Plano Piloto, Ferreira Gullar descreve </font><font size="3">a cidade — e com o texto do Relatório do Plano Piloto. Ouvir a descrição de Lucio Costa e ver as imagens correspondentes é uma revelação. A invenção do inventor sai do croqui, ganha vida e é verdejante, ampla e bucólica, mas um tanto vazia e fria, não se pode negar.  <br> <br> <br>A versão que está no YouTube pára no Plano Piloto, mas o documentário vai mais longe. Como avisa o título, mostra as contradições da cidade planejada. Os nascidos em Taguatinga vão matar as saudades das primeiras casinhas brancas da cidade. O Ponto Frio Bonzão vendendo eletrodomésticos em cima de um caminhão e o vendedor fazendo as contas numa mesinha no meio da rua revela a Brasília nordestina e improvisada, que veio desarrumar a ordem desenhada nas pranchetas.  <br> <br> <br>Em texto publicado no <span style="font-style: italic;">www.filmesdoserro.com.br,</span> Jean-Claude Bernadet conta a aventura de fazer um documentário em Brasília nos anos de chumbo. O filme era uma encomenda da Olivetti do Brasil, mas o diretor tinha ampla liberdade para fazê-lo como quisesse. No meio do caminho, a direção de publicidade da empresa mudou e as regras também. <br> <br> <br>O diretor correu atrás, então, do apoio de Niemeyer, mas não conseguiu, segundo relato de Bernadet. (Só mais tarde, o arquiteto diria a Andrade que ele tinha razão em filmar Brasília como filmou). O documentário foi apresentado no festival de cinema de Brasília de 1967, sem aviso prévio, mas logo depois da projeção a cópia foi interceptada. Joaquim Pedro de Andrade foi avisado que, se apresentasse o filme à censura, não obteria o certificado “e poderia haver conseqüências mais graves”. O diretor entregou cópia do documentário ao Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. <br> <br> <br>O documentário completo está à venda no mercado junto com <span style="font-style: italic;">Macunaíma</span>, a obra-prima de Joaquim Pedro de Andrade.  <br> <br> <br><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Qh5d5ccG6o8">Clique aqui para ver a versão do YouTube.</a> <br>&nbsp;&nbsp;  <br> <br> <br></font></div> <br>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[Le Corbusier de Lego]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img style="width: 416px; height: 314px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/f5f86a4ec8c49154b0556ccf96c4e320.jpg"> <br><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">A casa Savoye de verdade</span> <br>&nbsp; <br> <br><div style="text-align: justify; color: rgb(102, 102, 102);"><font size="3"><font size="6"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Parece uma comercial da Asa Norte, mas é um projeto de Le Corbusier. A emblemática Residência Savoye,&nbsp; na cidade de Poissy, na França, projeto da década de 1920, resume as idéias do arquiteto franco-suíço sobre a arquitetura moderna. É a chamada máquina de morar, com os cinco pontos da nova arquitetura que os modernistas propunham. Quais sejam, resumidamente:</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">1 — Planta livre da estrutura</span> — As paredes deixam de ter a função de sustentar o prédio. Elas ficam livres para ter mais funcionalidade, para dividir ambientes.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">2 — Construção sobre pilotis</span> — A arquitetura moderna eleva a obra do solo e deixa-o livre para uso coletivo e ligado à área pública.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">3 — Terraço-jardim</span> — A última laje passa a ter uma função.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br><span style="font-weight: bold;">4 — Fachada livre </span>— Assim como as parades, a fachada deixa de ter função estrutural. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">5 — Janela em fita </span>— A janela perde a timidez, abre-se à luz e fica menos ornamental.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br> <br><img style="width: 387px; height: 255px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/ed78383d63b6dec6cc57061b6aa09636.jpg"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">A casa Savoye de Lego <br> <br> <br>O estudante de arquitetura Matija Grguric, de Zagreb, na Croácia, fez uma réplica em Lego da casa Savoye. (foto maior&nbsp; O brinquedo de Matija detalha o projeto de Corbusier, casa que foi transformada em museu.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font></div> <br>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[Um monumento chamado Rodô]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img style="width: 411px; height: 295px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/955cd4250955df0cf6bfad83906a00b3.jpg"> <br> <br> <br><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font> <br> <br><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="3"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">A foto acima é do arquiteto Eduardo Rossetti, um cara que gosta pra caramba de Brasília. Ele estuda a formação da cidade e admira as grandes sacadas de quem a construiu. Como a Rodoviária, por exemplo. Um momento de arquitetura e urbanismo, que faz a intersecção do Eixo Monumental com o Eixão em diferentes níveis. A Rodoviária é um prédio e várias pistas, um shopping e um terminal de ônibus, uma feira e um abrigo. Tem um vão de 265,5 metros e foi uma ousada solução tecnológica para a época e o país. Dela se tem o domínio da Esplanada. E por ela transitam brasilienses dos quatro cantos.  <br><br style="color: rgb(102, 102, 102);"></span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><span style="color: rgb(102, 102, 102);">Mas é uma obra muito malcuidada, com reformas nunca concluídas e escadas rolantes sempre defeituosas. A retirada dos camelôs que havia muito ocupavam os estacionamentos liberou a Rodoviária para a população (não sem um preço alto: o de desabrigar centenas de vendedores ambulantes). A Rodoviária desobedeceu ao projeto de Lucio Costa que a pretendia mais sofisticada e cultural. Mas, como ele mesmo reconheceu, a Rodô passou a ser a confluência de Brasília, da Brasília que anda de ônibus</span><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><br style="color: rgb(102, 102, 102);"><br style="color: rgb(102, 102, 102);"> <br></font></div> <br>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
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		    <img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/d386106ebe5cf76eced532df2c43395d.jpg"> <br><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/46c0c37e79b5172cb22432dc3d86d91d.jpg"> <br><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);"><font size="3"><font size="2">Acima, Casa Grande do Engenho Jundiá, em Vivência, PE <br>e abaixo, antiga senzala do engenho Matas, em Cabo do Santo Agostinho, PE.  <br>O Brasil escravocrata era cheio de varandas</font> <br> <br><span style="font-weight: bold;"></span> <br><font size="5"> <br>Da varanda, na varanda</font><font style="font-weight: bold;" size="5"> <br> <br> <br></font>Num poema chamado A mulher e a casa, João Cabral de Melo Neto usa o corte certeiro de seus versos para criar uma arquitetura poética de sedução. Compara uma casa a uma mulher no que as duas têm de intimidade, reentrâncias e guardados. Lá pelas tantas, João Cabral fala do “riso franco de varandas”, metáfora de um lugar que lhe é muito particular, os espaços abertos do lado de fora das casas dos senhores de engenho. (O pernambucano de Vida e Morte Severina era filho de um deles). <br> <br> <br>As varandas do poeta foram parar no lápis de Niemeyer, na arquitetura moderna, por assim dizer. Os palácios de Brasília são avarandados — o Alvorada, o Planalto, o Itamaraty. <br> <br> <br>As varandas estão para as casas brasileiras como as nuvens estão para o céu. Não nasceram juntas, mas vivem coladas. Casas com alpendres fazem parte do jeito tropical de morar, desde os tempos coloniais, e até hoje em toda a zona rural. Varandas chamam o sol, atraem a lua, namoram as estrelas. Varanda nos tira de dentro de casa, mas não nos joga na rua. Nos prepara, pausadamente, para enfrentar o mundão lá fora. Varanda é uma praça na fachada da casa. Não tem a privacidade dos quintais nem se estende longamente como os jardins. A varanda é mais íntima que o caramanchão e menos íntima que a sala. <br> <br> <br>A arquitetura moderna trouxe a varanda para os apartamentos (e para os palácios, que ousadia!). Pendurou pracinhas no ar. Pena que a maioria delas são fechadas com vidros fumês e perdem a sua condição de meio caminho para o mundo lá fora.  <br> <br> <br>Brasília é cheia de varadas, mas quase não existem varandas em Brasília. Dada a contradição, fico procurando uma varanda de verdade — aberta, ensolarada, destemida. E tenho encontrado algumas e quase todas parecem abrigar moradores com um jeitão parecido: gente que gosta de flores e de folhas verdes, que atrai passarinhos com água-doce, que gosta de rede e que gosta de se sentar com o pé pra cima para observar o nada. <br> <br> <br>Conta a história que, na Idade Média, não existia vida privada. As pessoas não tinham consciência de si. Portanto, não precisavam de um quarto, de privacidade, de um lugar pra se esconder do mundo. Só quando o homem começou a dar valor à família, quando começou a se transformar num indivíduo, é que surgiu a necessidade de um lugar onde pudesse proteger e exercitar a intimidade.  <br> <br> <br>A casa passou a ser um lugar da intimidade e a rua se firmou como o lugar do risco, da peleja, do confronto. E a varanda, o meio do caminho — mas grudada à casa, à proteção, ao acolhimento. A varanda se oferece para nos mostrar que nem tudo é tão ameaçador. Que a rua é lugar de humanidade, de encontros, reencontros e de inescapáveis desencontros. É na rua que as coisas acontecem. A rua nos obriga à valentia de viver. A varanda nos permite observar esse mundo, estranho mundo e admirá-lo no que tem de admirável.  <br> <br></font></div> <br>  
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	    <item>
		    <title><![CDATA[A casa experimental]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
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		    <div style="text-align: justify;"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/3db949c1c63a4bf9b5b4bcb562088df3.jpg" align="left">&nbsp;  <br> <br><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(153, 153, 153);">Kacey Wong é um artista experimental que se inspira na cidade onde mora,&nbsp; a inesgotável Hong Kong. No início deste ano, KW criou uma casa num triciclo. Tem janela, porta, sofá, biblioteca, mesa. A idéia do artista é poder dormir onde quer que queira. “Estive pensando nas condições de vida de Hong Kong. É superpopulosa e pagamos muito por um lugar pequeno”, explicou o artista. A casa é perfeita para KW. Pois vejam o que ele diz: “Minha inspiração vem da minha sensibilidade para com a humanidade e arquitetura”.&nbsp; A arte, diz ele, o faz reviver o que a vida urbana oferece tão lindamente. A casa móvel de KW só tem um inconveniente: o morador tem de dormir com as pernas pro lado de fora.&nbsp; </span> <br></div>
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		    <title><![CDATA[Que nos inspire ]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <div style="text-align: justify;"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/2680ff2c347e3e27276ac5fa1836ce17.jpg" align="left"> <font style="color: rgb(102, 102, 102); font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="4"><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><span style="color: rgb(153, 153, 153);"> </span><br style="color: rgb(153, 153, 153);"><span style="color: rgb(153, 153, 153);">A alma caipira de Zé Mulato e Cassiano resistiu ao modismo sertanejo-comercial e, 30 anos depois, recebe homenagem na Sala Villa-Lobos, do Teatro Nacional, hoje às 21h.&nbsp; Em matéria de Irlam Rocha Lima, no <span style="font-weight: bold;">Correio</span> impresso de hoje, Zé Mulato fala que o reconhecimento é merecido.).  <br> <br> <br>Diz Zé Mulato: “A homenagem, no meu modo de pensar, é uma afirmação de que não nos desviamos do caminho que traçamos no começo da carreira. Sem modificar o estilo, sem&nbsp; nos desviarmos da proposta inicial, levamos o nome de Brasília para todos os cantos do Brasil”.  <br><br style="color: rgb(153, 153, 153);"></span><br style="color: rgb(153, 153, 153);"><span style="color: rgb(153, 153, 153);">A dupla ganhou o Prêmio Sharp de Música 1998, como melhor dupla sertaneja e o Prêmio Tim de Música, em 2003, pelo CD Sangue Novo. Participarão da homenagem de hoje nomes da maior magnitude da música autenticamente caipira: Inezita Barroso, Pena Branca, Roberto Corrêa, Pereira da Viola. Haverá também a apresentação de dançadores de catira, manifestação da cultura popular goiana.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;  <br><br style="color: rgb(153, 153, 153);"></span><br style="color: rgb(153, 153, 153);"><span style="color: rgb(153, 153, 153);">Zé Mulato e Cassiano&nbsp; é um alento para quem anda desanimado com o mundão competitivo, mercantilizado, espetacularizado de hoje. A dupla abdicou da possibilidade do&nbsp; dinheiro fácil para se manter fiel ao caipira de raiz, àquilo que é o mais verdadeiro nos seus acordes e composições. Zé Mulato e Cassiano são irmãos, filhos de família muito pobre.  <br> <br> <br>Em 1969, a família saiu de Passebem, interior de Minas, para um barraco de madeira na Vila Planalto. Zé Mulato se aposentou como segurança da Câmara dos Deputados. A dupla tem vida modesta, apesar dos dez discos lançados. Não enriquecer com a música não lhes tirou pedaço nem deixou ressentimento. São o que são e são de verdade, sem disfarces. Tenho os dois como exemplos cada vez mais raros. (Foto do Hiram Vargas)</span><br style="color: rgb(153, 153, 153);"></font></div> <br>
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		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[crônica da cidade ]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img style="width: 427px; height: 283px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/7ae6491efa35ce1cbc5faf4e0c00f0d7.jpg"> <br> <br> <br><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br><font size="6">Dona Sinhá</font> <br> <br> <br> <br>Mora na minha infância uma mulher negra, miserável e inteiramente alcoólatra — de beber álcool e perfume. Ela era tão antiga que se chamava dona Sinhá. Morava num dois cômodos de telha de amianto e chão de terra batida num cortiço no final da rua. Um lençol de pano dividia o quarto da cozinha. No primeiro, dormiam ela e a neta que ela criava.  <br> <br> <br>Dona Sinhá recendia a álcool qualquer hora do dia ou da noite, de segunda a domingo, de janeiro a dezembro. Ganhava uma pensão miserável que garantia a sua vida miserável, a cachaça vagabunda e o arroz com ovo frito do almoço e da janta. De vez em quando, ela cozinhava carne de lata, e guardava para servir nos fins de semana.  <br> <br> <br>Eu gostava de ficar perto de dona Sinhá porque ela tinha alguma coisa pra me ensinar, mas eu não tinha consciência disso nem mesmo sabia o que estava aprendendo. Era uma alcoólatra que arrastava os pés descalços e de unhas carcomidas, mas era uma mulher muito valente. Dona Sinhá cuidava da neta, a Ana Lúcia (onde andará?), como quem cuida de uma princesa, a despeito das circunstâncias miseráveis. <br> <br> <br>Aos meus olhos de menina, dona Sinhá tinha mais de cem anos. E todos os dias empurrava o peso do álcool e da idade até a escola onde Ana estudava. Levava e buscava a garota e às tardes não a deixava brincar enquanto não fizesse os deveres num banquinho de madeira encostado na parede do lado de fora do barraco. <br> <br> <br>Dona Sinhá não falava. Grunhia palavras que só Ana Lúcia entendia. Não tinha amigos, não que eu os tenha visto. Era uma velha, negra, miserável e alcoólatra que cuidava de uma neta. Que tinha duas camas de solteiro que ela mesma havia fabricado com restos de madeira, uma trempe onde cozinhava o arroz, às vezes o feijão, e fritava o ovo. Duas panelas de alças quebradas e tampas tortas, dois pratos de flandres, dois copos amassados de alumínio, duas ou três colheres e uma moringa.  <br> <br> <br>Dona Sinhá vivia no limite da miséria, mas trazia tudo muito limpo, alumínios areados, lençóis alvos e enfeitava a prateleira de madeira velha com uma tolha de papel bordado com recortes. Nunca mais reencontrei aqueles enfeites de papel com que as mulheres decoravam suas cozinhas.  <br> <br> <br>Toda vez que eu ia visitá-la, dona Sinhá pegava um banquinho de madeira velha, passa um paninho no assento e punha num canto pra eu me sentar. Fazia tudo isso com as mãos trêmulas — as mãos de dona Sinhá nunca descansavam do tremor. Quando eu chegava, ela sorria sorriso de olhos baixos, punha o banco e seguia arrastando o corpo sofrido.  <br> <br> <br>No dia em que dona Sinhá amanheceu morta como um passarinho, a rua então parou para o velório e o enterro. Só quando morreu, dona Sinhá ganhou vida para aqueles ao redor. A morte deu-lhe a solenidade que o viver havia lhe roubado. <br>&nbsp; <br></div> <br>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[Arte na rua (de Montevidéu)]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img style="width: 388px; height: 290px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/b3ad30df6359aab6650d7def42502c35.jpg"> <br> <br><font size="5"> <br></font><div style="text-align: justify;"><font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Uma cidade inteira retrada pela arte das ruas,&nbsp; grafites, logotipos, anúncios, sinais de trânsito, letreiros, desenhos e escritos que fazem parte das grandes metrópoles. A idéia é do fotógrafo argentino Guido Indij no livro  <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">MVD: Gráfica Popular de Montevidéo</span>,&nbsp; uma colorida e forte coleção de arte de rua e símbolos gráficos da capital do Uruguai.&nbsp; “É inacreditável as coisas que vejo andando pelas ruas de Montevidéu: pôsteres de nossa infância, símbolos dos tempos de nossos pais, vestígios arqueológicos dos últimos compositores bestiários, Carlos Gardéis, peixes e mais peixes”. O cara escuta com os olhos a voz das ruas, aquilo que a cidade anônima está dizendo, perguntando, querendo, sinalizando, protestando nos muros e nas paredes. O livro ainda não está à venda no Brasil, mas quem quiser ver mais imagens do livro,<a href="http://librairie.lldm.free.fr/?p=638"> clique aqui.&nbsp; </a></span></font> <br></div> <br>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[Que nem que nem]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img style="width: 397px; height: 264px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/0e50bf222498bd040a2930c561ae536d.jpg"> <br><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102); font-weight: bold;" size="2">A de Brasília, foto de Hiram Vargas</font> <br> <br> <br> <br><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/99708bde638f05ef73dc2fc15bc874af.jpg"> <br><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="4"><font style="font-weight: bold;" size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">A de BH, foto de Marcos Vieira</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><div style="text-align: justify;"><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="4"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">As árvores de Natal de Brasília e Belo Horizonte são irmãs gêmeas. A de BH foi inaugurada ontem. Flutua na Lagoa da Pampulha, rodeada pelas obras de Oscar Niemeyer. A árvore belorizontina tem 60 metros de altura e 300 toneladas e repete a estrutura e a tecnologia da árvore do ano passado, que comemorou os 110 anos da cidade. </span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="4"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">A de Brasília tem um metro a mais&nbsp; de altura e tal qual a de BH tem animação gráfica feita por computador e imagens feitas de 62 mil LEDs (componentes eletrônicos que produzem imagens semelhantes às de uma TV de plasma).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="4"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">&nbsp; &nbsp; </span></font> <br>  </div>
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/a14ac89464844e6b4699c95bda87f6ec.jpg"> <br><div style="text-align: justify; color: rgb(102, 102, 102);"><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Dom Quixote, por Gustave Doré</span></font><font size="2"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="6"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Viver, o que é isso?</span></font> <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Drummond escreveu que os delicados prefeririam morrer, por acharem bárbaro o espetáculo. Estava muito pessimista o poeta: “Chegou um tempo, disse o poeta, em que não adianta morrer. Chegou um tempo em que a vida é uma ordem. A vida apenas, sem mistificação”.</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>Jorge de Lima também chegou à fronteira perigosa do viver, mas expandiu os limites das possibilidades: “Mesmo sem velas e sem rumos, mesmo sem vagas e areias, há sempre um copo de mar para um homem navegar”. </span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>Dizem que Manuel Bandeira escreveu em algum lugar que “viver é para profissionais”. Procurei o poema ou o texto ou a entrevista com a grande sacada, mas não encontrei. (Se algum leitor souber, a crônica agradece).</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>Mesmo com seu irônico pessimismo, Machado de Assis conseguiu abrir um caminho para além das tragédias que vira e mexe nos acontecem: “A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal”.</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>O inacreditável e inarredável Ariano Suassuna tem seu jeito de enfrentar as dificuldades do viver: “Tenho duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte: o riso a cavalo e o galope do sonho. É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver.”</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>O sábio jagunço do Grande Sertão: Veredas sabia que viver é muito perigoso e entendeu o que a vida exige da gente: “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>No monumental <span style="font-weight: bold;">Dom Quixote</span>, Cervantes busca a vida nos quatro cantos, em todas as horas, minutos e segundos, em todas as dimensões, com todos os sentidos e numa frase curtíssima: “Até a morte, tudo é vida”.</span></font> <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Goethe, que também enxergava um bocado longe, nos ofereceu a chance do contínuo recomeço : “Viva a cada dia como se a vida estivesse começando”. </span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>Shakespeare (claro!): “A teia de nossa vida é composta de fios misturados: de bens e de males”. </span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>Um cara que tinha o maior jeito pra transformar o exercício complicado de viver em frases muito legais, o filósofo norte-americano Elbert Hubbard disse coisas incríveis do tipo: “Para evitar críticas, não faça nada, não diga nada, não seja nada”.  <br> <br> <br>Outra: “Não crie desculpas — realize” ou ainda “O maior erro que você pode cometer na vida é ficar continuamente temendo errar”. </span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Mas a frase mais genial de Hubbard, das que encontrei, passará a ser a minha frase-de-cabeceira: “Não leve nunca a vida demasiado a sério; de qualquer forma, você não sairá vivo disso”.&nbsp; </span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></div> <br>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[Diamantes Brasília]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img style="width: 249px; height: 318px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/97249135740f40f07f21036b522207a9.jpg" align="left"> <font size="6"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"></span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><font style="color: rgb(153, 153, 153);" size="4"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Niemeyer está na paisagem, nos interiores e agora no corpo. A H.Stern desenhou uma coleção de jóias inspiradas no traço do arquiteto. São oito linhas, uma delas chamada Brasília: dois braceletes de ouro amarelo e de ouro branco, com diamantes, leves e vazados como os palácios da cidade. Há também brincos de curvas opostas unidas pelas pontas. </span>  <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">A joalheria inspirou-se também nas linhas da Pampulha, nas linhas sensuais das mulheres dos desenhos de Niemeyer, no Copan (o prédio sinuoso de São Paulo). São 35 peças nas oito as linhas de jóias: Jóia, Mulher preferida, Pampulha, Brasília, Copan, Croqui, Curvas, Flor. As jóias foram concebidas pelo presidente da H.Stern que também é diretor de criação, Roberto Stern. E aprovadas pelo arquiteto.</span>  <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">As peças são em ouro texturizado, o que faz lembrar a irregularidade do concreto. Toda a linha foi feita com brilhantes pequenos para realçar as linhas das peças. Só a pulseira Brasília (a da foto) tem 103 diamantes. Os preços variam de R$ 1,6 mil para os anéis até a mais cara, a pulseira Brasília, de R$ 69,6 mil.&nbsp; &nbsp;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">   <br>A coleção será lançada nas lojas H.Stern na próxima segunda-feira, 15, dia dos 101 anos de Niemeyer.&nbsp; A tiragem inicial terá entre 500 e 600 peças.&nbsp;&nbsp; &nbsp;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">&nbsp;&nbsp; &nbsp;</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">&nbsp;</span></font>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/ef4f7dc88a303fc30ac81c7aa62f5469.jpg"> <br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">O lavrado de Roraima</span></font> <br><br style="font-weight: bold;"><div style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102); font-weight: bold;"></span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><font size="6"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br>Uns dos outros</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br>Escrevo enquanto o STF decide o destino da reserva Raposa Serra do Sol. Do que li a respeito, uma frase ficou ressoando na memória: “Nós queremos a área contínua porque precisamos uns dos outros para viver”. Declaração de Ivandro André, um dos líderes macuxi da reserva. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br> <br>A frase resumiu uma idéia de humanidade num dos sentidos que lhe dá o Houaiss — qualidade de quem realiza plenamente a natureza humana. Essa plenitude se instala quando uns precisam dos outros, o que transforma cada outro em você mesmo e você mesmo no outro. Precisar um do outro é querer que o outro esteja vivo e bem pra que eu esteja viva e bem e se essa cadeia se expande tem-se aí um forte laço de humanidade. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br> <br>Pensando na necessidade que os índios macuxi, wapixana, ingarikó, taurepang e patamona, os habitantes da Raposa Serra do Sol, têm uns dos outros cheguei à terra que reivindicam e descobri que eles vivem numa região muito parecida com o cerrado. Imensas savanas chamadas de lavrado e, na fronteira do Brasil com a Venezuela e Guiana, cadeias de montanhas.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br> <br>Os povos indígenas que vivem na Raposa Serra do Sol espalham-se em campos abertos, terras espraiadas como o cerrado, árvores baixas e retorcidas e matas ciliares protegendo os rios. As terras são ácidas, arenosas, pouco férteis, é longo o período de seca e muitos os incêndios — irmão gêmeo do cerrado, portanto. A área vai da Raposa à Serra do Sol, por isso o nome estranho, meio fora de lugar. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br> <br>Existem mais de 600 espécies animais no lavrado, algumas delas exclusivas da região. Há um passarinho, o joão-de-barba-grisalha, que já nasce com cara de velhinho. Tem, sob o bico, chumaços de pêlos brancos. Está na lista dos ameaçados de extinção, porque bicho precisa uns dos outros pra viver, que nem os povos da Serra do Sol.</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"> <br> <br> <br>Cruzei com um grande grupo de índios da reserva num restaurante popular do Conic, na segunda-feira passada. À exceção de duas índias paramentadas à moda macuxi, todos os demais se vestiam como brancos. Cada um comia o seu PF com silenciosa solenidade, como se soubessem que estavam num ambiente hostil — o da cidade grande —, onde todos parecem não precisar de nenhum.&nbsp; </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"></div> <br>  
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[O banner intruso e ilegal]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <font size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font>  <br>  <br><img style="width: 231px; height: 350px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/8c418b2d6e007085928566ecae483ab8.jpg" align="left"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">Banners pendurados no Senado e o Ministério da Marinha estão desrespeitando a legislação que protege o tombamento de Brasília. Tem gente que acha um exagero xiita dos defensores da cidade, mas ao mesmo tempo admira o cuidado com que os europeus, por exemplo, mantêm limpos e intactos seus m onumentos históricos. </span>  <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">O Iphan já encontrou com ação civil pública contra o Senado&nbsp; por ter colocado, desde 2 de dezembro, um banner de aproximadamente 10 metros de largura por 35 de altura na fachada da torre do Congresso. “Foi um ato ilegal por se tratar de uma edificação tombada e por não ter sido solicitada prévia autorização do Iphan”, conforme nota do organismo distribuída hoje à imprensa. </span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">  <br>Ao contrário do Senado, que pendurou o banner (e perfurou as paredes da fachada lateral do 28) sem nem tchum para o Iphan, o Ministério da Marinha ainda teve a iniciativa de pedir autorização, que foi negada. Mesmo assim, o banner foi pendurado — o que mostra a intenção de fachada do ministério.<font size="3"> </font></span><font size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">(Foto do Adauto Cruz)</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; color: rgb(102, 102, 102);">  <br>   
			]]></description>
		</item>
	    <item>
		    <title><![CDATA[crônica da cidade]]></title>
			<author><![CDATA[Conceição Freitas]]></author>
			<link>http://www.dzai.com.br/blogdaconceicao/blog/blogdaconceicao</link>
			<description><![CDATA[
			<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/18/18744"/>
		    <img style="width: 424px; height: 282px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18744/a8488eb4e851a5a265a3a0bdd042394a.jpg"> <br><div style="text-align: justify;"><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Manifestantes gregos/Reuters</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(102, 102, 102); font-weight: bold;" size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br><font size="5">Lá e </font></span></font><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="5"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">aqui</span></font> <br> <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">O grego Alexis Grigoropoulos, de 15 anos, foi morto a tiros por um policial no sábado em Atenas, Grécia. O assassinato do garoto provocou uma onda de violência que se espalhou por várias cidades gregas. Enquanto o corpo do adolescente era enterrado, jovens gritavam “policiais porcos e assassinos”. </span></font> <br> <br><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Perto do cemitério, manifestantes atiraram pedras contra carros e vitrines de lojas. Cerca de 2 mil deles seguiram em passeata ao Parlamento em Atenas e continuaram a atirar pedras e garrafas nos policiais que reagiram com bombas de gás lacrimogêneo. Dez prédios foram incendiados, mais de 200 lojas foram invadidas, cerca de 40 carros foram avariados. Até o começo da tarde de ontem, 176 pessoas haviam sido presas.</span></font><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="color: rgb(102, 102, 102);" size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br> <br>As notícias não esclarecem se há algum contexto que possa explicar a onda de pr