Domingo, 29 de março de 2015 12:00 am

Caixa-preta, pra que te quero?



Que triste! Avião da Germanwinds caiu nos Alpes franceses. Morreram 150 pessoas. Entre elas, turminha de adolescentes que faziam intercâmbio. O que provocou a tragédia? Há hipóteses. Fala-se em ato terrorista. Mas a certeza só virá com as completas revelações da caixa-preta. Caixa-preta? É só o nome. Ela é laranja. A cor viva torna-a mais visível.

Por falar em laranja…


A reforma ortográfica fez artes na língua. Uma delas: cassou o hífen de palavras compostas de três vocábulos ou mais ligados por preposição, conjunção, pronome. É o caso de pé de moleque, mula sem cabeça, dor de cotovelo, tomara que caia, mão de obra, testa de ferro. É o caso também do triozinho de cores: cor de laranja, cor de gelo, cor de marfim.


Exceção? Só uma. É cor-de-rosa. A cor preferida de menininhas e meninonas mantém o tracinho. Por quê? A lei que tratou da reforma ortográfica a citou como exceção. Citou também água-de-colônia e pé-de- meia (poupança).


Sem generalização


Na língua nem todos são iguais perante a lei. Existem os mais iguais. A reforma ortográfica poupou as composições de seres dos reinos animal e vegetal: joão-de-barro, bicho-de-pé, cana-de-açúcar, pimenta-do-reino, castanha-do-pará.


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Sábado, 28 de março de 2015 12:00 am

Diquinhas infantis 44


O Negrinho do Pastoreio


Era uma vez um menino muito pretinho e muito pobre. Tão pobre que nem tinha nome. Ele trabalhava para um fazendeiro rico e mau. Todos os dias, pastoreava o gado. Cedinho, levava cavalos para pastar. À noite, voltava com eles.  Os vizinhos  o chamavam de Negrinho do Pastoreio. E acreditavam que era afilhado da Virgem Maria.


Um dia, o Negrinho perdeu um cavalo. Apanhou muito, muito mesmo. Cheio de dor, partiu em busca do animal. Achou-o. Mas estava tão cansado que dormiu. O cavalo fugiu de novo. O estancieiro ficou furioso. Bateu  mais forte  no menino. Bateu tanto que o garoto desmaiou. Não satisfeito, o homem mau jogou-o num formigueiro para que as formigas o comessem.


No dia seguinte, foi ver o que restou do  corpo . Ops! Levou um baita susto. Lá estava o Negrinho de pé, com a pele lisinha. Ao lado dele, a Virgem Maria olhava para o afilhado com carinho. Até hoje quem perde alguma coisa pede ajuda ao  garoto . Ele encontra o objeto. Mas só o entrega se a pessoa acender uma vela para a madrinha.

 

Lenda


O Negrinho do Pastoreio é uma lenda meio cristã e meio africana. Nasceu no Rio Grande do Sul no fim do século 19. Foi lá pelo ano de 1880. A história ajudou os brasileiros na luta pelo fim da escravidão no país.

 

Mau e mal


O fazendeiro era mau.

O Negrinho era bom.

 

Viu? O contrário de mau é bom

 

O Negrinho dormiu mal.

 

Olho vivo! O contrário de mal é bem . (Pôr em destaque)

 

Agora você


Complete com mau ou mal:


Eu sou o lobo ………

Lobo………., lobo ………….

Eu pego as criancinhas

Pra fazer mingau.


E screva o contrário do versinho :


Eu sou o lobo ………

Lobo………., lobo ………….

Eu pego as criancinhas

Pra fazer bombom.

 

Resposta

Eu sou o lobo mau / Lobo mau / lobo mau / Eu pego as criancinhas / Pra fazer mingau.

Eu sou o lobo bom / Lobo bom, lobo bom / Eu pego as criancinhas / Pra fazer bombom.

 

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Sexta-feira, 27 de março de 2015 05:00 pm

O segundão



“Como? Será?”, perguntam gregos, romanos, goianos e baianos. Investigador diz que copiloto teria deliberadamente assumido controle do avião e provocado a queda”. Ao divulgar a notícia, pintou a dúvida. Como escrever copiloto? Com hífen? Sem hífen? Procura daqui, pesquisa dali, eureca! O prefixo co- tem alergia ao tracinho. Com ele é tudo colado: coordenação, coerdeiro, coautor. E, claro, copiloto.


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Sexta-feira, 27 de março de 2015 01:00 pm

Erramos


"…a falta de planejamento teve papel importante na crise energética, ressaltou o atual presidente da comissão", escrevemos na pág. 4. A tual sobra, não? Se não é atual, é ex-presidente. Melhor: a falta de planejamento teve papel importante na crise energética, ressaltou o presidente da comissão.

 

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Quinta-feira, 26 de março de 2015 05:50 pm

Erramos


"O ir e vir já não é como algumas decadas atrás", escrevemos na pág.18. Cadê o acento? O gato roubou. Melhor devolvê-lo: O ir e vir já não é como algumas décadas atrás.

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Quinta-feira, 26 de março de 2015 01:50 pm

De Deus e de nós


O futuro a Deus pertence? Pode ser. Mas a língua é nossa. Para usá-la, existem regras. A indicação do porvir pode ser feita de duas formas. Uma: o futuro simples (contribuirá). A outra: o futuro composto (vai contribuir). Assim — com o verbo ir no presente. Nunca no futuro como disse o ministro:


— O governo federal, no que puder contribuir, irá contribuir.


Xô, dose dupla! O governo vai contribuir? Contribuirá? Que contribua. Sem enrolação. E sem bombardear o idioma nosso de todos os dias.

 


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Quinta-feira, 26 de março de 2015 12:00 pm

Quem diz o que quer...


O poeta olha firme para o gato e diz:

— Estou sentindo dificuldade para criar. Preciso criar. Entendeu? Criar! Criar!

O animal responde com todos os miados:

— Que tal periquito? Não dá trabalho algum.


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Quinta-feira, 26 de março de 2015 12:00 am

Jeitinho e amadorismo


DAD SQUARISI // dadsquarisi.df@dabr.com.br


Vamos combinar? O Estado faliu. Não dá conta sequer de cumprir os mandamentos da Constituição. A Carta assegura que a saúde e a educação são direito de todos e dever do Estado. Mas cadê? No país em que há leis que não pegam, o que está escrito é letra morta. A educação pede socorro. A saúde está na UTI. A mobilidade não anda. A segurança ergue muros e se cerca de câmeras. Nem assim protege.


E daí? Em palestra proferida no lançamento do livro Saúde, educação e família , Ruy Altenfelder apresenta dados que jogam luz sobre os caminhos e descaminhos da realidade nacional. Põe o dedo na gangrena que apodrece a estrutura da administração pública. O mal se centra na ausência de planejamento e no amadorismo da gestão, dupla que abre as portas para o desperdício e a corrupção.


Altenfelder contesta boatos que, de tão convenientemente repetidos, ganham status de fatos. Um deles: faltam recursos para a saúde. Relatório do Banco Mundial de 2013 comprovou que os problemas do SUS estão relacionados mais com desorganização e ineficiência do que com falta de dinheiro. Em bom português: é possível fazer mais e melhor com o orçamento atual.


Vale o exemplo da rede de hospitais, cuja produtividade poderia ser triplicada: 65% das unidades têm menos de 50 leitos. O consenso internacional fixa o mínimo de 100. Daí por que em Pindorama a taxa média de ocupação de leitos e salas cirúrgicas é de 45% contra a média mundial de 70% a 75%. As consequências, como diz o conselheiro Acácio, vêm depois. No caso, a superlotação dos hospitais de referência. Etc. e tal.


Nada menos de 30% das internações são recursos que vão pelo ralo. Os ambulatórios dariam conta das ocorrências. Mais: aqui se remedeia em vez de se prevenir. O SUS trata a doença, não mantém a saúde. Acompanhar as enfermidades crônicas e rastrear o câncer (de mama e de colo do útero) é receita certa pra reduzir as internações e a mortalidade. Mas…corrigir rumos? Só quando a população exigir. Talvez não demore. Quando o serviço público é ruim, o privado, sem concorrência, piora.


(artigo publicado no Correio Braziliense de hoje)

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Quinta-feira, 26 de março de 2015 12:00 am

Leitor pergunta


Estava na fila do banco do tribunal. Um senhor com pinta de advogado indignou-se com a moça do caixa:

— Minha filha, o que quero é um papel para mim assinar. Você está me entendendo? Ou estou falando grego?

Se ele fala grego, não sei. Mas "pra mim assinar" não é português. Ou é?

(Sérgio Sampaio)


Mim não faz nem acontece. Eu é que faço e aconteço. O sujeito só pode ser eu: Papel para eu assinar. Trabalho para eu fazer. Livro para eu ler.


Não é sujeito? O mim pede passagem: Quero um papel para mim. Fez o trabalho para mim. Para mim não é bom comer agora.

 

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Quarta-feira, 25 de março de 2015 06:00 pm

Erramos


"É possível assumir o controle e enfrentar de frente qualquer problema de saúde", escrevemos na pág. 15. Reparou no pleonasmo? Enfrentar é filhote de frente. Quer enfatizar a ação? Que tal com determinação ? Ou com firmeza ? Ou com coragem Basta escolher.

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Quarta-feira, 25 de março de 2015 04:10 pm

Fale certo

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Quarta-feira, 25 de março de 2015 10:00 am

Dólar no alto? E nós com isso? 1


O dólar está nas alturas? Está. Muitos não estão nem aí pra subida da verdinha. Não planejam viagens ao exterior nem ambicionam produtos importados. Pensam, por isso, que podem ficar despreocupados. Bobeiam. A disparada da moeda americana é democrática. Bate no bolso de ricos e pobres.


Exemplos não faltam. Um deles: o pãozinho nosso de todos os dias. A gostosura que frequenta a mesa acompanhada de manteiguinha jeitosa vai ficar mais cara. Que coisa! É que a farinha de trigo vem de fora. Paga-se com dólar. Com os mesmos reais, compram-se menos unidades. Convém, pois, lembrar-se de manha pra lá de sofisticada da palavra.


O plural de pão é pães. O de pãozinho, pãezinhos. Viu? A flexão do diminutivo obedece a esta caminhada:


1º passo: o plural da palavra primitiva (pães)

2º passo: a retirada do s (pãe)

3º passo: o acréscimo do sufixo -zinhos (pãezinhos)



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Quarta-feira, 25 de março de 2015 09:00 am

Dólar no alto? E nós com isso? 2


Mesmo time


Time do eu sozinho? Não existe. Outras criaturas formam a equipe. No caso do plural do diminutivo, entram na jogada as palavras terminadas em ão, r, l e m. Todas obedecem à mesma trajetória de pão.


Veja: cão (cães — cãezinhos), botão (botões — botõezinhos), cartão (cartões — cartõezinhos), cidadão (cidadãos — cidadãozinhos), mulher (mulheres — mulherezinhas), professor (professores — professorezinhos), papel (papéis — papeizinhos), lençol (lençóis — lençoizinhos), plural (plurais — pluraizinhos), homem (homens — homenzinhos), nuvem (nuvens — nuvenzinhas).


Moral da opereta


O diminutivo enriquece a expressão. Deixa a razão pra lá e acrescenta emoção ao anunciado. Fala de amor, ódio, carinho, ironia. Mas não o faz de graça. Ao contrário. Cobra caro. O percurso pra chegar ao plural serve de prova. Ufa!

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Quarta-feira, 25 de março de 2015 08:00 am

Dólar no alto? E nós com isso? 3


Sem bobeira


Viu? Papéis e lençóis têm acento. São oxítonas terminadas com os ditongos abertos éi e ói . O diminutivo manda o grampinho bater à porta de outra freguesia. Por quê? Os acentos (agudo e circunflexo) só recaem na sílaba tônica. É o caso. As fortonas de lençoizinhos e papeizinhos é zi. Adeus, agudão!


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Terça-feira, 24 de março de 2015 04:00 pm

Erramos


"As propinas desmoralizaram a Petrobras, mas foi sob a gestão dos últimos anos que comprometeu a solidez da companhia", escrevemos na pág. 13. Viu? Pisamos a concordância. Propinas funciona como sujeito de dois verbos (desmoralizar e comprometer). Melhor fazer as pazes com os acordos: As propinas desmoralizaram a Petrobras, mas foi sob a gestão dos últimos anos que comprometeram a solidez da companhia.

 

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Terça-feira, 24 de março de 2015 08:53 am

Ambiguidade é isto


Mário Quintana dizia que a gente "pensa uma coisa, escreve outra, o leitor entende outra e a coisa propriamente dita desconfia que não foi dita propriamente". Duvida? Eis exemplo:

 

Duas peruas se encontram. Uma olha pra outra. Num átimo, comparam-se. A mais escolada toma a frente. Comenta:


— Querida! Que blusa mais linda!

— É lã especial. Foram necessárias oito ovelhas para confeccioná-la.

— Que chique! Nem sabia que já tinham ensinado ovelhas a costurar.

 


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Terça-feira, 24 de março de 2015 07:00 am

Leitor pergunta 2


Qual diminutivo de desculpa: desculpinha ou desculpazinha? (Rubens Sales)


Ambos merecem nota 10. Inho é prefixo formador de diminutivo. Às vezes, ele se cola ao radical da palavra. É o caso de casa (casinha), país (paisinho), nariz (narizinho). Outras vezes, precisa recorrer a uma pontezinha. Convoca, então, a letra z, chamada de consoante de ligação: vovó (vovozinha), café (cafezinho), sofá (sofazinho), coração (coraçãozinho).


Algu ns vocábulos  jogam nos dois times. São, em geral, paroxítonos terminados em volgal: menino (menininho, meninozinho), garoto (garotinho, garotozinho), desculpa (desculpinha, desculpazinha), livro (livrinho, livrozinho), parede (paredinha, paredezinha), pai (painho, paizinho).

 

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Segunda-feira, 23 de março de 2015 05:00 pm

Erramos


"No Instituto de Física, faltam papeis", escrevemos na pág. 19. Cadê o acento? A reforma ortográfica cassou o grampinho do ditongo aberto ei das paroxítonas (ideia, assembleia). Manteve-o nas oxítonas. É o caso de papéis, anéis, coronéis.

 

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Segunda-feira, 23 de março de 2015 09:00 am

Quem pergunta o que quer...


O pedreiro sobe a escada com cinco tijolos na mão. O mestre de obras estranha:

-- Só cinco? Seus colegas carregam 10. O que está acontecendo?

— Vai ver eles têm preguiça de descer duas vezes.


***


Uma mulher vê um menino na rua e lhe dá uma laranja.

— Esta laranja é pra você, meu filho.

Ela espera o agradecimento. O moleque fica calado. Zangada, a generosa pergunta:

— O que que você tem de dizer pra mim agora?

— Descasca!

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Segunda-feira, 23 de março de 2015 05:00 am

Xô, corrupçaõ



As ruas vestidas de verde-amarelo deram recados claros. Entre eles, a exigência do fim da corrupção. Sem resposta, o governo apelou para o que tinha à mão. Requentou medidas e as anunciou como novidade. Chamou-as de pacote anticorrupção. O nome deu nó nos miolos de repórteres que precisam escrever notícias em tempo real.


Anticorrupção se  grafa com hífen? A resposta é não. Anti segue a regra da maior parte dos prefixos. Pede o tracinho quando seguido de h ou de letra que coincide com a última letra do prefixo. No mais, é tudo juntinho como unha e carne: anti-histórico , anti-herói, anti-higiênico, anti-imperialismo, anti-intromissão ; mas anticorrupção, antissistema, antirregionalismo.


Superdica: O português não aceita letra maiúscula no meio da palavra. Por isso, ao ser seguido de nome próprio, o anti mantém-se a distância. Respeitosamente, aceita o hífen: anti-Lula, anti-PMDB, anti-Obama.

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Segunda-feira, 23 de março de 2015 12:00 am

Com s


A Carmelita lê jornais na internet. Sem sair de casa, dá uma espiadinha em diários brasileiros, americanos, franceses. Outro dia, viu esta notícia: "Professores ameaçam paralização". Estranhou. Foi ao dicionário. Lá estava a certeza. Paralisação é filhote de paralisia. Ambos se escrevem com s.

 

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Sexta-feira, 20 de março de 2015 05:00 pm

Erramos


"…Leonardo Picciani anunciou em plenário que o partido quer votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz de 39 para 20 o número de ministérios", escrevemos na pág. 2. Viu? Demos pedigree a quem não tem. Atos legais se escrevem com inicial maiúscula só quando acompanhados de número ou de nome (Proposta de Emenda à Constituição 25, Lei de Falências). No mais, é tudo vira-lata: Leonardo Picciani anunciou em plenário que o partido quer votar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz de 39 para 20 o número de ministérios.

 

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Sexta-feira, 20 de março de 2015 10:35 am

Sabedoria de Sophia Wainer


"Quando me elogiam, eu agradeço e acredito."



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Sexta-feira, 20 de março de 2015 10:00 am

Faltou Socila

Você viu? O ministro da Educação disse que na Câmara dos Deputados "havia de 300 a 400 achacadores". Foi à Casa do Povo se explicar. Ao chegar lá, surtou. Espumando de ódio, agrediu os donos da casa. E, dedo apontado para o presidente Eduardo Cunha, soltou esta: "Prefiro ser chamado de mal-educado do que de achacador como o senhor". Sob vaias, retirou-se.


Vamos combinar? Quem ofende o anfitrião é mal-educado mesmo— assim, com hífen. Cid Gomes precisa de aulinhas de boas maneiras. Não só. Precisa, também, de um cursinho de regência. A gente prefere uma coisa a outra (não do que outra): Prefiro ser chamado de mal-educado a de achacador como o senhor. Prefiro cinema a teatro. Prefiro Célia a Maria.

 

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Quinta-feira, 19 de março de 2015 11:00 am

Erramos


"Garar seria responsável pelo serviço de inteligencia e segurança dos shebab", escrevemos na pág. 14. Viu? Perdemos um acento por aí. Melhor encontrá-lo: Garar seria responsável pelo serviço de inteligência e segurança dos shebab.

 

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Quinta-feira, 19 de março de 2015 06:00 am

Senhora idosa


Dad Squarisi // dadsquarisi.df@dabr.com.br


Metáforas têm superpoder. São capazes de ir além do que dizem. Quando o pão pão, queijo queijo perde o viço e o dom de surpreender, a gente apela para o sentido figurado. Oba! Desvencilha-se das amarras e avança em significados. Foi o que fez a presidente Dilma Rousseff.


Ao dizer que a corrupção é "senhora idosa", não saiu do óbvio. Não saiu do óbvio também quando afirmou que é anterior ao governo do PT. Até as pedras sabem que veio na caravana de Pedro Álvares Cabral. Está registrada lá, na carta de Pero Vaz de Caminha.


De óbvio em óbvio, a metáfora conduz a outro. Idosos morrem. (Jovens também.) A morte faz parte do ciclo da vida. Quem contraria a lei natural colhe resultado certo — o fracasso. Mas muitos insistem. Desde que o mundo é mundo, há relatos de atrevimentos. A mitologia está repleta de exemplos. Um deles: o de Sibila.


A profetisa se tornou porta-voz de Apolo. O mais belo deus do Olimpo apaixonou-se por ela. Caidinho de amor, prometeu satisfazer todos os desejos da amada. Ela pediu looooooooonga vida. Talvez a eternidade. Ele a atendeu. A moça foi ficando velhinha, velhinha — pequena e ressequida.


Alguém a pôs numa gaiola e a pendurou no templo de Apolo. Sibila ficou ali ano após ano, década após década, século após século. Visitantes pensavam que se tratasse de uma cigarra. Quando descobriam que era uma pessoa, perguntavam o que ela mais queria. A resposta: "Quero morrer".


A voz de Sibila ecoa de norte a sul do Brasil. A multidão que vestiu as ruas de verde-amarelo deixou recado claro — deixem a corrupção morrer. Cartazes, alto-falantes e bordões recusavam a prática embolorada que se agigantou com desenvoltura ímpar. Sem escrúpulos, jogou nas cordas até a Petrobras, a mais simbólica empresa brasileira.


Velha como a senhora idosa foi a resposta do Planalto. Ao olhar pra trás, o discurso ressequido lavou as mãos. (Assim era, assim será.) Deixou de mirar o novo que tomou as ruas. São pessoas conectadas que exigem mudanças. Estavam lá como sociedade organizada que se recusa a pagar a supervitamina que mantém vivo cadáver sem sintonia com o contemporâneo.


(artigo publicado no Correio Braziliense de hoje)

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Quarta-feira, 18 de março de 2015 04:18 pm

Fale certo

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Quarta-feira, 18 de março de 2015 12:00 pm

Que país é ... este ou esse? 1


A pergunta é quase quarentona. Em 1976, o Brasil estava mergulhado na ditadura militar. Francelino Pereira, presidente do partido que ocupava o poder, anunciou que o general Geisel ia promover a abertura política. Ninguém lhe deu bola. "Que país é este?", perguntou diante da reação d os incrédulos.  Ops! A frase pegou.


"Que país é este?", cantou Renato Russo no mesmo ano. Há quatro meses, Renato Duque a relembrou ao ser preso p ela Polícia Federal . Mas trocou as letras. "Que país é esse?", indagou. A questão do ex-diretor da Petrobras deu nome à 10ª etapa da Operação Lava-Jato. Mas não ficou por aí. Acendeu a dúvida na cabeça dos brasileiros. Este ou esse?


O xis da questão


Este, esse e

aquele são pronomes demonstrativos. Eles dão nó nos miolos porque têm três empregos. Um: indicam situação no espaço. Outro: indicam situação no tempo. O último: indicam situação no texto. Pra entendê-los, lembre-se das pessoas do discurso. Discurso, no caso, não tem nada a ver com comício ou falação de político. Discurso significa conversa. As pessoas do discurso são as que tomam parte em diálogo.


Num bate-papo, são necessárias três pessoas. Uma fala (1ª). Outra escuta (2ª). A última é o assunto, sobre o que se fala (3ª). Imagine que Rafael telefone para João e lhe pergunte se foi ao cinema. No caso, Rafael fala. É a 1ª pessoa. João escuta. É a 2ª. Do que eles falam? Da ida ao cinema. É a 3ª.

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Quarta-feira, 18 de março de 2015 11:00 am

Que país é ... este ou esse? 2


1. Situação no espaço


Este
informa que o objeto está perto da pessoa que fala. A mãe diz ao filho que chega tarde em casa: "Esta não é a casa-da-mãe-joana" (os dois estavam em casa). Francelino Pereira e Renato Russo estavam no Brasil e se referiam ao Brasil quando perguntaram "Que país é este?" Lula repetia a torto e a direito "Nunca antes na história deste país" (ele estava no Brasil e falava do Brasil).


Moral da história: Renato Duque bobeou ao perguntar "que país é esse?" Ele estava no Brasil e se referia ao Brasil. Em bom português, diria: "Que país é este?"


***


Esse indica que o objeto está perto da pessoa com quem se fala. Imagine que Renato Duque esteja lendo um livro na cadeia. "Que livro é esse?", pergunta o colega curioso (o livro está com Duque, a pessoa a quem o falante se dirige). "Este livro é O poderoso chefão ". (o livro está com quem fala).


***


Aquele diz que o objeto está longe tanto da pessoa que fala quanto da pessoa com quem se fala: Aquele quadro está à venda. 

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Quarta-feira, 18 de março de 2015 08:00 am

Que país é ... este ou esse? 3


2. Situação no tempo


Este   fala do tempo presente: este ano, este mês, esta semana (o ano, o mês e a semana em  curso ); este fim de semana (o fim de semana próximo, que o falante considera presente).


***


Esse ou aquel e exprimem tempo passado (esse, passado próximo; aquele, distante): Visitei o Rio pela primeira vez em 1970. Nesse (ou naquele) tempo eu morava em Porto Alegre.  retoma uma referência que foi feita: "


Eis um nó. Como saber se o passado é próximo ou remoto? Depende de cada um. O tempo é psicológico. Uma hora com dor de dente é uma eternidade. Se for à noite, nem se fala. São duas eternidades.

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