Sexta-feira, 31 de outubro de 2014 01:00 pm

Raio de Zeus


Surpresa! Três dias depois da eleição, a notícia caiu como o raio de Zeus. O Banco Central aumentou a taxa de juros. O fato ganhou manchetes em Europa, França e Bahia. Pintou, então, uma questão. Juro ou juros? Tanto faz. Singular ou plural, o resultado é o mesmo. Empréstimos e prestações doerão mais no bolso.


Mas, como diz Graciliano Ramos, "liberdade completa ninguém desfruta. A gente acaba oprimido pela gramática ou pelo Dops". A liberdade do número tropeça na restrição da concordância. Juro pede singular. Juros, plural: O juro no Brasil é alto. Chega a 11,25%. Os juros no Brasil são altos. Chegam a 11,25%.

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Quinta-feira, 30 de outubro de 2014 06:25 pm

Fiasco à italiana


Vamos combinar? As prisões brasileiras são fiasco nota 1.000. Pizzolato tirou proveito do descaso que beira a desumanidade. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal, o ex-diretor do Banco do Brasil fugiu pra Itália. Lá, alegou que escapou do Brasil pra salvar a vida. As cadeias verde-amarelas matam. A Justiça italiana aceitou o argumento. Libertou-o.


"Os presídios são enxovias", disse o procurador-geral da República. Ops! A palavra chamou a atenção. O significado e a grafia puseram pulgas atrás da orelha de brasileiros. E daí? O dicionário informa que enxovia quer dizer masmorra, calabouço, recinto insalubre, antessala do inferno. Escreve-se com x porque o en - tem alergia ao ch. É, por isso, seguido de x: enxoval, enxugar, anxofre, enxame, enxurrada, enxuto.


Sem generalização


Na língua como na vida, a família fica acima de tudo. Se a palavra primitiva se escreve com ch, a duplinha permanece nas derivadas. É o caso de cheio, encher, enchente.

 

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Quinta-feira, 30 de outubro de 2014 06:00 pm

Erramos

"Presidente regional do PSD, o deputado federal eleito Rogério Rosso, já participou de processo semelhante", escrevemos na pág. 19. Viu? Cometemos frasecídio. A vírgula separou o sujeito do verbo. Melhor ressuscitar o período. Assim: Presidente regional do PSD, o deputado federal eleito Rogério Rosso já participou de processo semelhante.

 

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Quinta-feira, 30 de outubro de 2014 01:00 pm

Leitor pergunta


Sou apreciador da tua coluna, no jornal O Sul . Adoraria que me esclarecesses as dúvidas sobre o substantivo sem-terra: ele tem plural? Escreve-se com hífen? A regra vale para sem-teto? (Eugênio Cechin)


A reforma ortográfica, como o nome diz, foi ortográfica. Alterou a grafia de palavras. A mudança abrange letras, acentos, hifens e travessões. Manteve-se distante de pronúncia, morfologia e sintaxe. Assim, o que ficou de fora de fora está. Por exemplo: o trema caiu. A ausência dos dois pontinhos não significa mudança na pronúncia. Grafamos tranquilo, mas pronunciamos tranqüilo .


O hífen, Eugênio, é castigo de Deus. As simplificações da reforma são bem-vindas, mas poderiam ter ido mais fundo. Um dos beneficiados pelo mexe-mexe toi o sem . Antes, nomes formados com as três letrinhas ora tinham o tracinho, ora não. Agora todos têm: sem-terra, sem-teto, sem-banco, sem-emprego.


Quanto à flexão, as duplinhas são sem-sem — sem feminino ou masculino, sem singular ou plural: O sem-terra-saiu. A sem-terra saiu. Os sem-terra gaúchos saíram. As sem-terra gaúchas saíram.

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Quinta-feira, 30 de outubro de 2014 08:00 am

Cochilos da revisão



Flatônio José da Silva

No título "A bola está com ela, de novo", saiu este texto:

"[Dilma Rousseff] Tem repetido para os seus que a missão se tornará menos tortuosa  se reconquistar o empresariado, azeitar a máquina pública, aprofundar as transformações sociais brasileiras e, sobretudo, fazer o que ela não tem a mínima paciência: articulação política com os 'picaretas de sempre' para que o Brasil caminhe no asfalto liso da governabilidade" .

Corrigindo: ...e, sobretudo, fizer o (= aquilo) com que ela não tem a mínima paciência: articulação política com os "picaretas de sempre" para que o Brasil caminhe no asfalto da governabilidade .

Explicação -
(a) Erro de conjugação verbal: há, no texto, quatro verbos ("reconquistar", "azeitar", "aprofundar" e "fazer") levados ao futuro do subjuntivo pela conjunção condicional "se". Os três primeiros ("reconquistar", "azeitar" e "aprofundar") têm o futuro do subjuntivo regular e por isso apresentam a primeira e a terceira pessoas do singular iguais ao infinitivo (reconquistar: se eu/ele reconquistar; azeitar: se eu/ele azeitar; aprofundar: se eu/ele aprofundar).

Por contaminação, o redator do jornal teria sido induzido a "regularizar" o quarto verbo ("fazer"), cuja terceira pessoa do singular do futuro do subjuntivo acabou sendo conjugada "regularmente": "se ela (Dilma Rousseff) fazer (em vez de fizer ) o (= aquilo) com que não tem a mínima paciência";
(b) Erro de regência nominal: o substantivo "paciência" exige a preposição "com", que deve ser colocada antes do pronome relativo "que".

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Quarta-feira, 29 de outubro de 2014 04:28 pm

Fale certo

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Quarta-feira, 29 de outubro de 2014 11:00 am

Erramos


"Itália liberta Pizzolato e Brasil recorrerá", escrevemos na pág. 6. Cadê a vírgula? Sem ela, o e dá a impressão de que liga dois objetos — Pizzolato e Brasil. Melhor apostar na facilidade e clareza. Assim: Itália liberta Pizzolato, e Brasil recorrerá.

 

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Quarta-feira, 29 de outubro de 2014 10:00 am

Vamos combinar? 1


Tudo muda? Sim, graças aos deuses , nenhum rio passa duas vezes sob a mesma ponte . Movimento é a ordem.  E xemplo s ? O dia dá lugar à noite. A primavera , ao verão; o verão, ao outrono; o outono, ao inverno. A estiagem prepara a chegada da chuva. A água corre. Se ficar parada, apodrece. Esperta, a Lua varia de fases e de  cara


Nós, que de poste não temos nada, seguimos a regra. Variamos o cabelo, a roupa, os sapatos, a comida, a cor do batom e do esmalte. Escolhemos roteiros diferentes para viagens. Fazemos novos amigos. E vamos às urnas a cada dois anos. Abrem-se, então, as portas para caras novas. O verbo eleger entra em cartaz. Não é por acaso. Adepto  a o troca-troca, ele mascara a aparência. A letra g, como quem não quer nada, vira j.


Por quê? Em todos os tempos e modos, a pronúncia tem de ser gê. Mas, quando o g é seguido de a ou o , a confusão pede passagem. Soa ga, go (elego, elega). O jeito? Vem, j: elejo, elege, elegemos, elegem; que eu eleja, nós elejamos, eles elejam.

 

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Quarta-feira, 29 de outubro de 2014 08:00 am

Vamos combinar? 2


Mesmo time


Eleger tem companheiros. Entre eles, agir. O verbo que manda pôr a mão na massa impõe a pronúncia gê. Pra chegar lá, só há um jeito — pedir socorro ao j: ajo, age, agimos, agem; que eu aja, ele aja, nós ajamos, eles ajam .

 

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Quarta-feira, 29 de outubro de 2014 06:00 am

Vamos combinar? 3


Aparências enganam


Moçada, generalizar é proibido. Em eleger e agir , o troca-troca se dá por causa da pronúncia. Não é o caso de viajar . Seguido de qualquer vogal, o j mantém o som. Por isso, viajar se conjuga sempre com j: viajo, viaja, viajamos, viajam; que eu viaje, ele viaje, nós viajemos, eles viajem.

 

Sem violência


Apesar da lógica, a forma viajem sofre agressões impiedosas. Muitos, mas muitos mesmo, escrevem-na com g. Bobeiam. Viagem é substantivo. O nome não tem nada a ver com o verbo. Um pertence a uma classe. O outro, a outra: agência de viagem, viagem a Miami, preparativos para a viagem.

 

Superdica


Bateu a dúvida? Recorra a macete pra lá de vira-lata. Ponha a palavra no plural. Se ela joga no time de homens e jovens, não duvide. Você está às voltas com o substantivo. Veja: Eles querem pôr os pés na estrada? Que ponham. Viajem e façam boa viagem. (Viajem e façam boas viagens.) Amém.


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Terça-feira, 28 de outubro de 2014 03:00 pm

Erramos

"Funções iguais, estruturas iguais", prega o paralelismo.  Viu? Desobedecemos ao mandamento. Na enumeração da pág. 3, misturamos estruturas. Ora  iniciamos a relação com  substantivos (finaciamento, mandato, referendo, perda), ora  com verbos (instituir). Nada feito. Melhor descer do muro. Fique mos com um a ou outr a . Um a : finaciamento, mandato, referendo, coligações, perda, sistema.  A outr a : financiar, fixar, fazer, instituir, perder. Misturar é proibido. Confundem-se alhos e bugalhos.

 

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Terça-feira, 28 de outubro de 2014 11:00 am

Vamos conversar?


Os moradores desta alegre Pindorama foram às urnas no domingo. Mudança ou continuidade? Decidiram apostar no pássaro na mão do que em dois voando. Vitoriosa, Dilma falou à nação. Vestia branco, símbolo da paz. Pregou o diálogo. A palavra provocou reação. Só dois falarão? Cadê os outros?


Ops! Trata-se de velha confusão. Muitos entendem que di, que aparece em diálogo, signifique dois. Enganam-se. A composição da palavra é outra. Diá , em grego, quer dizer através de. Lógos , palavra, estudo, tratado. Diálogo é, pois, através da palavra. Não importa quantas pessoas  estejam envolvidas. Diálogo é palavras se cruzando . Em bom português: entendimento por meio da palavra.

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Terça-feira, 28 de outubro de 2014 10:00 am

Osho ensinou


"O silêncio também fala. Fala e muito. O silêncio pode falar mesmo quando as palavras falham."


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Segunda-feira, 27 de outubro de 2014 05:00 pm

Erramos


"Além de financiadores de projetos de infraestrutura, fundações de previdência têm participação estratégica em grandes empresas", escrevemos na pág. 17. Viu? Pisamos a concordância. Melhor: Além de financiadoras de projetos de infraestrutura, fundações de previdência têm participação estratégica em grandes empresas.

 

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Segunda-feira, 27 de outubro de 2014 04:00 pm

Roldão Simas escreve


Na p.7 do Correio Braziliense do domingo, a jornalista Denise Rothenburg escreveu:
               
" Plano B / No fim do debate da Globo, Aécio fez questão de ir até o lounge (sic) onde estava a sua plateia para agradecer a presença."

C omentário: Quantos leitores do jornal saberão traduzir e entender o termo em inglêa? Lounge não está incorporado ao nosso linguajar coloquial. O que será?  Parece "longe". Por que o menosprezo ao termo do nosso idioma: saguão?
 
                                                         

 

 

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Segunda-feira, 27 de outubro de 2014 11:40 am

Cochilos da revisão 2


Flatônio José da Silva

"No enterro dele, que eu fui , ali por volta de 1975, ninguém se lembrou - ou nem sequer sabia - de que João Grilo não tinha Carteira de Trabalho nem era registrado na Previdência Social"
.

Corrigindo: .. a que eu fui .

Explicação - Erro de regência: o verbo "ir" exige a preposição "a", que deve ser posta antes do pronome relativo "que".

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Segunda-feira, 27 de outubro de 2014 11:30 am

Cochilos da revisão 1


Flatônio José da Silva

No título "Esquecidos da abolição", saiu o seguinte:

1. "Assim era também o caldeireiro, que mudava de tacho o mel à medida em que engrossava" .

Corrigindo: Assim era também o caldeireiro, que mudava de tacho o mel à medida que engrossava .

Explicação - A locução conjuntiva à medida que  equivale a "à proporção que": A vida, nas grandes cidades, se deteriora à medida que a população cresce . / À medida que a indústria naval se aperfeiçoa, mais raros se tornam os naufrágios .
É incorreta a variante à medida em que .

Embora condenada por alguns gramáticos, existe a locução conjuntiva na medida em que , de valor causal, equivalente a  porque, visto que, uma vez que, porquanto : Na medida em que as acusações não ficaram claras, todos estão sob suspeita . / É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem .

Segundo o Manual de Redação e Estilo do jornal O Estado de S. Paulo , "quando a locução na medida em que puder substituída por se, uma vez que, porque ou desde que , use uma dessas formas: O pacto só será possível se (e não "na medida em que") as partes interessadas mantiverem entendimentos de alto nível . / A mudança de país é boa porque (e não "na medida em que") abre perspectivas favoráveis para o jogador . / Estavam preocupados com o prédio, uma vez que (e não "na medida em que") as rachaduras já ameaçavam a sua segurança .


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Segunda-feira, 27 de outubro de 2014 11:05 am

Leitor pergunta 2


"Dúvida por quê?" Há necessidade de vírgula na frase? (Jacirene Santana)


Não. Temos aí uma frase nominal (sem verbo). Não há como analisá-la sintaticamente. Mas, qualquer que seja a ordem do pronome interrogativo, não há necessidade de vírgula: Por que dúvida? Dúvida por quê?

 

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Segunda-feira, 27 de outubro de 2014 11:00 am

Leitor pergunta 1


"Você nos abandonou a todos." Está correta a frase? (Carlos Henrique)


Está. A todos reforça o nos . Podemos cortar um ou outro. A frase continua correta. Mas perde ênfase. Compare: Você nos abandonou. Você abandonou a todos.

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Domingo, 26 de outubro de 2014 12:03 am

Sua Majestade a modéstia 1


Ufa! A campanha eleitoral chegou ao fim. Foram quatro meses de exposição. Não faltaram promessas nem mágicas. Embalados para presente, os candidatos viraram super-humanos. Pra eles o impossível não existe. O show marqueteiro mexeu com a cabeça do eleitor. Ele fez as malas pra morar no país da Dilma e no estado do Aécio.


Como chegaram lá? Além de sorrisos, gestos ensaiados, olhares pidões, o discurso sobressai. A futura excelência esbanja próclises e mesóclises. Acerta formas rizotônicas e arrizotônicas. Sobretudo evita o eu. O pronomezinho dá a impressão de arrogância. Saída? Os sabidos recorrem a truques. Partem para o plural de modéstia.


Faz de conta


É mágica. Em vez de eu, usam nós. Mas o nós continua eu. Por isso, o emprego da falsa modéstia impõe regras. O verbo vai para o plural. Mas adjetivos e substantivos ficam no singular:


Nós somos candidato corajoso e preparado para governar.

Nós somos modesto e pobre. Queremos melhorar a vida dos brasileiros.


Sem o truque, o nós se referiria a mais de uma pessoa. Aí, as frases seriam: Nó somos candidatos corajosos e preparados para governar. Nós somos modestos e pobres. Queremos melhorar a vida dos brasileiros.

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Domingo, 26 de outubro de 2014 12:02 am

Plural de modéstia 2


O eu dilmês


E Dilma? Chamou a atenção no discurso da presidente o uso e abuso da primeira pessoa. O plural de modéstia passou a quilômetros de distância de palanques, rádios e televisões: O meu governo isto, o meu governo aquilo. Eu fiz isto, fiz aquilo. Eu mando isto, mando aquilo. Eu vou fazer isto, vou fazer aqui. Ufa!


Resultado: Dilma passou a imagem de autoritária e arrogante. Culpa da língua. Olho vivo! A percepção é mais importante do que o fato. Reagimos levados mais pelo que sentimos como verdade, não pela verdade crua e nua. Como diz o outro, a percepção é tudo. Aprenda a administrá-la.

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Domingo, 26 de outubro de 2014 12:00 am

Sua Majestade a modéstia 3


Por falar em percepção…


Leni Arredondo ensina: "Um movimento positivo com a cabeça, um gesto, uma sobrancelha levantada, um sorriso ou um franzir de cenho — tudo o que você faz envia sinal que causa impressão nas pessoas".


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Sábado, 25 de outubro de 2014 12:00 am

Diquinhas infantis 30


Mogli, o menino-lobo


Um bebê apareceu na selva. Estava sozinho, sem mãe nem pai. O tigre Shere Khan lambeu os beijos. Ia ter uma comidinha fácil e gostosa. Mas não contava com um casal de lobos que olhava a criança com muita pena. Eles não pensaram duas vezes. Levaram o garotinho pra casa deles.


O menino cresceu entre os filhotes. Ficou parecido com os bichinhos. Corria, nadava, caçava, subia em árvores, imitava a voz dos animais e rastejava em silêncio no matagal. Tinha uma grande amiga. Era a pantera Baguera. Ela conhecia os perigos da floresta e do mundo dos homens porque nasceu numa jaula.


Um dia, Mogli ouviu este convite:


-- Venha conosco. Você será nosso líder.


Ele foi. Eram os macacos-cinza que o chamavam. Sem saber que eram perigosos, Mogli os seguiu até uma cidade em ruínas. Estava muito assustado. Baguela, junto com o urso Balu e a serpente Kaa, foi atrás. Os macacos atacaram os dois mamíferos. Mas fugiram da cobra. Mais tarde, Mogli teve de voltar pra cidade. Como ele se virou? No próximo sábado você saberá. Aguarde.


Livro da Selva


Mogli é o personagem principal de Livro da selva. A obra foi publicada em 1894 em inglês. No original, chamava-se The jungle book . Trata-se de uma coleção de histórias de Rudyard Kipling, inicialmente publicadas em revistas.

 


Voz dos animais


O cachorro late. O gato mia. O leão urra. A galinha cacareja. O pássaro gorjeia. O sapo coaxa. O boi muge. O cavalo relincha. O pinto pia. O papagaio fala e grazina. O macaco assobia e guincha. O porco grunhe e guincha.


Agora você:


O lobo……………..

O urso……………

O abutre……………

A serpente………….

A pantera ……………

 


Resposta

Lobo (ladra e uiva), urso (ruge), abutre (grasna), serpente (assobia), pantera (ruge e rosna).

 

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Sexta-feira, 24 de outubro de 2014 12:05 am

A inútil


José Avelino opina: "Li na coluna de quarta a explicação para o uso da inútil e dispensável crase. Se o Aécio vai a Bahia ou se o Aecio vai à Bahia, qual o motivo do acento se o sentido do recado não foi prejudicado? É sempre bom lembrar a sábia frase: `Enquanto os franceses perdiam tempo acentuando as palavras, os ingleses tratavam de conquistar o mundo`".

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Sexta-feira, 24 de outubro de 2014 12:00 am

O grama, a grama


Jeová dos Santos escreve: "Dia desse, um bacharel, enteado meu, perguntou-me por quanto eu havia comprado `quinhentas gramas de farinha de tapioca´. Respondi que não havia comprado grama alguma, mas quinhentos gramas de farinha de tapioca. Ele, indignado, protestou: `Estou falando no usual, no coloquial e continuarei falando assim´. Ah, credo!

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Quinta-feira, 23 de outubro de 2014 04:30 pm

Serial killer


Roldão Simas comenta: "No sábado, o Correio Braziliense abriu manchete na primeira página: `Serial killer conta como assassinou 39 pessoas´. Que coisa! Desprezamos nosso idioma, esquecendo o nome consagrado: maníaco homicida. Lembro-me de Francisco de Assis Pereira, que ficou conhecido como maníaco do parque porque, em 1998, estuprou e matou seis mulheres e tentou matar nove no Parque do Estado, na capital paulista".

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Quinta-feira, 23 de outubro de 2014 04:00 pm

Max Ehrmann ensina


"Seja gentil com você mesmo."


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Quinta-feira, 23 de outubro de 2014 03:00 pm

Erramos


"…a doleira flagrada com US$ 200 mil euros na calcinha foi condenada a 18 anos de prisão", escrevemos na capa. Viu? Misturamos moedas. Trata-se dólar ou euro?  Melhor assumir.

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Quarta-feira, 22 de outubro de 2014 03:32 pm

Fale certo

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Quarta-feira, 22 de outubro de 2014 03:00 pm

Erramos


"Há um recurso no STF, relatado pelo ministro Luiz Fux, para tentar restabelecer os processos criminais", escrevemos na pág. 6. Viu? Conjugamos o verbo desperdiçar. Jogamos no ralo vírgulas e verbo. Como há mais de um processo relatado por Fux, o termo é restritivo. Sem vírgulas. Quem tenta não faz. O recurso restabelece os processos. Melhor: Há um recurso no STF relatado pelo ministro Luiz Fux para restabelecer os processos criminais.

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