
Baita confusão pintou no Correio Braziliense. O pomo da discórdia: "Faltam 507 deputados acabar com a vergonha". A frase soou esquisita. Estaria errada? A equipe se partiu ao meio. De um lado, os defensores da correção. De outro, os padrinhos do erro. Ganharam os primeiros. O enunciado virou manchete.
"As consequências", repetia o conselheiro Acácio, "vêm depois." E vieram. No dia seguinte, leitores caíram de pau. Alguns falavam na esquisitice da estrutura. Outros, na dificuldade de compreensão. A maioria apostava em tropeço gramatical. E daí? Editores se reuniram. Consultaram gramáticas, blogues e sites. Concluíram que o xis da questão era o verbo faltar. Redigiram, então, cinco períodos com o dissílabo. Ei-los:
a. Faltam três dias para o começo do inverno.
b. Faltam vocês saírem.
c. Falta vocês saírem.
d. Falta vocês sair.
e. Faltam vocês sair.
E daí?
"Vamos por partes", diria o esquartejador. Nos exemplos, aparecem duas estruturas:
1. orações em que o sujeito é nominal -- formado por substantivo, pronome, numeral (a). Aí, o verbo joga no time comum (concorda com ele no singular ou plural):Falta um dia para a chegada do inverno. Faltam três dias para a chegada do inverno. Faltam dois para completar o time. Por que não saímos? Faltam eles.
2. orações em que o sujeito é formado por uma oração (b, c, d, e). Aí o verbo se mantém na 3ª pessoa do singular: Falta / os alunos apresentarem o trabalho. Falta / deputados abrirem mão da mordomia. Falta / os cidadãos se conscientizarem do papel que desempenham na sociedade.
Dica
A oração é sempre substituível por isto. Aí o singular fica claro: Falta / (isto) os alunos apresentarem o trabalho. Falta / (isto) deputados abrirem mão da mordomia. Falta / (isto) os cidadãos se conscientizarem do papel que desempenham na sociedade.
Bandeira branca
E daí? Das opções b, c, d e e, qual merece nota 10? Repare que todas têm sujeito é oracional. O verbo, pois, deve ficar na 3ª pessoa do singular. Por eliminação, ficamos com duas. Uma: Falta vocês saírem. A outra: Falta vocês sair.
Sair deve ficar no singular ou plural? Depende do sujeito. Qual é ele? Vocês. Nota 10 para a letra c: Falta vocês saírem.
Resumo da ópera
Voltemos às possibilidades de correção da manchete. São duas:
1. Falta 507 deputados acabarem com a vergonha.
Que é que falta? Isto: 507 deputados acabarem com a vergonha. Sujeito oracional leva o verbo para o singular: (507 deputados é sujeito do verbo acabar. Daí a flexão no plural.
2. Faltam 507 deputados para acabar com a vergonha.
Que é que falta? 507 deputados.
Ufa!
A história vem lá de longe. De muito longe. Vem da mitologia grega. Peleu e Tétis deram um festão de casamento. Convidaram os amigos. Mas esqueceram Éris, a deusa da discórdia. Pra se vingar, ela mandou fazer um pomo de ouro. Nele escreveu: "Para a mais bela". No dia da cerimônia, a despeitada pôs a maçã sobre a mesa. Atena, Hera e Vênus se assanharam. Como ganhar o troféu? As três apelaram para o suborno. Ao desfilar diante de Páris, o juiz, cada uma fez oferta pra lá de tentadora:
"Torno você um rei poderoso", jurou Hera. "Ofereço-lhe a sabedoria e a glória", garantiu Atena. "Eu lhe darei o amor de Helena", prometeu Vênus. A deusa da beleza levou a melhor. E cumpriu a palavra. Ajudou Páris a conquistar a mais linda mulher da Terra. Ele levou a bela para Troia. Os gregos não deixaram por menos. Foram atrás da rainha. Foi assim que começou a Guerra de Troia. E foi assim também que nasceu a expressão pomo da discórdia. Significado: a causa de uma briga.
"O pároco de uma igreja de São Sebastião foi preso acusado de praticar atos libidinosos contra três meninos e três meninas com idades entre 5 e 16 anos", escrevemos na pág. 28. Reparou no plural indevido? Melhor: O pároco de uma igreja de São Sebastião foi preso acusado de praticar atos libidinosos contra três meninos e três meninas com idade entre 5 e 16 anos. Melhor ainda: …meninos e meninas de 5 a 16 anos.
Era um pega pra capar. Os parlamentares discutiam incendiados. De um lado, os que defendiam a convocação dos governadores para depor na CPI do Cachoeira. De outro, os que protegiam o goiano Marconi Perillo, o brasiliense Agnelo Queiroz e o fluminense Sérgio Cabral.
No meio do bate-boca, Cândido Vacarezza partiu pra outra. Pegou o celular e mandou brasa. A equipe de reportagem do SBT, de olho nele, fotografou o texto. Não deu outra: a mensagem invadiu Twitter & cia. Ei-la:
"A relação com o PMDB vai azedar na CPI, mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu. "
Ops! O ex-líder do PT mostrou duas características. Uma: a amizade com Cabral, suspeito de relações perigosas com Cachoeira. A outra: a inimizade com a língua portuguesa. O homem fugiu da escola.
Nos 140 caracteres, ele mistura tratamentos. Você e tu circulam com desenvoltura das águas que caem da cachoeira. Não só. Ele pisa a concordância sem pena. Deu azar. Caiu na rede e na boca do povo. Sua Excelência mostraria intimidade com a língua se tivesse escrito:
A relação com o PMDB vai azedar na CPI, mas não se preocupe, você é nosso e nós somos seus.
A relação com o PMDB vai azedar na CPI, mas não te preocupes, tu és nosso e nós somos teus.
Bom proveito.
Plural de fora da lei? É… fora da lei. Como, então, distinguir o número? E o gênero? Peça socorro. Artigos, adjetivos, verbos ajudam. Assim: Os fora da lei fogem da polícia. As fora da lei enganaram os fiscais. Vários fora da lei circulam livremente pela cidade. Fora da lei começaram a confusão no estádio.
Flávio E. Nogueira escreve: "Na legenda da foto da pág. 10, está escrito que o estudante Muller Pereira `reprovou duas vezes o 1º ano do ensino médio´. Trata-se de aluno muito poderoso, pois tem o condão de reprovar, quando bem entende, o grau de ensino que cursa". Ops! O leitor tem razão. Na verdade, o aluno não pratica, mas sofre a ação. Que tal devolver a verdade ao texto? Assim: Muller Pereira foi reprovado duas vezes no 1º ano do ensino médio.
PS: Na capa e na pág. 6, falamos na presença dos "ex-presidentes vivos" do período democrático. Vale a pergunta: ex-presidentes mortos compareceriam à cerimônia? Basta ex-presidentes.
“O beijo é um truque delicioso arquitetado pela natureza para interromper a fala quando as palavras se tornam supérfluas.”

Penso que a principal manchete da edição de hoje – FALTAM 507 DEPUTADOS ACABAR COM A VERGONHA – está errada.
Com base na lição do mestre Cegalla, no prestimoso Dicionário de dificuldades da língua portuguesa, haveria duas saídas:
( FALTAM 507 DEPUTADOS PARA ACABAR COM A VERGONHA, em que o verbo faltar fica no plural para concordar com o sujeito (507 deputados);
FALTA 507 DEPUTADOS ACABAREM COM A VERGONHA, em que o verbo faltar concorda na 3ª pessoa do singular porque seu sujeito é uma oração formada por verbo no infinitivo (507 deputados acabarem com a vergonha). Para identificar o sujeito, fazemos esta pergunta ao verbo: O que é que falta? Resposta: 507 deputados acabarem com a vergonha.
Flatônio José da Silva
O metrô paulistano resgistrou um acidente na manhã desta quarta-feira. Veja a nota oficial divulgada pela empresa que gere o metropolitano:
Estou fazendo as lembrancinhas de nascimento do meu filho que está chegando. Ao escrever a única frase do texto, uma dúvida não me deu sossego. Ei-la:
a. Mamãe e papai coruja adoraram a sua visita.
b. Mamãe e papai corujas adoraram a sua visita.
Qual delas está correta? (Joana Goulart)
Ambas merecem nota 10. Mas transmitem recados diferentes. Coruja, no singular, se refere ao termo mais próximo (papai). No plural, aos dois. Se pai e mãe mergulharam na corujice, não hesite. Dê passagem ao s.
Estamos em ano eleitoral. Iniciativas populares são pra lá de bem-vindas. Se contemplarem crianças, ganham o dobro de aplausos. É o caso do Brasil Carinhoso. Trata-se da ampliação do Bolsa Família que beneficia meninos e meninas de até 6 anos. O programa complementa a renda das famílias para que ultrapasse o limiar mensal de R$ 70 por pessoa. A medida exigiu dois cuidados linguísticos.
Um: o tal de zero a seis anos. O ano começa a contar com 365 dias. Melhor ficar com "crianças de até 6 anos".
O outro: a grafia de carinhoso. Por que o s? O polissílabo segue regra antiga como o rascunho da Bíblia. Adjetivo derivado de substantivo abstrato se escreve com s: carinho (carinhoso), gosto (gostoso), estudo (estudioso), dádiva (dadivoso), medo (medroso); bondade (bondoso), amor (amoroso).
Etc. Etc. Etc.
"Imagine que seu filho apresenta infecções recorrentes de ouvido, respiração ruidosa, que os lábios e a língua dele começam aumentar de tamanho", escrevemos na pág. 19. Cadê a preposição? A locução começar + infinitivo exige o a. Assim: Imagine que seu filho apresenta infecções recorrentes de ouvido, respiração ruidosa, que os lábios e a língua dele começam a aumentar de tamanho.
O funcionários públicos estão em festa. Pudera! Depois de longo jejum, terão aumento. Ufa! O reajusta varia. Vai de 2% a 31%. O anúncio pôs a pulga atrás da orelha de redatores. Deve-se usar o símbolo % em todos os números ou basta escrevê-lo no último? Por questão de clareza, ele diz presente em todos. Assim: reajuste de 2% a 3%.
Gente, olho vivo! O Supremo adiou a ida de Cachoeira à CPI. Não caia no pleonasmo do tal "adiar pra depois". Ganha um bombom quem adiar pra antes. Basta adiar.
Errar é humano? George Duhamel responde: "Ninguém duvide. O erro é a regra; a verdade, o acidente." O teatrólogo irlandês Samuel Beckett completa: "Erre. Erre mais. Erre melhor".
O assunto da semana? É o atendimento na emergência dos hospitais privados do Distrito Federal. Pra socorrer o enfermo, eles exigem garantia contra calotes. Pedem cheque preenchido com o possível valor do tratamento. É aí que a porca torce o rabo. De um lado, nem todos têm talonário (objeto meio fora de moda). De outro, muitos estão desprevenidos. Na hora do sufoco, saem de casa correndo. Deixam documentos & cia. pra trás.
Como diz o outro, um dia a casa cai. E caiu. Duas pessoas morreram. Uma delas, membro do alto escalão do governo federal. O abuso veio à tona. Virou manchete de jornais, rádios e tevês. O xis da questão: instituições cuja função é salvar vidas omitem socorro. Projeto de lei que pune o descaso foi aprovado às pressas no Congresso. Depois de sancionada a lei, a prática torna-se crime. Vai pro xilindró e pagará multa quem exigir cheque-caução & similares.
Resolvido o problema legal, pintou outro — o linguístico. A moçada deita e rola na troca de letras. Caução sofre o mesmo mal de cauda. Ao menor descuido, o I toma o lugar do u. Resultado: caução vira calção; cauda, calda. Explica-se: a pronúncia das duplas é a mesma. Aí, não dá outra. As pobrezinhas apanham mais que mulher de malandro antes do movimento feminista, da delegacia da mulher e da Lei Maria da Penha. O jeito? É consultar o dicionário.
Ali está a grafia nota 10. Caução é precaução, cautela. Calção, o traje masculino. Cauda, o rabo do cachorro, do gato, do peixe e da bicharada em geral. É, também, a parte do vestido que se arrasta pra trás. Ou o prolongamento do piano. No fundo, os significados têm um denomindor comum — o alongamento traseiro. Calda é o sumo gostosinho fervido com açúcar e água. Quem resiste a uma calda de chocolate quentinha sobre o sorvete? Só louco. Ou quem acredita que o bom engorda, faz mal ou é pecado. Xô!
Um jovem morreu na madrugada de domingo durante um tiroteiro em uma festa na região metropolitana de BH. Outros cinco adolescentes, com idades entre 16 e 22 anos, foram baleados e encaminhados com ferimentos a um hospital da região", escrevemos na pág. 6. Nossa! Que cachoeira de artigos! Sobram plurais. Pra que redundâncias e obviedades? Melhor: Um jovem morreu na madrugada de domingo durante tiroteiro em festa na região metropolitana de BH. Cinco adolescentes, com idade entre 16 e 22 anos, foram baleados e encaminhados a hospital da região.
O substantivo concorda com o nº que vem antes da vírgula: 0,34 milhão; 1,34 milhão; 2,34 milhões; 5,6 bilhões, 9,7 trilhões.
Al Martin
O sufixo ável (ével, ível), acrescentado ao radical de verbos, transmite a ideia de ser passível de. O mesmo mecanismo, com as devidas adaptações ao espírito de cada língua, está presente nos outros falares românicos.
Assim, temos:
condenável = que se pode condenar
incompreensível = que não se pode compreender
utilizável = que se pode utilizar
indelével = que não se pode apagar
separável = que se pode separar
respirável = que se pode respirar
"Até aí, morreu o Neves", retrucaria Nélson Rodrigues. Ou, mais brutalmente: "E daí?"
Daí que alguns adjetivos construídos assim destoam, deixam como um mal-estar, uma impressão de que alguma coisa está fora de lugar. Durante um bom tempo perguntei-me o porquê desse desconforto. E acabei descobrindo.
Na esmagadora maioria das vezes, o sufixo vem colado a um verbo transitivo direto. É fácil identificar — o transitivo direto rejeita preposição e responde sempre à pergunta que? o que? ou quem? Retomemos nossos exemplos:
condenável = que é que se pode condenar?
incompreensível = o que é que não se pode compreender?
utilizável = que é que se pode utilizar?
indelével = o que não se pode apagar?
separável = quem não pode ser separado?
respirável = o que é que se pode respirar?
O problema aparece quando, em raríssimos casos, o sufixo é unido a verbos transitivos indiretos, aqueles que exigem preposição. Embora alguns casos sejam abonados por bons dicionários, continuam deixando a impressão de que algo está errado. Por exemplo:
decisão irrecorrível = decisão da qual (ou contra a qual) não se pode recorrer
decisão inapelável = decisão da qual (ou contra a qual) não se pode apelar
ministério imexível = ministério no qual não se pode mexer
destino inescapável = destino do qual não se pode escapar
Apesar do jeitão meio esquisito, a língua oficial acolhe essas expressões. Portanto, todos podem usá-las sem medo de errar. Mas ninguém é obrigado a fazê-lo. Generosa, a língua oferece diversos caminhos mais tranquilizantes.
Gaforina
Márcio Cotrim
Isabel Gafforini foi uma artista italiana de grande êxito em teatros de Viena, Veneza, Nápoles e Bolonha. Em Portugal, exibiu-se vitoriosamente no teatro São Carlos, de Lisboa, em 1802. Cantora do gênero bufo, além de magnífica voz e grande beleza física, tinha com hábito pentear-se de forma extravagante, utilizando sua basta cabeleira em produzido desalinho. Com isso, criou moda, seguida por muitas mulheres de seu tempo. Daí, ainda hoje, uma cabeleira farta e desgrenhada, penteada com alguma arte, passou a chamar-se gaforina ou gaforinha. Escritores como Eça e Aquilino Ribeiro serviram-se por vezes desses vocábulos em suas obras. Em 1805, a Gafforini retornou à Itália alcançando novos êxitos, sobretudo em Milão. Deixou por aqui uma imagem de singular desleixo – mas também de audácia naqueles tempos tão carolas.
Despautério
Márcio Cotrim
Como se sabe, é desatino, disparate, mas qual o berço dessa palavra? Parece não haver dúvida de que sua origem seja antroponímica. No século 16, viveu um gramático flamengo chamado Jean van Pauteren, conhecido por João, o ninivita, por ser natural da cidade de Nínive. Fez circular na época, pela Europa, uma gramática de latim de sua autoria chamada Commentarii gramatici, que se revelou um amontoado de regras obscuras e muita tolice. Os franceses que lhe tinham afrancesado o nome para Jean Despautère, isolaram o apelido para, com ele, classificar tudo o que fosse absurdo. O fato é que o despautério continua ativo em nossos dias e sendo festejado por certas cavalgaduras que se dizem conhecedoras do vernáculo. Ai dele. . .
Diamante
Márcio Cotrim
A pedra preciosa mais cara e admirada do mundo tem uma história que remonta, pelo menos, aos tempos do Velho Testamento. Alexandre Magno, em suas incursões até a Índia, teria encontrado um vale secreto repleto de diamantes. Desde então, a frenética busca por eles tem sido motivo de guerras, intrigas e muita morte no mundo. O berço da palavra está no grego adamantos, que, literalmente, significa indomável, invencível o que, obviamente, se refere à dureza da pedra. Na escala de Mohs, atinge o grau 10, ou seja, o máximo de dureza, de tal modo que só pode ser lapidado por outro diamante. Do étimo grego, os latinos fizeram adamante, que, com provável influência de diáfano – devido à transparência – chegou ao latim vulgar diamante, tal qual a palavra que utilizamos. Muita mulher curiosa se surpreende com a bela e caríssima joia que sua amiga está usando: "Que linda! É di-amante".
O número PI
Márcio Cotrim
Na matemática, o número PI é uma proporção numérica originada da relação entre as grandezas do perímetro de uma circunferência e seu diâmetro. É representado pela letra grega π.
Os primeiros a se utilizarem dessa letra foram os matemáticos ingleses, para designar a circunferência de um círculo. O berço de π pertence aos números irracionais. Para cálculos simples, é comum aproximá-lo de 3,14. Boa parte das calculadoras científicas aproxima π de 3,1415927.
Na busca de maior precisão, pode-se utilizar o número com 52 casas decimais. Um engenheiro japonês e um estudante americano de ciências da computação, usando um computador com 12 núcleos físicos, calcularam 5 trilhões de dígitos, o equivalente a 6 terabytes de dados.
Agora, uma curiosidade pessoal. Fiquei sabendo por meu neto Rodrigo, que está cursando uma universidade americana no estado de Illinois, que no dia 14 de março, quando aniversario, nos EUA, é comemorado o dia do PI!, Como lá a convenção para datas é mês/dia, 14 de março se escreve 3/14.
Mas há mais. A pronúncia inglesa de PI é a mesma de pie, torta, e por isso a data também é festejada pelos americanos com um cardápio especial que inclui várias tortas, e brincadeiras tipo pastelão, muito comum nas universidades da terra de Tio Sam – como nos filmes com Os Três Patetas e quejandos, você se lembra? O inesgotável e já tão saudoso Millôr Fernandes lembrava que, se PI é 3,14, pipi é 6,28. Pano rápido, como ele dizia.
"Além de classificar o Peixe para as quartas de final da Libertadores, o baile diante dos bolivianos foi ainda mais significativo porque, com Corinthians, Vasco, xx e o próprio time de Muricy Ramalho vivos no torneio, a Conmebol não poderá manipular as semifinais caso três equipes brasileiras avancem", escrevemos na pág. 2 de Super Esportes. Você entendeu? Difícil, não? O texto está muito longo (301 toques). O limiar da atenção é 150-180 toques. Não sabemos que time é xx. Melhor: Além de classificar o Peixe para as quartas de final da Libertadores, o baile diante dos bolivianos foi ainda mais significativo. Com Corinthians, Vasco, Fluminense e o próprio time de Muricy Ramalho vivos no torneio, a Conmebol não poderá manipular as semifinais. Basta que três equipes brasileiras avancem.
A coruja
