Quarta-feira, 28 de janeiro de 2015 05:00 pm

Erramos


"… os insatisfeitos de seu partido e de sua base aliada encontrarão poucos motivos para apoiar a seca programada nas verbas que lhes beneficiariam", escrevemos na pág. 10. Viu? Pisamos a regência. Beneficia-se alguém. O pronome que funciona como objeto direto é o (a): … para apoiar a seca programada nas verbas que os beneficiariam.

 

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Quarta-feira, 28 de janeiro de 2015 03:14 pm

Fale certo

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Quarta-feira, 28 de janeiro de 2015 08:00 am

Dúvida exposta 1


Dusdeth Nunes é repórter esportivo do jornal O Dia , de Teresina. Assina a coluna Um Prego na Chuteira . Na de domingo, ele surpreendeu. Teve, como todo mundo tem, dúvida de português. Mas, diferentemente de todo mundo, não foi atrás da resposta. Publicou a encucação.


Eis o texto: "A notícia na imprensa esportiva de que o River teria suspenso (ou será suspendido?) o seu treinamento físico e coletivo por causa das lesões nos atletas que foram recentemente contratados…" Leitores se assanharam. Alguns consultaram gramáticas. Outros bateram à porta  de entendidos. Paulo José Cunha apelou pro blogue. E daí?


Suspender joga no time dos generosos. Tem dois particiípios. Um, regular, é o compridão suspendido . O outro, irregular, é o curtinho suspenso . Quando usar um ou outro? Quem manda é o auxiliar. Com ser e estar, suspenso pede passagem. Com ter e haver, suspendido , glorioso, desfila no tapete vermelho: O River teria suspendido. O River havia suspendido. O River é suspenso. O River está suspenso .

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Quarta-feira, 28 de janeiro de 2015 07:50 am

Dúvida exposta 2


Mesmo time


A generosidade contagia. Outros verbos jogam na mesma esquipe. Apresentam dois particípios que se empregam do mesmo jeitinho. É o caso de aceitar (tinha ou havia aceitado, é ou está aceito), matar (tinha ou havia matado, é ou está morto), salvar (teria ou havia salvado, é ou está salvo), prender (tinha ou havia prendido, foi ou esteve preso), expulsar (tinha ou havia expulsado, foi ou estava expulso). E por aí vai.


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Quarta-feira, 28 de janeiro de 2015 07:30 am

Dúvida exposta 3


Turma preguiçosa


Há verbos generosos. Mas deixam a mão-aberta pra lá e dão passagem  à preguiça. Têm duplo particípio , m as preferem o irregular. Por quê? Porque é curtinho. Exige menos tempo  na pronúncia e menos espaço  na escrita . É o caso de gastar (gastado e gasto), ganhar (ganhado e ganho), pagar (pagado e pago), pegar (pegado e pego).


Nestes tempos modernos, o tempo é o maior luxo. Daí a regra: menor é melhor. Usar o compridão com os auxiliares ter e haver, e o curtinho com ser e estar vale pra eles. Mas ninguém leva em consideração. Só o irregular tem vez: tinha (havia) ganho, foi (está) ganho; tinha (havia) gasto, foi (está gasto); tinha (havia) pago, foi (está) pago; tinha (havia) pego; foi (está) pego.

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Quarta-feira, 28 de janeiro de 2015 07:00 am

Que friiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiio


A neve cobriu Nova York. Aliada a o vento furioso , transformou a cidade em deserto. Adultos e crianças se trancaram em casa. Voos deixaram de decolar. Trens se negaram a circular. Ônibus e carros pararam  de ir e vir.  E agora? Só havia um jeito -- esperar a  nevasca  passar. A danada tem um nome especial. É Juno. Quem é ela? Trata-se da primeira-dama do Olimpo. Mulher de Zeus, o deus dos deuses, é pra lá de ciumenta. Pudera. O maridão não perde oportunidade de pular o muro. Na Terra, namora belas mortais.  A traída , quando descobre, se vinga. A vítima não é o marido. É a outra e os descendentes da outra. Valha-nos, Zeus! Somos nós.

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Terça-feira, 27 de janeiro de 2015 02:00 pm

Erramos


"Talvez no futuro nós consigamos medir o tamanho da obra do Dr. Aloysio", escrevemos na pág. 18. Vamos combinar? Aloysio Campos da Paz merece todas as homenagens. Mas a língua mantém a neutralidade. Cargos e títulos se escrevem com inicial minúscula. É o caso de presidente, ministro, professor etc. e tal. Melhor: Talvez no futuro nós consigamos medir o tamanho da obra do dr. Aloysio.

 

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Terça-feira, 27 de janeiro de 2015 01:00 pm

Eminência de saia e batom


Viva! A notícia circulou por Europa, França e Bahia. Não é pra menos. Libby Lane se  tornou a bispa de Stockport, na Inglaterra. Desde 1534 a Igreja Anglicana não ordenava uma mulher na prestigiada função. O fato chamou a atenção por duas razões. Uma: o ineditismo. A outra: o feminino de bispo. Existe a forma episcopisa, que rima com papisa e poetisa. Mas pouca gente entenderia tal sofisticação. Melhor ficar com a língua clara e simples do povo. Qual é? É bispa sim, senhores.

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Segunda-feira, 26 de janeiro de 2015 04:00 pm

Erramos


"Protesto por atropelamento de Edimar Gomes, que pedalava quando foi atingido por um carro em zigue-zague, reúne cerca de 500 pessoas no Gama", escrevemos na capa. Reparou? Demos recado  contrário . Culpa da preposição por . Protesto por é reivindicação (protesto por melhores salários). No caso, o protesto é re pulsa . Melhor: Protesto contra atropelamento de Edimar Gomes…

 

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Segunda-feira, 26 de janeiro de 2015 08:00 am

Estavam à toa na vida 1


Cadê pagamento? Ninguém sabe, ninguém viu. Cadê décimo terceiro salário? Nem Deus sabe. Cadê remuneração pelas horas extras? Sabe-se lá. Cadê reposição das perdas que a inflação impôs? Sem resposta. Resultado: garis, médicos, professores, motoristas, aeroviários & cia. que ganha o pão com o suor do rosto cruzaram os braços. Trouxeram ao cartaz, com força total, a dissílaba greve.


A palavra nasceu na França. Em tempos idos e vividos, grève significava cascalho ou praia arenosa. Dava nome também a praça pra lá de popular em Paris. A Place de Grève ficava à beira do Rio Sena e, claro, não conhecia pavimento. Ali funcionava a Bolsa do Trabalho. Desempregados se reuniam lá pra procurar o que fazer ou ficar por conta do nada. Ao se referirem a essas reuniões, diziam faire grève (fazer greve). Daí a estender a acepção para a suspensão coletiva do trabalho foi um pulo.

 

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Segunda-feira, 26 de janeiro de 2015 07:00 am

Estavam à toa na vida 2



Sem trocas


Trabalhadores não paralisam as atividades por nada. Eles reivindicam direitos ou vantagens. Muitos acertam na meta, mas tropeçam na língua. Ao falar em reivindicação, brindam a palavra com uma letra a mais. Dizem "reinvindicação". Nada feito. Pra evitar acidentes de percurso, melhor treinar — pronunciar devagarinho as sílabas em voz alta: rei-vin-di-car, rei-vin-di-ca-ção .

 

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Segunda-feira, 26 de janeiro de 2015 06:00 am

Estavam à toa na vida 3


Por falar em letra…


Atenção, moçada antenada. Paralisia, paralisação, paralisar se escrevem assim mesmo — com s.

 

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Sábado, 24 de janeiro de 2015 12:00 am

Diquinhas infantis 37


Aquiles, o herói grego


Tétis tinha um desejo. Queria que o filho fosse imortal. Como? Consultou deuses, mágicos e feiticeiros. Descobriu. Ela teria de mergulhar o bebê nas águas do Rio Estige. Oba! Segurou o garotinho pelo calcanhar e obedeceu à ordem. O calcanhar não se molhou. Virou o ponto fraco do gurizinho.


Com o banho, Aquiles ficou com o corpo fechado. Não sentia dor e nenhuma arma o atingia. Podia levar flechada, tiro, punhalada… não estava nem aí. Certo dia, um adivinho disse que ele morreria na Guerra de Troia. Tétis disfarçou o garoto de menina e o levou pra outra cidade. Não adiantou. O filho cresceu, se apaixonou e contou pra amada que era homem.


Não deu outra. Ele foi convocado pra guerra. Lutou com tanta valentia que se tornou herói. Mas, numa batalha, Páris atirou uma flecha envenenada contra ele. A flecha lhe atingiu o calcanhar. Ele morreu.


A expressão


Aquiles morreu. Mas nos deixou de herança a expressão calcanhar de aquiles . É o ponto fraco de cada um de nós.


O meu, o seu, o dele


Meu calcanhar de aquiles é a garganta. Ela fica inflamada com qualquer ventinho frio.


Qual é seu calcanhar de aquiles? Conte pra nós.

.................................................................................................

................................................................................................

................................................................................................


Nome comum


Aquiles é substantivo próprio. Escreve-se com a letra inicial maiúscula.


Aquiles, que aparece em calcanhar de aquiles é substantivo comum. Escreve-se com a inicial minúscula.

 

Assinale a grafia nota 10


a. Meu nome é Maria.

b. Fiz o doce em banho-maria.

c. Joel nasceu no pará.

d. Você gosta de castanha-do-pará? Eu adoro.

e. Em 1500, o Brasil era rico em pau-brasil.

 

Resposta

Só uma frase não merece nota 10. José nasceu no Pará. Pará é o nome do estado. Escreve-se com a letra inicial maiúscula porque é nome próprio.

 

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Sexta-feira, 23 de janeiro de 2015 06:00 pm

Erramos


"Paulo Roberto Costa acredita que Nestor Cerveró e Fernando Baiano podem ter embolsado até US$ 30 milhões", escrevemos na pág. 2.  Ora veja! Muitos mataram e enterraram o subjuntivo. Nós estamos entre eles. Mas o homem põe e o texto dispõe. O período exige que o ressuscitemos. Assim : Paulo Roberto Costa acredita que Nestor Cerveró e Fernando Baiano possam ter embolsado até US$ 30 milhões.

 

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Sexta-feira, 23 de janeiro de 2015 01:00 pm

Sofisticação exigente


"Embora sendo justas, as reivindicações dos trabalhadores não podem ser atendidas", diz o secretário ao falar sobre a greve de servidores. Convenceu? Não. O homem tropeçou em estrutura pra lá de sofisticada. Trata-se do emprego da conjunção embora . A trissílaba bate pé e não abre. Inimiga do gerúndio, recusa a companhia de sendo, amando, partindo etc. e tal.


A mocinha exige o subjuntivo: Embora sejam justas, as reivindicações não podem ser atendidas. As reivindicações não podem ser atendidas embora sejam justas. Embora fossem justas, as reivindicações não puderam ser atendidas. As reivindicações não puderam ser atendidas embora fossem justas .

 

Olho vivo


Observe o emprego da vírgula:


Embora estude oito horas por dia, Maria fracassa nas provas.

Maria fracassa na prova embora estude oito horas por dia.


A oração introduzida por embora joga no time das adverbiais. O lugar dela é depois da oração principal. Quando vem na frente, indica-se o deslocamento por vírgula: Embora tenha visto o filme duas vezes, não se lembra dos pormenores. Não se lembra dos pormenores embora tenha visto o filme duas vezes.

 

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Quinta-feira, 22 de janeiro de 2015 05:00 pm

Erramos


"Não está descartado que represas como a de Cantareira sequem, provocando estragos na economia e no estado e do país", escrevemos na pág. 8. Viu? Faltou releitura. Melhor: … provocando estragos na economia do estado e do país.

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Quinta-feira, 22 de janeiro de 2015 12:00 pm

Tango argentino


Alberto Nisman apareceu morto no apartamento dele em Buenos Aires. Ao lado, uma arma. As autoridades não perderam tempo. Rapidinho disseram que ele havia tirado a própria vida. Ninguém acreditou. Os argentinos juram que não foi suicídio. Foi homicídio. Enquanto não chegam a acordo, vale lembrar. Suicidar-se é sempre, sempre mesmo, pronominal (eu me suicido, ele se suicida, nós nos suicidamos, eles se suicidam): Nisman se suicidou? Acredito que ele não se tenha suicidado. E você?

 

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Quinta-feira, 22 de janeiro de 2015 12:05 am

A internet é inocente


DAD SQUARISI

Mais de meio milhão de zeros no Enem? A notícia surpreendeu. Não pela nota. Mas pela quantidade de reprovados. Explicações caíram do céu e saltaram do inferno. Entre elas, a falta de familiaridade com o tema, a fuga do tema, a incompreensão do tema. Muitos responsabilizaram a internet pela calamidade. A rede teria o poder de deseducar. Quem escrevia deixou de escrever.


Será? Jornais, revistas, sites, blogues estão ao alcance de um toque. Ninguém precisa ir à banca comprar a informação. Cartas viraram lembranças de tempos idos e vividos. Deram vez a mensagens eletrônicas que vão e vêm em segundos. O Google relegou ao esquecimento enciclopédias que há pouco enchiam as estantes de orgulho.


Em bom português: mudamos o suporte, mas continuamos a ler e a escrever. Em vez de papel, a tela. Culpar o suporte pelo fracasso da moçada é baratear o problema. O buraco é mais embaixo. Lê mal e escreve mal quem nunca aprendeu a ler bem e a escrever bem. O retrato exibido pelo Enem é obra da escola. Não entender o tema constitui problema de leitura. Não conseguir desenvolvê-lo, de escrita.


Criança é curiosa. Adora aprender. Estimula-se com desafios. Enfrenta embates. Mas … cadê? Encontra salas de aula do século 19, professores sem compromisso, material didático modernoso — sem foco e não raras vezes com erros grosseiros, confunde em vez de ensinar. Com internet ou sem internet, o resultado não muda. Sem o domínio das habilidades de leitura e escrita — fruto de estudo, disciplina e treino — esperar nota azul nesse cenário é ignorância, má-fé ou ingenuidade.


Somos poliglotas na nossa língua. “Não falamos português”, ensinou Saramago. “Falamos línguas em português.” A mãe de todas elas — a norma culta — abre o caminho da liberdade. Com trânsito nas possibilidades do idioma, torna-se possível escolher. Gírias, regionalismos, estrangeirismos, abreviaturas, internetês & cia. ilimitada têm vez no universo da comunicação. Usá-los no contexto correto pressupõe conhecimento — o saber que a escola sonega aos brasileiros.



(artigo publicado no Correio Braziliense de hoje)

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Quinta-feira, 22 de janeiro de 2015 12:00 am

Leitor pergunta


Tenho percebido pessoas escrevendo "encontrasse" para dizer sobre a situação ou localização de algo ou alguém em frases do tipo: O sistema encontrasse operante. O professor encontrasse de férias.  


Pensei, por um momento, estar desatualizado. Pesquisei, mas não encontrei nenhuma resposta que me tranquilizasse. Você pode, por gentileza, ajudar-me na questão? (Paulo Passos)


Quem cai na esparrela do troca-troca, Paulo, assina atestado de que não tem familiaridade com a língua escrita. Daí por que escreve do jeito que escuta. Pra acertar sempre, há um truque infalível. Trata-se da mudança de lugar.


O pronome aceita dar uma voltinha na frase. Vai, numa boa, pra frente do verbo. A desinência do pretérito do subjuntivo joga no time dos inflexíveis. Recusa mudanças. Compare: O sistema encontra-se operante. O sistema se encontra operante. O professor encontra-se de férias. O professor se encontra de férias. Não encontrei nenhuma resposta que me tranquilizasse . (Não encontrei resposta que se me tranquiliza.) Sem sentido, não? Xô!

 

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Quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 04:24 pm

Erramos


"Candidato à presidência da Câmara, o líder do governo, Arnaldo Chinaglia, rebateu as acusações de que estaria oferecendo a congressistas cargos em troca de apoio na eleição para a presidência da Casa", escrevemos na pág. 3. Ops! Que desperdício! O fim do período repete o princípio. Melhor conter-se. Assim:  Candidato à presidência da Câmara, o líder do governo, Arnaldo Chinaglia, rebateu as acusações de que estaria oferecendo a congressistas cargos em troca de apoio.


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Quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 04:19 pm

Fale certo

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Quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 10:30 am

A indiferença de São Pedro


O ruim pode piorar. E como! O calorão serve de exemplo. Além da temperatura que assa até os miolos de gregos, troianos e baianos, a energia se foi. Adeus, ar condicionado! Adeus, ventilador! Adeus, bebidas geladinhas! Foi na segunda-feira. Dez estados e o Distrito Federal ficaram às escuras. Valha-nos, Deus! O apagão pediu passagem.


Cadê chuva? Cadê ar frequinho? São Pedro não está nem aí. Enquanto aguardamos a resposta do guarda do céu, vale uma visitinha à memória. De onde vem o termo apagão? Vem do movimento sem fim da linguinha nossa de todos os dias. No começo era a inglesa blecaute. Aí bateu a escuridão em Buenos Aires. Os jornais falaram do apagón da  charmosa vizinha. Nós passamos a usar a palavra. Apagão é apagamento desssssssste tamanho.

 

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Quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 10:30 am

Olha a diferença, gente


Ar condicionado? Ar-condicionado? Depende. O hífen faz a diferença. Ar-condicionado é o aparelho feioso que fica na parede à espera da energia para funcionar. Ar condicionado   joga em outro rime. Trata-se   d o ar que refresca o ambiente: O ar-condicionado precisa de limpeza constante. Por favor, ligue o ar-condicionado. Sem ar condicionado, os miolos assam. Não consigo trabalhar.


 

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Quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 10:10 am

Pequenas e grandonas


Norte, sul, leste, oeste. Ora o quarteto se escreve com inicial maiúscula. Ora, minúscula. Quando? A resposta é fácil como andar pra frente. Os pontos cardeais têm pedigree. Estendem tapete vermelho para as grandonas. A indicação de direção pertence aos vira-latas. Só as pequeninas têm vez: Norte, Sul, Leste e Oeste são os quatro pontos cardeais. Percorri o Brasil de norte a sul, de leste a oeste. Surpresas não faltaram.


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Quarta-feira, 21 de janeiro de 2015 10:00 am

Drummond ensinou


"As palavras não nascem amarradas. Elas saltam, se beijam, se dissolvem."


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Terça-feira, 20 de janeiro de 2015 04:30 pm

De ponta a ponta


Marcelo Abreu


Ligo a TV, num canal pago, a Globo News, e, enquanto me arrumo pra sair, assisto ao noticiário. O apresentador chama a matéria. E diz que a situação para os servidores de Itumbiara, interior de Goiás, está péssima. Ele diz:


-- Nenhuma das duas parcelas do décimo terceiro salário foram pagas até agora.


E chama a repórter. A moça entra e diz:


-- Verdade, fulano, nenhuma das duas parcelas foram pagas até o momento.


Entende-se por que mais de 500 mil alunos tiraram ZERO na prova de redação do Enem. (Nenhum pede o verbo no singular.) A deficiência é generalizada.

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Terça-feira, 20 de janeiro de 2015 03:00 pm

Erramos


Há coisas que governante, seja de uma cidade, estado, seja de um país, não deve meter o bedelho", escrevemos na pág. 10. Viu? As alternativas perderam o rumo. O seja deve se referir a dois termos. No caso são três. Há duas saídas — omiti-lo ou usá-lo em todos os elementos . Assim: Há coisas em que governante — de cidade, estado ou país — não deve meter o bedelho. Há coisas em que governante seja de cidade, seja de estado, seja de país não deve meter o bedelho .

 

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Terça-feira, 20 de janeiro de 2015 11:00 am

Cadê a luz?


Ops! Com o apagão, ficamos às escuras. Certo? Certo. A falta de luz está diante dos olhos. Sobre o  tema , só há uma dúvida. Por que às escuras exige acento grave? A resposta é pra lá de conhecida. O grampinho indica a fusão de dois aa. No caso, trata-se de locução adverbial formada de palavra feminina.


Sem precipitação, moçada. Entenda, primeiro, o que significa locução . Sempre que se fala na trissílaba, entende-se que se trata de mais de uma palavra. Hoje, ontem, amanhã são advérbios de tempo. Formam-nos apenas um vocábulo. Às duas horas, às segundas-feiras também indicam tempo. Mas são formadas por mais de uma palavra. São locuções adverbiais de tempo.


Entendido? Então vamos ao passo seguinte. As locuções adverbiais formadas de palavras femininas exigem crase. Por quê? Porque ali estão dois azinhos — a preposição + o artigo . É o caso de às claras, às escuras, às apalpadelas, às duas horas, às quartas-feiras .


Na dúvida, recorra ao tira-teima. Substitua a palavra feminina por uma masculina. Não precisa ser sinônima, mas tem de ter o mesmo número (singular ou plural). Se no troca-troca der ao (aos), sinal de crase. Caso contrário, deixe o acento grave quieto: Estuda às segundas-feiras. (Estuda aos sábados.) Agiu às escuras. (Agiu aos trancos e barrancos.) O avião partiu à 1h. (O avião partiu ao meio-dia.)


É isso. Como disse Ferreira Gullar, a crase não foi feita pra humilhar ninguém. Nós completamos: foi feita pra indicar o casamento de dois aa. É a aliança no anular esquerdo.

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Segunda-feira, 19 de janeiro de 2015 06:00 pm

Erramos


"As instituições começarão a convocar os estudantes dessa etapa a partir de 11 de fevereiro", escrevemos na pág. 5. O leitor Flatônio José da Silva leu e comentou. A partir de e a começar dão o mesmo recado. Melhor evitar a redundância. Fiquemos com um ou outro. Assim: As instituições começarão a convocar os estudantes dessa etapa em 11 de fevereiro. As instituições convocarão os estudantes dessa etapa a partir de 11 de fevereiro.

 

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Segunda-feira, 19 de janeiro de 2015 01:00 pm

Leitor pergunta 1


O sinalzinho & coça minha curiosidade. Diga alguma coisa sobre ele. (Graça Bial)



O símbolo & tem nome. É e comercial . O criador: Marcus Tulius Tiro, encarregado de transcrever os discursos feitos no Senado de Roma. A criatura, que veio ao mundo 63 anos antes de Cristo, tinha uma função – tornar a escrita mais rápida. O & substituía o et ( e em português). Com o tempo, o sinalzinho se especializou. Deixou os políticos pra lá e entrou, triunfal, no universo das empresas.

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