Segunda-feira, 27 de abril de 2015 06:00 pm

Erramos

"… e, do alto, obedecendo determinações do eventual ocupante do Planalto", escrevemos na pág. 9. Ops! Pisamos a regência do verbo. Obedece-se a alguém ou a alguma coisa. Melhor: … e, do alto, obedecendo a determinações do eventual ocupante do Planalto.

 

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Segunda-feira, 27 de abril de 2015 12:00 pm

História de meninos

É hora do recreio. A meninada conversa, corre, pula, grita. Sem mais nem menos, dois garotos se afastam do grupo e se dirigem ao consultório médico da escola. A enfermeira os recebe intrigada. Pergunta:


-- O que houve?
 
-- Eu engoli uma bola de gude.

 
-- E você?

 
-- A bola é minha. Estou esperando por ela.

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Segunda-feira, 27 de abril de 2015 11:00 am

Por que escrevo?

"Se escrevo é primeiro porque amo os homens. Tudo vem disso pra mim. Amo e por isso é que sinto esta vontade de escrever, me importo com os casos dos homens, me importo com os problemas e necessidades deles. Depois escrevo por necessidade pessoal. (Isso é pro caso dos versos.) Mas, mesmo isso, psicologicamente pode ser reduzido a fenômeno de amor porque ninguém escreve para si mesmo a não ser um monstro de orgulho. A gente escreve pra ser amado, pra atrair, pra encantar." (Mário de Andrade)

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Domingo, 26 de abril de 2015 12:00 am

Dinheiro, pra que te quero?

Ufa! Finalmente a Petrobras entregou o balanço. Duas palavras chamaram a atenção. Uma: atraso . A estatal deveria ter divulgado o documento cinco meses atrás. Não o fez. A segunda: prejuízo . Nada menos de R$ 22 bilhões escorreram pelo ralo. É dinheiro pra dar, vender, emprestar e… sobrar.


Enquanto a Operação Lava-Jato vai atrás das perdas e dos responsáveis, valem as dicas de grafia dos vocábulos que despertaram a curiosidade de leitores interessados em entender os porquês de letras e acentos. A história tem lógica.


Pai e mãe


As palavras têm pai e mãe. Se a original se grafa com determinada letra, ela vira sobrenome dos descendentes. Vale o exemplo de casa . O s do radical aparece nos derivados (casinha, casona, casarão, casebre, casar, casamento). Vale, também, o exemplo de gorjeio. O j se repete filharada afora: gorjear, gorjeante & cia.


Atraso pertence a time pra lá de familiar. A origem é a preposição trás. O s da mãezona se repete na filharada: atrás, detrás, atrasar (pôr para trás), atraso, atrasado, retrasar, traseiro, traseira .


Xô, parceria


Casamento é bom? Muita gente gosta. Junta os trapinhos e compartilha alegrias, tristezas, sucessos, fracassos. Mas, como repetia Nelson Rodrigues, a unanimidade é burra. Há os que rejeitam a união desde sempre. E há os que se arrependem no caminho. O jeito? Um vai pra lá; o outro, pra cá.


É o caso de prejuízo . A duplinha ui forma ditongo. Inseparáveis, as duas letras se pronunciam numa só emissão de voz. Rui, fui, fluido, cuidar, distribui, conclui servem de exemplo. Pra separá-las, só há uma saída. Convocar o acento. O agudo faz a mágica. Quebra o ditongo. Transforma-o em hiato: flu-í-do, dis-tri-bu-í, con-clu-í, pre-ju-í-zo.

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Sábado, 25 de abril de 2015 12:00 am

Diquinhas infantis 47


Boiuna, a menina que virou cobra


Uma moça ficou grávida e não contou pra ninguém. No dia do parto, disse que ia lavar roupa no rio. Quando a criança nasceu, a mãe a jogou na água. A menina não morreu. Ficou encantada e se transformou numa cobra enorme. Ela tem o corpo tão brilhante que reflete o luar. Os olhos irradiam luz tão poderosa que atrai os pescadores. Eles pensam que se trata de um barco. Quando chegam perto, nhac! Ela os devora com barco e tudo.


Há um jeito de desencantar a moça. Bastam duas ações. Uma: despejar leite materno na boca do Boiuna. A outra: cortar um pedaço do rabo dele. Quem conseguir a façanha ficará rico, muito rico. Mas ninguém chega lá. Quando um pescador toma coragem, não dá outra: ou as ondas do rio se revoltam, ou ele corre de medo da visão assustadora. Por isso o Boiuna continua Boiuna até hoje.



Cobrão


O Boiuna faz parte do folclore amazônico. Em tupi, o nome quer dizer cobra negra.



Outro nome


O Boiuna tem outro nome. É Cobra Grande.



Adjetivo


Ataque de cobra é ataque ofídico.

Rebanho e bois é rebanho bovino.
Nariz de águia é nariz aquilino.


Caça-palavras   


Encontre as palavras que completam as frases:

Dente de cão é dente………
Pulo de gato é pulo ………..
Corrida de touro é corrida…………….
Ataque de víbora é ataque…………….

CARCANINOCASA
MATERNOBOVINO
VIPERINOTOUROS
CAPRINOTAURINO
APÍCOLAFELINOS

Resposta

canino, felino, taurino, viperino.

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Sexta-feira, 24 de abril de 2015 02:00 pm

Erramos

“… a esquerda mexicana defendia a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)”, escrevemos na pág. 12. Viu? Demos pedigree a vira-lata. Nome de texto (e iniciativa) legal ou administrativo só ganha inicial maiúscula se tiver número ou nome. Nos demais casos, é tudo mixuruca (Medida Provisória 236, Medida Provisória das Mensalidades Escolares, Lei 3.812, Portaria 75, Comissão Parlamentar de Inquérito da Corrupção). Melhor tirar de César o que não é de César: … a esquerda mexicana defendia a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI).

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Sexta-feira, 24 de abril de 2015 12:00 pm

Leitor pergunta

Vigir? Viger? Nunca sei. Na dúvida, troco seis por meia dúzia. Uso entrar em vigor . Viva! Mas a dúvida permanece. Pode me ajudar? (Rafael Castanho)


Olho vivo! Vigir não existe. A forma é viger . Intolerante, o verbo odeia o a e o o . Por isso só se conjuga nas formas em que essas vogais não aparecem depois do g. A 1ª pessoa do presente do indicativo (eu vigo) não tem vez. Nem o presente do subjuntivo. Que eu viga? Uhhhhhhhh! Nas demais, é regular. Conjuga-se como viver: vives (viges), vive (vige), vivemos (vigemos), vivem (vigem), vivi (vigi), vivia (vigia). Etc. e tal.

 

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Sexta-feira, 24 de abril de 2015 11:00 am

Winston Churchill escreveu

"Das palavras, a mais simpes. Entre as simples, a menor."

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Quinta-feira, 23 de abril de 2015 04:00 pm

Erramos

"O PMDB, de Temer, articulou o robusto reajuste do Fundo Partidário, que não sofrerá vetos de Dilma", escrevemos na  legenda da pág. 3. Erramos o tempo , não? Dilma já sancionou o aumento. Em vez de futuro, o pretérito pede passagem: O PMDB, de Temer, articulou o robusto reajuste do Fundo Partidário, que não sofreu vetos de Dilma.


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Quinta-feira, 23 de abril de 2015 12:00 pm

Feliz aniversário

Brasília completou 55 anos. Amada pelos moradores, a cidade ganhou homenagens nas ruas, nas praças, nas redes sociais. Não faltaram frases de cumprimentos. A campeã: Parabéns, Brasília. Grande parte delas, talvez 99%, esqueceram pormenor pra lá de importante. Esnobaram a vírgula. Bobearam.


Brasília é vocativo. Elitista, o termo não se mistura nem a pedido dos deuses do Olimpo. Na dúvida, basta antecedê-lo de ó . Se o monossílabo couber, dê passagem ao sinalzinho de pontuação: Parabéns, (ó) Brasília. Pra frente, (ó) Brasil. (ó) Brasiliense, vem pra rua também.

 

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Quinta-feira, 23 de abril de 2015 11:50 am

Feliz aniversário 2

No aniversário de Brasília, sobraram homenagens. A capital dos brasileiros mereceu reportagens nas rádios, nas tevês e nos jornais. Aos leitores atentos uma grafia chamou a atenção. Trata-se do ordinal de 55. Alguns juravam que o hífen deveria ser convocado na escrita da duplinha. Outros diziam que o traço não tinha vez. E daí? Consultada, a gramática deu a resposta. Numerais ordinais dispensam elos. As partes ficam livres e soltas: décimo primeiro, vigésimo oitavo, vigésimo terceiro e, claro, quinquagésimo quinto .

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Quinta-feira, 23 de abril de 2015 11:00 am

Leitor pergunta

Boiuna , o personagem do folclore também conhecido por Cobra Grande, se escreve com acento? (Tarsila Menezes)


Boiuna joga no time de feiura, baiuca e Sauipe . Antes da reforma ortográfica,  elas tinham acento. Agora não têm mais. Eis a regra: perdem o acento o u e o i antecedidos de ditongo. Oi, de Boiuna; ei, de feiura; ai, de bai u ca; au, de Sauipe se pronunciam numa só emissão de voz. Ditongos, formam uma sílaba.


Não se precipite, moçada. A reforma ortográfica só atingiu as paroxítonas. O acento de Piauí permanece. A palavra é oxítona.

 
 

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Quarta-feira, 22 de abril de 2015 04:38 pm

Fale certo

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Quarta-feira, 22 de abril de 2015 12:00 pm

Erramos

"De acordo com a revista People , a advogada britânica recém-casada não pensa em ser mãe agora porque está focada na carreira jurídica e como professora na Universidade de Columbia", escrevemos na pág. 5 de Diversão & Arte . Ops! Pisamos o paralelismo. Que tal tratar igualmente os iguais? Assim: … a advogada britânica recém-casada não pensa em ser mãe agora porque está focada na s carreira s de advogada e de professora na Universidade de Columbia.

 

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Quarta-feira, 22 de abril de 2015 09:34 am

Crônica

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Quarta-feira, 22 de abril de 2015 09:00 am

O mar virou inferno 1

O inferno existe? "É a velhice", respondeu Bibi Ferreira. "É o exílio", disse João Goulart. "É a obrigação de bater ponto", jurou o funcionário público. "É esperar ônibus em Brasília", afirmou velho morador da capital. "O inferno são os outros", sentenciou Sartre.


Será? Quem falou mirou o próprio umbigo. Se a pergunta fosse feita hoje, talvez a opinião fosse outra. "O inferno", diriam eles, "é o Mediterrâneo." Pelo mar vão milhares de africanos e árabes. El e s fogem de guerras, perseguições, desabrigo, fome e sede.


Embarcam em navios precários. Sem segurança, apostam na sorte. A morte os espera no meio do caminho. As águas revoltas, além de inferno,  se transformam em cemitério. Corpos vão pro fundo e lá ficam. Outros boiam na busca de socorro que tarda e falha. 

 

Nas manchetes


A tragédia virou notícia. Jornais, rádios e tevês falam no assunto. Duas palavras entraram em cartaz. Uma: emigrante. A outra: imigrante. Ambas pertencem à mesma família. É a latina migrare , que  significa mudar, passar de um lugar para outro, ir-se embora. Só uma letra as distingue. O e e o i fazem a diferença.


E = para fora.

I = para dentro.


Quem se despede do próprio país e parte pra outro joga nos dois times. Ao sair, é emigrante. Ao chegar, imigrante. Os africanos emigram da Somália e da Nigéria. Os árabes, da Síria e do Iraque. Eles imigram para a Europa. A Itália recebe o maior número de imigrantes. A razão: é a menor distância entre o porto de saída e o de chegada.

 

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Quarta-feira, 22 de abril de 2015 08:00 am

O mar virou inferno 2

Grande família


Os prefixos e e i aparecem em dois outros verbos da tragédia mediterrânea. Trata-se de emergir e imergir. Quem afunda nas águas profundas imerge. Que m volta à superfície emerge.


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Quarta-feira, 22 de abril de 2015 07:00 am

O mar virou inferno 3

Banho


Acredite se quiser. Cleópatra tomava banho de leite de cabra. A rainha do Egito  supunha que o líquido branquinho tornava a pele mais mais: mais saudável, mais nutrida, mais bonita. Marylin Monroe apostava no champanhe. O borbulhante, segundo ela, a fazia mais vibrante. Era suficiente. Beleza a estrela tinha pra dar e vender.


Apesar da diferença, Cleópatra e Marylin tinham um denominador comum. Ambas adoravam banho de imersão. Na banheira, imergiam na água, demoravam um pouquinho e emergiam esplêndidas — prontas pra encantar e seduzir.

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Terça-feira, 21 de abril de 2015 03:00 pm

Erramos


"Mas, mesmo que não implique em uma necessidade urgente do organismo, esse desejo cumpre uma importante missão", escrevemos na pág. 16. Viu? Desperdiçamos preposição e artigos. No sentido de acarretar consequência, implicar é transitivo direto. Dispensa o em. Os substantivos vão atrás. Dispensam o artigo indefinido: Mas, mesmo que não implique necessidade urgente do organismo, esse desejo cumpre importante missão.
 

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Terça-feira, 21 de abril de 2015 08:00 am

Pra inglês ver

DAD SQUARISI // dadsquarisi.df@dabr.com.br


"Esta não é uma cidade do tamanho do homem." Do segundo andar da torre de televisão, o professor da Universidade de Heidelberg olhava a imensidão à frente. Era o ano de 1969. A Asa Norte não passava de barracões esparsos. Os Lagos praticamente não existiam. A vida se concentrava na Asa Sul.


Um casal tentava atravessar o Eixo Monumental. Com sacolas e dois filhos pequenos, buscava uma brecha entre os carros. Mas, sem sinalização, as pistas largas pareciam aumentar o percurso de um lado para o outro. A espera prometia ser longa. Sem tirar os olhos da família, o visitante explicou:


— As pessoas são acidente no projeto de Brasília. A cidade não foi feita pra elas. Veja lá a pequenez das criaturas diante da grandiosidade dos monumentos, dos prédios, dos eixos. Nada as socorre. Sem carro, viram reféns do asfalto. Andar a pé? É impossível, difícil ou perigoso. As distâncias são grandes e nada facilita a tarefa de ir e vir.


— Faltam calçadas, faltam bebedouros, faltam banheiros públicos. Falta sombra. Falta transporte coletivo. Imagine o sacrifício que o deslocar-se representa para aquela família. Ou para os idosos. Ou para as pessoas com dificuldade de locomoção. Não há praças nem bancos onde o caminhante possa sentar-se e descansar.


Hoje, passados 46 anos, se o mestre alemão voltasse a Brasília, veria cenário diferente? Na chegada, o aeroporto responderia que não. Recém-inaugurado, obriga o passageiro a andar quilômetros até chegar ao portão de embarque. Cadê esteiras? Cadê trens? Cadê carrinhos que levam e trazem viajantes — tão comuns em Atlanta, Cingapura ou Frankfurt?


A cidade continua alheia às dimensões humanas. Comparada com Berlim, Nova York ou Buenos Aires, a diferença fala alto. As urbes convidam pra rua. Adultos e crianças circulam por praças, se deslocam de metrô, ônibus ou bicicletas, encontram praças bem cuidadas com sombra, bancos e grama que convida para o cochilo ou brincadeiras da meninada.


Brasília parece a prima pobre de Dubai e Doha. Exibe arquitetura e urbanismo espetaculares. O turista diz oh!, mas não volta. Nós, que moramos aqui, queremos mais que o museu ao ar livre. Queremos uma cidade do nosso tamanho. Em 55 anos, o GDF, sozinho, não deu conta do desafio. Que tal uma ajuda? A sociedade manda. O governo obedece.

 
(artigo publicado no Correio Braziliense )

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Segunda-feira, 20 de abril de 2015 03:00 pm

Erramos

"Quando Brasília foi inaugurada em 21 de abril de 1960, ela não estava sozinha", escrevemos na pág. 24. Viu? O período tem duas orações. O sujeito de ambas é o mesmo dito com palavras diferentes. Que tal economizar? Ele pode aparecer só na segunda oração: Quando foi inaugurada em 21 de abril de 1960, Brasília não estava sozinha .

 

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Segunda-feira, 20 de abril de 2015 02:00 pm

55 anos

Viva! Na terça, Brasília completa 55 anos. A cidade se prepara pra festa. Esportistas, músicos, pintores, poetas, cronistas & cia. talentosa querem se exibir pra homenagear a capital que os abraça sem discriminação. Todos têm uma dúvida. Como escrever o ordinal 55º? É fácil, fácil. Cinquenta só tem uma forma. Grafa-se com q. O ordinal vai atrás: quinquagésimo quinto. Assim — sem hífen e sem dar vez ao cardinal.

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Segunda-feira, 20 de abril de 2015 10:00 am

Escritores e escritores

"Tanto luta e pena o bom escritor quanto o péssimo, quanto o medíocre. Quer dizer, o artista inferior dá à sua obra as mesmas horas de trabalho, o mesmo idealismo, os mesmos sacrifícios, os mesmos sonhos que dá à sua o bom artista, o grande artista. Talvez o primeiro dê até mais sacrifício, mais realismo, pois que o bom tem o seu prêmio em aplausos, e o outro trabalha à toa. Só recebe em paga a indiferença ou o esquecimento." (Rachel de Queiroz)

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Domingo, 19 de abril de 2015 12:00 am

É guerra

A palavra da moda? É terceirizar. Ela está na boca de patrões e empregados. Uns a veem como inimiga das conquistas trabalhistas desde que o Brasil é Brasil. Outros a consideram a salvação da pátria. Moderniza a legislação, amplia o número de empregos e torna competitivos os produtos verde-amarelos.


Enquanto a discussão corre solta e os protestos paralisam o país, vale a questão. Por que terceirizar se escreve com z? A resposta é pra lá de simples. Não existe o sufixo -isar. Só existe -izar. Ops! Você pode se lembrar de montões de palavras terminadas em -isar. É o caso de frisar, pesquisar, analisar, encamisar. E daí?


Sagrada família


Na língua, uma regra vem à frente de todas. Trata-se do respeito à família. "Tal pai, tal filho", diz ela. Em bom português: se a palavra primitiva se escreve com determinada letra, as derivadas a mantêm: luxo (luxento, luxuoso, luxúria, luxuriante), cheio (encher, enchente), casa (casinha, casebre, casona, casarão), luz (luzente, luzeiro, reluzente, luzir), pesquisa (pesquisar, pesquisador, pesquisado), análise (analisar, analisado), friso (frisar, frisado, frisador, frisante).


Meio órfão


Há palavras que não têm s no radical. Pra formar verbos terminados em -izar, só há um jeito. Recorrer ao sufixo escrito com z . É o caso de terceiro (terceirizar), civil (civilizar), normal (normalizar), canal (canalizar), global (globalizar), polo (polarizar), fiscal (fiscalizar), mínimo (minimizar), máximo (maximizar).

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Sábado, 18 de abril de 2015 12:00 am

Diquinhas infantis 46


Cuca , a bruxa que rouba crianças


Uiiiiiiiiiiiiiiii! Que medo! A Cuca vem aí. Ela é uma bruxa velha e feia. Tem unhas compridas como as de um gavião e cabelos amarelos espetados como espinhos. A criatura mora numa caverna bem escondida na floresta.


De vez em quando, ela sai de casa. Ops! Fique esperto.  A feiticeira sobe num telhado e fica espionando as crianças. Quando uma desobedece aos mais velhos,  a feiosa chega pertinho e… rouba o menino ou a menina. Corra, gente! Não olhe pra trás!

 

Criança chorona


Quando a criança chora porque não quer dormir, a mãe chama a Cuca com esta cantina de ninar :


Dorme, nenê,

Que a Cuca vem pegar

Papai foi à roça

Mamãe foi trabalhar.

 

Nomes


A Cuca tem outros nomes. Uns a chamam de bicho-papão. Outros, de coco. Alguns, de papa-gente. Papa-figo também.

 

Folcore


Monteiro Lobato escreveu histórias infantis com personagens do folclore brasileiro. No Sítio do Pica-Pau Amarelo, criou uma Cuca muito estranha. Ela tem cara de jacaré. Cruz-credo!

 

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Sexta-feira, 17 de abril de 2015 06:00 pm

Erramos


"O líder do PSD, Rogério Rosso, está furioso com a deputada Érika Kokay, que lhe apresentou num cartaz como traidor dos trabalhadores", escrevemos na pág. 4. Ops! Pisamos a regência. Apresentar é transitivo direto. O pronome átono que o completa é o . Melhor: O líder do PSD, Rogério Rosso, está furioso com a deputada Érika Kokay, que o apresentou num cartaz como traidor dos trabalhadores .

 

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Sexta-feira, 17 de abril de 2015 09:00 am

Leitor pergunta

A música de Dorival Caymmi diz: "O pescador tem dois amor, um bem na terra , um bem no mar". É dois amor ou dois amores? (Vera Godoi)


Pra nós, mortais, Vera, a concordância exige o plural (dois amores). Mas Caymmi é artista. Tem licença poética. Pode pisar a gramática sem cerimônia. Conhece a licença de Drummond? "Cacilda Becker morreram", escreveu o poeta quando a grande atriz partiu desta pra melhor.

 

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Quinta-feira, 16 de abril de 2015 05:00 pm

Erramos

"No entanto, ela foi ouvida por delegados na sua própria residência", escrevemos na pág. 3. Sua própria? É redundância. Melhor evitar desperdícios: No entanto, ela foi ouvida por delegados na própria residência.

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Quinta-feira, 16 de abril de 2015 02:51 pm

Fale certo

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Quinta-feira, 16 de abril de 2015 01:00 pm

Adeus, bela

Gisele Bündchen escolheu a São Paulo Fashion Week pra dar adeus às passarelas. Depois de 20 anos de carreira, não deixou por menos. Cercada de flashes e sob entusiasmados aplaaaaaaaaaausos, a bela desfilou com o charme de sempre. Na plateia, o maridão e os medalhões da moda brasileira.


A imprensa, claro, noticiou a despedida da modelo mais bem-sucedida do mundo. Mas…encontrou o verbo despedir no meio do caminho. Trata-se da regência. Gisele despede as passarelas ou se despede das passarelas ? No duro, no duro, ambas estão corretas. Qual a mais adequada?


Despedir tem regências pra dar e vender. Escolher uma ou outra depende do recado que se quer dar. Transitivo direto, o trissílabo pode significar fazer sair ou dispensar os serviços : Despediu o filho da sala pra evitar que ele batesse com a língua nos dentes. Despedimos os empregados domésticos porque, com a crise, o dinheiro ficou curto .

Convenhamos. Não é o caso de Gisele. A ação da top model tem a acepção de apartar-se. Aí, o verbo é pronominal e exige a preposição de : Gisele se despediu das passarelas. Eu me despeço dos amigos sempre que eles partem. Não raras vezes, precisamos nos despedir das pessoas que amamos.

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