Segunda-feira, 08 de junho de 2009 12:00 am

Olha o plural!

 

Ele é mau-caráter. E eles? Eles também são maus-caracteres.

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Domingo, 07 de junho de 2009 08:00 am

Luziânia em pé de guerra

 

Luziânia fica em Goiás. Muitos moradores trabalham ou estudam em Brasília. Por isso, o que acontece lá vira notícia na capital de todos nós. Foi o caso da revolta contra os vereadores. Suas Excelências trabalham seis vezes por mês e embolsam R$ 8 mil a cada 30 dias. "Qual é?", protestam os cidadãos. "Nós também queremos." Os políticos se defendem. "Se ficamos na câmara, não encontramos os eleitores. Se encontramos os eleitores, não ficamos na câmara." No acusa-defende, uma palavra entrou em cartaz. Trata-se do vocábulo que dá nome aos encontros dos ungidos pelo voto popular. É cessão, sessão ou seção?

 

O porquê da confusão

 

Cessão, sessão e seção jogam no time dos homófonos. As palavras têm a mesma pronúncia, mas grafia e sentido diferentes. É o caso de senso (juízo) e censo (recenseamento), cela (quartinho) e sela (arreio de cavalo), acento (icto da voz) e assento (banco), ascender (subir) e acender (atear fogo), cerrar (fechar) e serrar (cortar com serra), cheque (ordem de pagamento) e xeque (lance de xadrez), conserto (remendo) e concerto (harmonia), coser (costurar) e cozer (cozinhar).

 

Mais? Pois não: acerto (ato de acertar) e asserto (afirmação), caçar (perseguir) e cassar (privar de direitos), cesta (caixa de vime) e sexta (numeral), concelho (reunião) e conselho (opinião), laço (laçada) e lasso (frouxo), paço (palácio) e passo (ato de andar), tenção (propósito) e tensão (expansão), vês (verbo ver) e vez (ocasião).

 

Trio da pesada

 

Ufa! Voltemos ao trio inicial, causador de desentendimentos, dores de cabeça e não poucos vexames:

 

Cessão é o substantivo derivado de ceder. Ambos, veja, começam pela mesma letra (c): O cartório registra a cessão dos bens. Conseguir a cessão de direitos é assunto complicado. O caso acabou na Justiça. Trata-se de cessão de propriedades encaminhada de forma pouco honesta.

 

Seção é a parte de um todo. Quer dizer divisão. No supermercado, há a seção de frutas, a seção de material de limpeza, a seção de laticínios, a seção de bebidas. Na farmácia, a seção de remédios e a seção de cosméticos. Na loja, a seção de roupas infantis, a seção de roupas femininas, a seção de roupas masculinas.

 

Sessão é o todo. Dá nome ao tempo que dura uma reunião, um espetáculo ou um trabalho: sessão de cinema, sessão do Congresso, sessão de terapia, sessão da tarde, sessão comédia, sessão de pancadas.

 

Dica: o todo é maior que a parte. Por isso sessão tem seis letras. Seção, cinco. 
 

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Domingo, 07 de junho de 2009 12:00 am

Henry Mencken disse

 

"É difícil acreditar que um homem esteja dizendo a verdade quando você sabe que mentiria se estivesse no lugar dele."

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Sábado, 06 de junho de 2009 12:05 am

O urso e as abelhas -- o controle

Mensagem



Era uma vez…


O urso andava pela floresta. Estava distraído. Por isso não prestou atenção no tronco caído no chão. Tropeçou. Caiu e viu um depósito de mel. Louco pela gostosura, correu pra lamber o docinho. Uma abelha, que estava por perto, bicou o comilão e fugiu. Ele quis se vingar. Entrou no tronco pra pegar a atrevida.


Sabe o que aconteceu? Todo o enxame avançou sobre ele. Era bicada na barriga, na cabeça, nas patas, no nariz, no bumbum, no pipi. O pobre urso ficou todo mordido. Gemendo de dor, mergulhou no lago. Ufa! Conseguiu escapar.


*


Outro dia, o Zezé viveu história parecida com a do urso. Ele pulou o muro. Sem pedir licença, entrou no quintal do vizinho pra pegar manga. O cachorro viu. Correu atrás dele. O garoto saltou pro outro lado. Escapou. Mas achou desaforo fugir de um cachorrinho vira-lata. Voltou. Ops! Três pastores esperavam por ele. Que medo! Ainda bem que ele teve tempo de pular o muro e voltar pra casa. Ufa!


*


Moral da história: É melhor suportar a dor de um só ferimento que perder o controle e acabar todo machucado.


(Coluna publicada no suplemento infantil Super, que circula aos sábados no Correio Braziliense)

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Sexta-feira, 05 de junho de 2009 03:00 pm

Pecados e pecadores




Pecar é humano? É. Na lei de Deus, há pecados e pecados. Existem os

leves. São os veniais. Enfraquecem a graça. Mas não a destroem. Existem os

mortais. Deus nos proteja! Levam à danação da alma. Na língua, a coisa é parecida. Há os deslizes bobos. Só se notam na escrita.Na fala, passam despercebidos. São os erros de nível 1. Há os mais sérios.Comprometem o pecador na fala e na escrita. São os de nível 2. E há os gravíssimos. Esses, de nível 3, não têm perdão. Levam o transgressor às fogueirinhas do inferno. O pobre vai direto. Nem passa pelo purgatório.


Nível 1


Os tropeços bobos atacam as palavras. São os erros de dicionário.

Têm a ver com a grafia dos vocábulos. É o caso da falta de letras (orta),

troca de letras (carnavau), excesso de letras (mendingo), uso do hífen

(sócio-econômico em vez de socioeconômico), acentuação gráfica (aquí).

Veja exemplo:

 

Os mininos foram aô ospital.


Pronunciadas, as palavras parecem perfeitas. Lidas, a coisa muda de figura.

Salta aos olhos o nível primário do autor. Ele deu três pontapés na língua.

Um: trocou a letra de meninos. Dois: acentuou o coitado do ao . O último: engoliu o h de hospital.


***


Quem freqüenta esse inferninho? A turma que tem pouca familiaridade com a

língua escrita. É o caso dos recém-alfabetizados. Ou dos que leem pouco.

Redenção? Há dois caminhos. O primeiro é penitência de curto prazo. Peça

socorro ao dicionário. O paizão ajuda.


O outro aplica velha sabedoria popular: prevenir é o melhor remédio. Como?

Leia. Livros, jornais, revistas ajudam a fixar a grafia das palavras. Você não

precisa fazer força. As danadas colam na memória. De lá ninguém as tira.


Duvida? Então responda: por que você escreve ‘homem’ com h? Com certeza você

não estudou a história da palavra. Você a viu muitas vezes. Fixou a cara dela.

Aprendeu.


Nível 2


O segundo nível é mais sofisticado. Não tem a ver com a grafia das palavras.

Mas com a combinação delas na frase. Trata-se da velha sintaxe. Entram nesse

caldeirão os escorregões de concordância, regência, emprego dos pronomes. E

por aí vai.


Veja:

 

Os menino foram o hospital.


Examine a frase segundo o nível um. As palavras estão certinhas. O

problema reside na combinação delas. O autor do período cometeu dois pecados.

Um, de concordância. Deixou pra lá o s de meninos. O outro, de

regência. Privou o verbo ir da preposição. Quem vai vai a

algum lugar. Aonde? Ao hospital.


Aí não adianta ir ao dicionário. Ele vai lhe dizer que está tudo certo. A

salvação é outra. Estudar sintaxe. Em outras palavras: fazer as pazes com a

gramática.


Nível 3


Arrepie-se:


Os meninos foram ao hospital. O supermercado estava lotado.


 E daí? No nível 1, tudo como manda o figurino. No 2, também. O pecado está

mais embaixo. É questão de lógica. O texto não diz coisa com coisa. Parece o

samba do crioulo doido. As frases não conversam entre si. O que o hospital tem

a ver com o supermercado?


Vale um palpite. O autor engoliu um pedaço da informação:


Os meninos foram ao hospital. No caminho, passaram no supermercado para

comprar frutas. Não compraram. O supermercado estava lotado.


Deslizes como esse não param por aí. Vão além. Às vezes um parágrafo

ignora o outro. Outras, a introdução do texto não tem a ver com o

desenvolvimento. Ou a conclusão fecha os olhos ao desenvolvimento.

Você já participou de trabalhos em grupo? A turma, esperta, divide a tarefa.

Um membro fica com a introdução. Outro, com o desenvolvimento. O último, com

a conclusão. No dia marcado, cada um entrega a sua parte. Alguém junta tudo.

Entrega ao professor a colcha de retalhos. Resultado: vão todos dar bom-dia ao

capeta.


Você joga nesse time de pecadores? Aí, companheiro, a coisa é braba. Recorra

a rezas e banhos de descarrego. Faça promessas. Examine textos bem-escritos.

Dê uma lidinha em dois capítulos do livro Comunicação em prosa

Moderna , de Othon Garcia: o primeiro e o terceiro. Sem preguiç a.

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Sexta-feira, 05 de junho de 2009 01:50 pm

Erramos



"Já foram registrados 12 casos da doença em São Paulo, sete no Rio, quatro em Santa Catarina e dois no Mato Grosso", escrevemos na pág. 22. O nome dos estados é um quebra-cabeça. Ora pede artigo. Ora dispensa-o. Mato Grosso não quer saber do pequenino nem a pedido dos Orixás. Dizemos Mato Grosso, em Mato Grosso, de Mato Grosso.  A forma nota 10: ... f oram registrados dois casos em Mato Grosso .

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Sexta-feira, 05 de junho de 2009 01:00 pm

Liberdade e libertinagem




    As palavras são passeadeiras. Adoram dar voltinhas na frase. Mas a liberdade de ir e vir tem limites. Acaba onde começam as exigências da clareza e da coerência. Sem observar a baliza, aparecem pérolas como estas: Comprei uma meia de mulher de náilon. Haverá um seminário sobre Aids na Câmara dos Deputados.


   
     A boa norma manda “amarrar” cada termo determinante ao respectivo termo determinado. Mas abusamos das possibilidades da língua. Eis uma: “Se o país crescer os 3% previstos pela maioria dos economistas em 2004...”


  
    Xô, ambigüidade! A previsão não foi feita em 2004. 2004 se refere a crescer . Determinante e determinado devem ficar perto: … se em 2004 o país crescer os 3% previstos pela maioria dos economistas...



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Sexta-feira, 05 de junho de 2009 09:10 am

Eta afetação


Michele tem uma dúvida. Usa chiquetézimo? Chiquérrimo? Ambas se ouvem por aí.  São formas afetadas de falar. Colunáveis e colunistas sociais as adoram. Se você gosta delas, não se acanhe. Use-as.

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Sexta-feira, 05 de junho de 2009 09:00 am

Espinha ou espinho?

Mensagem



Comemos traíra sem espinho? Ou traíra sem espinha? Comemos a traíra sem espinha. Bom proveito.



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Quinta-feira, 04 de junho de 2009 06:09 pm

Dicas de Concursos

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Quinta-feira, 04 de junho de 2009 01:00 pm

Erramos



"O deputado Otávio Leite protocolou na Secretaria Geral da Câmara Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que impede a privatização da Petrobras", escrevemos na pág. 3. Viu? Demos pedigree a vira-lata. Textos legais (lei, decreto, portaria, medida provisória) ganham a inicial maiúscula em duas oportunidades. Uma: quando acompanhadas de número (Lei 5.410, Decreto 364) Medida Provisória 177).  A outra : quando ganham nome (Lei Antitruste, Lei Aforno Arinos). No mais, é tudo vira-lata — letra minúscula: O deputado Otávio Leite protocolou na Secretaria Geral da Câmara proposta de emenda à constituição (PEC) que impede a privatização da Petrobras.

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Quinta-feira, 04 de junho de 2009 10:00 am

Bate-boca



"É um ecoxiita de colete",  ironizou Kátia Abreu. A senadora se referia ao ministro do Meio Ambiente. Carlos Minc não deixou por menos. "Ela faz parte do bando de urubus que querem me comer pelas costas . " Ao noticiar o bate-boca pouco ecológico, repórteres enfrentaram duas dúvidas. Ambas se referiam à grafia. A primeira: como escrever ecoxiita? A segunda: urubu tem acento? As respostas: ecoxiita se grafa assim — tudo coladinho. Urubu é oxítona terminada em u . Como caju e Aracaju, não aceita grampinho.


Não confunda urubu com baú & cia. No caso da caixa que guarda coisas, o acento não tem nada a ver com o fato de a palavra ser oxítona. A função do agudo é quebrar ditongo. Sem ele, o au se pronunciaria numa só emissão de voz. É o caso de pau, saudade e mau.

 


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Quinta-feira, 04 de junho de 2009 09:55 am

Pronúncia



Há pronúncias que confundem. É o caso de reivindicar. Muitos caem na esparrela da contaminação. Estendem o som do n para a 1ª sílaba. Dizem "reinvindicar". Nada feito. Xô, intruso! O verbo é reivindicar. O substantivo, reivindicação.

 


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Quinta-feira, 04 de junho de 2009 09:30 am

Leitor pergunta


Carla Silva, de Brasília, escreve: "Tenho uma senhora curiosidade. De onde vem a palavra chá?"


O nome da bebidinha paixão dos ingleses vem da China. Na terra do mandarim, ch´a  era um  arbusto . Com  as folhas , os chineses faziam infusão. O tempo correu. O termo atravessou fronteiras. Passou a designar a bebida sem se importar com a árvore que lhe deu origem.

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Quinta-feira, 04 de junho de 2009 12:10 am

Infinito é duração

Mensagem



DAD SQUARISI // dadsquarisi.df@diariosassociados.com.br


A estatística não é nova. Morre mais gente picada de abelha que em acidente de avião. Mas tragédias aéreas sempre chocam. Ficamos perplexos com a queda do Airbus da Gol que roubou 154 vidas. O saldo da trombada da aeronave da TAM em Congonhas nos deixou estarrecidos. Nada menos que 199 mortos. O sumiço de 228 pessoas no aparelho da Air France não foge à regra. O noticiário sobre a fatalidade mobiliza a população. Todos se interessam por pormenores técnicos, história dos passageiros, membros da tripulação, circunstâncias do desastre, reação dos familiares, comentário dos amigos, solidariedade de desconhecidos.


Não é a perda de vidas que estarrece. A morte está no script humano como respirar, comer e dormir. O que aterroriza é a quantidade de vítimas e a impotência diante da catástrofe. Centenas de pessoas partem juntas ao mesmo tempo. Nenhum poder consegue alterar os fatos. O nunca mais ganha corpo. Promessas se vão sem aviso prévio. Em segundos, mães, filhos, avós, maridos, mulheres, chefes, colegas viram cinza. Acabaram? Boa parte das culturas responde que não. Eles permanecem na memória. Enquanto for lembrada, a pessoa não morre. Só o esquecimento total mata.


Daí se chamar os acadêmicos de imortais. Machado, Eça, Graciliano, Guimarães, Clarice foram pra baixo da terra há séculos ou décadas. Mas as obras os mantêm presentes. Pela mesma razão Villa-Lobos, Chopin, Wagner, Sílvio Barbato, Carmem Miranda, Glauber Rocha, Dias Gomes estão entre nós. Jesus, Buda, Maomé também vivem. A milenar sabedoria oriental cultua os antepassados como forma de conservar-lhes a chama da permanência. Os chineses acreditam que a pessoa justifica a passagem pela Terra se tiver um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Com a doação, as gerações futuras as segurarão por aqui. Em suma: como o amor de Vinicius, a pessoa é infinita enquanto dura.


(artigo publicado em Opinião do Correio Braziliense )

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Quarta-feira, 03 de junho de 2009 07:30 pm

Erramos

Mensagem



"Frederico Faber espera que a autoregulação atinja 70% dos contribuintes", escrevemos na pág. 10. Reparou? A grafia desrespeitou a pronúncia da palavra. Entre duas vogais, para o r soar rr , precisa vir em dose dupla — auto rr egulação.

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Quarta-feira, 03 de junho de 2009 07:14 pm

Fale Certo

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Quarta-feira, 03 de junho de 2009 06:00 am

Diz sem dizer



"A tripulação de avião da TAM teria visto pontos luminosos no espaço aéreo do Senegal", disse José Alencar. O vice-presidente foi ao Rio consolar as famílias dos passageiros da Air France. Reparou no tempo verbal? Ele disse "teria visto". Por quê? É forma de não afirmar. Se tivesse dito "viu", estaria se comprometendo com a informação. O "teria visto" abre espaço para o sim e o não.


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Quarta-feira, 03 de junho de 2009 02:00 am

Clareza



Ninguém sabe a causa da tragédia. Mas todos sabem que o avião caiu no oceano. Suspeita-se que a zona seja de grande profundidade. Daí a pressa de encontrar a caixa-preta. A resposta para a queda pode estar a uma profundidade que vai de 3 mil a 6 mil metros. Viu? Por imposição da clareza, a gente repete "mil". Se escrevêssemos "de 3 a 6 mil metros", o recado seria outro.


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Quarta-feira, 03 de junho de 2009 12:05 am

Contato



O avião decolou às 19h30 de domingo. Fez o último contato às 22h33. Teria de fazer outro às 23h20. Não fez. Mas deixou clara a abreviatura de horas. Ela é sem-sem-sem — sem pontos, sem espaço e sem plural.


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Quarta-feira, 03 de junho de 2009 12:00 am

Leitor pergunta



No post de domingo, duas grafias me chamaram a atenção: "são-joão" e "pés de moleque". Confabulei com os meus amigos Antônio Houais e Aurélio Buarque de Holanda. Eles me disseram que são-joão tem a grafia com o danadinho do hífen. Contudo, não me disseram o motivo de São Paulo (nome de um santo e de uma capital); São João (nome de um santo e, também, de várias cidades brasileiras) não terem o grampinho. Ah! Há, também, a história do "pés de moleque". Na lição, ele veio grafado sem o danadinho do hífen. Pois bem, as dúvidas estão soltinhas e esvoaçando pelo ar. Retire-as, por favor! (Altamiro Fernandes da Cruz, Belô)



Nome de cidade e de santo é substantivo próprio. Daí as iniciais maiúsculas (São Paulo, São João, São Pedro). Nome de festa é vira-lata. Substantivo comum, grafa-se com as iniciais mixurucas. É o caso de são-joão e carnaval


Pé de moleque, como dor de cotovelo, mão de obra, mestre de obras, perdeu o hífen com a reforma ortográfica. Agora o doce gostoso anda soltinho da silva — igual ao moleque que lhe inspirou a denominação.

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Terça-feira, 02 de junho de 2009 05:20 pm

Dicas de Concursos

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Terça-feira, 02 de junho de 2009 03:00 pm

Erramos



"…enfrentar nova disputa submetida às regras e normas editadas pelo judiciário utilizando brechas deixadas pelo próprio legislativo", escrevemos na pág. 3. Judiciário e Legislativo são nomes próprios. Grafam-se com as iniciais grandonas.

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Terça-feira, 02 de junho de 2009 02:00 pm

O galo do galinheiro



Um chefe bem chato, achando que os subordinados não estavam mais respeitando a liderança dele, resolveu pôr a seguinte placa na porta do escritório:


AQUI QUEM MANDA SOU EU.


Ao voltar de uma reunião, encontrou um bilhete juntinho da placa: " Sua esposa ligou e disse que é para o senhor levar a placa dela de volta".


(Colaboração do Guido.)

 

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Terça-feira, 02 de junho de 2009 12:00 pm

Tragédia no ar



Que pena! Brasileiros, franceses, alemães, italianos e tantos outros embarcaram no voo 447. Desembarcariam em Paris. De lá, cada um tomaria o rumo. Mas, como diz o outro, o homem põe e Deus dispõe. Os 228 passageiros ficaram no caminho. Entre eles, o maestro Silvio Barbato. Ele regeu a orquestra sinfônica de Brasília. Durante 12 anos, espalhou charme e alegria pela cidade. Esteja onde estiver, estará entre cordas, sopros, teclados e percussões.


O avião partiu e não chegou. Também não mandou nenhum sinal de alerta. A falta de contato acendeu a luz vermelha das autoridades. Aeronaves de socorro, helicópteros e paraquedistas se dirigiram para o possível lugar onde teria ocorrido o acidente. A tragédia obrigou repórteres a dar notícias em tempo real. Foi um deus nos acuda. Faltava tempo. Sobravam dúvidas. Vamos a algumas?


Nova grafia 1


Ao falar em voo , veio ao ar a reforma ortográfica. O hiato oo perdeu o chapéu. Abençoo, perdoo, coroo & demais oos escrevem-se sem lenço nem documento. Livres e soltos, ocupam páginas de jornais e telas de tevês.


Nova grafia 2


Paraquedas também entrou nas reportagens. Antes das mudanças, a palavra se escrevia como as irmãzinhas delas. Com hífen. Os acadêmicos cassaram o tracinho dela, mas o mantiveram nos demais membros da família. Compare: paraquedas, para-choque, para-brisa, para-lama, para-raios. E por aí vai.


Nova grafia 3


Ontem de manhã, apareceu uma boia laranja no mar. Seria do avião da Air France? Não havia certeza. A única certeza é esta. Boia também entrou na farra do troca-troca da grafia. Paroxítona em que figura o ditongo aberto oi , perdeu o grampinho. O mesmo sucedeu com o ditongo aberto ei . Por isso, doravante, boia, joia, jiboia, heroico, ideia, assembleia, plateia aparecem peladões. Sem o agudo.


Olho vivo! A reforma atingiu só as paroxítonas. As oxítonas e monossílabos tônicos continuam como dantes no quartel de Abrantes. Valem os exemplos de herói, destrói, corrói, dói, papéis e coronéis.


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Terça-feira, 02 de junho de 2009 12:05 am

É a velha análise sintática



" Esta dúvida me persegue há muito tempo: como distinguir complemento nominal de adjunto adnominal?"

Rafael Cênturion Carneiro, 17, candidato a uma vaga no curso de ciência da computação


Relaxe, Rafael. A dúvida não é só sua. Mais de 90% dos estudantes vacilam na hora de responder à questão. Duvida? Pergunte a seus colegas. Poucos jurarão que dominam o assunto. Eles, como você, têm de arregaçar as mangas e pôr mãos à obra. Vamos lá?



1.    Adjunto adnominal e complemento nominal têm um ponto comum. Ambos se referem a nome. O adjunto só tem olhos para o substantivo. O complemento vai além. Abarca o substantivo, o adjetivo e o advérbio. Veja exemplos:



Adjunto adnominal: O filho não duvida do amor da mãe .



Complemento nominal: O filho jurou amor à mãe . O filho é fiel à mãe . Quanto à mãe , o filho nada disse.



2.    Como distinguir um do outro? Guarde isto:



a.    O complemento nominal é sempre ligado por preposição.



b.    Se o nome completar advérbio ou adjetivo, não há confusão. Só pode ser complemento nominal: O cão é fiel ao dono . Relativamente ao tema , nada posso informar.



c.    O nó reside no substantivo. É que ele pode funcionar como adjunto e complemento. Como identificá-los? O complemento tem duas manhas. Uma: só tem vez com substantivo abstrato. Duas: não indica posse nem qualidade. Analise:



amor à mãe



Amor é substantivo abstrato. Pode ter complemento nominal.

Mãe é ligada por preposição. De mãe não indica posse nem qualidade. É complemento nominal.


Compare:



amor de mãe



Amor de mãe equivale a amor materno. Qualidade, materno não pode ser complemento nominal. Por exclusão, só pode ser adjunto adnominal.



Entendeu? Prove. Identifique com CN o complemento nominal e com AD o adjunto adnominal:



( ) O anel de ouro pertence a Maria.

( ) O anel de Maria é de ouro.
( ) Tenho horror a frio.
( ) O horror de Paulo assustava a mãe.


Vamos por eliminação? Anel é substantivo concreto. Não aceita CN. Logo, de ouro e de Maria são AD. De ouro indica qualidade. De Maria , posse.



Horror é substantivo abstrato. Por isso dá nó nos miolos. De Paulo indica posse. É AD. A frio não indica posse nem qualidade. É CN.


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Terça-feira, 02 de junho de 2009 09:12 pm

Fale Certo

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Segunda-feira, 01 de junho de 2009 12:10 am

Chico Buarque escreveu:

 

 

“O húngaro é a única língua que o diabo respeita.”  

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Segunda-feira, 01 de junho de 2009 12:07 am

Coisa da reforma

 

 

A reforma ortográfica cassou o hífen de pé de moleque. Agora o docinho gostoso se escreve livre e solto. Sem elos.

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Segunda-feira, 01 de junho de 2009 12:06 am

Você sabia?

 

 

Batata-doce e milho-verde se escrevem assim, com hífen.

 

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