Sábado, 21 de fevereiro de 2009 01:00 pm

Fale Certo

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Sábado, 21 de fevereiro de 2009 12:00 pm

Josemar Dantas ensina

 

 

"A língua é a principal referência cultural de uma nação."

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Sábado, 21 de fevereiro de 2009 06:26 am

A andorinha e a serpente -- o cuidado

Era uma vez…

 

A andorinha voltou de uma lonnnnnnnnnnnnnnnnnga viagem. Encontrou os amigos. Contou histórias. Ouviu novidades. Ficou feliz. Construiu, então, o ninho no telhado do tribunal de justiça. Na caminha macia, pôs e chocou os ovos. Viva! Nasceram filhotes lindos.

 

Um dia dona cobra passou por ali. Viu os filhotes sozinhos. Chegou perto e glu, glu, glu. Comeu todos os bichinhos. Quando a mãe voltou, cadê? A casa estava vazia. A coitada chorou. Mas depois decidiu. "De agora em diante não vou confiar na sorte. Eu mesma vou cuidar dos meus filhos". Assim fez. Hoje a andorinha tem um bando de andorinhas. São os filhos, os netos e os bisnetos que formam uma família feliz.

 

***

 

Não é só a andorinha que vacilou. Outro dia, a Maria prometeu cuidar da bicicleta enquanto o irmão fazia compras. Quando ele voltou, cadê? A bicicleta não estava lá. Sabe o que aconteceu? Maria deixou a bicicleta sozinha e foi olhar as vitrines. Alguém aproveitou a distração. Levou a bicicleta e está pedalando até hoje.

 

***

 

Moral da história: Quem cuida não bobeia.

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Sábado, 21 de fevereiro de 2009 06:12 am

Mistérios do samba


 

É carnaval. Abram alas, que o samba quer passar. E passa. Na alegre Pindorama, começou com Donga. Pelo telefone abriu o caminho. Cartola, Pixinguinha, Monsueto de Menezes, Noel Rosa, Clementina de Jesus seguiram-no. Hoje existe uma certeza: ‘‘Quem não gosta de samba / Bom sujeito não é / É ruim da cabeça / Ou doente do pé’’. E uma dúvida. Onde a palavra nasceu? Há uma unanimidade. A dissílaba veio da África. E um talvez. Provavelmente do quimbundo, língua da família do banto, falada em Angola.

 

Sem monotonia

 

Há o samba da gema. E variações pra dar e vender. Samba-canção, samba-choro, samba-enredo, samba-exaltação, samba-lenço, samba-roda são algumas. Todas têm um denominador comum. Aceitam dois plurais. Um: flexionam-se os dois termos (sambas-canções, sambas-choros, sambas-enredos, sambas-exaltações, sambas-lenços, sambas-rodas). O outro: só o primeiro ganha s. Aí, subentende-se a expressão ‘que servem de’: sambas-(que servem de) canção, sambas-(que servem de) choro, sambas-(que servem de) enredo, sambas-(que servem de) exaltação), sambas- (que servem de) roda.

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Sábado, 21 de fevereiro de 2009 12:05 am

De Dantes e Quixotes

 

 

De carnaval, nasce carnavalesco. De gigante, gigantesco. De Dante, dantesco. De Quixote, quixotesco. Reparou? O sufixo -esco forma adjetivos de substantivos. E dá um recado. Quer dizer semelhança, referência. Carnavalesco refere-se a carnaval. Quixotesco assemelha-se a D. Quixote, o cavaleiro da triste figura. Dantesco, a Dante. E por aí vai.


Às vezes, o -esco muda de cara. Vira -isco. Mas mantém o significado. É o caso de mourisco, referente ou semelhante a mouro. 

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Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009 06:00 pm

Erramos



“Na Coreia do Sul, secretaria de Estado americana diz que está lendo a borra do café para entender a instabilidade no país vizinho”, escrevemos na pág. 22. Viu? O olho nos enganou. Leu secretária, mas estava escrito secretaria. O acento faz a diferença.

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Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009 12:30 pm

Sua Majestade o Rei Momo




 
Nos dias de folia, o cetro e a coroa mudam de mãos. O gordo e alegre Rei Momo comanda os festejos carnavalescos. Como rei, tem majestade. E faz uma exigência. Majestade e todos os filhotes dela derivados escrevem-se com j. É o caso de majestoso e majestático. Acredite: manda quem pode. Obedece quem tem juízo.










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Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009 12:00 pm

É a Sapucaí, gente




O desfile das escolas de samba do Rio ocorre no Sambódromo. O palácio do carnaval fica na Marquês de Sapucaí. ‘‘A Sapucaí’’, diz Joãosinho Trinta, ‘‘já tinha acento. Com a obra de Niemeyer, ganhou mais emoção.’’


Sapucaí tem acento porque o i é pra lá de exibido. Sem o agudinho, ele se confundiria com o a . Viraria ditongo. É o caso de sai, recai, sobressai. Para ele escapar da vala comum, a língua faz três exigências. Uma: o i tem de ser antecedido de vogal. Dois: tem de formar sílaba sozinho ou com s. Três: não pode ser seguido de nh.


Veja exemplos: A-ca-ra-í, ca-í, sa-í, a-ça-í, sa-í-da, e-go-ís-ta. Mas ra-i-nha, cam-pa-i-nha, ba-i-nha.


O u morreu de inveja do i . Bateu pé e levou. A regra vale para ele: ba-ús, sa-ú-de, sa-ú-va.


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Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009 12:00 am

Para não perder um grande amor

 

 

Viver um grande amor? É sonho de muitos. Mas poucos chegam lá. A maior dificuldade: encontrar a alma gêmea. Será que ela existe mesmo? Se existe, onde está? A dúvida maltrata todos os sonhadores. Ou melhor – quase todos. Roberval foge à regra. O pernambucano romântico acredita que nasceu pra alguém. E alguém nasceu pra ele. O destino os aproximará. Quando chegar a hora, os deuses conspirarão a favor. E aconteceu. 

 

Foi assim

 

Roberval vê Suzete à saída do cinema. Não tem dúvida. Ali está a mulher que sempre lhe povoou os sonhos. Ela, como ele, com certeza não gosta de carnaval. Se gostasse, estaria se despedindo da festa. Aproveitaria os últimos acordes da bateria pra seguir algum bloco, ou correr atrás do trio elétrico. Mas está lá, à sua frente, serena e descansada. Por certo dormiu a noite toda. Confiante, puxa conversa:

 

– Gostou do filme?

 

– Adorei, suspira ela. Eu também acredito que na vida só existe um grande e único amor.

 

– Eu acho a mesma coisa, alegra-se ele.

 

No dia seguinte, Suzete recebe um buquê de rosas vermelhas. Junto, um bilhete: “Faz pouco tempo que lhe conheço, pois lhe vi só uma vez. Mas já lhe amo de paixão.Você quer namorar comigo?”

 

Lívida, ela devolve as flores com a resposta: “ Eu também o vi só uma vez, mas já o conheço suficientemente. Sei que não o amo e não quero namorar você nunca”.

 

O erro

 

-– Onde foi que eu errei?, pergunta-se, atônito. Um amigo ajudou-o a desvendar o mistério. Na pressa própria dos amantes, Roberval havia tropeçado na regência dos verbos – de todos os verbos. Não há coração que resista. Deixar de viver um grande amor por causa de meia dúzia de preposições? Não mesmo. O pernambucano apaixonado foi à luta. Enfrentou o capítulo de regência para descobrir se um verbo é transitivo ou intransitivo. Deu-se conta de que os verbos são volúveis como o coração dos homens. Em cada frase, a regência pode mudar:  
 

Roberval escreve mal.

 

Roberval escreve um bilhete de amor.

 

Roberval escreve para Suzete.

 

Roberval escreve um bilhete de amor para Suzete.

 

O mesmo verbo aparece em quatro frases diferentes. Como saber-lhe a regência? Existe uma fórmula. Use-a sempre que precisar descobrir se o verbo pede ou não complemento:

 

1. Construa, com o verbo da frase (no caso é escrever ), a seguinte fórmula: quem escreve escreve alguma coisa a alguém. O alguma coisa é o objeto direto; o para alguém , o indireto.

 

2. Verifique se a oração tem representante para o alguma coisa , para o alguém ou para ambos . Na primeira oração – Roberval escreve mal – não aparecem nem o alguma coisa nem o alguém. Por isso, aí, o verbo escrever é intransitivo. Na segunda – Roberval escreve um bilhete de amor – temos o alguma coisa (um bilhete de amor), ligado ao verbo sem preposição. Logo, o verbo é transitivo direto e um bilhete de amor é o objeto direto.

 

A terceira – Roberval escreve para Suzete – apresenta o para alguém (Suzete). Repare que, entre escreve e Suzete , aparece a preposição para , que serve de intermediária entre o verbo e o objeto. Logo, a ligação entre eles é indireta. O verbo, na frase, é transitivo indireto e Suzete , objeto indireto.

 

O verbo da última oração é mais exigente: pede o alguma coisa (bilhetes de amor) e o para alguém (Suzete). Trata-se, pois, de um verbo transitivo direto e indireto.


A esperança 


Onde Roberval errou? Com certeza em não saber que os verbos ver, conhecer,amar e namorar são transitivos diretos: quem conhece conhece alguém; quem ama ama alguém; quem namora namora alguém. O pronome pessoal que funciona como objeto direto é o (masculino) e a (feminino). O lhe é objeto indireto.

 

Suzete sabia disso? Preste atenção à resposta dela. Roberval aprendeu a lição. Descobriu que só poderia viver um grande amor com Suzete (ah!) quando soubesse regência verbal. Até hoje, o Dicionário de verbos e regimes, de Francisco Fernandes, é seu livro de cabeceira. 

 

 
 

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Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 05:00 pm

Erramos



"Governadores podem viajar junto antes das prévias que o partido fará", escrevemos na pág. 4. Cadê o s ? Os governadores podem viajar junto s , não?

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Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 04:10 pm

Dicas para Concursos

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Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 03:00 pm

No reino do samba




Era o maior rolo. Ninguém sabia onde as escolas iriam desfilar. Todos os anos a novela se repetia. Em 1994, o governador do Rio tomou uma decisão. Chamou Oscar Niemeyer: ‘‘Vamos construir um local definitivo para as escolas se apresentarem’’. Dito e feito. Aí, pintou o problema. Que nome dar à novidade? Pensa daqui, palpita dali, Darcy Ribeiro pôs um ponto final no quebra-cabeça. Seria sambódromo.


Brincalhão, o professor buscou no grego o elemento -dromos. Significa corrida ou lugar de corrida. Daí hipódromo (local para corridas de cavalos). Por analogia, sambódromo seria o local para desfile do samba. Ele criou moda. Veio o fumódromo. Antes de morrer, pediu que a Universidade de Brasília criasse o beijódromo. O projeto está em estudos.

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Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 02:00 pm

Oba! É carnaval




A palavra carnaval pertence à família de carne. Significa dias em que a carne é liberada. Todo mundo pode comer um bifinho, um churrasquinho ou um hambúrguer. É bom aproveitar. Depois dos dias de farra, vem a quaresma. Aí, muita gente deixa a carne pra lá. Uns dão vez ao peixe, ao frango, aos frutos do mar. Outros se contentam com verduras e legumes.


O carnaval deitou e rolou neste país tropical. Deu filhotes. Dele nasceu carnavalesco. O sufixo -esco dá um recado. O adjetivo quer dizer pertencente ao carnaval. Ou próprio do carnaval: festa carnavalesca, música carnavalesca, trabalho carnavalesco. A família cresceu. Veio o neto. É o advérbio carnavalescamente. Reparou? O garoto é filho de carnavalesco.


Cuidado com ele. Dizer que uma pessoa se comporta carnavalescamente às vezes ofende. A mensagem é esta: você age como se estivesse no carnaval. Parece
palhaço. Cala-te, boca. Atenção, galera: carnaval é substantivo comum. Escreve - se com a inicial minúscula.


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Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 12:05 am

Tanto faz

 

 

Juro ou juros? Tanto faz. Singular ou plural, o avanço no bolso é o mesmo: O juro no Brasil é dos mais altos do mundo.Os juros no Brasil são dos mais altos do mundo . Azar nosso! 


 

 

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Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 12:00 am

Vá lá

 

 

Você navega na internet? Então frequenta o Google. No site líder mundial em serviço de busca, encontra-se tudo. Tem dúvida? Vá lá. O sabidão nasceu em setembro de 1998. A cada ano, fica mais rico. Hoje, vale mais que a Ford e a GM juntas. Nada menos que US$ 57 bilhões. O sucesso despertou curiosidades. Uma delas: o significado do nome. Googol é a denominação do número 1 seguido de cem zeros. Deu pra entender? O 1 seguido de um zero é 10. De dois, 100. De três, mil. De cem? Googol. Quem o batizou foi Milton Sirotta, sobrinho do matemático Edward Kasner. O afilhado agradece. 
 

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Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 12:00 am

Eta pragmatismo

 

O gerente de vendas recebeu o seguinte fax de um dos seus novos vendedores: "Seo Gomis o criente de Belzonte pidiu mais cuatrucentas pessa. Faz favor toma as providenssa, Abrasso, Nirso". 

Aproximadamente uma hora depois, recebeu outro: "Seo Gomis, os relatório di venda vai xega atrazado proque to fexando umas venda. Temo que manda treis miu pessa. Amanhã tô xegando. Abrasso, Nirso".

 

No dia seguinte: "Seo Gomis, num xeguei pucausa de que vendi maiz deis miu em Beraba. To indo pra Brazilha. Abrasso, Nirso". No outro: "Seo Gomis, Brazilha fexo 20 miu. Vo pra Frolinoplis e de lá pra Sum Paulo no vinhão das cete hora. Abrasso, Nirso".

 

E assim foi o mês inteiro. O gerente, muito preocupado com a imagem da empresa, levou ao presidente as mensagens que recebeu do vendedor. O presidente, um homem muito preocupado com o desenvolvimento da empresa e com a cultura dos funcionários, escutou atentamente o gerente e disse:

 

– Deixa comigo, que eu tomarei as providências necessárias.

 

E tomou. Redigiu de próprio punho um aviso e afixou no mural da empresa, juntamente com as mensagens de fax do vendedor: "A parti de oje nois tudo vamo fazê feito o Nirso. Si priocupá menos em iscrevê serto, mode vendê maiz. Acinado, O Prizidenti". 

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Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 06:00 pm

Erramos


 

"Entre os presos, o líder já respondeu a inquérito pelos mesmo crimes", escrevemos na pág. 24. Reparou no cochilo? A falta do s se chama traição. Os olhos, cansados, se recusam a se fixar em letras e números. Leem certo. O jeito? Há dois. Um: dar um tempo. O outro: pedir a outro que leia o texto.

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Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 05:23 pm

Fale Certo

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Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 12:25 pm

Reforma ortográfica em quadrinhos 1







(Colaborou Roberto Klotz)


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Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 12:24 pm

reforma ortográfica em quadrinhos 2






(colaborou Roberto Klotz)

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Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 12:23 pm

Reforma ortográfica em quadrinhos 3






(Colaborou Roberto Klotz)


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Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 12:20 pm

Reforma ortográfica em quadrinhos 4







(Colaborou Roberto Klotz)

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Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 12:18 pm

Reforma ortográfica em qudrinhos 5






(Colaborou Roberto Klotz)

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Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 12:15 pm

Reforma ortográfica em quadrinhos 6






(Colaborou Roberto Klotz)

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Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 12:00 pm

Reforma ortográfica em quadrinhos 7






(Colaborou Roberto Klotz)

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Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 11:00 am

Mark Twain alerta



‘‘O homem que não lê bons livros não tem mais mérito que o homem que não sabe ler.’’


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Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 08:00 am

Dilma faliu



Boa tarde, Dadi

 

Semanas atrás, jornal da TV mostrou a ministra Dilma discursando sobre o PAC e a crise atual. Em certo momento , afirmou: “ Antes que o Brasil fale (sic ) , o governo tomará as medidas necessárias”. Tremi nas bases com a conjugação empregada. Meu pai me ensinou que falir é verbo  defectivo, isto é, incompleto e necessita ser flexionado com a terminação i (faliu, falido). Continua valendo a regra, certo ?

 

Roberto Luz



Certíssimo. Defectivo, falir só se conjuga nas formas em que não se confunde com falar. São aquelas em que aparece o i depois do l . No presente do indicativo, só o nós e o vós têm vez (falimos, falis). O presente do subjuntivo não existe. Os demais tempos conjugam-se normalmente: fali, faliu, falimos, faliram; falia, falia, falíamos, faliam; falirei, falirá, faliremos, falirão; faliria, faliria, faliríamos, faliriam; falindo; falido.

 
As formas inexistentes podem ser supridas. O verbo quebrar é uma saída. A expressão abrir falência, outra.
 


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Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 12:05 am

André Arruba concluiu

 

 

"Existem basicamente dois tipos de pessoas: as que não falam o que pensam e as que não pensam o que falam."

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Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 12:00 am

Escrever certo pega bem

 

Marina é médica. Profissional de primeiro time, estuda muito, participa de congressos internacionais e escreve artigos pra revistas especializadas. Lê com prazer jornais, revistas e tudo lhe cai nas mãos. Gosta de participar de salas de bate-papos. Em suma: é pessoa sintonizada com o mundo.

 

Outro dia, prestou atenção à reforma ortográfica. Leu e releu a lei. Depois, concluiu: "Não vou fazer o menor esforço pra aprender as novas regras. Vivo muito bem com as que sei". Mas, por via das dúvidas, consultou a coluna. "Eu posso ou não posso me comunicar bem sem eliminar tremas e acentos propostos pela Academia Brasileira de Letras?"

 

A resposta: pode. A ortografia não é condição indispensável para a comunicação eficiente. Se alguém escreve casa com z, cachorro com x, coração sem til e bom-dia sem hífen, o leitor estranhará a grafia, mas entenderá o recado. Prova definitiva é a língua abreviadíssima usada nos chats da internet. Lá, porque vira pq; você, vc; beijo, bj; beijinho, bjn; obrigado, obg. Muita gente não gosta do que vê, mas entende. 
 

A prova de São Tomé

 

Professor inglês gastava que gastava saliva pra convencer os alunos da real função da ortografia. A moçada não estava nem aí. As palavras entravam por um ouvido e saíam pelo outro. O mestre mandou, então, que os estudantes lessem este texto:

 

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

 

Viu? Moços e moças fixaram os olhos no parágrafo. Surpresa! Leram a mensagem numa boa. Melhor: entenderam tudo. Conclusão:

 

De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. 
 

O porquê

 

Se a escrita correta não visa à comunicação, por que preocupar-se com a ortografia? A resposta é uma só. Pra viver em sociedade, nós firmamos pactos. Combinamos andar vestidos em público. Combinamos não arrotar à mesa. Combinamos não cuspir no chão. Combinamos dizer bom-dia quando encontramos pessoas pela manhã. Combinamos ceder o assento aos idosos nos transportes coletivos.

 

Combinamos, também, escrever como manda o dicionário. O pai-de-todos-nós, com base em critérios etimológicos ou fonéticos, diz que hospital se escreve com h; pesquisa, com s; exceção, com ç. A razão: o português é língua de cultura. Como todas as línguas de cultura, tem a grafia oficial. Os lusófonos precisam conhecê-la. Escrever certo pega bem. Prova que a pessoa tem familiaridade com a língua escrita.

 

A ortografia é convenção como tantas outras. Aprende-se aos poucos. À medida que temos contato com a escrita, cresce a intimidade como esses, zês, cedilhas & cia. letrada. A criança em fase de albabetização tropeça em letras e acentos. É natural. Com o tempo, domina o assunto. Por isso, quanto maior a escolaridade da pessoa, menor a tolerância social ao erro. 
 

O preço

 

Vale o exemplo da linguista Lucília Garcez. Uma editora encomendou-lhe um livro de redação. Ela entregou os originais fora do prazo. O editor os devolveu. Junto, o bilhete: "Em razão do atrazo, a obra saiu do cronograma da editora". A Lucília respirou aliviada. Depois, comentou: "Graças a Deus. Imagine meu livro nas mãos de uma editora que escreve atraso com z. Valha-me, Senhor!".

 

É isso. Quem anda pelado na rua vai pra cadeia. Quem arrota à mesa em público acaba a refeição sozinho. Quem cospe no chão é tachado de mal-educado. Quem escreve errado se apresenta como pessoa de poucas letras. Perde vaga na universidade. Perde promoção no trabalho. Perde pontos no concurso.

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Terça-feira, 17 de fevereiro de 2009 06:29 pm

Dicas para Concursos

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