Quarta-feira, 14 de janeiro de 2009 12:00 am

O show das passarelas


 

A moda está na moda. O Rio Fashion abriu a temporada brasileira de outono e inverno. Começou com os desfiles da criançada. Menininhas sérias com cara de gente grande exibiram a grife Lilica Ripilica. Em seguida, a Sta. Ephigênia   mostrou calças largas com cintura alta e tecidos molengos. São as velhas bags dos anos 80 com cara nova.

 

O show ficou com Walter Rodrigues. O estilista abusou do preto. Misturou-o com roxo, marrom e rosa. Fez um desfile alegre, com gente como a gente. As manequins, cheinhas de corpo, encheram a passarela e os olhos dos presentes. Alegres, sorriam enquanto mostravam longos, curtos, decotados, comportados, opacos ou brilhantes. Grazi Massafera fez a festa. Exibiu peitos, braços, dentes e charme. Foi a dona da noite.

 

 
Mistura exótica


A ordem é o vale tudo. Ou quase tudo. Misturas exóticas se exibiram sem constrangimentos. Flores, listras, laços, superposições apareceram em sedas, cetins, veludos molhados. O conjunto tem um quê sensual e romântico. O abuso dos contrastes provocou duas reações. Uma: do público, que ora aplaudia, ora ficava paradinho como nas brincadeiras de estátua.

 

A outra: dos comentaristas. Acostumados às palavras francesas e inglesas que imperam no mundo da moda, eles não vacilavam na pronúncia de top models, glamour, high-tech, charme, grife, look, frisson, out e in. Mas, ao se depararem com as pobres listas, pintou a dúvida. Listado ou listrado? Na pressa, uns chutaram uma forma. Outros, outra. Ambos acertaram. As duas convivem muito bem no dicionário e na língua afiada do povo.

 


Fim da mamata


Com as listas (ou listras) a alternativa era acertar ou acertar. O mesmo privilégio não atinge o tecido das roupas. "Blusa em seda", "calça em veludo", "xale em tricô", informavam elegantes especialistas no assunto. Nada feito. Eles trocaram a preposição. A blusa (é feita) de seda. A calça, de veludo. O xale, de tricô.

 


Mesmo time


Não só o tecido exige a preposição de . Construções semelhantes jogam na mesma equipe: Cadeira de couro, aliança de prata, mesa de madeira, escultura de cerâmica, boneca de louça, brinquedo de plástico, panela de alumínio, soldadinho de ferro, sapato de couro, pasta de plástico.

  E por aí vai.

 


Ops!


"O português é uma língua muito difícil. Tanto é que calça é uma coisa que a gente bota e bota é uma coisa que a gente calça", ensinou o Barão de Itararé.

 

Anos 80


As calças bags -- soltas, largonas, em que se enfia o corpo lá dentro e sobra tecido pra dar e vender – revivem a moda de 30 anos atrás. Elas fizeram furor nos anos oitenta. O singular do numeral se explica. Escondidinha, está a expressão "da década de": anos (da década de) sessenta, anos (da década de) cinquenta, anos (da década de) vinte .

 

 
Somas e mais somas

Chegar às passarelas não é fácil. Tampouco é fácil sobressair em universo tão competitivo. Os estilistas, por isso, conjugam o verbo ousar. Surpreendem nas formas e no material. Globalizados, misturam os estilos pra misturar as culturas. A África está em alta. Com ela, o conceito afro, inspirado no livro África Fantasma , de Michel Leiris.

 

A dissílaba deu nó nos miolos de comentaristas e repórteres. Eles se esqueceram de pormenor pra lá de repetido. Adjetivo, afro

se flexiona como qualquer irmãozinho dele -- concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere: estilo afro, estilos afros; roupa afra, roupas afras.

 


 
De olho na reforma


Na formação de palavras, afro- entrou na reforma ortográfica. O danadinho joga no time dos prefixos. Com ele, vale a regra: os iguais se rejeitam, os diferentes se atraem. Afro- termina com a vogal o. Se encontrar a mesma vogal, xô! Chama o hífen. Se tropeçar em vogal ou consoante diferente, cola-se a ela sem pudor: afro-organização, afro-ótica, afroamericano, afroestética, afrodescendente, afrobrasileiro.

 

Se o encontro se der com r ou s, ops! É importante manter a pronúncia. Dobra-se a letra: afrossistema, afrorrevista .

 

O h? Com ele o hífen ganha banda de música e tapete vermelho: afro-humano, afro-hipocrisia, afro-histórico.  

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    moda    lista    listra    grafia 

|

Terça-feira, 13 de janeiro de 2009 05:39 pm

Dicas para Concursos

Votos: 0
Tags: Dicas    Concursos 

|

Terça-feira, 13 de janeiro de 2009 12:01 am

Jorge Luis Borges ensinou

 

 

"O livro eterniza a memória."
 

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    citação    livro    jorge  luis  borges 

|

Terça-feira, 13 de janeiro de 2009 12:00 am

Bem-vindo

 

 

O verbo vir é um calo no pé. Estudantes morrem de medo dele. Concursandos são fregueses certos do monossílabo malandro. Em todas as provas, ele aparece. Em todas elas, a moçada tropeça. As trombadas ocorrem em duas frentes. A primeira refere-se à conjugação do danadinho. A segunda, à grafia.

 

Você joga no time dos calejados? Antes de responder, faça o teste. Se as frases abaixo estiverem do jeitinho que o professor ensina, assinale-as. Se tropeçarem no caminho, deixe-as pra lá.

 

a. Vimos aqui, neste momento, para apresentar nossa solidariedade.
b. Eles vêm mais cedo para trabalhar melhor.
c. Maria fará as provas quando vir de São Paulo.

E daí?

Marcou as letras a e b ? Nota mil. Tenha a certeza de que o verbo vir não pegará você pelo pé. Preferiu outra letra? Nada feito. Você faz a confusão que todos fazem. Mistura ver e vir. O resultado é um só. Perde preciosos pontinhos no vestibular e nos concursos. É hora de reagir. Conhecendo os mistérios do vir, ninguém segura você.

 

Filho de peixe

 

Os verbos têm pai e mãe. Vir não foge à regra. Para conjugá-lo conforme o figurino, é importante decorar o presente e o pretérito perfeito do indicativo. Os tempos e modos que metem você em enrascadas são filhotes dos dois. Vamos a eles:


presente: eu venho, ele vem, nós vimos, eles vêm
pretérito perfeito: eu vim, ele veio, nós viemos, eles vieram.

 

Armadilhas

 

Preste atenção sobretudo ao nós e ao eles . São essas pessoas que armam as maiores ciladas. Lembre-se:
Vimos é presente. Viemos , passado.
Vem é singular. Vêm , plural. 
 
Eis a questão

Quando eu vier de São Paulo? Quando eu vir de São Paulo? Eis a grande questão. Para respondê-la, só há uma saída. Lembre-se de que o futuro do subjuntivo é filhote do pretérito perfeito do indicativo. Sai da 3ª pessoa do plural menos o -am final:

Pretérito perfeito: eu vim, ele veio, nós viemos, eles vier(am)
Futuro do subjuntivo: quando eu vier, ele vier, nós viermos, eles vierem.

 

Moleza, não? Quem conhece esse truque não tropeça em questões malandras.
 
Os concorrentes

 

Muita gente confunde ver com vir. A razão é simples: na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo, os dois se parecem:
vir: eles vêm
ver: eles veem

Como não se atrapalhar com eles? Existe um macete. Na dúvida, dê uma espiadinha na 3ª pessoa do singular. Se ela terminar com e e tiver acento, não duvide. Na 3ª pessoa do plural, dobre o e :

ele vê -- ­ eles veem
ele lê --­ eles leem
ele crê --­ eles creem

 

Compare:

ele vem --­ eles vêm
ele tem --­ eles têm

 

Irmãozinho

As 3ªs pessoas do verbo vir têm irmãozinhos. São as 3ªs pessoas do verbo ter. Compare:

ele tem --­ eles têm
ele vem ­-- eles vêm

Teste

 

Está pra lá de certa a frase:
a. Logo que eu vir da reunião, faço o trabalho.
b. Logo que eu vier da reunião, faço o trabalho.

 

A resposta? A b , claro.

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    verbo    vir    ver    ter    crer    dar 

|

Segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 05:00 pm

Erramos



Inimigos da concordância? Há muitos. Um deles se chama distância. O verbo ficou longe do sujeito? Não dá outra. A gente o esquece. Vale o exemplo de hoje. Escrevemos na pág. 7: “Segundo relatos, o grupo chegou ao local em 10 carros, renderam o porteiro e alguns moradores”. Viu? O primeiro verbo respeitou o sujeito (grupo). O segundo partiu pra ignorância. Culpa da lonjura. 

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    concordância  verbal 

|

Segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 04:56 pm

Fale Certo

Votos: 0
Tags: Fale  Certo 

|

Segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 07:30 am

Armando Nogueira disse



“Não gosto de escrever. Gosto de ter escrito.”

Votos: 0
Tags: dad    dicas    citação    português    armando  nogueira    escrever 

|

Segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 07:00 am

Xô, confusão



    Há palavras e expressões que confundem. Parecidas, parecem iguais. Mas não são. Valem os exemplos de caso e acaso ou de despender e dispender. Você sabe empregá-las conforme manda o figurino? Para responder com 100% de acerto, faça o teste. Leia as frases com atenção. Depois, assinale as que merecem nota mil:

   
    a. Se acaso você chegar a tempo, grave o capítulo de Maysa.

    b. Se caso você chegar a tempo, grave o capítulo de Maysa .
    c. Eu tinha despendido muito dinheiro nas compras de Natal quando chegou o convite para a viagem.
    d. Eu tinha dispendido muito dinheiro nas compras de Natal quando chegou o convite para a viagem.
    e. Caso despenda muito dinheiro nas férias, dificilmente você poderá fazer a viagem conosco.

   
   E daí?

   Marcou as letras a , c , e ? Pra lá de certo. Você sabe distinguir alhos de bugalhos. Siga em frente. Preferiu outras letras? Nada feito. Respire fundo, arregace as mangas e ponha mãos à obra.


Caso e acaso

   

    Acaso e caso têm um ponto em comum. Indicam condição. E têm um ponto diferente. É o emprego. Acaso exige a conjunção se . Caso dispensa-a. Compare: 
   Se acaso você chegar a tempo, grave o programa da Maysa. Caso você chegue a tempo, grave o programa da Maysa. Se acaso você quiser fazer o vestibular da UnB, terá de se inscrever até o dia 24. Caso você queira fazer o vestibular da UnB, terá de se inscrever até o dia 24.


Despender e dispender

   

     Despender é fazer despesas. Daí o e . Dispender não existe. Nasceu de uma baita confusão. Por quê? Há palavras da família de despender que se escrevem com i. É o caso de dispêndio e dispendioso. Abra o olho! Com elas, todo o cuidado é pouco.



Teste

    Entendeu? Então escolha a frase certinha da silva:
    a. Se acaso você despender muita energia, estará cansado na festa de logo mais à noite.
    b. Se caso você dispender muita energia, estará cansado na festa de logo mais à noite.


A resposta? É a a , claro.




Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    caso    acaso    despender    dispender 

|

Segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 12:06 am

Horacio Quiroga ensina

 

 

"Não comece a escrever sem saber aonde vai. Em um bom texto, as três primeiras linhas têm quase a mesma importância que as três últimas."

 

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    citação    horacio  quiroga 

|

Segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 12:05 am

Time seleto

 

 

Há vícios que pegam. Um deles:trocar a terminação dos verbos terminados em uir. A 3 ªpessoa do singular do presente do indicativo termina em i (possui, contribui, substitui). Mas só vê o e no lugar do i . O troca-troca tem explicação. Chama-se semelhança. Como são verbos de 3 ª conjugação, os desavisados dão-lhes a terminação dos simplesmente terminados em i (parte, dorme, veste). Nada feito. A família uir jogam time mais seleto. PT saudações. 

 

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    verbos    verbos  terminados  em  uir    uir 

|

Segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 12:01 am

Idiossincrasia

 

 

Escreve Pedro Rogério: "Um inesquecível chefe de redação, Evandro C arlos de Andrade, dava parabéns ao redator que escrevesse p a r e n t e para designar pessoa da família. E mandava fuzilar quem escrevesse f a m i li a r. " Familiar é adjetivo", ensinava. "O substantivo é parente".

 

Convenhamos. É questão de preferência. O dicionário registra familiar como substantivo também. Uma ou outra palavra merecem nota10. É acertar ou acertar.

 

 

Votos: 0
Tags: dad    dics    português    preferência    parente    familiar 

|

Segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 12:00 am

De hábitos e monges

 

 

O Gledson Reis acordou encucado. U m dito popular não lhe saía da cabeça. É "o hábito faz o monge" Afinal, que hábito é esse? O de vestir? Ou o uso habitual? Sem paz, tomou Lexotan. A ansiedade passou. Mas o martelar da dúvida permaneceu impiedoso. Ele, então, com medo de enlouquecer, pediu socorro o blog.

 

Quando nasceu, o provérbio tinha sentido contrá rio do atual. Era "o hábito não faz o monge". Tradução: os homens não devem ser julgados só pela aparência, mas também por seus atos e condutas. T empos depois, ganhou versão contrária. O responsável? Nosso José de Alencar. E m 1 8 5 4 , no folhetim Ao C o r r e r d a P e n a , o cearense escreveu: "Hoje, apesar do rifão antigo, todo o mundo entende que o há bitofaz o monge. V ista alguém uma calça velha e uma casaca de cotovelos roídos. Embora seja o homem mais relacionado do Rio, passará incógnito e invisível".

 

M oral da história: a bela plumagem faz os pássaros belos. 

 

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    etimologia    o  hábito  faz  o  monge 

|

Domingo, 11 de janeiro de 2009 12:00 am

O que fica?

 

 

Que confusão! A reforma ortográfica fez nós e nós na cabeça dos brasileiros. O tumulto chegou a tal ponto que deu margem a delírios à mil e uma noites. Fala-se em fim dos acentos. Decretou-se que viúva perdeu o grampo. Decidiu-se que têm e vêm deram adeus ao chapéu e, embora com menos charme, sentem-se mais livres e soltas.


"Alto lá", dizem as palavras indignadas. Com razão. Elas há muito assinaram um contrato e o registraram em cartório. Quando o português usava fraldas, lá pelo século 12, era pra lá de difícil acertar a sílaba tônica dos vocábulos. Rubrica ou rúbrica? Nobel ou Nóbel? Que rolo! As ilustres senhoras, então, se reuniram em conselho. Discute daqui, negocia dali, ajeita dacolá, firmaram este acordo:


Artigo 1º — As palavras terminadas em a , e e o seguidas ou não de s são paroxítonas.


Artigo 2º — As terminadas em i e u seguidas ou não de qualquer consoante são oxítonas.


Artigo 3º — Quem se opuser ao acordo será punido com acento gráfico.

 

Protestos

Acordo implica renúncias, perdas e ganhos. O melhor é aquele no qual todos ficam satisfeitos. Não foi o caso do acerto feito pelas poderosas da língua. Daí os protestos. As primeiras a reclamar foram as proparoxítonas. Se aderissem ao acordo, elas desapareceriam. Por isso todas se enquadraram no artigo 3º. Rebeldes, são acentuadas: rítmico, álibi, satélite.

As oxítonas também demonstraram descontentamentos. Pura ciumeira. Elas foram brindadas com duas vogais (i, u). As paroxítonas, com três (a, e, o). Por isso a maior parte das palavras em português tem o acento tônico na penúltima sílaba. A menor? Na antepenúltima. As proparoxítonas são minoria.
 

Inimizade eterna

 

Oxítonas e paroxítonas são inimigas até hoje. O que acontece com umas não acontece com as outras. Quer ver? Compare:
 
Oxítonas

1. Terminadas em i e u seguidas ou não de qualquer consoante: não são acentuadas (tupi, tupis, caju, cajus, partir)

2. Terminadas em a , e , o :
2.1. seguidas ou não de s: são acentuadas (está, estás; você, vocês; compô-lo, compôs)
2.2. seguidas de consoante diferente de s: não são acentuadas (jornal, vender, Nobel, amor)
Exceção: em, ens (refém, reféns).
 
Paroxítonas

1. Terminadas em a, e , o :
1.1. seguidas ou não de s : não são acentuadas (rubrica, rubricas; vende, vendes; livro, livros)
1.2. seguidos de consoante diferente de s : são acentuados (tórax, revólver, Nélson)
Exceção: am, em, ens (amam, nuvem, nuvens)
2. Terminados em i e u seguidas ou não de qualquer consoante: são acentuadas (táxi, difícil, ônus)
 

Fatos estranhos

 

Reparou? Por causa do acordo, há fatos estranhos. É o caso da grafia de hífen , éden e poucas mais. No singular, elas têm acento. No plural, não (hifens, edens). Por quê? Trata-se da velha briga entre oxítonas e paroxítonas. As oxítonas terminadas em ens são acentuadas (armazéns). As paroxítonas não.


Reforma ortográfica

 

Guarde isto: antiguidade é posto. A reforma ortográfica não tocou nem uma vírgula do acordo. O que ali está firmado continua válido. As mudanças atingiram outras regras.

Como foram as grandes vencedoras do acordo do século 12, as paroxítonas receberam o troco agora. A reforma só mexeu nelas. Perderam o acento os hiatos oo e eem (voo, perdoo, zoo; leem, deem, veem), o u tônico dos verbos apaziguar, arguir, averiguar & cia. (apazigue, averigue, argue), o i e o u antecedidos de ditongo (feiura, Sauipe), os ditongos abertos ei e oi (ideia, joia); os acentos diferenciais (para, pelo, polo, pera).
Exceção: pôde.

Por ter atingido só as paroxítonas, as oxítonas e os monossílabos tônicos mantêm os acentos intocáveis. Joia perde o acento por ser paroxítona. Herói o conserva por ser oxítona. Dói, monossílabo tônico, também permanece com o agudão.

 

Ufa!
 

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    acentuação  gráfica    reforma  ortográfica 

|

Sábado, 10 de janeiro de 2009 12:00 am

O peru, o galo e a raposa -- a prudência

 

 

Era uma vez…

O peru e o galo viviam pra lá de bem. Comiam milho à vontade, passeavam na floresta, dormiam em galhos de árvores. Eram gordos e felizes. Um dia a raposa os viu no alto de uma mangueira. Lambeu os beiços. Morta de fome, pensou:


— Encontrei minha comida de hoje.


O galo, quando a viu, achou graça. Sabia que raposa não sobe em árvore. Por isso estava seguro. O peru, coitado, tremia como vara verde. Não ouvia as palavras do peru. Só olhava pra criatura lá embaixo. A raposa fazia caretas, mostrava os dentes, fingia que ia avançar. Ele tremia, tremia, tremia. Não dormiu a noite inteira. Resultado: caiu da árvore.

*

Que coisa, hein? O galo sabia que a raposa era perigosa. Mas não podia subir na árvore. Por isso não deu bola pras ameaças dela. O peru bobeou. Sabia, mas não confiou. Luã viveu um caso parecido. Ele estava no parque quando viu uma briga de meninos. Eles atiravam pedras pra todos os lados. Ele entrou no castelinho, fechou a porta e esperou a confusão passar. A mãe dos garotos chegou e pôs os brigões no castigo. Luã saiu do esconderijo e continuou a brincar.  

*

Moral da história: ter cuidado é bom. Mas não exagere.

 

(Fábula publicada no suplemento Super, que circula aos sábados no Correio Braziliense)

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    fábula    peru    galo    raposa    prudência 

|

Sexta-feira, 09 de janeiro de 2009 07:00 pm

De olho na reforma



Clara Arreguy


Dois ecochatos — sem hífen — conversam ao balcão da cantina:

— Os meus pães de queijo podem vir embrulhados no saco de papel. É para economizar.

— Como assim, para economizar? Você não pensa nas árvores derrubadas para fabricar este papel?

— Mas se vierem no pratinho de vidro, ele terá que ser lavado. E a água que será desperdiçada lavando tanto pratinho?

— Você prefere derrubar árvores?

— Você prefere consumir água, recurso não-renovável?

— Você não acompanha os níveis de desmatamento?

— Você não sabia que a guerra em Gaza tem como pano-de-fundo a disputa por mananciais de água?

— Com hífen ou sem hífen?


Na reforma ortográfica parou a diatribe entre os ecoxiitas. Como tudo agora. Para estranhamento de uns, revolta de outros, indignação de alguns. Afinal, em que a mudança de acentos e hífens pode prejudicar quem leva sua vida distante do mercado editorial ou da função de revisor — esses, sim, têm (ainda acentuado) interesse direto na questão.

Para facilitar a memorização das regras e acostumar a vista à nova grafia de palavras, o pessoal do caderno C travou o seguinte diálogo:

— Apoio a estreia do asteroide da Coreia junto à plateia europeia. Uma jiboia heroica na assembleia. Há paranoia na ideia da boia em forma de joia.

— Fiquem tranquilos que os erros serão frequentes, mas não hesitem em usar a metalinguística!

— Os voos ao zoo atenderão aos que creem que leem os maoistas.

— Que a feiura das ideias apazigue o heroico apoio dessa assembleia frequente de paranoia linguística.

— Tudo com linguiça, por favor!

— Vejo feiura nas linguiças expostas na baiuca.

— Vamos esquentar tudo no micro-ondas e depois jogar de paraquedas sem anti-inflamatório na cabeça do mandachuva dessa reforma, que deveria ter sido inter-regional mas atingiu toda a circum-navegação!!!!

— No sub-reino tem mini-hotel com micro-ondas de ultrassom antissocial e autossustentável!

— Uma ideia europeia no país do amoré-guaçu, do anajá-mirim e do capim-açu.

E tenho dito!



(artigo publicado em Opinião do Correio Braziliense )

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    reforma  ortográfica    artigo    clara  arreguy 

|

Sexta-feira, 09 de janeiro de 2009 06:00 pm

Erramos


A reforma ortográfica confundiu a cabeça de gregos, troianos e aparentados. A nossa não escapou. A prova está lá, na capa. Escrevemos "núvens". Nuvem e nuvens jogam no time de homem e homens . Nunca tiveram acento. As mudanças não atingiram esses vocábulos. Na dúvida, lembre-se. A reforma tirou acentos. Não acrescentou nenhum.

 

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    erramos    reforma  ortográfica    acentuação  gráfica    nuvem    nuvens 

|

Sexta-feira, 09 de janeiro de 2009 08:00 am

Sérgio Porto conclui



"Há oradores que, terminado o discurso, deviam ser presos por terem roubado o tempo da gente."


Votos: 0
|

Quinta-feira, 08 de janeiro de 2009 06:00 pm

Dicas para Concursos

Votos: 0
Tags: Dicas    Concursos 

|

Quinta-feira, 08 de janeiro de 2009 05:00 pm

Erramos


"A triste estatística da morte no trânsito do DF em 2008 marcou 450 vítimas fatais", escrevemos na capa. Ops! Fatal é o que mata. O acidente mata. É fatal. A doença mata. É fatal. O tirou matou. Foi fatal. A vítima, coitada, morreu. Não matou. Portanto fatal não é. Melhor : A triste estatística do trânsito do DF em 2008 marcou 450 mortos. A triste estatística da morte no trânsito do DF em 2008 marcou 450 perdas de vidas .

 

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    vítima  fatal 

|

Quinta-feira, 08 de janeiro de 2009 02:00 pm

Unanimidade nacional



Não é Antarctica. Mas virou unanimidade nacional. Aparece de norte a
sul desta alegre Pindorama. Faixas, cartazes, classificados anunciam sem
cerimônia. É "vende-se apartamentos" pra cá, "conserta-se roupas" pra lá, "aluga-se carros", "conserta-se sapatos", "prega-se botões" pra todos os lados.


De tanto ver as pérolas, o olhar se acostuma. A crítica relaxa. Todos têm a
impressão de que a forma merece nota dez. Mas é pura ilusão. Ocorre, no caso, o contrário do que ocorria com a mulher de César. Não bastava a poderosa ser honesta. Ela tinha que parecer honesta. Aos anúncios não basta parecerem corretos. Têm que ser corretos. 


Mãos dadas


Na frase como na vida, manda quem pode. Obedece quem tem juízo. O verbo faz as vezes de vassalo. Concorda em pessoa e número com o sujeito. Por isso, flexiona-se segundo o mandachuva: eu trabalho, ele trabalha, nós trabalhamos, eles trabalham. 


Há sujeitos e sujeitos. Uns, trabalhadores, praticam a ação expressa
pelo verbo. Assumem. São agentes da ação:


Paulo escreveu a carta.


Quem escreveu? Paulo. O sujeito pratica a ação. O verbo está na voz ativa. 


Ah preguiiiiiiiiiiiiiiiiiça


Há sujeitos preguiçosos. Não querem nada com nada. Só moleza. Passivos,
sofrem a ação:


A carta foi escrita por Paulo.


Que é que foi escrita? A carta. O sujeito não pratica a ação. Mas mantém a
majestade. Continua sujeito. O verbo está na voz passiva. 


Caminhos


Existem dois jeitos de formar a voz passiva. Uma, com o verbo ser:


Os bebês foram trocados.


Quem é que foi trocado? Os bebês, sujeito. Essa concordância ninguém erra. 


Outra, com o pronome se. Aí, Deus nos acuda. E nos livre. "Os bebês foram trocados" é o mesmo que "trocaram-se os bebês". Numa e noutra, o sujeito é bebês. O verbo tem de concordar com ele. 


Mais exemplos


Vendem-se apartamentos. (Que é que é vendido? Apartamentos, sujeito.)


Compram-se joias. (Que é que é comprado? Joias, sujeito.)


Alugam-se carros. (Que é que é alugado? Carros, sujeito.)


Troca-se esta casa. (Que é que é trocado? Esta casa, sujeito.) 


Desatentos


Os descuidados tropeçam a toda hora na concordância da passiva com se. Sabe por quê? Acham que o sujeito tem que ser ativo. Esquecem-se de que as aparências enganam. 


Dica:singular ou plural? Na dúvida, construa a frase com o verbo ser. Vende-s e ou vendem-se apartamentos ? Apartamentos são vendidos. Numa e noutra,
apartamentos é o sujeito. A regra não muda. Sujeito no plural, verbo no plural. Logo, vendem-se apartamentos. 


Mais troca-trocas


Alugam-se carros. Carros são alugados.

Forram-se botões. Botões são forrados.

Cometem-se erros. Erros são cometidos.

Lê-se o jornal. O jornal é lido. 


Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Substituir o se pelo ser também não. Encha-se de malícia. Não entre no time dos ingênuos. Com a passiva, o sujeito é aquele mesmo. Embora não pareça. 


Desafio


Topa fazer um teste? O desafio: assinalar a frase nota dez. A recompensa: se acertar, presenteie-se com um bombom. Se não, releia a lição. Depois, saboreie dois bombons:


a. Na feira, vendem-se frutas baratas.

b. Na feira, vende-se frutas baratas.


Recorreu à dica infalível? No troca-troca, você ficou com "na feira, frutas baratas são vendidas". Então, marcou a letra a. Bom proveito.
 
 

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    verbo    voz  ativa    voz  passiva    se 

|

Quinta-feira, 08 de janeiro de 2009 08:30 am

Por aí



Dizem em Brasília que um turista parou em frente ao Palácio da Alvorada. Viu Lula e dona Marisa. Sem saber com quem estava falando, perguntou ao presidente:
-- Do You speak English?
Sem entender, Lula manteve-se calado. O turista não se deu por achado:
-- Parlez vous français?
Lula, nada. O estrangeiro insistiu:
-- Usted habla español?
Nada. Ele tentou mais uma:
-- Lei parle italiano?
Sem resposta, o turista engatou o carro e se foi. Dona Marisa aproximou-se do marido e sugeriu:
-- Você precisa aprender uma língua estrangeira.
-- Pra quê? Esse cara fala seis ou sete línguas e não consegue se comunicar...

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    dicas    piada    lula    línguas  estrangeiras 

|

Quinta-feira, 08 de janeiro de 2009 08:00 am

João Ubaldo goza



"Não tenho nada com a língua portuguesa. Se você estiver insatisfeiro, reclame ao Camões."

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    citação    língua  portuguesa    joão  ubaldo 

|

Quinta-feira, 08 de janeiro de 2009 12:00 am

Sementes de ódio



Dad Squarisi // dad.squarisi@@correiobraziliense.com.br


Dois touros disputavam o pasto. Enfrentavam-se com ferocidade. Chifradas pra lá, coices pra cá, sangue pra todos os lados. Perto dali, rãs que observavam o confronto deliciavam-se com a violência dos ataques. Aplaudiam a queda de um ou de outro oponente. Torciam por golpes sempre mais cruéis. Era espetáculo de gladiadores que lembrava os velhos tempos da velha Roma. Uma rã velha assistia a tudo com apreensão. Questionada, respondeu:


—    Seja quem for o vencedor, sobrará pra nós.


Assim foi. O vitorioso não perdeu tempo. Levou a família, os auxiliares, os amigos, os puxa-sacos pro pequeno território. Os brutamontes pisavam sem olhar pro chão. As rãs se safavam como podiam. Muitas foram esmagadas. As sobreviventes viviam em pânico, cientes de que, cedo ou tarde, chegaria a vez delas. O touro derrotado fez as malas e se mandou. Fixou residência em Paris.


A fábula remete a Gaza. De um lado, o Hamas. De outro, Israel. No meio, a população civil. Numa tripinha de 45km, 1,5 milhão de pessoas se amontoam. Nada menos de 45% delas são menores de 14 anos. Segundo a ONU, 1/3 das vítimas de balas, bombas e mísseis são crianças. Pais e filhos há muito sofrem os efeitos do conflito. Encurralados em campo de concentração, sobrevivem com a ração distribuída pela ONU. O índice de desnutrição é elevado.


O mundo assiste à tragédia com jeito de quem não tem nada com isso. Líderes dão declarações e fazem discursos diplomáticos. Esquecem-se de pormenor pra lá de incômodo. O sangue infantil que ensopa as ruas de Gaza não será lavado pela chuva. Sessenta anos de guerra demonstram que fará germinar sementes de ódio na França, na Alemanha, na Austrália, no Marrocos, em Nova York, em Bali, em Londres, em Bombaim, em Madri. As crianças sobreviventes guardarão na memória as cenas de horror. Parentes e simpatizantes também. Cobrarão o preço.


O vencedor? Em guerra urbana dessa desproporção, só haverá derrotados. O Hamas dirá que humilhou um dos exércitos mais poderosos do mundo. Engrossará as fileiras e continuará a lutar pela liderança palestina. Ehud Olmert deixará o governo de Israel depois das eleições de 10 de fevereiro. Antes de sair, quer limpar a ficha manchada pelo fiasco do confronto com o Hesbolah. Como diz a rã sábia, vai sobrar pra nós.


(Artigo publicado na edidoria de Opinião do Correio Braziliense)

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    artigo 

|

Quarta-feira, 07 de janeiro de 2009 07:00 pm

Erramos


"Os prazos interrompidos durante o recesso recomeçam a ser contados a partir de hoje", escrevemos na pág. 22. Reparou na redundância? A partir de significa a começar . Bate de frente com recomeçam . Melhor livrar-se de um deles: Os prazos interrompidos durante o recesso recomeçam a ser contados hoje. Os prazos interrompidos durante o recesso serão contados a partir de hoje.

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    a  partir  de    a  começar    redundância    erramos 

|

Quarta-feira, 07 de janeiro de 2009 05:30 pm

Fale Certo

Votos: 0
Tags: Fale  Certo    ensinar      regência      preposição   

|

Quarta-feira, 07 de janeiro de 2009 12:00 am

José Mindlin falou e disse

 

 

"Não perco o sono com a reforma ortográfica. O mais importante é entender o significado do que se diz e do que se escreve."
José Mindlin, bibliófilo
 

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    josé  mindlin    citação    reforma  ortográfica 

|

Quarta-feira, 07 de janeiro de 2009 10:28 pm

Filme de terror? Não. É fato

 

 

As imagens parecem cenas de filme de terror. Mas não são. São da guerra em Gaza. Homens, mulheres e crianças vivem como sardinhas. Um milhão e meio de pessoas não podem ir nem vir. Estão encurraladas numa faixa de 362km². De um lado, o mar. De outro, um muro alto que os separa de Israel. Ali só se conjuga o verbo faltar. Falta comida. Falta água. Falta gás. Faltam remédios. O apagão é total. O frio maltrata.

 

"É tragédia humanitária", disse a ONU. O horror ganhou manchetes na imprensa mundial. Rádios, jornais e tevês só falam no assunto. Entre os temas, as vítimas ganham destaque. Também sobressai o material bélico. Bombas, mísseis e tanques mostram a cara. A coluna vai além do noticiário. Dá uma voltinha pelos mistérios da língua. Vamos lá? 
 

A senhora da guerra

 

Bélico, belicoso, belonave são filhotes de Belona. Ela se casou com Marte, o deus da guerra. Tornou-se a deusa da guerra. Os dois iam à luta juntos. Ele se vestia de armadura e protegia a cabeça com capacete. O escudo, a lança e a espada o acompanhavam pra todo lado. Ela usava capacete e exibia a lança na mão. Ambos chegavam ao campo de batalha num carro puxado por quatro cavalos. Misturavam-se aos soldados. Lutavam. Venciam sempre.

A língua reconhece o valor da deusa guerreira. Homenageou-a com várias palavras. Todas começam com bel, primeiras letras de Belona. Todas, também, têm parentesco com a guerra. Beligerante é a pessoa que está em guerra. Ou faz guerra. Belicosa é a pessoa louca por uma guerrinha. Bélico é o que se refere à guerra. Material bélico, por exemplo, é material de guerra. Belonave? É isso mesmo. Trata-se do navio de guerra.
 

Chuva de bombas

 

Bombardear é dos verbos mais usados pelos jornalistas. Membro da família de passear, frear e bloquear, tem a manha dos irmãozinhos terminados em -ear. Na 1ª e na 2ª pessoa do plural do presente do indicativo e do subjuntivo, perde o i. Eis a conjugação do indesejado das gentes: eu bombardeio, ele bombardeia, nós bombardeamos, vós bombardeais, eles bombardeiam; (que) eu bombardeie, ele bombardeie, nós bombardeemos, vós bombardeeis, eles bombardeiem. 
 

A conta

 

Onze dias de chuva de mísseis, balas e bombas têm custo. Quem paga a conta? É a população civil, claro. Homens, mulheres e crianças, que não têm nada a ver com a história, perdem a saúde ou a vida. Até ontem, nove israelenses e mais de 600 palestinos tinham morrido. Há feridos dos dois lados: 90israelenses e mais de 3 mil palestinos.

 

Mortos e feridos são vítimas. Mas há diferença entre eles. Uma coisa é machucar-se. Outra, ir pro céu. Como ser claro? Alguns falam em vítima fatal. Nada feito. Fatal é o que mata. O acidente é fatal porque mata. O bombardeio é fatal porque mata. A doença é fatal porque mata. Mas as criaturas que tiveram a vida ceifada não matam. Por isso não aceitam o adjetivo fatal. O que são? São mortos: O confronto fez 200 vítimas. Entre elas, 10 mortos. 
  

 

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    gaza    belona    bombardear    verbo    vítima    vítima  fatal 

|

Quarta-feira, 07 de janeiro de 2009 09:00 pm

Tragédia em Gaza (resposta)



As imagens parecem cenas de filme de horror. Mas não são. São da guerra em Gaza. Homens, mulheres e crianças estão encurralados. Um milhão e meio de pessoas vivem como sardinhas. Não podem ir nem vir. Estão presas pelo mar e por um muro alto que os separa de Israel. Ali não entra nada. Falta comida, falta água, faltam remédios. O apagão é total. O frio maltrata.

A estreita faixa está sendo bombardeada há 11 dias. Tanques e tropas de Israel também atacam por terra. O saldo: do lado de Israel, cinco mortos. Do lado palestino, mais de 2.500 feridos e 500 mortos. A tragédia humanitária enche o noticiário de rádios, tevês e jornais. De vez em quando, o texto apresenta tropeços na língua.

Você sabe identificá-los? Então marque a resposta certinha da silva:

1.    Merece nota 10 a conjugação do verbo bombardear:
a.    eu bombardeio, ele bombardeia, nós bombardeamos, eles bombardeiam
b.    eu bombardeio, ele bombardeia, nós bombardeiamos, eles bombardeiam

*

2.    As pessoas que perderam a vida são:
a.    vítimas fatais
b.    mortos


*

3.    O plural de míssil é:
a.    míssis
b.    mísseis



4. Quem nasce na Palestina é:
a. palestino
b. palestiano


*

5. Quem nasce em Israel é:
a. israelense
b. judeu


A resposta? Ei-la: a, b, b, a, a.

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    verbo  bombardear    vítima  fatal    míssil    plural    adjetivo  pátrio 

|

Terça-feira, 06 de janeiro de 2009 07:00 pm

Dicas para Concursos

Votos: 0
Tags: Dicas    Concursos 

|

Terça-feira, 06 de janeiro de 2009 06:50 pm

Erramos



“Na agência que Helena foi atendida, muitos outros trabalhadores aguardavam a vez”, escrevemos na pág. 13. Viu? Um periodo, dois tropeços. O primeiro conjuga o verbo faltar. Falta a preposição antes do pronome relativo (agência em que Helena foi atendida). O segundo flexiona o verbo sobrar. Pra que o “outros”? Xô!

Votos: 0
Tags: dad    dicas    português    erramos    preposição    pronome  relativo    outros 

|


« primeira    « anterior    
Mostrando (5371-5400) de 6925 resultados.