Sexta-feira, 08 de maio de 2009 01:00 pm

Olho vivo



A turma dos sem-namorados se reúne no Rio e São Paulo. Pra encontrar a cara-metade, uma condição se impõe: escrever sem-namorados com hífen.

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Sexta-feira, 08 de maio de 2009 09:40 am

Leitor pergunta

 


Na elaboração de um relatório, escrevemos a frase: "No mesmo sentido, os investidores têm o incentivo de ser mais criteriosos com relação ao grau de aversão a riscos". O verbo ser suscitou dúvidas. O correto é ser ou serem?


Flávia Fernandes Barbosa, Brasília


Trata-se do infinitivo flexionado. Os gramáticos estudam o assunto desde o século 12. Até hoje, não chegaram à conclusão definitiva. Dizem que a flexão depende da clareza e da eufonia. A frase soou bem? Está clara? Então deixe-a como está.


No exemplo do relatório, existe acordo. Se antecedido de preposição, o verbo pode ficar no singular plural. Com uma condição — manter a eufonia e a clareza. Valem, então as duas formas: No mesmo sentido, os investidores têm o incentivo de ser (ou serem ) mais criteriosos com relação ao grau de aversão a riscos". Qual a melhor? Eu prefiro o singular. Mas é questão de gosto. E gosto não se discute.

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Sexta-feira, 08 de maio de 2009 09:30 am

É assim




Marcha a ré
se escreve assim -- sem crase e sem hífen.

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Sexta-feira, 08 de maio de 2009 09:10 am

O Barão de Itararé adverte



"O diploma não encurta as orelhas de ninguém."



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Sexta-feira, 08 de maio de 2009 09:08 am

Plalavras traiçoeiras

 


Na língua há palavras traiçoeiras. Uma delas é atra s o. Muitos a escrevem com z. Esquecem-se de que a trissílaba nasceu da preposição trá s e formou baita família. Todos os membros têm uma marca. Conservam o s : atrá s , detrá s , traseiro, atrasar, atra s ado .

 


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Sexta-feira, 08 de maio de 2009 09:05 am

O perigo mora atrás



Inimigos da concordância? Há muitos. Um deles se chama inversão. O ataque ocorre quando o sujeito muda de lugar. Em vez de aparecer antes do verbo, passa para trás. O passeio confunde o leitor. Ele acha que a criatura não é sujeito, mas objeto. Vale o exemplo: "Falta vacinas". Na ordem direta, a desarmonia não teria vez. Vacinas faltam , escreveria o redator. Mas a mudança de lugar…


O alvo não se restringe ao verbo faltar. Outros correm o mesmo risco. Para evitar tropeços, banque o esperto. Ponha a oração na ordem direta. Aí, não há erro. Passa ou passam bicicletas? Bicicletas passam. Sai ou saem os alunos da sala? Os alunos saem da sala de aula. Chove ou chovem moedas? Chovem moedas.


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Sexta-feira, 08 de maio de 2009 09:00 am

Verbo versátil


 

Ulysses Barros anda encucado. A razão: ouve, com indesejável freqüência, as pessoas dizerem "vou banhar" no sentido de "vou tomar banho". A dúvida: banhar, no caso, não tem acepção de banhar uma peça de ouro?


Trata-se da velha cilada dos verbos versáteis. Banhar é transitivo direto. Alguém pratica a ação. É o sujeito. Outro a sofre. É o objeto. A mãe (sujeito) banha o filho (objeto). Às vezes, a porca torce o rabo. O sujeito e o objeto são as mesma pessoa. Repetir o nome? Pode ser, mas fica muito esquisito (A mãe banha a mãe).


Comprometida com a clareza e a elegância, a língua oferece saída. Põe à disposição do falante os pronomes. Eles dão o recado com galhardia. A mãe banha o filho. O filho se banha. Eu me banho. Ele se banha. Nós nos banhamos. Eles se banham. Os médicos recomendam: banhe-se à noite com água morna.

 


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Sexta-feira, 08 de maio de 2009 01:15 am

Olá, que tal?




Bom-dia!


Viu? Bom-dia, boa-tarde, boa-noite se escrevem assim -- com hífen.


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Sexta-feira, 08 de maio de 2009 12:00 am

Literatura e experiência de Deus



FREI BETTO



Escritor, autor, em  parceria com Marcelo Barros, de O amor fecunda o universo – ecologia e  espiritualidade (Agir), entre outros livros.



Pela literatura, o verbo se faz carne. Embora  a música seja, na minha opinião, a mais sublime das artes, a literatura é a  mais sagrada. Deus a escolheu para, através dela, se revelar a nós. Escolheu  uma escrita, a semítica, e um gênero próximo da ficção, pois em toda a Bíblia não há uma única aula de teologia, um ensaio doutrinário, um texto conceitual.  É toda ela uma narrativa pictórica – vê-se o que se lê.  



Os livros bíblicos reúnem uma sucessão de fatos históricos e alegóricos (parábolas, metáforas, aforismos), entremeados de genealogias, axiomas, provérbios, poemas (Cântico dos Cânticos e  Salmos) e detalhes técnicos e ornamentais (a construção do Templo cf. 2 Crônicas).



Como frisa Herbert Schneidau, a Bíblia pode ser  considerada “prosa de ficção historicizada”. Historicizada porque se distancia  do universo das lendas e dos mitos, embora haja matéria-prima lendária  subjacente ao Gênesis no relato sobre Davi, na saga de Jó e em parte  dos Livros dos reis.



Os autores bíblicos se afastaram, deliberadamente, do  gênero épico (Homero e Virgílio), o que se explica pela rejeição do  politeísmo. O que impregna a escrita bíblica é o senso de historicidade. Ela  rompe com a circularidade do mundo mitológico e apresenta-nos um Deus que tem  história: Javé, o Deus de Abraão, Isaac e Jacó. Nela a historicidade se faz  presente na descrição dos cinco primeiros dias da criação, antes do surgimento  daquele que viria a ser considerado o protagonista do processo histórico: o  ser humano. Há uma evolução, simbolizada na sucessão dos seis  dias.



O que faz de nós imagem e semelhança de  Deus é a capacidade de amar e a linguagem. Animais também amam, tanto que  certos pássaros, como os pardais, se mantêm fiéis após se acasalarem. Mas  somente o ser humano possui um nível de consciência que lhe permite ordenar e  expressar sentimentos, emoções, intuições e afetos. Isso nos faz semelhança  divina. Deus é amor e seu afeto por nós se manifesta na linguagem contida na  narrativa bíblica e na epifania do verbo que, entre nós, se fez carne.  



A escrita é uma forma de tentar organizar o caos  interior. Por isso, todo artista é clone de Deus. A escrita é terapêutica, libertadora. Hélio Pellegrino, psicanalista, atribuía a minha sanidade mental  no decorrer de meus anos de prisão ao fato de eu ter literalizado a vida de  cadeia. O meu mundo é recriado quando lanço mão de vocábulos e regras  sintáticas para dar forma e expressão ao que penso e sinto. Assim,  transubstancio a realidade, projeto-me em algo que, fora de mim, não sou eu e,  no entanto, traduz o meu perfil interior de um modo que eu jamais conseguiria  pela simples fala.



A escrita constitui uma forma de oração, como bem  sabia o salmista. A experiência de Deus antecede e ultrapassa a escrita. No entanto, o pouco que dela se sabe é por meio da escrita; raras vezes por  experiência pessoal. Grandes místicos, como Buda, Jesus e Maomé, nada  escreveram. O que sabemos deles e de seus ensinamentos é graças a quem teve o trabalho de redigir.



Ainda que o próprio místico possa fazê-lo, como são  exemplos Plotino, Mestre Eckhart e Charles de Foucauld, há um momento em que a  experiência de Deus ultrapassa os limites da palavra. É inefável. Como diz  Adélia Prado, “Se um dia puder, nem escrevo um livro” (Círculo). “Não  me importa a palavra, esta corriqueira, / Quero é o esplêndido caos de onde  emerge a sintaxe, / A palavra é disfarce de uma coisa mais grave, surda-muda /  foi inventada para ser calada. / Em momentos de graça, infrequentíssimos, / se  poderá apanhá-la: um peixe vivo com a mão. / Puro susto e terror (Antes do  nome).



João da Cruz, patrono dos poetas  espanhóis, deixou três de seus quatro livros inacabados. Tomás de Aquino  considerou, após seu êxtase em Nápoles, que toda a sua obra não passava de  “palha”. E não mais escreveu.



Há no enfoque adeliano uma empatia com o poema  Ash-Wednesday (“Quarta-feira de cinzas”), de T.S. Eliot, escrito  em 1930, três anos após a conversão do poeta ao cristianismo. Na quinta parte,  Eliot canta que “a palavra perdida se perdeu”, “a usada se gastou”, mas  perdura no “Verbo sem palavra, o Verbo. Nas entranhas do  mundo”.



Toda poesia de qualidade é polissêmica. É  verso que faz emergir nosso reverso. É canto que encanta, desdobra em múltiplo o nosso ser e nos induz a encontrar aquela pessoa que realmente somos e, no  entanto, em nós reside como um estranho que provoca temor e  fascínio.



É à poesia que o apóstolo Paulo recorre  quando, no discurso no Areópago (Atos dos Apóstolos 17, 28), expressa a  nossa ontológica e visceral união com Deus: “Nele vivemos, nos movemos e  existimos, como alguns dos vossos, aliás, já disseram: ´Porque somos também de  sua raça´.”



Trata-se de uma citação livre da obra  Fenômenos, de Arato, poeta que viveu na Cilícia no século 3 a.C. O  texto originário é: “Comecemos com Zeus, de que nós mortais nunca deixamos  de lembrar. Porque toda rua, todo mercado está cheio de Zeus. Mesmo o mar e o  porto estão cheios da divindade. Em todo lugar todo mundo é devedor a Zeus.  Porque somos, na verdade, seus filhos... “ (Phaenomena  1-5).




(artigo publicado hoje no Correio Braziliense )






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Sexta-feira, 08 de maio de 2009 09:57 pm

Dicas para Concursos

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Quinta-feira, 07 de maio de 2009 03:00 pm

Erramos


"O receio agora é com um possível arrombamento do açúde", escrevemos na pág. 16. Açude joga no time de bate e cante . Paroxítona terminada em e , não aceita acento nem a pedido do Senhor.

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Quinta-feira, 07 de maio de 2009 01:10 pm

Frei Betto escreveu



"A escrita é uma forma de tentar organizar o caos  interior. Por isso, todo artista é clone de Deus. A escrita é terapêutica, libertadora." 

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Quinta-feira, 07 de maio de 2009 12:10 pm

Sempre plural



Não bobeie. Óculos é substantivo plural. Artigos, adjetivos e pronomes que o acompanham não têm saída -- vão para o plural: os óculos, meus óculos, óculos escuros, você viu meus óculos?

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Quinta-feira, 07 de maio de 2009 12:00 pm

À la carte



Por que à la carte tem crase? Porque é expressão francesa. Na língua de Voltaire, a preposição à ganha grampinho. 

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Quinta-feira, 07 de maio de 2009 12:10 am

Vez das maiúsculas



Senhoras e senhores, abram alas, que as grandonas pedem passagem. Elas são as maiúsculas. O nome veio do latim. Na língua dos Césares, majusculus quer dizer “um tanto maior”. Maioral , maioria , maioridade , major , majoritário , majorar pertencem à mesma família. Todos são aparentados com maior


Por isso, têm complexo de Deus. Se deixar, ocupam um senhor espaço. Manda o bom-senso pôr-lhes o pé no freio. Para dar-lhes um chega pra lá, dois princípios se impõem. Um deles: só as use nos casos obrigatórios. O outro: não as empregue para valorizar ou destacar ideias. Maiúsculas devem ser as ideias, não as letras. Dê a vez às grandonas:      


    1. nos nomes próprios reais ou fictícios: Rafael ; João da Silva ; Branca de Neve ; Europa ; França ; Bahia ; Maputo ; Atlântida ; Renascimento ; Idade Média ; Região Norte ;


    2. no primeiro elemento do título de livros (escrito em itálico): O tempo e o vento; Memórias póstumas de Brás Cubas ; Vocabulário ortográfico da língua portuguesa ;


    3. no nome que designa instituição: Presidência da República ; Poder Judiciário ; Ministério da Educação ;


    4. no nome de impostos e taxas: Imposto de Renda ; Imposto Predial e Territorial Urbano ; Taxa do Lixo ;       


    5. nos atos de autoridades quando especificado o número ou o nome: Lei 2.346 ; Medida Provisória 242 ; Decreto 945 ; Lei Antitruste.


    O ato perde a majestade em dois casos. Um: depois da primeira referência. O outro: na ausência do número ou do nome: A medida provisória trata do Plano Real ;   


    6. nas palavras Estado (país), União e Federação (associação de estados): “A sociedade controla o Estado”; “A Constituição enumera as competências da União”; “Impõe-se preservar a Federação”;      


    7. nas datas comemorativas e nome de festas religiosas: Sete de Setembro; Proclamação da República; Dia das Mães; Natal.

     

Alerta! Nomes de dias, meses, estações do ano e festas pagãs não têm privilégios: Se o carnaval cair em fevereiro, vou desfilar em escola de samba. Espero que seja no sábado.   
 

 



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Quinta-feira, 07 de maio de 2009 12:00 am

Mudar pra ficar na mesma


Dad Squarisi // dadsquarisi.df@diariosassociados.com.br


Urgências? O Brasil tem muitas. A saúde pede socorro. Sobram pacientes, mas faltam leitos, remédios, profissionais. A segurança assusta. Homicidas, latrocidas, traficantes fazem a festa com crescente desenvoltura. O cidadão ergue grades, tranca portas, esconde-se em casa. Torna-se prisioneiro enquanto os bandidos invadem ruas, escolas, comércio e prédios.


A educação não fica atrás. Pais fazem a parte deles. Mandam os filhos à escola. Passados os anos, descobrem que ter o nome na lista de chamada não significa acesso ao conhecimento. Crianças tornam-se jovens incapazes de ler e entender, escrever e ser entendido, resolver questão que envolva as quatro operações. Em suma: bancos escolares viraram sinônimo de perda de tempo.


Ano após ano, fazem-se avaliações. Ano após ano, confirma-se o diagnóstico — a escola vai mal. O mais recente retrato da tragédia mostrou o ensino médio de corpo inteiro. Na lista do Enem, os colégios municipais e estaduais figuraram na rabeira. Os particulares, no topo. Ora, como a maior parte da população depende de instituições públicas, algo precisa ser feito. E não é de hoje.


O ensino fundamental é exigência da Constituição. Pais que não matriculam os filhos correm o risco de parar atrás das grades. A obrigatoriedade, porém, para aí. O descalabro revela-se, então, sem eufemismos. Situado no meio do caminho, o nível médio serve de ponte para a universidade. Mas muitos não têm vocação para a academia. Mesmo assim, têm de se submeter à decoreba sem fim pra passar no vestibular. Sem base e sem motivação, a moçada cai fora. Resultado: torna-se presa fácil do tráfico & cia. bandida.


O que fazer? O MEC anunciou projeto de mudanças — distribui as 12 disciplinas em quatro grupos (línguas, matemática, humanas, exatas e biológicas) e aumenta a carga horária (de 2.400 para 3 mil horas). O modelo está previsto nas diretrizes do ensino médio desde 1988. De lá pra cá, o país não se preparou pra novidade. Mas quer implantá-la em 2010. Conclusão: sem qualificar professores, equipar laboratórios e modernizar bibliotecas, confirma-se a tese do italiano Giuseppe di Lampedusa. Muda-se pra ficar tudo na mesma.


(artigo publicado em Opinião do  Correio Braziliense)

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Quarta-feira, 06 de maio de 2009 07:00 pm

Erramos


"O caderno Turismo preparou uma edição com alguns dos mais fascinantes lugares para se passar a lua de mel", escrevemos na capa do suplemento Turismo. Reparou? O se, na companhia do infinitivo, sobra. Melhor: O caderno Turismo preparou uma edição com alguns dos mais fascinantes lugares para passar a lua de mel.

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Quarta-feira, 06 de maio de 2009 05:30 pm

Fale Certo

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Quarta-feira, 06 de maio de 2009 01:00 pm

Porcaria



"O Senado paga quatro vezes mais POR CADA terceirizado", escreveu O Globo na pág. 3. Que cacófato porco, não?

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Quarta-feira, 06 de maio de 2009 12:05 am

Nomes próprios viram comuns



   
Mudar é bom? Os mesmeiros dizem que não. Preferem deixar tudo como está para ver como é que fica. Os adeptos da transformação, por seu lado, inspiram-se na natureza. Citam o suceder do dia e da noite, das estações do ano, das fases da lua. Citam, também, o ciclo da vida humana – nascemos, crescemos, morremos. No percurso, quem não andava anda, quem não falava fala, quem tomava só leite passa a comer cereais, carnes, frutas e verduras.

     

A língua joga no time dos mutantes. Instrumento de comunicação das pessoas, muda de acordo com o avanço do tempo e as circunstâncias dos falantes. Concordâncias, regências, colocações, significados trocam o passo conforme a música. A grafia não fica atrás. Maiúsculas e minúsculas servem de exemplo.

    

Os nomes próprios se escrevem com inicial grandona. É o caso de João, Maria, José, Pará, Colônia, Brasil. Às vezes, porém, eles entram na composição de substantivos comuns. O resultado não poderia ser outro. Perdem o pedigree e tornam-se vira-latas: joão-de-barro ; joão-doido ; joão-ninguém ; joão-teimoso ; josé-mole ; castanha-do-pará ; castanha-da-índia ; castanha-da-áfrica ; água de colônia ; bambu-da-china ; pau-brasil ; banho-maria ; maria-sem-vergonha ; maria-preta ; maria vai com as outras.


Norte, Sul, Leste, Oeste, Nordeste, Ocidente, Oriente, quando aparecem majestosamente solitários, são nomes próprios. Mas, se definem direção ou limite  geográfico, cessa tudo que a musa antiga canta. As moçoilas põem o rabinho entre as pernas e entram na vala comum: O leste dos Estados Unidos tem grande influência latina ; O carro avançava na direção sul ; Cruzou o país de norte a sul, de leste a oeste; Oriente e Ocidente se encontraram no século XX . O oriente asiático, porém, ainda guarda muitos mistérios ”.


É isso. Na língua, quem foi rei perde a majestade sim, senhor.

 

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Terça-feira, 05 de maio de 2009 05:31 pm

Dicas para Concursos

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Terça-feira, 05 de maio de 2009 02:40 pm

Erramos



"Estamos trabalhando de cima para baixo na educação porque busca-se o voto e criança não vota", escrevemos na pág. 11. Nossa! Esquecemos o poder do porque . A conjunção é tão forte que funciona como ímã. Atrai o pronome esteja ele onde estiver. Melhor respeitá-la: Estamos trabalhando de cima para baixo na educação porque se busca o voto , e criança não vota.

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Terça-feira, 05 de maio de 2009 02:00 pm

Como é?




Atenção, gente. A moça vende colcha de retalhos. Cocha é cabo formado de fios torcidos (coisa da Marinha). E coxa? Ah, é aquela parte da perna que abriga o fêmur.

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Terça-feira, 05 de maio de 2009 10:40 am

Rede Sarah



A inauguração de hospital da Rede Sarah no Rio mereceu muitos aplausos e levantou uma dúvida. As louvações têm tudo a ver com a excelência do tratamento oferecido pelas unidades Brasil afora. A dúvida refere-se à grafia. Nos documentos aparece "neuroreabilitação". A presença de um r depois do neuro compromete a pronúncia. Como a letra está entre duas vogais, só há uma saída pra manter a prosódia -- a presentá-la em dose dupla como em neuro rr adiologia.  A forma: neuro rr eabilitação.

 


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Terça-feira, 05 de maio de 2009 10:30 am

Amábile Pimenta quer saber



Vi anúncio do Minidicionário Aurélio . Na imagem do próprio produto, está grafado Míni, com acento no i . Existe alguma explicação para a presença do agudo? Pelo amor de Deus, me explica isso.


Amábile, o míni (com acento, viu?) joga em dois times. Um deles: o dos prefixos. Aí, não aceita acento (minidicionário, mini-ideia). O outro: o dos substantivos. No caso, joga no time de táxi . Paroxítona terminada em i , pede acento: Os mínis entraram na moda lá por 1960. Não gosto de míni nem mídi. Prefiro longo.

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Terça-feira, 05 de maio de 2009 10:00 am

Luciana Farias pergunta



Pré-sal ou pressal? Qual a forma correta?


Luciana, o pré, no caso, é tônico. Por isso se separa por hífen. É o caso de pré-escola, pré-natal, pré-nupcial.



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Terça-feira, 05 de maio de 2009 12:00 am

Papa nota 10



Como faz sempre, o papa falou aos fiéis no domingo. Lá do alto, da janela papal, Sua Santidade dirigiu mensagem especial aos mexicanos. "Que Nossa Senhora de Guadalupe os assista e proteja sempre", disse com fé. Deus o ouça. E a língua lhe agradeça. Bento XVI conhece as manhas do verbo assistir.


Na acepção de estar presente , o trissílabo é transitivo indireto. Exige a preposição a (assistiu ao show, assiste à aula, assistirá ao espetáculo). No sentido de ajudar , socorrer , o bonzinho é transitivo direto. Dispensa preposição. O pronome átono que funciona como objeto direto é o , a : O governo assiste os flagelados. (O governo os assiste.) Nossa Senhora assiste os mexicanos. (Nossa Senhora os assiste.) O médico assiste a enferma. (O médico a assiste .)

 


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Segunda-feira, 04 de maio de 2009 06:05 pm

Divórcio à italiana




"Chega!', exclamou a primeida-dama da Itália. "Não aguento mais as traições públicas do  Sílvo. Vou cair fora." Dito e feito. Veronica Lario vai se separar do marido depois de 30 anos de casamento. O fato foi divulgado em Europa, França e Bahia. Nesta terra descoberta por Cabral, jornais e telejornais se saíram com esta: "Veronica divorcia de Berlusconi". Nada feito. No caso, o verbo é pronominal. Não abre mão do complemento nem a pedido do Senhor: Veronica se divorcia de Berlusconi.

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Segunda-feira, 04 de maio de 2009 05:00 pm

erramos


"Os auditores vistoriaram folhas de pagamento, comprovantes de rendimento, escrituras de imóveis, entre outras coisas, para confirmar a queda de 2% a menos em relação aos anos de 2003 a 2005", escrevemos na pág. 2. Redundância, não? "Queda" e "a menos" dizem a mesma coisa. Melhor descer do muro e escolher uma das construções. Assim: … para confirmar a queda de 2% em relação aos anos de 2003 a 2005 . Ou … para confirmar os 2% a menos em relação aos anos de 2003 a 2005.

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Segunda-feira, 04 de maio de 2009 01:00 pm

Eu no Twitter




Gente, agora estou no Twitter. Me sigam neste endereço: twitter.com / dadsquarisi. Tchau.

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