Sexta-feira, 28 de agosto de 2009 09:00 am

André quer saber

Mensagem



André visita o blog com frequência. Outro dia, postou uma dúvida. Quando repetir a preposição nas enumerações? A gente deve dizer "hoje é aniversário de Pedro João e Paulo" ou "hoje é aniversário de Pedro, de João e de Paulo"? "Falei com João e Paulo" ou "falei com João e com Paulo"?


Outro dia, a mesma dúvida assaltou Jô Soares. O apresentador comentava a entrevista com Elba Ramalho e Delfim Neto. Ria e fazia rir. De repente, hesitou. Pintou a dúvida. Deveria dizer: “Falei com Elba e Delfim” ou “Falei com Elba e com Delfim”?

      

Pensou, pensou, pensou. Não achou resposta. Esperto, contornou a dificuldade: “Primeiro entrevistei a Elba; depois o Delfim”.


Mas a dúvida não arredou pé. O Gordo, que de bobo não tem nada, resolveu estudar. Quando se deve repetir a preposição?


A questão é saber se os termos constituem o mesmo conjunto contemporâneo ou conjunto separado:


J ô se dirigiu à cantora e economista.


Tradução: ele se dirigiu a uma pessoa a um só tempo cantora e economista. Se não for isso, repete-se a preposição: Jô se dirigiu à cantora e ao economista (duas pessoas -- uma cantora e um um economista). 


A frase “Jô conversou com Elba e Delfim” diz que o fato é contemporâneo.

Ele conversou com os dois ao mesmo tempo. “Jô conversou com Elba e com Delfim” denota conversas separadas: ele conversou primeiro com um e depois com outro.


Veja mais exemplos:


Viaja por terra e por mar. (A repetição é obrigatória. Não há jeito de viajar, ao mesmo tempo, por terra e por mar.)


Nomes derivados de substantivos e de verbos (de uns ou de outros).


Viver na cidade e no campo (um de cada vez).


Flexão verbal de modo, tempo, pessoa e número (a flexão verbal forma um conjunto uno e contemporâneo).


Viver a pão e água.


Comida com sal e pimenta.


Deveu a vida à clemência e magnanimidade do vencedor.

 

Trapaças


A língua é cheia de trapaças. Com as preposições a e por , cessa tudo que a musa antiga canta. Repita a preposição sempre que repetir o artigo (mesmo se o conjunto for uno e contemporâneo):


Opôs-se aos planos e aos desígnios do candidato (nunca diga: aos planos e os desígnios).


Sócrates distingiu-se pela modéstia e pela sabedoria (jamais escreva: pela modéstia e a sabedoria).

 

  Ruim? Você  tem saída. Não repita o artigo. Aí, não precisa repetir a preposição. Opôs-se aos planos e desígnios do candidato. Sócrates distingiu-se pela modéstia e sabedoria.

 
 
Em resumo: na conversa de Elba e Delfim, nada se perde. Tudo se aproveita. Com eles, o investimento é garantido. E o lucro… pra lá de certo.


E daí, André?


A questão é saber se os termos constituem o mesmo conjunto contemporâneo ou conjunto separado:


Hoje é aniversário de Pedro, João e Pedro.


Os três formam um conjunto  -- comemoram o aniversário no mesmo dia.



Falei com João e Paulo. (A frase diz que falei com os dois ao mesmo tempo.)

Falei com João e com Paulo. (Tradução: falei com um e depois com o outro.)

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Sexta-feira, 28 de agosto de 2009 12:00 am

Marina



Gente, a equipe da Marina Silva está encucada. A senadora não recebeu as adesões esperadas. Por quê? Pergunta daqui, questiona dali, eureca! Os responsáveis pela fuga de eleitores têm nome -- tropeços na língua. São dois.

1. Está na hora do Brasil se sustentar...

A equipe esqueceu de pormenor pra lá de importante: O sujeito detesta preposição. Por isso, antes do sujeito, impõe-se separar a preposição do artigo. Assim: Está na hora de o Brasil se sustentar.

2. O Brasil está chamando. Vem Marina.

Cadê a vírgula? Marina é vocativo. Elitista, o vocativo não se mistura aos demais termos da oração. Vem sempre, sempre mesmo, separado: Vem, Marina.




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Quinta-feira, 27 de agosto de 2009 05:58 pm

Dicas para concursos

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Quinta-feira, 27 de agosto de 2009 08:00 am

Os touros e nós



Dad Squarisi // dadsquarisi@diariosassociados


Dois touros lutavam furiosamente pela posse exclusiva de certa campina. Eram chifradas pra cá e coices pra lá. Mugidos se ouviam de longe. Sangue ensopava o chão. À beira do brejo, as rãs novas se divertiam com o espetáculo. Uma rã velha, porém, suspirou:


— Não se riam, que o fim da disputa vai ser doloroso pra nós.


— Que tolice!, exclamaram as rãzinhas. Você está caducando, rã velha.


A rã velha se explicou:


— Brigam os touros. Um deles há de vencer e expulsar da pastagem o vencido. O que acontecerá? O animalão surrado vem meter-se em nosso brejo. Ai de nós!


E assim foi. O touro mais forte encurralou no brejo o mais fraco. As rãzinhas deram adeus ao sossego. Inquietas sempre, sempre atropeladas, raro era o dia em que não morria alguma sob os pés do bicharoco. Brigam os grandes, pagam o pato os pequenos. Quer melhor carapuça? A fábula ilustra o hoje deste Brasil brasileiro. Os grandes da República se digladiam. Batem boca. Armam barracos. Lavam roupa suja ao vivo e em cores.


Há seis meses, o Senado expõe entranhas pouco saudáveis. Começou com os desmandos administrativos de Agaciel & cia. Evoluiu para denúncias contra senadores. Chegou a agressões pessoais em plenário. Tasso Jereissati, Renan Calheiros, Heráclito Fortes, Eduardo Suplicy protagonizaram vexames que deixaram vermelhos os tapetes azuis da Casa.


Outra vergonheira vem da Receita Federal. A ex-secretária acusa a chefe da Casa Civil de pressão política. Dilma Rousseff a teria recebido secretamente. No encontro, teria feito um pedido: apressar a tramitação dos processos contra Fernando Sarney. Ela inferiu que a ministra queria engavetar o processo. Dilma nega. Jura que não houve o encontro. No meio do tiroteio, expõem-se podres da Receita. Entre eles, aparelhamento do órgão, pressões do andar de cima para punir uns e aliviar outros.


Enquanto isso, no brejo das rãs, rãzinhas morrem de rir da exposição de Suas Excelências e Suas Senhorias. Mas rãs velhas choram diante da tragédia. Elas sabem que sobrará pra nós. Projetos não serão votados. Educação, saúde, segurança continuarão na UTI. Sonegadores aproveitarão o vácuo pra deitar e rolar. Com a arrecadação em baixa e gastos em alta, vem aí a velha CPMF rebatizada de CSPS — Contribuição Social para a Saúde.






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Quarta-feira, 26 de agosto de 2009 05:41 pm

Fale certo

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Quarta-feira, 26 de agosto de 2009 09:00 am

Sua Excelência o leitor


 

A internet abriu as portas do mundo pra todo mundo. Derrubou barreiras e democratizou a informação. Com um clique, a gente faz e acontece. Lê jornais de Europa França e Bahia. Visita museus. Ouve música. Assiste a filmes. Conversa com pessoas que vivem do outro lado do planeta. Põe em circulação informações sem depender do aval do editor.


Graças à rede, leitores se comunicam com o blog em tempo real. Elogiam. Criticam. Sugerem. E perguntam. Perguntam muito. Nem todos recebem a resposta com a urgência que merecem. Culpa do tempo e do espaço. Hoje é dia de redenção. Com a palavra, Sua Excelência o leitor.

 

Pérola ambígua


"O estilo", lembra Wagner Rafael Peixoto, "tem três virtudes — clareza, clareza e clareza. O portal da Globo.com ignorou o preceito de Montaigne. Na quarta, exibiu esta chamada: `Carteira salva vendedor de tiros´. A seguir, informou: `Homem entregava produtos em uma fazenda quando foi atingido por três disparos. Ele nada sofreu´. Cruz-credo! A criatura vende tiros?" Claro que não. Mas o texto permite essa leitura. É ambíguo.

 

Xô, sedentarismo


Luiz Serra escreve: "Hoje se comenta acerca do que é melhor para a terceira idade. Apela-se para jogos de palavras. Seriam formas de manter viva a memória da pessoa. Nelson Marcelino, meu amigo professor de Inglês, criou uma frase interessante para incentivar a atividade contra o imobilismo nessa gloriosa fase: "É melhor ter trabalho como terapia fora de casa do que ter a pia como trabalho em casa". Concorda?

 

É grandona?


"Devo escrever língua portuguesa com a inicial maiúscula?", pergunta Daisy Rabelo. Não. Língua portuguesa, como língua inglesa, língua francesa, língua alemã, é vira-lata. Grafa-se com letras pequeninas. Português, inglês, alemão, italiano, russo, também. Nome de disciplina joga no time dos nobres: Estudo Português todos os dias. Gosto de todas as aulas, mas prefiro as de Física, Química e Redação. Professores de Inglês têm de se especializar no exterior.

 

Um lá, outro cá


Wilson Ximenes escreve: " `Porque Jean morreu´ é o título do artigo publicado no Correio Braziliense . O correto não seria `Por que Jean morreu´"?


Claro que sim. O emprego do porquê separado sem figurar em pergunta é um senhor calo da língua. Quer acertar sempre? Há jeito. Basta substituir o dissílabo por "a razão pela qual". Se o troca-troca soar natural, não pense duas vezes. Escreva um lá e outro cá: Por que (a razão pela qual) Jean morreu. Não sei por que (a razão pela qual) os mandachuvas da Receita entregaram os cargos. Gostaria de explicar por que (a razão pela qual) o Conselho de Ética arquivou os processos contra Sarney e Arthur Virgílio.

 

Menor é melhor


"É correto usar correspondência `datada´ de 12.12.08?", pergunta Lygia Pinheiro. É certo, mas desnecessariamente grande. Que tal passar a tesoura nas gorduras? Assim: correspondência de 12.12.08. Melhor, não?

 

Olho no contágio


"Devem haver livros na estante? Deve haver livros na estante? Qual é a do verbo auxiliar? Confesso: ele é incógnita para mim. Pode me ajudar a matar a charada?", pergunta Sandra Fav.


O verbo haver no sentido de existir joga no time dos impessoais. Sem sujeito, exibe-se sempre na 3ª pessoa do singular. A impessoalidade é contagiosa. Atinge os auxiliares: Há livros na estante. Deve haver livros na estante. Pode haver livros na estante. Tem de haver livros na estante .

 

Um ou outro?


José Augusto Cunha Paixão quer saber a regência que merece nota 10. Eis as duas possibilidades que lhe dão nó nos miolos: Procedemos à análise dos autos. Procedemos a análise dos autos.


José, regência verbal é assunto pra lá de difícil. Daí por que existem dicionários de verbos e regimes. Eles dizem se o verbo é transitivo direto, indireto ou intransitivo. Se indireto, explicam a preposição que deve acompanhar tal ou qual emprego. Na acepção de fazer, realizar, proceder exige a preposição a : Procedemos à análise dos autos. Os autores procederam à leitura da peça. O presidente procedeu à análise do projeto.

 

Chavão


"Com o advento da Copa no Brasil em 2014, encontramos diversos textos com a expressão `pontapé inicial´. A duplinha está correta?", indaga Renata Giordana.


Renata, o parzinho está correto. Mas é chavão. De tão repetido, ficou gasto. Perdeu o frescor. Dá a impressão de autor preguiçoso, incapaz de buscar um jeito novo de dizer. Xô!

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Terça-feira, 25 de agosto de 2009 06:14 pm

Dicas para concursos

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Terça-feira, 25 de agosto de 2009 03:10 pm

Erramos



"Déficit de vagas no Distrito Federal", escrevemos na pág. 25. Bobeamos. O Vocabulário ortográfico registra duas formas para a palavra. Uma latina: deficit (sem acento). A outra aportuguesada: défice. Fiquemos com a nacional.

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Terça-feira, 25 de agosto de 2009 02:30 pm

Pomo da discórdia


A briga pegou fogo. De um lado, o chefe. De outro, o revisor. O pomo de discórdia: o emprego de todo. Está certa a frase ‘Maria está todo inchada’? Ou seria ‘toda inchada’?


O todo tem dois empregos. Um deles não oferece dificuldade. Pronome, acompanha o substantivo. E concorda com ele: Toda nudez será castigada. Todo homem é mortal.


Às vezes, o danado modifica o adjetivo ou o verbo. Vira advérbio. Passa a valer por totalmente: Ele está todo (totalmente) inchado. Ele molhou-se todo (totalmente).


A questão: como fica o feminino? E o plural? Se é advérbio, não deveria variar. Mas todo goza de privilégios. Pode flexionar-se. A mágica tem nome. É flexão eufônica (para soar bem). Ou flexão por atração: Ele lambuzou-se todo. Eles lambuzaram-se todos. Ela lambuzou-se toda. Elas lambuzaram-se todas. Ele está todos feliz. Ela está toda feliz.


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Terça-feira, 25 de agosto de 2009 02:30 pm

Sofisticado



Na quarta-feira, João Marcelo esnobou. Em conversa com os colegas, disse: "Carlos está sendo acusada de felonia". Oa amigos se entreolharam. Seria palavrão? Consultaram o francófilo Jorge Fontoura:

­

-- Não, disse ele. Na origem, a francesinha significava a rebeldia do vassalo contra o senhor. Hoje, quer dizer traição, perfídia, rebeldia.

 


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Terça-feira, 25 de agosto de 2009 02:05 pm

Filho de peixe sabe nadar



O sujeito acorda de manhã. Espreguiça-se. Cochila de novo. Acorda. Preguiçoso, chama o filho:

­-- Joãozinho, vá ver se está chovendo.

­-- Pra que, pai? Chame o Totó. Se ele estiver molhado, sinal de chuva.

 


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Terça-feira, 25 de agosto de 2009 02:00 pm

De concordâncias e alvos



No ar, o jornal da tevê. O assunto: bolsa-alimentos. A repórter, entre as sorridentes Maria, Tereza, Marlene, diz: "Elas estão entre as três milhões e meio de crianças carentes".


Valha-nos, Deus! A distraída confundiu os sexos. Milhão e milhar jogam no mesmo time. São substantivos masculinos. Artigo, numeral, adjetivo e pronome não têm saída. Concordam com eles: os três milhões de crianças, dois milhões de pessoas, muitos milhões de afegãs, os bons milhares de trabalhadoras.


Duvida? Banque o São Tomé. Use o numeral um. Como se diz? Elas estão entre o um milhão de crianças. Uma milhão? Uma milhar? Só soldado americano. Maltrata a pronúncia e erra o alvo.


Mil vezes


Atenção, gente fina. Não generalize. Milhão e milhar são substantivos. Mil pertence a outra família. É numeral. Aí, artigo, numeral, adjetivo e pronome concordam com o substantivo a que se referem. Nunca com ele: duas mil crianças, muitas mil crianças, as mil crianças.



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Terça-feira, 25 de agosto de 2009 12:05 am

Otto Lara Resende alerta


"Quem escreve merece piedade."

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Segunda-feira, 24 de agosto de 2009 05:30 pm

Você pode escrever certo

Mensagem


Com x ou ch? S ou z? As dúvidas são muitas. As respostas, escassas. Há poucas regras de grafia. A escrita correta do vocábulo é fruto muito mais de fixação da forma que de memorização de regras. Escrevemos hospital com h não por conhecer a etimologia da palavra ou por termos estudado norma especial. Mas por a vermos grafada dessa maneira.


Por isso, quem lê regularmente escreve os vocábulos do jeitinho que o dicionário manda. Na dúvida, o pai de todos nós socorre. Às vezes, a dúvida bate. Mas não há dicionário por perto. O que fazer? O jeito é rezar para que uma das poucas regras existentes quebre o galho. Quer ver? A seguir, você tem uma série de palavras. Leia-as com cuidado e assinale as certinhas da silva:


a. louza

b. pesquisa

c. gazoduto

d. atraso


E daí?


Marcou as letras b e d ? Pra lá de certo. Você conhece as manhas do s que soa como z .


Ditongo


S ou z? Depois de ditongo, o s soa z : lousa, pausa, ousadia, coisa, aplauso.


Respeito à família


Na língua, a família é todo-poderosa. Todos a respeitam. As palavras derivadas seguem a primitiva. Umas e outras mantêm a grafia original:

pesqui s a, pesqui s ador, pesqui s inha

ca s a: ca s inha, ca s ebre, ca s arão

h istória: h istórico, h istorinha, h istoriografia

cru z : cru z eiro, cru z amento

trá s : atrá s , atra s o, atra s ar, atra s ado

s : ga s olina, ga s oduto

 

Cuidado


Não existe a partícula -isar com s. Tal terminação é consequência da anexação da partícula ­ar a nomes que têm s na última sílaba:


bi s : bi s ar

catáli s e: catali s ar

pesqui s a: pesqui s ar

avi s o: avi s ar

atra s o: atra s ar


Teste


O desafio de hoje trata da grafia das palavras. Maldoso, tenta confundir sua cabeça no emprego do s ou z . Não entre na dele. Lembre-se das duas regrinhas estudadas hoje. Uma: depois de ditongo, o s pede passagem. A outra: tal pai, tal filho. A palavra derivada mantém o s ou o z da primitiva.


Merece nota 10 a opção:


a. cruzada

b. crusada


Resposta


Escolheu a letra a? Viva! Acertou.

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Segunda-feira, 24 de agosto de 2009 04:35 pm

Erramos



"Do total, apenas 1,8 milhões tem carteira de trabalho", escrevemos na pág. 18. Reparou no descuido? A concordância da fração se faz com o número inteiro. No caso, é um. Abra alas para o singular: Do total, apenas 1,8 milhão tem carteira de trabalho.

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Segunda-feira, 24 de agosto de 2009 04:24 pm

Fale certo

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Segunda-feira, 24 de agosto de 2009 01:05 pm

Ser sintético é...



Suar a camisa. Com a palavra, Woodrow Wilson: "Se vou falar 10 minutos, gasto uma semana para preparar o discurso; se 15 minutos, três dias; se meia hora, dois dias. Mas se vou falar uma hora, estou pronto".



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Segunda-feira, 24 de agosto de 2009 11:00 am

Curiosidade

Mensagem



Outro dia, Ribamar Rodrigues recebeu uma carta. Abriu-a com cuidado. Depois das notícias do antraz, tudo pode acontecer. Leu a frase: "Socorram-me subi no onibus em Marrocos". Não entendeu. Parecia código. Faltavam acentos e vírgulas. Aí, teve uma idéia. Leu-a de trás pra frente. O enunciado permaneceu o mesmo.


Ribamar suspirou. Não era terrorismo. Tratava-se de palíndromo. As palavras, frases ou números, lidos da esquerda pra direita ou da direita pra esquerda, ficam iguaizinhos.


O time dos bivalentes é privilegiado. Só eleitos fazem parte da equipe. É o caso de 11, 1001, Ana, Dad, Irene ri, Amor a Roma, A diva em Argel alegra-me a vida.


Rômulo Marinho escreveu um livro sobre o assunto. O título é um políndromo perfeito ­ Tucano na Cut?


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Segunda-feira, 24 de agosto de 2009 08:05 am

Apresentação




Jairo Brod



A História é marcada por fases: A Civilização Greco-Romana, A Era das Navegações, a Idade da Razão, A Era Espacial.

      

 O século XXI engloba todas elas: é a overdose da Sociedade da Informação e do Conhecimento.



Nunca a capacitação profissional e o desenvolvimento de aptidões foram tão necessários quanto agora. O mundo se move, na velocidade de um chip, pela busca desenfreada do conhecimento.



Sensível a isso, o Líder do Partido da República na Câmara dos Deputados, Deputado Sandro Mabel, solicitou à Presidência do PR que promovesse este curso de atualização em Língua Portuguesa.



Os parlamentares do Partido da República entendem que a competência no uso do idioma favorece a absorção de outros saberes.



Mas, para que a Informação migre para Conhecimento é preciso juntar a fome com a vontade de comer. Em outras palavras, é imperioso que ao interesse do aprendiz se some a capacidade de ensinar do docente.



Nesse sentido, o curso promete, pois os alunos transpiram entusiasmo. E temos a professora e jornalista Dad Squarisi. E ponto.



A mestra, dona de impagável bom humor, é conhecida por tornar indolores as mais encardidas lições de gramática.



Vale para ela aquele dito popular, levemente modificado: Com graça, até oração subordinada adverbial concessiva, reduzida de gerúndio. Afe!



Tendo esse prontuário do bem, Dad certamente nos reforçará os princípios da língua portuguesa aplicados ao jornalismo: clareza, concisão e objetividade.



Essa trindade, segundo aprendemos nas Dicas de Português, tem poderosos respaldos em



 Drummond: “Escrever é cortar palavras”;  



 Montaigne: “O estilo tem três virtudes: clareza, clareza e clareza”; e



 Voltaire: “Desculpe escrever texto tão longo: é que não tive tempo de torná-lo breve”.



Guiados por essas diretrizes, estaremos aptos a prestar um trabalho de mais qualidade aos deputados a quem servimos. E a eficácia da comunicação está na raiz da principal função do Parlamento: representar o povo brasileiro.



Bom curso a todos! Parabéns a Lu Caldas pela oportuna sugestão do curso! Obrigado ao Garigham, ao Líder Sandro Mabel e aos demais Deputados do PR por terem apoiado mais essa iniciativa! Seja bem-vinda, mestra Dad Squarisi!

(Jairo Brod

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Segunda-feira, 24 de agosto de 2009 08:00 am

Jairo Brod exibe talento

Mensagem




Meus todos caros,
 



            O recém-concluído curso de atualização em Língua Portuguesa merece uma louvação, a exemplo do que canta o Gilberto Gil:
 

 
        Louvo o Líder do PR, Deputado Sandro Mabel, por ter acatado e estimulado a concretização do curso;
          

Louvo os integrantes da Bancada do PR na Câmara pelo apoio à participação dos servidor
es;          

 Louvo a doutora Daniela pelo pronto atendimento à nossa reivindicação;
          

Louvo o Garigham e a Rose pela gentil acolhida da atividade;
        

Louvo a Lu Caldas pela concepção e gestão do nosso PAC gramatical;
          

Louvo a todos os assessores de imprensa e demais colegas que ouviram atentamente as explanações;
          

Louvo, por fim,  a professora Dad, por ter extraído do pré-sal da reforma ortográfica o óleo luzidio com  que lubrificaremos doravante nossos escritos.
         

E tenho louvado.
          

 


         

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Domingo, 23 de agosto de 2009 08:00 am

Casos de vírgula

  

 

A palavra vírgula vem de longe. Nasceu no latim. Lá, queria dizer varinha. Também significava pequeno traço ou linha. Depois, virou sinal de pontuação. Indica pausa rápida, menor que o ponto.

 

A mocinha atravessou os séculos. No caminho, suscitou discussões. Alguns afirmam que seu emprego é questão de gosto. A gente põe o sinalzinho onde tem vontade. Outros dizem que basta ler a frase. Parou pra respirar? Pronto. Taca-lhe a vírgula. Aí surge um problema. Como os gagos e os asmáticos vão se virar?

 

Outros, ainda, acham que devem usar todas as vírgulas a que têm direito - as obrigatórias e as facultativas. É o caso do amanuense Borjalino Ferraz. O homem estudou o assunto anos a fio. Aprendeu tudo. Esnobava o saber em ofícios e memorandos. Não deixava passar uma.

 

O chefe reclamou do exagero. “Desse jeito”, disse ele, “o amigo acaba com o estoque. O município não tem dinheiro pra comprar vírgulas novas”. O puxão de orelhas entrou por um ouvido e saiu por outro. O prefeito não pôde fazer nada. Borjalino tinha estabilidade.

 

Variedade

 

Há situações e situações. Nalgumas, a vírgula é facultativa. Aí, não há erro. Você acerta sempre. Noutras, obrigatória. É o caso da separação dos termos coordenados, explicativos e deslocados. Os coordenados foram assunto da lição anterior. Agora é vez dos explicativos.

 

O que é?

 

O termo explicativo tem várias caras. Uma é velha conhecida. Chama-se aposto. Lembra-se?

 

D. Pedro II, imperador do Brasil, morreu em Paris.

 

Os professores vivem dizendo que o aposto não faz falta. Pode cair fora. Verdade? É. Ele facilita a vida do leitor. Mas a ausência dele não causa prejuízo ao entendimento da frase. Se eu não sei quem é D. Pedro II, tenho saída. Dou uma espiadinha num livro de história. Está tudo ali.

 

Chute?

 

Compare as frases:

 

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, prepara nova viagem.

 

O ex-presidente da República Itamar Franco morou no exterior.

 

Por que um nome vem entre vírgulas e outro não? As situações são tão parecidas. É chute?

 

Não. O segredo está no que vem antes do nome. No primeiro caso, é presidente da República. Quantos existem? Só um. Luiz InáCIO Lula da silva é termo explicativo. Funciona como aposto. Daí as vírgulas.

 

Mas há mais de um ex-presidente. Se eu não disser a quem me refiro, deixo o leitor numa enrascada. Posso estar falando de José Sarney, Itamar Franco. Aí, só há um jeito: dar nome ao boi. Itamar Franco é termo restritivo. Não aceita vírgula.

 

Mais exemplos

 

A capital do Brasil, Brasília, tem dois milhões de habitantes (o Brasil tem uma só capital).

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve depor na CPI (só há um ministro da Fazenda).

 

O ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero ficou famoso pela indiscrição parabólica (há um montão de ex-ministros da Fazenda).

 

Enrascada

 

Às vezes, a gente se vê numa enrascada:

 

Meu filho Marcelo estuda na universidade.

 

Restritivo ou explicativo? Depende. Do quê? Do antecedente do termo Marcelo. Eu tenho um filho ou mais de um filho? Se um, o termo é explictivo. Se mais de um, restritivo.

 

Minha mãe, Rosa, mora em São Paulo.

 

Minha tia Maria chega amanhã; minha tia Carla vem na próxima semana.

 

Viu? Eu só tenho uma mãe. Rosa é termo explicativo. Tenho mais de uma tia. Maria e Carla são termos restritivos.

 

Serviço completo

 

Não fique pela metade.  O termo explicativo vem presinho da silva. Ora, entre vírgulas. Ora, entre a vírgula e o ponto:

 

Dom Casmurro , de Machado de Assis, é obra-prima do Realismo brasileiro.

Comprei um Corsa, carro da Chevrolet.

 

Sem monotonia

 

A língua é um conjunto de possibilidades. Flexível, a danada detesta monotonia. Oferece vários jeitos de dizer a mesma coisa.

 

Veja:

 

      O aluno estudioso tira boas notas.

      O aluno que estuda tira boas notas.

 

As frases dizem que há alunos e alunos. Não é qualquer um que tira boas notas. Só chega lá quem se debruça sobre os livros. Numa, o termo restritivo é adjetivo (estudioso). Noutra, oração adjetiva (que estuda). O tratamento mantém-se. Nada de vírgula.

 

Com as explicativas ocorre o mesmo:

 

O homem, mortal , tem alma imortal.

O homem, que é mortal , tem alma imortal.

 

Desafio

 

      Esta cilada caiu no vestibular:

      Os cinco filhos de José que chegaram do Rio estão no Recife.

      A questão: quantos filhos tem José?

      ( ) Tem cinco.  ( ) Tem mais de cinco.

      

E agora? Quem responde é a oração. Restritiva ou explicativa? Sem vírgulas, é restritiva. Então José tem mais de cinco filhos. Se fossem só cinco, ‘que chegaram do Rio’ estaria cercadinha de vírgulas.

 

Virtudes

 

 Lembra-se do recado de Montaigne? “O estilo”, diz ele, deve ter três virtudes: clareza, clareza.” Saber identificar o termo explicativo e restritivo não constitui só problema de correção. Muitas vezes afeta a clareza. 
 

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Sábado, 22 de agosto de 2009 08:00 am

Os três porquinhos -- a prioridade

 

 

Era uma vez…

 

Os três porquinhos eram irmãos. Cresceram e resolveram sair de casa. O pai e a mãe concordaram. Eles, então, tiveram de construir a própria casa. O caçulinha e o do meio adoravam brincar. Pra não perder tempo, um construiu uma cabana de palha. O outro, de madeira. O mais velho preferiu uma casa de tijolos.

 

O lobo viu os porquinhos sozinhos. Morto de fome, quis papá-los. Bateu à porta da cabana de palha. O porquinho não abriu. Com um sopro, ele a derrubou. Mas o porquinho tinha fugido pra casa do irmão mais velho. Bateu, então, à porta da cabana de madeira. O porquinho não abriu. Ele, com um chute, a derrubou.

 

Mas o porquinho tinha ido pra casa de tijolos. O lobo não desanimou. Bateu à porta da casa de tijolos. O porquinho não abriu. O lobo não desanimou. Entrou pela chaminé. Mas o fogo estava aceso. Ele queimou o rabo e o bumbum. Fugiu. Está chorando até hoje.

 

*

 

Você sabia? Muitas crianças agem como os porquinhos. A Lu é uma. Ela brinca muito e estuda pouco. Resultado: tira nota baixa nas provas.

 

*

 

Moral da história: Primeiro a obrigação; depois, a diversão.

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Sexta-feira, 21 de agosto de 2009 01:57 pm

Fale certo

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Quinta-feira, 20 de agosto de 2009 05:07 pm

Dicas para concursos

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Quinta-feira, 20 de agosto de 2009 09:46 am

Convite



Apareça!


>> Auxílio luxuoso e com humor

REDAÇÃO PARA CONCURSOS E VESTIBULARES — PASSO A PASSO

Só
De Dad Squarisi e Célia Curto. Editora Contexto, 271 páginas. R$ 39,90


SUPERDICAS DE ORTOGRAFIA - De Dad Squarisi.
Editora Saraiva, 136 páginas. R$ 10,90
Só



















Apontando o treino como bom instrumento para o domínio da língua portuguesa, há 15 anos, a editora de Opinião do Correio, Dad Squarisi, investe no repasse de conhecimento, por meio da coluna Dicas de Português (publicada em 15 jornais do país). “Os leitores são fundamentais, a coluna é feita para eles. Eles opinam muito: elogiam, criticam e sugerem assuntos. Fico muito atenta às necessidades”, conta Dad. Uma nova dupla de livros, Superdicas de ortografia e Redação para concursos e vestibulares — Passo a passo, junta-se aos seis já lançados pela professora, que é formada em letras pela Universidade de Brasília.

Com aspectos teóricos elaborados ao longo de uma década, Redação para concursos e vestibulares (que traz exercícios formulados pela jornalista e educadora Célia Curto) é, segundo a autora, “completo para quem quer escrever um bom texto”. A primeira parte trata do planejamento da redação, com ênfase na escolha e delimitação do assunto, traçado de objetivo e formatação do esqueleto de uma redação. “Quando se diz que escrever é pensar, se trata de organizar o esqueleto do texto. Na segunda parte, estão as técnicas para introduzir, desenvolver e concluir o texto. Daí vem a técnica de organizar os parágrafos. Em seguida, lidamos com a coesão, ou seja, dizer coisa com coisa: as palavras devem conversar umas com as outras e o mesmo se aplica aos parágrafos”, explica Dad Squarisi.

Normas ortográficas e gramaticais dão sustento à outra publicação, Superdicas de ortografia. “O livro é escrito com muito bom humor, fiz com muita graça, usando mitologia, fábula e histórias. Não é puramente didático, é de leitura agradável”, avalia Dad. Nascido como guia para desmitificar o Novo Acordo Ortográfico, o livro teve propósito alargado por sugestão da professora. “A reforma é muito tímida, então propus que fossem apresentadas soluções para ‘calos da língua’, como o emprego dos porquês, o uso de termos como ‘a fim’ ou ‘afim e’ e escolha do ‘x’ ou do ‘ch’”, finaliza.


NOITE DE AUTÓGRAFOS

Hoje, às 19h, lançamento de seis livros escritos por Conceição Freitas, Márcio Cotrim, Dad Squarisi e Célia Curto, no Espaço Chatô (SIG, Q. 2, sede do Correio Braziliense).


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Quinta-feira, 20 de agosto de 2009 09:36 am

Três autores, seis livros

Conceição Freitas, Dad Squarisi e Márcio Cotrim fazem lançamento múltiplo, hoje à noite, no Espaço Chatô

Humor, técnica e emoções são elementos que se misturam quando o assunto em pauta é o lançamento, hoje à noite, de seis livros de um trio de profissionais comprometidos com a lida da notícia, mais precisamente no Correio Braziliense. Dad Squarisi, Conceição Freitas e Márcio Cotrim — que, juntos, somam mais de 50 anos de experiência em redação — lançam hoje, cada um deles, dois livros no Espaço Chatô. Dad Squarisi segue repassando ensinamentos para melhor desenvoltura na língua portuguesa — fundamental, em tempos de Novo Acordo Ortográfico. Márcio Cotrim se aprofunda nas pesquisas etimológicas, aliadas com o bom humor. Já os desafios de Conceição Freitas estão em aplicar sentimentos fortes na construção de crônicas sobre Brasília e num conto, que marca sua estreia na ficção.

>> Jornalista “vestida” de poesia

“Não posso me misturar com o que escrevi”, delimita Conceição Freitas, a manauara (criada em Belém) que, há 17 anos, trabalha no Correio. A ressalva, porém, só vale para o conto Amantíssima, com a protagonista Maria Chica detida no aprendizado de enxertar “no corpo a concretude do amor”. Deslumbrada com a afinidade alcançada na parceria com Fernando Lopes, que ilustra o livro, Conceição assume, no texto “jorrado”, um erotismo carregado, capaz de expor parte dos “porões internos” da multiplicidade contida na própria personalidade.

A atmosfera devassa, que cita “gente que se esfrega”, é apenas uma das facetas do conto. De pessoal, Conceição assume o combustível, o “desaguar da saudade de um grande amor perdido”. A veia literária da repórter — que se deixa “deslizar em textos maiores e mais densos” — se estende ainda para o dia a dia, na condição de quem “se veste de jornalista, para vir trabalhar”. O resultado integra Só em caso de amor — 100 crônicas para conhecer Brasília, outro livro com lançamento hoje, no Espaço Chatô.

“O livro das crônicas carrega a paixão por Brasília, o que ela me provoca de paixão e até de desgosto. Nisso, o que me encanta, fundamentalmente, é o surto de genialidade e loucura que houve aqui, entre 1956 e 1960, que permitiu aos brasileiros a construção de uma cidade tão inovadora, para a época, em tão pouco tempo”, explica a autora, há cinco anos, titular da coluna Crônica da Cidade. O apanhado de escritos resgata estados de espírito de quem se inquieta na interação com Brasília. “A crônica não é ficção, é uma observação um pouco mais lírica da realidade. Me permito, no máximo, um ‘fingimentozinho’, uma pequena ‘apimentada’ no que foi observado”, conta Conceição Freitas.

Dividido em três partes — Descoberta da cidade, Pra gostar de gente e O cerrado na história —, Só em caso de amor traz narrativas construídas a partir de dom persistente na vida de Conceição. “Gostar de gente é uma sofisticação humana, só quem é muito humano gosta, de verdade, de gente. Gente é um bicho muito difícil, contraditório e irregular. É um exercício diário”, diz, aos 51 anos. Numa passada de olhos, o livro entrega a admiração da escritora por figuras como Waldick Soriano, “o homem mais sedutor” que ela conheceu, e da centenária goiana anônima Dona Nega, exemplo de recato extremo e domínio do português arcaico, que, enlutada, recolheu o “sorriso suave” conferido em vários encontros com a autora.

Numa seleção em que predominou o critério intuitivo, em meio a 1.500 crônicas produzidas, o livro, repleto de referências históricas, pode até revelar “desencantos” com a capital, de alguém que a habita há 23 anos, mas, como dito num trecho, pesa mesmo é o amor.

Só
“Gostar de gente é uma
sofisticação humana, só
quem é muito humano gosta,
de verdade, de gente”


                            













Só









AMANTÍSSIMA
Conto de Conceição Freitas,
ilustrado por Fernando Lopes.
LGE Editora, 40 páginas. R$ 20.


SÓ EM CASO DE AMOR — 100 CRÔNICAS PARA CONHECER BRASÍLIA
De Conceição Freitas. LGE Editora, 210 páginas. R$ 30.


>> Sustos bons para o leitor
Carlos Vieira/CB

Só







Com 17 livros publicados, o escritor Márcio Cotrim, funcionário há 18 anos do Correio, aproveita a dobradinha de livros a serem lançados, Iscas de ambrosia — 1.240 frases saborosamente bem-humoradas e O pulo do gato 3 — O berço de palavras e expressões populares, para “dar sustos bons nos leitores, que ouvem, gravam e disseminam” as breves pesquisas dele, sempre relacionadas às origens de palavras ou ao garimpar de pérolas literárias.

“Não há método: vale é o sabor da espontaneidade na composição de obras como essas”, sublinha o autor de artigos, que assina ainda a coluna dominical O Berço da Palavra. Consultas em enciclopédias e livros de etimologia, além da coleta de depoimentos pessoais confiáveis, fazem parte do cotidiano do jornalista carioca que, incomodado pela proliferação das frases de autoajuda, busca reproduzir o “humor nu e cru, da melhor qualidade”.

“Tenho uma demanda de leitores muito grande. O leitor pergunta, explica e até discute, numa relação em que ele sempre ganha”, conta o autor. Diretor-executivo da Fundação Assis Chateaubriand, há 12 anos, Cotrim vê nas atividades culturais e educacionais motivo de entusiasmo: “A graça vem da surpresa do leitor”, aponta. “Assunto inesgotável”, a análise da origens e palavras, impressas em O pulo do gato 3, se junta a novo filão: a coletânea de citações, em Iscas de ambrosia. A publicação traz tiradas, entre outros, de Millôr Fernandes, Eça de Queiróz.

Só







NOITE DE AUTÓGRAFOS


Hoje, às 19h, lançamento de seis livros escritos por Conceição Freitas, Márcio Cotrim, Dad Squarisi e Célia Curto, no Espaço Chatô (SIG, Q. 2, sede do Correio Braziliense).


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Quarta-feira, 19 de agosto de 2009 08:05 am

Winston Churchill ensina



"Das palavras, as mais simples. Entre as mais simples, a menor."

Winston Churchill

 

 

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Quarta-feira, 19 de agosto de 2009 08:00 am

Além da verdade de Dilma e Lina

 


"A verdade tem dois lados", disse Pitágoras. Candidaturas também. Disputar a cadeira de presidente da República dá visibilidade. Mas multiplica a cobrança. O pretendente se torna foco de jornais, rádios, tevês, internet. Atos, palavras ou gestos da criatura viram notícia, merecem análise, levam pauladas. Dilma Rousseff serve de exemplo.


A dona e senhora da Casa Civil conquistou a simpatia do chefão. Lula a lançou candidata à faixa presidencial. Ela não deixou por menos. Fez dieta. Alisou as rugas. Abriu o sorriso. E caiu no mundo e nos palanques. Aonde Lula vai, ela vai junto. Mas eis que surge Lina Vieira. A ex-secretária da Receita Federal disse ter tido encontro secreto com a ministra. O assunto? Deixar pra lá as investigações sobre Fernando Sarney.


"Esse encontro que ela se refere nunca existiu", jura Dilma. "Existiu", bate pé a outra. "Ops!", alertaram os eleitores. "Alguma coisa na frase da acusada soa esquisito." O que é? O que é? Trata-se de um dos calos mais dolorosos da língua — o emprego do pronome relativo preposicionado.


Direito adquirido


Acontece com as palavras o mesmo que com as pessoas. Algumas têm olho grande. Avançam nos bens das outras. Os relativos (que, o qual, cujo, onde) são vítimas de roubo pra lá de impiedoso. Muita gente os priva da preposição que os deve anteceder. O resultado é um só. Perde a língua. Perde o leitor.


Examine as frases:


A garota mora no Rio. Gosto da garota.


O pronome relativo ama a elegância. Detesta, por isso, a repetição de vocábulos. Para evitar a dose dupla, substitui o termo repetido. Na frase em questão, é garota . A trissílaba funciona como objeto indireto (eu gosto de alguém). O objeto indireto pede preposição. No caso, de . Ao recorrer ao troca-troca, o relativo será objeto indireto. E, claro, manterá o de :


A garota de que gosto mora no Rio.


***


Na palestra, os presentes puderam apreciar melhor os slides. Na palestra, o expositor se sentou na mesa.


Termo repetido: na palestra (indica lugar). Ele se sentou na mesa. No troca-troca, a preposição permanecerá firme e forte antes do relativo:


Na palestra em que o expositor se sentou na mesa, os presentes puderam apreciar melhor os slides.


***


E a frase da ministra? Ei-la:


Esse encontro que ela se refere nunca existiu.


Vamos desmembrá-la:


O encontro nunca existiu. Ela se refere ao encontro.


Termo repetido: encontro. Ele funciona como objeto indireto (refere-se a alguém). A preposição original não arreda pé:


Esse encontro a que ela se refere nunca existiu.


Resumo da opereta: quem foi rei nunca perde a majestade. Na reestrutura, a preposição mantém o cetro e a coroa.

 


 


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Quarta-feira, 19 de agosto de 2009 07:55 am

Ruab pergunta



O post de domingo fez comentário sobre a frase do Lula "Ao invés de prestar atenção ao que se diz, as pessoas se agridem". Sem dúvida o presidente se equivocou ao usar ao invés de em lugar de em vez de . Mas há mais: parece-me errada a concordância. A frase só fica correta com o verbo prestar no plural. Assim: Em vez de prestarem atenção ao que se diz, as pessoas se agridem. Estou certo?


Ruab, você está diante do infinitivo flexionado. Desde o século 13 os estudiosos se debruçam sobre o assunto. Até hoje não chegaram a denominador comum. A única certeza é esta: o infinitivo se flexiona obrigatoriamente em duas ocasiões — para respeitar a eufonia e a clareza.


Nos demais casos, a flexão é facultativa. Lula preferiu o singular. Você, o plural. Ambos estão certos: Ao invés de prestar atenção ao que se diz, as pessoas se agridem.


Quer uma dica? Lá vai: se o infinitivo for antecedido de preposição, a flexão é sempre facultativa. É o caso em questão.

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Terça-feira, 18 de agosto de 2009 06:37 pm

Dicas para Concursos

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