Segunda-feira, 16 de março de 2009 12:05 am

Vale por dois

 

Há verbos que adoram pregar peças. Um deles é assistir. O danadinho tem uma cara e dois significados. Quem não sabe disso passa apertos. Diz uma coisa. Mas quer dizer outra. Acontece com ele mais ou menos o que aconteceu com o patrão e o empregado. Conhece a história?


O patrão pede ao empregado:

-- ­ Me dá um cigarro?

Dali a pouco:

-- ­ Me dá um cigarro?

Mais uns minutinhos:

-- ­ Me dá um cigarro?

O empregado, vendo a carteira se esvaziar, olha firme para o filador e diz:

-- ­ O senhor está fumando muito.

O cara de pau despreocupa o empregado:

-- ­ Eu fumo, mas não trago.

-- ­ Pois devia trazer.

 

História parecida


Com o assistir também ocorre confusão de significados. Você é freguês do verbo traiçoeiro? Na dúvida, faça o teste. Leia as frases com cuidado. Depois, assinale as que merecerem nota mil:


a. Assisti à sessão das sete.

b. O governo assiste com remédios e alimentos aos flagelados das chuvas.

c. Mais de um milhão de paulistanos assistiram ao jogo do Corinthians pela tevê.


E daí?


Marcou as letras a e c ? Pra lá de certo. Com você, o verbo assistir não arma ciladas. Preferiu outra opção? Xô, bobeira! Você misturou alhos com bugalhos. Quer ver?


Nas opções a e c , assistir tem o sentido de presenciar, estar presente. Aí, é transitivo indireto. Exige a preposição a . Veja outros exemplos: Assisti à reestreia de Ronaldinho. Você vai assistir ao show? Eu vou assistir ao show de Xitãozinho e Xororó.


Na frase b, o verbinho mostra a outra cara. Sem preposição, é transitivo direto. Quer dizer prestar assistência: O governo assiste (presta assistência) com remédio e alimentos os flagelados das chuvas. A escola tem obrigação de assistir (prestar assistência) os alunos com dificuldade de aprendizagem. A associação assiste (presta assistência) famílias de desempregados.


Resumindo:


assistir a = presenciar, estar presente

assistir = prestar assistência


Teste

 

A regência do verbo assistir merece nota mil na frase:

a. Lula não vai assistir o jogo do Ronaldinho.

b. Lula não vai assistir ao jogo do Ronaldinho.


A resposta? É a b , claro.

 


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Domingo, 15 de março de 2009 12:05 am

Caso de inversão

 

 

A leitora Dione pergunta: "Foi c oncedida vista ou foi concedido vista? Eta dúvida!"

Dione, sua dúvida se deve à inversão. Se pusermos a frase na ordem direta, a resposta aparece: Vista foi concedida.

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Domingo, 15 de março de 2009 12:02 am

Xerox ou cópia?

 

 

Ricardo Ramos escreve: "Vou tirar xerox do documento? Vou tirar cópia do documento? Gostaria de saber qual a forma certa".


Ricardo, xerox entrou no time de gilete, bombril & cia. Gilete significa lâmina de barbear. Bombril, esponja de aço. Xerox, cópia.

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Domingo, 15 de março de 2009 12:00 am

Apagão em Brasília

 

 

Ops! Brasília ficou meia hora às escuras. Foi na quarta-feira. Veio à tona, então, a palavra apagão. Com ela, o nome do escurão. No começo, recorria-se à inglesa blecaute. Aí, Buenos Aires ficou hooooooooooooras no breu. Os jornais falaram no apagón da capital portenha. Então, aconteceu. Nós passamos a usar apagão. 
 
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Sábado, 14 de março de 2009 12:00 am

O alce e o lobo -- o valor



Era uma vez…


Um lago muito azul se derramava na floresta. A bicharada adorava se olhar nas águas limpinhas. Quando se debruçava, cada animal se refletia ali. Parecia que se mirava no espelho.


O alce ia lá todos os dias. Achava a cabeça dele linda. Quanto mais se mirava, mais encantado ficava. Um dia, olhou pros pés. Ops! Levou um baita susto. Pensou: "Que feios! Não combinavam com cabeça tão linda".


Um lobo chegou perto dele. O vaidoso não viu. Quando se deu conta do perigo, correu. Correu muito. Enquanto corria, os lindos chifres enganchavam nos galhos. Atrapalhavam. O vaidoso escapou por pouco. Quando se viu livre, comentou:


-- Meus chifres são lindos. Mas quase me mataram. Se não fossem minhas pernas…


*


As pessoas também fazem coisas de alce. É o caso do André. Outro dia, ele ia pescar. A mãe mandou que vestisse calça comprida pra se proteger dos mosquitos. Ele preferiu a calça curta porque era nova e muiiiiiiiiiiiiito linda. Resultado: voltou do mato todo picado.


*


Moral da história: É vacilo dar valor só ao bonito. Olho no útil!

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Sexta-feira, 13 de março de 2009 01:00 pm

Erramos



"Ela afirma ter tanta certeza que nasceriam gêmeos que realizou `chá de fraudas´", escrevemos na pág. 10. Viu a troca? O l e o u soam do mesmo jeitinho. Mas não vale trocá-los. O chá é de fraldas.

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Sexta-feira, 13 de março de 2009 08:44 am

Dicas para Concursos

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Sexta-feira, 13 de março de 2009 08:00 am

Geraldo Tupynambá comenta




Tenho visto na internet textos imputados a autores célebres. Às vezes, o nível de escolaridade não deixa dúvida sobre a falsidade. Parece-me que é uma forma de ganhar atenção. O autor, encantado com sua produção, prefere abrir mão dos direitos para garantir respeito. A revista Caras tem uma coluna (não assinada) de citações. A edição 801 (13/3/2009) traz a seguinte, atribuída a Clarice Lispector. “Felizmente nasci mulher. E vaidosa. Prefiro que saia um bom retrato meu no jornal do que os elogios”.   



Clarice, tão cuidadosa, não tropeçaria na regência verbal. Com certeza ela sabia que quem prefere prefere uma coisa a outra, não do que outra. Se fosse autora da frase, teria escrito: Felizmente nasci mulher. E vaidosa. Prefiro que saia um bom retrato meu no jornal a elogio. Concorda?



Claro que sim. Assino embaixo.

 


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Sexta-feira, 13 de março de 2009 12:00 am

A sobra



No domingo, João foi à banca de jornal . Interessou-me pela manchete de um jornal de bairro. Leu a notícia. Lá estava: "Reis quebrou as duas pernas". Estremeceu. Lembrou-me das aulas de natação. O professor não cansava de repetir:


-- Batam as duas pernas.


É por isso que até hoje o pobre não conseguiu aprender a nadar. A gente só tem duas pernas, dois olhos, dois braços, dois ouvidos. Quando a referência é a ambos, o dois sobra: Reis quebrou as pernas. Herbert Viana abriu os olhos. Xuxa levantou os braços. Limpe os ouvidos, menino!

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Quinta-feira, 12 de março de 2009 02:50 pm

Erramos



"O governo reconhece que os projetos para enfrentar a crise não andam no Congresso por esbarrarem em interesses mais eficazes que a base aliada, escrevemos na pág. 4. Reparou? Falta paralelismo lógico. Interesses não esbarram em base aliada. Interesses esbarram em interesses. Assim: O governo reconhece que os projetos para enfrentar a crise não andam no Congresso por esbarrarem em interesses mais eficazes q ue os da base aliada.

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Quinta-feira, 12 de março de 2009 02:00 pm

A realeza no Brasil




Pontualidade britânica? Já era. O príncipe Charles obrigou o presidente Lula a tomar chá de espera. Repetiu a dose na recepção da embaixada. Na passagem dele por Brasília, atrasar foi o verbo mais conjugado. Muitos o escreveram com z. Nada feito. Atrasar pertence à família de trás, atrás, detrás e traseiro . Grafa-se com s.

 

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Quinta-feira, 12 de março de 2009 01:30 pm

Tanto faz


O Banco Central baixou o juro ou os juros? Tanto faz: O juro no Brasil continua alto. Os juros no Brasil continuam altos.

 


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Quinta-feira, 12 de março de 2009 01:00 pm

Pondo os pontos nos is da reforma



A reforma ortográfica entrou em vigor em 1º de janeiro de 2009. Com texto pouco claro, deixou montões de dúvidas na cabeça de montões de brasileiros. As questões se referem sobretudo ao emprego do hífen. Onde buscar resposta? Só o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) tem a palavra final. Mas ele estava desatualizado.


Ficou claro: puseram o carro à frente dos bois. Foram meses de esperas e esperneios. Mas não há bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe. Na terça, a Academia Brasileira de Letras anunciou o lançamento do Volp atualizado. Com 349.737 palavras, a obra estará na praça na próxima quinta. Quem preferir pode acessá-la pela internet. Viva!


Nota explicativa acompanhou o anúncio. Nela, Suas Excelências jogam uma luzinha no labirinto dos que buscam saídas pra escrever como manda o dicionário. São quatro princípios. Três reafirmam o compromisso com o acordo ortográfico de 1990. O último nos dá uma ajudinha. Diz que preserva "a tradição ortográfica refletida nos formulários e vocabulários oficiais anteriores, quando das omissões do texto do acordo". Em bom português: vale o que estava escrito.


O prefixo re- serve de exemplo. Entre as novas regras do emprego do hífen, uma é pra lá de abrangente. Trata da formação de palavras com auxílio de prefixos. A norma diz que vogais e consoantes iguais se rejeitam. Exigem o tracinho. Vogais e consoantes diferentes se atraem. Escrevem-se coladas. Compare: miniaula e mini-império, autoescola e auto-operação, microempresa e micro-ondas, supermercado e super-reforço; antimudanças e anti-imperialismo.


O acordo não cita o pequenino re-. Sem obras de consulta, a saída foi incluí-lo na regra da atração-rejeição. Era re-eleição pra lá, re-emprego pra cá, re-educação pracolá. A forma parecia esquisita. Pior: por analogia, separaria palavras coladas desde que Adão e Eva abandonaram o paraíso. Agora não há dúvida. Mantém-se a tradição: reeleição, reemprego, reeducação.

 

Outro i


O caso do não e do quase perdeu o hífen e o mistério. Não agressão, não governamental, não fumante, não acumulação e quase irmão, quase delito & cia. se escrevem assim — livres e soltos, sem lenço e sem documento.

 

Coisa dos Césares


Olho nas expressões latinas. Elas podem ser 100% originais. Aí, seguem a regra da língua materna. Não se grafam com hífen. É o caso de habeas corpus, carpe diem e sine die. Às vezes, as danadinhas se casam com o português. Ficam híbridas. Ganham, então, o tracinho. Compare: in octavo e in-oitavo.

 

Há mais


O blog continuará a jogar luz sobre novidades da reforma. Aguarde.

 


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Quinta-feira, 12 de março de 2009 12:50 am

Conceição é símbolo




Dad Squarisi // dadsquarisi.df@@diariosassociados.com.br


Há dia de tudo — Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Dia dos Namorados, Dia dos Médicos, Dia da Secretária, Dia da Mulher, etc., etc., etc. São todos pra lá de festejados. Jornais, rádios e tevês lhes dedicam espaços generosos. Floriculturas faturam alto. Almoços e jantares se sucedem. Conjuga-se freneticamente o verbo presentear.


Bibliotecários também têm seu dia. É hoje, 12 de março. Mas fala-se pouco dele. Por quê? Vale o palpite. A história vem lá de trás. Vem dos tempos em que biblioteca funcionava como depósito de livros. Professores mandavam pra lá os alunos rebeldes. Eles recebiam uma obra. E ficavam ali, sentados, à espera de o tempo passar. Que tédio! Biblioteca virou palavrão. Bibliotecário, profissional preguiçoso que procura um encosto. Sem talento pra ensinar, era pra lá despachado.


Hoje o quadro mudou. As bibliotecas ganharam um adjetivo. São bibliotecas vivas. Elas atraem público com acervo atualizado, profissionais entusiasmados e oferta de algo mais que palavras escritas. A Biblioteca Demonstrativa (506 Sul) serve de exemplo. Dirigida pela Conceição Moreira Salles há 25 anos, tornou-se um centro de arte, lazer e serviço. Voluntários dão reforço escolar a quem precisa. Boys entregam livros na casa de quem não pode se locomover. Oficinas de literatura, dança, contação de histórias e tudo o mais fazem parte do calendário de atividades.


Mais: pintores, escultores, chargistas, fotógrafos expõem o talento para milhares de visitantes. Músicos criteriosamente selecionados se apresentam todos os meses nos palcos da casa. Palestras, debates, inclusão digital enchem salas e auditórios. Crianças, jovens e adultos têm acesso às estantes. Escolhem o que ler, ver ou ouvir. Folheiam livros, jornais e revistas. Representam. Verdadeiro deleite. São leitores conquistados.


Conceição sabe que, sem livros, o público se refugia na televisão. É pena. A tevê é uma opção a mais de informação e lazer. Não deve aposentar a leitura. Mas conviver com ela. O exemplo da Conceição faz escola. Serve pra bibliotecas públicas e particulares. A cidade agradece. Em reconhecimento, lhe deu o título de cidadã honorária de Brasília. 

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Quarta-feira, 11 de março de 2009 06:04 pm

Fale Certo

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Quarta-feira, 11 de março de 2009 05:00 pm

Erramos



"Nós, mulheres, também não podemos errar. É muito importante que tenhamos mulheres em áreas que só tem homem", escrevemos na legenda da pág. 4. Cadê o acento? O plural de tem é têm. Será que fizemos confusão com a reforma ortográfica? Pra desatar o nó dos miolos, vale o toque: a reforma só atingiu as paroxítonas. Oxítonas e monossílabos tônicos continuam como dantes no quartel de Abrantes.

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Quarta-feira, 11 de março de 2009 08:00 am

Mexer em vespeiro



A Folha de S.Paulo mexeu num vespeiro. Em editorial, comparou a ditadura brasileira com as latino-americanas que fizeram a festa na segunda metade do século 20. Chamou a nossa de "ditabranda". Os leitores caíram de pau. Lembraram as perseguições, as mortes, as prisões injustas & demais barbaridades que fazem a ditadura ditadura. A pressão foi tal que o diretor de Redação assumiu que o jornal errou.


Vale a curiosidade: o (d)ura, de ditadura, não é antônimo de branda. É sufixo que aparece em montões de palavras com montões de significados. Entre eles, dá idéia de resultado de ação. Abertura, por exemplo, é resultado de abrir. Abreviatura, de abreviar. Assinatura, de assinar. Ditadura, de ditar. O ditador concentra os poderes do Estado. Manda e desmanda. Faz e acontece. Não há nenhum poder além do dele.


E o ditabranda? O neologismo considerou dura como o adjetivo que frequenta com desenvoltura nosso dia a dia. É o caso de pão duro, couro duro, capa dura, terra dura, vida dura, palavras duras, etc. e tal. Quis brincar. Não deu certo.

 


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Quarta-feira, 11 de março de 2009 07:56 am

Kalil Gibran ensinou



"O juiz deve julgar pelo que houve, não pelo que ouve."

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Quarta-feira, 11 de março de 2009 07:55 am

Suicidar-se


Cristiane Melo escreve: "Está correto dizer que alguém se suicidou? Acho exagerado! Tenho a impressão de que o sui- já dá a idéia de se, si mesmo. Nesse caso ficaria: alguém se matou a si mesmo? No Houaiss eletrônico , para minha surpresa, só existe suicidar-se, o que me deixou ainda mais confusa. Estou errada?"


Pois é, Cristiane. A língua tem razões que a própria razão desconhece. Suicidar-se é sempre pronominal. Talvez porque tenhamos memória e fraca e esquecemos a etimologia da palavra. Assim, conjuguemos o verbinho como manda o dicionário: eu me suicid o, ele se suicida, nós nos suicidamos, eles se suicidam.

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Terça-feira, 10 de março de 2009 07:38 pm

Dicas para Concursos

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Terça-feira, 10 de março de 2009 06:00 pm

Wilson Ximenes observa


 
Prezada Dad


Na página 7 da edição do Correio Braziliense de hoje, está escrito: "Em janeiro, manteve o mesmo percentual de retração de novembro, de 7%". Manter o mesmo é pleonasmo, não? Se não for o mesmo, o verbo dá passagem a outros. Pode ser mudar. Ou alterar.
 

Na mesma página, a manchete "Mudanças no Judiciário" possibilita interpretação equivocada. É que a matéria aponta substituições na Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF). No entanto, a PGDF não é órgão do Poder Judiciário, como levar a crer o título, é do GDF. Logo, a manchete correta poderia ser "Mudanças no GDF". Além disso, o Distrito Federal não possui Poder Judiciário. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, por exemplo, ao contrário do que muitos pensam, não é órgão do GDF, é da União.
 

Grato
 

Wilson Ximenes

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Terça-feira, 10 de março de 2009 02:00 pm

Promessa da Dad



Amanhã o blog trará os esclarecimentos feitos pela ABL (apresentados na íntegra em dois posts) explicados tintim por tintim. Por ora, leia o texto dos donos do acordo. Registre as dúvidas. Se puder, faça comentários.

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Terça-feira, 10 de março de 2009 01:00 pm

Notícias da Academia Brasileira de Letras



ABL ANUNCIA PARA O DIA 19/3 O LANÇAMENTO DO VOLP

 

E   EXPLICA OS CRITÉRIOS DEFINITIVOS PARA A IMPLANTAÇÃO DO

 ACORDO ORTOGRÁFICO  NO BRASIL

 


Volume   contém  349.737 vocábulos distribuídos em   887 páginas

 


O presidente da Academia Brasileira de Letras, Cícero Sandroni, anunciou hoje que será no   próximo  dia 19, às 17h30min, no Petit Trianon, o lançamento da  quinta  edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), que incorpora as novas normas estabelecidas pelo Acordo Ortográfico de 1990, regulamentado   no Brasil por   força de decretos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ABL, no dia 29 de setembro do ano passado,  e já em vigor desde  1º de janeiro deste ano.


O volume, de 887 páginas, contém     349.737    vocábulos, apresentados    sob forma de lista, por ordem alfabética, incluindo-se a classificação gramatical de cada um , além  dos estrangeirismos (cerca de 1.500), que  aparecem na parte final  da obra. A impressão    foi confiada pela ABL  à editora Global . 


Sandroni afirmou  que,   com o lançamento, “a língua portugusa deixa para trás a condição de ser idioma cujo peso cultural e político ainda  encontrava, na vigência de dois sistemas ortográficos oficiais,   um entrave ao  seu prestígio e difusão internacional”.


Acrescentou   que “ esta edição se apresenta   aumentada em seu universo lexical, corrige falhas tipográficas e oferece informações ortoépicas sobre possíveis dúvidas resultantes do emprego de algumas das normas ortográficas”.


Sandroni  também informou que, antes do dia 19, a Academia deverá entregar, em Brasília,  alguns volumes prioritários ao Presidente Lula, aos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados  e aos Ministros da Educação, Cultura e Relações Exteriores.

 


NOTA EXPLICATIVA

 

A ABL também apresentou hoje  texto de   Nota Explicativa na qual informa sobre os procedimentos metodológicos seguidos na elaboração desta 5º edição do Volp.


O acadêmico Evanildo Bechara, coordenador da Comissão de Lexicografia e Lexicologia da ABL (integrada por ele e pelos acadêmicos Eduardo Portella e Alfredo Bosi), disse que, “com a realização deste trabalho, a ABL  traz contribuição relevante ao sonho de unificação ortográfica acalentado por tantos filólogos portugueses e brasileiros. Acreditamos ter contribuído para a a elaboração do futuro Vocabulário Ortográfico Comum da língua portuguesa, tarefa não só proposta pelos signatários do novo acordo, mas que foi também sonho dos fundadores da ABL em 1897”.


Sobre a Nota Explicativa (texto apresentado em post à parte),  Bechara ressaltou a  importância de que  a opinião pública seja  corretamente informada a respeito dos  quatro princípios  norteadores adotados pela ABL  e que “garantem fiel compromisso aos propósitos dos signatários oficiais do Acordo”
        


São os seguintes  esses  princípios:

 

a) respeitar a lição do texto do Acordo;

b)  estabelecer uma linha de coerência do texto como um todo;

c) acompanhar o espírito simplificador do texto  do Acordo.

d) preservar a tradição ortográfica refletida nos formulários e vocabulários oficiais anteriores,  quando das omissões do texto do  Acordo.

 

Bechara  alertou para a necessidade de que a correta assimilação das modificações ortográficas dependerá , com  mais  facilidade,  do adequado conhecimento  que  as instituições de ensino, editores, o público em geral tenham  a respeito  das normas ortográficas vigentes até 1990.

 

 

(Informação distribuída pela ABL)

 

               

 

               

 



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Terça-feira, 10 de março de 2009 12:50 pm

Nota explicativa da ABL



DA
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS SOBRE OS  PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS SEGUIDOS NA ELABORAÇÃO DA 5ª EDIÇÃO DO VOLP,  EM CONSONÂNCIA COM O QUE DISPÕE O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA E A NOTA EXPLICATIVA QUE LHE SERVE DE ADENDO COMO ANEXO II, APROVADO EM  LISBOA EM 1990

O sintético e enxuto texto oficial do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa levou esta Comissão e sua Equipe de Lexicografia a procederem a minuciosa análise de suas Bases para que o numeroso repertório lexical que integra a  a 5ª edição do VOLP correspondesse com rigor aos propósitos unificadores e simplificadores das delegações oficiais signatárias do supracitado texto.


Preliminarmente, cabe insistir no propósito de o  novo Acordo Ortográfico  proporcionar razoável simplificação no uso de sinais diacríticos auxiliares do sistema ortográfico, especialmente no emprego mais parcimonioso de acentos gráficos com função de diferenciação semântica e gramatical, como começara, no Brasil, nas alterações aprovadas em 1971, algumas das quais já correntes em Portugal, sancionadas  pelo texto oficial de 1945.


Tais iniciativas devolviam ao contexto escrito –o que constituíra prática antiga no sistema ortográfico da língua portuguesa- a tarefa de desfazer possíveis duplicidades de interpretação  motivadas pelas homografias entre palavras. O Acordo estendeu, por coerência, à participação elucidadora do contexto o mesmo papel de desfazer ambiguidades, quando propôs a supressão do hífen  nas  locuções de quaisquer naturezas, eliminando ainda,  com a providência, para o homem comum, a razão, nem sempre ao seu alcance, de perceber artificialismos gráficos do tipo, por exemplo,  do emprego de à toa ( sem hífen),  quando locução adverbial (viajou à toa)    de à-toa  (com hífen), quando locução adjetiva (problema à-toa) , práticas então vigentes entre brasileiros.


As críticas que em Portugal se fizeram ao texto de 1986 e hão, em rigor, de prevalecer para o texto de 1990, pelas quais o excesso de homografias provocado também pela omissão do hífen nas locuções iria trazer dificuldades para o entendimento do homem comum, não têm fundamento nem lógico, nem histórico. Não têm fundamento lógico  porque cresceu o número de homografias vocabulares quando o Acordo de 1945 suprimiu.  em Portugal, o acento diferencial de formas como  sede (ê) e sede (é) , o primeiro,  verbo e substantivo;o segundo, substantivo. Ninguém veio à rua brigar, protestando contra a simplificação. E a medida  deve ter agradado tanto, que em 1971 o Brasil a agasalhou, excluindo apenas os casos em que o  acento agudo marcava  a distinção entre vocábulos tônicos e vocábulos átonos, como pára, verbo, e para, preposição. Desapareceu, com isto, o fundamento histórico.


Se, desde o início da língua escrita portuguesa, aí pelos séculos XII ou XIII, até a época em que os ortógrafos do séc. XIX sistematizaram o emprego do acento diferencial, o contexto oral ou escrito, coadjuvado pela situação e pelos saberes que o utente opera em favor da perfeita comunicação linguística, cumpriu adequadamente ser papel desambiguizador das incômodas homografias, podemos ter a certeza de que os utentes do século XXI terão o poder de sagacidade para continuar dispensando tais artifícios diferenciadores num sistema ortográfico que se quer mais simples, coerente e científico.


Para viabilizar o rico repertório lexical desta 5ª edição do VOLP com o sintético e enxuto texto do Acordo de 1990, esta Comissão estabeleceu quatro princípios metodológicos que, pelo que se lhe afigura, garantem fiel compromisso aos propósitos dos signatários oficiais:


a) respeitar a lição do texto do Acordo;
b)- estabelecer uma linha de coerência do texto como um todo;
c) acompanhar o espírito simplificador do texto  do Acordo.
d) preservar a tradição ortográfica refletida nos formulários e vocabulários oficiais anteriores,  quando das omissões do texto do  Acordo.


São as seguintes principais medidas tomadas por esta Comissão:


1)- Restabelecer o acento gráfico nos paroxítonos com os ditongos ei e oi
quando incluídos na regra geral dos terminados em –r: Méier, destróier, blêizer


2)- Restabelecer o acento circunflexo nos paroxítonos com o encontro  ôo  quando incluídos na regra geral dos terminados em –n: herôon


3)- Incluir na regra geral de acentuação os paroxítonos terminados em –om: iândom, rádom (variante de rádon)


4)- Incluir o emprego do acento gráfico na sequência ui   de hiato, quando a vogal   tônica for  i  , como na  1ª pessoal do singular do pretérito do indicativo: arguí


5)- Limitar as exceções de emprego do hífen às palavras explicitamente relacionadas no Acordo, admitindo apenas as formas derivadas e aquelas consagradas pela tradição ortográfica dos vocabulários oficiais, como passatempo


6)- Incluir  no caso 1º da Base XV o emprego do hífen nos compostos formados com elementos repetidos, com ou sem alternância vocálica ou consonântica de formas onomatopeicas, por serem de natureza nominal, sem elemento  de ligação, por constituírem unidade sintagmática e semântica e por  manterem acento próprio, bem  como as formas deles derivadas, conforme preceitua o texto oficial: blá-blá-blá,  reco-reco, trouxe-mouxe, zigue-zaguear


7)- Incluir no caso 3º da Base XV, relativo às denominações botânicas e zoológicas, as formas designativas de espécies ou  produtos afins e derivados, conformer prática da tradição ortográfica: azeite-de-dendê, bálsamo-do-canadá, água-de-coco


8)- Excluir do emprego do hífen as formas homógrafas de denominações botânicas e zoológicas  que têm significações diferentes àquelas: bico de papagaio,  “nariz adunco”,     “saliência óssea”


9)- Excluir o prefixo co do caso 1º, a), da Base XVI por merecer do Acordo exceção especial na Obs. da letra b) da mesma Base XVI e por também poder ser incluído no caso 2º, letra b), da Base II (coabitar, coabilidade, etc.). Assim, por coerência, co-herdeiro passará a coerdeiro


10)- Incluir, por coerência e  em atenção à tradição ortográfica, os prefixos re-, pre-  e pro-  à excepcionalidade do prefixo co- , referida na Obs. da letra b)- do caso 1º da Base XVI: reaver, reeleição, preencher, proótico.


11)- Registrar a duplicidade de formas quando não houver perda de fonema vocálico do 1º elemento e o elemento seguinte começar por h- , exceto os casos já consagrados , com eliminação desta letra: bi-hebdomadário e biebdomadário, carbo-hidrato e carboidrato, mas só cloridrato.


12)- Incluir entre as  locuções, portanto não hifenadas, as unidades fraseológicas constitutivas de lexias nominalizadas do tipo de deus nos acuda, salve-se quem puder, faz de conta , etc.


13)- Excluir o emprego do hífen nas expressões latinas quando não aportuguesadas: ab ovo, ad immortalitatem, carpe diem, in octavo, mas
in-oitavo  


14)- Excluir o emprego do hífen com o prefixo an-  quando o 2º elemento começar por h-  , letra que cai, à semelhança dos prefixos des-  e in-:
anistórico, anepático .  Na forma a-   usa-se o hífen e não se elimina o h-
a-histórico


15)- Excluir o emprego do hífen nos casos em que as palavras não e quase funcionam como prefixos: não agressão, não fumante, quase delito, quase irmão


Está claro que, para atender a especiais situações de expressividade estilística com a utilização de recursos ortográficos, se pode recorrer ao emprego do hífen nestes e em todos os outros casos que o uso permitir. É recurso a que se socorrem muitas línguas. Deste não  hifenado se serviram no alemão Fichte e Hegel para exercer importante função significativa nas respectivas terminologias filosóficas: nicht-sein e nicht-ich,  de que outros idiomas europeus se apropriaram como calcos linguísticos. Não é, portanto, recurso  para ser banalizado.


É evidente que tais propostas, sempre dimanadas de escrupulosa leitura e interpretação do texto do Acordo e de sua Nota Explicativa, estão sujeitas ao juízo crítico  dos especialistas para sugestões e  emendas que esta Comissão recolhe e agradece antecipada e cordialmente.

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Terça-feira, 10 de março de 2009 12:30 am

Buffon ensinou


"O estilo é o homem."

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Terça-feira, 10 de março de 2009 12:00 am

Moçada, olho no plural




A regra é fácil como andar pra frente. Mas dá nó nos miolos de estudantes e de profissionais com quilômetros rodados. Trata-se de distinguir o singular e o plural de verbos pra lá de conhecidos. Dois deles jogam na mesma equipe. São ter e vir. Vale lembrar que eles têm família. Filhos, irmãos, tios e primos das pequeninas criaturas contribuem para a confusão. A origem do tumulto reside na pronúncia.


Que tal desatar os nós? Comecemos pelo faladíssimo ter. Marque a forma certíssima da silva:


  1. ele tem, eles têm
  2. ele tem, eles teem
  3. ele tem, eles têem

 


E daí?


E daí? Marcou a letra a ? Viva! Ele tem. Eles têm. Singular e plural soam do mesmo jeitinho. Mas a escrita diferencia os dois números. Brinda o plural com chapéu pra lá de charmoso e, por isso, não admite que o acessório passe despercebido. Exige que olhemos pra ele e o mantenhamos no lugar. Assim: Um dos assaltantes tem ficha limpa. Os demais têm passagem pela polícia.



Filhotes


Manter, conter, deter, reter & cia. são filhotes de ter. Eles têm algo mais que o paizão. Ao ganhar sílabas, deixam o time dos monossílabos. Obedecem, então, à regra de acentuação gráfica da nova turma. No caso, as oxítonas. No singular, exibem grampinho pra lá de vistoso. Tu manténs, ele mantém; tu conténs, ele contém; tu deténs, ele detém; tu reténs, ele retém se juntam a armazém, armazéns, amém, améns, porém, parabéns. Olho vivo! O plural não muda (mantêm, contêm, detêm, retêm).



Vir


Vir segue modelo idêntico ao ter (ele vem, eles vêm). Os derivados também percorrem a trilha tintim por tintim. É o caso de convir, provir, advir. Vale o exemplo de intervir: Tu invervéns nos negócios da tua família. Maria intervém nos da família dela. João e Rafael intervêm nos deles e nos da família. Queiram ou não, todos intervêm nos assuntos de uns e outros. Valha-nos, Deus!

 


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Segunda-feira, 09 de março de 2009 06:30 pm

Mão no fogo


Agiu erradamente? Agiu erroneamente? A dúvida bateu no José Cruz. As duas formas lhe pareciam corretas. Mas não punha a mão no fogo por nenhuma. O jeito? Consultar a gramática. Lá, encontrou a resposta. Os advérbios terminados em -mente se formam de adjetivos femininos: bela (belamente), sábia (sabiamente), feia (feiamente), sensata (sensatamente).


Existem dois adjetivos derivados de erro. Um: errado. O outro: errôneo. Ambos têm o gênero feminino. Conclusão: erradamente e erroneamente merecem nota mil. Palmas pra eles.

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Segunda-feira, 09 de março de 2009 06:00 pm

Morfeu, o dono do sono


Morfeu é um deus grego. Com as asas enormes, voa muito rápido. Num abrir e fechar de olhos, está no Japão. Dali a pouco, vai à Patagônia. Se sente vontade, dá uma voltinha em Nova York. Em seguida, vem a Pindorama curtir o Cristo Redentor.


No vai-e-vem, carrega uma papoula na mão. Com ela, faz as pessoas dormirem. Ele toca a criatura com a flor. Dá uma moleeeeeeeza. A criança ou o adulto não tem saída. Cai nos braços de Morfeu.


Há pessoas que não conseguem dormir. Às vezes, porque sentem muitas dores. Gemem. Choram. E nada de fechar os olhos. Com a papoula, Morfeu prepara uma poção mágica. O doente toma-a. A dor se vai. O sono vem. Ah, que bom! A poção é a morfina. O nome presta homenagem ao deus. Ele merece.


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Segunda-feira, 09 de março de 2009 05:00 pm

Erramos


"Nunca comparecer a um encontro marcado virtualmente sozinho", escrevemos na pág. 15. Viu o problema da colocação? O encontro não é marcado sozinho como diz o texto. O sozinho se refere a comparecer . Assim: Nunca comparecer sozinho a um encontro marcado virtualmente.

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Segunda-feira, 09 de março de 2009 08:30 am

O sufixo –isar não existe



Os professores repetem e repetem. O sufixo -isar não existe. Mal eles falam, a meninada se lembra de paralisar, analisar, pesquisar. As quatro letrinhas lá estão, firmes e fortes. Também se lembram de civilizar, organizar, catequizar & cia. Como explicar a aparente contradição? É simples. A chave da resposta se encontra no nome que dá origem ao verbo.

 


Vale o exemplo de analisar. Ele é derivado de análise. Ora, se análise tem s no radical, nada mais justo que ele se mantenha no verbo. É o caso de bis (bisar), catálise (catalisar), pesquisa (pesquisar), análise (analisar), liso (alisar), improviso (improvisar). Reparou? O is faz parte da palavra primitiva. O verbo se formou com o acréscimo do ar . Palmas pro professor. Isar não existe.

 

 


A família das ilustres criaturas rezam pela mesma cartilha: análise, analisar, analisado, analisador; paralisia, paralisar, paralisante, paralisado, paralisação; pesquisa, pesquisar, pesquisador, pesquisado; catálise, catalisador, catalisante, catalisado; impriviso, improvisar, improvisação, improvisado, improvisador. E por aí vai.



Como explicar a presença do -izar em   amenizar, capitalizar, humanizar e simbolizar etc. e tal? Os coitados não têm o s onde o ar possa se agarrar. Precisam de uma ponte. Construíram o iz , que se mantém nos derivados: ameno (amenizar, amenização), capital (capitalizar, capitalização, capitalizado), humano (humanizar, humanização, desumanizado), canal (canalizar, canalizado, canalizante).

 


Alguns são privilegiados. Têm o z no radical. Nada mais justo que respeitar a família. É o caso de cicatriz (cicatrizar, cicatrização), deslize (deslizar), juízo (ajuizar, ajuizado), cicatriz (cicatrizar, cicatrização), raiz (enraizar, enraizado).

 


Moral da história: o emprego de isar e izar é questão de fam ília.

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