Quarta-feira, 16 de setembro de 2009 04:00 pm

Erramos



"Em 2002, já no fim do mandato do ex-presidente FHC, o foro foi instituído", escrevemos na pág. 4. Vale a pergunta : e x-presidente tem mandato? Não. Melhor: Em 2002, já no fim do mandato do então presidente FHC, o foro foi instituído.

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Quarta-feira, 16 de setembro de 2009 08:45 am

Leitor pergunta



“Um dia, o povo fez uma oração comunitária. Eles se uniram num mesmo espírito.” Por que o ponto vem dentro das aspas? (
Olavo, de Belô)


  Aspas e ponto firmaram um pacto. Se as aspas começam o período, o ponto encerra o enunciado. Vai dentro delas. Caso contrário, vai fora:

  “O amor é eterno enquanto dura.” Vinicius de Moraes escreveu esse verso em Portugal.


  Vinicius de Moraes escreveu este verso: “O amor é eterno enquanto dura”.
 

“O amor”, escreveu Vinicius de Moraes, “é eterno enquanto dura.”

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Quarta-feira, 16 de setembro de 2009 08:40 am

Fogo amigo




  Numerais ordinais? Ops! Quando passa de 100, a coisa se complica. Quando passa de 1.000, então, vira caso de polícia. Qual o ordinal de 1457? Como escrever esse horror por extenso?

   
Que tal consultar a gramática? Lá está: 10º (décimo), 20º (vigésimo), 30º (trigésimo), 40º (quadragésimo), 50º (qüinquagésimo), 60º (sexagésimo), 70º (septuagésimo), 80º (octogésimo), 90º (nonagésimo).

 

Mais: 100º (centésimo), 200º (ducentésimo), 300º (trecentésimo ou tricentésimo), 400º (quadringentésimo), 500º (qüingentésimo), 600º (sexcentésimo ou seiscentésimo), 700º (septingentésimo ou setingentésimo), 800º (octingentésimo), 900º (noningentésimo ou nongentésimo), 1000º (milésimo).


  Oba! Decifrada a charada. Os numerais ordinais escrevem-se todos em ordinais: milésimo quadringentésimo qüinquagésimo sétimo.


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Quarta-feira, 16 de setembro de 2009 08:00 am

Lá e cá



“Um homem pode ser levado a beber porque se considera um fracassado, e a seguir a fracassar mais ainda porque bebe. Mais ou menos a mesma coisa está acontecendo com a língua inglesa. Torna-se feia e imprecisa porque nossas idéias são tolas, mas a falta de apuro da linguagem contribui para que tenhamos idéias tolas... Nada tem de frívola a guerra ao mau uso da língua.”
   

Quem escreveu o texto? George Orwell, autor de A revolução dos bichos . Foi em 1946. Mas o alerta é pra lá de atual e abrangente. A carapuça serve não só na cabecinha da língua inglesa. Assenta na portuguesa, francesa, espanhola.



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Terça-feira, 15 de setembro de 2009 06:08 pm

Dicas para concursos

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Segunda-feira, 14 de setembro de 2009 04:00 pm

Erramos

Mensagem


"Média de novas ações que deverão ser julgadas por cada juiz além dos processos da Meta 2", escrevemos na pág. 31. O ouvido doeu? Com razão. Por cada forma cacófato. Melhor: Média de novas ações que deverão ser julgadas por juiz além dos processos da Meta 2.

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Segunda-feira, 14 de setembro de 2009 03:00 pm

Vende-se carros ou vendem-se carros?

Mensagem



A voz passiva sintética é useira e vezeira em armar ciladas de concordância. Você cai nas trapaças dela? Antes de responder, faça o teste. Marque a frase que merece nota mil:


a. Os jornais estão cheios de anúncios. É aluga-se casa pra cá, alugam-se apartamentos pra lá.


b. Os jornais estão cheios de anúncios. É aluga-se casa pra cá, aluga-se apartamentos pra lá.


E daí?


Escolheu a letra a ? Acertou. Preferiu a b ? Ops! Deu bobeira. É bom saber por quê. Compare as frases:

 

O programa é discutido.

Discute-se o programa.


Reparou? A passiva sintética é formada com o verbo na 3ª pessoa + a partícula se. A concordância? É sempre com o sujeito. Veja:


Perdeu-se o documento.

O documento foi perdido.

( Documento é o sujeito da oração. O verbo concorda com ele.)


Perderam-se os documentos.

Os documentos foram perdidos.

(Documentos é o sujeito. O verbo concorda com ele.)



Mais exemplos

Aluga-se uma casa na praia.

Casas são alugadas na praia.

Alugam-se casas na praia.


*


Motorista seria admitido.

Admitir-se-ia motorista.

Motoristas seriam admitidos.

Admitir-se-iam motoristas.


*


Informação será dada.

Dar-se-á informação.

Informações serão dadas.

Dar-se-ão informações..


*


Daqui tudo foi visto.

Daqui se viu tudo.


*


Silêncio era pedido com insistência.

Pedia-se silêncio com insistência.


*


Talvez o carro seja vendido.

Talvez se venda o carro.

Talvez os carros sejam vendidos.

Talvez se vendam os carros.

 

Lembrete


Se, ao usar a voz passiva sintética, você tiver dúvida quanto à concordância verbal, recorra a macete pra lá de conhecido. Passe a frase para a passiva analítica. Se o verbo estiver no plural, significa que na sintética também estará:


Vende-se carros usados? Vendem-se carros usados?


Com o troca-troca, teremos:


Carros usados são vendidos .


Logo:


Vendem-se carros usados . (O verbo concorda com o sujeito carros.)



Teste


A passiva sintética está pra lá de certa na opção:

a. Nesta chácara, vende-se ovos frescos e frangos caipiras.

b. Nesta chácara, vendem-se ovos frescos e frangos caipiras.



Marcou a letra b? Viva!

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Segunda-feira, 14 de setembro de 2009 11:13 am

O que é a Emobras?




(Colaboração da Lílian)

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Segunda-feira, 14 de setembro de 2009 09:00 am

Leitor pergunta




Li a frase "Estudo inglês às terças e quintas-feiras." Estranhei o sinal da crase. Sempre soube que dias da semana repelem o artigo. Por isso dizemos "terça-feira é o terceiro dia da semana", "segunda-feira é dia de começar o batente", sexta-feira é dia de homenagear os orixás". Sem artigo, o grampinho tem vez? (
Moreira, Belô)


Em sentido genérico, Moreira, dias da semana enxotam o artigo. As frases citadas por você servem de exemplo. Mas há vezes em que eles são específicos. Aí, chamam o pequenino: A terça-feira em que as torres gêmeas caíram entrou no calendário mundial. No domingo de Páscoa a meninada ganha ovos de chocolate. Não gosto de viajar aos domingos. Daí a crase.



***



O nome da garota é Luísa ou Luíza? Vejo as duas formas. Fico confusa. (
Rosenice Cordeiro, lugar incerto)


Tanto faz. O s entre duas vogais soa z. O masculino também tem duas grafias — Luís e Luiz.



***



"Compre um óculos de sol e ganhe um de grau." "Compre uns óculos de sol e ganhe uns de grau." A primeira está errada porque óculos é nome plural. A segunda, pouco clara (uns… quantos?). Como agir nesse caso? (Eduardo Stec Conni, lugar incerto)



Que tal recorrer a "par"? Compre um par de óculos de sol e ganhe um de grau. 

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Domingo, 13 de setembro de 2009 12:00 am

Navegando nas possibilidades da língua (final)


 

Quando o mundo nasceu, aves e mamíferos declararam guerra. Queriam saber quem mandaria na floresta. Nas batalhas sangrentas, não faltaram bicadas, coices, mordidas. As aves venceram. O morcego, que lutava com os derrotados, virou a casaca. Apresentou-se para a águia, líder das penosas. Ela olhou pra ele e disse:


— O que você faz aqui? Você é mamífero.


Ele respondeu seguro:


— Mamífero eu? Olhe bem pra mim. Tenho asas. Sou ave.


Safou-se. Tempos depois, nova guerra explodiu. Os mamíferos ganharam. O morcego não pensou duas vezes. Passou pro outro lado. Ao chegar, apresentou-se ao leão. O rei estranhou a presença inesperada:


— O que você faz aqui? Você é ave. Vá pra sua turma.


O morcego, convicto, respondeu:


— Ave eu? Como? Não tenho bico nem penas. Tenho pelos. Sou, como pode ver, mamífero. Sou primo dos ratos.


E se safou de novo.

 


A moda pegou


O morcego fez escola. A língua serve de exemplo. Versátil, adapta-se. Você quer escrever horóscopo? Ela lhe dá palavras genéricas, com nível de abstração alto, que permitem tantas interpretações quantos leitores houver. Quer escrever petição? O juridiquês está às ordens. Quer bater papo na internet? Basta entrar na onda do internetês. Quer ser seguido no twitter ou mandar recados pelo celular? Você dispõe de 140 toques. Poupe espaço.


Pra bancar o Tio Patinhas, conjugue três verbos. Um escolher. Outro: trocar. O último: cortar. As quatro últimas colunas mostraram o caminho das pedras. A de hoje vai pôr em prática as dicas sugeridas. Feito o exercício, ficará uma certeza: o leão é manso como o gatinho lá de casa.

 

Desafio 1


Na primeira versão, o texto tem 191 toques. O desafio: reduzi-lo a 140:


Alunos recém-aprovados no vestibular chegarão à universidade no segundo semestre podendo, se forem estudiosos, concluir o curso em quatro anos, fazendo, em seguida, um curso de pós-graduação. (191)


Versão tamanho twitter


Alunos aprovados no vestibular chegam à universidade no 2º semestre. Se estudiosos, poderão acabar o curso em 4 anos e fazer pós-graduação. (140)

 


Desafio 2

Vamos radicalizar? Escreva o texto  com 54 toques:


Como todo mundo sabe, em decisão polêmica e envergonhada, o Conselho de Ética da Câmara Alta decidiu arquivar todos os onze processos contra o ex-presidente da República e agora senador do PMDB do Amapá José Sarney . (216)


Primeira versão


Se todo mundo sabe, não precisa dizer: Em decisão polêmica e envergonhada, o Conselho de Ética da Câmara Alta decidiu arquivar todos os onze processos contra o ex-presidente da República e agora senador do PMDB do Amapá José Sarney. (193)


Segunda versão


Cai fora,  adjunto adverbial: O Conselho de Ética da Câmara Alta decidiu arquivar todos os onze processos contra o ex-presidente da República e agora senador do PMDB do Amapá José Sarney . (157)


Terceira versão


Xô, locução verbal: O Conselho de Ética da Câmara Alta arquivou todos os onze processos contra o ex-presidente da República e agora senador do PMDB do Amapá José Sarney. (150)


Quarta versão


Se Sarney é senador, só o Senado pode julgá-lo: O Conselho de Ética arquivou todos os onze processos contra o ex-presidente da República e agora senador do PMDB do Amapá José Sarney. (134)


Quinta versão


Rua, todos : O Conselho de Ética arquivou os onze processos contra o ex-presidente da República e agora senador do PMDB do Amapá José Sarney . (128)


Sexta versão


Vem, numeral: O Conselho de Ética arquivou os 11 processos contra o ex-presidente da República e agora senador do PMDB do Amapá José Sarney . (126)


Sétima versão


O artigo dispensa o numeral: O Conselho de Ética arquivou os processos contra o ex-presidente da República e agora senador do PMDB do Amapá José Sarney. (124)


Oitava versão


Saiam, especificações: O Conselho de Ética arquivou os processos contra José Sarney. (62)


Nona versão


Vem, enxutinha: Conselho de Ética arquiva os processos contra Sarney . (54)

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Sábado, 12 de setembro de 2009 01:16 pm

Fale certo

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Sábado, 12 de setembro de 2009 12:00 am

O morcego, os ratos e os pássaros — a ajuda

 

 

Era uma vez…

 

O morcego se meteu numa briga. Saiu ferido. Sem poder voar, ficou quieto numa encruzilhada. Ratos passaram por lá. Olharam pra ele e disseram:

 

-- Veja, ele tem pelos. Só pode ser um rato. Vamos levá-lo pra nossa cidade e cuidar dele.

 

Dito e feito. Quando chegaram, Dom Ratão, o chefe, não concordou:

 

-- Ele tem asas. Não é rato. Se não é rato, não temos de ajudá-lo.

 

Outra vez o morcego parou na encruzilhada. Horas depois, pássaros passaram por lá. Quando viram o pobre animal, disseram:

 

-- Veja, ele tem asas. É pássaro. Vamos levá-lo pra nossa casa.

 

Ao chegarem, o chefe olhou pra criatura e decidiu:

 

-- Olhem os pelos. Ele não é pássaro. É rato. Não temos de ajudá-lo.

 

E lá se foi o morcego de volta pra encruzilhada. Estava muito fraquinho. Com fome e frio, não resistiu. Morreu.

 

*

 

Outro dia, os alunos do Colégio Anjo da Guarda viveram história parecida com a do morcego. Duas turmas estavam jogando futebol. Apareceu um menino de outra escola. Pediu pra entrar no jogo. Alguns garotos não quiseram deixar porque ele era estranho. Mas João Marcelo, Rafael e Kadu defenderam o visitante. Ufa! Depois de muito esforço, conseguiram convencer os colegas. Hoje são todos amigos. Jogam uns nos times dos outros e aprendem muito.

 

*

 

Moral da história: Ajudar faz bem.
 

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Sexta-feira, 11 de setembro de 2009 05:00 pm

Erramos



"Se forçado a entrar num embate público, compraria briga com as unidades da Federação não produtoras de petróleo. Entre elas, Minas Gerais, governado por Aécio Neves", escrevemos na pág. 2. Viu? Tropeçamos na concordância. Minas Gerais é uma unidade da Federação governad a por Aécio Neves.

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Sexta-feira, 11 de setembro de 2009 12:00 am

Annalisa Milner escreveu



"As comunicações jamais foram tão rápidas, tão simples e tão universalmente acessíveis."


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Sexta-feira, 11 de setembro de 2009 12:00 am

Dicas para concursos

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Quinta-feira, 10 de setembro de 2009 02:10 pm

Dicas para concursos

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Quinta-feira, 10 de setembro de 2009 12:30 pm

Erramos

Mensagem




Ayrton Pisco escreve: "A
manchete d e Cidades , `
Professores e demais funcionários da Universidade de Brasília prometem parar, a partir da próxima segunda-feira, se a reitoria não rever a decisão que reduziu salários ´, me deixou   chocado, justamente na matéria que fala de educação!  Os textos do   jornal alcançam milhões de leitores e têm por isso um enorme potencial tanto para educar quanto para desinstruir estudantes e demais leitores que merecem um texto senão perfeito, pelo menos sem erros tão básicos em letras tão grandes. O futuro do subjuntivo de rever é revir.

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Quinta-feira, 10 de setembro de 2009 11:05 am

Mahatma Gandhi ensinou



"Mantenha seus pensamentos positivos porque eles se tornam palavras."


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Quinta-feira, 10 de setembro de 2009 11:00 am

Palavras vadias

Mensagem



Vadio tem sinônimos. Um é ocioso. Outro, desocupado. Pode ser vagabundo. Ou à toa. Todos têm um significado comum. É falta de ocupação. Sem ter o que fazer, a criatura vagueia, anda ao acaso, perambula, besta o dia inteiro. Lembra a velha história do vira-lata. Num programa de adivinhação, perguntaram ao bêbado:

­

-- Por que o cachorro entrou na igreja?

­

-- Porque encontrou a porta aberta.

­

-- E por que saiu?

­

-- Porque entrou.


A vadiagem não constitui privilégio de homens e bichos. Também freqüenta a língua. São palavras ou expressões que aparecem na frase sem convite e sem função. Veja:

­

A falha humana ela tem de ser apurada.

­

Todas as usinas térmicas elas são muito complicadas.

­

Eu acho que as usinas nucleares elas são muito importantes.


Ela é pronome pessoal. Tem a função de substituir um nome referido:


Muitas vítimas das ondas gigantes são estrangeiras. Elas foram passar as festas de fim de ano nas praias paradisíacas da Ásia.


Viu? Elas substitui vítimas . Na oração, funciona como sujeito. Faz o que deve ser feito. Palmas pra ele. A história muda de enredo nos enunciados anteriores. O pronome vem colado ao sujeito. Sem ter o que fazer ali, parece que caiu de paraquedas para ajudar o falante a ganhar tempo. Pelo sim, pelo não, uma coisa é certa. Encher linguiça não é o papel dele. Xô, persona não grata.


Companheiras


O número de palavras vadias cresce sem parar. Dia a dia aparecem novidades. Duas estão na última moda. Uma delas é chamado . A outra, outro . À toa, as duas figuram em enunciados. Como tudo que ocupa espaço só para aparecer, sobra.


Moda 1


Pessoas, coisas, fenômenos e instituições têm nome. São por ele designados. Brasília é Brasília. Lula é Lula. Chuva é chuva. Por alguma razão inexplicável, porém, uma praga passou a anteceder nomes consagrados. Brasília não é mais Brasília. É a chamada Brasília. Lula deixou de ser Lula. Virou o chamado Lula. E por aí vai.


Outro dia, o Correio Braziliense deitou e rolou. Íntimo do modismo, escreveu: "Para Sarney, os poderes da chamada democracia representativa vêm diminuindo. E crescem os poderes da chamada sociedade civil organizada". Reparou? As duas penetras sobram. O texto pode muito bem viver sem elas.


Moda 2

­

No ataque, 15 pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas.


É só o que se ouve em rádios e tevês. Vale a pergunta. Na frase, pode-se confundir mortos com feridos? Não. Rua, outras .


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Quinta-feira, 10 de setembro de 2009 08:00 am

Caso de polícia

Mensagem



DAD SQUARISI //dadsquarisi.df@@diariosasssociados.com.br


Você viu A bela e a fera ? O espetáculo se apresentou como o musical do ano. Ao preço que variava de R$ 250 a R$ 100, o brasiliense assistiria à peça em 3D. E, segundo anúncio, seria brindado com efeitos especiais inéditos. Avôs levaram netos. Pais levaram filhos. Jovens e adultos correram ao Centro de Convenções para ver a maravilha popularizada por Walt Disney que, montada na Brodway, atrai espectadores do mundo inteiro.


Quem não pode ir a Nova York nem sempre priva-se de usufruir da marca registrada da cidade — os memoráveis shows de interpretação, canto e dança. Montagens iguaizinhas às originais (com controle de qualidade) são feitas em outras cidades. No Brasil, Rio e São Paulo figuram no roteiro internacional. Evita, O fantasma da ópera, Chicago deixaram saudade por aqui. Brasileiros que assistiram aos musicais lá e cá comprovam a fidelidade a cenários, figurinos, músicas, efeitos especiais. A única diferença é a língua. Paga-se caro, mas o retorno é garantido.


Daí a corrida ao Centro de Convenções no fim de semana. A versão vendida: A bela e a fera está em São Paulo. Viria no fim de semana a Brasília. Seria a oportunidade de ver o espetáculo em casa. Com uma vantagem — em 3D. Ops! O fato: sem falar no atraso, na desorganização, na sala suja e nas cadeiras quebradas, o que se viu foi triste arremedo mambembe. Som inaudível, barulho irritante, atores perdidos, movimentos amadores, figurinos de escola relaxada ofereciam-se a público atônito, que tentava entender o que estava acontecendo. Óculos do 3D na mão, sem utilidade. Efeitos especiais? Fumaça com cheiro duvidoso provocou acesso de tosse em adultos e crianças.


No intervalo, parte da plateia retirou-se sob protestos. Alguns exigiram o dinheiro de volta. Outros ameaçaram fazer queixa na polícia. Difícil. Os manobristas, ao custo de R$ 15, demoravam de 30 a 40 minutos pra entregar o carro. O Sr. Redator publicou cartas de leitores indignados. O escárnio lembrou fatos anteriores. Em 1999, o Balé Kirov esteve aqui. Sem cenários nem orquestra, a companhia apresentou retalhos de peças. Mas cobrou um salário mínimo pelo ingresso. Reação? Nenhuma. No ano passado, anúncio divulgava show de Ney Matogrosso. Quem foi descobriu o engodo pelo qual pagou mais de R$ 200. Ney, convidado, cantou duas músicas cujas letras desconhecia. Reação? Nenhuma. Conclusão: enquanto o consumidor não descobrir a própria força, empresários inescrupulosos continuarã o deitando e rolando.

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Quarta-feira, 09 de setembro de 2009 05:00 pm

Erramos



"Isso é João Pessoa", escrevemos na capa de Turismo . Bobeamos. O texto está sobre imagem da capital paraibana. É a vez do isto: Isto é João Pessoa.

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Quarta-feira, 09 de setembro de 2009 03:23 pm

Fale certo

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Tags: Dicas  Dad  -  Língua  Portuguesa 

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Quarta-feira, 09 de setembro de 2009 02:30 pm

Quem diria, hein?

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Quarta-feira, 09 de setembro de 2009 12:36 pm

Bruxaria



X ou ch? Depois do br, não duvide. É a vez do x: bruxa, bruxaria, bruxear, Bruxelas, bruxomania, bruxulear, bruxuleante, bruxuleio.

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Quarta-feira, 09 de setembro de 2009 12:35 pm

Cacoete



"Por que diabos", escreve Paulo José Cunha, "toda reportagem sobre cinema, teatro ou show tem a mania de terminar com um `vale conferir´? Eu, por mim, não costumo conferir coisa alguma. Vou aos espetáculos para me divertir. Quando o show é em algum boteco, costumo conferir a conta porque é comum que a data venha acrescida ao total. Isso quando não se cobram tantos uísques a mais que, se os tivesse bebido, entraria em coma alcoólico."

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Quarta-feira, 09 de setembro de 2009 12:10 pm

Bartolomeu Campos Queirós disse



"Escrevo como se estivesse fazendo carinho em mim."

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Quarta-feira, 09 de setembro de 2009 12:00 pm

Pedigree



Alguns animais têm adjetivos com pedigree. Quais? Touro e peixe estão todos os dias no horóscopo. Taurino e pisciano tornaram-se velhos conhecidos nossos.

E os outros? Vaca deu vacum (gado vacum). Porco, suíno (carne suína, gripe suína). Cabra, caprino (rebanho caprino). Cavalo, equino (animal equino). Ovelha, ovino (comida ovina).

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Quarta-feira, 09 de setembro de 2009 12:00 am

Navegando nas possibilidades da língua (4)

 

Escrever para as novas mídias? Valha-nos, Deus! Precisamos dar recados curtos e compreensíveis. Para chegar lá, apelemos para a generosidade do Senhor. Ele precisa nos dar a habilidade de conjugar três verbos. O primeiro: escolher. O segundo: trocar. O terceiro: cortar. A meta é ganhar espaço. Dizer o que precisa ser dito com menos toques. Como? Entre as possibilidades da língua, optar pelas palavras e construções mais curtas. A regra: menor é melhor. Em três posts anteriores, enfrentamos os dois primeiros desafios -- escolher e trocar. Hoje vamos ao terceiro. Com tesoura e bisturi, vamos flexionar o verbo lipoaspirar. Xô, gorduras!
 
 

Lipoaspiração no texto
 

Deus às vezes erra na medida. Dá muito pra uns, pouco pra outros. Mas, generoso, não deixa os filhotes na mão. Oferece soluções. Uma delas são os Pitanguys da vida. Eles fazem milagres. Passam ferro nas rugas. Tiram barriga. Aumentam seios. Incrementam bumbuns. 
 

A vedete é a lipoaspiração. O motorzinho aspira os excessos de Deus e da mesa. Pneuzinho nas costas? Estômago exibido? Coxas atrevidas? Nada de lamentações. Lipo neles. Quem não se enfeita, diz o outro, por si se enjeita. 
 

A língua também tem vaidades. Adora ser enxutinha, ter tudo no lugar. Gordurinhas aqui e ali? Nem pensar. Bistuti nelas. Vale visita ao cirurgião plástico. Ele manda as adiposidades bater em retirada. Sem elas, a escrita para os twitters da vida torna-se fácil como tirar chupeta da boca de bebê. O que cortar?
 
 
1. Corte os artigos indefinidos
 

 As palavras, como os remédios, podem matar. O artigo indefinido é medicamento de tarja preta. Deve, por isso, se usado, com parcimônia extrema. Erva daninha, amortece a força do substantivo, torna-o vago, impreciso, desmaiado. Em 99% dos casos, é gordura pura. Passe a tesoura nele. O texto agradece:
 

Hugo Chávez quer implantar (um) novo socialismo na América do Sul.
Sarcozy deu (uma) entrevista ao Correio Braziliense.
Em 2010, haverá (uma) renovação no Congresso Nacional.
 
 
 2. Corte os pronomes seu e sua
 

"Livro-me dos vocábulos que estão na frase só para enfeitar ou atrapalhar", escreveu George Simenon. Pensava, com certeza, nos pronomes seu, sua. Eles parecem inofensivos. Mas causam estragos. Tornam o vocábulo ambíguo ou, sem função,  viram o belo Antônio. Pau neles!
 
No (seu) pronunciamento, Lula elogiou o acordo bilionário com a França.
No acidente, quebrou a (sua) perna, fraturou os (seus) dedos, arranhou o (seu) rosto.
Antes de sair, calçou os (seus) sapatos, vestiu a (sua) blusa e pôs os (seus) óculos.
 
 

3. Corte o pronome sujeito

 
(eu) saio, (ele) sai, (nós) saímos, (eles) saem.
 
 

4. Corte o pronome todos
 

Ser claro é obrigação de quem escreve. O artigo definido se presta a confusão de significados. Dobre a atenção ao usá-lo. Ao dizer "os candidatos fazem camapnha pela internet", englobam-se todos os candidatos. Se não são todos, o pequenino não tem vez: candidatos fazem campanha pela internet.
 

Para quem sabe ler, pingo é letra. Se o artigo engloba, o todos sobra em muitas situações. Xô! Sem ele, ganham-se cinco toques. Veja:
 

Estudo inglês todas as terças e quintas-feiras.
Estudo inglês às terças e quintas-feiras.
 
Todos os estudantes que faltaram perderam a explicação.
Os alunos que faltaram perderam a explicação.
 
Todos os pediatras de Brasília cruzaram os braços em protesto por melhor remuneração.
Os pediatras de Brasília cruzaram os braços em protesto por melhor remuneração.
 
 
5. Corte expressões adiposas
 
Decisão tomada no âmbito da diretoria.
Decisão tomada pela diretoria.
 

Trabalho de natureza temporária.
Trabalho temporário.
 

Problema de ordem familiar.
Problema familiar.
 

Curso em nível de pós-graduação.
Curso de pós-graduação.

 
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Terça-feira, 08 de setembro de 2009 12:00 pm

Erramos



"Cartões de plástico se proliferam nas carteiras", escrevemos na pág. 32. Bobeamos. Sobressair não é pronominal. Altivo, reina sozinho, absoluto. Por isso, merece nota 10 a frase: Cartões de plástico proliferam nas carteiras .

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Terça-feira, 08 de setembro de 2009 08:00 am

Estudantes perguntam



No verso de Vinícius de Moraes "Que não seja eterno, posto que é chama" o termo "posto que" está empregado de forma correta?

Marina Senra Rabello


Pra quem não se lembra, eis o “Soneto da fidelidade”, referido pela Marina:

 

De tudo ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento


E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


As gramáticas classificam o posto que como locução conjuntiva concessiva. Joga no time de embora, mesmo que, apesar de. Mas a ideia do verso é causal. “Que não seja imortal porque é chama”.  Vinicius errou? Artista tem licença poética. Pode pisar a língua sem susto. O poetinha empregou o posto que como popularmente se emprega, mas não como manda a norma culta.



*



Na oração "Por amor ao filho lançou-se o pai ao rio", quais os termos que exercem a função de sujeito e objeto, visto que "o pai" é agente e paciente da ação?

Denny Elder Peixoto


Denny, a ordem inversa é calo no pé. Pra fazer a análise sintática, ponha a frase na ordem direta (O pai lançou-se ao rio por amor ao filho.) Vamos à análise?



Sujeito: pai

Predicado verbal: lançou-se ao rio por amor ao filho
Núcleo: lançou
Objeto direto (quem lança lança alguém ou alguma coisa): se
Adjunto adverbial de lugar: ao rio
Adjunto adverbial de causa: por amor ao filho
Núcleo: amor
Complemento nominal: ao filho


*



Estão corretas as frases: "A entrada no parque é proibida" e "É proibido entrar no parque"? Qual a função sintática de "entrada" e "entrar"?

Georgia Almeida Magalhães


Georgia, as duas construções merecem nota 10. Ambas dão o mesmo recado. Só muda o jeitinho de dizer. Vamos à análise dos ilustres enunciados?

É proibido entrar no parque.
O período tem duas orações:
Oração principal: é proibido
Oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de particípio: entrar no parque


A entrada no parque é proibida.

Aí temos uma oração:
Sujeito simples: a entrada no parque
Predicado nominal: é proibida
Predicativo: proibida


*



"Se tiverem que ser decididas no último instante as questões ainda não discutidas, não me responsabilizo mais pelo projeto”. As orações estão na ordem inversa. Como reescrevê-las na ordem direta? Qual das duas formas é preferível?

Meyrianne Almeida Barbosa


A ordem direta torna o enunciado mais claro e, em consequência, mais fácil. Veja: Não me responsabilizo mais pelo projeto se as questões ainda não discutidas tiverem de ser decididas no último instante.



A classificação fica mole, mole:

Oração principal: Não me responsabilizo mais pelo projeto
Oração subordinada adverbial condicional: se as questões ainda não discutidas tiverem de ser decididas no último instante
 

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