Quarta-feira, 22 de outubro de 2014 09:00 am

Socorra o STF


No texto da recente SV 34, encontrei esta pérola: "(...) "desde do advento da Medida Provisória 198/2004". Senti frio na medula. Ou esqueci o que aprendi na escola, ou a preposição de está embutida no des d e . Em português escorreito, seria (...) desde o advento da Medida Provisória 198/2004. Há como evitar que o Diário da Justiça do STF cometa o erro? Ou eu é que estou errado? (João Celso)


*


Você tem razão, João Celso. O desde é preposição. Não precisa de outra: Desde o lançamento do livro, o assunto chama a atenção. Desde a chegada da chuva, o verde de Brasília renasceu. Abandonou o convívio social desde a morte do parceiro.

 


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Quarta-feira, 22 de outubro de 2014 08:00 am

Brigar com quem?


Dad, em post anterior, você disse que existem as grafias prerrequisito e pré-requisito. Quando entro com a coladinha no dicionário, vem a mensagem: "A forma prerrequisito não está atestada no Vocabulário ortográfico da língua portuguesa (Volp)" . E daí? (Aquiles Moisés dos Santos)


*


Estou com o Volp aberto na pág. 674. Firmes e fortes, aparecem as duas grafias — prerrequisito e pré-requisito. Será que faltam páginas no seu? Ás vezes acontece. Dê uma olhada. Se a resposta for positiva, a editora lhe dá um novinho em folha.

 

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Quarta-feira, 22 de outubro de 2014 12:00 am

Ir e voltar


Outro dia, O Globo publicou: "Aécio vai a Bahia e a Sergipe". Falta crase, não? (Marcos Tavares)


*


O problema da crase não é a regência. É o artigo. Nem sempre sabemos se o substantivo vem acompanhado do pequenino. Há um macete infalível para tirar a dúvida com o nome de países, estados, cidades. Basta substituir o verbo ir pelo voltar e aplicar o versinho:


Se, ao voltar, volto da,

Crase no á.

Se, ao voltar, volto de,

Crase pra quê?


Vamos recorrer ao troca-troca? Eis o resultado:


Aécio volta da Bahia. (Se, ao voltar, volta da, crase no á): Aécio vai à Bahia.

Aécio volta de Sergipe. (Se, ao voltar, volta de, crase pra quê?): Aécio vai a Sergipe.

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Terça-feira, 21 de outubro de 2014 03:30 pm

Cochilos da revisão


Flatônio José da Silva

Na p. 7, saiu o seguinte:

1. "Ontem, por exemplo, ao conversar com amigos, [a senadora Gleisi Hoffmann] dizia que quando se falou em Luiz Argôlo , não houve pedido de convocação" .

Corrigindo: Ontem, por exemplo, ao conversar com amigos, [a senadora Gleisi Hoffmann] dizia que , quando se falou em Luiz Argôlo , não houve pedido de convocação .

Explicação - Erro de pontuação: por estar intercalada, a oração (adverbial temporal) "quando se falou em Luiz Argôlo" deve ficar entre vírgulas.


2. "Durante palestra na Associação Comercial de São Paulo, o cientista político Antonio Lavareda comentou que se Dilma Rousseff for reeleita no domingo , será a primeira vez na história do mundo que um presidente da República venceu com inflação e corrupção" .

Corrigindo: ...o cientista político Antonio Lavareda comentou que , se Dilma Rousseff for reeleita no domingo , será a primeira vez na história que um presidente da República venceu com inflação e corrupção .

Explicação - Erro de pontuação: por estar intercalada, a oração (adverbial condicional) "se Dilma Rousseff for reeleito no domingo" deve ficar entre vírgulas.


3. "Ou seja, Lavareda discorda totalmente do Datafolha que ontem detectou a presidente Dilma Rousseff numericamente à frente de Aécio" .

Corrigindo: Ou seja, Lavareda discorda totalmente do Datafolha , que ontem detectou a presidente Dilma Rousseff numericamente à frente de Aécio .

Explicação - Erro de pontuação: falta vírgula depois de "Datafolha" porque é adjetiva explicativa a oração iniciada pelo pronome relativo "que" ( "que ontem detectou a presidente Dilma Rousseff à frente de Aécio" ). Veja que "Datafolha", nome de instituto de pesquisa, é substantivo próprio, único. Segundo a lição do saudoso mestre Celso Pedro Luft, "quando o ser designado pelo substantivo anterior ao que é um só, plenamente definido, determinado, o que deve ser precedido de vírgula".


4. "A frase de Chico Buarque, que primeiro votou 'em Dilma por causa de Lula e agora vota em Dilma por Dilma', desagradou uma parte do PT" .

Corrigindo: A frase de Chico Buarque, que primeiro votou "em Dilma por causa de Lula e agora vota em Dilma por Dilma", desagradou a uma parte do PT .
Explicação - Erro de regência: na língua culta, formal, os verbos agradar e desagradar são transitivos indiretos (com a preposição "a").

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Terça-feira, 21 de outubro de 2014 11:50 am

Erramos


"Ele colocou uma fita adesiva na boca e nos olhos da mulher e lhe abusou sexualmente", escrevemos na pág. 20. Ops! Pisamos a regência. O Dicionário de verbos e regimes , de Francisco Fernandes, não deixa dúvidas: abusa-se de alguém ou de alguma coisa: O mau escritor abusa dos adjetivos. Abusamos das pessoas que amamos. Ele colocou uma fita adesiva na boca e nos olhos da mulher e abusou dela sexualmente.

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Terça-feira, 21 de outubro de 2014 11:00 am

É proibido


Hoje, quando li o título "É proibida venda de creme que promete reduzir gordura", fiquei chocada. Não com a notícia, mas com o português. Aprendi que, se o substantivo não vem acompanhado de artigo, o proibido não varia. Mas lá estava o feminino. Estou errada? (Moema)


*


Você está certíssima, Moema. O jornal tinha duas possibilidades. Uma: É proibido entrada. A outra: É proibida a entrada. A regra vale para outros adjetivos: Água é bom pra saúde. A água é boa pra saúde. Dois quilos é suficiente pra preparar o prato. Os dois quilos são suficientes pra preparar o quarto. É necessário voluntários. São necessários os voluntários.

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Segunda-feira, 20 de outubro de 2014 03:00 pm

Erramos


"Fundado em 1978, o Parque da Cidade recebe milhares de brasilienses diariamente. Nesse tempo de calor, a sombra das árvores é um convite ao descanso", escrevemos na pág. 21. Ops! Trocamos o pronome e abusamos do artigo indefinido. Cortemos o excesso e substituamos esse por este , que indica tempo presente. Assim: Neste tempo de calor, a sombra das árvores é convite ao descanso.

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Segunda-feira, 20 de outubro de 2014 08:00 am

Leitor pergunta

Gostaria da sua ajuda por causa do meu trabalho. Sou digitadora de laudos e agora estou sempre com dúvidas em relação à grafia destes termos: anteromedial, craniocaudal, posterossuperior, vasculoneural. Posso escrev ê-los assim?  (Márcia)


Consultado, o Vocabulário ortográfico da língua portuguesa ( Volp ), papa da língua, não deixa dúvida. Diz que você merece nota 1.000. Vá em frente.

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Segunda-feira, 20 de outubro de 2014 12:00 am

Goethe ensinou


"Escrever a história é uma maneira de se livrar do passado."




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Domingo, 19 de outubro de 2014 12:00 pm

Reta final


Domingo, os brasileiros voltam às urnas. Aécio ou Dilma? O voto dirá. Marqueteiros, candidatos, repórteres fazem contagem regressiva. "A tantos dias da eleição" é estrutura pra lá de empregada. Aí, não dá outra. Muitos tropeçam ao escrevê-la. Substituem a preposição a pelo verbo . Bobeiam.


Eles confundem os tempos. O h á indica passado: O primeiro turno das eleições ocorreu há duas semanas. Dilma ocupa o Palácio do Planalto há quase quatro anos. Os candidatos chegaram há pouco para o debate na tevê. Há quanto tempo você está esperando? Estou esperando há poucos minutos.


A preposição a anuncia o porvir. Como ignoramos o que o futuro nos reserva, a leveza pede passagem. Uma letra pesa menos que duas: A uma semana do segundo turno, os candidatos estão tecnicamente empatados. Daqui a sete dias, o Brasil saberá quem recebeu o aval dos eleitores. Daqui a pouco as visitas vão chegar.

 

Sem desperdício


A língua é como o mineiro. Ao ver o filho se preparando pra dar uma saidinha à noite, o pai aconselha: "Meu filho, não saia. Se sair, não gaste. Se gastar, não pague. Se pagar, pague só a sua". É por aí. Nunca junte "há…atrás". A razão: o indica tempo passado. O atrás também. Fique com um ou outro: O primeiro turno das eleições foi há duas semanas. Duas semanas atrás, houve o primeiro turno das eleições. Há duas horas cheguei a Brasília. Duas horas atrás cheguei a Brasília.

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Domingo, 19 de outubro de 2014 08:00 am

Leitor pergunta


Gostaria da sua ajuda por causa do meu trabalho. Sou digitadora de laudos e agora estou sempre com dúvidas em relação à grafia destes termos: anteromedial, craniocaudal, posterossuperior, vasculoneural. Posso escrev ê-los assim? (Márcia)


Consultado, o Vocabulário ortográfico da língua portuguesa ( Volp ), papa da língua, não deixa dúvida. Diz que você merece nota 1.000. Vá em frente.

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Sábado, 18 de outubro de 2014 12:00 am

Diquinhas infantis 29


Ela parece gente. Mas gente não é. É escultura de mármore. Vênus de Milos nasceu na Grécia. Mas mora na França. Todos podem visitá-la no museu Louvre, de Paris. Os admiradores ficam de boca aberta ao mirar tanta beleza. Ela não está nem aí. Permanece impassível nos seus dois metros de altura.


Um camponês a encontrou na ilha de Milos em 1820. Daí o nome — Vênus de Milo. A estátua, que representa a deusa do amor e da beleza, não tem braços. Mas eles não fazem falta. Adultos e crianças do mundo inteiro se encantam com a obra que é uma das sete maravilhas do Louvre.

 

Outro nome


Em grego, a deusa do amor e da beleza se chama Afrodite. Em latim, Vênus. Uma e outra são a mesma pessoa.

 

Curiosidade


Um irlandês encomendou uma cópia em gesso da Vênus de Milo. Quando recebeu a obra, ficou indignado. Pensando que os braços tinham se perdido no caminho, processou a companhia que a transportou. Ops! O homem ganhou a causa.

 

Caça-palavras


Vênus ganha acento porque é paroxítona terminada em u. Não importa se o u é seguido de consoante. O acento fica de olho nele. Encontre outras palavras que pertencem ao mesmo time:


VANDABÔNUSVÂNDALO

TABUCABULÔNUSMAUS

SÊMOLAÂNUSALIANÇAS

ÁLBUMCOMUMBÁRBARO

 

Tira-teima

Agora, copie as quatro palavras que você encontrou no exercício anterior:

1.

2.

3.

4.


Resposta

bônus, ônus, ânus, álbum.


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Sexta-feira, 17 de outubro de 2014 05:00 pm

Erramos


"Sem reciprocidade, não se cria laços de confiança", escrevemos na pág. 15. Ops! Caímos na cilada da voz passiva. Laços é sujeito. O verbo concorda com ele (laços de confiança são criados). Melhor: Sem reciprocidade, não se criam laços de confiança.



 

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Sexta-feira, 17 de outubro de 2014 08:00 am

A vedete da eleição 1


A palavra mais ouvida nos últimos dias? É pesquisa. Ibope e Datafolha fazem mais sucesso que a novela Império . Pode? Pode. Tanta popularidade cobra preço alto. Ao escrever a trissílaba e respectiva filharada, muitos tropeçam na grafia. Dão a vez ao z em vez d o s . Esquecem-se de pormenor pra lá de importante.


Na língua, impera uma regra: a família acima de tudo. Se o pai zão se grafa com s , os descendentes não têm saída. Conservam a letrinha. É o caso de pesquisa, pesquisar, pesquisador, pesquisado, pesquisinha, pesquisona. É o caso também de camisa, camisaria, camiseiro, camisinha, camisola. É o caso ainda de país, paisinho, paisão, paiseco.

 

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Sexta-feira, 17 de outubro de 2014 07:00 am

A vedete da eleição 2


Sem exceção


A regra não é privilégio do s . Vale para as demais letras. Viajar , por exemplo, se escreve com j. Todas as formas do verbo serão fiéis a ele: viajo, viaja, viajamos, viajam; viaje, viajes, viajemos, viajem.


Nariz, rapaz, capuz, raiz , juiz e vez exibem z. A lanterninha do alfabeto permanece firme e forte nos derivados: narizinho, rapazinho, rapazote, capuzinho, encapuzar, raizinha, enraizar, enraizado, juízo, ajuizar , vezinha, vezeiro .

 

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Sexta-feira, 17 de outubro de 2014 06:00 am

A vedete da eleição 3


Ciladas


Olho vivo! As palavras adoram pegar o bobo na casca do ovo. Basta um descuido e… adeus, nota 10. Atenção plena se impõe. O sufixo -ar tem de se colar ao s ou ao z do radical. Se não for possível, ele precisará de ponte. Aí, cessa tudo o que a musa antiga canta. Compare:


pesqui s a — pesqui s ar

cami s a — encami s ar

jui z — ajui z ar

rai z — enrai z ar


Viu? O sufixo -ar se cola ao s do radical. Veja outro caso:


cateque s e — catequizar


O -ar não se cola ao radical. Caso se colasse, teríamos "catequesar". Nada feito. Entra em cartaz o sufixo -izar — escrito sempre, sempre mesmo, com z  (canalizar, avalizar, civilizar) .

 

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Quinta-feira, 16 de outubro de 2014 12:00 pm

Erramos


"…instituir tarifa única de R$ 1 em todo o sistema coletivo a partir de meia noite de 1º de janeiro de 2015", escrevemos na pág. 25. Viu? Poucas palavras, três tropeços. Um: meia-noite se escreve assim, com hífen. Dois: a indicação de hora é antecedida de artigo — a partir da meia-noite. Três: meia-noite é o fim do dia; 0h, o começo. Melhor: …instituir tarifa única de R$ 1 em todo o sistema coletivo a partir da 0h de 1º de janeiro de 2015 .

 

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Quinta-feira, 16 de outubro de 2014 12:00 am

Leitor pergunta


No Outubro Rosa, os prédios se vestem de rosa. Ficam mágicos. A beleza, porém, não consegue apagar dúvida que me assalta sempre que escrevo a cor considerada feminina. Afinal, cor-de-rosa tem hífen ou não tem? (Claudete Lima)


A reforma ortográfica cassou o hífen de palavras compostas com três ou mais vocábulos ligados por preposição, conjunção, pronome. Por isso, cai pé de moleque, tomara que   caia , mula sem cabeça, dor de cotovelo agora se escrevem livres e soltos.


Mas há exceções. Além dos compostos que nomeiam seres do reino animal e vegetal (castanha-do-pará, joão-de-barro), palavras citadas na lei. É o caso de cor-de-rosa , água-de-colônia e pé-de-meia . Por isso se diz que hífen é castigo de Deus.

 

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Quarta-feira, 15 de outubro de 2014 05:32 pm

Fale certo

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Quarta-feira, 15 de outubro de 2014 05:00 pm

Erramos


"Segundo os advogados, ela estaria passando em frente ao Museu Nacional quando viu alguns PMs abordando um grupo de jovens", escrevemos na pág. 22. Estaria? Não. Os advogados disseram que ela estava. Melhor assumir: Segundo os advogados, ela estava passando em frente ao Museu Nacional quando viu PMs abordando um grupo de jovens.

 

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Quarta-feira, 15 de outubro de 2014 01:00 pm

Cochilos da revisão


Flatônio José da Silva

No título "Marineiros, o alvo", saiu este texto:

"A conclusão geral no comando de campanha de Dilma é que não há um percentual seguro de indecisos a conquistar , portanto, a única maneira de adquirir alguma margem de segurança para vencer é tirando votos do senador Aécio Neves, do PSDB" .

Corrigindo: A conclusão geral no comando de campanha de Dilma é que não há um percentual seguro de indecisos a conquistar , portanto a única maneira de adquirir alguma margem de segurança para vencer é tirando votos do senador Aécio Neves, do PSDB .

Explicação - Erro de pontuação: quando no início da oração, a conjunção conclusiva "portanto" pede vírgula antes, nunca depois de si: O aluno é inteligente, disciplinado e estudioso , portanto conseguiu aprovação no último vestibular .

Querendo sinalizar pausa depois de portanto , é preciso aumentar a pausa anterior, ou seja, usar ponto e vírgula ou ponto-final: O aluno é inteligente, disciplinado e estudioso ; portanto, conseguiu aprovação no último vestibular . / O aluno é inteligente, disciplinado e estudioso . Portanto, conseguiu aprovação no último vestibular .

Deslocada do início da oração, "portanto" deve ficar entre vírgulas: O aluno é inteligente, disciplinado e estudioso ; conseguiu , portanto, aprovação no último vestibular (conjunção deslocada, ou seja, intercalada entre o verbo e o objeto direto). Quando a conjunção está deslocada (e, portanto, entre vírgulas), usamos ponto e vírgula para separar as orações).

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Quarta-feira, 15 de outubro de 2014 09:00 am

Mestre dos mestres


Mestres não nasceram hoje. Nem ontem. Nem anteontem. Mestres existem desde sempre. Todas as culturas os homenageiam. A mitologia grega, por exemplo, destaca  o centauro Quíron. Ele  t em cabeça, tronco e braços como nós. Mas, da cintura pra baixo, é cavalo — com quatro patas, rabo e pelos.


Quíron conhecia medicina como ninguém. Também sabia tudo sobre guerras e música. Muitos heróis foram educados por ele. Asclépio foi um deles. Motivado pelo mestre, o jovem estudou tanto que virou o deus da medicina. Até hoje os médicos  o exaltam . Usam o símbolo dele — o bastão com a serpente enrolada.


Aquiles foi outro. O mestre lhe ensinou os mistérios, as artes e as artimanhas de lutas e batalhas. As lições valeram. Na Guerra de Troia, Aquiles ganhou os combates. Virou o maior herói grego de todos os tempos. Mas, numa brincadeira, feriu Quíron. O centauro sentiu tanta dor que suplicou a Zeus que o matasse.


Como atender o pedido? Imortal não morre. Mas mestre é mestre. Ofereceu a imortalidade a Prometeu. E partiu pro mundo dos mortos. O deus dos deuses transformou-o na constelação de Sagitário. Ela se parece com o voo de uma flecha. Sabe por quê? É  louvor ao saber , que eleva a natureza animal em espiritual. Por isso, os sagitarianos adoram viajar, conhecer outras culturas e passar pra frente os conhecimentos. São mestres dos mestres.

 

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Quarta-feira, 15 de outubro de 2014 06:00 am

Eles disseram



"Se eu não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências juvenis e preparar os homens do futuro." (D. Pedro II)


"Não quero que ele invente e fale só. Quero que escute o seu discípulo falar por sua vez." (Montaigne)


"Magister dixit." ("Foi o mestre que disse", provérbio da Idade Média.)


"O mestre que não sabe se deixar ultrapassar por um aluno é um mestre ruim." (Elsner)


"Não poderás ser mestre na escrita e leitura sem ter sido antes aluno. Quanto menos na vida!" (Marco Aurélio)


"Aos professores fica o convite para que não descuidem da missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem águias, não apenas galinhas. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda." (Paulo Freire)

 

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Terça-feira, 14 de outubro de 2014 02:00 pm

Erramos


"Caso da neozelandeza Lorde — que arrebatou o mundo com Royals ", escrevemos na pág. 8 de Diversão & Arte . Viu? Bobeamos. A França deu francês; a Inglaterra, o inglês; a Dinamarca, o dinamarquês; e, claro, a Nova Zelândia, o neozelandês. O feminino? Basta acrescentar o a: francesa, inglesa, dinamarquesa, neozelandesa.


 

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Terça-feira, 14 de outubro de 2014 01:15 pm

Ser generoso é...


Ler muitas histórias pras crianças. Dar emoção à voz. Deixá-las tocar as ilustrações. Dar-lhes tempo para sonhar, viver outras vidas, soltar a imaginação. Comentar. Assim nasce um leitor.


 

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Terça-feira, 14 de outubro de 2014 01:00 am

Eu ensino, eu aprendo 1


O professor ensina. O aluno aprende. Certo? Certo. Mas, de vez em quando, os papéis se invertem. Numa ou noutra atribuição, o respeito à regência se impõe.  E nsinar joga em quatro times. Quer ver?


Intransitivo: O professor ensina, o aluno aprende .

Transitivo direto: O professor ensina a lição.

Transitivo indireto: O professor ensina ao aluno.

Transitivo direto e indireto: O professor ensina a lição ao aluno.

 


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Terça-feira, 14 de outubro de 2014 12:00 am

Eu ensino, eu aprendo 2


Troca-troca


O português adora a elegância. Por isso  adota a regra de ouro do estilo -- variar pra agradar. Em vez de repetir palavras, pede socorro aos pronomes. Um deles é o átono. Olho vivo! O objeto direto é o, a . O indireto, lhe. Veja exemplo da troca de seis por meia dúzia:


O professor ensina a lição ao aluno.


Ele ensina alguma coisa. O quê? A lição. A lição é o objeto direto. Vamos trocá-lo pelo pronome? O resultado fica assim: O professor a ensina ao aluno.


Podemos também substituir o objeto indireto. Aí, estendemos tapete vermelho e recebemos o lhe com banda de música: O professor lhe ensina a lição.

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Segunda-feira, 13 de outubro de 2014 06:00 pm

Cochilos da revisão


Flatônio José da Silva

No título "Marina votará em Aécio. E ainda fará campanha", saiu este texto:

"Dona de 22,2 milhões de votos no primeiro turno, Marina Silva anunciou que votará e apoiará Aécio Neves no segundo" .

Corrigindo: Dona de 22,2 milhões de votos no primeiro turno, Marina Silva anunciou que votará em Aécio Neves e o apoiará no segundo" .

Explicação - Erro de regência: não é possível dar o mesmo complemento a verbos que têm regência distinta (vota-se em alguém e apoia-se alguém ).

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Segunda-feira, 13 de outubro de 2014 05:00 pm

Erramos


"
O representante do PR ainda ressaltou as pretenções para aumentar a segurança do trânsito no Núcleo Bandeirante e no restante da capital brasileira", escrevemos na pág. 15. Ops! Tropeçamos na grafia. O leitor Flatônio da Silva corrige: preten s ão e preten s ioso se escrevem assim, com s. 

 

 

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Domingo, 12 de outubro de 2014 08:00 am

A festa das crianças 1


Oba! É Dia da Criança. A meninada faz a festa. Além da folga que se emenda com o feriado do Dia do Professor, garotas e garotos ganham presentes. A oferta não tem fim. Bonecas, carrinhos, trens, bolas, super-heróis, jogos, bicicletas, celulares, tablets, computadores se oferecem sem cerimônia. Eta tentação!


E o livro? As livrarias exibem montões de títulos. Põem mesinhas baixas para que os pequenos folheiem as obras escolhidas nas estantes. Eles tocam o papel, olham as imagens, leem passagens aqui e ali. Se gostam, ficam com o livro. Se não, partem pra outra. Em casa, conjugam o verbo ler.


O monossílabo joga no time de outro pra lá de flexionado na leitura. É ver. A terceira pessoa do singular e do plural exige atenção plena. Observe: eu leio, ele lê, nós lemos, eles leem; eu vejo, ele vê, nós vemos, eles veem. Viu a semelhança? Ele vê, eles veem. Ele lê, eles leem.

 

Nova cara


Olho vivo! Antes da reforma ortográfica, o hiato e/em ganhava chapeuzinho. Agora vive livre e solto, sem lenço e sem documento: ele lê, eles leem; ele vê, eles veem; ele crê, eles creem, ele dê, eles deem .

 

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