
O mundo dá voltas. Lá por 1960, Cuba mandava os homossexuais pra campos de trabalho. Agora promove passeatas anti-homofobia. A psicóloga Marieta Castro lidera o movimento. Ela não é nem mais nem menos que filha de Raúl Castro, presidente do país.
Ao noticiar o fato, perguntas pintaram a torto e a direito. Uma delas: como se escreve anti-homofobia? Assim mesmo. Prefixos seguidos de h pedem hífen sim, senhor:
super-homem, contra-história, anti-higênico
.
Prevenir ou remediar? "Prevenir", decidiu Angelina Jolie. A bela baseou-se no histórico familiar. Dados os antecedentes, tinha 87% de risco de desenvolver câncer:
— Eu, hein? Tenho 37 anos, seis filhos pra criar e a vida pela frente.
Retirou os dois seios. Submeteu-se a uma mastectomia . O palavrão vem do grego mastós , que quer dizer teta, seio. A greguinha formou ampla família na linguagem científica. Entre os membros mais ilustres, sobressaem mastologista (médico especialista em mama), mastite (inflamação das mamas), mastoide (que tem formato de mama).
A voz do povo é a voz de Deus? Há controvérsias. As mães não têm dúvida: "Meu filho", dizem elas, "é meu filho até casar-se. Minha filha é minha filha por toda a vida". O Talmude põe lenha na certeza: "Quando se casa, o rapaz se divorcia da mãe". Verdade? Talvez. Mas, como toda unanimidade é burra, há quem tire a alegria das mães de filhas. O escritor libanês Gibran Khalil Gibran põe todas as mamas no mesmo barco:
"Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm os próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles,
mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável."
Mãe é mãe. Ela fala e diz. Eis por que só existem duas opiniões — a dela e a errada. Tanto poder tem origem divina: Deus a criou porque não pode estar em todos os lugares. Ao moldar tão especial criatura, foi cauteloso. Inventou a madrinha. Na origem, madrinha é diminutivo de mãe. Quer dizer mãezinha. Daí o peso da responsabilidade. Na falta da mãezona, a madrinha a substitui. Simples assim.
Deus criou a madrinha. E a madrasta? Em tempos idos e vividos, dizia-se que era obra do diabo — mulher má, incapaz de bons sentimentos. A literatura se encarregou de reforçar o preconceito . Quer criatura mais perversa que a madrastas da Branca de Neve? Ela existe. É outra madrasta.
Com a mudança dos costumes, as famílias ganharam novos contornos. Deixaram a tradição pra lá e entraram nos tempos modernos. Mães, madrinhas, madrastas, filhos, enteados convivem com pais, padrinhos, padrastos, filhos, enteados. Todos vão bem, obrigado.
"Enterraram caveira de burro aí" é a forma bem-humorada usada em situação em que ocorrem sucessivos erros. Corrige-se um aqui, aparece outro ali. Consertado, surgem novos buracos que, tapados, originam outros, outros e outros. O dito vale para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Desde a criação, em 1998, o teste exibe histórico de falhas que denunciam amadorismo inaceitável em processo que envolve quase 6,5 milhões de estudantes.
Os ataques à credibilidade se sucedem com inaceitável frequência. Vão do vazamento de questões, passam por erros nos cadernos de provas, furto de cópias na gráfica e problemas no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e chegam a descaso na correção. Examinadores deram nota máxima a redações que apresentavam falhas ortográficas primárias e avaliaram com grau superior textos que enxertaram temas alheios ao assunto desenvolvido. É o caso de introduzir o hino do Palmeiras ou a receita de miojo no desenvolvimento de raciocínio que nada tinha a ver com tais assuntos.
Além de escandalizar pais, professores e especialistas, o fato motivou piadas em mesas de bar e frequentou programas de humor de norte a sul do país. Faz parte da cultura do brasileiro rir para não chorar. De erro em erro, de improviso em improviso, uma certeza sobressai. Falta seriedade na condução do exame que veio ao encontro de velha expectativa de pais, educadores e estudantes — encontrar alternativa para o ultrapassado e injusto vestibular.
Previsto inicialmente para avaliar os concluintes do ensino médio, o Enem ganhou novo formato um ano depois de criado. Em 2009, passou a ser a principal forma de acesso ao ensino superior no país. Além de abrir as portas das instituições públicas — que oferecem cursos de excelência nas diferentes áreas do saber — passou a ser o instrumento de seleção do ProUni, que dá acesso a bolsas integrais e parciais em instituições privadas Brasil afora.
Em entrevista na quarta-feira, o titular da pasta, Aloizio Mercadante, anunciou medidas que tapam o mais recente buraco do Enem — a inserção de textos alheios ao assunto e a desconsideração de falhas ortográficas como "enchergar" e "trousse". O remédio: mais rigor. Quem fugir ao tema terá a prova anulada. Quem tropeçar em letras e acentos perderá pontos. Nada mais acaciano.
Vale a pergunta: por que só agora — depois de mais um passo rumo à desmoralização do teste —, o Ministério da Educação descobre que precisa avaliar com seriedade o desempenho dos estudantes? Processo seletivo premia o mérito. Em bom português: escolhe o melhor. Chegar ao excelente pressupõe, necessariamente, correção atenta, exigente e precisa. Improvisação e amadorismo não têm vez em tal universo. O Enem, convém lembrar, é importante demais para ser objeto de remendos.
"Além de punir os deboches, o Enem 2013 também pretende apertar os critérios de correção", escrevemos na pág. 8. Reparou no pleonasmo? Além e também jogam no mesmo time. A mbos indicam adição. Melhor ficar com um ou outro. Assim: Além de punir os deboches, o Enem 2013 pretende apertar os critérios de correção. O Enem 2013 vai punir os deboches e, também, apertar os critérios de correção.
Sou invocado com este tipo de frase: "Lindinha passeia em sua própria história". Se é sua não é própria?(José Fernandes Costa)
Isso mesmo. A duplinha joga no time do pleonasmo. Melhor ficar com uma ou outra. Assim:
Lindinha passeia na própria história. Lindinha passeia na sua história.
A mulher que dá à luz um filho pare um filho. Esquisito, não? O verbo parir, embora não pareça, é regular. Conjuga-se em todas as pessoas, tempos e modos. Mas algumas são pra lá de esquisitas. O nó da questão? É o presente do indicativo. A primeira pessoa do singular -- eu pairo -- c onfunde-se com o verbo pairar. É perigoso. Uma grávida voando pode dar confusão. Melhor fugir da enrascada : use parir só nas formas em que o r é seguido de i : pa ri mos, pa ri r, pa r i , pa ri u, pa rí amos, pa ri rei, pa ri sse, pa ri rmos.
"…casa situada à Seymour Avenue, no bairro de West Side", escrevemos na pág. 16. Viu? Tropeçamos na regência. A casa é situada em algum lugar — na rua, na avenida, no bairro, na cidade, no país, no continente. Melhor: … casa situada na Seymour Avenue, no bairro de West Side.
João Eduardo quer tirar 10 na redação do Enem. Mas tem duas pedras no caminho. Uma delas: não gosta de escrever. A outra: considera impossível fazer um bom texto em 30-40 linhas. A limitação de espaço o inibe. Ele fica paralisado. As ideias se vão. Quando reaparecem, é tarde. O tempo acabou. "Me dá uma ajudinha?", pede o garotão. "Claro que sim", respondemos nós.
Sem mistérios
Escrever é como preparar uma sobremesa gostosa ou uma festa nota mil. Uma e outra não caem do céu. Exigem planejamento e tempo. Para dar uma bela festa, temos de escolher a data, o lugar, os convidados, a bebida, a comida, a música. Depois, bolar e encaminhar os convites, comprar ingredientes, fazer as delícias, contratar garçons, providenciar pratos, copos, talheres e guardanapos. Ufa!
Redigir também dá trabalho. Várias providências antecedem a marcha da locomotiva. Há que delimitar o tema, traçar o objetivo, definir a ideia central, escolher argumentos, buscar uma introdução atraente, descobrir um fecho de ouro. Não é pouco. Mas está ao alcance da mão.
O que é?
Mandamos e recebemos recados todos os dias. A doméstica anota a mensagem para a patroa ausente. O médico prescreve remédios para o enfermo. O professor dá o tema da pesquisa. Você escreve um e-mail para o amigo. Seu colega manda um bilhete pra você. É tudo recado.
O trabalho escolar – de qualquer nível – é recado. Então, por que o frio na espinha? Só de pensar nele as mãos gelam. O coração dispara. O suor jorra. Esses sintomas têm nome – medo. Dois monstros respondem pelo pavor. Um: o que dizer. O outro: como dizer.
Desafio
Sobre o que escrever? Eis o grande desafio. Sem enfrentá-lo, nada feito. Uma ideia vaga na cabeça, a folha em branco e o teclado do computador? Acredite. Só com eles você não chega a lugar nenhum. É preciso pôr os pés no chão. Pensar. E deixar as ideias bem claras.
Guarde isto: você vai escrever um pequeno texto, não um verbete de enciclopédia. O primeiro passo é traçar uma rota. Uma só. Especifique a ideia vaga que tem em mente, restrinja o tema, ponha-lhe limites. Em suma: selecione um item particular no leque de possibilidades.
Escolha
Digamos que o tema seja moda. Ele oferece uma gama enorme de aspectos: a indústria da moda, quanto custa andar na moda, a moda ditada pela televisão, a moda dos anos 60, a moda hippie, a moda do verão, a história da moda, dize-me como te vestes e dir-te-ei quem és, os destaques dos desfiles de Milão, a moda no circuito Paris-Milão-Nova York. Etc. e tal.
Viu? Os tópicos destacam galhos de uma imensa floresta. Mais restrito, o tema se torna mais concreto. Ao se decidir por um, esquecem-se os demais. Concentram-se os esforços no desenvolvimento do eleito.
Olho vivo
A escolha exige cuidados. O mais importante: não fugir do tema. Impõe-se ter certeza de que o aspecto está relacionado com ele. Bem amarradinho. Mais ou menos não vale. Suponha que o tema seja criminalidade. Você optou pelo tópico violência na tevê . Meio fora, não? Deixe-o de lado. Busque um mais claramente ligado ao tema. Por exemplo: relação do consumo de drogas com o aumento da criminalidade.
Resumo da ópera
Definido o rumo, adeus, sensação de que só um livro seria capaz de esgotar o assunto.
Diquinha útil 1
Escrever é habilidade como nadar, saltar, digitar. Exige treino. Escreva muito e sempre. Todos os dias. Não se preocupe com a correção. Escreva e jogue no lixo. A prática desinibe a cabeça e solta a mão. Com ela, adeus, sensação de que não há nada a dizer. Adeus, sensação de que só um verbete de enciclopédia pode dar o recado.
Diquinha útil 2
Sobre o que escrever? Sobre qualquer assunto. Você escolhe. Gosta de futebol? Fale sobre a partida que você viu na tevê. Prefere novela? Escreva sobre um aspecto — um personagem especial, uma passagem inesperada, o encontro amoroso. Tem uma quedinha pelo telejornal? Redija sobre o tópico que lhe chamou a atenção.
O importante é escrever — muiiiiiiiiiiiiiito e semmmmmmmmmmmpre.
"Sai da frente, que atrás vêm rodas", dizem motoristas sem juízo. Eles transformaram o volante em arma. Enchem a cara de álcool ou droga e pisam o acelerador. Resultado: de cada 100 mortos no país, 25 perderam a vida em batidas e atropelamentos. Muitos pedem penas mais duras para os irresponsáveis. Pedem passagem, então, dois tipos de crime — o doloso e o culposo.
O doloso ocorre quando a pessoa resolve praticar ato violento ou assume o risco de produzi-lo. Valem exemplos dos dois casos. No primeiro, alguém discute com outro alguém. No auge do bate-boca, dispara tiro de revólver contra o interlocutor. Quer matá-lo. No segundo, alguém dispara um tiro em meio à multidão para comemorar a vitória do time. Atinge um adulto ou uma criança. Ele não queria agredir ninguém. Mas sabia que um disparo em meio à multidão poderia ferir ou matar.
O culposo ocupa outro patamar. É fruto da imprudência, imperícia ou negligência. Exemplos pululam a torto e a direito. Um: o médico vai operar uma pessoa que tem um tumor no rim esquerdo. Mas opera o direito. Ele não examinou o enfermo. Foi negligente. Outro: o cirurgião plástico deixa o pobre cliente com a boca torta, o nariz descentrado e os olhos fechadinhos. É imperícia. Em bom português: barbeiragem.
"Quem está no banco traseiro sem cinto será jogado para frente, a 6km/h, contra o encosto do banco dianteiro", escrevemos na pág. 17. Cadê o artigo? Joga-se "para a frente". Na dúvida sobre a presença do artigo, basta substituir o nome feminino por um masculino. O pequenino fica claro como a luz do sol: …será jogado para o lado.
Oba! Há vida inteligente neste país continental. Lya Luft serve de prova. Em artigo na Veja, escreve na pág. 24: “Eram três mulheres de uns 50 anos, simples, robustas, cansadas e suadas, esperando ônibus havia mais de uma hora”. Reparou no emprego do havia? Na contagem de tempo, o verbo haver tem duas manhas:
1. impessoal, só se conjuga na 3ª pessoa do singular: Moro aqui há 10 anos. Há duas semanas não vai ao cinema. Chegamos há pouco.
2. exige respeito à correlação verbal — presente com presente, passado com passado. Compare a diferença:
São
três mulheres de uns 50 anos, simples, robustas, cansadas e suadas, esperando ônibus
há
mais de uma hora.
Eram
três mulheres de uns 50 anos, simples, robustas, cansadas e suadas, esperando ônibus
havia
mais de uma hora.
É isso: lé com lé, cré com cré -- cada chinelo no seu pé.
Oba! A Vivo prova que há vida inteligente na publicidade. Em anúncio publicado em jornais de norte a sul do país, a operadora apregoa: "Por que ter um 4G? 4G é internet até 10x mais rápida para você ter a melhor experiência de conexão. Você pode assistir a vídeos em alta definição sem interrupções, jogar on-line e ainda baixar músicas e arquivos com muito mais velocidade". O texto estende tapete vermelho para a norma culta. Por quê?
A pergunta
"Por que ter um 4G?" Nota 10 para a questão. Em perguntas diretas, o pronome aparece separadinho — um pedaço lá e outro cá. Na resposta, as duas partes ficam coladas como unha e carne: Por que ter um 4G? Porque 4G é internet até 10x mais rápida.
Internet
Houve tempo em que se tratava internet com nobreza. Escrevia-se a palavra com inicial maiúscula. Agora a rede de computadores entrou no time de rádio, jornal e televisão . Grafa-se com letra pequenina — perfeita vira-lata.
Assistir
Parece brincadeira. Mas não é. Assistir aparece no texto com a regência aplaudida pela norma culta: "Você pode assistir a vídeos em alta definição". Viva! No sentido de presenciar, o verbo pede a preposição a . Na acepção de prestar assistência , é direto — dispensa intermediários: Prefiro assistir a filmes de arte. Assistimos a todas as aulas antes das provas. O governo assiste os flagelados da seca. Os bombeiros assistem as pessoas acidentadas nas estradas.
On-line
As línguas adoram bater papo. Umas influenciam as outras. Quanto maior o contato, maior o contágio. No século 19, o português sofreu grande assédio do francês. Assimilou várias palavras do idioma de Victor Hugo. Entre eles, abajur, garagem, bufê. No 20, o inglês chegou com força total. Falado pela potência planetária, que vende como ninguém sua música, seu cinema e sua tecnologia, impôs-se como língua internacional. O português incorporou vocábulos pra dar e vender.
On-line é um deles. Alguns o grafam colado. Outros, separado. Não falta quem o brinde com o hífen. E daí? Qual é a da inglesinha? O
Vocabulário ortográfico da língua portuguesa ( Volp ) traz relação de palavras estrangeiras mais usadas no dia a dia tupiniquim. Ali está on-line — assim, com hífen.
"Todos os 25 réus da Ação Penal 470 apresentam recursos ao STF e aguardam a análise dos ministros", escrevemos na pág. 2. Reparou? O pronome indefinido sobra. O artigo informa que são todos os réus. Melhor tirar o pneuzinho inimigo da boa forma. Assim: Os 25 réus da Ação Penal 470 apresentam recursos ao STF e aguardam a análise dos ministros.
Tenho duas dúvidas. Pode me ajudar?
1. Bem vindo, bem-vindo, benvindo. Qual o certo?
2. "Dez por cento das vagas no concurso são reservadas –
a, à, às, as
– pessoas com deficiência". Qual o correto? (Janete Maia)
Como ensina o esquartejador, vamos por partes:
"A Medida Provisória sobre a destinação dos recursos perde a validade em 16 de maio", escrevemos na pág. 2. Letras maiúsculas pra quê? Texto legal só pede grandonas em duas ocasiões. Uma: quando acompanhado de número. A outra: quando recebe nome. No mais, é tudo pequenino. Veja exemplos: Lei 5.312, Medida Provisória nº 134, Lei das Falências, Medida Provisória das Mensalidades Escolares . A medida provisória sobre a destinação dos recursos perde a validade em 16 de maio.
O atentado de Boston provocou algo mais do que pânico. Gerou curiosidades. Uma delas: como se chama a pessoa nascida no Cazaquistão? É cazaque sim, senhores.
Brasileiro tem uma marca. Deixa pra amanhã o que pode fazer hoje. Há quem deixe pra depois de amanhã. Com o Imposto de Renda não é diferente. Os dias voam. A declaração vai sendo empurrada com a barriga. Aí, não dá outra. Chega o fatídico 30 de abril. É véspera de 1º de maio. Muitos aproveitam o feriado pra viajar, receber amigos ou beber um chopinho com a turma do bar.
Passada a farra, ops! E agora? A Receita, que não nasceu ontem, fez os cálculos de multas & cia. faminta. Não é pouco. Corra, porque a coisa piora sem compaixão. Enquanto você azeita as canelas, lembre-se de diquinha pra lá de útil. Ei-la: quem perde o prazo entra no time do s — de atra s ado. Filho de trá s , atra s ado faz companhia aos familiares atrá s , detrá s , tra s eiro, atra s o, atra s ar e demais retardatários.
