Domingo, 16 de novembro de 2014 02:00 am

O choro de Deus 5


Vítima 4


A Casa Civil obrigou os ministros a entregar os cargos. Quinze obedeceram. O fato, claro, ganhou espaço na mídia. Lá e cá se leu que Suas Excelências "puzeram os cargos à disposição". Viu? Pôr pegou os bobos na casca do ovo. O xis da cilada está no infinitivo. Se o nome do verbo tem z, sempre que soar z, a lanterninha do alfabeto entra em cartaz. Se não tem z, a letrinha fica banida da conjugação. Compare:


Fazer ( faz, fazemos, fazem; fiz, fez, fizemos, fizeram; fizer, fizerem; fizesse). Dizer ( diz, dizemos, dizem). Pôr ( pus, pôs, pusemos, puseram; puser, pusemos, puserem; pusesse, puséssemos, pusessem) . Querer ( quis, quisemos, quiseram; quiser, quisermos, quiserem; quisesse, quiséssemos, quisessem) .


É isso: Quinze ministros puseram o cargo à disposição.

Votos:
Tags: dad    dicas    português    verbo    o  choro  de  Deus  1    conjugação    grafia    pôr    s    z 

|

Sábado, 15 de novembro de 2014 12:00 am

Diquinhas infantis 31


Tarzan e Jane


Tarzan vivia numa boa na floresta. Aprendeu a língua da bicharada, fez montões de amigos e voava pelas árvores como macaco. Um dia, apareceu por lá o professor Peter e a filha Jane. Ops! Foi a primeira vez que o rei da selva viu seres humanos.


Quando Tarzan bateu os olhos na dupla, uma pantera estava pronta pra atacar a moça. O homem-macaco a salvou. Carregou-a pro alto de uma árvore e lá permaneceram por muitas horas. No começo, Jane ficou assustada. Mas, depois, adorou.


Ele aprendeu com ela a falar a língua das pessoas. Ela aprendeu com ele a comunicação com os bichos e o jeito de viver longe da civilização. Resultado: quando o professor quis voltar pra cidade, a jovem não quis. Ele, então, ficou mais um tempo pra estudar os animais no ambiente natural. Depois, partiu. Jane ficou com Tarzan e os moradores da selva. Pra lá de felizes.

 

Voz d a bicharada


O gato mia: miau-miau-miau.

O cão late: au-au-au.

O boi muge: muuuuuuuuuuu.

A mosca zune: zum-zum-zum

 

Caça-palavras


Encontre as palavras que completam as frases:


O passarinho ……………………….

A cigarra……………………

A cobra…………………….

O cordeiro…………………

O papagaio………………..

 

GORJEIARONCA

CHICHIACANTAS

PIABALEURRAM

GRITAFALARON

 

Olho vivo


A voz dos animais imita o som que eles fazem. Por isso se chama onomatopeia.

 

Resposta:


O passarinho gorjeia. A cigarra canta. A cobra sibila. O cordeiro bale. O papagaio fala.

 

Votos:
Tags: dad    dicas    português    diquinhas  infantis      tarzan    jane    voz  dos  animais    onomatopeia 

|

Sexta-feira, 14 de novembro de 2014 06:00 pm

Erramos


"A Microsoft corrigiu um erro do Windows 95 que perdurava desde o lançamento original do sistema", escrevemos na pág. 16. O adjetivo original sobra, não?

Votos:
Tags: dad    dicas    português      erramos    pleonasmo    lançamento  iriginal    estrutura  de  frase 

|

Quinta-feira, 13 de novembro de 2014 05:00 pm

Erramos

"A medida vai além do que é estipulado na Constituiçõ Federal, que delegou para uma lei ordinária posterior à definição do percentual de cargos em comissão", escrevemos na pág. 17. Viu? A falação deixou escapar uma crase penetra. Que tal enxugar o texto? Assim: A medida vai além do estipulado na Constituiçõ, que delegou para lei ordinária a definição do percentual de cargos em comissão.

 

Votos:
Tags: dad    dicas    português      erramos    crase    falação 

|

Quinta-feira, 13 de novembro de 2014 01:00 pm

Com pedigree


Oba! Os shoppings se enfeitam. Querem atrair os clientes para as compras de Natal. O personagem principal? É ele — Papai Noel. O bom velhinho é nome próprio. Escreve-se com as iniciais grandonas.

 

Votos:
Tags: dad    dicas    português      grafia    maiúsculas    Papai  Noel 

|

Quinta-feira, 13 de novembro de 2014 12:00 pm

Parabéns pra elas

A vitrola apagou 137 velinhas. Mereceu, por isso, reportagem na tevê. Quando se referiu ao fato, a repórter ensaiou o numeral ordinal. "A vitrola comemora seu centésimo…" Ops! Deu branco. Rápida, a moça fez o que precisava fazer. Mudou a frase: "A vitrola completa 137 anos". Palmas pras duas. Mas a dúvida não arredou pé. Consultada, a gramática diz que o toca-discos festeja o centésimo trigésimo sétimo aniversário. Viu? Tudo em ordinal. Sem hífen.

 

Votos:
Tags: dad    dicas    português      ordinal    numeral    137    vitrola 

|

Quinta-feira, 13 de novembro de 2014 10:00 am

Sem festa


O governo do Distrito Federal fez o triste anúncio. Sem dinheiro, não promoverá a festa da virada. Que pena! A tristeza, porém, não autoriza tropeços na grafia. A francesinha réveillon se escreve assim — com letra minúscula, acento e dois ll.

 

Votos:
Tags: dad    dicas    português      grafia    réveillon 

|

Quarta-feira, 12 de novembro de 2014 03:13 pm

Fale certo

Votos:
Tags: Fale  certo 

|

Quarta-feira, 12 de novembro de 2014 01:00 pm

Erramos

"É um dos cartões postais mais famosos de Brasília e do Brasil", escrevemos na pág. 24. Cadê o hífen? Cartão-postal se escreve assim. O plural: cartões-postais.

 

Votos:
Tags: dad    dicas    português      erramos    grafia    hífen    cartão-postal 

|

Quarta-feira, 12 de novembro de 2014 10:30 am

Sem-noção

Motoristas irresponsáveis? Existem pra dar, vender e emprestar. Além de desrespeitar o limite de velocidade, e les stacionam como lhes dá na cabeça. Diante das escolas, veem-se carros em filas duplas e triplas. A meninada chama os condutores de "sem noção". Ao escrever a duplinha, pintou a  questão . Com hífen? Sem hífen?


Sem-noção joga no time de

sem-terra, sem-teto, sem-emprego . Eles são sem-sem: sem plural e sem feminino ou masculino: o sem-noção, a sem-noção, os sem-noção, as sem-noção; o sem-terra, os sem-terra, a sem-terra, as sem-terra; o sem-teto, os sem-teto, a sem-teto, as sem-teto . E por aí vai.

Votos:
Tags: dad    dicas    português      grafia    sem    sem-noção    sem-terra    hífen 

|

Quarta-feira, 12 de novembro de 2014 10:10 am

Complexo de Deus


O Museu do Zoológico de Brasília completou um ano. Virou notícia. Ao apresentar acervo e instalações, o diretor  mostrou personagem pra lá de popular. "Aqui está o esqueleto da elefanta Néli", disse ele. Telespectadores correram para o dicionário. Queriam se certificar do feminino empregado. Suspiraram aliviados. A fêmea do senhor elefante tem complexo de Deus. Exige dois vocábulos pra lhe indicar o gênero. Um: elefanta. O outro: aliá. Qual escolher? O que todo mundo entende.

 

Votos:
Tags: dad    dicas    português      gênero    feminino    elefante    elefanta    aliá 

|

Quarta-feira, 12 de novembro de 2014 10:00 am

Cochilos da revisão


Flatônio José da Silva

No título "A sinuca dos comissionados", saiu este texto:
"Rollemberg quer reduzir em 60% os cargos de indicação política. Mas terá dificuldade: em algumas administrações, sequer existem concursados" .

Corrigindo: ...em algumas administrações, nem sequer existem concursados .

Explicação - Sequer significa ao menos, pelo menos e deve ser usado em orações negativas.

Veja a lição do Prof. Domingos Paschoal Cegalla: " Sequer não tem, por si mesmo, significado negativo. São por isso incorretas frases como as seguintes, a que falta a negativa não ou nem : O pseudomédico sequer possuía diploma de curso primário. / Ela sequer olhou para mim. / A escolar sequer tinha carteiras nas salas de aula. / Sequer um carro de polícia funcionava".


Votos:
Tags: dad    dicas    português    cochilos  da  revisão    flatônio  josé  da  silva    sequer 

|

Terça-feira, 11 de novembro de 2014 02:00 pm

Erramos


"A adoção do sistema por  p ontos corridos passou a exigir maior planejamento anual dos clubes e fez que os times mais preparados abrissem vantagem. Neste formato, ninguém supera o São Paulo", escrevemos na capa do SuperEsportes . Viu? Chutamos o pronome demonstrativo. Ao  retomar a referência anterior, temos que dar passagem a e sse . Melhor: … Nesse formato, ninguém supera o São Paulo.

 

Votos:
Tags: dad    dicas    português      erramos    pronome  demonstrativo    referência  anterior    este    esse 

|

Terça-feira, 11 de novembro de 2014 11:00 am

Que sede!


São Paulo está com sede. Falta água nas torneiras, nos chuveiros, nos vasos sanitários. É grave. Geraldo Alkmin bateu às portas do Palácio do Planalto. Quer ajuda pra solucionar a crise hídrica. Lá, apresentou a conta — R$ 3,5 bilhões. Conseguirá? A presidente fez boca de siri.


A ministra do Planejamento desqualificou a papelada que o governador apresentou na reunião: "Trata-se de um conjunto de intervenções pra tentar resolver o problema". "Quem tenta não faz", ensinam os psicólogos. Melhor livrar-se do dissílabo: Trata-se de um conjunto de intervenções pra resolver o problema.


Votos:
Tags: dad    dicas    português      tentar 

|

Terça-feira, 11 de novembro de 2014 09:40 am

Eternas dúvidas


"Em 2012, um terço dos acidentes fatais ocorreu por distração dos motoristas." A frase postada no Twitter pelo Correio Braziliense alvoroçou os leitores. Pintaram duas questões. Uma: o emprego do adjetivo fatal merece nota 10? A outra: a concordância verbal obedece aos mandamentos da sintaxe?


Resposta: sim e sim. Fatal quer dizer que mata. O acidente mata. É fatal. Muitos dizem "vítima fatal". Bobeiam. A vítima, coitada, morre. Não mata. E a concordância? Nota 1.000. Trata-se do partitivo. O verbo pode dar a mão ao sujeito (um terço) e ficar no singular, ou ao complemento (acidentes fatais) e se flexionar no plural. É acertar ou acertar.


Mais exemplos


Quer mais? Pois não: Pouco mais da metade das obras do Rio está pronta. Pouco mais da metade das obras do Rio estão prontas. Mais de 66% do trabalho foi cancelado. Mais de 66% do trabalho foram cancelados. Boa parte dos alunos fizeram a redação do Enem. Boa parte dos alunos do Enem fez a redação. A maioria da população votou nas eleições. Ops! Sujeito e complemento têm o mesmo número. Resultado: É singular ou singular.

Votos:
Tags: dad    dicas    português      fatal    concordância    partitivo 

|

Terça-feira, 11 de novembro de 2014 08:00 am

Inovação e excelência


Dad Squarisi

A fila anda. Com ela, a sociedade muda. O que era deixou de ser. Deu lugar a transformações na cultura nacional. Uma das mais importantes: a certeza de que o Estado não dá conta das obrigações. Seja por incompetência, seja por falta de compromisso, o grande pai falhou. A escola não ensina. A saúde não cura. A segurança assusta. O transporte abandona passageiros no caminho.


Desde Pedro Álvares Cabral, os pobres pagam a conta do descaso. O cobrador bate à porta de favelas e moradores de bairros distantes. Com a rápida e bagunçada urbanização, os excluídos exigiram inclusão. Sem planejamento, o país fez o que sempre faz: deu um jeitinho. A resposta ao improviso foi a piora de tudo — a degradação do equipamento urbano e a manutenção de bolsões de esquecidos de Deus e dos homens.


E daí? Na certeza de que quem espera nunca alcança, ONGs e empresas conscientes da responsabilidade social decidiram fazer a sua parte. Apoiam ou patrocinam projetos aptos a responder a urgências sociais. É o caso da C&A, da Natura, da Telefonica, do Grupo Votorantim, do Correio Braziliense & cia. do bem. A tecnologia, claro, figura entre os principais fatores de mudanças.


Na semana passada, seminário internacional reuniu em Florianópolis especialistas de diferentes grupos que discutiram o papel da tecnologia para a transformação social. Um ponto chamou a atenção: embora seja um dos países mais conectados do mundo, o Brasil figura na rabeira da inovação. A tecnologia pouco impacta escolas de todos os níveis de ensino.


Não por acaso, lideram o ranking os primeirões do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa ) — Cingapura, China, Japão, Finlândia. Significa que colhe os frutos da inovação quem tem ensino de qualidade. Não é o nosso caso. Ainda marcamos passo em leitura, matemática e ciências. Obrigamos os estudantes a olhar para trás em vez de desafiá-los a buscar respostas para os desafios da contemporaneidade.


Educação de excelência, que pressupõe professores, currículo, material e instalações físicas de ponta, figura em discursos políticos. Palavras bonitas soam bem, mas são incapazes de, sozinhas, se transformarem em ação. Precisam da mobilização social. O cidadão tem de exigir um futuro moderno para filhos e netos. Escolas do século 19, professores do século 20 e alunos do século 21 não falam a mesma língua.


Votos:
Tags: dad    dicas    português    artigo    dad    inovação    tecnologia    educação    seminário  florianópolis 

|

Segunda-feira, 10 de novembro de 2014 08:00 pm

Mateo Alemán ensina


“Mais vale saber que haver.”



Votos:
Tags: dad    dicas    português      citação    mateo  alemán    saber    haver 

|

Domingo, 09 de novembro de 2014 12:01 am

Definição nota 1.000 (1)


O que é isso? O que é aquilo? O que é aqueloutro? Crianças não se cansam de perguntar. A gente responde o que pode. Muitas vezes não dá conta. Diz, então, qualquer coisa. Meninos e meninas, que não têm tempo a perder, fingem que acreditam. Dão meia-volta e partem pra outra.


Na vida profissional, a história não é tão fácil. Há momentos em que temos de definir. Precisamos de engenho, arte e, sobretudo técnica pra dizer o que é que queremos dar a entender quando empregamos uma palavra ou nos referimos a um objeto ou ser. O desafio: o definido só pode ser o definido — sem possibilidade de confundir-se com outro.


Como chegar lá? A definição não é filha de chocadeira. Tem berço, trajetória e estrutura composta de quatro elementos. É importante respeitá-los e dispô-los como manda a lógica:


a. termo — o ser que será definido

b. cópula — o verbo ser

c. gênero — a classe (ou ordem) de coisas a que pertence o termo

d. diferenças — tudo o que diferencia o termo definido de outros da mesma classe


Exemplos


Homem é um animal racional.


O termo é homem. A cópula, é. O gênero, animal. A diferença, racional.

*

Substantivo é a classe de palavras que dá nome aos seres.


O termo é substantivo. A cópula, é. O gênero, classe de palavras. A diferença, que dá nome aos seres.

*

Quadrado é um quadrilátero de ângulos retos e lados iguais.


O termo é quadrado. A cópula, é. O gênero, quadrilátero. A diferença, de ângulos retos e lados iguais.

*

Falar é exprimir-se por meio de palavras.


O termo é falar. A cópula, é. O gênero, exprimir-se. A diferença, por meio de palavras.



Olho vivo


Às vezes o enunciado tem cara de definição, mas definição não é. Se você pergunta a uma criança o que é chuva, é bem provável que ela responda "chuva é quando chove". Será? Quando chove há chuva. Mas chuva, segundo o Aurélio, "é a precipitação atmosférica formada de gotas de água cujas dimensões variam entre 1mm e 3mm, por efeito da condensação do vapor de água contido na atmosfera".


Votos:
Tags: dad    dicas    português      definição 

|

Domingo, 09 de novembro de 2014 12:00 am

Definição nota 1.000 (2)

 

Exigências


A definição tem exigências das quais não abre mão. Como saber se elas foram atendidas? Há jeitos. Ela deve:


1. ser breve — formada de uma só frase.


2. ser expressa em linguagem simples, familiar ao leitor ou ouvinte.


3. ser afirmativa (dizer o que é, não o que não é). Não há definição quando se diz que "homem não é cachorro".


4. ser recíproca pra ser completa e satisfatória. O "homem é um ser vivo" não é definição porque nem todo ser vivo é homem. Peixe é ser vivo, mas não é homem.


5. O termo deve pertencer ao gênero. Homem é animal, não vegetal ou coisa. Quadrado é quadrilátero, não móvel ou ferramenta. Substantivo é classe de palavra, não carro ou dicionário.


6. O gênero tem requisitos. Deve ser suficientemente amplo pra compreender a espécie definida e suficientemente restrito pra que as características do termo definido sejam entendidas sem confusão de espécies. Dizer que homem é "ser vivo"? Ops! O gênero é pra lá de amplo porque inclui milhões de criaturas que nada têm a ver com o homem. Dizer que o homem é "animal que vive na cidade" é demasiadamente restrito, porque exclui outros homens.


7. A estrutura gramatical é rígida: o termo e o gênero têm de pertencer à mesma classe de palavras : homem (substantivo) é animal (substantivo). Falar (verbo) é exprimir-se (verbo). Quando a gurizada diz que chover é "quando chove", "quando chove" não é verbo como chover. É oração. Não vale.


8. Não se pode usar no gênero o termo que se está definindo. Dizer que homem é homem, gato é gato, móvel é móvel ninguém discute. Mas não é definição.

Votos:
Tags: dad    dicas    português      definição 

|

Sábado, 08 de novembro de 2014 12:00 am

Diquinhas infantis 31


Tarzan, o homem-macaco


Mogli é o bebê que foi criado por lobos. Por isso se chama menino-lobo. Tarzan foi criado por macacos. Cresceu entre eles. Recebeu o nome de Tarzan. Na língua da selva, quer dizer homem-macaco.


Conhece a história? Um avião caiu na floresta. Passageiros e tripulantes morreram. Só um bebê se salvou. Quando sentiu fome, o pequenino gritou desesperado. Uma gorila ouviu o choro. Com pena, levou a criança pra casa.


Lá, ela aprendeu os mistérios da mata. Voava de cipó em cipó. Nadava como peixe. Corria como leopardo. E era valente que só. Um dia, um macaquinho caiu no rio. Enorme crocodilho avançou contra ele. Tarzan, do alto da árvore, viu. Pulou e matou o bichão com as mãos.


Viva! Virou o rei da selva. "O-oooooooooooh", gritava de cima dos galhos. Um dia, chegou o professor Poter e a filha Jane. A macacada se escondeu. Tarzan chegou perto. Ops! Foi a primeira vez que viu humanos. E agora? No sábado que vem, vamos saber o que aconteceu. Aguarde.

 

O livro


Quem criou Tarzan, o homem-macado ? Foi o norte-americano Edgar Rice Burroughs em 1.912. O livro ganhou edições em muitos países. No Brasil, Manuel Bandeira e Monteiro Lobato traduziram a obra. Foi sucesso total.

 

Que parecido!


Repare nas comparações:

Nadava como peixe.

Corria como leopardo.

Voava como pássaro.

 

Agora você


Comia como ……………….

Escrevia como…………………

Trabalhava como ………………..

Cantava como………………………

 

Resposta


Você pode ter feito outras comparações. As respostas servem de sugestão: Comia como passarinho (pouco). Comia como leão (muito). Escrevia como Monteiro Lobato. Trabalhava como escravo. Cantava como rouxinol.

 

Votos:
Tags: dad    dicas    português    diquinhas  infantis      tarzan    o  homem-macado    comparação 

|

Sexta-feira, 07 de novembro de 2014 05:00 pm

Erramos


“O bom filho à casa torna”, escrevemos na pág. 19 do Divirta-se mais . Viu? Caímos na cilada da crase. Casa, quando indica o lugar onde se mora, não aceita aceita artigo (saí de casa, estava em casa). Daí por que não haver o encontro de dois aa. Melhor: O bom filho a casa torna. 

Votos:
Tags: dad    dicas    português      erramos    crase    casa    o  bom  filho  a  casa  torna 

|

Quinta-feira, 06 de novembro de 2014 12:05 am

Leitor pergunta


Vale a pena? Vale à pena? Nunca sei. (Mônica Berna)



Crase é a fusão de dois aa. Um deles é a preposição. O outro, o artigo ou o a do pronome demonstrativo (aquele, aquela, aquilo). Sem a duplinha, nada feito. Há um truque infalível pra descobrir se ocorre encontro. Substitua o nome feminino por um masculino. Não precisa ser sinônimo. Se no troca-troca der ao , sinal de crase. Caso contrário, sem chance. Veja: Fui à piscina. (Fui ao clube). Vale a pena. (Vale o trabalho).

 

Votos:
Tags: dad    dicas    português    crase    leitor  pergunta    vale  a  pena 

|

Quinta-feira, 06 de novembro de 2014 12:01 am

Ataque de nervos


Votos:
Tags: dad    dicas    português      pleonasmo    além...também 

|

Quarta-feira, 05 de novembro de 2014 05:00 pm

Erramos

"Durante a campanha, Rollemberg esteve mais de 30 vezes à Rod o viária de Brasília", escrevemos na pág. 21. Viu? Pisamos a regência. Ele esteve em algum lugar. Melhor: Durante a campanha, Rollemberg esteve mais de 30 vezes na Rodviária de Brasília.

 

Votos:
Tags: dad    dicas    português      erramos    estar    regência 

|

Quarta-feira, 05 de novembro de 2014 04:08 pm

Fale certo

Votos:
Tags: fale  certo   

|

Quarta-feira, 05 de novembro de 2014 01:30 pm

Questão de gênero


    “Quem de palavras tem experiência sabe que delas se deve esperar tudo”, repete José Saramago. Tradução: as palavras são enganadoras. Ao menor descuido, entramos na delas. Um dos perigos é o gênero do vocábulo. O masculino tem um significado; o feminino, outro.

É o caso de cabeça . O cabeça quer dizer o chefe . A cabeça , parte do corpo. É o caso também de capital . O capital significa grana . A capital , cidade mais importante do país ou estado.


    Acredite: caímos na armadilha. Escrevemos: “O presidente encontrará a Argentina com a moral alta”. A moral é o conjunto de regras de conduta ou conclusão que se tira de uma obra (a moral protestante, a moral da história). O moral joga em outro time. É astral, brio: O presidente encontrará a Argentina com o moral alto .


Votos:
Tags: dad    dicas    português    gênero    grama    polissemia    cabeça 

|

Quarta-feira, 05 de novembro de 2014 12:40 pm

Tamanho certo


    A releitura do texto tem quatro funções. Uma: checar as informações. Duas: corrigir os erros gramaticais. Três: eliminar as repetições. A última, mas não menos importante: cortar o desnecessário. Aí, aconselham os manuais, seja impiedoso. Ante a menor dúvida de redundância, pare, leia, corte.

    Nem sempre damos bola pro conselho. Vale o exemplo: “O novo presidente do partido disse que vai pleitear mais um ministério para a sigla junto ao governo”.

    Xô, gordura! Feita a dieta, temos: O novo presidente do partido disse que vai pleitear mais um ministério para a sigla.

Votos:
Tags: dad    dicas    português       

|

Quarta-feira, 05 de novembro de 2014 12:30 pm

Cada um na sua


    As palavras terminadas em  em são cheias de manhas. As paroxítonas não levam acento. É o caso de jovem, homem, nuvem . As oxítonas levam. Valem os exemplos de porém, também, armazém .

    Volta e meia, esquecemos a idiossincrasia. Veja: “Aos 81 anos, a artista mantem-se em plena atividade”. Cadê o grampinho? Mantém joga no time de convém e detém . Pede o agudo.

Votos:
Tags: dad    dicas    português      grafia    acentuação  gráfica    oxítonas    paroxítonas  em    ens 

|

Quarta-feira, 05 de novembro de 2014 12:00 pm

Liberdade e libertinagem


    As palavras são passeadeiras. Adoram dar voltinhas na frase. Mas a liberdade de ir e vir tem limites. Acaba onde começam as exigências da clareza e da coerência. Sem observar a baliza, aparecem pérolas como estas: Comprei uma meia de mulher de náilon. Haverá um seminário sobre Aids na Câmara dos Deputados.

    A boa norma manda “amarrar” cada termo determinante ao respectivo termo determinado. Mas abusamos das possibilidades da língua. Está na edição de hoje: “...se o país crescer os 0,8% previstos pela maioria dos economistas em 2014...”
   
    Xô, ambiguidade! A previsão não foi feita em 2014. 2014 se refere a crescer . Determinante e determinado devem ficar perto: …se em 2014 o país crescer o 0,8% previsto pela maioria dos economistas...



Votos:
Tags: dad    dicas    português      clareza    coerência    colocação 

|

Quarta-feira, 05 de novembro de 2014 12:00 pm

Jules Renard ensinou



“Um literato deve ser apenas literato. O resto é literatura.”



Votos:
Tags: dad    dicas    português      citação    jules  renard    literato    literatura 

|


« primeira    « anterior    
Mostrando (31-60) de 7448 resultados.