Quinta-feira, 17 de julho de 2014 02:00 pm

Notícias em debate 4


A segunda questão


O Estado de Minas também mereceu comentários. Chamada publicada na primeira página gerou polêmica. É esta: "Felipão fora". A notícia da demissão do técnico brasileiro ainda não tinha sido divulgada. Então, não deu outra. A atenção se voltou para o texto. A dúvida: os brasileiros estavam mandando Felipão pra casa? Ou ele tinha sido mandado pra casa?


A resposta está na pontuação. Compare:


Felipão, fora.


Com a vírgula, Felipão vira vocativo — o ser a quem nos dirigimos. No caso, dá-se uma ordem pra ele. Ele obedece. Ou não. A única certeza é o sinalzinho de pontuação. Esteja onde estiver, o nome vem isolado. Veja exemplos: Felipão, fora. Fora, Felipão. Pra frente, Brasil. Brasil, pra frente. Maria, volte logo. Volte logo, Maria. Aprende com eles, Brasil. Brasil, aprende com eles. Te adoro, garoto. Garoto, te adoro.


***


Felipão fora.


Sem a vírgula, subentende-se o verbo estar: Felipão (está) fora. Que diferença, hem? O jornal saiu na frente. Deu a notícia da queda do técnico da Seleção na frente dos concorrentes. Palmas pra ele.


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Quinta-feira, 17 de julho de 2014 11:10 am

Fale certo

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Quarta-feira, 16 de julho de 2014 04:30 pm

Erramos


"Oito meses depois da prisão dos então gestores regionais de Taguatinga e Águas Claras, a Polícia Civil volta a levar para a cadeia mais um responsável…", escrevemos na pág. 19. Volta a levar? Não. O administrador foi preso pela primeira vez. Melhor: Oito meses depois da prisão dos então gestores regionais de Taguatinga e Águas Claras, a Polícia Civil leva para a cadeia mais um responsável…


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Quarta-feira, 16 de julho de 2014 04:00 pm

É singular

 
  Há uma baita confusão. Uns falam em o Brics. Outros, em os Brics. E daí? Brics é sigla formada pela letra inicial de quatro países: Brasil, Rússia, Índia, China e South Africa. O s não é índice de plural. Daí por que dizemos o Brics, do Brics , no Brics .
 

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Quarta-feira, 16 de julho de 2014 10:40 am

Leon Eliachar alertou


"Segredo é o que vai rolando de ouvido em ouvido e volta sempre com mais detalhes."


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Quarta-feira, 16 de julho de 2014 09:30 am

Notícias em debate 3


Cadê?


Cadê o eu? Ele fica de fora? Fica. Quando damos ordem a nós mesmos, ocorre uma mágica. O eu vira você . Banque o São Tomé. Digamos que você se chame Maria. Mande você deixar a preguiça pra lá, tomar banho e escovar os dentes: Maria, deixe a preguiça pra lá. Tome banho e escove os dentes.

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Quarta-feira, 16 de julho de 2014 09:10 am

Notícias em debate 2


Por falar em imperativo...


O imperativo às vezes manda fazer. É o afirmativo. Às vezes manda não fazer. É o negativo. Formá-lo é fácil como andar pra frente. Ele sai inteirinho do presente do subjuntivo. Basta antecedê-lo de não . Quer ver?


Presente do subjuntivo: que eu acorde, tu acordes, ele acorde, nós acordemos, vós acordeis, eles acordem

Imperativo negativo: não acordes tu, não acorde você, não acordemos nós, não acordeis vós, não acordem vocês

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Quarta-feira, 16 de julho de 2014 09:00 am

Notícias em debate 1


Duas notícias de segunda-feira chamaram a atenção de leitores. A primeira foi esta manchete do Correio Braziliense : "Acorda com eles, Brasil". Ao lê-la, Izabel Cristina se surpreendeu. Achou que houve erro na conjugação do imperativo afirmativo. Em vez de "aprende", a forma deveria ser "aprenda". Será?


O imperativo afirmativo dá nó nos miolos da moçada desde que nasceu. Sabe por quê? Ele joga em dois times. O tu e o vós se formam do presente do indicativo. Mas se livram do s final. As demais pessoas saem do presente do subjuntivo — sem tirar nem pôr. Assim:


Presente do indicativo: eu acordo, tu acordas, ele acorda, nós acordamos, vós acordais, eles acordam

Presente do subjuntivo: que eu acorde, tu acordes, ele acorde, nós acordemos, vós acordeis, eles acordem

Imperativo afirmativo: acorda tu, acorde você, acordemos nós, acordai vós, acordem eles


Decifrou a charada, Izabel Cristina? Ao dizer "Aprende com eles, Brasil", o jornal optou pelo tu (aprende tu). Ao propor "Aprenda com eles, Brasil, você escolheu o tratamento você (aprenda você). Um e outro merecem nota 10. É acertar ou  acertar.

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Terça-feira, 15 de julho de 2014 05:00 pm

Erramos


“A atriz Angelina Jolie declarou em junho de 2013 que teria removido as duas mamas devido ao alto risco de desenvolver o câncer de mama”, escrevemos na pág. 16. Teria removido? O medo de afirmar não procede. Ela declarou que tinha removido.

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Terça-feira, 15 de julho de 2014 11:00 am

Leitor pergunta


Gostaria que você me tirasse duas dúvidas:


1ª) Existe a forma feminina de boleto? É correto dizer, por exemplo: Já paguei a boleta?


2ª) E quanto ao cartão que recebemos em algumas boates. É comanda? Existe isso?(Myriam Henriques)



Boleto , Myriam, é substantivo masculino. Boleta joga em outro time. Trata-se de forma do verbo boletar: eu boleto, ele boleta, nós boletamos, eles boletam.


Que criatura é essa? Boletar, variante de aboletar, quer dizer aquartelar (soldados) em casas particulares; alojar, acomodar, instalar; alojar-se, acomodar-se, instalar-se: Os torcedores argentinos se aboletaram (ou se boletaram) em abrigos improvisados no Rio .


***


Comanda está nos dicionários. Em restaurantes, bares e boates, é a anotação de pedidos ou consumo feitos pelos clientes. Pode ser também o papel onde se anota o pedido.

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Terça-feira, 15 de julho de 2014 08:00 am

Saldo da Copa 7


Conjugação


"Se o técnico manter a equipe, o resultado será previsível." Ops! Se manter? Nãoooooooooo! O futuro do subjuntivo sofre. E não é de hoje. A razão do martírio se chama semelhança. Em muitos verbos, o futuro tem a cara do infinitivo (se eu cantar, se eu vender, se eu partir). Mas, em alguns casos, a história muda de enredo. É bom, por isso, saber a formação de tempo tão sofisticado. Ele nasce do pretérito perfeito do indicativo. Mais precisamente: da 3ª pessoa do plural menos o -am final. Assim:


Pretérito perfeito: eu mantive, ele manteve, nós mantivemos, eles mantiver(am)


Futuro do subjuntivo: se eu mantiver, ele mantiver, nós mantivermos, eles mantiverem.

Logo: Se o técnico mantiver a equipe, o resultado será previsível.

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Terça-feira, 15 de julho de 2014 12:00 am

Saldo da Copa 6


O verbo faltar é figurinha carimbada. Trata-se de verbo regular. Mas costuma apanhar mais que a Seleção diante da Alemanha. É um tal de "falta 10 minutos", "falta cinco dias", "falta dois gols". A colocação do sujeito depois do verbo se encarrega de promover o tropeço. Se mudamos a ordem, a concordância fica simples como andar pra frente (10 minutos faltam, cinco dias faltam, dois gols faltam). A inversão não muda a regra. O verbo, como manda o bom português, concorda com o sujeito: faltam 10 minutos, faltam cinco dias, faltam dois gols.

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Segunda-feira, 14 de julho de 2014 05:00 pm

Erramos


"Reunião de líderes na Câmara: decreto sobre conselhos populares opõe PT ao PMDB e à oposição", escrevemos na legenda da pág. 3. Faltou o artigo, não? Sem ele, damos o recado de que há mais de um PT. Melhor: Reunião de líderes na Câmara: decreto sobre conselhos populares opõe  o PT ao PMDB e à oposição.

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Segunda-feira, 14 de julho de 2014 10:41 am

Saldo da Copa 5


Regência


"As pressões aumentam para que o país chegue na final", repetiam comentaristas de norte a sul, de leste a oeste. Na ânsia de levantar o ânimo dos brasileiros, os bem-intencionados espancaram a regência. Chega-se a algum lugar: Chega-se a São Paulo. Chega-se a Brasília. Chega-se ao clube. E, claro, chega-se à final .

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Segunda-feira, 14 de julho de 2014 10:35 am

Saldo da Copa 4


Grafia


Depois dos 7 a 1, corríamos outro sério risco. A Argentina poderia ser a campeã da Copa do Brasil. Já imaginou entregar a taça aos hermanos? Arquirrival foi palavra pra lá de citada. Ela é formada do prefixo arqui + o substantivo rival . Ao juntá-los, temos de manter a pronúncia. Como? Dobrando o r . Com um r só, fica arquirival. Nada feito. O mesmo ocorre com fotorreportagem, autorreferência, minirreforma. E por aí vai.

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Segunda-feira, 14 de julho de 2014 10:20 am

Saldo da Copa 3


Gênero 2


Estádios cheios não deixavam por menos. Levaram narradores a dizer "as milhares de pessoas" a torto e a direito . Bobeira. Milhar joga no time de milhão — o dos machos sim, senhores. São masculinos e não abrem: um milhar de pessoas, dois milhares de pessoas, os milhares de pessoas, um milhão de pessoas, dois milhões de pessoas, os milhões de pessoas.

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Segunda-feira, 14 de julho de 2014 10:05 am

Saldo da Copa 2


Gênero 1


"Sete a zero? Ops! O Brasil está com a moral baixa", concluiu o repórter. Tropeçou na emoção e no gênero da palavra. A dissílaba pertence a duas equipes. Pode ser masculina ou feminina. O moral quer dizer disposição, ânimo. A moral é conjunto de preceitos de conduta (moral duvidosa, moral da fábula). A Seleção, depois da goleada, ficou com o moral baixo, não?

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Segunda-feira, 14 de julho de 2014 10:02 am

Saldo da Copa 1


Não só de bola viveu o Mundial do Brasil. Gente, cores, festa, risos, lágrimas compuseram o cenário. Palavras também. Ao lado da redonda, a língua foi grande vedete. Olhos e ouvidos mantiveram-se atentos a grafias e pronúncias. Houve carinhos e pancadas — como os deixados pela Seleção verde-amarela. As carícias ganharam de goleada. Mas sete faltas doeram como os chutes alemães.


O dizer


Há pronúncias freguesas do tronco. Uma delas: o ditongo ei. Galvão Bueno & cia. teimam em esnobar o izinho. Pauleira, goleiro, forasteiro, festeiro, etc. e tal soaram paulera, golero, forastero, festero. Xô!


Felipão contribuiu para engrossar a lista dos maus-tratos ao português nosso de todos os dias. "O trabalho não foi ruim", disse em entrevista coletiva. Pôs o acento no u . Bobeou. Ru-im se pronuncia como Joaquim e Aladim. A sílaba tônica é a última — como se tivesse acento no i (ru-ím).

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Segunda-feira, 14 de julho de 2014 10:00 am

Manoel de Barros confessa


"Uso a palavra para compor meus silêncios."

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Sábado, 12 de julho de 2014 12:00 am

Diquinhas infantis 20


Aladim era um jovem ambicioso. Queria ficar rico e e ter fama. Por isso se negou a seguir a profissão do pai, respeitado alfaiate. A mãe insistia. Ele respondia não, não, não.


Certo dia, Aladim encontrou um mago. Contou pra ele o sonho de ser conhecido e famoso. O feiticeiro gostou do mocinho e o convidou pra ser seu ajudante. Aladim aceitou. Ganhou um anel mágico para protegê-lo.


Primeira missão: entrar numa caverna encantada, cheia de joias e moedas de ouro. Lá deveria encontrar uma lâmpada maravilhosa. Parecia uma lamparina comum, mas dentro morava um gênio que realizava todos os desejos do dono.


Depois de passar por salas repletas de ouro e um pomar com árvores cobertas de pedras preciosas, oba! Aladim viu a lâmpada. Pegou-a. Sem querer, esfregou nela a manga da camisa. Um gênio gigante saltou de dentro numa nuvem de fumaça. Perguntou:


--
O que você quer? Ordene, mestre. Eu obedeço.

Aladim pediu ajuda pra voltar pra casa. Voltou. Depois, pediu um delicioso almoço com a mãe. Conseguiu. O que mais? Era hora dos pedidos que mudariam a vida do garoto ambicioso. Ele vai chegar lá? A resposta está na próxima coluna. Até sábado.

 


Mil e uma noites


Aladim é personagem do livro As mil e uma noites . Lembra-se? Sherazade, pra não morrer, conta histórias pro marido. Ela interrompe a narrativa na parte mais emocionante. Na noite seguinte, continua.

 

Pronúncia


Diga em voz alta devagarinho:

A-la-dim

Jo-a-quim


Viu? A sílaba forte das palavras é a última.


Agora pronuncie do mesmo jeitinho:

ru-im

Por fim, pinte a sílaba fortona com uma cor bem legal.

 

O senhor oso


Siga o modelo:


ambição — ambicio s o

maravilha — maravilho s o

delícia — ———————-

gosto — ————————

fama — ————————-

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Sexta-feira, 11 de julho de 2014 05:00 pm

Erramos


"Quem vai à Feira da Torre de TV ou no pequeno comércio em frente à Catedral acha facilmente esta pequena plantinha", escrevemos na pág. 24. Ops! Pisamos a regência. A gente vai a algum lugar. Melhor: Quem vai à Feira da Torre de TV ou ao pequeno comércio em frente à Catedral acha facilmente esta pequena plantinha.

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Sexta-feira, 11 de julho de 2014 10:00 am

Leitor pergunta


Estou em dúvida de como tratar a concordância de férias no seguinte período: Férias, suas lindonas, vocês chegaram — sejam bem-vindas! ou Férias, sua lindona, seja bem-vinda! (Maurício Ribeiro)

 

Férias é substantivo plural. A concordância não tem saída. Deve respeitar o número:

Férias, suas lindonas, vocês chegaram — sejam bem-vindas!

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Quinta-feira, 10 de julho de 2014 04:35 pm

Erramos


“Com o uso de aquarelas desde o nível básico ao avançado”, escrevemos na pág. 23. Cadê o paralelismo? O de exige a (de segunda a sexta). O desde , até . Assim: Com o uso de aquarelas desde o nível básico até o avançado .

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Quinta-feira, 10 de julho de 2014 02:52 pm

Fale certo

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Quinta-feira, 10 de julho de 2014 12:00 am

Leitor pergunta


O jornal Estado de Minas , no Caderno Cultura , publicou a seguinte manchete: "Inhotim bate recorde de público com a Copa do Mundo, e estrangeiros são maioria entre os visitantes". Estrangeiros são "maioria" ou "maiorias"? O portal do Globo foi em sentido diverso: As mulheres são maiorias entre os consumidores que rodam as lojas de Madureira". E daí? Estou com nó nos miolos.

(Carlos Ferreira)


O singular merece nota 10. O plural não está com nada. Por quê? Fica no singular o substantivo abstrato que, depois de verbo de ligação (ser, estar, tornar-se, virar), caracterize genericamente o sujeito plural: Os jovens são alvo de campanhas publicitárias. Filmes nacionais foram destaque do Festival de Brasília. O sujeito e o predicado são parte da oração. Estrangeiros são maioria entre os visitantes. As mulheres são maioria entre os consumidores.

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Quarta-feira, 09 de julho de 2014 02:43 pm

Erramos


"Um país (e o mundo) atônitos com o fracasso", escrevemos na pág. 7 do Superesportes . Cochilamos. O termo entre parênteses não conta. É como se não existisse. A concordância deve ser feita com país . Assim: Um país (e o mundo) atônito com o fracasso.

 

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Quarta-feira, 09 de julho de 2014 08:00 am

A dona da sorte 4


Na Copa, não há coluna do meio. Sem poder empatar, o time ganha ou perde. A língua, menos rigorosa, privilegia certos verbos. Um deles: ganhar. Ganho ou ganhado? Antes, os auxiliares ter e haver exigiam o particípio regular (ganhado). Ser e estar, o irregular (ganho). Modernamente, a lei do menor esforço fala mais alto. Há preferência pela forma dissílaba em todas as construções. Assim: O Brasil tinha (havia) ganho. A partida foi ganha. A partida estava ganha.
Muitos torcem o nariz pra flexibilidade. Preferem a trissílaba. A língua, outra vez, se mostra generosa. Abre caminho pra preferência. E lhe dá nota 10: O Brasil tinha ganhado. O Brasil havia ganhado.


Mesmo time


Além de ganhar, gastar, pagar e pegar gozam do privilégio da dose dupla. Com ter e haver, aceitam o particípio regular (gastado, pagado, pegado) e o irregular (gasto, pago, pego). Com ser e estar, só a forma pequenina tem vez. Assim: Ele havia (tinha) gastado o dinheiro. Ele tinha (havia) gasto o dinheiro. O dinheiro foi gasto. O dinheiro está gasto. Ele tinha pago (pagado) a conta. A conta é (está) paga. O jogador tinha (havia) pegado a bola. Ele havia (tinha) pego a bola. A bola será (está) pega.

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Quarta-feira, 09 de julho de 2014 12:00 am

A dona da sorte 3


Não se deve ao acaso o nome da patrocinadora de seleções e seleções. Nike é a deusa da vitória na mitologia grega. A bem-amada nasceu no início do mundo. Naquela época, não existiam nem Zeus nem o Olimpo. Só havia os titãs. Ela é filha de um deles — Palas.

Nike não disputava o espaço de Fortuna — responsável pelo triunfo de atletas e guerreiros. Ela só entregava o troféu aos vencedores. Por isso tinha asas. Com elas, ia de um lugar a outro rapidinho. Onde havia um vitorioso, lá estava a bela deusa para lhe entregar a láurea. Era uma palma e uma coroa, símbolos do triunfo. Até hoje, os campeões da Olimpíada põem na cabeça a coroa de folhas. É Nike, invisível, quem lhes dá o prêmio.


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Terça-feira, 08 de julho de 2014 02:00 pm

Erramos


"Isso porque não faltam opções de locais para ir nem programação para agradar aos clientes", escrevemos na pág. 21. Opções de locais? É deperdício. Melhor: Isso porque não faltam locais para ir nem programação para agradar aos clientes.

 

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Terça-feira, 08 de julho de 2014 10:00 am

A dona da sorte 1


     Gigantes da bola se enfrentam. Pra lá de preparados, os dois times têm condições de vencer. Quem vai ganhar? Os torcedores chutam. Apostam num ou noutro. Mas sabem que a decisão está em outras mãos. A dona da sorte e do azar tem vários nomes. Os gregos a chamam de Fortuna. Alguns falam em destino. Outros citam fado. Muitos preferem ventura ou desventura. Seja com que nome for, uma coisa é certa. Fortuna não olha o que faz. É cega.

Que medão! A caprichosa criatura não tem lógica na distribuição dos bens ou dos males. Faz o que lhe vem à cabeça. Sem pensar. Às vezes ela olha para uma equipe. Acha-a simpática. Enche-a de benesses. Sobram bolas na rede. Outras vezes, a deusa acorda de mau humor. Faz tudo dar errado na disputa. Resultado: goleada na certa.



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