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<category>Blog Dzai</category>
<description>Fatos políticos de Brasília e do Brasil para você</description>
<copyright>UAI - Nenhum é tão você. Todos os direitos reservados</copyright>
<title>Blog da Denise</title>
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<title>Blog da Denise</title>
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<language>pt-br</language>
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		<title><![CDATA[A INSEGURANÇA DE CABRAL]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=105185</link>
		<pubDate>Fri, 18 May 2012 16:27:36 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		&nbsp; <br>&nbsp; <font size="4">&nbsp; Certa vez, um ex-deputado comentou comigo: "Não pense que está tudo calmo no PT. Nós vamos arrumar um jeito de nos enrascarmos outra vez". A frase foi dita numa conversa logo depois do escândalo do mensalão. Dia desses, alguém me cantou a bola: o PT não iria abandonar Cabral à própria sorte jogando o governador do Rio de Janeiro na teia da CPI sobre Carlos Cachoeira. Mas um grupo do partido estava numa vontade danada de deixar Sérgio Cabral tão enfraquecido ao ponto de não poder ser candidato a vice numa hipotética chapa capitaneada por Lula. E, nesse contexto, estava resolvido: O Blog de Anthony Garotinho fez esse serviço para os petistas (informação que usei como mote para a coluna que está no post abaixo).  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Nem precisou muito tempo para isso. Cãndido Vaccarezza, ex-lider do governo, tropeçou ao ponto de deixar todo mundo desconfiado: por que é preciso proteger Cabral? Quando uma criança não sabe andar, ficamos cheios de cuidados quando ela dá os primeiros passos, ficamos ali, do lado. E vez por outra dizemos "vem, meu amor, não se preocupe, estou aqui para proteger você, pode ficar tranquilo". <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ocorre que, quando a criança adquire segurança para caminhar, não precisa mais de proteção. Nem dizemos a ela, "não se preocupe, você é nosso", ou coisa parecida. Quem tem segurança não precisa de uma mensagem como a captada pelo câmera do SBT para se sentir protegido. Por isso, quase sem querer, Vaccarezza deixou todo mundo meio desconfiado em relação a Cabral. Mais uma vez, o PT tropeça, sem que ninguém coloque o pé na sua frente ou puxe o seu tapete. Só que, nesse episódio, quem estava inseguro era Cabral, do PMDB. E, se continuar nesse ritmo, podem apostar que os governadores não ficam mais 15 dias fora do cenário, nem que seja como "testemunha" de defesa de seus governos.&nbsp;  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;  <br></font>
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		<title><![CDATA[A PRIMEIRA VÍTIMA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=105183</link>
		<pubDate>Fri, 18 May 2012 15:47:37 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<span style="font-style: italic;">Se aparecer algo que mereça a convocação dos governadores, os acordos vão ruir. No Congresso, vale a máxima: é melhor jogar um ao mar do que terminarem todos afogados</span> <br> <br> <br>Em tempos de CPI, muitos personagens acabam abalroados sem precisar sentar-se no banco dos depoentes para aparecer na TV com aquela cara de quem não está confortável na cadeira. O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), por exemplo, atingiu um de seus objetivos antes de levar o adversário à luz da comissão que investiga as relações do contraventor Carlos Cachoeira. Bastaram as imagens postadas em seu blog para que o PT, em suas conversas mais reservadas, decretasse que o governador do Rio, Sérgio Cabral, se inviabilizou como candidato a vice numa (ainda) hipotética chapa capitaneada pelo ex-presidente Lula em 2014. Afora os óbvios, ele é o primeiro a sair arranhado. <br>Cabral, enquanto governador, foi apresentado como os heróis em ações policiais cinematográficas nas favelas do Rio. Entre uma viagem e outra a Paris, cuidava da sua imagem nos morros cariocas. Era o rei da segurança pública. Nesse contexto, o zeloso governador chegou a ser citado como o primeiro da fila numa chapa, caso Lula fosse candidato. <br>É fato que o PT tenta preservar o governador do Rio como aliado. Ontem a CPI terminou a semana com cara de acordão para tirar Marconi Perillo (GO), Agnelo Queiroz (DF) e Cabral do banco de depoentes — mesmo que seja no papel de testemunhas. Mas, nos bastidores, garantem que esse processo deixará o governador em débito com o PT. <br>A imagem de Cabral confraternizando com Fernando Cavendish, o ex-dono da Delta, e o fato de não demonstrar os gastos de todas as suas viagens tiveram o mesmo efeito que um balde de água raz teria se jogado sobre uma bonita pintura. É verdade que ele ainda tem tempo para se explicar em relação às viagens, e não é crime beber um vinho em Paris com amigos. No caso de um governador de estado, desde que pague por ele e não deixe o empreiteiro bancando a sua conta, está tudo certo. <br>Só para situar quem não tem acompanhado essa novela, dadas as idas e vindas de humor da presidente da República, Dilma Rousseff, existe uma turma dentro do PT torcendo para que Lula seja candidato. Seus expoentes não vêem a hora de tirar o PMDB da vaga de vice e entregar o lugar de Michel Temer a Eduardo Campos, presidente do PSB e governador de Pernambuco. Essa conversa já é conhecida de quem lê a coluna. A novidade é que agora os petistas já estão cuidando de direcionar a candidatura a vice. E apostam no climão de CPI para jogar no mercado futuro. <br>&nbsp; <br>Por falar em Dilma… <br> <br>A própria Dilma terminou candidata por esses lances que vão, aos poucos, deslocando quem está mais à frente na fila de uma candidatura presidencial. Ela só conseguiu ser candidata porque toda a cúpula do PT ruiu na esteira do mensalão e as ondas que o processo trouxe. José Dirceu e Antonio Palocci, por exemplo, viviam uma guerra de bastidores sobre quem seria o sucessor de Lula. Hoje, os dois são aplaudidos apenas nos encontros do próprio partido onde o conceito de “malfeito” varia de militante para militante, como se fosse um elástico. <br>A aposta do PT que torce pela volta de Lula é a de que Dilma está nessa briga com a classe política e colocou o PMDB em ministérios de periferia justamente para limpar o caminho a um terceiro mandato de Lula. Embora o ex-presidente diga dia e noite que não pretende voltar, ninguém acredita. O problema é que a briga de Dilma com a classe política a fortalece a cada dia. E a CPI, embora ainda relute, vai terminar desaguando em desvendar malfeitos dos políticos, seja de qual partido for. A impressão que se tem é a de que, nesse contexto, Dilma sequer desmanchará o penteado ou terá problemas com a maquiagem. Ela parece ser dura como o velho laquê que nossas avós usavam. <br> <br>Por falar em CPI… <br>A comissão parece finalmente ter encontrado um caminho nessa investigação sobre os negócios de Cachoeira. A lavanderia internacional parece ser um achado e tanto. E, sinceramente, conforme eu conversava ontem pela manhã com um amigo ao telefone, é difícil acreditar que essa lavanderia na Coreia do Norte tenha sido ideia do próprio Cachoeira. Alguém apresentou esse esquema a ele. Cabe descobrir quem foi. Hora de chamar a Interpol e a CIA para nos ajudar a desvendar esse mistério. <br>Quanto aos governadores, bem... Em outras CPIs tentaram-se diversos acordos para salvar A, B ou C. Alguns vingaram, outros não. Esse processo sempre depende do que vem pela frente. No mesmo caso está a matriz da Delta, no Rio de Janeiro, preservada ontem da quebra de sigilo. Se aparecer algo que mereça a convocação dos governadores ,os acordos vão ruir. No Congresso, vale a máxima: é melhor jogar um ao mar do que terminarem todos afogados <br>&nbsp;
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		<title><![CDATA[As Diretas da Verdade]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=105022</link>
		<pubDate>Thu, 17 May 2012 15:34:56 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<div>  <div>&nbsp;</div> <div><font face="Arial" size="2"><em>Faltou a senhora Verdade para acompanhar o  senhor Diretas, nos anos 1980. Espera-se que agora, ela surja linda e majestosa  por essa comissão que leva seu nome. Só assim fecha-se o ciclo aberto pelo  Movimento Diretas Já</em></font></div> <div>&nbsp;</div> <div><font face="Arial" size="2">No ano que vem, o Movimento Diretas Já completa 30  anos. Ali, os personagens da nossa política lutaram pela democracia, encheram as ruas, as  praças, os palanques. Eram brasileiros dedicados de corpo e alma ao direito de  escolher seus representantes pelo voto direto e pôr um fim à farsa promovida  pelos militares que indicavam o candidato e ponto. Naqueles palanques, estavam  na linha de frente Ulysses Guimarães, conhecido como o “senhor Diretas”, e  Tancredo Neves. Ao lado deles, dois personagens que ontem desceram a rampa  interna do Palácio do Planalto, meio que escoltando a presidente Dilma Rousseff.  À direita de Dilma, Luiz Inácio Lula da Silva, a quem ela deu o braço. À  esquerda, Fernando Henrique Cardoso. <br>&nbsp;Ok, você do PT vai dizer que os  dois ex-presidentes estavam nos lugares errados em termos ideológicos, os  petistas vão dizer que Lula está à esquerda e Fernando Henrique Cardoso, à  direita. Isso hoje pouco importa. Os três sempre estiveram do mesmo lado da  política, embora seus partidos tenham promovido um “divórcio” na luta pelo  poder, que, invariavelmente, deixa em lados opostos quem deveria estar junto.  Eles choraram juntos a derrota da Emenda Dante de Oliveira, no Congresso  Nacional. O PT ficou tão revoltado que decidiu não votar em Tancredo no Colégio  Eleitoral. <br>&nbsp;Mas voltemos ao simbolismo da solenidade de ontem no  Planalto. Poucos passos atrás de Lula, Dilma e Fernando Henrique desceram José  Sarney e Fernando Collor. Há 29 anos, quando começou o movimento das Diretas,  não compunham aquele palanque com Ulysses e Tancredo. Sarney, entretanto, logo  se juntaria ao grupo quando foi construído o Partido da Frente Liberal, o PFL.  Foi o que deu a maioria que Tancredo precisava para vencer Paulo Maluf no  Colégio Eleitoral. Ufa! Finalmente os militares estavam  fora. <br>&nbsp; <br><strong>Por falar em Sarney…</strong></font></div> <div>&nbsp;</div> <div><font face="Arial" size="2">O governo Sarney consolidou a democracia, mas não  democratizou os arquivos. Collor saiu antes de poder pensar em qualquer atitude  nesse sentido. Fernando Henrique Cardoso e Lula também não o fizeram. O máximo  que se conseguiu até agora foi que cada um conhecesse a sua ficha no Dops ou  documentos vazados aqui e ali que garantem prêmios a muitos jornalistas  estudiosos do assunto. Mas fantasma das versões — tanto do lado daqueles que  lutavam pela redemocratização, quanto daqueles escritos por quem comandava o  país — continua perambulando. O Movimeto Diretas Já derrotou a ditadura — ainda  que com a primeira eleição pós-militares tenha sido por vias indiretas —, mas  não se concluiu. Faltou a senhora Verdade para acompanhar o senhor Diretas.  Espera-se que agora, ela surja linda e majestosa por essa comissão que leva seu  nome. Não por acaso, Dilma falou em liberdade para trabalhar, um recado aos  militares dito de viva-voz pela chefe suprema das Forças Armadas, a presidente  da República.</font></div> <div>&nbsp;</div> <div><font face="Arial" size="2"><strong>Por falar em  militares…</strong></font></div> <div>&nbsp;</div> <div><font face="Arial" size="2">A presença dos quatro ex-presidentes também é  cercada de simbolismos. Eles fizeram questão de comparecer para que fique claro  aos militares, em especial, os da reserva que não querem revelar o passado, que  apoiam a Comissão da Verdade. Estavam ali como escudeiros de Dilma, um recado  claro de que a Comissão da Verdade não é obra de uma ex-guerrilheira que, vez  por outra, é irascível com alguns de seus ministros, assessores e presidentes de  estatais. Mas é algo que vem de uma geração que precisa saber da sua vida. No  Alvorada, ela aproveitou o almoço para agradecer e reforçar esse gesto. Juntos,  os ex-presidentes também fizeram uma análise da situação mundial, das apreensões  com a situação da Europa, da doença do venezuelano Hugo Chavez, oportunidade em  que Lula aproveitou para dizer que sua saúde está em dia, salvo por uma  tendinite no pé.</font></div> <div>&nbsp;</div> <div><font face="Arial" size="2"><strong>Por falar em  irascível…</strong></font></div> <div>&nbsp;</div> <div><font face="Arial" size="2">A presidente Dilma não consegue ficar seis meses  sem mexer no primeiro escalão. Numa roda de políticos no Planalto, um deles  deixou escapar que tinha ouvido de gente ali de dentro que o ministro de  Relações Exteriores, Antonio Patriota, deixou de integrar a lista de preferidos.  É fato que o PT sempre reclama que ele não é político como o era Celso Amorim,  hoje ministro da Defesa. Diz-se que a sucessora — isso mesmo, mais uma mulher no  governo! — viria de Washington. Se não for boato, em breve saberemos. Mas essa  conversa rola nas salas onde muitos se encontram ao entrar e sair de audiências  palacianas.</font></div> </div><table style="width: 1px; height: 1px;" id=":sz" class="cf gz ac3" cellpadding="0"><tbody><tr><td> <br></td><td> <br></td><td> <br></td><td> <br></td><td> <br></td><td class="io"> <br></td></tr></tbody></table><table class="cf FVrZGe"><tbody><tr><td class="amq"> <br></td><td class="amr"> <br></td></tr><tr><td style="vertical-align: top;"> <br></td><td style="vertical-align: top;"> <br></td></tr></tbody></table>   
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		<title><![CDATA[SARNEY PEDE RESGATE]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=104831</link>
		<pubDate>Tue, 15 May 2012 15:58:16 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<div>  <div>&nbsp;</div> <div><font face="Arial" size="2"><strong><em>Sarney fala de “legado social do  governo do PMDB” e se mostra disposto a limpar a imagem dos políticos. Em ano  eleitoral, é o início de uma conversa para&nbsp; evitar o avanço do PT sobre  municipios peemedebistas</em></strong></font></div> <div><font face="Arial" size="2"> <br>Podem falar o que quiser do presidente do  Senado, José Sarney (PMDB-AP). Fernando Collor, por exemplo, hoje colega de  plenário na Casa, ganhou muitos votos quando candidato a presidente da República  xingando o ocupante do Planalto. A mesma coisa fez Lula, atualmente, um dos  melhores amigos. É, a vida dá voltas. Na imprensa, então, Sarney é tratado a  ferro e fogo. Mas uma coisa ninguém pode negar: Ele entende de política como  ninguém. E, do alto dos 80 e tantos anos, fez um discurso que, para os  desatentos,&nbsp; pode ter sido mais um blá-blá-blá. Mas&nbsp; sua fala delineou  caminhos e um vislumbre de futuro rumo ao resgtate da imagem do PMDB. <br>Sarney  conseguiu ontem marcar com estilo seu retorno à Presidência da Casa depois da  licença médica — ele passou por cateterismo em 14 de abril. Declarações sobre  autonomia de CPI à parte — divulgadas logo cedo nos sites de notícias —, o  discurso de plenário pelsa manhã vale uma lupa. Nas entrelinhas, ele apresentou  três eixos básicos: o governo do social,&nbsp; os políticos como uma turma do  bem e a importância dos partidos, com destaque, obviamente, para o que considera  as vantagens do PMDB.  <br>O primeiro eixo tenta acabar com a velha cantilena “o  povo não esquece, Sarney é PDS”, frase batida no bumbar de várias greves durante  seu governo. O próprio governo Sarney deixou de existir. Na fala de quem  comandava o país naquela época, virou “o governo do PMDB”, cuja marca frisada no  pronunciamento foi o “tudo pelo social”. E assim Sarney foi desfiando os números  para corroborar a sua tese: “6 milhões atendidos pelo programa do leite, 18  milhões com o vale-refeição, 11 milhões de beneficiados pela alimentação  suplementar às crianças”. Falou ainda da redução da mortalidade infantil, da  farmácia básica “concedida naquele tempo”. Tudo feito pelo governo do  PMDB.</font></div> <div>&nbsp;</div> <div><strong>Por falar em tempo…</strong></div> <div>&nbsp;</div> <div>Sarney pulou um pedaço da história política do Brasil. Depois de citar o  “governo do PMDB” como do legado social, emendou com um “que veio a  consolidar-se no governo Lula e continua no governo Dilma Rousseff”. Ora, cadê  Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso? Não digo nem o de Fernando Collor,  primeiro sucessor de Sarney. Afinal, o governo Collor não durou três anos.  É&nbsp; mais lembrado pela corrupção e pelo confisco da poupança do que por  algum benefício à população. O de Itamar fez o Plano Real, que permitiu avanços  sociais, e o de Fernando Henrique Cardoso seguiu na mesma linha, consolidou o  Real, fortaleceu o sistema financeiro e a responsabilidade fiscal, sem contar a  bolsa-escola e outros programas sociais. Se algum estudante for se basear no  pronunciamento de Sarney para aprender história, pode pensar que os governos  desses políticos não existiram. </div> <div>&nbsp;</div> <div><strong>Por falar em políticos…</strong></div> <div>&nbsp;</div> <div>Sarney fez o que pode em sua fala para limpar a imagem da classe. Ao se  referir ao país como uma construção política e de políticos, lembrou que eles  são “atacados, insultados, responsabilizados por tudo, mas foram eles que  construíram as instituições” e mantiveram a unidade nacional. Foram os  construtores do Brasil. E, sendo assim, nada mais injusto do que falar mal  deles.  <br>A sessão ordinária do Senado ontem à tarde, entretanto, é a prova de  que durou pouco a felicidade dos senadores com o discurso de Sarney — justiça  seja feita, não totalmente desprovido de razão. Outro peemedebista, o senador  Pedro Simon (PMDB-RS) descascou os políticos da CPI do Cachoeira e aqueles que,  ao longo da história, jamais permitiram uma CPI para investigar corruptores, em  especial, empreiteiras como a Delta. Agora, diz Simon, um histórico do PMDB, a  CPI perdeu a oportunidade: a Delta acabou, Fernando Cavendish pode sair do país  e o retorno de algum dinheiro aos cofres públicos, ó…</div> <div>&nbsp;</div> <div><strong>Por falar em históricos do PMDB…</strong></div> <div>&nbsp;</div> <div>O terceiro eixo citado por Sarney em seu discurso é aquele que o mantém  unido a Simon: o PMDB é um partido aberto, no qual cabe de tudo. Nos tempos de  Movimento Democrático Brasileiro (MDB), foi o pai de todos os partidos de  esquerda. Na hora do “vamos ver”, é ao PMDB, com sua grande bancada, que todos  recorrem. Itamar, Fernando Henrique Cardoso, Lula e agora Dilma, que tem o  vice-presidente Michel Temer, um ícone peemedebista.  <br>Enquanto o PMDB for  grande e unido, esse senhor de 46 anos não é páreo para nenhum partido  “garotão”. E, por incrível que pareça, quem tenta resgatar a imagem tanto do  partido é Sarney, a maior raposa política da legenda. Esse discurso, em ano  eleitoral, é o início de uma conversa para tentar o avanço do PT sobre os  municípios peemedebistas.</div></div>   
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		<title><![CDATA[ NOVO OBSTÁCULO]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=104700</link>
		<pubDate>Mon, 14 May 2012 07:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Vetar um projeto de lei e editar uma medida provisória em seu lugar para repor o que o governo deseja ainda vai dar o que falar no Supremo Tribunal Federal. E essa discussão esquentará quando Dilma vetar o Código Florestal</span><br style="font-style: italic;"> <br> <br>A presidente Dilma Rousseff ainda nem anunciou o que fará a respeito do Código Florestal aprovado pelo Congresso e as excelências já põem uma nova polêmica na Praça dos Três Poderes: se é válido o Poder Executivo anular o que foi feito pelos parlamentares e, no lugar do que foi anulado, editar uma medida provisória para repor o que considera correto. Por exemplo, alguns dizem o seguinte: suponhamos que os parlamentares tenham aprovado uma lei dizendo que o lindo pôr do sol de Brasília é vermelho. Aí, vem o chefe do Executivo, seja homem ou mulher, veta essa lei aprovada pelo Congresso e edita uma medida provisória, que tem força de lei, para definir que o pôr do sol é lilás. <br>Ok, o exemplo aí de cima não é lá essas coisas e nem vai acontecer algo assim. Mas, em outras palavras, é mais ou menos isso mesmo que os chefes do Executivo andam fazendo de uns tempos para cá. A Constituição não proíbe esse tipo de coisa. Ao se referir às matérias sobre as quais não cabe a edição de medidas provisórias, não trata desses casos específicos. O assunto vai dar polêmica. O artigo 62, em seu parágrafo primeiro, inciso IV, diz que não cabem MPs sobre matéria “já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do presidente da República. Ou seja, Dilma deve primeiro vetar o que receber do Congresso e publicar os vetos para, depois, editar uma medida provisória a respeito. <br> <br>Por falar em polêmica… <br> <br>Não se enganem. Se Dilma vetar as partes do texto que os deputados repuseram na última votação sobre o Código Florestal — e, ao mesmo tempo, editar uma medida provisória repondo o que foi decidido pelos senadores —, é bem capaz de os ruralistas seguirem em bloco para o Supremo Tribunal Federal (STF). E não sem razão, uma vez que o Supremo está aí para dirimir dúvidas e impasses em relação ao texto constitucional e outros quesitos. <br>Nesta segunda-feira, por exemplo, a bola está com o ministro Celso de Mello. Cabe a ele decidir se Carlos Cachoeira, que a esta altura do campeonato já dispensa apresentações, deve ou não comparecer à CPI que investiga o bicheiro e suas relações com as autoridades públicas. Concordo com o deputado Luiz Pitiman quando ele fala da simbologia da presença de Cachoeira como fundamental para que a CPI retorne aos trilhos. E tem mais: hoje, o sujeito pode ir e ficar calado para não gerar provas contra si. Essa moda, que ainda não era adotada nos tempos da CPI PC-Collor, obrigou muitos a falar por ali. Se agora os sujeitos não precisarem mais nem comparecer, as CPIs vão perder mais força ainda. <br> <br>Por falar em força… <br> <br>Essa história de marcar depoimento em fase inicial de CPI tem apenas a função de promover um evento, uma imagem para as emissoras de tevê, jornais e revistas. Para dizer que a CPI é forte, chama delegado e coisa e tal. O que esse pessoal da CPI deveria mesmo fazer era estar na tal sala secreta lendo tudo o que tem de documentos. Em outras palavras, estudar, fazer o dever de casa. Quem sabe, inspirados por ontem, Dia das Mães, eles se lembrem daquelas que sempre recomendam aos filhos que aproveitem a semana para estudar. Aí sim, informados, podem chamar depoentes para esclarecer dúvidas ou acrescentar alguma informação.  <br>Hoje pela manhã, entretanto, alguns integrantes da CPI não vão poder se dedicar a esse trabalho. Os peemedebistas têm compromisso logo cedo: uma sessão do Senado em homenagem ao PMDB. Não por acaso, muitos planejavam desembarcar hoje pela manhã em Brasília. Afinal, como me lembrou o deputado Pitiman ontem, será a primeira sessão presidida por José Sarney (PMDB-AP) depois do cateterismo a que foi submetido em São Paulo. Na sessão de hoje, já que não tem nada, será a hora da simbologia, de o partido tentar demonstrar à presidente Dilma que consegue reunir bastante gente no Congresso Nacional, mesmo numa segunda-feira, na hora do almoço. O PMDB não vê a hora de demonstrar sua força congressual perante o governo, hoje diluída porque a pauta não tem nada que seja caso de vida ou morte para o governo Dilma. Só o fez no Código Florestal ao retomar o texto da Câmara. E esse projeto é um dos poucos que, este ano, ainda causará muita polêmica. Pode apostar. <br> <br> <br> <br> <br>   
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		<title><![CDATA[QUERIDA DILMA JANE, PEÇA ASSIM: "O FILHA, VEJA O COAF"]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=104699</link>
		<pubDate>Sun, 13 May 2012 18:32:27 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">O Coaf não tem como enviar servidores à CPI do Cachoeira porque não tem pessoal. São 10 analistas de informações financeiras para verificar uma média de cinco mil comunicados que chegam diariamente ao Conselho</span> <br> <br>Ô FILHA, VEJA O COAF <br> <br>Dona Dilma Jane, sempre me disseram que a sua filha faz tudo o que a senhora pede. Ou quase tudo. Por isso, neste Dia das Mães, eu pediria, por favor, que a senhora intercedesse junto à sua filha em prol de um órgão prá lá de importante da administração pública, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Não é de hoje que o Coaf identifica a turma do “malfeito”, maneira que a sua filha se refere a casos de corrupção. Já pegou muita gente por aí. Mas o Coaf está no limite. A senhora é capaz de chorar se ler a resposta do presidente do Coaf, Antonio Gustavo Rodrigues, ao senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da CPI que investiga os negócios do bicheiro Carlos Cachoeira.  <br>O senador pediu ao presidente do Coaf que lhe indicasse dois servidores para ajudar a desvendar o rastro do dinheiro que andou para lá e para cá nas águas desse Cachoeira. Antonio Gustavo Rodrigues aproveitou para desabafar. Disse que se sentia honrado em colaborar com o trabalho, mas, depois de um floreio danado,&nbsp; avisou que ceder gente para ficar na CPI tempo integral não vai dar. <br> <br>Por falar em pessoal… <br>Rodrigues conta, no ofício enviado ao senador, que o quadro de pessoal do Coaf é de 42 servidores, “dos quais apenas 10 desempenham atividades de análises de informações financeiras. E detalhe: a situação é a mesma desde 2005. Ele lembra que a ampliação do quadro foi inclusive “objeto de recomendações da CPMI dos Correios”, aquela que investigou o mensalão.  <br>Depois desse preâmbulo, ele diz que designar dois servidores à CPI “prejudicaria substancialmente a capacidade operacional do órgão, já fortemente desafiada com o crescente número de comunicações recebidas dos setores obrigados pela legislação”. Desde 1998, bancos e outras instituições informaram mais de seis milhões de ocorrências ao Coaf. Só em 2011, confome Antonio Gustavo Rodrigues informou ao senador, foram 1,2 milhão, ou seja, uma média de 5 mil comunicações por mês. Ou seja, dona Dilma Jane, trabalho é que não falta para esses dez bravos cidadãos que trabalham na análise de informações financeiras. <br> <br>Por falar em trabalho… <br>&nbsp;Alguns relatórios do Coaf, dona Dilma Jane, ficaram famosos ao longo da sua história. Em maio de 2011, o jornal O Estado de S. Paulo publicou que, seis meses antes de estourar o caso Antonio Palocci, o Coaf havia alertado a Polícia Federal sobre o apartamento de R$ 6 milhões que o ex-ministro da Fazenda havia comprado em São Paulo. Na época em que a informação chegou à PF, a sua filha, dona Dilma, era presidente da República eleita e estava montando o governo. Aposto uma tarde num Spa, com direito a massagens de pedras quentes e relaxantes, como a senhora teria dito para a presidente Dilma não nomear Palocci ministro da Casa Civil se soubesse dessas coisas. <br>&nbsp;Este ano, por exemplo, soube-se que o Coaf também andou recebendo informações de movimentações suspeitas de funcionários do Poder Judiciário de vários estados. Tanto é que, por conta disso, no início do ano, a confusão foi grande. Mas isso, infelizmente, a senhora não tem como interceder porque se trata de outro poder, onde a fiscal é a doutora Eliana Calmon. <br> <br>Por falar em interceder… <br>&nbsp;Dona Dilma Jane, o Coaf não precisa de luxo, vinhos Cheval Blanc ou coisa que o valha. Só quer ampliar o seu quadro de homens e mulheres capacitados para fisgar aqueles que fazem lavagem de dinheiro obtido ilegalmente. É de se estranhar que um órgão tão importante esteja com a mesma estrutura desde 2004, como diz Antonio Gustavo Rodrigues. Enquanto isso, a gente vê por aí a criação de ministérios só para que tendências do PT ou integrantes de partidos aliados possam desfilar de carro oficial. Ah, dona Dilma Jane, se levarmos ao pé da letra, há de tantas estruturas que podem ser reduzidas a um departamento do tamanho do Coaf ou menor até. Essa cartinha também poderia ficar por aqui. Mas, ficaria incompleta se não lhe desejasse um feliz Dia das Mães. À senhora, à sua filha e a todas as brasileiras. Em especial, às bravas mães dos servidores do Coaf. Feliz Dia das Mães a todos! <br> <br> <br>   
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		<title><![CDATA[E PAULINHO LIMPOU A MÃO…]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=104581</link>
		<pubDate>Fri, 11 May 2012 17:55:39 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		<span style="font-style: italic;">Não adianta a presidente Dilma Rousseff escolher ministros ou vice-presidentes do Banco do Brasil para tentar ajudar os petistas em várias capitais. Os políticos não querem misturar essas estações, embora considerem natural trocar cargos por votos no Congresso</span><br style="font-style: italic;"> <br> <br>O tempo vai passando e o 1º de maio ainda rende histórias no plenário da Câmara. Esta semana, por exemplo, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, pré-candidato a prefeito de São Paulo, contava uma para quem quisesse ouvir. Numa roda de deputados, comentava que, na festa paulistana para comemorar o Dia do Trabalho, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad chegou logo lhe estendendo a mão. Paulinho, por sua vez, passou as suas duas mãos na própria camisa e nas pernas e, diante de um Haddad perplexo, foi direto: “Fernando, você nunca me deu a mão, nem me recebeu quando era ministro. Eu tinha que, agora, limpar a minha mão para apertar a sua”. Haddad sorriu amarelo naquele instante. Mas os deputados que estavam em volta de Paulinho esta semana deram risada. <br>A cena serve para ilustrar como não adianta a presidente Dilma Rousseff escolher ministros para tentar ajudar os petistas em vários estados. Nem mesmo nomear César Borges, do PR, para o Banco do Brasil garante que o partido fique ao lado de Haddad ou de outro nome petista nas capitais, nem mesmo Salvador. Os políticos não querem misturar essas estações, embora achem natural trocar cargo por votos no Congresso. Prova disso é que um dia depois do anúncio do nome de Brizola Neto (PDT-RJ) ser anunciado como novo ministro do Trabalho, lá estava Paulinho, deixando o pré-candidato do PT a prefeito de São Paulo constrangido e sem graça. E isso ocorreu antes de o Ibope divulgar que Haddad mantém 3% das intenções de voto paulistanas, enquanto José Serra (PSDB) aparece com 31%. <br>&nbsp;Haddad não era mesmo de dar muita atenção aos políticos, tampouco gastava solas de sapato percorrendo eventos de seu partido no período em que ficou no Ministério da Educação. Tinha o comportamento inverso ao do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que não deixa dar o ar da graça em eventos do PT, especialmente em São Paulo. Agora, ao se “enturmar” com a base, soa falso. Chegou-se a situação que, ou Lula entra logo em campo, ou o petista pode não ter tempo de virar o jogo a seu favor.  <br>&nbsp; <br>Por falar jogo… <br> <br>Líder nas pesquisas, José Serra tem entre seus aliados os maiores entusiastas da CPI que investiga as relações do bicheiro Carlos Cachoeira. Afinal, enquanto a CPI estiver dominando o noticiário, menos espaço haverá na mídia paulista para a exibição das movimentações de Haddad, que precisa de exposição.  <br>Para completar os problemas do PT, se Haddad se mantiver concretado nos 3% por mais tempo, ficará difícil seu partido conseguir que os demais integrantes da base da presidente Dilma Rousseff desistam de lançar candidatos a prefeito, como pediu Lula no início do processo. Hoje, a sensação entre os petistas é a de que a vida de Haddad realmente não será fácil daqui para frente: uma profusão de candidatos, numa cidade onde Lula jamais conseguiu transferir prestígio para eleger candidato a governador ou a prefeito.  <br>De quebra, ainda vem por aí o julgamento do mensalão e as agruras na CPI, hoje imprevisíveis. Nada garante que o caso ficará restrito ao senador Demóstenes Torres, aos deputados que já foram citados ou ao governador de Goiás, Marconi Perillo, como se calculava no início do processo. <br>&nbsp; <br>Por falar em agruras e CPI… <br> <br>A compra da Delta Construções pela JBS sem colocar dinheiro merece mesmo uma lupa. Não ouvi um só empresário ou político dizendo que essa compra era, digamos, um negócio da China. Vejam só a situação da JBS, por exemplo. A empresa estava lá quieta no seu canto. Bastou anunciar a compra da Delta para que ressurgissem o financiamento recebido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os projetos políticos de um dos sócios do grupo, José Batista Júnior, pré-candidato ao governo de Goiás. Para muita gente, a forma vapt-vupt com que o grupo controlador da JBS tomou conta da Delta terminou por fazer dos compradores um novo veio para se trilhar na busca de desvendar as intrincadas relações da política de Goiás, de onde saíram Cachoeira; o ex-tesoureiro do PT e réu do mensalão Delúbio Soares; entre outros. <br>Lá só não é território de Fernando Cavendish, o ex-dono da Delta que a turma da política aposta que está pronto para deixar o Brasil. Afinal, nada impede que ele viaje para onde quiser. Quem conhece desse traçado, garante que basta o empresário comprar uma rede de postos de combustíveis nos Estados Unidos, gerar empregos e, assim, solicitar um green card. Houve um tempo em que os filmes citavam o Brasil como refúgio de americanos enrascados com a justiça estadunidense. Hoje, ao que parece, a rota está a um passo de se inverter. Vamos aguardar.  <br>&nbsp; <br>&nbsp;
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		<title><![CDATA[PT EM CHAMAS]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=104477</link>
		<pubDate>Thu, 10 May 2012 14:19:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		  <br><span style="font-style: italic;">Os deputados andam meio entristecidos, olham para a popularidade de Dilma como algo que não é compartilhado com eles, cada vez mais distantes do poder</span>  <br>  <br>O governo está bombando junto ao eleitorado, a presidente Dilma Rousseff segue lépida e fagueira, liderando sua equipe rumo aquilo que se propôs. O PT, então, é só felicidade, certo? Errado. Os petistas estão infelizes e não é de hoje. No plenário, não é raro ver os deputados em conversinhas meio de lado, com cara de quem não está muito contente. E isso tem motivo: Dilma simplesmente quer que eles compartilhem do seu sucesso, mas sem dividir o poder.  <br>Ontem, eram o líder Jilmar Tatto e o deputado Ricardo Berzoini, ambos do PT paulista, falando sobre reuniões a respeito de vários assuntos. Uma aproximação da imprensa e as conversas cessam. Nenhum dos dois fala de um encontro entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega; o presidente da Câmara, Marco Maia; e o líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para tratar do futuro do Banco do Brasil, juros ou poupança, tema que a presidente espera apoio total do PT. No BB, mudanças de diretores deixaram Maia irritado no passado e continuam incomodando.  <br>Por conta dessas e outras troca de comando sem que os políticos sejam, ao menos, comunicados com antecedência, o PT nos bastidores se mostra tão infeliz quanto o PMDB ou outros partidos no que se refere à ocupação de espaços. Não se cansam de repetir a frase que Dilma disse numa reunião logo na largada de seu governo e que eles simplesmente não levaram a sério: “Na área de bancos e de energia quem manda sou eu”. Esse é um dos motivos da infelicidade do PT.  <br>  <br>Por falar em bancos...  <br>A presidente deixa transparecer aos políticos que é ela a grande comandante da economia e Mantega apenas o executivo que segue aquilo que a chefe determina. Quando ele fala nas reuniões, Dilma logo emenda: “Ele quer dizer que...” e dá a sua explicação a respeito de qualquer proposta. Foi assim no encontro para explicar as mudanças na remuneração da poupança. E, esta semana, Mantega levou oficialmente ao PT a notícia sobre o afastamento de Ricardo Oliveira do Banco do Brasil.  <br>Os deputados andam meio entristecidos. Olham para a popularidade de Dilma como algo que não é compartilhado com eles, cada vez mais distantes do poder. Aos poucos, conforme Dilma avisou na primeira reunião, vão saindo da Petrobras e da área de energia como um todo. Foi em meio à saída de Sérgio Gabrielli da presidência da petroleira, que o secretário executivo do ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, se filiou ao PMDB para ser apresentado como futuro ministro se for preciso.   <br>  <br>Por falar em entristecidos...  <br>Nem mais no quesito liberação de recursos os deputados se sentem importantes. As emendas ao Orçamento da União, que fazem a alegria dos políticos em levar recursos para suas bases eleitorais, vêm perdendo importância junto aos prefeitos desde o governo Lula. Isso porque recursos para saúde, educação, Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e programas de governo como um todo seguem diretamente para os municípios sem precisar passar pelo crivo dos deputados. Ou seja, Lula e, agora, Dilma restabeleceram uma relação direta com as bases.  <br>E, para completar a tristeza dos políticos — do PT e dos partidos aliados — não existe hoje na Casa uma proposta em debate que sirva para derrotar o governo de forma acachapante e, ao mesmo tempo, dar aos deputados a oportunidade de posar de mocinho perante o eleitor deixando à presidente Dilma o papel de vilã.   <br>  <br>Por falar em papéis...   <br>Nessa novela, com a maioria dos políticos no papel de meninos levados, eles apenas aguardam o dia em que a “dona da pensão”, no caso, Dilma, precisará deles para tirar um “gato” do telhado, consertar a “antena” da TV a cabo. Se esse pedido não vier na CPI do Cachoeira, a janelinha pode ser a Lei de Diretrizes Orçamentárias, uma proposta que sempre passa sem muita confusão no Congresso. Desta vez, a ideia dos partidos é usá-la para dar um susto no governo.   <br>Quando não há nada que possa incomodar para valer um presidente da República, seja ele quem for, os partidos sempre inventaram algo. A diferença é que, até o início do governo Dilma, todos os outros presidentes compartilharam o poder com o seu partido e os aliados. Dilma parece disposta a romper essa tradição.  <br>  <br>   
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		<title><![CDATA[PMDB EM LITÍGIO]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=104309</link>
		<pubDate>Wed, 09 May 2012 18:41:11 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		Vida de candidato do PMDB não é fácil. Que o diga o deputado Paulo Piau (PMDB-MG). Pré-candidato a prefeito de Uberaba, ele tem assistido seu colega de partido e atual prefeito, Anderson Adauto, réu no processo do mensalão, anunciar o apoio ao petista Adelmo Carneiro. Tudo para agradar a Lula. Aliados de Piau pediram intervenção no diretório municipal.   
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		<title><![CDATA[SANTA CPI]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=104357</link>
		<pubDate>Wed, 09 May 2012 17:54:37 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">Graças à CPI do Cachoeira, a Câmara decidiu colocar em pauta os projetos que calam fundo na alma do contribuinte. Tudo para mostrar que a Casa se preocupa com a “pauta do bem”</span> <br> <br>O Brasil seria outro se a cada seis meses se abrisse uma Comissão Parlamentar de Inquérito como essa que engatinha no Congresso Nacional. Isso porque, para mostrar que não estão preocupados ou que o mundo não se resume a isso, parlamentares colocam em pauta vários projetos de interesse e de repercussão social. Não fosse a CPI que hoje investiga os negócios de Carlos Cachoeira e respinga no parlamento, a proposta de emenda constitucional (PEC) que pretende punir de forma severa os promotores do trabalho escravo, por exemplo, dificilmente estaria em debate na Câmara dos Deputados. <br>Desde a semana passada, quando a CPI saiu do papel, a pauta da Câmara ganhou ares mais sociais. Foram aprovados, entre outros, o projeto que acaba com a exigência de cheque-caução para atendimento hospitalar. Também saiu da gaveta a proposta que amplia as possibilidades de exame de DNA para reconhecimento de paternidade. <br>Essa semana foi a vez da PEC do trabalho escravo. Essa PEC pretende a desapropriação de terras ou imóveis urbanos onde for detectado o trabalho escravo, sem direito a indenização pela propriedade. Tramita na Câmara desde 1995. Hoje, a multa para quem tem um trabalhador em regime análogo à escravidão varia de R$ 400 a R$ 4 mil. <br>De acordo com o deputado Cláudio Puty (PT-PA), presidente da CPI do Trabalho Escravo, hoje ainda há pessoas inescrupulosas que fazem a conta: se o lucro for maior do que a multa, correm o risco de manter trabalhadores nessa situação, seja no campo nas cidades. Até porque a fiscalização é precária, por causa da falta de pessoal. <br>O difícil é conseguir fazer vale essa proposta, uma vez que a poderosa bancada ruralista — que já derrotou o Código Florestal defendido pelo governo — é contra, porque considera que os fiscais cometem abusos na hora de definir as situações análogas à escravidão. Reclamam que até a espessura dos colchões é motivo para aplicação de multas. <br> <br>Por falar em reclamações... <br> <br>A CPI do Trabalho Escravo não tem um décimo dos holofotes que se debruçam sobre a CPI dos negócios do bicheiro Carlos Cachoeira. Mas ficará devedora da CPI do Cachoeira, hoje o motor do Congresso e da “pauta do bem”. À CPI de Cachoeira se deve ainda o fato de o Conselho de Ética do Senado correr para analisar o destino do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). E o fato de não haver um voto contrário à abertura de processo já é um sinal de que o senador goiano dificilmente conseguirá se segurar no mandato. <br>Há quem diga que, se Demóstenes for cassado por quebra de decoro, a CPI terá cumprido seu papel e não precisará chamar governadores para depor. O problema é que Demóstenes já foi, ou seja, sobre ele, se tem a clara sensação de que não há muito mais a apurar. O julgamento político já foi feito e dificilmente a defesa poderá mudar alguma coisa nesse sentido — daí, a tentativa de recorrer ao Supremo Tribunal Federal. Se não der em nada, pelo menos, Demóstenes ganhará tempo. <br>À CPI agora cabe avaliar outras pontas, por exemplo, as obras do Ministério dos Transportes, os negócios de Cachoeira com a Delta Engenharia e a relação dele com os governadores e com demais parlamentares. Se a comissão não o fizer, deixará a desejar e o eleitor, na certa, vai achar que as excelências empastelaram a CPI. E não haverá pauta do bem que coloque os deputados e senadores como mocinhos nesse filme. E aí, a CPI, hoje santificada como a esperança de muitos, vai virar o inferno e, seus integrantes, assistentes de malfeitos. Bem... Como tudo é um jogo sem “santinhos”, pode começar a fazer as suas apostas. A minha é a de que a CPI dure muito tempo. Só assim as excelências colocam em pauta os projetos que interessam diretamente a você e não ficam apenas no rame-rame das medidas provisórias. Como diria o menino prodígio, santa CPI, Batman! <br> <br>   
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		<title><![CDATA[O VETO VEM AÍ ]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=104157</link>
		<pubDate>Tue, 08 May 2012 15:23:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		  <br><span style="font-style: italic;">O veto de Dilma Rousseff ao Código Florestal será a senha para que ela seja ovacionada pelos ambientalistas na Rio+20. Lá, pelo visto, o único constrangimento, se nada mudar, poderá vir da parte do governador Sérgio Cabral</span>  <br>   <br>Tudo indica que a presidente Dilma Rousseff conseguirá pular mais um obstáculo que parte da sua própria base aliada tentou colocar na sua frente. Ao se preparar para anunciar uma penca de vetos ao Código Florestal aprovado na Câmara, ela começa a produzir uma doce limonada para substituir o limão azedo que a esperava na Rio+20, isso para não dizer o troféu motosserra de ouro — o mesmo que o senador Blairo Maggi havia recebido dos ambientalistas quando era governador do Mato Grosso.   <br>Grupos de ambientalistas pretendiam entregar o troféu à presidente brasileira na Conferência de Desenvolvimento Sustentável da ONU, no Rio de Janeiro, mesmo se a Câmara ficasse com o projeto do Senado — fruto de acordo entre governo, ruralistas e ambientalistas com assento naquela casa. E essa proposta Dilma teria que sancionar praticamente sem vetos — talvez houvesse algum por conta de uma vírgula mal colocada, mas não seria nada que comprometesse o corpo da proposta. Estaria assim presa na armadilha das vaias e manifestações contrárias a ela na Conferência de junho. Agora, não está mais.    <br>O veto de Dilma ao Código Florestal será a senha para que ela seja ovacionada pelos ambientalistas. Assim, o que era para ser negativo será positivo. E, para completar, ela ainda terá ali a companhia do presidente eleito da França, François Hollande, que toma posse no próximo dia 15. Ou seja, pelo andar da carruagem, o único constrangimento que Dilma terá na Rio+20 pode ser mesmo a companhia do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Isso, se até ele não conseguir explicar suas viagens ao exterior nos últimos quatro anos.   <br>   <br>Por falar em CPI…   <br>Na época da Rio 92, a CPI sobre o esquema PCCollor estava apenas começando. O presidente ainda detinha o controle da situação e pôde fazer bonito perante os demais chefes de estado. Dilma Rousseff, pelo menos até onde a vista alcança, parece não ter o que temer em relação à CPI. Não se sabe se o mesmo ocorrerá com o governador do Rio, Sérgio Cabral, que até o momento não deu um chega pra lá nas especulações sobre suas despesas no exterior em companhia de Fernando Cavendish, o ex-dono da Delta Engenharia.    <br>Cabral ainda tem um mês e meio antes da Rio +20. Basta demonstrar que pagou suas despesas e ponto. Não se fala mais nisso. Se fizer isso, será feliz igual Henrique Hargreaves, que, citado na CPI dos Anões, voltou mais forte para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil no governo Itamar Franco e virou exemplo de boa conduta. Por enquanto, a sala “inviolável” da CPI ainda não recebeu os documentos relativos à Delta Engenharia, muito menos sobre as obras da empresa no Rio. Mas é só questão de tempo até que esse material seja requisitado.   <br>   <br>Por falar em felicidade…   <br>A eleição de François Hollande foi vista com muita simpatia no Palácio do Planalto. Ali, houve quem comparasse a vitória dele à eleição de Lula, em 2002, que chegou ao poder prometendo mudanças radicais. Ocorre que Lula não mudou à época as bases da política econômica do governo Fernando Henrique Cardoso. E não se sabe se Hollande terá esse poder de mudar alguma coisa nessa seara na França, embora o país seja hoje a quinta economia do mundo. Os franceses estão atrelados ao Tratado Europeu, que prevê austeridade e amarra certas decisões. Da mesma forma, as preocupações com o futuro do Real representaram um freio no projeto que Lula apresentara em sua campanha. Por isso, no Brasil, o crescimento foi retomado aos poucos, graças a um bom cenário internacional no início do governo Lula e à capacidade de preservar várias ações do governo anterior. O que o governo brasileiro espera de Hollande é que ele tenha o mesma sorte para poder servir de inspiração a outros países europeus. O desafio está lançado.    <br>   <br>   <br>   
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		<title><![CDATA[ LULA, O RECOMEÇO]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=104152</link>
		<pubDate>Mon, 07 May 2012 18:02:48 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">Muitos que saem de conversas com o ex-presidente petista acreditam que ele se prepara para voltar à Presidência num futuro próximo. Quem convive com ele garante que isso só vai ocorrer se os ventos favoráveis à Dilma mudarem a direção</span><br style="font-style: italic;"> <br>DENISE ROTHENBURG <br> <br>As cenas só não são simultâneas porque é preciso pegar um avião ou algumas horas de carro no complicado trânsito de São Paulo para chegar até ele. Sim, o “ele” em questão é quem você está pensando: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os políticos não param de visitá-lo. Desde que os médicos decretaram o desaparecimento do tumor na laringe da ex-presidente, nem d. Marisa, sempre vigilante, consegue mais barrá-los. E, invariavelmente, vão reclamar de Dilma. <br>&nbsp;Dia desses, até o deputado Valdemar Costa Neto, que ainda manda no PR, apareceu em São Bernardo para saber da saúde do ex-presidente, falar da campanha municipal em várias cidades de São Paulo e… reclamar de Dilma. Na conversa, segundo se comenta em Brasília, teria ouvido de Lula que estava na hora de o PR voltar ao governo. O partido está na geladeira desde que Alfredo Nascimento deixou o Ministério dos Transportes. <br>&nbsp; <br>Por falar em reclamar… <br>&nbsp;Lula evita falar em ser candidato. Só escuta e diz que os estilos dele e de Dilma são diferentes e que quem manda agora é ela. Em suma, trata todo mundo bem, é solidário a todos que o procuram, mas em nenhum momento é desleal com a presidente que ajudou a eleger. O problema é que, nessas conversas, muitos políticos já vêem um vislumbre de futuro. Todo mundo sai achando que ele será candidato a presidente. E a agenda dele, nesses últimos dias, de exposição total, alvoroçou mais ainda os bastidores. Em dois dias, Lula teve dois eventos públicos no Rio de Janeiro. Discursou nas duas oportunidades. Aos poucos, vai… aquecendo a voz. <br>&nbsp;Dilma o acompanha sempre que pode. Como já dissemos aqui, erra — e erra feio — quem achar que existe uma briga de foice entre eles ou uma vaidade de Dilma de ser candidata à reeleição a qualquer preço. Ela aprendeu muito cedo, desde os tempos da luta contra ditadores brasileiros, que o projeto é maior do que o indivíduo. Se for para o bem do projeto petista, ela volta pra casa numa boa em 2015, desde que seja para passar a faixa presidencial a Lula. <br> <br>Por falar em voltar… <br>&nbsp;Para aqueles que torcem pelo retorno de Lula em breve, o problema é justamente esse: Dilma, ao se mostrar desapegada da classe política, conquista cada vez mais o coração dos eleitores. E, pelos cálculos de alguns integrantes do PT, funciona assim: os 57% que hoje desejam o retorno de Lula votarão em Dilma. E quem está satisfeito com o governo dela representa um contingente maior do que esse. Logo, ela, se candidata, não estaria longe de vencer no primeiro turno uma eleição presidencial, coisa que até hoje nenhum petista conquistou. <br>&nbsp;Por isso, até o presente momento, uma recandidatura de Lula é mais torcida daqueles que sentem saudades dos convescotes palacianos do que projeto real do PT. Mas se está claro que Lula conquistou votos com o Bolsa Família e com o jeito afável de tratar os políticos, é de se supor que Dilma se consolida junto ao eleitorado pelo jeito brigão com que trata os políticos, aqueles que não fazem o serviço direito, os bancos…Lula só voltará se essa fórmula falhar daqui pra frente. <br> <br>Por falar em falhas… <br>Desde que assumiu o cargo, a presidente Dilma Rousseff não deu o ar da graça na Expo Zebu, em Uberaba (MG), a maior do mundo. Só compareceu como candidata. No ano passado, cancelou sua participação na abertura por conta da gripe. Esse ano nem se deu ao trabalho de confirmar. Este ano, no dia da abertura, quinta-feira, Dilma estava ocupada, tratando de explicar as mudanças na remuneração da poupança ao Conselho Político e dizendo aos banqueiros que chegou a hora de baixar taxas de juros ao consumidor. Foi representada na tradicional feijoada na fazenda de Jonas Barcelos pelo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro. Os políticos mineiros raramente faltam à abertura da exposição. Lula, que nem é mineiro, não perdia essa festa. Mais uma prova da diferença de estilos.  <br>&nbsp; <br>&nbsp; <br>&nbsp; <br> <br>   
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		</item>
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		<title><![CDATA[DILMA, A MÃE DAS MÃES]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=103945</link>
		<pubDate>Fri, 04 May 2012 15:44:10 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<span style="font-style: italic;">Se Dilma conseguir fazer com que a população entenda ser necessário mexer na remuneração da poupança para baixar ainda mais os juros, inclusive os do cartão de crédito, não restará aos partidos aliados outra saída, senão obedecer a chefe</span> <br> <br> <br><span style="font-style: italic;"></span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Parece incrível, mas os políticos ainda conseguem ficar boquiabertos com algumas reações da presidente Dilma Rousseff. Ontem, foi um desses dias. Ao reunir o conselho político, ela colocou os objetivos com os quais pretende marcar seu governo e falou dos nós que pretende desatar no país. Reclamou das “tarifas estarrecedoras dos bancos”, dizendo que “isso é roubo”. Disse ainda que a taxa do cheque especial “é uma vergonha”, bem como as taxas dos cartões de crédito. Falou ainda sobre as mudanças da poupança — a reunião era para isso. O que não estava no script eram as “broncas”. <br>Para aliviar o olhar meio desconfiado da turma da base aliada com as mudanças na remuneração da caderneta de poupança, o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia, arriscou falar sobre projetos da presidente: “Mas, para compensar, vem aí o novo combate à miséria e…”. A reação foi imediata: “Para, Arlindo! Não fala! É segredo ainda, não está fechado! Vou lançar no Dia das Mães. Não é para falar agora!”. <br>O líder recolheu os flaps. A partir daí, ninguém mais colocou senões às mudanças na remuneração da poupança, à exceção de Francisco Dornelles, ex-ministro da Fazenda, que disse que era preciso ir com cuidado nessa seara. Renan Calheiros concordou com tudo. Henrique Eduardo Alves não abriu a boca a reunião inteira. E assim, o Conselho, sempre falante no governo Lula, entrou mudo e saiu calado. Mais por medo de levar um passa fora público do que por qualquer outro motivo. <br>&nbsp; <br>Por falar em medo… <br> <br>A sensação entre os políticos é a de que discordar da presidente da República ou contrariá-la em público soa sempre como o detonador de uma bomba. Como crianças que se intrometem nas conversas dos adultos, os líderes levam logo um passa fora. A impressão que eles têm é a de que se trata daquela mãezona que se impõe mais pelo medo do que pelo diálogo direto com os filhos. <br>&nbsp;Até aqui, eles não têm sequer argumentos para discordar dela em público. Até porque, a popularidade presidencial está lá em cima. A forma como Dilma enquadra e deixa sem ação as experientes raposas da política rende a ela e a seu governo pontos que se superam a cada pesquisa de opinião. E ela está surfando na onda de enquadrar quem lhe passa pela frente. Ontem, por exemplo, saíram os políticos, entraram os banqueiros, prontos para ouvir: “No que se refere às taxas que vocês cobram dos correntistas, está na hora de baixá-las”. <br> <br>Por falar em sensações… <br> <br>Os líderes voltaram ao Congresso meio cabisbaixos. Sabem que, se Dilma conseguir fazer com que a população entenda que precisa mexer na remuneração da poupança para baixar os juros, não restará a esses partidos outra saída, senão obedecer. Afinal, com a popularidade que ela tem, Dilma está com a bola toda. E, se ela conseguir somar à queda dos juros uma baixa nas taxas cobradas pelos bancos a seus clientes, certamente, as mudanças na caderneta de poupança não vão afetar a relação dela com o eleitorado. <br>No momento, ela só está desgostando mesmo a classe política. O PT inclusive. Os petistas ficaram furiosos na semana passada ao saber que o nome escolhido para diretor de Engenharia da Petrobras foi Richard Olms, técnico da preferência da Graça Foster, e que não passou pela aprovação do partido. O PP também não gostou de perder a Diretoria de Abastecimento da estatal. Ontem, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, falou que falta mudar dois diretores, Almir Barbassa, da área financeira, e Jorge Zelada, da área internacional. Zelada ficará mais um mês. Barbassa esteve com um pé fora da diretoria, mas Lula intercedeu em seu favor. <br>Até o ex-presidente acha que Dilma está criando frentes demais. O problema é que, ao abrir tantas frentes com os políticos, Dilma corre o risco de, se escorregar numa casca de banana qualquer, não ter um líder para lhe estender a mão. Sobrará então o povo. Não por acaso, vem aí mais um novo programa de combate à miséria voltado às mães. É com a ajuda delas e de seus filhos que Dilma tem colocado os “meninos da política” de castigo. Até agora, deu certo. Não por acaso, tem entre eles o apelido de “mãe das mães” ou “dona da pensão”.  <br>&nbsp;
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		<title><![CDATA[A HORA DE GAROTINHO]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=103882</link>
		<pubDate>Thu, 03 May 2012 15:30:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		&nbsp;&nbsp;   <br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Desde que vieram à tona os negócios de Carlos Cachoeira e, por tabela, suas ligações com o antigo proprietário da Delta Engenharia, Fernando Cavendish, o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) denuncia as relações de Cavendish com o governador do Rio, Sérgio Cabral. Daqui a pouco, ele colocará mais lenha na fogueira.   <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Garotinho irá à tribuna da Câmara para falar a respeito das obras de R$ 56,8 milhões que o empresário Georges Sadala tem no Rio de Janeiro e do apartamento em Miami, com direito a uma Ferrari na garagem.  <br>&nbsp; &nbsp;&nbsp; E mais: vai voltar ainda à eleição suplementar de 2006, de Campos, quando Geraldo Pudim foi candidato a prefeito. Garotinho contará a rspeito de uma visita ao apartamento de um advogado no Rio, onde foi chamado também o então presidente do TRE, Roberto Wider. "Num dado momento, Wider se levantou para ir ao banheiro e o advogado me fez uma proposta. Disse que Widder tinha dois votos prontos, um a nosso favor, outro dizendo que os candidatos estavam irregulares. Por US$ 500 mil, ele daria uma decisão em meu favor. Eu não aceitei a proposta e ele deu um voto nos esculhambando"., contou Garotinho ao blog agora há pouco, antes do pronunciamento.  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Wider hoje está afastado do Tribunal por denuncias favorecimento a amigos e não foi encontrado para responder às acusações de Garotinho. Pelo visto, GArotinho quer que a CPI vá muito além de Cachoeira. A conferir.  <br>
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		<title><![CDATA[PEGA NA MENTIRA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=103841</link>
		<pubDate>Thu, 03 May 2012 03:00:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">Entre os senadores, há hoje uma vontade implícita de recuperar a imagem do Senado. Diante de tanta confusão e fios de meada na CPI de Carlos Cachoeira, o pedido de cassação de Demostenes soará como um “nós somos legais”</span> <br> <br>PEGA NA MENTIRA <br> <br>Se depender do relatório do senador Humberto Costa (PT-PE) ao Conselho de Ética, o senador Demostenes Torres (sem partido_GO) pode se preparar para, num futuro não muito distante, curtir as suas garrafas de Cheval Blanc sem se preocupar com as sessões do Senado no dia seguinte. Ou aproveitar para se dedicar a lições de gastronomia na cozinha nova de seu apartamento. Isso porque, a depender do que se dizia ontem nas conversas reservadas, Demostenes cairá como todos aqueles que o antecederam e, sem o aval de seus respectivos partidos, terminaram cassados porque “faltaram com a verdade” na tribuna do Senado. Ao discursar, ainda em março, Demostenes dissera não ter nada a ver com Carlos Cachoeira e, menos de uma semana depois, estava clara a ligação entre eles coberta de presentes, inclusive um telefone celular. <br>&nbsp;Costa tomou ainda o cuidado de não usar as gravações que Demostenes tentou anular por intermédio de seus advogados. Uma forma de tentar evitar que, a partir de hoje, o senador tente anular o relatório na Justiça. O cuidado é válido, mas é sempre bom lembrar que a Justiça nunca se meteu nesse campo de tentar segurar um mandato quando o Conselho de Ética considera que deve ser cassado. Ali, entre as excelências, o julgamento é político e o que serve de válvula de escape no mundo jurídico nem sempre funciona. <br>&nbsp;Todos os demais sendores que foram cassados ou que renunciaram para escapar do cadafalso estavam no ponto em que Demostenes se encontra hoje: sem apoio dos partidos. No caso de Luiz Estevão, por exemplo, que foi cassado por conta das apurações da CPI do Judiciário, era quase como um zumbi. Ele dise ao plenário que não tinha nada a ver com a Incal, a empresa enrolada no caso do TRT de São Paulo. E, mais tarde, um contrato de gaveta o coocou no epicentro da trama. Por isso, perdeu o mandato. À época que Estevão ainda circulava pelos corredores, um de seus ex-colegas de partido chegou a me dizer certa vez que o então senador pelo PMDB precisa entender que a “roda da fortuna girou e ele foi espirrado”.  <br>&nbsp;José Roberto Arruda, outro caso notório do Distrito Federal, não chegou a passar pela cassação. Renunciou antres disso, poupando trabalho aos senadores. Mas, seu processo de desgaste entre os colegas não foi diferente. Arruda foi á tribuna dizer que não tinha nada a ver com a violação do painel eletrônico. Jurou pelos filhos. No dia seguinte, estava lá de volta, mudando tudo o que dissera no dia anterior. Foi a conta. Não tinha clima para mais nada. O PSDB lhe mostrou a porta de saída do partido. Alguns que antes eram apenas sorrisos diante dele, fechavam a cara quando ele passava. <br> <br>Por falar em fechar a cara… <br>&nbsp;Com Demostenes não é diferente. Mesmo aqueles que o cumprimentam de forma cordial não deixam de soltar um comentário quando ele vira as costas. O mínimo que dizem é que ele vestia um personagem no Senado, mas, de fato, era outra pessoa. O próprio senador goiano chegou a dizer “não sou mais o Demostenes”. Precisa mais, para se ter a certeza de que o parecer a ser apresentado hoje será em favor da cassação? Politicamente, neste momento, Demostenes está liquidado. Digo neste momento porque, como dizia o ex-senador Heráclito Fortes (DEM-PI) ao ver Arruda governador anos depois, “em política, muitas vezes o fundo do poço tem mola”. Vejam aí Fernando Collor hoje de integrante da CPI. Quem diria… <br>&nbsp;Entre os senadores, há hoje uma vontade implícita de redenção. Diante de tanta confusão e fios de meada na CPI de Carlos Cachoeira, o pedido de cassação de Demostenes soará como um “nós somos legais”, ou seja, não estão ali para acobertar A, B ou C. Bem… Pelo menos aqueles que não têm respaldo partidário ou que não foram flagrado contando uma versão a seus pares que não se sustentou. O líder do PMDB, Renan Calheiros, por exemplo, passou por um escãndalo envolvendo seu nome. Em nenhum momento, Renan negou que houvesse feito o pagamento de uma pensão alimentícia por intermédio de um amigo, funcionário de uma construtora. Por manter a sua versão — e não a ver desmentida — ficou por ali. Perdeu a presidência do Senado, mas não a solidariedade da Casa. Com Demostenes, ao que tudo indica não será assim. A partir de hoje, dizem muitos senadores, é só questão de contar os prazos para que ele seja um ex-senador com tempo para várias garrafas de Cheval Blanc. Vamos aguardar. <br> <br>   
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		<title><![CDATA[CABRAL E O PAPA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=103842</link>
		<pubDate>Wed, 02 May 2012 22:09:32 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		&nbsp;&nbsp; Nem só de Paris e Mônaco vive o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Na semana Santa, ele estava no Vaticano. E quem presenciou as cenas da quinta-feira Santa, em plena Praça de São Pedro, garante que faltou digamos... respeito. Para desespero de padres e bispos brasileiros, a mulher dele, Adriana, saiu da missa durante a homilia. Sair da missa durante qualquer homilia é feio. Na missa celebrada pelo Papa então... Brasileiros presentes ficaram constrangidos com o que consideraram falta de tato da primeira-dama do Rio. Para completar, Adriana ainda falou ao telefone durante a missa, pedindo mais um casaco. Santo mico, Batman!&nbsp;   
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		<title><![CDATA[DILMA E O CONSELHO]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=103856</link>
		<pubDate>Wed, 02 May 2012 21:49:44 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		&nbsp; &nbsp;&nbsp; <font size="4">Enquanto a CPI esquenta seus motores, a preocupação básica da presiente Dilma Rousseff é a economia. Hoje, ela reúne o Conselho político para anunciar as mudanças que pretende fazer nas regras da caderneta de poupança, de forma a preservar os fundos de investimento em meio à queda dos juros, o mais novo cartão de visitas de Dilma. <br>&nbsp;&nbsp; A presidente já fez chegar aos presidentes de partidos e líderes que a pauta da reunião de hoje será "economia, assuntos diversos". Ou seja, que ninguém vá ao Planalto pensando que ela está preocupada com a largada da CPI ou com o Conselho de Ética. <br> <br>&nbsp;&nbsp; Dilma também não planejava, pelo menos até ontem, tratar do tema Código Florestal. Afinal, o assunto está encerrado no Congresso. Ela ainda não recebeu oficialmente o texto final aprovado na Câmara, mas já determinou aos ministérios afins que analisem o projeto e encaminhem sugestões ao Planalto. Dlima sabe que, com os vetos, vão surgir "buracos negros" na proposta, ou seja, pontos que podem ficar sem regulamentação. Por isso, há no governo quem aposte na edição de medidas provisórias para resolver pendências. A conferir.  <br> <br>&nbsp;</font>   
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		<title><![CDATA[GRAÇA VENCE PMDB E PT]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=103521</link>
		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 23:48:17 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		  &nbsp;&nbsp;O PP, o PMDB e o próprio PT saíram perdendo com as mudanças promovidas na diretoria da Petrobras agora há pouco,, durante reunião do conselho de administraç&#257;o. Para a diretoria de Abastecimento, até então ocupada por Paulo Roberto Costa, ligado ao PP e ao PMDB, foi o técnico Paulo Cesar Cosenza. A diretoria de Engenharia ficará a cargo de Richard Olms. O diretor que está de saída é Renato Duque, ligado à corrente petista Construindo um Novo Brasil (CNB).   A presidente da Petrobras, Graça Forster, já havia tentado emplacar Olms no comando da Transpetro, mas não conseguiu tirar Sergio Machado, ligado ao PMDB dos senadores José Sarney e Renan Calheiros. Os peemedebistas tentaram sem sucesso indicar um novo diretor para a área Internacional. O atual diretor, Jorge Zelada, também indicado pelo partido, ficará apenas mais um mês no cargo. Sinal de que a briga por essa diretoria ainda n&#257;o terminou.   
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		<title><![CDATA[O SÃO SEBASTIÃO DO PT]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=103416</link>
		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 22:25:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		  <br>   <br><span style="font-style: italic;">Há uma turma da ala majoritária do PT que se sente completamente escanteada no governo Dilma. E, no partido, há quem diga que, mais cedo ou mais tarde, essa corda vai arrebentar  </span>  <br>   <br> <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Todo mundo conhece a história de São Sebastião. No século III, ao servir ao imperador Diocleciano, num tempo em que os cristãos eram perseguidos, terminou amarrado em uma árvore, todo flechado por não negar a sua fé diante do imperador. Muitas imagens o retratam com duas flechas no peito e uma perna. O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) pode não ter nada de santo. Nem nasceu em 20 de janeiro, dia do santo. Mas entre os petistas, há quem veja&nbsp; flechas em seu peito, cravadas pela presidente Dilma Rousseff. Daí, a comparação.   <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A primeira delas o atingiu no peito, quando o então líder do governo se viu obrigado a desistir da disputa pela presidência da Câmara, em dezembro de 2010. Na época, o atual líder do governo, Arlindo Chinaglia, saiu da corrida para apoiar o gaúcho Marco Maia. Depois, foi a briga pelo lugar de Luiz Sérgio (PT-RJ) na Secretaria de Relações Institucionais.. Lá estava Vaccarezza cotado para o posto. Terminou perdendo a vaga no primeiro escalão para a ex-senadora Ideli Salvatti (SC).   <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Há menos de dois meses, Vaccarezza foi apeado da liderança do governo na Câmara para dar lugar justamente àquele que desistiu da disputa em favor de Marco Maia. Essa semana, Odair Cunha (PT-MG) assumiu a relatoria da CPI que irá investigar as relações entre Carlos Cachoeira e autoridades públicas. Mais um flecha em direção a Vaccarezza. A turma dele está anotando tudo no caderninho.   <br>   <br>Por falar em turma…   <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vaccarezza teve papel importante na condução do PMDB da Câmara para o governo Lula, logo depois do processo do mensalão. Ajudou a construir a vitória de Arlindo Chinaglia a presidente da Câmara no início de 2007, primeiro ano do segundo mandato de Lula. Foi um dos fiadores do compromisso de apoio ao nome do PMDB para suceder Chinaglia no biênio seguinte. Assim, Michel Temer virou presidente da Câmara e dali à vaga de candidato a vice na chapa de Dilma foi um pulo. Talvez por isso Dilma o olhe tão de soslaio, às vezes.   <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; O ex-líder governo é visto como alguém que nos últimos tempos trabalhava mais para o PT do que para o governo. Algo que muitos presidentes não toleram. No Planalto, houve quem tivesse receio de que Vaccarezza, entre o PT e o governo, ficasse com o PT. Odair Cunha, além de ser sangue novo no pedaço sem tantos laços com o PMDB, é mais de trabalhar nos bastidores e é visto como bastante talentoso nessa seara.   <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; O problema é que, dentro do PT, aquela velha guarda que protegeu e ajudou Lula no período pós-mensalão — e que foi fundamental para ajudar o partido a reconquistar a presidência da Câmara em 2007 — está se sentindo meio escanteada no governo Dilma. A impressão que parte do PT tem é a de que Dilma, não se sabe se com o aval de Lula ou não, faz um processo de transferência do bastão petista a uma nova geração, dando um chapéu na turma que pretendia adquirir mais protagonismo dentro das hostes partidárias. Isso explicaria ainda a substituição do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, e alguns diretores.    <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por enquanto, essa turma do PT que se sente meio de lado não tem armas, nem espaço para se impor. Mas a vontade de ganahr um lugar no palco está grande. Eles apenas aguardam a hora certa de tentar cavar esse espaço. Por enquanto, apenas registraram a saudade que sentem de Lula. Mas ações virão. O tempo é de observar.   <br>   <br>Por falar em saudade…   <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quem viu o documentário “Pela primeira vez”, do fotógrafo Ricardo Stuckert — sobre o emocionante momento histórico da posse de Dilma e a saída de Lula com uma popularidade estratosférica — não deixou de perceber o sumiço de Antonio Palocci nas imagens da posse. O então ministro da Casa Civil que, naquele 1 de janeiro de 2011, era o mais importante do governo, simplesmente, ficou de fora, como muitos demitidos ao longo do último ano.   <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas o filme tem nesse momento um mérito político, muito além das belíssimas imagens em 3D, da emoção da posse de Dilma, da despedida de Lula e do encontro entre José Sarney, Lula e José Alencar — que não participou da posse porque estava hospitalizado. O documentário vem bem a calhar como forma de recordar a todos os petistas, inclusive àqueles que se sentem flechados, que Dilma e Lula, por mais que tenham estilos diferentes, são partes de um mesmo projeto que está em curso. E, na visão de Lula, cabe a todos ter juízo e não comprometer essa construção para o futuro. Dilma é hoje a timoneira desse projeto e não — como ela sempre diz, ironizando, “uma mulher dura, cercada de homens meigos” ou santos.   <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;    <br>   <br>   
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		<title><![CDATA[JUNTOS, POR LULA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=103413</link>
		<pubDate>Thu, 26 Apr 2012 20:05:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">Os petistas não negam a saudade que sentem do ex-presidente e do seu jeito leve de se relacionar com os políticos. Alguns confessam que só estão ao lado de Dilma por Lula e por pragmatismo: melhor um presidente da República petista, ainda que seja de mau humor, do que um governo de oposição  </span><br style="font-style: italic;">  <br style="font-style: italic;"> <br>   <br>A chegada de Lula a Brasília soou como uma lufada de ar político para os petistas que andam com muita saudade dessa brisa. Foi tanta conversa que o lançamento do filme Pela primeira vez, do jornalista e fotógrafo Ricardo Stuckert, terminou em segundo plano. Foi esse lançamento que levou Lula à capital da República. Afinal, Stuckert acompanhou todo o período de governo do ex-presidente e, agora, retrata a eleição da primeira mulher eleita para comandar o país. Lula, invariavelmente leal ao amigos, não faria desfeita a ele.   <br>O assunto principal da viagem, entretanto, foi bem outro. Primeiro, o almoço com Dilma Rousseff, onde discutiram a CPI do Cachoeira, a economia, eleição municipal, a popularidade da presidente criada por Lula ao longo de seu segundo mandato presidencial. É fato que Dilma e Lula têm visões diferentes sobre vários pontos da administração pública e ela está mais popular do que seu próprio criador. Mas errará feio quem apostar num rompimento ou numa relação de desconfiança ou de profundo mal estar entre os dois. Dilma e Lula vão muito bem, obrigado. Com mais alegrias do que dissabores na convivência.   <br>O que “pega” nesse bolo é o PT. Ontem mesmo, Lula nem tinha desembarcado em Brasília, mas os petistas já estavam em festa à sua espera. Ficaram frustrados ao saber que o programado almoço com a bancada tinha sido cancelado em nome de um encontro restrito a poucos convidados, no Palácio da Alvorada. Em conversas reservadas, muitos no PT dizem que Dilma precisa tirar “a carranca”. Comentam que, ao lançar o programa no Nordeste, ela não deixou de lado a expressão de impaciência. O mesmo ocorreu no Palácio do Planalto, quando do anúncio do PAC da Mobilidade Urbana, na última terça-feira.   <br>   <br>Por falar em PT...   <br>Diante de tanta expressão de mau humor, associada à falta de convites para aquela conversa mais descontraída, mas nem por isso menos importante, os petistas não negam a saudade que sentem de Lula e do seu jeito leve de se relacionar com os políticos. E, diante disso, eles chegam a confessar que hoje só estão ao lado de Dilma por causa de Lula. E por Lula. E, também porque é melhor alguém do PT, ainda que seja de mau humor, do que um governo de oposição.   <br>De olho na permanência no poder, os petistas não negam fôlego na hora de defender o governo Dilma no plenário. Ontem, por exemplo, nos bastidores da sessão que tratou da votação do Código Florestal, muitos comentavam à boca pequena que estava cada vez mais clara a existência de uma disputa entre PT e PMDB. Enquanto os petistas cerravam fileiras em prol do texto aprovado no Senado, defendido pelo governo, Henrique Eduardo Alves, o líder do PMDB, bradava a plenos pulmões o voto em favor do texto do deputado Paulo Piau (PMDB-MG).   <br>   <br>Por falar em PMDB...   <br>A defesa do texto de Piau coloca Alves em sintonia com a expressiva bancada ruralista da Casa, que contará votos na hora de escolher o sucessor de Marco Maia (PT-RS) no papel de comandante. Mas o afasta de parte do PT e da presidente Dilma. Não por acaso, ontem no plenário da Câmara, houve quem avaliasse a votação do Código como um embate entre Dilma e o vice-presidente Michel Temer. Não vamos chegar a tanto, mas a distância entre PT e PMDB está cada dia maior.   <br>De olho no esfriamento da relação, os peemedebistas vão marcar um jantar das duas bancadas para a semana seguinte ao feriado de 1º de maio. É hora de “amarrar os bigodes”. Os peemedebistas também têm saudade dos tempos em que ocupavam melhores espaços na Esplanada: o governo Lula. Nesse sentido, PT e PMDB têm muito em comum: gostam do poder e estão com saudade de Lula. Não é à toa que a festa no Museu da República ontem a noite reuniu tanta gente. É saudade dos tempos em que a política cantava no Palácio da Alvorada. Agora, para os políticos, resta a CPI instalada ontem, um colegiado que ninguém ainda é capaz de dizer para onde irá.   <br>   <br>Por falar em CPI...   <br>Uma excelência comentava dia desses que iria dizer à “dona da pensão”, no caso, Dilma, que a CPI seria um tiro no pé do PT. A resposta dela foi: “E eu com isso?” O assunto CPI na sala presidencial terminou ali.   <br>   <br>   
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		<title><![CDATA[APITO INICIAL]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=102965</link>
		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 16:59:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		  <br><span style="font-style: italic;">O 2012 político começa hoje com as posses no Judiciário e a criação da CPMI, onde o PMDB colocará personagens acostumados a jogar tanto na defesa e quanto no ataque. Eles farão um ou outro papel dependendo do que for mais proveitoso para o partido.</span><br style="font-style: italic;">  <br>&nbsp;&nbsp; Essa semana marca a largada oficial da política do ano. Se pensarmos bem, até aqui, nada de muito importante tinha ocorrido nessa seara, salvo a melhora de saúde do ex-presidente Lula. Nem mesmo a saída de Fernando Haddad ou o anúncio de José Serra como candidato a prefeito de São Paulo podem ser apontados como fatos que deram início à política nesse ano. Até aqui, a sensação que se tinha era a de que 2012 ainda não havia “acontecido” no meio político. Uma pasmaceira geral. E, pelo que se vê, a política versão 2012 chega mais perto daquilo que a sociedade deseja, em vários níveis.  <br>Nas últimas 72 horas, tivemos a posse da presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia — a mulher que irá reger o processo eleitoral deste ano, o primeiro com a validade da Lei da Ficha Limpa. De quebra, liderar a sessão que decidirá o futuro próximo do PSD de Gilberto Kassab, um dos personagens políticos que merece ser acompanhado de perto por todos que se interessam pelo tema.  <br>Ontem, outros dois eventos concluíram o que pode ser chamada a abertura oficial da temporada política deste ano. De manhã, a presidente em exercício do Congresso, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), declarou criada a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará as relações do empresário do jogo do bicho Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. À tarde, a posse do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Britto, com a promessa de finalmente julgar o mensalão do PT.  <br>  <br>Por falar em Ayres Britto...  <br>O novo presidente do STF não está brincando quando diz que a Suprema Corte precisa julgar logo o mensalão. Ele já demonstrou não ter medo de polêmicas. Foi relator da liberação de pesquisas de células-tronco embrionárias e do reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo.  <br>E, se levarmos ao pé da letra o ditado de que se conhece o sujeito logo na chegada, pelo arriar da mala, Ayres Britto segue no sentido de aproximar o STF da população. Ao dizer que o Judiciário “é o poder que não pode jamais perder a confiança da coletividade, sob pena de esgarçar o próprio tecido da coesão nacional”, o novo presidente do STF deixa claro por onde seguirá. Aliás, não será de todo ruim se todos os poderes se aproximarem mais dos cidadãos. A criação da CPI vai nesse sentido, assim como a Lei da Ficha Limpa.  <br>  <br>  <br>Por falar em CPMI...  <br>Quanto à CPMI, não tenha dúvidas, leitor, de que, antes das eleições municipais, os desdobramentos das ações dessa comissão darão o norte para aproximação e/ou o afastamento de aliados no dia-a-dia da política. Pelo andar da carruagem, o PMDB, por exemplo, pretende colocar ali personagens acostumados a jogar tanto na defesa quanto no ataque. Os parlamentares escolhidos farão um ou outro papel dependendo do que for mais proveitoso para o partido.  <br>Inicialmente, os peemedebistas entrarão como zagueiros. Mas, se perceberem que Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro amigo de Fernando Cavendish, dono da Delta, pode se enroscar ao ponto de eles não conseguirem tirá-lo das cordas, os peemedebistas estarão prontos a criar uma confusão capaz de enroscar personagens de outros partidos. O mais importante, leitor, é que, nesse jogo de vai e vem, não se perca o rumo de deixar o Poder Legislativo mais próximo da sociedade. E a sociedade quer mesmo é ver o seu imposto, que (ainda) é alto, transformado em serviços para a população e não em benefícios para alguns.  <br>  <br>  <br>  <br>Por falar em imposto...  <br>  <br>Depois da queda dos juros, grande bandeira do ex-vice-presidente José Alencar, já está em franca ascensão nas redes sociais uma pressão por menos impostos. Em tempos de acertar as contas com a Receita e entregar o Imposto de Renda, a tendência é esse movimento crescer.  <br>  <br>  <br>  <br>  <br>  <br>  <br>   
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		<title><![CDATA[COMO BOIS AO MATADOURO]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=102803</link>
		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 16:51:39 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br> <br><span style="font-style: italic;">Ao longo da história ninguém conseguiu controlar uma CPI, mas elas perderam um pouco do glamour desde que o ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes disse que não tinha nada a declarar. Terminou ouvindo um “teje preso!” (sic) da então senadora Heloísa Helena</span><br style="font-style: italic;"> <br>Basta ficar cinco minutos nas salas destinadas aos deputados nos gabinetes de seus líderes para sentir de perto como os parlamentares caminham para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as relações do empresário do jogo do bicho Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Estão todos com cara de “ai, que coisa chata”. Nos bastidores, todos os partidos são unânimes em afirmar que não queriam mexer com isso, mas todos foram levados à comissão que chegará com gostos para todos os paladares. <br>Quando o assunto surgiu, o PT foi o primeiro a sentir um certo gostinho de coisa boa. No site do partido, o presidente do PT, Rui Falcão, se referia ao evento como a “CPI do Demóstenes”. Citava ainda a necessidade de investigar as relações do governador de Goiás, Marconi Perillo. Falcão chegou a conclamar seu partido a fazer a CPI e acusar o PSDB e o DEM de operação abafa. <br>&nbsp;Os tucanos não deixaram por menos. Avisaram que a CPI tinha que sair. Ontem, receberam ainda o aval do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nessa direção. De passagem por Brasília, FHC foi homenageado com o lançamento do documentário A construção de Fernando Henrique, do jornalista Roberto Stefanelli. Ao discursar, o ex-presidente mandou um recado claro ao dizer que o Congresso não se cala, não abaixa a cabeça e, em certas ocasiões entende que “isso é maior que nós todos. Isso é o Brasil”. A mensagem estava dada: ou sai a CPI ou se desmoralizam todos. <br>&nbsp; <br>Por falar em construção… <br> <br>Em uma semana, os ventos da CPI mudaram antes mesmo de a comissão nascer. De investigações isoladas, restritas a Goiás, espalhou-se para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), espraiou-se pelo Distrito Federal. A empresa Delta, uma das grandes do PAC, viu-se no centro do palco. A Delta obteve um crescimento exponencial de seus contratos com o poder público desde 2003, primeiro ano do governo Lula. <br>&nbsp;Diante deste cenário, que coloca o PT sobre o fogareiro, a oposição partiu para o ataque. Não por acaso, deputados e senadores do PSDB, do PPS e do DEM fizeram um ato para a assinar a CPI. Ali, já há quem se refira à comissão como a “CPI da Delta”. Há quem suspeite que Cachoeira seja um dos sócios da empresa, mais um enigma que a CPI terá que desvendar.  <br> <br>Por falar em CPI... <br> <br>Com o PT e a oposição achando possível desgastar um ao outro na CPI — e a população, via redes sociais, gritando para que tudo seja apurado —, a operação abafa ensaiada por alguns foi pelo ralo. É certo que a CPI será instalada. A briga, a partir de agora, será para ver quem controla a investigação. Não por acaso, o PMDB está quieto nesse processo. Seus deputados assinam o pedido de CPI soltando comentários do tipo&nbsp; “é o jeito, não tem saída”. Ontem à tarde, era assim que a banda tocava na liderança peemedebista. Ninguém com muita vontade. Mas todos impotentes para evitar a investigação. <br>O PMDB sabe que seu peso, já passou por muitas CPIs. E, nesse processo, um dos escalados para compor o colegiado foi o deputado Luiz Pitiman, do Distrito Federal, onde Cachoeira tem ligações e o partido, a vice-governadoria. O outro nome posto, mas ainda não definido, é o da deputada Íris de Araújo, de Goiás, onde Cachoeira nasceu. No PSDB, foi escalado Carlos Sampaio, de São Paulo, e virá ainda um outro nome de Minas Gerais, onde a bancada é expressiva. <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A ordem entre os partidos indica que vem por aí um jogo de empurra dentro da CPI. Se o que vai vingar é a investigação sobre os contratos da Delta com o governo, ou as relações de Cachoeira com governos estaduais, só mesmo a dinâmica da comissão irá dizer. Ao longo da história ninguém conseguiu controlar uma CPI, embora um amigo lembre que elas perderam um pouco do glamour desde que o ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes disse que não tinha nada a declarar. Terminou ouvindo um “teje preso!” da então senadoras Heloísa Helena, à época do PT. Isso foi na CPI dos Bancos, quando o BC foi acusado de auxiliar os bancos Marka e FonteCindam, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, durante a maxidesvalorização do Real. <br> <br>Por falar em prisão… <br>Cachoeira está preso, mas CPIs não costumam terminar assim. Um que restava na cadeia por conta de uma Comissão Parlamentar de Inquérito era Salvatore Cacciola, dono do banco Marka.Ganhou liberdade ontem, depois de cumprir um terço da pena de 13 anos de prisão. Cacciola tem 68 anos. Se Cachoeira ficar na cadeia até atingir essa idade, ficará pelo menos 20 anos.&nbsp;  <br> <br>   
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		<title><![CDATA[Uma noiva para dois]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=102745</link>
		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 14:17:09 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">O PSB, nos bastidores, começa a montar uma coreografia política rumo à Presidência da Câmara. Se der certo, será o primeiro passo para tentar tirar Temer do papel de vice de Dilma em 2014</span> <br> <br> <br>&nbsp; Enquanto os partidos tentam se segurar na CPI para investigar as relações de autoridades com o bicheiro Carlos Cachoeira, começa na Câmara a montagem de uma coreografia que, se der certo, pode ameaçar o casamento entre o PMDB e o PT. O principal coreógrafo é o PSB de Eduardo Campos. E o primeiro bailarino escolhido para interpretar o mocinho da história é o quarto secretário da Mesa Diretora da Câmara, Júlio Delgado (PSB-MG). PSD e PCdoB surgem como parte do corpo de baile. <br>O deputado do PSB mineiro vive atualmente o que podemos chamar de fase preparatória, ou seja, o alongamento. Delgado se aquece para uma candidatura ao grande espetáculo que se dará em fevereiro do ano que vem, a escolha do próximo presidente da Câmara dos Deputados. Não por acaso, há menos de uma semana, reuniu num inocente café da manhã, integrantes dos três partidos, PSD, PCdoB e PSB. <br>O objetivo declarado do encontro também era inocente: A formação de um bloco informal desses três personagens. O pano de fundo, entretanto, era bem outro: um aquecimento para uma candidatura de Júlio Delgado à Presidência da Câmara para concorrer contra o PMDB, leia-se, Henrique Eduardo Alves (RN), o líder da bancada que há anos figura como o nome do partido para presidir a Casa com o apoio do PT. <br> <br>Por falar em PT... <br>Os socialistas têm vários motivos para tentar se mobilizar no sentido de lançar um candidato próprio à Presidência da Casa. Primeiro, não é segredo para ninguém a proximidade do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tanto é que o PSB não descarta apoiar Fernando Haddad em São Paulo apenas para não ferir a relação entre Lula e o governador. Enquanto isso, o PMDB segue impávido em carreira solo no cenário paulista. <br>A verdade é que nunca houve “aquela química” entre Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer como acontecia entre Lula e seu vice, José Alencar; ou entre Fernando Henrique Cardoso e seu substituto imediato, Marco Maciel. A pas de deux deles parece fora de compasso. Cada um dança num ritmo. Há quem diga que não é raro Michel Temer ser o último a saber de parte das decisões dela. <br>Diante desse cenário — a proximidade entre Lula e Eduardo Campos e as desconfianças que minam a relação PT e PMDB — há quem diga que basta o PSB se lançar rumo à Presidência da Câmara e, de quebra, ganhar adeptos, para que o casamento entre o PMDB e o PT termine. Obviamente, nenhum socialista diz de público que isso está em curso. Tampouco seus aliados citam abertamente as tentativas de&nbsp; tirar Henrique Eduardo Alves da pole position para comandar a Casa no ano que vem. Está tudo como no nome desta coluna, nas entrelinhas. <br> <br>Por falar em PSB... <br>A quem pergunta o que ele fará em 2014, Eduardo Campos invariavelmente responde que não cuida desse tema com tanta antecedência. Acrescenta ainda que, no momento, está “agarrado no serviço” de governar Pernambuco. Enquanto isso, em São Paulo, aliados de Lula avisam que o sonho de vice para Lula ou para Dilma em 2014 seria mesmo o governador pernambucano. Ocorre que Dilma já prometeu mais quatro anos de casamento ao PMDB de Michel Temer, se forma mesmo candidata à reeleição. Mas, se a relação degringolar daqui para frente, paciência. Cada um seguirá seu caminho. Talvez por isso o PSB esteja tentando montar uma nova coreografia política que tire o PMDB do palco petista e lhe dê o lugar de Temer, atual marido e noivo de 2014. <br>Afinal, se Júlio Delgado monta uma candidatura e se lança no plenário da Câmara, atrai de quebra o PSD de Gilberto Kassab. Ele já tem uma aliança com o senador Aécio Neves em Minas Gerais e isso pode ter desdobramentos. O PCdoB se diz fechado com os peemedebistas, mas, informam alguns políticos mais desconfiados, tudo pode mudar. E o PT, bem... Parte expressiva do PT, a pedido de Lula, seguiu com o PSB na hora de fazer de Ana Arraes ministra do Tribunal de Contas da União (TCU). A divisão petista não está descartada e, de quebra, irritaria o PMDB e as conseqüências hoje ainda são tão imprevisíveis quanto a CPI do Cachoeira. <br>O que se sabe hoje é que a eleição municipal __ assim como a CPI __ vai balançar muitos coretos. E será na Presidência da Câmara onde insatisfações vão desaguar rumo a 2014. Por enquanto, estão todos no aquecimento e o PSB, ao que tudo indica, não quer ficar no fundo do palco. <br> <br>   
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		<title><![CDATA[ÀS REDES!]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=102653</link>
		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 13:14:20 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br>&nbsp; <br> <br><span style="font-style: italic;">A CPI de Carlinhos Cachoeira será a primeira sob a égide de redes sociais onde eleitores têm contato direto com os políticos e podem exigir uma apuração do tipo doa a quem doer. O efeito, se brincar, será o mesmo da Lei da Ficha Limpa</span> <br> <br>&nbsp; <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; O senador Pedro Simon (PMDB-RS) lançou da tribuna do Senado o que parece ser a esperança de todos os brasileiros que desejam ver esclarecidas a teia de Carlinhos Cachoeira, da turma do mensalão e de quem mais chegar: a necessidade de a população começar a se mexer em prol das apurações como se mobilizou para fazer valer a Lei da Ficha Limpa que, aos trancos e barrancos, vai tomando corpo. <br> <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O senador gaúcho costuma enxergar longe. Tem o dom de se renovar e, não raro, está muito mais atualizado do que seus colegas mais novos. Conhecido como o “demolidor” de ministros, Simon já passou por muitas no Congresso. Houve um tempo em que bastava uma autoridade aparecer enroscada ou sugada por alguma encrenca para que um discurso do senador terminasse de vez com a defesa de quem estivesse nessa situação. Que o diga o ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros, do governo Fernando Henrique Cardoso. <br> <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Para quem não se recorda, Mendonça de Barros ocupava o cargo quando surgiram gravações telefônicas (sempre elas!) que indicavam uma ação para direcionar os leilões para venda das empresas de telefonia. O então ministro foi ao Congresso se defender. Fez uma exposição no plenário do Senado aparteado por vários senadores. Quando chegou a vez de Simon falar, Mendonça de Barros ficou tão constrangido que saiu dali direto para redigir a carta de demissão. <br> <br>&nbsp; <br> <br>Por falar em sair… <br> <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; De alguns anos para cá, as autoridades parecem meio anestesiadas com discursos de Simon. Mas, na última sexta-feira, na tribuna da Casa, ele apostou que esta CPI para investigar Carlinhos Cachoeira virá com força total porque será a primeira grande Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, daí a sigla CPMI, sob a égide das redes sociais. Twitter, Facebook, e outros instrumentos vão permitir ao cidadão conectado acompanhar de perto e participar diretamente dos debates. <br> <br>&nbsp;&nbsp; Com base na audiência da TV Senado, que bateu recordes em outras CPIs, Simon é capaz de apostar que você que está aí, lendo este artigo, pode ajudar nos interrogatórios, enviando perguntas para os senadores, denunciando, pressionando. Até aqui, o povo só assistia as CPIs. No máximo, algumas pessoas que conseguiam transitar por ali mandavam um bilhetinho aos senadores via assessores. Agora, não. O cidadão estará conectado à CPMI. <br> <br>&nbsp;&nbsp;  <br> <br>Por falar em conectado… <br> <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Simon lembrou ainda que os políticos não queriam a lei da Ficha Limpa. Da mesma forma que hoje estão seguindo para a CPI com um certo receio dos estragos que ela pode causar aos partidos políticos, ao DEM ao PT, como foi amplamente explorado no noticiário dos últimos dias. Mas, se houver uma pressão nas redes sociais e na sociedade civil, essa capacidade de controle será menor. Afinal, reza a lenda quando a população de mobiliza, o resultado se aproxima mais do que o povo deseja. Portanto, às redes! <br> <br>&nbsp; <br> <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por falar em mobilização… <br> <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aqui e ali surgem notícias de que personagens do chamado mensalão têm reclamado que o Supremo Tribunal Federal se mostra sujeito à pressão popular. Há quem diga que, ao garantir a validade da Lei da Ficha Limpa, o STF teria meio que se rendido ao clamor das ruas, uma vez que, na visão de muitos advogados, a lei é inconstitucional e só prosperou porque a população se mobilizou. <br> <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bem, ainda que seja assim, ela está aí e os ministros que votaram a favor não podem ser acusados de rendição. Até porque quem votou a favor dirá ter a convicção de que a lei está correta e esse conjunto foi o que prevaleceu. Vale aqui, a outra face desta moeda: O fato de alguns petistas considerarem que o STF está sujeito ao clamor das ruas pode ser visto também como uma espécie de vacina contra um eventual resultado desfavorável no Supremo tribunal Federal. Assim, se a Suprema Corte considerar que os personagens envolvidos são culpados, eles sempre poderão dizer que foram injustiçados e que o STF se rendeu ao clamor da parte da população que é contrária ao PT. Essa será mais uma batalha que poderá ser travada nas redes sociais no futuro. <br> <br>&nbsp;
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		<title><![CDATA[ No embalo da CPI]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=102654</link>
		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 00:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br> <br> <br> <br><span style="font-style: italic;">Lula enfrentou a CPI do Mensalão. Quase lhe custou o mandato. Saiu dela incólume porque buscou as ruas e os movimentos sociais que, embora briguem com o PT, sempre ficam ao lado dele quando a coisa aperta. Dilma seguirá pelo mesmo caminho</span> <br> <br> <br>Os governadores desembarcam essa semana em Brasília dispostos a impor uma derrota ao governo Dilma Rousseff. E, pelo menos, no que se refere à correção da dívida dos estados, o governo já descartou a proposta dos secretários de fazenda e a batalha ficou para o Congresso. Ali, pela primeira vez nesses dois anos, os governadores chegam com alguma vantagem sobre o Poder Executivo. Por dois motivos, primeiro, a CPI, onde o governo Dilma terminou atropelado pelo seu próprio partido. Em segundo lugar, porque, nesse embalo, há partidos dispostos a aproveitar a onda para ver se é possível tirar algum fôlego de Dilma. <br>Explica-se: a “bronca” dos partidos com o governo não passou. Está apenas amortecida, por conta da CPI para investigar Carlos Cachoeira. Nesses últimos dias, eles apenas deixaram de pressionar por mudanças de ministros ou cargos de segundo escalão. Querem primeiro conseguir enxergar o que tem pela frente, antes de retomar essa pressão com força total. E, no atual estágio, de montagem da CPI e com a imprensa a cada dia colocando mais um personagem nesse enredo, não dá para se ter uma noção clara de até onde essa enxurrada terá força. <br>Mas num ponto, os aliados do governo — e a oposição — concordam: a popularidade da presidente está grande demais e quase se descolando do próprio governo dela, como já se descolou do Congresso. Portanto, na visão dos partidos, é preciso tirar uma lasquinha dos tais 77% acumulados em quase um ano e meio de governo para lá de tumultuado. E uma forma de fazer isso é impor uma derrota a Dilma no Congresso em votações que não prejudiquem a economia como um todo, ou dando um jeito de aproveitar a CPI para jogar uma crisezinha no colo do PT. Como fazer isso, o tempo dirá. <br> <br>Por falar em economia… <br>Nesse sentido, avaliam, vem bem a calhar a discussão sobre o índice que deve servir de parâmetro para correção da dívida dos estados. O governo quer usar a taxa Selic. Na última quinta-feira, a equipe de Dilma Rousseff bateu o pé e avisou que não aceitará a proposta dos governadores de usar como indexador o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que os secretários de Fazenda consideram mais vantajoso para as finanças estaduais. Derrotar o governo Dilma nessa discussão, avaliam alguns senadores, não compromete as contas governamentais como um todo e ainda dá uma ajuda aos estados. <br>Entre os governadores, a oposição e partidos aliados têm mais espaço do que o PT. Os petistas governam o Distrito Federal, e quatro estados — Rio Grande do Sul, Bahia, Sergipe e Acre. Se os senadores ficarem com o governo federal nesse quesito, muitos consideram que a vitória maior será do PT, que já tem uma presidente popular. Portanto, essa votação se mostra hoje escolhida a dedo para dar uma aliviada nas contas estaduais. E pode ser acoplada ainda de uma redução do percentual de receita que os estados devem comprometer com o pagamento das dívidas. <br> <br>Por falar em oposição… <br>Não por acaso o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi para a tribuna da Casa a semana passada defender a correção via IPCA, dentro do que propõem os estados. O discurso foi feito exatamente 24 horas depois de o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, do PSB, passar por Brasília reclamando que o governo federal não tem um interlocutor forte para cuidar dos problemas estaduais. E, já que os governadores se ressentem de espaço para discutir seus problemas em bloco no governo federal, Aécio Neves começa a atirar uma bóia a esses atores políticos, tentando criar pontes para o futuro e um atalho para que eles resolvam suas questões diretamente com o Senado. <br>A aposta da oposição é a de que o clima entre governo e Congresso só tende a piorar diante da CPI que investigará as relações de Carlos Cachoeira com parlamentares e até governadores. E, embora os oposicionistas também tenham a sua cota nessa seara, quem está no poder central sempre tem mais a perder. Não por acaso, a presidente Dilma correu na sexta-feira para São Paulo em busca dos conselhos de Lula e lhe pediu para ir devagar com o andor porque o santo é de barro. Lula viveu uma onda de CPIs em 2005 que quase lhe custou o mandato. Escapou dela incólume e mais prestigiado porque buscou as ruas e o auxílio dos movimentos sociais que, embora de vez em quando briguem com o PT, sempre ficam ao lado dele quando a coisa aperta. Ele aconselhou Dilma a seguir pelo mesmo caminho. <br>O problema é que ela só terá recursos para fazer valer os programas de governo e, assim manter o povo ao seu lado, se o Congresso não deslocar recursos do caixa da União para o dos estados, como os congressistas começam a fazer agora. Esse é um forte ingrediente da briga que estará em curso no embalo da CPI.  <br> <br>   
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		<title><![CDATA[QUE CONSELHO É ESSE?!]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=102453</link>
		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 19:09:28 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">Senador que não se julga apto a relatar um processo contra seu colega não deveria fazer parte do Conselho de Ética. Muito menos da CPI que investigará as relações do bicheiro Carlos Cachoeira. Simples assim</span><br style="font-style: italic;"> <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; O sorteio para escolha do senador que relatará o caso Demostenes Torres no Conselho de Ética do Senado nos leva a pensar que algo vai muito mal naquela Casa. Não é possível que cinco senadores, sorteados, recusem a tarefa de apontar se o colega feriu o decoro parlamentar. Afinal, a única tarefa do Conselho de Ética é averiguar o comportamento das excelências. Portanto, quem não se julga apto a essa missão não deveria fazer parte do colegiado. Simples assim. <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por que, então, Lobão Filho (PMDB-MA), Gim Argello (P)MDB-DF), Ciro Nogueira (PP-PI), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR) — a relação feita aqui apenas segue a ordem de sorteio —&nbsp; estão no Conselho de Ética? Alguns congressistas apostam que a presença deles ali é apenas para evitar que prosperem os pedidos de cassações. Talvez essa visão seja exagerada. Mas, a conclusão, depois do fiasco de ontem, é cristalina: Se não aceitam o papel de relatores, que procurem prestar serviço em outras praias. <br>&nbsp;&nbsp; &nbsp; <br>Por falar em outras praias… <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na semana que vem, o Congresso vai se distrair escolhendo os senadores e deputados para compor a CPI encarregada de investigar as relações do bicheiro Carlos Cachoeira com o poder público e privado. Se a lógica valesse para a política, em princípio esses senhores que têm tantos problemas de foro íntimo para averiguar se Demostenes tem alguma culpa no cartório não devem se sentir aptos a integrar a CPI. Apesar disso, leitor, eu aposto com você que alguns desses cinco farão força para integrar a CPI do Cachoeira. Aguardemos. <br> <br>Por falar em apostas… <br> <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A parte da base que não se mostra interessada em relatar o caso Demostenes no Senado (PMDB, PP e PTB) dá demonstrações que não faltará à presidente Dilma Rousseff quando o assunto for economia. E é isso o que realmente preocupa o Planalto. Não por acaso, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou a alíquota unificada de 4% do ICMS para operações interestaduais envolvendo importados. Os senadores capixabas ficaram contra, os catarinenses também, mas a maioria governista falou mais alto nesse quesito. <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A tendência, conforme muitos têm comentado em conversas reservadas, é a de que os congressistas, especialmente, na Câmara, joguem a bola nas contas de Dilma apenas quando for para colocar o governo na fogueira da ética. Não por acaso, os aliados fizeram coro em favor da convocação da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. Para você que não se lembra do caso, ela terá que comparecer ao Congresso para explicar a compra de lanchas da empresa Intech Boarding nos tempos em que era ministra da Pesca. A empresa teria doado recursos à campanha do PT em 2010, quando a candidata a governadora de Santa Catarina era a própria Ideli. <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;  <br>Por falar em PT… <br>&nbsp;&nbsp; O governo não gostou de ver Ideli chamada à Câmara para falar sobre essa compra das lanchas. Mas depois de pesquisar daqui e dali, os governistas concluíram que foi uma operação casada que envolveu a oposição, o PMDB e o próprio PT. Parte dos petistas na Câmara não se sente muito à vontade com Ideli, uma vez que o cargo hoje ocupado por ela escorreu pelos dedos de deputados do partido —&nbsp; Luiz Sérgio (PT-RJ), vale lembrar, também foi ministro da Pesca e deu declarações a respeito das lanchas que ajudaram a colocar lenha na fogueira para a convocação de Ideli. <br>&nbsp;&nbsp; Mas, entre os ministros de Dilma, a avaliação é a de que não adianta a bancada petista tentar balançar Ideli para ver se a presidente lhes dá o cargo. O Planalto considera que o papel do PT será montar uma corrente de solidariedade e proteção em torno de Ideli Salvatti. Mostrar que ela está fortalecida e não tem naa a ver com o episódio das lanchas, uma vez que a licitação foi anterior ao seu período de ministra.  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ao Planalto, interessa saber, se os congressistas serão agora capaz de praticar o desapego: no caso dos petistas na Câmara, esquecer as desavenças internas, as frustrações e proteger Ideli. E, aos senadores de tantos partidos no Senado, deixar o Conselho de Ética da Casa a cargo de quem não tiver problemas de foro íntimo para relatar episódios como o de Demostenes Torres. Nos dois casos, leitor, a tarefa não é nada fácil para os personagens em questão. Vamos aguardar.  <br> <br> <br> <br>&nbsp;
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		<title><![CDATA[ROLETA RUSSA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=102346</link>
		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 17:43:07 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">Do PT ao DEM, cada grande partido do Congresso já teve a sua cota de relacionamento com Carlinhos Cachoeira, uns mais, outros menos. Façam suas apostas sobre quem sairá mais desgastado da CPI. O jogo começa em alguns dias</span><br style="font-style: italic;"> <br> <br>Numa roda, bem no centro do plenário do Senado, o presidente do Senado, José Sarney; o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL); e o presidente da Comissão de Constituição, Eunício Oliveira (CE). Conversavam animadamente sobre os mais diversos assuntos. Enquanto isso, ao fundo, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), explicava a jornalistas sobre assuntos econômicos. De repente, o grupo peemedebista olha para trás e acena para o petista. A expressão era de “Oi, estamos aqui!”. <br>&nbsp;Em meio à monotonia política que tomava conta do Congresso, com o governo Dilma Rousseff ganhando quase todas e os partidos a ver navios, uma CPI para investigar as relações do empresário do jogo do bicho Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, vem bem a calhar. Para começar, trata-se do imponderável. Do PT ao DEM, cada um já teve a sua cota de relacionamento com Cachoeira. Uns mais, outros menos. Não por acaso, o maior problema ontem era definir o objeto da CPI. É como se personagens de vários partidos estivessem enfileirados, passando uma caneca de leite azedo e talhado, quase transbordando, de mão em mão. Morrem de medo que esse leite derrame, deixando seus ternos manchados e com aquele cheiro ruim que uma simples lavagem não resolve.  <br>Da parte do PSDB, o governador de Goiás, Marconi Perillo, esteve em Brasília ontem e disse ao seu partido que siga em frente na CPI porque ele não tem negócios com o bicheiro. A caneca, garante, não derramará em suas mãos. Em relação ao DEM, seus caciques na Câmara — Rodrigo Maia (RJ) e ACM Neto (BA) — calculavam que não ter mais nada a perder. O terno de Demóstenes Torres já está sujo, o senador foi entregue às feras e ponto. Agora, vão tentar empurrar a caneca Cachoeira, digo, a CPI, no colo do PT. Em especial, sobre as relações de Delúbio Soares, o ex-tesoureiro reintegrado ao partido, que faz política em Goiás.  <br>&nbsp; <br>Por falar em PT… <br> <br>Os petistas, por sua vez, foram para cima e pediram a CPI de Cachoeira sem que a presidente Dilma Rousseff fosse consultada. Pelo sim, pelo não, fazem seu seguro via internet. O presidente do partido, Rui Falcão, aparece no site do partido pedindo o que chama de “CPI do Demóstenes”, jogando a caneca de novo no colo do senador goiano. Falcão acusa os oposicionistas de patrocinarem uma operação abafa para que os seus não sejam investigados. O comandante petista diz que seu partido defende a apuração de tudo. Dentro do PT, há quem diga que essa CPI poderá ajudar a construir a tese de que o mensalão teria sido uma farsa montada para atingir o Partido dos Trabalhadores. <br>Ocorre que, como todo mundo sabe, o vídeo em que o funcionário dos Correios aparece recebendo R$ 3 mil — o estopim do caso do mensalão — foi apenas uma pontinha que nada teve a ver com o restante apurado depois, na esteira das CPIs. Não será por aí que os petistas conseguirão anular o processo do mensalão ou evitar seu julgamento este ano. Tanto é que, ontem, ao pensar melhor, alguns integrantes do PT no governo tinham um certo receio para a CPI de Carlos Cachoeira. <br> <br>Por falar em governo… <br> <br>Os ministros palacianos consideram não haver nenhum problema nessa CPI que leve ao Planalto. A presidente Dilma Rousseff acredita não dever a sua eleição a atores enrolados com Cachoeira, nem mesmo se forem do PT. Portanto lava as mãos em relação à essa roleta, que pode se voltar contra vários partidos. O que “pega” para o governo é a falta de tranquilidade no Congresso para aprovar medidas econômicas, se houver necessidade. <br>&nbsp;Em meio a tudo isso, o PMDB só observa, torcendo para que o braço da empresa Delta no Rio de Janeiro do governador Sérgio Cabral esteja “blindado” nesse processo. Por isso, seus caciques olham para os senadores do PT com ares de superioridade, com a certeza de que serão necessários logo ali na frente para ajudar o governo e os petistas a reequilibrar o jogo no Congresso. Afinal, uma CPI invariavelmente significa desgaste para quem está no poder. E a maioria dos congressistas aposta que, com o governo do PT, não será diferente. Bem, leitor, faça sua aposta mas tenha uma certeza: CPI sempre dá bode. Resta saber quem irá atingir. <br>&nbsp;
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		<title><![CDATA[PROXIMA PARADA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=100883</link>
		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 10:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<span style="font-style: italic;">Há tempos, o Congresso não vive uma temporada em que os governadores tentam sozinhos impor sua vontade. Mas, dada a confusão na base da presidente Dilma Rousseff, talvez encontrem terreno fértil para fazer valer as suas propostas, desafiando os poderes do Planalto.</span>  <br>  <br>  <br>Estaria de bom tamanho se as indas e vindas da base do governo fossem o maior problema da presidente Dilma Rousseff. Além da falta de uma amarração maior no Congresso, existe um outro segmento político que se sente mais órfão do que nunca: os governadores estaduais. Hoje, o maior canal de conversa que eles têm no Poder Executivo é o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que recebe de acordo com os pedidos de audiência, geralmente, para resolver um problema emergencial. Não existe nada sistematizado em relação aos problemas inerentes a pratiamente todo sos estados __ e diga-se não são poucos.  <br>A pauta com os governadores está cada vez mais extensa. ICMS, royalties, fundo de participação dos Estados,&nbsp; defensoria pública, piso salarial dos professores, salários de policiais e bombeiros. Isso para citar apenas aqueles que estão na ordem do dia estampados nos jornais. Se brincar tem ainda as atribuições na área de saúde, o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal no quesito teto da receita que pode ser aplicado aos salários do funcionalismo. Ou seja, assuntos não faltam.  <br>Em 2003, tão logo tomou posse o presidente Lula chamou todos para um encontro na Granja do Torto e discutir temas comuns, como a Lei Kandir que com´pensava os estados que perdessem recursos com os incentivos á exportação. A presidente Dilma Rousseff, com um ano e três meses de mandato, ainda não os convidou para um encontro desse tipo. Nenhum deles se negaria, por exemplo, a um seminário que dedicasse um fim de semana a debater os problemas nacionais ou aqueles que afetam a todos. Nem existe hoje um ministro encarregado de sistematizar esses pedidos e entregá-los ao governo, uma vez que a ministra de Relações Institucionais, ideli Salvatti, está enfurnada em tentar apagar os incêndios no Congresso.  <br>  <br>Por falar em incêndios…  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A impressão que se tem entre os políticos — por enquanto, registre-se, é apenas uma impressão — é a de que a presidente Dilma não deseja reunir os governadores com medo de ouvir apenas queixas e pedidos de recursos. O problema, entretanto, é que passou da hora de o governo federal tratá-los como parceiros e não pedintes. E isso, na avbaliação de muitos governadores ainda não foi possível perceber nesse período do governo Dilma.  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Não por acaso, os governadores de estados da região Sudeste — Antônio Anastasia (Minas Gerais), Geraldo Alckmin (São Paulo) Renato Casagrande (Espírito Santo) e Sérgio Cabral (Rio de Janeiro) — fizeram aquela reunião na última quinta-feira. Dali, tiraram um princípio fundamental para levar aos demais estados: Não perder receita.  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A ideia discutida ali foi deflagrar um movimento para barrar toda e qualquer proposta que represente queda de arrecadação para muitos estados. O projeto de resolução 72, que tenta barrar incentivos com o ICMS de produtos importados terá um impacto forte na contabilidade capixaba. Lá, desde 1971, as empresas têm uma parte do imposto revertida em empréstimos a juros subsidiados. O estado arrecada com esse dispositivo R$ 400 milhões. Outros R$ 600 milhões são divididos com municípios. Com a mudança, as empresas que hoje estão no Espírito Santo, diz o governador, vão para São Paulo, onde não terão mais o custo de transporte dos produtos para o centro consumidor. E certamente, haverá desemprego entre os capixabas, além da perda de receita.  <br>  <br>Por falar em receita…  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Hoje, váiros governadores estarão no Congresso para discutir esse assunto da receita do ICMS. Se não conseguirem sensibilizar o governo federal, vão levar o tema às bancadas separadamente. Há tempos, o Congresso não vive uma temporada em que os governadores tentam sozinhos impor sua vontade. Mas, dada a confusão na base da presidente Dilma Rousseff, talvez encontrem terreno fértil para fazer valer as suas propostas, desafiando os poderes do PlanaltoMais um problema para a presidente Dilma administrar.  <br>  <br>Por falar em problemas…  <br>&nbsp;&nbsp; Pegou mal a declaração do líder Eduardo Braga (PMDB-AM) sobre o fim do toma-lá-dá-cá. Para muitos políticos, ficou a leitura de que no governo Lula era assim e no primeiro ano de Dilma também. Quanto ao PR, hoje vai ter muita gente no partido defendendo o voto favorável à Lei Geral da Copa,. Como forma de recolocar um pezinho na base governista. De quebra, o PMDB vai tentar trabalhar para votar o Código Florestal ainda esta semana. Sabe como é, quando um assunto desgasta a popularidade da presidente e faz com que ela precise dos partidos, todos os interessados tratam de balançar a árvore. Juntando com os governadores, leitor, esteja certo de que está terça não é carnaval, mas é terça-feira gorda.   <br>  <br>  <br>  <br>  <br>   
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		<title><![CDATA[A DILMA DA DILMA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=100885</link>
		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 12:00:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		<span style="font-style: italic;">Se a presidente não entregar obras e serviços à população e deixar cristalizar o sentimento de que o país não caminha a contento, aí sim, ela terá um grande problema</span><br style="font-style: italic;">   <br>   <br>   <br>   <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ninguém perde ao avaliar como as coisas se sucederam no passado para entender o presente e o futuro. E nem precisa ir tão longe assim. Basta remontar ao primeiro mandato do ex-presidente Lula. Naquela época, com o PT exaurido pelo mensalão, Lula tirou José Dirceu da Casa Civil e colocou no lugar aquela que, entre seus ministros, via com maior capacidade de tocadora de projetos. Assim, nasceu a hoje presidente Dilma Rousseff e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).    <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qualquer confusão na área política, ele mesmo resolvia. Na área técnica, chamava Dilma. Ao ponto de ser comparado a Fred Flinstone,&nbsp; personagem famoso do desenho animado que sempre grita Viiillmmaaa! Apagão por conta da chuva, Minha Casa Minha Vida, transposição do São Francisco, hidrelétrica, saúde da família, bolsa família, bolsa de estudo… Tudo ele chamava Dilma para resolver. E sempre passou à população a impressão — na verdade, a certeza (senão ela não teria sido eleita) de que a ministra dava conta do recado. Não por acaso, em 2009, lá estava ele, com Dilma pelo braço como a mãe do PAC, cortando uma faixa de inauguração de casa, visitando canteiro de obra, posando na plataforma da Petrobras. A percepção era a de que o governo pulsava.   <br>   <br>Por falar em pulsar…   <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vejamos a situação de hoje: No plano político, não se vê a presidente criando soluções. A troca dos líderes, feita para refrigerar a base, prestigiou quem se sentia fora do governo, mas ainda não mostrou a que veio. O primeiro movimento de Arlindo Chianaglia, a Lei Geral da Copa, criou mais confusão do que soluções à base. E olha que ele ainda nem mexeu com o Código Florestal.    <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No plano da gestão governamental, faz-se malabarismos para ver a presidente Dilma Rousseff visitando uma obra que esteja dentro prazo, com recursos liberados a contento. Dentro do Planalto, tudo é feito de forma silenciosa, não se sente o governo pulsando.. A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, só aparece nas solenidades oficiais servindo de moldura à presidente. É praticamente invisível ao grande público.    <br>   <br>Por falar em grande público…   <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Num país tão grande como o Brasil e tão embalado pela TV, os movimentos atabalhoados do governo na seara política não representam grandes riscos e podem ser resolvidos de forma positiva para o Planalto por causa da popularidade da presidente junto ao eleitorado. Ninguém vai mexer com quem tem 80% da população ao seu lado. Mesmo na seara do gerenciamento de governo, a sensação de paralisia ainda não chegou ao povão. Por enquanto, está confinada na indústria, na classe política, nos governadores e nos jornais.    <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os jornais estão fartos de reportagens sobre o país devagar quase parando. No último Sábado, uma notícia preocupante estava estampada na página 14 do Correio Braziliense: A oferta formal de empregos em fevereiro deste ano caiu 56,6% em relação a fevereiro de 2011. Mais um sinal forte da desaceleração da economia. E é aí que mora o perigo.    <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Brasileiros sem emprego, uma hora ou outra podem jogar suas frustrações na conta do governo. Isso somado ao fato de a presidente não entregar obras e serviços à população, faz cristalizar o sentimento de que o país não está caminhando a contento. E se isso ocorrer, aí sim ela terá um grande problema. Isso porque, são nessas horas de estagnação que a vem a queda da popularidade. Foi assim, por exemplo, com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2002. Na hora em que crise bateu à porta, a política desandou e a popularidade escapuliu pela janela.   <br>&nbsp;   <br>Por falar em política…   <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Paralelamente aos cuidados com as obras e a economia, que, com razão devem ser a prioridade de Dilma, é preciso que ela escolha grupo de políticos para prestigiar em todos os partidos. Senão, na hora em que vier um solavanco mais forte, não terá ninguém por ela dentro do Congresso. Até o momento, ela demonstrou desprezo pelos líderes tradicionais do PMDB, que perderam a liderança do governo, do PR, que não têm ministério,&nbsp; e da ala majortária do PT, que perdeu o cargo de líder da bancada. Dilma tem todo o direito de mudar e escolher seus líderes, mas ocorre que, ao desprestigiar uns,&nbsp; é preciso colocar no lugar quem faça a diferença no jogo político o que até agora não aconteceu. Pelo menos, os primeiros movimentos dos líderes Eduardo Braga e de Arlindo Chinaglia ainda não levaram a impressão de que ficará tudo bem no Congresso.   <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Há quem acredite que, ao mudar os líderes governistas, a presidente terminará deixando explícito que o problema da articulação política é no Planalto. Daí, as pressões pela troca de Ideli Salvatti, com quem, como já dissemos aqui, Dilma não irá mexer nem tão cedo. Portanto, ou a presidente Dilma se convence que precisa ser mais sensível na seara política e faz o que Lula fazia, ou escolhe um grupo com trânsito na maioria para fazer esse papel junto com Ideli. Afinal, se a economia salva os votos, é a política que salva a pátria e, por tabela, o governo, quando a economia falha.   <br>&nbsp;   <br>&nbsp;
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		</item>
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		<title><![CDATA[DILMA, COLLOR E IDELI]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=100783</link>
		<pubDate>Sat, 17 Mar 2012 15:42:01 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman" size="3">&nbsp;</font></p> <br><p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman" size="3">&nbsp;</font></p> <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;</span><i>Imagine,  leitor, Dilma anunciando com sua voz grave que trabalha por um Brasil  grande e o PMDB de Renan Calheiros, o PTB de Roberto Jefferson e o PR de  Valdemar Costa Neto puxam-lhe o tapete. Com quem você acha que o povo  ficaria?</i></font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><i><font face="Times New Roman" size="3">&nbsp;</font></i></p><p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman" size="3">&nbsp;</font></p> <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Muito  se falou nas últimas 24 horas sobre os alertas que o senador Fernando  Collor (PTB-AL) fez no Senado, ao dizer que a presidente Dilma Rousseff  incorre no mesmo erro que ele ao desprezar os políticos tradicionais.  Vale, entretanto, colocar as declarações do ex-presidente no devido  contexto históricos.</font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Para  começar, Collor tinha um partido pequeno, construído em cima das  benesses do poder. Dilma tem um partido grande, o PT. Embora uma parte  expressiva do partido esteja inconformada com a destituição de Cândido  Vaccarezza (PT-SP) do cargo de líder do governo na Câmara, os petistas  não vão atear fogo às vestes permitindo que a situação chegue ao ponto  de tirar a presidente do cargo para colocar o vice, Michel Temer, do  PMDB.</font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp; </span><span>&nbsp;</span>Segundo,  vejamos a população. O prestígio de Collor estava em frangalhos quando  ele caiu. Isso porque, paralelamente às denúncias de corrupção e à  saraivada de contas fantasmas gerenciadas pelo finado Paulo César Farias  __ o tesoureiro da campanha collorida __ todos os planos econômicos  fracassaram. A decepção se deu logo na largada, com o confisco da  poupança. Dias antes do impeachment, Fernando Collor chamou os  brasileiros às ruas para apoiá-lo. Na TV, conclamou todos a sair de  verde e amarelo em defesa de seu governo. O Brasil se vestiu de preto.  Precisa dizer mais?</font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman" size="3">&nbsp;</font></p> <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman" size="3">Por falar em TV...</font></p> <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp; </span>Imagine,  leitor, Dilma na TV hoje pedindo apoio à população porque os políticos  tradicionais boicotam seu governo. Ou Dilma anunciando com sua voz grave  que sonhou com um Brasil grande e o PMDB de Renan Calheiros, o PTB de  Roberto Jefferson e o PR de Valdemar Costa Neto não deixam, puxam-lhe o  tapete para retomar o poder. Com quem você acha que o povo ficaria?  Dilma, ao tirar Romero Jucá (PMDB-RR), expôs os políticos tradicionais. A  classe política está em baixa e a situação não vai melhorar se, daqui  para frente, eles inventarem motivos para derrubá-la ou inviabilizar o  crescimento econômico.</font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp; </span>É  certo também que a presidente não pode levar tudo ao estilo “faca na  bota” como se diz no Rio Grande do Sul, onde ela fez política. À  presidente, cabe resolver diferenças pelo diálogo, de forma cordata e  afável. Bater, sem machucar. <span>&nbsp;</span>Ao mesmo tempo, não é  possível ceder a tudo que os partidos desejam. O PT, por exemplo, não  tem por que brigar. No saldo de Ministérios ainda é o grande vencedor.  Não perdeu um milímetro sequer nessa dança das cadeiras, à exceção, é  claro, da luta de tendências em São Paulo __ considerado o centro dos  males petistas e tucanos.</font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman" size="3">&nbsp;</font></p> <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman" size="3">Por falar em centro dos males...</font></p> <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp; </span>Ontem,  não eram poucos os políticos que citavam a ministra de Relações  Institucionais, Ideli Salvatti, como a grande responsável pela maioria  das tensões que vive a base governista. Mencionavam como tropeços a  retirada da venda de bebidas alcoólicas do texto da Lei da Copa (ontem o  governo voltou atrás), a forma como ela tratou o PR na conversa de  quarta-feira com o senador Blairo Maggi (MT) e, ainda, as reuniões sobre  o Código Florestal. </font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp; </span><span>&nbsp;&nbsp;</span>No  Planalto, há quem diga ser bom lembrar que Ideli não dá um passo sem  ordem da chefe. Portanto, só sai se não houver alternativa. Dilma teria que estar pra lá de emparedada para tirá-la, o que não é o caso. Os  palacianos chamam a atenção ainda para o fato de Dilma ter sido  politicamente forjada na guerrilha, nos porões da ditadura onde a  lealdade aos companheiros valia preservar-lhes a vida. Não é de seu  feitio abandonar quem lhe é leal, nem deixar companheiros pelo caminho.  Talvez seja obrigada a mexer na coordenação mais à frente. Mas não o  fará agora, nessa fogueira. Ela sabe que outras virão. </font></font></p>   
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		</item>
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		<title><![CDATA[2013 ATROPELA 2012]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=100785</link>
		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 14:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><i><font size="3"><font face="Times New Roman">Há  tempos não se vê tanta confusão e focos de incêndio numa base  governista simultaneamente na Câmara e no Senado. O PR no Senado vira  oposição, parte do PMDB cruza os braços. Ninguém confia em ninguém</font></font></i></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><i><font face="Times New Roman" size="3">&nbsp;</font></i></p>  <br><p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>A  confusão na seara política está tão grande que o ano de 2013 já chegou  atropelando a sucessão municipal. No Congresso, em todos os partidos,  não se fala em outra coisa que não seja a eleição dos presidentes das  duas Casas – Câmara e Senado. Essa conversa já começou a contaminar as  votações e, por mais que os lideres petistas digam dia e noite que não  vão quebrar o compromisso com o PMDB, ninguém confia em ninguém. </font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Ontem,  por exemplo, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), o  número um do partido para presidente da Casa no ano que vem, almoçou com  os ruralistas e propôs retomar o texto dos deputados para o Código  Florestal. O governo não quer a proposta antiga, muito criticada pelos  ambientalistas.</font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Mas  entre a emenda que Alves defendeu de viva-voz na Câmara, na votação do  ano passado, e o governo, o líder do PMDB vai ficar com o discurso e os  votos da bancada<span>&nbsp; </span>ruralista para presidir a Câmara. Não por  acaso, com medo de perder como ocorreu da outra vez na Câmara, o Poder  Executivo conversa com o PT para trabalhar no sentido de deixar o tema  para depois da Rio+20 __ uma jogada de risco que pode complicar a vida  de Dilma na Conferência.</font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span><font face="Times New Roman" size="3">&nbsp;&nbsp; </font></span></p> <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Por falar em PT...</font></font></p> <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Alves  começa com esse gesto, de forma muito sutil, a trabalhar a sua campanha  no lusco-fusco entre governo e oposição, uma vez que a grande bancada  ruralista se espraia nos dois campos. Deste ponto, fica mais fácil, se  necessário, pular o córrego governista e ficar na margem oposicionista  __ desculpem-me os puristas, mas na política não existe mais esquerda ou  direita.</font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Os  petistas assistem a todos esses movimentos com um olho no gato outro no  peixe. Tudo o que eles queriam com a nomeação de Arlindo Chinaglia para  líder do governo era dar um recado subliminar ao PMDB. Algo do tipo,  “respeitem o PT e deixem de manifestos ou coisa que o valha, porque  vamos cumprir o nosso acordo com vocês (votar no candidato do PMDB a  presidente da Câmara)”. Ocorre que a dose foi grande e agora a  desconfiança está lançada tanto na Câmara, quanto no Senado.</font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman" size="3">&nbsp;</font></p> <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Por falar em Senado...</font></font></p> <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp; </span><span>&nbsp;</span>A  Casa pega fogo. Renan Calheiros ver escorrer via governo suas chances  de presidir o Senado. Não por acaso declara dia e noite que não é  candidato à sucessão de José Sarney. A idéia de Renan é administrar o  tempo. Hoje, ele tem dez votos dentro do PMDB, os do PTB capitaneados  por Gim Argello (DF) e ainda dois do PSD de Gilberto Kassab. Afinal,  Renan e Sarney foram cruciais na hora de o PSD conseguir espaço nas  comissões da Casa. <span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Enquanto  isso, Dilma discute a possibilidade de deslocar Edison Lobão de Minas e  Energia para a Presidência da Casa. Ele é hoje o único nome em quem  Dilma confia plenamente para o cargo. Afinal, o ministro da Previdência,  Garibaldi Alves, foi rebelde demais quando presidiu a Casa no governo  Lula.</font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span><font face="Times New Roman" size="3">&nbsp;&nbsp;&nbsp; </font></span></p> <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Por falar em rebeldia...</font></font></p><span style="FONT-FAMILY:'Times New Roman';FONT-SIZE:12pt"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Dentro  do PMDB, a rebeldia está muito sutil, mas virá. Tudo a partir de agora,  depende do líder Eduardo Braga. Ele que se vire para cuidar dos votos e  dos projetos. E já chega ao cargo com uma banda da base rumo à  oposição. Outro dia, tratamos aqui da pescaria de Aécio Neves na base  governista. Que ele, antes de viajar para Washington já havia preparado o  terreno. Ontem, ele pescou o senador Blairo Maggi (PR-MT), que está  oficialmente no bloco oposicionista. Se continuar nesse ritmo de  confusão na base, Aécio nem precisará de muito esforço para pescar os  políticos. Só não pode esquecer que, para virar presidente, é preciso  conquistar o povo.</span>   
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		<title><![CDATA[NOVO EIXO]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=100784</link>
		<pubDate>Wed, 14 Mar 2012 12:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">Há uma tentativa clara do governo de mudar o rumo gravitacional da política no Senado e também na Câmara. O problema será a reação de quem detém o poder. E assim, teremos pela frente um longo período de estica-e-puxa. Podem apostar</span> <br> <br> <br>Assim que Dilma Rousseff saiu do Senado, onde recebeu o prêmio Bertha Lutz, uma roda de jornalistas começou a se formar em torno de Romero Jucá (PMDB-RR). Não deu tempo nem de o ex-líder do governo arrumar a gravata para as imagens da TV. Isso porque surgiu o sucessor, Eduardo Braga (PMDB-AM), atraindo a parafernália de microfones, focos de luz e câmeras. Da turma de TV não sobrou ninguém em torno do antigo líder. A cena é emblemática para demonstrar a mudança do eixo gravitacional que a presidente Dilma Rousseff deseja empreender no Parlamento.  <br>Ao trocar os dois líderes — o do Senado e o da Câmara — Dilma demonstra que deseja não só ampliar a interlocução no Legislativo, como cansaram de cobrar os próprios parlamentares. Ela quer ainda mudar o eixo gravitacional de seu governo. Algo como mudar o eixo de rotação do planeta política. E isso, como na geologia, não é fácil. <br>&nbsp;Em qualquer artigo sobre o eixo de rotação da terra, o leitor verá que esse movimento requer muita energia. Além disso, como o leitor pode pesquisar em vários sites, como silvestre.eng.br, “uma força realizada diretamente sobre o eixo não o inclina do modo esperado. O eixo forçado a se inclinar reage de uma forma surpreendente, tentando preservar sua orientação espacial anterior”.  <br>&nbsp; <br>Por falar em preservar… <br>&nbsp;A indicação do senador Romero Jucá para relator do Orçamento de 2013, anunciada ontem por Renan Calheiros (PMDB-AL), é prova dessa reação, no sentido de tentar preservar a orientação espacial anterior. Prova de que teremos pela frente um período de turbulências: Dilma tentando levar o eixo de poder para outra banda e o grupo dominante da política nos últimos 20 anos tentando mantê-lo onde está. No meio dessa mudança na órbita dos planetas estão a montagem dos palanques para a eleição municipal, o Código Florestal, a votação dos royalties, dezenas de pedidos de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) congelados. Quanto ao Código Florestal já há quem defenda junto ao Planalto deixar a votação para depois da Rio+20, de forma a evitar um confronto com os ambientalistas nesse clima pré-conferência sobre Desenvolvimento Sustentável. <br> <br>Por falar em votações… <br>&nbsp;O Código Florestal será o primeiro grande teste de Arlindo Chinaglia (PT-SP) na Câmara, da mesma forma que o Fundo de previdência do Servidor Público será o maior desafio de Eduardo Braga no Senado. Ele terá que agora, mostrar que tem energia suficiente no partido e entre os aliados para segurar a força gravitacional onde a presidente Dilma deseja. <br>&nbsp;Da mesma forma que a presidente trabalha uma relação direta com o G-8 do PMDB no Senado, Dilma também dá demonstrações de que deseja ver o poder mais diluído na Câmara. Foi essa a primeira impressão de quem observou atentamente a forma como ela prestava atenção no discurso da vice-presidente da Casa, Rose de Freitas (PMDB-ES). De vez em quando, o presidente da Câmara, Marco Maia, puxava assunto e Dilma, com cara de poucos amigos, respondia de forma curta e, com o corpo virado na direção da tribuna do Senado, seguia olhando para a oradora. Depois, levantou-se e ficou esperando que Rose viesse abraçá-la. Foi o único discurso que Dilma prestou atenção quase que o tempo todo. Para muitos, sinal de que não está descartada uma interlocução direta com a deputada. Se isso, entretanto, vai resultar em algum desdobramento na eleição para presidente da Câmara é outra históira. Mas vale lembrar que Dilma jamais escondeu a sua preferência em trabalhar com as mulheres, consideradas mais sensíveis quando o assunto é políticas públicas.  <br>&nbsp; <br>Por falar em eleições… <br>&nbsp;Enquanto Dilma, PMDB e PT travam suas guerras por mudança de eixo, os reflexos dos poucos pontos que Fernando Haddad desfruta nas pesquisas de intenções de voto é uma mudança do eixo gravitacional do PT. Se antes o partido de Lula pressionava o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) a sair da disputa para apoiar Haddad, hoje essa conversa mudou. Os petistas hoje trabalham no sentido inverso, para que Chalita se mantenha no jogo. Isso porque os passaram a ter medo de que o ex-governador José Serra (PSDB) possa vencer no primeiro turno, caso não haja um candidato de centro para tirar alguns votos dos tucanos. É bom lembrar que foi assim em 2010 no estado de São Paulo. O tucano Geraldo Alckmin venceu o petista Aloizio Mercadante na primeira rodada. E o PT não quer ver repetida a dose. <br>&nbsp;
		]]>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[EDUARDO BRAGA, O AMIGO]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=100537</link>
		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 00:14:58 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		           <style>@font-face {   font-family: "Cambria"; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; </style>       <p class="MsoNormal"><span style="">&nbsp;</span></p>  <p class="MsoNormal"><span style=""><span style="">&nbsp;&nbsp; </span>Ao nomear o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) líder do governo no Senado no lugar de Romero Jucá (PMDB-RR), a presidente Dilma Rousseff deixa claro dois pontos. 1) Deseja ampliar a interlocução com o PMDB para não ficar refém da cúpula do partido. 2) Líder que não alerta o governo sobre os perigos da derrota, tem os dias contados.</span></p>  <p class="MsoNormal"><span style=""><span style="">&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Nas vésperas da derrota de Bernardo Figueiredo para a Agëncia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o senador Eduardo Braga telefonou para a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, sugerindo que ela fizesse um jantar com senadores do partido na terça-feira, um dia antes da votação. Como a conversa era por telefone, usou o meio-termo que todo político usa: “Não é importante a aprovação do Bernardo?”</span></p>  <p class="MsoNormal"><span style=""><span style="">&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Para bons entendedores, o recado estava dado: Ou Ideli amarrava os votos ou uma grande parcela do PMDB iria derrotar o governo. Dilma estava na Alemanha naquela data. Mas não foi assim. O jantar não foi marcado or problemas de agenda da ministra. E deu no que deu. O governo perdeu a votação e Braga saiu com fama de que quem avisa, amigo é. Não por acaso, ele foi chamado ao Planalto na sexta-feira pela manhã, quando foi convidado para assumir o cargo de líder.</span></p>  <p class="MsoNormal"><span style=""><span style="">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Um detalhe importante dessa história: não foi Jucá quem deu o alerta ao Planalto e sim Eduardo Braga. Dilma jamais se convenceu de que Jucá, o experiente líder de tantos governos, foi surpreendido com tantos votos contrários na última quarta-feira. Para a presidente, ficou claro que, além de ampliar as conversas com o PMDB, era preciso dar puxão de orelhas na turma de Renan Calheiros: Não adianta vender a dificuldade, no caso a derrota, para depis comprar a facilidade. Os cargos. Para quem considera que Dilma não entende de política, ela acaba e dar um safanão nas raposas peemedebistas.  <br></span></p><p class="MsoNormal"> <br><span style=""></span></p><p class="MsoNormal"><span style="">&nbsp;&nbsp;&nbsp; A primeira missão de Braga está em curso agora, numa reunião no Palácio do Jaburu. Tentar amansar a cúpula do PMDB. Aguardemos <br></span></p>     
		]]>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[       O POMO DA DISCÓRDIA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=100538</link>
		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 00:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br> <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<span style="font-style: italic;"> Se Dilma  quiser resolver um problema do PT de São Paulo, ou conquistar aliados  para Haddad usando o governo, terá que mexer nos ministérios a cargo dos  petistas paulistas e propor uma coalisão de verdade. Ou ficará apenas  com o PT</span> <br>  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;  <br> <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Enquanto a maioria dos  petistas considerava a semana política terminada na quarta-feira à  noite, como de costume, os aliados do governo prorrogaram esse período,  com uma série de reuniões onde vários partidos tiveram assento. Menos,  claro, o PT. Conversando sobre o cenário atual, PMDB. PTB, PR, PCdoB  concluíram num encontro na noite de quinta-feira que é chegada a hora de  dar um basta: Ou a presidente Dilma Rousseff abre o governo à  participação efetiva dos partidos que ajudaram na campanha ou outros  tremores de maior escala farão com que a derrubada de Bernardo  Figueiredo da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) tenha sido  apenas uma cosquinha gostosa. <br> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como recordar é viver, falou-se de personagens importantes na  disputa eleitoral — caso do senador Eduardo Braga (PMDB-AM), que hoje  não consegue ser tratado como “o cara” de Dima no seu estado. Braga foi  citado como exemplo na reunião porque elegeu o sucessor no governo do  Amazonas, ajudou Dilma a obter 82% dos votos e carregou para o Senado  Vanessa Graziotin, tirando do calcanhar governista o combatente Arthur  Virgílio (PSDB). <br> &nbsp;&nbsp;&nbsp; No Ceará não foi diferente. Candidato ao Senado, Eunício viu o  “Pimentasso” querer fritá-lo na campanha, porque todos julgavam Tasso  Jereissati, do PSDB, reeleito. Pela lógica, Eunício e José Pimentel, do  PT, disputariam a segunda vaga. Urnas apuradas, Tasso estava derrotado e  os dois aliados de Dilma vitoriosos, graças ao trabalho do próprio Lula  que interveio para acabar com as alianças heterodoxas. <br> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Equanto isso, em São Paulo, o PT não fez verão. Abertas as urnas,  Geraldo Alckmin venceu Aloizio Mercadante, do PT, no primeiro turno.  Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) ganhou para o Senado. Salvou-se apenas  Marta Suplicy, eleita senadora — que agora foi retirada da disputa pela  prefeitura da capital. <br> &nbsp;&nbsp;  <br>Por falar em São Paulo… <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Passadas as recordações  eleitorais, os presentes à reunião falaram do maior deslize de Dilma na  seara política: desprezá-los na hora de compor o governo. “Fomos  assaltados depois da eleição”, comentou um deles. Usaram essa expressão  ao mencionar que os paulistas do PT, em sua maioria derrotados  eleitoralmente, tomaram conta do Poder Executivo. Fazenda, Educação,  Ciência e Tecnologia, Saúde, Justiça, Desenvolvimento Social,  Planejamento. Secretaria Geral da Presidência da República. De Dilma  mesmo, sobraram apenas Giles Carriconde e, agora, as ministras  palacianas. E de lá para cá, esse poder do Pt de São Paulo só aumenta no  governo, incluída aí a atuação do PT de São Paulo nos fundos de pensão,  como Centrus (Banco Central), Petrus (Petrobras). <br> &nbsp;&nbsp;&nbsp; Lembraram ainda que, por um ano, aliados de Dilma engoliram meio que  calados essa composição benéfica ao PT paulista. A gota d’água  entretanto foi a forma como o governo tentou remover o chumbo do pé de  Fernando Haddad na campanha paulistana, com a entrega de um ministério  periférico ao PRB. E o fato de vir à tona o projeto petista de  conquistar mil prefeituras e mil vice-prefeituras. <br> &nbsp;&nbsp;&nbsp; A Pesca, com todo respeito, nunca foi vista como uma tecnologia de  ponta pelos partidos. Além disso, seu titular, embora do PT, não era de  São Paulo. Diante da constatação de que todos os cargos importantes  estão nas mãos do PT paulista — e as mudanças no Ministério hoje visam  justamente ajudar o PT de São Paulo e em São Paulo — os aliados  concluíram que é hora de emparedar&nbsp; Dilma: Se ela quiser resolver um  problema do PT de São Paulo, ou mesmo conquistar aliados para Haddad  usando o governo, terá que mexer nos ministérios a cargo dos petistas  paulistas e propor uma coalizão de verdade. Ou ficará apenas com o PT.  <br>  <br>Por falar em coalizão… <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os aliados não querem nem de longe ver  repetida a cena em que José Sarney, na sala com Dilma e Gleisi  Hoffmann, viu entrar Ideli Salvatti. A ministra de Relações  Institucionais, sem perceber a presença dele, chegou dizendo que Sarney  queria confusão indicando um sujeito para a Valec. Sarney escutou. Foi  um mal estar geral ue está há 60 dias no ar, conforme relatado na  reunião da semana passada entre os aliados. <br> &nbsp;&nbsp;&nbsp; Na conversa, falou-se ainda do incômodo dos partidos da pseudo  coalizão com a maneira de Dilma tomar decisões e tocar projetos. Sem  dividir louros, cargos importantes ou propostas. O cadastro do Bolsa  Família é guardado a sete chaves pelos petistas. Desconfiam os aliados  para uso eleitoral. Na troca de comando da Petrobras, o ministro de  Minas e Energia, Edison Lobão, soube pela internet. O mesmo ocorreu na  Agência Nacional do Petróleo, onde a escolha de Magda Chambriard, para  direção-geral se deu rapidamente, de forma a evitar que, diante da crise  nos partidos, Lobão pudesse fazer o sucessor do Haroldo Lima, do PCdoB,  que, aliás, também vem perdendo terreno.  <br> &nbsp;&nbsp;&nbsp; Como num casamento que vai mal, os partidos são sempre os últimos a  saber das decisões de governo e, quando são chamados, é apenas para  resolver um problema do PT ou conhecer o projeto como pacote fechado que  deve ser aprovado. Por isso, a ordem agora é forçar a porta e a  coalizão de verdade. Sob pena de o PT ficar sozinho. Resta saber se  terão bala na agulha para levar esse xeque mate ao pé da letra. Eles  apostam que, com o PIB de 2,7% Dilma abre a guarda. Afinal, eles foram  fiéis na eleição. Agora, querem usufruir do regime de comunhão de bens.  Se não for assim, novas traições virão. <br> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;  <br><br clear="all"> <br>--  <br>Sds <br>Denise Rothenburg <br><a href="tel:%2861%29%209987-1610" value="+16199871610" target="_blank">(61) 9987-1610</a>  
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		<title><![CDATA[PRESENTE DE GREGO]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=100411</link>
		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 21:24:49 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		<br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">A votação do Senado foi a estreia de um novo ciclo de guerra interna no PMDB. A liderança de Renan Calheiros está em xeque. Não por acaso Dilma pretende ampliar sua interlocução dentro do partido e ver como desviar seu governo das balas perdidas</span> <br> <br> <br> <br>&nbsp;A presidente Dilma Rousseff acordou de cabeça quente ontem, Dia Internacional da Mulher, tratando de mapear os erros que levaram à derrubada do nome de Bernardo Figueiredo para a Agência Naconal de Transportes Terrestres (ANTT). O primeiro deles se refere à redoma em que vivem os comandantes meio avessos a ouvir os políticos, no caso a própria Dilma. Ninguém lhes diz sem rodeios que o caos está instalado. Os líderes geralmente ficam no cerca-lourenço, “olha, tem um probleminha, mas nada grave” e por aí. Há vários dias, o Planalto recebe uma série de avisos de que nada vai bem no PMDB e nos partidos aliados. Não faltaram alertas sobre mais dia, menos dia, o governo ser surpreendido no plenário. Mas Dilma estava na Alemanha e, antes disso, tão requsitada a ajudar o PT a resolver São Paulo, esqueceu de verificar cuidadosamente o que ocorria entre os senadores. <br>O segundo problema era o PMDB. E, nessa seara, os entraves não dizem respeito apenas à relação de Dilma com o partido. Há tempos os peemedebistas vivem uma guerra fria entre seus líderes e liderados. Os novos senadores, em sua maioria ex-governadores, desejam ter mais voz ativa. E os atuais comandantes, o líder da bancada, Renan Calheiros (AL), o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não querem perder o poder. <br>&nbsp;Ocorre que nenhum deles tem hoje um controle direto sobre a bancada como na Legislatura anterior. Entre aqueles que têm um ano de mandato e alguns mais antigos, há uma sensação generalizada de que os líderes do partido na Casa só trabalham para si mesmos. E parte do grupo dos novatos achava que uma derrota de Dilma, poderia ajudar a desestabilizar a liderança de Renan ao ponto de levar o Planalto a ouvir os outros senadores, em vez de ficar restrito à cúpula partidária. <br> <br>Por falar em cúpula… <br>Dentro da própria ala que hoje comanda o PMDB também havia um sentimento de “dar um susto” em Dilma. Antes da votação, Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, comentou com alguns colegas sua expectativa de levar o governo à vitória por um único voto. E, numa votação secreta, seu plano era perfeito: Um placar apertado daria a Jucá e Renan o momento ideal para dizer ao Planalto que havia uma necessidade de dividir mais o jogo com eles. E, assim, esses líderes não perderiam a capacidade de comando. Como o resultado foi além do esperado, eles perderam o tom e Dilma passou a achar que nem Renan, nem Jucá controlam o PMDB.  <br>Esta não foi a primeira vez que os comandantes do PMDB tentaram usar de artifícios regimentais para dar um susto na presidente Dilma. Na votação da regulamentação da emenda 29, aquela que amplia a aplicação de recursos na área de saúde, o governo não caiu na armadilha por muito pouco. Os peemedebistas tentaram convencer o Planalto de que era preciso manter a urgência. A derrota do governo na votação era certa e os senadores terminariam aprovando a obrigatoriedade de o governo federal aplicar 10%. Alertado por outros senadores, o Planalto recuou e retirou a urgência da proposta. E, com um pouco mais de tempo para negociar, o governo foi vitorioso. <br>A sensação que ficou entre alguns senadores ontem foi a de que o Planalto foi induzido ao erro ao não apostar no adiamento da votação do nome de Bernardo para a ANTT. Se adiasse e organizasse melhor o jogo, o governo poderia ter vencido. Agora, entretanto, não adianta mais reclamar e sim evitar que isso se repita. Não por acaso, a presidente chamará outros senadores para conversar sobre a votação, a fim de ouvir o que pode ser feito e tentar decifrar o que pode fazer para que a guerra nas coxias peemedebistas não afete seu governo  <br> <br>Por falar em coxias… <br>Da parte dos caciques, a ordem é tentar reorganizar o PMDB jogando o PT na roda: Renan, Sarney e Jucá não se esquecem de repetir que o PMDB só terá força se mantiver a unidade. Ocorre que esse discurso funcionou até o ano passado. Agora, não cola mais. Tudo indica que estamos diante de um novo ciclo de desavenças dentro do PMDB. E, quando isso acontece, sempre quem paga o pato é o governo federal. Foi assim com Fernando Henrique Cardoso foi assim com Lula, e, agora, chegou a vez de Dilma. Por coincidência, no Dia Internacional da Mulher, sobrou para Dilma uma corbélia de problemas. E, se pensarmos bem, leitor, no mundo dos homens em que ela vive, até a palavra flores, representa encrenca. Basta ver a queda de braço entre o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendime, e o presidente da Previ, Ricardo Flores. Mas essa é outra história. <br> <br> <br> <br>   
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		<title><![CDATA[A ARTE DE CAMINHAR]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=100208</link>
		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 12:07:43 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">Eduardo Campos caminha de costas para o seu objetivo, concorrer à Presidência da República. Sabe que, se andar de frente para o Planalto, o PT dará um jeito de puxar seu tapete como ameaçou ontem por conta da sucessão paulistana</span> <br> <br> <br> <br>Jogada de mestre a que foi feita ontem pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Ao evitar que seu partido anunciasse ontem o apoio à candidatura de José Serra para prefeito de São Paulo deixando tudo para junho, o comandante do PSB conquistou no centro dos votos uma visibilidade que seu partido não tinha. Agora, dia sim, dia não, os políticos paulistanos — e por tabela, de outros estados que acompanham de longe os movimentos da eleição paulista — vão falar que o PSB ficará com o PT, flertará com o PSDB. E assim, Campos valorizará o passe a ser entregue apenas na temporada de convenções municipais. <br>O PSB nunca obteve muito espaço em São Paulo. Sempre foi meio agregado. Ora do PT, ora dos tucanos. Mas, seu presidente, aos poucos vai se chegando por ali. A presença de todos os canais de TV, sites, jornais, na Associação Comercial do Estado de São Paulo, onde Campos proferiu uma palestra, mostra que ele começa a aparecer num lugar onde o governador de Pernambuco e traço sempre foram sinônimos. A consequência disso ninguém sabe, mas esses gestos não explícitos da política do PSB começam a ser observado por muitos, do governo aos tucanos. <br> <br>Por falar em observatório… <br> <br>De sua sala, no 4º andar do Palácio do Planalto, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, é uma das observadoras dos movimentos do PSB. Vê à distância o blocão que os socialistas planejam formatar na Câmara com o PSD, PCdoB e quem mais chegar. Uma força capaz de se contrapor ao PMDB, onde a confusão está cada dia maior. O que esse bloco, aliado ao governo, vai engendrar também é um tijolo rumo a 2014.  <br>No Planalto e fora dele, todo mundo sabe que a pretensão futura de Eduardo Campos é concorrer à presidência da República ou, no mínimo, ser candidato a vice. Nesse sentido, os peemedebistas olham com certa inveja para o PSB de Campos. No governo Dilma, os socialistas têm o Ministério da Integração Nacional, recheado de verbas e programas que chegam direto ao eleitor de cada rincão do Brasil. Têm ainda a secretaria nacional de Portos, criada sob encomenda para abrigá-los ainda no governo Lula. Lá, podem fazer política sem serem incomodados diariamente. <br>&nbsp;Enquanto isso, o PMDB que tem cinco, considera mesmo somente a Agricultura com o que chamam de “valor agregado”, uma vez que a Previdência onde as coisas acontecem é no INSS. E, para completar, avaliam os peemedebistas, o PSB não tem aquela fama de fisiológico que consta na testa do PMDB. E agora, com o manifesto, do PMDB exigindo maior participação no governo, ainda que seja na formatação das políticas, a fama volta a aparecer com força. <br>&nbsp; <br>Por falar em força… <br> <br>Um dos entraves do projeto de Eduardo Campos hoje é seu casamento com o PT. O que até então lhe ajudou a conquistar espaço, começa a atrapalhar sua caminhada. A cada passo que ele dá, os petistas tentam segurar seus movimentos. No caso de São Paulo, houve quem dissesse dentro do PT que, se o PSB fechasse com Serra agora, deveria sair do governo Dilma no mesmo dia. Ora, ora, mas Dilma não disse que o governo federal não tem nada a ver com a eleição paulistana? Está cada dia mais claro que não é bem assim. <br>&nbsp;Por essas e outras, Eduardo Campos caminha, a partir de agora, de costas para o seu objetivo, concorrer à Presidência da República. De vez em quando, dá uma viradinha, para ver se o fato de caminhar de costas não o tirou do rumo do Planalto. Mas, logo em seguida, volta-se de novo de costas para o destino final que deseja alcançar. Se fizer diferente, o PT irá fazer dele um adversário no mesmo nível que tem hoje o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Amistoso, educado, mas que aguarda apenas o momento certo de colocar seu bloco na rua para concorrer à presidência da República e tentar puxar Eduardo para ser seu candidato a vice. <br> <br>Por falar em vice… <br> <br>Ideli Salvatti chamou o presidente em exercício, Michel Temer, para tentar acalmar a bancada do PMDB e evitar grandes estragos em função do manifesto da Câmara. Finalmente, alguém chama o vice-presidente da República para alguma coisa. Sinal claro que Temer é visto como um adestrador de peemedebistas e não como o segundo na hierarquia presidencial. <br>&nbsp;
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		<title><![CDATA[A HORA DA REDE]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=100145</link>
		<pubDate>Mon, 05 Mar 2012 13:20:46 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		<span style="font-style: italic;">Político que quiser fisgar eleitor na internet, é bom começar já. E se lembrar de interagir com o internauta. A última atualização de @dilmabr, por exemplo, foi há 448 dias</span><br style="font-style: italic;"> <br> <br> <br>&nbsp;&nbsp; Antes se dizia que os políticos só visitavam algumas cidades em tempo de eleição. Agora, essas visitas, em alguns casos, são dispensáveis. Se souberem usar as redes sociais em suas bases, podem se dar ao luxo de não precisar sair de porta em porta. Ocorre que poucos sabem usar essa ferramenta a contento. Embora a maioria dos centros urbanos —&nbsp; até os pequenos — tenha ponto de acesso à internet, são poucos os políticos que se sobressaem na rede ou sabem usá-la a contento. <br>Ok, você pode considerar que, no Brasil, a banda larga ainda está engatinhando, a internet no celular ainda não é acessível a todos e por aí vai. Mas é bom lembrar que, a cada eleição, a campanha na rede ganha mais importância. Foi assim, por exemplo, no segundo turno de 2010, quando grupos avessos ao PT usaram a rede para tentar desconstruir a imagem de Dilma Rousseff da mesma forma que, este ano, muitos usaram para tentar atacar José Serra antes mesmo que ele anunciasse ser pré-candidato a prefeito de São Paulo. <br>Portanto, que ninguém se assuste se, nesta eleição municipal, a praga do santinho de papel, que enche as ruas em muitos lugares, perder espaço para as redes sociais e as mensagens de celular. <br>No Brasil, a Fundação Getulio Vargas calcula que são 72 milhões de pessoas conectadas. Em 2014, segundo uma pesquisa da FGV, o Brasil terá 140 milhões de computadores ativos. Para 2012, a expectativa é de que atinja a marca dos 100 milhões. Os celulares já chegam a 250 milhões, ou seja, existem mais telefones móveis do que brasileiros. E como a tendência é mesmo a troca de telefones por smartphones (com acesso à internet), cada vez mais pessoas estão expostas a propaganda&nbsp; — e também às campanhas — na rede mundial. <br> <br>Por falar em pessoas… <br> <br>O segredo para que os políticos fisguem o eleitor internauta ainda não foi revelado. Mas a principal dica dos especialistas que estudam esse tema equivale aos velhos ditados que servem para muitas coisas, como “quem chega primeiro bebe água limpa”. Mas a receita mais segura recomenda combinar essa sabedoria popular com outra: “O olho do dono engorda o gado”. <br>Em suma, quem conquistou espaço, amigos ou seguidores, não pode simplesmente abandonar as pessoas. O perfil @dilmabr no Twitter, por exemplo, tem 1,1 milhão de seguidores. E o último post ocorreu em 13 de dezembro de 2010: “Amigos, muito legal ser tão lembrada no Twitter em 2010. Logo eu, que tive tão pouco tempo para estar aqui com vocês. Vamos conversar mais em 2011”. <br>Ok, você deve estar pensando que a presidente do Brasil tem mais o que fazer do que ficar tuitanto por aí. E existem ainda os canais oficiais, o Twitter do Planalto, o blog e tudo mais. Mas o mesmo não ocorre, por exemplo, com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que, embora disponha dos mesmos instrumentos, volta e meia posta alguma coisa, acompanha seus eleitores e responde. No Brasil, são poucos os que mantêm essa prática há tempos. <br> <br>Por falar em prática… <br> <br>Entre os ministros, quem melhor usa o Twitter hoje é o titular da Saúde, Alexandre Padilha. Ele consegue a façanha de ter mais sucesso com o @padilhando, seu Twitter pessoal, do que com o do Ministério da Saúde. O segredo do sucesso de Padilha é simples: o olho do dono. Na oposição, é possível citar José Serra e Marina Silva como aqueles que interagem com o seu leitor/eleitor. <br>Já a maioria não costuma ter essa interação ou usar sites e redes sociais para perguntar ao eleitor o que ele deseja. Uma pesquisa da Medialogue feita no ano passado entre os deputados para identificar como eles usavam os recursos digitais corroborou a tese: 55% não dialogavam com o eleitor no Twitter, 66% não publicavam comentários de eleitores no site e 76% nem se deram ao trabalho de responder o e-mail enviado pela pesquisa. Apenas 14% usavam enquetes para saber a opinião do eleitor. <br>A pesquisa mostrou ainda que, dos 513 deputados, 51% respondem a perguntas no Twitter, 73% mantêm blogs atulizados e 82% usam o site para cadastrar o eleitor. Sendo assim, você pode ter certeza, leitor, que, na hora da eleição, eles vão entupir a sua caixa de e-mail. <br> <br>Quanto à presidente… <br> <br>Insatisfação com o PMDB, confusão com os militares, com a Fifa, guerra no Banco do Brasil, agenda na Alemanha, PR querendo ministério assim que ela chegar da viagem… É muita coisa para Dilma resolver e, além de tudo, tuitar. A semana na política promete. Aguardemos. <br> <br>   
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		<title><![CDATA[DILMA EM TRÊS ATOS]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=100154</link>
		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 22:25:51 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p class="MsoNormal"><i><span lang="PT-BR"> <br></span></i></p><p class="MsoNormal"><i><span lang="PT-BR">&nbsp;&nbsp;&nbsp; As eleições deste ano começam a servir no sentido de tentar dar um fim à ópera da distância e aproximar o governo da presidente Dilma dos objetivos políticos petistas. Até aqui, ela não havia dado esse abertura ao partido</span></i></p>  <p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> <br>  <br>  <br> Quem se dá ao trabalho de observar as idas e vindas da presidente Dilma Rousseff com o seu partido constata a distância que, aos poucos, a presidente vai tomando daquilo que os petistas sempre defenderam ao longo das campanhas políticas e das atitudes que marcaram algumas fases do governo Lula. E só agora, em período de pré-campanha municipal, crucial para o PT, que ela começa a dar sinais de retornar um pouco ao eixo partidário. <br> O primeiro ato que a distanciou do PT foi a insistência de um estado técnico. Lula, tão logo assumiu o poder, abrigou um grande contingente de petistas derrotados nas eleições. Em janeiro de 2003, Olívio Dutra, do Rio Grande do Sul, se tornou ministro das Cidades; Benedita da Silva, da Ação Social; José Eduardo Dutra virou presidente da Petrobras. Houve vagas ainda para Tarso Genro, no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. No total, foram quase dez petistas, entre derrotados para governos estaduais e senado que terminaram acohidos no primeiro escalão ou em estatais importantes. Em 2006, Lula fez um enorme esforço para não repetir a dose. <br> Com Dilma Rousseff foi diferente. Ela manteve muitos da equipe de Lula, mas, em todas as oportunidades defendeu o estado técnico. Um dos poucos que perdeu a eleição e foi para a equipe dela foi o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, que iria de qualquer jeito. Ainda que tivesse vencido, dada a proximidade entre eles. Quanto às agências reguladoras __ e agora a própria Petrobras __ Dilma tratou de já trocar Sérgio Gabrielli, petista, por Graça Forster, detentora de uma visão mais técnica do que partidária. Essa defesa do estado técnico com a posse de Graça Forster é o ápice e o encerramento do primeiro ato.  <br>  <br> Por falar em estado… <br> &nbsp;Abre-se o pano novamente e lá vem Dilma, com a questão dos aeroportos. Com os prazos exíguos de realização das obras e a escassez de recursos governamentais, ela se rendeu ao pragmatismo da privatização, ou melhor, concessão. Gostou dos resultado, mas, meio desconfiada da capacidade técnica das empresas, quer editais mais rigorosos para os próximos lotes. E, assim, chegamos a 2012 com a primeira eleição em que o PT não poderá acusar o maior adversário, o PSDB, de optar pelas privatizações como forma de acelerar a oferta de serviços. Tanto é que o PT passou o mês de fevereiro no carnaval da tentativa de mostrar que as privatizações petistas são diferentes daquelas feitas pelo PSDB. <br> &nbsp;<span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Mas, as distancias entre Dilma e seu partido não pararam por aí. O aquecimento dos tamborins do Congresso Nacional este ano foi a votação, na última terça-feira, do fundo de previdência do servidor público. Na prática, o projeto extingue a aposentadoria integral, uma vez que, quem entrar no serviço público depois de sancionada a nova lei, terá que contribuir para esse fundo se quiser receber uma aposentadoria acima do teto do INSS. Esse é o terceiro ato que afasta Dilma de mais uma bandeira petista levantada por anos a fio no plenário da Câmara e do Senado. Esse terceiro ato ainda está em curso, uma vez que a votação do projeto ainda tem outras árias dentro do Congresso Nacional.</span></p>  <p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">&nbsp;</span></p>  <p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Por falar em PT...</span></p>    <p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>As eleições deste ano, entretanto, vêm no sentido de tentar dar um fim à ópera da distância e aproximar Dilma dos objetivos políticos petistas. Não por acaso, Rui Falcão, um dos produtores dessa história, visita frequentemente o terceiro andar do Palácio do Planalto. <span> <br></span></span></p><p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O </span>primeiro ato desta nova ópera foi a nomeação de Marcello Crivella para ministro da Pesca. Outros virão ao longo dos próximos dias no sentido de servir de alavanca ao partido. Resta saber o que vai vencer no final desta temporada. Se o solo de Dilma, com uma performance mais técnica e distante da política pura, ou a orquestra do PT, tentando dar o tom do governo. Mas, aí, é outra história.</span></p><div class="yj6qo ajU"><div data-tooltip="Show trimmed content" id=":1n1" class="ajR" role="button" tabindex="0"><img class="ajT" src="https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif"></div></div>  
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		<title><![CDATA[A POLITICA FERVE]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=100030</link>
		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 12:31:30 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br> <br><span style="font-style: italic;">O manifesto revela a ansiedade do PMDB. Os peemedebistas participam ativamente da formatação dos palanques da eleição municipal no interior. Cada um deles já percebeu in loco que o objetivo maior do PT — além de conquistar São Paulo — é tentar tirar o PMDB do lugar mais alto do pódio em número de prefeituras</span> <br> <br>A política ferve <br> <br>Se alguém tinha alguma dúvida de que a eleição municipal fará ruir parte da relação amistosa entre PT e PMDB, elas estão prestes a se dissipar. O primeiro sinal de que nada vai bem é o manifesto assinado por 45 peemedebistas, a ser entregue na segunda-feira aos caciques do PMDB. Ali, a turma de Michel Temer vem com a conversa de sempre, que está excluída das definições de governo. Entre um enunciado e outro do documento, a leitura política é de recados a vários personagens. <br>A primeira mensagem não escrita está endereçada à cúpula do próprio PMDB: ou os caciques (leia-se o presidente em exercício do PMDB, Valdir Raupp, e os líderes Renan Calheiros, no Senado, e Henrique Eduardo Alves, na Câmara) passam a jogar para o time ou, aos poucos, não terão uma grande turma sob seu comando a lhes respaldar as ações. <br>Muitos no PMDB têm hoje uma sensação cristalina de que Raupp, Renan e Henrique — inclua-se aí o presidente do Senado, José Sarney — jogam por seus projetos pessoais. E não se preocupam em defender um projeto partidário, que inclua a massa de deputados e senadores, por enquanto, a maior do parlamento. Diante de um manifesto assinado por mais de metade da bancada, é bom esse grupo passar a reunir mais os parlamentares, tirar posições conjuntas e evitar o toque de caixa como deseja o governo. Ou seja, dar, ao menos, uma sensação de discussão dos temas, o que não ocorreu, por exemplo, na votação do fundo de previdência do servidor público federal, uma atitude que ajudou a engrossar o manifesto. <br>&nbsp;O segundo recado do tal documento também está nos meandros. Até aqui, todos os grandes e bons projetos do governo são considerados do PT, e o PMDB fica sempre no prejuízo. O partido está incomodado de votar a favor de tudo o que o Executivo deseja e não receber sequer um muito obrigado na hora em que a proposta é sancionada com festa no Planalto. Cansou-se do desprezo com que Dilma trata o partido, sem esconder uma preferência pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, citado inclusive como um possível futuro candidato a vice-presidente. <br>&nbsp; <br>Por falar em prejuízo… <br>O recado explícito do manifesto é a ansiedade do PMDB. Os deputados participam ativamente da formatação dos palanques da eleição municipal no interior. Cada um deles já percebeu in loco que o objetivo maior do PT — além de conquistar São Paulo — é tentar tirar o PMDB do lugar mais alto do pódio em número de prefeituras. O PMDB elegeu pouco mais de 1,2 mil prefeitos. Hoje, tem 1.175. E, pelo andar da carruagem no interior, está cada vez mais claro que o PT trabalhará para reduzi-los. Não por acaso, dos ministérios que lidam diretamente com os municípios, só restou ao PMDB a Agricultura, enquanto o PT comanda Saúde, Educação e Comunicações. <br>&nbsp;As prefeituras são consideradas cruciais para a eleição de deputados e senadores. Quem tem mais prefeitos, na prática, tem mais força para eleger deputados. O PMDB vê seu poder se reduzindo lentamente nas eleições. E agora, na avaliação de muitos, chegou ao limite: se não gritar já, chamando inclusive seus caciques para o jogo, o PT vai tomar espaço e aí não adianta chorar depois. <br>&nbsp; <br>Por falar em chorar… <br>O PMDB, em seus encontros mais reservados, tem dito com todas as letras que a “faxina” surge na imprensa como obra de Dilma Rousseff e do PT. Enquanto ao PMDB e demais aliados ficam com o status de “faxinados”. Diante disso, muitos acham que o manifesto pode ser visto como o início da hora da verdade. No caso dos caciques do PMDB, ou eles passam a ter uma visão mais executiva, em vez de centrar fogo apenas na conquista de poder no Legislativo, ou vão acabar perdendo esse poder lá na frente para o PT. Em relação ao governo Dilma, também não tem meio-termo: ou o PMDB passar a ter mais influência ou seus deputados vão começar a espalhar armadilhas para Dilma no parlamento. E, nessa Legislatura, eles são muitos. <br>&nbsp; <br>Por falar em verdade… <br>Dentro do Planalto, entretanto, há quem diga que cão que late não morde. O mais provável é que o governo Dilma dê um afago aqui e outro ali ao PMDB e deixe tudo como está, até a próxima crise. Afinal, se tem uma coisa que sempre ocorreu foi o PMDB reclamando disso e daquilo, o governo dizendo que entende a situação, e o PT fingindo que não é com ele. Resta saber o que essa fervura trará de diferente. Até o momento, a trama segue a receita normal das novelas. Se vai começar a engrossar o caldo ali na frente, aí é outra história. <br>&nbsp;
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		<title><![CDATA[A CAMPANHA IMPERA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=99973</link>
		<pubDate>Thu, 01 Mar 2012 03:00:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		ENTRELINHAS PARA QUINTA-FEIRA, 01/03 <br>  <br> DENISE ROTHENBURG <br>  <br> &nbsp;O peixe era o símbolo primitivo usado pelos cristãos. Talvez por isso,  como ministro da Pesca, Crivella ajude a evitar que parte dos  evangélicos façam coro contra Fernando Haddad em São Paulo. E só o fato  de o PT não soltar os cachorros ao perder um ministério deixa  transparecer que a ação foi coordenada em nome de um projeto maior  <br> &nbsp; <br> A CAMPANHA IMPERA <br>  <br> Para resolver um problema do PT, o jeito foi sacar um ministério do  partido. O anúncio do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) como ministro da  Pesca foi lido por muitos como o ingresso da presidente Dilma Rousseff  nas articulações em prol da campanha de Fernando Haddad para prefeito de  São Paulo. A ordem da nomeação é tentar evitar que a campanha  paulistana, nacionalizada pelo ingresso de José Serra, repita o que  houve em 2010. <br> &nbsp;Para você que não acompanhou, ou já esqueceu, vale lembrar que, no  segundo turno de 2010, a campanha presidencial tomou ares de cruzada  religiosa. Pela internet, ecoavam blogs e correntes de e-mails tentando  apresentar a então candidata Dilma Rousseff como favorável ao aborto e  contrária às mais diversas manifestações de religiosidade. Nunca se viu  tantas visitas de candidatos a igrejas em período de campanha como  ocorreu no segundo turno daquela sucessão presidencial. <br> &nbsp;Não por acaso, Dilma esteve, em 11 de outubro, na festa da padroeira do  Brasil, Nossa Senhora Aparecida, na Basílica de Aparecida, no interior  de São Paulo, acompanhada do candidato a deputado federal Gabriel  Chalita (PMDB) — hoje também pré-candidato a prefeito de São Paulo. No  dia de N. Sra. Aparecida, 12 de outubro, foi a vez de José Serra fazer o  mesmo caminho acompanhado do governador Geraldo Alckmin. Dilma foi  ainda a igrejas em Minas, ao batizado do neto Gabriel, em Porto Alegre.  Serra por sua vez, beijou uma santa. Sua mulher Mõnica, saiu de  Aparecida com uma réplica da pedroeira para levar aos mineiros chilenos  que ficaram soterrados por mais de um mês. Isso sem contar uma carta  contra o PT pregando votos contra a candidata. <br> &nbsp; <br> &nbsp;Por falar em pregação… <br> &nbsp;O maior receio dos petistas hoje é o de que a mesma campanha ocorra em  São Paulo. Os primeiros sinais de que isso pode ocorrer vieram  justamente dos evangélicos, que, em sites ligados às igrejas  pentescostais, começavam a falar novamente no material que ficou  conhecido como “kit gay” — os vídeos que o Ministério da Educação havia  recebido para avaliar se poderiam ser usados numa campanha contra  homofobia. Esses vídeos terminaram nas mãos de pastores que exibiram o  material no Congresso. O ministério da Educação passou um bom período  explicando que não pretendia distribuir o material nas escolas, mas o  estrago político à época foi grande. E agora grupos evangélicos se  preparam para reavivar essa polêmica na campanha paulistana. E, no meio  desse tumulto, Crivella vira ministro da Pesca. <br> &nbsp;É ingenuidade imaginar que a simples nomeação do senador Marcelo  Crivella para ministro da Pesca vá estancar que esse viés religioso  esteja presente na eleição paulistana. E também não foi só por isso que  ele virou ministro. Mas essa pitada de sal contou na hora de receitar a  nomeação. Há, no governo, quem diga que Crivella pode, pelo menos,  evitar que parte dos evangélicos façam coro contra Fernando Haddad.  Amortecer os estragos. O senador é aplicado, habilidoso e discreto do  ponto de vista político. Tudo o que o PT precisa para o momento. Se ele  entende ou não de Pesca, virou apenas um detalhe. E não dá para esquecer  que o peixe era o símbolo primitivo usado pelo cristianismo.  <br> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;  <br> Por falar em eleição paulistana… <br> Só o fato de o PT não soltar os cachorros em cima do Palácio do Planalto  ao perder um ministério deixa transparecer que a ação foi coordenada em  nome de um projeto maior, a eleição paulistana. Tanto é que, tão logo  os congressistas foram avisados da nomeação de Crivella — e das  conversas de Dilma Rousseff com o PR e o PDT — as votações do Fundo de  Previdência dos Servidores Públicos prosseguiram sem muitos  sobressaltos. Parece que, no momento, os petistas entenderam que o  melhor a fazer no momento é mergulhar. Nem da guerra do Banco do Brasil  eles falam mais abertamente. Pelo visto, o ingresso de José Serra  provocou mais movimentos do que possa parecer. E talvez até a manutenção  da prévia tucana seja um fator que preocupa o PT. Afinal, Serra estará  no centro das atenções pelas próximas três semanas, período em que Dilma  deve trocar outros ministros. Mas, como ela disse que não entrará na  campanha, leitor, vamos tomar essas atitudes como “mera coincidência”.&nbsp;  <br>  <br>  <br>    
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		<title><![CDATA[TEMPO ESGOTADO]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=99677</link>
		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 18:49:41 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">Chegou a hora de Serra abrir o jogo. Não dá para deixar o PSDB exposto à realização de uma prévia “café com leite”, termo que as crianças usam em referência aos mais novos que entram na brincadeira só para constar</span> <br> <br> <br> <br>Virou novela. E o pior: novela naquela fase chata, em que você sabe que uma coisa importante para o desenrolar da trama está prestes a acontecer e nada sai do lugar, levando o telespectador a trocar de canal. É nessa fase que se encontra o folhetim paulistano do PSDB. E o tempo de José Serra — apontado dentro do partido como o único capaz de tirar o partido dessa pasmaceira — está no fim, dada a proximidade das prévias, marcadas para 4 de março. <br>E venhamos e convenhamos: tudo o que Serra poderia sonhar, conforme escrito aqui há alguns dias, ele obteve. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ouviu de gente de seu próprio partido que era tarde demais para dizer que apoiaria Serra e que largar o PT agora, só mesmo se os petistas dispensassem o PSD. Kassab, entretanto, foi fiel a quem lhe estendeu a mão há alguns anos, fazendo dele candidato a vice-prefeito. Já está dito e redito que seu destino será apoiar Serra de corpo e alma. Mesmo que alguns integrantes do PSD não gostem. <br>Quanto ao DEM, há alguns meses, os democratas tinham feito exigências para compor uma aliança. Disseram que só aceitariam ficar ao lado do PSDB, fosse Serra ou qualquer outro nome, se tivessem o direito de indicar o candidato a vice na chapa. Hoje, a turma do já aceita ficar ao lado de Serra, dando-lhe liberdade total para escolher o vice. Ou seja, mais uma pecinha que, há algumas semanas, era considerada “fantasia” na cabeça dos tucanos, acaba de virar realidade. <br> <br>Por falar em realidade… <br>Dentro do PSDB de São Paulo, a névoa que causava o receio de abandono no meio da campanha, também se dissipou. Os tucanos ligados ao governador Geraldo Alckmin estão cada vez mais cientes de que, se pode ser ruim com Serra, será muito pior sem ele, uma vez que, em termos de votos em São Paulo, o ex-governador tem bastante e ainda pode ajudar na reeleição de Alckmin em 2014. <br>Para completar, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, declarou recentemente que apenas Serra, diante das circunstâncias, pode servir de resistência ao projeto do PT de matar a oposição no maior celeiro de votos do país, leia-se São Paulo. Era a cereja do bolo que faltava. A cúpula do partido, que há alguns meses tratava o ex-governador e ex-prefeito como página virada, agora lhe rende homenagens. <br>Serra, realmente, errou na campanha presidencial. Errou no tempo, tropeçou ao não fazer a defesa das privatizações e deixar que predominasse o discurso do PT, de demonização do processo. Não jogou com a sua turma. Dentro do PSDB, muita gente se recorda que Serra citava apenas as suas realizações enquanto ministro da Saúde, como governador de São Paulo — mas, justiça seja feita, não foi um mal governo. A Nota Fiscal Paulista ganhou versões em vários estados, inclusive a Nota Legal, no Distrito Federal. O programa de atenção aos idosos, idem. <br>&nbsp; <br>Por falar em tempo… <br>Uma das críticas a Serra na campanha de 2010 foi o fato de ter demorado a assumir a candidatura. Quando ele saiu candidato, Dilma já tinha tomado para si a simpatia de Lula junto à população, uma vez que passou todos os quatro meses iniciais rodopiando pelas inaugurações ao lado do presidente. Serra, por sua vez, não citava a palavra “candidato”. Dizia que seu trabalho era governar São Paulo. <br>Agora, Serra não tem essa obrigação de outros cargos. Pode perfeitamente assumir a candidatura. Mas tem que fazer isso logo. Se não assumir esta semana, antes da prévia de 4 de março, que está à disposição do partido para ajudar na tarefa de barrar o crescimento do PT, Serra terá perdido o timing. Afinal, tudo o que ele queria — e que muitos achavam impossível — aconteceu.  <br>Chegou a hora de Serra abrir o jogo. Não dá para deixar o PSDB exposto à realização de uma prévia “café com leite”, termo que as crianças usam em referência aos mais novos que entram na brincadeira só para constar, sem valer ponto. Serra só pode adiar essa decisão se não for candidato. Em sendo, para fazer o anúncio depois da prévia, terá que obter a certeza de que os eleitores tucanos votantes optarão por um quinto nome, fora dos que estão colocados. No caso, o dele, Serra. No mais, tudo o que poderia fazer de Serra um candidato de peso está posto. Ou seja, chegou a hora de sair da toca e como um tucano de bico duro, enfrentar a campanha. Afinal, o ano começa agora. E a campanha, na prática, também. <br>&nbsp;
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		<title><![CDATA[ A SEMANA DO STF]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=99174</link>
		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 20:25:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		<span style="font-style: italic;">Feio ficará para os candidatos que foram afoitos, sabem que têm condenação judicial e insistiram em entrear na campanha municipal antes da hora. Se a lei da Ficha Limpa for aprovada mesmo pelo STF amanhã, vão formar o “o bloco dos sujos” neste carnaval. </span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">&nbsp;</span>  <br>  <br>  <br>  <br>&nbsp;No cenário político de Brasília ninguém duvida que o pré-carnaval está a cargo do Supremo Tribunal Federal (STF). Amanhã, os ministros pretendem continuar o julgamento da Lei da Ficha Limpa. O Tribunal está com a faca e o queijo na mão para deixar o eleitor um pouco mais tranquilo na hora de escolher seu futuro prefeito ou vereador, em outubro deste ano, e deputados, senadores, governadores e presidente da República a partir de 2014. É fato que ninguém tem letreiro na testa, como dizia a minha avó Naura, mas não custa nada ter um filtro que barre aqueles condenados por colegiado.  <br>&nbsp;Para situar você que chegou da Europa hoje sempre é bom lembrar que há duas ações diretas de constitucionalidade sobre a Lei da Ficha Limpa., uam da ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que pede ao STF declaração de constitucionalidade sobre todos os pontos da lei e do PPS, que pede aplicação da lei. Uma terceira ação, do Conselho Nacional dos Profissionais Liberais, pede que seja anulado o dispositivo da lei que torna inelegível por oito anos aqueles que forem excluídos do exercício da sua profissão por órgão competente, por exemplo, médicos impedidos de exercer o ofício pelo Conselho Federal de Medicina.  <br>&nbsp;A votação da lei parou ejm dezembro do ano passado, quando o ministro José Antonio Toffoli pediu vistas ao projeto, em dezembro do ano passado. Na época, mentes maldoss diziam que ele estava ajudando o PT, uma vez que lá fvinha o ano eleitoral e o julgamento do famigerado mensalão. Mas, o fato de o projeto voltar à pauta hoje indica que os maldosos estavam equivocados. Toffoli dará seu voto nesta quarta-feira. Além dele, já votaram os ministros Luiz Fux e Joaquim Barbosa, ambos favoráveis á aplicação da lei. A tendência, conforme advogados especialistas em direito eleitoral, é a de que o STF libere a aplicabilidade da Lei da Ficha Limpa para essas eleições.   <br>  <br>&nbsp;Por falar em tendência…  <br>&nbsp;Não são raras as vezes em que o eleitor ou os próprios partidos compram gato por lebre na hora de escolher um candidato. Ontem, por exemplo, o site Capital News, de Mato Grosso do Sul, mencionava que a “Lei da Ficha Limpa pode atingir candidaturas em Campo Grande, Dourados, Paranaíba, Ponta Porã, Aquidauana, dentre outros municípios. Nestas cidades há pré candidato com complicação judicial”, informava o site em sua reportagem.  <br>&nbsp;A vantagem de a votação ocorrer agora, antes do carnaval, é que os partidos ainda terão tempo de rever candidaturas e reorganizar o jogo. Afinal, a campanha política começa apenas em julho e a temporada de convenções para escolha de candidatos é apenas em junho.   <br>&nbsp;Três meses em política é tempo suficiente para refazer projetos, embora os partidos não gostem muito, porque muitos candidatos já estão escolhidos. Em São Paulo, por exemplo, Fernando Haddad, do PT,e Gabriel Chalita, do PMDB, já estão em pré-campanha aberta pela prefeitura à espera de quem serão os demais concorrentes. Em Porto Alegre, a maioria dos candidatos é conhecida, o prefeito José Fortunatti, do PDT, a deputada Manuela D’Ávila, do PCdoB, dentre outros. Essses não terão problemas.  <br>  <br>&nbsp;Por falar em problemas…  <br>&nbsp;Feio ficará para os candidatos que foram afoitos, sabem que têm condenação judicial e insistiram em entrear em campanha antes da hora. Se a lei da Ficha Limpa for aprovada mesmo pelo STF amanhã, vão formar o “o bloco dos sujos” neste carnaval. Afinal, a lei da ficha lipa está rpevista na constituição. O secretário-geral da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coelho, lembra que o argio 14 parágrafo 9 da Constituição fala na edição de uma lei complementar que trate dos casos de inelegibilidade considerando a vida pregressa dos candidatos. Foi inclusive baseado nesse dispositivo que o ministro Luiz Fux votou a favor da Lei no ano passado. E será nele que muitos ministros do STF vão se basear amanhã. Talvez, depois de muitas indas e vindas dessa lei, sobra aos sujos ao final desta quarta-feira formar um bloco e sair de fininho do palanque eleitoral. O eleitor agradece.  <br>  <br>&nbsp;  <br>&nbsp;
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		<title><![CDATA[INSEGURANÇA TOTAL]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=98884</link>
		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 11:00:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		Em quase todos os ministérios não ocupados por petistas, os secretários executivos são ligados ao Planalto. Mas quando há um “malfeito”, é o partido do ministro que paga o pato <br> <br> <br>Nunca os aliados do PT estiveram tão com o pé atrás em relação ao governo. Em várias áreas. Até mesmo no que se refere à tramitação de projetos no parlamento, a começar pela proposta que está em pauta agora, o Fundo de Previdência dos Servidores Públicos. Quem tiver o cuidado de analisar com calma os arquivos da Câmara, verá que, no fim de 2000, os deputados aprovaram essa proposta por 264 votos contra 138. Votaram a favor PSDB, PFL, PMDB, PTN, PPB e PTB. A turma do contra foi representada por PT, PDT, PSB, PCdoB, PL, PPS e PV.  <br>O novo regime era compulsório apenas para quem se aposentasse depois de sancionada a nova lei. Todos os servidores iriam receber o teto do INSS. Quem quisesse mais, teria que poupar por intermédio de uma contribuição complementar. Ou seja, nada muito diferente do que o governo da presidente Dilma e o PT propõem agora, embora o partido tenha sido contra nos tempos em que Fernando Henrique Cardoso era presidente. “Não poderíamos estar votando agora um projeto que a Casa já havia aprovado lá atrás e que o governo, simplesmente, retirou”, afirmava ontem, indignado, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). <br>Miro descobriu que esse projeto foi devolvido ao Poder Executivo no governo Lula e, depois, reenviado em 2007, quando a presidente Dilma Rousseff já era ministra da Casa Civil. “O trabalho da Câmara não vale de nada. O governo pode, a seu bel-prazer, pedir a devolução de um projeto em processo de votação e depois reapresentá-lo como se nada tivesse acontecido. Isso está errado. Quero que os consultores da Câmara se pronunciem”, comentou Miro. <br>O deputado não deixa de ter razão. E o precedente criado é perigoso. Retira-se um projeto que está votado e, anos depois, envia-se outro em que praticamente os mesmos personagens apenas trocam de lado. Quem era a favor hoje é contra e quem é contra, agora defende a proposta. “Qual a segurança que teremos em votar um projeto e ter a certeza de que o governo não vai retirá-lo depois de votado? Estamos vivendo um período de total insegurança jurídica”, cobra o pedetista. <br> <br>Por falar em insegurança… <br> <br>Ao mesmo tempo em que o deputado Miro Teixeira está meio desconfiado com o que chama de insegurança jurídica, outros aliados da presidente Dilma Rousseff estão meio cabreiros com o andar da carruagem do Poder Executivo. Eles perceberam que em quase todos os ministérios não ocupados por petistas os secretários executivos são ligados ao Planalto. É o caso dos ministérios da Previdência; do Turismo; de Minas e Energia; e dos Transportes. Só falta saber o que será do Ministério das Cidades, onde é dada como certa a nomeação da atual secretária de Habitação, Inês Magalhães. A tarefa dela, dizem os congressistas, seria cuidar do novo ministro, Aguinaldo Ribeiro. <br>Isso derruba a tese de que a presidente Dilma Rousseff&nbsp; loteou o governo entre os partidos ou aceitou a tal “porteira fechada”. É justamente o inverso: em cada local, há alguém da confiança do partido dela de olho nas ações. Ocorre que, se houver algum “malfeito”, como ela se refere às suspeitas de corrupção, a bomba cai no colo do partido aliado. Nunca nas mãos daqueles que ocupam as secretarias executivas e influenciam diretamente as liberações de recursos.  <br>O receio dos aliados agora é de que, na eleição, o PT venha com um discurso de que seus ministérios são os únicos que não dão problemas à presidente Dilma Rousseff. Afinal, tirando os embates do Enem, não se ouve falar sobre escândalos na Saúde, no Meio Ambiente ou no Desenvolvimento Social e Combate à Fome, por exemplo.  <br>Para que isso não aconteça, os partidos aliados pretendem se sentar à mesa com Dilma e definir um acordo no qual se preserve os partidos aliados na hora da campanha pelas capitais e grandes cidades, ainda que estejam em palanques opostos. Até porque, depois da eleição municipal, Dilma precisará de uma base bastante unida para atravessar a pauta acumulada no Congresso Nacional. E se estiver tudo em frangalhos, a derrota certamente virá. Se brincar, ela pode ficar tão acuada ao ponto de ter que pedir a devolução de projetos votados do Congresso. E, por tabela, mais um desgaste, como o de agora, com a votação do fundo de previdência do servidor. <br> <br>   
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		</item>
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		<title><![CDATA[A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=98873</link>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 10:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<span lang="PT-BR"></span><span lang="PT-BR"></span>  <p class="MsoNormal"><i><span lang="PT-BR">A Lula o que é de Lula. A Dilma o que é de Dilma. Desde que seja tudo do PT, a maioria dos petistas não vai se incomodar. <span>&nbsp;</span>É assim que os petistas vêem a adoção do modelo de privatização tucano para os aeroportos</span></i></p>  <p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">&nbsp;</span></p>  <p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Na Santa Igreja, a frase “a César o que é de César” representa a separação do que é do mudo dos homens e o que se deve ao mundo de Deus. Foi dita por Jesus aos fariseus e herodianos que queriam saber se era lícito pagar impostos ao imperado. Está na Bíblia. Na boca do povo, é bem mais simples: “cada um com as suas coisas” e ponto. Na política, entretanto, o PT decidiu reformular esse ensinamento divino e ficar com as coisas de um e de outro: A Lula o que é de Lula. À Dilma o que é de Dilma. Desde que seja tudo do PT.</span></p>  <p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>É mais ou menos assim o que ocorre agora com o discurso da privatização dos aeroportos, o qual mencionei aqui na segunda-feira. “Os tucanos já perderam vários discursos, o da estabilidade da moeda, o da bolsa-família, que eles ( do PSDB) começaram com a bolsa-escola, lá em Campinas. Agora perdem mais esse, o da privatização”, dizia-me ontem o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), coberto de razão.</span></p>  <p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Os tucanos tanto sentiram o golpe que ontem convocaram uma entrevista coletiva na sala de reuniões da Liderança do PSDB para deixar claro que os petistas passaram oito anos negando as privatizações. Em 2006, Geraldo Alckmin, perdeu a graça no segundo turno por causa desse tema. Ficou um tempo precioso na defensiva, vendo os votos migrar para o então presidente-candidato. No ano passado, os petistas passaram a campanha tratando das privatizações como “coisa de tucano”. </span></p>  <p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>No caso dos aeroportos, até o modelo de privatização, avisa o PSDB, é igual ao adotado no governo Fernando Henrique Cardoso: financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e participação ostensiva dos fundos de pensão, como a Previ, do Banco do Brasil. O ágio foi considerado espetacular. Se está tudo bem, entretanto, avisa o PSDB, com boas doses de razão, veremos lá na frente, em 2014.</span></p>  <p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></span></p>  <p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Por falar em “lá na frente”...</span></p>  <p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Os petistas sequer franziram o cenho para as reclamações do PSDB quanto ao “estelionato eleitoral” das privatizações. Estão como aquele time que joga feio, mas, até o momento, está ganhando o jogo. Quando eles criticavam as privatizações, o PSDB não as defendeu. Seus dois candidatos a presidente, José Serra por duas vezes, 2002 e 2010, e Geraldo Alckmin, em 2006, deixaram de lado os aspectos positivos. Renderam-se aos conselhos marqueteiros que, não são raras as vezes, fazem avaliações equivocadas. Como dizia Olga Curado à Dilma, no bastidores da campanha petistas, quando estiver emparedada, “procure a verdade dentro de você, sempre funciona”. O PSDB se escondeu.</span></p>  <p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>No PT, a avaliação geral é a de que cobrar isso agora não cola. O partido, entretanto, terá seus problemas internos. No Rio Grande do Sul, por exemplo, os petistas com assento na Assembléia Legislativa estadual estão contra a prorrogação do pedágio nas estradas gaúchas para não ferir a coerência partidária no que se refere a privatizações tão criticadas na campanha. Em Brasília, por enquanto, o partido nem “tchum”. Há quem diga que não se faz política para o retrovisor.<span>&nbsp; </span>Se o PSDB não defendeu as privatizações que fez o problema é dele. Ontem ouvi de muitos integrantes do PT que, se o modelo de concessão escolhido por Dilma der certo, o lucro é deles. Simples assim. Se der errado, o que eles não acreditam que vá dar, aí, eles estão no sal. Mas isso é o chamado lá na frente.</span></p>  <p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Perguntei a alguns se o fato de Lula ter ido contra as privatizações e ter atrasado as obras nos aeroportos não contava pontos negativos ao partido. A resposta foi curta e grossa: “Olha, o governo Lula teve muitos méritos. Agora, Dilma está fazendo um outro governo, de continuidade, mas com algumas mudanças”. Ah, ta. Agora entendi. A Lula o que é de Lula. A Dilma o que é de Dilma. Desde que seja tudo do PT, a maioria dos petistas não vai se incomodar.<span> </span>É assim que o PT vê a adoção do modelo de privatização tucano para os aeroportos brasileiros.<span>&nbsp; </span><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></span></p>  <p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span></span><span lang="PT-BR">Enquanto isso, na rodoviária de Brasília...</span>  </p><p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Começa essa semana a distribuição de panfletos convocando os policiais militares para a greve no Distrito Federal. A carta da categoria já circula na internet. O carnaval de 2012 promete. Aguardemos.</span></p>   
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		<title><![CDATA[A ESCOLHA DE MICHEL]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=98661</link>
		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 10:00:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		ENTRELINHAS PARA DOMINGO 05/02 <br> <br>Do jeito que está hoje, como um defensor ferrenho do PMDB, Michel Temer fica menor no papel de vice-presidente. Se ele quiser formar uma dupla de verdade com Dilma Rousseff, terá que abrir mão dessa tarefa <br> <br>A ESCOLHA DE MICHEL <br> <br>&nbsp;“Esse é o vice que eu pedi a Deus. Trabalha quieto e só me traz soluções”. Era assim que o então presidente Fernando Henrique Cardoso se dirigia a seu companheiro de chapa e de governo, Marco Maciel. Para nós, da imprensa, era uma tragédia: Maciel não dava manchetes. Quando algum jornalista citava o nome de políticos para exemplificar situações do governo, e assim tentar arrancar alguma notícia, Maciel sorria e soltava logo um “não vamos fulanizar”. Agia somente, nos bastidores. Muitos diziam que vivia fantasiado de poste, por causa da magreza. A comparação era também pelo fato de iluminar a política sem que ninguém desse muita atenção ao seu trabalho. <br>José Alencar, vice de Lula, não tinha a mesma atuação política de Maciel, mas sempre auxiliava o governo nos contatos empresariais. Quando reclamava dos juros altos da economia, Lula fingia que não ouvia, deixava rolar. Vivia o lado bom da parceria. <br>Alencar e Maciel tinham, entretanto, pontos em comum: ambos jogavam para o governo e não eram os baluartes na defesa de seus próprios partidos. Maciel nem precisava. Tinha Jorge Bornhuasen, então presidente do PFL, um avião capaz de conduzir os desejos do partido nas negociações com Fernando Henrique. Contava ainda com Luiz Eduardo Magalhães, que servia de anteparo ao gênio do pai, o senador Antonio Carlos Magalhães, ao próprio partido e ao governo. Não deixava de defender os interesses pefelistas na hora do “vamos ver”. Alencar, depois que deixou o PR, tinha no senador Marcelo Crivella um defensor do seu partido, o PRB.  <br>Ambos têm ainda um segundo ponto que merece ser destacado: a amizade que os unia aos titulares do cargo. Marco Maciel ficou muito amigo de Fernando Henrique ao longo da campanha. Alencar, de Lula. As duplas Fernando Henrique Cardoso-Marco Maciel, Lula-José Alencar não ficaram apenas no protocolar, nem no superficial. Volta e meia, presidente e vice estavam almoçando ou jantando juntos para trocar ideias. <br> <br>Por falar em dupla… <br> <br>Passado um ano do governo Rousseff-Temer, não se tem notícia dessa interação entre presidente e vice. No caso do PMDB de Michel Temer, ainda não apareceu nesses meses quem exerça o papel de Luiz Eduardo ou de Jorge Bornhausen em defesa dos interesses do partido. E aqueles que tentaram largaram a tarefa por projetos pessoais. O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, ensaiou cumprir essa missão. Mas está tão preocupado com o seu sonho de presidir a Câmara dos Deputados que abandonou o navio.  <br>O líder no Senado, Renan Calheiros, está com um projeto semelhante. José Sarney está mais preocupado em terminar bem seu mandato de presidente do Senado do que defender o PMDB. E o atual presidente do partido, senador Valdir Raupp, catarinense radicado em Rondônia, ainda não recebeu sinal verde do comando partidário para exercer a plenitude do papel que lhe cabe. E Jader Barbalho atravessará 2012 digamos… “No aquecimento”. <br>Com cada um cuidando da vida e sem ceder espaço para que outros representem o PMDB junto ao Planalto, sobrou para Michel Temer exercer esse papel. Não que ele esteja reclamando dessa vida. Ocorre que, do jeito em que está hoje — como um defensor exclusivo do PMDB — Michel Temer fica menor no papel de vice-presidente. Até mesmo para alertar quando algo corre o risco de ir mal no Congresso e não é culpa do seu partido. Se quiser formar uma dupla de verdade com Dilma, Michel terá que abrir mão desse projeto de representar o PMDB.  <br> <br>Por falar em representar… <br>O PT aceitou mas não ficou lá muito satisfeito com o fato de Dilma Rousseff ter escolhido Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) para Cidades, a pasta que teve como seu primeiro ministro Olívio Dutra, ex-governador do Rio Grande do Sul. É bom Aguinaldo se preparar. Ele vai assumir o cargo nesta segunda-feira com muita gente tentando derrubá-lo da árvore. Muita gente no Congresso diz que para quem virou ministro depois de muito fogo amigo e denúncias sob a cadeira do antecessor,&nbsp; Aguinaldo deve saber que política é assim mesmo. <br> <br>   
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		<title><![CDATA[DILMA ABRE A PORTEIRA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=98647</link>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 18:53:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		<font size="3" face="Times New Roman">&nbsp;</font> <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><i><font size="3"><font face="Times New Roman">A  partir de hoje, depois da nomeação de Aguinaldo Ribeiro no Ministério das  Cidades com o respaldo de quase toda a bancada, essa história de muita  experiência, gestão e perfil técnico reside no vácuo</font></font></i></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3" face="Times New Roman">&nbsp;</font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3" face="Times New Roman">&nbsp;</font></p> <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Os  comandantes dos partidos aliados ao governo passaram os últimos meses  certos de que viria pela frente uma queda de braço por conta do perfil  que a presidente deseja para os cargos. Pensavam que, enquanto eles  iriam propor pessoas com currículos que denotam um perfil mais político e  menos técnico, ela tenderia a só aceitaria técnicos com uma pitada de  participação política. Ontem, esses comandantes descobriram que essa  regra não vale para todos.</font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Feita  a troca de comando no Ministério das Cidades, ficou claro para os  aliados da presidente Dilma Rousseff que ela acolheu uma indicação da  bancada do partido na Câmara. Afinal, os congressistas, depois de  analisar a experiência técnica do deputado Aguinaldo Ribeiro, o novo  ministros das Cidades, concluíram que a sua maior credencial é mesmo a  indicação partidária. Ficou claro para muitos que essa história de  técnico tem sua exceções e que os critérios de escolha da presidente  variam de acordo com a cara do freguês. </font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Ontem,  a turma do PR olhava para o vizinho PP com cara de “queria ser você” ou  “seu bolo tem muito mais recheio que o meu”. Afinal, na visão dos  congressistas de um modo geral, os pepistas comandam um “ministeriaço”.  Têm ali todo o setor de habitação, de saneamento e, de quebra, aquelas  obras de pavimentação de ruas nos municípios. Ou seja, tudo o que faz a  alegria dos prefeitos em ano eleitoral. Tudo bem que a área de habitação  é comandada por Inês Magalhães, do PT, que pode inclusive virar  vice-ministra para vigiar Aguinaldo. “Mas, e daí?”, perguntam alguns  deputados. Como dizia a propaganda de um banco, o que importa é que o  ministro é do PP e ponto. Por mais que não mande. Só o fato de parecer  que influencia em termos de poder político já basta para dar um ar de  comando.</font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>O  PR tem lá seus motivos para olhar hoje o PP da mesma forma que uma  criança namora aquele brinquedo caríssimo na vitrine da loja. Desde que o  senador Alfredo Nascimento deixou o Ministério dos Transportes, em  abril do ano passado, um pedaço da bancada ameaçou independência em  relação ao governo e outra pressionou para indicar o sucessor do  ministro. Ou seja, duas alas tão divididas quanto o PP de Mário  Negromonte, o ex-ministro das Cidades. De uns tempos para cá, o PR se  uniu para indicar um novo ministro para o lugar de Paulo Sérgio Passos, o  atual ocupante do cargo. Sem sucesso. </font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>A  avaliação do PR é a de que Paulo Sérgio é filiado, mas não representa a  bancada, como fará Aguinaldo Ribeiro junto ao PP. Recentemente, o PR  expôs ao Planalto sua vontade de ter um ministro dos Transportes que  representasse a bancada, mas Dilma fez chegar ao partido que Paulo  Sérgio tem um perfil técnico. Ocorre que, a partir de hoje, com a  nomeação de Aguinaldo Ribeiro para o Ministério das Cidades, essa  história de muita experiência de gestão e perfil técnico reside no  vácuo. Embora a escolha seja da presidente, todos os partidos estão se  sentindo passados para trás.</font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3" face="Times New Roman">&nbsp;</font></p> <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3" face="Times New Roman">Por falar em partidos...</font></p> <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>A  escolha de Aguinaldo está a um ponto de provocar uma nova temporada de  pressões sobre o Planalto para troca de ministros. O PR, que tem 36  deputados e oito senadores, estará na frente dessas pressões pela  substituição do ministro dos Transportes.</font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Em  outros cargos, onde Dilma bate o pé em busca de técnicos, caso das  diretorias de agências reguladoras, há quem diga que as investidas em  prol de nomeações políticas vão crescer. Afinal, se há regras, elas devem  valer para todos os partidos. Não pode haver regras apenas para um  aliado enquanto outros nomeiam à vontade.</font></font></p>  <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3" face="Times New Roman">&nbsp;</font></p> <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3" face="Times New Roman">Por falar em à vontade... </font></p> <p style="MARGIN:0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><font size="3"><font face="Times New Roman"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Quem  é da Bahia, viu ainda outro viés na saída de Mário Negromonte das  Cidades: a presidente Dilma Rousseff dispensou dois baianos de sua  equipe nesse início de ano letivo: Além do ministro, decidiu pela saída  do todo poderoso presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. No  mesmo período, foi a Salvador, elogiou o governador Jaques Wagner e lhe  encheu de prestígio ao chamá-lo para integrar a comitiva presidencial a  Cuba. Resultados: os políticos baianos, mesmo perdendo dois  “ministérios” (a Petrobras vale até mais do que muito cargo de primeiro  escalão), ficaram transbordando de felicidade, bem à vontade, sentindo-se como parceiros da presidente. Depois, ainda dizem que Dilma não  entende de política... É, pois é.</font></font></p>   
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		<title><![CDATA[DILMA e O BAMBOLÊ]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=98305</link>
		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 12:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">&nbsp;Ao balançar as árvores onde as feras peemedebistas sobem para descansar, Dilma faz com que eles gastem mais energia se segurando onde estão do que em busca de novos cargos. Eles têm a impressão de que venceram e ela cedeu. Mas, quem for olhar de perto, verá que a presidente levou a melhor</span> <br> <br>Na politica, assim como na vida, vale o ditado “quem pode mais, chora menos”. E, no momento, quem “está podendo” é a presidente Dilma Rousseff. Enquanto os peemedebistas se armaram para segurar o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, ela mudou o alvo e trocou os diretores do Banco do Brasil. Não mexeu nos vice-presidentes indicados pelos partidos, que já haviam sido substituídos recentemente. <br>Há dez dias, quando o foco dos políticos e da imprensa estava na reforma ministerial, Dilma avisou que José Sergio Gabrielli era quase ex-presidente da Petrobras. Gabrielli tentou se movimentar para ver se segurava por mais um período ali, mas a mudança já estava na boca do povo. Não deu tempo nem de recorrer a Lula. <br>Dilma dispensa o ensinamento de Maquiavel a respeito das maldades, ou medidas duras, que devem ser feitas todas de uma só vez. Ela as faz aos poucos. E ganha pontos com isso. No caso de Elias Fernandes, do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, Dilma deixou que torrasse ao sol. E, para completar, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, saiu da história com ares de quem defendia um suspeito de corrupção. Certamente, a presidente ganhou mais alguns pontos ao trocar alguém que tinha tantas suspeitas nas costas e o PMDB pérdeu mais alguns, ao ter seu líder no papel de defensor. <br>&nbsp; <br>Por falar em PMDB… <br>Todos os seus lideres têm motivos de sobra para não irritar a presidente Dilma Rousseff. Do vice-presidente Michel Temer ao líder da Câmara, Henrique Eduardo Alves, ninguém tem bala na agulha para impor sus vontades ao Planalto. Temer trabalha no fio da navalha para atender seu partido e, ao mesmo tempo, permanecer como o número um para a vaga de vice em 2014. Se vascilar, Eduardo Campos, do PSB, lhe toma o espaço. O próprio Henrique nunca esteve num momento tão delicado. Tem que ficar pianinho este ano para não melindrar o PT e assim conseguir manter o partido de Dilma como seu aliado no projeto de conquistar a Presidência da Câmara em janeiro do ano que vem.  <br>O mesmo problema tem o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros. Com Sérgio Machado tremulando na Transpetro — e, por tabela, a vontade de presidir a Casa depois de José Sarney (PMDB-AP). Nem Sarney tem essa força toda hoje para combater Dilma. O fato de ter uma filha governadora, num estado dependente de verbas federais não dá a Sarney grandes chances de se movimentar em confronto.  <br>&nbsp; <br>Por falar em confronto… <br>Com todos seus principais líderes amarrados, o PMDB fica meio imobilizado na hora de cobrar mais espaço. E, para completar, Dilma tem jogado de um jeito a evitar que o partido se apresente em busca de novos postos no primeiro escalão. Há alguns meses, o PMDB olha com ares de desejo para o Ministério das Cidades. Mas, a situação atual indica que o PMDB se dará por satisfeito se segurar a Transpetro e puder indicar o futuro presidente do Dnocs.  <br>A presidente não é nem um pouco ingênua. Ao balançar as árvores onde as feras peemedebistas sobem para descansar, Dilma faz com que eles gastem mais energia se segurando onde estão do que em busca de novos cargos. Eles têm a impressão de que venceram e ela cedeu. Mas quem for olhar de perto, verá que a presidente levou a melhor. Dentro do próprio PMDB, ninguém tem dúvidas de que Dilma aprendeu a usar o bambolê recebido de presente do líder Eduardo Alves. Ao ponto de deixar em xeque o próprio Alves. A presidente, realmente, “está podendo”. <br> <br>Por falar em gastar… <br>O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, saiu todo sorridente essa semana do gabinete da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Isso porque os investimentos em aeroportos regionais devem chegar a R$ 3 bilhões até 2014. Mas o governo só pretende falar detalhadamente sobre assunto depois de leiloadas as concessões de Guarulhos, Brasília e Campinas,&nbsp; marcadas para 6 de fevereiro. <br> <br>   
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		<title><![CDATA[TEMPORADA DE FURACÕES]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=98303</link>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 11:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br> <br><span style="font-style: italic;">&nbsp;PMDB, PSB, PP desconfiam da boa vontade do governo Dilma para com seus líderes. Há uma sensação generalizada nos partidos de que setores do Executivo agem para colocar os aliados na berlinda em pleno ano eleitoral preservando apenas o PT</span> <br> <br> <br> <br>&nbsp;A maioria dos políticos acreditava que a primeira grande crise do governo este ano viria com o empurra-empurra entre os partidos por conta das eleições municipais. Essa turma errou. Embora o país esteja bem, a política está pra lá de estremecida. Brasília vive hoje um clima de várias tempestades tropicais em formação ao mesmo tempo. E, se nada for feito para contê-las, essas tempestades correm o risco de terminar num grande furacão com capacidade de abalar a base da presidente Dilma Rousseff no Parlamento.  <br>&nbsp;A demissão do diretor do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Elias Fernandes — comandante de uma área onde a chuva de irregularidades é grande — virou um furacão de categoria 1. Ventos fortes, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves, partiu para cima da presidente e disse que Fernandes não sairia. Ali, o peemedebista assinou a sentença de degola do apadrinhado. Se Dilma mantivesse o diretor-geral do Dnocs estava liquidada. Reza a lenda que não se deve desafiar um presidente da República. Quem quiser desafiar, que cumpra as ameaças. <br>&nbsp;O PMDB não tem hoje autonomia de vôo ao ponto de chamar Dilma para o ringue. No momento, ela tem, além da caneta, a aprovação do eleitor. E o PMDB não vai querer comprar briga com a presidente no ano eleitoral, em que precisa das verbas do Poder Executivo para dar vazão a seus projetos. Mas o episódio da saída de Fernandes sob uma saraivada de suspeitas de corrupção ficou anotado na cadernetinha de débitos. <br>&nbsp;A presidente, por sua vez, também não quer muita briga na base. Por isso, a fim de evitar que esse furacão ganhasse mais força, permitiu que Henrique Alves indicasse o sucessor de Fernandes. Conseguiu, com o gesto, esfriar a água. O PMDB espera que a decisão de Dilma em relação ao Dnocs vire procedimento padrão: Quando a presidente estiver insatisfeita com algum subordinado, chame o partido e peça outro perfil para ocupar o lugar. Assim, as tempestades ficam mais, digamos… estáveis e se dissipam sem provocar grandes estragos. <br>&nbsp; <br>Por falar em estragos… <br>Potencial de destruição maior tem a possível saída de Sérgio Machado da presidência da Transpetro, a subsidiária da Petrobras. Dilma disse a alguns amigos que o ideal será tirar as indicações partidárias do setor de petróleo. Para dar o exemplo, tirou Sérgio Gabrielli da Petrobras. Mas não conseguiu convencer os aliados, leia-se o PMDB, dessa decisão de afastar completamente os partidos dessa seara. Afinal, o ex-presidente da empresa José Eduardo Dutra, que comandou o PT e a campanha de Dilma, vai ocupar uma diretoria da estatal. Tirar Sérgio Machado da Transpetro nessa situação daria a entender que a regra de barrar a Petrobras da influência política não vale para o PT. <br>&nbsp;Ontem, dentro da intensa troca de telefonemas entre o Planalto e os peemedebistas, o vice-presidente Michel Temer tentou tranquilizar o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, sobre a permanência de Sérgio Machado. Mas, no governo, há quem diga que esse assunto está na ordem do dia. Alguns comentam inclusive que Dilma só avisa Michel Temer das mudanças quando já estão seladas. <br>&nbsp;Tudo o que os peemedebistas desejam, se for confirmada a saída de Machado da Transpetro, é o direito de indicar o sucessor, embora Dilma não tenha dado essa chance aos petistas ao tirar Gabrielli da Petrobras. Mas o PT é o seu partido. Tem que obedecer e ponto. Mas, no caso do PMDB, pode virar um furacão de categoria dois, ou seja, capaz de quebrar algumas vidraças e derrubar árvores sobre alguns petistas aliados a Dilma tão logo o Congresso retome seus trabalhos. <br> <br>Por falar em Congresso… <br>A esta altura, nada do que ocorre no governo pode ser tratado como flor do recesso. O ano político começa intranquilo, com os partidos desconfiados um dos outros. PMDB, PSB, PP desconfiam da boa vontade do governo Dilma para com seus líderes. O PSB idem. Há uma sensação generalizada nos partidos de que setores do Executivo agem para colocar os aliados na berlinda em pleno ano eleitoral preservando apenas o PT. Esse clima ruim pode desaguar em derrotas para Dilma, assim que houver uma brecha. E, num ano eleitoral, elas sempre aparecem. E quem quiser sobreviver a esses vendavais, deve desde já procurar um abrigo bem firme. <br>&nbsp;
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		<title><![CDATA[KASSAB, A ESFINGE]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=98232</link>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 20:39:32 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">Kassab trabalha para estar no barco vencedor, seja ele qual for. </span> <br> <br>&nbsp; Vale parar e observar o jogo do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Ele é, no momento, quem reuniu mais cartas para jogar na eleição do sucessor. Ele não tem apoio popular capaz de mover montanhas — ontem enfrentou inclusive manifestantes ao sair da missa de ação de graças pelo aniversário da cidade. Mas tem em mãos várias opções. Como disse o vice-presidente da República, Michel Temer, só o prefeito para reunir tanta gente “diferenciada”. Na festa comandada por Kassab coube quase todo o espectro da política brasileira. Estavam ali todos os ensaios que ele faz para a prefeitura paulistana, além da Igreja e do Judiciário, braços importantes da vida pública. <br>&nbsp;No mundo ideal, Kassab queria reunir os “amigos” presentes àquela festa em torno da candidatura de Guilherme Afif Domingos, do PSD, dando aos tucanos o direito de indicar o candidato a vice. Em troca, Kassab adiaria o projeto de concorrer ao governo do estado em 2014 e se colocaria como candidato a vice de Geraldo Alckmin, quando o tucano for concorrer à reeleição, ficando assim “na boca” para 2018. Só nessa condição Kassab se renderia aos projetos de Alckmin, se for o atual governador o grande mentor da candidatura tucana a prefeito, o que até agora não está claro. <br>A única forma de Kassab apoiar “de graça” os tucanos, ou seja, sem exigir nada em troca em relação ao futuro, é se o candidato for José Serra. Como Serra não se move — e nem Alckmin dá sinais de que está disposto a ter Kassab na sua vice —, o prefeito joga o capital político adquirido com seu o novo partido em favor de outros atores. O mais visível é Fernando Haddad, ungido por Lula. Mas ainda assim, não é o jogo mais atrativo para o prefeito. &nbsp; <br>A candidatura de Haddad é hoje o plano “C” de Kassab para a própria sucessão. Kassab lutou para fundar o PSD, fazer dele um partido “independente” do governo Dilma Rousseff. Portanto, sabe que não pode, no primeiro movimento eleitoral de peso do PSD — caso da prefeitura de São Paulo — correr para se aliar ao primeiro petista candidato que aparece na sua frente. Até porque Fernando Haddad ainda não disse a que veio.  <br>&nbsp;O prefeito sabe que, se indicar o vice na chapa de Haddad, estará fadado a ficar em segundo plano na política paulistana. E o prefeito planeja ser peça-chave no jogo de 2014. Ao indicar um candidato a vice-prefeito para a chapa do PT à prefeitura, reduziria o seu poder de fogo. Portanto, essa hipótese hoje é considerada remota, embora não seja totalmente descartada diante das opções em estudo pelo PSD. <br>&nbsp; <br>&nbsp;Por falar em peça-chave… <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O único ator que se mantinha imperceptível até ontem no jogo de Kassab era o PMDB. Ao colocar Michel Temer como responsável pela distribuição das medalhas na cerimônia de ontem, o prefeito tratou de estender a mão ao padrinho da candidatura de Gabriel Chalita (PMDB-SP). Atualmente, Kassab não descarta sequer essa possibilidade dessa aliança. Afinal, Chalita, se não estiver no segundo turno, será fundamental para quem chegar lá, por isso, o deputado peemedebista é cortejado tanto por Kassab quanto pelo PT de Haddad. E não está afastada a hipótese de, passando a um segundo turno, Chalita obter ainda um apoio dos tucanos capitaneados por Alckmin. <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ciente dessa possibilidade, Kassab tratou de aproximar o PMDB do seu quintal. Afinal, se tem algo crucial para o prefeito é não estar fora do segundo turno da eleição paulistana, seja como padrinho da vitória, ou como seu parceiro desde o início. Do jeito que joga no momento, ele estará nesse barco vencedor, seja qual for. E errará feio quem subestimar as qualidades políticas de Kassab. Afinal, ele comanda a terceira maior máquina arrecadadora do Brasil. Do nada, fundou um partido que tem hoje quase 50 deputados. E montou tudo isso mantendo laços com os tucanos, se aproximando do PSB, do PT e, agora, do PMDB. A esfínge da mitologia tinha cabeça humana, corpo de leão e asas de águia. Se observamos a forma política do PSD veremos que não é muito diferente, guardadas as devidas proporções. Kassab vive hoje o seu momento de “decifra-me ou devoro-te”. Resta saber por quanto tempo terá condições de surfar nessa onda. Afinal, as ondas da política não são eternas e, se Kassab optar pela canoa errada, corre o risco de perder tudo, assim como aconteceu com o DEM. Mas essa é outra história. <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;  <br>&nbsp;
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		<title><![CDATA[Para Político Acreditar (PPA)]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=97518</link>
		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 15:36:15 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;  <br><span style="font-style: italic;">Enquanto essa questão dos restos a pagar não for resolvida, a imersão da presidente Dilma Rousseff com grupos de ministros na “Sala Suprema” será mais um capítulo que parece surgir do fictício orçamento aprovado anualmente no Congresso Nacional.</span><br style="font-style: italic;"> <br> <br> <br>O Congresso Nacional perde um tempo danado analisando o Orçamento e o Programa Plurianual (PPA). Alguns assessores e até parlamentares passam dias e noites de plantão para que o texto fique pronto dentro do prazo regulamentar. A cena de Comissão Mista de Orçamento cheia se repete todo fim de ano. Geralmente, no último dia, as excelências comemoram mais um Orçamento aprovado no plenário, o presidente do Congresso Nacional agradece a todos — em 2011, a fala de praxe coube à vice-presidente, Rose de Feitas (PMDB-ES), porque o presidente José Sarney (PMDB-AP), do alto de seus 80 e lá vai, não aguentou ficar na sessão até bem próximo da meia-noite, quando o Orçamento de 2012 foi votado. <br>&nbsp;Para quê tanto esforço, não se sabe. Todos os anos, sem exceção, o Poder Executivo acaba fazendo o que quer, do jeito que quer e a hora que deseja. A análise do Orçamento pelo Poder Legislativo é um grande faz de conta. Os deputados fingem que influenciam e o Executivo deixa que eles pensem assim. Até porque, na hora em que falta um voto para aprovação de alguma matéria importante ao governo, o Planalto chama o parlamentar e lhe “concede” um empenho — ou seja, separa o dinheiro para futura liberação.  <br>&nbsp;Se esse dinheiro vai ser liberado e a obra feita é outra longa história. Empenhado o recurso, é preciso ver se tem projeto, se a obra está em andamento, se já foi medida pela Caixa Econômica Federa, que fiscaliza grande parte dos repasses — especialmente, saneamento ou o Minha Casa, Minha Vida, programa carro chefe do governo. Se algo der errado no ano, o parlamentar pode ter a sorte de ver seu empenho passar para os restos a pagar, a porta da esperança de quase todos os empenhos na última década. <br> <br>&nbsp;Por falar em restos a pagar… <br>&nbsp;O que sobra de um ano para o outro é mais uma demonstração de que aquilo que as excelências costumam incluir no Orçamento de um determinado ano vira papel inútil. Ou, no máximo, uma forma de dizer ao prefeito: “Aí ó, sua obra tá lá”. O total de restos a pagar de anos anteriores que passaram para 2012 é R$ 122,4 bilhões. Desse valor, R$ 56,4 bilhões são investimentos, onde estão as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estradas, ferrovias, aeroportos, creches, escolas, hospitais. Só do Orçamento de 2011 migraram R$ 84,3 bilhões para este ano, sendo R$ 31,2 bilhões em investimentos. <br>&nbsp;O nome restos a pagar, no mundo real, remete a um valor residual perante a previsão de gastos para o ano em curso. No Brasil, é quase um orçamento paralelo ao que saiu do Congresso no ano passado. Isso indica que os oito anos do governo Lula e o primeiro ano de governo Dilma fracassaram no sentido de fazer um orçamento de verdade, ou seja, gastar no ano em questão o que foi incluído na proposta orçamentária atual e não ficar apenas quitando restos a pagar — que é, na prática, o que tem ocorrido em meio a uma série de reuniões palacianas e ministeriais que tentam passar a ideia de planejamento estratégico e diferenciado. <br> <br>Por falar em reuniões de ministério… <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Enquanto essa questão dos restos a pagar não for resolvida, a imersão da presidente Dilma Rousseff com grupos de ministros na “Sala Suprema” será mais um capítulo que parece surgir do fictício orçamento que sai anualmente do Congresso Nacional. E, por tabela, o Programa Plurianual (PPA), publicado ontem no Diário Oficial da União (DOU). A presidente e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, tentaram transformar a lei em algo mais realista ao vetar programação de obras sem projetos ou estudos de viabilidade técnica, alcance social. Tomara que consigam, Mas o esforço ainda não tirou o apelido que muitos técnicos do congresso deram ao texto: Programa para Parlamentar Acreditar (PPA). É que, reza a lenda, uma obra incluída no PPA terá recursos. Pelo menos, no papel, eles existem. Se não houver um pacto real entre os Três Poderes pelo orçamento de verdade, o PPA será apenas um papel. Ou uma numeralha na tela do computador. Afinal, do jeito que vai, como diz o comercial do bebê sorridente que está conquistando o Brasil, é melhor deixar o papel para o que realmente importa. <br> <br><font size="2">Coluna Entrelinhas publicada na edição de hoje do Correio Braziliense</font> <br> <br>   
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		<title><![CDATA[ SUPER MERCADANTE]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=97428</link>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 11:00:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br>&nbsp; &nbsp;&nbsp; <span style="font-style: italic;">No governo FHC, José Serra, da Saúde, e Paulo Renato Souza, da Educação, queriam concorrer à Presidência da República em 2002. Serra levou vantagem. Agora, o PT faz algo semelhante na corrida para escolher o candidato a governador de São Paulo. O favoritismo, por enquanto, é do novo ministro da Educação.</span> <br> <br>Em vez dos aliados, quem começa o ano fazendo beiço e cara de quem está magoado com a presidente Dilma Rousseff é o PT. Especialmente, o de São Paulo. A avaliação de setores do partido é a de que o novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, está ficando forte demais entre os colegas. Ele já é senador, obteve a cada dia maior destaque como o comandante da Ciência e Tecnologia que ajudou a trazer inovação e novas oportunidades de emprego para o Brasil nesse setor, cada vez mais promissor do ponto de vista econômico. Agora, será o todo poderoso na Educação que ainda fez o sucessor no antigo cargo. Para parte do PT paulista passou do ponto. <br>Alguns petistas exageram ao falar que Mercadante “ganha” mais espaço que outros integrantes do partido. Na verdade, ele “cava”. E faz isso com trabalho. Em 1994, ninguém queria largar o osso, digo a eleição garantida para o papel de candidato a vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva, quando José Paulo Bisol se viu obrigado a deixar a campanha por conta de denúncias a respeito de suas emendas ao orçamento — sim, naquela época, emenda mal aplicada, o autor pagava o pato. Mas, voltando ao assunto em questão, lá foi Mercadante. <br>Naquela época, o atual ministro tinha uma eleição garantida de deputado federal. E, quando ele assumiu a vice de Lula, os petistas sabiam que a batalha seria quase que uma missão impossível porque o então candidato Fernando Henrique Cardoso vinha do lançamento do Plano Real, que deu a população a felicidade de, depois de muitos anos de hiperinflação e sucessivos ensaios e erros, conquistar a sonhada estabilidade econõmica. Fernando Henrique venceu no primeiro turno. Ciosa que Lula nunca conseguiu, nem mesmo quando concorrer à reeleição em 2006 contra o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.  <br>&nbsp; <br>Por falar em sacrifício… <br>Mercadante naquele período amargou quatro anos sem mandato. Mas voltou ao Congresso em 1998 como deputado e, em 2002, elegeu-se senador. O resto da história recente é mais conhecida. Foi candidato a governador, perdeu, virou líder do governo Lula e quase abandona o cargo em 2009, quando do arquivamento das denúncias contra José Sarney. Mercadante chegou a anunciar no twitter que sairia da liderança, mas voltou atrás depois de uma conversa com o presidente Lula. <br>No governo, há quem diga que ele gosta de “aparecer”. Pode até ser verdade. Mas, os mesmos que o colocam nesse patamar — não sem deixar escapar um certo ar de “ciúmes” — são unânimes em dizer que ele gosta de trabalhar. Não por acaso, caiu nas graças da presidente Dilma Rousseff, que passou a levá-lo a todas as viagens internacionais. Hoje, tem quase o mesmo status de Fernando Pimentel, o ministro que é amigo da presidente. <br>&nbsp; <br>Por falar em ciúmes… <br>O fato de Mercadante ter sido escolhido ministro da Educação o PT engoliu. O que o partido não gostou foi ele fazer do presidente da Agência Especial, Marcos Raupp, o sucessor na Ciência e Tecnologia. Afinal, o PT de São Paulo é um mar de pré-candidatos a governador. A senadora Marta Suplicy, por exemplo, que abriu mão de concorrer à prefeitura de São Paulo atendendo a um pedido de Lula e Dilma está no páreo. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, idem. Não passa uma semana sem que tenha uma agenda expressiva em São Paulo, conforme o Correio revelou em agosto do ano passado. <br>A avaliação do partido é a de que a presidente Dilma colocou agora Mercadante e Padilha no mesmo patamar para concorrer à vaga de candidato do PT ao governo de São Paulo e deixou Marta Suplicy no segundo plano. No governo Fernando Henrique Cardoso, os ministros da Saúde, José Serra, e o da Educação, Paulo Renato Souza, que Deus o protagonizaram uma disputa semelhante e Serra levou vantagem porque tinha mais tempo de janela na política. Se for esse o critério, Mercadante larga como favorito. Vamos acompanhar essa novela. <br> <br><font size="2">Coluna Entrelinhas publicada na edição de hoje do Correio Braziliense</font> <br>&nbsp;
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		<title><![CDATA[   O NÓ de 2012]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=97112</link>
		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 18:43:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		<span style="font-style: italic;">Assim como Dilma não cumpriu o corte de R$ 50 bilhões no ano passado, os servidores apostam que não cumprirá também a promessa de reajuste zero este ano. Por isso, a greve está na ordem do dia das associações de várias categorias</span>  <br>  <br>O nó de 2012  <br>  <br>Em conversas reservadas, os técnicos do Poder Executivo são praticamente unânimes em afirmar onde o bicho vai pegar este ano para a administração da presidente Dilma Rousseff, a ponto de incomodar o sono presidencial: a pressão por reajustes salariais. Além da campanha no primeiro escalão, apontada hoje na reportagem do Correio, há outras bem piores. O funcionalismo público prepara uma greve em nome para tentar recompor a inflação acumulada de 2007 para cá — 24,5%, segundo as organizações dos servidores.  <br>O funcionalismo está quieto desde 2007, quando um acordo com o governo previu reajustes até 2010. Mas, agora, diante da perspectiva de aumento zero em função da crise econômica externa e a necessidade de o governo conter seus próprios gastos, as associações e centrais de servidores vislumbram uma paralisação generalizada.  <br>A presidente não se mostra interessada em ceder. Tanto é que nem colocou no Orçamento os recursos necessários ao reajuste do Poder Judiciário e criou uma celeuma que não tem data para terminar. Além disso, ainda existe o movimento dos policiais militares, conforme relatamos aqui no começo deste mês.  <br>Para quem não acompanhou as notícias da primeira semana de janeiro, vale lembrar que houve a greve da PM do Ceará conforme noticiado em todos os jornais e comentado aqui. Naqueles dias, o governador Cid Gomes, diante de uma paralisação de policiais armados, acabou se rendendo e concedeu o reajuste. O governo já detectou movimentos semelhantes no Amazonas, no Pará, e em mais quatro estados. No início deste mês, comentei aqui que, se a greve da PM eclodir em todo o país e os governadores se renderem, vai ser um levante geral em favor da PEC 300, aquela que equipara os salários dos policiais de todo o país com o que recebem os do Distrito Federal.  <br>Na semana passada, ouvi de uma autoridade do governo que a aprovação da PEC 300 seria o caos. No caso de Brasília, os salários melhores porque o Distrito Federal conta com recursos da União para suprir despesas nas áreas de saúde, educação e segurança pública. Os estados da federação não têm esse suporte. Além disso, qualquer reajuste da ordem do que pede a PEC 300 geraria um efeito cascata. Depois de PMs e bombeiros contemplados, seria a vez de outras categorias pedirem o mesmo. No Ceará, tão logo terminou a greve dos policiais militares, veio a da Polícia Civil.   <br>&nbsp;Em relação ao Poder Executivo nacional, a aprovação da PEC 300 provocaria um efeito cascata, conforme detectado pelo próprio governo. As Forças Armadas, por exemplo, imediatamente apresentariam um pedido por melhores salários. O argumento para tal está definido e é justo: um capitão ou sargento não poderia ganhar menos do que um oficial da PM que estivesse no mesmo nível hierárquico.  <br>  <br>Por falar em hierarquia…  <br>A presidente Dilma já avisou que quem manda no governo é ela. E, embora como demonstrou o Correio, algumas autoridades tenham salários elevados por conta de participação em conselhos, esse recurso é considerado a única maneira de atrair gente da iniciativa privada e de gabarito para trabalhar no segundo escalão. Para completar, dizem técnicos do governo, se a presidente Dilma fosse conceder todos os pedidos de aumento, teria que arrumar mais R$ 40 bilhões. E não há de onde tirar tanto dinheiro.   <br>Para completar, o ano é eleitoral e, se Dilma se render aos reajuste, dirão que foi para beneficiar os petistas. Por isso, conforme anunciado na reportagem de hoje, nem o aumento do segundo escalão deve sair, para desespero dos ministros que esperavam algum espaço para trazer gente de sua total confiança para cargos-chaves na Esplanada dos Ministérios.  <br>Embora os ministros tenham perdido as esperanças, os servidores que aguardam a correção da inflação ainda vislumbram uma réstia de luz no fim do túnel. Eles torcem para que, lá na frente, a presidente Dilma acabe negociando algum dim-dim. Afinal, se nem o corte orçamentário anunciado no ano passado ela cumpriu — em vez dos R$ 50 bilhões prometidos, cortou apenas R$ 21 bilhões — talvez não cumpra também a promessa de aumento zero. Por isso, a pressão virá e será forte. Podem esperar. Esse será o grande desafio da gestão pública este ano.  <br>  <br>Por falar em gestão…  <br>Os prefeitos de Minas Gerais não se cansam de telefonar para Brasília pedindo que o governo providencie uma operação tapa-buraco nas rodovias federais. Alguns levantaram a hipótese de colocarem seu pessoal para fazer esse serviço, mas foram avisados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) que não podem fazer isso porque a rodovia é federal. Enquanto isso, você que paga seus impostos, que fique ilhado ou espere até que os burocratas se entendam… Os prefeitos estão à beira de uma ataque de nervos e prontos para dar o grito de socorro de Fred Flinstone, trocando o V pelo D: Dillllmaaaaa!  <br>  <br>  <br><font size="2">Coluna entrelinhas publicada no Correio de hoje</font>  <br>  <br>  <br>  <br>&nbsp;
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		</item>
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		<title><![CDATA[AGENDA CONTIDA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=97113</link>
		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 17:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<span style="font-style: italic;">Que ninguém espere movimentos mais ousados ou uma maior participação da presidente Dilma Rousseff na política externa. A prioridade continuará sendo o plano interno, apesar da Rio+20</span> <br> <br>Dilma começou o governo surpreendendo a todos os diplomatas. Visitou a Argentina, como forma de marcar a prioridade dada aos vizinhos. Recebeu muito bem o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Ainda no primeiro semestre do ano passado, fez bonito na China, onde debutou na reunião dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Em setembro, foi motivo de orgulho para os brasileiros ao discursar na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), posição que sempre coube ao Brasil. Mas, passado o primeiro ano, há quem diga nos bastidores que a participação dela poderia ter sido mais expressiva ou ter criado laços mais fortes com os dirigentes de outros países. <br>Reservadíssima, Dilma se tornou amiga de dois presidentes — a da Argentina, Cristina Kirschner, e o do Uruguai, José Mujica, a quem já conhecia de longa data. Diferentemente de Lula, ela não foi de ficar telefonando a presidentes de outros países ou se oferecendo para resolver problemas externos. Nem tinha tempo para isso. Afinal, a agenda interna foi, como definiu um auxiliar da presidente, “massacrante”.  <br>A cada 50 dias, era um ministro que deixava o governo. Isso sem contar a série de programas lançados pelo Poder Executivo. Em se tratando de uma presidente que quer ler relatórios e analisar tudo, não houve tempo para grandes jogadas no plano internacional. <br>Os movimentos de Dilma tiveram mais efeito internamente do que lá fora. Por exemplo, o convite a Fernando Henrique Cardoso para participação no almoço em homenagem ao presidente dos Estados Unidos e a manutenção de uma distância regulamentar de nomes como o iraniano Mahmoud Ahmadinejad que, aliás, fez um périplo pelas américas e Caribe este mês em nome da paz. Dilma tampouco se mostrou a melhor amiga do presidente da Venezuela, Hugo Chavez, ou chamou o finado Muammar Kadafi de “companheiro”. Marcou, sim, diferenças para Lula nessa área. <br>Para este ano, a presidente começa a sua agenda externa com uma simbólica visita ao Haiti e a Cuba, com foco na necessidade de um mundo mais solidário. No caso do Haiti, a decisão do governo brasileiro de conceder vistos de trabalho, embora em número limitado, representa um exemplo positivo para outros países do mundo que não concedem essa permissão. Aliás, o fato de os haitianos procurarem o Brasil é um sinal de que a economia interna vai bem e oferece oportunidades que antes o mundo buscava nos Estados Unidos. <br> <br>Por falar em economia… <br>Depois da visita ao Haiti, Dilma segue mais ou menos o script de 2011, com presença confirmada na cúpula dos Brics, no final de março, na abertura da Assembleia Geral da ONU, em setembro. Acrescente-se aí uma visita de estado ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e à alemã Angela Merkel.  <br>Isso não quer dizer que a presidente não estará com os olhos voltados para o plano internacional. Ela está atenta ao que ocorre na crise europeia, mais no sentido de acompanhar e tentar proteger o Brasil do que propriamente participar da resolução dos problemas alheios, uma vez que os próprios europeus não se entendem. O rebaixamento da França por uma das mais importantes agências que monitoram os mercados é sinal desse desentendimento. <br>A prioridade de Dilma será o plano interno. Até porque 2012 não será fácil. É ano eleitoral, onde a política sempre costuma dar dor de cabeça aos governantes e, para completar, vem aí uma onda de greves para ninguém botar defeito. Começou com a da Polícia Militar do Ceará, nos primeiros dias do ano, e promete seguir firme em outras categorias. <br>O maior evento da agenda internacional de Dilma será no Brasil, a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho. A expectativa, entretanto, não é das melhores neste início de ano. Quem acompanha de perto o tema acredita que o maior avanço deverá ser a transformação do Pnuma, o programa de meio ambiente da ONU, em agência, nos moldes da Organização Mundial de Saúde (OMS). A partir do mês que vem, tanto o Itamaraty quanto o Palácio do Planalto devem intensificar os convites a chefes de estado para participar da Rio+20. Esse encontro pode ser a chave para que os mais críticos deixem de ver Dilma como aquela que&nbsp; relega o papel internacional&nbsp; a segundo plano. Por enquanto, se depender do atual andar da carruagem, a agenda será mesmo mais caseira. E, cá entre nós, se Dilma conseguir proteger o Brasil de naufrágios, já está de bom tamanho.  <br> <br>Por falar em naufrágio… <br>Que Deus dê conforto às vítimas do navio Costa Concordia na Itália. A jornalista Alana Rizzo, que estava a bordo, e os parentes que a acompanhavam no cruzeiro estão bem. <br> <br>   
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		<title><![CDATA[CONTAS & POLÍTICA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=96744</link>
		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 10:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">Dilma vai dedicar 2012 a quitar as dívidas de 2011, os famosos restos a pagar, R$ 57 bilhões. Para os parlamentares, o recado está dado: as emendas individuais deste ano ficam para a gaveta. Com sorte, saem em 2013.</span><br style="font-style: italic;"> <br> <br>&nbsp;Todos os anos o governo começa anunciando cortes no Orçamento da Geral da União. Principalmente, quando as projeções do Banco Central apontam o rigor fiscal como um eficaz instrumento do controle inflacionário. E, como o presidente do BC, Alexandre Tombini, é sempre elogiado no Palácio do Planalto pelos acertos — coisa rara vindo da presidente Dilma Rousseff — os cortes virão com força. O governo espera apenas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltar das férias para anunciá-los. A poda promete ser maior do que a de 2011. A previsão, conforme noticiou o Correio, é de cortar R$ 60 bilhões. O efeito, entretanto, se a história se repetir, será mais psicológico do que qualquer outra coisa. <br>&nbsp;No ano passado, o governo começou o ano cortando R$ 50 bilhões. Ao poucos, Dilma foi abrindo as comportas, uma liberação aqui, uma verba emergencial acolá. Ao final de 2011, feitas as contas, a economia foi de menos da metade: R$ 21 bilhões. Por conta disso, é bem provável, na avaliação de políticos, que o remédio dos cortes não tenha tanto efeito. Até as obras de arte do Congresso e do Planalto já sabem que cortes anunciados no início do ano não são cumpridos à risca. Portanto, enquanto o que os economistas chamam de “mercado” trabalha com um corte de R$ 60 bilhões no Orçamento de 2012, a turma da política calcula no máximo R$ 30 bilhões. <br>&nbsp;O problema dos partidos aliados ao governo é onde cortar. E é aí que começa o estresse da classe política. Só as emendas de bancada ao Orçamento deste ano dão conta desse recado e ainda sobra um “troco”. As bancadas estaduais propuseram emendas no valor de R$ 39,1 bilhões. Na avaliação dos políticos, é aí que a tesoura vai pegar. No caso das emendas individuais, algo em torno de R$ 8 bilhões, dos quais menos de R$ 4 bilhões saem do papel, até porque os restos a pagar de anos anteriores terminam ganhando um ar de prioridade sobre o Orçamento anual, especialmente em ano de eleições, quando os prazos para liberação e assinatura de novos convênios são menores. <br>&nbsp; <br>Por falar em restos a pagar… <br>&nbsp;A tomar pelo total de restos a pagar de 2011 que ficaram para quitação este ano, o governo não terá muita margem de manobra para cumprir o Orçamento de 2012 ou apresentar novos investimentos. São R$ 57,3 bilhões. Nesse bolo, tem um pouco de tudo. Obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estradas e, dada a correria dos deputados e senadores ao gabinete da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, nos últimos dias do ano, estão aí as autorizações de gastos processadas naquele período. É nesses restos a pagar que o Poder Executivo vai concentrar o atendimento aos deputados e senadores este ano.  <br>&nbsp;O corre-corre do fim do ano tem sido um dos fatores para que o governo chegue a dezembro sem cumprir o corte anunciado. E assim o ciclo se repete. Você, leitor (a), pode apostar que, no fim deste ano, os parlamentares voltarão em peso ao gabinete de Ideli em busca de um 2012 que só sairá em 2013 e assim sucessivamente. Infelizmente, ainda não foi em seu primeiro ano de governo que a gestora Dilma Rousseff conseguiu colocar um basta no orçamento paralelo, que faz com que o país passe o ano pagando as dívidas do ano anterior. <br> <br>Por falar em gestão… <br>Fernando Haddad gostaria mesmo de sair do Ministério da Educação dia 16 deste mês e se dedicar à pré-campanha paulistana. Mas Dilma ficou até o último dia como ministra da Casa Civil e isso foi bom para a sua candidatura. O que funcionou para ela, avaliam seus principais interlocutores dentro do PT, pode funcionar para Haddad. Vem aí o Piso Nacional do Magistério, notícia boa para Fernando surfar. Melhor do que ter que ficar em São Paulo sendo procurado pelos jornais locais para falar sobre o crack no centro da cidade, as chuvas que costumam alagar tudo e ainda ter que criticar o neoaliado Gilberto Kassab.  <br>Por isso, ao mesmo tempo em que trabalha um programa de governo nas horas de folga, Haddad continuará desfilando com status de ministro. E, para completar, ainda dá mais um tempinho para Dilma vislumbrar melhor como fica o outro Fernando, o Bezerra Coelho, da Integração Nacional. Depois do primeiro Fernando, o Pimentel, ter passado por uma tempestade, ela considera que Bezerra também tem tudo para passar. Ocorre que não se sabe o que vem pela frente. Por isso, a ordem no governo é aguardar. Talvez a reforma só saia lá pelo carnaval... A Esplanada em janeiro, ao que tudo indica, continuará no lema “a cada dia, a sua aflição”.  <br> <br>   
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		<title><![CDATA[O ANO MAIA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=96737</link>
		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 10:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<span style="font-style: italic;">O presidente da Câmara terá em 2012 a sua hora da verdade, tal qual o calendário da antiga civilização. A capacidade de transitar entre cristais será testada no dia a dia, especialmente na hora de colocar em pauta a saraivada de reajustes prestes a ingressar na ordem do dia do parlamento</span><br style="font-style: italic;"> <br> <br>Não. Este artigo não tem nada a ver com a previsão de fim do calendário Maia, fim do mundo, ou coisa que o valha. O Maia aqui é o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS). De origem simples, ele fez bonito ao se tornar o comandante da Casa há um ano. Ninguém acreditava que a campanha dele fosse dar certo. Os políticos, de um modo geral, olhavam com um certo ar de “quem é esse gaúcho, com pouco tempo de mandato, que considera poder mandar aqui?”.&nbsp; Ele, entretanto, fez cara de paisagem para os descrentes e armou o jogo. Destacaram-se ali duas qualidades: a paciência com que o deputado enfrentou o seu grupo dentro do PT e conquistou o apoio de bancadas expressivas, como a de Minas Gerais; e a ciência do momento de fincar o pé e dizer que não desistiria da empreitada. Agora, ao completar seu primeiro aniversário no comando da Câmara, terá que recorrer novamente a essas habilidades. <br>Quem teve o cuidado de analisar os temas que estarão na pauta da Câmara neste ano eleitoral tem a certeza de que Maia terá em 2012 a sua hora da verdade, tal qual o calendário da antiga civilização. A sabedoria de transitar entre os cristais será testada no dia a dia, especialmente na hora de colocar em votação a saraivada de reajustes prestes a ingressar na ordem do dia do parlamento. Ao longo dos próximos meses, só há cascas de banana no caminho de Marco Maia. <br>No caso dos aumentos, o desafio é grande. Um dos primeiros testes é o reajuste do Poder Judiciário e a Proposta de Emenda Constitucional n° 300, a famosa PEC 300, que equipara os salários de policiais de todo o país aos valores pagos no Distrito Federal. Nem os governadores nem o governo federal desejam ver essas propostas aprovadas. Mas, em ano eleitoral, os congressistas querem parecer tão bonzinhos quanto a fada madrinha da Cinderela, e não a malvada Rainha de Copas de Alice no país das maravilhas, que mandava cortas cabeças — no caso, reajustes. <br> <br>Por falar em Rainha de Copas… <br> <br>No papel de presidente da Câmara, caberá a Marco Maia este ano dosar a entrada desses personagens em cena, no grande palco do plenário. Por ser do PT, o partido da presidente Dilma Rousseff, essa tarefa será tão complicada quanto foi a sua campanha para presidir a Casa. Se ele decidir a favor da inclusão de todas as propostas na pauta o risco de descontentar o governo é líquido e certo. Se usar o seu poder de presidente para segurar as propostas, será acusado de subserviência ao Poder Executivo. E, nessa última hipótese, ainda corre o risco de, na reta final de seu mandato de presidente, ser tratado como aquele que evitava temas polêmicos. <br>Para ficar longe desses embates, a estratégia do presidente da Câmara tem sido a definição da pauta em conjunto com os líderes partidários. Mas nem sempre é assim. No ano passado, por exemplo, ele tentou um acordo entre governo e oposição que prorrogaria a Desvinculação das Receitas da União (DRU) por dois anos, e não quatro. Dilma não aceitou. Foi um dos momentos mais delicados entre ela e Maia. A negociação não foi tranquila na Câmara, mas prevaleceu a vontade do governo na hora do voto. No Senado, a DRU foi prorrogada por quatro anos, sem sustos.  <br>Este ano, antes de ser chamado a arbitrar sobre os destinos de projetos de lei, Maia tem que pular a fogueira que se arma em torno da escolha do futuro líder do PT na Casa. Há quem diga que ele apoiará Jilmar Tatto (SP), um dos valetes da campanha para presidente da Câmara há um ano. Mas não é tão simples assim. José Guimarães (CE) tem o apoio expressivo do Construindo um Novo Brasil, o grupo majoritário do PT. A reunião para tentar chegar a um consenso será no dia 24. <br> <br>Rainha, não! <br> <br>A presidente Dilma Rousseff está longe de ser a Rainha de Copas, aquela que corta cabeças ao menor sinal de contrariedade. E não apenas na aparência. Ao colocar o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, como porta-voz das medidas de prevenção de desastres naturais, depois da reunião no Planalto, mostrou que continua plena a sua confiança nele. Pelo visto, como dissemos aqui na última sexta-feira, o caso está com cara de ser mesmo uma “flor do recesso”, aquela que floresce nesse período em que o Congresso está de férias. Aguardemos os próximos capítulos. <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br>   
		]]>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[OPOSIÇÃO, PSB E EMENDAS]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=96704</link>
		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 18:22:40 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">A fórmula para quebrar a maioria governista, avaliam os oposicionistas, é minar a base de Dilma Rousseff por dentro. A jogada é de risco. Pode passar ao eleitor a ideia de que é tudo igual e, sendo assim, não haveria por que mudar</span><br style="font-style: italic;"> <br>Muito se disse nos últimos dias sobre a timidez da oposição para tratar das denúncias de favorecimento a Pernambuco. Aviso aos navegantes: será mais ou menos assim sempre que um potencial aliado dos oposicionistas estiver sob fogo cruzado. Esse comportamento só mudará quando uma parte expressiva dos deputados não alinhados com o Planalto considerar que houve roubo mesmo por parte da pessoa citada na notícia da hora ou quando o ministro for do PT.  <br>Por enquanto, a visão que predomina nesse grupo é a de que não houve desvio de recursos no caso da Integração Nacional. Se algo for comprovado, o comportamento dos oposicionistas pode mudar, mas, no momento, até a onde a vista alcança, a maioria da oposição não vê motivos para seguir com carga máxima sobre Fernando Bezerra Coelho, leia-se, Eduardo Campos, o governador de Pernambuco, o padrinho do ministro e o primeiro a sair a campo para defendê-lo.  <br>A atitude é estratégica. Nas últimas avaliações sobre o cenário político de 2012, PSDB e DEM ficaram preocupados com a redução de espaço que sofreram desde 2003. Paulatinamente, o PT e seus aliados foram tomando conta de tudo no Congresso. Essa redução, dizem os oposicionistas, atingiu seu ápice no ano passado, com a criação do PSD, uma espécie de canal do Panamá, onde, quem quiser, pode ficar e escolher se vai para o oceano governista ou trafega no mar da oposição. <br>A fórmula para quebrar a maioria governista, avaliam os oposicionistas, é minar a base de Dilma Rousseff. A jogada é de risco. Pode passar ao eleitor a ideia de que é tudo igual mesmo e, sendo assim, não haveria por que mudar. Mas, como estão em franca desvantagem numérica, e ainda têm governos estaduais e prefeituras que precisam das verbas da União, a maioria dos não alinhados acredita não ter alternativa, senão fazer esse trabalho de formiguinha, tentando tirar aliados da presidente Dilma, e, aos poucos, ir reduzindo a base. <br> <br>Por falar em minar... <br> <br>Pré-candidato a presidente da República, o senador Aécio Neves tem se dedicado a essa tarefa, de tentar minar o campo governista e as relações de Dilma no Parlamento. E ele pretende ampliar os movimentos neste ano de eleições municipais. Em 2011, em toda semana de trabalho do Congresso, o senador chamava políticos aliados ao governo para conversas em seu gabinete. Chamou gente do PDT, do PR, do PP, do PV. No caso do PSB, não foram poucas as vezes em que Aécio jantou ou tomou café na casa da ex-deputada Ana Arraes, mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.  <br>Os petistas até hoje têm atravessado na garganta um jantar entre Aécio e Eduardo no final de 2010, quando Dilma Rousseff se dedicava à montagem de sua equipe de governo. À época, o encontro foi visto como uma manobra do presidente do PSB para dizer à presidente que havia outros caminhos fora da aliança com o PT. Não por acaso, Dilma manteve o PSB com dois ministérios (tirou Integração Nacional do PMDB) e quase deu um terceiro — a do pequena e microempresa que ainda não saiu do papel e é tido como área reservada para Luiza Trajano, do Magazine Luiza.  <br>Hoje, há quem diga nos bastidores que o PSB perdeu a terceira vaga não só pela recusa do senador Antônio Carlos Valadares em ser “nomeado” para um cargo que não existia. Pesou na decisão da presidente de não dar um terceiro ministério para o PSB a aproximação entre Eduardo e Aécio. De quebra, também não queria provocar mais ciúmes no PMDB, que se considerava escanteado demais. <br> <br>Por falar em PMDB... <br> <br>Os peemedebistas são maioria entre os 50 deputados que tiveram emendas liberadas acima de 95% na Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf). Foram 11 beneficiados em 2010, contra apenas quatro do PSB, entre eles o deputado Fernando Coelho Filho (PE), filho do ministro da Integração Nacional e pré-candidato a prefeito de Petrolina. Logo depois vem o PT com seis deputados agraciados. Outros partidos, como o PTB, o PP, o PR e até o oposicionista DEM ficaram no mesmo nível do PSB, cada um com quatro parlamentares com 100% de liberação ou muito próximo desse percentual. Esses são alguns dos dados a serem levado ao Congresso pelo ministro amanhã. Vamos aguardar os desdobramentos. Essa novela, assim como o trabalho de Aécio, está apenas começando. <br> <br><font size="2">Coluna Entrelinhas publicada hoje no Correio Braziliense</font> <br> <br>   
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		<title><![CDATA[ HORA DO EMPURRA-EMPURRA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=96693</link>
		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 13:00:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">A presidente tem o desafio de elaborar a reforma ministerial sem melindrar PSB e PMDB, potenciais adversários no futuro e ávidos por mais espaço no governo. Ela só conseguirá atendê-los se tirar algum abrigo do PT. Portanto, a tendência é a de que enrole os dois.</span><br style="font-style: italic;"> <br> <br> <br>&nbsp;Começou a correria. Mal 2012 deu o ar da graça, os partidos se mobilizam pela reforma ministerial. O PMDB — sempre ele! — saiu na frente. O partido nomeou o vice-presidente da República, Michel Temer, como seu principal negociador junto à presidente Dilma Rousseff. Isso porque os peemedebistas consideram que o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves, pré-candidato à Presidência da Câmara, não teria condições de enfrentar os demais partidos em busca de um espaço maior para o PMDB dentro do governo. <br>&nbsp;A preocupação do PMDB faz sentido. Na primeira montagem do governo Dilma, o partido bem que tentou conquistar o Ministério das Cidades, abrigo do PP. Mas Henrique Eduardo Alves não fez pressão para tomar essa vaga. Na avaliação de seus próprios colegas, deixou vários ministérios escorrer pelos dedos porque não queria melindrar nenhum partido. O PP, por exemplo, soma 41 deputados que podem fazer falta na hora em que Alves for candidato a presidente da Câmara daqui a um ano. Resultado: por conta da pré-campanha de Alves, os peemedebistas consideram que ficaran “na periferia” do governo e, de forte mesmo só levaram a Agricultura. <br>&nbsp;Agora, o PMDB quer deixar de lado essa política da boa vizinhança com os aliados. Mas, como Henrique Alves não se mostra disposto a cumprir esse papel para não perder votos, Temer foi colocado como negociador. Afinal, é o vice-presidente da República e os demais aliados não vão querer brigar com ele.  <br>&nbsp;A missão de Temer, entretanto, vai além da busca de cargos mais vistosos. Caberá a ele a missão de evitar que Dilma dê abrigo a nomes como Ciro Gomes, que volta e meia se refere aos peemedebistas como uma “quadrilha” sem poupar sequer o vice-presidente. Esse foi um dos motivos pelo qual os peemedebistas não entraram no jogo de criticar o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. Não querem que Dilma tire Fernando Bezerra e termine chamando Ciro para o governo. <br>&nbsp; <br>&nbsp;Por falar em Ciro… <br>&nbsp;Outro partido quer ver o ex-deputado e ex-ministro pelas costas é o PT, ue não quer perder terreno no ano eleitoral. Os petistas pressionam para manter o Ministério de Ciência e Tecnologia. Mas, não é líquido e certo que conseguirão, mas não por causa do PSB. O raciocínio de gente ligada ao governo para essa seara é outro e, se der certo, será uma jogada de mestre da presidente. Vejamos: Embora Gilberto Kassab tenha dito que não deseja um cargo no governo, a maioria do PSD não dispensaria um ministério. O PSD de Kassab é considerado atualmente um “irmão” do PSB. Pois bem. No governo há quem diga que, se Dilma conseguir colocar o PSD em seu governo, ela se aproxima mais de um potencial aliado do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). E faz isso sem que o PSB possa reclamar de não ficar com a Ciência e Tecnologia.  <br> <br>Por falar em Dilma… <br>A presidente tem o desafio de elaborar a reforma sem melindrar aqueles que são ao mesmo tempo aliados e potenciais adversários no futuro. Ou , pelo menos, parecer que agiu sem essa intenção. Estão nesse barco o PSB e o PMDB, ávidos por mais espaço. O problema é que só conseguirá atendê-los se reduzir o abrigo dos petistas. Na física, diz-se que, quando dois corpos de mesmo peso fazem força em direções opostas, a resultante é zero. PMDB e PSB hoje são quase do mesmo tamanho __ considerando-se aí o PSD como parceiro dos socialistas. Sendo assim, dificilmente um dos dois terá poder de impor sua vontade à presidente na reforma ministerial. <br>Para completar, Dilma até agora tem se equilibrado bem no mar de disputas da política. E não tem se mostrado tão inocente como pretendem fazer crer os deputados e senadores. Ela conseguiu aprovar quase tudo o que queria no Congresso. Ainda que nos bastidores muitos digam que a casa vai cair em breve, tudo permanece de pé, apesar da pressão dos partidos. Por isso, ela não pretende promover grandes mudanças na equipe. No geral, a avaliação é a de que o governo vai bem. Inclusive a popularidade da presidente é maior do que a de seus antecessores. Se a enxurrada de janeiro levar o prestígio de Dilma ladeira abaixo, ao ponto de fazer com que ela precise mais dos políticos, a reforma será maior. Mantidas as condições atuais — e as pesquisas internas que chegam ao Planalto indicam que a popularidade de Dilma continua alta — os aliados vão se empurrar o quanto puderem nos próximos dias sem que a presidente desmanche seu penteado. Podem apostar.  <br>&nbsp; <br>coluna entrelinhas publicada hoje no Correio Braziliense <br>
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		<title><![CDATA[FLOR DO RECESSO]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=96584</link>
		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 10:00:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">O gesto de Bezerra de viajar para o Rio de Janeiro e, ainda, conversar com o senador Aécio Neves sobre a situação dos municípios mineiros, mostra que o ministro trabalha para permanecer no cargo e afastar a Integração do bolo da reforma ministerial</span> <br> <br> <br> <br>Quando deputado federal pelo antigo PFL, Heráclito Fortes, do Piauí, dizia existir um padrão de comportamento da mídia e dos políticos no mês de janeiro: um assunto cresce, toma as manchetes e parece ser a pior desgraça que poderia acontecer no mundo da política. Com a volta dos políticos ao Congresso em fevereiro, o assunto volta a ocupar um espaço menor. Ele apelidou esse fenômeno de “flor do recesso”, aquela que, quando os congressitas saem, vira uma árvore. Quando eles retomam as atividades, a flor murcha.  <br>É assim que muitos políticos reagiram ontem quando alguém lhes perguntava sobre as notícias a respeito das liberações de recursos em maior volume para Pernambuco dentro da Integração Nacional, justamente, estado do ministro Fernando Bezerra Coelho. Os políticos dos mais diversos partidos diziam não ver problemas quanto à liberação em si, depois de lerem as explicações do ministro e assistirem as declarações em todos os telejornais.  <br>O caso tem mesmo os sintomas de flor do recesso, mas isso só saberemos depois que a imprensa terminar a temporada de investigações sobre aquela área, assim como fez em outros seis ministérios do governo Dilma. O que temos agora é o ministro Fernando Bezerra Coelho dizendo que só liberou os recursos porque Pernambuco apresentou os projetos técnicos bem feitos. Ok. Até aí, nada demais, parabéns ao governo estadual que fez o dever de casa depois do desastre de 2010. Resta saber se outros estados ou municípios que hoje vivem o drama das enchentes — Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo — fizeram o mesmo. Se houver dezenas de bons projetos no ministério mofando na gaveta, esperando a liberação de verba, aí o ministro terá mais a explicar.  <br>&nbsp;Pelas informações oficiais divulgadas até agora, esses projetos não foram apresentados. Talvez não tenham sido mesmo. Os políticos hoje estão acostumados a achar que, se o ministro é conterrâneo de determinado deputado, as emendas desse parlamentar têm prioridade. Foi assim nos Transportes no tempo do PR. Volta e meia os jornais são inundados com notícias sobre ministros que privilegiam seus estados na hora de distribuir recursos. E a maioria dos políticos considera esse procedimento normal, embora não devesse ser assim.  <br>&nbsp;Em política, aliás, vale o ditado, farinha pouca, meu pirão primeiro. A esperança é que a presidente Dilma Rousseff, apontada como detentora de uma visão mais técnica do que política, consiga mudar essa mentalidade. Por enquanto, é cedo para dizer que haverá uma mudança de padrão, embora ela esteja com a faca e o queijo na mão para reformular essa prática. <br>&nbsp; <br>&nbsp;Por falar em mudança… <br>&nbsp;Dilma não se mostra disposta a alterar tudo no governo este ano, nem fará uma reforma ministerial de peso. Ela trabalha na direção das trocas pontuais. Diz-se no governo que não sobrou muita coisa para mexer depois da saída de sete ministros. Fernando Bezerra Coelho continua contando com todo o apoio do Planalto. E, pela forma como se mostrou indignado na entrevista, não deu o menor sinal de que pretende deixar o cargo para concorrer à prefeitura de Recife. <br>&nbsp;O gesto de Bezerra ao, passada a entrevista com as explicações, viajar para o Rio de Janeiro e, ainda, conversar com o senador Aécio Neves sobre a situação dos municípios mineiros mostra que ele trabalha para permanecer no cargo e afastar qualquer especulação que envolva a Integração Nacional no bolo da reforma ministerial. E não é apenas isso.  <br>&nbsp;Fernando Bezerra Coelho faz agora o que Orlando Silva não fez quando houve a saraivada de denúncias sobre o Ministério do Esporte no ano passado. Naqueles dias, o então ministro foi aconselhado a, passadas as explicações, sair de Brasília e dedicar o tempo a visitar obras dos estádios. Assim, esperaria passar o furacão fora do epicentro da crise. Orlando, entretanto, preferiu ficar em Brasília. Já seu colega da Integração Nacional se mostra disposto a dedicar os próximos dias a visitar os estados que abriram 2012 debaixo d’água. Não será surpresa ainda se visitar o Rio Grande do Sul. Assim, mostra serviço e fica longe, torcendo para que janeiro passe logo e essa árvore frondosa que faz sombra sobre ele vire uma inocente flor do campo. Se der errado, ainda tem o plano B da prefeitura. <br> <br><font size="2">Coluna entrelinhas publicada na edição de hoje do Correio Braziliense</font> <br> <br>   
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		<title><![CDATA[O CALDEIRÃO DO CID]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=96535</link>
		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 21:29:38 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br> <br> <br><span style="font-style: italic;">A greve da PM no Ceará e o seu desfecho é vista por muitos policiais como a largada de 2012 pela PEC 300, aquela que promove a equiparação salarial dos policiais em todo país nos níveis do que recebem os do DF</span> <br> <br> <br> <br>&nbsp;Ao conceder o reajuste de R$ 920,00 aos policiais militares, o governador do Ceará, Cid Gomes, pode ter, sem querer, destampado uma panela fervendo. Até porque, mal a assembleia dos policiais decretava o fim da greve, a Polícia Civil já anunciava uma paralisação. Se outros estados entrarem na dança, é bom a presidente Dilma Rousseff se preparar, porque, a história mostra que essas greves de policiais costumam se propagar como as enxurradas no verão. <br>&nbsp;Há quase 15 anos, em julho de 1997, foi um Deus nos acuda por vários estados. O estopim de julho de 1997 foi em Minas Gerais. Diante das ameaças, o então governador do estado, Eduardo Azeredo (PSDB), concedeu um aumento aos chefes. Foi como se tivesse ateado fogo às vestes. No dia seguinte, a tropa queimou colchões. Uma semana depois, soldados e cabos da PM estavam rebelados e ele se viu obrigado a pedir socorro ao Exército. Não teve tempo sequer de se preparar para evitar a balbúrdia. Para evitar um derramamento de sangue, disse Azeredo à época, ele preferiu conceder o reajuste aos policiais. <br>&nbsp;De Minas, o movimento se alastrou por Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul, Pará e… Ceará. O mesmo Ceará onde agora o movimento obteve sucesso. Naquela época, dois mil policiais se prepararam para invadir o Palácio da Abolição, onde funcionava a Secretaria de Segurança Pública. No confronto entre as tropas leais ao governo estadual, o comandante da Polícia Militar, Mauro Benevides, foi atingido por um tiro no ombro. O então governador Tasso Jereissati, não cedeu, expulsou 70 policiais militares da corporação. Tasso virou uma espécie de herói para os demais governadores. A onda de greves de 1997, a maior dos últimos 15 anos, terminou ali.  <br>Todos os governadores estão cansados de saber que o salário dos policiais militares é baixo. Mas esperar deflagrar uma greve que deixa a população com medo e, depois, ceder aos grevistas, pode ser perigoso. Sempre ficará a sensação de que basta fazer uma greve que o aumento vem. Portanto, o melhor é dialogar e negociar antes.  <br>&nbsp; <br>Por falar em negociar… <br>&nbsp; <br>&nbsp;É bom os governadores começarem a promover uma ação conjunta em torno da área de segurança pública, envolvendo inclusive o governo federal. A greve do Ceará e o seu desfecho é vista por muitos policiais como a largada de 2012 pela aprovação da PEC 300, aquela que promove a equiparação salarial dos policiais em todo país nos níveis do que recebem os do Distrito Federal (R$ 4,5 mil). Os policiais já estão cansados de ganhar pouco e de não verem uma reestruturação da área de segurança. Depois da greve de 97, houve vários projetos para a área de segurança. Hoje, existe a Guarda Nacional, o Programa Nacional de Segurança Pública com cidadania (Pronasci), que caminha a passos lentos, mas nada que represente de fato uma reestruturação da área de segurança. <br>&nbsp;No Congresso há centenas de projetos de projetos sobre o tema. Na década passada, o general Cândido Vargas Freire, ex-secretário de segurança pública do Ceará nos tempos da greve de 97, e primeiro secretário de segurança do governo Arruda no DF, contabilizou 240 propostas. Como assessor de Tasso no Senado, o general ajudou a elaborar a Proposta de Emenda Constitucional 21, que altera todo o sistema de segurança pública e promove a unificação das polícias — militar, civil e bombeiros. O projeto, entretanto, não foi avante. Afinal, cada corporação quer manter a sua “igrejinha”.  <br>Muitos especialistas na área de segurança consideram positiva a unificação das polícias. A PEC 21, contou o general à época, foi inspirada também em várias propostas do Instituto de Cidadania, do PT, que no governo, deixou muitos dos projetos antigos engavetados. Se houvesse a unificação das polícias civil e militar, Cid Gomes teria a greve de uma vez. Agora, terá que negociar com mais uma categoria e preparar o caixa para o futuro. Se em 1997, os policiais cruzaram o país e só pararam no Ceará. Agora, saem do Ceará e se preparam para cruzar o Brasil. A última parada será o Congresso Nacional em busca da PEC 300. Podem apostar. E se os congressistas e governadores não saírem na frente, buscando logo um plano de reestruturação da polícia. O caldeirão está destampado. Se o caldo vai entornar, depende da capacidade de diálogo das autoridades federais e estaduais. Aguardemos. <br> <br><font size="2">Coluna entrelinhas publicada hoje no Correio Braziliense</font> <br> <br>   
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		<title><![CDATA[AS LATINHAS DE DONA EDITE]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=96551</link>
		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 10:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<span style="font-style: italic;">Ela ainda tem a sorte de morar num estado onde nesses primeiros dias do ano o sol e o calor deram o ar da graça. Assim, pode juntar 77 latas de alumínio, amassá-las, e vender tudo a R$ 2</span> <br> <br> <br>&nbsp;&nbsp; O Nordeste está realmente bombando. Barraquinhas de praia faturam, barqueiros, idem. Mas a desigualdade é visível a olho nu. E boa parte do povo não tem folga. No primeiro dia do ano, dona Edite — “já passei dos 60 anos” — andava pela praia recolhendo latinhas vazias. O grupo de Brasília puxa logo conversa com a simpática senhorinha, saia azul abaixo do joelho, blusa vermelha, sem mangas. Na cabeça branca, um chapéu de palha rosa. Ela conta que cada quilo arrecadado lhe rende R$ 2. No litoral norte de Alagoas, esse dinheiro, diz Edite, equivale a uma dúzia de pães. Disse precisar de 77 latinhas de alumínio para formar um quilo. “É uma briga danada aqui pelas latinhas no fim do dia”, diz. <br>&nbsp;&nbsp; Para conseguir R$ 10 num dia, dona Edite tem que juntar 385 latas. Na turma de Brasília, de um grupo de 19 pessoas, ela conseguiu 20. Um casal lhe deu outras três. E assim ela ia passando, de grupo em grupo, enchendo a sacola à beira-mar. Todos os dias, caminha “o quanto as pernas aguentam”, atrás do pão nosso de cada dia que vem das latas. Nem reclama da parca remuneração que recebe por uma ação tão importante à preservação do planeta. <br>&nbsp;&nbsp; Graças às mãos de pessoas como aquela senhora com pouco mais de um metro e meio de altura, pele castigada pelo sol, as pessoas que chegam a Sonho Verde/Paripueira, praias do litoral norte de Alagoas, encontram uma orla livre das famigeradas latinhas de alumínio. Seria justo se o trabalho fosse melhor remunerado. Enquanto isso, na Assembleia Legislativa do estado, os deputados estaduais recebem de verba indenizatória R$ 39 mil mensais, perdendo apenas para o Amapá, onde a verba é de, pasmem, R$ 100 mil, fora o salário. <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ela tem a sorte de morar num estado onde nesses primeiros dias do ano o sol e o calor deram o ar da graça. Assim, pode ir à praia todos os dias, recolher pelo menos 77 latinhas, amassá-las e, assim, garantir seus R$ 2 — R$ 60 ao fim de 30 dias, se der a sorte de conseguir recolher esse número todos os dias. “Nesse tempo não é difícil, o ruim é em julho, quando chove.” <br> <br>Por falar em chuvas… <br> <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Se dona Edite morasse no Sudeste, iria passar aperto nessa função de ajudar a limpar o planeta. E se deixasse o litoral em busca de sossego nos recantos do interior, por exemplo, Minas Gerais, correria o risco de morrer ilhada em algum casebre ou arrastada pela correnteza de rios transbordando. As chuvas, cada vez mais intensas, fruto das mudanças climáticas, não dão trégua. Todo mundo sabe que início do ano e chuvas viram sinônimo em vários pontos do Brasil. E não é de hoje. <br>&nbsp; O que não deveria ser sinônimo é a quantidade de pessoas morando em áreas de risco. Em 6 de dezembro, quando escrevi aqui sobre o novo estatuto da Defesa Civil, pronto para votação na Câmara dos Deputados, disse que o difícil era saber que novas tragédias iriam ocorrer sem que as autoridades competentes tivessem tomado providências para evitá-las. Dias depois, o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, foi inclusive criticado por ter dito que pessoas iriam morrer neste verão em decorrência das chuvas. Falou apenas a verdade nua e crua. Não disse, entretanto, que as autoridades responsáveis em muitos casos não tomaram sequer providências para reconstruir o que fora destruído.  <br>Nova Friburgo, na região serrana do Rio, é o símbolo do descaso. O que se vê um ano depois da tragédia são denúncias de desvio de recursos, entulho e várias casas condenadas que não foram demolidas. Até o bondinho, um cartão postal da cidade, continua tão abandonado quanto as latinhas que dona Edite recolhe lá em Alagoas. <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dona Edite não conhece Nova Friburgo, onde o serviço público deixa a desejar tanto quanto em outros pontos do país. Tampouco sabe onde fica o Amapá, terra de deputados estaduais com verbas de marajás. Mas diz na ponta da língua quantas latinhas precisa para juntar um quilo e, com o dinheiro, comprar uma dúzia de pães. E é direta: “A pessoa que não trabalha termina doente. Eu, com fé em Deus, ainda tenho muita saúde para juntar as latinhas, ganhar um dinheiro e ajudar a deixar a praia limpa, né? Enquanto eu puder, não deixo de trabalhar”. Os políticos têm muito a aprender com dona Edite. A ela dedico esta primeira Entrelinhas de 2012.  <br> <br> <br> <br>   
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		<title><![CDATA[A POLÍTICA FERVE]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=100017</link>
		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 03:00:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br><font size="3"><span style="font-style: italic;">O manifesto revela a ansiedade do PMDB. Os deputados participam ativamente da formatação dos palanques da eleição municipal no interior. Cada um deles já percebeu in loco que o objetivo maior do PT — além de conquistar São Paulo — é tentar tirar o PMDB do lugar mais alto do pódio em número de prefeituras</span><br style="font-style: italic;"></font> <br> <br> <br><font size="4">Se alguém tinha alguma dúvida de que a eleição municipal fará ruir parte da relação amistosa entre PT e PMDB, elas estão prestes a se dissipar. O primeiro sinal de que nada vai bem é o manifesto assinado por 45 peemedebistas, a ser entregue na segunda-feira aos caciques do PMDB. Ali, a turma de Michel Temer vem com a conversa de sempre, que está excluída das definições de governo. Entre um enunciado e outro do documento, a leitura política é de recados a vários personagens. <br>A primeira mensagem não-escrita está endereçada à cúpula do próprio PMDB: Ou os caciques (leia-se o presidente em exercício do PMDB, Valdir Raupp, e os líderes Renan Calheiros, no Senado, e Henrique Eduardo Alves, da Câmara) passam a jogar para o time ou, aos poucos, não terão uma grande turma sob seu comando a lhes respaldar as ações. <br>Muitos no PMDB têm hoje uma sensação cristalina de que Raupp, Renan e Henrique — inclua-se aí o presidente do Senado, José Sarney — jogam por seus projetos pessoais. E não se preocupam em defender um projeto partidário, que inclua a massa de deputados e senadores, por enquanto, a maior do Parlamento. Diante de um manifesto assinado por mais de metade da bancada, é bom esse grupo passar a reunir mais os parlamentares, tirar posições conjuntas e evitar o toque de caixa como deseja o governo. Ou seja, dar, ao menos, uma sensação de discussão dos temas, o que não ocorreu, por exemplo, na votação do fundo de previdência do servidor público, uma atitude que ajudou a engrossar o manifesto. <br>&nbsp;O segundo recado do tal documento também está nos meandros. Até aqui, todos os grandes e bons projetos do governo são considerados do PT, e o PMDB fica sempre no prejuízo. O partido está incomodado de votar a favor de tudo o que o Executivo deseja e não receber sequer um muito obrigado na hora em que a proposta é sancionada com festa no Planalto. Cansou-se do desprezo com que Dilma trata o partido, sem esconder uma preferência pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, citado inclusive como um possível futuro candidato a vice-presidente. <br>&nbsp; <br>Por falar em prejuízo… <br>O recado explícito do manifesto é a ansiedade do PMDB. Os deputados participam ativamente da formatação dos palanques da eleição municipal no interior. Cada um deles já percebeu in loco que o objetivo maior do PT — além de conquistar São Paulo — é tentar tirar o PMDB do lugar mais alto do pódio em número de prefeituras. O PMDB elegeu pouco mais de 1,2 mil prefeitos. Hoje tem 1.175. E, pelo andar da carruagem no interior, está cada vez mais claro que o PT trabalhar para reduzi-los. Não por acaso, dos ministérios que lidam diretamente com os municípios só restou ao PMDB a Agricultura, enquanto o PT comanda saúde, educação, comunicações. <br>&nbsp;As prefeituras são consideradas cruciais para a eleição de deputados e senadores. Quem tem mais prefeitos, na prática, tem mais força para eleger deputados. O PMDB vê seu poder se reduzindo devagar nas eleições. E agora, na avaliação de muitos, chegou ao limite: se não gritar já, chamando inclusive seus caciques para esse jogo, o PT vai tomar espaço e aí não adianta chorar depois. <br>&nbsp; <br>&nbsp;Por falar em chorar… <br>&nbsp;O PMDB, em seus encontros mais reservados, tem dito com todas as letras que a “faxina” surge na imprensa como obra de Dilma Rousseff e do PT. Enquanto ao PMDB e demais aliados ficam com o status de “faxinados”. Diante disso, muitos acham que o manifesto pode ser visto como o início da hora da verdade. No caso dos caciques do PMDB, ou eles passam a ter uma visão mais executiva, em vez de centrar fogo apenas na conquista de poder no Legislativo, ou vão acabar perdendo esse poder lá na frente para o PT. Em relação ao governo Dilma, também não tem meio-termo: Ou o PMDB passar a ter mais influência ou seus deputados vão começar a espalhar armadilhas para Dilma no Parlamento. E, nessa legislatura, eles são muitos. <br>&nbsp; <br>&nbsp;Por falar em verdade… <br>&nbsp;Dentro do Planalto, entretanto, há quem diga que cão que late não morde. O mais provável é que o governo Dilma dê um afago aqui e outro ali ao PMDB e deixe tudo como está, até a próxima crise. Afinal, se tem uma coisa que sempre ocorreu foi PMDB reclamando disso e daquilo, o governo dizendo que entende a situação e o PT fingindo que não é com ele. Resta saber o que essa fervura trará de diferente. Até o momento, a trama segue a receita normal das novelas. Se vai começar a engrossar o caldo ali na frente, aí é outra história.  <br>&nbsp; <br> <br>&nbsp;</font> <br>&nbsp;
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		<title><![CDATA[LIXO: UM TEMA PARA 2012]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=96094</link>
		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 18:36:11 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br><font size="4"><span style="font-style: italic;">Nos restaurantes, bares, clubes, praias, todo mundo comenta sobre o cumprimento dos prazos para entrega da infraestrutura necessária à realização da Copa do Mundo. Mas pouquíssimos mencionam que 2012 e 2014 são anos chaves para erradicar os lixões do país</span><br style="font-style: italic;"> <br>Lixo: um tema para 2012  <br> <br>&nbsp;Hoje pela manhã e ontem à noite, você e sua família abriram os presentes de Natal, degustaram aquela ceia, regada a vinho, champanhe, refrigerantes, sucos para as crianças. Aposto que, assim como eu, encheram uma lata de lixo com papéis de embrulho rasgados, garrafas, plásticos, etc. Como bem lembrou o senador Cícero Lucena (PSDB-PB) na 12ª Conferência das Cidades, este ano, nós brasileiros produzimos 160 mil toneladas de lixo por dia. E, em muitas cidades, tudo isso vai parar num lixão, sem coleta seletiva, sem tratamento, onde catadores de lixo se expõem a doenças todos os dias. <br>&nbsp;Cícero Lucena foi relator da Lei de Resíduos Sólidos, que fixa uma série de prazos para que as autoridades municipais cumpram as determinações inscritas no Plano Nacional de Resíduos Sólidos.&nbsp; A lei estabelece, por exemplo, que cada município elabore o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos até agosto do ano que vem. É quando começa a campanha municipal no rádio e na TV. Se não o fizerem, diz a lei, não poderão receber recursos do Orçamento da União. No caso de prefeitos candidatos à reeleição, muita gente acha que eles ainda podem trabalhar esse projeto para não passar vexame na hora da campanha. Mas, aqueles que não pretendem concorrer, ou estão no final do segundo mandato, podem não ter a mesma preocupação. <br>O senador, relator da lei, está preocupado. “Temo não só pelos prefeitos — que já fui um dia —, mas pela população, pois poderemos presenciar o caos em nossas cidades. Porque, volto a repetir, muitos municípios não contam com capacidade técnica para elaborar esse instrumento de gestão”, diz o senador. <br>Os dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) apresentados na Conferência das Cidades são alarmantes: 87% do lixo brasileiro vão para os lixões que persistem em 73% dos municípios brasileiros. Apenas 13% seguem para reciclagem ou compostagem — transformação do lixo úmido em adubo. Hoje, as instituições calculam que existam mais de um milhão de catadores de lixo no Brasil, onde apenas 40% das cidades possuem coleta seletiva. E, ainda assim, esses serviços alcançam algo entre 10% e 20% dos habitantes dessas cidades. Apenas 37% dos municípios têm aterros sanitários e só 20% realizam o processo de compostagem. Ou seja, há muito o que fazer nessa área. <br> <br>Por falar em lixões… <br>A mesma lei que fixou agosto de 2012 como prazo para definição do plano de gestão dos resíduos sólidos estabeleceu agosto de 2014 como data limite para que esse plano esteja implementado e os lixões erradicados. O tempo é mais que suficiente se isso for uma prioridade dos governos — federal, estaduais e municipais. É interessante: todo mundo fala hoje em cumprir os prazos para entrega de infraestrutura necessária à realização da Copa do Mundo. Mas pouquíssimos mencionam que 2012 e 2014 são anos chaves para erradicar os lixões no país. <br>&nbsp;E, para essa tarefa de gestão do lixo, os recursos são tão importantes quanto para as obras da Copa, sem contar o que podem promover em termos de geração de empregos. A indústria de recicláveis, conforme a presidente Dilma Rousseff pode constatar na visita que fez a Osasco na semana passada, movimenta R$ 8 bilhões por ano. Isso com menos de um terço do lixo reciclado ou submetido ao processo de compostagem. Se houve um investimento pesado nesse setor nos próximos anos, pode-se chegar a três vezes esse valor. <br>E, para isso, não basta a lei fixar prazos. É preciso educar as pessoas. Hoje, muitas escolas ensinam os alunos a fazer vasos de planta e outros utensílios com garrafas pet. Mas é preciso ter em mente que os hábitos da reciclagem e separação do lixo devem começar em casa. Por isso, se ontem você ganhou um celular novo e vai jogar o velho fora, procure um ponto de coleta desses aparelhos na sua cidade. Aquele televisor velho? Doe a quem não tem nada ou procure se informar onde entregá-lo para reciclagem. E sabe dos papéis e das garrafas de que falei logo no início deste artigo? Corra! Talvez ainda dê tempo de verificar se não foram misturados aos caroços das ameixas e os restos do peru de Natal.  <br> <br></font> <br> <br>coluna entrelinhas publicada na edição de hoje do Correio Braziliense <br> <br>   
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		</item>
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		<title><![CDATA[A ENCRUZILHADA DE JOSÉ]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=95840</link>
		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 13:32:43 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">&nbsp;</span></p><font size="4">  </font><p class="MsoNormal"><font size="4"><i><span lang="PT-BR">Serra nunca esteve tão emparedado na política. Se não for candidato a prefeito, será acusado de ter dado as costas ao PSDB. Se concorrer _ e vencer __ estará “preso” em 2014. Se perder, permanece no fim da fila presidencial </span></i></font></p><font size="4"><span lang="PT-BR"></span>  <br></font><p class="MsoNormal"><font size="4"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Nos bastidores da política, nunca se falou tanto do ex-governador de São Paulo, José Serra. Uns dizem que ele precisava fazer uma terapia para parar de reclamar de tudo e de todos. Outros consideram um absurdo a forma como o PSDB o trata. Para completar, apareceu o livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr jogando mais lenha na fogueira com denúncias do tempo da privatização.</span></font></p><font size="4">  </font><p class="MsoNormal"><font size="4"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Ora, livros reportagens sempre foram publicados sobre um ou outro assunto. Só na época em que Fernando Collor sofreu um processo de impeachment foram pelo menos três com as peripécias de seu governo. José Sarney, Antonio Carlos Magalhães, Lula, todos já foram personagens de livros que não eram necessariamente uma biografia. </span></font></p><font size="4">  </font><p class="MsoNormal"><font size="4"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp; </span><span>&nbsp;</span>O que está em jogo dentro do PSDB não é um livro, é o futuro, independentemente de livros de quem quer que seja. Afinal, fala sério: a maioria do eleitorado vive no Brasil real e não nas redes sociais. Embora sejam uma ferramenta importante, ainda não são o fator preponderante nas eleições. E, para este futuro, o caminho na maioria das conversas partidárias é buscar o novo. E, no caso dos tucanos, o novo, dizem eles, é o senador Aécio Neves (MG). Muitos se arrependeram de não ter dado a Aécio a candidatura à Presidência da República em 2010, deixando a Serra o papel de representar o partido no governo de São Paulo, como candidato à reeleição.</span></font></p><font size="4">  </font><p class="MsoNormal"><font size="4"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Serra, entretanto, não pensa assim. Tem dito a amigos que parte de suas agruras se devem ao seu partido que não o apoiou como deveria em 2010. Agora, quer um espaço para percorrer o Brasil e voltar a ser candidato a presidente em 2014. Sua aposta tem sido a de que a economia dará sinais de fadiga, assim como o governo do PT, apesar da alta popularidade da presidente Dilma Rousseff. Aécio, na visão de Serra, não conseguirá se tornar um nome nacional. Aí, a candidatura cairá no colo dele como um presente de papai Noel.</span></font></p><font size="4">  </font><p class="MsoNormal"><font size="4"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Ocorre que, para convencer o comando tucano dessa perspectiva, Serra teria que jogar para o time. Ser humilde como foi o jovem Neymar ontem ao final do jogo contra o Barcelona. Serra cresceu na derrota de 2002, quando ninguém esperava que ele chegasse ao segundo turno e chegou. Cresceu na prefeitura de São Paulo, no governo estadual. Mas, saiu menor da última campanha presidencial, onde, na reta final, deixou de discutir o Brasil. </span></font></p><font size="4">  </font><p class="MsoNormal"><font size="4"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Hoje, Serra tem alta rejeição entre os paulistanos e, dentro do PSDB, é visto como alguém que, em campanha, não ouve os aliados. Dia desses, em Brasília, o primeiro-secretário da Câmara, deputado Eduardo Gomes, brincou que o slogan está pronto: “vote no Serra, só ele vai reclamar”.</span></font></p><font size="4">  </font><p class="MsoNormal"><font size="4"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Atualmente, Serra tem mesmo do que reclamar. Nunca esteve tão emparedado na política. É a encruzilhada. Se deixar de ser candidato a prefeito, pode ser acusado lá na frente de ter dado as costas ao partido. Se concorrer, estará fadado a permanecer na prefeitura por<span>&nbsp; </span>quatro anos, se vencer; e liquidado, se perder. Por isso, quer ficar fora dessa disputa e aguardar a próxima, onde as opções de cenário nacional são maiores. Faz sentido.</span></font></p><font size="4">  </font><p class="MsoNormal"><font size="4"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>Serra se mira no exemplo de Lula que ficava sem mandato entre uma eleição presidencial e outra. Mas há uma grande diferença aí: Lula era __ e ainda é __ chamado por todo o PT para as campanhas municipais, era alavancado e alavancava seu partido. No palanque, ao falar com as pessoas, conquistava corações, ia para o meio do povo. </span></font></p><font size="4">  </font><p class="MsoNormal"><font size="4"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span>O PSDB não se mostra disposto a dar a Serra tantos palanques pelo Brasil no ano da sucessão municipal. O partido prefere aproveitar essa fase para testar e tentar popularizar Aécio. E, de mais a mais, há um sentimento entre os tucanos de que, se continuarem jogando sua força na disputa interna, alguém pode ultrapassá-los. Hoje, os tucanos ocupam o segundo lugar, mas muitos deles não esquecem do desempenho de Marina Silva, do PV, na eleição passada. Se vier alguém com mais musculatura política, podem perder a posição.</span></font></p><font size="4">  </font><p class="MsoNormal"><font size="4"><span lang="PT-BR"><span>&nbsp;</span><span>&nbsp; </span><span>&nbsp;&nbsp;</span>O primeiro lugar hoje é do PT, dada a popularidade da presidente Dilma Rousseff, melhor do que a de Lula e a de Fernando Henrique Cardoso ao final do primeiro ano de mandato. Se nada mudar, é bem provável que o fim da encruzilhada de Serra seja mesmo ficar em São Paulo e encerrar a sua carreira na província.</span></font></p><p class="MsoNormal"><span style="font-style: italic;">Coluna</span> Entrelinhas<span style="font-style: italic;"> publicada na edição de hoje do Correio Braziliense</span> <br><span lang="PT-BR"></span></p>
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		<title><![CDATA[PREVIDÊNCIA VERSUS PRESIDÊNCIA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=95657</link>
		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 18:09:43 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br> <br><span style="font-style: italic;">Quando o fundo de previdência do servidor se tornar realidade, os olhos da imprensa e dos órgãos de controle terão que ficar bem abertos. Afinal, a guerra pelo comando desses fundos promete ser o “must” de 2012</span><br style="font-style: italic;"> <br> <br>Nenhum dos antecessores recentes da presidente Dilma Rousseff teve base política suficiente para fazer caminhar sem sobressaltos uma reforma no sistema previdenciário dos servidores públicos. Fernando Collor não teve sequer tempo para pensar no tema. Itamar Franco estava focado na implantação do Plano Real e com o Congresso em frangalhos diante do escândalo dos anões do Orçamento. Perdeu a “janela” da reforma constitucional, em 1993. <br>Fernando Henrique Cardoso bem que tentou. Pretendia começar seu governo com a apreciação de uma profunda reforma do estado e divisão de responsabilidades mais claras entre as três esferas de poder — União, estados e municípios — e a reforma da Previdência. Sem muito sucesso, diante da oposição forte das corporações, de parte da própria base de apoio e do PT, começou pela redução do tamanho do estado privatizando empresas e quebrando monopólios. <br>O PT se mostrou contra a reforma da Previdência Social por mais de duas décadas. Passou quatro campanhas presidenciais pregando uma auditoria nas contas do setor. Foi esse tema aliás que levou muitos petistas a seguirem outro caminho e criarem o PSol, quando Lula se convenceu de que seria preciso mesmo reformular a Previdência do setor público. <br>Hoje, por ironia do destino, o PT tem a faca e o queijo na mão para empreender a reforma que muitos sonharam e não conseguiram fazer: colocar os servidores públicos do futuro no teto do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS) e tudo isso sem o barulho que ocorre em outros continentes. <br> <br>Por falar em barulho… <br>Para quem desconhece o texto, vale o parêntese: ele coloca como teto da aposentadoria do servidor os R$ 3,6 mil pagos hoje pelo INSS. Quem quiser receber mais, terá que contribuir para o fundo de previdência complementar. O governo fará um aporte de recursos no fundo. Mas a avaliação geral é a de que a economia seria de R$ 20 bilhões. <br>O segredo do sucesso do governo Dilma Rousseff nessa seara é fruto do ensaio e erro de todas as tentativas anteriores. Primeiro, deixou-se de lado a pecha de “reforma da Previdência”. Ontem, por exemplo, dentro do plenário da Câmara, anunciava-se a criação do fundo complementar de previdência do servidor e não o fim da aposentadoria integral para quem ingressar no serviço público depois de aprovado o texto. <br>A outra foi a negociação. O secretário-executivo dos Ministérios da Fazenda, Nelson Barbosa, e da Previdência, Carlos Gabas, fizeram reuniões com o PT no sentido de convencer o partido do governo a aceitar a proposta. Conseguiram avançar, mas a gestão do fundo, em vez de terceirizada para os bancos privados terá de ser pública. Ou seja, caminha-se para mais cargos e estruturas para cuidar do fundo de previdência do servidor: um do Executivo, um do Legislativo e um do Judiciário. <br>Nos bastidores do Congresso, todos dizem que, quando o fundo de previdência do servidor se tornar realidade, os olhos da imprensa e dos órgãos de controle terão que ficar bem abertos. Afinal, esses três fundos serão maiores do que a Previ, do Banco do Brasil, detentora de um patrimônio superior a R$ 120 bilhões. E, caro leitor, nunca é demais lembrar que, se com a ONGs e os parcos recursos de convênios o barulho foi grande, imagine a hora em que estiver em jogo essa dinheirama. Podem escrever: a guerra pelo comando desses fundos será o "must" de 2012. <br> <br><font size="2">Coluna Entrelinhas publicada hoje no Correio Braziliense</font> <br>   
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		<title><![CDATA[O BIGODE DE IDELI]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=95357</link>
		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 22:57:37 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<font size="4">&nbsp;&nbsp; Mal terminou a votação da regulamentação da emenda 29 na noite de quarta-feira, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, ligou para o presidente do Senado, José Sarney: "Na terça-feira, fizemos a barba. Hoje, o cabelo. Amanhã, é a vez do bigode". Referia-se à votação da Desvinculação de Receitas da União (DRU), aprovada ontem pelos senadores. Falta agora "a costeleta", leia-se, o segundo turno da DRU, que estará em pauta na última semana de funcionamento do Congresso Nacional. </font> <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<font size="4">&nbsp; Ideli recebeu há pouco cumprimentos e elogios da presidente Dilma Rousseff. Sinal de que, quando tudo sai como o governo deseja, Dilma é docinha, docinha. </font> <br>   
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		<title><![CDATA[COMEÇO INCOLOR]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=95337</link>
		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 12:43:40 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">2012 será o ano da verdade, tanto para o PSD de Gilberto Kassab quanto para o governo Dilma Rousseff, que, em termos de desenvolvimento e infraestrutura, ainda deixa a desejar</span><br style="font-style: italic;"> <br> <br> <br>Nem governo, nem oposição. Nem Corinthians, nem Palmeiras. Nem Vasco, nem Flamengo. Nem branco, nem preto. Assim é o PSD. O primeiro seminário do partido, realizado ontem num hotel em Brasília, mostra que ali cabe de tudo não só no que se refere a campo ideológico na política bem como no mérito de propostas. O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles aponta um Brasil cor-de-rosa em meio à crise econômica europeia. Aposta que nada irá abalar a economia nacional e que a situação atual é passageira. Enquanto isso, nos bastidores, integrantes da legenda preferiam traçar um cenário cinza chumbo, como se o país estivesse coberto de nuvens que indicam fortes tempestades por causa do PIB zero do último trimestre. <br>Juntando tudo, o que se tem é um partido com uma pluralidade de pensamento que, de concreto, apresentou uma fidelidade ao governo nas votações importantes. Ajudou inclusive a reduzir o tamanho da oposição. Mas ainda não dá para perceber que cor tem o PSD, se será governo dia e noite, ou ficará no meio termo, ao sabor dos ventos, adotando a cor que predominar na estação. <br>Como a situação é incerta tanto do ponto de vista político quanto econômico, o PSD por enquanto está incolor. Assim como a água, que se adapta aos contornos do copo e preenche espaços vazios. Quando fez o primeiro ato do partido em São Paulo, em março deste ano, Kassab foi claro. Disse que a relação com o ex-governador paulista José Serra era “inquebrável”. E completou: “Onde ele (Serra) estiver, eu estarei ao seu lado”. Ou seja, a porta para alianças com os tucanos continuará aberta até que Kassab possa sentir mais firmeza no governo Dilma ou na oposição. <br> <br>Por falar em governo... <br>O “começo incolor”, entretanto, não é privilégio do PSD. No quesito infraestrutura, o mesmo governo Dilma que pisou firme no acelerador da área social lançando uma série de programas, encerra esse primeiro ano deixando a desejar em vários setores, especialmente, o de energia, sua especialidade. Chegou a ponto de a Frente Parlamentar de Infraestrutura lançar ontem manifesto cobrando projeto nacional de desenvolvimento, o que, avaliam os integrantes do grupo, ainda não ocorreu. <br>Sabe-se que, no Brasil, um dos indutores do crescimento é poder público. Quando os investimentos dos governos despencam, o Produto Interno Bruto não se sustenta. Foi isso que ocorreu no último trimestre em que a economia nacional registrou PIB nulo, segundo a avaliação de muitos comensais sentados à mesa, na sede do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), em Brasília. <br>A avaliação da frente é clara. Na área de transportes, os investimentos caíram assim como no setor do petróleo. As chamadas Parcerias Público-Privadas (PPPs) simplesmente não deslancharam. “Temos que trabalhar para que as coisas aconteçam e esse PIB nulo não se repita”, comentava ontem o presidente da frente, Arnaldo Jardim (PPS-SP), que, embora da oposição, não é do tipo que aposta no quanto pior melhor para se dar bem na próxima eleição. Ele fez inclusive questão de bater firme no trabalho suprapartidário que realiza no grupo. <br>E, dentro da Frente de Infraestrutura, começa a haver um consenso de que não dá para passar o tempo esperando o governo. Por isso, eles, por conta própria, reuniram especialistas e elaboraram um conjunto de projetos para deslanchar a regulamentação na área de energia. Cobram do governo ainda uma lei Geral das Agências Reguladoras, que preserve a autonomia das agências na tomada de decisões e fiscalização. <br>A intenção da frente é agir, em vez de ficar apenas observando o andar da carruagem como faz o PSD. O problema, infelizmente, está longe de ser resolvido. É que, por mais que se diga que é preciso isso e aquilo, se o governo não decidir votar, dificilmente esses projetos emplacam. A não ser, é claro, que os presidentes da Câmara, no caso o petista Marco Maia, e o do Senado, José Sarney, do PMDB, decidam que é hora de “mudar de cor”, digamos assim. Por enquanto, a única proposta que Sarney admitiu colocar em votação — chamando o governo para o ringue — foi a regulamentação da emenda 29, que aumenta os recursos para a saúde, em pauta no Senado. Na Câmara, os temas polêmicos se acumulam. <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 2012, entretanto, vai chegar daqui a alguns dias, como o ano da verdade, tanto para o PSD de Gilberto Kassab quanto para o governo Dilma Rousseff, que, em termos de desenvolvimento e infraestrutura, ainda deixou a desejar. Afinal, enquanto o governo Dilma não deixar claro que evitou o ingresso do Brasil no redemoinho da crise, o PSD de Gilberto Kassab continuará no muro: ora aliado, ora oposição. <br><font size="2"><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Coluna Entrelinhas publicada hoje no Correio Braziliense</span></font> <br> <br>   
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		<title><![CDATA[O PIB EMBALA SONHOS (E PESADELOS)]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=95262</link>
		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 14:31:51 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		<span style="font-style: italic;">Todos os partidos se debruçam hoje sobre o PIB nulo na tentativa de prever um futuro ainda incerto do ponto de vista econômico e político. O PT faz isso para se segurar no poder. Os outros, de olho numa carreira solo rumo a 2014</span> <br> <br> <br> <br>O binômio PIB baixo-inflação acima da média anunciado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deixou os operadores políticos do governo Dilma Rousseff em estado de alerta máximo. A ordem entre eles é manter o que o dito popular chama de um olho no gato e outro no peixe. O peixe, no caso, os números da economia, que precisam de cuidados e de um ambiente estável e sem sobressaltos para que não piorem ainda mais. O gato ou os gatos em questão são os políticos que observam tudo, só esperando a hora de “fisgar” o poder. <br>&nbsp;O PIB nulo do último trimestre — e a perspectiva de um 2012 bom, mas não ao ponto do que foram 2009 e 2010 no Brasil em comparação ao dito primeiro mundo — leva vários atores políticos a prepararem jogos diferentes rumo às eleições municipais do ano que vem e à sucessão presidencial de 2014. <br>A primeira peça que se remexe quando o assunto é PIB é o ex-governador de São Paulo José Serra, que mantém as esperanças de concorrer à Presidência da República daqui a três anos. Em conversas reservadas, Serra tem avaliado que a economia fará com que Dilma chegue enfraquecida à própria sucessão e que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) terminará abrindo mão da candidatura. Nesse quadro, sobrará para ele, Serra, representar os tucanos. <br>Do ponto de vista gerencial, a aposta é a de que a administração em 2011 foi devagar quase parando — uma tese que o PIB corrobora. Além da série de escândalos, a oposição acredita que várias áreas estão um marasmo — por exemplo, há tempos não há rodadas de licitação para lavra de petróleo e a regulamentação da concessão de energia até agora não chegou ao Congresso. <br>A parte serrista do PSDB, entretanto, esquece de combinar o jogo com os demais atores. Dilma mantém uma boa avaliação perante o eleitorado e entende de economia. Não por acaso, seu governo baixou impostos da linha branca, com a esperança de desovar estoque e recuperar um pouquinho da atividade econômica. E ainda tem três anos pela frente. Vale lembrar que, em 2005, quando houve o escândalo do mensalão, todos davam Lula como liquidado. Para completar, Aécio Neves está cada vez mais candidato, o que não deixa a Serra outra opção a não ser concorrer à Prefeitura de São Paulo e torcer para que o atual quadro econômico prejudique o PT e seus aliados na eleição municipal. <br>Há ainda outros atores nessa história. Ainda que Serra tente anular a novidade Aécio dentro do PSDB, nem o governo nem o ex-presidente Lula estão parados esperando o gato fisgar o peixe do seu aquário. Assim como os tucanos, o petista tem consciência de que seu partido não governará o país para sempre. Por isso, tem trabalhado como um leão para evitar a fadiga de material petista — a própria candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República no ano passado e a de Fernando Haddad a prefeito de São Paulo são prova disso. <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas a amigos Lula tem dito que o PT tem que se preparar para ser parte da vitória de alguém. E esse alguém, na visão do próprio Lula, pode ser o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Quem acompanhou com atenção o discurso de Eduardo Campos na última sexta-feira percebeu que ele falou muito de economia — não só da crise europeia, como dos reflexos no Brasil. Ele não tinha o dado do PIB. Mas, ontem mesmo, seus aliados diziam que ele já estava se preparando para passar o fim de semana estudando os números, como um aluno bastante aplicado. <br>Assim como o PT, o PSDB e o PSB, todos os partidos se debruçam hoje sobre o PIB nulo na tentativa de prever um futuro ainda incerto do ponto de vista econômico e político. O PT, para segurar o poder. Os outros, de olho em conquistar prefeituras e preparar uma carreira solo rumo a 2014. Até o DEM, que reuniu sua comissão executiva ontem, planeja concorrer à Presidência da República embalado no sonho de oferecer um futuro melhor do que o PIB nulo desse trimestre — afinal, se do ponto de vista social, muitos se julgam incapazes de bater o time de Lula, o segredo talvez esteja mesmo na economia. Essa novela começa agora. <br> <br><font size="2"> <br>coluna <span style="font-style: italic;">ENTRELINHAS</span> publicada hoje no Correio Braziliense</font> <br> <br>
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		<title><![CDATA[PERFUME DE PODER]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=95336</link>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 10:00:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br> <br><span style="font-style: italic;">A reforma ministerial é a melhor fragrância que Dilma poderia escolher para as festas de fim de ano. Enquanto a presidente exalar a força de detentora dos cargos, associada à avaliação positiva do governo, a base aliada permanecerá dócil</span> <br> <br>PERFUME DE PODER <br> <br>Nessa temporada de confraternizações e festas de fim de ano, a presidente Dilma Rousseff pode dispensar as fragrâncias das grifes francesas, italianas e americanas. Afinal, ela tem em mãos algo que faz a base se render aos seus pés: a caneta a reforma ministerial e uma avaliação positiva junto ao eleitorado. O exemplo mais visível dessa atração que Dilma exerce sobre os partidos é a decisão de ontem do PDT. Ao anunciar que permanece na base do governo depois da saída do ministro do Trabalho, Carlos Lupi __ isolando aqueles que pregavam independência e distância dos cargos __, o comando pedetista dá o recado claro de que espera ser compensado em janeiro, quando a presidente fará a reforma ministerial. <br>Não por acaso, a comissão que fará a ponte entre o partido e o governo tem a participação do deputado Brizola Neto (PDT-RJ), que hoje não reza pela cartilha de Carlos Lupi. É uma tentativa do PDT tentar demonstrar unidade interna e conseguir algum espaço  <br>Os demais partidos estão, guardadas as devidas proporções, na mesma batida. O PR, que jurou independência quando Alfredo Nascimento deixou o ministério dos Trasnportes, hoje não resiste a um convite para se sentar à mesa com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Depois de um pronunciamento ali, uma fala no salão verde da Câmara, lá está o líder Lincoln Portela, pronto para tomar um café com Ideli e se reaproximar do Planalto. <br>O PMDB também. Há duas semanas, conforme registramos aqui, os peemedebistas foram os mais fiéis quando da votação da Desvinculação das Receitas da União (DRU) na Câmara. No Senado, ocorre aquilo que os palacianos chamam de “peripécias do presidente José Sarney” __ uma delas foi colocar a regulamentação da saúde para votar. Ainda assim, não se pode dizer que o PMDB vá enfrentar o governo, até porque o líder, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem dito que a bancada terá um comportamento de aliado nas votações importantes. <br>Diante dessas juras de amor e fidelidade à presidente Dilma Rousseff, o Planalto, por sua vez, também não pretende declarar guerra aos partidos __ até porque, quem observar com cuidado a situação política de cada um, verá que as legendas aliadas ao Planalto já estão pra lá de desgastadas. À exceção do PSB, que ainda não enfrentou um vendaval sobre seus ministros, todos passaram por dissabores com a queda em série de autoridades do primeiro escalão, a começar pelo próprio PT que perdeu Antonio Palocci. Depois vieram PR, PMDB e PCdoB. O PP, embora o ministro das Cidades, Mário Negromonte, permaneça, não se pode dizer que viveu um ano tranquilo. <br>A ideia da presidente é fazer uma reforma pontual e não sair mudando tudo. Ela já deixou de lado, por exemplo, a idéia de fundir pastas. Além de reduzir o número de espaços para brigar as correntes do PT, ela passaria a ideia de que Lula gastou demais ao criar tantos ministérios, coisa que soaria mal. Para completar, são poucos os ministros candidatos a prefeito no ano que vem e, depois que sete tiveram a validade menor do que a de um creme para rugas, não sobrou muita coisa para mudar.  <br>Reservadíssima quando o assunto é reforma ministerial, Dilma apenas fez chegar ao PDT a informação de que não pretende entregar o Ministério do Trabalho para a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Embora ache que deva ter liberdade para compor sua equipe, Dilma sabe da importância de não fazer com que as alterações pareçam uma provocação aos partidos. E, nesse caso, se a presidente tirasse o Ministério do Trabalho das mãos do PDT __ e, por tabela, de pessoas que têm ligações com a Força Sindical __ para entregar à CUT, seria o mesmo que dizer “Lupi, eu te odeio”.  <br> <br>Enquanto isso, na sala do PMDB… <br>Se quiser, a presidente Dilma poderá testar o poder de seu perfume na quarta-feira, quando os peemedebistas planejam se reunir numa confraternização pré-natalina e, de quebra, comemorar o aniversário do líder Henrique Eduardo Alves, e o do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que foi ontem. Aos dois, parabéns. <br> <br>   
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		<title><![CDATA[E DILMA APENAS OBSERVA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=94390</link>
		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 22:07:44 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<font size="4"><span style="font-family: Times New Roman,Times,serif;">Enquanto o jornal O Estado de S. Paulo denuncia adulteração de um parecer do Ministério das Cidades para justificar a opção pelo VLT nas obras de mobilidade urbana em Mato Grosso, o Planalto comemora o resultado das Paraolimpíadas.</span><br style="font-family: Times New Roman,Times,serif;"><br style="font-family: Times New Roman,Times,serif;"><span style="font-family: Times New Roman,Times,serif;">Hoje à tarde, no Planalto, a presidente Dilma Rousseff era só alegria ao posar ao lado dos campeões. Não deu o menor sinal de que vá afastar o ministro das Cidades, Mário Negromonte. Ali, há quem diga que quem deve responder é o governador Silval Barbosa, do PMDB. <br> <br>No Planalto, existe a certeza de que há uma gincana na imprensa para ver quem derruba mais ministros. No caso da reportagem publicada hoje, a avaliação é a de que o ministro não tem nada a ver com a história. Considera-se entre os palacianos que quem pregou a mudança de BRT (via expressa de ônibus) por veículo leve sobre Trilhos (VLT), o que dobrou o preço, foi o governador do Mato Grosso, Silval Barbosa, do PMDB. É ele que terá que se explicar.</span></font><span style="font-family: Verdana;"><font size="4"><br style="font-family: Times New Roman,Times,serif;"><br style="font-family: Times New Roman,Times,serif;"><span style="font-family: Times New Roman,Times,serif;">Ministros do Planalto também consideram que faz parte da vida quando um técnico, no caso Higor Guerra, dar parecer contrário ao VLT por ser mais caro e insistir na sua opinião a respeito do BRT.O que não dá para engolir, diz-se no Planalto, são dois pareceres com o mesmo número: o de Higor e o novo, feito a pedido do governador, aprovando o VLT. Na avaliação preliminar, é a isso que se resume o imbroglio.  <br> <br>Dilma, entretanto, ainda não falou a respeito. Vai esperar mais algum tempo. Tem feito assim e tem dado certo para a sua popularidade. Quanto ao ministro, bem... Vem aí o depoimento na Câmara, depois no Senado... Dezembro será repleto de emoções. <br></span></font> <br> <br> <br></span> <br>   
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		<title><![CDATA[PMDB POR JADER]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=94308</link>
		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 18:42:15 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		    A executiva nacional do PMDB está reunida neste momento para definir estratégias capazes de garantir a posse do senador eleito pelo Pará Jader Barbalho. "O Supremo Tribunal Federal já determinou que a lei não vale para 2010, deu posse a dois senadores. Mas parece que, no meu caso, quer dar a minha vaga para o PT", afirmou Jader antes da reunião. Daqui a pouco, o partido divulgará uma nota.
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		<title><![CDATA[EMENDAS POPULARES NA BERLINDA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=94284</link>
		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 19:23:59 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		Os deputados não gostaram nem um pouco dessa história de a população poder emendar o Orçamento a seu bel prazer, as chamadas emendas populares sugeridas pelo relator, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). Nem mesmo o Planalto. Sinal de que, mais dia, menos dia, essa proposta vai cair. Afinal, ali, no Congresso, só passa o que os deputados e o governo desejam. No caso, tanto o governo quanto os partidos são contra. Ninguém quer ceder poder. <br>
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		<title><![CDATA[DOIS HOMENS EM CONFLITO]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=93874</link>
		<pubDate>Sun, 13 Nov 2011 15:13:25 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		<span style="font-style: italic;">&nbsp;&nbsp;&nbsp; Começou  a cizânia entre PT e PSB. E quem fez soar esse alerta foi José Dirceu.  Eduardo Campos, o lider socialista, apenas deu os ombros e avisou ao  partido que os petistas não podem impedir seus aliados de querer crescer</span> <br>   <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Observador privilegiado e perspicaz da política, José Dirceu é o  primeiro a dizer com todas as letras dentro do PT algo que muitos no  partido desconfiam há tempos: O PSB prepara uma carreira solo para o  futuro. E se os petistas quiserem evitar ficar sozinhos ali na frente,  seja em 2012 ou mesmo em 2014, é bom cortar desde já as asas do  governador de Pernambuco, Eduardo Campos.  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Internamente, Dirceu foi enfático ao dizer que a maioria dos movimentos  de Campos levam numa direção diversa do PT. Em São Paulo, a parceria é  maior com Gilberto Kassab, do PSD, do que propriamente com Fernando  Haddad. No Paraná, o PSB é aliado de Beto Richa, do PSDB, de quem  recebeu a prefeitura de Curitiba há dois anos. Em Minas Gerais, a  relação entre os socialistas e os tucanos liderados pelo senador Aécio  Neves é excelente. Esses dias, Eduardo fez questão de ir á festa de  aniversário do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, de quem é amigo. <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Eduardo Campos também começa a armar pontes com o PMDB. Não por acaso  foi altamente elogiado pelo ex-deputado Geddel Vieira Lima, do PMDB da  Bahia. Em seu blog essa semana, Geddel, ao fazer um contraponto com o  governo de Jaques Wagner na Bahia, ressaltou as maravilhas da política  de combate à violência em fase de implantação pelo governo de  Pernambuco.  <br>   <br>Vem mais <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; O governador de soube do alerta de Dirceu na  sexta-feira, quando estava em Aracaju para uma reunião do seu partido.  Apenas deu os ombros: “Não é a primeira, nem será a última vez que  discordo do Zé Dirceu”. Eduardo deixou claro que, a política de alianças  com o PT é assunto a ser tratado com o ex-presidente Lula, a presidente  Dilma Rousseff e o presidente do PT, Rui Falcão.&nbsp;&nbsp;  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;  No momento, o governador de Pernambuco está meio que na muda quando o  assunto é 2014. Ou mesmo 2012 em São Paulo. O PSB tenta há tempos buscar  um espaço em São Paulo. Tentou por várias vezes ao lado do PT. Buscou  uma carreira solo, também não deu certo. Agora, encontrou abrigo ao lado  dos oposicionistas. Com Gilberto Kassab, houve até conversa de fusão,  descartada depois que o PSD cresceu mais do que o próprio Kassab  esperava. O PSDB deu ao PSB a secretaria de Turismo no governo Geraldo  Alckmin.  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;  Os petistas de São Paulo, sempre tão fechados na briga interna, parecem  ter chegado tarde na tentativa de conquistar o apoio do PSB para  Fernando Haddad. O único que pode pressionar nesse sentido é Lula, mas  ainda assim, o esforço pode ser inútil. O ex-presidente Lula tem em  Eduardo Campos um de seus pupilos. Trata o governador quase como um  filho, ao ponto de não impedir seu então ministro de Ciência e  Tecnologia deixar o cargo para ser candiato ao governo de Pernambuco, em  2006, quando Humberto Costa era um nome promissor para o governo  estadual __ e terminou abatido pelo escândalo na área de Saúde.  <br>  &nbsp; &nbsp;&nbsp; Dentro do PT mais ligado a Lula há quem diga que, na atual conjuntura,  não interessa a Lula cortar as asas de Eduardo Campos da forma que  deseja José Dirceu. Afinal, se houver uma fadiga de material no PT, o  ex-presidente prefere um candidato a presidente da República que surja  como novidade, mas defenda o seu legado, do que alguém que lhe critique o  tempo todo.  <br>  Até o momento, Eduardo não fez nada que represente alta traição ao  governo Dilma ou mesmo a Lula. Mas José Dirceu acha que, lá na frente,  Eduardo fará. Talvez não esteja errado. Mas essa avaliação, por  enquanto, analisada sobre a mesa da realidade — e não do faro político  do ex-ministro — só tem um fato visível: o PSB busca espaço. E o PT não  pode impedir ninguém de querer crescer ou construir pontes com os outros  partidos. Por causa disso, o alerta de Dirceu, não foi recebido por  todo o PT como um alarme de incêndio sem controle. Mas está aberta a  temporada de desconfianças do PT em relação às reais intenções do PSB. E  podem ter certeza: a turma do ex-ministro da Casa Civil vai monitorar  todos os passos do governador pernambucano. Afinal, se tem uma coisa que  político pensa 24 horas é em cortar as asas de seus adversários para a  próxima eleição. E a de 2014 começa agora. Façam suas apostas. <br> <br><span style="font-style: italic;"><font size="2">Coluna Entrelinhas publicada na edição de hoje do Correio Braziliense</font></span> <br><div class="yj6qo ajU"><div data-tooltip="Show trimmed content" id=":1m2" class="ajR" role="button" tabindex="0"><img class="ajT" src="https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif"></div></div>  
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		<title><![CDATA[DOS MALES, O MENOR]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=93847</link>
		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 17:59:59 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br> <br> <br><span style="font-style: italic;">Para quem imaginava que a Lei da Ficha Limpa estava morta, o voto do ministro relator, Luiz Fux, foi uma luz no fim do túnel. Devagar vamos chegando lá em busca de novas primaveras no Distrito Federal e no Brasil</span> <br> <br> <br> <br>A população já foi para as ruas vestida de preto no Sete de Setembro, fez passeata em 12 de outubro, levou vassouras para a Esplanada — é fato que algumas delas terminaram roubadas. Mas, nada disso parece ter tirado de cena os escândalos e os malfeitos, como diz a presidente Dilma Rousseff. Mas, caro leitor, é preciso ter na cabeça que nem tudo está perdido. O voto do ministro do Supremo Tribunal Luiz Fux sobre o mérito da Lei da Ficha Limpa soou como uma réstia de esperança sobre a aplicabilidade da legislação. Com a elegância que a linguagem jurídica requer, ele deixou claro que o fato de a Constituição assegurar a todos os brasileiros o direito de votar e ser votado, isso não pode ser levada ao pé da letra, sem levar em conta a idoneidade do candidato. Fez ainda uma longa exposição sobre a “presunção da inocência” e a necessidade de ser revista para fins eleitorais. <br>&nbsp;Como relator das ações relacionadas à lei, Fux tratou de separar temas penais de assuntos políticos. Quem tomou o cuidado de assistir ao seu voto — disponível no YouTube — percebeu que foi como se estivesse aplicando à risca o ditado “a Cesar o que é de César”, especialmente, quando tratou da presunção da inocência. Ele não usou meias palavras ao dizer que presunção de inocência na forma da lei deve ser avaliada para efeitos penais “e não tem o mais tênue vínculo com o processo eleitoral”. <br>&nbsp;Para os defensores da Ficha Limpa, especialmente aqueles que já davam a lei como perdida para os meandros jurídicos, foi uma vitória e tanto. Que o diga o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que elogiou o voto do ministro. <br>&nbsp;É claro que muitos podem considerar o voto de Fux pouca coisa por causa das ressalvas que envolvem personagens famosos. Especialmente, quando trata de casos de políticos que renunciaram ao mandato antes da abertura de processo de cassação justamente para não ter que responder por seus atos e poder se candidatar na próxima eleição. Foi isso que fizeram Joaquim Roriz, no Distrito Federal e Jader Barbalho, do Pará  <br>&nbsp;Mas, no geral, não se pode dizer que o voto de Fux enterrou as pretensões do Ficha Limpa e, sim, o inverso. Há um cansaço generalizado por ver excelências com culpa no cartório desfilando por aí em restaurantes, aeroportos e até plenários como se nada tivesse acontecido. E, embora de forma mais lenta do que muitos gostariam, a reforma política começou, conforme o próprio Fux lembrou ao proferir o seu voto ontem. <br>&nbsp;É claro que ainda há um mar de debates no Supremo e fora dele rumo a uma política mais limpa e ética. Mas Fux jogou uma luz como seu voto. “Não se pode dizer que qualquer pessoa tenha direito a se candidatar”, disse ele, num recado claro àqueles que sempre levantam os direitos e garantias individuais do artigo 5 da Constituição. O ministro se referiu ainda ao parágrafo 9º do artigo 14 da Constituição. Ali, está dito que “lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício do mandato, considerada a vida pregressa do candidato”. Assim, na avaliação do relato, a Constituição não dá a ninguém “expectativa legítima” para ser candidato sem limites. <br>A expectativa agora é a de que outros ministros sigam o relator e validem a Lei da Ficha Limpa, indicando que nem tudo está perdido. O julgamento final, entretanto, ainda vai esperar a chegada da nova ministra do Supremo, Rosa Maria Weber. Talvez só ocorra no ano que vem. Quem sabe o nome dela inspire o nascimento de uma nova primavera no Brasil e no Distrito Federal. Não custa nada sonhar e trabalhar pelos sonhos. Ainda que algumas vassouras tenham sido roubadas, a maioria continuou lá.  <br> <br>De grão em grão… <br> <br>As reportagens de Alana Rizzo, do Correio Braziliense, levaram o Ministério da Educação a cancelar contratos com empresas em nome de laranjas. Mais um malfeito que vai pro sal. Ainda bem. <br> <br>   
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[A EQUAÇÃO DO MINISTÉRIO]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=93820</link>
		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 17:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<span style="font-style: italic;">A votação da DRU foi vista por muitos como a largada da reforma ministerial. E quem se saiu melhor no quesito fidelidade foi o PMDB</span> <br> <br> <br>Passada a votação da emenda constitucional que permitirá ao governo desvincular R$ 62 bilhões das receitas da União para aplicar como quiser, os peemedebistas ficaram aliviados. Isso porque, ao analisar a planilha de votação de cada partido, descobriram que, sem eles, o governo não teria a vitória. O raciocínio é matemático: foram 369 votos a favor do governo, ou seja, 61 além do necessário. Isso significa que, mesmo se os 42 dos 48 deputados do PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, votassem contra, a proposta seria aprovada. Mas se os 77 do PMDB ficassem com a oposição, a Desvinculação das Receitas da União (DRU) não passaria no plenário da Câmara.  <br>Para muitos essa planilha representa a largada da reforma ministerial. E, para os peemedebistas, que passaram os últimos meses apreensivos com o que lhes reservava o futuro a partir da criação do PSD de Kassab, não podia ter sido melhor. Por isso, dentro do partido de Michel Temer, muitos aguardam a resposta do Planalto na reforma ministerial que a presidente Dilma pretende fazer em janeiro. O partido há meses reclama que sua representação ministerial está aquém da sua importância para o governo. Ontem, em termos percentuais, o PMDB mostrou-se mais fiel do que o PT. Seu índice foi de 97,47% enquanto o dos petistas ficou em 94,25%. <br>O PP do ministro das Cidades, Mário Negromonte, que trabalha para evitar ser levado pelo redemoinho que já fez afundar seis ministros do governo Dilma, ficou bem abaixo dos dois: 78,38%. No Congresso, há até quem chame Negromonte de o ministro “cavalheiro”, que todo o mês cede a fogueira para um colega na Esplanada e assim vai ficando. Para quem acompanha o dia a dia do jogo de pressões, esse percentual de fidelidade do PP não foi nada bom e ajuda a colocar o Ministério das Cidades na linha de objetos do desejo dos partidos aliados e do próprio PT. <br>Abaixo do PP em termos de fidelidade na base só mesmo o PR, com 77,78%, que perdeu o Ministério do Transporte, e o PTB, que também não tem ministério. Os petebistas, loucos por uma vaga na Esplanada, deram 70% de seus votos ao governo. O PSD, 87,5%. <br>Por essas e outras, até dentro do Planalto, há uma sensação de que quem melhor se posicionou até agora para a reforma ministerial foi o PMDB. Só tem um probleminha: Dilma ainda não decidiu se fará a reforma. Até agora, ela não se movimentou nesse sentido. Não chamou nenhum partido para conversar. Está deixando decantar, como no caso do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. <br>O outro problema que os partidos enfrentam nessa questão da reforma é o número de emendas constitucionais de interesse do Planalto prontas para votação. À exceção da DRU, não tem mais nada. A PEC 300, dos salários dos policiais militares e bombeiros, voltou para a gaveta e ainda não tem data para ingressar na ordem do dia. Ou seja, não há mais perigo, pelo menos no curto prazo, de o governo ter que enfrentar uma votação perigosa que exija 308 votos, até fevereiro de 2012. Portanto, avaliam líderes e atores políticos do Planalto, qualquer reforma que leve em conta a fidelidade terá o mapa da votação da madrugada de ontem como último parâmetro. <br> <br>E por falar em parâmetros <br> <br>Há quem diga que Dilma só esperava mesmo passar a votação da DRU para decidir o futuro do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Ela gosta do PDT, partido onde militou, mas um ministro dizer que só sai à bala soa como um desafio à figura presidencial. Dilma prefere trabalhar com quem já conhece, linha que adotou para escolher Mendes Ribeiro como o líder do governo no Congresso e, depois, ministro da Agricultura. Por isso, há quem considere provável o futuro ministro do Trabalho sair dos pampas. <br> <br>   
		]]>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA["O governo do PT é o governo do imobilismo"]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=93601</link>
		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 11:41:33 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p>&nbsp;&nbsp;Ao chegar&nbsp;há pouco para o encontro do PSDB&nbsp;no Rio, o&nbsp;senador Aécio Neves (MG) não poupou crítica ao governo Dilma Rousseff. "Esse encontro é a largada de um novo momento no PSDB. Vamos iniciar um processo de discussão da agenda para o proximos 20 anos doo Brasil", afirmou ele, numa rápida entrevista em que fez um histórico das realizações tucanas que considera importantes, como a Lei de Responsabilidade Fiscal, medicamentos genéricos, o Proer, sobre a recuperação dos bancos, o programa saúde da família. </p><p>&nbsp;Em seguida, não poupou críticas ao governo petista: "O governo do PT é o governo do imobilismo. O atual governo perdeu uma grande oportunidade. Lula teve seis anos de mandato num clima econômico favorável e não fez o que devia.A agenda de reformas é a mesma que Fernando Henrique deixou", afirmou ele. "É paradoxal: (Esse clima favorável) por mais que tenha feito bem ao Brasil, fez mal ao governo, que surfou nos índices de popularidade e se considerou isento de fazer as grandes intervenções que precisavam ser feitas", disse Aécio, citando a reforma da previdência e a tributária. "O PT abdicou de um projeto&nbsp;de país e optou por um projeto de poder. O PSDB até por sua responsabilidade histórica está retomando o projeto de país", comentou ele.</p><p>O encontro dos tucanos começou há pouco e prosssegue até o meio da tard, com um discurso final do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Estão previstas discussões&nbsp;com economistas ligados ao partido, como&nbsp;Armínio Fraga,Pérsio Arida, pedro Malan, e ainda uma outra de debate da agenda social, puxada pelo professor Claudio Beato, de Minas Gerais.</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p>
		]]>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[MARTA ABRE A PORTEIRA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=93436</link>
		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 10:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">&nbsp;A troca de gerações políticas dentro do PT começa agora&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </span><br style="font-style: italic;"><br style="font-style: italic;"> <br>A decisão de Marta Suplicy (PT-SP) em não concorrer à Prefeitura de São Paulo tem mais desdobramentos e simbolismos do que qualquer um pode imaginar.&nbsp; A começar pelo simbolismo. No curto prazo, representa a passagem do bastão para os mais novos dentro do PT paulistano — isso porque ela não está desistindo em favor do senador Eduardo Suplicy, seu ex-marido. E, sim, dentro da perspectiva de fechar com o grupo que hoje apoia a candidatura de Fernando Haddad apontado até pelo presidente do PT, Rui Falcão, como o candidato a prefeito antes mesmo da prévia. <br>Se levarmos em conta os pré-candidatos que se apresentam para essa prévia — se é que eles não vão desistir até o dia 27—, veremos que, à exceção do senador Eduardo Suplicy, todos estão na beira dos 50 anos. Jilmar Tatto tem 46, Haddad, 49. Tudo bem. Carlos Zaratini tem 51. Podem não ser jovens perto da perspectiva dos 20 anos, mas na seara política são da nova geração. <br> <br>2008, o primeiro sinal <br> <br>O ex-presidente Lula, que enxerga longe em termos de política, foi o primeiro a perceber que existe uma certa fadiga de material dentro do PT. O partido completa nove anos no exercício da Presidência da República, e muitos de seus quadros não conseguiram tirar de si a mancha do mensalão, um processo que se arrasta desde 2005. Na visão de Lula, ou o partido muda ou vai acabar perdendo o poder. <br>O então presidente da República concluiu esse diagnóstico quando Gilberto Kassab venceu Marta e a velha guarda da política na última eleição paulistana, em 2008. Ali, começou a trabalhar a candidatura de Dilma Rousseff, que embora não seja propriamente da nova geração, foi novidade total. Sob as bênçãos de Lula, ela se apresentou rejuvenescida, bonita e segura na campanha de 2010. Somado a um governo bem avaliado e popular, deu certo. <br> <br>2012, a hora do novo <br> <br>O que Lula fez com Dilma espera fazer com Haddad no centro mais nervoso do mundo petista, São Paulo. O ex-presidente andou metade do caminho, ao levar uma maioria dentro do PT a apoiar o nome do ministro da Educação sob o seguinte raciocínio: ora, se deu certo na Presidência da República, por que não dará na prefeitura de São Paulo? Ocorre que, os outros grandes partidos, com bom tempo de televisão, também se deslocam em busca do novo. Há Bruno Covas, no PSDB, se José Serra não for candidato; Gabriel Chalita, no PMDB. Vale lembrar que, em 2010, Marina Silva obteve uma votação expressiva, apesar do pouco tempo de propaganda eleitoral gratuita.  <br> <br>2014, as apostas <br> <br>Assim como Marta chega a esta quinta-feira pronta para anunciar que não será pré-candidata a prefeita, Aloizio Mercadante, o ministro de Ciência e Tecnologia que sonha governar São Paulo, corre o risco de ser levado pelo mesmo caminho ali na frente. No caso do governo paulista, o novo em gestação é Alexandre Padilha, o discreto ministro da Saúde. <br>A desistência de Marta Suplicy tem reflexos ainda sobre o plano nacional, onde Lula também trabalha novas lideranças. No PSB, por exemplo, as ações dele nos últimos anos isolaram os Ferreira Gomes — os irmãos Ciro e Cid no Ceará — e encheram a bola do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. A ascensão de Eduardo e a forma como Lula vê seu futuro político, tema que o ex-presidente trata como poucos, mostram que, mesmo fora do PT, ele faz suas apostas.  <br>Nos últimos anos, justiça seja feita, não surgiu qualquer outro líder com tanto prestígio junto à população quanto o ex-presidente e isso faz com que uma gama de políticos siga o que ele recomenda. Não é à toa que todos rezam pelo seu pronto restabelecimento. Afinal, quem não o apoia está louco para provar ao próprio Lula que ele está errado. No caso dessa desistência de Marta, quem vai dar esse veredicto são os eleitores da cidade de São Paulo, hoje o maior laboratório da política e do tino de Lula. Vamos observá-los. <br> <br>Coluna Entrelinhas publicada hoje no Correio Braziliense <br> <br> <br> <br>   
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		<title><![CDATA[O TEMPO E O PT]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=93275</link>
		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 13:30:25 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">Como bem lembram os jornalistas Mathew Cowley e Tom Murphy, do The Wall Street Journal, muito do sucesso de Lula se deve à sua voz.</span> <br> <br> <br>&nbsp;&nbsp; Os petistas estão em estado máximo de alerta. A medida em que vão assimilando a doença de Lula, começam a ficar meio que assustados com seus reflexos dentro do partido. Nenhum dos petistas com quem conversei topou expor de público suas preocupações sobre as eleições de 2012, mas, nos bastidores, essa conversa rola solta. <br>A primeira preocupação é com o tempo de recuperação. O cancer de Dilma Rousseff foi diagnosticado no início de 2009. Em abril daquele ano, a então pré-candidata a presidente da República tratou um tumor no sistema linfático. Foram quase seis meses para que ela voltasse à ativa com força total. <br>Nesse período, ela lutou bravamente e, às vésperas do carnaval de 2010, o PT apresentava Dilma aos seus militantes como a candidata à sucessão presidencial. Curada, a então ministra da Casa Civil seguiu concluindo seu trabalho, uma bateria de inaugurações e lançamentos de obras. E sempre ciceroneada por Lula. <br>No caso do ex-presidente, o câncer na laringe surge no momento em que o PT se prepara para organizar seus palanques rumo a 2012. O partido esperava contar com a voz do seu maior líder e seu poder de sedução na política para atrair aliados. Novembro, que chega amanhã, seria o mês em que Lula se dedicaria a conversar com os partidos, especialmente, em São Paulo, onde Fernando Haddad é pré-candidato. Ja havia inclusive marcado uma conversa com o deputado Gabriel Chalita, do PMDB, para tentar, pela segunda vez, convencê-lo a seguir com o PT na largada da eleição municipal. <br>Agora, Lula tem outras prioridades. E nem o PT quer que seja diferente. Afinal, dona Marisa Letícia, que passou oito anos dando bronca nos políticos que queriam discutir trabalho nos fins de semana, avisou que o momento é de dedicação ao tratamento. E nem precisava. Afinal, o Brasil tem plena consciência disso. <br> <br>Quem assume? <br>E aí é que fica o vazio e o que mais preocupa o partido: Quem exercerá esse papel de coordenador da eleição na ausência de Lula? A pergunta ainda não tem reposta. O presidente do PT, Rui Falcão, surpreendeu positivamente todos dentro do PT, é bem quisto, mas nem de longe tem esse poder todo junto a aliados estratégicos para facilitar a vida eleitoral do PT em várias capitais. <br>Ontem, nas minhas conversas, houve quem citasse que talvez José Dirceu poudesse exercer esse papel muito discretamente. Ele atua forte nos bastidores, mas não tem esse charme do convencimento que muitos atribuem a Lula. E, como está com a imagem pra lá de arranhada desde o escândalo do mensalão e responde a processo no Supremo Tribunal Federal acusado de chefiar uma quadrilha, não tem como desfilar à luz do sol em busca desses acordos. <br>Como me contou ontem um político do PT, José Dirceu não tem hoje como chamar o presidente do PSB, Eduardo Campos, e dizer a ele que não lance um candidato em Recife. Muito menos, arrancar de Gabriel Chalita uma parceria com o PT na largada da sucessão municipal paulista. O PT não tem outro Lula. <br>E, de mais a mais, Lula é emoção. E emoção na voz. Como bem lembram os jornalistas Mathew Cowley e Tom Murphy, do The Wall Street Journal, muito do sucesso de Lula se deve à sua voz.&nbsp; Ninguém fica indiferente quando ele pega um microfone para discursar, especialmente, no improviso. Ele prende a atenção com suas analogias e o jeito sincero e simples de falar sobre todos os temas, desde os mais intrincados temas da geopolítica econômica até a alegria de ver a classe C andando de avião. <br>O povo entende Lula, chora com ele, ri com ele. E o PT sempre surfou nessa onda, com um líder pairando acima das disputa das tendências que, volta e meia, travam o processo dentro do partido. Lula sempre soltou a voz nos palanques e nas conversas que valiam a composição do time para tentar chegar à final do campeonato eleitoral. <br>Sem a voz de Lula no curto prazo, restará ao PT esperar que a recuparação venha em tempo de o ex-presidente ainda poder discursar nos palanques. Bem, se ele tiver o mesmo destino de Dilma, esse período de tratamento será breve. Por enquanto, resta aos petistas, como a todos os brasileiros, apenas a oração. <br> <br><font size="2"><span style="font-style: italic;">Coluna Entrelinhas publicada no Correio de hoje</span></font> <br> <br>   
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		<title><![CDATA[DILMA SE MANTÉM EM ALTA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=93150</link>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 18:05:30 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		<h1><font size="4">Do blog Política livre:</font></h1><h1><a href="http://www.politicalivre.com.br/index.php/2011/10/aprovacao-ao-governo-cai-mas-dilma-esta-entre-os-mais-populares/" rel="bookmark" title="Permanent Link to Aprovação ao governo cai, mas Dilma está entre os mais populares">Aprovação ao governo cai, mas Dilma está entre os mais populares</a></h1>                         		  				<div class="post_text"> 					<p>A aprovação dos brasileiros em relação ao governo caiu entre  2010 e 2011, embora a presidente Dilma Rousseff apareça em segundo lugar  entre os líderes mais admirados pelos latino-americanos, segundo  pesquisa de opinião da ONG Latinobarómetro. O levantamento, divulgado  nesta sexta-feira, perguntou aos brasileiros se aprovam a forma como a  presidente está liderando o país. A aprovação caiu de 86% em 2010 para  67% em 2011, segundo a ONG, com sede em Santiago, no Chile. A  Latinobarómetro encomendou a pesquisa em 19 países da América Latina. No  Brasil, o levantamento foi realizado pelo Ibope. A queda na aprovação  do governo brasileiro, de 19 pontos percentuais, é a segunda maior  registrada entre os países pesquisados, perdendo apenas para o Chile,  onde a popularidade teve uma redução de 27 pontos. Questionados se o  Brasil “governa para o bem do povo”, 52% dos entrevistados deram uma  resposta positiva em 2011, contra 68% no ano passado. Quando  questionados sobre “o que falta na democracia”, 48% dos entrevistados de  todos os países responderam “reduzir a corrupção”. No Brasil, este item  aparece como a principal preocupação diante da pergunta sobre  democracia. (BBC Brasil)</p> 				</div>   
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		<title><![CDATA[AECIO, MICHEL, MIRO E CIA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=93059</link>
		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 04:05:59 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		&nbsp;&nbsp;&nbsp; Interessante a mesa politica que se formou há pouco no rstaurante Piantella, centro que reúne os politicos de Brasília. Lá estavam o vice-presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves, os deputados Miro Teixeira (PDT-RJ), Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) e o jornalista Roberto D'Ávila. Num determinado momento, Henrique Alves sai da mesa e Aécio brinca: "Saiu porque náo quer ser fotografado comigo". <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aécio acabava de chegar do lançamento do documentário sobre Tancredo Neves. Faltou ali, no filme, um pouco de emoção __ eu mesma só me emocionei quando vi a imagem do meu ex-chefe Rodolfo Fernandes, falecido recentemente. Mas o documentário reúne elementos importantes, como o "mea culpa" de jarbas Vasconcelos que não votou em Tancredo no colégio eleitoral, em 1985. Isso sem contar Cazuza cantando "pro dia nascer feliz" no Rock in Rio de 1985, no dia em que&nbsp; Tancredo foi eleito. A música se tornou o hino de uma geração que jogou suas fichas naquele senhor simpáico que não chegou a assumir a presidência da República. <br>Naquele dia, eu estava sob a bandeira, na chuva, comemorando a vitória como muitos estudantes universitários da época.  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O filme deixa transparecer que as transformações vêm de Minas Gerais. Foi assim com JK na década de 50. Depois, na década de 80, chegou Tancredo. Agora, talvez, se Minas tiver outra chance será Aécio. Mas, ainda assim, é preciso avaliar os movimentos.  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Afinal. no mesmo dia em que Aécio lançou o filme, Edaurdo Campos, o governador de Pernambuco,&nbsp; confraternizou com centenas de políticos na posse da deputada&nbsp; Ana Arraes, no Tribunal de Contas da União (TCU).  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; São movimentos a se observar. O que se sabe é que tanto Aécio quanto Eduardo são opções para presidente da República. Juntos ou separarados, eles darão trabalho ao PT. E, respeitados os estilos, desfilam por aí atrás exatamente daqueles que hoje juram fidelidade à Dilma. Pode não ser nada, mas já é alguma coisa para aqueles que não vêem a hora de isolar o PT. Hoje, na visão dos petistas, qualquer cuidado é pouco. Afinal, se a economia sucumbir, nem Lula segura. Aí, os movimentos de Eduardo e de Aécio poderão ter mais sucesso do que ambos imaginam hoje. <br>&nbsp;&nbsp;  <br> <br>  
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		<title><![CDATA[E N'ÃO DUROU UMA SEMANA...]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=93058</link>
		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 01:00:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		<font size="5"><font size="4">O fico de Orlando Silva no Ministério do Esporte não sobreviveu uma semana. Validade menor do que a de um iogurte. Não é para menos. Mal a presidente disse que Orlando estava ministro, na semana passada, Orlando marcou uma audiência na&nbsp; Câmara para tratar da Lei Geral da Copa. Ora, erro primário, diria o próprio PCdoB depois do estrago feito. Afinal, a oposição caiu matando.  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na madrugada que se seguiu à fracassada operação "está tudo normal" caiu a ficha dos comunistas. "Foi um erro deixar que ele viesse ao Congress", comentava um integrante do partido. "Mostrou que ele não consegue mais trabalhar normalmente", me disse outro.  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A cena de Orlando acuado numa comissão da Câmara somada ao fato de o Supremo Tribunal Federal ter aberto inquérito para investigá-lo formaram o cenário da queda. Um ministro processado pelo STF __ e que não consegue enfrentar uma simples comissão da Câmara __, não terá&nbsp; tranquilidade para entregar um troféu de um campeonato de várzea. Quem dirá negociar uma Copa do Mundo. Esse foi o raciocínio que prevaleceu no Planalto, onde Dilma foi direta: "Temos um problema político e nãoum problema do ministro. Tenho certeza, Orlando, que sua inocência será provada. Essa matéria da Veja é a montanha que pariu um rato", disse ela.  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dilma não ficou feliz com a queda de Orlando. mas também não se sentiu forte o suficiente para segurá-lo. Por isso, não pretende tirar o Ministério do PCdoB. Tudo caminha para Aldo Rebelo. Talvez, daqui a algumas horas, teremos o veredicto sobre o sucessor. Aguardemos. </font> <br></font>  
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		<title><![CDATA[FICOU. MAS...]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=92880</link>
		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 17:06:21 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		&nbsp;&nbsp; O ministro do Esporte, Orlando Silva, ficou no cargo, mas continuará pulando fogueiras. Isso, porque, se tem algo que Dilma Rousseff, segundo seus assessores, não tolera é erros de gestão. E, pelo visto, ali no Esporte, havia __ ou será "há" __ uma avenida esburacada nessa área. Todos os dias pululam nos jornais denúncias de ONGs que desviaram dinheiro ou convênios questionados que continuam recebendo verba pública. <br> <br>&nbsp;&nbsp; Por isso, é que se diz, no Palácio do Planalto, que o problema do Esporte não é o ministro __ ele pode até ter as melhores das intenções. Mas o entorno está complicado.Daí., os conselhos, que alguns tomam com ordens, de trocar pelo menos parte dos secretários e mudar rotinas para melhorar os controles. Isso é o que Dilma quer. Se Orlando fizer o que a presidente deseja, fica. Senão, sai em janeiro, na esteira da reforma ministerial. <br>   
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		<title><![CDATA[O RITUAL DA QUEDA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=92701</link>
		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 15:48:33 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<P>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; À exceção do ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci, todos os demais que estiveram envolvidos em denúncias de&nbsp;irregularidades e terminaram afastados percorreram o mesma trilha pela qual segue hoje o ministro do&nbsp;Esporte, Orlando Silva. Primeiro, foram à Câmara dos Deputados ou&nbsp;ao&nbsp;Senado e vice-versa. Foi assim com Alfredo Nascimento, dos Transportes; Wagner Rossi, da Agricultura; Pedro Novais, do Turismo. </P> <P>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Todos tomaram esse caminho&nbsp;até para se diferenciar de Palocci, o primeiro&nbsp;a tombar no primeiro escalão do governo Dilma. Apesar de terem adotado essa estratégia, esses ministros&nbsp;__&nbsp;todos pertencentes a partidos bem maiores&nbsp;que o PCdoB __&nbsp;não conseguiram&nbsp;permanecer no cargo.&nbsp;Por isso, muitos acreditam que&nbsp;essas audiências __ &nbsp;daqui a pouco Orlando estará no Senado __ de nada adiantam. Porque a turma vai ali, põe o ministro a falar por horas, mas a roda da fortuna não para.</P> <P>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A única diferença em relação a Orlando Silva até o momento é a de que ele pediu a investigação da Polícia Federal. Ocorre que essas apurações não são feitas do dia para noite. Portanto, não obedecem ao tempo da política, nem ao tempo cada vez menor para as negociações envolvendo a Copa do Mundo. Por essas e outras, de forma muito fria, mutos consideram que Orlando está mesmo com os dias contados. E cumpre hoje o ritual da queda. </P>
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		<title><![CDATA[AÉCIO, O ÂNCORA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=92416</link>
		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 22:54:16 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		&nbsp; O senador Aécio Neves (PSDB-MG) acaba de colocar os dois pés no primeiro lugar da fila para ser o candidato do partido a presidente da República. Há pouco, o programa&nbsp; do partido mostrou Fernando Henrique Cardoso apresentando os feitos de seu governo e uma fala de José Serra com críticas ao governo Dilma. Mas quem apareceu elencando as ações dos governadores tucanos e juntando o partido foi Aécio. <br>&nbsp; Quem viu o programa não tem dúvidas: a depender da forma como tudo foi exibido hoje na TV,&nbsp; a cúpula tucana já escolheu Aécio alavancar o partido rumo a 2014. Como ex-govenador de Minas, Aécio começou a falar dos governadores citando justamente Geraldo Alckmin, depois, seguiu falando dos outros governadores deixando de lado qualquer referência a Minas que pudesse soar bairrista. Citou a gestão como atributo de todos os governadores tucanos. Ou seja, num programa onde as falas dos governadores foram cortadas, Aécio surgiu como quem os defendeu.  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diante do que foi exibido, ninguém tem mais dúvidas de que a vez será do ex-governador mineiro. Restará a Serra, tão tucano quanto Aécio, tentar um jeito de reconquistar a vaga, se quiser. E hoje, a chance é remota. <br> <br> <br> <br>&nbsp;   
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		<title><![CDATA[KASSAB NÃO É BRINQUEDO]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=92013</link>
		<pubDate>Sat, 08 Oct 2011 02:01:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		&nbsp;&nbsp; Se tem algo que Gilberto Kassab mostrou até agora é que sabe fazer políica. Da operação que resultou na criação do partido até os últimos dias, que tiveram como desfecho a filiação do ex-presidente do Banco Central&nbsp; Henrique Meirelles ao PSD de São Paulo, Kassab não cometeu erros nessa seara.  <br>&nbsp;&nbsp; Só tem um probleminha: todo o PSD vem sendo estruturado como apêndice de governos estaduais. Ou seja, não existe uma bandeira capaz de unir esse partido de Norte a Sul. Ou pelo menos, até agora, ela não apareceu. Se surgir na campanha, ok. Caso contrário, será mais do mesmo, com a única genialidade de ter como comandante alguém que sabe fazer política.   <br>   
		]]>
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		</item>
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		<title><![CDATA[MEIRELLES NO PSD]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=91931</link>
		<pubDate>Fri, 07 Oct 2011 00:16:56 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		&nbsp;&nbsp; O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles se prepara para dar um xeque mate em Lula, no PT e no PMDB. Sua filiação ao PSD de São Paulo está para ser confirmada nas próximas horas acompanhada de uma apresentação como pré-candidato a prefeito da maior cidade brasileira.  <br>&nbsp;&nbsp;  Confirmada essa operação que me contaram hoje no início da tarde, Kassab terá imobilizado Lula sem atacar o petista diretamente. Meirelles foi tão ministro de Lula quanto Fernando Haddad (Educação), o pré-candidato do PT defendido pelo ex-presidente da República. E, além disso, tem um bom trânsito com o PSDB. <br>&nbsp;&nbsp; Para o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a ousadia da candidatura de Meirelles é um achado. Assim, terá alguém neutro no xadrez politico paulista e se preserva no primeiro turno. Se Meirelles emplacar, pode receber vários apoios num segundo turno. Na hipótese de naufrágio, o PSD até por ter um candidato neutro na disputa entre PSDB, PMDB e PT, sempre será uma força cobiçada por todos os partidos. <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A ironia, comentavam à boca pequena alguns amigos de Meirelles em Goiânia, será ver Michel Temer correndo atrás de Meirelles, caso Gabriel Chalita chegue ao segundo turno. E Kassab no pódio como um grande articulador político. Afinal, justiça seja feita: Essa largada de Kassab está mais movimentada do que mujitos imaginavam e gerando fatos que causam inveja em muita gente. Vamos acompanhar as próximas horas.  <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br>
		]]>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[ACORDO POSSÍVEL]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=91836</link>
		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 15:52:10 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<P>&nbsp;&nbsp; O senador Marcelo Crivela (PRB-RJ) acaba de passar no corredor todo sorridente.Acredita que está a um passo de fechar um bom acordo para o seu Rio de Janeiro no que se refere aos royalties do pré-sal. A ideia é retomar o que foi proposto lá atrás pelo presidente Lula em relação ao futuro. E, sobre os campos já licitados, puxar o tal congelamento&nbsp;previsto no projeto do senador Wellington Dias (PT-PI) ao&nbsp;que foi&nbsp;proposto para o Orçamento de 2012,onde o Rio de Janeiro projetou arrecadar algo em torno de&nbsp;R$ 12 bilhões.&nbsp;</P> <P>&nbsp; Pela proposta de Wellington, a arrecadação futura dos royalties,em campos a serem licitados,&nbsp;seria feita da seguinte forma:</P> <P>No caso de campos em terra: 15% para a União, 20% para os Estados Produtores, 15% para os municípios produtores e 50% para não-produtores (distribuídos 25% para os municípios e25% para os estados). &nbsp;</P> <P>No caso dos campos do pré-sal na plataforma marítima: 40% para a União e 60% distribuídos entre todos os estados e municípios (30% para estados e 30% para municípios).&nbsp; Esses percentuais seriam redistribuídos de acordo com o FPE, o que daria ao Rio de Janeiro de Crivella 1,52%, algo em torno de R$ 500 milhões para quem recebe hoje R$ 10 bilhões. .</P> <P>Quanto aos já licitados, a&nbsp;arrecadação atual passaria ser congelada em valores de 2010, no caso dos estados, e os municípios idem,sendo que teriam uma redução de 5% ao ano desses valores.</P> <P>Pois bem. Hoje pela manhã, me contou Crivella, isso começou a mudar. No caso dos campos já licitados, chega-se ao valor do teto de arrecadação o&nbsp;projetado para 2012. No caso do Rio,R$ 12 bilhões.&nbsp;&nbsp;</P> <P>Em terra não muda. Mas, no caso do pré-sal da plataforma marítima volta-se à proposta de Lula, fechada lá atrás, quando Dilma ainda era ministra da Casa Civil. União fica com 22%, Estados Produtores,25%; municípios produtores, 9%; e os não-produtores vão distribuir 44%.&nbsp;</P> <P>"Essa é a proposta do&nbsp;Senado. Vamos ver&nbsp;ainda hoje a proposta da Câmara", disse Crivella animadíssimo.&nbsp;&nbsp;Se houver acordo, será uma vitória e tanto. Afinal, avaliou Crivella, esse é um assunto em que todos devem ceder. </P> <P>&nbsp;</P> <P>&nbsp;</P> <P>&nbsp;</P>
		]]>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[DIRCEU, O REALIZADO]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=91407</link>
		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 04:57:42 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<font size="4">&nbsp;&nbsp;&nbsp; O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu há tempos não terminava um dia tão bem. Há pouco, sentado numa das mesas do restaurante Carpe Diem, onde lançou o livro "Tempos de Planície", ele degustou prato de espaguete e uma cerveja Xingu, acompanhado da mulher, Evanise, e alguns amigos. "Estou realizado", disse ele ao blog, comentando as 6h em que ficou sentado à mesa dando autógrafos. <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dos 900 livros que a editora Alameda levou para o restaurante, sobraram 175. A fila de autoridades e amigos em busca de um autógrafo tomou toda a extensão do Carpe Diem e parte da calçada. Passaram por ali, pelo menos, seis ministros de Estado __ Ideli Salvatti (Coordenação Política), Alexandre Padilha (Saúde), Fernando Haddad (Educação), Orlando Silva (Esportes), Maria do Rosário (Direitos Humanos)&nbsp; e Luiz Sérgio (Pesca), além de quase uma centena de deputados e mais de uma dezena de senadores, de vários partidos __ Humberto Costa, Cristovam Buarque, Lindberg Farias, Vanessa Graziotin, Eduardo Suplicy, Renan Calheiros, Armando Monteiro Neto. "Ele sempre teve o apoio do partido e da base partidária", comentou Maria do Rosário. <br>&nbsp; &nbsp; O "Zé", como os amigos o chamam, só tem um pedido: ser julgado logo. Depois, pensará no futuro. "Tudo o que eu quero é isso. Depois, é depois. Espero que a Câmara, que me cassou, me dê anistia", comentou. A frase é praticamente a mesma que repete há vários anos. Afinal, enquanto o julgamento não vier __&nbsp; ele tem a certeza de que será inocentado no processo do mensalão __ José Dirceu, aidna que sempre prestigiado, continuará na planície, ainda que com todas as honras e homenagens do meio político. Mas não por acaso, um amigo resumiu: "Essa gente toda e ele na planície...Imagine se estivesse no Planalto". É, pois é. <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;  <br></font>  
		]]>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[DILMA COM OBAMA II]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=90830</link>
		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 10:42:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p>  <br></p><p><font size="4">Em seu terceiro dia em Nova York, a presidente Dilma Rousseff começará a sua agenda oficial no início desta tarde num encontro reservado com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Na oportunidade, ela confirmará a Obama que fará uma visita de estado aos EUA no ano que vem, retribuindo aquela que Obama fez ao Brasil em março deste ano.   <br></font></p><p><font size="4">Depois da reunião com Obama, será a vez do mexicano, Felipe Calderón. O tema das duas conversas será a crise mundial e a necessidade de ampliação da governança global.  <br></font></p><p><font size="4">&nbsp;Dilma e Obama participam ainda hoje da  abertura dos debates do grupo Governo Aberto – que engloba 60 países  que se comprometem a discutir e a executar políticas públicas transparentes. A próxima reunião desse grupo será em 2012 no Brasil. O encontro é organizado pela Controladoria Geral da União (CGU).   <br></font></p><p><font size="4">Todas essas reuniões serão no hotel Waldorf Astoria, onde Dilma e Obama estão hospedados. Desde ontem, quando Obama chegou a segurança do hotel está reforçada. Na noite de terça-feira, por exemplo, os hóspedes que chegavam das compras e do jantar ficaram mais de 15 minutos numa fila para passar pelo detector de metais. Todas as entradas são vigiadas 24hs. No saguão cachorros passam toda hora.</font></p><p><font size="4">  <br></font></p><p> <font size="4">  <br></font></p><font size="4">  <br></font><p><font size="4">  <br></font></p>  <br>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[DILMA RI À TOA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=90856</link>
		<pubDate>Mon, 19 Sep 2011 00:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		A presidente Dilma Rousseff nunca se sentiu tão bem no cargo quanto ao caminhar pelas ruas de Nova York neste domingo. Ela caminhava pela avenida Madison quando foi abordada por um turista: "Não votei na senhora, mas quero lhe dizer que estou satisfeito com o seu governo". Foi a glória. Mais à frente, duas senhoras desceram do carro para falar com ela. <br> <br>No restaurante, onde estava o ator Jean Renno com a família, a aplaudida foi a presidente brasileira. Para o ego, massagem melhor impossível. <br>  
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[O EDUCADOR E A LIÇÃO]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=90634</link>
		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 11:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		&nbsp;&nbsp; O deputado Gastão Vieira, 65 anos, não tem lá a juventude do perfil inicial traçado pelo próprio PMDB para a substituição de Pedro Novais no Ministério do Turismo. Mas foi o que deu para arranjar. É do Maranhão, ligado a Roseana Sarney, filha do presidente do Senado. Além disso, tem o que Dilma considera preparo intelectual. É respeitado e ligado ao setor de educação.   <br>  <br>&nbsp;&nbsp; Gastão, entretanto, não era a aposta principal do PMDB. Muitos dos que o partido indicou tinham algo a explicar. Afinal, falta a muitos parlamentares __ e isso não é só no PMDB __ o que Dilma Rousseff deseja: um currículo sem "malfeitos". Pedro Novais tinha, além de um uso de verba indenizatória questionável, o motorista da mulher e a governanta pagos com recursos públlicos. Isso, sob a ótica dos parlamentares, não é digamos um.... malfeito. Na reunião do PMDB ontem, quando eles tentavam decidir quem iria para o lugar de Novais, houve até quem dissesse: "Ora, quem de nós aqui não tem a empregada paga pelo gabinete?". Quando um disse "eu não tenho", o sujeito que fez a pergunta se encolheu. Quem me contou esse diálogo jurou não se lembrar o nome de quem levantou essa tese para tentar defender Novais.  <br>  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; O diálogo,entretanto, é revelador. Mostra que há deputados não lá muito acostumados a seguir os rigores da lei e pagar suas despesas pessoais __ empregada, etc __ com recursos dos próprios salários. Só agora, depois do episódio de Novais, eles começam a ter uma ideia de como isso pode atrapalhar a vida política. De tudo, fica a lição: Quem quiser seguir bancando suas despesas pessoais, inclusive empregados da casa, pelo dinheiro do contribuinte, é bom saber que só com muita sorte chegará a ministro de Estado....  <br>  <br>&nbsp;  <br>
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		<title><![CDATA[O PETELECO QUE FALTAVA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=90546</link>
		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 14:12:56 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		<font size="4">&nbsp; &nbsp;&nbsp; O quase ex-ministro do Turismo, Pedro Novais era ciriticado internamente pelo PMDB desde que foi à Câmara explicar as denúncis e suspeitas que recaíam sobre a pasta logo depois da Operação&nbsp;Voucher, aquela que prendeu meio mundo no Ministério, inclusive o secretário executivo, Frederico da Silva Costa. <br>&nbsp; &nbsp; Em vez de jogar Frederico no colo do PTB e do PT, que haviam levado o secretário para o Ministério no passado, Novais declarou em alto e bom som que havia escolhido Frederico porque se tratva de um técnico competente. Parte dos peemedebistas abandonaram Novais ali mesmo. Muitos levantaram do amplo auditório Nereu Ramos e foram embora quando o minsitro fez essa afirmação.para muitos, estva claro que Novais e Frederico se davam muito bem e trabalhavam juntos para valer. <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; A partir dali, Novais contou mais com o lastro maior do líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves, que, por sinal, enviava assessores ao Ministério para sabre a quantas andavam as emendas dos parlamentares. Da parte dos senadores, o apoio não era muito grande ao ponto de brigar por Novais. <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diante dessa situação, qualquer nova notícia de deslize do ministro que deixasse o PMDB constrangido não haveria como segurar Novais no cargo. Essa notícia chegou com a reportagem de Andressa Matais, na Folha de S.Paulo, sobre governanta e chofer pagos com recursos públicos. Não deu para o PMDB __ e muito menos a presidente Dilma Rousseff __ fingirem que não viram tamanho abuso. Assim aquele que balançava, vai cair. <br> <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; E sobre Wagner Rossi... <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; O ex-ministro da Agricultura tinha o apoio do PMDB. Poderia até ter ficado no cargo. Mas preferiu pedir demissão depois do constrangimento que os netos passaram na escola.  <br> <br> <br>&nbsp; E assim, aos poucos, vão mudando os ministros de Dilma...Ainda estão na corda bamba, Carlos Lupi, do Trabalho; Mário Negromonte, das Cidades. Essa novela do troca-troca não terminou. <br></font> <br> <br> <br> <br>&nbsp;  <br> <br> <br>&nbsp; <br>
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		</item>
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		<title><![CDATA[A HORA DA VERDADE]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=90363</link>
		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 10:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br> <br><span style="font-style: italic;">Muito se falou do passado que o projeto da lei de informação pode expor. Mas o que tem de mais importante ali é o futuro: todo governante terá que colocar seus atos na internet</span><br style="font-style: italic;"> <br>A HORA DA VERDADE <br> <br>Acabou a temporada de feriadões, recessos e a desculpa dos primeiros seis meses que permitiram ao governo levar os congressistas a adiar votações polêmicas indefinidamente. A partir de hoje, é osso duro de roer. Vem aí a regulamentação da Emenda 29, aquela que destina mais recursos para a saúde, a votação do veto sobre a distribuição dos royalties do petróleo, a Comissão da Verdade, a lei de acesso à informação, a Desvinculação de Receitas da União (DRU), que dá ao Executivo liberdade para desvincular 20% da arrecadação. Como dizem os petistas, só “carne de pescoço” sob a ótica governista. <br>Nem de longe isso representa o fim do mundo. Será a oportunidade da presidente Dilma Rousseff mostrar se tem jogo de cintura na política. Até agora, por mais que muitos se apressem em dizer o contrário, ela se saiu bem nessa seara, mas não enfrentou no Congresso nenhum tão polêmico quanto os que aí estão. Até o momento, ela demonstrou que tira rapidamente de cena quem cria problemas, e tem se equilibrado bem nas disputas entre PT e PMDB, e do próprio PT. <br>No quesito acalmar a base, ela começa as liberações de recursos prometidas em maio. E vai, aos poucos, encerrando o troca-troca na Esplanada ao mesmo tempo em que trata de blindar alguns cargos chaves de apresentação pura e exclusiva dos partidos, como o papel de líder do governo. No caso do líder no Congresso, a escolha de um senador, José Pimentel (PT-CE), é mais um sinal de que Dilma pretende buscar no Senado o colchão para aprovar as propostas do governo. E Pimentel porque é um nome com quem trabalhou quando era ministra da Casa Civil. <br>E lá um dos textos mais importantes hoje é a Lei de Acesso à Informação. Muito se falou do passado que o projeto da lei de informação pode expor. Mas o que tem de mais importante ali é o futuro: todo governante terá que colocar seus atos na internet. Se houver, por exemplo, aditivo em contrato do Dnit, o Departamento de Infraestrutura de Transportes, todo mundo saberá. <br>No caso do financiamento da Saúde, o levantamento feito pelo Correio publicado na edição de ontem mostrou que de 59 senadores ouvidos, 45 são contra a criação de um novo imposto. Portanto será a hora de saber se Dilma será capaz de juntar dois problemas, como royalties e recursos para a Saúde, e tratar de resolvê-los, ou baterá o pé em favor do novo imposto, colocando em risco outras propostas, como a DRU.  <br>Há quem considere que, se a presidente e os governadores conseguirem algum acordo para a questão dos royalties, pode-se abrir uma brecha para que se chegue ao sonhado pacto federativo. Ali, é possível por exemplo, tentar algum aceno com relação à participação especial do petróleo que o governo arrecadará em 2012 e, talvez, na opinião de muitos, vincular 1% dos recursos do pré-sal para a saúde. O governo assim resolveria dois problemas, sem o novo imposto. Só não ficaria feliz quem deseja fazer negócios com o dinheiro do petróleo. <br> <br>Enquanto isso, na Anatel... <br> <br>Mais um nome guindado por Lula sai da ribalta. A presidente Dilma Rousseff não vai renovar o mandato de Ronaldo Sardenberg na presidência da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A saída de Sardenberg foi acertada na semana passada entre a presidente e o ministro de Comunicações, Paulo Bernardo. O futuro comandante da Anatel será o economista paranaense João Rezende. Ele chegou à agência em 2009, depois de ocupar a chefia de gabinete de Paulo Bernardo no Planejamento. Antes de trabalhar com o ministro, Rezende foi da empresa de telefonia Sercomtel. <br>Nesta segunda-feira, Paulo Bernardo almoça com os dois novos nomes indicados para compor a diretoria: Ivo Correia, indicado pelo PT, e Marcelo Bechara, sugerido ao governo pelo PMDB do ex-ministro de Comunicações Hélio Costa, e do líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL). No governo Dilma, fidelidade é aos projetos do Executivo. É esse o recado que o ministro passará aos novatos. <br> <br><font size="1"><span style="font-style: italic;">Coluna Entrelinhas publicada hoje no Correio</span></font> <br> <br> <br> <br>   
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		<title><![CDATA[INTERNAUTAS PINTADOS]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=90132</link>
		<pubDate>Thu, 08 Sep 2011 03:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<span style="font-style: italic;">Há algo diferente no ar, puxado por uma classe média que paga imposto, tem acesso às redes sociais e que expurgou a classe política da marcha da corrupção. Quanto mais os políticos resistirem às mudanças, mais a população vai querer distância deles</span> <br> <br> <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por todo o Brasil há aqueles que tentam colocar em Brasília a tarja de capital da corrupção. Ontem, entretanto, a população da cidade demonstrou que não é por aí que a banda toca. Ao mesmo tempo em que as autoridades se entretiam com as evoluções do tradicional desfile de Sete de Setembro no lado Norte da Esplanada dos Ministérios, as pessoas da cidade tomavam as pistas ao Sul, na marcha contra a corrupção, convocada pelas redes sociais, que se consolidam como um meio de mobilização no Brasil e no mundo.  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Não foi um movimento contra Dilma Rousseff ou qualquer partido. Quem levou bandeira partidária foi obrigado a recolher. Afinal, a população já está escaldada com o PT que, no passado, tomava conta de manifestações semelhantes e, depois, no governo, não acabou com ela. Isso para dizer o mínimo. O movimento de ontem foi contra a corrupção e ponto. Em várias capitais. A maior concentração de pessoas ocorreu em Brasília, uma novidade em se tratando das condições climáticas — umidade relativa do ar bem abaixo dos 20% e um sol escaldante sobre a cabeça. <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Há tempos a cidade não via tanta gente, de forma espontânea, andando de bermuda e camiseta nos monumentais espaços de poder em nome de uma causa — no caso, banir os malfeitos, como diz Dilma Rousseff, e os malfeitores. As grandes concentrações recentes se deram em função de shows ou da posse presidencial. A maior foi a de Lula, em 2003. Talvez a última grande manifestação espontânea por ali tenha sido nos tempos dos caras-pintadas, que pediram a saída de Fernando Collor da Presidência da República. <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desta vez, não foram os caras-pintadas que tomaram as ruas, puxados pela União Nacional dos Estudantes. Por falar nisso, onde estava a UNE e seus cara-pintadas? Talvez no palanque das autoridades. Agora a tribo é outra e suas reivindicações mais complexas. Talvez os “internautas pintados”. Há algo diferente no ar, puxado pela população comum, profissionais liberais, gente de classe média — engrossada pelos 40 milhões que ascenderam&nbsp; nos últimos anos — que paga impostos e tem acesso à internet e às redes sociais, e que simplesmente expurgou a classe política da marcha.  <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp; Essa nova turma deseja que a presidente da República tenha força e sustentação para fazer o que precisa ser feito. Afinal Dilma passa muita credibilidade quando fala que não se “acumplicia com o malfeito”, conforme disse no pronunciamento da Semana da Pátria. O que a voz rouca das ruas quer agora são ministros escolhidos por competência técnica e não apenas por indicação política. O fim do toma-lá-dá-cá cristalizado nas relações Executivo-Legislativo-Judiciário. Requer ainda um basta no corporativismo dos parlamentares que mantiveram o mandato de Jaqueline Roriz (PMN-DF) — um nome aliás bastante pronunciado na marcha contra a corrupção. Essa nova turma clama por uma reforma política que ajude a combater os malfeitos, nem que para isso seja preciso financiar as campanhas com o dinheiro dos impostos. <br>&nbsp;&nbsp; Convocação semelhante, digo, via internet, ocorreu em 2004, na Ucrânia, que resultou na chamada “revolução laranja”. No Brasil, o primeiro grande movimento político nas redes sociais foi um empurrãozinho na mobilização pela Lei da Ficha Limpa que, aprovada pelo Congresso por pressão popular, enfrenta dificuldades de implementação por conta das contestações no Supremo Tribunal Federal (STF). A lei não pode ser totalmente aplicada no pleito de 2010 e agora há uma série de manobras em curso para que não seja adotada como regra geral nas eleições municipais do ano que vem.  <br>&nbsp;&nbsp; Os políticos de um modo geral parecem não ter entendido esses movimentos. Votaram a Lei da Ficha Limpa, mas recorrem contra ela nos tribunais. Criticaram Jaqueline Roriz, mas preservaram seu mandato porque os recursos foram recebidos quando ela não era deputada federal. Dizem que não compactuam com a corrupção, mas não topam fazer investigações que se mostrem transparentes e abertas aos olhos da população. E, no geral, os mesmos continuam por aí. <br>&nbsp;&nbsp; Se os políticos e suas instituições não se aproximarem desses movimentos e passarem a ouvir mais essas vozes que se levantam no mundo virtual e que agora tomam as ruas, eles vão “dançar”. Ontem, depois da marcha da corrupção, surgiu em seguida um novo movimento no Facebook: “Coleta de assinaturas para uma PEC instituindo o voto revogatório, como existe na Califórnia e na Venezuela. Por ele, na metade do mandato os eleitores podem revogar os mandatos dos políticos considerados incompetentes ou desonestos. Quem topa?”, diz o texto. A população levantou da arquibancada e começou a invadir o campo. Resta saber se os políticos vão se mexer e atender ao chamado ou esperar que o internauta aperte o “delete” para os seus mandatos. <br> <br>   
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		<title><![CDATA[UNIÃO DE CONVENIÊNCIA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=89917</link>
		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 09:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		  <br>  <br><span style="font-style: italic;">O deputado José Guimarães foi cristalino ao dizer que não está preocupado se “Sarney é isso ou aquilo”, que “Michel Temer é apenas um aliado e um aliado importante” e que o partido não pode ir para o isolamento porque tem um projeto nacional. Vai aí um certo desprezo pelo PMDB</span>  <br>  <br>UNIÃO DE CONVENIÊNCIA  <br>  <br>&nbsp;Passei o fim de semana “internada” no Congresso do PT. Quem teve paciência de prestar atenção nos oradores do plenário ontem na parte reservada apenas aos delegados e convidados especiais percebeu que as alianças eleitorais não são ponto pacífico e que, em casa, as críticas ao PMDB rolam soltas. São poucos, é claro, os que se esgoelam abertamente nos microfones contra o PMDB _ caso de Markus Sokol, no Sábado, e Júlio Turra, da CUT, no Domingo. Mas a concordância com eles nos bastidores é grande. Ao ponto de levar os dirigentes do partido a garantir que o PT manda e cabe ao PMDB apenas o papel de coadjuvante para que os petistas implementem os avanços sociais que o Brasil precisa e que o partido sonha desde a década de 80, quando engatinhavam no projeto de conquistar a Presidência da República.  <br>&nbsp;Hoje, o PT tem todo o conforto, carro oficial, aerolula, aerodilma, ministérios, estatais, presidência da Câmara… Mas, ainda assim, nem todos os seus filiados estão felizes. Os debates de ontem no IV Congresso foram prova disso. Sokol foi muito aplaudido no Sábado quando disse que seu partido não tem liga com o PMDB. Recepção semelhante teve o sindicalista Júlio, quando citou o manifesto de fundação do PT, e lembrou que o partido foi criado exatamente para evitar que os trabalhadores servissem de “massa de manobra” e para se contrapor ao que já havia, inclusive o PMDB. Turra citou nominalmente Michel Temer e José Sarney, que dispensam apresentações. Mencionou ainda o desconforto de ter que agradar a bancada ruralista.   <br>&nbsp;Ele não foi o único a falar do incômodo com o “vale tudo para ter governabilidade entre aspas no Congresso Nacional”. Outros petistas, também de alas mais à esquerda, foram nessa linha, tocaram os corações de muitos, mas não o suficiente para fazer com que uma maioria levantasse os crachás na hora do voto. Na prática, a maioria prefere se aliar aos bem diferentes __ ou talvez nem tão diferentes assim __ e viver no conforto de ser poder e aprovar o que for possível do programa original. Afinal, é esse o jogo do poder.   <br>&nbsp;Os comandantes petistas deixam claro que a aliança é pragmática e não programática. Em seus pronunciamentos para o público interno não deixam de demonstrar um certo desprezo pelo PMDB. O deputado José Guimarães foi cristalino ao dizer que não está preocupado se “Sarney é isso ou aquilo” e que “Michel Temer é apenas um aliado e um aliado importante” e que o partido não pode ir para o isolamento porque tem um projeto nacional. Pragmatismo maior impossível. Rui Falcão fio direto ao dizer que o PT tem o comando do processo e a hegemonia da aliança.  <br>  <br>Ninguém sai, ninguém sai  <br>&nbsp;O incrível é que todo esse sentimento de casamento de conveniência é mútuo. Da mesma forma que o PT considera o PMDB um marido que lhe ajuda a pagar as contas, o PMDB tem visão semelhante a respeito do PT. Não ama, mas suporta em nome de um projeto maior _ dividir o comando do Brasil e o conforto decorrente dessa situação. Em todas as reuniões reservadas do PMDB, os petistas são criticados. Na semana passada, a turma de Santa Catarina e de Minas Gerais ensaiou uma rebelião. O Rio de Janeiro que jura não ter mais cargos no governo e só ter desgaste já fez até um documento desfiando suas reclamações.  <br>Tudo indica que essa convivência não será pacífica nem hoje, nem amanhã. E, ainda assim, ninguém dará um basta nessa união. No plano federal, enquanto houver governo e perspectiva de vitória eleitoral, PT e PMDB continuarão juntos. Nas eleições de 2012, o PT também quer que a aliança aconteça. Prova disso foi o resultado do Congresso de ontem, que liberou as alianças de forma bem pragmática.  <br>Os petistas esperam coma&nbsp; decisão de ontem conquistar o apoio do PMDB em São Paulo e levar Temer a rifar a candidatura de Gabriel Chalita a prefeito da capital. O problema é que, do jeito que os petistas tratam o vice-presidente da República em suas reuniões internas, Temer não terá moral entre os peemedebistas para levar seu partido a baixar a cabeça aos projetos do PT. Se o PT quiser mesmo propor esse noivado ao PMDB paulistano, terá que começar tratando com mais respeito e carinho o vice-presidente da República. Do jeito que está hoje, apesar do pragmatismo, esse casamento não sai.&nbsp;   <br>  <br>  <br>  <br>  <br>  <br>   
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		<title><![CDATA[SAÚDE, CHURRASCO E DIETA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=89902</link>
		<pubDate>Sat, 03 Sep 2011 21:34:45 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		O PT e a emenda 29 <br> <br>&nbsp;Os petistas aproveitaram o IV Congresso ontem para conclamar o partido a defender o Sistema Único de Saúde (SUS). Ao mesmo tempo, encontraram uma nova forma de levar seus deputados a apoiarem a aprovação de recursos extras para esse setor: Sem citar a expressão novo imposto, eles orientaram suas bancadas na Câmara e no Senado a buscarem "suplementares fontes de recursos necessários para a recomposição do orçamento do SUS e a viabilização da emenda 29", que obriga a correção anual do Orçamento da Saúde pela variação do PIB e da inflação. Para bons entendedores, leiai-se: O PT vai apoiar uma nova contribuição para financiamento da saúde. <br> <br>Churrasco <br>O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares era pura alegria no primeiro Congresso depois de sua reintegração ao partido. Na sexta-feira, foi o último a sair do plenário. Ontem, não dispensou uma carne na churrascaria próxima ao centro de convenções Brasil XXI, uma das mais caras da cidade. <br> <br>Churrasco II <br>Quem também almoçou por ali foi o ministro da Educação, Fernando Haddad. Mas ele estava mais interessado em angariar apoios para sua pré-campanha de prefeito do que propriamente em se fartar na churrascada. <br> <br>Dieta <br>Na mesma churrascaria, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu evitou excessos. Ele almoçou ao lado do filho, o deputado Zeca Dirceu (PT-PR), do ex-deputado Claudio Vignatti, e alguns amigos. Encheu o prato de folhas e foi comedido na carne. Mas não dispensou uma capirinha de lima com um dedo de cachaça, muita água e pouco açúcar. Ele, que não é de beber, só toma um drinque nos finais de semana. <br> <br>Ah, tem mais: Dirceu avisou que vai sair de cena até o final de setembro. Mas hoje estará no encerramento do Congresso do PT. Afinal, será homenageado com uma moção de apoio por conta da&nbsp; reportagem de Veja e a tentativa de invasão da suíte do hotel em que ele se hospeda em Brasília por parte de um repórter da revista. Essa semana, a revista volta à carga com seis paginas. <br> <br> <br> <br> <br>   
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		<title><![CDATA[Campos em campo]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=89876</link>
		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 19:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		&nbsp; Entre uma agenda e outra, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, aproveita a passagem por Brasília esta semana para tentar angariar mais alguns votos para a campanha da deputada Ana Arraes (PSB-PE) à vaga de ministra do Tribunal de Contas da União (TCU).À noite, ele terá um jantar com a bancada do Ceará. Agora à tarde, está fechado no gabinete do Quarto Secretário, Júlio Delgado (PSB-MG), conversando com parlamentares. Afinal, são os deputados que, no dia 20 de setembro, escolhem o novo ministro do TCU. E a disputa está ferrenha entre Ana Arraes, mãe do governador, e os deputados Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Átila Lins (PMDB-AM).  <br>   
		]]>
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		</item>
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		<title><![CDATA[Jaqueline e os colegas]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=89848</link>
		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 00:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		Jaqueline Roriz escapou hoje da cassação de seu mandato por um único motivo: A turma preferiu não abrir um precedente que, mais tarde, pudesse atingir algum dos políticos que ali estão. Venceu o corporativismo. <br> <br>A muitos ficou a sensação de que caixa 2 __ como Jaqueline classificou o dinheiro que recebeu de Durval Barbosa para campanha&nbsp; __ não é mais nem considerado crime. Pode levar dinheiro à vontade. Se a Justiça quiser, que corra atrás. Os deputados não pretendem perder tempo com isso.  <br>   
		]]>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[$$$$ PARA ÁREA SOCIAL]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=89367</link>
		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 17:31:54 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sessão do Congresso Nacional aprovou hoje R$ 960 milhões em dinheiro extra para a área social __ R$ 755 milhões foram cobrir os gastos com o reajuste do Bolsa-Família e outros R$ 205,6 milhões foram para o Brasil Sem Miséria. Essa é a prioridade da presidente Dilma.  <br>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[O CARREGADOR DA ESTRELA]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=89365</link>
		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 10:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><span style="font-style: italic;">Lula enxerga longe. Trabalha dia e noite de forma a não permitir que as eleições municipais deixem o PSB ou o PMDB magoados como o PT ao ponto de se atirarem nos braços de Aécio Neves em 2014</span><br style="font-style: italic;"> <br> <br>O CARREGADOR DA ESTRELA <br> <br>Nas conversas mais reservadas em todos os partidos de dentro e de fora do governo, a conclusão sobre os últimos movimentos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma só: ele tem que permanecer na ribalta porque, sem Lula, o PT se acaba. Os próprios petistas dizem que só conseguem a unidade graças ao ex-presidente. E nunca se discutiu tanto a próxima eleição presidencial num primeiro ano de mandato como agora. E tudo porque Lula está no páreo, uma vez que os adversários — os tucanos Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin — estão quietos, esperando o que vai ocorrer na base governista.  <br>E, por falar em base governista, ali, Lula interfere em tudo. Ou quase tudo. Ontem, por exemplo, foi um parto arranjar um presidente para a Comissão Especial que vai avaliar o novo Código de Processo Civil (CPC). Queriam um nome que não tivesse nada que explicar e que pudesse ficar no lugar do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), réu do mensalão. Optaram por Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), na esperança de que ele desista de concorrer à vaga de ministro de Tribunal de Contas da União (TCU). Carneiro terminou com a relatoria porque é suplente de deputado e, portanto, não poderia presidir a comissão especial do CPC. Carneiro diz que não vai desistir do TCU. Afinal, diz que sua candidatura obedece aos princípios constitucionais do artigo 73, que fala dos requisitos necessários para quem deseja compor aquela Corte, como experiência na área jurídica e administrativa. <br>Lula não interferiu diretamente na escolha de Barradas Carneiro, mas, no PT, há quem diga que ele bem avisou sobre as pretensões de João Paulo Cunha e o desgaste que isso poderia trazer para o partido. João Paulo é presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, um palanque de primeira linha, e já foi desgastante para o PT nomeá-lo. Portanto, Lula considerou que “o companheiro João Paulo” não precisaria de outro lugar para aparecer. A própria presidente Dilma entrou também nessa tarefa de pedir a João Paulo que avaliasse ficar fora da presidência da comissão. <br>Mas, voltemos a Lula: o ex-presidente tem rodado o país, preparando o partido para as eleições municipais. E já percebeu que o PT não está com essa bola toda para “bombar” nas três principais capitais do país. À exceção de São Paulo — onde o ex-presidente tenta refrigerar o partido carregando o ministro Fernando Haddad por todas as panificadoras paulistanas que passam pela sua cabeça —, o PT não tem nomes capazes de surpreender o eleitor de forma positiva. Lula está convicto de que Marta Suplicy não ultrapassa a sua marca e que, se o PT quiser fazer bonito contra os tucanos, tem que chegar com algo novo e confiar no “taco” do seu maior líder, ele próprio. <br>No Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, o PT está fadado a segurar os aliados. Na capital mineira, baixou a ordem de apoio a Márcio Lacerda (PSB), de forma a não deixar o socialista livre para voar ao lado de Aécio Neves. Também pediu votos para Ana Arraes (PSB-PE), a deputada mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente do PSB. Ela é uma das candidatas a ministra do TCU. No Rio, o ex-presidente também já avisou que não tem conversa que não seja apoiar Eduardo Paes, do PMDB. <br>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lula enxerga longe. Trabalha para não permitir que as eleições municipais deixem o PSB ou o PMDB magoados como PT ao ponto de se atirarem nos braços de Aécio Neves em 2014. Seja para si próprio ou para Dilma, Lula quer os petistas bem colocados com os aliados. Esse apoio no Rio e em Belo Horizonte tem um preço: deixar que o PT indique os vices nas duas chapas. Assim, Lula espera preparar o seu partido para ganhar essas prefeituras em 2018. Ih! Aí, Lula foi longe mesmo. Mas ele é assim. Começou a preparar Dilma Rousseff dois anos antes para ser presidente. Só falta ele arranjar quem o substitua no papel de carregador da estrela do PT. Esse, ainda não surgiu. <br> <br>Enquanto isso, no rame-rame dos cargos… <br> <br>O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), já acertou a indicação do procurador da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Marcelo Bechara, para a vaga de diretor aberta com a saída de Antonio Bedran. O PMDB, como todos sabem, não dorme no ponto. Resta saber se o PT vai concordar. afinal, se tem uma coisa que tem incomodado o governo, é a briguinha de bastidores pelos cargos que, às vezes, chega aos jornais, como o caso do PR de Alfredo Nascimento e o do PP de Mário Negromonte, o ministro das Cidades que hoje balança muito mais que o do Turismo, Pedro Novais.&nbsp;  <br> <br>   
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		<title><![CDATA[CHOQUE DE GERAÇÕES]]></title>
			<author><![CDATA[Denise Rothenburg]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/blogdadenise/blog/blogdadenise?tv_pos_id=89168</link>
		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 11:00:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		<span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; background-color: rgb(255, 255, 255); "><p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; ">ENTRELINHAS</p><p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; ">&nbsp;</p><p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; ">DENISE ROTHENBURG</p><p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; ">&nbsp;</p><p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "><i>Pode-se dizer, sem medo de errar, que Renan Calheiros e Henrique Alves estão hoje numa encruzilhada. Ou cedem um pouco de espaço aos tenentes do PMDB, ou podem ver comprometidos seus projetos futuros.</i></p><p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; ">&nbsp;</p><p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; ">CHOQUE DE GERAÇÕES</p><p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; ">&nbsp;</p><p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "><span>&nbsp;&nbsp;</span><span>&nbsp;&nbsp;</span>Volta e meia, a política tem estremecimentos entre aqueles que insistem em continuar na crista da onda e aqueles que, recém-chegados ou há alguns anos na “fila”, cansam de esperar pacientemente por um lugar no primeiro escalão. É o que ocorre hoje no PMDB.</p><p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span>A turma que mora na cobertura insiste em permanecer onde está e não abre um milímetro de seu espaço ou projetos futuros. Henrique Eduardo Alves, um dos deputados mais antigos, exerce a liderança do PMDB há cinco anos e sonha em ser presidente da Câmara. Não esconde isso de ninguém. E tem se aproximado daqueles que melhor podem ajudá-lo nesse projeto.</p><p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span>No Senado, o líder Renan Calheiros (AL), outro que está por ali há tempos, tem o mesmo plano: Presidir do Senado. Romero Jucá (PMDB_RR), líder de governo desde os tempos de Fernando Henrique Cardoso, também não deseja abrir mão da ribalta. Nesse grupo, o presidente do Senado, José Sarney, foi o único até agora a dizer que este é seu último mandato.</p><p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span>Depois de mais de uma década com esses personagens no comando começa a surgir entre os peemedebistas um segmento intermediário que insiste em ocupar parte da cobertura do edifício PMDB. No Senado, oito senadores brigam por um lugar conjunto de suítes privativas de Sarney, Renan, Jucá e Valdir Raupp. Querem redecorar a Casa com um programa de governo. Na Câmara, surgiu o movimento dos 35, com muitos deputados novos, cheios de vontade de trabalhar e balançar o coreto do vice-presidente da República, Michel Temer, de Henrique Alves e de Eduardo Cunha __ o deputado do Rio de Janeiro que levou Anthony Garotinho para o PMDB no passado e de quem o líder se aproximou. O objetivo dos 35 é muito semelhante ao do grupo dos senadores, ou seja, refrigerar o PMDB.</p><p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "><span>&nbsp;&nbsp;</span><span>&nbsp;&nbsp;</span>Essa turma nova quer espaço num clube onde hoje só entra quem diz amém aos comandantes. Os ministros __ Pedro Novais, Garibaldi Alves, Moreira Franco __ são ligados à cúpula e não foram escolhidos pelas bancadas. Mendes Ribeiro, empossado na Agricultura, é daqueles que ganhou ingresso nesse clube agora e conseguiu mais por ser amigo de Dilma Rousseff do que por fazer juras de fidelidade aos generais. Na Câmara, Rose de Freitas virou vice-presidente mais por um gesto de apreço à igualdade de gênero defendida por Dilma, algo que o PMDB raramente exerceu.<span>&nbsp;&nbsp;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span>Mendes já foi preterido no passado para dar lugar a Eduardo Cunha. Na Legislatura passada, o deputado fluminense presidiu a Comissão de Constituição e Justiça, quando o nome da fila era o de Mendes Ribeiro. Depois, Mendes mais uma vez perdeu a indicação para um menino novo do PMDB do Rio de Janeiro, Leonardo Picciani.</p><p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span>Os tenentes do PMDB agüentaram ver um soldado raso como Leonardo Picciani assumir a CCJ, algo que chegou arrancar protestos em outros partidos. Mas agora, Eduardo Cunha relatar o Código de Processo Civil (CPC), que muitos pretendiam ver nas mãos de um jurista foi demais. Essa indicação fez com que um grupo do PMDB passasse a chutar com mais força a porta de Henrique Alves, pedindo a troca do relator e outras mudanças, inclusive o ministro do Turismo.</p><p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span>Embora sejam poucos os que vão ao líder expor o que pensam abertamente __ caso de Rose de Freitas __ os que criticam nos bastidores são muitos. E por mais que Henrique Alves se esforce em dizer que não tem nada demais fazer de Eduardo Cunha relator do CPC, ao sugerir quatro relatores adjuntos, passa a impressão de que colocou algumas “babás” para tomar conta do relator-geral. Ele alegou ainda que Cunha foi escolhido porque pediu primeiro. Ora, por esse raciocínio, se Tiririca tivesse pedido para ser relator e fosse do PMDB, então ele seria o indicado.</p><p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span>Essa operação não soou bem para a pré-candidatura de Alves à presidência da Câmara, uma vez que há parlamentares espalhando nos bastidores que quem não sabe ouvir o clamor da sociedade não pode presidir a Casa do povo. Referiam-se aos protestos da OAB e entidades do Ministério Público, todas as guerra aberta contra um relator não jurista para o CPC e a insistência do líder em mantê-lo.<span>&nbsp;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span>Pode-se dizer, sem medo de errar, que Renan e Henrique Alves estão hoje numa encruzilhada. Ou cedem espaço aos tenentes do PMDB, ou podem ver comprometidos seus projetos futuros. Nunca é demais lembrar ainda que um pode atrapalhar o outro. Afinal, se Alves presidir a Câmara, o PT dificilmente permitirá Renan comandando o Senado. Talvez não seja por acaso a presença de Renan Filho no grupo dos deputados rebeldes do PMDB, fazendo coro às cobranças ao líder. Quanto mais enfraquecida a pré-candidatura de Henrique Alves, mais forte pode ficar Renan. Essa novela está apenas começando. Novos capítulos virão com reflexos no governo, no Congresso e nas eleições de 2012. É só esperar pra ver.</p><p class="MsoNormal" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "><span>&nbsp;&nbsp;&nbsp;</span></p><div><span>  <br></span></div><font color="#888888"></font></span><font color="#888888"></font>   
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