O documentarista Vladimir Carvalho é um dos convidados da 18ª edição do FestNatal – Festival de Cinema de Natal –, evento que tem início amanhã (28), na capital potiguar. O cineasta exibi no sábado (29), na mostra Vidas na tela, o longa O engenho de Zé Lins. Lançado em DVD no Festival de Brasília, o filme traz uma leitura intimista e afetiva sobre a trajetória do autor de Menino de engenho e Riacho doce. Lúcio Flávio – 16h03
Foto: Júnior Aragão Segundo o produtor Márcio Curi, o debate promovido pela secretaria de Cultura do Distrito Federal, hoje, com realizadores e produtores de cinema da cidade, juntamente com o secretário Silvestre Gorgulho, foi bastante positiva. "Era só um primeiro encontro para formalizar, abrir a pauta de discussão sobre as sugestões de mudanças na estrutura do festival", antecipou. "A partir de janeiro teremos reuniões mais objetivas e eficazes para tratar o assunto", antecipou. Responsável pela carta-protesto divulgada ontem (27) no Caderno C do Correio Braziliense, na qual expõe as mazelas da edição deste ano, o documentarista Vladimir Carvalho também aposta em atitudes mais enérgicas por parte da secretária de Cultura. "Não aprofundamos em nada, era apenas a marcação de uma agenda de discussões que possam ajudar o festival a sair do buraco", disse. Lúcio Flávio - 15h22
O secretário de Cultura Silvestre Gorgulho irá se reunir amanhã, às 10h, com a classe cinematográfica de Brasília para discutir o futuro do Festival de Brasília. O encontro acontecerá no gabinete da Secretária de Cultura, anexo ao Teatro Nacional. Em entrevista ao Correio, ele desmentiu boatos de que a organização da mostra de Brasília seria tercerizada e explicou que as possíveis mudanças a serem realizadas para as próximas edições são de caráter reestruturador. "Moro nessa cidade e acompanho esse festival há 35 anos. Seria irresponsabilidade da minha parte tomar uma atitude como essa. Eu não sou maluco", disse. "Agora, como gestor é preciso rever algumas questões e repensar o festival", destacou.
Lúcio Flávio - 17h14
Por Vladimir Carvalho
O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro envelheceu, esclerosou-se e precisa urgentemente de uma reforma ampla, geral e irrestrita. É urgente repensá-lo, como de resto, todo o processo das relações da cultura com o Estado em Brasília.
Não pode viver de equívocos e soluções apressadas como foi essa dose dupla, aliás quádrupla, de documentários - e veja que é um inveterado documentarista que está falando. Além de ser uma medida unilateral e desconectada do quadro geral do cinema brasileiro, sempre diverso, concorreu para desorganizar a competição, que se apresentou caótica e frustrante, bastando examinar as reações do público. O júri que é outro termômetro do festival enfrentou sérios problemas, porque não havia filmes para premiar nas categorias previstas no regulamento, como foi o caso do elenco de atores. Não adiantou ficar até às cinco da manhã discutindo; saímos frustrados da reunião do júri.
Da mesma forma, foi imperdoável que filmes como os de José Eduardo Belmonte e André Luiz de Oliveira tenham ficado fora da competição. Uma sombra escura desceu sobre esse que já foi o maior e mais importante festival brasileiro de cinema. E logo na antevéspera do cinqüentenário da cidade.
O roteirista Hilton Lacerda comentou as premiações das principais categorias após o encerramento do 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Segundo ele os prêmios para melhor filme para Filmefobia, do qual foi roteirista e ator, e Tudo isto me parece um sonho, de Geraldo Sarno, vencedor na categoria melhor diretor, representam o discurso sobre o esgotamento na linguagem cinematográfica. "Às vezes as coisas trocam de lugares", disse Lacerda, que no momento está envolvido em dois projetos. Um é o roteiro A febre do rato, próximo trabalho do polêmico diretor pernambucano Cláudio Assis. O outro um projeto pessoal, o roteiro do longa Tatuagem, que pretende dirigir. "A idéia é começar a filmar no final de 2009", antecipou. Lúcio Flávio - 2h09

“Eu montei uma seleção de loucos”. Assim Kiko Goifman definiu a equipe que participou da realização de Filmefobia, premiado em Brasília nas categorias montagem, direção de arte, ator, prêmio de júri e de crítica. O diretor, muito emocionado, agradeceu o primeiro prêmio da noite sob vaias. "Estou perplexo. Este prêmio vai para Jean-Claude Bernardet, que escreveu muitas críticas maravilhosas para o Cinema Brasileiro", disse ao receber o prêmio da crítica.
Quando subiu ao palco para receber o prêmio de atuação, Goifman, mais uma vez bastante emocionado, elogiou o trabalho do crítico. “Jean-Claude é um jovem de 70 anos, um crítico agudo e corajoso”. O diretor ainda não havia comunicado o prêmio ao protagonista do polêmico filme, que não pôde ficar para a premiação. “Estou louco para ligar pra ele e contar”
Recebido com frieza por parte da platéia, o diretor ironizou as reações. “Sensacional, a gente está no lugar onde Bressane foi vaiado. Eu acho ótimo receber o prêmio de júri e crítica e ser vaiado”, comentou. “Na história do cinema há várias obras ousadas. É importante o cinema cumprir o papel de pensar a linguagem e de ser ousado”.
Perguntado qual a maior fobia do cinema nacional o diretor respondeu: “a distribuição”, e disse querer levar o filme às salas de cinema. “O prêmio pode ajudar“, disse.
Patricia Klingl e Lúcio Flávio
1h01
J. Procópio, vencedor do prêmio do Júri Popular como melhor curta-metragem em 35 mm por Brasília (título provisório), foi recebido com palmas, câmeras fotográficas e muitos flashes ao sair do Cine Brasília e entrar na Praça da Alimentação. O filme tem direito a R$ 20 mil como prêmio e levou ainda o Prêmio MegaColor/Estúdios Mega (R$ 8 mil). A praça virou segundo palco para os premiados da noite, com direito a platéia e muitas fotos a cada entrada após 1h30 de entrega dos prêmios na sala de cinema.
Nahima Maciel - 00h56
A vitória de Filmefobia dividiu o público do Cine Brasília. Entre aplausos tímidos e vaias, o cineasta mineiro Kiko Goifman se emocionou ao receber o principal Candango da noite. "Não tenho nem o que dizer", afirmou. Encerrada a solenidade, ele ainda se expressava com dificuldade, comovido com o resultado. "Não tenho a pretensão de ser unanimidade. As vaias são boas, tudo bem. Vivemos em um país democrático. Espero que o filme possa alimentar a discussão sobre os limites entre ficção e documentário", disse Kiko, que ainda venceu outros quatro troféus - melhor montagem, ator (Jean-Claude Bernadet), direção de arte e prêmio da crítica.
Tiago Faria - 0h50
O grande vencedor da noite, o longa-metragem Filmefobia, enfrentou a hostilidade de parte do público presente à cerimônia de premiação no Cine Brasília.
Ao ser anunciado como vencedor do prêmio da crítica, o filme de Kiko Goifman recebeu uma sonora vaia. Já na premiação oficial, os apupos foram menos intensos. Mesmo assim, o diretor ironizou: "Obrigado pelas vaias...".
Goifman também recebeu o Candango de melhor ator atribuído a Jean-Claude Bernardet, que não esteve na cerimônia de premiação. Além dele, o veterano cineasta Geraldo Sarno, ganhador do Candango de melhor direção por Tudo isso me parece um sonho, também não participou da festa e foi representado por integrantes de sua equipe.
Da redação - 0h40
A lista de todos os premiados da 41ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro está disponível no site correiobraziliense.com.br![]()
Melhor ator: Nildo Parente, por Depois de tudo.
Melhor diretor: Angelo Defante, por Maridos, amantes e pisantes.
Prêmio Especial de Júri: Depois das onze, de Allan Ribeiro
Malu Valle, por Alice
"Muito obrigada ao festival, aos jurados, a quem gostou do filme. Curti demais fazer este filme, que fala da incomunicabilidade. Queria aproveitar esse palco para falar uma coisa que não entendo: por que não podemos mais ver curtas-metragens nas salas de cinema, antes dos filmes?", disse a atriz.
Cidade do tesouro, de Célio Franceschet. O diretor agradeceu ao professor, que "ajudou muito no filme".
Troféu Vagalume
Melhor curta-metragem para Na madrugada, de Duda Gortner
"Que privilégio absoluto receber este prêmio. Que honra. Muito obrigada, Brasília"
Melhor longa-metragem 35mm
O Milagre de Santa Luzia, de Sérgio Roizenblit
"É preciso lembrar que gente trabalha com audiovisual. Quando a gente realiza um longa, precisa fazer um filme que valorize não só o visual."
Troféu Conterâneos, outorgado pela Fundação Cine Memória. Entregue por Vladimir Carvalho. Júri: Sérgio Moriconi. Marco de Souza Mendes e Darcia Ibiapina
Filme Ñande Guarani, de André Luis da Cunha.
"Participar do festival já foi um prêmio. O que a gente queria era dar visibilidade aos índios Guarani. Receber o prêmio das mãos do Vladimir é uma honra".
Prêmio da crítica para melhor curta 35mm
Cães, de Adler Paes
"Felicidade enorme! Parafraseando Abreu e Lima, isto tudo me parece um sonho!"
Prêmio da crítica para melhor longa 35mm
Filmefobia, de Kiko Goifman
"Estou perplexo. Este prêmio vai para Jean-Claude Bernardet, que escreveu muitas críticas de filmes do Cinema Brasileiro"
Prêmio Saruê, do Correio Braziliense
Se nada mais der certo, de José Eduardo Belmonte.
"Caramba! Babado! Estou surpreso com essa lembrança dos jornalistas do Correio. Esse filme fala do reencontro com o outro. Obrigado."
Prêmio Marco Antônio Guimarães
Memórias finais de uma república de fardas, de Gabriel Marinho
"Participo deste festival desde adolescente. Estar aqui recebendo um prêmio é indescritível."
Prêmio Canal Brasil
Superbarroco, de Renata Pinheiro
"Queria agradecer a exibição, que foi linda. E aos aplausos do público!"
Prêmio ABCV- DF - melhor curta35mm
Pequena fábula urbana, de Jimi Figueiredo
"Estou muito feliz. Essse é o prêmio dado pela classe de cinema de Brasília. É um prêmio que valoriza o cinema de Brasília."
Murilo Grossi leu uma carta: "Este ano 51 filmes entraram em Brasília, a maioria injustificadamente viabilizada com recursos próprios. É fundamental que o governo do DF destine 0,3% da do orçamento público para o cinema. Queremos repudiar qualquer tentativa de terceirizaçao do Festival. Este é o terceiro pólo de cinema do país. Juntos devemos sair desta condição que não reflete a realidade do cinema brasiliense. Quero pedir que aqueles que trabalham com cinema que se levantem... Não são tão poucos assim, hein?"
Prêmio Câmara Legislativa do DF - Melhor Filme 16mm - Troféu Candango e R$ 5 mil
A menina espantalho, de Cássio Pereira dos Santos.
"O filme foi rodado em Minas, mas a equipe é toda de Brasília. É um filme de Brasília:".
Prêmio Câmara Legislativa do DF - Melhor curta 35mm - Troféu Candango e R$ 8 mil
A saga das candangas invisíveis, de Denise Caputo.
“Sem dúvida, este é o dia mais feliz da minha vida. Dedco aos homens e mulheres de Brasília.”
Melhor longa 35mm da Câmara Legislativa
Se nada mais der certo, de José Eduardo Belmonte.
"Nossa! Meu filho tinha me pedido um candango antes de eu vir pra cá. Tava com muito de medo de nao cumprir. A gente chega premiado, mas fica devendo, né? O prêmio em dinheiro é muito importante. “
Terminou a sessão de Lance maior.
A premiação vai começar.
E o Candango vai para...
Sérgio Maggio - 22h50
A premiação está atrasada no Cine Brasília.
Ainda não terminou a projeção de Lance maior, de Sylvio Back, com a presença das atrizes Regina Duarte e Irene Stefânia. Algumas cenas foram aplaudidas durante a projeção pelo público que, agora, ocupou todas as poltronas da sala da Asa Sul.
Daqui a pouco, o resultado...
Sérgio Maggio - 22h30
Aumenta a expectativa em relação à decisão do júri oficial sobre os ganhadores dos prêmios Candango, que serão conhecidos a partir de 20h30 no Cine Brasília.
Pelo menos dois dos sete jurados da mostra 35mm já deixaram escapar uma profunda insatisfação com o nível dos longas concorrentes. Outro afirmou que o curta-metragem brasiliense "Pra pedir perdão", exibido domingo na Mostra Brasília, foi injustamente sacado da competição oficial - o filme de Iberê Carvalho, na opinião desse jurado, possui muito mais qualidade do que boa parte dos curtas que foram exibidos à noite no Cine Brasília.
"Foi um júri harmonioso, mas não tivemos matéria-prima para trabalhar", reclamou um deles, se dizendo "frustrado" com a competição.
A noite promete.
Da redação - 17h25
Logo após a última sessão da mostra competitiva, o júri de 35mm voltou para o Hotel Nacional e fez a última reunião para decidir os vencedores dos troféus Candango.
A reunião se prolongou até as cinco da manhã.
Entre os longas, a tendência é que a premiação não seja concentrada em apenas um longa-metragem, como já ocorreu em edições anteriores.
Já entre os curtas, os filmes exibidos na última noite, Cães (BA) e Superbarroco (PE), foram bem recebidos pelos jurados e devem estar na lista dos premiados.
Os nomes dos vencedores serão divulgados na noite dessa terça-feira no Cine Brasília.
Da redação