Domingo, 07 de dezembro de 2014 11:00 am

É Natal pra eles também!

da Revista do Correio

Já parou para pensar em como os pets se sentem no fim do ano? A ausência do dono pode deixá-los tristes e os fogos costumam amedrontá-los




foto Zuleika de Souza/CB/DA Press


Sofia (foto) é uma shih-tzu de 4 anos. Todos os anos, no Natal, ela vira o Papai Noel da família de Maria Gorete Albuquerque, 50 anos. A dentista conta que Sofia é como sua terceira filha. A cadela foi para o atual lar há quatro anos por um pedido da filha Camila Albuquerque, 25 anos. “Camila é como se fosse a mãe biológica dela, mas quem cuida sou eu”, conta Gorete, rindo com a filha. Com roupa vermelha e gorro de Papai Noel, a cadela encanta os convidados na ceia do Natal.

Apesar de todos concordarem que Sofia brilha no Natal, com roupas e babados, a dona confessa que a cadela odeia esta época do ano. “Eu acho que ela sente ciúmes. Damos atenção à casa e aos convidados e ela fica triste”, conta Gorete.

Sofia também tem roupa de festa para o ano-novo. Vestido bege e coleira de pérolas compõem o look da cadela para o réveillon. O único problema da data é que ela morre de medo dos fogos. Gorete gosta de arrumar a mascote nas ocasiões festivas do ano, como carnaval e são-joão. No ano passado, chegou a ganhar um concurso de fantasias promovido pela petshop que frequenta. Como prêmio, recebeu um book de fotos.

O veterinário especializado em comportamento animal Renato Buani recomenda que os donos tomem alguns cuidados no fim do ano. Barulho de fogos, viagens e comidas representam um risco em potencial. “É uma época de comemorações importantes e, assim, algumas pessoas se ocupam demais e acabam se esquecendo dos cuidados com os animais”, explica.

Segundo ele, a ausência do dono é o que mais incomoda os bichos de estimação, pois eles podem sentir abandono e solidão. Por isso, ele recomenda que, antes de viajar, o dono pesquise um bom lugar para deixar o pet, de preferência na casa de um parente. Se não for possível, é importante encontrar um hotel de confiança para evitar que o bicho volte com algum trauma.

Quanto aos fogos, Renato recomenda que os humanos não recompensem o comportamento de medo dos animais no momento das explosões. “Não é bom dar carinho, por exemplo, só na hora da explosão, pois isso vai reforçar sempre que ele fique com medo”, esclarece.

Ele sugere que o dono prepare o animal para a situação. Pode-se, por exemplo, deixar a tevê ligada, inclusive em outros dias, para ele ouvir os fogos com intensidade mais baixa. Outra medida seria derrubar propositadamente objetos no chão, o que causa um pequeno susto, mas que não provoca tanto medo.

Votos:
|

Sábado, 06 de dezembro de 2014 03:00 pm

Animais não são brinquedos para adotar e depois abandonar

do Diário de Pernambuco




                                        foto Breno Fortes/CB/DA Press




A época de se confraternizar, dar e receber presentes está chegando. Com os festejos de Natal, muitas pessoas pensam em presentear um ente querido com um bichinho. Se você estiver querendo adotar um animal e dá-lo a alguém não esqueça de pensar e pesquisar bem sobre o assunto antes. Animais merecem carinho, respeito e cuidado. A pessoa a quem você pretende presentear tem condições de receber o bichinho?

O lado financeiro também é importante para garantir uma alimentação adequada e os cuidados veterinários necessários. “Os animais viram membros da família quando vão morar na casa de alguém. Não são brinquedos, são vidas. É importante ter em mente se a pessoa que vai receber está disposta a dar tempo e também dinheiro a ele. Claro que o laço afetivo está acima da disposição financeira, mas o bichinho precisa ser vacinado, vermifugado, tosado e tudo isso tem custo”, diz a médica veterinária especialista em clínica e dermatologia, Cíntia Valadares de Souza.

Ainda de acordo com a veterinária, é comum pessoas que adotam ou até compram animais com empolgação, abandonarem seus bichinhos no futuro. Por isso é importante lembrar que cães e gatos, por exemplo, chegam a viver mais de 15 anos. “Nem sempre o abandono é na rua. Algumas vezes o cão é deixado de lado dentro de casa. Por exemplo, o cão era muito bem tratado quando filhote, só comia da melhor ração e depois de um tempo está comendo qualquer coisa. Ou quando um casal tem filhos e deixa o animal escanteado. Eles sentem isso, esta diferença. Ficam maltratados e tristes”, explica.

Outro cuidado é se quando pais presenteiam crianças com bichinhos. Os pequenos podem dar até atenção e carinho, mas cães e gatos urinam, defecam, se alimentam e precisam passear diariamente, essas atividades provavelmente serão tarefas para os adultos. As crianças muitas vezes não conseguem medir sua força ao brincarem com os animais, gostam de puxar o rabo ou o pelinho e costumam dividir o que estiverem comendo com seus amigos, então é legal pensar também no lado do cão.

Para a protetora de animais e membro da Fundação Estrela, Jany Cristina, o problema de transformar um bicho em um presente é que o receptor não se comprometeu com a adoção responsável. “Quando a pessoa adota um animal existe todo um cuidado antes dela adotar, primeiro é feito uma triagem. Depois, ela lê os termos de adoção responsável, se compromete e algumas vezes o animal é microchipado para evitar o abandono”, fala.

É importante lembrar que animais não são modas ou brinquedos para serem comprados e abandonados depois. “Nós protetores vemos um crescente aumento de abandono de cães de raça. Isso porque algumas pessoas vêem outras com esses animais, as vezes até compram em pet shops, e depois quando vão viajar, por exemplo, jogam fora o cão. Não há responsabilidade com aquela vida.” Jany resgatou recentemente um cão da raça pug abandonado no lixão da Muribeca. “Isso só prova que comprar animais não é uma prática bacana”, completa.

Votos:
|

Sexta-feira, 05 de dezembro de 2014 11:03 am

Mais duas feiras de adoção neste sábado em Brasília










Votos:
|

Domingo, 30 de novembro de 2014 11:00 am

Por que os gatos arranham?

Da Revista do Correio

Saiba por que os gatos arranham e como evitar que
eles destruam todos os móveis da casa


Yoshi e Maya já destruíram um sofá e uma cama, sem falar nas cortinas e tapetes
Crédito: Zuleika de Souza/CB/DA Press

As unhas são características marcantes de um gato. Mas por que os gatos arranham tanto? Existem basicamente alguns motivos principais. O primeiro é o fator instintivo. Todos os bichanos usam as garras e isso é um atributo ancestral do animal. Desde o gatinho doméstico até os felinos mais selvagens. O ato de arranhar também serve como modo de demarcação de território. O gato pode identificar tanto pelo odor quanto pelas marcas visuais que ele passou por aquele lugar.

“Na patinha dos felinos, encontramos algumas glândulas importantes, que liberam feromônio (odor). Ele sinaliza aos outros gatinhos que, por aquele local, passou algum gato”, explica a veterinária Leila Sena. Ainda segundo ela, o ato de arranhar significa que os gatos estão se sentindo confiantes. “Também auxilia na retirada de uma película translúcida que se forma em cima da unha do bichano”, acrescenta a veterinária, que é especialista em comportamento felino.

Para evitar que os bichos destruam muitos objetos e arranhem as pessoas, Leila aconselha o corte das unhas dos bichanos habitualmente, no mínimo duas vezes por semana. Para evitar acidentes, é essencial que seja alguém que tenha experiência no assunto. Assim como os humanos, os gatos têm uma região fixa da unha por onde passam algumas enervações e por onde circula o sangue. Caso cortem no lugar errado, pode doer e sangrar bastante.

Para os gatos, arranhar é saudável. Para o bolso dos donos, não. Maya e Yoshi são dois bichanos sem raça definida quem já destruíram vários móveis em casa. Os donos acreditavam que os gatos parariam de arranhar com o tempo. Mas não foi isso que aconteceu. “Só continuaram. E fazem isso até hoje”, conta Gustavo Fernandes, 30 anos, tecnólogo em construção civil. Além da dupla, moram mais dois gatos na residência: Biruta e Jeremias.

Os felinos já destruíram um sofá, uma cama e cortinas. “Já perdemos um sofá completamente. Nem dava para reformar. Era de courino e eles arranharam até chegar na madeira do móvel. Tivemos que jogar fora”, lembra Fernandes. Gustavo conta ainda que os gatos já arruinaram uma cama e um baú. “O baú era forrado com papel de palha. Maya, Yoshi e os outros gatos arranharam toda a palha e estragaram o resto do objeto.” Além disso, os bichanos destroem tapetes e cortinas. O tecnólogo explica que não faz nada para evitar. Apenas não usa mais alguns objetos no apartamento. “Deixamos eles arranharem à vontade. Não usamos mais cortinas e os proibimos de entrarem no quarto.” Gustavo conta que tinha o hábito de cortar as unhas dos animais com frequência, mas nem isso faz mais rotineiramente.

No momento, porém, em que os gatos arranham seres humanos, há um risco eminente de transmitir doenças. Segundo a veterinária Daniela Maciel, o cuidado deve ser maior com animais que não se conhece o histórico ou que vieram da rua e de abrigos. “As doenças mais comum transmitidas para os seres humanos pelo arranhão do gato são a Doença da Arranhadura do Gato (DAG), causada pela bactéria Bartonella henselae, e a esporotricose, causada pelo fungo Sporothrix schenckii”, explica a especialista em medicina felina. Os sintomas são os gânglios inchados e doloridos e que demoram a voltar ao normal. A recuperação costuma ser rápida, mas o cuidado deve ser redobrado em alguns casos. “Geralmente, a recuperação é boa quando diagnosticada e medicada corretamente, porém pode ser perigosa em pessoas imunossuprimidas, como as portadoras de aids, transplantadas e recebendo quimioterapia”, alerta Leila Sena.

As unhas dos felinos crescem a vida inteira. Em gatos idosos, isso pode ser um problema, pois, como não são tão ativos, não “gastam” as garras. É comum felinos mais velhos terem unhas encravadas. Gatos agressivos e estressados tendem a arranhar mais. Isso funciona como mecanismo de defesa, quando se sentem coagidos.

O arranhador certo
Alguns donos costumam comprar arranhadores em petshops. Há vários tipos, geralmente feitos de cordas, papelão, tecido e sisal. Não existe um tipo exato para cada felino. Cada um prefere um material. O correto é testar vários até o gato se adaptar melhor a um específico. Deve-se levar em consideração também o tamanho do animal. Arranhadores muito pequenos para gatos adultos podem não ser interessantes, pois eles têm dificuldade para agarrar o objeto. O ideal é tornar o objeto atrativo para o bichano, sempre brincando e mostrando o arranhador para o pet. Para os que preferem não gastar com um arranhador, alguns gatos costumam aceitar bem troncos de árvores. Você pode colher um tronco pequeno, enfeitar com brinquedos e cordas e colocar em casa.

Você sabia?
- As unhas dos gatos crescem até após a morte.
- Bichanos idosos podem ter problemas com unhas encravadas.
- Gatos preferem arranhar superfícies verticais.
- Existe uma doença própria provocada por arranhões de gatos.
Chama-se Doença da Arranhadura do Gato (DAG).
- O ato de arranhar pode ter vários significados. Desde o mecanismo de defesa até a sensação de confiança.

Votos:
Tags: pets    gatos    arranhadores 

|

Quinta-feira, 27 de novembro de 2014 04:00 pm

Feira de adoção e bazar: vamos ajudar?



A Sociedade Humanitária de Brasília (SHB) promove mais uma feira de adoção.
Que tal adotar um peludinho?

Quando: sábado, 29/11, das 10h às 16h
Onde: na PETZ, antigo Pet Center Marginal,
no SIA, trecho 2, em frente à Cimfel

E vem aí o bazar
Além da feira, a entidade promove duas edições de um bazar, nos dias 6/12 (Centro Educacional nº 2, no Cruzeiro Novo) e 11/12 (Sociedade Rosa Cruz, na 607 Norte )
A intenção é arrecadar fundos para a manutenção do abrigo e cuidados com os pets.
Você pode ajudar doando: roupas, sapatos, bolsas, objetos de casa, novos ou usados, desde que em bom estado.
Mais informações com Alice Godoy (alicegodoy@gmail.com)
ou 8229.4609 (Wattsup)  

Votos:
Tags: adoção    pet    shb    solidariedade 

|

Domingo, 16 de novembro de 2014 11:00 am

Voando com o pet

da Revista do Correio




Viajar com o pet dentro do Brasil é comum, mas também é possível levar os animais para outros países. Conheça as regras de embarque em viagens internacionais 





Isabela Miranda já levou a dachshund Mirelle Christina até a Europa: planejamento para uma viagem tranquila. (foto Zuleika de Souza/CB/DA Press)



Com as férias chegando, todos começam a planejar a viagem de fim de ano. Alguns querem ir para a praia, outros preferem o campo e há aqueles que se programam para sair do país. O que fazer com o pet nessa hora? Quando a família não quer deixar o animal de estimação em casa, a saída é levá-lo junto para os dias de descanso. Afinal, os bichinhos também merecem curtir uma viagem. No entanto, é preciso estar atento a alguns cuidados antes de arrumar as malas.

O transporte de animais varia de acordo com as empresas aérea, mas existem regulamentos básicos que todas devem seguir. Para voos internacionais, é necessário o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI), expedido pelo Ministério da Agricultura. Ele garante que o animal está com as condições necessárias para embarcar, com o atestado de saúde e a carteira de vacinação em dia, além do laudo de sorologia. Em qualquer tipo de voo, o cão ou o gato deve viajar dentro de um kennel — caixa de transporte que pode ser adquirida em lojas de animais. O acessório deve conter espaço suficiente para que o animal dê uma volta completa em torno de si.

É necessário, também, que o dono confira quais condições que o lugar de destino pede para a entrada do animal. Alguns países, por exemplo, pedem que o animal tenha um microship inserido, com a identificação numérica do pet, além dos dados pessoais. Com o chip, o dono também recebe uma etiqueta que deve ser apresentada nos aeroportos.

O local de transporte do animal dentro da aeronave vai variar de acordo com as companhias aéreas. Na Gol, por exemplo, o pet não pode viajar ao lado do dono e é despachado como bagagem. Para o procedimento, é cobrada uma taxa. Já na Tam, além da opção do despacho, o animal pode viajar na cabine, desde que o peso do kennel com o pet dentro não ultrapasse 7kg.

A servidora pública Isabela Miranda, 34 anos, já viajou com a cadela Mirelle Christina, uma dachshund de 7 anos, para vários lugares do Brasil e inclusive para fora. Em 2013, Isabela levou Mirelle para passar 20 dias em Paris. Ela foi visitar o ex-marido, que morava na França na época. O procedimento foi tranquilo, mesmo em um voo de 11 horas de duração, pois a cadela já estava acostumada a viajar. “Só não viajo com ela quando o lugar não aceita animal”, conta Isabela. Na Europa, Mirelle ainda foi para outros países, como Bélgica e Portugal.

Isabela lembra que o primeiro voo de Mirelle foi o mais estressante. Como ela nunca tinha viajado e tinha apenas 6 meses, ficou muito agitada durante a viagem até João Pessoa e chorou. A dona relata que, hoje, já acostumada, a cadela não precisa de remédios e dorme durante todo o trajeto.

O veterinário Ricardo Guerra, 50 anos, fala que não existem grandes problemas com o transporte de animais, desde que eles estejam com as documentações em dia e em boas condições de saúde. O veterinário recomenda que o dono não alimente muito o pet antes da viagem e que use algum sedativo para o animal dormir, pois eles tendem a ficar estressados. “A maioria sente medo, mas alguns podem até ficar agressivos durante o voo”, explica. Ricardo ainda conta que gatos tendem a ficar mais estressados que os cães, por conta da própria natureza das espécies.

Viagens com animais, porém, exigem tempo e planejamento. Como a documentação obrigatória é grande, é preciso que o dono se programe e se informe antes de decidir voar. Além disso, deve-se ficar atento às especificidades de cada país com a entrada de animais. Com tudo resolvido, basta fazer as malas e boa viagem.

Na estrada
Para quem não quer voar com o pet, existe a possibilidade de viajar de ônibus tanto dentro quando fora do território nacional. Mas essa opção também exige regras e cuidados especiais. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), é permitido o transporte de animais desde que sigam limites máximos de peso e dimensão estipulados para a bagagem que estão regulamentados no Decreto nº 2.521/98.
Quem determina os procedimentos para viagens de animais em qualquer veículo é o Ministério da Agricultura. Por isso, é importante que o dono leia o Guia de Transporte Animal (GTA), disponível no site do órgão. É preciso também que o dono consulte a empresa que realizará a rota para saber se ela autoriza o transporte de animais. Da mesma maneira que em aviões, ele precisa levar um atestado assegurando que o pet está em boas condições de saúde. O animal deve ser transportado em uma caixa específica.
É possível também o transporte de animais em linhas internacionais de ônibus. Para que o pet possa, no entanto, realizar este tipo de viagem, é necessário providenciar o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI), mesmo documento pedido em viagens de avião.


Votos:
|

Terça-feira, 11 de novembro de 2014 05:00 pm

Quatro feiras de adoção neste final de semana em Brasília





Sábado:










Domingo:












Votos:
Tags: pets  bichos  adoção  maisbichos 

|

Domingo, 09 de novembro de 2014 11:00 am

Leishmaniose em discussão

A prática de eutanásia animal, ainda comum no Brasil, sobretudo em casos de leishmaniose, é condenada por muitos donos e veterinários.
Tema será abordado no Pet Show



As cadelinhas Maya e Lolita receberam vacina para prevenir a leishmaniose.
Crédito da foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press

Quando animais de estimação e humanos compartilham da mesma doença, a cura nem sempre é encontrada para ambos os lados. O resultado são discussões acirradas sobre como proteger a vida humana e a real necessidade de sacrificar os queridos pets. Em outubro, foi sacrificado o cachorro de uma enfermeira espanhola contaminada com ebola. A medida provocou protestos e mobilizações, com pessoas defendendo que o cão ficasse apenas de quarentena. A eutanásia também é adotada para os animais diagnosticados com leishmaniose no Brasil. Não existem medicações totalmente eficazes para os pets e o Estado proíbe o tratamento, apesar de Europa e Estados Unidos preferirem tratar os bichos. A política sanitária para leishmaniose vai ser um dos temas abordados no evento Pet Show, previsto para 22 e 23 de novembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Além das discussões sobre a doença, o evento vai trazer feira pet, exposição internacional de cães de raça, demonstração de cães pastores, cães-guia e outras palestras sobre assuntos como infertilidade em cães, problemas genéticos, criação e características de raças. Para um dos organizadores do Pet Show, Rodrigo Crispim, a situação da leishmaniose exige mais atenção. “O problema é grave e falta informação para a população sobre as precauções, como existe com a dengue”, opina. Ele também destaca que a vacina não é gratuita nem barata. Na primeira vez que o animal se vacina contra a doença, ele precisa tomar três doses, cada uma no valor médio entre R$ 120 e R$ 150.

Diferentemente da raiva, a leishmaniose não tem campanhas gratuitas de vacinação. O Ministério da Saúde não indica a vacinação animal como medida de controle, pois aguarda a conclusão de estudos sobre a vacina. Para o ministério, a medida mais segura para a saúde humana é a eutanásia.

O tratamento atual pode resultar no desaparecimento dos sintomas, mas os animais podem continuar como fontes de infecção para o mosquito-palha, que transmite a doença dos animais para os humanos. Ainda segundo o Ministério da Saúde, 4 mil novos casos de leishmaniose são registrados por ano no país.

Apesar do impasse, Ana Luísa Brito decidiu imunizar as duas cachorras dela. “Por via das dúvidas, eu preferi vacinar. Eu não quero passar por essa situação. Temos que ter responsabilidade e cuidar dos nossos animais”, afirma a dentista de 45 anos. A cadela Lolita tem 9 meses e começou a tomar a vacina este ano. Ela acompanhou Maya, que tem 3 anos e já toma a vacina pela segunda vez. Ana Luísa mora em Sobradinho, que é uma das regiões com mais casos de leishmaniose, segundo cartilha da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Outras áreas endêmicas são Lago Norte, Lago Sul, Fercal e Grande Colorado. Áreas mais pobres, que tendem a apresentar maiores problemas de limpeza, ou com maior umidade e vegetação, apresentam mais chances de ter ocorrência do problema.

A patologista veterinária Denise Salgado ressalta que o processo de urbanização também estimula a incidência. “Com a abertura de matas para a criação de condomínios, nós invadimos o local dos mosquistos e entramos mais em contato com o transmissor”, explica. Ela diz que se impressiona com a quantidade de amostras que recebe para análise no laboratório. “Quase todos os dias, identifico pelo menos um caso de leishmaniose.” Ela acredita que a eutanásia dos animais diagnosticados não resolve o problema. “Na Europa, todo mundo faz tratamento e já sabe que não adianta matar o animal.” Denise esclarece que os cães são mais visados pelo mosquito do que os humanos porque têm o sangue mais quente. Para o Companion Animal Parasite Council, organização que dá diretrizes para o controle de parasitas nos EUA, a prática de eliminar cachorros soropositivos não é considerada efetiva para reduzir os casos de infecção humana ou canina.

A sociedade vem se organizando para impedir a eutanásia de cães diagnosticados com leishmaniose. A veterinária Betânia Nogueira destaca outro problema na conduta. “Existe o risco de animais saudáveis passarem por eutanásia devido ao resultado falso positivo. Isso ocorre principalmente com a população de baixa renda, que não tem condições para fazer diferentes exames de confirmação”, lamenta. Betânia acredita que deveriam existir mais campanhas educativas sobre a questão.

A ONG Arca Brasil, de proteção aos animais, realiza uma campanha para reverter essas medidas. A organização considera que as medidas atuais focam em eliminar os cães em vez do mosquito vetor. “Essa política existe há mais de 50 anos e não tem trazido resultados no controle da doença. É hora de mudar essa atitude”, afirma o fundador da ONG, Marco Ciampi. Ele também alerta que a eutanásia obrigatória estimula as pessoas a procurarem tratamentos na clandestinidade e muitas podem buscar soluções em diferentes cidades, espalhando ainda mais a doença.

Os principais sintomas para ter atenção nos animais são descamação e feridas na pele, fraqueza, falta de apetite, sangramentos e crescimento das unhas, devido ao animal se movimentar menos. No entanto, os animais podem ser assintomáticos ou apresentar poucas características. Nos humanos, a doença provoca sintomas como febre, fraqueza, emagrecimento, aumento do baço e do fígado, diarreia e sangramentos na boca e nos intestinos.

Mande a sua foto!
Quer ver seu lindo pet numa exposição linda? Acesse o www.correiobraziliense.com.br/ meupeteshow , até amanhã, leia o regulamento e inscreva uma fotografia de autoria própria do seu bichinho. O Correio vai selecionar algumas para fazer parte de uma exposição que ficará em cartaz no Brasília Pet Show, evento que conta com o apoio do Correio Braziliense e parceria do Kennel Club — outras fotos serão publicadas na Revista do Correio.

Programação do Pet Show

Sábado, 22

Exposição Internacional de Cães de Raça
Das 9h às 17h: julgamento de raças e grupos
Das 12h30 às 14h: apresentação dos Cães do BPCães, Agility, Pastoreio e Desfile de Cães Especiais (cães com necessidades especiais)

Palestra Kennel Clube de Brasília
Das 9h às 19h: Genética e Criação de Cães
Pela manhã: Infertilidade em cães
À tarde: Genética do princípio aos fins

Domingo, 23

Exposição Internacional de Cães de Raça
Das 9h às 17h: julgamento de raças, grupos e final de exposição (Best in Show)
Das 12h30 às 14h: apresentação dos Cães do BPCães, Agility, Pastoreio e Desfile de Cães Especiais (cães com necessidades especiais)

Palestras Anclivepa-DF
Das 9h às 10h30: Um olhar sobre as raças caninas:
o que elas têm de particular do ponto de vista oftalmológico?
Das 10h30 às 12h: Controle de vetores em clínicas, canis e residências: prevenção e saúde

Mesa redonda sobre leishmaniose
Das 14h às 14h30: Leishmaniose, aspectos epidemiológicos
Das 14h30 às 15h: Política sanitária para leishmaniose
Das 15h às 15h30 — Aspectos legais e jurídicos da leishmaniose no Brasil


Votos:
Tags: evento    feira    pet    leishmaniose 

|

Quinta-feira, 06 de novembro de 2014 03:00 pm

Mais uma feira de adoção neste sábado em Brasília







Votos:
|

Segunda-feira, 03 de novembro de 2014 06:14 pm

Sábado tem Piquenique Vegano em Brasília









Votos:
|


« primeira    « anterior    
Mostrando (11-20) de 605 resultados.