Segunda-feira, 21 de julho de 2014 05:00 pm

Eles precisam de um lar

Quer adotar um bichinho? Veja alguns animais disponíveis para adoção.
Protetores de Brasília aguardam sua ligação:


Esta é Penélope



Esta é Menina!


Esta é Malu!


Esta é Cacau!


Esta é a Lua!


Este é o Sushi!


Este é Zen!

Malu - Ligue para a Vanessa: (61) 8629 9749
Menina - Ligue para a Adriana: (61) 8237.1920
Penélope: Falar com a Ana Tereza:(61) 8608-8126
Gatos Zen, Cacau, Lua e Sushi - Falar com a Natali: 9312-1808

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Domingo, 20 de julho de 2014 11:00 am

Como evitar que o pet fique "montando" nos outros

Da Revista do Correio

A insistência dos machos em montar nos outros — tanto em pets quanto em pessoas — revela uma tentativa de demonstrar que domina o ambiente.
Em excesso, a atitude deve ser combatida



O gato Fred adora montar nos outros, inclusive no cão: a dona interrompe o ato
Crédito da foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press

Um buldogue ficou famoso nos Estados Unidos após ter sido deixado em um abrigo para ser sacrificado. Entre tantos casos similares, foi a justificativa usada para o abandono que popularizou a história na internet e ganhou os jornais no ano passado. Depois de ver o animal montando em outro macho, o dono decidiu se livrar do cão porque se recusava a ter um cachorro gay.

O comportamento de montar em outros animais, ou em pessoas, é bastante comum, ainda que provoque estranhamento e dúvidas. As causas são variadas, mas especialistas afirmam que a ideia de orientação sexual não se aplica aos pets. O buldogue, é claro, foi logo adotado por uma dona mais bem informada, como é a família do estudante Felipe Lopes, de 21 anos.

Eles têm quatro cachorros machos e lidam com naturalidade com o assunto. “Sempre aceitamos como um comportamento comum, nunca nos incomodou”, relata. A principal motivação para a monta ou tentativa de “cruzar” com pets do mesmo sexo é a demonstração de dominância. O veterinário especialista em comportamento canino Renato Buani explica que a atitude serve para expressar hierarquia, submeter o outro a uma situação de vulnerabilidade. “É algo normal, que acontece tanto no ambiente selvagem quanto no doméstico”, pontua.

Nos filhotes, o hábito cumpre o papel de brincadeira e treino sexual para a fase adulta, afirma o adestrador Luciano Robson. “Em geral, incomoda mais quando acontece com pessoas”, destaca. Esse costume deu trabalho para a professora Juliana Brito, 38 anos, que tinha um dachshund, raça canina mais conhecida por salsicha. “Eu tive problema demais porque ele ficava montando nas pessoas”, conta.

Depois de encontrar uma cadela da mesma raça no prédio onde morava, Juliana acreditou que cruzar seria a solução. Mas nada mudou e a necessidade de chamar a atenção permaneceu. Apesar de querido, o animal foi dado à outra pessoa após a chegada de um bebê na família, pois ele tentava avançar na criança.

As atitudes envolvidas na hierarquia entre os animais devem ser encaradas de forma natural, mas podem contar com intervenções quando a situação se torna insistente. A estudante Paula Macedo, 21 anos, tinha uma fêmea de pastor alemão de 5 anos, porém teve conflitos com a chegada de duas cadelas mais novas, de 5 meses. Uma das novatas assumiu o papel de líder, mas a outra ficou mais submissa e se tornou o alvo sexual das demais. “Ela tremia de medo, corria”, descreve. Após oito meses, a cadela acabou fugindo da casa.

Para resolver problemas como esses, é importante evitar que os animais se sintam inseguros da posição na matilha. A hierarquia deve ser respeitada, mas impondo regras para deixar claro o lugar de comando do dono. “Às vezes, as pessoas ficam com pena e favorecem o cão submisso, o que cria um conflito cada vez maior. O dominante pode chegar a tentar formas de agressão”, alerta o adestrador Luciano Robson.

Outra recomendação é retirar o animal ou desfocá-lo de uma situação inadequada ao pedir qualquer outra atitude, como sentar. “Depois que premiamos o novo comportamento, o cachorro tende a parar o anterior. É um processo de troca”, explica o comportamentalista canino Renato Buani. Ele também aconselha evitar gritar ou bater.

A policial Mônica Marques, 40 anos, tem um casal de gatos e um cachorro, e procura estar sempre atenta às atitudes deles. “O gato macho tenta montar tanto nas pessoas quanto no cachorro. Eu não deixo que ele aja dessa maneira. Quando ele começa a fazer isso, o tiro do lugar.” Ela também conta que os visitantes que tiveram contato com alguma cadela no cio costumam atrair o cachorro. “O instinto fala bem mais alto. É da natureza, mas como eles não estão no meio selvagem, nós tentamos evitar”, avalia Mônica.

A professora Christine Souza, da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Brasília, indica que castrar pode ser uma solução viável. “Ocorre mais com machos não castrados, devido à influência do hormônio testosterona. O ideal é castrar assim que o animal começa a agir dessa maneira, antes de virar um hábito.”

Ela enfatiza, no entanto, que é preciso analisar o ambiente e o relacionamento com as pessoas e os outros bichos. “Às vezes, o problema é porque o animal está pouco ou muito à vontade na casa. Não tem uma solução única, e é possível procurar opções menos traumáticas que a castração”, afirma.

Homossexualidade no reino animal

Mesmo que muitos estudiosos descartem a ideia de homossexualidade, o tema gera controvérsias. “Ainda é tudo muito especulativo nessa área, não dá para afirmar com certeza. Existem estudos em animais selvagens, mas sem muita relação com animais domésticos”, pondera a veterinária Christine Souza, da UnB. Alguns casos são bastante representativos e intrigantes.

O comportamentalista canino Renato Buani relata a conduta de uma cadela da raça border collie com a qual ele teve contato. Ela foi comprada para reprodução, mas recusava todos os machos. Após realizar uma bateria de exames, os níveis hormonais e demais resultados estavam todos dentro do normal, e a cachorra não apresentava nenhum problema de relacionamento com o principal pretendente masculino. No entanto, ela se mostrava interessada nas fêmeas e foi necessário optar pela inseminação artificial.

Um dos principais pesquisadores da área, o biólogo canadense Bruce Bagemihl, afirma que o comportamento homossexual foi documentado em mais de 450 espécies em todo o mundo e inclui uma variedade de práticas. O cortejo para atrair membros do mesmo sexo, a estimulação genital e a formação de pares que, por exemplo, chocam ovos “adotivos” são padrões presentes em animais como pássaros, baleias e macacos.

Em livro publicado em 1999, Biological exuberance , ele também inclui comentários sobre observações em animais domésticos. O pesquisador acredita que a compreensão do fenômeno foi prejudicada pelo preconceito ao lidar com o assunto e principalmente por desafiar a ideia de que o sexo é voltado de forma exclusiva ou primordialmente para gerar descendentes. Aliviar tensões sociais, aumentar a coesão do grupo e a simples sensação de prazer são outras motivações que ele acredita serem igualmente importantes para a prática sexual.

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Sexta-feira, 18 de julho de 2014 04:00 pm

Quem quer um gatinho? Ou dois?



Esses gatinhos precisam de um lar - um é macho e a outra é fêmea.
Já estão castrados e vacinados.. Quem se interessar, entrar em contato com:

Soraya -8153-7815/ soraya_sab@yahoo.com.br
Camila- 8424-1045 / camilaab@yahoo.com.br

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Quinta-feira, 17 de julho de 2014 03:21 pm

Pomba branca encontrada em escola

Há pouco mais de um mês, apareceu uma pomba branca, bem mansinha, na Regional de Ensino do Plano Piloto. Marina Sotero, que enviou a foto dela ao blog Mais Bichos, acredita que ela possa ter escapado de algum viveiro ou fosse usada em apresentações de mágico, pois é mansa e calma.

Os funcionários da regional não têm condições de abrigá-la com conforto, apesar de darem comida e água. E gostariam de encontrar o responsável ou algum especialista que pudesse recolhê-la ou cuidar melhor dela. Mais informações:
soteromarina@gmail.com



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Quinta-feira, 17 de julho de 2014 07:00 am

Eutanásia,uma dolorosa prova de amor

por PALOMA SUERTEGARAY, da editoria de cidades.


Melhores amigos e companheiros para todos os momentos. Donos de animais de estimação concordam que isso é pouco para descrever tudo que os companheiros peludos representam. Ao longo da vida, os bichinhos brindam com amor incondicional os donos e quem já precisou se despedir de um pet sabe do sofrimento do adeus. Foi assim para a família Roberts, de Houston, nos Estados Unidos, que adotou o labrador Duke há três anos.

Quando o cão ficou doente, os donos fizeram tudo o possível para ajudá-lo, mas, ao ver que não havia outra solução — o bicho sofria de câncer nos ossos —, optaram pela eutanásia. Para minimizar a dor, a família decidiu fazer do último dia de Duke uma festa e realizou todos os desejos do cachorro: ele comeu hambúrgueres, brincou com água e recebeu a visita de amigos. A alegria de Duke ficou registrada nas imagens da fotógrafa Robyn Arouty, que emocionaram pessoas do mundo inteiro na web. (Veja no post anterior deste Blog)





Yago e seu cão Bruce (foto arquivo Pessoal)



Muitos internautas que viram as fotos se identificaram com a experiência dos Roberts e a dura decisão que é optar por sacrificar um animal de estimação. O estudante de direito Yago Júnior, 21 anos, precisou passar por isso com o rotweiller Bruce, que morreu de artrose e câncer aos 10 anos. "No fim da vida, ele não conseguia se mexer direito, foi definhando e, só de olhar para ele e lembrar como era um cachorro ativo e inquieto, os meus olhos se enchiam de lágrimas", lembra.

Ele conta que partiu do pai dele a decisão de sacrificar o cão, em fevereiro. "Eu não teria tido coragem na época e, até hoje, é difícil pensar no assunto. Hoje, no entanto, acho que foi a coisa certa a se fazer. Ele estava sofrendo muito e, antes de pensar no que a gente sente, temos que pensar neles", completa. Desde a morte de Bruce, a família preferiu não ter outro bichinho de estimação, mas depois de ver as fotos tiradas por Robyn, decidiu adotar um novo amiguinho. Ontem, receberam o filhote de pastor alemão Axl.

De acordo com veterinários, a eutanásia deve ser a última opção e é importante consultar especialistas para estudar outras alternativas. "Muitas pessoas parecem querer se livrar do pet quando ele está em uma situação difícil, mas não pode ser assim", diz o veterinário Ricardo Guerra. "Nos casos em que há uma doença contagiosa ou existe o sofrimento do animal, no entanto, sacrificá-lo é a melhor opção. Prolongar a dor é um desrespeito", explica.


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Quarta-feira, 16 de julho de 2014 05:56 pm

Despedida: fotógrafa registra último dia da vida do labrador Duke

Há três anos, a família Roberts adotou um labrador, chamado Duke. Eles trilharam os caminhos da vida juntos desde então, até que o pequeno companheiro ficou doente, e para acabar com o sofrimento, a família tomou a difícil decisão de optar pela eutanásia.

Não foi fácil se despedir de Duke. E em vez de sofrer com a despedida, a família de Houston, nos Estados Unidos, decidiu celebrar os últimos momentos com o companheiro, realizando todos os desejos dele. Entre pratos de hamburguer, visitas de amigos e brincadeiras na água, restaram os cliques da fotógrafa Robyn Arouty, que eternizou a alegria do último dia do cão.

A seguir, as fotos com as respectivas legendas postadas no blog de Robyn, contando como foi o último dia de Duke:



























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Quarta-feira, 16 de julho de 2014 08:00 am

Brasília tem espaço cercado para cães no Parque da Cidade

por Ailin Cabral, da editoria de cidades do Correio Braziliense.



Foto Breno Fortes/CB/DA Press




Os cachorros conquistaram um espaço especial no Parque da Cidade. Aberto há uma semana, o parcão canino foi cercado pela administração da área de lazer para a alegria dos donos de pets, que podem libertar os animais de coleiras e focinheiras e promover a socialização. A área cercada tem 1,5 mil metros quadrados, fica próximo ao Estacionamento 6 e conta com uma cerca reaproveitada do Parque Ana Lídia. Até o fim da semana, devem ser acrescentadas lixeiras, mesas e cadeiras, para os proprietários dos bichos; um bebedouro canino; e duas placas, uma sinalizando o local e a outra, as regras de convivência.

A diretora do Parque da Cidade, Juliana Neto, explica que deu continuidade ao projeto, pois era uma necessidade dos frequentadores do lugar, que precisavam de um espaço exclusivo. Segundo ela, a procura é tão grande, que há vários frequentadores mesmo sem a conclusão da obra. "Ainda não conseguimos nem ter um evento de inauguração, queremos fazer algo bacana quando a estrutura mínima estiver pronta. Mas já temos um grande público", conta.

Proprietário de dois golden-retriever, um dos idealizadores da iniciativa, Bruno Tempesta, 39 anos, conta que, há dois anos, busca, com o governo, colocar a ideia em prática. O servidor público começou a planejar o parcão canino depois de ir a diversos encontros de raça, onde donos e animais se reúnem por lazer. Após pesquisar e ver que diversas cidades do Brasil e do exterior estavam bem mais avançadas do que o DF, começou o projeto com um amigo, o publicitário Rafael Pontual. "É uma tendência mundial e muito simples. Inicialmente, é só pegar uma área pública e cercar", completa Bruno.

O servidor público conta que o projeto só foi levado a sério após as polêmicas levantadas em abril desse ano, com um projeto de lei que pretendia limitar a circulação de cães em espaços públicos ( veja Memória ). "Depois disso tudo, o nosso projeto veio à tona como uma demanda muito forte da sociedade. Fizemos uma ‘cãominhada’, e o Paulo (Dubois, ex-diretor do Parque da Cidade) se comprometeu a ceder o espaço", detalha.

Bruna Borges, 26 anos, e o namorado, Alexandre Verlage, 22, aproveitaram a manhã de ontem para passear com o golden-retriever Valentim. Os empresários conheceram o local no fim de semana e ficaram satisfeitos com o resultado, prometendo voltar diversas vezes com os cinco cães da família. "No fim de semana, ficou muito cheio. Aqui em Brasília, tem muita área verde, mas nenhuma fechada, onde eles possam correr em segurança. Achei muito legal, a gente precisava desse espaço", diz Bruna. "Ele (o animal) se deu superbem aqui, é socializado, então, adorou ver outros cachorros no domingo. Esse parcão é importante para quem não tem opções", completa a empresária.

Responsabilidade

A diretora-geral da ProAnima (sociedade de proteção aos animais), Simone Lima, apoia o projeto. "Esse espaço, onde eles podem ficar sem guia e ao mesmo tempo em segurança, é extremamente importante. Um animal que se exercita é mais feliz, tranquilo e equilibrado", explica. Segundo ela, outro ganho é a possibilidade de socialização dos pets. "Grande parte dos acidentes de mordedura, por exemplo, são derivados de estresse nos animais. É uma ótima iniciativa. Em Brasília, não falta espaço, somos a favor de um parcão em cada quadra."

Após as melhorias iniciais e a abertura do local, novas estruturas estão previstas. Bruno Tempesta conta que ele e Rafael têm uma série de brinquedos e obstáculos em mente para o local. Também preparam um livro para apresentar as ideias deles. "O espaço agrega qualidade de vida, não só para os cães, mas para os donos. Enquanto o animal se socializa, o proprietário tem a mesma oportunidade", afirma.

Um cercado menor, apelidado de parcãozinho", é pensado para cães de menor porte. Nenhum tipo de raça é excluída no espaço, e a responsabilidade fica para os proprietários. Bruno afirma que, se depender dele e dos frequentadores, mais parcões caninos serão inaugurados no Distrito Federal. "No domingo, em duas horas, pude observar o trânsito de mais de 200 animais. Aqui, eles podem correr livremente, brincar e gastar energia. É um local onde o cachorro pode ser cachorro, simples assim", conclui.

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Domingo, 13 de julho de 2014 05:00 pm

Tratamentos com células-tronco

Da Revista do Correio

O uso de células-tronco no tratamento de diversos males veterinários é uma realidade desde 2010. Entenda o procedimento


A cadela Mel recuperou os movimentos depois de tratamento com célula-tronco

O tratamento com células-tronco já é realidade na medicina veterinária — e vem salvando muitas vidas. “Nós usamos células que podem ser coletadas no momento de uma castração ou de uma cirurgia. A partir daí, são feitos diversos testes e, no laboratório, isolamos apenas as células-tronco”, resume o médico veterinário Enrico Santos. Armazenadas em um galão de nitrogênio, as células ficam sob uma temperatura de -160°C. Por fim, são aplicadas na parte do corpo em tratamento. No Brasil, o método é empregado em bichos desde 2010, principalmente na recuperação de lesões.

Existem dois procedimentos para a aplicação das células. No primeiro, é coletada uma amostra de tecido adiposo subcutâneo. O tecido é enviado ao laboratório, onde é colocado em contato com uma enzima (colagenase) que libera as células-tronco. Após lavagem, as células são colocadas em seringa e enviadas para o veterinário realizar a injeção. O procedimento todo é realizado no mesmo dia, caso o paciente esteja na mesma cidade do laboratório.

O segundo visa atender pets de outras cidades e trabalha com a hipótese de que o material demorará até 48 horas para ser usado. Como as células-tronco são muito resistentes, não há problema, desde que as condições de temperatura e transporte sejam adequadas.

Um exemplo de renovação de vida graças à técnica é o da cadela Mel. A shih-tzu de 10 meses quase teve a morte decretada. Em março deste ano, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória durante uma cirurgia de castração e ficou com várias sequelas. “Ela não fazia mais nada. Não andava, não comia, e quando levantava, não tinha equilíbrio nenhum. Ficou cega e estava praticamente vegetando”, conta a dona da mascote, Aline Misael, 31 anos, gerente de contas.

Tudo indicava que a shih-tzu não resistiria. A única esperança seria o tratamento inovador, apontou o veterinário que a atende. “A gente não via outra saída. Íamos acabar sacrificando, pois ela estava sofrendo muito”, conta Aline. Incrivelmente, um dia após a aplicação, a pequena shih-tzu tinha quase todas as suas funções. Na segunda dose, voltou a enxergar. “O problema na visão da Mel não era nos olhos, e sim no cérebro. A sequela da cirurgia foi tão grave que ela havia perdido a sensibilidade”, conta Aline.

Todos os tecidos dos órgãos têm células-tronco. Esses tecidos têm a função principal de repor células que vão morrendo ao longo do tempo. A intervenção é indicada principalmente para animais com problemas de articulação, ossos e tendões. O tratamento é eficaz, mas não aumenta a longevidade do pet — o objetivo é mesmo qualidade de vida.

Quanto mais cedo for identificada a doença e iniciado o tratamento, melhor é o resultado. “A maioria dos casos tem uma resposta imediata. Em média, são três aplicações com 30 dias de intervalo. Varia muito de caso para caso”, esclarece o médico veterinário André Gatti. “As células-tronco parecem ter também um efeito analgésico. Outra característica delas é uma regulação do sistema imunológico, assim elas podem também ser usadas para tratar doenças autoimunes ou evitar rejeição de transplantes”, acrescenta a veterinária e diretora clínica Nance Nardi.

O tratamento pode ser feito quantas vezes forem necessárias. Só não é indicado quando a doença está na fase infecciosa ou quando o animal tem câncer.

Podem se beneficiar do tratamento pacientes com:
Lesão tendínea.
Lesão ligamentar.
Osteoartrite.
Osteoartrose.
Sequela de cinomose.
Lesão medular.
Fraturas.

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Sábado, 12 de julho de 2014 06:14 pm

Vamos ajudar a encontrar o Chico?



Segue o emocionante relato da dona do cão, Ana Luísa.
Vamos ajudar a encontrá-lo?


"Meu nome é Ana Luísa, sou médica psiquiatra e apaixonada por animais.No final de 2010, o cão Chico foi recolhido das ruas por duas voluntárias, a Suzana e a Aglay. Ele foi encontrado vagando em Águas Claras com duas enormes feridas em dorso e na perna direita, completamente infectadas e infestadas de miíase. Não por acaso, era um cão muito arredio e precisou até mesmo ser sedado para o resgate. 

Muitas pessoas se envolveram com o seu tratamento. Foram feitas inúmeras rifas para arrecadar fundos para o seu difícil tratamento. Chico recuperou-se completamente da parte física, mas tornou-se um cão extremamente arredio e medroso, possivelmente devido a uma longa história de maus tratos. Não aceitava a presença de pessoas estranhas, principalmente homens, dos quais saía correndo inevitavelmente. 

Ainda assim, em fevereiro de 2011 eu resolvi adotar o Chico. Eu já tinha uma virinha adotada, a Brigite, e achei que ela gostaria de uma companhia. Foi amor à primeira vista entre mim e o ele. Aquele cachorrão tímido me cativou e fiquei motivada a mudar a sua história, dali para a frente. Depois de duas visitas à chácara da Gy, onde ele estava hospedado, eu levei-o para meu apartamento.

O Chico passou quase uma semana sem sair do escritório, que ele adotou como lugar dele. Durante uns cinco dias, ele se encolhia todo de medo quando eu entrava para levar comida e água. Até que, em uma manhã, quando entrei no seu quarto, ele se levantou e pulou de alegria. O laço estava estabelecido, finalmente. 

Muitas águas rolaram nesses anos que se seguiram. O Chico tornou-se um cão forte, alegre e muito carinhoso. Havia momentos em que ele olhava para mim com tanta intensidade que eu pensava: está apaixonado! Gostava muito de passear, mas ainda era um pouco desconfiado de homens estranhos, embora tenha diminuído bastante com o tempo. 

Acabei me mudando do apartamento para uma casa e o Chico adorou. Também ganhou um novo irmão, o Pisquila, que se tornou seu companheiro inseparável de malinagem. Eles corriam o quintal inteiro e adoravam cavar buracos no jardim, para desespero de qualquer jardineiro. Sempre gostou de dar umas escapadas quando flagrava o portão aberto, mas acabava voltando em poucos minutos. 

No ano passado, eu e meu esposo precisamos nos mudar para uma chácara em Brazlândia. Evidentemente, o Chico e seus irmãos foram conosco. Foi o período mais feliz da vida dele, tenho certeza. Ele tinha todo o espaço do mundo para andar, farejar e brincar. Passeava o dia todo e até entrar no córrego ele entrava, por puro prazer. Voltava coberto de carrapicho e lama, mas dormia satisfeito.

Só que, um dia, o Chico não voltou para casa. Isso foi no dia 13 de junho. Eu e meu caseiro andamos por toda a vizinhança, mas não encontramos sinais dele. Ofereci recompensa, espalhamos panfletos, colocamos cartazes e divulgamos no Facebook, mas não tivemos qualquer notícia. Ele simplesmente desapareceu do mapa. 

Não acho que ele tenha morrido. Como diz o caseiro, os urubus logo apontam quando um animal morre na roça. Mas não tenho ideia de para onde ele pode ter ido. Pode ter se assustado com os fogos da Copa. Pode ter sido atraído para algum quintal e preso. Podem ter acontecido milhares de coisas, mas eu não sei. E meu maior medo é que ele tenha voltado para as ruas, para os maus tratos e para a vida triste que ele tinha antes."

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Domingo, 06 de julho de 2014 11:00 am

Como evitar briga entre os cães

Da Revista do Correio

Manter mais de um cachorro sob o mesmo teto é, quase sempre,
motivo de brigas.
Saiba como evitar o embate entre os pets


Suri e Cindy brincam (e brigam) juntas: tudo é motivo de disputa entre as duas
Crédito: Zuleika de Souza/CB/DA Press

Há vantagens em ter mais de um cão em casa. Os pets podem cuidar um do outro, fazer companhia na ausência dos donos, brincar entre eles, além de a alegria de ter um animal de estimação vir, no mínimo, em dobro. Porém, nem sempre os bichos se entendem e existe o risco de brigas surgirem. Qualquer um que decida ter dois ou mais cachorros está suscetível a enfrentar o problema, que tem causas diversas, de acordo com o adestrador especialista em comportamento canino Lucas von Glehn Duty. “Pode haver momentos de dominância entre os cães, disputa pela atenção do dono ou mesmo um gatilho pode causar um conflito, como uma moto que passa pelo portão.”

Além de observar o comportamento dos animais, o ideal é que os cães sejam castrados, independentemente de serem machos ou fêmeas. “Castrar tira os hormônios sexuais, responsáveis por incentivar a disputa por território. No caso das fêmeas, deixa de existir a concorrência por um melhor lugar para ter cria. Para a eficiência ser maior, o procedimento deve ser feito quando o animal tiver em torno de 5 ou 6 meses”, afirma a médica-veterinária Eliane Cruz.

Fafá, uma fox paulistinha de 3 anos, foi a última a chegar à casa da empresária Eveline Gonçalves, 50 anos, que já tinha as dachshund Filipa e Penélope, de 5 e 8 anos, respectivamente. O clima inicial de harmonia não durou muito. “A Filipa aceitou a Fafá no primeiro momento, mas depois começou a se irritar. A Fafá já chegou querendo dominar e era muito ciumenta. Ela colocava a pata em cima da Filipa e as brigas logo começaram”, conta Eveline. “As duas primeiras brigas eu consegui separar, mas na terceira elas ficaram  descontroladas. No meio da confusão, uma delas me mordeu. Demorou um ano para eu recuperar os nervos do meu dedo.”

Depois do episódio, Eveline procurou a ajuda de um adestrador. “Passei um mês com elas separadas, cada uma num quarto. Tirava as duas sempre na guia, mostrava que quem mandava era eu. Fui testando aos poucos para ver se elas conseguiam ficar no mesmo ambiente. Foi assim que resolveu”, lembra a empresária. “Elas brincam muito, mas, quando vejo que a Filipa rosna mais forte, logo mando ela se sentar.”

O adestrador especialista em comportamento canino Lucas von Glehn Duty acredita que o acompanhamento de um profissional é importante para a solução desse tipo de conflito. “O especialista é quem vai orientar. É preciso observar o cotidiano dos animais. Tudo depende de uma análise.” Porém, ele dá dicas de como separar uma briga de cães. “É importante não usar as mãos ou as extremidades do corpo, que podem ser dilaceradas. As pernas, se estiverem cobertas, só devem ser usadas para separar cães de porte pequeno.” O especialista ensina ainda que o ideal é tratar os animais de maneira igual, sem criá-los em espaços diferentes ou ter favoritos para evitar competição entre eles.

A publicitária Denise Oliveira Borges, 28 anos, acredita que as brigas entre a poodle Suri, de 5 anos, e a vira-lata Cindy, 4 anos, são motivadas por ciúmes. “A Cindy é difícil. Na hora de comer, agarra a vasilha e não deixa ninguém chegar perto. Ela sempre come primeiro.” Elas chegaram a passar alguns dias separadas, depois de uma briga mais violenta. “A Cindy mordeu o pescoço da Suri e saiu sangue. Pensamos até em doar uma das duas.” Mas o tempo separadas melhorou a convivência entre as duas e elas já voltaram a dividir o mesmo espaço. “Também brincam muito juntas, mas se aparece algum motivo de disputa, elas brigam.”

Um clima de harmonia entre os animais também não foi conquistado na casa da estudante Juliana Gonçalves, 19 anos. Lá, vivem três fêmeas da raça pinscher. “A Luna é apegada demais ao meu pai e a Nina, à minha mãe. Isso já é motivo para briga. Nenhuma aceita que a outra chegue perto do seu dono favorito”, conta. “É preciso ter uma cama para cada. À noite, colocamos a Nina para dentro. Às vezes, elas se pegam, se mordem, e só falar ‘parar’ não adianta, precisa segurar. Sempre corremos para evitar que elas se machuquem.”

Lidando com os “rivais”

Como criar cães em harmonia?
Antes de aumentar a família, é importante observar o comportamento dos cães que já estão na casa. A veterinária Eliane Cruz recomenda a castração de todos os animais e optar por um segundo animal mais tranquilo se o primeiro tiver características de dominação.

Como apresentar o cachorro novo ao primeiro animal da casa?
Fatores externos podem causar ruídos para a estabilização comportamental. O calor em excesso, por exemplo, pode desestimular o animal e estragar a apresentação, que precisa ser prazerosa. Não é preciso que os cães se aceitem naquele momento. Eles podem até ser apresentados de longe.

Como saber que não é só uma brincadeira?
Quando o cachorro está se preparando para brigar, normalmente ele projeta o rabo, e os caninos ficam à mostra. O pelo também fica mais eriçado e alguns cães também levantam a pata. O olhar fica fixado na presa e o cão nem sequer pisca.

Como resolver?
É difícil encontrar uma fórmula que se aplique a todos os casos. Por isso, o recomendável é procurar a orientação de um especialista em comportamento canino.

Fonte: com informações do adestrador Lucas von Glehn Duty

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