Quarta-feira, 14 de janeiro de 2015 03:52 pm

Feira de adoção sábado em Brasília





Sábado 17.01.2015
das 10 as 16h
SIA TRECHO 2 (defronte a Cinfel)




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Domingo, 11 de janeiro de 2015 11:00 am

Eles não querem ficar sozinhos

da Revista do Correio,

Por vezes, os cães sentem tanta falta do dono que desenvolvem a síndrome da ansiedade de separação



                       Paula adotou um cão maltratado que tem medo de ficar só.

                                   (Foto Zuleika de Souza/CB/DA Press )



Deixar o pet sozinho em casa sempre dá um aperto no coração. É normal os bichos sentirem falta do dono, mas, às vezes, a carência extrapola e vira a chamada síndrome da ansiedade de separação. O transtorno ocorre quando a mascote se encontra em situação de isolamento e encara isso de forma negativa. Podemos dizer que é uma forma de pânico, cujas manifestações são variadas. Por isso, fique atento se o totó mudar de temperamento e destruir objetos, defecar em locais inadequados ou se automutilar.

De um modo geral, a síndrome é reflexo da dependência extrema dos pets, que ficam desesperados quando se veem sem companhia. Em alguns casos, eles tentam até romper portas e janelas, o que é perigoso. "Por isso, são mais comuns ataques de cães perto desses locais, que são chamados de ‘rotas de fuga’", explica a veterinária Joana Barros. Quando o nível de estresse é alto, eles também latem muito, como se fosse um pedido de socorro.

Não se trata apenas de pirraça ou vingança do animal. "O dono tende a acreditar que é birra, mas não é. Os pets com a síndrome ficam ansiosos, depressivos e deixam de ter hábitos saudáveis. A depressão vem acompanhada da falta de atividade física", afirma a veterinária.

Um dos prováveis motivos para o animal desenvolver a doença é o excesso de mimos por parte dos donos. "Mimar demais atrapalha. O animal que acompanha por todos os lados da casa, por exemplo, se apega demais e sofre com a partida depois", diz Joana Barros.

"O cachorro é um bicho muito social. Ele tem uma dependência familiar acima da média dos outros animais", explica o comportamentalista canino Renato Buani. De acordo com o especialista, deve-se evitar chamar a atenção do cachorro nas ocasiões de saída ou de chegada. "Nada de fazer uma apreciação maior do que deveria. Assim, o cachorro superestima aquele momento", afirma. Para o adestrador, o correto é esperar o cão se acalmar e, só depois, cumprimentá-lo, sem muita festinha.

Não existe raça com pré-disposição para a doença, porém, os cães pequenos, que costumam ficar dentro de casa e sempre na companhia de alguém, estão mais vulneráveis. Bichos que são resgatados da rua também podem ter muita dependência dos novos tutores. Esses cães criam um vínculo muito forte com a nova família e sentem medo de serem abandonados novamente. Esse é o caso de Doug, um cãozinho sem raça definida de 4 anos.

Há 4 meses, ele chegou à casa da professora Paula Americano, 49 anos. Muito machucado e doente, o vira-lata se afeiçoou muito ao novo lar. "Ele apareceu na varanda daqui de casa mais morto do que vivo. Muito magro, cheio de bichos, quase sem pelos. Eu achei que ele estava morrendo e o resgatei. Dei banho, levei para o veterinário e cuidei dele. Durante esse tempo, a gente se apegou muito", conta a professora.

De uns tempos para cá, Doug tem apresentado os sintomas da síndrome. "Mesmo passeando com ele diariamente, Doug sofre quando eu saio e fica muito estressado", afirma a professora. Em breve, o pet entrará em tratamento para superar a doença. O tratamento consistirá em sessões de contracondicionamento e exercícios para que o cão fique mais independente (por exemplo, simulações de chegadas e despedidas). Na casa, moram outros dois cachorros, que não desenvolveram sintomas da síndrome.



Atitudes de prevenção

Prevenção é sempre o melhor remédio. O cão, ainda filhote, deve ser inserido em uma rotina. Deve-se proporcionar o "enriquecimento ambiental", ou seja, um local interativo, com muitos brinquedos, ossos e petiscos. "Esses elementos são usados para deixar o ambiente estimulante. O cachorro deve encarar a solidão como algo positivo. Devemos fazer com que ele aprenda a tolerar a solidão quando ainda é novinho", explica a adestradora Paula Emmert. Ainda de acordo com Emmert, são três pontos básicos para prevenir o animal: adestramento, enriquecimento ambiental e atividade física.

Não há evidências que a síndrome em si possa levar o animal à morte. Mas, as consequências da doença podem ser graves. O cachorro pode ficar estressado a ponto de derrubar objetos e tentar atravessar janelas. A dica é procurar um treinador com uma metodologia positiva. Atitude preventiva é sempre louvável. Portanto, se perceber algo estranho no comportamento do melhor amigo, procure ajuda de um profissional.






Dois é melhor que um. Será?

Cães são animais puramente sociais. Realmente, a interação com outro cachorro pode ser benéfica e entreter ambos os bichos. Ao perceber a tristeza e a dependência do cachorro, muitos apostam em comprar outro para fazer companhia. Nem sempre, porém, é uma boa solução. "A síndrome de ansiedade está ligada à falta de interação com humanos. Desse modo, ao comprar outro cachorro, estamos correndo o risco de termos dois cães ansiosos. É o pânico que gera a ansiedade e a depressão", explica a adestradora Paula Emmert, que também é bióloga.

Paula indica que os cães precisam fazer uma associação positiva com os instantes de solidão. "Devemos estimular o cão a criar esse link. Pode deixá-lo sozinho, mas sempre com algum brinquedo, algum ossinho. Isso tudo para o bicho gostar daquele momento", afirma. É importante ressaltar, também, que a síndrome da ansiedade de separação não pode ser confundida com o tédio, que não é uma condição patológica.

Possibilidades de tratamento

O pet deve ser observado longamente antes de se fechar um diagnóstico de síndrome da ansiedade de separação. Quando o cão, de fato, tem a doença, o primeiro passo é procurar a ajuda de um adestrador. O profissional deve usar a técnica do contracondionamento para reeducar o animal. O tratamento deve ser em conjunto com o dono para um resultado positivo. É importante ressaltar que tudo deve ser feito sem punições.

É um processo moroso. O cãozinho deve se readaptar à rotina. Se, ainda sim, não houver evolução, costuma-se tentar uma abordagem medicamentosa, sob orientação de um veterinário. Além disso, a mascote precisará de adestramento, ajuda, protocolo de treinamento, dessensibilização, enriquecimento ambiental e atividade física.

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Domingo, 04 de janeiro de 2015 11:00 am

Resgate animal

da Revista do Correio

Viu um pet abandonado e quer ajudar? Saiba como agir para garantir a sua segurança e a da mascote.
Quais os cuidados que devemos ter na hora de resgatar animais na rua? É melhor agir ou esperar socorro? O que fazer depois de resgatar o animal? Alguns cuidados são necessários, mas não existem muitos segredos



Mariana Letti e Tiago resgataram dois cães em Sobradinho.
foto Zuleika de Souza/CB/DA Press



Quando vemos um animal abandonado na rua, a intenção de muitos é resgatar. No entanto, é preciso tomar alguns cuidados antes de agir. Muitos bichos que estão nessa situação já passaram por algum trauma — foram abandonados ou estão há muitos dias sem água e comida ou ainda podem ter sofrido um acidente. Por isso, é necessário cautela. Qualquer um, porém, pode fazer o resgate, desde que fique atento a alguns detalhes, como o uso de luvas e equipamentos de proteção para não se machucar nem o animal que está sendo ajudado.

Logo depois, é preciso levar o pet a um veterinário para realizar exames. Mesmo que pareça ileso, ele pode estar com hemorragias ou outros problemas que só serão descobertos em uma consulta médica. A taxidermista Eliane Zanetti, dona de um abrigo de animais há oito anos, explica que pets encurralados podem machucar as pessoas. “Eles vão tentar se defender e, por isso, é preciso ter equipamento para o resgate.” Eliane recomenda o uso de luvas para evitar mordidas de cachorros e arranhões de gatos.

De acordo com a administradora Daniela Nardelli, 42 anos, o essencial na hora de resgatar é ter atitude. Afinal, a decisão de ajudar o animal vai ser a diferença entre a vida e a morte dele. Ela ressalta que qualquer pessoa pode resgatar, o importante é não esperar muito. “Nós, que somos protetores de animais, temos também uma vida comum. Temos família, trabalho, mas disponibilizamos um pouco do nosso tempo para fazer o mundo um pouco melhor.”

Daniela e um grupo de amigas fazem parte de uma ONG que resgata animais na rua, cuida e os prepara para adoção. Os bichos resgatados passam por um período de observação de 21 dias, depois são vacinados e castrados para participarem da feira de adoção. Mas a chácara que recebe os animais não funciona como um abrigo. Daniela explica que o principal problema é a superlotação.

A professora Mariana Letti, 32 anos, tem, em casa, dois cães, que foram resgatados, além de um gato, que adotou em uma feira, e uma cadela schipperke, que ganhou de presente. O primeiro animal, ela teve que comprar para salvá-lo, pois ele estava muito doente e à venda em uma feira. O segundo, ela encontrou na rua e também pegou para cuidar. No segundo caso, Mariana conta que fez campanha nas redes sociais e colou cartazes na cidade, pois achava que o animal tinha um dono. No entanto, depois de seis meses, ela ficou com a mascote. “Eu não tinha a intenção de ficar com eles no início, mas, depois de cuidar e me apegar, não consegui doar mais.” A professora conta que, nas duas ocasiões, não tinha conhecimento de como resgatar animais e fez tudo com a intuição.

O funcionário da Embaixada da Bélgica Marcelo Cataldi, 31 anos, está com um gato em casa para adoção. Ele e a mulher resgataram o animal depois de vê-lo chorando do lado de fora de um supermercado na Asa Norte. Ele levou o bichano para o veterinário, arcou com os custos e, agora, está à procura de alguém para adotá-lo. “Já tenho dois gatos em casa, por isso não posso ficar com ele”, explica. Marcelo fez campanha na internet, mas ainda não encontrou um lar para o felino.

Nesses casos, Daniela Nardelli recomenda que as pessoas mobilizem os grupos de amigos e os familiares para que eles façam doações e paguem custos de tratamento, além de arranjar um lar provisório para o animal. “As redes sociais também ajudam muito”, destaca.

Em casos de resgate de filhotes, a atenção deve ser redobrada. Eliane Zanatti comenta que as mães se tornam mais perigosas porque querem defender suas crias. “Elas não entendem que estão sendo resgatadas”, explica. Por isso, é recomendado usar uma caixa para colocar os filhotes e deixar que a mãe chegue para amamentá-los.

"Nós que somos protetores de animais temos também uma vida comum. Temos família, trabalho, mas disponibilizamos um pouco do nosso tempo para fazer o mundo um pouco melhor.”
Daniela Nardelli, administradora

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Sábado, 03 de janeiro de 2015 05:00 pm

Seu bichinho perde muito pelo?

da Revista Encontro Brasília

Entenda a diferença entre as raças, e os cuidados que se deve ter ao dar banho em cães e gatos, para evitar problemas de pele







A queda de pelos é algo natural em animais domésticos e a intensidade pode variar de acordo com fatores ambientais, como temperatura, e a raça do pet. É a forma que o organismo do animal encontrou de eliminar os pelos danificados e deixar que novos cresçam no lugar. É necessário, porém, que o dono fique atento à queda intensa e possíveis alterações na pele do bichinho, sinais de que há algo errado com a saúde física ou emocional dele.

 

"A perda anormal de pelos em cães e gatos pode ser ocasionada por vários fatores, como algum processo alérgico, infecção por bactérias ou fungos, presença de parasitas [pulgas e carrapatos], sarna, estresse, má alimentação, doenças endócrinas ou imunológicas e o uso de alguns medicamentos. Por isso, é importante a investigação por um especialista", explica a médica veterinária Érica Tamagusku. Ela ainda lembra que fêmeas no pós-parto também podem apresentar queda excessiva de pelos, pois as energias são concentradas para a amamentação de seus filhotes, fazendo com que sua pelagem fique fraca.

Já a irritação da pele do animal, incluindo vermelhidão e coceiras, inchaços, manchas, descamação, feridas, tufos de pelos que saem facilmente e falhas na pelagem são alguns dos principais sinais de que a queda de pelos precisa ser investigada. Mas também é possível prevenir o problema tomando algumas medidas simples para manter a saúde da pele do animal.

"Banhos e tosas frequentes com produtos de qualidade, escovação diária, banho moderado de sol e alimentação balanceada com todos os nutrientes que o organismo do animal necessita, são algumas das medidas para manter saudável a pele do pet e, consequentemente, evitar a queda anormal de pelos", adverte a especialista.

Confira abaixo algumas dicas para o banho de seu cão ou gato:

- Normalmente os gatos são mais limpos, fazem a higiene do pelo todos os dias, e um banho por mês pode ser suficiente, mas a retirada dos pelos mortos deve ser feita com escovação diária. Já os cães podem tomar banhos semanalmente ou a cada 15 dias. Depende de quanto se sujam ou do tipo de pelagem. Cães com problemas de pele como seborreia ou piodermites podem até tomar dois banhos por semana de acordo com a orientação do médico veterinário

- Para o banho, recomenda-se água morna e o animal deve ser seco com um secador ou uma toalha. Antes de iniciar o banho, deve-se colocar algodão nos ouvidos do bichinho, para evitar entrada de água, mas com o cuidado, para ficar difícil de se retirar depois. Lave o animal da cabeça para a cauda, tomando cuidado especial com os olhos e ouvidos

- Em animais sem problemas de pele, uso xampu neutro de uso veterinário, ou então um sabonete neutro. Já cães e gatos com seborreia, piodermite, sarna, o xampu deve ser prescrito pelo especialista, assim como a frequência dos banhos

- Inicie a secagem com uma toalha, enxugando bem a cabeça e orelhas, retirando então o algodão dos ouvidos e, depois, seque o corpo. O uso ou não do secador vai depender do tipo de pelagem e da temperatura ambiente. Animais de pelo longo ou denso exigem o uso do aparelho. Em dias mais quentes, evite o uso de secadores, ou use no modo ventilação

- Os olhos devem ser limpos com algodão e água, passando levemente sobre as pálpebras, do fucinho em direção às laterais dos olhos. Os ouvidos devem ser limpos com algodão seco, enrolado no dedo, e limpando somente até onde se alcança. O uso de cotonetes deve ser evitado. Caso os ouvidos tenham muita cera, sensibilidade exagerada, desconforto, coceira ou odor estranho, é preciso levar o animal ao veterinário

- Filhotes saudáveis podem começar a tomar banho a partir de 40 dias de vida

Fonte: Blog Petcare


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Sexta-feira, 02 de janeiro de 2015 04:13 pm

Feira de adoção sábado em Brasília









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Quarta-feira, 31 de dezembro de 2014 10:00 pm

Feliz 2015


Desejamos a todos vocês um ano novo cheio de alegria, paz, saúde e realizações.





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Domingo, 28 de dezembro de 2014 11:00 am

Vai começar a brincadeira

Por Gláucia Chaves, da Revista do Correio





A cadelinha Maria Lúcia precisou de ajuda profissional para parar de destruir os móveis da casa e ser mais sociável. (foto Zuleika de Souza/CB/DA Press)





Ver um cachorro correr atrás de uma bolinha ou de um frisbee está no imaginário da maioria das pessoas. Ensinar um cão a brincar, contudo, não serve apenas para distrair o pet (ou o dono). De acordo com Lucas von Glehn Duty, adestrador e especialista em comportamento, as brincadeiras têm como objetivo principal gastar a energia do animal. Em segundo lugar, vem a correção de comportamentos inadequados, como a destruição dos móveis. "Acredito que 90% dos problemas comportamentais dos cachorros são decorrentes do ócio", justifica. Um cão sem ter o que fazer acaba se distanciando do "cão original": aquele que vive na natureza e tem atividades ininterruptas, como caçar, procurar abrigo e se esconder da chuva.

Mas por onde começar? Lucas Duty explica que a primeira providência é encarnar o espírito vendedor: o dono precisa despertar a atenção e, principalmente, fazer com que o cachorro queira aquele objeto. "O dono pode fazer com que o animal interaja com o brinquedo e depois reter o objeto, para criar o interesse", ensina. "É preciso criar um valor agregado ao que vai ser passado para o animal." Desde que não represente risco para o bichinho, o tipo de brinquedo não importa muito. Um simples pedaço de pano, por exemplo, pode parecer muito mais atrativo do que um ursinho de pelúcia canino.

Outra coisa que os donos devem ter em mente é que ensinar um cachorro a brincar não significa ter um cão "fazedor de gracinhas". Os truques ensinados durante o adestramento, segundo Lucas Duty, é um aspecto secundário das brincadeiras. O importante mesmo é tirar o cão do ócio, tanto mental quanto físico. "Incentivar um animal a pegar uma bolinha, para a gente, é uma brincadeira. Para ele é um trabalho, uma tarefa." Em resumo: assim como para os humanos, ter o que fazer e no que pensar faz com que o cachorro se desenvolva cada vez mais — e, consequentemente, fique mais feliz.

Analisar o comportamento de cada cão é outro ponto importantíssimo antes de começar a brincadeira. Alguns cachorros gostam de bolinha, outros preferem correr atrás de gravetos e há ainda os que não gostam de brincar. "Cada cachorro tem um perfil e tem que ser respeitado. Não há como pedir de um pinscher o comportamento de um dobermann", compara Duty. Uma brincadeira ensinada da forma errada, segundo o especialista, pode gerar desvios comportamentais. A atividade deve ser sempre prazerosa para o cão. A imposição forçada, sem buscar lapidar o comportamento do animal, é um dos principais problemas na educação do bicho. "As pessoas têm um imediatismo que acabam passando para o animal", complementa. "O cachorro precisa de um certo tempo para aprender."

A adestradora Andrea Melo explica ainda que qualquer brincadeira que estimule o cão a não morder as coisas erradas é uma boa escolha. A dica é deixar claro o que você quer que seu cachorro execute. "Se ele começa a morder a mão do dono, ele deve parar a brincadeira, tirar a mão e mostrar o brinquedo. O cão só ganha atenção quando estiver com o brinquedo na boca", ensina. Isso evita que o animal se transforme em um mordedor, por exemplo. Se o cachorro pula sem parar, uma ideia é dar carinho, petiscos e atenção quando ele estiver com as quatro patas no chão. Pulou, é ignorado. Assim, o dono evita que o pet pule em cada pessoa que se aproximar dele.

Aprender a brincar é positivo especialmente para cachorros que passam muito tempo sozinhos. Quando o dono não estiver por perto, o ideal é investir em estímulos mentais que mantenham o bichinho ocupado pela maior parte do tempo possível. "Brinquedos recheados de petiscos são ótimos para distrair os animais", exemplifica Andrea Melo. Outra dica é esconder petiscos pela casa, dentro de brinquedos ou mesmo de garrafas pet, para que o cachorro os encontre. Além de gastar energia e se manter ocupado mentalmente, ele aprende que ficar sozinho não é o fim do mundo. "Isso evita que o animal desenvolva ansiedade de separação."

A florista Mariana Brito de Oliveira, 25 anos, procurou a ajuda de um especialista em comportamento animal para resolver o problema dos móveis destruídos em casa. A responsável pelo desastre é Maria Lúcia, uma jack russell terrier de 11 meses. A cadela é brincalhona e agitada — e haja brincadeira para gastar tanta energia. "Ela já comeu as cadeiras, o sofá, morde as pessoas e preciso descer três vezes por dia com ela", descreve a dona, que mora em apartamento. Mariana até tentou ensinar alguns truques por conta própria, que aprendeu com vídeos na internet, mas não conseguiu passar mais que dois comandos: "fica" e "senta". "Minha expectativa com as brincadeiras é que ela pare de morder as coisas e se torne mais sociável com as pessoas."

Regras do jogo

Antes de tudo, é preciso encontrar um brinquedo que desperte a atenção do cachorro. Bolinha para os que são de bolinha, graveto para os que são de graveto.

Uma maneira de ensinar o cão a pegar e trazer a bolinha de volta é ter duas idênticas: quando o cão pegar a primeira, comece a brincar com a segunda, para despertar o interesse dele. No momento em que ele pegar a segunda, repita o procedimento com a outra bolinha, até que o animal entenda o que precisa ser feito.

O tempo que se deve esperar para ensinar um comando novo vai depender da resposta do bicho. Alguns conseguem aprender dois comandos simultaneamente, mas outros podem ficar perdidos.

Não há hora certa para começar a ensinar o cão a brincar. Na verdade, quanto antes, melhor. Um filhote educado será um cão adulto educado.

Não são só brinquedos que estimulam a mente do cachorro: ossos em couro também são ótimas formas de gastar energia física e mental, além de trabalhar a musculatura mandibular do animal.

Além dos petiscos industrializados, fígado, carne ou frango (sempre preparados sem sal e sem nenhum tempero) são boas opções para premiar o cachorro durante a brincadeira.

Preste atenção no humor do animal e pare ou troque a brincadeira caso ele pareça entediado. O melhor é parar, caso ele fique estressado, para que o bicho não associe o momento da brincadeira com algo chato.

Fontes: Lucas von Glehn Duty, adestrador e especialista em comportamento canino e Andrea Melo, adestradora

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Sexta-feira, 26 de dezembro de 2014 06:00 pm

Eventos pet neste fim de semana em Brasília















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Sexta-feira, 26 de dezembro de 2014 02:31 pm

Orangotango Sandra se torna simbolo da luta pelos direitos animais

do Estado de Minas,



                                                   foto:Divulgação



Preguiçosa e saboreando frutas, Sandra, a orangotango nascida há 29 anos em um zoológico da Alemanha e residente, há mais de 20, em um zoo de Buenos Aires, olhava, desconcertada, para as câmeras que se voltavam para ela no inicio dessa semana, depois que a justiça argentina lhe deu direitos em defesa de sua liberdade.

Em um caso inédito em nível mundial, a Câmara de Cassação Penal de Buenos Aires decidiu, no fim de semana que, embora a orangotango não seja um ser humano, ela tem sentimentos e, por isso, a ela se pode aplicar um habeas corpus para que possa viver com mais liberdade.

Em dezembro de 2013, um pedido similar tinha sido rechaçado pela justiça de Nova York, quando uma organização de defesa dos animais pediu que quatro chimpanzés em cativeiro fossem considerados “sujeitos não humanos” e com direito à liberdade.

A decisão da corte concentrou a atenção na símia de pelagem avermelhada, de 50 kg e 1,50 metro de altura, quando fica ereta. Saboreando um melão e tirando cuidadosamente as sementes da fruta, Sandra encarou as lentes de várias câmeras de TV.

“É assim que vive há 20 anos, em um espaço grande, tem especialistas que cuidam de sua alimentação, controlam a sua saúde e, em geral, vive em condições muito boas”, explicou à AFP Adrián Sestelo, diretor do laboratório de biotecnologia reprodutiva e chefe de biologia do zoológico de Buenos Aires.

No entanto, a Associação de Funcionários e Defensores dos Direitos dos Animais (AFADA) interpôs uma ação para que fosse libertada.

A AFADA argumentou que Sandra “é uma pessoa não humana, pois mantém laços afetivos, raciocina, sente, se frustra com o confinamento, toma decisões, possui autoconsciência e percepção do tempo, chora as perdas, aprende, se comunica e é capaz de transmitir o que aprendeu”.

Alguns ativistas chegaram, inclusive, a considerar que Sandra estaria deprimida.

 



Origem em cativeiro 

Sandra nasceu em 16 de fevereiro de 1986 no zoológico alemão de Rostock e chegou ao de Buenos Aires em setembro de 1994.

“Quando nasceu, a biologia mundial não reconhecia a existência de duas espécies distintas de orangotangos, uma de Sumatra e a outra da ilha vizinha de Bornéu”, lembrou o biólogo, ao explicar que a símia é produto de um cruzamento assistido no zoológico alemão.

Ela chegou a ter filhotes, algo pouco comum em animais do tipo que foram concebidos e criados em cativeiro. Sua cria foi mandada ao zoológico onde a mãe nasceu.

O animal que agora, legalmente, poderia viver em liberdade, nunca esteve em seu hábitat. Por isso, os especialistas afirmam que, se fosse solta na floresta, não sobreviveria.



Futuro lar: Brasil ou Estados Unidos? 

A sentença do tribunal estabelece um precedente na Argentina sobre como considerar estes animais, impondo que são sujeitos e não objetos que devem gozar de direitos básicos, uma medida cujo alcance é impreciso por enquanto.

Os representantes do governo da cidade de Buenos Aires, que administram o zoológico, não responderam às ligações da AFP para saber a resposta que darão ao tribunal.

O plano para Sandra é levá-la a um santuário natural no Brasil, onde haja condições “iguais ou melhores” do que as do zoo de Buenos Aires ou a outro nos Estados Unidos, onde há locais especializados em orangotangos.


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Terça-feira, 23 de dezembro de 2014 04:52 pm

Você viu essa cadelinha?




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Tags: cão  perdito  yorkshire 

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