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<category>Blog Dzai</category>
<description>Blog do Luiz Fernando (Guarani FM)</description>
<copyright>UAI - Nenhum é tão você. Todos os direitos reservados</copyright>
<title>Luiz Fernando</title>
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<title>Luiz Fernando</title>
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<language>pt-br</language>
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		<title><![CDATA["Steven Tyler não está agindo como alguém que está sóbrio"]]></title>
		    <author><![CDATA[Carolina Braga]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogsguarani/blog/luiz_fernando?tv_pos_id=48999</link>
		<!--<pubDate>21/03/2010</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/28/28116"/>
		<FONT size=2> <P align=justify><IMG src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/9af2a190510b954a0ad8fcb9e5f0d51d.jpg"></P> <P align=justify>As palavras aí de cima são de Brad Whitford, guitarra base do Aerosmith. Na semana passada, o gêmeo tóxico de Steven, Joe perry foi surpreendido por ele no palco em que fazia um show solo em Nova York. O cantor mandou, ao lado do parceiro, uma versão do clássico "Walk this way" e disse que não estava deixando a banda como vem sendo anunciado há vários dias. Só que hoje o site da Rolling Stone Americana publicou esta declaração de whitford que acrescentou: "Eu não tenho me encontrado com o cara, mas sua história de abuso de drogas está bem documentada. E como muitas outras pessoas nesta situação, suas perspectivas não nada boas. Para muita gente que sofre com isso, uma recuperação completa é algo muito difícil de se conseguir". </P> <P align=justify>Segundo o guitarrista o grupo está sim, pensando seriamente em contratar um novo vocalista, já que Steven Tyler pediu dois anos de recesso para se dedicar a um álbum solo e eum livro de memórias, o que eles consideram impraticável. "Estamos prestes a completar quarenta anos de grupo e todos gostaríamos de celebrar com nossos fãs", disse o baterista Joey Kramer. "Existem alguns cantores famosos que temos sondado para cantar com a gente. Se isso for mesmo o necessário para que sigamos em frente, então é assim que vai ser". </P> <P align=justify>Sobre a suposta recaída do (ex?) vocalista oficial de seu grupo, ele também demonstrou preocupação, porém foi bem menos direto que Brad Whitford: "Eu espero que Steven tire tempo para focar em Steven, voltar a ficar saudável e cuidar de si mesmo. A verdade é que esse é um assunto sobre o qual somente ele pode responder e eu não tenho liberdade para discutir. É preciso que se converse ou com ele ou com seu agente". Procurado, Steven disse que está muito ocupado com suas memórias para responder as alegações de seus companheiros. Confira abaixo o vídeo em que os Toxic Twins se encontraram em Nova York. </P></FONT> <OBJECT height=344 width=425><PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.youtube.com/v/lC7EK68tdEY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"><PARAM NAME="allowFullScreen" VALUE="true"><PARAM NAME="allowscriptaccess" VALUE="always"> <embed src="http://www.youtube.com/v/lC7EK68tdEY&hl=pt_BR&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></OBJECT>
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		<title><![CDATA[THIS IS IT - O MENTOR DE MICHAEL]]></title>
		    <author><![CDATA[Carolina Braga]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogsguarani/blog/luiz_fernando?tv_pos_id=47945</link>
		<!--<pubDate>21/03/2010</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/28/28116"/>
		<P><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt">Durante a cerimônia em homenagem a Michael Jackson no último dia sete de julho, a atriz Brooke Shields disse o seguinte sobre o amigo de longa data: “Diziam que ele era o rei, mas ele sempre me lembrou mais o Pequeno Príncipe”. <?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt">Sim, Michael adorava o livro e, por certo, também amou sua adaptação para o cinema feita em 1974 pelo diretor Stanley Donen. </SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt"><IMG src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/71749baa2f94a9243e270977c6d31588.jpg"></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt">Muito mais do que a maravilhosa e apaixonante história do menino vindo do asteróide b-612 e interpretado por Steven Warner, o Rei do Pop parece ter se encantado mesmo com a magistral interpretação da serpente empreendida por Bob Fosse. <o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt">O dançarino, coreógrafo e diretor americano, rouba totalmente a cena no longa-metragem com sua coreografia que emula os movimentos sinuosos do réptil que tenta ganhar a confiança do protagonista. Quando o filme estreou, ainda na metade dos anos setenta, Michael Jackson ainda integrava o Jackson Five e estava há sete anos de ser empossado com a majestade que levou pro túmulo. <o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt"><o:p><IMG src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/c406576c93ad8cd591939ed1b3ce6e8d.jpg"></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt">A persona que deixou todo mundo de queixo caído na festa de 25 anos da Motown e fez de Michael o gigante que ele foi estava ainda sendo forjada, moonwalk e outros passos inclusive. Quem como ele assistiu ao filme naquela época, apesar de se encantar com o trecho “Snake in The Grass” não poderia, portanto, ter tomado o susto que tomou quem só foi ver o filme nos anos oitenta bem depois de “Thriller”. <o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt">Foi durante uma sessão da tarde que Luciana, minha irmã mais velha, me chamou a atenção para a incrível semelhança entre “a dança do cara que fazia a serpente” e os movimentos do maior fenômeno daquela década. Pois bem, desde então eu sempre que tinha a chance mencionava o fato com alguém, mas, despertar interesse era difícil por não dispor de ferramentas que facilitassem a exibição do trecho citado. <o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt">Como hoje em dia isso é o que não falta graças à internet, aqui vai um vídeo que mistura Bob Fosse com Michael Jackson, A Snake in the Grass com Billie Jean, e deixa clara um das maiores influências não mencionadas do Rei. Pelo menos não amplamente mencionada. Bob Fosse morreu aos sessenta anos em 1987, ano <?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /><st1:PersonName w:st="on" ProductID="em que Jackson Lan&#65511;ou"><st1:PersonName w:st="on" ProductID="em que Jackson">em que Jackson</st1:PersonName> Lançou</st1:PersonName> “Bad” e nunca se soube também de alguma declaração dele a respeito do assunto. <o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt">Há três meses pedi&nbsp;a Tina Horta que editasse o vídeo abaixo com o intuito de registrar essa história no blog e compartilhá-la com muito mais gente mas, devido a contratempos, só consegui postá-lo agora e ele já tem alguns companheiros de Youtube. <o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA">Coincidência ou não, publico este post um dia após a estréia do documentário com os ensaios para aquela que seria a última turnê de Michael Jackson. Fica como uma última homenagem e como a prova de que, assim como ocorre na história de Saint Exupéry, na vida real o pequeno príncipe também teve um encontro inesquecível com a serpente. </SPAN></P> <P><A href="http://www.youtube.com/watch?v=edxWesOw5pM"> <OBJECT height=364 width=445><PARAM NAME="movie" VALUE="http://www.youtube-nocookie.com/v/edxWesOw5pM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;border=1"><PARAM NAME="allowFullScreen" VALUE="true"><PARAM NAME="allowscriptaccess" VALUE="always"> <embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/edxWesOw5pM&hl=pt-br&fs=1&border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"></embed></OBJECT></A></P>
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		<title><![CDATA[Dia do Rock?]]></title>
		    <author><![CDATA[Carolina Braga]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogsguarani/blog/luiz_fernando?tv_pos_id=42400</link>
		<!--<pubDate>21/03/2010</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/28/28116"/>
		<FONT size=2> <P align=justify><IMG src="http://2.bp.blogspot.com/_ICukKSHoWtE/SYNlpzWphUI/AAAAAAAAAGE/c6W741fnCNw/s400/rock-and-roll1.jpg"></P> <P align=justify>Dia internacional ou dia mundial do rock, tanto faz, você escolhe. Até porquê ninguém perguntou ao rock se ele queria um dia dedicado a sua pessoa. Sim, o rock poderia responder se perguntassem isso a ele. Não o gênero rock, claro, mas um sem fim de sujeitos casca-dura que são a sua mais perfeita personificação. Eu poderia citar vários mas basta um só, o primeiro de todos, o unanimemente considerado pai desse filho bastardo: Chuck Berry. Mas e o Elvis, dirão vocês! O Elvis era o Rei, o cara que levou a coisa toda para a estratosfera, o crossover definitivo e perfeito para o mercado.&nbsp;Ele unia a sensualidade e a voz dos negros, com a beleza física e a brancura da pele da maioria dominante. </P> <P align=justify>O pai do negócio, o cara que definiu a guitarra como símbolo dessa revolução, adepto confesso da tríade maldita sexo drogas e rock and roll e, claro, autor de "Johnny B. Good" o senhor de todos os riffs, é Chuck. Para dirimir qualquer controvérsia reproduzo a frase de John Lennon dita em 1972 no Mike Douglas show: "Se você quisesse dar outro nome ao rock and roll poderia chamá-lo de Chuck Berry". </P> <P align=justify>Pois bem, um cara como ele que só toca se receber adiantado, que não faz firula em cima do palco, que não passa nem perto de tablóides ou revistas de qualquer tipo nem tece elogios para ninguém, que só quer saber de cuidar da própria vida e não participou do Live Aid não haveria nunca de concordar com essa história de um dia dedicado ao seu rebento. O dia treze de julho foi escolhido em 1985 muito depois da era de ouro do rock e por uma questionável boa intenção (como todas aquelas que enchem o inferno). Foi culpa do Bob Geldof (quem?) um cara que teve uma banda chamada "Boomtown rats", um quase sucesso chamado "I don't like mondays" e fez o papel principal no filme "The Wall" de Alan Parker baseado no disco do Pink Floyd. Ele fez também o single "Do they know it's christmas" com seu parceiro Midge Ure e juntou um monte de gente para cantar e gravar a música em prol dos famintos da Etiópia. </P> <P align=justify>Não precisa dizer que foi isso o que inspirou Michael jackson e Lionel Ritchie a escrever "We are the World" que foi, essa sim, um tremendo sucesso. Bob geldof contra-atacou e juntou o povo outra vez mas agora para shows ao vivo. Ninguém lembra que foi ele mas tudo bem, o cara acabou inclusive indicado ao prêmio Nobel da paz por causa dessa empreitada. No fim das contas ninguém sabe direito o que foi feito dos 60 milhões de dólares arrecadados e a África continua do jeito que todo mundo sabe. Como diria Chuck berry, "Too much monkey Business". Nada mais anti-rock and roll do que pompa e circunstância, muita imagem e maquiagem e pouca sinceridade. Tentar furar o bloqueio do campo político por meio das artes é perda de tempo, dar murro em ponta de faca. As duas coisas não se misturam, vide todas as iniciativas frustradas nesse sentido. Mas mesmo Chuck não concordando ou não dando a mínima para esse assunto acabariam por criar mesmo um dia do rock e, sendo assim, que pelo menos escolhessem uma data mais digna. </P> <P align=justify>Se era para marcar um festival deveriam ter escolhido Woodstock, claro. Um evento que não deu dinheiro, pelo contrário, deu prejuízo; ocorreu bem antes dos satélites tomarem conta da órbita da terra e de todo mundo ter tv em casa, bem antes da era da informação, bem antes de tudo ser pautado pelo dinheiro e antes de o sonho acabar. À época do Live Aid o rock já não andava bem das pernas, a MTV dava as cartas em tudo relacionado à música, os músicos estavam profissionais demais, se levando muito a sério, cínicos e pouco criativos salvo poucas exceções. Woodstock completa em agosto 40 anos. Está aí uma ótima oportunidade para um movimento que pregue a troca do dia 13 de julho pelos dias 15, 16 e 17 do mês seguinte para a comemoração do dia do rock. Muito melhor - afinal serão três dias ao invés de um - e muito mais justo. </P> <P align=justify>E para completar, Chuck berry confirmou uma apresentação em São Paulo para o dia 19 de agosto, logo depois. Esta sim seria a mais perfeita semana do rock, começando no sábado e terminando na quarta-feira. Terminando nada né, afinal estamos no Brasil e, se o carnaval pode emendar, por que o rock não poderia? Feliz rock and roll pra todo mundo não importa o dia.</P></FONT>
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		<title><![CDATA[Gone too Soon]]></title>
		    <author><![CDATA[Carolina Braga]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogsguarani/blog/luiz_fernando?tv_pos_id=41306</link>
		<!--<pubDate>21/03/2010</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/28/28116"/>
		<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><IMG src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/55000749c1de1dcc79c355c1b6aa7bdc.jpg"></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">A música popular mundial fez surgir muitos ícones ao longo de sua história. Em seus diversos gêneros e subgêneros é possível citar nomes que cativaram grandes audiências, ganharam muito dinheiro, ficaram muito famosos e que até hoje despertam interesse e paixão. A eles os fãs dedicaram e dedicam toda a sorte de epítetos a despeito da discordância de muitos. No meio deles, apenas duas unanimidades: Elvis Presley e Michael Jackson. </P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Os dois foram reis incontestáveis em suas searas. Elvis no Rock and Roll; Michael Jackson no pop. Elvis se foi em 77. Michael Jackson na tarde desta quinta-feira dia 25 de junho e muito provavelmente não pisará sobre a terra um outro nome que mereça tal alcunha. Isto porque a era dos ídolos com talentos genuínos e realmente especiais acabou há muito tempo. A renovação de estrelas no mercado hoje se dá em escala industrial, não há tempo para maturação, para a chance de baixas vendagens, se não de discos que hoje quase já não se vende, pelo menos de shows; Não há tempo para a construção saudável de uma carreira, nem para o desenvolvimento de talentos inatos. Ainda que em seus últimos dias tanto Elvis quanto Michael tenham atraído atenções por conta de sua vida pessoal conturbada e sua saúde debilitada, ninguém titubeava ao considerá-los grandes entertainers e cantores excepcionais. </P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Citar Elvis é necessário para que tenhamos pelo menos um parâmetro de comparação e consigamos entender um pouco o que se passou com Michael Jackson. As duas trajetórias têm muitos pontos confluentes e se constituem na cartilha perfeita dos reis do showbusiness. Se fosse possível, apenas seguindo uma fórmula criar mais fenômenos dessa magnitude, o processo seria o seguinte: Cria-se um rei; começa-se a idolatrá-lo; depois faça com que ele se transforme em uma figura altamente excêntrica; em seguida é preciso que ele vire um megalomaníaco para que se possa então, finalmente, destruí-lo publicamente, esmiuçar sua intimidade e vendê-la aos jornais e à TV, descobrir suas doenças reais e inventar algumas outras interessantes e criativas, matá-lo e começar, por fim, a fase mais duradoura e rentável de sua carreira. </P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Foi assim com Elvis, será assim com Michael. Temos Graceland como ponto de peregrinação dos devotos do rei do Rock, teremos o rancho neverland com a Meca dos discípulos do rei do pop. Reedições, exposições, leilões, imitadores, documentários, santinhos, orações, indulgências e toda a sorte de necrofilia artística. A verdade é que, ícones dessa grandeza, por mais que pareça um contra-senso, só se tornam reais quando desencarnam. Seu lugar é no imaginário coletivo como figuras de uma espécie de folclore global ou heróis dos quadrinhos transpostos para a tela do cinema. Para encerrar, lá vamos nós pela última vez sendo salvos pelo clichê que nunca mais soará tão adequado: O rei está morto. Longa vida ao rei!</P> <P>&nbsp;</P>
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		<title><![CDATA[Ah, os bons tempos...]]></title>
		    <author><![CDATA[Carolina Braga]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogsguarani/blog/luiz_fernando?tv_pos_id=41166</link>
		<!--<pubDate>21/03/2010</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/28/28116"/>
		<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><IMG src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/015e6002dbe4d7a14cc6aa074876f4e3.jpg"></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Sim, sim. O mundo da literatura vive o boom das "compilações de memória". Tudo começou com o famigerado "Almanaque dos anos oitenta" que acabou se tornando, ele mesmo, um clássico. Um clássico que trata de clássicos e, portanto, uma obra metalingüística. Opa! Acabo de ter uma idéia genial... Vou escrever o "Almanaque dos Almanaques"! Isso sim vai ser metalinguagem. Não seria mesmo nada mal entrar para esse filão que, além dos 80 já revisitou os anos 90 e os 70, e já se prepara para devassar a memória das décadas de 60 e 50. </P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p>&nbsp;</o:p></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp;</SPAN>Fora os títulos dedicados às décadas mais marcantes do século passado, existem os que se ocupam de manifestações e movimentos culturais como as edições dedicadas à TV e à Jovem Guarda, respectivamente. Muito mais do que um simples fenômeno de mercado que não se explica, acho que estamos tratando aqui de um caso clássico (aviso: vou usar muito esta palavra no texto, ok?) do chamado "sinal dos tempos". Sabe quando bate aquela sensação de que tudo antigamente era melhor? Pois é, agora eu acho que qualquer um pode externá-la pelos bares da vida ou blogs da net sem medo de soar lugar-comum, e sem tomar tal atitude como sintoma de velhice. </P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Não sei se por culpa desta nossa década desprovida de verdadeiros clássicos (mais uma vez, desculpa) culturais, ou do "individualismo coletivo" gerado e capitaneado por esta internet que vos fala, mas desta vez é pra valer: As coisas eram REALMENTE melhores no passado. </P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p>&nbsp;</o:p></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp;</SPAN>Os sinais estão por toda parte a começar dos almanaques que acabei de citar. Outro ótimo exemplo são as publicações da série 1001 para antes da morte. Um tipo de literatura que não sobrevive ou não se completa sem o apoio de outras mídias e suportes pelo menos para aqueles que não se contentam apenas em ler as resenhas sob as indicações.<SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp; </SPAN>Tudo começou com os "1001 discos para se ouvir antes de morrer" que trouxe, como indica o título, mil e um álbuns tidos como essenciais para uma audição antes de bater as botas. Seguiram-se a ele os 1001 filmes, os 1001 vinhos e, o mais recente da série, 1001 livros. </P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Nem é preciso dizer que as obras, ou os produtos compilados nessas seleções são, em sua grande maioria, clássicos (: D). Excetuando-se os vinhos que como se sabe ficam melhores com o passar dos anos, os outros volumes lançados soam um tanto quanto anacrônicos. Afinal, o que mais se ouve e se lê é que vivemos uma época absolutamente imediatista, com produtos gerados para consumo rápido, satisfação instantânea e garantida e que não precisam de referências hãn... Clássicas, para se fazer entender. </P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">O conceito de álbum, por exemplo, para muita gente já está morto e enterrado há muito tempo. Comprar uma coleção de canções pensando em encontrar nelas alguma conexão por menor que seja não faria mais sentido.<SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp; </SPAN>Outro caminho sem volta seria o que vem sendo apontado por aquelas tidas como as duas grandes sacadas no mercado dos livros, os áudio books e os e-books. Previsões dão conta de que um dia, finalmente, eles acabarão por exterminar duas coisas "antigas e ultrapassadas": a leitura em si e o prazer táctil oferecido por páginas impressas.</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp;</SPAN>Se tudo der certo também, o cinema estaria realmente se preparando para prescindir de atores de carne e osso, de salas públicas e até mesmo de público. Se assim for, para que uma coleção de clássicos? Das duas uma: ou a indústria cultural já está certa do desaparecimento da última geração romântica da história e quer dar a ela um alento de despedida, ou o que tentam vender sobre os tempos atuais é uma enorme balela, uma idéia que a maioria não comprou nem vai comprar. </P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p>&nbsp;</o:p><o:p>&nbsp;</o:p></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp;</SPAN>Tentando uma terceira via, talvez a crise seja mesmo de criatividade e consistência e aí voltamos ao começo do texto. Se estivermos mesmo nessa encruzilhada, não há nada a fazer a não ser admitir e esperar que algo, ou alguém, mostre um caminho. Ou ficar a espera do nosso próximo Almanaque. </P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Quem sabe um sobre previsões catastróficas que não se confirmaram, comportamentos que não mudaram e mídias que não morreram. E a memória vai bem obrigado. Tenho bastante espaço no meu HD. Tanto que estou baixando boa parte dos 1001 álbuns sugeridos pelo livro. Claro, se não for assim não tem graça. Quer tentar também? Vai que você já ganhou ou ainda vai ganhar o livro de presente...</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="mso-spacerun: yes"></SPAN>&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="mso-spacerun: yes"><A href="http://nobrasil.org/1001-discos-para-ouvir-antes-de-morrer/">http://nobrasil.org/1001-discos-para-ouvir-antes-de-morrer/</A>&nbsp;</SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="mso-spacerun: yes"></SPAN>&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Até a próxima! </P>
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		<title><![CDATA[A dona da voz na música do Marcelo D2]]></title>
		    <author><![CDATA[Carolina Braga]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogsguarani/blog/luiz_fernando?tv_pos_id=35489</link>
		<!--<pubDate>21/03/2010</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/28/28116"/>
		<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">O primeiro single e hit do mais recente cd de Marcelo D2, “A arte do Barulho” lançado no ano passado, tem um refrão irresistível que diz: “Deixa, deixa eu dizer o que penso dessa vida, preciso demais desabafar” entoado por uma voz feminina. </P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p>&nbsp;</o:p></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">Mas quem é ela? Esta é a pergunta que muita gente vem se fazendo, especialmente gente mais jovem que tem o rap e suas vertentes entre seus gêneros musicais preferidos e, claro, D2 como ídolo. Pois bem, para quem ainda não sabe, a dona da bela e potente voz que canta o refrão de “Desabafo” é a cantora “Cláudia”. Ela é carioca e seu nome verdadeiro, Maria das Graças Rallo, já foi substituído por Cláudya e Cláudia Oliveira. Ela começou como muita gente boa, se apresentando em programas de auditório e calouros, no rádio. Nos anos sessenta entrou na onda dos festivais e ganhou vários prêmios, entre eles o primeiro festival fluminense da canção, em 1969. </P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p>&nbsp;</o:p></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">Ainda naquela década maluca foi presença constante no “Fino da Bossa”, programa comandado à época por Elis Regina. Aliás, é notável a semelhança entre seu estilo e o da “pimentinha” e, dizem, sua voz extensa teria mesmo “assustado” a mãe de Maria Rita. Participou de vários festivais internacionais incluindo os realizados no Japão e na Grécia e gravou e gravou um LP na língua nipônica que vendeu 200 mil cópias. O ponto alto de sua carreira foi a participação no espetáculo “Evita” uma superprodução internacional que ficou dois anos em cartaz no Rio e <?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /><st1:PersonName ProductID="em São Paulo" w:st="on">em São Paulo</st1:PersonName> a partir de 1983. <SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp;</SPAN>Sua versão para “Don´t cry for me Argentina” com letra em português, se tornou um de seus grandes sucessos. </P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p>&nbsp;</o:p></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">Em 1998 gravou um disco só com músicas do compositor Taiguara, e em <st1:metricconverter ProductID="2007 a" w:st="on">2007 a</st1:metricconverter> gravadora Som Livre lançou uma coletânea com 17 sucessos da carreira dela, incluindo “Deixa eu Dizer” cujo refrão foi espertamente sampleado por Marcelo D2. É bem provável, inclusive, que nosso amigo a tenha descoberto nesse disco que faz parte de uma série intitulada “Grandes Vozes” e que, além de Cláudia contemplou outros nomes da chamada “Era do rádio” como Agostinho dos santos e Nora Ney. </P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p>&nbsp;</o:p></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">Ainda em 2007 participou do CD “Esta chama que não vai Passar”, lançado pela gravadora Biscoito fino em homenagem a Maysa, interpretando “Morrer de Amor”. Atualmente viaja pelo país com um show de piano e voz em que homenageia os 50 anos da bossa nova.</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">A canção “Deixa eu dizer” foi composta por Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza e batizou seu LP de 1973 lançado pela Odeon.</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p>&nbsp;</o:p></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">Bom, então, para quem ainda não ouviu, aqui vai “Deixa eu Dizer”. </P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p>&nbsp;</o:p></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">Um abraço e Divirtam-se!</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><IMG src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/910e2c2e62d2e0a591105b7dbed18b32.jpg"></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><A href="http://www.youtube.com/watch?v=sUFOF7GCfSg&amp;feature=PlayList&amp;p=CC727103D0BA627A&amp;playnext=1&amp;playnext_from=PL&amp;index=29">http://www.youtube.com/watch?v=sUFOF7GCfSg&amp;feature=PlayList&amp;p=CC727103D0BA627A&amp;playnext=1&amp;playnext_from=PL&amp;index=29</A></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P>
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		<title><![CDATA[Cultura Viva]]></title>
		    <author><![CDATA[Carolina Braga]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogsguarani/blog/luiz_fernando?tv_pos_id=35072</link>
		<!--<pubDate>21/03/2010</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/28/28116"/>
		<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><IMG src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/0844b5a1875d5d7b51a952f9027e3c8e.jpg"></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">Os bons tempos voltaram! Sim, é uma frase clichê mesmo e, exatamente por isso, perfeita para descrever a sensação provocada por duas horas de música da melhor qualidade sendo transmitida ao vivo direto de um teatro para as ondas do rádio. Foi assim a estréia do projeto “Ensaio Aberto” da Guarani FM em parceria com o portal Uai e o Teatro Alterosa que, na noite desta quarta-feira, presenteou espectadores e internautas com uma bela apresentação do Skank. Uma novidade recheada do mais puro e delicioso anacronismo. Shows ao vivo eram apenas uma parte da rotina diária das emissoras na era de ouro deste veículo oitentão. Uma época em que os cantores ou grupos que não tinham um contrato com uma emissora eram tidos como desempregados. Eu sou radialista há 18 anos e, quando comecei, há muito isso já não existia mais. Quando entrei em uma emissora, a tecnologia já avançara muito, a televisão dominava a preferência da maioria há quarenta anos, e o "mundo antes pequeno porque a terra era grande" já havia se tornado muito grande porque a terra diminuíra de tamanho. Hoje ele é ainda muito maior do que o preconizado na genial “Parabolicamará” de Gilberto Gil, mas começa muito saudavelmente a assumir que tem sim saudade do tempo em que era menorzinho. De um tempo em que ficar em casa ouvindo rádio à noite era muito saudável, natural, e não uma atitude que despertava estranheza quando relatada. Pra quê o rádio se eu tenho meu ipod ou, muito secretamente, ainda escuto os meus CDs? E pra quê uma transmissão ao vivo com muitas possibilidades de falhas quando se pode gravar, regravar, acrescentar instrumentos, melhorar a voz, editar e calcular o tempo certo de cada bloco de modo a não prejudicar o comercial? A resposta é muito simples e romântica como tem que ser: porque isso deixa o rádio com muito mais vida! E mostra que apuro técnico não tem que ser sinônimo de frieza. E que ouvir música pode ser uma experiência cultural muito mais intensa do que prega o mp3 e seus asseclas, que teimam em reduzir tudo à vala comum dos arquivos. Deixando bem claro que eu, nem de longe, sou um inimigo da tecnologia, apenas acho uma pena que, na cabeça de muita gente, novos hábitos signifiquem a morte dos antigos. A minha coleção dos Beatles em vinil, por exemplo, eu comprei de um sujeito que, lá por 1992, resolveu trocar tudo por CDs porque “era muito melhor” e ninguém mais ia querer saber daqueles discões. Como vocês vêem eu só tenho a agradecer à amada tecnologia. Graças a ela hoje eu tenho o privilégio de, sempre que me dá vontade, segurar nas mãos aquela obra de arte que é a capa de Sgt. Pepper´s, abri-la como quem abre um livro, contemplar as fotos na parte interna, retirar o bolachão do plástico, colocá-lo sobre a bandeja do toca discos, pousar suavemente a agulha no sulco do LP, me sentar ou deitar e acompanhar a letra na contracapa. Sim, é o que parece mesmo, um ritual, coisa que a grande maioria das pessoas deixou de cultivar. Afinal de contas a modernidade é companheira da pressa. E a pressa, se tem alguém que ainda não sabe, além de inimiga da perfeição, não suporta diversão. Saber o nome das faixas, o ano de lançamento do disco, o nome da banda, o nome do disco, as letras, tudo isso demanda um tempo que muitos alegam não possuir nos dias que correm. Tradição e nostalgia precisam, urgentemente, ser retiradas da prateleira dos palavrões. Qualquer iniciativa que aponte nesse sentido é sem dúvida louvável. Eu agora posso dizer com toda a satisfação que participo de uma delas. Como disse Henrique Portugal, tecladista do Skank, após o show de ontem: “A despeito de tudo o que inventaram depois dele, um sucesso, ainda hoje, só acontece de verdade através do rádio”. E assim será por muito tempo. Tudo indica que, com a internet como parceira, chegaremos aos cem anos em plena forma e com o nosso pequeno mundo recheado de enormes possibilidades e muita crença no passado. Parabéns a toda a equipe da Guarani pela iniciativa e execução do belo projeto, e que venha Fernanda Takai no dia 13 de maio. </P>
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		<title><![CDATA[Quinze anos sem Kurt]]></title>
		    <author><![CDATA[Carolina Braga]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogsguarani/blog/luiz_fernando?tv_pos_id=34724</link>
		<!--<pubDate>21/03/2010</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/28/28116"/>
		<p align="justify"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/cf941057cbcf1bc9130015646db12218.jpg" width="392" height="332"></p><font size="2"> <p align="justify">Ou Kurdt, ou Curt. Ele variava a grafia de seu nome usando estas três opções. Crise de identidade? Pode ser. Imagine-se na pele de alguém que leva a auto-sabotagem ao limite e, ainda assim, se vê bem-sucedido comercial e&nbsp;artisticamente;</p> <p align="justify">Que descobre que as camisas de flanela baratas que usava estavam sendo copiadas por griffes e sendo vendidas a peso de ouro mundo afora; que sua música extremamente antimainstream passou a ocupar o topo do mainstream; que, apesar de ter desejado desde sempre um lugarzinho no escuro do palco para simplesmente tocar guitarra sem ser incomodado, você acabou lá na frente cantando e se tornou&nbsp; o grande nome do rock nos anos 90; </p> <p align="justify">Que o segundo disco de sua banda, cuja primeira faixa tem uma letra que começa assim: "carregue suas armas e traga seus amigos. é divertido perder e fingir" tenha vendido três milhões de cópias em três meses mesmo sem teclados, solos de guitarra mirabolantes, maquiagem pesada, campanha milionária de marketing ou uma voz lapidada para as paradas; que seu grupo roubou o primeiro lugar na Billboard de Michael Jackson e que, por fim, uma legião de milhões mundo afora enxerguem em você uma espécie de novo messias dos três acordes, o porta-voz de uma geração sem rumo, apática, preguiçosa, desesperançada. </p> <p align="justify">Diante disso tudo, escrever o nome de três formas diferentes era o de menos. Era preciso se drogar ao máximo para, no palco, esquecer as letras, trocar de instrumentos com os colegas de banda, embolar as palavras, quebrar a guitarra desafinada. Valia de tudo para tentar negar uma identidade fixa, não vestir a carapuça do showbusiness e nem surfar a onda confusa do sucesso repentino. </p> <p align="justify">Muita gente diz que não entende o endeusamento do Nirvana e muito menos de seu líder, e que a angústia, o sofrimento, as overdoses, a solidão e até a morte de Kurdt Cobain foram o resultado malfadado de um comportamento infantil, calculado e clichê; Que ele devia possuir em sua casa em Seattle, onde foi encontrado morto em 8 de abril de 1994, uma espécie de "Cartilha do Rockstar atormentado"; </p> <p align="justify">Ou que, em sua tentiva de soar ao máximo autêntico, ele brincou muito de perto com fogo e acabou se queimando pra valer. Bom, no meu caso, apenas a vendagem de Nevermind aqui citada já é suficiente para atestar a relevância do cara; Quanto às outras acusações, ninguém me convence da falta de autenticidade de um sujeito que fazia tão pouco de si mesmo como ficou comprovado nos dois shows de seu grupo no Brasil em 1993; </p> <p align="justify">E,&nbsp;ainda que&nbsp;suas canções não refletissem um desespero autêntico, elas se constiuíam, e se constituem, em pérolas de ótima poesia revestida de melodias pop e distorção da boa. São, na pior das hipóteses, produtos muito bem acabados e isso, senhores, nem de longe é demérito. Muito pelo contrário. Quem cai na besteira de julgar como ruim canções grudentas é porque nunca tentou escrever uma para ver como é difícil. Mais difícil ainda é se tornar pop negando a fórmula do gênero como foi o caso do Nirvana.&nbsp;E gerar sim, canções grudentas mas, sobretudo, instigantes,&nbsp; inteligentes e&nbsp;inovadoras.</p> <p align="justify">Ou mostrar que barulho não é somente uma máscara para músicos sem talento mas sim uma necessidade quando se tem muita raiva para botar pra fora.&nbsp; E que é possível prescindir de tal recurso sem medo e com muita competência como ficou provado no CD/DVD "Unplugged in New York". Registro esse, aliás, que é o preferido de muita gente que não se orienta por gêneros mas por música boa e que não gosta dos outros álbuns do grupo.&nbsp;A cantora e compositora Marina Lima é um exemplo.</p> <p align="justify">Se apenas o lado auto-destrutivo de um artista o fosse suficiente para criar mitos, não haveria espaço&nbsp; nos veículos de comunicação do mundo para clones do nosso herói. </p> <p align="justify">E gente como Pette Doherty - ex-libertines e Babe Shambles - não seria lembrada apenas pelas confusões que apronta e pela espera constante de manchetes que anunciem sua morte. Enfim, daqui há quinze anos ainda se falará do autor de "Smells like Teen Spirit" porque, daqui há quinze anos, um disco como "Nevermind" do qual&nbsp;esta canção composta por ele&nbsp;faz parte, ainda continuará sendo relevante desde a capa absurdamente icônica e representativa de uma era; Porquê clássicos como esse com canções como essa não brotam do chão todos os dias, infelizmente; E porquê, se o mundo continuar girando, ainda haverá interesse por música, história e&nbsp;poesia; e ainda haverão almas atormentadas e gente insatisfeita com o mundo ou apenas&nbsp;com o próprio nome precisando de um representante com talento suficiente para escrever coisas do tipo: </p> <p align="justify">"Com as luzes apagadas é menos perigoso. Aqui estamos, agora nos entretenha". </p></font> <p align="justify"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=kPQR-OsH0RQ">http://www.youtube.com/watch?v=kPQR-OsH0RQ</a></p>
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		<title><![CDATA[Vítimas da Besta ou O lado mais pesado da Donzela de Ferro]]></title>
		    <author><![CDATA[Carolina Braga]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogsguarani/blog/luiz_fernando?tv_pos_id=33636</link>
		<!--<pubDate>21/03/2010</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/28/28116"/>
		<FONT size=2> <P align=center><IMG src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/a29ffaf46b1a227cd644aa728a807d81.jpg"></P> <P align=justify>"Be quick or be dead" ou "Seja rápido ou esteja morto". Este é o título de uma das canções do Iron Maiden, faixa do álbum "Fear of the Dark" de 1992. A música não fez parte do set list da apresentação da banda em BH na noite deste dia 18 de março mas, seu título sintetiza perfeitamente o comportamento exigido de boa parte dos que foram à pampulha assistir à primeira passagem&nbsp;do grupo&nbsp;pela capital mineira. Tanto no que se refere à conquista de um lugar com visibilidade na arquibancada, quanto à preservação de bens pessoais tais como celulares, carteiras, relógios e afins. .</P> <P align=justify>A comunidade "Fui roubado no maiden em BH", no ar desde a madrugada de hoje no Orkut, reúne relatos diversos de gente que teve seus pertences surrupiados no Mineirinho. Os larápios se aproveitavam dos momentos em que as mãos dos fãs estavam erguidas e interagindo com as canções para lhes atacar os bolsos. </P> <P align=justify>Quem estava na pista sofreu mais com os roubos mas, pelo menos, puderam enxergar o palco sem problemas. Já para uma boa parcela dos que optaram pelo ingresso mais barato, ou seja, arquibancada, a história foi bem diferente</P> <P align=center><IMG style="WIDTH: 462px; HEIGHT: 371px" height=346 src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/677ed34c59c7243ee0406963174d9eb3.jpg" width=474></P> <P align=justify>&nbsp;"Fear of the dark", a faixa-título, esta sim esteve no repertório e foi um dos pontos altos da peformance de Bruce Dickinson e cia mas, medo do escuro mesmo, quem sentiu foram os fãs que ficaram circulando pelo anel que dava "acesso" às arquibancadas do ginásio na esperança de encontrar uma brecha para ver o palco. Na maior parte do trajeto, a única maneira de se enxergar quem ia à sua frente, era acendendo o display do celular ou batento umas fotos extras com a máquina digital. "Acesso" aqui, deve vir entre aspas, porquê, após a abertura dos portões e a rápida ocupação dos melhores pontos daquele setor, o público que chegava ia se acumulando nas aberturas liberadas para passagem, o que fez com que, bem antes de o show começar, entrar por ali ficasse completamente impossível.&nbsp;</P> <P align=center><IMG style="WIDTH: 444px; HEIGHT: 310px" height=374 src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/050e756a984c3a335c7202cb5e341338.jpg" width=497></P> <P align=justify>Tentar abrir espaço entre a multidão estava fora de cogitação dada a quantidade de gente se espremendo e se empurrando, sem contar aqueles se equilibrando na beirada da escada ou sentados no alambrado. </P> <P align=center><IMG src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/3874b2ec07b75b8274386359142244ae.jpg"></P> <P align=justify>&nbsp;</P> <P align=justify>Três das aberturas para as arquibancadas estavam bloquedas por grades e sob a proteção de seguranças. Se as barreiras tivessem sido retiradas após o início da apresentação, teriam permitido às dezenas de pessoas que não conseguiram furar o bloqueio, entrar por ali e, pelo menos tentar chegar a um dos pontos nas laterais em que ainda havia um mínimo de espaço. Aliás, se apenas uma delas tivesse sido removida já teria adiantado. Como isso não foi feito, o jeito foi disputar um lugar por cima da grade. </P> <P align=center><IMG style="WIDTH: 443px; HEIGHT: 318px" height=346 src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/c4df37c14a4b7b3b5c40140f45e3ab1e.jpg" width=462></P> <P align=justify>Ou contar com a solidariedade de quem havia chegado primeiro, e permitia que os outros revezassem consigo a posição "privilegiada" em que se podia ver, ou a parte de trás do painel&nbsp;com a&nbsp;esfinge&nbsp;de Eddie, o mascote, &nbsp;atrás da bateria, ou as costas dos músicos. </P> <P align=center><IMG src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/6982ce0ca57989d20a9fb8e524d56f49.jpg"></P> <P align=center><STRONG>Ana e Lourenço: Sorriso amarelo diante da barreira</STRONG></P> <P align=justify>Ana e lourenço, casal que tentava assistir ao show dali comentaram: "O mineiro é muito pacato. Se fosse em outro estado já teriam invadido".&nbsp; Invasão, inclusive, talvez nem seja o termo adequado. </P> <P align=justify>Na verdade, todos ali estavam tentando assistir ao show exatamente do local pelo qual haviam desembolsado uma boa grana e não conseguiam. Muito diferente do que ocorreu em São Paulo em que a pista premium foi invadida. Dois locutores de uma emissora de rádio de BH, comemoravam o fato de terem entrado com ingresso de cortesia pois, como disseram, "pagar duzentos reais - preço da arquibancada - para assistir a um show e ficar nesta posição é de matar qualquer um de raiva". Outro fã chegou, circulou, perguntou e decidiu: "Vou embora". E assim o fez desolado em face de não ter conseguido matar a vontade de ver os ídolos. </P> <P align=center><IMG style="WIDTH: 444px; HEIGHT: 341px" height=360 src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/33ddc44a113c6fc999173a1c039110eb.jpg" width=454></P> <P align=justify>&nbsp;Fui ao &nbsp;mineirinho credenciado como Jornalista. Tentei entrar na pista e não deixaram; depois, fui para a área das arquibancadas onde constatei toda essa confusão. Quando tentei sair um pouco para ir à pista premium, fui advertido de que, se saísse não poderia retornar. Não entendi nada . A cobertura de um evento pressupõe, antes de tudo,&nbsp;liberdade de circulação.&nbsp; e qual é a lógica em poder ir á pista premium mas não à pista comum?</P> <P align=center><IMG style="WIDTH: 494px; HEIGHT: 379px" height=374 src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/b88475180c778697964ac70857e5a10c.jpg" width=449></P> <P align=justify>Sim, houve o lado bom do show. Muita gente assistiu sem ser roubada. Mas muita gente não assistiu mesmo pagando e muita gente foi roubada. Esse é o lado ruim que também precisa ser mencionado em respeito aos que foram lesados e como forma de alerta para que em eventos futuros tente-se ao máximo evitar tais ocorrências.</P> <P align=justify>Com relação ao som, de novo quem estava na pista levou vantagem. Do chão podia-se ouvir a banda de forma satisfatória levando-se em conta, claro, os padrões do local. De alguns pontos da arquibancada ouvia-se uma massa sonora meio confusa, em outros um pouco mais da voz, em outros mais guitarra, em outros nada e em outros mais a platéia.&nbsp; O&nbsp; Iron Maiden infelizmente não vai entrar para a lista dos concertos que conseguiram tirar leite de pedra e dar ao público um som acima da média no Mineirinho.</P> <P align=justify>Para encerrar, estacionar o carro nos arredores foi uma aventura à parte. Paguei dez reais por um lugar na grama e teve gente que "morreu" em 30 por uma vaga em local fechado. Bruce Dickinson disse, ao final do show em São Paulo, que o Iron maiden volta em 2011. Tomara que sim, tomara que BH seja de novo contemplada com a visita deles, e tomara que sejam tomadas medidas para que todos que pagarem pelos seus ingressos tenham pelo menos o direito de assistir ao espetáculo. </P> <P align=center><IMG style="WIDTH: 386px; HEIGHT: 293px" height=370 src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/be2d5489ce875815b642021e08ca95eb.jpg" width=469></P></FONT>
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		<title><![CDATA[O Segredo do Cofre]]></title>
		    <author><![CDATA[Carolina Braga]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogsguarani/blog/luiz_fernando?tv_pos_id=33475</link>
		<!--<pubDate>21/03/2010</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/28/28116"/>
		<P><IMG src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/131b76d05f793010dcc958f224d206d3.jpg"></P> <DIV>&nbsp;</DIV> <DIV> <P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face="Times New Roman" size=3>O costume de juntar moedas é bem antigo e tradicional. Dizer com exatidão quando isso virou moda é, virtualmente, impossível, mas deduzo que tenha sido no momento seguinte ao surgimento das moedas. </FONT></P> <P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face="Times New Roman" size=3>É meio lógico, não é verdade? Inventa-se um objeto pequeno e que pode ser trocado por bens ou comida e cujo poder aumenta na medida em que aumenta a sua quantidade e pronto: qualquer recipiente um pouco mais discreto que se têm à mão vira cofre. Ou “cofrinho” para usar o termo mais popular, assim, no diminutivo. </FONT></P> <P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">O mais querido desses objetos, não tem jeito, é o que leva a forma de um porquinho e é feito de cerâmica ou material do tipo, para poder ser quebrado quando estiver cheio. Quem não se lembra da clássica porca de madeira de Ariano Suassuna, estrela de um de seus textos mais populares, “O Auto da Compadecida?”.<SPAN>&nbsp; </SPAN></FONT></FONT></P> <P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face="Times New Roman" size=3>No Brasil, nos tempos da hiperinflação, estes símbolos de fartura estilizados e quebradiços andaram meio fora de moda, mas, desde a estabilização da economia a partir de 1994, os porquinhos voltaram à cena com força total e vêm sendo motivo de controvérsia. </FONT></P> <P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face="Times New Roman" size=3>Ao mesmo tempo em que especialistas afirmam tratar-se de um costume bastante educativo, já que se constitui na primeira experiência com o mundo das finanças e evita, entre outras coisas, que os pequenos se tornem adultos perdulários, o sistema bancário e o comércio reclamam do sumiço das moedas. Há alguns anos houve inclusive uma campanha publicitária em nível nacional estimulando os milhões de miniaturas de Tio Patinhas espalhadas pelo país a gastarem suas economias. </FONT></P> <P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face="Times New Roman" size=3>Não adiantou muito e, pelo visto, desde então, a prática parece que cresceu em número de adeptos. Conheço gente inclusive que vai à padaria trocar suas notas em moedas de um real só para depositar no cofrinho. Isso fez com que, claro, as moedas de um real se tornassem objeto de desejo dos comerciantes que esperam ávidos por alguém disposto a dar cabo de suas reservas.</FONT></P> <P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'">Início de ano é sempre o período mais comum - e propício - para esta decisão. Afinal&nbsp;de contas, todo mundo sabe, é nessa época que as dívidas também estão acumuladas e o orçamento prestes a explodir. Para quem já é um aficionado e também para os que vão se iniciar agora, aqui vão algumas dicas para o momento de abertura do cofrinho.</SPAN></P> <P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'"></SPAN>&nbsp;</P> <P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'"><IMG src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/f15b2d3e7093031d6b024048a99c23fb.jpg"></SPAN></P> <P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'"></SPAN>&nbsp;</P><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'"> <P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face="Times New Roman" size=3>- Em Janeiro a corrida ao comercio é grande, e já em fevereiro você talvez encontre dificuldade em fazer a troca por lá. Portanto, se estiver com pressa, corra à padaria ou ao supermercado no comecinho do ano, mesmo! Se você não se programar, o jeito vai ser ir ao banco e aí a coisa se complica um bocadinho.</FONT></P> <P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face="Times New Roman" size=3>- Antes de quebrar seu cofrinho&nbsp;– ou serrar o&nbsp;nariz do porco&nbsp;como eu fiz –&nbsp;providencie pequenos sacos plásticos para o acondicionamento das moedas. Prendê-las com muita fita crepe – como eu também fiz – é um trabalho que pode até ser divertido e terapêutico, mas é completamente inútil. Isso porque, norma do Banco Central, elas devem ser contadas uma a uma pelo funcionário no caixa.</FONT></P> <P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face="Times New Roman" size=3>- Cada saquinho deve conter apenas moedas de um único valor.</FONT></P> <P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT face="Times New Roman" size=3>- Por último, e mais importante: chegue ao banco próximo do horário de fechamento, ou seja, 16h00 horas. De novo por norma do Banco Central,<SPAN>&nbsp; </SPAN>há um limite de tempo de espera na fila, no máximo quinze minutos e, inevitavelmente, mesmo tendo enfrentado a fila, você será deixado por último. No meu caso, eu usei o tempo que fiquei esperando para retirar a fita das moedas e separá-las nos saquinhos que a funcionária me deu quando cheguei lá.</FONT></P> <P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P> <DIV><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA">No final&nbsp;da aventura,&nbsp;a constatação do valor cultural de se manter um cofrinho em casa. Na minha ida ao banco, além de tudo o que eu citei, descobri também que não são só as moedas de um real que andam em falta. Vocês tinham que ver a cara de felicidade da moça quando viu o saquinho com as de um centavo. E eu confesso: a maioria delas encontrei na rua ou ganhei de presente. </SPAN></DIV> <P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"> <BR></SPAN>&nbsp;</P></DIV>
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		<title><![CDATA[200 fotos em uma]]></title>
		    <author><![CDATA[Carolina Braga]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogsguarani/blog/luiz_fernando?tv_pos_id=32835</link>
		<!--<pubDate>21/03/2010</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/28/28116"/>
		<P>Quando se pensa que as experimentações com imagens atingiram um certo limite sempre surge uma idéia nova que deixa todo mundo boquiaberto. É o caso de um dos mais novos(?) hits da internet. Trata - se de uma foto da posse do presidente americano barack obama que possui mais de 1.000 megapixels! é isso mesmo, você não leu errado. Depois do susto e de ficar imaginando a câmera que teria sido utilizada para a empreitada, descobri que se trata não de uma, mas de 220 fotografias que são agrupadas com a ajuda de um software. Mas qual é a vantagem já que quase ninguém tem espaço ou dinheiro para mandar fazer uma ampliação gigante e, então, poder contemplar a magnitude do feito? Aí é que está a graça da coisa. Não é preciso ampliá-la toda de uma vez, você pode fazê-lo aos poucos, escolhendo o ponto a ser ampliado e dando um zoom. Dá para ver em detalhes a cara de Bill e Hillary Clinton e de George W. Bush, por exemplo, sentadinhos em suas cadeiras ouvindo o discurso de Obama. A imagem foi produzida pelo fotógrafo David Bergman está hospedada no site gigapan.org. No site você consegue visualizar outras que se valeram da mesma técnica. Bergman explica que há pequenos erros nesta primeira versão e disponibiliza um link atualizado e com correções. Ele dá também o tamanho exato da imagem: 59,783 X 24,658 ou 1.478 megapixels. Se você ainda não deu uma conferida acesse o link abaixo.</P> <P><A href="http://gigapan.org/viewGigapan.php?id=15374&amp;window_height=603&amp;window_width=1000">http://gigapan.org/viewGigapan.php?id=15374&amp;window_height=603&amp;window_width=1000</A></P> <P>É uma pena que tais recursos não existiam em 1963. Daria para ter flagrado o atirador ou os atiradores que fuzilaram John Kennedy e, quem sabe, livrar a cara do Lee Oswald. </P> <P>&nbsp;</P>
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		<title><![CDATA[Aquele do Plágio e "um pouco mais sobre o funk brasileiro"]]></title>
		    <author><![CDATA[Carolina Braga]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogsguarani/blog/luiz_fernando?tv_pos_id=31903</link>
		<!--<pubDate>21/03/2010</pubDate>-->
		<description>
		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/28/28116"/>
		<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">Eu sei que eu havia prometido escrever apenas sobre o que eu considerava um caso nacional de plágio muito divertido e nunca mencionado, mas o assunto se mostrou muito mais abrangente e interessante do que parecia no começo, e eu resolvi escrever um “pouco” mais. <?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoBodyTextIndent style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face=Arial>Falando nisso, eu adoro quando o texto toma o controle das minhas mãos.</FONT></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoBodyTextIndent style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face=Arial>“Eu só quero é ser feliz, andar tranqüilamente na favela onde eu ‘NAISCI’”. Quem tinha lá os seus cinco anos de idade em 1995 com certeza se lembra do refrão aí de cima. Ele é parte do “Rap da Felicidade” lançado pelos Mc´s Cidinho e Doca e se tornou um dos grandes sucessos nacionais daquele ano, abrindo caminho para o arrastão funk que se viu na seqüência. Junto com o “Rap das Armas”, essa faixa inaugurou uma vertente ingenuamente politizada do nosso ritmo e poesia que ensaiou uma dominação das paradas bem diferente da que ocorreria lá pelos idos de 2000 via “Bonde do Tigrão” e afins. Talvez por isso tenha se eternizado como um dos “Pancadões da era de Ouro do Funk” brasileiro, tendo sido incluída na coletânea “Clássicos do Funk” de 2007 e também na trilha sonora de “Tropa de Elite”, filme lançado no mesmo ano e que acabou por apresentá-la a toda uma nova geração. </FONT></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><IMG src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/d8f2796e3a97d8be623a67a1f6c3fc5c.jpg"></P> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Cididnho e Doca</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p></BLOCKQUOTE></BLOCKQUOTE> <P class=MsoBodyTextIndent dir=ltr style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Não sou e nunca fui fã desse tipo de funk, mas sempre fui, sou e serei um amante incondicional de música popular e de sua onipresença na vida de todo mundo, especialmente aqui no Brasil, um país com uma gente que possui um “ouvido musical que não é normal” para citar certo baiano de Santo Amaro. É graças a esse ouvido, com certeza, que vemos surgir a cada dia que passa uma nova mania, um novo ritmo ou um velho ritmo regurgitado e reinventado, na maioria das vezes, por gente que sequer toca uma nota em qualquer que seja o instrumento. Graças à disseminação das rádios piratas e das tecnologias de produção e gravação de áudio a partir dos anos 90, o desconhecimento de fronteiras atribuído às manifestações musicais foi alçado aos píncaros, subiu e desceu o morro. </P> <P class=MsoNormal dir=ltr style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"></o:p></SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">O funk virou uma febre não só entre os moradores das favelas, mas passou a ser ouvido bem alto em condomínios de luxo país afora. A imensa produção vinda da periferia reflete, ainda hoje, uma urgência, uma pressa, e uma fome imensas por espaço, por voz, por identidade. Como sempre acontece, quem tem muita fome tem muita pressa e pouco tempo para se preparar para sair à cata de alimento ou, mais difícil, para saber como cozinhá-lo <o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal dir=ltr style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">Nesses casos, invariavelmente, a receita é a mesma: se virar com o que se tem à mão ou, nesse caso, na cabeça. Como escrever canções sem instrumentos convencionais e, no caso de possuí-los, não saber tocá-los? O rap e o hip-hop se mostraram providenciais na solução dessas duas questões e transformaram em astros gente como Chuck D, Jay-z, os caras do Run DMC, Tupac, Notorius B.I.G e outros. Porém essa turma, embora não fossem músicos do tipo clássico, tinham à mão, quando começaram, uma tecnologia e tanto e gente com know-how para operá-la. <o:p></o:p></SPAN></P> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P></BLOCKQUOTE></BLOCKQUOTE> <P class=MsoNormal dir=ltr style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">Aqui no Brasil, ainda hoje, as bases utilizadas são as mais toscas, simples, sem tratamento ou como disse o DJ diplo, um grande nome da música eletrônica mundial que recentemente se apaixonou pelo funk carioca: “Para se produzir uma faixa, normalmente é preciso, basicamente, um estúdio com monitores bacanas e bons plug-ins de áudio, mas, no Brasil, os garotos têm uma droga de PC que ganharam de graça, todos pirateiam programas como ‘Cool Edit’ e usam loops baratos e umas porcarias de microfones. Fazem tudo nas favelas usando uma divisória velha como cabine”. A reação dele quando ouviu, talvez explique um pouco o porquê da popularidade desse tipo de música: “Me pareceu a melhor que eu já tinha ouvido, tinha todos os elementos que eu amo em música como frescor, novidade e crueza. Os vocais eram de crianças gritando”. Para quem gosta de música, se sentir como ele ao ouvir algo novo dentro do espectro de gêneros que apreciamos é, sem duvida, indescritível.<o:p></o:p></SPAN></P> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><IMG height=279 src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/09fdf31102bec59a29c23717d182c3ce.jpg" width=210></P> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Dj Diplo</P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P></BLOCKQUOTE></BLOCKQUOTE></BLOCKQUOTE></BLOCKQUOTE> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P></BLOCKQUOTE> <P class=MsoNormal dir=ltr style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">Pois bem, Cidinho e Doca eram dois desses garotos que acabaram se virando para fazer com que seu som visse a luz do dia e o fizeram de maneira bem antropofágica como não poderia deixar de ser. A melodia grudenta de “Rap da Felicidade” veio de um grande sucesso nacional do fim da década de setenta, chamado “Ta com medo Taberéu” (melô da pipa). <o:p></o:p></SPAN></P> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp;</SPAN><A href="http://www.youtube.com/watch?v=KjvlmQfp-qw&amp;feature=related">http://www.youtube.com/watch?v=KjvlmQfp-qw&amp;feature=related</A><o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P></BLOCKQUOTE> <P class=MsoNormal dir=ltr style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">Os artífices desse antepassado dos “proibidões” de hoje em dia, foram os integrantes do grupo “Superbacana”. <o:p></o:p></SPAN></P> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal dir=ltr style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><IMG src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/e446a83d9bf9c6daed47ff51e4ca0272.jpg"></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P></BLOCKQUOTE></BLOCKQUOTE></BLOCKQUOTE></BLOCKQUOTE></BLOCKQUOTE> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">Esta banda foi formada no Rio de janeiro no começo da década de setenta, sendo durante muito tempo dos principais nomes da cena de bailes de sábado à noite da época. Estes bailes eram a grande pedida em termos de diversão especialmente no Rio e foram sofrendo mutações ao longo dos anos até se transformarem nos hoje conhecidos e controversos bailes funk. Como se percebe, o cruzamento das duas canções e dessas duas histórias – que se daria quase vinte anos depois-não ocorreu por acaso.<o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">A letra do “Melô da Pipa”<SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp; </SPAN><A href="http://letras.terra.com.br/super-bacana/994248/">http://letras.terra.com.br/super-bacana/994248/</A> é um exemplo de pureza se comparada à de, por exemplo, “Abre as pernas, mete a língua” de Tati Quebra-barraco,<o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><A href="http://letras.terra.com.br/tati-quebra-barraco/366100/">http://letras.terra.com.br/tati-quebra-barraco/366100/</A>, <o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">Mas, mesmo assim, gerou lá suas polêmicas quando a garotada mais esperta começou a trocar pipa por palavra bem semelhante. Sacanagem retrô, duplo sentido inocente ou o típico hit radiofônico que tem a cara do brasileiro. Defina como quiser, mas o fato é que, ainda hoje – a banda voltou à ativa em 2005 – muita gente se diverte com o Superbacana e sua “Tá com medo Tabaréu”. <o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">E da mesma forma muita gente ainda ouve e enxerga na filha bastarda dela, o “Rap da Felicidade”, um exemplo de como a sacanagem explícita pode ser trocada por engajamento social e consciência da própria realidade sem prejuízos para a popularidade do funk ou para o bolso dos que exploram esse filão. <o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">Cidinho e Doca voltaram à mídia em 2007 por causa de “Tropa de Elite” que teve incluída em sua trilha sonora o outro grande sucesso deles “Rap das Armas”. Na verdade, a composição é de outros dois Mc´s Júnior e Leonardo – A trilha do filme de Miguel Padilha traz as duas versões - Confiram no link a... hmmm, original? <o:p></o:p></SPAN></P> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <P class=MsoNormal dir=ltr style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><IMG src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/f71fc49cc3f47d7701a7dadd8957ac91.jpg"></P> <P class=MsoNormal dir=ltr style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <P class=MsoNormal dir=ltr style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Mc´s Júnior e Leonardo</P> <P class=MsoNormal dir=ltr style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P> <P class=MsoNormal dir=ltr style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P></BLOCKQUOTE></BLOCKQUOTE></BLOCKQUOTE></BLOCKQUOTE> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><A href="http://www.youtube.com/watch?v=-6CzgTvKll0">http://www.youtube.com/watch?v=-6CzgTvKll0</A><o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">Temos aqui mais um exemplo de antropofagia musical brasileira e esta ainda mais complexa. Primeiro, a música foi adaptada de um sucesso internacional, cujo tema eram as relações fortuitas e o possível envolvimento subseqüente; depois, se transformou em uma mistura de ode às belezas do Rio e denúncia de seus problemas com as armas; posteriormente, foi mais uma vez reapropriada por Cidinho e Doca e, tendo sua letra em português modificada, acabou virando a narrativa bem-humorada de uma guerra entre facções rivais de uma favela. <o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><A href="http://www.youtube.com/watch?v=p_PgK3fvtqs">http://www.youtube.com/watch?v=p_PgK3fvtqs</A><o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">A melodia desta faixa foi retirada – seja inconscientemente ou não – de um dos mais “chicletudos” hits da década de 80, “Your Love” do grupo britânico “Outfield”. <o:p></o:p></SPAN></P> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <P class=MsoNormal dir=ltr style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><IMG src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/78473e412474dcc77b28039d5761137c.jpg"></P> <P class=MsoNormal dir=ltr style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <BLOCKQUOTE dir=ltr style="MARGIN-RIGHT: 0px"> <P class=MsoNormal dir=ltr style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Outfield</P> <P class=MsoNormal dir=ltr style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P></BLOCKQUOTE></BLOCKQUOTE></BLOCKQUOTE></BLOCKQUOTE></BLOCKQUOTE> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">Esta música ficou 22 semanas entre as 100 mais da revista Billboard em 1986, ano de seu lançamento. Cruzar continentes e ouvidos como os dos nossos heróis depois disso ficou fácil.<o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><A href="http://www.youtube.com/watch?v=CgfSzuFD8rw">http://www.youtube.com/watch?v=CgfSzuFD8rw</A><o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">A idéia inicial de Leonardo era falar das belezas do Rio de Janeiro, o que ele, de fato, fez. Mas como o próprio autor afirmou depois, a faixa só fez sucesso de verdade depois de ele ter aceitado a sugestão de incluir diversos nomes e calibres de armas na letra. <o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">No caso de “Rap da Felicidade” a transformação foi menos drástica por ter sido usada uma matriz de língua portuguesa e também bastante popular, que se propagou primeiro nas classes mais baixas para depois atingir a todos os públicos. São dois exemplos de música de massa que rompe resistências estéticas e acaba por encontrar um lugar nos players e nas TVs de todos. <o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">No segundo caso, porém, a base veio de uma banda pop inglesa do tipo que não se imagina como sendo das preferidas de quem mora no morro. Além disso, a letra original fala de uma relação amorosa descompromissada, uma “ficada” como deixa claro o verso do refrão: “I just wanna use your love tonight”. A letra de “Rap das Armas” subverte completamente o original em suas duas versões. <B><o:p></o:p></B></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">Para usar a referência teórica correta, o que ocorreu aqui é chamado de polissemia ou o deslize dos significantes, algo muito comum quando se trata de música massiva gravada e, logo, passível de manipulação (viva Thomas Edison). <o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">Logo após registrar e por sua obra em circulação, o autor perde totalmente o controle sobre ela, que pode acabar sendo reinterpretada em sua forma original e ter seu sentido deslocado, servindo a múltiplos entendimentos – o que é mais comum - ou pode ser sampleada, retrabalhada ritmicamente e acabar sendo apropriada por outros mundos, mentes e espíritos. <o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-weight: bold">Quanto ao “Rap das Armas”, Mc Leonardo disse que foi apenas “inspirada musicalmente” em “Your Love” e que ele desconhece a letra <?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /><st1:PersonName w:st="on" ProductID="em português. Mas">em português. Mas</st1:PersonName> e quanto a “Tá com medo tabaréu?” e o “Rapa da Felicidade?” Bom, sobre isso Cidinho e Doca nunca se manifestaram – não que eu saiba, pelo menos - talvez por que ninguém nunca os tenha questionado a respeito. <o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; mso-bidi-font-weight: bold">Se alguém já tinha ouvido falar da relação entre as duas canções por favor enviem-me links, vídeos, fotos ou o que mais seja possível. <o:p></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal dir=ltr style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">&nbsp;</P>
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		<title><![CDATA[Antes tarde número dois...]]></title>
		    <author><![CDATA[Carolina Braga]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogsguarani/blog/luiz_fernando?tv_pos_id=31548</link>
		<!--<pubDate>21/03/2010</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/28/28116"/>
		<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">Olá! Não sei se serve como desculpa, mas eu estou de férias e ainda não tenho laptop ou uma dessas “Plataformas móveis de acesso” que andam por aí acessando internet em tudo o que é lugar. De qualquer anyway cá estou eu de volta para apresentar, como prometido os “Enanitos verdes”, citar o tal plágio brasileiro, e de quebra, comentar dois ótimos shows aos quais tive o privilégio de assistir nesse começo de ano aqui <?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /><st1:PersonName w:st="on" ProductID="em BH. Então">em BH. Então</st1:PersonName>, mãos à obra, começando pelos Argentinos Enanitos Verdes! Esta banda foi formada em 1979 e, até agora, trinta anos depois, já deu à luz 15 álbuns. “O décimo primeiro deles, “Tracción Accustica” de 1998, foi indicado ao Grammy na categoria Melhor álbum de Rock Latino”. A façanha foi conseguida após o grupo ter se tornado o terceiro nome<SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp; </SPAN>da América Latina e o primeiro da Argentina a assinar com uma gravadora norte-americana, no caso deles, a Polygram. O trabalho mais recente é de 2006 e se chama “Pescado Original” (é pescado mesmo, não é erro de digitação do blogueiro preguiçoso), mas, certamente, o que deve estar sendo mais procurando nos torrents da vida é o de 2003 “Amores Lejanos”. Se não o disco inteiro, pelo menos uma faixa, “Frances Limon” cujo riff de abertura lembra demais uma canção lançada por Joe Satriani em 2004. Sim, trata-se da mesma “If I could fly” pivô do processo que me rendeu meus dois primeiros posts por aqui e que acaba de render o terceiro e último por enquanto. E então, como prometido, segue o link para o vídeo da canção, para quem quiser se divertir um pouco mais com essa história. Lembrando que o trecho que interessa começa aos 58 segundos, ok? Um abraço e um hug e daqui há pouco(mesmo) eu volto!http://www.youtube.com/watch?v=5JJwESLVTjs</P>
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		<title><![CDATA[Antes tarde...]]></title>
		    <author><![CDATA[Carolina Braga]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogsguarani/blog/luiz_fernando?tv_pos_id=30143</link>
		<!--<pubDate>21/03/2010</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/28/28116"/>
		<P align=justify><FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>Olá, Sejam bem-vindos! Bom, como dá para perceber, eu comecei este blog no último dia 6 de dezembro. A reformulação do site da rádio estava em andamento e tudo levava a crer que esta seção entraria no ar por volta desta data mas, como também se percebe, isso não aconteceu. Sendo assim, a primeira coisa a fazer é dar uma atualizada nos acontecimentos que se seguiram ao processo aberto por Joe Satriani, então, mãos à obra!</FONT></P> <P align=justify><FONT face=Arial size=2>Um dia após minha primeira postagem, o guitarrista deu uma entrevista ao site Musicradar.com e falou sobre o episódio. Na conversa cujos trechos mais interessantes podem ser lidos acessando-se o link ,</FONT><FONT face=Arial size=2><A href="http://www.musicradar.com/news/guitars/joe-satriani-speaks-about-coldplay-lawsuit-185914">http://www.musicradar.com/news/guitars/joe-satriani-speaks-about-coldplay-lawsuit-185914</A>&nbsp;, Satch disse que, assim que ouviu a canção, teve certeza de que se tratava de sua "If I could Fly". "Foi como levar uma facada no coração, doeu muito". Satriani disse ainda que não foi só ele quem notou a semelhança: "Quase imediatamente, no minuto em que a canção foi lançada, minha caixa de e-mails foi inundada com gente perguntando: "Você ouviu essa canção do Coldplay? eles copiaram você, cara!" Não sei dizer dizer quantos e-mails recebi".&nbsp;</FONT></P> <P align=justify><FONT face=Arial size=2>O guitarrista afirma que trabalhou por treze anos na composição antes de lançá-la em 2004 e que a faixa é muito especial por se tratar de uma&nbsp;carta de amor à sua esposa Rubina,&nbsp;uma "simples e direta expressão de sentimento", nas palavras do músico;&nbsp;Ele revelou ainda que fez de tudo para tentar evitar&nbsp;a contenda judicial mas, apesar da insistência, não conseguiu contatar os integrantes do Coldplay.</FONT></P> <P align=justify><FONT face=Arial size=2>"Eles devem ter achado que este pequeno guitarrista os deixaria em paz após algum tempo, não sei". Satriani descreveu a repercussão de sua atitude como "a coisa&nbsp;mais estranha na qual já estive envolvido" e que "a atenção da mídia tem sido bizarra e surreal. Eu realmente não consigo explicar como me senti nos últimos dias".&nbsp;Sobre os motivos do processo ele afirmou: "Muita gente acha que eu estou tentando pegar uma carona com esses caras do Coldplay mas, esta é a última coisa que passaria pela minha cabeça. Eu estou apenas fazendo o que preciso como artista, para proteger o que é meu, para proteger os sentimentos que coloquei nesta canção".Ele encerra a conversa dizendo: "Nós&nbsp;estamos falando de uma&nbsp;peça de arte&nbsp;que eu criei e que é&nbsp;algo que eu acho importante.&nbsp;Penso que todo mundo se sentiria da mesma&nbsp;forma."</FONT></P> <P align=justify><FONT face=Arial size=2>Do lado de lá, a trupe do Coldplay veio a público no dia 10 do mês passado para dizer que, "“Se existem semelhanças entre nossas duas músicas, elas são inteiramente coincidentes, e tão surpreendentes para nós quanto para ele. Joe Satriani é um grande músico, mas ele não compôs nem exerceu qualquer influência sobre a canção <EM>Viva la Vida</EM>. Pedimos respeitosamente que ele aceite nossas afirmações nesse sentido e lhe desejamos sucesso com todos seus trabalhos futuros.” </FONT></P> <P align=justify><FONT face=Arial size=2>Mas não se trata mais de uma questão de aceitar as desculpas e seguir em frente. Quem vai decidir sobre a procedência ou não das acusações será a corte federal de Los Angeles.&nbsp;Satriani não falou mais sobre o assunto, tampouco o Coldplay mas, na internet, além das brigas dos fãs de um e de outro, surgem, vez ou outra, coisas muito interessantes e instrutivas, como este vídeo: </FONT><FONT face=Arial size=2><A href="http://www.youtube.com/watch?v=OEGGFJLpbu4">http://www.youtube.com/watch?v=OEGGFJLpbu4</A></FONT></P> <P align=justify><FONT face=Arial size=2>Nele, um professor de música disseca as estruturas rítmica, melódica e harmônica das duas composições. A sentença dada por ele, bem...perca aí uns minutinhos e assista&nbsp;vai, não custa nada e ainda&nbsp;pode lhe render uns conhecimentos a mais sobre&nbsp;a matéria. Eu volto em breve para apresentar os argentinos "Enanitos &nbsp;Verdes" que, se quisessem poderiam até entrar na briga também, e para falar de um plágio brasileiríssimo, extremamente popular, e nunca comentado em nosso país. </FONT></P> <P align=justify><FONT face=Arial size=2>Um Hug e um abraço! </FONT></P> <P align=justify><FONT face=Arial size=2>Luiz Fernando.</FONT></P> <P align=justify><FONT face=Arial size=2></FONT>&nbsp;</P>
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		<title><![CDATA[Joe Satriani Processa Coldplay]]></title>
		    <author><![CDATA[Carolina Braga]]></author>

		<link>http://www.dzai.com.br/blogsguarani/blog/luiz_fernando?tv_pos_id=27362</link>
		<!--<pubDate>21/03/2010</pubDate>-->
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		<![CDATA[
		<img src="http://www.dzai.com.br/tv/avatar?a=/28/28116"/>
		<?xml:namespace prefix = v ns = "urn:schemas-microsoft-com:vml" /><v:shapetype id=_x0000_t75 path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" o:spt="75" coordsize="21600,21600" stroked="f" filled="f" o:preferrelative="t"><v:stroke joinstyle="miter"></v:stroke><v:formulas><v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"></v:f><v:f eqn="sum @0 1 0"></v:f><v:f eqn="sum 0 0 @1"></v:f><v:f eqn="prod @2 1 2"></v:f><v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"></v:f><v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"></v:f><v:f eqn="sum @0 0 1"></v:f><v:f eqn="prod @6 1 2"></v:f><v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"></v:f><v:f eqn="sum @8 21600 0"></v:f><v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"></v:f><v:f eqn="sum @10 21600 0"></v:f></v:formulas><v:path o:connecttype="rect" gradientshapeok="t" o:extrusionok="f"></v:path><?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:lock aspectratio="t" v:ext="edit"></o:lock></v:shapetype> <P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align=justify><v:shape id=_x0000_s1026 style="MARGIN-TOP: -0.3pt; Z-INDEX: -1; LEFT: 0px; MARGIN-LEFT: -0.3pt; WIDTH: 200.25pt; POSITION: absolute; HEIGHT: 210pt; TEXT-ALIGN: left; mso-position-horizontal: absolute; mso-position-vertical: absolute; mso-position-horizontal-relative: text; mso-position-vertical-relative: text" type="#_x0000_t75" wrapcoords="-81 0 -81 21523 21600 21523 21600 0 -81 0"><v:imagedata o:title="Satriani" src="file:///C:\DOCUME~1\ADMINI~1\CONFIG~1\Temp\msohtml1\01\clip_image001.jpg"></v:imagedata><?xml:namespace prefix = w ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:word" /><w:wrap type="tight"></w:wrap></v:shape></P> <P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align=center><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: Arial"><FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif"><FONT size=2><IMG style="WIDTH: 162px; HEIGHT: 152px" height=136 src="http://www.dzai.com.br/static/user//28/28116/766599aec38053c5b55be91f54ca216e.jpg" width=154></FONT></FONT></SPAN></P> <P class=MsoBodyText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align=justify><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: Arial"><FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif"><FONT size=2>Demorou um pouquinho, mas o inevitável aconteceu: Joe Satriani abriu processo contra o Coldplay alegando que “Viva <?xml:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /><st1:PersonName w:st="on" ProductID="la Vida">la Vida</st1:PersonName>” canção que dá título ao último CD dos britânicos, foi copiada de “If I could Fly” de sua autoria. A faixa instrumental faz parte do disco “Is there Love in Space?”, nono álbum de estúdio lançado pelo guitarrista em <st1:metricconverter w:st="on" ProductID="2004. A">2004. A</st1:metricconverter> denúncia foi apresentada na última quarta-feira dia 4 em um tribunal federal de Los Angeles e seu texto diz que o hit do coldplay contém “trechos originais substanciais” de “If I could fly”. “Viva <st1:PersonName w:st="on" ProductID="la Vida">la Vida</st1:PersonName>” foi uma das músicas mais executadas no mundo em 2008 e, coincidentemente (ou não), também na última quarta-feira recebeu duas indicações ao Grammy 2009 nas categorias “gravação principal” e “canção do ano”. O Coldplay concorre ao todo a seis gramofones, dois a menos que o rapper Lil Wayne que foi indicado em 8 categorias. “Viva <st1:PersonName w:st="on" ProductID="la Vida">la Vida</st1:PersonName> or death and all his friends” termina o ano encabeçando listas de mais vendidos graças à inspirada faixa que lhe dá nome. Por falar nisso, a questão a ser resolvida agora é exatamente esta: de onde veio a inspiração para a música? A trupe do Coldplay defende que a composição foi feita em conjunto pela banda. Satriani não só afirma o contrário como pede “todo e qualquer lucro obtido com a canção.” Sinceramente, se Chris Martin e companhia não copiaram “If I could fly”, trata-se de uma “coincidência cósmica”. Para quem quiser comprovar aqui vai, direto do implacável You Tube, um vídeo para convencer até o mais xiita defensor dos autores de “Yellow”. <o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align=justify><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p><FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" size=2>&nbsp;</FONT></o:p></SPAN></P> <P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align=justify><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><A href="http://www.youtube.com/watch?v=1ofFw9DKu_I"><FONT face="Arial, Helvetica, sans-serif" color=#800080 size=2>http://www.youtube.com/watch?v=1ofFw9DKu_I</FONT></A></SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P>
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