




Thomaz Jorge Farkas fotógrafo, professor, produtor e diretor de cinema. Nasceu em 1924 na Hungria imigrando com a família para São Paulo em 1930. Seu pai foi fundador da Fotoptica, uma das primeiras lojas de equipamentos fotográficos do Brasil. Thomaz Farkas inicia no mundo da fotografia logo cedo incetivado pelo seu pai associando-se ao Foto Cine Clube Bandeirantes tornando-se um dos pioneiros na fotografia moderna brasileira. Faleceu aos 86 anos no dia 25/03 deixando um imenso legado para a fotografia e cinema nacional.
Aqui nossa pequena homenagem a este grande mestre.




Deve o fotojornalista apenas mostrar a realidade crua através da sua lente ou interferir nela quando a sua consciência assim o exige? Kevin Carter achou que não devia interferir, em 1993, quando fotografou, para o New York Times a imagem de um bebê do Sudão, caído no chão, enquanto no mesmo plano um abutre esperava pacientemente pela refeição.
Não salvou a criança e o mundo, que deu o bebê como morto, criticou-o e chamou-lhe a ele próprio abutre. Carter acabou por ganhar o prémio Pulitzer com esta imagem que o perseguiu e o levou ao suicídio aos 33 anos.
O jornal El Mundo, descobriu que o bebê era um menino, chamava-se Kong Nyong, e sobreviveu ao abutre. Segundo o jornal espanhol a enfermeira Florence Mourin, que coordenava os trabalhos do programa das Nações Unidas para o combate à fome no Sudão em Ayod, o local onde tudo aconteceu, que o menino estava a ser acompanhado, como prova a pulseira branca na mão direita, que se podia ver na fotografia premiada.
Recentemente recebi um vídeo por e-mail que faz o mesmo questionamento. Até quando o fotojornalista pode se omitir de agir contra um ato de violência em busca da melhor foto ou prêmio? Vale a pena dar uma conferida.
http://video.bugun.com.tr/bugunPlayer.swf?file=dagilfilm.flv
