25 março 2011 07:38 am

“Botox no Controle do Suor Excessivo”

A hiperidrose é uma afecção caracterizada pelo suor excessivo, exagerado. Acomete igualmente homens e mulheres, com a prevalência maior em pacientes a partir dos 18 anos. Pode ser caracterizada pelo suor de qualquer parte do corpo, mas é mais comum em axilas, palmas das mãos e nos pés.

Nos casos mais intensos, a hiperidrose pode tornar difícil e embaraçoso o convívio social, levando o paciente ao isolamento. Pode transformar ações cotidianas, como pegar um papel ou dar a mão, em situações absolutamente constrangedoras.

Apesar de acometer em torno de 2,8% da população e ter relação familiar, pouco se difunde sobre a existência da hiperidrose e do seu tratamento.    Por ser conseqüência da inervação pelo sistema nervoso simpático, o aumento da produção de suor pelas glândulas sudoríparas, pode ser bloqueado de duas formas:

A maneira mais definitiva de tratamento é também a mais radical. Através de uma cirurgia torácica, um nervo é seccionado, bloqueando o estimulo para suar na área afetada.

Para os que não pretendem passar por cirurgia e temem suas complicações, o Botox surge como uma alternativa altamente eficaz e segura. Por bloquear o estimulo do suor junto às glândulas, a toxina botulínica (Botox) reduz temporariamente a produção do suor, em torno de 4 a 10 meses. A aplicação é feita no consultório, dura uns 15 minutos, e o efeito já é notado a partir de 72 horas. Pode ser reaplicado depois de 6 meses.

A procura por este procedimento simples, rápido e eficaz tem aumentado proporcionalmente a sua divulgação, sendo freqüente em nosso consultório. Via de regra, quem experimentou o tratamento da hiperidrose com Botox dificilmente deixa de refazê-lo, devido ao grande conforto proporcionado.

Dr. André G. Freitas Colaneri

Cirurgião Plástico Especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

www.cirurgiaestetica.com.br

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15 fevereiro 2011 10:12 am

PRÓTESE DE MAMA, QUAL A IDEAL PARA MIM?

Talvez esta seja a pergunta mais freqüente que recebo, seja em consulta, por amigos ou pelo e-mail do meu site cirurgiaestetica.com.br. Ela vem muitas vezes acompanhada da observação: “Minha amiga colocou ‘X’ ml e ficou ótima, quero igual!”. Mas será que se colocarmos a prótese igual à da amiga ficaremos igual a ela?

Infelizmente não, a medicina não é tão simples assim. Cada paciente tem diferentes pesos, alturas, biótipos, tipos de mamas, histórico de filhos, histórico de amamentação, expectativas e desejos quanto ao resultado a ser obtido. Sendo assim, uma prótese igual a da sua amiga poderá ficar muito diferente da qual idealiza para você, mesmo que o peso e altura de vocês sejam iguais!

Há também inúmeras variáveis a serem observadas. Existem muitos tipos de próteses diferentes: perfil baixo, perfil moderado, perfil alto, perfil anatômico, prótese lisa, prótese texturizada, prótese de poliuretano. Sobre o material do interior da prótese pode ser de silicone ou salina (soro fisiológico). Não bastasse isso, ainda podemos escolher o plano de colocação abaixo do músculo ou acima do músculo e colocar a cicatriz na axila, na aréola ou abaixo da mama! E tudo isso pode ser associado de maneira independente, podendo ser escolhido um tipo de prótese, um tipo de cicatriz e um local para colocação da prótese que se adapte melhor a cada paciente.

Aquela outra pergunta costumeira: “É verdade que a prótese abaixo do músculo é mais natural?”, nem sempre é verdade. De maneira geral, para as pacientes que têm mamas muito pequenas, praticamente sem glândula, a prótese abaixo do músculo dá um resultado mais natural, visto que o músculo peitoral maior recobre a prótese, disfarçando o contorno desta. Porém, para pacientes que têm um volume razoável de glândula, a prótese acima do músculo pode ficar mais natural, devido à sua maior mobilidade com a mama, o que não costuma ocorrer na prótese abaixo do músculo.

As expectativas das pacientes também são igualmente variáveis. Algumas querem apenas um leve aumento da mama, outras pretendem ficar mais sensuais, há também aquelas que pretendem apenas repor o volume que perderam após a amamentação.

Porém, infelizmente nem todas podem ter um leque tão amplo de escolha. Há também as limitações técnicas, como por exemplo: a cicatriz peri-areolar não pode ser usada em pacientes com aréolas muito pequenas. Outra: a prótese de perfil anatômico não pode ser colocada pela axila, etc.

Sendo assim, diante de tantas variáveis e diferenças, o melhor a fazer é procurar um cirurgião plástico  da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, com expertise em prótese de mamas e consultar-lhe. Juntos, somando suas expectativas e o conhecimento dele, chegarão a uma escolha mais acertada da melhor prótese para o seu caso!

 

Dr. André G. Freitas Colaneri

Cirurgião Plástico Especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

www.cirurgiaestetica.com.br

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