Deixo aqui uma singela homenagem ao norte-americano John Hughes, morto aos 59 anos na última quinta-feira (6 de agosto) de infarto. Cinéfilos sérios, fãs de Tarkovsky e etc, podem considerá-lo um completo idiota pela série de filmes adolescentes que dirigiu durante os anos 1980. Mas, para quem tem 20 e muitos como eu, Hughes era o máximo. É impossível descrever a sensação que ainda sinto ao assistir a sequência em que Ferris Buller, o adorável malandro de Curtindo a vida adoidado canta Twist and shout em um desfile pelas ruas de Chicago. É assim com outros filmes de Hughes como Gatinhas e gatões e A garota de rosa-schoking. Procurei na programação dos canais de televisão para checar se haveria alguma sessão dos filmes dele por esses dias. Não encontrei nenhuma. Deixo, então, o link da tal sequência de que falei: http://www.youtube.com/watch?v=VNPp6x7j9I8 Yale Gontijo
Passava da 1h quando o Arena Futebol Clube passou a emitir um som diferente. Percussão, bateria, baixo, trombone e outros instrumentos acompanhavam o vocalista:"Eu vi a sereia cantar, a melodia era triste e me fez chorar". Era a Orquestra Contemporânea de Olinda, em Brasília, mais uma vez, prometendo agitar o salão. Os hits com o sotaque característico da big band agitaram o público brasiliense que parecia não se cansar. Ladeira, Joga no peito, Não interessa não. As 11 músicas do primeiro CD (2008),que leva o nome da banda, eram garantia certa para os fãs. Quem foi também teve a chance de ouvir Toda massa, novo trabalho do grupo e sucessos como a bossa nova O pato (Jaime Silva e Neusa Teixeira) e Mambo da cantareira (Barbosa da Silva e Eloíde Warthoi), conhecida na voz de Jackson do Pandeiro. Eram três da manhã e o frevo parecia anunciar a despedida. Fim de show, promessa cumprida.
Da Redação

Em 1940, um padre resolveu que era hora da arte contemporânea dialogar de vez com a igreja. Preocupado, em parte, com o afastamento dos fiéis, Pierre Charles Marie Couturier viu na vanguarda artística a possibilidade de estabelecer uma conversa moderna entre a religiosidade e o homem contemporâneo. Criou para tal um movimento artístico que chamou de Arte Sagrada, mesmo nome da revista que passou a editar. Couturier não estava satisfeito com a decoração antiga da igreja. Queria igrejas modernas — no sentido arquitetônico e espiritual — com obras de arte tão modernas quanto o prédio. Assim, foi responsável por obras-primas da produção artística e arquitetônica da França entre os anos 1940 e 1950. Henri Matisse fez vitrais (foto) e uma via sacra para uma capela em Vence. Jacques Lipchtiz esculpiu uma Virgem Maria abstrata. Le Corbusier projetou uma capela e um convento inteiro em Ronchamp, uma de suas obras mais famosas, e Mark Rothko fez as monotipias negras de uma capela no Texas. São prédios destinados à meditação e à expressão da religiosidade. Sua função nunca foi contestada e os frequentadores se refugiam na sobriedade da arte moderna para entrar em comunhão com seus anjos e seu deus. Em Brasília, no entanto, a modernidade da Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, da 308 Sul, é um incômodo para os frequentadores e os artistas que por lá passam são imediatamente expulsos. Primeiro Alfredo Volpi, nos anos 1960. Nosso mestre moderno naif teve seus afrescos destruídos. Abstratos e populares demais para a religiosidade dos frequentadores. Agora é a vez de Francisco Galeno, cujos painéis que integram o restauro da obra de Oscar Niemeyer estão a ponto de serem apagados. Na via sacra de Matisse ninguém mexe porque as freiras responsáveis pela paróquia cuidam da obra como se fosse sagrada. E na capela de Le Corbusier, cujo projeto integra a exposição Le Corbusier, entre dois mundos em cartaz na Caixa Cultural, as formas e vitrais são intocáveis. Uma lição para aqueles que, se pudessem, transformariam o delicado chapéu de freira de Niemeyer em uma clássica igreja colonial.
Nahima Maciel
A atriz Luana Piovani chega essa semana na cidade para apresentar, na Sala Martins Penna, o monólogo Pássaro da noite. Mas antes, irá dar uma passadinha no Ministério da Cultura. A ideia é pedir verba para o seu mais novo projeto nos palcos: a peça Soldadinho de chumbo. A diva também está em cartaz na cidade com a comédia A mulher invisível. Na trama, ela vive uma sensual mulher que atormenta inconscientemente a vida de Selton Mello. Lúcio Flávio
Acompanhar as celebridades "Youtubestas" (termo que acabo de inventar e que não significa nada mesmo) pode ser divertido. Ou não. O caso mais recente de que tive notícia é do super nerds norte-americano Dave Days que, sem sombra de dúvida, engrossa a lista dos "Famosos quem?" no termômetro do Youtube. Days, 17 anos "mas, que às vezes diz ter 21, sem razão nenhuma", é compositor, intérprete, dançarino e estrela máxima dos vídeos da série Dave Days Show. Detalhe: sempre trajando o mesmo figurino formado por uma camiseta verde que só "é lavada uma vez por mês" em uma das grandes revelações constantes na entrevista disponível no site www.davedays.com, onde pode-se comprar o CD, roupas e bonés da grife de DD. As composições do álbum revelam muito sobre o universo de seu autor e levam títulos assim: My Youtube song, Youtube celeb diss e Tube it. Outras são mais estranhas como Chocolate rain, If i were a girl e You are a pervert!. Quem quiser checar, basta clicar no link abaixo. Oh, não! http://www.youtube.com/watch?v=_hOCapmi45M&feature=channel. Yale Gontijo
Atenção atores e atrizes. Uma convocatória foi lançada pela produção do filme Ratão, próximo curta-metragem do diretor brasiliense Santiago Dellape( A vingança da bibliotecária, Nada consta e Bem vigiado). As características requeridas são as seguintes: - Homens entre 30 e 40 anos; - Crianças entre 9 e 12 anos; - Homens orientais entre 30 e 80 anos; - Mulheres orientais entre 17 e 30 anos. Os interessados devem enviar email com foto e contato para rataoelenco@ gmail.com. Da Redação
É hoje, terça, a partir das 19h, no Carpe Diem da 104 Sul, o lançamento do livro O dossiê de Umbrícola, de Ricardo Ferrer. Mineiro radicado em Brasília desde os anos 70, o autor é engenheiro aposentado e possui outro livro, O casarão verde - Paixão sem limites, o primeiro de uma trilogia, já lançado.O próximo está no prelo. Em Umbrícola, ele narra uma história fictícia sobre uma organização internacional que extrapola tempo e espaço.
Da Redação
Só mesmo uma personagem como Hebe Camargo conseguiria quebrar o tabu da Globo de não levar ao ar artistas de outras emissoras. No show Elas cantam Roberto Carlos, exibido na noite de domingo, após o Fantástico, a loura do SBT deu um show, ao cantar com emoção e voz uma canção pouco conhecida do Rei. O show foi de altos e baixos. Entre os pontos fortes, Marília Pêra, com interpretação à altura da atriz que canta e dança, como poucas, Nana Caymmi, Alcione, Sandy, Fafá de Belém. Entre os pontos fracos, Claudia Leitte deslocada no repertório, excesso de Ivete Sangalo (com a gritante ausência de outras baianas que não poderiam faltar, Gal Costa e Maria Bethânia), além do corte, na edição, de figuras como Paula Toller, Adriana Calcanhotto e Marina Lima, que só foram vistas na música de despedida.
No mais, como tudo que leva a figura, a história e a música de Roberto Carlos, foi um espetáculo altamente profissional e emocionante, digno dos 50 anos de carreira do Rei.
Clara Arreguy
Quem diz que joia não é arte? Será sempre, seja qual for a matéria-prima: ouro, prata, outros metais menos nobres, pedras preciosas e semipreciosas e até caroços e sementes de frutas. Se alguém ainda tem dúvida, basta ver até onde chegaram as biojoias de Suzana Rodrigues, a brasiliense que começou catando sementes do cerrado para ensinar uma atividade manual aos presos da Papuda. O que começou como artesanato — muitas voltas de contas biológicas para usar no pescoço —, foi parar em museu. Na loja de museu, melhor falando. A designer acaba de voltar de Nova York, onde lançou suas joias durante evento no Museum of Modern Art para serem comercializadas na Design Store. “As minhas peças estavam na vitrine das duas lojas do MoMA. Chorei de emoção”, disse Suzana por e-mail. Ela teve mesmo uma noite de glória.
Liana Sabo
Divulgação/MoMa Designer
Prevista para ocorrer entre os dias 13 de julho e 2 de agosto, a 19ª edição do Seminário Internacional de Dança de Brasília começa a sentir apertos no calendário de produção. "Não assinamos contratos de parcerias, que ainda não foram fechadas. Entramos no edital de pauta da Secretaria de Cultura, mas pedimos prorrogação, por falta de recursos para assumir comprometimento financeiro exigido em abril", conta a diretora artística e coordenadora do evento, Gisèle Santoro. Objetivando ocupar o Centro de Dança e o Teatro Nacional Claudio Santoro (além de estações de metrô, dias destinados ao Eixão do Lazer e cidades dos arredores de Brasília), Gisèle estima um orçamento em R$ 200 (atrelado às respostas de patrocinadores) para cobrir as três semanas de curso de dança, além de espetáculos em salas e ao ar livre (vistos por 20 mil pessoas). "O negócio está meio devagar, mas vamos ver como se desenvolve. Dependemos ainda das confirmações de inscrições", conta a organizadora. Com corpo docente vindo do exterior, espetáculos gratuitos (acompanhados por orquestras) e projetos sociais destinados para crianças carentes ou em situação de risco, o evento anual mobiliza cerca de 300 jovens (somente no cumprimento das atividades docentes). Ricardo Daehn
A Fundação Nacional de Artes (Funarte) está com quatro editais abertos para a Pauta Funarte de Música 2009. Os shows serão entre agosto e setembro, e poderão ocupar as salas Sidney Miller (Rio de Janeiro), Guiomar Novaes (São Paulo), Cássia Eller (Brasília) e Funarte MG (Belo Horizonte).
Os interessados podem escolher entre as categorias Câmera de Música, Instrumental Brasil, e Letra e Música. Cada espaço receberá 16 apresentações. O material completo (currículo, CD, proposta, etc) deve ser enviado para a coordenação do projeto, no Rio de Janeiro, via sedex, até 8 de julho.
Cantores, instrumentistas e grupos podem participar da concorrência. Um corpo de jurados fará a seleção, e julgará critérios como qualidade artística, coerência da proposta e contribuição para o enriquecimento cultural.
Editais e fichas de inscrição estão disponíveis no site www.funarte.gov.br .
Daniela Paiva
A falta de unidade (ou de conceito) da miscelânea de êxitos da quase quarentona carreira do Pilobolus Dance Theatre, mostrada ontem à noite, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, propiciou apanhado exemplar da capacidade do grupo que leva o nome de um fungo inquieto. Na terceira (das cinco) coreografias, Pseudopodia, ficou patente o caráter revolucionário da companhia: com música de Moses Pendleton e Jonathan Wolken (criadores do Pilobolus), a surpresa veio da simplicidade, com um bailarino concentrando todas as atenções, ao serpentear e dançar num palco desnudo. Já com amplo apelo cênico, Rushes (2007), dotado de projeções animadas e figurinos extravagantes (ao som de Miles Davis), flertou com o cartum (e, numa ousadia, sugestionou parentesco com o balé clássico, dada a atmosfera branda, servida por composição de Arvo Part). Impressionou ainda a precisão no jogo de cadeiras arquitetado, em que — repassando, de forma ritmada, cada cadeira usada na coreografia — três dançarinos garantiam plataforma de apoio para outros dois artistas. Com passos mais agressivos, Megawatt (2004), a obra de encerramento, soou com prazo de validade expirado, pela sonoridade violenta do Primus e do Squarepushes e por movimentos que lembravam espasmos. Promovendo demonstração absoluta da integração e do sincronismo dos integrantes, Symbiosis (2001) se apresentou com um casal capaz de plantar a dúvida de que se tratassem de dois corpos. O clima onírico de Lanterna mágica (2008) sacramentou a qualidade do grupo criado no Dartmouth College e que se expande para além da dança acrobática redutora, que exibiram, há dois anos, na entrega do Oscar. Vale lembrar que a turnê no Brasil segue para São Paulo, Salvador, Curitiba e Porto Alegre. Ricardo Daehn Foto: John Kane (divulgação)
O festival será realizado sexta, sábado e domingo na Torre de TV. Entrada franca.
SEXTA - 29 DE MAIO
18h30 - Kabula
18h55 - Uneven Times
19h20 - Into the Dust
19h45 - ARD
20h10 - Os Maltrapilhos
20h35 - Macakongs 2099
21h - Bruto
21h25 - Death Slam
21h50 - Optical Faze
22h15 - Moretools
22h40 - Blazing Dog
23h05 - Deceivers
23h30 - Dynahead
0h - Dark Avenger
SÁBADO - 30 DE MAIO
18h20 - Los Torrones
18h45 - Gran Turismo
19h10 - Os Dinamites
19h35 - Dissônicos
20h - Virgem Again
20h25 - Subversão
20h50 - Trampa
21h15 - 10zer04
21h40 - Janice Doll
22h05 - Etno
22h30 - Red Run (CE)
23h - Black Drawing Chalks (GO)
23h30 - Galinha Preta
0h - DFC
0h30 - Raimundos
DOMINGO - 31 DE MAIO
17h - Célia Porto e Rênio Quintas Trio
17h40 - Besouro do Rabo Branco
18h05 - Nonato Dente de Ouro e O Esquadrão do Ébano
18h30 - César de Paula e Projeto S.A.mbalance
18h55 - Super Stereo Surf
19h20 - Mary Fê (RJ)
19h45 - Uberro (MG)
20h25 - Phonopop
21h05 - Dillo e a Gangue
21h45 - B Negão e os Seletores de Frequência
O Clube do Choro abre espaço para o jazz até amanhã. A atração desta semana do projeto Dorival para Sempre Caymmi, o saxofonista Léo Gandelman, mostrou na estreia do show, ontem, o quanto essa linguagem musical lhe é familiar. Acompanhado pelos jovens músicos David Feldman (piano), André Vasconcellos (contrabaixo acústico) e Allen Pontes (bateria), Léo aproveitou para lançar o CD Sabe você, no qual gravou músicas que fazem parte de sua memória afetiva, como Chove lá fora (Tito Madi), Coração vagabundo (Caetano Veloso) e Futuros amantes (Chico Buarque), com arranjos totalmente jazzísticos. Fez o mesmo quando passeou pelo repertório de Caymmi, do qual extraiu Só louco, A lenda do Abaeté e O que é que a baiana tem?. Fugiu, um pouco da praia do jazz na versão funkeada do clássico Marina. O público foi caloroso na acolhida ao músico carioca e seu trio e atento o ouviu executar também Sensível (Pixinguinha), Bossa rara (dele com Wilian Magalhães) e um medley de ritmos nordestinos.
Irlam Rocha Lima
A emoção rolou solta na noite de terça-feira, no Centro Cultural Banco do Brasil, no show de encerramento do projeto O Lado B de Dolores Duran. A plateia predominantemente adulta viajou no tempo ao ouvir histórias sobre a homenageada, que remetiam ao Rio de Janeiro dos anos dourados, e obviamente, as belas canções criadas pela compositora e por outros autores, que ela incorporou a seu repertório. Inicialmente, Soraya Ravenle, que deu vida a Dolores num premiado musical há 10 anos, mostrou músicas “lado B”, como Bom é querer bem, Canção da volta e Estrada da saudade, além do xote Nas asas do vento (João do Vale e Luiz Vieira) e Escurinho (Geraldo Pereira).
Depois entrou em cena o Quarteto em Cy, que, a exemplo de Soraya, foi aplaudidíssimo, após a interpretação de clássicos de samba dor de cotovelo, com a intensidade de Castigo, Por causa de você e Noite do meu bem, além de trazer para o público um sofisticado arranjo para Estrada do sol. No bis, as cinco vozes — a de Sooraya Ravenle e as de Cynara, Cybele, Cyva e Sônia — se juntaram para, acompanhadas por banda de qualidade (formada em sua maioria por jovens músicos), cantarem Fim de caso e Por causa de você, numa interessante fusão.
Irlam Rocha Lima
Com público estimado em apenas entre 2 mil e 3 mil pessoas, a animação das jovens fãs da banda McFly foi suficiente para esquentar a noite no Ginásio Nilson Nelson. A banda britânica entrou em cena às 20h32 e abriu o show com One for the radio, seguida por Falling in love e Obviously.
Mesmo com o vocalista e guitarrista Tom Fletcher anunciando que estava com problemas de garganta, a meninada não se desanimou nem se cansou de empunhar seus bastõezinhos de luz. A cobertura das arquibancadas com panos brancos ajudou a equilibrar o som para a plateia, contornando assim um problema recorrente nos shows naquele espaço.
Daniela Paiva
O artista Arcangelo Ianelli morreu hoje no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ele tinha 86 anos e estava internado havia quatro meses por causa de problemas cardiovasculares. Nascido em São Paulo, Ianelli foi pintor, escultor, ilustrador e desenhista. Integrou o Grupo Guanabara, na década de 1950, ao lado de Manabu Mabe, Jorge Mori, Takashi Fukushima e Wega Nery. Ianelli produziu na década de 1960 pinturas abstratas informais pelas quais ficou conhecido.
Da Redação
Foto: Divulgação
Uma proposta diferente está sendo feita pela Editora Saramandaia e pelo escritor Lacerda Alencar: reunir em livro 69 histórias de amor, sob o título O livro das paixões. Os candidatos a ter sua história registrada no volume podem enviar propostas até 12 de julho para o e-mail livrodaspaixões@gmail.com, onde obterá mais informações. A ideia é promover lançamentos semanais ao longo da primavera, numa atitude romântica condizente com todo o projeto.
Da Redação
Alegria e irreverência dos sambas e marchinhas carnavalescas da década de 1930 marcaram o show de encerramento do projeto Alô Alô... 100 Anos de Carmen Miranda. Os protagonistas, dois artistas com verve e vivacidade - Eduardo Dussek e Rita Ribeiro -, levaram a plateia a voltar no tempo e curtir o universo da Pequena Notável na mais importante fase de sua carreira, no Brasil.
Músicas como Cachorro vira-lata, Camisa listrada, Cantoras do rádio, Como vais você, Eu dei, Na baixa do sapateiro, O que é que a baiana tem e O tique-taque do meu coração, criações de Dorival Caymmi, Assis Valente e, principalmente, Ary Barroso, mexeram com o saudosismo da plateia predominantemente adulta.
Embora os cantores fossem acompanhados por uma banda afiadíssima, liderada pelo violonista Luís Filipe de Lima, idealizador e diretor artístico da série, um dos melhores momentos do show foi a interpretação de Dussek ao piano para Adeus batucada, de Synval Silva.
O Alô Alô, aberto em 1º de maio por Pedro Luís e Roberta Sá, contou com artistas (foto) ligados na obra de Carmen Miranda e lotou todas as apresentações no CCBB.
Irlam Rocha Lima
Foto: Léo Aversa/Divulgação