22 março 2015 15:03

Uma barbada!



Pois é, a livraria Mineiriana (Rua Paraíba, 1.419, Savassi; 31 3223-8092) vai fechar em breve. Apurei que uma outra será aberta ali, mantendo a proposta. Falam que será a Quixote . Enfim, enquanto isso, recomendo uma passada por lá para garimpar títulos de gastronomia, já que todo o acervo está em oferta : 30% de desconto nos títulos nacionais e 50% nos importados. Levei três para casa e senti raiva de mim mesmo por não saber francês, pois deixei para trás alguns livros nessa língua que me pareceram muito interessantes, incluindo um sobre história da culinária árabe através dos séculos. Nesse saldão, a variedade de títulos do assunto não é das maiores, mas vale a pena dar uma olhada. Ainda há coisa boa - e que sairá por bom preço.

P.S.: Aos que estão sentindo falta da Barbada da Semana , informo que ando sem tempo de ficar à procura de oportunidades, infelizmente. Mas sempre que eu econtrar algo interessante, colocarei aqui. Ah, se tiverem dicas, mandem para cá pelos comentários!

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12 março 2015 16:50

Para fugir de salmão, tilápia e bacalhau

Não sei se todos aqui tiveram a oportunidade de ler a matéria sobre peixes que publiquei na última edição do caderno Divirta-se, sexta passada. Por isso, compartilho aqui esse guia de 20 pratos que ajuda a desviar das opções mais batidas da cidade: salmão, tilápia e bacalhau . Nada contra nenhum dos três, mas, entre espécies de rio e de mar, o que não falta em BH são peixes além desses. Será que todo mundo já ouviu falar em pitangola , por exemplo? Pois é. Tem tambaqui, xerelete, hadoque, olho-de-cão, surubim, vermelho, batata-da-pedra, pargo, badejo, sardinha e, claro, atum.


Gladyston Rodrigues/EM

Pitangola “em porchetta” com brandade de palmito pupunha e molho de raiz forte
O chef italiano Raffaele Autorino, do Pecatore ( foto acima ; Rua Sapucaí, 535, Floresta; 31 2552-1450), não entende porque esse peixe de mar (apreciado em seu país) não é popular por aqui. A posta branca e firme ganha crosta de ervas e limão, enrolada com pancetta e preparada na chapa. R$ 54 (individual).

Olho-de-cão com arroz de limão e espinafre refogado
Além desse peixe, o Atlantico (Rua São Paulo, 1984, Lourdes; 31 3275-3384) trabalha também com pargo, badejo e sardinha. Um dos diferenciais da casa é o uso da parrila (idêntica às argentinas) para assar no calor das brasas a maioria deles. R$ 167 (para duas pessoas).

Pargo ao forno com chibé de milho e banana da terra na manteiga de garrafa
O peixe vem de fornecedor famoso por ter os pescados mais frescos do mercado. Para guarnecê-lo, a cozinha do Alma Chef (Rua Curitiba, 2.081, Lourdes; 31 2551-5950) recriou o chibé amazônico: farinha de milho no lugar da de mandioca, com ervas e umedecida com limão e água. R$ 142 (para duas pessoas).

Atum big eye com banana, verduras, picles de beterraba e castanha de baru tostada
Essa espécie de peixe é valorizada pela cor vermelha intensa, textura e maior teor de gordura. Por isso, no Trindade (Rua Alvarenga Peixoto, 388, Lourdes; 31 2512-4479) é servida mal passada, privilegiando seu frescor e características originais. R$ 79.

Arraia grelhada na manteiga de estragão com ravióli de batata doce
O Glouton (Rua Bárbara Heliodora, 59, Lourdes; 31 3292-4237) é das raras casas a servir esse peixe de textura e sabor delicados na cidade - a Borracharia Gastropub é outra. Detalhe: o tubérculo usado no recheio da massa é cozido no uísque. R$ 57 (individual).

Surubim na brasa
A cor avermelhada do peixe que é a estrela do Surubim na brasa (Rua Alagoas, 601, Savassi; 31 3261-9707) deve-se à pincelada final de molho de tomate e leite de coco antes de voltar para churrasqueira. Servido com arroz, batata na manteiga, pirão e maionese de ervas. R$ 85 (para duas pessoas).

Conserva caseira de atum
Se você acha que atum em conserva é sempre aquele da latinha, está enganado. No Pier 76 (Rua Alberto Cintra, 76, União; 31 3654-0076) ele é preparado com azeite, vinagre e ervas, servido com ciabata. R$ 29,90 (entrada).

Linguado à dorê
O Xanadu (Rua Aimorés, 2.474, Lourdes; 31 9851-4240) é das mais antigas casas de pescados da cidade, aberta em 1988. Para esse prato, a guarnição é composta por purê de batata e arroz de brócolis e alho. R$ 75 (para duas pessoas).


Gladyston Rodrigues/EM

Costela de tambaqui na brasa com limão e molho tártaro
O Monjardim (Rua Curitiba, 2.076, Lourdes; 31 2555-2076) é um bar conhecido pela costela de boi, mas incorporou ao cardápio a de tambaqui (foto acima) , peixe muito popular nos estados do Norte. Sua carne gorda lhe confere sabor peculiar. R$ 11,90 (100g).

Piramutaba assada no tandoor
Os chefs indianos do Maharaj (Rua Paraíba, 523, Funcionários; 31 3055-3836) elegeram esse peixe de água doce como o melhor para ser espetado e levado ao tandoor, forno cilíndrico típico. Especiarias entram no tempero e no molho de limão que o acompanha. R$ 23 (entrada).

Moqueca de pescada amarela
Peixe encontrado em todo o litoral brasileiro, recebe no Alguidares (Rua Pium-I, 1.037, Sion; 31 3221-8877) tratamento à baiana. Vira moqueca com dendê e leite de coco, chegando à mesa com farofa, pirão e arroz. R$ 125,90 (para duas pessoas).

Pirarucu com palmito, brócolis, cenoura e batata no azeite
O Peixe Frito (Rua Juiz de Fora, 1.242, Santo Agostinho; 3291-1046) parou de trabalhar com tucunaré, mas mantém a aposta em peixes de rio, como pintado, filhote e surubim, servidos fritos e à palito. Há também peroá e sardinha. R$ 32,90 (individual).

Badejo grelhado com camarão empanado e molho de camarão
Dos mais antigos no ramo, o Badejo (Rua Rio Grande do Norte, 836, Savassi; 3261-2023) tem estrutura própria de processamento e transporte de peixes e frutos do mar, trazidos da Bahia e Espírito Santo. O prato clássico da casa vem com arroz, pirão e purê de batata. R$ 236,80 (para três pessoas).

Hadoque pochê com batatas cozidas, aspargos e ovo pochê
O caro peixe de intenso sabor defumado vem da Noruega e é sinônimo da comida sofisticada de décadas atrás. Não por acaso, é preparado à moda antiga no Gomide (Rua Tomás Gonzaga, 189, Lourdes; 31 3292-4928): cozido em leite. R$ 125 (individual).

Sashimi usuzukuri
O sushiman Hidemi Nakao, do Kazuki (Rua Marília de Dirceu, 170, Lourdes; 31 3317-0405), retira a barriga do pargo ou pescadinha para o sashimi e serve frito o restante do peixe inteiro. A casa tem das maiores variedades de peixe branco de BH (cerca de dez tipos). R$ 80 (para duas pessoas).

Vermelho com feijão fradinho
O chef Guilherme Melo, ainda não definiu, mas talvez torne essa receita o próximo Prato da Boa Lembrança do Hermengarda (Rua Outono, 314, Cruzeiro; 31 3225-3268). É servido com minitomates, salada de rúcula e tapenade de azeitona preta. R$ 59 (individual).


Gladyston Rodrigues/EM

Sardinhas fritas com molho escabeche
No último sábado de cada mês, o Taberna Baltazar (Rua Oriente, 571, Serra; 31 3221-7361) prepara sardinhas na brasa, servidas com batatas ao murro, pimentões, azeitona e molho de azeite (R$ 44, quatro unidades). Se você perdeu o dia, pode pedi-las na versão frita (foto acima) , sempre disponível. R$ 38 (quatro unidades).

Surubim grelhado com molho de tomate, sururu, polvo, siri catado, ostra de madeira e camarão
O peixe é de rio, mas a guarnição tem gosto de mar, refletindo bem o que é o Matusalém (Avenida Otacílio Negrão de Lima, 878, Pampulha; 31 3447-9973): chef mineiro especialista em cozinha baiana. Vem com batata salteada, arroz e banana da terra frita. R$ 90 (para duas pessoas).

Peixe pampa
É na folha de bananeira que o Paladino (Avenida Gildo Macedo Lacerda, 300, Braúnas, Pampulha; 31 3447-6604) prepara o robalo assado, que chega à mesa com alho-poró, cenoura e arroz à piemontesa com raspas de gengibre. A casa fica numa enorme área com muito verde. R$ 96 (para duas pessoas).

Vermelho assado com legumes salteados e arroz branco
No La Palma (Rua Professor Jerson Martins, 146, Bairro Aeroporto, Pampulha; 31 3441-4455), segundo restaurante do chef Ivo Faria (e cujos preços são mais acessíveis), esse peixe é assado inteiro e servido com molho à base do próprio caldo e azeite. R$ 89 (para duas pessoas).

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09 março 2015 18:52

O mapa de Minas na mesa do Xapuri


Angatu/Divulgação

Começa nessa quarta, dia 11, projeto interessante em torno da gastronomia mineira, o Minas de Cabo a Rabo . Será uma sequência de jantares semanais no restaurante Xapuri (Rua Mandacaru, 260, Pampulha; 31 3496-6198) com chefs convidados explorando a diversidade alimentar do estado ao lado do anfitrião Flávio Trombino . A abertura, depois de amanhã, está a cargo dele e de Rodolfo Mayer (foto) , do Angatu , uma das principais casas da leva mais recente de restaurantes de Tiradentes – a dupla vai explorar ingredientes característicos do leste mineiro. Eis o cardápio :


Entrada
Bolinho de banana da terra com carne de sol de Carlos Chagas e geleia de pimenta dedo de moça do Xapuri

Primeiro prato
Moqueadinho de Nanuque: moqueca de surubim enrolado em folha de taioba, urucum e infusão de casca de amburana; acompanha farinha d'água do Vale do Mucuri

Segundo prato
Cupim assado por nove horas com molho de café e saladinha de palmito brejaúba com limão capeta e brotos

Primeira sobremesa
Tostado de requeijão escuro de Malacacheta com doce de jambo roxo de Teófilo Otoni e sorvete de cambuci

Segunda sobremesa
Cocadas branca, queimada e de maracujá

Café
Café coado com rapadura e quitandas do Xapuri


Custa R$ 150 , incluindo bebidas (a cervejaria Bäcker fará a harmonização), e será servido a partir das 20h. Os ingressos devem ser comprados nesse link . “Uma das maiores barreiras que estamos enfrentando é a logística para trazer esses produtos para cá. O Mercado Central também está nos fornecendo alguns ingredientes, como o surubim, verduras, legumes e farinhas”, explica Trombino. A sequência do projeto será a seguinte:

18/03 – Região Sul - Pablo Oazen , do Garagem (Juiz de Fora)
25/03 – Região Norte - Ana Estela , do Stella (Januária)
01/04 – Região Central - Leo Paixão , do Glouton (BH)
08/04 – Região Oeste - Tanea Romão , do Kitanda Brasil (Tiradentes)

“Esses chefs são alguns dos melhores de Minas hoje. Esse projeto é um grande laboratório para as novidades do Xapuri”, afirma Trombino. Sucedendo a mãe, Dona Nelsa , no comando da casa, ele tem desenvolvido trabalho consistente , incorporando ingredientes locais que até então não haviam entrado na cozinha, como a pimenta de macaco e a castanha de baru . Fora isso, ele vem atualizando algumas técnicas, como a que agora é usada no espetacular torresmo de barriga servido por lá.

Iniciativa muito bem-vinda .

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09 fevereiro 2015 19:22

Nasce um clássico no Glouton

Assim como aconteceu com a papada de porco e, mais recentemente, a costela de boi 12 horas, o arroz de galinha caipira com quiabo e jerez deve tornar-se o próximo clássico do restaurante Glouton . Um prato equilibrado e muito bem executado pelo chef Leo Paixão , que abriu a casa há cerca de dois anos e, nesse período, fez dela um dos destinos gastronômicos mais relevantes de BH. Vale a pena provar os três pratos que citei, aliás. Esse arroz custa R$ 55 (individual) e vale cada centavo.



Começa pela carne: os cortes são retirados de frangos criados soltos pela empresa paulistana Cerrado Carnes , do especialista em carnes de caça Gonzalo Barquero . O frango, no caso, é o pescoço pelado francês (também conhecido no Brasil como label rouge ). Desossado e posto em salmoura, é cozido a vácuo com alho, tomilho e azeite a 62 graus durante duas horas. Os ossos e as asas são assados com legumes para fazer um caldo - que é reduzido e ao qual são acrescentados quiabos tostados. Mais quatro horas de cozimento e tudo é processado até que obtenha um molho denso e cheio de sabor . O arroz é o branco comum mesmo, envolvido com esse molho, cenouras glaçadas em cubinhos, quiabos tostados, pedaços daquele frango e, instantes antes de ir à mesa, um toque de jerez amontillado , o que aviva e confere maior complexidade de sabor ao prato.

Enquanto escrevo essas linhas, Paixão me conta sobre uma receita que está desenvolvendo . Aliás, tem cara de futuro clássico, olha só: rabada grelhada, braseada (com caldo de carne, tomate e alho), desossada e prensada em forma de cubo, guarnecida com redução do próprio molho (finalizado com estragão), purê de agrião (só com a folha, sem batata ou outros tubérculos de base) e farinha (ou angu; o chef ainda não resolveu). “Como se fosse comer um bloco de ragu sem caldo”, exemplifica ele.

P.S.: Indo ao Glouton, não deixe de abrir os trabalhos com o mil-folhas de mandioca com maionese de pimenta malagueta ou com as bombinhas de fígado de galinha com picles de pepino. São daquelas coisas que a gente poderia comer 10 tranquilamente.

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Tags: glouton    leo  paixao    arroz    galinha    jerez    cerrado  carnes    gonzalo  barquero    label  rouge 

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04 fevereiro 2015 18:35

"Aquele" bolo voltou!


Belo Comidaria/Divulgação

Uma ótima notícia para retomar os trabalhos aqui no blog.

Luana Drumond , a confeiteira que desenvolveu com o chef Henrique Gilberto o lendário bolo de chocolate da extinta Belo Comidaria , resolveu produzi-lo por conta própria a partir de agora. Quem já comeu, deve sentir saudade desse bolo (como eu) e para quem nunca experimentou, vou explicar o que é: camadas alternadas de bolo de chocolate 80%, ganache de chocolate 60% e ganache de caramelo belga, tudo polvilhado com cacau 80% - todo o chocolate usado é da marca belga Callebaut (que tem fábrica em Minas, inclusive). Era um bolo alto, bonito, caro e delicioso.

E assim continuará , segundo Luana.

"É igualzinho ao de lá. É a mesma coisa, tanto que não consegui fazer mais barato. O custo dele é muito alto", conta ela. A inspiração para a receita veio de bolos semelhantes que o chef norte-americano David Chang criou para seu Momofuku Milk Bar , em Nova York. "O Henrique queria bolos altos e depois de testarmos alguns sabores, chegamos ao de chocolate, que achamos que o pessoal ia gostar mais. A base do bolo é do Momofuku e fizemos algumas adaptações, como as ganaches e a montagem", lembra a confeiteira.

Agora à frente da própria empresa, a Doce Que Seja Doce , Luana tem fatias grandes como as de antes (nada menos que 500g, cada) para pronta entrega por R$ 25 . Além disso, oferece também versões do mesmo bolo em tamanhos diferentes , com preços entre R$ 65 (1,5kg) e R$ 340 (6,5kg; esse é do mesmo tamanho do que era feito na Belo). Fora o bolo, há também brigadeiros, brownie e tortas individuais por lá.

Dá para comprar direto com a própria Luana na Rua Curupaiti, 720, Minas Brasil (próximo à feira coberta do Padre Eustáquio) ou receber em casa por entrega terceirizada (R$ 20 em qualquer bairro de BH; R$ 30 na Grande BH). Seja para comprar fatias ou bolos inteiros, é aconselhável ligar antes e reservar para não correr o risco de perder a caminhada. O horário de atendimento é o seguinte: de quarta a sexta, das 9h às 19h, e aos sábados, das 10h às 16h. Eis os contatos da moça (que aceita cartões de crédito e débito): (31) 8865-9315 e encomendas@docequesejadoce.com.br.

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19 dezembro 2014 16:32

Queijos, torresmo, carne de lata e afins



Alegria conhecer um lugar como a recém-aberta Bitaca da Leste (Rua Salinas, 2.421, Santa Tereza; 31 3789-3784), tema da minha matéria de hoje no Divirta-se (leia aqui ). Pequeno, simples e comandado por um casal que batalha para colocar nas prateleiras produtos artesanais mineiros de boa qualidade , na maioria das vezes garimpados pessoalmente em viagens. Estão lá de a famosa farinha de mandioca de Morro Alto (bem branca e fina), o bom doce de leite com coco de Santo Antônio do Grama, uma saborosa paçoca de pilão de Turmalina e alguns dos queijos minas de leite cru que mais gosto, como o Canastra do Zé Mário e o Serra do Salitre de João Melo. Inclusive, comprei lá um queijo minas de Patrocínio que estou curando em casa - conto depois como ficou. Além disso, o chef e proprietário Luiz Paulo Mairink (ex-Mercearia 130), prepara ali um pão de queijo excelente , que leva queijo do Serro na massa e é recheado com carne de lata (também de autoria dele) e geleia de limão capeta. Custa R$ 25 (oito unidade) e é muito, mas muito bom mesmo. Ah, dá para levar a carne de lata para casa (R$ 40, 400g). Ele só solta esses petiscos às terças, quintas e sábados , o que inclui também um torresmo de barriga pururucado (foto acima) que está entre os melhores que comi recentemente (R$ 28, quatro unidades). Saí sem experimentar o chope da blond ale da cervejaria mineira Vinil (R$ 6), o que me deixa com ainda mais vontade de voltar.

Dica : pequena feira de frutas, verduras e legumes produzidos sem agrotóxicos na região de Barbacena acontece na casa sempre às quartas. Com isso, aparecem por lá desde belos tomatinhos em rama até o peixinho , aquela folhinha peluda que alguns costumam fritar para petisco.

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12 dezembro 2014 20:15

Sábado cervejeiro no Jardim Canadá

Atenção, cervejeiros : a boa desse sábado (amanhã, dia 13) é a segunda edição da feira mensal de cervejas especiais Experimente , que reunirá 18 marcas mineiras , das 11h às 18h, na Praça dos Quatro Elementos, no Jardim Canadá, em Nova Lima. Estarão lá Falke Bier, Küd, Krug Bier, Inconfidentes (formada pelas cervejarias Vinil, Grimor e Jambreiro), Colorado, Capa Preta, Bäcker, VM Beer, Cuesta, Hagen, Brücke, Uaimií, Peripécia, Ouropretana, Koala, Do Monge e Taberna do Vale. A entrada é franca e os preços das cervejas variam entre R$ 6 e R$ 12 (300ml) e entre R$ 9 e R$ 15 (500ml).


Daniel Guimarães/Divulgação

Para forrar o estômago , estarão a postos equipes em nove barracas, entre elas as dos bares Grampa's Attic, Vintage 13, Seu Romão, Rima dos Sabores e Los Mariachis, todas com petiscos pensados para harmonizar com as cervejas locais. Também estarão à venda cafés, queijos, pães do chef Leo Mendes (Ah! Bon), equipamentos e insumos para homebrewers, cestas de natal cervejeiras e produtos artesanais da região de Nova Lima (geleias, conservas, azeites etc). Algumas cervejarias venderão garrafas para levar para casa.

A organização do evento disponibilizará transporte até o local: vans sairão da Rua Rio Grande do Norte, 1.411, Savassi à partir das 10h30 (as viagens de ida serão feitas até 16h30), com opções de horário para retorno até às 20h - esse serviço custa R$ 15 por pessoa. Informações na página do evento no Facebook .

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03 dezembro 2014 11:47

Dois sorvetes de pistache de verdade

Já estou farto de sorvetes de pistache , ou melhor, “pistache”. Não porque não goste mais (pois sempre será meu preferido), mas porque só encontro os de mentira. Quase sempre, esses impostores têm o mesmo “gosto” (artificial), a mesma cor vibrante (que nada tem a ver com a real) e, em exemplos extremos, pedaços de castanha de caju. É de lascar. Nesse clima de melancolia, fui a recém-inaugurada sorveteria Mi Garba! (Rua Marília de Dirceu, 161, Lourdes; 2516-7056) fazer matéria. Olha, saí de lá muito feliz por ter achado um sorvete de pistache de verdade. O melhor de BH , anote aí.



Não por acaso, ele é feito com a caríssima pasta de pistaches torrados de Bronte (cerca de R$ 1 mil, o quilo), cidade siciliana famosa pela qualidade do fruto. Por esse motivo, o sabor é compatível com o dos sorvetes de pistache da Itália - e que nos dão saudade quando, de volta ao Brasil, tentamos procurar algo parecido. A produção é diária , a cargo do italiano Daniele Turrisi , que tem experiência em sorveterias na Sicília e ainda não sabe se ficará ou não no Brasil. Bem que podia, né? Ah, a casa tem outros ótimos sabores , como chocolate 70% cacau, amendoim e os sorbets de limão siciliano e manga.

Em tempo: a sorveteria Easy Ice passou a oferecer uma segunda opção de sabor de pistache em seus freezers. Além do que já tinha antes (que, apesar de cravejado de pistaches, não tinha o sabor nem a cor do autêntico), agora há o “italiano” , que tem características bem mais próximas do desejável e se mostrou bom . Não sei se a novidade está disponível em todas as unidades, mas encontrei na de Lourdes , cujos contatos são: Rua Curitiba, 2.244; 31 3281-0861. Aproveito para dar outra dica para quem for lá: não saia sem provar o sorvete de caramelo com flor de sal , que é excelente.

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25 novembro 2014 19:54

Alguns vinhos novos que gostei

A Zahil (Rua Outono, 81, Carmo; 31 3227-3009) não é a primeira importadora que me vem à mente quando penso em comprar um vinho sem gastar tanto. Motivo pelo qual me chama a atenção o recente esforço da casa em incrementar seu catálogo com rótulos que, mesmo não sendo todos baratos, valem o quanto pesam . A apresentação das novidades (argentinos, chilenos, portugueses e italianos) foi feita por Bernardo Silveira , diretor técnico da empresa, durante jantar no restaurante Glouton , com bom menu assinado pelo chef Leo Paixão .



Entre os brancos , o francês de Bordeaux Château du Pin 2011 (sauvignon blanc com sémillon; R$ 81) foi o meu preferido, mas pelo propósito deste post, me sinto na obrigação de informar que o chardonnay chileno Sanama 2014 (R$ 39) também agradou. Vale dizer que os preços dos brancos dessa nova leva começam em R$ 29 .

“Os vinhos que apresentamos aqui são uma picelada de muitas peneiradas que fizemos. A linha Sanama, por exemplo, recusamos algumas vezes e esse Bordeaux branco levamos três anos para selecionar. Não é um grand cru classé, nem um vinho de garagem. Aliás, assim são os vinhos que trouxemos agora. Eles têm o padrão de qualidade que queremos, mas com preço atraente”, diz Silveira.

Passando para os tintos , o panorama foi semelhante. O português Papa Figos 2012 (R$ 76) foi o que mais gostei, elaborado com as uvas touriga nacional, touriga franca, tinta roriz e tinta barroca. Produzido pela Casa Ferreirinha no Douro, foi pensado para ser um rótulo intermediário entre os tintos Esteva e Vinha Grande, com um pouco mais de complexidade do que o primeiro (outro vinho que gosto, por sinal). O agradável espanhol Viña Cantarera , tempranillo jovem e fresco, vale como indicação mais em conta, por R$ 42.

P.S.: A Zahil começou agora a trabalhar com os portos da Sandeman , casa tradicional portuguesa nesse ramo, o que inclui o excelente LBV 2009 (R$ 233,75) apresentado nesse mesmo jantar. O ruby e o tawny da marca custam mais barato, R$ 122,50 (cada).

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24 novembro 2014 15:41

Nespresso lança novos cafés e taças



Chegaram à loja da Nespresso , no BH Shopping (0800-7777-737), os três novos cafés da linha temporária Variations . Por meio de votação pelo perfil da marca no Facebook, foram escolhidos os aromas torta de maçã, sobremesa de avelã e chocolate com menta , todos elaborados tendo como base o Livanto, café de intensidade média da linha fixa. Em cada um deles, são adicionados cristais de aroma que não alteram o sabor, apesar de o olfato tentar influenciar a gente a cada troca de xícara.

Cada um desses lançamentos custa R$ 25 (embalagem com 10 cápsulas), foi desenvolvido para degustação em 40ml e será vendido até o início de janeiro (ou enquanto durar o estoque). Curiosidade: em média, cada café da Nespresso leva cerca de dois anos para ser lançado no mercado. Ou seja, os próximos exemplares da linha Variations, a serem lançados no final do ano que vem, provavelmente já estão prontos.

Ah, também vale chamar a atenção para outra novidade da marca, o café Maragogype , também em edição limitada. Elaborado com grãos do México, Nicarágua, Guatemala e Colômbia, é um bom exemplar de intensidade média. Prepare o bolso, pois ele custa mais caro que os demais: R$ 40 (embalagem com 10 cápsulas). Ah, foram desenvolvidas em parceria com a austríaca Riedel taças de cristal em dois tamanhos para apreciar este e outros cafés da Nespresso - o par sai por R$ 140 . Eis uma delas:



Com oito anos de Brasil, a Nespresso não revela números atuais, mas comemora crescimento na casa de dois dígitos ao ano desde o início de sua operação no país. “Nossa estratégia é crescer geograficamente, indo para as principais capitais, como nas regiões Sul e Nordeste . Além disso, aumentar as vendas por telefone, internet e aplicativo de celular”, afirma Christiane Nunes , gerente de relações públicas da Nespresso Brasil.

O número de lojas da marca pelo mundo está em torno de 320 (em 59 países), sendo 11 no Brasil . Por aqui, o número de colaboradores saltou de 30 para 433 de oito anos para cá e o segundo centro de distribuição foi aberto recentemente no Rio de Janeiro (RJ). Os cafés são comprados de 64 mil produtores em 11 países.

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