
Pensando em economia doméstica, resolvi ficar mais atenta ao preço da cesta básica em 2010. É certo que não vou conseguir fazer como minha mãe, que sabe o preço médio de cada hortifruti e compra um aqui e outro ali com o objetivo de poupar uns poucos reais. Acho inteligente, mas muitas vezes a vida corrida e o cansaço motivado pelo deslocamento de um supermercado à venda da esquina tornam mais difícil a arte de fazer boas compras - baratas e com produtos de qualidade.
Vamos começar então pelo item básico no carrinho das donas de casa e consumido por 94% da população brasileira em pelo menos uma refeição diária: o feijão. Ele deve ganhar um selo de qualidade a partir deste ano, assim como o do café e outros produtos.
A proposta foi discutida na semana passada em reunião entre representantes do Instituto Brasileiro do Feijão e Legumes Secos (Ibrafe) e dos principais empacotadores
de São Paulo. A discussão chega ainda este mês ao Ministério da Agricultura.
Os consumidores de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais devem ser os primeiros a conhecer o selo, que é uma opção e um diferencial para o produtor. O
produto sai fortalecido diante da concorrência e da fiscalização, que é incapaz de verificar todo o feijão produzido no país.
A ideia é avaliar cerca de 25 marcas com normas que ainda serão definidas pela Ibrafe. O consumidor terá dois grandes benefícios: a referência em qualidade do produto e a garantia da preocupação ambiental da marca. Mas isto não resolve tudo: será que o custo de cerca de R$ 3 mil por mês que cada marca deve pagar vai aumentar demais o preço do
produto? E o investimento na divulgação do selo? Não vai onerar ainda mais? Outra dúvida é, além das grandes marcas, será que os produtores de volumes menores - que também tem feijão de boa qualidade - serão contemplados?
Considero um selo de qualidade a primeira etapa de um processo de depuração de um produto. Ele pode gerar o bom custo-benefício, aliando qualidade à concorrência de preços nas prateleiras.
Maravilhosa.
Sempre tive paixão por ela. Não me lembro mais quando tive o primeiro contato, mas sei que foi amor à primeira vista. Ficava me imaginando sentada... a coluna bem apoiada, os braços descansados e as pernas dobradas ou sobre os lindos pufes que às vezes a acompanham.

Depois descobri que a poltrona Egg é um ícone do design clássico mundial. Criada em 1958 pelo arquiteto Arne Jacobsen, ela ergue-se imponente sobre uma resistente base giratória de quatro patas, com acabamento em diferentes materiais: couro, couríssimo, bouclé, veludo molhado, patchwork, fibra de vidro pintada e até pele de animal. Com o tempo, o modelo original teve várias releituras e as dimensões foram sendo adaptadas. Assim, hoje é possível encontrar muita variação na largura e na altura do encosto, assim como na densidade da espuma e até no traçado.
Hoje comecei minha galeria de poltronas Egg para ir selecionando os modelos mais adequados. Assim fica mais fácil imaginá-la na sala ou no quarto. Dá vontade de ter mais de uma, mas é destaque demais para um ambiente só... não acho que fica bom. Mas o preço também me convence a só ter uma. Mesmo com a popularização do modelo, algumas chegam perto dos R$ 4 mil por causa do acabamento sofisticado ou do material usado. Ainda não pesquisei preços, mas já vi modelos em promoção na faixa dos R$ 1000 em lojas de BH. Pode ser muito por uma cadeira, dirão alguns. Mas tão lindamente sofisticada e confortável assim, é quase um trono. O problema vai ser a disputa pra sentar.
Depois de ver presentes de todos os tipos e enfrentar filas por esta Belo Horizonte que derrama consumo por onde passo, percebi um hábito interessante que cada vez mais pessoas estão adotando. O uso das sacolas retornáveis. Elas já fazem parte do cenário da cidade em ônibus e nas ruas. Quem ainda não tem a sua está ficando pra trás. Quem quiser agradar alguém com esta lembrança barata e muito digna, ainda vai contribuir com a limpeza da cidade e com a Terra - nossa casa macro, a mãe que sustenta a todos.
Sei que as tradicionais sacolinhas plásticas tem sua utilidade como saco de lixo. Mas muitas vezes sobram e entulham dentro de casa e acabam sendo rasgadas quando vão para as portas das casas, fazendo uma sujeira danada.
Além de baratas (já encontrei modelos de até R$ 2), as sacolas retornáveis são práticas, mais resistentes para compras e podem ser encontradas em diferentes modelos em lojas de departamento, supermercados, mercados e até farmácias. Muitos modelos são tão bonitos que algumas pessoas substituem a bolsa por uma delas.
Nesta segunda, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou no Rio de Janeiro da campanha Saco é um Saco. O objetivo é justamente incentivar os consumidores a reduzir o uso de sacolas plásticas nas compras de Natal. O projeto prevê mobilizações em estações de metrô da capital fluminense e também em Brasília.
Dados do Ministério do Meio Ambiente apontam que a cada ano mais de 500 bilhões de sacolas plásticas são descartadas em todo o mundo, entupindo bueiros, agravando enchentes e contribuindo para a poluição dos mares, lagos e rios.
No Rio de Janeiro, uma lei estadual sancionada em julho deste ano determina a coleta e a substituição, por estabelecimentos comerciais, das sacolas ou dos sacos plásticos por outros de material reutilizável. O texto prevê que as microempresas têm três anos para cumprir a medida; as empresas de pequeno porte, dois anos; e os médios e grandes estabelecimentos devem se adequar num prazo máximo de um ano.
Estabelecimentos que não tiverem cumprido a norma após o prazo estipulado deverão receber sacolas e sacos plásticos devolvidos pelos consumidores e oferecer descontos ou permutas.
Lula Molusco na sua casa simplezinha.
Sensacional o episódio desta sexta do Bob Esponja!!! (Sim, eu estava vendo Bob Sponja sim, e daí?!) Intitulado Casa Fantástica (House Fancy, em inglês), o desenho ironiza a ostentação e a imponência de uma residências luxuosa de três andares e valoriza uma tendência clean, mais econômica e simples, que não deixa de ser artesanal e até mesmo artística.

Este porta-papel de ouro cravejado de pedras foi o que achei mais ridículo e engraçado.
O episódio integra a 6ª temporadada da série. Parte da diversão do episódio são alguns itens glamourosos da casa do rival de Lula Molusco: uma maçaneta de ouro, um elevador que se transforma em banheira de imersão, um porta papel higiênico cravejado de pedras preciosas, um jardim com cascatas no último andar além de esculturas e ambientes exclusivamente desenhados para acariciar o ego do dono.
Maçaneta de ouro na riquíssima casa no fundo do mar.
A casa fantástica é mostrada em um programa de TV e desperta o ciúme de Lula Molusco, que não se contendo de tanta inveja, liga para o canal dizendo que a sua casa é muito melhor que a do inimigo rico. Quando o programa anuncia que vai, então, conhecer a casa dele (muito modesta, na verdade), ele acaba por ter que aceitar a ajuda de Bob Esponja para limpar e consertar o lugar. O calça quadrada acaba por protagonizar, sem querer, a bagunça que modifica totalmente a residência do molusco.

Elevador com hidromassagem. Inovador e tecnológico, além de divertido.
No final das contas, depois de muitas cenas divertidas, é ele quem fica com o prêmio do programa de TV, e o rival imponente quebra a cara. O apresentador acaba vendo um trabalho muito mais artístico e sofisticado na loucura criada por Bob Esponja.
Cascata digna dos jardins de reis.
É história pra entreter crianças ou tem muito a ver com os adultos? Tenho pra mim que fazer desenho animado é não só uma arte mas uma forma divertida de aprender. Quantas (os) de nós não temos uma demanda reprimida gigantesca que acaba por incentivar o Lula Molusco dentro de nós?
A irreverência da casa redecorada de Lula Molusco.
Quando pensamos em bens materiais, pode parecer natural crescer o olho gordo sobre as coisas dos outros. Mas não é. Eu acredito que é possível apreciar sem invejar, necessariamente. A atitude bem intencionada de Bob Esponja (que quer ajudar) ilustra justamente o desapego. E dele desabrocha a criatividade para solucionar problemas, que é a desastrada explosão que faz nascer o novo espaço. É uma discussão muito mais complexa essa de destruir e criar, mas acredito ser uma boa reflexão para o fim de ano.
Não consegui achar o episódio em português para download, mas é possível assistí-lo nesse site e entender um pouco do que estou dizendo, mesmo sem entender o idioma.
Este link aqui mostra as falas originais dos personagens, em inglês.
Fotos: Miguel Aun. Criações de Luciana Radicchi, Roberto Lott e Laila Kierulff
Cerâmica: uma técnica de criação de objetos ancestral, que remonta a tempos anteriores ao nascimento de Cristo. Hoje ela é conhecida como sinônimo de arte, requinte e luxo e tem, em Belo Horizonte, uma feira dedicada a ela que ocorre cerca de duas vezes por ano, no Mercado Distrital do Cruzeiro.
Quem gosta de cerâmica pode aproveitar a última feira do ano no próximo final de semana - dias 12 e 13. Esta já é a 20ª edição do evento, que tem peças de artesãos de todas as regiões de Minas. A feira é ideal para encontrar desde peças simples - para casa e para presentear - até artigos mais sofisticados.
Foto: Miguel Aun. Criação de Sônia Rigueira
O evento, que faz parte do calendário turístico e de negócios de Belo Horizonte, comemora seu aniversário de dez anos. A artista plástica Erli Fantini, criadora da feira, deve lançar um catálogo comemorativo das 20 edições.

Foto: Miguel Aun. Criação Iuri Chacham e Erli Fantini
Na programação da feira estão três tipos de oficinas. Uma para as crianças, às 11h (sábado e domingo); outra de Demonstrações de Pintura sobre Cerâmica, com o artista Sebastião Pimenta (sábado e domingo, às 11h) e uma Oficina de Torno, com Ângela Maciel (sábado e domingo, às 15h).
O Mercado Distrital do Cruzeiro fica na Rua Ouro Fino, 452 ou Rua Opala, s/n). A feira fica aberta de 9h às 19h.
Natal, ahhhh, o Natal... Eu ainda não montei a minha árvore. Na verdade, ando pão dura por causa dos preços, muito superiores à beleza duvidosa de algumas árvores. Mas hoje descobri que tenho que ter uma preocupação maior do que apenas o preço. A qualidade do material com o qual os enfeites são fabricados e a segurança para mim e para quem vai participar do meu Natal. O momento de decorar e toda a empolgação da compra dos adereços pode deixar de lado essa atitude básica.
Antes de sair comprando uma árvore nova ou o pisca-pisca da moda para sua casa, veja algumas recomendações interessantes que são repassados pelo site da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Associação Pro Teste).
A dica básica é evitar materiais frágeis demais e abrir mão do pisca-pisca. Eles aumentam o risco de sofrer com acidentes como curto-circuito e até incêndios. Nessa onda de segurança, o uso de velas também deve ser bem avaliado. Elas são lindas, mas hoje já há lâmpadas alimentadas por bateria que imitam chamas e são boas substitutas.
A sugestão da associação é usar outras formas de decoração ou adquirir produtos que possuam fusíveis, que protegem as lâmpadas. Outra dica é não deixar a árvore acesa durante a noite ou quando não houver ninguém em casa. Também é prudente que a árvore ou enfeites ligados na energia elétrica e as velas fiquem longe de materiais inflamáveis. Pisca-pisca em áreas externas também é um perigo por causa da chuva, típica desta época.
Crianças e enfeites de Natal também devem manter distância um do outro. Os problemas principais são o risco de choque e de engolir os penduricalhos.
No site da pro-teste tem um teste bem engraçadinho onde você pode testar se você decora sua casa com segurança. Clique aqui para conhecer.
O site também tem uma sugestão de decoração sem lâmpadas e um aplicativo simples que permite que você brinque de decorar sua com os adereços.