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Quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 16:37

FSM 2012 - RS acolhe o debate sobre a crise mundial

 

FSM 2012 - RS acolhe o debate sobre a crise mundial

24/01/2012

De hoje, 24, até o próximo domingo (29), o Rio Grande do Sul abrigará os debates do Fórum Social Temático 2012 (FST2012).

O evento acontece em Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo e São Leopoldo Nessas cidades os participantes abordarão o tema do evento: crise capitalista, justiça social e ambiental.

Serão cerca de 900 atividades como palestras, oficinas, seminários, shows e apresentações artísticas, que devem mobilizar um público calculado em 50 mil pessoas.

A principal atração do fórum este ano será Dilma Rousseff. A presidente participará de painel com o presidente do Uruguai, José Mujica, na quinta-feira (26), no Ginásio Gigantinho, em Porto Alegre. O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, fará parte do painel "Os sentidos da Democracia", marcado para as 14h de sexta-feira.

FENAFISCO PARTICIPA

O presidente da FENAFISCO, Manoel Isidro e o diretor de comunicação da entidade, Guilherme Pedrinha acompanharam, na manhã deste dia 24, A abertura do Fórum Mundial de Educação, às 9h, no Salão de Eventos da Reitoria da UFRGS, na Faculdade de Educação da Mesa I, que versou sobre os impactos da crise capitalista no mundo da educação.

Na apresentação inicial, o educador Sérgio Haddad, integrante do grupo de Reflexão e Apoio do Processo do Fórum Social Temático 2012 (FST), sugeriu a criação de um grupo de trabalho para refletir sobre o papel dos educadores frente à crise econômica internacional. A proposta foi apresentada como desafio aos participantes do Fórum Mundial de Educação, que ocorre paralelamente ao FST. A abertura do fórum educacional ocorreu nesta terça-feira, no prédio da reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e contou com 600 participantes.

Haddad defendeu que os educadores precisam fazer uma reflexão sobre os limites ao modelo de desenvolvimento de países ricos e emergentes, "ao modelo de desenvolvimento que nós estamos estimulando cada vez mais e que tem se mostrado cada vez mais insuficiente para resolver os problemas de natureza social e ambiental". Ele lembrou o momento pelo qual passam os países do Hemisfério Norte, principalmente os da Europa, que somam dívidas públicas e ritmo de crescimento em declínio. "Aumenta o número de pobres e cresce o número de milionários do mundo. O processo de concentração de renda é latente e está levando a um limite civilizatório. Todo modelo de desenvolvimento é baseado no consumo, no aumento da produção e ampliação do consumo. As pessoas vivem para o consumo", observou o educador, para quem essa percepção deve ser levada às escolas.

"Um outro mundo é possível. Não estamos satisfeitos. Queremos um outro mundo com mais justiça social e ambiental", resumiu nesta terça-feira (24) o conferencista Sérgio Haddad para uma platéia que lotava uma das salas da Reitoria da UFRGS, durante o Fórum Mundial de Educação, evento do Fórum Social Temático (FST).

"Essa crise mostra o fim do ciclo do capitalismo e do neoliberalismo que está levando a um retrocesso do processo civilizatório. Não é só uma crise econômica, é também

social. Esse é um modelo que não conseguiu dar qualidade de vida para o povo", falou o educador.

Com o tema Crise Capitalista: Causas, impactos e conseqüências para o mundo da educação, três conferencistas abriram o Fórum Mundial de Educação: o brasileiro Sergio Haddad, um dos coordenadores da Ação Educativa, a peruana Nélida Céspedes, do Conselho de Educação de Adultos da América Latina (CEAAL) e Aminata Diallo Bolu de Burkina Faso da International College of Advanced Education (ICAE).

O objetivo da conferência é fazer uma análise da conjuntura mundial de crise e do papel do mundo da educação para incentivar novos modelos de desenvolvimento. "A intenção é fazer uma reflexão do papel dos educadores frente à crise que se está desenvolvendo e os limites desse modelo que tem se mostrado insuficiente para resolver problemas sociais e ambientais", explicou Haddad.

O contexto de análise são os recorrentes protestos anti-sistêmicos que vem ocorrendo com o movimento dos Indignados na Espanha, com os levantes da Primavera Árabe, com os acampamentos do Ocuppy Wall Street e com o movimento de estudantes no Chile. Segundo ele, esses movimentos demonstram que o modelo vigente se mostra insuficiente para a maioria dos povos, além de ser insustentável ambientalmente.

"Diversos movimentos brotaram e tratam de temas diretamente vinculados à crise. Os indignados criticam as altas taxas de desemprego e a forma com que a crise está sendo conduzida, a Primavera Árabe pede democracia e outras formas de governança, o Occupy critica a concentração de renda e os estudantes no Chile que fazem uma defesa da escola pública gratuita e de qualidade".

Na avaliação de Haddad, todas essas convergências de movimentos internacionais não encontram eco nos movimentos populares brasileiros já que os reflexos da crise ainda não chegaram ao Brasil. "Nós educadores, que sabemos da gravidade da situação, sabemos que essa crise em algum momento vai chegar ao Brasil e temos que pensar como minimizar os impactos em relação a isso", falou o educador.

"O dilema é como sair dessa crise. Temos que achar luz onde está escuro. Sabemos as causas, mas temos dificuldades de prever as alternativas. Esse receituário de cortar gastos, reduzir direitos não nos serve, é esticar o problema pra frente, empurrar com a barriga", criticou Haddad.

Na sequência, Nélida Céspedes, do Conselho de Educação de Adultos da América Latina (CEAAL) destacou as lutas em nível local, regional e nacional que estão se desenvolvendo contra o sistema capitalista. "O sistema converte os cidadãos unicamente em consumidores. Isso deve ser combatido. Queremos lutar por uma nova humanidade, que se relacione melhor com os outros e com a natureza", destacou.

Para ela, a prática democrática virá do conjunto das lutas contra a corrupção, o autoritarismo e violência de todos os tipos. "Nestes momentos de construção de um sistema democrático multicultural, precisamos de uma democracia radical que

enfrente esta democracia formal. Estamos diante de uma crise de grande complexidade e ante uma crise de proporção civilizatória".

Nélida defende a necessidade de romper com esse sistema para construir novas alternativas. "Na realidade esse sistema se baseia numa irracionalidade, uma cultura patriarcal da supremacia do homem sobre a mulher, uma cultura monocultural que não assumiu a diversidade como um valor". Embora ainda haja muitas perguntas cujas respostas estão sendo construídas, a educadora peruana defende que "Temos que continuar aprofundando perguntas, do tipo: Que paradigmas sustentam uma outra forma de educação? Os educadores estão construindo, realmente, essas articulações necessárias para a justiça social? Parece-me que não, são ações muito parciais e fragmentadas. Os educadores estão trabalhando sem parar e desligados das lutas políticas", criticou a peruana.

Finalizando ela afirmou que "É um momento de afirmação, estamos convencidos que todas as partes do planeta estão construindo pensamentos alternativos, com uma educação libertadora e popular. Não podemos suportar que existam grandes supressões de direitos. Não há mudança sem um contexto político de grande participação, uma pedagogia que combina com indignação, rompendo com esta educação eurocêntrica" peruana.

A opinião converge com o pensamento de Aminata Diallo Boly, de Burkina Fasso. Ela lembrou que, hoje, se vive um período de lutas de longo prazo e que a educação tem papel central nesta nova conjuntura. "Vivemos num mundo feroz. A elite capitalista que está na linha de frente é incapaz de reagir às questões sociais que surgiram ao mesmo tempo e com graves consequências no norte, sul, leste e oeste", falou Aminata.

Responsabilizou a crise econômica pela a quebra de vários contratos sociais com diferentes públicos, inclusive sindicatos e educadores. "Esses contratos sociais foram fragmentados e tudo isso é resultado da busca de acúmulo financeiro por uma elite financeira, capitalistas que deixaram para trás quaisquer valores para o bem estar da população". Para romper com tal situação, ela defende como fundamentais as lutas das mulheres feministas que questionam a relação patriarcal, além dos movimentos dos povos indígenas que estão na frente da luta em defesa dos recursos naturais. "Temos que aprender com a história. Os capitalistas não têm compromisso com princípios, apenas com a produção mais rápida, maior lucro, no menor tempo possível", complementando que "Vivemos um novo momento na resistência global contra o capitalismo. Os educadores tem que incorporar a essencia dessa resistência para que avancem as lutas contra grandes países e ao lobby".

RUMO À RIO +20

A intenção do FST2012 é gerar pelo menos um documento preparatório para a Cúpula dos Povos da Rio +20. Para os dias do evento, a rede hoteleira de Porto Alegre tem 90% dos leitos reservados.

Abertura

A primeira atividade será a. A concentração para a Marcha de Abertura está programada para as 15h, no Largo Glênio Peres. São esperadas de 20 mil a 25 mil de pessoas na caminhada, segundo a organização do evento. A saída está marcada para as 17h.

Os Mundos do FST

Entre as inovações da edição de 2012, estão os Mundos, oficinas que debaterão os mais variados temas, como políticas para Mulheres, Trabalho, Negros e Saúde.

Mundo do Trabalho: Um dos pontos altos será a discussão da crise financeira internacional e a criação de empregos.

Mundo da Saúde: Uma nova política e a garantia de acesso universal à saúde serão os grandes desafios propostos para análise no FST.

Mundo Negro: Será realizado no Quilombo Oliveira Silveira, com debates sobre religiosidade, juventude, cultura, meio ambiente e saúde.

Mundo da Mulher: A violência contra a mulher no Brasil e no mundo centralizará os debates no FST. Além da questão da violência, a paridade salarial para a realização de um mesmo trabalho, o empreendedorismo feminino, a liderança na vida política e no mercado de trabalho, entre outros temas, serão discutidos.

Encerramento

O encerramento do Fórum Social Temático será o Seminário Cultura e Sustentabilidade ocorrerá às 9h na Casa de Cultura Mário Quintana no domingo (29).

A programação completa do FST você confere no site do Fórum.

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Sexta-feira, 13 de janeiro de 2012 15:17

Revista Enfoque Fiscal - RS - Leitura de qualidade

Confirmando a premissa que afirma que a comunicação sindical não só pode com deve ser atraente e cirativa,a Afisvec e o Sindifisco RS lançaram, em dezembro último, o segundo número da Revista Enfoque Fiscal.

Uma publicação agradável, no layout e na abordagem dos temas, todos atualíssimos. Naturalmente voltados ao contexto gaúcho, eles não deixam de ter similaridades com as questões enfrentadas por todas as UF's.

Vale a pena conferir o que pensam as expoentes personalidade sul riograndensses, sobre os investimentos públicos, a contribuição do legislativo para o desenvovimento estadual, a questão da dívida dos estados. Todas dentro do universo das perspectivas econômicas.

Excelente matéria sobre a Educação Fiscal ( levada com seriedade extrema, naquele grande Estado) e o sucesso do Prêmio Gestor Público.

Acesse o link:

http://issuu.com/getuliolago/docs/revista_sindifisco_dezembro_final_internet_bx

e boa leitura.

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