Blog do Festival de Brasília


Terça-feira, 04 de outubro de 2011 10:29 pm

Festival de Brasília consagra 'Hoje', de Tata Amaral

O drama Hoje, de Tata Amaral, venceu o 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Além do Candango de melhor filme (R$ 250 mil), o longa ficou com os troféus de atriz (Denise Fraga), fotografia, direção de arte e roteiro, além do prêmio da crítica. O Secretário de Cultura do DF, Hamilton Pereira, entregou o Candango para a diretora do longa. "Este prêmio vai permitir o lançamento deste filme. Com o Candango, Hoje vai ganhar o mundo", disse a cineasta. "Meu desejo é que todos os arquivos do Brasil sejam abertos e contem outras histórias, com respeito."

22h25

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Terça-feira, 04 de outubro de 2011 10:23 pm

André Ristum ganha prêmio de direção

André Ristum, de Meu país, ganhou o prêmio de melhor direção. "Esta é uma virada na minha vida, na minha história. Agradeço ao elenco e aos produtores, que acreditaram nesta história", disse.

O filme também ganhou o prêmio de júri popular.

22h21

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Terça-feira, 04 de outubro de 2011 10:21 pm

Rodrigo Santoro ganha Candango por 'Meu país'

Rodrigo Santoro venceu o prêmio de melhor ator por Meu país. Ao subir no palco, beijou o troféu. "Estou tão nervoso quanto no dia da exibição do filme. Meu país fala de um país interior, que está dentro da gente", disse. Este é o segundo Candango vencido por Santoro, que ganhou o troféu por Bicho de sete cabeças, em 2001.

22h19

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Terça-feira, 04 de outubro de 2011 10:16 pm

Denise Fraga é melhor atriz por 'Hoje'

Denise Fraga venceu o Candango de melhor atriz pela interpretação no drama Hoje, de Tata Amaral, em que vive uma ex-militante política às voltas com lembranças da ditadura. Num longo discurso de agradecimento, Denise disse ter orgulho de estar "na terra do cinema". "É um trabalho muito importante para mim. É uma história muito importante de ser contada, com sensibilidade e delicadeza", disse.

22h15

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Terça-feira, 04 de outubro de 2011 10:04 pm

'Hoje' vence prêmios de fotografia, direção de arte e roteiro

Na competição de longas, o drama Hoje, de Tata Amaral, saiu na frente com os Candangos de fotografia, direção de arte e roteiro. Já Meu país, de André Ristum, ganhou até agora os prêmios de montagem e trilha sonora (para o músico de Brasília Patrick de Jongh).

Gilda Nomacce levou o troféu de atriz coadjuvante por Trabalhar cansa.

22h

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Terça-feira, 04 de outubro de 2011 10:01 pm

'Cru' e 'Deus' vencem troféu da Câmara

O Troféu Câmara Legislativa, para produções brasilienses, ficou com o longa-metragem Cru, de Jimi Figueiredo, e com o curta Deus, de André Miranda. Eles recebem, respectivamente, prêmios de R$ 75 mil e R$ 25 mil.

Em segundo lugar ficaram o longa Sagrada Terra Especulada - A luta contra o Setor Noroeste, de José Furtado, e A arte de andar pelas ruas de Brasília, de Rafaela Camelo.

21h58

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Terça-feira, 04 de outubro de 2011 09:56 pm

L vence Candango de melhor curta

O curta-metragem L, da paulistana Thaís Fujinaga, ganhou o principal Candango da categoria. O filme também ganhou os prêmios de direção e crítica.

Entre os curtas, mais três filmes venceram dois prêmios cada: De lá pra cá (som e ator), Ser tão cinzento (trilha sonora e montagem) e A fábrica (roteiro e atriz, além do troféu de júri popular). O brasiliense Imperfeito ganhou o prêmio de fotografia (para André Miranda) e Premonição, direção de arte.

O troféu de melhor curta de animação ficou com Céu, inferno e outras partes do corpo, de Rodrigo John. No júri popular, o prêmio ficou com Rái sossaith, de Thomate.

21h50  

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Segunda-feira, 03 de outubro de 2011 12:37 am

O mais querido

A sessão de Vou rifar meu coração, documentário que encerrou a mostra competitiva, foi de aplausos e risadas constantes: o filme mais querido pelo público do Cine Brasília. O longa de Ana Rieper conta histórias de músicos (Amado Batista, Odair José, entre outros) e fãs de música brega, com depoimentos que vão do cômico ao bizarro. "A recepção foi muito linda. Fiquei angustiada também. Aquela coisa de ver o filho nascer, sabe?", disse a diretora após a exibição.

Para a cineasta, a jornada por 15 municípios de Alagoas, Bahia e Sergipe (os cantores foram entrevistados em Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo) colheu falas espontâneas e impressões reveladoras sobre a fragilidade do comportamento humano. "Acho que o filme fala da moral, dos bons costumes e da transgressão. As pessoas são moralistas e transgressoras", analisou.

Felipe Moraes
0h29

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Segunda-feira, 03 de outubro de 2011 12:23 am

Um pouco de dois: diálogo com o público

No último dia da mostra competitiva, as produções locais marcaram presença na telona. Além da animação Ciclo, de Lucas Marques Sampaio, Um pouco de dois registrou a presença da cidade no evento.

Para Jackeline Salomão, uma das diretoras do curta, a reção da plateia foi muito boa: "Os filmes vieram com o mesmo tema, o amor, e tiveram um nível altíssimo. Não podemos comparar com o longa, que foi ovacionado, mas tivemos muitos apalusos, o que foi ótimo", constatou.

"Não sabiámos que o ia acontecer. a gente queria fazer um filme que dialogasse com o público e conseguimos isso", completou a diretora Danielle Araújo.

Maíra de Deus Brito
0h20

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Segunda-feira, 03 de outubro de 2011 12:10 am

Cinema do CCBB muda de lugar

Antes da prometida e alardeada reforma do Cine Brasília, o local já tem atração confirmada para o período entre 11 e 30 de outubro. Será a mostra CCBB em Cartaz, que trará 15 títulos inéditos na cidade. Na linha de frente, filmes internacionais como o aguardado (para o retardado cronograma da capital) Melancolia, de Lars von Trier e Submarino, de Thomas Vinterberg. Entre os títulos nacionais, destaque para o premiado Riscado (melhor direção no Festival de Gramado para Gustavo Pizzi) e Antes que o mundo acabe, de Ana Luiza Azevedo, que figurou em muitas listas dos melhores de 2010.

Ricardo Daehn
0h10

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Segunda-feira, 03 de outubro de 2011 12:01 am

Sem obviedades

Moldada pelas experiências das cinematografias orientais, em especial a chinesa, a diretora Thais Fujinaga aplicou bastante do que admira, no curta-metragem L, um dos grandes sucessos da sessão no Cine Brasília. "Procurei trabalhar com crianças, mas de forma que não as infantilizasse. Mesmo com a pureza daquele momento da vida, elas trazem um diferencial no senso de responsabilidade", explicou a diretora. Tendo tanto Jia Zhang-Ke e François Truffaut como influências naturais, ela colheu uma boa sessão. "Tinha muito medo do público, já que a energia muito grande poderia ir para qualquer um dos lados", comentou, depois da sessão que só faturou o lado positivo.

Ricardo Daehn
0h 

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Segunda-feira, 03 de outubro de 2011 11:45 pm

Animação brasiliense na competição

O segundo curta brasiliense na disputa, a animação Ciclo, abriu a última sessão de mostra competitiva com aplausos do público. Com traço simples, a narrativa tensa do filme destoou do tom amoroso da noite. "Os outros filmes puxaram mais para o lado cômico, o meu ficou diferente. Ele foi produzido de uma forma pessoal, desenhado a mão. É abstrato medir a reação do público, mas posso dizer que foi uma experiência bacana", comentou o diretor Lucas Marques Sampaio, que desenvolveu o curta como projeto de uma disciplina do Instituto de Artes da UnB.

Tiago Faria
23h45
 

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Domingo, 02 de outubro de 2011 03:36 pm

O samba que roubou a cena

Uma das produções mais comentadas da noite de ontem, o curta-metragem de animação Sambatown impressionou pelo processo de produção. "A ideia surgiu em 2001, a partir de um poster, mas levei sete anos para descobrir a histórias dos personagens. Quando o enredo veio, foram mais dois anos de produção até chegar ao seis mil frames em HD aos cinco minutos do filme", contou o diretor Cadu Macedo.

15h30
Maíra de Deus Brito

Votos: 0
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Domingo, 02 de outubro de 2011 03:04 pm

Santoro: "Me sinto mais maduro"

No debate sobre o filme Meu país, Rodrigo Santoro afirmou que a experiência em filmes internacionais o fez amadurecer no ofício de ator. "Trabalhar com pessoas incríveis lá fora me ensinou muito. Me sinto, sim, mais maduro", comentou. "Mas a forma como me relaciono com os filmes, quando começo uma produção, continua igual. Ainda me sinto inseguro no começo. Parece que não estou pronto. Sempre existe a necessidade de explorar, de ter que ir e buscar", admitiu.

Em Heleno, o filme mais recente em que participa (e que foi exibido no Festival de Toronto), Santoro colaborou também como produtor. "Aprendi a respeitar uma série de coisa, inclusive os produtores. Vi o que é fazer um filme, e com um outro olhar. É importante trabalhar com pessoas em quem você confia", disse.

Felipe Moraes
15h

Votos: 0
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Domingo, 02 de outubro de 2011 02:58 pm

Lindomar Castilho confirma presença

O cantor Lindomar Castilho, de sucessos como Você é doida demais e Eu amo a sua mãe, vai participar da sessão do filme Vou rifar meu coração, no Cine Brasília. O longa de Ana Rieper, o último da programação, será exibido logo mais, às 20h30. O documentário trata do amor pela música brega.

14h50

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Domingo, 02 de outubro de 2011 01:55 pm

O Brasil também é elite

No debate do longa-metragem Meu país, o filme mais estrelado da mostra competitiva -- e, possivelmente, o de recepção mais calorosa do público até agora --, o diretor André Ristum justificou as opções de rodar um drama mais familiar e menos patriótico, que não se mete em questões sociais ou geográficas. "A gente chegou a filmar coisas que traziam elementos externos ao filme -- como funcionários da família. Na montagem, optamos por tirar, porque tirava o olhar do foco, da essência do filme, de discutir a relação afetiva de pessoas, de uma família. Não entendo isso como uma visão ou higienização do Brasil", alegou.

"Isso (a elite) também é Brasil, faz parte do Brasil, por mais que seja uma coisa minúscula, até um espaço sideral. E não é muito retratada no cinema. Tive, de certa forma, uma curiosidade de entrar nesse mundo e contar uma história dentro desse ambiente. Sem estar ali apontando questões sociais, mas focando no relacionamento das pessoas", completou o cineasta.

Felipe Moraes
13h46

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Domingo, 02 de outubro de 2011 12:53 am

Rodrigo superstar

Após a sessão de Meu país, o quinto longa exibido na mostra competitiva do Festival de Brasília, o Cine Brasília ganhou um quê hollywoodiano: Rodrigo Santoro, o astro do filme, foi cercado por fãs, que disputavam fotos e autógrafos. "Parece que o público gostou. E o público de Brasília é assim: quando não gosta, mostra que não ficou satisfeito", disse o ator, ao Correio, enquanto era cercado por espectadores à saída do cinema.

Na área externa do Cine Brasília, Santoro ainda tirou fotos com alguns fãs, antes de ser levado por assessores em direção a uma van do festival. Mas, na companhia do produtor Fabiano Gullane, saiu de cena numa pick up branca. No filme, o ator vive Marcos, um empresário que retorna da Itália para reencontrar o irmão no Brasil, após a morte do pai.

Tiago Faria
0h50

Votos: 0
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Domingo, 02 de outubro de 2011 12:43 am

O tom do silêncio

Seis anos depois da exibição do premiado curta-metragem De Glauber para Jirges, o diretor André Ristum voltou ao Festival de Cinema, com o longa Meu país, numa condição muito diferenciada. "O curta era super experimental, com a reação da plateia espremida pela exibição do longa. Hoje, com o longa, foi muito mais emocionante", comentou o diretor, passada a exibição no Cine Brasília. "O filme é muito silencioso e tem o tempo da reflexão. O tempo dramático das coisas acontecerem. Senti o público bastante atento e focado no filme. Isso foi muito positivo. A recepção final foi incrível, com um aplauso consistente. Achei bonito tudo. O peso nas costas era gigante", comentou o cineasta.

Ricardo Daehn
0h45

Votos: 0
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Domingo, 02 de outubro de 2011 12:29 am

Imperfeito: Brasília na tela

Durante a exibição do primeiro curta de sua autoria a integrar a mostra competitiva do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o diretor Gui Campos admitiu estar "surtando" durante a sessão. "Sempre fui plateia desse festival. Foi muito bacana cair no sábado, dia que os amigos podem prestigiar e com longa do Rodrigo Santoro, que é garantia de casa cheia. Mas a atenção aumenta. A aprovação pode ser melhor, mas a vaia também", avalia.

Representante da única produção brasiliense a concorrer aos candangos, Campos aproveitou para mencionar a dificuldade que os realizadores cinematográficos têm de se comunicar com os gestores culturais da cidade. "Temos obrigação de falar nisso. Desde o começo do ano passado, sabemos que o festival está em processo de mudança, mas as portas do governo estavam fechadas para as associações de cinema em Brasília. Hoje, tivemos uma reunião com o secretário de Cultura, Hamilton Pereira, que prometeu mais abertura", afirmou.

O filme é fruto de um roteiro escrito pelo proprio Campos, escrito em 2005, e foi financiado pelo próprio diretor. "É o tipo de filme que eu gosto, por falar de escolhas e do quão decisivas elas são. Durante o processo de filmagem, fomos entrando em estado de apaixonamento. Todo mundo ficava com os olhinhos brilhando", destaca Sérgio Sartório, protagonista do longa.

0h16
Mariana Moreira

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Domingo, 02 de outubro de 2011 12:06 am

Cidade do samba

O diretor do primeiro curta-metragem de animação da noite, Cadu Macedo, ficou satisfeito com a reação do público do Cine Brasília após a exibição de Sambatown.

"Eu não tinha muitas expectativas porque o filme é uma tragédia e o público de Brasília é muito crítico, mas deu certo. Os aplausos mostraram que a plateia entendeu o que eu quis dizer nos poucos minutos do curta", comentou.

Maíra de Deus Brito
0h03

Votos: 0
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