
Pouco depois das duas horas da manhã de quarta-feira, do lado de fora do Cine Brasília, o diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho sacou a câmera para fotografar, ali mesmo na calçada, os Candangos e o Saruê recebidos por seu curta, o aclamado Recife frio. "Saio daqui impressionado com a sessão, que me fez chorar muito, e com as leituras do filme. Falaram até de uma conexão com o Recife holandês, coisa que nunca tinha passado pela minha cabeça", contou. A exibição na capital pernambucana deve ocorrer em grande estilo no festival Cine PE, em abril de 2010.
A produtora Sara Silveira fez uma referência bem-humorada a um dos cineastas mais polêmicos do Festival de Brasília ao receber o Candango de melhor filme por É proibido fumar. "Estou ganhando muito prêmio. Daqui a pouco fico igual ao Bressane", comentou.
0h16
A cerimônia de premiação do Festival de Brasília também será lembrada pelas ausências. Sem pulverizar prêmios entre vários concorrentes, o júri ignorou o documentário mineiro A falta que me faz, de Marília Rocha, e o brasiliense Perdão, mister Fiel, de Jorge Oliveira. Produção do Distrito Federal, O homem mau dorme bem ficou apenas com o Candango de coadjuvante, para Bruno Torres.
0h15
O longa-metragem É proibido fumar foi grande vencedor da mostra competitiva. A comédia paulistana dirigida por Anna Muylaert (Durval discos) venceu melhor filme pelo júri oficial, além de roteiro e mais seis Candangos. O filme narra o tumultuado caso amoroso entre uma professora de violão, fumante compulsiva, e um músico fã de Jorge Ben.
0h10
Moraes Moreira cantou Preta Pretinha, sucesso dos Novos Baianos, para comemorar prêmio de júri popular para Filhos de João, que conta a história da banda.
0h05
Filhos de João, admirável mundo Novo Baiano, de Henrique Dantas, venceu prêmio especial do júri e foi eleito o melhor segundo júri popular. O longa de baixo orçamento, produzido na Bahia, retrata a trajetória da banda Novos Baianos.
0h03
O documentário Quebradeiras, sobre o cotidiano das quebradeiras de coco de babaçu, foi o vencedor em direção para Evaldo Mocarzel e som.
0h02
Ator e cantor do Titãs leva Candango pelo papel de Max, de É proibido fumar. Antes tinha ganhado Candango especial por O invasor, de Beto Brant, e Prêmio Saruê, da equipe do Correio.
0h01
Ao receber o Candango de melhor atriz, Glória Pires ficou emocionada. "É a primeira vez que disputo num festival", disse.
0h
Atriz venceu pela atuação em É proibido fumar de Anna Muylaert, no papel de Baby, fumante compulsiva. A intérprete teve dose dupla no festival com o filme de abertura Lula, o filho do Brasil, de Fábio Barreto.
23h58
O filho do diretor Geraldo Moraes venceu o Candango pelo longa O homem mau dorme bem, dirigido pelo próprio pai.
23h56
A festa continua pernambucana. Mas quem ganha agora é Camilo Cavalcante pela poética obra Ave Maria ou a mãe dos sertanejos. Ganhou ainda fotografia para Beto Martins, prêmio da crítica e aquisição do Canal Brasil.
23h49
Deu o prêmio esperado pela votação popular para o curta de Kléber Mendonça Filho. Antes da premiação, diretor disse que não esperava a reação da platéia no dia da exibição.
23h49
Gafe na premiação para o elenco masculino de A noite por testemunha. O júri esqueceu do ator Fidelis Baniwa, que interpreta o índio Galdino. A plateia pediu e ele subiu no palco do Cine Brasília.
23h48
Favorito do público e da crítica, o curta Recife frio premia a direção de Kleber Mendonça Filho. Também vence na categoria roteiro.
23h47
Ganhadora do Candango de melhor atriz por Baixio das bestas, de Claudio Assis, Mariah Teixeira leva o segundo troféu para casa pela atuação no obscuro Água viva, de Raul Maciel.
23h45
Inspirado na tragédia do índio Galdino, curta de Bruno Torres foi prestigiado pelo trabalho do quinteto de atores, Alessandro Brandão, André Reis, Iuri Saraiva, Diego Borges e Túlio Starling. Levou ainda a estatueta de trilha sonora (Marcus Siqueira e Thiago Cury).
23h38
E começa a premiação de curtas em 35mm.
O belo Bailão, de Marcelo Caetano, venceu montagem.
23h34
Henrique Dantas, diretor de Filhos de João, ganhou o Candango de direção de arte pelo curta digital Apreço.
23h25
Com prêmios pulverizados, a Mostra Digital elegeu o curta Ensaio de cinema, de Allan Ribeiro, como melhor da disputa. Maurício Osaki levou direção por Lembrança. Larrisa Sarmento venceu a estatueta de atriz por Mais na verdade uma história só, enquanto João Vitor D’Alves foi escolhido como melhor intérprete por Obra-prima. Na lista de premiados, Jimi Figueiredo ficou com o troféu de montagem por Quase verdade.
23h17