Lembram-se do post abaixo?
http://www.dzai.com.br/gini/blog/sextamarcha?tv_pos_id=103740
Pois é, então fiquem de olho na edição impressa do Estado de Minas de amanhã, que eu trago detalhes, imagens e o andamento do projeto. Que está começando mineiramente, passo por passo, e por isso tem grandes chances de finalmente vingar. As condições estão reunidas para Minas ganhar uma pista padrão FIA/FIM e o Brasil ter uma alternativa para Interlagos, traçado sensacional, mas não tão adequado para as provas sobre duas rodas. E o que parece um sonho pode se transformar em realidade, como conta a matéria...
Ainda não foi este ano que pude conhecer Erechim pessoalmente, mas confesso que fiquei de olho em tudo o que se passou na cidade gaúcha durante mais uma edição do Rally Internacional. Que, como já havia comentado, reuniu 74 duplas, um recorde na história da modalidade no país (estamos falando das provas de velocidade, bem entendido). E nem o grid elástico foi capaz de trazer problemas ou criar dificuldades. As imagens, em foto ou em vídeo, mostram um público apaixonado e numeroso, carros incríveis – de um Ford Fiesta Super 2000 que custa em torno dos R$ 700 mil a um pré-histórico Fiat 147 da turma do Simehpossivel rally, já apresentada por estas bandas, passando pelos XRC, 4x4 made in Brazil em que eu tive o privilégio de andar como passageiro. E teve diversão democrática para todos, saltos, show e uma prova de muita competência da organização. Que pleiteia, de forma merecida, o privilégio de realizar uma etapa brasileira do WRC, o Mundial. Em tempo, a vitória na classificação geral ficou com o Mitsubishi Lancer Evo X R4 dos paraguaios Saba e Aguilera, mas vencedores foram todos os que participaram.
Tomara que seja o renascimento em grande estilo do rali brazuca, tomara que tenha sido pior que o de 2013 e, como sonhar não custa (falando em sonho, já estou pedindo, via facebook, uma ajuda a quem se dispuser a quebrar o porquinho e colaborar com uma moedinha que seja, depois falo com calma neste espaço), que ano que vem eu possa falar diretamente das paragens gaúchas sobre um evento tão especial...
Já havia algum tempo a ideia de falar sobre a oportunidade fantástica proporcionada pela internet para os fãs da velocidade vinha na listinha de prioridades para o blog. A senha foi a terceira etapa da American Le Mans Series, as 6h de Laguna Seca. Qual não foi a surpresa boa ao descobrir que o site oficial da categoria transmitiu a prova na íntegra, com o mesmo sinal exibido pela ESPN3 para o público norte-americano. E assim também foi com o Mundial de Endurance – tanto as 12h de Sebring quanto as 6h de Spa-Francorchamps podiam ser vistas mesmo por alguém com internet de banda não tão larga, e se você não domina o inglês, basta abaixar o volume e curtir as imagens, que a classificação da prova aparece em tempo real. Estou preparando a listinha dos campeonatos, sites e confederações que acordaram para os novos tempos e nos permitem acompanhar eventos até então impensáveis. Enquanto isso, trago, junto à agenda da TV do fim de semana, os links do que estará disponível na rede – e olha que as 24h de Nurburgring estão no cardápio, com seus 219 carros, baterista de banda famosa, o brasileiro Lucas di Grassi defendendo nossas cores numa McLaren MP4-12 GT e o fascínio do Nordschleife em seus 25 quilômetros.|E tem também o sensacional Rali Internacional de Erechim. Curta então, na TV ou no computador...
Sábado (19)
8h Mundial de Moto GP: GP da França (treinos oficiais Moto 3/Moto 2/Moto GP)
Sportv
9h 24h de Nurburgring (live streaming no http://www.24h-rennen.de/LIVE.94.0.html)
15h30 500 Milhas de Indianápolis (Pole day) Band Sports
20h30 Nascar Sprint Cup (All-Star Race - Charlotte) Fox Sports
+ Rally Internacional de Erechim (live streaming no www.rallyerechim.com.br)
Domingo (20)
6h Mundial de Moto GP: GP da França (Moto 2/Moto GP/Moto 3) Sportv2
9h30 Stock Car (etapa de Ribeirão Preto) Globo
12h Mundial de Motocross: GP Brasil MX1/MX2 Sportv/Band Sports
15h30 Nascar Nationwide Series (etapa de Charlotte) Fox Sports
+ Rally Internacional de Erechim (live streaming no www.rallyerechim.com.br)
Não foi por falta de vontade, mas o equipamento não ficou pronto à tempo. Porque a vontade era, neste exato momento, de estar em Erechim, no Rio Grande do Sul, para a maior prova da história da modalidade no Brasil. Sim, já recebemos o Mundial, o Graciosa, em Curitiba, valeu por duas ocasiões como etapa do IRC, o Intercontinental Rally Challenge, mas nunca antes na história deste país um grid reuniu 74 duplas. E feras da Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia, além de 46 carros verde e amarelos, número que não se via por estas bandas há muito tempo. E será ainda a estreia do XRC, o projeto comandado por Maurício Neves e Armando Miranda que transformou um carro de rua numa máquina 4x4 capaz de rivalizar com o que de melhor existe no planeta, com um olho nos custos. A voltinha nos treinos em Curitiba foi de arrepiar, imagino como será em condições de competição, rasgando as belas estradas de terra da capital nacional do rali.
Já que o Palio com as cores da bandeira da Itália ainda não está em condições de encarar o tipo de desaforo que provas como esta proporcionam – estamos falando de uma etapa do Sul-Americano (Codasur), reconhecido pela FIA – fica daqui, de Belo Horizonte, a torcida para que a competentíssima equipe do EAEC, capitaneada por Cláudio Pagliosa, Dirceu Cabral e o folclórico Tenebro (que já acelerou um Vectra nas etapas do Gaúcho), dê mais uma vez um show. E que pilotos e navegadores proporcionem um espetáculo que represente a volta do rali brasileiro a seus melhores momentos – e quem acompanha este que vos escreve e suas aventuras no esporte promete fazer de tudo para estar na segunda prova, em Passo Fundo, de preferência com um grid tão animador quanto. Está mais do que na hora do coração do Brasil bater por este esporte...
Que a situação econômica pelas bandas da Europa não anda das melhores não é propriamente novidade. Mas que uma das mais tradicionais fabricantes de veículos de competição andava novamente mal das pernas é uma surpresa. Criada em 1958 por Eric Broadley, a Lola fez história tanto nas categorias de fórmula quanto entre protótipos de carros GT, viveu um namoro conturbado com a Fórmula 1, em várias fases, e parecia ter saído do fundo do poço quando o empresário irlandês Martin Birrane a salvou da falência no começo da década passada. Na ocasião, havia perdido o fornecimento de chassis para a Indy e a GP2 (ambos para a Dallara) e resolveu direcionar o foco para os protótipos. Manda na American Le Mans Series (acabou de entregar um B12/80 LMP2 Coupé ao time do ator Patrick Dempsey), tem cinco carros no Mundial de Endurance, sem contar os que aceleram na European Le Mans Series. E é parceira de várias montadoras, desenvolve projetos paralelos, domina a arte dos materiais compostos a ponto de se transformar em fornecedora das forças armadas britânicas. Agora chega a notícia de que a divisão Motorsport (a Lola Cars) encontra-se sob administração judicial (está em concordata, para usar outras palavras). Tomara que resolva as pendências e se mantenha na ativa. Não é saudosismo, mas diante do desaparecimento de concorrentes como Ralt, Reynard e March, seria bom que tanta tradição não fosse desperdiçada...




