Quinta-feira, 03 de setembro de 2015 03:30 pm

Tem carro novo na área...

Em momentos de recessão é comum as máquinas de categorias monomarca terem uma sobrevida além do previsto inicialmente para diminuir o peso no orçamento de equipes e pilotos – GP2, Renault World Series 3.5 e o modelo da Indy Lights aposentado ano passado são bons exemplos. Talvez por isso chame a atenção a decisão dos organizadores da GP3 de finalmente trocar o chassi GP3-10 (de 2010, como sugere a sigla, apenas revisto na aerodinâmica em 2013) por um GP3-16. O modelo, mais um desenvolvido pela Dallara como todos os demais citados acima, foi apresentado ontem no paddock da categoria, em Monza.



Se há algo que se deve prezar no atual bólido da categoria é a segurança, testada exaustivamente em acidentes bastante fortes, com direito a capotagens, voos e toques dos mais variados. E se há quem diga que o campeonato é redundante por ocupar um espaço entre a F-3 e a GP2 que não deveria existir, o simples fato de que Valtteri Bottas, Danil Kvyat, Esteban Gutiérrez e Carlos Sainz passaram pela categoria mostra que ela tem seu valor. Do que se vinha reclamando recentemente era da dificuldade para ultrapassar, tanto assim que normalmente os resultados das corridas espelhavam (este ano menos) a ordem da qualificação.



Preocupação que, segundo o diretor-técnico da categoria, Didier Perrin, foi levada em conta no carro novo, cujos standards de segurança são equivalentes aos atuais da F-1. E a boa notícia para os mais altos é que as dimensões do chassi foram aumentadas – o bico mais longo e baixo é o aspecto que mais salta aos olhos. O motor é novo, mas mantém a potência na casa dos 400cv e eventuais ganhos em tempos de volta não virão dele, mas do pacote como um todo. Não que o antecessor fosse feio, mas esse ficou bem melhor. Tomara que continue sendo útil como escola para os campeões do circo de amanhã...


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Terça-feira, 01 de setembro de 2015 08:07 pm

O carro você conhece, a pista talvez menos...

Desde o primeiro momento o blog procurou dar destaque ao conceito da TCR International Series, campeonato criado pelo italiano Marcello Lotti, principal responsável pela ressurreição do Mundial de Turismo (WTCC), depois jogado para escanteio pela Eurosport Events, promotora da competição. Como não fazia sentido propor mais do mesmo, ele optou por máquinas mais simples, baseadas nos modelos que disputam competições monomarca pelo mundo. E a primeira temporada tem sido de um relativo sucesso, com grids na casa dos 14 a 18 carros e participação dos Seat León, Honda Civic, Opel Astra, Ford Focus e VW Golf.





Pois a lista está prestes a ganhar mais um modelo de linhagem nobre. Sim, este que você vê nas fotos é ele mesmo, um Subaru Impreza, mais nova encarnação de um modelo que não apenas fez história nos ralis como transformou a fabricante japonesa numa marca global respeitada. Os nipônicos resolveram levar adiante um conceito que parecia anacrônico: o do motor boxer, aquele com os cilindros contrapostos, e com ele fizeram história, empurrando nomes como Colin McRae, Richard Burns, Tommi Makinen, Carlos Sainz e Petter Solberg.

Eis que os executivos da Fuji Heavy Industries resolveram deixar de investir pesado nas provas abertas e, com isso, as versões mais novas do modelo praticamente sumiram das competições. Foi então que uma venerável e tradicional escuderia italiana, também ela com passado nos ralis, resolveu apostar num novo caminho. A Top Run, dos irmãos Agnello, tomou para si a tarefa de desenvolver uma versão TCR do Impreza, lógico que tomando por base todo o conhecimento acumulado em anos e anos de disputas. O carro acaba de fazer seus primeiros testes de pista e já tem estreia marcada: na preliminar do GP de Cingapura de F-1, quando Lotti volta a colocar seu brinquedo diante de uma audiência global. Ficou bonito e, se tiver uma percentagem que seja do sucesso dos antecessores, já estará de bom tamanho...

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Segunda-feira, 31 de agosto de 2015 07:47 pm

O samurai de Ipatinga

Não é sempre que o blog reproduz matérias publicadas por este que vos escreve no Estado de Minas, já que, em boa parte, elas dizem respeito sobre assuntos do dia e se esgotariam muito rápido para ficar neste espaço. Mas, neste caso, a exceção é válida. Há coisa de quatro, cinco anos, quando fui colaborador no Brasil da revista italiana de kart Vroom (a bíblia do esporte), descobri que havia um brasileiro fazendo bonito nas categorias de base do Japão – venceu campeonatos e se tornou piloto oficial do importador da CRG na terra do Sol Nascente. Mal sabia eu, inclusive, que embora ele fosse nascido do outro lado do mundo, era filho de uma família de Ipatinga que foi tentar a sorte em terras asiáticas; ou seja, mineiro de coração.

Pois havia perdido o rastro de Igor Fraga, até descobrir que ele não apenas veio para o Brasil, como resolveu prosseguir a carreira nos monopostos e tem feito bastante bonito. Como a matéria foi escrita antes da etapa de Cascavel, não inclui a vitória conseguida na primeira corrida da rodada dupla válida pela quinta etapa do Brasileiro de Fórmula 3, sua segunda no ano na categoria Light (para os Dallara F308). Mas é bacana ver que alguém que começou de forma tão promissora segue acelerando em busca do sonho, um sonho que o texto mostra...





A tradição mineira de revelar talentos para as pistas do mundo segue em alta – Sérgio Sette Câmara conquistou dois pódios em sua primeira temporada no Europeu de F-3 e Lucca Abreu treina para estrear na F-Barber norte-americana. O mais novo representante dessa tradição não chama atenção apenas pela habilidade ao volante e pelos títulos no currículo, mas também pela trajetória de vida. Igor Fraga nasceu em Kanazawa, no Japão, onde a família, originária de Ipatinga, foi tentar a sorte. Lá surgiu a paixão pela velocidade, traduzida em resultados de peso no kart, como o vice-campeonato do GP de Macau em 2007 e o campeonato open asiático no ano seguinte – foi ainda 13º no Mundial KFJ (Júnior) de 2007.

De volta ao país que escolheu como pátria, Igor, aos 16 anos, é um dos destaques do Brasileiro de Fórmula 3 e briga pelo título na categoria Light (para chassis Dallara produzidos até 2008), correndo pela equipe Propcar, a mesma que levou Bruno Junqueira ao título sul-americano de 1997. Em quatro rodadas duplas, soma uma vitória (em Curitiba) e um segundo lugar (em Santa Cruz do Sul). E neste fim de semana volta à pista em Cascavel, buscando confirmar a evolução.

“O automobilismo era coisa de família. Meu avô era mecânico, meu pai correu na adolescência e, quando fui a um kartódromo pela primeira vez, me apaixonei. Com quatro anos já estava competindo na cadete. Ganhei o apoio do importador japonês da CRG (fábrica italiana de chassis) e pude correr em vários países da Ásia. O nível do esporte no Japão é muito alto e me permitiu aprender bastante”, explica o piloto.

O kart seria o caminho natural na volta ao Brasil, em 2011, mas os altos custos o levaram a buscar outros rumos. “Fiz sete provas da F-1600 (com motores VW, pneus e rodas de rua), tive bons resultados e surgiu a oportunidade de fazer a F-3. O carro é uma verdadeira máquina, no início senti muita diferença, especialmente de velocidade em curva. Como não tenho tantos recursos, acabo não fazendo tantos treinos, fica um pouco mais demorado, mas estou me acostumando bem à categoria”, prossegue Igor, que não descarta um retorno ao Japão – além da F-3, a Super Formula e o Japonês de GT estão entre os campeonatos mais fortes do mundo – mas prefere inicialmente sonhar com outra terra. “Meu foco agora é nos Estados Unidos. A Indy é sensacional e existem oportunidades maiores para chegar lá. Quem vai bem nos campeonatos de base tem incentivo para subir.”

Sinônimo de títulos

Se há uma categoria em que os pilotos mineiros marcaram presença com talento e títulos, é a Fórmula 3. Alex Dias Ribeiro foi o primeiro a se destacar, como vice-campeão europeu e inglês em 1973. Vinte e um anos depois, Cristiano da Matta sagrou-se campeão brasileiro (devido a incidentes envolvendo os pilotos argentinos, o Sul-Americano de 1994 foi boicotado pelos pilotos verde e amarelos). Em 1997, Bruno Junqueira levou a melhor sobre os hermanos e, antes da carreira de sucesso na Europa e nos EUA, ficou com a taça. Ipatinguense como Igor, Alberto Valério repetiu o feito em 2005; Clemente Júnior venceu em 2007 e Fernando Resende Filho, o Kid, fez bonito em 2012.




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Sexta-feira, 28 de agosto de 2015 08:24 pm

Agenda de retorno e decisão triste

Foram mais de dois meses de relativo sossego desde as 24h de Le Mans, até que o campeonato que hoje é o mais emocionante e sensacional do automobilismo internacional (ao menos na minha humilde e modesta opinião) voltasse à ativa. E não podia ser de outro modo: as 6h de Nurburgring, quarta etapa do Mundial de Endurance (FIA WEC) puxam uma agenda que tem ainda decisão na Indy, tradicionalmente a categoria com o calendário mais empacotado. Pena que a morte de Justin Wilson tirou boa parte dos motivos para comemoração e alegria no belo traçado de Sonoma – as lembranças do britânico certamente dominarão o fim de semana. Falando em Nascar, a coincidência é ver que Xfinity Series e Camping World Truck Series (no caso das picapes, coisa mais rara ainda) aceleram em circuitos mistos – respectivamente, Road America e Mosport (Canadá).

Por aqui, quem é paranaense está numa boa: se for a Cascavel, verá, de uma só vez, Stock, Brasileiro de Turismo e Fórmula 3. Se ficar na capital, Curitiba, poderá acompanhar os pegas da Moto 1000 GP. Ao menos tem bastante coisa boa aqui e lá fora para animar o sábado e o domingo dos fãs da velocidade. Aceleremos, pois...


Internacional

Mundial de Endurance (FIA WEC): quarta etapa – 6h de Nurburgring

Mundial de Motociclismo: 12ª etapa – GP da Inglaterra (Silverstone)

Verizon Indycar Series: última etapa – GP de Sonoma

DTM: sexta etapa – Moscou

Nascar Xfinity Series: 23ª etapa – Road America 180

Nascar Camping World Truck Series: 15ª etapa – Chevrolet Silverado 250 (Mosport/CAN)

Super GT (Japão): quinta etapa – Suzuka


Nacional

Brasileiro de Stock Car: oitava etapa – Cascavel (PR)

Brasileiro de Turismo: sexta etapa – Cascavel (PR)

Brasileiro de Fórmula 3: quinta etapa – Cascavel (PR)

Moto 1000 GP/Brasileiro de Velocidade: quinta etapa – Curitiba

Mitsubishi Cup: quarta etapa – Indaiatuba (SP)


Na telinha

Sábado (29)

8h30 Mundial de Moto GP (treinos classificatórios) Sportv

12h Stock Car (treino oficial – etapa de Cascavel) Sportv

16h30 Nascar Xfinity: etapa de Road America Fox Sports2


Domingo (30)

7h Mundial de Moto GP: GP da Inglaterra Sportv

10h DTM: etapa de Moscou Band Sports

13h Stock Car: etapa de Cascavel Sportv

Moto 1000 GP: etapa de Curitiba Band Sports

17h Verizon Indycar Series: GP de Sonoma Band Sports

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Quinta-feira, 27 de agosto de 2015 08:01 pm

Nascar Throwback, jogada de marketing e volta aos tempos de ouro...

Se há uma turma para a qual é preciso tirar o chapéu é o pessoal que cuida do marketing da Nascar. Enquanto outras categorias até mais seguidas pelo mundo sofrem para se reinventar e não perder o carisma, os norte-americanos conseguem fazer com que não caia na mesmice um calendário de 36 corridas, das quais 34 são em ovais e, em alguns casos, em pistas repetidas (Charlotte e Daytona são exemplos). Tudo é motivo para inventar, sempre pensando em sua majestade, o público.

Pois eis que no próximo dia 6, o pelotão furioso que invadirá o oval de Darlington, na Carolina do Sul, fará muita gente mais vivida e experiente voltar no tempo, a fases bem mais românticas da categoria. Ocorre que a prova, disputada desde 1950, volta à sua data tradicional, que é o Labor Day (o dia do trabalho nos EUA). E com tanta tradição em jogo, alguém acabou pensando: por que não retomar esquemas de decoração dos carros lendários, principalmente considerando que vários dos personagens das décadas passadas estão envolvidos, direta ou indiretamente com o esporte? Foi assim que surgiu o conceito do Throwback (literalmente, voltar atrás).

E a turma caprichou, conseguindo inclusive trazer patrocinadores que andavam afastados das pistas. Que tal ver o tradicional #43 da equipe de Richard Petty novamente com o amarelo e o salmão da STP? E Kyle Larson correr com as cores da Mello Yello? Há quem homenageie lendas das pistas, como o recentemente falecido Buddy Baker, que será lembrado no #15, de Clint Bowyer. Brad Keselowski retoma, no 2, as cores da Miller  imortalizadas por Rusty Wallace. E quem não tem onde buscar no passado faz graça com as próprias cores, adotando um estilo retrô para os patrocinadores atuais (caso do 16, de Greg Biffle). Antes de as máquinas entrarem na pista, vão algumas fotos para o leitor começar a viajar no tempo, que ficou muito legal...












#Nascarthrowback

Esquemas retrô de pintura dos carros da Nascar para a etapa de Darlington

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