Sexta-feira, 28 de outubro de 2011 02:51 pm

A Argentina em dois tempos

Nossa vizinha a Argentina em alguns anos se transformou no "El Dourado" da pesca.  Não estranhem a grafia,  o nome em espanhol seria El Dorado, mas para nós brasileiros é  dourado, o peixe que vale ouro. Assim como os conquistadores espanhóis  buscaram  a cidade de ouro perdida no continente sul americano, nós brasileiros estamos buscando na Argentina o peixe de ouro , o dourado,  ou se preferem, "salminus maxilosus",  rei dourado do rio da Prata.

 

 

 

Formado pelos rios Grande e Paranaíba,  o rio Paraná corre pelo território brasileiro e adentra a Argentina, onde se encontra com o nosso velho conhecido o rio Paraguai, e depois se junta ao rio Uruguai formando o rio da Prata, tendo sua foz na capital Buenos Aires. Ao longo de seu curso existem vários points de pesca ,  sendo Ita Ibaté um dos mais  procurados pelos brasileiros. Foi neste famoso local de pesca que no mês de setembro fui acompanhando um grupo de animados pescadores, para encontrarmos estes reis dourados  e outros cobiçados troféus,  já tão raros nos rios do Brasil.

 

Saímos de BH com destino a Foz do Iguaçu, onde permanecemos por um dia conhecendo as famosas cataratas do Iguaçu , a hidrelétrica de Itaipú e demos uma" chegadinha" ao vizinho Paraguai para compras, afinal uma oportunidade de dar uma melhorada na tralha de pesca não pode ser desperdiçada.  Na manhã seguinte partimos em direção à fronteira argentina, onde após os trâmites legais seguimos com destino a Ita Ibaté,  onde chegamos após sete horas de viagem em estradas bem conservadas e seguras. Chegando à pousada nos acomodamos e começamos, com a orientação do nosso guia Sergio Haddad, a montar nossos equipamentos, nos preparando para conhecermos a força dos dourados e pintados do Paranazão.  Após um belo jantar e uma boa noite de sono, logo da manhã bem cedo estávamos corricando atrás dos dourados e pintados, com carretilha abastecida de multifilamento 0.32, e lancha na marcha lenta arrastando uma "Cucu", isca artificial de fabricação argentina especialmente feita para este tipo de pescaria.  Logo entra o primeiro dourado, agarra a isca e sai feito um submarino levando a linha. Confusão geral  no barco, o piloteiro orienta,  o parceiro grita, mas o dourado malvadão dá um salto e escapa deixando o pescador enfurecido. Continuamos tentando, mas só à tarde os brutos dão as caras novamente. O parceiro engata um douradão de mais de 10 quilos , que depois de uma boa briga posa para as fotos, e antes de anoitecer mais uma vez o sortudo parceiro encara um pintado de bom tamanho.  Voltamos para a pousada felizes,  onde comemoramos e “bebemoramos”  bastante,  na expectativa do dia seguinte.

 

 

 

A VIRADA:  amanhece e o clima muda totalmente;  uma  chuvinha fria cai e um vento gelado sopra furiosamente,  mal dá para sair da pousada.  Frustração geral,  todo mundo se agasalha da melhor maneira possível e vamos à luta.  Barcos na água e nada de peixes, deixamos o corrico e tentamos outra modalidade de pesca, agora estamos pescando de rodada com iscas vivas (tuviras), mas parece que os peixes estão sem vontade de comer. Conversamos com nosso guia Sergio sobre alternativas de pesca com aquele frio e ele é taxativo: vamos tentar as piaparas, se continuar frio é nossa melhor opção.  Fomos à luta e pescamos nos canais entre as ilhas, e usando milho e minhocas, conseguimos algumas ações. O frio continuou durante toda a  pescaria. Conseguimos pegar algumas boas piaparas e  alguns dourados, mas a queda de temperatura e o frio fizeram com que os resultados ficassem abaixo do esperado. Contudo, valeu a experiência, e eis algumas conclusões da pescaria:

 

- Esteja sempre preparado para mudanças de clima.(roupas e agasalhos).
- Os meses de janeiro, fevereiro e março são menos propensos a frentes frias.
- Mesmo com queda de temperatura é possível pescar várias espécies.

 

 

 

Ao escolher a  Argentina como destino de pesca sempre haverá possibilidade de uma frente fria , não desanime se isso acontecer. Converse com os guias, eles são capacitados para atender os pescadores em situações climáticas adversas, e normalmente os guias são atenciosos, atendem muito bem aos pescadores. Foi conversando com nosso guia Sergio Haadad, conhecido como “Turco”,  que ficamos sabendo que depois da construção da hidrelétrica de Yacyreta aconteceram muitas mudanças no comportamento dos peixes da região. Uma das principais alterações está ligada à temperatura da água, que realmente começa a ficar no ponto ideal por volta do final de novembro, e como dezembro é período de defeso , os meses de janeiro,  fevereiro, março e abril são os que apresentam as melhores condições climáticas para a pesca na região, ainda que ocorram algumas chuvas ocasionais que não comprometem o resultado da pescaria. Outra coisa que percebemos nos piloteiros e principalmente no nosso amigo Sergio Turco,  foi sua consciência sobre a fragilidade do rio e seu profundo senso de preservação. Eles sabem que seu trabalho depende de manter um fluxo constante de pescadores, por isso defendem para um futuro próximo a implantação do pesque e solte obrigatório. Hoje esta regra vale  somente para o dourado, e se esta medida for estendida às outras espécies da região,  tenham certeza  de que em breve a Argentina será de fato o "EL DORADO", ou seja, o paraíso da pesca esportiva.

 

 

 

AILTON ALVES SALGADO

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Sexta-feira, 21 de outubro de 2011 10:55 am

RORAIMA: Paraíso da Pesca??

  

 

Recentemente tive uma surpresa,  ao tentar fazer uma pescaria no rio Agua Boa do Univini,  em Roraima.  Descobri que no Brasil existe um rio no qual só podemos pescar na modalidade de “fly fishing”.  Sim, meus amigos:   fly fishing, ou simplesmente fly para os menos esclarecidos, é uma modalidade de pesca muito antiga e que é praticada em todo o mundo, porém usualmente praticada em locais de clima frio e em rios de pouca profundidade, onde se visa espécies como o salmão e a  truta,  e outros peixes de grande esportividade.  A beleza plástica da pesca com fly é reconhecida: o pescador utiliza uma vara longa com uma carretilha abastecida com linha adequada,  na qual é atado um líder de monofilamento (nylon) que vai afinando gradativamente, tendo na ponta a isca ou mosca  (que na verdade é uma imitação de inseto ou pequeno peixe), e tenta convencer um peixe a  considerar aquilo como comida. Como se não bastassem estas dificuldades,  a mosca é feita de pelos, penas e outros atrativos que têm peso zero. Como  a isca não tem peso, o que garante o sucesso da pesca  é a combinação do peso da linha/flexibilidade da vara/habilidade do pescador em arremessar sua mosca nos locais onde o peixe teima em morar,  ou seja:  paus , pedras e vegetação aquática, e de lá tirar os seus troféus depois de fisgados.

 

Este é um breve relato do que seria uma pescaria com fly, feito por um pescador principiante dessa modalidade. Mas e aí, o que o rio Agua Boa do Univini tem a ver com tudo isso? Explico,  ou tento explicar: é que neste rio, e em vários rios do Brasil existem tucunarés, cachorras, bicudas, traíras, matrinxãs, apapás e outros tantos peixes que não estão nem ligando para as origens do fly e atacam sem piedade todas as iscas artificiais que lhes são  oferecidas. A grande diferença é que apenas no rio Água Boa este prazer é reservado exclusivamente aos “flyzeiros”, enquanto nos demais rios do Brasil  todos os  pescadores esportivos praticantes do pesque e solte têm o direito de praticar seu esporte, desde que se respeite as leis, não importa se com iscas artificiais , naturais , vivas ou mortas. Se todo pescador habilitado tem o direito de pescar, o que teria levado o governo do estado de Roraima a adotar tal política de preservação para este rio?  (eis a pergunta que não quer calar).

 

 

 

O incrível é que devemos esta política de preservação a uma reportagem publicada por uma revista estrangeira de economia (FORBES),  que considerou o rio Agua Boa como um dos melhores rios para pesca de tucunaré com fly. Ora, uma revista especializada em economia pode facilmente apurar que no Brasil o número de pescadores esportivos praticantes de pesque e solte,  que utilizam iscas articiais ou naturais,  supera em muito o número de pescadores que utilizam exclusivamente o fly. Portanto, se pescadores de outras modalidades geram divisas ao pescar em Roraima, porque será que este rio, também considerado pelos pescadores esportivos de outras modalidades como um dos melhores rios para pesca do tucunaré,  foi destinado exclusivamente ao fly?   Uma vez que a portaria da FEMACT de Roraima (Port.Norm.Pres. nº 01/2011, de 05/01/2011) cita textualmente a revista Forbes como fonte de referência, outras instituições como a Secretaria de Turismo de Roraima não deveriam encomendar à mesma revista um estudo de qual seria o impacto causado ao turismo  por proibir a pesca em outras modalidades?

 

 

 

Todos nós pescadores esportivos admiramos  e apoiamos toda e qualquer iniciativa que tenha como objetivo preservar e proteger a natureza , principalmente os rios e peixes que estão ligados diretamente ao nosso  lazer e esporte preferido,  mas ao que nos parece esta medida é extremamente discriminatória porque visa beneficiar uma pequena parcela de pescadores. Ora,  se a intenção de todos é praticar o pesque e solte,  qual a diferença entre pescar e soltar um peixe capturado com Fly, e soltar um peixe capturado em outras modalidades, como bait casting, spinning, ou pesca com iscas vivas, desde de que tomados todos os cuidados neste procedimento?

 

Os maus pescadores,  em qualquer modalidade de pesca,  devem ser impedidos de pescar em qualquer rio ou lago,  mas todos os pescadores comprometidos com a preservação e a pesca esportiva são grandes aliados da natureza, e portanto devem ser tratados com respeito e principalmente com igualdade.

 

 

 


AILTON  ALVES  SALGADO

 

 

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Terça-feira, 11 de outubro de 2011 10:09 pm

Cachorras no Portal da Amazônia

 

 


Em junho deste ano estivemos pescando novamente no rio Teles Pires, num grupo de 14 companheiros.  A pescaria foi produtiva, embora não se tivesse registrado a captura do que pudesse ser chamado de um troféu. Entretanto, todos pegaram peixes, entre pirararas, jaús, outros peixes de couro, corvinas,  bicudas e...  cachorras.

 

 


A pescaria foi feita com hospedagem na Pousada Portal da Amazônia, no trecho do Teles Pires compreendido entre a primeira das chamadas “sete quedas”, e os pesqueiros rio abaixo. Ali só se pratica o “pesque e solte”, o que explica a abundância de várias espécies de peixes da bacia amazônica.

 

 


As condições do rio estavam permitindo que se ultrapassasse a primeira corredeira, pescando no “largo” formado logo acima dela.  Essa subida e descida da corredeira oferecem  perigo na navegação, portanto tanto a subida como a descida eram feitas num barco de bordas mais altas, guiado por piloteiro experiente e com motor mais potente, e levando apenas os pescadores devidamente vestidos com os coletes salva-vidas. O barco de pesca, levando os equipamentos, subia guiado apelas pelo piloteiro.

 

 


A pescaria na praça formada logo acima da corredeira é um local privilegiado, onde se pegam muitos peixes de couro, com boas brigas. Ali também são capturadas corvinas de até sete quilos, bicudas e grandes cachorras.


O destaque da minha pescaria entretanto foi a emoção de captura dessas cachorras, que às vezes passavam dos oito quilos, e que provocavam brigas espetaculares, ajudadas pela força das águas.


Onde termina a praça de pesca e começa a segunda corredeira, forma-se um turbilhão, um gigantesco jato de água devido ao estreitamento da passagem do rio naquele ponto.  Com a devida cautela, o piloteiro fazia a aproximação dessa corredeira pela lateral, junto ao paredão de pedras, e dali nós arremessávamos nossos anzóis, tamanho 6/0 com empate de aço flexível, e iscados com tuviras, com chumbada leve ou sem chumbada. O local permite pescar um barco de cada lado do jato de água, e o movimento desse turbilhão frequentemente não nos permitia ver os companheiros que estavam pescando do outro lado.

 

 


Nos momentos de pique da pescaria, às vezes não demorava nem um minuto para  sentirmos a corrida da grande cachorra, que respondia às nossas fisgadas com saltos e corridas espetaculares, e na metade das vezes conseguia escapar,  mal fisgada na sua boca óssea.

 

 


Numa região onde ocorre com freqüência a captura das grandes piraíbas, de jaús enormes e de pirararas recordes,  nossa melhor emoção foi a pesca esportiva das cachorras do Portal. E as fotos estão aí para confirmar.

       
Vitor de Paula

 

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Tags: Cachorras  Portal  Amazônia  Pesca  Pescaria  Lazer   

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Quarta-feira, 22 de dezembro de 2010 05:47 pm

Como tirar sua licença de pesca amadora

 


 
Aqui na oficina de conserto de equipamentos de pesca do Ailton, somos procurados com freqüência por pescadores pedindo ajuda para tirar suas licenças de pesca. Essa dificuldade sobre como proceder, por parte da maioria dos pescadores, foi agravada por dois fatos recentes, que foram: 

 

1) para a carteira de validade nacional,  a responsabilidade pela sua emissão, que era do IBAMA  e passou para o recém criado MINISTÉRIO DA PESCA E AQUICULTURA;  e

2) para a carteira de validade aqui no Estado de Minas Gerais, a recente mudança do  I.E.F.-Instituto Estadual de Florestas, que fechou seu escritório aqui no centro da cidade, mudando-se para a “Cidade Administrativa”.
 

Hoje a facilidade de se obter a Licença  (Carteira) de Pesca  é maior através da Internet, pois basta seguir alguns passos, conforme relatado a seguir, para se obter esse documento legal e indispensável para se pescar. Vejam como proceder:
 

Carteira de Validade Nacional:  Essa licença é emitida pelo Ministério da Pesca e Aqüicultura (MPA), e tem validade por um ano, em todo o território nacional, a partir da data de sua emissão.  Sugerimos que os amigos pescadores tirem a licença para a Pesca Embarcada,  que custa hoje R$60,00,  pois esta categoria lhes permitirá pescar tanto embarcado como desembarcado.
 

Os passos para tirar a licença são:

 

1) Entrar no site  www.mpa.gov.br 

2) clicar em “Nova Licença da Pesca Amadora”, lendo as informações e orientações para fazer o cadastro individual; 

3) clicar em “Iniciar o preenchimento dos dados” = vão aparecer na tela  cinco opções  clique na opção de seu interesse;

4) Optar pelo indicador “Iniciar solicitação de Licença para Pesca Amadora” e responder ao questionário;

5) clicar em “Continuar”; 

6) fazer a revisão dos seus dados e clicar em “Confirmar”.  Você vai obter a “Licença Provisória para a Pesca Amadora”; 

7) Clique para imprimir seu  protocolo, sua “Licença Provisória”  e para obter a Guia de  pagamento.  Pague o boleto bancário em qualquer banco até o vencimento indicado. Após decorridos 10 dias úteis do pagamento da Guia, retorne ao site e clique em “Imprimir Licença Definitiva da Pesca Amadora” para ter a sua licença válida por um ano. 

 

 


 

Carteira de Validade Estadual (Minas Gerais): Emitida pelo IEF-Instituto Estadual de Florestas, entidade responsável pela fiscalização da pesca amadora em Minas.    Sugerimos que os que fazem somente a pesca regional também tirem a carteira de pesca embarcada (custa R$53,10) pois assim estarão habilitados para a pesca embarcada ou desembarcada.       

 

Passos a seguir:

 

1) Entrar no site: www.ief.mg.gov.br/pesca/carteira-para-pesca-amadora  

2) Ao abrir a página “Carteira para pesca amadora”,   clicar sobre a expressão  “formulário on line”que está destacada em azul  no texto.

3) Preencher os dados pessoais e seguir os passos para a emissão da Guia de recolhimento da taxa.


No caso do IEF, a licença pode ser tirada pessoalmente também no seguinte endereço desse órgão: Av. Nossa Senhora do Carmo, nº 90 – Bairro Carmo – BH– Tel. 3228.7703
 

Lembramos aos amigos pescadores que aposentados,   maiores de 65 anos, e menores de 12 anos não são obrigados a tirar a licença de pesca, porém deverão apresentar documentos comprovando sua condição.
 

Boas pescarias para todos!...

 

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Sábado, 20 de novembro de 2010 07:14 pm

Um fenômeno chamado repiquete

 

Leiam o excelente artigo de nosso amigo e pescador Francisco Starling, falando com segurança sobre o comportamento das águas dos rios e suas consequências para a pescaria:
 

 

 

Como muitos sabem, os rios da região denominada “Amazônia Legal” têm seu regime de chuvas  bastante complexo. O primeiro trimestre é conhecido pela “cheia” dos rios e o último pela “vazante”, sendo o segundo e terceiro trimestres dominados pelas oscilações, entre os picos da enchente ou de seca naqueles cursos d’água. Esta regra, todavia, sofre exceções e algumas vezes a água demora a baixar prorrogando a cheia e em outras épocas, são as chuvas que tardam, prorrogando o período de seca. Ambos os fenômenos citados acima são, até certo ponto, previsíveis e meteorologicamente apuráveis.


Porém, algumas vezes o ciclo normal das águas amazônicas sofre alterações de subida e descida drástica por conta das chuvas que ocorrem nas cabeceiras dos rios, por exemplo. Nestes casos, a oscilação é tão grande que afeta o metabolismo dos peixes, modificando substancialmente o seu comportamento. Em tais situações, alguns peixes ficam inativos, outros têm seu tempo de reação às ameaças alterado, passando a atacar  somente se as iscas ficarem por mais tempo em sua proximidade e reduzindo assim, sua área de ação. Esse fenômeno é chamado “repiquete” amazônico, que já frustrou tantos pescadores e pescarias.

 


No ano passado, havíamos participado de uma pescaria inesquecível no rio Telles Pires, na região conhecida como Sete Quedas, localizada no Estado de Mato Grosso. Capturamos numerosas espécies como tambaquis de até 30 kg, jundiás em torno de 10 kg, corvinas de 5 kg, armáus  de aproximadamente 10 kg, matrinxãs de 4 kg, e minha preciosa piraíba de 40 kg, isso tudo entremeado de cacharas, pirapetingas, jaús, pacus-borracha, cachorras largas, piranhas, entre outros tantos, e por isso este ano resolvemos voltar ao mesmo local.


Este ano novamente fizemos contato com a Pousada Portal da Amazônia, situada em Paranaíta, e reservamos nossa ida exatamente no mesmo lá em 2009, já que fizemos uma grande pescaria. Porém, desta vez eu estava sem meu companheiro Rodrigo e logo que cheguei recebi a notícia de que após iniciar a descida de suas águas o rio recebera fortes chuvas em suas cabeceiras, e subira mais de dois metros acima de seu nível normal. Era ele: o terrível repiquete.  Mesmo me cercando de diversos boletins que não indicavam chuvas no local, fui pego de surpresa pela natureza. Embarquei com ótimas perspectivas de pesca e me deparei com uma situação totalmente adversa.

 


Como estava sozinho, optei pelo deslocamento aéreo no aeroporto de Goiânia e com isso conheci outros quatro pescadores da cidade que iriam encontrar um grupo de médicos-pescadores na mesma pousada. Com isso, fiz novos 17 amigos nesta aventura. Na noite do mesmo dia em que chegamos à pousada, com a ajuda do guia Marcelo, fomos montar e separar o material e, por antecipação, descartamos a pesca com iscas artificiais. Isso porque, com o repiquete, os peixes que seriam o alvo preferencial mostravam-se inativos. As matrinxãs eram raras, as bicudas mais ainda, e mesmo as cachorras largas, que normalmente as atacariam sem tréguas, não geraram qualquer ação nas vezes  que, por teimosia,  arriscávamos os arremessos.


Após optar por iscas naturais, os preparativos do dia seguinte foram finalizados com a preparação dos tags para a marcação dos peixes capturados.  Também selecionamos quatro equipamentos:  dois deles de categoria extra-pesada (varas 120 e 80 lbs, com carretilhas ABU 10.000 BIG GAME  e MITCHELL  RIPTIDE, com linhas de monofilamento 0,90 mm, anzóis 10/0 e 12/0);  e média-pesada (varas ABU 40 libs e Marine Sports  30 lbs, com carretilhas  de perfil redondo ABU 6500  E  6500 C3, com duas velocidades, munidas de linhas de monofilamento 0,60 e 0,50 mm, anzóis 8/0 e 7/0, encastoados) e mantivemos de reserva um equipamento pesado (vara Marine Sports 50 lbs, com carretilha perfil redondo PENN 975, municiada com linha multifilamento de 50 lbs com líder de fluorocarbono 0,60 mm e anzóis 8/0 empatados).

 


Nosso primeiro objetivo era os tambaquis e pirapetingas, e nesta oportunidade, eles poderiam ser encontrados somente nas cevas espalhadas pelo rio e constantemente abastecidas e protegidas pelos guias da pousada. Isso porque os cajueiros este ano não deram frutos, impedindo, assim, o aproveitamento das cevas naturais com frutas da estação. Na pescaria do ano passado percebi que o anzol era atacado diretamente na linha e perdi vários exemplares de tambaquis, mesmo com a tralha pesada. Quando um peixe vive em um rio com correnteza ele é extremamente forte e por alimentar-se de castanhas e coquinhos de palmeiras diversas, possui uma dentição similar a um alicate de pressão. Isso faz que, mesmo com anzol 12/0 e com linha 0,90 mm, na briga, o peixe consiga virar o anzol na boca e passar em seus dentes e não evitando sua perda. Depois de tal experiência na pescaria deste ano fui preparado com anzóis encomendados sob medida, com empates de aço rígido curtos ( 5 cm) como um pequeno prolongamento da haste, e por isso não perdi nenhum peixe redondo.


O importante no empate é que ele funcione como parte do anzol (evitando a mobilidade no olho do anzol), prolongando a proteção à linha.  Assim, no primeiro dia pesquei um tambaqui de aproximados 20 kg, e uma pirapetinga de 18 kg, além de um incrível Double com um armau de 9,5 kg e um pacu borracha de 3,5 kg, este último na bóia acompanhando a ceva flutuante.  No dia em que fomos às cevas, foram pegos, tagueados*  e soltos três tambaquis e duas pirapetingas.  No segundo dia, subimos o rio, até próximo à primeira queda e, sempre usando isca branca (pequenos peixes fisgados no próprio rio) conseguimos pegar boas cachorras largas, que foram fisgadas quase embaixo do barco, a aproximadamente três metros da margem. Uma delas media um metro e pesava cerca de 8 kg, que foi solta e também estava tagueada. Jundiás e pequenos jaús foram fisgados, mas, apesar do risco de enroscar a linha, já que estávamos próximos a pedras e locas, foi necessário movimentar o barco para reposicionar as iscas e provocar o ataque.


Ao longo de toda a pescaria, esse foi o período de auge do repiquete, pois se a isca fosse simplesmente lançada no poço, nada ocorreria, mas caso fosse movimentada, ainda que lentamente, o ataque de cachorras e peixes de couro acabava acontecendo.  No mesmo pesqueiro, e com a mesma estratégia de movimentação das iscas brancas, as corvinas também vieram a bordo. Elas foram pesadas, medidas e devolvidas rapidamente ao rio.  Infelizmente, os grandes bagres não apareceram, mesmo subindo o rio pelas trilhas em plena floresta amazônica, onde o festival de cachorras largas faz a festa para os aventureiros, em local ermo e selvagem, em que todos os passos devem ser norteados pela prudência e cautela, eles também não nos presentearam com sua visita.

 


Nos dias seguintes, devidamente saciados de peixes de escamas, continuamos atrás dos grandes peixes de couro da região. Apesar da intensa movimentação de barcos, foram poucas as ações dos grandes bagres.  Dos 19 pescadores que estavam no local, apenas uma dupla embarcou duas piraíbas, isso no penúltimo dia.  Outra dupla encontrou um caparari e outra embarcou uma bonita pirarara, mas nenhum desses eram peixes nas proporções gigantescas normais no local.


Todos os pescadores que lá estavam, vivenciaram um período crítico (e atípico) da vida do rio Telles Pires. O rio sempre tão pródigo de peixes foi mais econômico nestes dias, mas nem por isso deixou os pescadores sem os frutos de seu esforço. A cada jantar na pousada, as trocas de experiências resultavam de informações sobre capturas e técnicas, e isso, somado ao profissionalismo e capacidade de cada um das equipes da pousada,  fizeram com que os hóspedes pescadores aproveitassem cada dia, e deles tirassem proveito e o merecido descanso. Ao realizar o sonho da pescaria em local privilegiado, se o amigo pescador puder aproveitar as pequenas dicas aqui lançadas, ao embarcar um peixe marcado com etiqueta amarela e numerada, colha seus dados (com a ajuda do guia) e os repasse aos proprietários das pousadas, para que o trabalho de tagueamento e controle não cesse. E, com a filosofia do “pesque e solte”, as informações obtidas possam ser utilizadas por muitas outras gerações em perfeita harmonia com a natureza e com nosso esporte predileto: a pesca esportiva.


* Nota:  Os marcadores, conhecidos como tags, são utilizados em várias partes do mundo para viabilizar   o acompanhamento dos peixes, tanto no mar quanto nos rios, e proporcionam meios de controle de taxa de crescimento das espécies alvo, bem como suas rotas de deslocamento durante o ano, entre outros dados. Tendo em vista que muitas pousadas da região Amazônica se dedicam ao pesque-e-solte ao devolver os peixes capturados ao rio é importante providenciar os materiais necessários bem como uma preparação dos guias para realização do procedimento, que inclui a anotação da espécie, tamanho, peso, local e horário da pesca. Tal medida, somada a um amplo intercâmbio de informações geraria a todas as pousadas um precioso mapa dos deslocamentos e um efetivo controle dos resultados da pesca esportiva nos rios da região. Todavia, isso ainda não aconteceu, e seria uma ótima sugestão a esses estabelecimentos, pois o benefício surtirá para todos.


Para o procedimento do tagueamento busca-se a forma menos invasiva para a fixação do tag (etiqueta numerada e com trava similar ao lacre de malotes de correios) na nadadeira dorsal. O marcador é colocado de uma forma que, se o peixe entrar na mata alagada e o tag se prender na vegetação ele se romperá e a pele da nadadeira e não ficará presa pela etiqueta. O furo feito na base da nadadeira com esterilização por iodo, nem sequer sangra e não coloca o peixe na mira das temidas piranhas ou candirus.

       
Texto e fotos de FRANCISCO  STARLING

Nossos agradecimentos à revista MUNDO PESCA,
Vitor José de Paula

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Segunda-feira, 15 de novembro de 2010 06:42 pm

Realizando o sonho de fisgar uma piraíba

 

Olá, pessoal!

 

No dia 24 de setembro deste ano, tive a oportunidade de realizar um sonho... fisgar uma piraíba! Como vocês devem saber, a piraíba é um peixe de couro muito semelhante a um tubarão... é também um dos maiores peixes de água doce do mundo e está entre os mais difíceis de se encontrar, por isso é tão cobiçado pelos pescadores...


Eu e meu pai (amigo e companheiro para todas as horas) fomos para o Araguaia atrás deste mito... Chegamos na terça; pescamos quarta, quinta e sexta... voltamos no sábado.

 

 
O Belíssimo Rio Araguaia


Os três dias de pescaria foram dedicados somente à sua procura... claro que, enquanto aguardávamos, capturamos diversos outros exemplares como: barbados, mandubés, corvinas, cachorras, bicudas, apapás, aruanãs, jiripocas, tucunas e as piranhas nem se fala neh... rsrs
Sem contar que fisguei um boto a noite em frente ao acampamento. O problema foi que o piloteiro estava tomando banho, aí eu e meu pai entramos na canoa sozinhos, soltamos a poita e o bicho começou a nos arrastar rio adentro... fomos ficando cada vez mais longe, e não sabíamos mexer no motor... o boto acabou quebrando meu molitene (um XT-6000 da marine sports) e a base da vara, mesmo assim ficou uns 40 minutos na linha, já estava bem cansado, fui tentar emendar na da carretilha (que estava usando para pesca de piraíba) mas não teve como, o monstro acabou arrebentando a linha enquanto eu estava emendando.. mas foi uma aventura muito boa... voltamos remando uns 2km... rsrsrs

 

 
Resultado da briga com o boto


Acampamos na beira do Araguaia, fizemos pescaria noturna, rodamos ao todo uns 200km pelo rio na tentativa de encontrar a piraíba... Foi quando finalmente, no último dia, tivemos a grande sorte de capturá-la... filmei tudo e montei um vídeo da minha aventura perfeita... espero que gostem:




Serei eternamente grato ao meu pai e ao piloteiro Alonso, que foi incansável junto à nós na busca deste peixe...

 


  Saindo à procura da piraíba


Quanto ao que senti naquele momento, não tenho palavras para descrever, sei que é uma sensação única e inesquecível... que ficará na minha memória para sempre! 

 
Piraíba: o grande tubarão de água doce!

 

Agradeço ao “Guias de pesca” pela oportunidade, realmente um excelente site!


Abração a todos e fiquem com Deus!

 

Marco Antônio Fernandes, de Brasília

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Sexta-feira, 05 de novembro de 2010 09:48 pm

Oração do pescador esportivo

 

Vejam a contribuição do nosso companheiro pescador Enéas Ricardo de P. Pinheiro, onde retrata muito bem a emoção de pescar e soltar o peixe com vida. Parabéns, Enéas.  

 

ORAÇÃO DO PESCADOR ESPORTIVO

 

Meu prazer na pesca é grande,
Quando começo não quero parar.
E peço a Deus que me mande
Um bom peixe para eu pescar...

 

Que seja um peixe criado
Para que eu seja desafiado.
E finda a ação, depois de fisgar,
Eu extasiado, o peixe poder soltar.

 

Ah que enorme prazer, quando o alicate uso
Para apertar a farpela, e do anzol a farpa tirar.
Por que matar o peixe? Isso se torna um abuso
Depois do prazer que a pesca costuma me dar.

 

Anzol com farpa fere o peixe, mesmo soltando.
Ele ferido não come, e às vezes pode morrer.
E com anzol sem farpa, você pescando,
O peixe, agradecido, continua a viver.

 

Deus abençoe o pescador com consciência
Que com a natureza convive em harmonia.
Obrigado Senhor, por tanta alegria:
Cuidar do meio ambiente, com muita obediência.

 

    Enéas Ricardo de P. Pinheiro

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Tags: Oração  do  pescador  esportivo 

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Quinta-feira, 12 de agosto de 2010 09:28 pm

Canarana 2010 – Pousada Matrinxã

 


 
Após um ano de preparação e de convites encaminhados para companheiros escolhidos a dedo (só amigos e parentes), o resultado foi uma excelente viagem de pesca e diversão.
Já na saída de Belo Horizonte conseguimos partir com antecedência ao programado, devido à ansiedade dos nossos companheiros em botar o pé na estrada e jogar logo os anzóis n´agua.

 


Regada a cerveja,  um serviço de bordo de primeira e muito bate papo, a viagem foi tomando rumo, e assim que os quilômetros passavam os poucos que ainda não se conheciam, se entrosavam e já viravam bons amigos. Tudo correu às mil maravilhas durante todo o percurso, até mesmo os 100 km estrada de terra a bordo da jardineirinha da Pousada, em duas horas de muito “saculejo” e poeira, que foram só motivo de diversão e gozação. Então, chegamos à tão esperada Pousada Matrinxã, próximo à cidade de Canarana,  a 1600km de BH.

 

 

 
Uma pousada com  boa estrutura, em um trecho do rio Kuluene que até há pouco era exclusivo, mas ainda pouco movimentado;  uma competente equipe de piloteiros e uma ótima cozinha deixaram nossa estadia mais agradável a cada dia, sem contar com os quartos com ar condicionado, piscina, mesa de sinuca e um quiosque com churrasqueira e TV pra assistir as noticias e aquele futebol sagrado de quarta. Isso sem falar no churrasco oferecido na quarta,  e a leitoa na quinta-feira (preparada com carinho pelo José Augusto).

 


 
A pesca começou como o clima nos dias de julho: de início fria,  e depois foi esquentando (e como esquenta, 30º na sombra) durante a semana, enquanto os pescadores iam descobrindo os melhores pontos de pesca. Saiu até uma enorme cachara de 1,27 m com aproximadamente 20 kg,  corvinas, pacus, cachorras, bicos-de-pato, mandubés,  barbados e outros deram suas caras por lá, até um poraquê (peixe elétrico), não em muita quantidade, mas compareceram durante toda a semana.

 


 
Na volta, uma viagem tranqüila e confortável nos deu a chance de planejar nossa próxima pescaria, contando desde já com a presença da grande maioria dessa turma, que é formada por bons companheiros e ótimos amigos.


Quero agradecer em especial ao meu amigo Vitor de Paula,  que me deu todo o apoio necessário antes e durante a viagem. Grato também aos motoristas  Godoi e Ademir, pela viagem confortável e segura.


 
Obrigado a todos e até a próxima!
 
Arthur Vaz

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Domingo, 06 de junho de 2010 04:42 pm

PESCANDO “ENTRE RIOS” (UMA VIAGEM AO GUAPORÉ)

 


 

Estamos chegando de uma viagem a Rondônia, onde fomos pescar no rio Guaporé. Nosso destino foi a  Pousada Entre Rios,  a partir da qual se pesca no Guaporé e nos seus afluentes Cabixi e Piolho.

 

Saímos de B.H. num vôo Trip que nos levou até Vilhena.  Lá, uma van transportou o grupo de doze pescadores até a Pousada, na beira do rio, por um trecho de 174 km, dos quais 40 são de terra mas muito bem conservados. Gastamos menos de três horas nesse percurso, chegando à Pousada de noitinha.

 

 

A Pousada é  toda construída de madeira, com instalações simples  porém confortáveis (apartamentos para três ou quatro pescadores, com ar condicionado e banho quente privativo). Oferece uma comida de ótima qualidade, feita em fogão de lenha, com os hóspedes se servindo direto das panelas. Tivemos peixe no cardápio todo dia, frito ou ensopado, e nos ofereceram dois churrascos: o primeiro, no meio do período de pescaria, feito em local apropriado na beira do rio, numa clareira da floresta. O segundo churrasco foi no último dia de pescaria, um carneiro que estava realmente saboroso.

 

Fomos pescar no dia seguinte, um domingo, após o café da manhã que é  servido às seis horas.  A caminho dos pesqueiros, paramos num ponto para pegar iscas, usando minhoca em equipamentos leves. Aí já começou a diversão: pescamos vários piaus três pintas e piaus flamengo,  que deram trabalho nas varinhas.

 

 

O rio Guaporé  ainda estava com bastante água, e logo descobrimos que o destaque da pescaria seriam os surubins cacharas,  que compareceram em todos os dias. Pegamos muitos cacharas, de diversos tamanhos, com pesos variando entre três e doze quilos. Peixes bonitos e brigadores, às vezes ajudados pelos pontos de maior correnteza, como no rio Cabixi.

 

Nós pescamos com pedaços de peixes, cortando os piaus pelo meio ou em três pedaços, e usando anzóis 8/0 a 10/0 encastoados em aço flexível e com girador. Não usamos chumbadas, a não ser no rio Cabixi, onde havia mais correnteza. Carretilhas do tamanho da Abu 6500, com linha 0,50 a 0,60,  são ideais para essa pescaria. Outra opção de equipamento são molinetes do tamanho do Daiwa BG-30. As varas usadas eram de 30 ou 40 libras.

 

A técnica da pescaria era simples: parar o barco sobre os aguapés (camalotes), e arremessar as iscas paralelo à margem, de modo que a força da correnteza levasse a isca para debaixo da vegetação flutuante.  Se os cacharas estivessem presentes, o ataque à isca não demorava. Nós entramos em algumas baías, onde usamos a mesma forma de pescar.

 

 

A pescaria durou cinco dias, com seis pernoites. Outros peixes capturados foram: belas cachorras (que pegam também nas artificiais), pirararas,  apapás (douradas),  palmitos (mandubés), piranhas pretas, e outros. Lá se pega também filhotes de piraíbas, e capararis, além de tambaquis.   Soubemos que a partir de agosto a pescaria lá fica mais diversificada, com a temporada dos tucunarés, abundantes e que atingem até quatro quilos.

 

A região  é de grande beleza. O rio em alguns trechos se divide em canais, formando ilhas. As baías lembram bastante a região do Pantanal. A água do Guaporé é um pouco escura, e a do Cabixi (e do Piolho) é mais para barrenta.

 

A experiência valeu muito, queremos voltar lá.  Se possível, com a mesma turma, formada por companheiros da melhor qualidade. Vejam nosso álbum de fotos no site.

 

Boas pescarias!

 

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Terça-feira, 13 de abril de 2010 03:02 pm

Comparando resultados...

 

Quando o assunto é pescaria, comparar resultados é inevitável.  Pescadores sempre comentam sobre o desempenho de sua turma, comparando-o com o de outros pescadores, e sempre existe algum tipo de comentário do tipo “eles pegaram mais peixes que nós”, ou pode acontecer o contrário: “pegamos mais peixes que eles!”. Quais são os fatores que influenciam no resultado das pescarias? São tantas as variáveis que nós nos perderíamos em suposições, sem chegar a nenhuma conclusão lógica sobre o que é fator decisivo para o melhor resultado de uma pescaria . 
 

Antes de compararmos os resultados, será que podemos comparar o desempenho? Os pescadores que pegaram mais peixes não seriam aqueles que mais horas dedicaram à pescaria? Não seriam aqueles que mais investiram nos seus equipamentos de pesca, procurando suprir  as  suas necessidades com equipamentos adequados ao tipo de pescaria por eles praticada? Não basta ter bons equipamentos, é preciso saber tirar proveito daquilo que temos. Uma carretilha ou um molinete top de linha não pescam sozinhos, é necessário que o pescador conheça e pratique com seu equipamento para melhorar seu desempenho. 
 

Em uma pescaria com iscas artificiais, alem de um bom equipamento, a maneira com que nos posicionamos na hora dos arremessos pode fazer a diferença no resultado. Um mau posicionamento reduz pela metade a nossa capacidade de arremessar iscas. As melhores iscas artificiais não apresentarão bons resultados se não forem trabalhadas da forma correta. É preciso conhecer os seus vários trabalhos e aprender a utilizar corretamente cada uma delas, senão ao final de um dia de pescaria teremos nosso desempenho e resultados comprometidos, se comparados com um pescador que soube tirar melhor proveito de seu conhecimento e do equipamento de pesca .  

 


 

Alguns pescadores, além de investirem em equipamentos de boa qualidade, no melhoramento da técnica de arremesso, no trabalho das iscas, fazem um investimento que é fundamental para o sucesso de todos os pescadores. É o investimento em conhecimento.  Sejam usuários de iscas artificiais ou naturais, seja a pesca em rio, lago, mar, praia, embarcado ou desembarcado, enfim este investimento deve ser feito por todos os pescadores. O conhecimento das espécies ou da espécie preferida de cada pescador é o grande diferencial para o desempenho de cada um. Seja na internet, em revistas, livros, ou conversando com outros pescadores, devemos procurar sempre aprender mais sobre como pescar.  É claro que devemos filtrar muito das informações a que temos acesso, mas antes de viajar para uma pescaria procuremos nos informar. O clima também tem se mostrado bastante alterado nestes últimos tempos: podemos ter sucesso pescando em uma data em determinada região, e este resultado não se repetir se voltarmos ao mesmo local  na mesma data em outro ano.  Com o clima alterado dos últimos tempos os níveis de água e os resultados dificilmente serão os mesmos; o que foi bom no ano passado pode não ser neste ano. 
 

As pescarias são planejadas com meses, às vezes anos de antecedência. Estão envolvidos bilhetes aéreos, agendas pessoais, e principalmente a disponibilidade dos destinos de pesca, que são difíceis de mudar repentinamente. A instabilidade climática pode fazer com que o destino programado não esteja nas condições ideais. O que fazer? 
 

Se a pescaria for de barco hotel sempre há a possibilidade de mudar o itinerário, mesmo que envolva custos adicionais. Vale a pena também escutar os operadores do barco. Se o destino for uma pousada, procure saber das alternativas.  Às vezes uma situação pode ser desfavorável para certas espécies, mas boa para outras. Ainda se pode ter a opção de acampamentos organizados pelas pousadas ou postos avançados em rios próximos . 
 

Informe-se sempre sobre iscas e equipamento que estão dando melhor resultado para a situação em que ocorrerá a pescaria. Na sua próxima viagem de pesca, leve toda a informação que puder sobre sua pescaria. A informação melhora o desempenho, o resultado não pesa no bolso nem na bagagem, e deixa  o pescador mais feliz.

 

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Somos pescadores esportivos. Nós praticamos e encorajamos a prática do pesque-e-solte, com os peixes retornando vivos e saudáveis ao seu meio, uma prática já adotada por um número crescente de Pousadas no país. Entretanto, também apreciamos um bom peixe assado, especialmente nas barrancas dos rio, separando um ou dois exemplares para esse fim.
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