* Guilherme Cardoso
Novamente aquela campanha governamental do desarmamento. Que não deu em nada, foi derrotada no plebiscito, mas retirou em troca de dinheiro, milhares de armas das mãos de gente honesta. Que tinha sua arma legalizada.
O bandido, é lógico, não entregou suas armas, e não vai entrega-las agora. Não é burro. Pelo contrário, nos últimos anos, aumentou seu poderio bélico, com armas de grosso calibre, fuzis de longo alcance e metralhadoras que nem as polícias brasileiras possuem. E continuam assaltando, sequestrando, saidinha de banco, matando, explodindo caixas eletrônicos.
Será que houve redução dos homicídios, assassinatos, assaltos à mão armada? Pelo que vemos, lemos e ouvimos nos noticiários, os crimes continuam aumentando, os bandidos a cada dia mais ousados e violentos.
Nunca tive uma arma qualquer, e jamais peguei num revólver, sequer por curiosidade. Mas a insegurança me preocupa. A minha, de meus familiares e dos demais cidadãos indefesos, à mercê da violência crescente nas cidades brasileiras e dependentes da proteção policial que sabe não conseguir garantir a segurança integral de ninguém.
Não seria mais lógico que permitissem a todo cidadão ter uma arma dentro de casa para se defender, na falta de uma polícia eficiente? É só exigir o devido registro e obrigar que cada portador de uma arma faça um breve curso para aprender a manejá-la corretamente. Aí, a arma deixa de ser perigosa. Como se faz com o carro, também considerado uma arma perigosa, que mata e muito, quando nas mãos de um condutor inabilitado e irresponsável.
E em ambos os casos, fez mau uso da arma e do carro, é só aplicar duramente a lei, que no Brasil, existe somente no papel.
Nos Estados Unidos é assim, todos podem ter sua arma, desde que registrada, e a própria Constituição Federal permite esse precedente, sabedora de que o Estado não consegue garantir a integridade total de todas as pessoas.
* Guilherme Cardoso
Centro Ótico, Francisco Horta e familiares acusados de contrabandear lentes e óculos da China. Bandidos, contraventores, chefe de quadrilha, diz a imprensa.
Ontem, eles eram pessoas honradas, gente de bom caráter, a empresa tradicional, o dono, empresário idôneo, passado limpo, dirigente da CDL, ACMinas, benfeitor do Hospital da Baleia.
Eu o conheci, assino embaixo.
É prudente não fazer julgamentos precipitados. Destroem-se honras, maculam famílias. Eu não agiria assim.
Cadê os amigos? Sumiram todos!
Pode ser que fizeram contrabando, importaram mercadorias com preço baixo, deixaram de pagar os impostos devidos. Iguais a eles e fazendo o mesmo, com certeza há muitas outras empresas. Pequenas, médias e grandes. E de vários ramos de atividades. Forma desesperada, talvez, de conseguirem mercadorias com bons preços, e sobreviver comercialmente nesse mercado predatório brasileiro, de impostos abusivos.
Não deviam ser chamados de criminosos.
Nenhum de nós consegue ser inteiramente ético e honesto em tudo que faz. As empresas, menos ainda. Atire a primeira pedra quem nunca pagou um serviço sem nota, comprou um DVD pirata, ou trouxe todo orgulhoso do exterior um eletrônico sem pagar as taxas devidas?
Não defendo a contravenção, nem qualquer delito, mas o que dizer dos shoppings populares que vendem quase tudo contrabandeado, abastecidos por traficantes e as autoridades fazem de conta que nada veem?
Corrupção e a alta carga tributária brasileira destroem qualquer investimento honesto no país.
O Governo sabe disso e sabe também que é o principal culpado. Cobra impostos demais de quem não pode escapar, daquele empreendedor que decide montar um negócio, cisma em trabalhar de portas abertas.
Tenho pena deles. Já fui um pequeno empresário.