
* Guilherme Cardoso
Tomei uma decisão de vez! Não voto em mais ninguém, para cargo algum. Nem nesta e nem nas próximas eleições. Vou anular meu voto, talvez nem vá às urnas, pago a multa. Motivo: são tantos, que não vale aqui relatar, pois o espaço é pequeno e a paciência de quem vai ler é pouca. Basta ficar atento no que a imprensa reproduz diariamente para saber das razões pelas quais deixo de votar a partir de agora. Resumindo: cansei de ouvir promessas nunca cumpridas, roubalheiras nunca punidas, políticos nunca cassados, Justiça concordando com tudo.
Sei que muitos vão dizer que não sou democrático, que votar é expressão de liberdade, que somente através do voto podemos mudar as coisas. Poderia, até acreditei nisso, desde que houvesse o interesse de mudar, que votando fosse possível reformar o atual sistema político brasileiro. Não adianta querer mudar os atuais deputados ou senadores por outros, que tudo vai continuar como está. Quem chega tem que entrar no jogo. Corrupção, roubalheira, desvios de verbas de merenda escolar a construção de estádios para a copa de 2014.
Deixo de votar, e acho que muitos deveriam fazer o mesmo, para não colaborar com um sistema político que só trás vantagens a quem está lá dentro. Parlamentar algum se preocupa com o povo, quem está aqui fora e o elegeu. Está pensando mesmo é em enriquecer o mais rapidamente, juntar o máximo que puder em patrimônio e dinheiro em contas secretas.
Volto a votar, e com prazer, no dia em que os salários dos parlamentares não forem maiores que os dos médicos, cientistas e professores e tiverem acabado os privilégios e as mordomias das horas extras, passagens aéreas, ajuda de moradia, auxílio paletó e aposentadoria com oito anos de contribuição.
Voto novamente e até me transformo em cabo eleitoral, quando vereadores trabalharem como voluntários, em prol da comunidade, sem receber salários astronômicos para não fazer nada e comparecer meio expediente, três vezes por semana nas Câmaras municipais.
É utopia, ilusão isto acontecer? Pode não ser, tudo é possível, na Suécia e outros países mais desenvolvidos é coisa normal, político eleito não ganha fortunas, salários são razoáveis, maioria trabalha como voluntário, mal ganha uma ajuda, interesse é a comunidade.
Isto pra mim é democracia. Aí então eu voto!
*Guilherme Cardoso
Depois de mais esta derrota, não é possível que o Luxemburgo permaneça dirigindo o time do Atlético. Não há mais desculpas a apresentar. O time não joga nada, falta entrosamento, não existem jogadas ensaiadas. E alguns jogadores esqueceram de como sel joga bola. Diego Tardeli, Diego Souza e esse Fábio Costa estão irreconhecíveis. Luxemburgo pode ser o melhor técnico do Brasil, mas no Galo desaprendeu tudo. Infelizmente Atlético e Luxemburgo, o sonho acabou.
Não dá mais Luxemburgo. Peça para sair, vá embora. Não se apegue ao salário milionário que você recebe. Respeite a torcida do Galo.Você teve tudo nas mãos. Jogadores à vontade, que quis e pediu. Teve comissão técnica de alto gabarito, as melhores instalações do país e o apoio incondicional do presidente do time. Foi infeliz, não conseguiu formar uma equipe, dar-lhe um padrão de jogo, ganhar partidas. Títulos então, cada dia ficam mais longe.
Se depois, desta, amanhã de manhã, o Luxemburgo não for demitido, só nos resta admitir que há uma multa rescisória altíssima, ou tem gente na diretoria ganhando comissão sobre o que ganha o Luxemburgo.