Muito se diz nisso, que a Microsoft prepara o Windows 7 sem muitasligações com a estrutura atual do Windows, porque ela já teria dado oque tinha que dar.
Com ou sem expectativas de um novo Windows realmente "diferente", comou sem apoio a uma ou outra empresa, alguns fatos existem: o WindowsVista perde feio em várias coisas, pecando em atividades que nem numWindows 98 ocorriam.
A lenta adoção do Vista nas empresas e lares, e mais, a quantidade dedowngrades oficiais e informais para o Windows XP, mostra que osconsumidores não estão satisfeitos mesmo com o último sistema daMicrosoft. Vamos analisar alguns pontos.
Confusão de marketing. Para que tantas versões? Geralmente se quer omelhor, a versão com mais recursos, então para que lançar váriasedições sendo que as mais básicas seriam chamadas de "ruins"?
Tamanho do sistema. Simplesmente um exagero, muito grande! Sócomparando, muitas distribuições Linux vêm em um ou mais DVDs, masconsidere que trazem uma gama praticamente completa de software, paraas mais diversas atividades e gostos. O Vista ocupa vários GB no discorígido exclusivamente para o sistema operacional, e traz bem poucasaplicações "nativas". Com isso o sistema fica inviável mesmo para anova onda de micro-notebooks, os UMPC (ultra mobile PC,ultraportáteis), que em sua maioria vêm com discos de estado sólido(SSD, usando memória flash) de baixa capacidade.
Falta de componentes. O WinFS prometia revolucionar a forma como oWindows guarda os arquivos no HD, sendo um sucessor do sistema dearquivos NTFS. Ele viria com a base do Windows Vista, logo nasprimeiras divulgações do Longhorn (nome de desenvolvimento do Vista).Depois foi anunciado como um produto à parte, e por fim, descontinuado.E as promessas? E as inovações? O Vista não traz algo de realmente novodessa forma.
Vida da bateria e boato dos discos híbridos. Em portáteis, o Vistaainda sofre com o peso e consumo de energia. Isso seria solucionado comalguns códigos especiais e discos híbridos (HHD), que usam parte de umHDD convencional, e parte de um SSD. Ainda não tem nada de muitoconcreto no mercado em massa, a tecnologia se mostra cara para amaioria dos usuários. Há cerca de dois anos se comenta, mas cadê? Jáestamos há alguns meses sem ouvir falar no assunto como se deveria.Nada de expandir a tecnologia. Esses HDs trariam benefícios para muitossistemas, é certo, mas enquanto isso... O Vista sofre em desempenho econsumo de energia.
Falsidade na propaganda do "Windows Vista capable". Vários PCs eramapresentados como capazes de rodar o Vista (mesmo que com menosrecursos), e não o são. No dia-a-dia, satisfatoriamente, em muitasmáquinas que trazem o logo "Windows Vista capable" torna-seimpraticável o uso do Windows Vista.
Falta de drivers. É surpreendente que nem todos os drivers quefuncionam no Windows XP podem funcionar no Vista. No Windows 2000, XP eServer 2003 se manteve uma base similar, quase tudo funciona nos trêssistemas, os drivers desenvolvidos para um quase sempre rodam no outro.No Vista a quantidade de drivers intercompatíveis cai bruscamente. Porquê? Fazer upgrade para rodar o Vista algumas vezes é até inviável,sendo necessário uma nova máquina - mesmo que os componentes daanterior sejam relativamente "robustos"; sem drivers escritos para oVista, nada feito.
Conflitos nos aconselhamentos. Os usuários ficam perdidos. Alguns dizemque podem instalar o Vista como atualização, outros apenas como umanova cópia. A Microsoft poderia ter lançado alguma ferramenta maisprática, que informasse se seria possível a atualização, e para quaisversões do Vista. Sem isso, muita gente evitaria tentar instalar osistema para depois simplesmente voltar para o XP. Sem contar quealguns PCs que vêm com o Windows Vista instalado (em regime OEM) podemser atualizados para outro sistema (como o Windows XP ou Linux),enquanto que outros apresentam tantos problemas que praticamenteimpossibilitam a retirada do Vista.
Performance. Por mais parrudo que seja seu hardware, ninguém esperariaque um sistema que levou mais de 4 anos para ser desenvolvido, tivesseum desempenho tão pior do que a versão anterior. Além do consumo dememória e espaço, que é de certa forma "aceitável", o Vista perde feioem diversas atividades - como na cópia de arquivos. Será que nãotestaram o sistema antes de liberá-lo comercialmente? E mesmo assim,aguardar um ano para o SP1 (que saiu recentemente) para algumas poucasmelhorias, é muita coisa. Ainda mais por algo que você pagou para usar.
Enfim, a lista continuaria e seria enorme. Só o tempo dirá, mas tudoindica que o Vista terá um final trágico, mais demorado do que o doWindows Me, mas ainda assim trágico. Um ano se passou, e a negação aosistema se mantém a mesma - para não dizer crescente.
Referência para a base desse artigo:
http://www.pcmag.com/article2/0,2817,2286065,00.asp
