Quinta-feira, 20 de agosto de 2015 11:37 am

Organizadas desorganizadas (parte I)

                  A cobrança ao presidente Gilvan Tavares feita pelo (agora ex-dirigente da Máfia Azul) por ingressos para os torcedores da facção, revelou o que muitos sabiam, outros desconfiavam mas surpreendeu quem não acompanha de tão perto essa estranha relação entre torcidas organizadas e alguns clubes brasileiros.

                 Gilvan cortou - com muita propriedade - as mordomias que alguns líderes desta facção tinha no clube. Palavras do presidente: "Não darei emprego, nem pagamento de aluguel de sala nem de ônibus nem ingressos".
                  Afinal, quem deve financiar o outro? O clube se endividou para conquistar dois títulos brasileiros e ainda é cobrado? 
                  O ideal é que houvesse via de mão dupla? Sim, pode ser... Um mínimo de ajuda o dirigente não se recusa, em se tratando de jogos fora de Minas Gerais.
                  Mas a contrapartida das torcidas tem de ser maior. Pagamento de royaltys pela utilização da marca dos clubes... Comportamento de torcedor e não de marginal. Afinal, por conta de brigas nos estádios, o Cruzeiro (assim como vários outros clubes) perderam mando de campo e dinheiro.
                 No mais, o presidente Gilvan está certo. Ele é diferente de muitos cartolas, que utilizam essas regalias como moeda de troca nos momentos difíceis ou em eleições. Está certo em não se reunir com líderes de uma facção que o ofende moralmente, o ameaça e é suspeita de depredar a sede social do clube.
                 As principais torcidas organizadas de BH precisam expurgar dos seus quadros os marginais, infiltrados para cometer diversos crimes, que não merecem assento nos estádios ao lado do torcedor do bem.                                    

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Terça-feira, 18 de agosto de 2015 11:25 am

Arbitragem brasileira... Tem solução?

                  A FIFA deve mudar. Afinal, o FBI prendeu vários dirigentes corruptos. Entre eles, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin.

                 A CBF deveria mudar. Afinal, Del Nero sempre esteve por lá. E agora, posa de "presidente que não sabia de nada"... E, incompetente e manipulador que é ainda nos faz engolir Dunga novamente como técnico da Seleção Brasileira.
                 O Brasil quer mudar. O Juiz Moro coloca na cadeia os corruptos. Os políticos que nos enganaram precisam também ser expulsos do Congresso.
                 Então, por que a arbitragem do futebol brasileiro também não muda?
                 Os árbitros das divisões menores são mal pagos e agredidos. Os das grandes divisões são, em geral, despreparados.
                 Precisam ser profissionalizados e melhor treinados.
                 Precisam ser dirigidos por profissionais do ramo competentes, experientes e imunes à politicagem das Federações. 
                 Precisam de apoio por parte de associações que os protejam verdadeiramente, sem demagogia.
                 Na falta disso tudo e mais um pouco, os árbitros ficam à mercê das críticas dos cartolas, do bombardeio apaixonado dos torcedores e da mira da crítica (que tem o conforto e a segurança de várias câmeras - recurso que o trio não dispõe nos jogos).
                 A falta de critério na marcação de pênaltis é culpa deles, árbitros, e mais ainda da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, que não padroniza as decisões e não pune erros.
                 Agora, dizem que a entidade quer acabar com os sorteios  (muitos deles com ares de manipulação, sim) e instituir as audiências públicas com representantes dos clubes opinando sobre as escolhas.
                 Se eu entendi bem, os dirigentes poderão escolher os preferidos, vetar os que já prejudicaram suas equipes e... E tudo continuará como sempre!
                  

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