Sábado, 02 de maio de 2015 11:40 am

Final inédita em Minas Gerais

                Um clube o interior chegar à decisão do título mineiro, por si, já é fato raro. Chegar com chances de conquistá-lo, então, nem se fala...

                Falar em favoritismo por causa da vantagem do empate, é bobagem. Mas dizer que a Veterana tem tudo para somar o segundo título estadual, não é loucura.
                Na primeira fase, deu verde e branco. Na primeira da final, as duas equipes se igualaram no Mineirão. Taticamente, o time de Leo Condé deu mostras de que pode amarrar o adversário. Levir talvez lance surpresas - como Marcos Rocha e Giovani Augusto. E conta, obviamente, com jogadores mais experientes e fortes e capazes de ganhar o jogo, como Lucas Pratto, Leo Silva, Datolo e Luan...
                A disputa do poderoso da Capital - folha salarial de milhões - contra o Periquito do Sul de Minas -  cujos gastos do futebol não ultrapassam R$200 mil - pode parecer muito desigual. 
                Mas, que me desculpem atleteticanos (que sonham com o 43º título estadual) e cruzeirenses (que ficaram pelo caminho), mas a conquista da Caldense, além de provável, será saudável para o futebol mineiro.
                Por que? Porque varia, motiva o interior, ensina.
                

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Sexta-feira, 17 de abril de 2015 11:18 am

Polêmica, o alimento do clássico (II)

         Gilvan Tavares, presidente do Cruzeiro (no Alterosa Esporte/14.04) - "Ele (Castelar) é torcedor e conselheiro do Atlético. Tem todo o direito de ser. Mas como presidente da FMF, não pode prejudicar o Cruzeiro".

         Castelar Guimarães Neto (presidente da Federação Mineira de Futebol) - "Fizemos todos os esforços para atender o nosso filiado. Nós concordávamos que o jogo fosse realizado no sábado. Mas não houve acordo entre as partes, como era esperado pela detentora dos direitos de transmissão. Desde o começo da nossa gestão tratamos as questões do Cruzeiro com toda cautela, cuidado e atenção e todos os pleitos do Cruzeiro foram atendidos, dentre os quais a solcitação de arbitragem de fora. Vejo isso com muita tristeza".

         DANIEL NEPOMUCENO (presidente do Atlético) - "A Federação me ligou, para saber se haveria o consenso. E é óbvio que o meu papel é defender o Atlético. O time chegou de viagem (na quinta-feira à tarde) e é essencial que jogue no domingo."

         PAULO BRACKS (diretor executivo da FMF) - "O artigo 25 do regulamento da competição não se aplica à fase final. Não haveria como cumprir o prazo de 10 dias para o pedido de alteração".

        Estes são os personagens centrais da polêmica sobre o segundo clássico da semifinal do Campeonato Mineiro. Afinal, marcado para domingo, no Mineirão.

         Nenhum desses senhores joga ou jogou bola. Comando o futebol mineiro defendendo com unhas e dentes suas instituições. Todos se acham certos. Regulamentos, que foram feitos para serem esclarecedores, definidores e respeitados nem sempre o são. Os pontos de vistas e a rivalidade muitas vezes ganham esse milionário e conturbado mundo do futebol.

          Ao torcedor cabe, além de se manifestar (jogaram até milho na portaria da FMF, numa alusão a defesa que a entidade estaria fazendo ao Atlético), sonhar e rezar.

         Rezar e sonhar para que o clássico seja recheado de gols e belas jogadas; que se classifique o melhor; que os vândalos que se infiltram em torcidas organizadas não consigam cometer crimes ou abusos.       

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