Quinta-feira, 23 de outubro de 2014 02:33 pm

Jô = Imperador = Claudinei

          As estranhas atitudes de Jô fora de campo, que colocam em risco a carreira de jogador de futebol, fazem lembrar de outros finais melancólicos.

          Adriano, que já foi "Imperador" quando jogava bem e marcava gols em Roma, é hoje dono de uma fortuna que joga pela janela com festas.

          E, aos poucos, vai perdendo o vigor físico, por causa de bebedeiras e noitadas.

          Periga terminar a vida quebrado. Ou, (Deus nos livre!) abatido por uma bala perdida, a exemplo do que aconteceu com Claudinei.

          Lembram-se dele?

          Nos meus tempos de repórter, vi de perto as alegrias e os dramas daquele garoto.

          Negro, pobre, bom de bola.  

          Revelado pelo América, o volante vigoroso e habilidoso teve inúmeras chances. Chegou a jogar na Bélgica, adotado por uma família de educação e cultura mais elevadas que as dos morros e pagodes que ele adorava frequentar.

          Claudinei estava no grupo do Vanderlei Luxemburgo que conquistou a "tríplice coroa" para o Cruzeiro, em 2003.

          Mas não ajudou a família nem ricou rico, como Jô e Adriano... Numa briga de bar, tomou um tiro na cabeça.

          Jô tem tudo para escrever outra trajetória.

          O currículo de artilheiro e campeão atleticano da Libertadores 2013... Passagem pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo... Até a surpreendente paciência do presidente Alexandre Kalil.

          Mas não parece querer isso. Algo de ruim acontece na cabecinha de certos jogadores. Jamais vou entender.

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Quarta-feira, 08 de outubro de 2014 02:31 pm

Nosso pobre rico futebol...

             O "País do Futebol", humilhado pelos 7 a 1 da Alemanha... Mergulhado em dívidas e superfaturamento na Copa do Mundo... Insustentável com tantos escândalos políticos e econômicos...

             Esse outrora paraíso da bola, respira com dificuldades.

             Como eu previ aqui, logo após o vexame do Mundial, nada iria mudar com a CBF dirigida pelos mesmos sangue-sugas. Nem o "Bom Senso" dos jogadores conseguiu avançar.

             Resultado? Clubes continuam afogando-se em dívidas...

             E não estamos falando das inviáveis Séries D, C e B...

             A elite também sangra...

             O "milionário" São Paulo quitou boa parte dos 3 meses de direito de imagem e ainda deve gratificações.

             O poderoso Corinthians - que ganhou do governo um arena e por ela teria de pagar - deve direito de imagens e luvas.

            O Fluminense, que só faz ótimos times nos últimos anos por causa do apaixonado patrocínio de um plano de saúde, deve dois meses de salários.

            Bahia: dois meses de atraso.

            Coritiba: três meses de atraso. Não admira que esteja muito mal no Brasileiro.

            O mesmo podendo imaginar no Botafogo, que saiu do Ato Trabalhista e voltou a ter 100% da renda penhorada. Os atrasos de direito de imagem chegam a 5 meses e nos salários, dois meses.

            O outrora "Glorioso", rescindiu com 4 dos seus principais jogadores - será que vão receber? O presidente, acusado de ilegalidades, periga ser cassado. Também não admira que estja flertando com o rebaixamento.

            O Santos, que vendeu Neymar por uma "baba", chegou a ficar devendo 5 meses de salários este ano.

            Por outro lado, o Atlético está no G4 até hoje (08.10) mesmo com dois meses de salários atrasados. Tem pesado muito a retenção do dinheiro da venda de Bernard...

            O ambiente no clube, entretanto, é de paz.

             O Cruzeiro é líder disparado, com grandes chances de conquistar o segundo título brasileiro consecutivo. Tem em contingente de 63.516 sócios-torcedores; contas equilibradas e, até onde se sabe, sem atrasos salariais.

            Bão, bão mesmo, com diria o matuto, é o futebol mineiro que, em meio à crise geral, administra bem e dá lições ao "País do Futebol".

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