Sexta-feira, 23 de janeiro de 2015 05:24 pm

Por que vendem os clubes brasileiros?

             "Desmanche".

             É a palavra do momento no futebol mineiro.

             Do time campeão, o Cruzeiro já se desfez de Nilton, Egídio, Ricardo Goulart, Marcelo Moreno. Liberou Marlone, Borges e não quer mais Dagoberto.

             O que começou como estratégia técnica (e financeira), começa a tomar ares de "desmanche" porque Éverton Ribeiro tem proposta milionária do Al Ahli, de Dubai; e Lucas Silva outra do Real Madri.

             Antes que digam que Gilvan está parecido com Zezé, é bom que se diga que, nem mesmo um clube saneado como Cruzeiro, consegue segurar as estrelas após dois títulos brasileiros consecutivos.

             Aconteceu isso também ao Atlético em relação ao Tardelli.

             Os endinheirados do mundo árabe, da China e da Europa deitam e rolam na crise brasileira.

             O que vale entre 10 e 15 milhões de Euros aqui vira uma mina de outro duas, três vezes mais cara depois.

             O Cruzeiro trouxe outros bons reforços, vai mudar o estilo de jogo já estudado há dois anos pelos adversários.

              A torcida se preocupa. Serão do mesmo nível de Goulart? De Éverton e Lucas, caso realmente saiam?

             Não bastava ter vendido apenas um, perguntam-se os alarmados cruzeirenses.

             Como, se os estrangeiros acenam com mordomias e salários que jamais serão bancados no Brasil? O jogador, naturalmente, vê seu talento valorizado e a chance de ter a independência financeira. Os empresários e parceiros pressionam o clube em razão do lucro investido.

              Nenhum desses atletas citados são, integralmente, do Cruzeiro. Mesmo sendo um clube equilibrado, precisou em algum momento "fatiar" os direitos. Ou só conseguiu trazer reforços na base da parceria.

              Este é o retrato do futebol brasileiro, mergulhado na situação econômica instável do país.

              Aos dirigentes cabe agora recompor. E aos treinadores, Marcelo e Levir, recriar.                          

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Sexta-feira, 23 de janeiro de 2015 05:08 pm

Entre choros e Euros

          Se é como o técnico do Shakhtar falou - "Bernard só chora e reclama" - o jogador mineiro pode fazer as malas.

          Lucescu é linha dura e está em choque com a cultura brasileira. Proibiu batucada e fones de ouvido. Quer os jogadores focados.

          A cultura futebolística tupiniquim tem outro padrão. Diverte-se quando deveria trabalhar. Não muda o que precisa mudar quando toma de 7 a 1 numa Copa do Mundo.

         Cartolas esbanjam dinheiro dos clubes porque, afinal, não serão responsabilizados por isso.

         Cada vez mais cedo, as revelações brasileiras são exportadas para outro clima, outra cultura. Nem todos estão preparados.

         Bernard (e, por que não dizer o próprio Atlético) fizeram de tudo para que fosse negociado. Uma fortuna!

         Ganhou o clube formador. Ganhou o atleta e família.

         Mas a guerra na Ucrânia - motivo, inicialmente alegado - atrasou o retorno do "Bambino de Ouro" para os treinos em Donetsk.

         Ficou por aqui, fazendo churrasco, passeando de jet-ski, em festa com belas garotas.

         Nada de errado com isso se ele estivesse, realmente, em férias e não com prazos a cumprir.

         Se é disto que o treinador está falando, tem razão.

         Mas o sr. Lucescu - ele mesmo, um "chorão" pois invadiu o gramado para reclamar de um pênalti inexistente contra o Atlético - deu um recado duro pela imprensa. E isso, detona outros processos.

         Se é para despertar um garoto que não consegue (ou não quer?) se adaptar e anda louco pra voltar, há outras melhores maneiras.

         Bernard, obviamente, não pode detonar o clube que o tornou milionário no futebol, com um salário de 300 mil Euros.

          Quando foi pra Ucrânia, em avião com aparelhagens douradas, levou o "staff", não consta que esteja com o pagamento atrasado.

          Das três, uma: ou Lucescu faz como Levir fez com Jô - reintegra e valoriza o patrimônio...

         ...Ou o Shakhtar renegocia Bernard - o que parece ser o desejo...

         ...Ou o técnico, talvez o menos provável, perde a queda de braço.        

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