Um dos efeitos colaterais de esccrever um blog de literatura é receber pedidos de recomendação de livros. A verdade é que eu acho o máximo quando me perguntam e gosto mais ainda quando acerto. Porém, há um pedido de recomendação recorrente:
"Bom dia Flávia Hoje foi a primeira visita que fiz em seu blog,e adorei muito. Sou super fã de leitura aprendi a ler aos 7 anos e nunca mais parei(hoje tenho 23 anos),atraves do seu blog percebi que voce tambem gosta de leitura né. Pois bem, queria uma indicação sua, estou terminando o livro Amanhecer da Saga Crepusculo,o fato de ser o ultimo livro é muito triste, voce me indicaria alguma saga que seja tão boa como Crepusculo."
De fato, cara leitora. Amanhecer ser o último da série é muito triste mesmo. É por isso que a editora americana de Crepúsculo fica dando dicas de que um dia pode ter mais (apesar da autora já ter falado várias vezes que cansou de escrever sobre vampiros). Independentemente disso, não dá para esperar Stephenie Meyer escrever mais um. Assim, ficam três dicas de sagas que talvez não sejam a mesma coisa que Crepúsculo, mas são livros legais, que eu acho que valem a pena.
The Hunger Games O primeiro da trilogia de Suzanne Collins foi publicado no Brasil pela Rocco, com o nome de Jogos Vorazes e custa R$ 48,00 com 400 páginas. A história é difícil de explicar porque envolve um mundo pós-apocaliptico, uma sociedade dividida em castas e um jogo entre adolescentes das castas que dura até que todos, menos um, estejam mortos. Curiosamente, o livro não tem violência em excesso. Na verdade, tem até poucos trechos de luta, o jogo é uma questão de estratégia. De qualquer forma, tem elementos do Crepúsculo: uma protagonista mulher que começa apaixonada por um, mas acaba tendo uma queda pelo outro, lutas que envolvem todos que ela conhece e quem sabe até uma filha, uma vez que o último só será lançado em agosto.
Série Feios Essa saga é composta de quatro livros e foi escrita por Scott Westerfeld. Ela se passa alguns milenios depois da nossa era. Nesse caso, todas as pessoas fazer uma cirurgia plástica aos 16 anos, de forma que não existam pessoas bonitas ou feias, magras ou gordas e a sociedade seja igualitária ao extremo. A protagonista mal pode esperar pela sua vez, mas poucos meses antes da cirurgia ela conhece uma outra garota que não quer ser bonita, e que vai fugir para uma pequena comunidade de pessoas que se escondem do regime da perfeição. O livro foi publicado no Brasil pela Galera Record e custa R$ 39,90 com 416 páginas.
Belezas Perigosas Escrito por Libba Bray esse é uma mistura de romance histórico com fantasia urbana para Young Adult. A trilogia começa na Índia, mas a mãe da protagonista morre logo no começo e ela começa a ter visões, a desenvolver um poder que não sabia que tinha. Ela muda para um colégio interno na Inglaterra e começa a perceber que seus poderes são maiores e mais perigosos do que imaginava. Belezas Perigosas foi publicado pela Rocco e custa R$ 37,50 com 323 páginas.
Se você não acha que vai gostar de nenhum desses, eu escrevo sobre todos os livros que leio no livrarada.tumblr.com e a partir da semana que vem, vou dar uma dica de leitura toda quinta no caderno Ragga Drops do Estado de Minas.
Para quem nunca leu fantasia brasileira, fica o aviso: Você provavelmente vai entrar em contato com ela nos próximos dois anos. E isso é uma boa coisa. É sinal que novos escritores estão ganhando espaço em editoras do país.
A Batalha do Apocalipse, de Eduardo Spohr, é um bom exemplo. O livro começou com 100 exemplares, resultado de ter ganho um concurso na Bienal do Livro de São Paulo. O autor e seus amigos do site Jovem Nerd animaram e investiram na obra, o que resultou na famosa editora de um livro só. O livro fez tanto sucesso que acabou sendo comprado pela Editora Record ganhando uma reedição e lançamento nacional há três semanas. No dia 24 de julho, o Jornal "O Globo" confirmou o sucesso do livro. Ele está em 8º lugar dos mais vendidos de Ficção.
Outra história de um livro brasileiro que está crescendo no mercado é a trilogia Dragões de Éter, do Raphael Draccon. Os dois primeiros livros foram publicados originalmente pela Editora Planeta, mas apesar de as vendas serem promissoras, a distribuição deixava a desejar. O número um da trilogia, Caçadores de Bruxas não chegou em muita livraria. Já o segundo livro, Coração de Neve marcou presença. Como os livros não eram numerados, muita gente desavisada comprou o segundo sem saber que ia começar a leitura no meio da história.
A distribuição deve melhorar agora, que o autor mudou de editora. A Leya vai relançar os dois primeiros volumes, que já esgotaram na Planeta, e está lançando o terceiro, Círculos de Chuva. Agora é torcer para que as novas edições cheguem numeradas às lojas.
Curiosidade: Quando os livros têm tiragem pequena ou são publicados pelo próprio autor e depois fazem sucesso ocorre um fenômeno interessante. A primeira edição se torna rara e é chamada de edição de colecionador. Dependendo do sucesso do livro, ele pode chegar a valer muito dinheiro. A primeira edição de Harry Potter assinada vale £10,000 (cerca de R$ 27,500) e deve continuar a valorizar com o passar dos anos. Sorte de quem arriscou e comprou o livro de um autor desconhecido.
Will Eisner é o grande pai da graphic novel. Ele foi tão importante para a categoria que o principal prêmio é o Eisner. Agora, um dos seus trabalhos mais importantes será adaptado para o cinema. Um Contrato com Deus, uma graphic novel com quatro histórias que se interlaçam no Bronx, durante a Depressão, será adaptada e produzida por Darren Dean.
O filme também terá quatro partes e cada segmento terá o seu próprio diretor. Alex Rivera, Tze Chun, Barry Jenkins e Sean Baker. As filmagens devem começar no próximo ano.
A graphic novel foi publicada no Brasil pela Editora Devir (200 páginas, R$ 41,50).
Esculturas de livros estão se tornando uma verdadeira seção aqui no blog, mas não importa quantos eu já vi, eu continuo querendo ver mais. O artista Su Blackwell compra livros em sebos, lê suas histórias e faz esculturas usando o livro como suporte e tema.
A vontade é mandar alguns dos meus preferidos e ver no que dá...
Curiosamente, o melhor desta semana está no Portal Uai. É a história do Marco Túlio Damascena, que convenceu o seu pai a fazer uma biblioteca na borracharia, a Borrachalioteca. A ideia cresceu e conquistou outros espaços além da oficina do pai do Marco. Hoje eles têm quatro "filiais". Leia a matéria na íntegra. Anthropology of an American Girl
Esse livro foi auto publicado pela autora, Hilary Thayer Hamann, em 2003 e rapidamente se tornou um símbolo da literatura indie. Sete anos depois, Hamann decidiu que era hora de dar o próximo passo. Ela queria um contrato com Hollywood para o livro, mas não ia conseguir se ele não pertencesse à uma editora tradicional. Ela contratou um agente e vendeu o livro para a Spiegel and Grau, um dos selos da Random House. O livro foi revisado, editado, relançado e está fazendo o maior sucesso. As críticas são positivas e o livro acabou de ser recomendado pela Oprah.
A história é sobre uma adolescente, Eveline Auerbach, que tem um relacionamento conturbado com a mãe e está tentando se descobrir. É um livro sobre os pensamentos adolescentes, profundos e importantes, em contraste com a realidade, crua e superficial.
Depois de um mês e meio em Nova York, estou de volta! Os posts foram escassos durante esse tempo, mas as experiências não. Acho que nunca tinha ido em tantas livrarias em tão pouco tempo (cheguei a oito em um dia), e essa imersão na capital do publishing me fez ver que é isso mesmo que eu quero da vida, escrever para revistas, livros e para a internet.
Uma das coisas mais interessantes que eu vi por lá (no quesito livro) foi a variedade. A cada ano são publicados mais livros do que uma pessoa é capaz de ler durante a vida toda. Graças a isso, há toda uma indústria que ajuda os leitores a encontrar o que eles querem. Jornalistas, livrarias, bibliotecas, clubes do livro têm status e o que sugerem é normalmente seguido. Não porque as pessoas não querem pensar por si mesmas, mas porque ninguém é capaz de fazer uma escolha bem informada com tantas opções.
Outro aspecto interessante é a escolha que eles fazem. É claro que a literatura de qualidade, que é um produto artístico e deve ser lido por todos está em muitas listas. Porém, livros novos, divertidos, sem lições de moral marcam presença também. Isso porque ninguém dá conta de ler Machado de Assis todos os dias. Todo mundo precisa do livro bobo, que conta uma história e te envolve completamente por algumas horas.
Além disso, os livros estão em todos os lugares: livraria, supermercado, farmácia, loja de departamento, metrô. Se o livro acabar e você estiver longe de casa, não tema! Outro pode ser comprado na esquina. Mas isso não quer dizer que você vai encontrar literatura de qualidade (mesmo considerando os divertidos) em todos os lugares. Assim como no Brasil, os romances água com áçucar dominam o mercado fora (e dentro) das livrarias.
Resumindo: Nova York é incrível. Ler é diversão, não precisa ser aprendizado.
Agora o blog vai ter a seção O Melhor da Semana, eu espero que toda semana vocês encontrem o bom e o melhor aqui.
Livro da Semana: Beautiful Darkness, de Kimi Garcia e Margaret Stohl. Esse livro é a continuação de Beatiful Creatures, que deve ser publicado pela Galera Record ainda neste ano. O segundo livro ainda não foi lançado nos EUA, mas eu ganhei uma cópia avançada!
Artigo da Semana: "Críticos e jornalistas respondem: qual o livro brasileiro que ainda precisa ser escrito?", do blog do Michel Laub. Chamar de artigo dá a impressão de que é longo e chato, mas chamar de post é diminuir o que ele fez. Vamos só dizer que é extremamente interessante.
Há alguns dias atrás eu disse que iria conversar com os compradores da Barnes & Noble (B&N) e trazer para vocês os critérios que eles usam na hora de escolher os livros. Como promessa é dívida, aqui está.
Eu participei de uma palestra com dois dos compradores nacionais da maior rede de livrarias do mundo. Sallye Leventhal e Edward Ash-Milb - ambos especializados em compras de não-ficção - falaram sobre o processo que termina com o livro nas suas mãos.
1 - Editoras oferecem os seus títulos Existem quase 500.000 editoras nos EUA e todas elas querem ver o seu livro naquela mesa, que fica bem na entrada da livraria. Porém, antes de poder colocar os seus livros no local mais privilegiado da loja, as editoras têm que convencer a livraria a simplesmente deixar que o livro seja vendido na B&N. Para isso, eles tem representantes que pegam todo o material publicitário do livro e enviam para os compradores. Nesse kit publicitário a loja vai encontrar: cópia não revisada do livro, projeção de vendas, visão geral do plano de marketing, quais são os títulos similares e quanto eles venderam e, é claro, brindes.
2 - Compradores avaliam o livro Uma coisa curiosa sobre o trabalho dos compradores é que, apesar de terem o título, eles não compram nada. O negócio do livro é feito em consignação, ou seja, se não vender eles simplesmente devolvem para a editora. Claro que ninguém quer que isso aconteça e, para evitar levar uma editora a falência por causa de uma devolução enorme, eles não compram muitas cópias de casas pequenas.
Outro critério é se o livro como um todo é instigante. A capa, o título e as orelhas têm que ser interessantes e atrair o leitor de imediato. Se o pacote não for bem feito, eles vão comprar poucas cópias, ou até mesmo nenhuma. Por último, eles levam em consideração se a editora está anunciando o livro em jornais e revistas. Um livro que tiver uma estratégia de marketing forte vai vender mais que um que não tem nenhum anúncio.
3 - Livro é publicado Os passos 1 e 2 acontecem cerca de dois a quatro meses antes da publicação do livro. Quando ele finalmente é impresso, a editora já tem um acordo com as lojas e há uma expectativa pelo livro criada por blogueiros e jornalistas. Porém, se a obra for "jogada" na estante, sem nem fazer o pit stop na frente da loja, o esforço anterior pode ter sido em vão.
Infelizmente, a mesa dos lançamentos não é reservada para os melhores livros. Quem está lá pagou pelo privilégio de ser visto. Os preços (que não me contaram) variam dependendo de onde, exatamente, o livro vai ficar, sendo o mais caro aquelas pilhas que ficam no chão bem na frente da loja e o mais barato a mesa que fica em uma seção (adolescente, infantil, mistério, futebol etc).
A partir do momento que o livro está na loja, cabe a você, o leitor, fazer mais um processo de seleção e escolher o livro que quer levar para casa.
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Depois da palestra eu fiquei curiosa: Quem aqui vai na seção do tipo de livro de que gosta ao invés de fazer todas as compras na parte da frente da loja?
O iPad serve para muito mais do que somente ler livros. Porém, os downloads de aplicativos mostram que o principal interesse do consumidor é transportar a simples atividade de ler os seus livros para o tablet. Quem comprou já percebeu que ainda não há uma forma definitiva de ser abordar a leitura no aparelho (se é que algum dia vamos ter uma). As possibilidades são muitas e é preciso ter paciência com o dispositivo antes de enfrentar o próximo épico da literatura fantástica nele. O Blog Livro Livre destrincha as melhores apostas para se ler na tela.
O iBooks, a loja de livros virtuais da Apple é o aplicativo que mais deu o que falar. A empresa está virando as editoras de cabeça para baixo na tentativa de ser quem decide tudo no futuro dos livros. Não preciso dizer que a maioria das editoras é contra, apesar que somente uma das grandes (Macmillan) preferiu ficar de fora da festa do que se submeter às novas regras.
Já o aplicativo em si tem algo que se tornou característica da Apple - limita a experiência de quem não é de um dos países que o gadget já foi lançado. Mesmo se você estiver em solo americano não tem acesso à loja sem um cartão de crédito americano. Ou seja, você não tem uma loja de ebooks no seu tablet. Só pode baixar (gratuitamente) livros que não possuem direito autoral - e não têm uma capa bonita. É claro que isso deve ser resolvido antes do lançamento do tablet no Brasil, mas pode servir como um desencorajador para quem gostaria de testar o produto antes do lançamento oficial.
Para tentar aproveitar o aplicativo (que não vem pré-instalado, mas faz um download automático quando você abre a Appstore), você pode transferir livros adquiridos na internet e que estão no formato ePub para o iBooks. Mas já que você não vai poder comprar um livro pelo iPad de onde estiver, pode preferir outro aplicativo.
Quem já tinha o costume de ler no iPhone tem uma grande vantagem, que é já ter o software necessário para usar o aplicativo de leitura Stanza instalado no computador. Ele era o melhor leitor disponível para o telefone e continua sendo o melhor quando se passa para o novo gadget.
O Stanza é o único aplicativo que permite que o leitor modifique o livro. Ao fazer o upload da obra, você pode mudar o nome do autor, o título, adicionar uma capa, ajustar o layout (margens, tamanho da fonte, cores etc) e usar basicamente qualquer formato de ebook disponível no mercado (PDF, ePub, .lit, Word).
A terceira oportunidade é o Kindle App. Assim como o iBooks, ele não permite modificação de nenhum tipo no livro, mas, ao contrário dele, permite que brasileiros comprem o livro que quiserem da Amazon e entregam imediatamente no seu aparelho (com uma taxa de 2 dólares pela entrega fora dos EUA). Infelizmente, isso é tudo que pode fazer. Comprar o livro e ler - nenhum espaço para criatividade da parte do usuário. Se o que você quer é comprar livros e ter acesso imediato para sentar e ler, esse é o aplicativo para você.
Para quem está se perguntando, não, o blog não morreu. Fiquei as últimas duas semanas sem postar porque estou viajando, fazendo um curso em Nova York para virar uma jornalista melhor e vocês poderem ler um blog mais bem feito. Então, até o meio de julho não estranhe se o blog não tiver mais do que umas duas atualizações por semana (a minha meta!).
Durante o tempo que estive em NY eu, obviamente, fiz um turismo forte nas livrarias da cidade. Antes de vir eu mal podia esperar para conhecer a famosa Barnes and Noble pessoalmente e descobrir as pequenas livrarias da cidade que nunca dorme (nunca mesmo).
A primeira livraria americana que visitei foi a Borders. Ela não é tão grande quanto a Barnes and Noble, mas é uma cadeia de livrarias dos EUA. Era a mais perto de onde eu estava e queria entrar em um dos templos do consumo de livros imediatamente. De fato, é isso que a Borders é. Eles têm uma decoração tão instigante que é difícil sair de lá sem um livro.
Quando você entra dá de cara com mesas enormes com os livros mais vendidos de várias seções. As mesas são organizadas como um corredor e tem placas enormes com design digno de comercial de cerveja explicando o que está em cada uma.
Nos cantos do primeiro andar da loja ficam as revistas e novos lançamentos que a livraria está dando destaque. Eu comprei o livro The Magicians, do Lev Grossman. O livro foi lançado oficialmente alguns dias depois, em outra filial da rede.
A segunda livraria que eu visitei foi a Strand. Ela é pouco conhecida no Brasil, mas o Umberto Eco disse que é o seu lugar favorito na América, e, tenho que admitir, está bem perto de ser o meu também. Essa livraria independente tem uma loja simplesmente enorme com três andares de todos os tipos de livros que você pode imaginar. Todos com descontos inimagináveis, além de algumas cópias autografadas pelo preço de capa.
A livraria virou um símbolo cultural na cidade e você pode ver pessoas andando com a Eco Bag que eles vendem está em todo lugar (eu já inclusive vi alguem em Belo Horizonte com ela). Lá eu comprei Walks with men, uma novela de Ann Beattie; How Fiction Works, de James Wood. (Também levei uma Eco Bag!)
E finalmente eu visitei a Barnes and Noble. E entendi porque ninguém quis ir lá comigo. Depois de ver uma grande livraria que consegue colocar livros de qualidade para o leitor e conhecer um pequena livraria que virou um símbolo cultural devido a qualidade dos títulos que vende, a loja de cadeia mais famosa dos EUA foi uma grande decepção. Claro, eles têm milhares de livros sobre todos os assuntos. Porém, eles não têm quem organize eles com a mesma competência que vi na Bordes e na Strand - e até mesmo na Livraria Cultura. Os livros são simplesmente numerosos, não são escolhidos a dedo.
Eu fiquei sabendo que vou ter um workshop com a galera que escolhe livros para a Barnes and Noble. Depois eu volto e conto para vocês o que eles disseram.