Sexta-feira, 17 de maio de 2013 07:33 pm

Uberlândia a um passo de voltar a uma decisão nacional após oito anos



O Uberlândia pode garantir neste sábado vaga na decisão do Novo Basquete Brasil (NBB). Para isso, precisa vencer o paulista Bauru, às 21h45, a exemplo dos dois primeiros jogos, para fechar a série semifinal em 3 a 0.

Nos dois primeiros confrontos, o Uberlândia não teve trabalho para garantir os triunfos por 89 a 75, no interior paulista, e 93 a 65, quinta-feira, em casa.

O fundamento que tem feito a diferença para o Uberlândia tem sido o arremesso de longa distância. A equipe tem o melhor aproveitamento do NBB, com 41% de acertos.

No último jogo, a equipe acertou 56% dos arremessos que tentou (15 em 27 tentados), ante apenas 29% do Bauru (6 em 21). Ou seja, foram 45 pontos do time mineiro da linha de três pontos, contra 18 dos paulistas – diferença de 27 pontos. No placar geral, a vantagem dos vencedores foi de 28 (93 a 65).

O ala-pivô Lucas Cipolini (42 pontos na série) e o ala reserva Audrei (35) têm sido os destaques contra os bauruenses.

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Sexta-feira, 10 de maio de 2013 07:55 pm

Parabéns, Uberlândia

 

Não, não estou parabenizando o time, que conseguiu classificação inédita para a semifinal do Novo Basquete Brasil (NBB) ao vencer ninguém menos que o atual campeão da Liga das Américas, o Pinheiros. Estou falando da cidade, dos torcedores de Uberlândia, que lotaram o Ginásio Sabiazinho, quinta-feira à noite, esgotando os 6 mil ingressos postos a venda.

O número impressiona, veja bem: se fosse válido pelo Campeonato Mineiro de Futebol, o público seria o sétimo maior entre os mais de 50 jogos realizados no interior do estado em 2013 – se se excluir os confrontos envolvendo Cruzeiro ou Atlético, apenas Boa x Tupi, na terceira rodada, teve público superior (cerca de 8,5 mil).

E olha que, nos dias anteriores à partida, muito foi discutido sobre a mudança de local - do Sabiazinho para o caldeirão do Uberlândia Tênis Clubes, que é limitado a pouco mais de 2 mil torcedores --, para os jogadores ficarem mais perto da vibração da torcida. O Pinheiros se contrapôs a encarar o caldeirão. Mas os fãs não deixaram por menos e colocaram "três UTCs" no Sabiazinho. Mais de seis mil empurrando o time.     

A principal cidade do Triângulo respira basquetebol há mais de uma década. E foi brindada com um grupo engajado a repetir o sucesso de 2004, quando o mesmo Hélio Rubens guiou o time ao título nacional inédito.

O Uberlândia está mais equilibrado do que nos dois anos anteriores. É uma equipe leve, rápida e de pontaria certeira. O professor Hélio Rubens conta com dois armadores experientes se alternando em quadra (Valtinho e Helinho), exímios arremessadores (Robert Day e Robby Collum), pivôs multifuncionais (Gruber e Cipolini) e reservas importantes (Leonardo, Estevam e Audrey).

O time mineiro tem tudo para chegar a mais uma final do Nacional -- a primeira desde que o Brasileiro se tornou NBB, há cinco temporadas. Boa sorte aos uberlandenses, time e torcedores.

foto: João Pires/Divulgação

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Terça-feira, 07 de maio de 2013 07:30 pm

LeBron: números para a glória



Confirmando as expectativas, o ala LeBron James foi eleito o jogador mais valioso (MVP) da temporada regular, a premiação individual de maior prestígio da NBA. Ele recebeu 120 dos 121 votos.

Foi a quarta vez que o ala levou para casa o troféu, empatando com Wilt Chamberlain (quatro) e atrás apenas de Michael Jordan e Bill Russel (cinco) e Kareem Abdul Jabbar (seis). The King James, portanto, passa a integrar um seletíssimo grupo da história do basquetebol.

Nos últimos 12 meses, LeBron venceu tudo que podia. Foi eleito MVP e MVP das finais, na temporada passada; conquistou o primeiro anel de campeão da NBA, a medalha de ouro nas olimpíadas de Londres; além de atleta do ano nos EUA pela prestigiada Sports Illustrated. Coleciona nove participações consecutivas no Jogo das Estrelas e, desde 2008, faz parte do primeiro time da liga.

Mais maduro, teve o melhor aproveitamento de arremessos de sua carreira, além de média de 26,8 pontos, oito rebotes e 7,3 assistências. Ajudou o Heat a ficar 26 jogos invictos na fase de classificação.

Números nada modestos para quem tem o nem um pouco modesto objetivo de se tornar o maior de todos os tempos

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Segunda-feira, 29 de abril de 2013 04:53 pm

"Eu sou um pivô da NBA de 34 anos. Eu sou negro e sou gay"



Jason Collins, de 34 anos, está longe de ter o nome imortalizado na NBA como um grande pivô. Em 12 temporadas, tem média ínfima de 3,5 pontos e 3,8 rebotes, migrando por seis times diferentes. No entanto, a coragem que teve para marcar gigantes como Shaquille O'Neal, Dwight Howard e cia., ele demonstrou mais uma vez hoje: em artigo assinado em parceria com Franz Lidz, na Sports Illustrated, Collins se tornou o primeiro atleta de esportes coletivos em atividade nos Estados Unidos a assumir a homosexualidade. 

A revelação de Collins coincide com um período em que um dos maiores tabus do esporte, a homossexualidade, passa a ser discutido mais abertamente. No Brasil, há poucas semanas, várias torcidas lançaram páginas em redes sociais para enfrentar o preconceito - a Galo Queer, de torcedores do Atlético, foi uma das precursoras. É um passo muito importante, ainda mais em se tratando de um meio predominantemente masculino.  

PIONERISMO

"Eu não tinha a ambição de ser o primeiro atleta de uma grande liga nos Estados Unidos a revelar a minha homossexualidade. Mas agora que o fiz, estou feliz por iniciar a conversa. Desejaria não ser a criança na sala de aula que levanta a mão para dizer: 'Eu sou diferente’. Se alguém o tivesse feito, eu seguiria o meu caminho. Mas ninguém o fez e é por isso que levantei a mão", explicou Collins.

ATENTADOS EM BOSTON

No artigo, ele afirma que ponderava em assumir sua opção sexual desde 2011 e que os incidentes da maratona de Boston, há algumas semanas, o encorajou ainda mais. "O bombardeio reforçou minha noção de que eu não deveria esperar. As coisas podem mudar em um instante, então, por que não viver a verdade?"

Collins jogou a última temporada por Boston Celtics e Washington Wizards, mas ainda não sabe em qual time vai jogar no próximo campeonato. "Agora sou agente livre, literalmente e figurativamente".


APOIO

A atitude de Collins gerou apoio de atletas e personalidades nos Estados Unidos. "Eu tenho orgulho de chamar Collins de amigo", afirmou Bill Clinton. "Orgulhoso por Collins. Não sufoque quem você é por causa da ignorância dos outros", apoiou Kobe Bryant.



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Quarta-feira, 24 de abril de 2013 03:42 pm

Kevin Durant cansado de ser segundo. Será a vez dele na NBA?



A Sports Illustrated fez uma entrevista bem legal com Kevin Durant, um dos astros em potencial da liga, que em cinco temporadas da NBA sempre foi ofuscado por outros jogadores: segunda escolha no draft, segundo em três votações para MVP, segundo das últimas finais com o Oklahoma City Thunder.

O OKC aparece na lista de favoritos do Oeste em nove de cada 10 palpites. Se se confirmar, terá pela frente, provavelmente, o mesmo Miami Heat que o derrotou no ano passado. Será que Durant, aos 24 anos, está pronto para deixar LeBron para trás?

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Segunda-feira, 22 de abril de 2013 07:32 pm

J.R. Smith é melhor reserva da NBA



O ala do New York Knicks, J.R. Smith, foi eleito o melhor sexto homem da liga, premiação dada ao reserva que mais colabora com sua equipe. Mesmo vindo do banco, o veterano tem médias de 18,1 pontos, 5,3 rebotes e 2,7 assistências por partida.

O título é uma das congratulações individuais mais importantes da NBA e foi vencido pelo brasileiro Leandrinho, em 2006/2007, quando ainda atuava pelo Phoenix Suns.Antes dele, apenas dois jogadores do Knicks foram eleitos na categoria:  Anthony Mason (1994-95) e John Starks (1996-1997).

SEXTO HOMEM (ÚLTIMOS 10)

2003–04     Antawn Jamison     Dallas Mavericks
2004–05     Ben Gordon    Chicago Bulls
2005–06     Mike Miller     Memphis Grizzlies
2006–07     Leandro Barbosa     Phoenix Suns
2007–08     Manu Ginóbili     San Antonio Spurs
2008–09     Jason Terry     Dallas Mavericks
2009–10     Jamal Crawford     Atlanta Hawks
2010–11     Lamar Odom     Los Angeles Lakers
2011–12     James Harden     Oklahoma City Thunder
2012–13     J. R. Smith     New York Knicks

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Sábado, 20 de abril de 2013 07:02 pm

Palpites, pitacos, estatísticas e armas das 16 franquias nos playoffs da NBA


Resolvi interromper minhas férias (merecidas férias, diga-se de passagem) para escrever um pequeno guia sobre os playoffs da NBA, que começam neste sábado.  Após temporada consistente, Miami Heat e Oklahoma City Thunder despontam como favoritos a repetir a final do ano passado – com vantagem para o time da Flórida, cada vez mais equilibrado e com 36 vitórias nos últimos 37 jogos. 

Dos oito confrontos da primeira rodada, apenas os dois atuais campeões de conferência parecem candidatíssimos a fechar a série melhor de sete jogos em 4 a 0. Nos demais, emoção e equilíbrio não devem faltar. Os veteranos do sempre perigoso Spurs são favoritos contra o instável e desequilibrado Los Angeles Lakers, que não terá Kobe Bryant – principal ausência dos playoffs. O promissor Nuggets e o explosivo Clippers também devem passar para as semifinais.

No Leste, LeBron nem precisará se esforçar muito para tirar o Milwaukee Bucks. Já as três outras séries serão marcadas pelo equilíbrio, a começar pela rivalidade entre New York Knicks e Boston Celtics – com leve vantagem dos nova-iorquinos, principalmente no embate entre os armadores. O rápido e ofensivo time do Indiana Pacers e o Chicago Bulls, à espera de Derrick Rose,  levam pequena vantagem sobre os rivais, Atlanta Hawks e Brooklyn Nets, respectivamente. 

Abaixo, análise de cada confronto e as principais armas dos 16 times. A agenda de jogos segue o horário de Brasília e, lembrando, que a necessidade dos três últimos jogos depende do resultado dos anteriores.

CONFERÊNCIA OESTE

(1º, 60v-22d) Oklahoma City Thunder x Houston Rockets (8º, 45v-37d)


Thunder 
- O poderio ofensivo e atlético da dupla Durant –Westbrook (51,2 ppg, juntos) 
- A presença de garrafão do espanhol Serge Ibaka, líder em tocos (3,1 por jogo) 
- Consistência de jogadores secundários, como Sefolosha, Collison e do veterano Derek Fisher 

Rockets 
- Precisará de noites iluminadas de Harden (25,9 ppg), que enfrenta o ex-time, e Jeremy Lin 
- Conta com os rebotes do turco Omer Asik (3º, com 11,7 rpg), que faz boa temporada 
- Vindo do banco, o ala Chandler Parsons pode surpreender 

Jogos: dom (21), 22h30, Okc / qua (24), 20h, Okc / Sab (27), 22h30, Hou / seg (29), nd, Hou / qua (1º), Okc / sex (3), Hou / dom (5), Okc. 

Palpite: Thunder (4-0) 

(2º, 58v-24d) San Antonio Spurs x Los Angeles Lakers (7º, 45v-37d) 

Spurs 
- Experiência dos trintões Tim Duncan, Tony Parker, Matt Bonner e cia. 
- Os arremessos de três de Gary Neal e Bonner 
- Tiago Splitter, agora titular, chega mais confiante para os playoffs 

Lakers 
- Com dois triplos-duplos nos três últimos jogos, o versátil Pau Gasol assume o grupo 
- Sem Kobe, Antawn Jamison e Steve Blake estão crescendo de produção 
- Líder em rebotes e livre das contusões, Dwight Howard está jogando mais solto. 

Jogos: dom (21), 16h30, SA / qua (24), 22h30, SA / sex (26), 23h30, LA / dom (28), 20h, LA / ter (30), SA / qui (2), LA / sáb (4), SA. 

Palpite: Spurs (4-2) 

(3º, 57v-25d) Denver Nuggets x Golden State Warriors (6º, 47v-35d) 

Nuggets 
- Time mais rápido na transição defesa-ataque dos playoffs 
- A melhor campanha como mandante da liga (38v-3d) 
- O ala-pivô Keneth Farried, se estiver bem, pode fechar com chave de ouro seu melhor ano. 

Warriors 
- Os arremessos de Stephen Curry, recordista em cestas de três em uma temporada (272) 
- O all-star David Lee (11,2 reb/jogo), assume a responsabilidade no garrafão 
- Ao lado do Pacers e do próprio Nuggets, é um dos times mais promissores da liga 

Jogos: Sáb (20), 18h30, Den / ter (23), 23h30, Den / sex (26), 23h30, Oak / dom (28), 22h30, Oak / ter (30), Den / qui (2), Oak / sábado (4), Den 

Palpite: Nuggets (4-2) 

(4º, 56v-26d) Los Angeles Clippers x Memphis Grizzlies (5º, 56v-26d) 

Clippers 
- Chris Paul é, sem dúvida, o melhor armador em atividade na NBA 
- Um dos garrafões mais forte da NBA, com DeAndre Jordan e Blake Griffin 
- Soma-se aos três, jogadores rodados: Odom, Turiaf, Billups e Grant Hill (sim, aquele). 

Grizzlies 
- Zach Randolf e Marc Gasol farão ótimas batalhas contra Jordan-Griffin 
- Time perdeu Rudy Gay, mas repôs bem com Tyshaun Prince 
- O armador Mike Conley distribui bem o jogo, principalmente no trabalho com os pivôs

Jogos: sáb (20), 23h30, LA / seg (22), 23h30, LA / qui (25), 22h30, Mem / Sáb (27), 17h30, Mem / ter (30), LA / sex (3), Mem / dom (5), LA 

Palpite: Clippers (4-2) 

CONFERÊNCIA LESTE 

(1º, 66v-16d) Miami Heat x Milwaukee Bucks (8º, 38v-44d) 

Heat 
- Atual campeão, favoritíssimo e LeBron James cada vez mais maduro. Precisa mais? 
- Na terceira temporada juntos, Wade/Bosh/LeBron conseguiram um equilíbrio perfeito 
- Ray Allen é coadjuvante de luxo. Chalmers, Haslem, Anthony e Battier não deixam a desejar 

Bucks 
- Busca um milagre escorado em Brandon Jennings e Monta Ellis 
- Se estiver em noite inspirada, Ellis pode desequilibrar da linha de três 
- Larry Sander, um dos melhores bloqueadores da liga, pode dar algum trabalho no garrafão 

Jogos: dom (21), 20h, Mia / ter (23), 20h30, Mia / qui (25), 20h, Mil / dom (28), 16h30, Mil / ter (30), Mia / qui (2), Mil / sáb (4), Mia 

Palpite: Heat (4-0) 

(2º, 54v-28d) New York Knicks x Boston Celtics (7º, 41v-40d) 


Knicks 
- Maior pontuador da liga, Carmelo Anthony quer, finalmente, brilhar nos playoffs 
- Equipe tem o melhor cast de armadores: Kidd, Smith, Felton, Novak e Prigioni se revezando 
- Tyson Chandler e Amare Stoudemire (se se recuperar), formam garrafão de luxo. 

Celtics 
- Sem Rajon Rondo, Paul Pierce terá de se desdobrar no perímetro 
- Veteraníssimo, Kevin Garnett cresce em momentos decisivos 
- Avery Bradley e Courtney Lee tentarão dar ritmo na transição, prejudicada sem Rondo

Jogos: sáb (20), 16h, NY / ter (23), 21h, NY / sex (26), 21h, Bos / dom (28), 14h, Bos / qua (1º), NY / sex (3), Bos / dom (5), NY 

Palpite: Knicks (4-3) 

(3º, 49v-32d) Indiana Pacers x Atlanta Hawks (6º, 44v-38d) 

Pacers 
- Time jovem e bastante promissor.  
- Paul George, Roy Hibbert estão em grande fase. George Hill, machucado, não joga
- Rápido e bom jogo no perímetro. 

Hawks 
- É um time consistente, que pela sexta temporada consecutiva fica entre os oito do Leste 
- Josh Smith e Al Horford, se estiverem bem recuperados, é a dupla que faz a diferença 
- Os arremessos de longa distância de Kyle Korver e Jeff Teague são ótimas armas 

Jogos: dom (21), 14h, Ind / qua (24), 20h30, Ind / sáb (27), 20h, Atl / seg (29), Atl / qua (1º), Ind / sex (3), Atl / dom (5), Ind 

Palpite: Pacers (4-3) 

(4º, 49v-33d) Brooklyn Nets x Chicago Bulls (5º, 45v-37d) 

Nets 
- Teve começo fulminante, caiu de produção, trocou de técnico, mais ainda pode surpreender 
- Recuperado, Deron Williams comanda o Nets, em sua primeira temporada em Brooklyn 
- O pivô Brook Lopez faz boa temporada, bastante regular no garrafão 

Bulls 
- Vive a expectativa do retorno de Derrick Rose, fora há mais de um ano 
- Luol Deng e Nate Robinson, na ausência de Rose, tem feito bom trabalho 
- Carlos Boozer e Noah (recuperado) formam um garrafão de respeito 

 Jogos: sáb (20), 21h, NY / seg (22), 21h, NY / qui (25), 21h30, Chi / sáb (27), 15h, Chicago / seg (29), NY / qui (2), Chi / sáb (4), NY 

Palpite: Bulls (4-3)

Votos: 1
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Sábado, 23 de março de 2013 12:15 pm

Arroz, feijão e bola no chão



Minas encara o Rio no Maracanãzinho apostando na eficiência do oposto tcheco Filip Rejlek. Em um ano e meio, ele se adaptou perfeitamente ao Brasil e se tornou destaque da Superliga


Se você procurar por Filip Rejlek no Google, a primeira sugestão de pesquisa – baseada no número de buscas semelhantes –, será: “Filip Rejlek é casado?”. Apesar do assédio, o tcheco de 31 anos, que desembarcou no Brasil pela primeira vez há um ano e meio para defender o Minas, desconversa e garante que as fãs nunca se exaltaram durante os pedidos de fotos e autógrafos. Adaptado a Belo Horizonte e com o português afiado, o oposto de 1,97m é a arma do time mineiro contra o Rio de Janeiro hoje, às 10h, no Maracanãzinho, pela semifinal da Superliga Masculina de Vôlei.

Desconhecido do público brasileiro, Filip chegou ao Minas em novembro de 2011 por indicação do ex-técnico do clube Marcelo Fronckowiak, hoje treinador do Rio. Marcelo havia enfrentado Filip no Campeonato Francês e se impressionou com as atuações do oposto, que jogou por seis anos na França, vencendo o título nacional em 2009 pelo Paris Volley.

O atleta conquistou rapidamente a confiança e carinho dos torcedores. Em sua primeira temporada no Brasil, foi o terceiro maior pontuador da Superliga, com 461 pontos. Nesta edição, está em oitavo, com 318. “Eu não acreditei que poderia chegar uma proposta de jogar no Brasil. Eu pensei que a minha vida se passaria toda na Europa. Mas não pensei duas vezes. Para mim, seria interessante jogar no país de tantos campeões olímpicos e mundiais”, lembra.

A adaptação também foi rápida. Por saber falar francês, a aprendizagem do português foi mais fácil. No primeiro ano, as orientações vindas de Fronckowiak eram no idioma do antigo clube. Hoje, Filip conversa e brinca com desenvoltura pelos corredores do Minas. Quando o assunto é comida, nem espera a pergunta: “Churrasco! Amo churrasco!”, emenda. Arroz, feijão, café e sucos de frutas também estão no cardápio. A dificuldade foi se adaptar à velocidade e volume do vôlei brasileiro. “O jogo aqui é muito mais de força. E a exigência é maior. Fazemos musculação de três a quatro vezes por semana. Na França, eram só duas vezes.”

Filip começou a jogar vôlei aos 12 anos, depois de quatro anos dedicados ao basquete, em Pribram, cidade de cerca de 40 mil habitantes, na região da Boêmia. Durante o regime comunista, até 1989, a antiga Tchecoeslováquia foi destaque no voleibol, disputando a final das seis primeiras edições do Mundial (de 1949 a 1966), conquistando os títulos de 1956 e 1966. “Quando eu comecei, o comunismo tinha acabado recentemente, mas o esporte continuou com bastante apoio. Eu estudava em uma escola, que a prioridade era treinar”, conta Filip, que jogou dos 18 aos 24 anos no Duckles, de Liberec, cidade no Norte do país.

FAMÍLIA E PESCARIAS Apesar de Filip ser o único a se profissionalizar, a família Rejlek se destaca nos esportes. Duas irmãs do jogador praticaram atletismo e uma sobrinha joga vôlei. Seus pais moram em Pribram e já visitaram o Brasil apenas uma vez, a passeio, mas nunca estiveram em Belo Horizonte. A namorada, Stepanka, já veio três vezes à capital mineira.

No Brasil, Filip ainda não teve tempo para praticar seu hobby: pescaria. Nas próximas férias, no entanto, já marcou com um amigo de conhecer o Pantanal, paraíso de pescadores em água doce. Por enquanto, o objetivo é se concentrar para ir à decisão pela primeira vez. No ano passado, bateu na trave, perdendo para o Cruzeiro, por 2 a 0, na semifinal. “Precisamos jogar de forma coletiva para ter possibilidade de vencer. Não dá para vencer o Rio com apenas um ou dois jogadores atuando bem. Estou confiante, pois gosto bastante de como nosso time se apresenta.”

As boas atuações renderam a convocação de Filip para a Seleção da República Tcheca, no ano passado, mas ele recusou, alegando que, com a idade, precisa se preservar para fazer uma boa temporada em seu clube. O contrato de Filip com o Minas vai até o fim da Superliga e o jogador não dá pistas sobre sua permanência. “Não sei se vou ficar. É meu empresário quem vai cuidar disso.”

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Terça-feira, 12 de março de 2013 03:38 pm

Kevin Garnett no Top-10 de rebotes



Em sua 18ª temporada, o ala-pivô Kevin Garnett se tornou na semana passada o 10º maior reboteiro de todos os tempos da NBA, deixando para trás nomes consagrados como Shaquille O'Neal e Hakeem Olajuwon. Garnett, que está em sua sexta temporada no Boston Celtics, tem agora 13.793 rebotes.

Os 10 líderes de rebotes de todos os tempos

1. Wilt Chamberlain                23.924
2. Bill Russell                         21.620
3. Kareem Abdul Jabbar         17.440
4. Elvin Hayes                         16.279
5. Moses Malone                    16.212
6. Karl Malone                        14.968
7. Robert Parish                      14.715
8. Nate Thurmond                   14.464
9. Walt Bellamy                      14.241
10. Kevin Garnett                   13.793

Foto: Jared Wickerham/Getty Images/AFP

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Quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013 07:32 pm

Adeus a Dr. Buss

Imagine a Premier League sem Manchester United ou o Campeonato Espanhol sem Barcelona ou Real Madrid? É o mesmo que pensar a NBA sem seus carros-chefes como Los Angeles Lakers, Boston Celtics ou New York Knicks. A própria liga norte-americana de basquete sabe da importância comercial de suas franquias e lamentou na segunda-feira a morte de Jerry Buss, 80, proprietário do Lakers e um dos mais vitoriosos e influentes dirigentes do esporte mundial.

"Jerry Buss ajudou a definir o campeonato como é hoje. Lembre-se, ele nos mostrou o que era Showtime, a noção de que uma arena pode se tornar o ponto focal de não apenas de basquete, mas de entretenimento. Ele deixou o lugar para ver e ser visto", definiu o comissário da NBA, David Stern.

O Lakers divulgou um infográfico bem legal ( AQUI, AMPLIADO ) sobre a era Jerry Buss, que transformou a franquia em uma máquina de marketing e vitórias. Desde 1980 foram 10 títulos em 16 finais. Comandou estrelas como Magic Johnson, Kareem Abdul-Jabber, James Worthy,  Shaquille O'Neal e Kobe Bryant. Resumindo:



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Segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013 10:00 pm

Jordan: Quando o conceito de "maior de todos" está acima de qualquer suspeita



Ao falar sobre alguém, via de regra, gosto de pesquisar e comparar números, ler textos de jornalistas e historiadores que respeito, ver e rever alguns vídeos. Hoje, porém, ao homenagear os 50 anos de Michael Jordan, não quis fazer isso, por um simples motivo: o conceito de maior de todos os tempos é inquestionável e irrevogável quando se trata de Air Jordan.

Se falo isso é porque Jordan está acima daquelas discussões que, volta e meia, colocam Sampras x Federer, Senna x Schumacher, Pelé x Messi em um tipo de disputa que desrespeita tempo, espaço, dificuldades dentro e fora do jogo, adversários, mudanças de regra e outras alterações que agem diretamente no desempenho do atleta.

Jordan não é o maior pontuador da história da NBA (é o quinto) e está longe de ser o maior vencedor (está atrás, inclusive, do eterno reserva Robert Horry, por exemplo).Entre os principais recordes individuais, registra "apenas" o de maior média de pontos na carreira (30,1) e a mais alta pontuação de um atleta nos playoffs (63). But who cares? É o maior e ninguém tasca.

Jordan soube, como ninguém, aliar o talento e popularidade a publicidade. Mas em vez de isto servir como contrargumento ao seu posto de maior, a transformação de homem em marca é mais um de suas virtudes elogiosas. Ele é um divisor de água no marketing esportivo, alavancando consigo a NBA, que se tornou febre mundial.

Acho válido a discussão dos sucessores: Kobe Bryant e LeBron James são legítimos continuadores da era Jordan, por elevar o nível do esporte a cada ano e liderar seus times em quadra e o suceso da NBA para além do âmbito esportivo. Imagina se o esporte terminasse em Pelé, Sampras ou Senna? Enfim, a discussão é longa...

Para encerrar, em vez de tentar traduzir minha admiração e lembranças sobre Jordan (a disputa de enterradas com Dominique Wilkins, o choro abraçado ao primeiro troféu, a disputa com Magic Johnson no All Star'1992 e o drible em Byron Russel na final contra o Utah Jazz, são meus favoritos), escolhi esse vídeo no Youtube com a seleção de 50 lances geniais de Air Jordan.Aproveitem!




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Quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013 03:19 pm

Warriors estreia uniforme com mangas

O Golden State Warriors vai estrear na próxima sexta-feira (22), contra o San Antonio Spurs, o primeiro uniforme com mangas da NBA. A camiseta, criada pela Adidas, é 26% mais leve do que as regatas atuais.

Segundo a empresa, o Warriors foi escolhido por ser uma das equipes mais agressivas e criativas da liga.

O uniforme Adizero, que poderá ser adotado em breve por outras franquias, possui uma cava de tecido elástico de 360 graus em volta do ombro para não atrapalhar o movimento.

A Adidas, que recentemente criou uma linha de uniformes retrôs, é a principal fornecedora de material esportivo.


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Sexta-feira, 08 de fevereiro de 2013 06:47 pm

Os dois primeiros pontos de um jogador mineiro na NBA

O mineiro Fab Melo, de Juiz de Fora, escolhido na primeira rodada do último Draft pelo Boston Celtics, marcou seus dois primeiros pontos na NBA logo no confronto mais emblemático da liga: Celtics x Lakers, que já decidiram 11 temporadas.

Fab, que estava defendendo o Maine Red Claws na liga de desenvolvimento (D-League), jogou pouco mais de quatro minutos na vitória do Celtics sobre o Lakers, por 116 a 95, nesta quinta-feira. Marcou dois pontos, deu um toco (sua especialidade) e cometeu duas faltas. Ele já havia estreado no dia 1º de fevereiro, por três minutos contra o Washington Wizards, conseguindo apenas uma roubada de bola.

Na mesma partida que Fab marcou pela primeira vez, o veterano Kevin Garnett ultrapassou a marca de 25 mil pontos na carreira.

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Segunda-feira, 04 de fevereiro de 2013 05:35 pm

Festa do Ravens, noite de Flacco, luzes para Beyoncé e apagão no Superdome



Os jornais norte-americanos destacaram nesta segunda-feira (galeria abaixo) a vitória do Baltimore Ravens sobre o San Francisco 49ers, por 34 a 31, no Super Bowl XLVII, a decisão da liga profissional de futebol americano (NFL). O show do intervalo com a contora Beyoncé, o quarterback campeão Joe Flacco (MVP) e o apagão que paralisou a partida por mais de meia hora também foram lembrados.

O 49ers, de San Francisco, chegou a ficar 22 pontos em desvantagem. Se recuperou após o apagão que paralisou a partida por 34 minutos no Superdome (Nova Orleans), mas, no fim, não teve forças para buscar o triunfo. O quarterback Joe Flacco foi eleito o MVP, somando 287 jardas e três touchdowns. O título também consagrou o linerback Ray Lewis, que está na equipe desde a fundação (1996) e fez sua última partida na NFL.

Foi o segundo título do Ravens, que venceu pela primeira vez em 2000/2001. A temporada se encerrou, mas no fim de abril a liga se movimenta para o draft, recrutamento de atletas universitários, de 25 e 27 de abril. A temporada 2013/2014 vai começar em setembro. 



 

 

 

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Segunda-feira, 28 de janeiro de 2013 07:28 pm

Ary Vidal morre aos 77. Grande perda!



É difícil classificar a maior conquista brasileira no esporte. O ouro do vôlei em Barcelona'1992; as cinco taças da Copa do Mundo; os títulos de Senna, Piquet e Fittipaldi na F-1; o tri de Guga em Roland Garros.... A mais improvável e surpreendente, porém, é mais simples de classificar (para mim, pelo menos): a inesquecível vitória da Seleção Brasileira de Basquete sobre os Estados Unidos, por 120 a 115, na decisão do Pan Americano'1987, em Indianápolis. Na casa deles!

Os 44 pontos de Oscar foram fundamentais para o desfecho positivo daquela batalha épica contra o time de David Robinson, Rex Chapman e cia. Mas, não fosse a mentalidade ofensiva de todo time brasileiro, que jogava em função dos arremessos de Oscar e Marcel, a vitória não seria possível.

Tal mudança de mentalidade, que rejuvenesceu o basquete do país, incentivando a velocidade e os arremessos de longa distância, se deveu a um nome: Ary Vidal.

Ary morreu no início da tarde desta segunda-feira, no Rio, aos 77 anos. Desde outubro, quando se internou, já apresentava complicações renais e cardíacas. É um dos grandes técnicos da história do nosso basquete, ao lado de Hélio Rubens e Togo Renan Soares, o Kanela, que foi o seu tutor no início da carreira, na década de 1960. 

O título do Pan'1987 foi o mais importante, mas não o único de Vidal, que treinou os times masculino e feminino do Brasil. Em 1978, foi bronze no Mundial de Manila. Em Minas, treinou o Minas Tênis Clube e comandou o início do projeto do basquete em Uberlândia. O único título brasileiro foi pelo Corinthians, de Santa Cruz do Sul, em 1994. 

Ary primava pela ofensividade. Via de regra, seus times se arriscavam mais (e até erravam mais, claro). Foi ele quem recebeu Oscar na Seleção Brasileira, em 1977, e que estava no comando do Brasil durante a Olimpíada de 1996, na despedida do Mão Santa. Unanimidade no meio do basquete, gerações que estiveram em quadra nas últimas cinco décadas lamentaram hoje a morte de Ary Vidal. 

Uma grande perda para o basquete brasileiro!

Foto: Euller Junior/EM/D.A. Press 12/6/2000

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