15 julho 2010 10:31 pm

Modificando direto de Londres

 

Volto a postar no blog depois um tempo sem conseguir. Dar aula em duas faculdades e ter uma marca que fabrica seus próprios produtos não foi fácil. Entre a academia e fazer meus sapatos, fiquei com os dois! Mas abri mão da UNA.

 

Amanhã parto para Londres para fazer um curso na famosa Saint Martins. Várias pessoas estão me pedindo dicas de faculdades fora do Brasil. Na próxima semana, faço um post sobre isso.

Beijos e até

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24 maio 2010 11:27 pm

A propaganda mudou, mas o assunto ainda é o mesmo

 

Em junho de 1942, a revista Vida Doméstica trazia mais uma edição recheada de dicas de beleza, moda e comportamento para a mulher brasileira.

 

 

Vida Doméstica / 1942

 

O número de anúncios de produtos de beleza era bem maior do que decoração, moda ou culinária. E a maior preocupação das mulheres parecia estar na pele. Hoje, os cosméticos precisam competir com outras necessidades, mas continuam com espaço garantido no universo feminino.

 

 

Vogue / 2010

 

Os argumentos tecnológicos precisam ser mais convincentes do que a eterna juventude prometida pelo Sabão Russo!

 

Vida Doméstica / 1942

 

Há 68 anos...

 

 

Vida Doméstica / 1942

 

 

Vida Doméstica / 1942

 

 

Vida Doméstica / 1942

 

 

Vida Doméstica / 1942

 

 

Vida Doméstica / 1942

 

 

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11 maio 2010 04:39 pm

Inspirações argentinas

 

 

 

A edição especial da revista argentina Para ti traz 804 páginas com vários editoriais de moda para todos os estilos. A tendência mundial é acertar o gosto do freguês. Para isso, mulheres românticas, sedutoras, práticas, minimalistas, exageradas, todas acham alguma moda que se encaixe no seu perfil.

Por outro lado, muitas mulheres modernas gostam de alternar estilos, o que é muito interessante.

 

Inspirem-se nos editoriais ecléticos do inverno argentino.

 

 

 

 

Fotos: Sole Rubio

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotos:Thomas Ghiorzo

 

 

Foto:Fernando Venegas

 

 

Foto:Marcello Molinari

 

 

Foto:Marcello Molinari

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17 abril 2010 12:08 am

Cores quentes em editorial de moda

 

Vale a pena conferir o editorial de abril da Vogue alemã. Fotos de Javier Vallhonrat.

 

 

Lanvin

 

 

Yves Saint Laurent

 

 

Bottega Veneta

 

 

 

Valentino

 

 

Balenciaga by Nicolas Ghesquière

 

 

 

Balmain

 

 

Dolce & Gabbana

 

 

Givenchy by Riccardo Tisci

 

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12 março 2010 09:35 am

O coque alto

Do tapete vermelho para as ruas

 

 

O coque alto é o penteado da moda. Sarah Jessica Parker apresentou o prêmio de melhor figurino no Oscar 2010, ao lado do estilista Tom Ford, vestida de Chanel Haute Couture e com um volumoso coque.

 

 

 

Sarah Jessica Parker

 

Festa do Oscar 2010: Heidi Klum e Victoria Beckham

 

 

A Prada trouxe o coque “colmeia” para a passarela do inverno 2010, na Semana de Moda de Milão. O penteado remete aos anos 60, quando o famoso cabelereiro Alexandre de Paris, (Louis Alexandre Raimon / 1922-2008 ) popularizou o coque colméia nos cabelos das atrizes mais famosas da época, como Audrey Hepburn, Elizabeth Taylor e muitas outras.

 

 

Prada - Inverno 2010

 

Prada - Inverno 2010

 

Prada - Inverno 2010

 

Coque Colmeia - Audrey Hepburn

 

Há algumas temporadas, o coque alto insiste, tanto no exterior quanto no Brasil

 

 

Isabela Capeto - Verão 2010

 

Isabela Capeto - Inverno 2010

 

Isabela Capeto - Inverno 2010

 

Ele saiu das festas formais e está ganhando as ruas. O conceituado blog The Sartorialist, que apresenta estilosos nas ruas, já trouxe o penteado. Não só ele, mas vários outros sites do gênero.

 

 

 Londres - The Sartorialist (www.sartorialist.blogspot.com)

 

Rio de Janeiro - The Sartorialist

 

 

Paris -blog Face Hunter  www.facehunter.blogspot.com

 

Estocolmo - blog Style Clicker www.styleclicker.net

 

Copenhague - Copenhagen Street Style www.copenhagenstreetstyle.dk

 

O coque

 

As mulheres da Frigia, atual Turquia, usavam os cabelos amarrados em nó no alto da cabeça. Os frígios dominaram a região dos hititas, aproximadamente em 1200 AC, e deixaram o poder para os lídios no século VII AC. As mulheres da época usavam coques altos, adornados com tiaras.

 

 

Mulher da Frígia

 

As mulheres da Grécia antiga, assim como as romanas, também usaram coques. Os penteados atuais, aparentemente desleixados, com a frente do cabelo solto, trazem a herança do período clássico grego.

 

 

Grécia

 

 

Roma

 

 

Mais tarde, no século XVI, a moda dos rufos fez com que os cabelos precisassem ser jogados para cima. Os rufos eram grandes golas engomadas, em formato circular, usadas pela nobreza até a primeira metade do século XVII. Os coques ficaram mais altos e eram usadas perucas para ajudar no penteado.

 

 

 

 

Séculos XVI e XVII

 

 

No século XVIII, influenciadas pela moda francesa, as mulheres inglesas usavam um tipo de penteado que, com o uso de perucas, construíam estruturas enormes acima da cabeça. Caricaturas da década de 1770, em Londres, ridicularizavam a moda.

 

 

Londres, 1771

 

Os coques baixos foram mais comuns no século XIX.

 

 

Rainha Victoria - 1839

 

No século XX , o penteado ganhou as ruas nos anos 50 e 60.

 

 

Lee Remick - Anos 60

 

 

Agosto - 1965

 

 

Nos anos 80,  o coque voltou com uma cara parecida com novas versões do coque alto de agora.

Depois, esteve confinado às festas sociais, onde ele sempre teve lugar cativo.

 

 

Anos 80

 

De alguns anos para cá, reaparece o coque colmeia, tão famoso nos anos 60.

 

 

Scarlett Johansson - 2006

 

 

Amy Winehouse não poderia faltar! Ela fez um estilo próprio para o colmeia.

 

 

Katherine Heigl - 2009

 

O coque alto valoriza o rosto e há várias formas de fazer, desde a mais simples (um rabo de cavalo com as pontas embutidas) até às mais sofisticadas.

 

 

O cabelereiro Marco Antônio de Biaggi ensina a fazer um dos coques do momento.

 

E você, o que acha da ideia?

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23 fevereiro 2010 08:01 pm

O estilo do tabaco

Como fumo e moda caminharam juntos por cinco séculos

 

Uma moda de 500 anos não cai de uma hora para outra. O fumo, desde o princípio, esteve associado a valores importantes na sociedade. No século XVIII, além de todos os benefícios à saúde que se acreditava, ele também ajudava socialmente provocando efeitos antieróticos. Dirigia para outros lugares “as fantasias lúbricas que comprometem tantos os homens ociosos”. O mesmo fumo que, posteriormente, foi tão associado à sensualidade.

 

Audrey Hepburn

Tudo começou no século XVI, quando os colonizadores espanhóis e portugueses conheceram o tabaco na América e levaram a novidade para a Europa. Rapidamente, as descobertas café e tabaco, viraram moda. O verbo “fumar” entra na linguagem corrente apenas no século XVII. Até então, “bebia-se” fumo. A medicina dos séculos XVII e XVIII vê o tabaco como remédio, bom para o fôlego, para as afecções pulmonares e para a tosse crônica. O fumo e o café também estavam associados ao trabalho intelectual.

 

 

The Guitar Player - 1641 David Rijckaert

As mulheres aristocráticas ocupavam-se aspirando fumo, assim como as mulheres da burguesia, que as imitavam em tudo. O fumo era aspirado em forma de rapé, em toda parte, nas cortes, nos cafés, nos salões e por todas as classes sociais. Nos séculos XVII e XVIII, o cachimbo é o principal instrumento para fumar. No início do século XIX, aparece o charuto, e na segunda metade do século, o cigarro.

 

Cachimbos -1614

 

 

Marquise de Pompadour (1721/1764) amante preferida de Louis XV

 

A indústria do cigarro e as relações públicas cresceram juntas no século XX. Edward Bernays (1891/1995), sobrinho de Sigmund Freud, foi pioneiro no uso da psicologia e outras ciências sociais para persuasão do público consumidor. Ele nasceu em Viena, mas foi criado nos EUA. Bernays desenvolveu a campanha que promoveu o fumo entre as mulheres.

Em nome da Lucky Strike, ele procurou o conselho do psicanalista A.A.Brill, cuja mensagem era liberdade. Bernays organizou um evento publicitário que entrou para a história. Ele contratou modelos de moda para participar da parada de Páscoa de Nova York. Cada uma desfilou com um cigarro aceso e carregava uma placa proclamando-o sua “tocha da liberdade”.

 

1934

Graças a Edward Bernays, Ivy Lee, John Hill e outros pensadores do marketing nos EUA do princípio do século, o cigarro tornou-se símbolo de sensualidade, juventude, vitalidade, liberdade.

 

Propagandas das décadas de 40 e 50

 

Até Papai Noel!

 

 

 

O cinema foi um dos maiores propagadores do cigarro. Grandes atores e atrizes fumavam incessantemente nas telas. A sensualidade servia para ambos os sexos, homens ficavam mais másculos fumando cigarros, e mulheres, mais femininas.

 

Brigitte Bardot

 

Anita Ekberg

 

Marilyn Monroe

 

Jane Fonda

Rita Hayworth

 

Nos anos 50, quando a mídia começou a dar maior atenção aos efeitos provocados pelo cigarro e o governo americano tomava as primeiras medidas contra o fumo, os investimentos da indústria de tabaco praticamente duplicaram em publicidade. De US$ 76 milhões em 1953 para US$ 122 milhões em 1957. O cigarro estava nas revistas, na TV, no rádio, outdoors, displays, em todos os lugares.

Até os anos 80 ainda era elegante o uso do cigarro, mas as consequências já eram comprovadas e visíveis. Leis mais severas passaram a taxar impostos pesados sobre a indústria do tabaco, limitar locais de uso. As propagandas contra o fumo  estavam mais comuns.

 

Personagem Carrie Bradshaw -Sex and the City

 

Quando Carrie Bradshaw, personagem do seriado Sex and the City, apareceu fumando, com o ar blasé (entediado) das estrelas de Hollywood dos anos 50, já causou estranhamento. A personagem foi bastante criticada por fazer apologia ao cigarro em pleno século XXI.

No Brasil, há 24,6 milhões de fumantes, entre eles, apenas 2,1% são fumantes ocasionais. Os dados são da Pesquisa Especial sobre Tabagismo – PETab – realizada em 2008 e publicada pelo Governo Federal, através do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e do Ministério da Saúde.

A proporção já foi pior, hoje, 82,8% da população, 118,4 milhões de brasileiros, são não fumantes. Destes, 26 milhões são ex-fumantes. A maioria, com mais de dez anos sem fumar. Nos anos 80, cerca de 35% da população brasileira com mais de 18 anos, fumava.

O cigarro já não aparece tanto na mídia. Não está nas novelas, nem nos outdoors, ou no rádio. Ele está fora de moda. A elegância se tornou inconveniência.  Mas os números mostram que, além do vício, difícil de se libertar, o fumo ainda tem muita força social. Ele carrega um simbolismo que fez parte da cultura ocidental por vários séculos.

 

 

 
Campanha engraçada contra o tabaco

 

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11 fevereiro 2010 08:03 pm

Moda perde Alexander McQueen

 

Encontrado morto nesta quinta-feira (11), o estilista britânico Alexander McQueen. Há suspeita de suicídio. A mãe do estilista havia morrido há poucos dias.

 

 

 

No Twitter, Alexander desabafou sobre a tristeza pela morte da mãe. No último dia 3, Alexander colocou o seguinte post: "Quero que meus seguidores saibam que minha mãe faleceu ontem. Descanse em paz, mamãezinha". Logo depois: "A vida tem que continuar".

No domingo, dia 7, ele tuitou: "domingo à noite, a semana foi horrível, mas meus amigos foram incríveis". A conta de McQueen no Twitter foi apagada hoje.

 

 

Alexander McQueen e sua mãe, Joyce

 

 

O estilista de 40 anos apresentaria a coleção outono-inverno 2010/2011 no dia 9 de março, na Semana de Moda de Paris.

 

O último desfile, onde apresentou o verão 2010, foi um show impressionante. Foi a primeira vez que postei um desfile em meu blog pessoal. Havia modernidade, design original. Ele conseguiu transformar estampa de bicho em uma estética de vanguarda.

 

 

Verão 2010

 

Verão 2010

 

Verão 2010

 

 

Em “Bad Romance”, de Lady Gaga, o figurino assinado por Alexander McQueen  foi inspirado nesta coleção.

 

 

 Lady Gaga

 

Lady Gaga

 

 

 

 

 

 

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31 janeiro 2010 08:35 pm

Balanço dos desfiles

 

O post do dia 30 de dezembro de 2009 mostrou as tendências do inverno internacional, segundo a Vogue espanhola, e esperava para ver o que seria confirmado na mesma estação brasileira.

Resultado: se você gostou do que viu lá fora, vai encontrar por aqui também. Em alguns casos, a tendência apareceu em um número enorme de desfiles, como a cor preta e o couro. Mesmo quando não foi usado o couro animal, a estética apareceu em emborrachados, vinil e outros materiais.

A estampa de bicho é que quase não foi vista.

 

 

Couro e semelhantes

A cara do inverno 2010

 

 

Forum Tufi Duek

 

 

Cori

 

Ellus

 

 

Neon

 

 

Jefferson Kulig

 

 

Espaço Fashion

 

 

Preto, Preto, Preto

A estrela da maioria dos desfiles

 

 

Animale

 

 

Isabela Capeto

 

 

Peles em detalhes

Normalmente, sintéticas

 

 

Giulia Borges

 

 

TNG

 

 

FH

 

 

 

Ombros

 

 

André Lima

 

 

Filhas de Gaia

 

 

Patachou

 

 

Drapeados

 

 

Victor Dzenk

 

 

Andrea Marques

 

Flúor

Menos comum

 

Triton

 

 

Triton

 

 

Mara Mac

 

 

Maria Bonita Extra

Fotos: Charles Naseh

 

Botas muito altas

Não apareceram nos desfiles, mas foram sucesso na Couromoda, maior feira de acessórios da temporada no Brasil. 

 

 

Werner

 

 

Dumond

 

 

Flexus

 

 

Capodarte

 

Final da história, você consegue achar no mercado boas peças, antenadas com o que acontece no mundo.

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22 janeiro 2010 08:59 pm

Ronaldo Fraga: o avesso da tendência

 

 

Engana-se quem acredita que o sonho de todo estilista é ter centenas ou milhares de pontos de venda espalhados pelo mundo. A princípio, pode até ser. Mas logo,logo, ele descobre que o preço para vencer no mercado é muito alto. Se não rezar a cartilha das tendências, nada feito. No final, o que todo estilista quer, é ser livre.

 

 

 

 Não, ela não está de costas!

 

 

Alguns estilistas conseguem sentir o gosto da liberdade e ainda assim, conquistar um nicho de mercado. Um exemplo bem próximo, é o mineiro Ronaldo Fraga. 

 

 

 

 

 

 

 

A nova coleção para o inverno 2010, apresentada no São Paulo Fashion Week, é inspirada na coreógrafa alemã Pina Bausch (1940/2009). Ronaldo está acostumado a surpreender a plateia nos desfiles. E mesmo os que não gostam das roupas dele, querem assistir a seus espetáculos.

 

 

 

 

 

 

Federico Fellini disse, em uma entrevista, que queria de agradar o suficiente para continuar fazendo filmes. Quando ouvi esta frase, nunca mais me esqueci. Nas profissões que envolvem criação, o dilema sempre aparece. Pessoalmente, prefiro o time do Fellini!

 

 

 

 

 

Fotos: Charles Naseh 

 

 

 

 

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Tags: Ronaldo  Fraga 

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15 janeiro 2010 11:51 am

Moda para criança colorir

 

A maioria dos estilistas passou a infância desenhando roupas. Se na sua casa já tem um estilista mirim, é hora de dar uma forcinha.

 

Indumentária de 1750

 

O museu britânico Victoria and Albert (V&A) oferece, no site direcionado às crianças Museum of Childhood , várias brincadeiras. Uma delas, diz respeito à história da moda. São disponibilizados quatro arquivos, cada um apresenta uma indumentária de uma época diferente.

Os desenhos vêm separados, e no programa Microsoft Word. Você pode montar da forma como quiser e imprimir.

A partir de uma estrutura, fica mais fácil para a criança soltar a imaginação.

Divirtam-se!

 

http://www.vam.ac.uk/moc/kids/things_to_make/colouring_sheet/index.html

 

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