Volto a postar no blog depois um tempo sem conseguir. Dar aula em duas faculdades e ter uma marca que fabrica seus próprios produtos não foi fácil. Entre a academia e fazer meus sapatos, fiquei com os dois! Mas abri mão da UNA.
Amanhã parto para Londres para fazer um curso na famosa Saint Martins. Várias pessoas estão me pedindo dicas de faculdades fora do Brasil. Na próxima semana, faço um post sobre isso.
Beijos e até
Em junho de

Vida Doméstica / 1942
O número de anúncios de produtos de beleza era bem maior do que decoração, moda ou culinária. E a maior preocupação das mulheres parecia estar na pele. Hoje, os cosméticos precisam competir com outras necessidades, mas continuam com espaço garantido no universo feminino.

Vogue / 2010
Os argumentos tecnológicos precisam ser mais convincentes do que a eterna juventude prometida pelo Sabão Russo!

Vida Doméstica / 1942
Há 68 anos...

Vida Doméstica / 1942

Vida Doméstica / 1942

Vida Doméstica / 1942

Vida Doméstica / 1942

Vida Doméstica / 1942
A edição especial da revista argentina Para ti traz 804 páginas com vários editoriais de moda para todos os estilos. A tendência mundial é acertar o gosto do freguês. Para isso, mulheres românticas, sedutoras, práticas, minimalistas, exageradas, todas acham alguma moda que se encaixe no seu perfil.
Por outro lado, muitas mulheres modernas gostam de alternar estilos, o que é muito interessante.
Inspirem-se nos editoriais ecléticos do inverno argentino.


Fotos: Sole Rubio



Fotos:Thomas Ghiorzo

Foto:Fernando Venegas

Foto:Marcello Molinari

Foto:Marcello Molinari
Vale a pena conferir o editorial de abril da Vogue alemã. Fotos de Javier Vallhonrat.

Lanvin

Yves Saint Laurent

Bottega Veneta
Valentino

Balenciaga by Nicolas Ghesquière
Balmain

Dolce & Gabbana

Givenchy by Riccardo Tisci
Do tapete vermelho para as ruas
O coque alto é o penteado da moda. Sarah Jessica Parker apresentou o prêmio de melhor figurino no Oscar 2010, ao lado do estilista Tom Ford, vestida de Chanel Haute Couture e com um volumoso coque.

Sarah Jessica Parker

Festa do Oscar 2010: Heidi Klum e Victoria Beckham
A Prada trouxe o coque “colmeia” para a passarela do inverno 2010, na Semana de Moda de Milão. O penteado remete aos anos 60, quando o famoso cabelereiro Alexandre de Paris, (Louis Alexandre Raimon / 1922-2008 ) popularizou o coque colméia nos cabelos das atrizes mais famosas da época, como Audrey Hepburn, Elizabeth Taylor e muitas outras.

Prada - Inverno 2010

Prada - Inverno 2010

Prada - Inverno 2010

Coque Colmeia - Audrey Hepburn
Há algumas temporadas, o coque alto insiste, tanto no exterior quanto no Brasil

Isabela Capeto - Verão 2010

Isabela Capeto - Inverno 2010

Isabela Capeto - Inverno 2010
Ele saiu das festas formais e está ganhando as ruas. O conceituado blog The Sartorialist, que apresenta estilosos nas ruas, já trouxe o penteado. Não só ele, mas vários outros sites do gênero.


Rio de Janeiro - The Sartorialist

Paris -blog Face Hunter www.facehunter.blogspot.com

Estocolmo - blog Style Clicker www.styleclicker.net

Copenhague - Copenhagen Street Style www.copenhagenstreetstyle.dk
O coque
As mulheres da Frigia, atual Turquia, usavam os cabelos amarrados em nó no alto da cabeça. Os frígios dominaram a região dos hititas, aproximadamente em

Mulher da Frígia
As mulheres da Grécia antiga, assim como as romanas, também usaram coques. Os penteados atuais, aparentemente desleixados, com a frente do cabelo solto, trazem a herança do período clássico grego.

Grécia

Roma
Mais tarde, no século XVI, a moda dos rufos fez com que os cabelos precisassem ser jogados para cima. Os rufos eram grandes golas engomadas, em formato circular, usadas pela nobreza até a primeira metade do século XVII. Os coques ficaram mais altos e eram usadas perucas para ajudar no penteado.

Séculos XVI e XVII
No século XVIII, influenciadas pela moda francesa, as mulheres inglesas usavam um tipo de penteado que, com o uso de perucas, construíam estruturas enormes acima da cabeça. Caricaturas da década de 1770, em Londres, ridicularizavam a moda.

Londres, 1771
Os coques baixos foram mais comuns no século XIX.

Rainha Victoria - 1839
No século XX , o penteado ganhou as ruas nos anos 50 e 60.

Lee Remick - Anos 60

Agosto - 1965
Nos anos 80, o coque voltou com uma cara parecida com novas versões do coque alto de agora.
Depois, esteve confinado às festas sociais, onde ele sempre teve lugar cativo.

Anos 80
De alguns anos para cá, reaparece o coque colmeia, tão famoso nos anos 60.

Scarlett Johansson - 2006

Amy Winehouse não poderia faltar! Ela fez um estilo próprio para o colmeia.

Katherine Heigl - 2009
O coque alto valoriza o rosto e há várias formas de fazer, desde a mais simples (um rabo de cavalo com as pontas embutidas) até às mais sofisticadas.
O cabelereiro Marco Antônio de Biaggi ensina a fazer um dos coques do momento.
E você, o que acha da ideia?
Como fumo e moda caminharam juntos por cinco séculos
Uma moda de 500 anos não cai de uma hora para outra. O fumo, desde o princípio, esteve associado a valores importantes na sociedade. No século XVIII, além de todos os benefícios à saúde que se acreditava, ele também ajudava socialmente provocando efeitos antieróticos. Dirigia para outros lugares “as fantasias lúbricas que comprometem tantos os homens ociosos”. O mesmo fumo que, posteriormente, foi tão associado à sensualidade.

Audrey Hepburn
Tudo começou no século XVI, quando os colonizadores espanhóis e portugueses conheceram o tabaco na América e levaram a novidade para a Europa. Rapidamente, as descobertas café e tabaco, viraram moda. O verbo “fumar” entra na linguagem corrente apenas no século XVII. Até então, “bebia-se” fumo. A medicina dos séculos XVII e XVIII vê o tabaco como remédio, bom para o fôlego, para as afecções pulmonares e para a tosse crônica. O fumo e o café também estavam associados ao trabalho intelectual.

The Guitar Player - 1641 David Rijckaert
As mulheres aristocráticas ocupavam-se aspirando fumo, assim como as mulheres da burguesia, que as imitavam

Cachimbos -1614

Marquise de Pompadour (1721/1764) amante preferida de Louis XV
A indústria do cigarro e as relações públicas cresceram juntas no século XX. Edward Bernays (1891/1995), sobrinho de Sigmund Freud, foi pioneiro no uso da psicologia e outras ciências sociais para persuasão do público consumidor. Ele nasceu em Viena, mas foi criado nos EUA. Bernays desenvolveu a campanha que promoveu o fumo entre as mulheres.
Em nome da Lucky Strike, ele procurou o conselho do psicanalista A.A.Brill, cuja mensagem era liberdade. Bernays organizou um evento publicitário que entrou para a história. Ele contratou modelos de moda para participar da parada de Páscoa de Nova York. Cada uma desfilou com um cigarro aceso e carregava uma placa proclamando-o sua “tocha da liberdade”.

1934
Graças a Edward Bernays, Ivy Lee, John Hill e outros pensadores do marketing nos EUA do princípio do século, o cigarro tornou-se símbolo de sensualidade, juventude, vitalidade, liberdade.
Propagandas das décadas de 40 e 50



Até Papai Noel!


O cinema foi um dos maiores propagadores do cigarro. Grandes atores e atrizes fumavam incessantemente nas telas. A sensualidade servia para ambos os sexos, homens ficavam mais másculos fumando cigarros, e mulheres, mais femininas.

Brigitte Bardot

Anita Ekberg

Marilyn Monroe

Jane Fonda

Rita Hayworth
Nos anos 50, quando a mídia começou a dar maior atenção aos efeitos provocados pelo cigarro e o governo americano tomava as primeiras medidas contra o fumo, os investimentos da indústria de tabaco praticamente duplicaram
Até os anos 80 ainda era elegante o uso do cigarro, mas as consequências já eram comprovadas e visíveis. Leis mais severas passaram a taxar impostos pesados sobre a indústria do tabaco, limitar locais de uso. As propagandas contra o fumo estavam mais comuns.

Personagem Carrie Bradshaw -Sex and the City
Quando Carrie Bradshaw, personagem do seriado Sex and the City, apareceu fumando, com o ar blasé (entediado) das estrelas de Hollywood dos anos 50, já causou estranhamento. A personagem foi bastante criticada por fazer apologia ao cigarro em pleno século XXI.
No Brasil, há 24,6 milhões de fumantes, entre eles, apenas 2,1% são fumantes ocasionais. Os dados são da Pesquisa Especial sobre Tabagismo – PETab – realizada em 2008 e publicada pelo Governo Federal, através do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e do Ministério da Saúde.
A proporção já foi pior, hoje, 82,8% da população, 118,4 milhões de brasileiros, são não fumantes. Destes, 26 milhões são ex-fumantes. A maioria, com mais de dez anos sem fumar. Nos anos 80, cerca de 35% da população brasileira com mais de 18 anos, fumava.
O cigarro já não aparece tanto na mídia. Não está nas novelas, nem nos outdoors, ou no rádio. Ele está fora de moda. A elegância se tornou inconveniência. Mas os números mostram que, além do vício, difícil de se libertar, o fumo ainda tem muita força social. Ele carrega um simbolismo que fez parte da cultura ocidental por vários séculos.
Encontrado morto nesta quinta-feira (11), o estilista britânico Alexander McQueen. Há suspeita de suicídio. A mãe do estilista havia morrido há poucos dias.

No Twitter, Alexander desabafou sobre a tristeza pela morte da mãe. No último dia 3, Alexander colocou o seguinte post: "Quero que meus seguidores saibam que minha mãe faleceu ontem. Descanse em paz, mamãezinha". Logo depois: "A vida tem que continuar".
No domingo, dia 7, ele tuitou: "domingo à noite, a semana foi horrível, mas meus amigos foram incríveis". A conta de McQueen no Twitter foi apagada hoje.

Alexander McQueen e sua mãe, Joyce
O estilista de 40 anos apresentaria a coleção outono-inverno 2010/2011 no dia 9 de março, na Semana de Moda de Paris.
O último desfile, onde apresentou o verão 2010, foi um show impressionante. Foi a primeira vez que postei um desfile em meu blog pessoal. Havia modernidade, design original. Ele conseguiu transformar estampa de bicho em uma estética de vanguarda.

Verão 2010

Verão 2010

Verão 2010
Em “Bad Romance”, de Lady Gaga, o figurino assinado por Alexander McQueen foi inspirado nesta coleção.


Lady Gaga
O post do dia 30 de dezembro de 2009 mostrou as tendências do inverno internacional, segundo a Vogue espanhola, e esperava para ver o que seria confirmado na mesma estação brasileira.
Resultado: se você gostou do que viu lá fora, vai encontrar por aqui também. Em alguns casos, a tendência apareceu em um número enorme de desfiles, como a cor preta e o couro. Mesmo quando não foi usado o couro animal, a estética apareceu em emborrachados, vinil e outros materiais.
A estampa de bicho é que quase não foi vista.
Couro e semelhantes
A cara do inverno 2010

Forum Tufi Duek

Cori

Ellus

Neon

Jefferson Kulig

Espaço Fashion
Preto, Preto, Preto
A estrela da maioria dos desfiles

Animale

Isabela Capeto
Peles em detalhes
Normalmente, sintéticas

Giulia Borges

TNG

FH
Ombros

André Lima

Filhas de Gaia

Patachou
Drapeados

Victor Dzenk

Andrea Marques
Flúor
Menos comum

Triton

Triton

Mara Mac

Maria Bonita Extra
Fotos: Charles Naseh
Botas muito altas
Não apareceram nos desfiles, mas foram sucesso na Couromoda, maior feira de acessórios da temporada no Brasil.

Werner

Dumond

Flexus

Capodarte
Final da história, você consegue achar no mercado boas peças, antenadas com o que acontece no mundo.
Engana-se quem acredita que o sonho de todo estilista é ter centenas ou milhares de pontos de venda espalhados pelo mundo. A princípio, pode até ser. Mas logo,logo, ele descobre que o preço para vencer no mercado é muito alto. Se não rezar a cartilha das tendências, nada feito. No final, o que todo estilista quer, é ser livre.



A nova coleção para o inverno 2010, apresentada no São Paulo Fashion Week, é inspirada na coreógrafa alemã Pina Bausch (1940/2009). Ronaldo está acostumado a surpreender a plateia nos desfiles. E mesmo os que não gostam das roupas dele, querem assistir a seus espetáculos.

Federico Fellini disse, em uma entrevista, que queria de agradar o suficiente para continuar fazendo filmes. Quando ouvi esta frase, nunca mais me esqueci. Nas profissões que envolvem criação, o dilema sempre aparece. Pessoalmente, prefiro o time do Fellini!


A maioria dos estilistas passou a infância desenhando roupas. Se na sua casa já tem um estilista mirim, é hora de dar uma forcinha.

Indumentária de 1750
O museu britânico Victoria and Albert (V&A) oferece, no site direcionado às crianças Museum of Childhood , várias brincadeiras. Uma delas, diz respeito à história da moda. São disponibilizados quatro arquivos, cada um apresenta uma indumentária de uma época diferente.
Os desenhos vêm separados, e no programa Microsoft Word. Você pode montar da forma como quiser e imprimir.
A partir de uma estrutura, fica mais fácil para a criança soltar a imaginação.
Divirtam-se!
http://www.vam.ac.uk/moc/kids/things_to_make/colouring_sheet/index.html