17 março 2010

Benediction toca em Belo Horizonte






João Renato Faria



 turnê que a banda de death metal inglesa Benediction está fazendo pelo Brasil já está com rota marcada para Belo Horizonte. A banda se apresenta na cidade no dia 19 de março, sexta-feira, no Lapa Multshow.

Esta é a primeira vez que o Benediction vem ao Brasil e o show em Belo Horizonte, a quarta apresentação da excursão que a banda faz pelo país. Antes de BH, São Paulo, Belém e São Luís receberam o Benedction, que foi bastante elogiado por onde passou. Depois do show na capital mineira, o grupo segue para Salvador, onde se apresenta no dia 20, e fecha o giro pelo Brasil em Campinas, no dia 21 de março.

A função de esquentar o público ficou por conta de Pathologic Noise e Sarcasmo, dois nomes de destaque da cena local, que, apesar do bastante tempo de estrada ainda mostram o trabalho de seus primeiros discos, Sodomy and Delight on Flesh e Metal Morte, respectivamente.

Já o Benediction ainda divulga Killing Music, seu disco de 2008 e nono da carreira da banda. Os ingressos antecipados podem ser comprados nas lojas Cogumelo e Patti Songs.


BENEDICTION
Show dia 19 de março, sexta-feira, no Lapa Multshow. Rua Álvares Maciel, 312, Santa Efigênia. Informações: (31) 3224-0493. Ingressos: 1º lote: R$ 30; 2º lote R$ 35/ 3º lote: R$ 40. Abertura com Sarcasmo e Pathologic Noise

Veja um trecho da apresentação da banda em São Paulo, show que abriu a turnê nacional






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15 março 2010

Europa Burns - Lamb of God: Wrath World Tour'10




O Europa Burns desta semana relata o show da banda Lamb of God que aconteceu no London O2 Brixton Academy. A abertura ficou por conta de 3 bandas pouco divulgadas no Brasil: Job For A Cowboy, August Burns Red, Between The Buried And Me. O Mondo Metal esteve lá e o correspondente Eduardo Piloni nos conta como foi!




Eduardo Piloni, de Londres
Lamb of God: Wrath World Tour'10
12 de fevereiro de 2010


 turnê mundial do Lamb of God, com seu novo álbum Wrath, atacou a Europa e cruzará o mundo em 2010. Com 5 datas no Reino Unido, tive a oportunidade de estar no show de Londres, trazendo para vocês um pouquinho mais desta banda que, merecidamente, chegará ao Brasil em Setembro. Comprem o porquinho e comecem já a poupança, vocês não vão querer perder esta!

Between the Buried And Me abriria o show. Compreensível colocando em contexto que eles devem ser a banda menos comercial da noite. Vegetarianos (vegans), nada fãs de bebidas ou noitadas e que usam a música como expressão de seus ideais de vida em forma de arte. 19h e eles já estavam no palco. A fila para entrar no recinto estava a pico e eles começaram para alguns poucos fãs que “madrugaram” na porta do Brixton Academy.  As luzes não estavam bem ajustadas, o som pouco fiel, e durante os 30 minutos que os americanos da Carolina do Norte estiveram no palco, pouco ou nada se conseguiu ver Blake Richardson, o talentoso e reconhecido baterista da banda que ficou esquecido na escuridão.

Problemas a parte, quem pode ver o início da apresentação foi recompensado. BTBAM ao vivo é exatamente aquilo que você compra no álbum: talento, técnica, precisão, explosão, progressão, expressão contemporânea, e muita, muita matemática. Between se apresenta tal como sonho disfarçado em pesadelo, uma mesma mão que faz carinho e depois te joga contra a parede.

August Burns Red seria a próxima banda a se apresentar. Claramente o patinho feio da turnê. Enquadrada em meio à três bandas extremamente técnicas, ficou claro que a opção de ter uma banda de metalcore incrivelmente previsível é mais uma jogada de marketing para vender discos e aumentar o reconhecimento destes em palcos maiores. Os garotos da Pensilvânia estiveram ativos no palco, mas não conseguiram convencer muita gente... muito menos eu! A bateria, com os bumbos "triggados" estavam consideravelmente mais altos que os outros instrumentos, ecoando em toda a sala num barulho ensurdecedor. Com tanto pedal duplo, pouco se ouvia do baixo, e por isso me limito a não comentar mais sobre esta banda. Havia um pequeno grupo de fãs que se aglomerou mais à frente, mas a grande maioria aproveitou para lotar o bar até que Job For A Cowboy subisse no palco.

Com dois discos na bagagem, Genesis (2007) e Ruination (2009), o Job For a Cowboy se mostrou bastante confortável e entrosado ao vivo. Antes de mais, o carismático Jonny adiantou: "Quem tem Ruination?! Quem não tiver e não puder comprar, pode baixar, não tamos nem aí!".  Recebido com bons ouvidos, "Unfurling a Darkened Gospel" e sua pegada rápida avisou: o extremo chegou pra não voltar mais. Uma grande roda abriu-se em frente a banda que correspondeu destilando uma parede de riffs constante. Diferentes influências e estilos,  que vão de Decaptated à Nile provam ser difíceis de serem precisamente categorizados. Mas se houvesse alguém cético ao ouvir algum de seus álbuns, JFAC mostrou que não é uma banda de estúdio. O grindcore e death metal extremo apresentados ao vivo soam muito mais pesados no palco, ganhando uma nova dimensão apoiada pela constante integração da banda com o público. Jon Rice traz muita dinâmica à banda, não apenas pela sua pegada singular, o baterista muitas vezes acompanha os guitarristas com “hair spinning” ao mesmo tempo que pratica levadas extremamente técnicas.  Para uma banda de suporte, JFAC colocou pressão no Lamb Of God, estabelecendo um nível bem acima do vulgar. 

Lamb Of God deixa o público ansioso, em uma espera prolongada. A casa estava completamente lotada. Milhares se amontoavam perto das grades para estar mais perto dos americanos de Virgínia. Não é pra menos. Wrath, o mais recente álbum da banda atingiu o nº2 da Billboard, vendendo mais de 68 mil cópias apenas na primeira semana. A expectativa é grande! Luzes apagadas. Fumaça, e o sampling de “The Passing” é tocado nos PA’s. Enfatizando a sequência do álbum, “In Your Words” e “Set to Fail” vêm a seguir. A roda toma conta de quase toda a extensão do palco. Seguindo firmemente os passos de Pantera, na maneira que abordam a música e o palco, LOG soa impecável, fazendo os milhares presentes pular, bater cabeça e cantar juntos.

Randy Blythe, vocalista e front man, é a expressão da banda em pessoa. Potente, enérgico e muito metal! Nunca se põe parado, nunca deixa de motivar seus colegas e traduzir sua energia para o público. Daí pra frente, Brixton vira um caldeirão. Com uma pequena volta no passado, “Walk With Me in Hell” faz o público delirar, e as primeiras pessoas a passarem mal dentro da roda. A harmonia das guitarras fazem o groove poderoso deste som, mas era apenas o começo. “Now You’ve Got Something to Die For”, seguida por “Ruin” e “Hourglass” tiveram seus refrões cantados quase em uníssono, enquanto alguns se aventuravam a tocar air guitar no meio da roda.  A recente “Deep Seeds” mostrou que faz parte desta leva e manteve a pegada da banda, respondida pela cada vez maior aderência do público. Se não me engano neste momento já haviam três rodas e não havia para onde correr.




Pausa para água, distribuída por alguns seguranças junto à grade, e as bem decoradas palavras de “Omerta” foram pronunciadas por Randy, seguidos pelos riffs pesados e lentos de Mark Morton e Willie Adler. John Campbell acompanha no baixo o groove perfeito de Chris Adler. Com a platéia nas mãos, LOG continuou executando uma performance muito perto da perfeição, com destaques para a boa mistura de sons mais consagrados com faixas mais rápidas e explosivas. Como não poderia deixar de ser diferente, ao ouvir a batida e riff de “Black Label” faixa de New American Gospel (2000) o público abriu uma vala no recinto, para o famoso “wall of death”. Comandado por Randy, as duas metades se encontram em uma cena brutal e aterrorizante, que já faz parte dos concertos de LOG.

Muito agradecidos e visivelmente satisfeitos, O Lamb Of God se despediu do público londrino, deixando-os em extremo estado de exaustão, mas completamente satisfeitos. Verdade seja dita, os PA’s tentaram estragar a festa em algumas ocasiões, mas nada que a banda não conseguisse contornar com sua incrível presença de palco que os coloca, em minha sincera opinião, juntamente com as melhores performances de heavy metal que já presenciei, definitivamente a melhor da nova geração.

Ao analisarmos o set list completo da banda, é evidente que não existe pontos fracos. É notável a quantidade de hits que LOG conseguiu colecionar através de seus 6 álbuns e 15 anos juntos. É bom lembrar, são mais de 15 anos desde o início da banda! Assim, ainda me pergunto: como demoraram tanto para chegaram onde estão? Antes tarde do que nunca, em Setembro estarão levando ao Brasil a legacia do verdadeiro Thrash Metal que se nega morrer. “...cuz you are no longer alone... walk with me in hell!”. Bom proveito à todos!

"Redneck": Lamb of God ao vivo em Londres


 


Track List - Lamb of God

The Passing
In Your Words
Set to Fail
Walk With Me In Hell
Now You've Got Something To Die For
Ruin
Hourglass
Dead Seeds
Omerta
Grace
Broken Hands
Laid to Rest
Contractor
Reclamation
Redneck
Black Label 

Confira também:
Europa Burns - Baroness: London Underworld




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Votos: 0
11 março 2010

Entre clássicos e porcarias: Guns





João Renato Faria


uando comecei a gostar de rock e música pesada, um rolo compressor chamado Nirvana já havia triturado as bandas de metal farofa e estabelecido um novo paradigma musical. Por isso, sempre vi o Guns N' Roses como uma espécie de monstro do Lago Ness, um dinossauro que de alguma maneira conseguiu evitar a extinção e estava entre nós no mundo moderno, o último remanescente de uma espécie extinta.

Não que isso me importasse. Já que dava o estilo como morto (e ele de fato estava), me preocupei em concentrar meus parcos reais em discos de thrash e heavy metal. Nunca dei alguma atenção para o Guns e seu vocalista de sunga e voz estridente, que achava que jogar uma cadeira de um quarto de hotel era o máximo da subversão. Tinha (e ainda tenho) bandas muito melhores para ouvir e acompanhar.

Portanto, qualquer um pode imaginar qual foi a minha surpresa quando vi não um, mas dois dinossauros ao vivo, na minha frente. Curioso pensar que, quase 20 anos depois do meteoro chamado Nevermind, Kurt Cobain é que está morto e quem ele matou está vivo.

O caos no trânsito era parecido com o de um jogo de futebol. Nem o tradicional atalho pelo Padre Eustáquio e o Caiçara estavam escapando no engarrafamento infernal. "64.800", pensei, invocando o número mágico que indica a atual (e pífia) capacidade máxima do Mineirão e, fatalmente, um inferno de carros até o estádio. Mas qual não foi minha surpresa quando, depois de passar por duas batidas, o tráfego fluiu e eu cheguei ao Mineirinho sem problemas.

Devidamente credenciado, entrei no ginásio, que, ao contrário do que a pequena aglomeração na porta sugeria, estava lotado. Bem mais cheio que o Iron Maiden, para citar um show recente no mesmo lugar. O calor que imperava foi como um abraço gordo: úmido, denso, pesado. O desconforto é nítido e evidente, e fica a torcida para que na Copa, façam um favor para Belo Horizonte e derrubem o ginásio. Vai ficar menos pior, vai queimar menos o filme da cidade.

Após a banda Uberro (esforçada, mas deslocada no evento), entrou no palco Sebastian Bach, ex-vocalista de uma banda de glam metal que não sobreviveu ao meteoro do grunge. Acompanhado do tio Chico da Família Addams em uma guitarra e de um membro perdido dos Hanson na outra, ele batia a cabeça e rodava o fio do microfone de maneira sincronizada. Tenho que dar o braço a torcer. Foi uma das coisas mais legais do show inteiro, junto dos fogos de artifício e da guitarra sem trastes de um sósia do Ritchie Sambora que está no Guns.

A sensação de estar numa máquina do tempo, de volta à 1989, iria me acompanhar até os acordes de My way, de Frank Sinatra, que anunciaram o fim do show do Guns, que subiu ao palco liderada por um senhor de meia idade. Se arrastando, parecia uma paródia de si mesmo. A tenebrosa acústica atrapalhou pouco. As músicas de Chinese democracy, o disco-que-nunca-ia-sair-mas-acabou-saindo atrapalharam muito mais. Se no disco elas já eram ruins, ao vivo, elas eram piores ainda. Enquanto eram executadas, pensamentos disconexos sobre meio ambiente, macroeconomia, a possível existência de vida em outros planetas e o novo episódio de Lost faziam o favor de me entreter, já que, se dependesse das tais músicas novas, estaria ferrado.

Tal como uma montanha-russa, o Guns alternava clássicos e porcarias, entremeados por solos intermináveis. Os altos e baixos chegavam a dar vertigem, enquanto me sentia vendo um diorama de um museu americano: homem-das-cavernas, idade média, descobrimentos, era vitoriana, Guns N' Roses. Como toda representação, não era exatamente a História que estava na minha frente. Faltavam alguns músicos e muita rebeldia. Quem era fã, gostou e saiu satisfeito. Quem não era, não virou com o show. Fica para a próxima.



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11 março 2010

Megadeth confirma novas datas no Brasil





João Renato Faria



 turnê de 20 de Rust in Peace começa a tomar corpo. Depois de anunciar que a vinda do Megadeth estava garantida para, pelo menos um único show em São Paulo, o Twitter da casa de shows paulista Credicard Hall anunciou hoje mais duas datas.

Antes de SP, no dia 24 de abril, o Megadeth vai passar no Recife, dia 20 e em Brasília no dia 22. Agora é cruzar os dedos por BH.


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10 março 2010

Review: Orphaned Land - O Oriente Médio ganha o mundo





Christiano Gomes



 música pesada é aberta e se permite influências inúmeras. Da música clássica ao punk, tudo se mistura ao heavy metal. O resultado é um sem-número de gêneros e sub-gêneros cada vez mais difíceis de se explicar. Quem por exemplo um dia imaginou ouvir índios e batidas tribais em meio à guitarras e vocais guturais? Mais uma mistura (no mínimo) interessante chegou às prateleiras gringas neste início de ano: "The Never Ending Way of ORwarriOR", (Century Media) quarto álbum da banda israelense Orphaned Land, que mistura com maestria sua música regional com o heavy metal. A música é ousada e talvez não agrade a todos, mas merece ao menos uma audição. Poderia ser classificada como folk metal, mas o rótulo, ainda muito abrangente, não explica a sonoridade da banda. Mais apropriado então seria usar um sub-gênero - Oriental Metal - que designa bandas que misturam a música pesada com sonoridades tradicionais do Oriente Médio ou asiáticas.

"The Never Ending Way of ORwarriOR" ("A guerra sem fim entre a luz e as trevas", em uma tradução livre) é um álbum conceitual, dividido em 3 partes e cantado em 3 línguas: inglês, árabe e hebraico, o que pode até soar estranho à primeira audição, mas que faz todo sentido quando se ouve o álbum todo. Além da facilidade em cantar nas 3 línguas, o vocalista Kobi Farhi é versátil e vai do vocal mais melódico ao gutural mais tenebroso dentro da mesma música.

Além da honesta mistura de sons (afinal de contas todos seus integrantes são israelenses), a banda sabe capitalizar a temática do Oriente Médio. Tanto que em suas sessões de fotos seus integrantes aparecem vestidos de sacerdotes da igreja, árabes, judeus ortodoxos e até mesmo Jesus Cristo, encarnado pelo vocalista Kobi Farhi, que de fato, caracterizado, se assemelha muito ao líder católico. Mas não espere uma pregação sem fim em nome de Deus pois a figura do demônio (ou um Cristo demoníaco) também encarnado por Kobi Farhi, também aparece nas fotos!




Não se deve esperar deste quarto trabalho do Orphaned Land um álbum absurdamente pesado. O que diferencia este de outros tantos álbuns que estão chegando às prateleiras é justamente a facilidade da banda em compor faixas extremamente melodiosas, com passagens muito bonitas da rica música local e mesclar com o indiscutível peso das guitarras e dos pedais duplos presentes em suas canções.


Destacar uma ou outra faixa é tarefa difícil, mas as faixas cantadas em árabe ou hebraico são especialmente interessantes, pois é algo que não se vê na música pesada. Entre elas destacam-se "Olat Ha'tamid" e "Sapari", faixa que abre o álbum e é ótimo cartão de visitas do que está por vir.

Se o Orphaned Land já chamava atenção do público norte-americano, europeu e árabe (estes dois últimos principalmente), "The Never Ending Way of ORwarriOR" acaba de colocá-los ainda mais em evidência, tanto que a agenda de shows está cheia e até o mês de agosto a banda terá passado por pelo menos uma dezena de países como Estados Unidos, Canadá, Israel, Espanha, Portugal, França, Suíça, Inglaterra, Alemanha, Itália e Bélgica tocando para grandes públicos em festivais como o Gods of Metal, na Itália ou Wacken Open Air, na Alemanha.

Classificado (erroneamente) por alguns como prog metal, doom metal e até mesmo death metal, "The Never Ending Way of ORwarriOR" é honesto e competente. É um álbum para ser ouvido, de preferência, despido de qualquer preconceito.


Confira o track-list de "The Never Ending Way of ORwarriOR":
Part I: Godfrey's Cordial – An ORphan's Life
1. "Sapari"
2. "From Broken Vessels"
3. "Bereft in the Abyss"
4. "The Path Part 1 – Treading Through Darkness"
5. "The Path Part 2 – The Pilgrimage to Or Shalem"
6. "Olat Ha'tamid"

Part II: Lips Acquire stains – The WarriOR Awakens
7. "The Warrior"
8. "His Leaf Shall Not Wither"
9. "Disciples of the Sacred Oath II"
10. "New Jerusalem"
11. "Vayehi Or"
12. "M i ?"

Part III: Barakah – Enlightening the Cimmerian
13. "Barakah"
14. "Codeword: uprising"
15. "In Thy Never Ending Way (Epilogue)"

Confira o clipe da música "Sapari"




E você, o que achou da mistura de sons promovida pelo Orphaned Land? Deixe seu comentário.




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05 março 2010

Megadeth confirmado no Brasil





João Renato Faria



 Megadeth está confirmado no Brasil. A informação chegou via Twitter, através do perfil oficial da casa de shows paulista Credicard Hall.

O Megadeth toca no Credicard Hall no dia 24 de abril, um sábado. Os ingressos estarão disponíveis na pré-venda para clientes Diners, Credicard e Citibank no dia 12 de março. Para o público em geral, as entradas podem ser compradas a partir do dia 19.

Por enquanto, não existem informações sobre possíveis shows do Megadeth em outras cidades, mas no site oficial é possível ver que a banda tem datas em abril e maio ainda em aberto.

A banda de Dave Mustaine está na turnê de comemoração dos 20 anos do lançamento do clássico Rust in Peace e que conta com o retorno do baixista David Ellefson, que ficou oito anos fora da banda.



UPDATE: O Megadeth vai trazer ao Brasil a
"Rust in Peace 20th Anniversary Tour". A notícia foi confirmada no final da tarde desta sexta-feira pela casa de shows paulista Credicard Hall.


Leia também: Revelado o set-list para a turnê Rust in Peace




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03 março 2010

Burzum: Varg Vikernes não vem à BH





João Renato Faria


e repente, a bomba: o polêmico e lendário Varg Vikernes, líder e único membro do Burzum, uma das mais famosas bandas de black metal, estaria a caminho da capital mineira para discotecar em um show de grindcore. Vários sites começaram a repercutir a notícia sobre a possível passagem do norueguês, assassino confesso do guitarrista Euronymous, da banda Mayhem e notório incendiário de igrejas.

A excitação tem motivos. Vikernes foi preso em 1993, após assassinar à facadas
Euronymous. Ele foi condenado a 21 anos de prisão e passou 16 anos preso. Ele foi solto em liberdade condicional em maio de 2009. Na cadeia, ele gravou discos que fugiam do black metal inicial do Burzum e foram classificados como dark ambient. Além disso, no flyer divulgado, junto das bandas Warcry, dos EUA, e Crash Playground, constam os nomes de Paulista, ex-Reffer, como DJ, e Varg Vikernes, da Noruega.

Porém, tudo não passou de uma brincadeira de mau gosto. O MONDO METAL entrou em contato com proprietários do local do evento, que esclareceram a história. "Gente do país inteiro ligou para saber como que é essa história, mas é mentira. Varg Vikernes do Burzum não está vindo para Belo Horizonte. O DJ que vai tocar é fã de Burzum, e resolveu fazer uma brincadeira, meio homenagem ao cara. Mas ele não sabia que ia ter essa proporção toda", explicou a boate Velvet, que apesar de abrigar o evento, não tem nada a ver com a organização do show. "Como foge da proposta da casa, nem estamos divulgando nos nossos meios. É um evento terceirizado, produzido por outras pessoas", esclareceram.

É remota, na verdade, qualquer chance de Vikernes sair da Noruega. Além de ter que se apresentar uma vez por mês ao juiz, ele se enfiou em uma fazenda no interior do país nórdico para gravar mais um disco do Burzum. Belus, o sétimo trabalho da banda, está previsto para chegar ás lojas ainda este mês.

Portanto, fica o alerta. Quando você se aventurar no mundo do som mecânico, não escolha o nome de um polêmico músico do black metal como pseudônimo. Alguém pode acreditar.


Veja o cartaz onde consta o nome de Varg Vikernes:






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27 fevereiro 2010

Depois de Rammstein... Mudvayne tem vídeo proibido

 




Christiano Gomes


 Mudvayne é uma banda que não agrada a todos. Nasceu e cresceu em meio à leva de bandas norte-americanas de nu-metal que tocavam basicamente em sua terra natal rodando o país em intermináveis festivais onde bandas como Limp Bizkit, Linkin Park, Static-X, Spineshank, Korn, Deftones, entre outras eram figurinhas fáceis. Com o passar dos anos e dos álbuns a banda foi incorporando novas influências e seu som se distanciou do início de carreira chegando a flertar fortemente com o machcore.

Mas quem achava que a banda iria se enquadrar, errou! O Mudvayne acaba de lançar um polêmico vídeo para a música Beautiful and Strange com cenas de sexo certamente não tão explícitas quanto Pussy, dos alemães de Rammstein, mas tão inquietantes quanto. Cenas de sadismo e tortura conduzidas por um sacerdote também estão presentes no novo clipe da banda que acabou banido de todos os meios de comunicação onde tentou ser veiculado. Assim como o Rammstein, restou ao grupo o lançamento em um único site, neste caso o Vampire Freaks.

Beautiful and Strange é o segundo clipe de uma trilogia iniciada em dezembro, quando foi lançado Scream with me. Este, nada polêmico, mostra os mesmos personagens do clipe seguinte. A banda completa a história no próximo mês com o lançamento de Heard it all before.

O vídeo pode ser conferido neste link.

Leia também: Rammstein perdendo a noção!


Qual a sua opinião sobre clipes polêmicos como estes?



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25 fevereiro 2010

Rocket Skates: Deftones mostra nova música






João Renato Faria


aixista em coma, disco engavetado, uma nova gravadora. Até o lançamento de Rocket Skates, a primeira música do novo disco Diamond Eyes, o Deftones passou por poucas e boas.

O caminho até aqui foi bastante tortuoso para o grupo californiano. Em 2007, a banda começou a trabalhar em Eros, o sexto disco da carreira. Quando ele estava praticamente pronto, a bomba: em novembro, baixista Chi Cheng sofreu um gravíssimo acidente de carro e estava em coma, entre a vida e a morte, em um hospital.

A condição se estabilizou em um estado de semi-consciência. Hoje, mais de um ano após o acidente, baixista abre os olhos, e parece ter ciência de sua condição, mas não se mexe, não fala e precisa de ser cuidado 24 horas por dia.

A situação mexeu com o grupo, que havia largado a gravadora Maverick, da cantora Madonna, pela Reprise. Se sentindo extremamente desconfortável com o material de Eros, que segundo os membros do grupo, "não refletia mais como o Deftones estava", a banda engavetou o disco de inéditas e convocou o amigo Sergio Vega, ex-Quicksand, para segurar a barra enquanto Chi Cheng não se recupera.

A banda decidiu trabalhar em um novo disco em junho, de 2009, e agora, Diamond Eyes, previsto para chegar às lojas em maio deste ano, tem sua primeira amostra, que pode ser baixada no site oficial do grupo.

Por toda essa história, vale a pena conferir o que pode ser considerada uma baita volta por cima, mesmo se a banda não estiver no rol das suas preferidas. Afinal de contas, num mundo onde bandas acabam por motivos cada vez mais imbecis, é bom saber que tem gente que persiste.

Confira a música!





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22 fevereiro 2010

Fã sobe ao palco e toca com o Machine Head





Christiano Gomes


ocê é fã de uma banda. Compra camiseta, tem todos os álbuns, acompanha as notícias e aprende até mesmo a tocar algumas de suas músicas. Um dia a banda vem tocar na sua cidade e você dá a tacada da sua vida: prepara um cartazão que diz: "Deixem-me tocar aí. É sério! Eu consigo!" O que você espera? Subir ao palco e tocar com a banda, claro!

Pois foi exatamente isso que aconteceu no último dia 10 em Viena, na Áustria, durante o show dos norte-americanos do Machine Head, quando um fã levantou um cartaz que dizia: "Deixe-me tocar Aesthetics Of Hate na guitarra, Robb. É sério!!"

O guitarrista e vocalista Robert Flynn viu o cartaz e aceitou o desafio. Pouco antes da música começar deixou o fã identificado apenas como Peter subir ao palco entregando sua própria guitarra para delírio do público. Para surpresa de todos Peter realmente sabia todas as partes da guitarra e não decepcionou.

Ao final da música o fã se jogou na platéia em um stage diving e foi conduzido no alto até o bar da casa de show onde três copos de cerveja - de graça - já o aguardavam.

Assista ao vídeo e veja como foi:





Atitudes como esta do Machine Head eternizam a banda e entram para a história da música pesada. E você, o que achou da banda ter permitido ao fã tocar com ela?


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