Terça-feira, 31 de maio de 2011 19:19

Preço salgado

Com a alta histórica no preço do algodão, a coleção de roupas Verão 2012, exibida a partir desta semana nas passarelas do Fashion Rio, começa a chegar às lojas em agosto com preços entre 10% e 20% maiores do que a do ano passado. Em Minas, o mesmo já tinha ocorrido. A coleção Outono-Inverno 2011 chegou aos consumidores até 30% mais cara do que no ano passado. A disparada nos preços também foi atribuída pelas grifes à elevação do valor do algodão no mercado internacional.  

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Quinta-feira, 05 de maio de 2011 14:32

Queda na cesta básica


Crédito: Beto Magalhães/EM/D.A Press


Depois de um período de alta, principalmente, puxada pelos alimentos in natura, o custo da cesta básica teve uma queda acentuada no mês passado, de 4,84% em relação ao valor de março.


Para comprar os 13 produtos que fazem parte da cesta considerada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Ipead) da UFMG foi preciso gastar R$ 250,95, o que representa 46,05% do piso salarial. 


Veja os alimentos que mais caíram de preço no mês passado:

- Tomate: -33,24%

- Chã de dentro: -3,21%

- Açúcar cristal: -7,20%


As maiores altas:

- Feijão carioquinha: 8,79%

- Leite pasteurizado: 3,09%

-Café moído: 6,28%


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Quinta-feira, 28 de abril de 2011 08:57

Preço do carro em marcha lenta

A competição cada vez mais acirrada no mercado de automóveis é benéfica para o consumidor: existem 48 marcas no mercado brasileiro. A chegada de veículos chineses, as vendas com preços competitivos de fabricantes coreanos, além do dólar em patamar baixo que favorece a importação fazem com que a inflação do carro zero seja bem inferior a inflação geral.

 

O índice medido pela agência AutoInforme/Molicar aponta que o preço de verdade (o realmente praticado no mercado) teve queda no mês passado, de 0,07%. A diminuição é mínima, mas considerado os três primeiros meses do ano a elevação é de 0,51%. Enquanto isso, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, registra um aumento de 2,44% nos três primeiros meses do ano. No ano passado a inflação do carro zero ficou em 1,4%, enquanto a medida pelo IBGE registrou alta de 5,92%.

 

Os números sugerem que pode ser um bom momento para trocar de carro ou até comprar o primeiro. Porém, é preciso cuidado, principalmente, por dois motivos. O primeiro são as tentativas do governo para segurar a inflação, que afetam diretamente o crédito para automóveis, encarecendo as taxas de juros e, consequentemente, as prestações. O outro, muitos só percebem quando já tem o veículo: o preço do combustível. Com a escassez de álcool os veículos flex passam por um momento “monocombustível” e a opção é encher o tanque com gasolina, que em alguns postos já superou a barreira de R$ 3 o litro. (Daniel Camargos) 

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Terça-feira, 26 de abril de 2011 13:33

No salão de beleza (com Maquiavel)


Crédito: Jackson Romaneli/EM/D.A Press


Já repararam como os preços do salão de beleza dispararam? Outro dia mesmo liguei para um salão perto de casa com o objetivo de marcar manicure. Era um local que eu frequentava há pelo menos três anos. Um dos mais baratos do bairro, tenho que reconhecer. Pois bem, eu tinha feito unha na semana anterior e paguei R$ 20 pelo pé e mão. Assim que marquei o novo horário, a dona do estabelecimento me avisou:


- Olha, a gente reajustou os preços.


- Ah, é? E quanto custa fazer pé e mão agora? 


- R$ 30.


- R$ 30? Um reajuste foi de 50%? Isso dá dez vezes a inflação do ano passado, minha filha!


- Tivemos que reajustar porque nossos custos aumentaram muito com a fiscalização da Vigilância Sanitária...


Pôxa! Não dava pra dar outra desculpa? Tipo: o preço do salão estava defasado em relação a outros estabelecimentos do bairro. Ou: tentamos segurar, mas não deu. Seria pelo menos mais honesto, creio. De qualquer forma, mudei de salão.


Agora, pensando bem, cheguei à conclusão que, provavelmente sem ter noção, os donos do salão usaram a máxima de Maquiavel: o mal deve ser feito de uma só vez. O bem deve ser feito aos poucos. Só isso explica um reajuste de preços de 50% da noite para o dia.   (Zulmira Furbino) 

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Terça-feira, 19 de abril de 2011 17:43

O jogo do mercado

Alerta da presidente do Movimento das Donas de Casa, Lúcia Pacífico Homem: não dá para fazer o jogo do mercado em se tratando de inflação. Do alto da experiência de quem já viveu os tempos duros da carestia no país, o primeiro alerta da especialista é: "para escapar da alta dos preços, o melhor é aproveitar as ofertas". Simples assim. De acordo com ela, fazer estoque de alimentos e produtos é pôr o carro na frente dos bois e alimentar a tendência de alta dos preços. "Se você compra para guardar em casa, as prateleiras dos supermercados ficam vazias e os preços sobem mais", avisa.

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Sexta-feira, 15 de abril de 2011 12:10

Frutas da estação

Para fugir da remarcação dos preços dos alimentos, uma ótima pedida é comprar frutas da estação. É que os preços dos produtos in natura  ficam bem mais baratos em períodos de safra. Como estamos no outono, você pode economizar comprando abacate, banana, caqui, coco da Bahia, laranja, limão, mamão, maracujá, maçã, melancia, mexerica e uva.


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Terça-feira, 12 de abril de 2011 14:57

Dinheiro barato

Hiperinflação na Alemanha, 1923: um dólar americano valia 4,2 milhões de marcos alemães. O dinheiro ficou mais barato que brinquedo.



Fonte: Getty Images (2006) - Photojournalism, Konemann, 2006


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Segunda-feira, 11 de abril de 2011 18:28

Vilões e mocinhos



Os vilões da inflação do momento, segundo o Índice de Preços Semanal de Belo Horizonte (IPC-S/Belo Horizonte), são o quiabo e a batata inglesa. Na primeira semana deste mês a pressão nos preços do quiabo foi de 41,12%. Na última semana de março a variação havia sido de 27,06%. Já a batata cresceu 20,09% na primeira semana ante um aumento de 13,31% na quarta semana de março.


Enquanto a batata e o quiabo estão em alta, os mocinhos da feira são a banana-prata, maçã nacional e a melancia.  Os preços caíram 12,71%, 7,51% e 8,17%, respectivamente. No geral o IPC-S registrou variação de 0,73%, na apuração realizada na primeira semana de abril deste ano. O resultado foi 0,07 ponto percentual (p.p.) superior ao divulgado na quarta semana de março, que foi de 0,66%.


BH ficou abaixo da média nacional, que registrou variação de 0,89%, 0,18 ponto percentual (p.p) acima da taxa divulgada na última apuração. Seis das sete capitais pesquisadas registraram acréscimos em suas taxas de variação.

Crédito da foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press


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Segunda-feira, 11 de abril de 2011 08:13

Inflaville

A primeira matéria, publicada ontem no Jornal Estado de Minas, mostra como os preços estão aumentando em uma velocidade maior em Belo Horizonte, quando comparados as outras regiões do país.  Clique na imagem para ler. 


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Domingo, 10 de abril de 2011 05:04

O que é inflação

Texto extraído do Novíssimo Dicionário de Economia (Editora Best Seller), de Paulo Sandroni


"Aumento persistente dos preços em geral, de que resulta uma contínua perda de poder aquisitivo da moeda. É um fenômeno monetário, e isso coloca uma questão básica: se é a expansão da oferta de moeda que tem efeito inflacionário ou se ela ocorre como resposta a maior demanda de moeda provocada pela inflação.


A inflação, normalmente, pode resultar de fatores estruturais (inflação de custos), monetários (inflação de demanda) ou de uma combinação de fatores. Entretanto, independentemente da causa inicial do processo de elevação dos preços, a inflação adquire autonomia suficiente para se auto-alimentar por meio de reações em cadeia (a elevação de um preço “puxando” a elevação de vários outros). Desse modo, configura-se a chamada espiral inflacionária.


A escola monetarista atribui papel decisivo às expectativas inflacionárias como impulsionadoras das elevações da taxa de juros, das maiores demandas salariais, dos reajustes sistemáticos da taxa cambial e, por extensão,como fator explicativo da autonomia relativa do processo inflacionário. Tudo surgiria espontaneamente em função do comportamento racional dos agentes dentro de mercados competitivos.


Os estruturalistas, por sua vez, explicam a inflação pelo fato de as demandas salariais deixarem  de ser uma questão exclusivamente econômica; elas adquirem caráter  sóciopolítico , envolvendo sindicatos, empresas e o governo, o que contribui para generalizar a prática da fixação dos preços em função dos aumentos de custos, em detrimento do rigor impessoal dos mercados competitivos.


Em princípio, o índice ideal para medir a inflação resultaria do deflator implícito do produto nacional gerado em determinado período de tempo, que daria uma medida, a uma certa periodicidade, do crescimento dos preços dos bens de consumo, dos bens de produção e de todos os serviços gerados no intervalo de tempo relevante com o concurso da força de trabalho.


Por motivos de ordem prática, outros índices são usados. Para medir a variação dos preços usam-se produtos finais consumidos pela população, usam-se os Índices de Custo de Vida (ICV) ou de Preços ao Consumidor (IPC), tendo como base os hábitos de consumo de uma família-padrão (para toda a sociedade ou para certa classe). Para medir a variação nos preços dos insumos e fatores de produção (e demais produtos intermediários), usam-se índices de Preços ao Produtor ou, em termos agregados, o Índice de Preços ao Atacado (IPA).


No Brasil, a inflação é medida pelo Índice Geral de Preços (IGP), da Fundação Getúlio Vargas, e pelo IPC, elaborada pela Fundação IBGE."

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