O paulista Leandro Lo, campeão mundial de jiu-jitsu e dono de vários outros títulos nacionais e internacionais, foi a primeira fera a abrir a série de seminários “Jiu-Jitsu sem fronteiras”, organizado pelo empresário Vander Tavares, também praticante da arte suave.
Leandro Lo, que tem 23 anos, sendo apenas dois de faixa preta, mostrou um jiu-jitsu moderno e eficiente para as mais de 100 pessoas inscritas no seminário, realizado no último dia 23 de fevereiro, na academia Kimura, em Belo Horizonte.
Além de várias raspagens - técnicas que partem da guarda e que valem dois pontos nas competições de jiu-jitsu -, o faixa preta ensinou passagens de guarda e vários detalhes com movimentos simples que fazem a diferença numa situação de luta.
Carismático, humilde e atencioso, Lo fez questão de ajudar cada um dos participantes na hora da execução das técnicas e elogiou bastante o jiu-jitsu mineiro. “Minas Gerais tem excelentes atletas de jiu-jitsu. Além de “duros”, os atletas daqui possuem muita técnica e estão atualizados com o que está rolando nas melhores competições do mundo”, afirmou.
Outro elogio feito por Leandro Lo foi ao povo mineiro. “O pessoal daqui é muito gente boa. Me receberam de braços abertos e com muito carinho. Não esperava que tanta gente viesse no seminário. O evento lotou”.
O seminário contou com a presença de professores e atletas de várias equipes de Minas Gerais e deixou todo mundo querendo saber quem será a próxima fera a participar do “Jiu-Jitsu sem fronteiras”. Claro que eu não fiquei sem essa resposta. Todos já podem se preparar para receber Marcus “Buchecha” em abril ou maio.
O grande lance é deixar a vaidade de lado e parar de achar que sabemos tudo. Sempre temos algo a aprender e oportunidades é que não faltam para isso. No dia 6 de abril, por exemplo, tem seminário organizado por Thiago Aguiar “Chupa Cabra” e Cláudio “Caloquinha” com Rodolfo Vieira, considerado o melhor atleta de jiu-jitsu na atualidade. Vai valer a pena conferir! OSS
Ronda e Carmouche tocam as luvas: luta histórica e investimento à vista
Vicente Ribeiro
A vitória de Ronda Rousey diante de Liz Carmouche, na histórica luta principal do UFC 157, em Anaheim, foi um alívio não só para a campeã do peso galo, que confirmou a enorme expectativa, mas também do próprio presidente da organização, Dana White. Afinal, a musa é a grande aposta do mandatário para impulsionar o MMA feminino na companhia.
Além disso, claro, Dana White vislumbra muitos dólares com a chegada de Ronda Rousey. Bonita, carismática e competente no octógono – venceu as sete lutas que disputou como profissional no MMA -, a loura é uma esperança a mais do dirigente no trabalho de expansão do UFC pelo mundo. Aliás, não só a campeã da primeira divisão criada para mulheres na organização, a peso galo, como também as demais integrantes recém-chegadas.
Ronda Rousey é uma espécie de ‘carro-chefe’ do MMA feminino no UFC. Além dela e de Liz Carmouche, a organização contratou Miesha Tate (ex-campeã do Strikeforce), Cat Zingano, Sarah McMann e Alexis Davis. E mais investimentos à vista: Sarah Kaufman, Julie Kedzie, Germaine de Randamie e a brasileira Amanda Nunes estão a caminho e serão as próximas integrantes da divisão do peso galo para mulheres.
Dana, ao lado de Carmouche e Ronda: MMA feminino em alta
Depois da histórica primeira luta entre mulheres no octógono do UFC, com Ronda x Carmouche, o próximo duelo feminino já tem data e local definidos. Miesha Tate vai encarar Cat Zingano no The Ultimate Fighter 17 Finale, em 13 de abril, em Las Vegas. Ao que tudo indica, inclusive o próprio Dana White, a vencedora vai encarar a campeã pelo cinturão.
O crescente investimento na categoria feminina sinaliza novos tempos no UFC. Dana White, antes resistente à ideia de promover o MMA entre mulheres, fez caminho inverso e decidiu dar sequência ao projeto com Ronda e cia. Como o mandatário dificilmente erra no alvo, o empreendimento tem tudo para ser sinônimo de sucesso. Mais um na organização.
Depois do meu texto aqui no blog “Campeonato Mineiro de Jiu-Jitsu: é preciso mudar” parece que a Federação Mineira de Jiu-Jitsu (FMJJ) resolveu agir. Pelo menos foi o que aconteceu na última etapa do estadual, realizada no dia 2 de dezembro do ano passado, no ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte.
Tudo bem que ainda falta muita coisa como resolver essa questão das chaves de consenso que acabam interferindo no calculo de medalhas. Ainda faltaram medalhas, mas dessa vez, o número foi bem menor. Mas vamos ressaltar o que a FMJJ fez para transformar a etapa final do mineiro 2012,na melhor e mais organizada do ano.
Pra começar, todas as chaves com as lutas estavam disponíveis no site da entidade um dia antes do evento. A arbitragem teve uma melhora significativa, os erros dessa vez foram bem menores e sem interferências diretas nos resultados. E para terminar, o horário de começar e encerrar o evento, até que enfim foi razoável. Ninguém teve que lutar às 22 horas. A 5ª etapa teve seu inicio às 9h e terminou por volta de 19h30, com entrega das premiações às equipes campeãs do ano e tudo mais.
Algumas pessoas podem até achar que isso é muito pouco para que o campeonato mineiro ganhe em organização e estrutura, mas já foi um passo importante criando uma boa expectativa para esse ano que só está começando. Agora em 2013 o ginásio do Mineirinho ficará fechado para reforma a partir da terceira etapa do Estadual e com isso a FMJJ vai ter que conseguir um novo local para a realização da competição.
Os ginásios do Colégio Pio XII e da AABB são grandes candidatos a receberem as competições e com certeza vão trazer grandes benefícios aos atletas, professores e torcedores. Ninguém aguenta mais o Mineirinho. Mal iluminado, com uma péssima acústica, banheiros horríveis e sem conforto, o ginásio só tem tamanho e mais nada. Até a distancia para se assistir uma luta é complicada. Além resolver esses problemas com outro ginásio, a federação vai conseguir fazer um cronograma de lutas, pois num ginásio menor, com certeza cada etapa do estadual terá quer realizada em dois dias.
2013 já começou e tem tudo para ser bem diferente de 2012, vamos ver se a Federação Mineira de Jiu-Jitsu pensa assim também...
Vitória contundente de Pezão sobre Overeem emperrou categoria
Vicente Ribeiro
Maior surpresa, ou ‘zebra’, como queiram, do UFC 156, em Las Vegas, no último fim de semana, Antônio Pezão complicou a vida da organização. Já estava tudo definido: se passasse pelo brasileiro, Alistair Overeem teria vaga como próximo desafiante do campeão dos pesos pesados, Cain Velásquez. Mas o paraibano estragou os planos do Ultimate ao derrotar o gigante holandês com um nocaute incrível no terceiro round.
Com a derrota de Overeem, o UFC vai ‘quebrar’ a cabeça para desembolar a categoria, já que Cain Velásquez ficou sem adversário em vista. O holandês, com o revés, terá que reconquistar espaço na categoria. Já Pezão, o Bigfoot, subiu degraus e não será nenhuma surpresa se for confirmado como próximo desafiante. Quem também está de olho no cinturão é Junior Cigano, que perdeu a revanche para Velásquez em dezembro passado, deixando escapar o título.
Outra solução pode ser o recém-chegado Daniel Cormier. Último campeão do Grand Prix dos pesados do extinto Strikeforce, ele se transferiu para o UFC também almejando o cinturão. O problema é a amizade com Cain Velásquez, já que os dois treinam na mesma equipe - American Kickboxing Academy (AKA). Com isso, Cormier pode até descer de categoria e lutar nos meio-pesados, vislumbrando duelo contra o campeão da divisão, Jon Jones.
Dana White 'quebra' a cabeça para definir próximo desafiante
O que pesa contra a escolha de Antônio Pezão é a pouca ‘experiência’ do atleta no UFC, já que se transferiu no ano passado do Strikeforce. Além disso, ele estreou no Ultimate com derrota para o próprio Cain Velásquez, por nocaute técnico, na edição 146, em maio de 2012. E se o novo ranking divulgado pela organização servir de parâmetro, o Bigfoot ocupa o quarto lugar entre os pesados, atrás de Daniel Cormier (terceiro), Fabrício Werdum (segundo) e Junior Cigano (primeiro) – os dez primeiros estão atrás do campeão, que fica no topo.
Outra solução seria Fabrício Werdum, que vem de dois triunfos no UFC (diante de Roy Nelson e Mike Russow) e ocupa a vice-liderança no ranking dos pesados. O problema é que o Vai Cavalo já tem compromisso firmado contra Rodrigo Minotauro, no duelo dos treinadores do próximo The Ultimate Fighter Brasil. As finais serão em junho, quando os técnicos se enfrentarão na luta principal. Com isso, ele só estaria à disposição para lutar novamente no fim do ano, o que deixaria Velásquez em longa inatividade.
Qual seria a solução para não deixar a categoria ‘travada’? Uma nova revanche entre Cigano e Velásquez surge como viável. Mas tem como peso contrário o fato de outro duelo entre os dois ocorrer em um curto espaço de tempo. Portanto, a ‘batata quente’ está nas mãos de Dana White e cia. Como costuma dizer o presidente do UFC, ‘vamos ver o que acontece’.
A última aparição de Rampage e as famosas correntes no UFC
Vicente Ribeiro
O Ultimate Fighting Championship sentirá a falta de Quinton Rampage Jackson. O veterano se despediu da organização no UFC on FOX 6, com derrota para o mineiro Glover Teixeira, que mostrou personalidade, dominou o combate e ganhou por decisão unânime dos juízes. Rampage já não é o mesmo dos tempos do Pride e de quando conquistou o cinturão dos meio-pesados do UFC. Mas será uma perda considerável para o maior evento de MMA do mundo.
Rampage deixa o UFC com sete vitórias e cinco derrotas. Campeão dos meio-pesados da organização ao bater outra lenda do MMA, Chuck ‘Iceman’ Liddell, em meio de 2007, ele também ganhou o título do Pride nos médios, em setembro de 2007. No evento japonês, Jackson protagonizou duelos incríveis contra Mauricio ‘Shogun’ Rua, Wanderlei Silva, Ricardo Arona e Murilo Bustamante.
Entretanto, o fim da linha no UFC foi em uma péssima fase para Rampage. Ele se despediu da organização com três derrotas consecutivas – diante de Jon Jones (pelo cinturão dos meio-pesados), Ryan Bader e Glover Teixeira. E ainda teve problemas com a balança antes da luta contra Bader no Japão, o que motivou críticas do Ultimate e um contra-ataque do controverso lutador.
Mesmo em ‘pé de guerra’ com o presidente do UFC, Dana White, Rampage não deixou de ser um dos grandes personagens da organização nos últimos anos. Tanto que ele apareceu até em filmes de ação produzidos em Hollywood, como Esquadrão Classe A – Jackson teve que suspender um duelo contra Rashad Evans por causa das filmagens, irritando ainda mais o dirigente.
Dana White, que foi ignorado pelo lutador durante toda a semana de eventos do UFC em Chicago, rebateu as críticas de Rampage de que o atleta não foi valorizado pela organização. O dirigente revelou para a imprensa que o veterano arrecadou mais de US$ 15 milhões entre 2007 e 2012, quando pisou no octógono mais badalado do mundo. Depois do UFC on FOX 6, o mandatário quis ficar longe da polêmica e disse que Jackson foi muito bem recebido por todos. “Ele foi tratado do jeito que sempre foi. Não iríamos tratá-lo da maneira que eles nos tratou”, enfatizou.
Rampage já avisou que é o fim da linha para ele apenas no UFC, pois garantiu que a carreira vai continuar – não descartou até uma transferência para o boxe. O veterano disse que o momento é o de pensar e descansar ao lado da família. Enquanto isso, o Ultimate Fighting Championship perde um dos nomes mais importantes do MMA e da organização. Mesmo com a cara fechada e poucas palavras, Jackson sabia mexer com o público, era importante para o entretenimento. Um ‘artista’ que fará falta no octógono.
Vitor Belfort (esq) no começo da luta contra Wanderlei Silva em São Paulo
Vicente Ribeiro
Vitor Belfort retorna a São Paulo para lutar em um evento do UFC pela segunda vez. E na primeira, há 14 anos, na estreia da maior organização de MMA do mundo no Brasil, o carioca conquistou um nocaute histórico diante de Wanderlei Silva, em apenas 44 segundos. O ‘Fenômeno’ estará de volta à capital paulista para encarar Michael Bisping, na luta principal do UFC on FX 7, sábado, 19 de janeiro, no Ginásio do Ibirapuera.
Vitor Belfort tinha apenas 21 anos quando participou do Ultimate Brazil, em outubro de 1998, no Ginásio da Portuguesa. O carioca era considerado uma das revelações do antigo vale-tudo, que teve as regras alteradas e adequadas às artes marciais mistas. Ele foi uma das atrações nacionais ao lado de Wanderlei Silva – outro encarado como um atleta promissor na época -, Pedro Rizzo, Ebenezer Fontes Braga, Cesar Marscucci, Paulo Santos, Túlio Palhares e Adriano Santos.
Mas o duelo entre Vitor Belfort e Wanderlei Silva, pelos meio-pesados, foi o que mais chamou a atenção do público. O ‘Fenômeno’ aproveitou as mãos pesadas e a velocidade na trocação para liquidar o adversário com uma sequência incrível de socos. O árbitro ‘Big John' McCarthy interrompeu a luta aos 44 segundos e foi decretada a vitória por nocaute técnico para o carioca.
Vitor Belfort confirmou as expectativas e se transformou em um dos principais nomes do MMA. O carioca conquistou o Grand Prix dos pesados do UFC e o cinturão dos meio-pesados, disputando ainda o título dos médios. Wanderlei Silva, mesmo com a derrota fulminante, também se consagrou nas artes marciais mistas, marcando época no Pride. Outro atleta brasileiro que ganhou destaque foi Pedro Rizzo, que foi um dos tops na categoria peso-pesado do Ultimate.
Mais experiente (35 anos), Belfort já não ostenta o mesmo vigor e a velocidade nos golpes. Mas ainda é um atleta perigoso, nocauteador nato. E com certeza, tentará pôr em prática a trocação afiada diante de Michael Bisping. Vamos ver se os ares da capital paulista fazem mesmo bem ao ‘Fenômeno’, que busca mais uma chance para disputar o cinturão do peso-médio, desde 2006 em poder de Anderson Silva. Para isso, um triunfo sobre o ‘Conde’, que também mira o título, será fundamental.
Reveja o nocaute fulminante de Vitor Belfort contra Wanderlei Silva
O fim de 2012 não foi da forma como os fãs brasileiros de MMA gostariam: em um combate no qual esteve absolutamente irreconhecível, Júnior Cigano foi 'atropelado' por Cain Velásquez e perdeu o cinturão dos pesos pesados do UFC. Explicações ainda virão nos próximos dias para justificar uma atuação tão apática. Nesse momento, no entanto, só se pode cogitar o que teria acontecido com o lutador catarinense.
Cigano já começou o combate de forma diferente do habitual. Até mesmo o famoso gesto de apontar para o chão antes do início da luta não teve a convicção costumeira. Quando o duelo começou, o que se viu, antes mesmo do knockdown, foi um atleta lento, displicente, de guarda baixa e sem ímpeto para atacar. Era o prenúncio para a derrota... Repito: as explicações para o revés surgirão nos próximos dias. Certo é apenas que Cigano esteve irreconhecível, antes mesmo de ser abalado pelos golpes de Velásquez.
Derrota anotada no cartel, chegou a hora de ver que tipo de lutador é o brasileiro. Os campeões se forjam nos momentos de dificuldade. Resta saber como Cigano reagirá à queda. Por tudo o que mostrou em sua carreira, o catarinense não parece ser do tipo que se abate. Tal como fez Cain Velásquez, seu algoz neste UFC155, Cigano deverá encontrar força para reagir e ir em busca de seu cinturão novamente.
Uma derrota sempre ensina mais do que qualquer vitória. Seja pelo lado técnico, seja pelo lado emocional. A oportunidade está dada para que o lutador trabalhe nas brechas de seu jogo e se torne um atleta ainda melhor. Eu acredito!
E você, o que achou da atuação de Júnior Cigano? Queremos saber sua opinião!
As artes marciais mistas conquistam cada vez mais fãs e adeptos em todo o mundo. E o esporte praticado no octógono avançou pelo universo da música nacional. Ninguém poderia pensar que o MMA seria tema de uma música de Caetano Veloso. Mas o ícone da MPB também se rendeu ao talento dos atletas brasileiros e homenageou os principais nomes da modalidade na canção
A bossa nova é foda,
do disco
Abraçaço.
Os principais nomes do MMA no Brasil são lembrados por Caetano na música: Anderson Silva, grande destaque do esporte no país e no mundo, puxa a fila ao lado de José Aldo, Junior Cigano, Rodrigo Minotauro, Lyoto Machida e Vitor Belfort. A canção, de acordo com o próprio autor, é uma forma de homenagear também João Gilberto, um dos responsáveis diretos pela criação da bossa nova. Caetano Veloso exalta a paixão do colega compositor pelo boxe.
“Eu não gostava muito de luta, mas o João Gilberto gosta muito de boxe”, revelou Caetano, que contou ainda ter aprendido a gostar das artes marciais por causa dos filhos. “Eles entendem muito e gostam. Assisto às lutas por causa do Moreno, do Zeca e do Tom. O Zeca até conhece o Anderson Silva, por isso eu passei a conhece-lo também”, acrescentou o compositor baiano.
Caetano ainda comparou os atletas brasileiros à música produzida e idealizada no país. Segundo o compositor, tanto a bossa nova como o MMA são genuinamente brasileiros. “Eles (os atletas) são uma coisa de invenção brasileira. A mistura dessas artes com o jiu-jitsu é brasileira. Com isso, o Brasil exporta ideias, em vez de importar”, explicou o cantor.
O
Blog Nocaute
parabeniza Caetano Veloso pela justa homenagem aos destaques do MMA no Brasil. O que é uma prova concreta de que não pode haver preconceito sobre o esporte que mais cresce no mundo. Inclusive na música. Que o diga o ícone do MPB! Curtam aí o novo hit do compositor baiano:
Cain Velásquez (esq) quer recuperar o cinturão diante de Junior Cigano
Vicente Ribeiro
Mais valorizada pelo UFC na atualidade, a categoria peso-pesado é sinônimo de rotatividade no maior evento de MMA do mundo. Nos últimos anos, ninguém conseguiu se firmar como campeão da divisão. E o título estará novamente em jogo no sábado, 29 de dezembro, quando o dono do cinturão, Junior Cigano, fará a revanche contra Cain Velásquez na luta principal da edição 155, em Las Vegas.
De 2006 para cá, a categoria dos pesados teve nada menos que cinco campeões: Tim Sylvia, Randy Couture, Brock Lesnar, Cain Velásquez e Junior Cigano. E nenhum deles conseguiu manter o cinturão por mais de duas lutas seguidas. Sylvia, Couture e Lesnar perderam o título na segunda defesa. Velásquez foi derrotado logo na primeira, justamente para o brasileiro.
Tim Sylvia conquistou o cinturão ao derrotar Andrei Arlovski (nocaute técnico), em abril de 2006, o defendeu em revanche diante do mesmo adversário e contra Jeff Monson, mas o entregou a Randy Couture em março de 2007, quando foi derrotado por pontos. O ‘Capitão América’, por sua vez, bateu Gabriel ‘Napão’ e deixou o título escapar contra Brock Lesnar, por nocaute técnico, em novembro de 2008.
Lesnar até deu a impressão de que se firmaria como campeão dos pesados. Teve duas defesas bem-sucedidas de título, derrotando Frank Mir (nocaute técnico) e Shane Carwin (finalização). Entretanto, na terceira luta como dono do cinturão, o ‘gigante albino’ o entregou a Cain Velásquez, em outubro de 2010, caindo por nocaute técnico no fim do primeiro round.
Nova sensação entre os pesados, Cain Velásquez fez a primeira defesa diante de Junior Cigano, em novembro de 2011. E não durou mais que 64 segundos, quando tomou um overhand de direita na têmpora e viu o brasileiro ficar com o cinturão. Mais um campeão que não conseguiu se firmar na categoria. Resta a Cigano continuar sonhando em quebrar essa escrita na revanche em Las Vegas. O catarinense manteve o título ao bater Frank Mir (nocaute técnico) e voltará a encarar o americano-mexicano para dar sequência à trajetória como número um da divisão.
X-Combat revelou talentos, mas teve problemas com regras
(Foto:Cid Costa)
Pascoal Monteiro
Com esse tanto de eventos rolando, demorei um pouco, mas ainda dá tempo de falar do campeonato Panamericano X-Combat de Jiu-Jitsu 2012. Realizado em Betim-MG, nos dias 24 e 25 de novembro, o evento foi organizado pela X-Combat TV News com apoio da Liga Brasileira de Jiu-Jítsu (LBJJ) e só não foi melhor porque ainda tem muita gente literalmente apanhando da nova regra.
Árbitros, professores e atletas ainda não entenderam completamente as novas regras lançadas no começo desse ano pela Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu (CBJJ). Nos eventos em que estive presente ocorreram erros, sejam eles da Liga, da Federação Mineira, da Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu Esportivo, da Confederação de Jiu-Jítsu Olímpico e até da própria CBJJ.
Os erros fazem parte, mas eles estão tomando uma proporção enorme dentro do nosso esporte, que tem como filosofia a hierarquia e a disciplina. A coisa está fugindo do controle. Dá para imaginar um professor colocando a torcida e seus alunos contra a arbitragem? E um atleta que faz a mesma coisa? Pior ainda é quando esses erros viram agressão. Isso não pode ser aceito!
Não vou dar aqui espaço para os erros que aconteceram no Panamericano X-Combat, principalmente daquelas pessoas que perderam o controle da situação e fizeram besteira, dando um péssimo exemplo de comportamento. Como diz o ditado: “o feio fica pra quem faz”. Tenho certeza de que quem foi em Betim, no sábado, principalmente, sabe do que estou falando.
Claro que não estou pedindo aqui para ficarem calados diante dos erros. Estou querendo mesmo é ver uma atitude diferente e fica aí a sugestão: primeiro vamos nos inteirar mais sobre as regras que, por sinal, são muito complexas. Só assim teremos a certeza ao reclamar de um erro. Pude ver, Inúmeras vezes, o diretor de arbitragem mostrar a regra para quem estava reclamando. A pessoa ficava sem graça na hora por não ter razão... Já perdi as contas!
Agora, caso aconteça um erro com você, com um aluno ou com um amigo de equipe, faça a coisa certa. Entregue por escrito sua reclamação ao diretor de arbitragem do evento e cobre dele uma resposta. Essa coisa de só reclamar sem “escrever” não funciona. Por escrito, não existe disse me disse – fica a dica!
O que rolou de melhor no Pan
Lara, da BTT, se destacou (Foto:Cid Costa)
Além do belo cinturão entregue aos campeões absolutos, não posso deixar de destacar dois atletas juvenis, que lutaram na categoria adulto e mandaram muito bem. A faixa azul, Lara Fritzen Amorim, da equipe Brazillian Top Team, de apenas 17 anos, não se intimidou diante das adversárias que eram da categoria adulta e faturou o título de campeã absoluta vencendo duas atletas faixa roxa e uma faixa azul.
Já o filho do mestre Hilton Leão, Hilton Leão Rodrigues Silva (Hiltinho), de 16 anos, é outro que merece destaque. O moleque estava impossível e deu um show na categoria faixa azul adulto pena, faturando o primeiro lugar no pódio.