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<category>Blog Dzai</category>
<description>Economia e Finanças</description>
<copyright>UAI - Nenhum é tão você. Todos os direitos reservados</copyright>
<title>Blog do Vicente</title>
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<title>Blog do Vicente</title>
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<language>pt-br</language>
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		<item>
		<title><![CDATA[CADERNETA DE POUPANÇA NO BRASIL, UM BREVE HISTÓRICO]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=103331</link>
		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 21:12:59 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR GUILHERME DA NÓBREGA (*)</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">De uma hora para outra, o debate no mercado sobre a política monetária não é mais apenas sobre como o Banco Central lida com a inflação. Com a Selic em 9% e ainda apontando para baixo, o debate passou a incluir a caderneta de poupança.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A poupança é um investimento bem simples. Paga uma taxa fixa de 0,5% ao mês – mais TR – a todo investidor, em qualquer banco, seja qual for o valor da aplicação (a idéia de se tributar saldos acima de R$ 50 mil surgiu em 2009, mas não vingou).</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A taxa de 0,5% ao mês equivale a 6,2% ao ano, livre de impostos. Com a Selic apenas um pouco mais baixa do que o nível atual, a poupança passa a competir com fundos de investimento, possivelmente reduzindo a demanda por títulos públicos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Na prática, portanto, a poupança define um piso para a Selic. Mesmo no nível atual, um fundo atrelado à Selic, dependendo da taxa de administração, já pode pagar menos do que a caderneta.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">As ideias que têm surgido na imprensa para lidar com essa questão vão desde não fazer nada (já que a Selic pode não cruzar a barreira crítica ainda) até atrelar o rendimento da poupança à Selic, eliminando a TR. Fala-se, ainda, em uma solução provisória: reduzir a alocação da poupança ao crédito imobiliário, permitindo que os bancos comprem títulos públicos com recursos da poupança.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Há 150 anos, a poupança é sinônimo no Brasil de pé-de-meia simples e seguro. Por isso qualquer reforma é vista como tabu, especialmente se tocar no rendimento mensal de 0,5%. Em 2009, a proposta de tributação era justamente uma forma de lidar com essa questão, preservando a taxa de 0,5%.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Do Começo</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Foi Dom Pedro II quem criou a Caixa Econômica da Côrte, em 1861, para “receber, a juro de 6%, as pequenas economias das classes menos abastadas”, com a garantia do governo. Os recursos eram usados para pequenos empréstimos. Em 1872, os “escravos de ganho” receberam permissão para abrir contas (em nome de seus donos). Em 1915, foi a vez das mulheres casadas – desde que o marido não se opusesse.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">As regras sobre remuneração às vezes mudaram, mas a taxa de 6% continuou a ser a referência. Outras instituições de poupança foram criadas e, em 1915, o governo centralizou a fixação do rendimento. Houve tempo em que fixava taxas diferentes entre regiões do país.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Correção Monetária e Financiamento Imobiliário</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Somente na década de 60 a poupança adquiriu papel importante no financiamento imobiliário. A correção monetária chegou em 1964. A partir daí, o poupador passou a receber a correção mais um juro “real” de 0,5% ao mês. E os bancos passaram a destinar 65% dos depósitos ao crédito habitacional.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">No final da década de 80, por causa da inflação alta, a correção monetária passou de mensal a diária. As contas passaram a ter “aniversário” (todo mês, não todo ano). Todo dia, o Banco Central publicava um fator de correção para os próximos trinta dias. O sistema sobrevive até hoje. Desde 1991, o fator diário de correção é a TR – a Taxa Referencial.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">A TR</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">No fim da década de 1980, a inflação galopante tornou a indexação pela inflação passada ineficaz. Surgiu como alternativa, em 1991, a TR.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A TR deriva, até hoje, de uma média diária de taxas de CDBs oferecidos pelos bancos, menos um redutor. Desde 1995, no entanto, deixou de acompanhar a inflação: mês a mês, nos últimos cinco anos a TR correspondeu a cerca de metade da variação do IPCA. A remuneração modesta levou os poupadores para os fundos de investimentos e para outras opções. Hoje, a caderneta representa 12% do M4. Era 40% no fim dos anos 80.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Reforma</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A TR de 1991 e o regime tributário proposto em 2009 têm um traço comum: buscaram resolver um problema imediato, preservando a taxa mensal de 0,5%. Agora, em 2012, o governo pode fazer o mesmo, ou buscar uma solução mais duradoura.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">As cadernetas de poupança e o financiamento imobiliário ainda têm ligação fraca com a política monetária no Brasil. Pode ser boa ideia dar-lhes mais proximidade. Não se trata apenas de criar espaço para o Banco Central cortar juros: uma reforma mais ampla poderia melhorar o arcabouço para o financiamento imobiliário, contribuindo para o crescimento sustentado do crédito.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="1"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="1">(*) Economista do Banco Itaú Unibanco</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Brasília, 19h12min</font></p>   
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		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[MANTEGA DEU CHÁ DE CADEIRA DE MAIS DE DUAS HORAS NA PRESIDENTE DA PETROBRAS]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=103343</link>
		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 20:37:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		  <br>A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, está na lista das 100 personalidades mais influentes do mundo, segundo a revista <span style="font-style: italic;">Time</span>. Mas isso não a impediu de tomar um chá de cadeira de duas horas e meia do ministro da Fazenda, Guido Mantega.   <br>  <br>  <br>Eles tinham uma conversa marcada para às 15horas. Mas Mantega só chegou à sede da Fazenda às 17h30min. Tanta demora pode ser explicada pelo tema principal do encontro: o reajuste dos combustíveis.   <br>  <br>  <br>O ministro, que preside o Conselho de Administração da estatal, vem resistindo ao máximo endossar o aumento da gasolina e do diesel, para não pressionar a inflação e ajudar o Banco Central a continuar reduzindo a taxa básica de juros (Selic).  <br>  <br><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Brasília, 18h36min</span>  <br>   
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[GRAÇA FOSTER DEVE PEDIR A MANTEGA AUMENTO DA GASOLINA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=103320</link>
		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 12:29:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		  <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Fontes da Petrobras garantem que a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, apresentará ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, na reunião marcada entre os dois, às 15 horas de hoje, em Brasília, uma planilha para o aumento dos combustíveis, mais precisamente da gasolina e do diesel.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Foster já vem indicando, em várias oportunidades, que não há mais como a Petrobras segurar os preços dos combustíveis, devido à insistência do barril de petróleo em se manter acima de US$ 115. Nesse valor, e com a necessidade maior de importação, a estatal está perdendo milhões de reais por dia. Somente nos últimos oito meses, a empresa trouxe de fora US$ 10 bilhões em gasolina</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O governo acredita que esse pode ser um bom momento para reajustar os combustíveis, uma vez que a inflação perdeu força e está apontando para uma taxa abaixo do centro da meta, de 4,5%, neste ano, como ressaltou o próprio Ministério da Fazenda e já havia dito o Banco Central.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A Petrobras se contenta com um reajuste de 10% nas refinarias, apesar de o mercado falar em defasagem próxima de 30% nos preços. A equipe da Fazenda espera ainda poder usar a Cide para evitar o repasse para os consumidores e a inflação. Mas dificilmente conseguirá fazer milagre, pois o espaço do imposto para acomodar o aumento de preços está cada vez menor.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 10h30min</font></p>   
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[DILMA MANDA BANCO DO BRASIL REDUZIR JUROS DE VERDADE E NÃO ENGANAR A POPULAÇÃO]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=103284</link>
		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 18:44:26 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A presidente Dilma Rousseff ligou hoje para o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, cobrando explicações sobre matéria publicada hoje no <span style="font-weight: bold;">Correio Braziliense</span>, mostrando que a instituição não reduziu, da forma como anunciou, os juros para os consumidores.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Algunas taxas foram reduzidas sim, mas apenas para clientes especiais, que aceitaram assinar um contrato de fidelidade com o banco. Muita gente está indo às agências do BB pedir explicações sobre a propaganda estrelada pelo ator Reynaldo Gianecchini, mas está voltando para casa frustrada.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O <span style="font-weight: bold;">Correio</span> mostrou que, pelos dados captados pelo Banco Central, com base em operações de crédito informadas à instituição, os juros médios do cheque especial do BB baixaram de 8,65% para 8,62% ao mês, ou seja, o alívio foi insignificante. Já na Caixa, a taxa média do especial caiu de 8,05% para 5,09% ao mês.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Depois da cobrança de Dilma, a área de crédito do BB passou a trabalhar para efetivamente cortar juros e deixar de fazer propaganda enganosa. A presidente disse que vai cobrar, já que os jornais estão marcando cerrado essa briga do governo contra os bancos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 16h43min</font></p> <br> <br>   
		]]>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[DILMA USARÁ GUERRA CONTRA BANCOS PARA DESVIAR ATENÇÃO DA CPI]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=103120</link>
		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 15:03:41 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR ANA D'ANGELO</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Aparentemente, a CPI do Cachoeira pegou a presidente Dilma Rousseff de surpresa. Exatamente no momento em que partia para a briga com um adversário poderoso: os banqueiros. Ela resolveu enfrentar o setor financeiro não antes de retomar as rédeas do Congresso, após aquele ensaio de rebeldia da base aliada no episódio de rejeição da sua indicação para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Dilma trocou as lideranças, num recado claro aos partidos para que não fizessem mais gracinhas para cima dela.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Os encontros oferecidos em março aos representantes sindicais dos trabalhadores e aos grandes empresários do país surtiram o efeito esperado, de mostrar que contava com o capital e o trabalho ao seu lado. Os parlamentares ficaram mansos. Como demonstração de que voltou a ter controle da situação, conseguiu aprovar no Congresso o fundo de previdência do funcionalismo e, na Câmara, a Lei da Copa. Está ainda na peleja pelo Código Florestal, que precisa ser negociado com a bancada ruralista, e com as possíveis mudanças na caderneta de poupança, a serem propostas ainda neste ano. Mas tudo dentro do script. O câmbio, que assustou bastante em fevereiro e março, já está entrando nos eixos e estabilizando num patamar que o governo considera ideal, próximo de R$ 1,90.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">De novo às boas com o Congresso, a presidente decidiu enfrentar o problema das altas taxas de juros cobradas pelos bancos nos empréstimos e financiamentos aos consumidores e às empresas. É o tipo de briga que tem boa repercussão popular. Dilma tem hoje recordes de popularidade, acima da que obteve o governo de seu antecessor e padrinho, o ex-presidente Lula, no mesmo período, segundo pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana. Sua popularidade só tende a aumentar se conseguir que a banca, realmente, reduza os juros e as tarifas cobradas dos clientes. Sua última cartada foi mandar os bancos federais cortarem as taxas de administração dos fundos de renda fixa, que comem parte da rentabilidade, conforme antecipou o <span style="font-weight: bold;">Correio</span> na edição de sexta-feira.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">De qualquer forma, a presidente Dilma está enfrentando interesses poderosos da sociedade, o que nenhum comandante do país encarou até hoje, nem mesmo Lula, no auge da sua popularidade. É nesse contexto que ela se depara com a CPI do Cachoeira, que pode trazer problemas políticos, justamente agora em que as relações com a base aliada estavam pacificadas.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Cutuca, vai</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Na Esplanada dos Ministérios, circulam duas leituras sobre o caso. Uma, de que Dilma poderia até ficar satisfeita com a CPI, pois, até o momento, ela parece causar mais danos à oposição do que ao PT. Mesmo que sobre lama para todo lado, ainda assim a classe política é atingida e tende a ir para a defensiva. O que pode dar à presidente mais liberdade para governar. Um Congresso acuado fica humilde. Assim, ela poderá ter menos problema com a base aliada. Menos ainda com a oposição.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A questão, martelada nas últimas semanas, é que não se sabe como essa CPI vai terminar, que tem alto poder explosivo. Essa é a leitura que não agrada ao Planalto. As investigações batem na construtora Delta, já que rebate no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e nas obras para a Copa do Mundo de 2014. Enfim, pode atingir uma das vitrines da administração Dilma, que é a modernização da infraestrutura do país.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Na semana passada, como se soube, uma onça rondou a área próxima aos ministérios. As más línguas andam dizendo que é a onça que foi cutucada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira lá atrás, em 2004, que, agora, anda circulando leve e feliz por aí. Naquele ano, Cachoeira divulgou um vídeo em que ele pagava propina a Waldomiro Diniz, assessor do ministro José Dirceu na Casa Civil.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Semanas depois, a imprensa divulgou um novo vídeo, em que um funcionário dos Correios embolsava propina de empresários. O governo de Lula sangrou durante mais de um ano na crise do mensalão. A gravação foi recentemente atribuída à turma de Cachoeira. Na ocasião, foi divulgado que o então governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, teria avisado Lula da existência do mensalão. Hoje, tem-se conhecimento de que Perillo soube disso via Cachoeira.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Sintonia ameaçada</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Em setembro de 2008, a revista Veja divulgou a transcrição de uma conversa do ministro do STF Gilmar Mendes com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), supostamente grampeada por gente do ex-diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda, então comandando a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Lacerda caiu. O caso enlameou a imagem da PF. O áudio nunca veio a público e, em julho de 2009, a PF arquivou o inquérito, por falta de provas de sua existência.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Logo depois, a mesma PF tocava a Operação Monte Carlo, que culminou na prisão de Cachoeira há dois meses e flagrou e Demóstenes Torres de calças curtas. Coincidência ou não, são os três que participaram de episódios determinantes que desmoralizaram o governo petista e a PF. Estão caindo os três.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Embora não tenha a menor vontade de jogar mais álcool na fogueira como o ex-presidente Lula, Dilma também não pretende apontar o extintor na direção na CPI. Para não deixá-la fugir do controle, tem o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, advogado de Cachoeira, para segurar a boca do bingueiro. Ao mesmo tempo, o Planalto pretende usar a base aliada para conter os requerimentos de ampliação das investigações, de quebra de sigilos e de convocação de testemunhas.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O temor é de que os efeitos dos escândalos descobertos pela CPI possam gerar uma crise tal que afete o bom momento da economia, com inflação sob controle, juros em queda e câmbio controlado. Tudo que o governo de Dilma não quer é que a sintonia fina com que vem tocando a política econômica saia dos eixos, caso tenha que direcionar energias para estancar crises políticas surgidas no seio da CPI do Cachoeira.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília,13h03min</font></p> <br>   
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		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[JUROS DE ATÉ 688% AO ANO EM EMPRÉSTIMOS]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=103096</link>
		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 02:01:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A presidente Dilma Rousseff não escondeu a satisfação, nos últimos dias, diante do anúncio de que bancos públicos e privados haviam reduzido os juros aos consumidores. Mas, ainda que a pressão do governo tenha dado algum resultado, os brasileiros estão longe de comemorar. Quem precisa de dinheiro emprestado está sujeito a arcar com taxas de até 688,71% ao ano (18,78% mensais), cobrados pela Agiplan Financeira, conforme levantamento realizado pelo Banco Central. Se o cidadão ficar pendurado no cheque especial, correrá o risco de pagar encargos de até 275,68% anuais (10,34% ao mês) no Banco Santander.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">"É preciso deixar claro que a redução dos juros dos empréstimos e financiamentos ainda está no começo. Há muito espaço para que as taxas recuem", diz o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas Gomes. Ele ressalta que o processo de barateamento do crédito será mais lento do que o desejado pela presidente Dilma, já que os bancos resistirão ao máximo em abrir mão de parte de seus lucros. A maior fatia dos ganhos do sistema financeiro, 32%, vem do que os especialistas chamam de spread. Trata-se da diferença entre o que as instituições pagam aos investidores e o que cobram dos devedores.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">No Brasil, o spread médio é de 30 pontos percentuais, seis vezes maior do que os cinco pontos registrados nos países mais ricos, que integram a Organização para o Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No mundo, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), apenas o Zimbábue registra spread maior que o Brasil, com 70 pontos. "A grande pergunta que todos estão fazendo hoje é: os bancos vão continuar reduzindo os spreads? Infelizmente, não há sinais concretos de que isso ocorrerá. Mas não há outro caminho para se baixar as taxas de juros com maior vigor", diz Thadeu.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Agiotagem</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Técnicos do Banco Central asseguram que, entre as grandes instituições, lideradas pelas públicas, já se percebe um movimento real de queda dos juros. Para ter acesso às taxas menores, no entanto, é preciso um amplo processo de negociação. "Mas os clientes não podem desistir. Devem cobrar a redução das taxas, se possível, apresentando aos gerentes as tabelas de encargos divulgadas em panfletos de publicidade. As instituições que resistirem devem ser denunciadas ao BC e aos Procons", aconselha um funcionário da autoridade monetária responsável pelo atendimento ao público.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Os mesmos técnicos do BC ressaltam que, no caso dos empréstimos pessoais, as maiores taxas são cobradas pelas financeiras independentes, não ligadas a bancos. E, normalmente, os que recorrem a elas já estouraram todas as linhas de crédito disponibilizadas em suas contas-corrente. "Só mesmo em situação de desespero uma pessoa aceita pagar juros de 18% ao mês", enfatiza um assessor do Ministério da Fazenda. Ele acrescenta que também as pessoas menos informadas, que não têm conta bancária, acabam sendo fisgadas "por essa agiotagem regulamentada". "E é muita gente, senão essas financeiras não estariam proliferando Brasil afora", afirma.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Apesar dos juros menores, nos financiamentos de automóveis também há exageros. Os carros financiados pelo Banco Azteca, por exemplo, têm taxas de 73,92% ao ano. Ou seja, em apenas 12 prestações, o comprador paga quase dois veículos. "Esse abuso ocorre mesmo com a instituição tendo a possibilidade de retomar o veículo em caso de não pagamento. Quer dizer: há garantia para o financiamento, o que, teoricamente, deveria jogar os encargos para baixo", assinala outro técnico do BC.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Ele não consegue entender como o Banco Ibi, que pertencia à rede de varejo C&amp;A e foi comprado pelo Bradesco, cobra juros de 139,78% ao ano no crédito direto ao consumidor. "A única receita para que bancos e financeiras de menor porte reduzam os juros é a clientela se recusar a pagar o que cobram. Sabemos que vai demorar para que essas instituições entendam que o sistema está mudando e que o país não comporta mais taxas abusivas. Mas ou se adaptam, ou fecharão as portas", sentencia um assessor da presidente Dilma.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Brasília, 00h01min</font></p> <br>   
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		</item>
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		<title><![CDATA[MUDANÇA NA POUPANÇA ATINGIRÁ CASA PRÓPRIA E FGTS, COM O FIM DA TR]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=103079</link>
		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 18:13:26 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A determinação da presidente Dilma Rousseff de mexer nos rendimentos da caderneta de poupança para facilitar a queda da taxa básica de juros (Selic) dos atuais 9% para até 8% nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) implicará mudanças em outros pontos sensíveis: o financiamento da casa própria e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">As razões são claras. O crédito imobiliário para a classe média é bancado exclusivamente pelos depósitos na caderneta. De cada R$ 100 aplicados na mais tradicional modalidade de investimentos do país, no mínimo, R$ 65 devem ser obrigatoriamente destinados à casa própria. Além disso, as prestações são atualizadas pela Taxa Referencial (TR), que também corrige os recursos da poupança. Pelos dois projetos preparados pelo Ministério da Fazenda, para alterar o ganho da caderneta, a TR será extinta. É aí que entra o FGTS. Por lei, o dinheiro dos trabalhadores é remunerado em 3% ao ano mais a TR. A tendência é de que os depósitos feitos pelas empresas passem a ter somente a taxa fixa, compatível, no entender de técnicos da equipe econômica, com a nova realidade de juros no país.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">“Todos terão de dar a sua cota de sacrifício, pois se ganhará de outro lado, com a diminuição dos juros dos empréstimos e financiamentos”, diz um assessor do Palácio do Planalto. “Não se pode esquecer que a possível diminuição do rendimento da caderneta e do FGTS será depois da vírgula. Já nos juros do crédito, o impacto é bem maior. Assim, a economia com as prestações cobrirá qualquer perda de rentabilidade”, acrescenta. Ele lembra que será esse o discurso difundido pelo governo para convencer a população de que está “fazendo o melhor para o país” e não um confisco da poupança, como houve em 1990, no governo Collor.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O Palácio do Planalto acredita que terá boas notícias a dar à classe média, que tanto preserva o patrimônio na poupança e recorre aos financiamentos habitacionais. Se a remuneração da caderneta diminuir um pouco e a TR for extinta, os juros cobrados no crédito imobiliário também poderão cair. “É com essa realidade que estamos trabalhando”, afirma um técnico do Ministério da Fazenda. A seu ver, tudo está apontando para o governo pôr fim ao entulho que ainda resta no mercado financeiro, ou seja, a indexação decorrente dos tempos de hiperinflação. “A TR é um deles”, acrescenta.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Distorção</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para o economista Carlos Thadeu de Freitas Gomes, ex-diretor do Banco Central, as mudanças propostas pelo governo são bem-vindas. Mas para que realmente a população tire proveito delas é preciso que, efetivamente, a taxa básica caia e permaneça em um patamar baixo por um longo período. E isso exige um controle efetivo da inflação. “Se os ganhos da caderneta forem realmente atrelados à Selic, como estão dizendo, em um momento de elevação dessa taxa os ganhos da poupança vão aumentar assim como as prestações da casa própria”, ressalta.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Na sua avaliação, o debate sobre mudanças na estrutura de um sistema financeiro criado para conviver com uma inflação alta é importantíssimo. Mas, a seu ver, o governo deveria propor as alterações somente a partir do segundo semestre, quando, efetivamente, os consumidores terão a exata noção se o prometido corte de juros pelos bancos públicos e privados é para valer. “Com a fraqueza atual da economia, a procura por crédito está contida. À medida que a atividade for ganhando força, a demanda por empréstimos e financiamentos se fortalecerá. É aí que poderemos ver se o anunciado barateamento do crédito foi real ou se não passou de uma campanha de marketing”, destaca.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O economista vai além. “Ainda há um longo caminho para que os juros do crédito no Brasil sejam comparados aos de países civilizados. Os bancos precisam reduzir muito o spread (diferença entre o que pagam aos investidores e o que cobram dos devedores”, diz. No Brasil, o spread médio é de 30 pontos percentuais contra cinco pontos nas nações que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne as nações mais desenvolvidas do planeta.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 16h15min</font></p>   
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[VITAMINA INDUSTRIAL]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=103080</link>
		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 12:30:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<div><font face="Arial" size="2"><font face="Utopia" size="2"> <br></font></font><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-weight: bold;"><font size="3">POR ANTONIO MACHADO</font> <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-weight: bold;"> <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-weight: bold;"></span>Os industriais e muito mais o pessoal do governo, da presidente a seus ministros, se esfalfam para mostrar serviço neste momento em que se tornou evidente o que vem de anos e se agrava desde 2003: a "primarização" da economia, a reboque dos minérios, da agricultura e logo mais do pré-sal, em paralelo com o declínio da indústria.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A ficha caiu, descobrindo a anemia da indústria pelos juros e pela carga tributária, ambos excessivamente elevados, além dos custos da infraestrutura e dos aumentos salariais, com nenhum desses fatores que minaram a competitividade da produção nacional compensado — como se fazia no passado —, pelo câmbio depreciado. O governo acordou.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">As providências emergenciais, tipo desoneração tributária da folha de salários, corte de juros, desvalorização cambial e novos aportes do Tesouro para reforçar o crédito subsidiado do BNDES à indústria, são bastante conhecidas. Assim como as sequelas de algumas delas.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">É arroz com feijão. Lembra o chefe de polícia francês, no clássico Casablanca, mandando prender os "suspeitos de sempre" para distrair os nazistas que ocupavam a cidade e permitir a fuga do amigo Rick.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Estranho é que, há exato uma semana, a presidente Dilma Rousseff foi à Confederação Nacional da Indústria (CNI) prestigiar o lançamento de um programa, este sim, grandioso, inovador, sem contra-indicação nenhuma e efetivamente destinado a fortalecer a indústria. E é.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Falar o que desse lançamento, se nem os interessados, o governo e o empresariado, prestaram atenção? Não deviam, porque, se "não há hipótese de o Brasil dar certo sem indústria forte", como Dilma discursou, não será apenas com moeda fraca que ela vai sobreviver.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Alemanha, Japão e Coreia do Sul, potências industriais, serviram-se do câmbio, além de outros estratagemas, para fincar suas raízes fabris. Mas foi com o investimento em educação, em tecnologia de produto e de processos, em laboratórios de testes e com um massivo ensino profissionalizante que construíram os alicerces permanentes de sua indústria. A China está na transição desses dois movimentos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Os EUA vivem o que é chamado de "renascimento industrial", graças à inovação, no que sempre foram fortes, e depois de se convencerem de que o setor de serviço, embora grande empregador, não basta para prover as demandas sociais, como Dilma também registrou na CNI.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Inspiração na Alemanha</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A iniciativa que deverá oxigenar a produção é o Programa de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira, administrado pelo Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e com dotação de R$ 1,9 bilhão, dos quais R$ 1,5 bilhão fornecidos pelo BNDES.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O programa tem duas frentes. A primeira é voltada à prestação de serviços técnicos às indústrias em nível nacional, com a criação de 38 Institutos Senai de Tecnologia (IST), atuando em ensaios, testes laboratoriais para aferir a qualidade de produtos e metrologia.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Ao lado dessa rede, surgirão 23 Institutos Senai de Inovação (ISI) inspirados no Fraunhofer, da Alemanha, o maior centro de pesquisas aplicadas da Europa, trabalhando com todo tipo de demanda — de testes de resistência de materiais ao desenvolvimento completo de peças.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Fábricas de tecnologias</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O ISI, tal qual seu similar alemão, será uma espécie de fábrica de projetos, ampliando o potencial de inovação das empresas, sobretudo de menor porte, que até então só podiam dispor do licenciamento de tecnologias. Agora, poderão desenvolvê-las com o suporte do Senai.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Dos 23 ISI, nove serão voltados à produção, quatro para materiais e componentes, um para microeletrônica, um para defesa e assim por diante. Às duas estruturas, dos 38 IST e dos 23 ISI, se adicionam a rede de 53 novos centros de formação profissional até 2014, além da compra de 81 unidades móveis de ensino, das quais 50 em operação já este ano onde haja demanda por profissionais qualificados e não tem escolas fixas do Senai, que atende 2,6 milhões de operários ao ano. A meta: 4 milhões de alunos/ano até 2014 com as 134 unidades novas.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Indústria poderá reagir</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Embora privado, o projeto começou a tomar forma depois que o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, soube do Fraunhofer quando estava na pasta de Ciência e Tecnologia e entusiasmou Dilma com a ideia de replicar o sucesso alemão no Brasil. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, evangelista incansável da inovação tecnológica, abraçou a iniciativa e a CNI trabalhou para estar à frente dela.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">"O programa abre o início do processo de reação da indústria", diz Coutinho. Sem falha na implantação, o país entrará num clube seleto — o da inovação, principal vacina contra males da competitividade, de moeda forte a custo salarial alto. Isso é política industrial.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">A fila tem de andar</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O caminho da mudança estrutural é mais promissor que caçar centavo para subsidiar a produção, se o governo não pode liderar uma ampla reforma, com corte de gasto e não só a redistribuição de encargos. Algum dia não se poderá evitar mais tais decisões. Enquanto isso, que se incentive o que deixará frutos, como a cultura da inovação.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Até agora, porém, vê-se o governo preocupado com a competitividade do que está consolidado, ignorando os empresários nascentes, da vertente dos startups de tecnologia, e os de setores tradicionais, que não crescem, embora tenham condições superiores às desfrutadas 40 anos atrás pelos grandes grupos de hoje, e nanicos na origem. A economia precisa de renovação e gente ousada. A fila tem de andar.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 10h30min</font></p><font face="Arial" size="2"><font face="Utopia" size="2"> <br></font></font></div>   
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[MANTEGA ESNOBA O BANCO MUNDIAL]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=103018</link>
		<pubDate>Sat, 21 Apr 2012 14:05:22 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O ministro da Fazenda, Guido Mantega, adotou a prática de esnobar as reuniões de primavera do Banco Mundial. Como acontece há vários anos, Mantega só participa das discussões do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Assim que as reuniões no FMI terminam, ele embarca em um trem para curtir o fim de semana em Nova York. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A falta de consideração pelo Banco Mundial tem deixado representantes de muitos países irritados, a ponto de questionarem como o Brasil pretende ser uma voz de liderança internacional se ignora os encontros que têm como objetivo principal discutir temas de relevância para as nações da região.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 12h05min</font></p>   
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[DILMA ADMITE MUDAR AS REGRAS DA POUPANÇA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=102944</link>
		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 12:55:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		  <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">COM VICTOR MARTINS E CRISTIANE BONFANTI</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A presidente da República, Dilma Rousseff, decidiu assumir o ônus político e vai mexer nas regras da caderneta de poupança. Para isso, convocou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para uma reunião que deve ocorrer na segunda-feira próxima. No encontro, será batido o martelo sobre a proposta a ser encaminhada ao Congresso Nacional, para que a mais tradicional modalidade de investimento do país, com remuneração fixa de 6,17% ao ano mais a variação da TR (Taxa Referencial), seja atrelada à taxa básica da economia (Selic). Dilma está decidida a levar a Selic a 8% ao ano, o que significa mais dois cortes de 0,5 ponto percentual, o primeiro na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de maio e o segundo, na de julho.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O Palácio do Planalto já preparou o discurso. Como o governo venceu a guerra com os bancos e reduziu os custos dos empréstimos e os spreads (diferença entre o que é pago aos investidores e o que é cobrado dos devedores), chegou a vez de os poupadores darem a sua cota de sacrifício no processo de se ter juros mais próximos do mundo civilizado. Segundo técnicos do governo, não se trata de confisco, mas de corrigir distorções. O modelo atual de poupança no Brasil, na visão deles, é uma herança do período de hiperinflação, quando se tentava, por decreto, preservar o mínimo de valor da moeda.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Com o projeto que será enviado ao Congresso, Dilma pretende resolver um dilema que sempre impediu a queda dos juros no Brasil. Segundo economistas ouvidos pelo Correio, não dá para levar a Selic para 8% ao ano, como deseja a presidente, sem que ocorra uma fuga em massa de recursos aplicados em fundos de investimento, os principais credores do governo. "A partir dessa taxa, os ajustes na poupança são necessários", observou Octávio de Barros, economista-chefe do Bradesco. A ideia do governo é colocar faixas de remuneração. Caso a Selic chegue a 8% ao ano, como quer Dilma, a caderneta pagaria 5,8% ao ano. Se a taxa básica da economia baixasse a um nível inferior a 4% ao ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) ficaria encarregado de decidir a correção da poupança. As novas regras, entretanto, valeriam apenas para novos investimentos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">"Vamos nos antecipar a todas as distorções que possam ocorrer com a Selic mais baixa. Preservaremos os fundos de investimentos e evitaremos uma fuga de recursos para a poupança, que deixaria os bancos em situação difícil", explicou um assessor do Planalto. "Por lei, as instituições financeiras são obrigadas a destinar, no mínimo, 65% dos depósitos para o financiamento da casa própria. Mas, diante de uma enxurrada de dinheiro, não teriam como fazê-lo, pois um empreendimento imobiliário pode levar até dois anos para ficar pronto. Portanto, estando desenquadrados, os bancos teriam de ser multados pelo BC", acrescentou.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Taxas de administração</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A decisão de levar o projeto a frente foi tomada nesta semana pela presidente Dilma, que já tinha deixado os ministros de sobreaviso. Tanto que Tombini cancelou participação na reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, onde teria encontros na próxima segunda-feira com economistas e agentes do mercado financeiro. Mantega, que está nos Estados Unidos, deve voltar no domingo. O nome dele ainda aparece na programação do 2012 Brazil Summit, organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Ele falaria na segunda-feira.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Além de mudar as regras da caderneta, o governo reforçará o discurso contra os bancos para que reduzam as de administração dos fundos de investimentos. Hoje, parte dos ganhos dessas modalidades de aplicação é comido pelos encargos, que chegam a 5% ao mês. Estima-se que, após as sucessivas quedas da Selic desde agosto do ano passado, quase 40% dos fundos já registram rentabilidade inferior à da poupança. Segundo os analistas, quanto maior for a taxa de administração de um fundo e menor o período em que o dinheiro fica aplicado, mais vantajosa fica a caderneta. Isso porque há, também, sobre os rendimentos dos fundos, a cobrança de Imposto de Renda entre 15% e 22,5%. A caderneta de poupança não paga taxa de administração e é isenta de IR.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para alcançar o objetivo, a equipe econômica usará, mais uma vez, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil a fim de pressionar o setor privado. Em entrevista ao Correio, Carlos Massaru Takahashi, presidente da BB DTVM, administradora de recursos do BB, admitiu que o banco já avalia cortar as taxas de administração dos fundos. "Com a Selic a 9%, ficamos no limiar da competitividade", disse. "Como sabemos que o Copom pode realizar novos cortes (nos juros), se isso acontecer, teremos que fazer ajustes", afirmou.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Pesquisa divulgada pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostra que, com a Selic a 9% ao ano, a maioria dos fundos de investimento com taxa de administração a partir de 1% ao ano têm rendimento menor que a poupança. Em 16 das 20 simulações feitas, a caderneta aparece como melhor negócio (veja gráfico nesta página). "O problema é que mais de 80% das pessoas pagam taxas de administração nos fundos entre 1,5% e 2% ao mês. As mais baixas são para quem aplica acima de R$ 50 mil", observou Miguel Oliveira, vice-presidente da Anefac.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 10h55min</font></p>   
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		<title><![CDATA[QUE VENHA A ATA DO COPOM]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=102810</link>
		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 22:34:56 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O Banco Central seguiu à risca o que seu presidente havia prometido à presidente Dilma Rousseff: a taxa básica de juros caiu de 9,75% para 9% ao ano. Pelo simples comunicado divulgado pelo Comitê de Política Monetária (Copom), o BC não se comprometeu com mais nenhum corte da Selic.  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A tendência é de os 9% permanecerem intocáveis até pelo menos a segunda metade de 2013, quando a autoridade monetária terá um quadro completo da inflação, que ameaça se assanhar no próximo ano. Agora, é aguardar a ata para que o Copom explicite o seu pensamento.  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O BC deu motivos de sobra para o governo comemorar: o Brasil deixou de ter a maior taxa real de juros do mundo. Foi ultrpassado pela Rússia. Veja quadro abaixo:</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">1º Rússia&nbsp;&nbsp;&nbsp; 4,2</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">2º Brasil&nbsp;&nbsp;&nbsp; 3,4</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">3º China&nbsp;&nbsp;&nbsp; 2,9</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">4º Colômbia&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1,8</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">5º Indonésia&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1,7</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">6º Hungria&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1,4</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">7º Filipinas&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1,4</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">8º Chile&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1,2</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">9º Austrália&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1,1</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">10º Suíça&nbsp;&nbsp;&nbsp; 1,0</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Fonte: Cruzeiro do Sul Corretora</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>A seguir, a íntegra da nota do Comitê de Política Monetária: "O Copom considera que, neste momento, permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação. O Comitê nota ainda que, até agora, dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionária. Diante disso, dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 9,00% a.a., sem viés".</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Brasília, 20h34min</font></p>   
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		<title><![CDATA[NO PLANALTO, TOMBINI "É O CARA"]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=102839</link>
		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 17:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		   <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Com os bancos privados sob controle (todos os grandes anunciaram redução dos juros, como queria o governo), as atenções do Palácio do Planalto se voltaram hoje para o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O motivo é óbvio: hoje, será definido mais um corte da taxa básica de juros (Selic). </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">   <br>A expectativa de todos, sobretudo da presidente Dilma Rousseff, é de que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, cumpra o que prometeu há alguns dias: baixar a Selic em 0,75 ponto percentual, de 9,75% para 9% ao ano.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">   <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">No entorno de Dilma, por sinal, Tombini é visto como herói. Primeiro, porque está deitando e rolando sobre o mercado financeiro, ao acertar todas as previsões de que a atividade estava mais fraca do que o imaginado e que a inflação cairia com força. Segundo, porque está mudando o jeito de fazer política monetária no país. Está mostrando que não há porque o Brasil conviver com juros tão elevados. Está reforçando que, mesmo com os juros em queda, a inflação está baixando. E mais: está indicando que a política monetária vai muito além da Selic, dada a força das medidas macroprudenciais.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">   <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Assessores de Dilma dizem, inclusive, que muitos citam o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, como o "queridinho" da presidente. Ela realmente o tem em alta conta. Mas, para Dilma, Tombini se tornou uma referência. Na linguagem de Barack Obama, o presidente do BC "é o cara" para Dilma.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">   <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 15h01min</font></p>   
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		<item>
		<title><![CDATA[DILMA VENCE A GUERRA CONTRA OS BANCOS PRIVADOS. E COMEMORA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=102816</link>
		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 13:41:50 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A presidente Dilma Rousseff está eufórica. Assim que foi informada, há pouco, que os dois maiores bancos privados do país, Bradesco e Itaú Unibanco, não resistiram à pressão e reduziram as taxas de juros cobradas de consumidores e empresas, comemorou. Ela assegurou que sabia que não era interessante para as instituições privadas ficarem como vilãs junto à opinião pública e, sobretudo, perder mercado para o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, em campanha maciça para atrair a clientela insatisfeita com o crédito caro. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para o governo, diante das últimas notícias ruins da economia (queda do PIB em janeiro e fevereiro, redução do ritmo de criação de empregos formais e a possível perda da sexta posição de maior economia do mundo), nada melhor do que afagar a parte mais sensível das pessoas: o bolso.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Dilma está convencida de que, com crédito mais barato, os consumidores e as empresas vão trocar suas dívidas por débitos com juros mais baixos e, assim, abrirem espaço para consumo e investimentos. Com isso, comércio e indústria voltarão a funcionar a pleno vapor, a tempo de salvar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. O governo quer, porque quer, crescimento de, no mínimo, 4%. Mas a maioria dos analistas fala em avanço inferior a 3%.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Resta saber se o anúncio dos bancos privados, de juros menores, não passa de mera campanha de marketing e um instrumento para fugir da pressão do governo.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 11h42min</font></p>   
		]]>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[DEIXANDO CLARO O CORTE DE 0,5 PONTO NA SELIC]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=102796</link>
		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 13:16:05 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR ANDRÉ PERFEITO (*)</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Foi com algum espanto que recebemos a absoluta unanimidade dos economistas quanto a magnitude do corte de hoje, estimado em 0,75 ponto percentual, na reunião de hoje do Comitê de Política Monetária (Copom). Ontem, estressamos a maioria, ao expôr os pontos que nos levam a pensar em um corte menor. Mas levando em conta que um call tão “fora da curva” sempre é polêmico, resolvemos reapresentar os principais motivos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Em primeiro lugar, muita coisa aconteceu entre a última reunião do Copom e esta, com medidas por parte da Fazenda para incentivar a economia. Essas novas medidas devem ser levadas em conta pela diretoria do Banco Central nesta reunião, o que deve, no nosso entendimento, fazer voltar ao antigo planejamento de cortes de 0,50 ponto interrompidos na última reunião, com o corte de 0,75 ponto.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>O segundo motivo é mais explícito. O Ministério da Fazenda colocou em prática uma política de redução dos spreads via bancos públicos, que terá um efeito análogo a um afrouxamento monetário. Logo, a Fazenda entrou no campo do BC e atravessou a instituição no que tange às prerrogativas da autoridade monetária. O próprio colegiado do Copom, na última ata, disse – explicitamente – que trabalha no seu cenário central com expansão moderada do crédito e que via como oportuna o fim de subsídios ao crédito. No parágrafo 27 o documento diz:</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>“O Copom destaca que o cenário central também contempla expansão moderada do crédito. Ainda sobre esse mercado, o Comitê considera oportuna a introdução de iniciativas no sentido de moderar concessões de subsídios por intermédio de operações de crédito.”</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Mais claro e direto impossível. Nesse sentido, como a Fazenda atropelou o BC na sua área, seria o caso de a autoridade monetária moderar o discurso expansionista e, com isso, dar sobrevida à Selic como instrumento.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Entraremos em um terreno difícil caso o BC corte de uma vez a Selic para 9% ao ano. Se fizer isso, ele e nós perderemos como referência a taxa básica para coordenar as expectativas, uma vez que, atingindo 9%, os juros devem permanecer nesse patamar por um bom tempo. Restará os instrumentos de comunicação (Ata, Relatório Trimestral, etc...) e as famigeradas medidas macroprudenciais que, apesar do nome pomposo, são tão amplas quanto desconhecidas. Fazer política monetária será um exercício muito diferente do quem sendo feito até agora.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>O terceiro motivo é mais sutil, mas não menos poderoso. Sem querer faltar com respeito com a autoridade monetária, e quem lê nossos relatórios sabe que temos grande apreço pelo corpo técnico do BC, mas boa parte do mercado simplesmente não acredita mais que o sistema de metas esteja sendo cumprido de maneira integral pelo BC. Essa leitura, a nosso ver, é absolutamente equivocada, mas não cabe aqui reclamar dessa opinião “errada” do mercado, apenas constatar sua validade na formação de preço.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Acreditamos que o BC e a Fazenda estejam trabalhando juntos e no sentido correto: o governo tem entregado resultados fiscais positivos e o BC tem feito o possível para comandar os juros de maneira correta (e, nesse sentido, acertou muito mais que o mercado ao começar a cortar a Selic em agosto do ano passado, e imaginem onde estariam o câmbio e a atividade se o ciclo de aperto tivesse continuado como parte do mercado queria?). O problema é que o mercado, apesar dos esforços reiterados da autoridade monetária, não consegue acreditar em juros menores por um período prolongado.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>O BC vem fazendo um trabalho muito importante ao apontar que a taxa de juros neutra recuou de forma significativa nos últimos anos, mas, fora poucos economistas, a maioria dos analistas vê como certa a volta da inflação e, com isso, a resposta altista dos juros.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>O momento é de transição de patamares de juros, e isso, naturalmente, gera nervosismo, que, por sua vez, eleva a percepção de risco e a preferência dos agente pela liquidez. Ao cortar “apenas” 0,50 ponto seria um jeito de criar a independência em relação à Fazenda, que avançou sobre o BC na questão dos spreads e, também – como se diz coloquialmente –, jogar água na fervura. Se o cenário tem sido favorável ao BC neste inicio de ano, essa situação pode se inverter com relativa segurança no futuro e este mesmo mercado que, de forma quase cínica, vê a Selic em 8,50% neste ano, irá cobrar acima dos dois dígitos com a mesma velocidade.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Mas, como se diz, o que está feito está feit,o e o corte de 0,75 ponto está contratado. Só insistimos, nesse caso especifico, que a diferença entre 0,75 e 0,50 ponto é maior do que 0,25.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="1">(*) Economista-chefe da Gradual Investimentos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 11h15min</font></p>   
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[JORNALISMO DE LUTO]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=102739</link>
		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 13:20:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		  <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Morreu, na madrugada de hoje, o jornalista Eduardo Santa Maria, 80 anos. Com uma carreira brilhante, foi um dos fundadores do <span style="font-weight: bold;">Correio Braziliense</span>. Ele se mudou do Rio de Janeiro para Brasília em 1959, com a equipe responsável para lançar aquele que seria o maior jornal diário da capital do país. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Desses tempos, por sinal, Santa Maria fazia questão de contar histórias envolvendo o então presidente Juscelino Kubitschek, que, depois de dar expediente no Palácio do Planalto, passava pela redação para acompanhar o fechamento das edições, sem, no entanto, fazer qualquer tipo de censura às notícias. Depois, acompanhava a tropa de jornalistas pela noite.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Santa Maria participou de coberturas históricas, como a deposição do ditador de Cuba Fulgêncio Batista e a ascensão ao poder de Fidel Castro. Entrevistou John Kennedy assim que ele tomou posse como presidente dos Estados Unidos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Além do <span style="font-weight: bold;">Correio</span>, Santa Maria passou pelos jornais <span style="font-style: italic;">Última Hora</span>, <span style="font-style: italic;">Jornal do Brasil</span> e <span style="font-style: italic;">O Dia</span>. Ele lutava há mais de 10 anos contra o mal de Alzheimer. Deixou a viúva Elza Santa Maria, os filhos Eduardo e Paula e cinco netos. Santa Maria será sepultado ainda hoje no Cemitério das Charitas, em Niterói.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 11h20min</font></p>   
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[APOIO COM RESSALVAS]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=102515</link>
		<pubDate>Sun, 15 Apr 2012 02:01:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR ANTONIO MACHADO</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Encantado com o Rio de Janeiro, definindo como “glorioso” o pouco tempo que ficou na cidade no início de março, depois de uma palestra e de se atualizar sobre a economia brasileira, o economista Jim O’Neill, do Goldman Sachs, criador do acrônimo BRIC, disse em seu informe mensal que mantém as melhores expectativas sobre o país.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">“Como alguém pode duvidar do “B” de BRIC?”, indagou, referindo-se à sigla também formada pelas iniciais de Rússia, Índia e China - e mais o “S” de África do Sul (South Africa), depois que os governos dessa sopa de letras decidiram reunir-se como um bloco geopolítico, levando a sério o que O’Neill só criara para ilustrar a visão sobre a ascensão, em 20 anos, das quatro maiores economias emergentes.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Por precisão, a Rússia, sucessora da União Soviética, não é bem um país emergente. Mas isso não vem ao caso. Importa o entusiasmo, mas com ressalvas, que expôs em seu informe sobre o Brasil, incluindo o registro de que passou “metade do tempo” falando de futebol, com direito a uma camisa autografada de Neymar, o astro do Santos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Ele manifestou estranheza com o ceticismo de “larga parte da base de investidores brasileiros”, embora, com elegância, citou o ditado segundo o qual nunca se deve dar ouvido a quem fala sobre a própria economia. O que O’Neill ouviu diz respeito ao tempo perdido quanto ao que já deveria ter sido feito para elevar a taxa de crescimento potencial da economia. “A visão consensual durante anos foi de que o crescimento potencial [do Brasil] seria, no melhor cenário, de 4%”, disse. “Agora, isso parece ter descido para abaixo de 4%.”</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O’Neill não é um palpiteiro qualquer, mas um dos mais influentes formadores de opinião no mercado internacional sobre o futuro dos países e as grandes tendências. Atualmente, é o chairman da área de administração de recursos do Goldman Sachs, além de chefe global de pesquisas do banco. Melhor que ele sustente, como bancou, a aposta de que, “exceto por um choque externo e com inflação mantida baixa e estável”, há mais chances de o país “surpreender positivamente” na década que o contrário. “A economia crescer 4% é muito viável.”</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Na contramão do sucesso</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O’Neill não descarta taxas maiores de crescimento econômico para o país. Ou não teria registrado ter ouvido de um interlocutor que em 2013 a expansão do PIB pode chegar a 5%/6%, embora, segundo ele, a mesma pessoa se mostrasse “bastante negativa” sobre o longo prazo.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Ele diz estar claro que o governo tem “muito interesse” em usar os gastos (supõe-se que se refira ao gasto público) como “ferramenta permanente para tentar impulsionar o crescimento”. Não é o melhor caminho, como ironizou: “O Brasil quer ser mais como a China, tanto quanto a China quer ser menos como a China”. Para O’Neill, isso é o oposto de para onde as políticas públicas deveriam encaminhar-se.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Coréia do Sul é o modelo</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">É interessante a visão de O’Neill. Apesar da fama do Goldman Sachs de o mais esperto entre os bancos de investimentos globais, nele há também um viés estrutural. É o caso do Growth Environment Scores (GES), um índice criado para acompanhar os BRIC e que hoje monitora 180 países a partir de um conjunto de 13 indicadores em cinco áreas – da estabilidade econômica (inflação, déficit fiscal) às condições da macroeconomia (taxa de investimento, grau de abertura), além das capacidades tecnológicas (penetração de internet, de telefonia), do nível de educação e expectativa de vida e das condições políticas.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Nesse indicador, Coréia do Sul tem, de 0 a 10, a maior nota, 7,5, comparada, por exemplo, a 6,9 dos EUA. Segundo O’Neill, se o Brasil seguisse “mais por este caminho”, como os demais BRIC e os Next—11, os emergentes seguintes em ascensão, “poderia atingir, facilmente, 5% a 6% como tendência de crescimento” sustentado.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Quem pensa como O’Neill</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Em síntese, trata-se de investir mais para o futuro, da educação à infraestrutura e à tecnologia, e consumir menos no presente. A ala desenvolvimentista, de fato, do governo Dilma Rousseff pensa igual.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Se ela se permitisse sair da caixa, poderia discutir algo sugerido por O’Neill sobre o real valorizado. “Um real forte”, disse ele, “é infinitamente preferível ao dilema histórico do Brasil com moedas” - e foram inúmeras as crises cambiais que enfrentamos. Além disso, afirmou, moeda forte não “é barreira para os grandes exportadores, como Alemanha e Japão”. É vero, embora haja nuanças. A Panasonic, e o exemplo é dele, moveu suas fábricas do Japão. O câmbio tem de ser depreciado. Mas O’Neill está certo ao sugerir que só isso é pouco.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">BC é ‘tipo-australiano’</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Agora, quem está forte entre os estrategistas internacionais como O’Neill é o Banco Central heterodoxo de Alexandre Tombini. Ele diz ter ouvido de interlocutores brasileiros que o BC está se afastando do regime de metas de inflação, algo que, pontuou, “se for verdade, muito me incomodaria”. Mas O’Neill acha que há exagero na crítica.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">“Gostaria de saber se, na verdade, eles estão se tornando mais [um BC] ‘tipo-australiano’ do que ‘tipo-neozelandês’ na sua abordagem”, propôs. Ambos adotam o modelo de meta de inflação, mas na Austrália há mais flexibilidade quanto à meta central que na Nova Zelândia. E arrematou: “Até agora, parece-me que eles têm sido muito sensíveis, e o último dado de inflação a mostrou em desaceleração maior do que a esperada”. O’Neill já havia sugerido, ao passar pelo Rio, o corte da Selic, acompanhado de aperto fiscal, como “melhor solução” para resolver “de uma vez”, segundo sua ênfase, a valorização cambial.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-style: italic;">Brasília, 00h01min</span> <br></font></p>
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		<item>
		<title><![CDATA[TOMBINI JÁ AVISOU A DILMA QUE JUROS VÃO CAIR PARA 9% NA QUARTA-FEIRA. DEPOIS DISSO, SÓ O TEMPO DIRÁ]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=102516</link>
		<pubDate>Sat, 14 Apr 2012 23:03:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> </p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A presidente Dilma Rousseff já foi avisada pelo presidente do Banco  Central, Alexandre Tombini, que o Comitê de Política Monetária (Copom)  sacramentará, na próxima quarta-feira, o corte de 0,75 ponto percentual  da taxa básica de juros (Selic), de 9,75% para 9% ano, como espera todo o mercado  financeiro.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Tombini deixou claro, também, segundo interlocutores de Dilma, que a  tendência do Copom será a de encerrar o processo de afrouxamento  monetário, para que o BC possa avaliar, com cuidado, todos os efeitos  dos estímulos dados à economia. A instituição acredita que, já no  segundo semestre deste ano, a atividade estará respondendo a todos os  incentivos, o que tende a impactar a inflação, mesmo que com pequena  intensidade.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O BC já dispõe de números mostrando que o primeiro trimestre foi ruim para a economia, a despeito das ações tomadas pelo governo: juros  em baixa, maior facilidade para o crédito e incentivos à indústria, como  o corte do IPI sobre produtos da linha branca. Essa fragilidade, por  sinal, será reforçada pelo próprio BC por meio do seu índice de  atividade (IBC-br), que, nas contas do economista-chefe do Espírito Santo Investment Bank (BES), Jankiel Santos, teria caído 0,4% em fevereiro, a segunda  retração mensal seguida.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Jankiel endossa, por sinal, a redução de 0,75 ponto da Selic na próxima semana. "Em nossa opinião, não faria sentido acelerar o ritmo de baixa dos juros, como fizeram em março passado, para pisar no freio logo depois", diz. Ele ressalta que, apesar da importância da decisão, acredita que o aspecto mais relevante da reunião será o comunicado do Copom que a revelará. "Afinal de contas, se o BC pretende se manter fiel a sua sinalização, deveria anunciar que o corte da próxima semana será o último do atual ciclo de redução", acrescenta.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para Jankiel, as expectativas de inflação dos agentes de mercado continuam sinalizando um resultado acima do centro da meta, de 4,5%, e o comportamento dos núcleos inflacionários também apontam para a mesma direção, o que deveria frear qualquer afrouxamento monetário. "Contudo, o BC afirmou, na ata da reunião anterior do Copom, que a taxa básica de juros será reduzida para um patamar ligeiramente acima do mínimo histórico (8,75% ao ano)", frisa.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">No entender do economista do BES, caso a autoridade monetária não sinalize o fim do ciclo de cortes da Selic de maneira explícita, os agentes econômicos passarão a incorporar novas reduções, especialmente diante da obsessão do governo brasileiro em garantir uma expansão econômica de pelo menos 4% neste ano. "Contudo, é importante ter em mente que os efeitos dos recentes incentivos ainda não se materializaram e deverão se somar às pressões inflacionárias correntes. Por esse motivo é que julgamos ser importante o BC deixar muito claro que não irá conceder estímulo monetário adicional", enfatiza Jankiel.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 21h04min</font></p>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA["AMÉRICA LATINA APRENDEU A LIÇÃO DA CRISE", DIZ ALICIA BÁRCENA, DA CEPAL]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=102537</link>
		<pubDate>Sat, 14 Apr 2012 21:12:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		  <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Vale refletir sobre o discurso da secretária executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), Alicia Bárcena, na abertura da VI Cúpula das Américas, que se realiza em Cartagena das Índias, Colômbia. Ela destacou que, em 2012, a crise da dívida que arrasou a América Latina está completando 30 anos. A década de 80, lembrou ela, foi totalmente perdida e os custos sociais ainda são sentidos até hoje.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Felizmente, disse Bárcena, a região se tornou, atualmente, uma fonte de lições sobre como enfrentar uma grande recessão mundial, como a advinda dos países ricos, com resiliência econômica e social. Para ela, a América Latina aprendeu a ser prudente do ponto de vista macroeconômico e progressista na área social, ao aplicar medidas anticíclicas diversas, desde moderadas e transitórias até estruturais, que evitaram, sobretudo na última década, custos sociais irreversíveis.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">No entender de Bárcena, graças à ação dedicida dos governos, a América Latina tem visto diminuir&nbsp; o número de pessoas que vivem na pobreza, de 48,4% (1990) para 30,4% (2011). A extrema pobreza ou indigência caiu, no mesmo período, quase 10 ponto percentuais, de 22,6% para 12,8% da população, ao mesmo tempo em que foram criados empregos de qualidade.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A secretária executiva da Cepal chamou, porém, a atenção para os ainda baixos níveis de investimentos na América Latina, de apenas 20% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 40% na Ásia e no Pacífico. Ela também pregou maior ampliação do comércio intrarregional, hoje pouco explorado. Pelas suas contas, as trocas comerciais entre os países latinos representam somente 19% do total, enquanto na Ásia e no Pacífico chegam a 48% e na Europa, a 54%. "É preciso estimular o comércio Sul-Sul", afirmou.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br>Para Bárcena, o avanço dos países emergentes na economia mundial é irreversível. Até 2016, essas nações responderão por 53% do PIB global.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 19h12min</font></p>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[A INDÚSTRIA AINDA PATINA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=102539</link>
		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 20:30:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) traça um quadro nada animador para o setor produtivo neste ano. Com base no que já se viu nos dois primeiros meses, projeta avanço de apenas 2% para 2012, resultado que, se confirmado, será uma total decepção, visto que, no ano passado, a indústria ficou estagnada, cresceu mero 0,3%.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">No entender do Iedi, o resultado fraco do primeiro bimestre vale tanto para a produção quanto para o emprego industriais. No primeiro caso, a queda de 1,5% em janeiro foi seguida de um aumento de 1,3% em fevereiro (ambas as taxas relativa ao mês imediatamente anterior). Vale observar que esse resultado de fevereiro decorreu, sobretudo, do desempenho positivo das atividades industriais no Rio de Janeiro (3,7%), em Minas Gerais (3,0%) e em São Paulo (1,5%).</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">"À primeira vista, parece que a indústria nacional começou uma retomada, mas os resultados devem ser interpretados com muito cuidado, pois o desempenho recente da produção industrial nesses estados não é nada favorável. No caso de São Paulo, a alta de 1,5% em fevereiro “devolve” a queda de 1,0% registrada em janeiro. Já, para o Rio, isso não ocorreu, pois a retração em janeiro foi de 6,2% (após um recuo também expressivo em dezembro de 2011, de 3,4%). No caso de Minas, apesar de o crescimento de 3% mais que compensar a queda de 1,1% de janeiro, não repõe a retração de 2,6% de dezembro último", ressaltam os economistas do Iedi.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Por isso, frisam os economistas, é cedo para dizer que há uma retomada da produção no país a partir dos dados de fevereiro. Segundo eles, os números do IBGE ainda apontam para uma trajetória de retração da atividade industrial. Ao se tomar as taxas de variação de determinado mês contra o mesmo mês do ano anterior, por exemplo, observa-se que a evolução da produção está piorando no Brasil (–1,6%, –2,2%, –2,7%, –1,3%, –2,9%, –3,9%, respectivamente de setembro de 2011 a fevereiro deste ano) e, particularmente de modo mais sensível, nos três principais estados industriais. Mantendo o mesmo período de setembro de 2011 a fevereiro deste ano, a atividade vem caindo fortemente em São Paulo (–3,9%, –4,5%, –5,0%, –3,3%, –5,4%, –6,6%), no Rio de Janeiro (0,2%, –2,0%, –3,4%, –2,1%, –9,2%, –8,9%) e em Minas (–5,8%, –3,6%, 2,5%, –2,8%, –2,5%, –1,1%).</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Quanto ao emprego industrial, o número de ocupados na indústria brasileira apresentou ligeiro aumento de 0,1% em fevereiro com relação a janeiro, a partir da série de dados com ajuste sazonal publicada pelo IBGE. Para o Iedi, é um resultado tímido, que não se opõe fortemente à evolução desfavorável do emprego industrial observada nos últimos meses (–0,4%, –0,5%, –0,1%, 0,1%, –0,2%, respectivamente, de setembro de 2011 a janeiro deste ano) e que não aponta, de forma inequívoca, para uma retomada da ocupação na indústria. "Portanto, ainda que positivo, o comportamento do emprego industrial em fevereiro também deve ser tratado com cautela", destacam os economistas do Iedi.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para os próximos meses, os indicadores de evolução do emprego não são claros. O número de horas extras, por exemplo, apresentou um bom crescimento em fevereiro com relação a janeiro, de 1,3%. Mas, havia caído em janeiro 0,1% e não vinha apresentando bons resultados desde setembro do ano passado.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Um crescimento mais persistente do número de horas extras nos próximos meses poderá indicar o começo de uma retomada do emprego industrial no Brasil. "No entanto, a trajetória recente da ocupação industrial não é nada favorável e não permite apontar para uma reação do mercado de trabalho ligado à indústria, sobretudo ao se considerar o que vem ocorrendo em São Paulo", destacam.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 18h30min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[DESEMPREGO NÃO PREOCUPA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=100975</link>
		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 14:30:44 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">No dia em que recebe o PIB do país no Palácio do Planalto para debater medidas que estimulem os investimentos produtivos, ampliem a oferta de empregos e deem novo fôlego à economia, a presidente Dilma Rousseff teve uma notícia nada agradável: a taxa de desemprego de fevereiro voltou a subir, de 5,5% para 5,7%, conform cálculos do IBGE.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Mas, apesar do resultado, o economista Felipe Queiroz, da Austin Rantings, garante que o governo não precisa se preocupar. Por trás da elevação da taxa, há dados animadores, conforme ele levantou. Vamos a eles:</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>i) A taxa de desocupação brasileira é a menor da série histórica para o período. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>ii) o mercado doméstico se mantém aquecido, diferentemente dos países desenvolvido.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>iii) O mercado de trabalho norte-americano se recupera em ritmo lento.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>iv) Hoje, o Brasil registra taxa de desemprego semelhante às dos países desenvolvidos antes da crise de 2008 e 2009. A Zona do Euro registrou em dezezembro de 2011 mais de 10%. Somente o Japão, está com taxa de desemprego menor que a do Brasil.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>v) A recuperação da Zona do Euro, principalmente os PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha), deve ser lenta, pois, com taxa de desemprego elevada e os governo não podendo gastar, não há consumo, e sem consumo, não há produção. Sem produção, não se cria emprego. Assim, as perspectivas não são nada positivas para os europeus por um bom tempo.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 12h30min</font></p> <br>   
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[IPCA15 ABRE ESPAÇO PARA REAJUSTE DA GASOLINA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=100973</link>
		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 13:30:03 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Surpreendente. É assim que o economista do Banco ABC Brasil, Luís Otávio de Souza Leal, define o resultado do IPCA-15 de março, divulgado hoje pelo IBGE. O índice, que funciona como uma prévia da taxa oficial de inflação do país, registrou alta de 0,25%. Foi uma redução expressiva, tanto em relação ao 0,53% apurado em fevereiro, quanto ao 0,60% de março de 2011. Com isso, no acumulado em 12 meses, o indicador mostrou mais uma desaceleração, passando de 5,98%, em fevereiro, para 5,61%. No acumulado do 1º trimestre do ano, chegou a 1,44%, 0,43 ponto percentual abaixo do 1,90% projetado pelo Banco Central no Relatório de Inflação divulgado em dezembro do ano passado.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">"O número foi realmente surpreendente, ficando abaixo tanto do piso das projeções do mercado, de 0,32%, quanto da nossa, 0,35%. Quando olhamos o resultado aberto não podemos identificar um grupo responsável por essa surpresa, pois boa parte dos grupos veio abaixo do esperado", diz Leal. Segundo ele, olhando para os itens, é preciso chamar a atenção para alguns pontos específicos que, sem dúvida, contribuíram para o recuodo IPCA-15: i) alimentação fora do domicílio, 0,22% contra 0,58% esperado e ii) aluguel residencial, 0,45% ante 1,25%. Cada um deles contribuiu com 0,03 ponto percentual para a desaceleração da taxa. Coincidentemente, ambos estão no grupo de serviços.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Leal destaca ainda outro item desse grupo que ajudou para a perda de fôlego da inflação, apesar de seu peso reduzido no cálculo do índice: condomínio, com alta de 0,48% frente o 0,74% esperado. "Por outro lado, o representante típico dos serviços, o item empregado doméstico, apresentou variação de 1,38% contra o 1,28% esperado. Esse resultado, junto com a alta de 1,35% das passagens aéreas, não deixou o grupo de serviços apresentar variação menor. Obviamente, o 0,51% apurado representa um grande alívio em relação ao 1,38% de fevereiro, que estava inflado pelo impacto do aumento das mensalidades escolares.", ressalta o economia.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>De qualquer maneira, afirma Leal, retirando esse impacto, o resultado do mês anterior teria ficado em 0,62%, 0,11 ponto percentual acima deste mês. "Número ainda mais animador veio da média dos núcleos, que passou de 0,53% para 0,32% (a menor variação desde agosto de 2010), o que puxou o acumulado em 12 meses para 6,26%, ficando abaixo do teto da meta pela primeira vez desde junho de 2011", diz.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>&nbsp;</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Leal vai além: "O resultado foi bom e, desta vez não há poréns. Não tivemos nenhum ponto fora da curva que poderia ser o responsável pela surpresa para baixo. Os núcleos vieram surpreendentemente baixos e o resultado dos serviços, se não pode ser considerado tranquilizador, uma vez que 0,51% anualizado representa uma inflação de 6,3%, também não pode ser considerado um resultado ruim. Principalmente, porque mostrou uma desaceleração razoável com relação ao mês anterior, mesmo expurgado do impacto das mensalidades escolares. Por conta&nbsp; desse resultado, revimos a nossa projeção para o fechamento do mês de 0,45% para algo entre 0,35% e 0,40%, o que, se estiver correto, levaria a inflação ao fim do primeiro trimestre para algo próximo de 5,40% no acumulado em 12 meses, 0,50 ponto&nbsp; abaixo do esperado pelo BC em dezembro de 2011", destaca.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Sendo assim, acredita Leal, talvez seja a hora de a Petrobras pensar seriamente um elevar os preços dos combustíveis. "Um aumento em torno de 10% na refinaria (o que reduziria pela metade a defasagem estimada) teria impacto de em torno de 0,40 ponto no IPCA, o que seria mais do que compensado pela folga que o BC ganhou nesse 1º trimestre, acabando com essa discussão, melhorando as perspectivas para a empresa, retirando um dos empecilhos para que o mercado de etanol volte a funcionar melhor e contribuindo para que tenhamos uma ajuda no controle da inflação dos serviços, via redução da renda disponível", conclui.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 11h32min</font></p> <br>   
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[EXEMPLO PARA OS BANCOS]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=100970</link>
		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 12:57:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		  <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Uma ação como essa é preciso registrar: a organização ambientalista WWF-Brasil e o Banco do Brasil se uniram para ajudar instituições financeiras a enfrentarem os desafios da incorporação do tema biodiversidade e de serviços ecossistêmicos em decisões de empréstimo. A meta é que o sistema bancário só financie empreendimentos que preservem o meio-ambiente.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para isso, a WWF e o BB realizam o workshop “Biodiversidade para Bancos” nesta quinta, Dia Mundial da Água, e na sexta, em São Paulo. O evento foi aberto pelo vice-presidente de Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental do BB, Robson Rocha, e pela secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 10h57min</font></p>   
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[SELIC DEVE FICAR EM 9% POR PELO MENOS DOIS ANOS]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=100793</link>
		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 02:01:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Quem se surpreendeu com a nova postura do Banco Central, mais transparente na sua comunicação com os mercados, deve se preparar para o que está por vir. Se forem mantidos os passos dados em janeiro — quando o Comitê de Política Monetária (Copom) informou, claramente, que a taxa básica da economia (Selic) continuaria caindo, e neste mês, quando fixou um piso para os juros, de 8,75% ao ano —, a tendência é de que, em abril, sinalize aos analistas que manterá o indicador inalterado por pelo menos dois anos. Isso mesmo. O BC deverá dizer que, depois de cortar mais 0,75 ponto percentual da Selic no mês que vem, de 9,75% para 9%, não mexerá nos juros por um bom período.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para Carlos Thadeu Filho, economista da gestora de recursos Franklin Templeton, ao seguir nessa direção, o BC brasileiro incorporará de vez o jeito Fed de ser. Ou seja, adotará, totalmente, a cartilha do Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos. A autoridade monetária norte-americana já avisou que a taxa básica local ficará oscilando entre zero e 0,25% ao ano até o fim de 2014, quando se espera que a maior economia do planeta esteja caminhando a todo vapor.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">É bom que fique claro, no entender de Thadeu, que, ao incorporar o figurino da instituição comandada por Ben Bernanke, o BC de Alexandre Tombini ampliou o sistema de metas de inflação do Brasil, que, além da missão de manter os preços dentro das metas fixadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), focará o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O objetivo do BC brasileiro, ao mudar o estilo adotado até 2011, é ancorar as expectativas dos agentes econômicos. Ao indicar que manterá a Selic em 9% ao ano por um período prolongado de tempo, fará com que os investidores que atuam no mercado futuro de juros derrubem as taxas. Como esse segmento serve de parâmetro aos bancos para a formação do custo dos empréstimos e financiamentos às empresas e aos consumidores, o crédito ficará mais barato tanto para os investimentos produtivos quanto para o consumo. Dois pontos vitais para estimular o avanço do PIB, como quer a presidente Dilma Rousseff.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Ferramentas à disposição</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Entre os auxiliares de Tombini, a conversa mais frequente é sobre a visão de alguns especialistas de que “o novo BC” teria rasgado o sistema de metas de inflação. Os técnicos garantem que não há a menor possibilidade de isso acontecer. Para eles, os analistas precisam se conscientizar de que a autoridade monetária dispõe de muitas ferramentas macroprudenciais para combater a alta dos preços. Uma delas, fechar a torneira do crédito, como se fez em dezembro de 2010. No caso do esperado aumento da gasolina, o Ministério da Fazenda tem condições de zerar a Cide e permitir um aumento de 8% nas bombas dos postos sem que isso impacte o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O BC está convencido de que, com a Selic a 9% ao ano, chegou-se próximo aos juros de equilíbrio, em que a atividade pode crescer entre 4% e 5% ao ano sem que a inflação fique muito distante do centro da meta, de 4,5%. Como, pelos cálculos da autoridade monetária, o PIB brasileiro vem se expandindo a um ritmo inferior a 3% ao ano, e o mundo fraquejará por um bom período, as pressões inflacionárias vão diminuir. O BC vê o IPCA deste ano rodando abaixo do centro da meta. Para 2013, a estimativa é de um índice na casa de 5%. Mas, segundo Thadeu Filho, é bem provável que feche o próximo ano em 4,8%.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Distorções e tsunami</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O BC não fala oficialmente, mas não endossa a visão dos analistas de que a economia vai se recuperar mais consistentemente nos próximos trimestres. Tanto que acelerou o corte da Selic, mesmo com dois diretores discordando desse movimento. “Que a atividade ganhará força, não temos dúvida. Mas não será na velocidade esperada. Demorará um pouco mais de tempo”, ressalta um auxiliar de Tombini. Sobre a divisão do BC, ele ressalta que todos os integrantes do Copom reconhecem que é preciso derrubar a Selic para dar um novo gás à economia e para corrigir as distorções que estimulam o tsunami de dólares para o país. “A divergência só está no tempo do corte”, frisa.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">E mais: o BC acredita que, nos próximos dois anos, a grande preocupação das autoridades monetárias não será com a inflação, mas com o crescimento econômico. Por isso — e com os preços ancorados — será possível indicar ao mercado como será a política monetária em um prazo mais longo, ação que terá de ser incorporada, sem traumas, mesmo que, em 2013, por exemplo, o Copom tenha de elevar a Selic.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Modelo esgotado</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Na avaliação dos auxiliares de Tombini, o BC, até agora, acertou em todos os seus diagnósticos da economia. E para quem ainda não percebeu um outro sinal dado pelo governo, eles ressaltam que é bom prestar atenção na ordem dada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal, para que reduzam juros e ampliem a oferta de crédito. Além de as empresas estarem receosas em tomarem financiamentos para ampliarem a produção, detectou-se que o modelo de expansão do consumo das famílias por meio do endividamento está se esgotando.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A alavanca do crédito às pessoas físicas só voltará a ajudar no crescimento econômico se as taxas cobradas pelos bancos caírem. Juros mais baixos tornam as prestações menores, permitindo que elas voltem a caber nos orçamentos domésticos. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 00h01min</font></p> <br> <br>   
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[A ESCOLHA DA PRESIDENTE]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=100515</link>
		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 20:04:25 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR ANA D'ANGELO</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">No ano que o Brasil precisa reverter o desempenho pífio do seu Produto Interno Bruto (PIB), que cresceu apenas 2,7% em 2011, a queda de 2,1% da produção industrial em janeiro causou mais apreensão e despertou avaliações de especialistas de que a economia brasileira pode se deteriorar, com possibilidade de reflexos já nas eleições municipais do fim do ano. O fato é que a indústria está claramente em tendência descendente, com perda de competitividade por causa do real sobrevalorizado, que encarece as nossas exportações e deixa os produtos importados mais baratos. Assim, a indústria local perde dos dois lados: deixa de vender lá fora e aqui dentro. Mas está em nível desesperador? Isso depende do horizonte analisado.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">No curto e médio prazo, pode-se dizer que não. O governo tem instrumentos para dar um gás na atividade do setor. Além da redução da taxa de juros básica, a Selic, para 9,75%, decidida na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que cortará impostos dos setores que mais sofrem. Também aumentou a tributação sobre o capital externo que tem intenção de ficar no máximo três anos no país, aproveitando as gordas taxas de juros dos títulos públicos. Com essas medidas, Mantega pode aumentar a competitividade do produto nacional frente ao importado sem que haja reajuste de preço e pressão inflacionária.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">De qualquer forma, são medidas paliativas que só deixam o governo da presidente Dilma Rousseff no fio da navalha, porque taxa de juros menor significa mais consumo, mais pressão sobre os preços, logo, mais inflação. O problema maior e de solução mais complexa, que demanda tempo, porém, continua sendo o custo Brasil, que encarece os produtos fabricados em solo brasileiro, e tem contribuído, junto com o câmbio valorizado, para desmantelar o parque industrial brasileiro.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Note-se que o tsunami de capital estrangeiro em direção ao Brasil não foi de apenas dinheiro especulativo para aproveitar as altas taxas de juros pagas pelos títulos públicos. Parte foi para investimento direto no setor produtivo — algo em torno de R$ 66 bilhões no ano passado. Mesmo assim, não está sendo vantagem produzir no Brasil. Até o iPhone 4, que está sendo fabricado numa unidade em Jundiaí (SP), custa o mesmo que o importado.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Desmantelamento</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O problema do desmantelamento do parque industrial brasileiro é, pois, o que o país tem de mais importante a resolver. Sem capacidade industrial e tecnologia de ponta, o Brasil voltará à sua condição de economia primária, exportador de produtos agropecuários e minerais, ainda que, nesses setores, tenhamos tido uma avanço tecnológico expressivo nas últimas décadas.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para ser desenvolvido, no entanto, um país tem que ter domínio tecnológico de ponta, um parque industrial forte, que gere produtos de maior valor agregado, fonte de empregos de melhor qualidade . Não que o nosso seja ruim, pois, ainda é o maior da América do Sul. O problema é que um país complexo como o Brasil não pode depender somente do setor agrário e mineral exportador. E se não conseguir ocupar posição de relevo em desenvolvimento tecnológico e ainda perder, nos próximos anos, o parque industrial que tem, o país corre o risco de se transformar numa Argentina, que chegou a importar até bala de caramelo.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Custos</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O problema atual para reanimar a indústria , portanto, é de câmbio e de custos. Parte desses últimos se resolve com mais investimentos em infraestrutura, para garantir que a logística de transportes funcione melhor e diminua as despesas das indústrias. Ainda que o governo direcione mais recursos para investimentos, o que tem feito com timidez e muito aquém do necessário, leva-se tempo para dar retorno, pois são obras demoradas. Portanto, de imediato, a redução do custo industrial tem que ser via desoneração tributária e contenção das despesas com mão de obra, por meio de facilitações para entrada de trabalhadores estrangeiros, como o governo já vem fazendo.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Resta, porém, o problema do câmbio. As medidas adotadas — maior tributação sobre o investimento externo especulativo&nbsp; e redução da taxa Selic — reduzem a pressão de entrada desse dinheiro que tem servido apenas para valorizar o real. O governo nega, mas tem na manga a propalada quarentena — prazo mínimo para que os recursos externos permaneçam no país. Mas essa medida embute o risco grande de afastar o investidor estrangeiro, elevando demais a cotação do dólar. Se isso por um lado beneficia a indústria exportadora, por outro, encarece os produtos importados e diminui a concorrência interna, provocando pressão sobre os preços internos e impacto inflacionário.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Controle cambial</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Enfim, o fato é que o governo não conseguirá manter esse câmbio valorizado ad eternum, sem aniquilar o parque produtivo nacional, gerando desemprego e queda do salário real. A saída pode ser a criação de algum tipo de controle cambial, como defendido por diversos economistas. Mas isso significa mudar toda a lógica da política econômica que está aí, calçada no tripé, implantado em 1999 — superavit primário, meta de inflação e câmbio flutuante. Neste ano, o governo não deve fazer isso. Deixará para 2013? Ou esperará 2015, após a reeleição da Dilma?</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A alteração do câmbio tende a ser impopular no curto prazo, pois significa aumento de preço de produtos importados e, em consequência, redução do poder aquisitivo dos trabalhadores. Foco de insatisfação popular, com possíveis reflexos nas eleições. Mas, no médio e longo prazo, o controle cambial reativa a indústria nacional e mantém a capacidade do país de gerar emprego e renda de qualidade. É essa escolha que a presidente Dilma Rousseff terá que fazer em breve. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 18h04min</font></p>   
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[MANTEGA E PIMENTEL, UMA RELAÇÃO ESGARÇADA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=100496</link>
		<pubDate>Sun, 11 Mar 2012 23:51:01 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Já foram muito melhores as relações entre os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Nos últimos dias, os dois discutiram com a presidente Dilma Rousseff medidas para ajudar o setor produtivo a se proteger da concorrência desleal dos importados.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Amigavelmente, como cabe a colegas de trabalho, acertaram ações conjuntas das respectivas pastas.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Mas a boa convivência começou a azedar. Mantega ficou fulo da vida com Pimentel, por ele confirmar o anúncio de medidas que ainda não estão sacramentadas para ajudar o país a enfrentar a inundação de dólares que vem supervalorizando o real.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O azedume de Mantega com o colega chegou ao cume na última sexta-feira. Em Minas Gerais, sua base eleitoral, Pimentou deitou a falar do prolongamento do IPI reduzido para eletrodomésticos e da extensão desse benefício para demais setores da indústria.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Quando foi avisado da língua grande de Pimentel, Mantega botou a sua assessoria para trabalhar e negar tudo o que o ministro do Desenvolvimento havia dito.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O Palácio assistiu a tudo de camarote, sem que a presidente Dilma desse uma palavra sobre os desentendimentos entre os subordinados.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 21h5omin</font></p>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[OS ARGUMENTOS DO GOVERNO PARA A QUEDA DOS JUROS]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=100357</link>
		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 12:43:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p>   <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O governo está empenhado em desfazer a imagem de divisão no Banco Central, que, ontem, reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual, para 9,75% ao ano, com dois votos contrários. A análise que vem tanto do Palácio do Planalto, quanto do Ministério da Fazenda e do próprio BC, é a de que a divergência de opinião só reforça a independência da autoridade monetária. Não há, no entender do governo, um racha decorrente de pressões políticas por corte de juros.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">   <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Os diretores do BC que participaram dos encontros do G-20, no México, e do BIS (o BC dos bancos centrais), na Suíça, nas últimas semanas, voltaram para o Brasil convencidos de que os países ricos -- Estados Unidos, Europa e Japão -- não recuarão na estratégia de emitir moeda e de inundar as suas economias de recursos para tentar recuperar o nível de atividade e reduzir o desemprego elevadíssimo. A visão é de que essas nações estão dispostas a destruir, de preciso for, a indústria de transformação dos países emergentes, que estão vendo as suas moedas se valorizarem de forma alarmante.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">   <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para o governo brasileiro, o discurso fiscalista adotado, sobretudo, pela Europa, não passa de meia promessa. Ou seja, o compromisso de buscar um equilíbrio das contas públicas está apenas nas palavras, já que não se quer aprofundar a recessão que assola metade da Zona do Euro. A ordem, entre os ricos, é emitir moeda e resgatar a atividade. Tanto isso é verdade que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA, já avisou que está disposto a fazer uma nova injeção de recursos na economia norte-americana, o que dará um novo impulso ao tsunami monetário criticado pela presidente Dilma Rousseff.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">   <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A ordem no Brasil é tomar todas as medidas necessárias para proteger a indústria de transformação, que está pagando um preço elevado por causa da desvalorização do dólar, do euro e o iene japonês. Isso passa por reduzir a taxa Selic para 9% ou mesmo 8% ao ano. O que não quer dizer que o BC abriu mão do compromisso com as metas de inflação. Na verdade, o que se está dizendo, neste momento, é que o mais importante é salvar a economia brasileira e um setor estratégico para o país: a indústria, que garante os empregos de melhor qualidade. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">   <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">"Se não fizermos isso, como manteremos a competitividade dos nossos produtos tanto no mercado interno, inundado de importados, quanto no externo?" questiona um integrante da equipe econômica. "Optamos por corrigir uma distorção gritante, que é a maior taxa de juros do mundo. É o melhor caminho. Não adianta partirmos diretamente para o controle de capitais. O custo seria pior", acrescenta.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">   <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Outro técnico do governo lembra que a China está tomando todas as providências para proteger seu mercado. Está comprando o que pode dos dólares que entram no país, mas, como tem uma taxa de juros bem menor que brasileira, seu custo fiscal é inferior ao do Brasil, que gasta uma fortuna para enxugar da economia os reais injetados por meio da compra de divisas estrangeiras.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">   <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">E mais: até a Austrália, que sempre foi alinhada com as políticas dos EUA e da Europa, já percebeu que, se não agir, verá a sua indústria de transformação ser massacrada pelas potências econômicas. Também vale lembrar que, no Chile, o BC já cortou as taxas de juros duas vezes, mesmo com a inflação rondando na casa dos 5%, bem acima do centro da meta.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">   <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Diante desse cenário, acredita a cúpula do BC, discutir se a autonomia da instituição está sendo colocada de lado é simplicar o debate. O que se está fazendo, neste momento, é usar as armas que o país dispõe para tentar sair ileso de uma guerra cambial que está longe do fim. O arsenal inclui redução dos juros, aumento do IOF para capital estrangeiro, estímulos à indústria e incentivos ao consumo. Ou é isso, ou é o desastre econômico.   <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">   <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 10h43min </font></p>   
		]]>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[NA VERDADE, OS VOTOS DISSIDENTES NO BC FORAM DE CARLOS HAMILTON E LUIZ PEREIRA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=100310</link>
		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 00:01:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p>  <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br>Fontes garantem que os votos dissidentes no Banco Central, contra o corte de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), não foram de Altamir Lopes e Carlos Hamilton, mas de Luiz Awazu Pereira e Carlos Hamilton.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Quem conversou com Altamir nos últimos dias garante que ele está preocupadíssimo com o nível de atividade da economia. E essa preocupação se acentuou com o péssimo desempenho da indústria.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Já Luiz Pereira vem dizendo que o BC não deveria pisar tanto no acelerador do corte dos juros, para não desandar tanto as expectativas do mercado, que andam se deteriorando ao mostrar inflação cada vez mais alta em 2013.   <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para ele, há o risco de, com a baixa de 0,75 e não de 0,50 ponto, como defendeu na reunião de hoje do Copom, os analistas acreditarem que o centro da meta de inflação não é mais 4,5%, mas algo entre 5% e 5,5%.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 10h01min</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> </p>   
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[DILMA FOI A PRIMEIRA A SABER DO CORTE DE 0,75 PONTO NA TAXA DE JUROS]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=100325</link>
		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 23:20:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		  <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O corte de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), para 9,75% ao ano, foi anunciado primeiramente para a presidente Dilma Rousseff pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.   <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Ele lhe relatou que houve muitas divergências entre os integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom). Mas acabou reunindo os votos suficientes para sair vitorioso na sua proposta de acelerar a queda dos juros. O placar foi de cinco a dois.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Votaram contra o corte maior da Selic o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton, e o diretor de Administração, Altamir Lopes.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">É possível que na reunião do Copom de abril, os juros baixem para 9% ao ano. O governo quer, porque quer, reativar a economia, sobretudo estimulando os investimentos produtivos com dinheiro mais barato. A ordem é tirar a indústria do atoleiro.  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 21h18min</font></p>   
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[ATÉ SERVIDORES DO BC PRESSIONAM O BC POR JUROS MENORES]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=100278</link>
		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 12:47:19 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Que o Palácio do Planalto e o Ministério da Fazenda partam para cima do Banco Central, exigindo que a taxá básica de juros (Selic) caia mais rapidamente, é compreensível. Sobretudo por causa do fraco resultado da economia em 2011 e neste início de 2012.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Mas a gritaria contra os juros altos foi encorpada pelos representantes das carreiras do Ciclo de Gestão e do Núcleo Financeiro do Executivo. Nesse grupo estão os funcionários do Banco Central. Em nota encaminhada ao <span style="font-weight: bold;">blog</span>, eles dizem acreditar que há espaço para a taxa Selic cair rapidamente, começando pela redução de um ponto percentual na reunião de hoje do Comitê de Política Monetária (Copom), de 10,50% para 9,50% ao ano.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Essa medida, no entender dos gestores federais, é condição necessária para se atingir crescimento de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 e para se proteger a economia brasileira do "tsunami monetário" internacional, problema tão alardeado pela presidente Dilma Rousseff nos últimos dias.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Na conta dos gestores, a cada ponto percentual na baixa na taxa Selic, o país economiza R$ 8 bilhões por ano em juros, um alívio aos cofres públicos. Eles ressaltam, ainda, que há capacidade ociosa na economia e a atual conjuntura econômica vem demonstrando sinais de redução da pressão dos preços de alimentos, de maneira que o IPCA tende a se aproximar do centro da meta de inflação, de 4,5%, ao longo dos próximos meses.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 10h47min</font></p>   
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[JOGO DE CENA NO CASO DOS JUROS E DE MARCO AURÉLIO GARCIA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=100220</link>
		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 17:56:22 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O secretário de Relações Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, antecipou que a taxa básica de juros (Selic), de 10,50% ao ano, cairá nesta semana e, como esperado, levou uma reprimenda pública da presidente Dilma Rousseff. "Sobre juros só fala o presidente do BC", disse ela.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Tudo jogo de cena. Nas últimas semanas, em todas as conversas que teve com Dilma, Tombini reforçou a ela que a Selic continuaria baixando de forma moderada, pois a inflação está convergindo, ainda que lentamente, para o centro da meta de 4,5%.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">E Dilma, como não é de ferro, repassou essas conversas a alguns de seus assessores, entre eles, Marco Aurélio Garcia.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Portanto, o recuo dos juros dentro do governo virou assunto rotineiro, alimentado pelo próprio BC. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O Palácio do Planalto só não contava que Garcia, depois de tratar do tema com a presidente no voo para a Alemanha, dispararia a antecipar a decisão do Copom logo na primeira conversa que teve com a imprensa assim que pisou em solo alemão.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O problema, nesse caso, é o tamanho da língua de Garcia.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 15h56min</font></p>   
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[VENDA DE INFORMAÇÕES]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=100159</link>
		<pubDate>Mon, 05 Mar 2012 02:01:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">COM GABRIEL CAPRIOLI E VICTOR MARTINS</font></p><div style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><p><font size="2"> <p> <br></p><p>O governo dos Estados Unidos decidiu declarar guerra aos investidores que  usam informações sigilosas para aumentar os ganhos no mercado financeiro. Pelo  menos 120 pessoas estão sendo investigadas neste momento, fato que está causando  furor em Wall Street, a meca do capitalismo. A ordem do presidente dos Estados  Unidos, Barack Obama, é punir, de forma contundente, aqueles que fraudaram a lei  para lucrar, seja corrompendo funcionários públicos, seja comprando dados de  empregados de empresas que têm ações listadas nas bolsas de valores.</p><p> <br></p><p>O compromisso em moralizar o mercado é tão firme que, na semana passada, o  FBI, a polícia federal norte-americana, lançou uma campanha protagonizada por  Michael Douglas, ator que interpretou o financista inescrupuloso Gordon Gekko no  filme <i>Wall Street</i>. Na telona, o personagem subornava quem lhe passasse  pela frente para engordar sua conta bancária. A publicidade mostra um jovem  Douglas pronunciando a famosa frase do filme "Greed is good" (A cobiça é boa),  seguido por um Douglas maduro que afirma: "O filme era ficção, mas o problema é  real". Com isso, o FBI quer estimular as delações de crimes financeiros.</p><p> <br></p><p>O governo brasileiro deveria seguir o exemplo. Nas últimas duas semanas,  cinco graduados economistas afirmaram ao <b>blog</b> já terem ouvido de  colegas como funciona o balcão de venda de informações privilegiadas na esfera  pública a bancos e corretoras, principalmente. O negócio, liderado por  funcionários do segundo escalão, teria prosperado na metade do ano passado,  quando os analistas se deram conta de que já não tinham mais como projetar, com  clareza, os indicadores da economia.</p><p> <br></p><p>"Como o mercado ficou no escuro, desconfiado de tantas manobras feitas pelo  governo, sobretudo na área fiscal, o assédio sobre os técnicos da equipe  econômica ficou maior. E as propostas de compra e de venda de informações  começaram a ganhar força", diz um dos cinco economistas. "É lógico que poucos  grupos são beneficiados. Mas a coisa parece que está saindo do controle. Os que  se sentem prejudicados começam a falar mais alto. Todo mundo sabe que  informações valem milhões. Quem as tem com antecedência ganha muito, atrai a  clientela", acrescenta outro economista.</p><p> <br></p><p><span style="font-weight: bold;"> <br></span></p><p><span style="font-weight: bold;">Culpa da imprensa</span></p><p> <br></p><p>Não faltam, entre os mais inconformados, dados para mostrar como o balcão de  informações dentro do governo ganhou envergadura. "Muitos podem ter esquecido.  Mas, em agosto do ano passado, quando o Comitê de Política Monetária (Copom)  surpreendeu o mercado e cortou 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros  (Selic), a gritaria foi enorme. Falou-se que dois ou três bancos teriam sabido  antes dessa decisão", disse um terceiro economista consultado pelo  <b>blog</b>.</p><p> <br></p><p>Em novembro de 2011, descobriu-se que o site do Instituto Brasileiro de  Geografia e Estatística (IBGE) estava publicando, um dia antes do programado, os  dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como referência para  o sistema de metas de inflação. Esse vazamento já durava cinco meses. Dali em  diante, sistematicamente, números de arrecadação da Receita Federal e das contas  públicas do Tesouro Nacional passaram a circular, sem constrangimento, pelo  mercado, algumas vezes com até duas semanas de antecedência da divulgação  oficial.</p><p> <br></p><p>"Vejam bem: no início de janeiro deste ano, já se falava abertamente que o  superavit primário (a economia para o pagamento de juros da dívida) do governo  central de 2011 havia ficado em R$ 93,5 bilhões. E ficou. Nem o número depois da  vírgula estava errado", destaca outro economista. A divulgação oficial da  poupança de R$ 93,519 bilhões só ocorreu em 27 de janeiro. Para os que circula  pelos meandros do governo, o esquema está tão profissional, que, depois de as  instituições terem acesso aos números, a imprensa começa a veiculá-los. "Tudo  faz parte da estratégia. Vende-se primeiro para o mercado, alguns ganham muito  dinheiro ao usar os dados e, depois, passa-se a dizer que foi a imprensa que  furou o sigilo dos números. Com isso, lavam-se as informações e nenhuma  investigação prospera dentro do governo para identificar os possíveis  vendedores", assinala.</p><p> <br></p>  <p style="font-weight: bold;">Outro lado</p><p> <br></p><p>No caso do BC, nenhuma sindicância foi aberta e nada foi investigado  internamente, quando surgiram as suspeitas sobre o Copom. A equipe presidida por  Alexandre Tombini apenas soltou uma nota defendendo o processo de decisão dos  juros: "A meta da taxa Selic somente é discutida em reunião reservada no segundo  dia e fixada por maioria de votos dos membros do Copom. A decisão é  imediatamente informada a toda a sociedade". No IBGE, ocorreu o mesmo. O  instituto reconheceu que nenhuma averiguação foi feita, uma vez que o vazamento  foi atribuído a uma falha humana não intencional.</p><p> <br></p><p>O Ministério do Planejamento, ao qual o órgão está subordinado, por sua vez,  limita-se a dizer que acompanhou o caso à época e considerou as providências  tomadas com o intuito de evitar novas divulgações antecipadas "satisfatórias".  Uma das medidas foi a proibição de inserir as informações no sistema e  programá-las para serem publicadas automaticamente no dia seguinte. No Tesouro e  na Receita, a culpa, segundo os economistas, sempre será da imprensa, que  "descobre" os números depois de parte do mercado saboreá-los e rechear os cofres  de lucro. Procurados pelo <b>blog</b>, os órgãos não retornaram.</p><p> <br></p><p>Responsável por reprimir as denúncias de uso de informação privilegiada, a  Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu investigação para apurar  movimentações suspeitas que podem ter ocorrido antes da divulgação do Copom em  31 de agosto de 2011. Mas até agora o processo não foi  concluído.</p><p> <br></p></font></p><p style="font-style: italic;"><font size="2"><p><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Brasília, 00h01min</span></p></font></p></div> <br>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[MARCO AURÉLIO ATROPELA O BC E ANTECIPA QUEDA DOS JUROS]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=100137</link>
		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 22:12:21 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Apesar de ser nítida a pressão da presidente Dilma Rousseff para que o Banco Central baixe o mais rapidamente a taxa básica de juros (Selic), que está em 10,50% ao ano, causaram constrangimento entre os funcionários da instituição as declarações, em Hannover, na Alemanha, do secretário especial para Assuntos Internacionais da presidência da República, Marco Aurélio Garcia.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Integrante da comitiva de Dilma, ele atropelou o Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne na terça e na quarta-feira, e garantiu que a Selic cairá. Disse mais: o recuo será moderado, ou seja, de 0,5 ponto percentual, como espera a grande maioria do mercado. "Vamos ter mais uma reunião do Copom, na qual vamos ter uma queda, moderada, mas vamos ter uma queda", disse. "Esse caminho já está definido, e com sucesso, porque não estamos tendo inflação", acrescentou.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Na avaliação de Marco Aurélio, a baixa dos juros é mais um instrumento usado pelo governo para enfrentar o "tsunami monetário" criticado pela presidente da República. Segundo o secretário, os juros brasileiros, os maiores do mundo, "são uma anomalia", pois acabam atraindo parte importante dos US$ 8,8 trilhões injetados na economia pelos países ricos nos últimos três anos. "Precisamos eliminar os fatores de anomalia existentes hoje. São resultantes dos desequilíbrios externos", afirmou.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 20h12min</font></p> <br> <br>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[DILMA, NA ALEMANHA, DE ÓCULOS NOVOS]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=100151</link>
		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 19:00:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		  <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A informação é da repórter fotográfica <span style="font-weight: bold;">Zuleika de Souza</span>: uma equipe da Ótica Audrey Brants, de Brasília, passou a tarde de ontem no Palácio da Alvorada atendendo pedido da presidente Dilma Rousseff. Ela fez questão de levar óculos novos para a Alemanha, onde terá encontros com a chanceler Angela Merkel. Dilma também participará da CebIT, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Dilma embarcou empenhada e discutir com Merkel o "tsunami monetário" provocado pelos países ricos e que está provocando forte desvalorização do dólar e minando as economias dos países emergentes.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Só uma ressalva: a presidente detesta lentes de contado. Só as usa em público, para ter uma imagem leve. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 17h01min</font></p>  <br>  <br>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[QUEBRANDO A ROTINA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=100132</link>
		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 18:29:09 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img style="width: 86px; height: 103px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/76d3bf56f94b4cd6de9d3e98cf83c9a9.jpg"><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="1">CRÔNICA</font></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">LUCIANA ASSUNÇÃO (*)</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">lulupisces.blogspot.com</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="4">UPP PARA O TRANSPORTE PÚBLICO</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Toda vez que eu pego ônibus aqui em Brasília é para me aborrecer. Não sei que pecado os pobres de salário cometeram para serem tratados dessa maneira selvagem diariamente. O transporte público na cidade é uma aberração antiga. A capital do país é o exemplo dos motoristas mal treinados, dos veículos maltrapilhos, da incivilidade que envergonha e nos mostra, claramente, que ainda estamos muito longe de ser uma comunidade de primeiro mundo, como alguns ficam a propagar por aí. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">De vez em quando vou de ônibus (táxi também é absurdo na capital da opulência de preços e tarifas). Ontem voltava do dentista. Minha irmã me deu uma carona de ida e decidi pegar o ônibus na volta. Não tenho nenhum problema em andar de ônibus ou metrô. Aliás, é aliviador e são trocar a direção alucinada do carro nas grandes cidades, pelo descompromisso com vaga e atenção com a pista que o transporte público oferece. Ou pelo menos deveria oferecer.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>As cidades bem planejadas, urbanizadas e sadias do mundo lhe dão essa opção segura, econômica e civilizada de locomoção. Carro é para fim de semana, para viagens mais longas, para emergências, se for o caso. Ir e vir do trabalho, ir ao médico, à aula de inglês ou de natação, seria tarefa para os ônibus e metrôs, pondo fim aos congestionamentos, aos acidentes de trânsito graves e mesmo fatais, à falta crônica de estacionamentos e outras mazelas típicas dos nossos centros urbanos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Porém, crescemos à sombra dos Estados Unidos, país que sempre privilegiou o privado e particular em detrimento do público e coletivo. Mas, mesmo assim, lá os ônibus funcionam muito bem, obrigado. Morei em NY e só pegava o Honda velhinho para passear nos fins de semana pelos condados vizinhos. Todas as terças e quintas ia para o ponto já sabendo que o motorista passaria naquele horário estipulado. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Com no máximo cinco minutos de atraso, lá estava o ônibus. Parava tranquilamente na parada. Um sistema de rebaixamento dos degraus era acionado e eu entrava, segura, sem precisar me preocupar em sair me segurando no primeiro mastro que desse. O motorista jamais arrancava bruscamente. Jamais ultrapassava o limite de velocidade da via ou da segurança dos passageiros e, obviamente, jamais freava como se estivesse no rali Paris-Dakar. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A mesma civilidade coletiva era experimentada nos trens. Nada de atrasos, de sustos, de superlotação. O metrô ficava cheio nas horas de rush, claro, mas nunca fui prensada como atum ralado em lata dentro do vagão. Algo que desagradavelmente já me aconteceu em São Paulo algumas vezes. E Nova York também é uma metrópole gigantesca. A diferença está no número de linhas e no investimento perene na qualidade da prestação de serviço. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Entretanto a população brasileira, a que purga seus pecados diários nos ônibus, trens ou metrôs, não vota em quem tem como proposta a melhoria real do transporte público. Não dá ibope. Aliás, nunca vi nenhum prefeito, governador, ministro ou presidente tratar do tema com a seriedade que convém. Nunca vi político discursar fervorosamente sobre a importância dos ônibus decentes e motoristas idem nas ruas das cidades. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">E assim a gente vai levando essa vida de gado. Talvez pior até que a de gado, porco ou galinha, porque nesse tipo de transporte, caso a carga morra de estresse ou por acidente, o dono da transportadora vai desembolsar multa e indenização. Qual é o dono de empresa de ônibus que já foi para a cadeia ou faliu por causa disso? A lei brasileira protege mais o patrimônio do que o ser humano, isso todos nós sabemos. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O que me deixa mais entristecida e revoltada é saber que na minha cidade, patrimônio cultural da humanidade, não existe a mínima humanidade no transporte público. Já pensou os turistas estrangeiros tentando pegar um ônibus por aqui? Os motoristas correm tanto, que não conseguem parar no ponto quando avistam o sinal dos passageiros. Se param, arrancam violentamente. Muita gente cai do ônibus ou se machuca dentro do próprio veículo. Conheço uma amiga que ficou com sérios problemas na bacia porque caiu no corredor do ônibus após uma freada animalesca. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Ando de ônibus em quase todas as cidades que visito. Na Europa, no Brasil, no Estados Unidos, na Argentina... Brasília, disparadamente, está em primeiro lugar no ranking do pior serviço de transporte público que eu conheço. Nunca fui tão humilhada e maltratada dentro do ônibus como sou aqui, quando tento levar uma vida com mais consciência ambiental e social e deixo meu carro na garagem. Sempre me arrependo. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Ontem, o motorista ignorou o sinal para descer porque, simplesmente, corria de forma tão irresponsável que ao tentar parar no ponto, percebeu que outro ônibus estava saindo e que ele iria bater. Diante disso, passou direto e só me deixou na próxima parada. Chovia e eu estava sem guarda-chuva. Tive de caminhar três vezes mais do que caminharia se tive descido no lugar certo. Imagino os milhares de candangos que vivem situações de constrangimento iguais ou piores do que essa todo santo (ou seria maldito?) dia. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Em tempo: e o vexame dos trens no Rio de Janeiro, hein!!! Entra ano e sai ano e os passageiros pendurados do lado de fora do vagão; trens quebrados semanalmente, atrasos recorrentes... Quando é que vamos pacificar o transporte público no Brasil?</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="1"> <br>(*) Jornalista, publicitária e blogueira.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 16h30min</font></p> <br>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[MISSÃO É DEMITIR RICARDO OLIVEIRA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=100113</link>
		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 10:30:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">COM ROSANA HESSEL E VERA BATISTA</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Ainda que a ordem da presidente Dilma Rousseff tenha a sido a de pôr fim à rede de intrigas que tomou conta do Banco do Brasil e de seu fundo de pensão, a Previ, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem uma pesada missão pela frente: demitir Ricardo de Oliveira, o Ricardo Gordo, como é chamado, da vice-presidência de Governo do BB. O Palácio do Planalto tem informações consistentes de que foi ele o responsável por alimentar a guerra que quase parou a maior instituição financeira do Brasil e a principal fundação de previdência complementar da América Latina, com ativos de mais de R$ 150 bilhões.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Oliveira é ligado ao secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e viu sua influência no governo crescer ao se aproximar, em 2002, de Rosemary Noronha, ex-assessora do ex-presidente Lula. Gordo se tornou tão poderoso no BB, que, mesmo a sua vice-presidência sendo responsável pelas relações com órgãos públicos, despacha apenas em São Paulo. Nem mesmo das reuniões semanais de diretoria participa e, quando o faz, é por videoconferência, assinando as atas depois.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Essa presença onipresente em São Paulo levou Oliveira a trabalhar, pesadamente, para a transferência de parte das diretorias do BB, em especial a de Marketing, para debaixo de suas asas, projeto que foi abortado depois que Dilma foi avisada do que estava por trás da iniciativa: garantir verbas publicitárias para favorecer o PT nas eleições paulistas. Foi em São Paulo, inclusive, que Gordo se aproximou de Allan Simões Toledo, demitido da vice-presidência da área Internacional do BB no fim do ano passado, devido às suspeitas de que teria movimentado, ilegalmente, quase R$ 1 milhão em suas contas.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Como responsável pelo contato com as grandes empresas clientes do BB, Simões passou a ser peça importante no desejo de Oliveira de se aproximar mais do capital. O fim da amizade entre os dois, porém, foi repentino. E, pelo que já detectou o Planalto, esse rompimento pode ter detonado a guerra no banco, incluído a Previ no jogo de intrigas e resultado na quebra de sigilo do ex-vice-presidente do BB. A única coisa que os assessores de Dilma ainda não conseguiram descobrir foi o real motivo das desavenças entre Simões e Oliveira. Mas se está perto da descoberta.  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="4">DE OLHO NO DÓLAR E NOS JUROS</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para tentar dissipar a onda negativa que insiste em não lhe deixar, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai se apegar ao máximo às boas notícias que o governo promete dar na área econômica. A primeira é a redução da taxa básica de juros (Selic), que pode recuar até 1 ponto percentual na próxima quarta-feira, dos atuais 10,50% para 9,50% ao ano — o consenso ainda é de corte de 0,5 ponto. Ele também acredita no sucesso da intervenção do governo no câmbio, para conter o derretimento do dólar frente ao real. Na quinta-feira, Mantega anunciou a extensão do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6% nos empréstimos externos com vencimento em até três anos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Por enquanto, na avaliação dos especialistas, são esses os temas relacionados a Mantega que concentram as atenções do investidores — e não as denúncias de corrupção na Casa da Moeda e a guerra por poder no Banco do Brasil. Para o economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani, “o risco político sempre existe, mas o mercado não está muito preocupado com o disse me disse dentro do governo”. No seu entender, “se a economia continuar indo bem, se a Fazenda cumprir integralmente as metas fiscais e se a inflação se mantiver sob controle, a confiança no país permanecerá”.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Professor de economia da Universidade de Brasília (UnB), José Luís Oreiro acredita que Mantega deveria aproveitar o momento adverso para tomar medidas mais contundentes no sentido de evitar a supervalorização do real. A seu ver, o ideal seria o governo abolir o atual sistema de câmbio flutuante e retomar o mecanismo de taxas fixas para manter a competitividade dos produtos nacionais no mercado internacional e, assim, evitar desindustrialização do país e a destruição de empregos domésticos. “Já está claro que somente o aumento do IOF e as compras de dólares pelo Banco Central não resolverão os problemas enfrentados pela indústria brasileira”, afirma. “Também é preciso reduzir mais rapidamente as maiores taxas de juros do mundo, que têm atraído capital especulativo e derrubado as cotações do dólar”, acrescenta.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para o professor da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite, independentemente de quem estiver à frente do Ministério da Fazenda e do jogo de intrigas comuns no poder, o governo precisa adotar políticas efetivas para corrigir as distorções na economia, sobretudo as provocadas pelo câmbio. “Muito pouco se fez em inovação da política econômica. O governo Dilma tem apenas repetido a cartilha iniciada pelo governo Fernando Henrique Cardoso”, diz. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br><span style="font-style: italic;">Brasília, 08h30min</span></font></p> <br>
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		<title><![CDATA[O INFERNO ASTRAL DE MANTEGA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=100112</link>
		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 02:01:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/0fdaf1d6310ff0f9873bf797fd71146e.jpg"></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">COM ROSANA HESSEL E VERA BATISTA</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O ano de 2012 tem sido um martírio para o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Não bastasse ter de lidar com um drama pessoal — o câncer de sua mulher, Eliane Berger —, envolveu-se em denúncias de corrupção, meteu-se numa guerra por poder entre seus subordinados e, para completar, viu crescer, de forma excepcional, a força de seu secretário executivo, Nelson Barbosa, no Palácio do Planalto. O desgaste foi tamanho, que o ministro chegou a conversar com a presidente Dilma Rousseff sobre a possibilidade de deixar o cargo. O que foi imediatamente descartado por ela.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Apesar de todo o apoio da chefe e do reconhecimento do trabalho executado nos seis anos que em está à frente da Fazenda — especialmente entre 2008 e 2009, auge da crise mundial que ainda atormenta o mundo —, o Palácio do Planalto reconhece que Mantega vem demorando muito para reagir e debelar os problemas em sua seara. Isso ficou evidente, sobretudo, quando surgiram as denúncias de que o então presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci, teria recebido propina de US$ 25 milhões em contas abertas em paraísos fiscais. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Apesar de saber das suspeitas há quase um ano, o ministro só demitiu Denucci quando a imprensa passou a investigar o caso. Pior: demorou quase uma semana para dar uma explicação sobre a demissão. E só o fez por determinação da presidente Dilma, ainda assim para jogar a culpa da nomeação do subordinado para o líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO) — um embaraço a mais nas relações entre o Planalto e a base aliada.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Na última quarta-feira, também por determinação da presidente da República, Mantega teve de intervir na guerra travada entre Aldemir Bendine, presidente do Banco do Brasil, e Ricardo Flores, presidente da Previ, o bilionário fundo de pensão dos empregados da instituição. O ministro minimizou o assunto, alegando que a briga entre os dois estava sendo alimentada por “fofocas da imprensa”. O caso, porém, ganhou dimensão de crise, devido à quebra de sigilo de Allan Toledo Simões, ex-vice-presidente do BB.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Ao tomar conhecimento de que extratos do ex-executivo estavam circulando livremente pela Esplanada dos Ministérios, Dilma se disse horrorizada. Para a presidente, dados dos correntistas são “cruciais e sagrados”. Porém, mais do que a indignação com o vazamento de informações confidenciais, o Planalto teme ver repetido o escândalo da quebra do sigilo do caseiro Francenildo Costa pela Caixa Econômica Federal, que resultou na demissão de Antonio Palocci do Ministério da Fazenda.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 00h01min</font></p> <br>
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		<item>
		<title><![CDATA[DILMA QUER A DEMISSÃO DO PRESIDENTE DA PREVI]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=99930</link>
		<pubDate>Wed, 29 Feb 2012 12:39:40 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">COM VÂNIA CRISTINO</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>A presidente Dilma Rousseff mandou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, demitir Ricardo Flores da presidência da Previ, o fundo de pensão dos empregados do Banco do Brasil. O Palácio do Planalto identificou que o executivo, responsável pela administração de um patrimônio superior a R$ 150 bilhões, é o principal responsável pela guerra por poder que engolfou o BB e está contaminando a Fazenda e parte da base aliada do governo. Entre Flores, que é ligado ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, e o presidente da instituição financeira, Aldemir Bendine, que está na outra ponta da disputa, tanto Dilma quanto Mantega optaram por substituir o primeiro. “A irritação com Flores chegou ao limite”, disse ao <span style="font-weight: bold;">blog</span> um importante assessor do Planalto.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Flores e Bendine não se falam há quase um ano. Depois de uma longa convivência — foi Bendine quem apoiou a nomeação de seu desafeto para a vice-presidência de Crédito do BB antes de ele ir para a Previ —, os dois resolveram disputar quem é mais influente dentro do governo. O problema é que eles se juntaram a grupos de parlamentares do PT descontentes com a gestão de Dilma, espalhando boatos e minando votações no Congresso importantes para o Planalto, como o projeto que cria o fundo de previdência dos servidores públicos. O auge do descontentamento se deu em janeiro, após o presidente do BB demitir 13 diretores de uma só vez. Até o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), reclamou.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br><span style="font-weight: bold;">Autonomia</span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>A ideia do governo é usar as mudanças na diretoria executiva e no Conselho Deliberativo da Previ, previstas para maio próximo, para substituir Flores sem causar grande barulho. Está previsto o fim do mandato do presidente do Conselho, Robson Rocha, que responde pela vice-presidência de Gestão de Pessoas do BB, e de dois outros conselheiros. Ligado ao PT, Rocha deverá ser reconduzido ao cargo, com a missão de promover alterações na gestão executiva do fundo de pensão. Pelo estatuto da Previ, o Conselho tem total autonomia para nomear a destituir diretores que tocam o dia a dia da fundação, incluindo o presidente executivo, Ricardo Flores, cujo mandato acaba em 2014.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Quem acompanha as negociações garante que o BB, patrocinador da Previ, já escolheu os dois futuros conselheiros, além de ratificar a recondução de Robson Rocha. No entanto, ainda não está fechado o nome do possível substituto de Flores, que vem se articulando politicamente para reverter a decisão de Dilma. “Ele tem muitos contatos no PT e no PMDB, os dois maiores partidos da base aliada do governo. Portanto, tudo pode acontecer, a despeito de a presidente Dilma não costumar muito recuar em suas decisões”, disse um outro assessor palaciano.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Pelas regras em vigor, o BB tem direito a indicar três representantes para o Conselho Deliberativo e três para a diretoria executiva. Os funcionários do banco dispõe da mesma prerrogativa, pois há a chamada paridade. Mas o presidente do Conselho detém maior poder. Cabe a ele o voto de minerva. Como um juiz, pode votar duas vezes. Isso ficou claro no início do anos 2000, quando a Previ sofreu a primeira intervenção de sua história por estar envolvida em uma série de irregularidades. A fundação, por sinal, faz silêncio sobre a crise que envolve seu presidente.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 10h40min</font></p> <br>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[FAZENDA OBRIGA BB A INVESTIGAR QUEBRA DE SIGILO]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=99891</link>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 23:13:32 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Por determinação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, o Banco do Brasil terá de abrir uma sindicância para apurar possível quebra de sigilo na instituição. Desde anteontem, como mostrou o <span style="font-weight: bold;">blog</span> e o <span style="font-weight: bold;">Correio Braziliense</span>, extratos bancários de Allan Toledo Simões, ex-vice-presidente do banco, vêm circulando livremente pela Esplanada dos Ministérios. Ele movimentou R$ 1 milhão entre fevereiro e maio de 2011 na sua conta-corrente, operação que passou a ser investigada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Veja a íntegra da nota da Fazenda:</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br>"Com base em informações divulgadas hoje na imprensa, o Ministério da Fazenda determinou que o Banco do Brasil instaure sindicância para apurar possível vazamento de sigilo bancário de ex-funcionário da instituição. A apuração será supervisionada pelo Conselho de Administração do BB, por meio da unidade de auditoria interna."</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Brasília, 21h12min</font></p>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[BRIGA POR PODER NO BB PODE ACABAR NA POLÍCIA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=99809</link>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 02:01:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A disputa de poder dentro do Banco do Brasil pode acabar na Justiça. Motivo: desde ontem, passou a circular livremente, na Esplanada dos Ministérios, extratos bancários de Allan Toledo Simões, que, no fim do ano passado, foi demitido da vice-presidência da área Internacional da instituição. Os documentos mostram que, entre fevereiro e junho do ano passado, foram feitos cinco depósitos de R$ 200 mil cada na conta do ex-executivo, totalizando R$ 1 milhão, movimento que está sendo investigado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), por suspeita de lavagem de dinheiro.</font> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A amigos, Simões disse estar sendo usado como bode expiatório pelos dois grupos que querem o comando do BB e da poderosa Previ, o fundo de pensão dos funcionários do banco. De um lado, está o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, responsável pela demissão de Allan Simões. De outro, Ricardo Flores, principal executivo da fundação que administra mais de R$ 150 bilhões em ativos. Ambos não trocam uma palavra há quase um ano e alimentam uma guerra que já engolfou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e seu secretário executivo, Nelson Barbosa. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">No Palácio do Planalto, acredita-se que os envolvidos na batalha do BB estariam sustentando o noticiário sobre a possível demissão de Mantega e a sua substituição por Barbosa. O ministro foi o responsável pela nomeação de Bendini, que, logo depois da posse da presidente Dilma Rousseff, passou a almejar o comando da Previ. Por interferência de Barbosa, porém, Ricardo Flores acabou sendo o escolhido, pois o preferido para o cargo, Paulo Rogério Cafarelli, havia sido limado do jogo diante de denúncias de um possível favorecimento a Marina Mantega, filha do chefe da Fazenda. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-weight: bold;">Ânimos exaltados</span> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Pelos relatos de amigos de Simões, que recebeu R$ 2 milhões em indenizações do BB, os depósitos que estão sendo investigados pelo Coaf decorreram da venda de um imóvel em São Paulo. O apartamento pertencia à madrinha de casamento do ex-executivo. Ela é chamada de Liumara, tem 71 anos e está com câncer. Como não tem herdeiros, decidiu dar uma procuração a Simões para que ele movimentasse seus bens. A conta na qual o ex-vice do BB recebeu o dinheiro foi aberta na mesma agência em que ele recebia seus salários como funcionário do banco — completaria 30 anos de trabalho em março. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Aqueles que conversaram com Simões nos últimos dias garantem que ele está contratando um advogado para processar os responsáveis pela quebra de seu sigilo bancário. "Allan Simões dispõe de todos os documentos para comprovar, na Justiça, que o dinheiro que passou pela conta dele tem origem legal", disse um dos amigos ouvidos pelo <span style="font-weight: bold;">blog</span>. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Ciente de que o caso pode acabar em um escândalo monumental, o Planalto escalou emissários com a missão de acalmar os ânimos. Isso passará, inclusive, pela reformulação do Conselho Deliberativo da Previ, pois os mandatos de vários integrantes vencerão em maio. Quem assumir a presidência do Conselho, hoje ocupada por Robson Rocha, ligado ao PT e vice-presidente de Gestão de Pessoas do BB, terá poder até para destituir Ricardo Flores da presidência executiva do fundo de pensão. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 00h01min</font></p> <br>
		]]>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[O BANCO DO BRASIL E A CRISE NA FAZENDA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=99512</link>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 14:04:57 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A presidente Dilma Rousseff voltará da folga de carnaval ainda com o problema latente criado pela disputa por poder dentro do Ministério da Fazenda. De um lado, o ministro Guido Mantega. De outro, Nelson Barbosa.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Na pequena trégua dada pela folia, o Palácio do Planalto identificou o que pode ser o principal foco que vem alimentando o disse-me-disse sobre uma possível saída de Mantega do cargo ou mesmo a demissão de Barbosa: o Banco do Brasil.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Foi Barbosa, como presidente do Conselho de Administração do BB, quem pediu explicações sobre a compra, pela instituição estatal, das operações do Banco Postal, antes operado pelo Bradesco.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Quem ouviu os relatos dos assessores escalados por Dilma para mapear a zona de conflito na Fazenda garante que descontentes dos dois lados do BB andam alimentando como nunca o noticiário sobre Mantega e Barbosa.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Não se pode esquecer que o presidente do BB, Aldemir Bendine, já foi -- não é mais, ressalte-se -- homem de confiança do ministro.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Aos interessados, é bom se preparar para as cenas dos próximos capítulos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 12h05min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[DILMA ORDENA A MANTEGA E A BARBOSA QUE PAREM DE BRIGAR]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=99313</link>
		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 15:06:04 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A presidente Dilma Rousseff está particularmente irritada com a disputa por poder travada entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o secretário executivo dele, Nelson Barbosa. Os dois resolveram brigar para ver quem tem mais acesso à chefe do Executivo, batalha que está desestabilizando toda a equipe econômica.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Dilma já deixou claro que quem manda é Mantega. E fez isso há quase duas semanas, quando o ministro lhe comunicou que gostaria de deixar o cargo. Nelson, apesar do prestígio no Palácio do Planalto, só representará a Fazenda na ausência do chefe, segundo relato ao <span style="font-weight: bold;">blog</span> de dois importantes assessores da presidente.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Com isso, Dilma espera pôr fim ao noticiário sobre a crise na Fazenda, a área mais sensível do governo, junto com o Banco Central. Ele espera que, com o carnaval, Mantega, que na sexta-feira que vem embarcará para o México, onde participará da reunião do G-20, e Barbosa esfriem a cabeça e se acertem de vez.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Os assessores palacianos garantem que a disputa entre Mantega e Barbosa foi inflada na imprensa por aliados dos dois lados. Inclusive, alguns deles já foram identificados pelo Planalto.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 13h03min</font></p>
		]]>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[HOSPITAL ONDE MORREU O FILHO DO PRESIDENTE DA EMBRATUR É O MESMO QUE RECUSOU ATENDIMENTO A DUVANIER PAIVA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=99148</link>
		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 14:51:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		  <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A situação do Hospital Santa Lúcia não está fácil. O hospital será investigado pela morte de Marcelo Dino Fonseca de Castro e Costa, de apenas 13 anos, filho do presidente da Embratur, Flávio Dino.   <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Trata-se do mesmo hospital que recusou atendimento a Duvanier Paiva, que respondia pela Secretaria de Recursos Humanos do governo Dilma. Duvanier acabou morrendo de infarto por negligência, depois de procurar outros dois hospitais.  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O filho do presidente da Embratur morreu às 6h da manhã desta terça-feira. Segundo o delegado Anderson Espíndola, da 1ª DP, amigos da família registraram ocorrência pedindo investigação sobre as causas da morte. Eles alegaram que houve demora na medicação do garoto, que passou mal por volta de 5h na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O menino deu entrada no Santa Lúcia na noite de segunda-feira, com crise de asma.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 12h48min</font></p>
		]]>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[DILMA ROUSSEFF AGRADECE]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=99109</link>
		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 17:59:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		  <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A presidente Dilma Rousseff só tem a agradecer ao Ministério da Fazenda. Em relatório divulgado hoje, a pasta comandada por Guido Mantega prevê uma forte arrancada da economia no ano que vem e, principalmente, em 2014, quando Dilma tentará a reeleição.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para 2013, a estimativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) avance 5,5%. No ano seguinte, quando os brasileiros irão às urnas, a previsão é de um salto de 6%.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Como dizem os marqueteiros: com um ritmo tão forte da economia, dificilmente Dilma perderá a disputa para permanecer mais quatro anos no Palácio do Planalto.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Mas é bom ressaltar: a Fazenda precisará combinar com o Banco Central. Com a economia bombando, a inflação, certamente, voltará a incomodar. E, se isso acontecer, os juros terão de subir. Vamos ver como essa equação fechará.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 15h56min</font></p>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[MANTEGA: O PROBLEMA É O CIÚME]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=99108</link>
		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 17:42:10 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">POR ANA D'ÂNGELO</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>A presidente Dilma Rousseff não cansa de dizer que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, só deixará o cargo quiser. Até porque parte substantiva do sucesso da política econômica se deve a ele e a sua equipe. Mas sua saída até março já é dada como certa na Esplanada dos Ministérios. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Como informou este <span style="font-weight: bold;">blog</span>, Mantega chegou a entregar o cargo à presidente na segunda-feira da semana passada, por estar cansado, depois de quase sete anos à frente da pasta, e com problemas de saúde na família. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Há muito quem toca o dia a dia da pasta, com quem a presidente costuma despachar com mais frequência que o habitual, é o secretário executivo, Nelson Barbosa. Relação que gera em Mantega uma ciumeira danada.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 15h40min</font></p>
		]]>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[CORTE DE JUROS QUASE IMPLODIU DIRETORIA DO BANCO CENTRAL]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=99071</link>
		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 02:01:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">COM VICTOR MARTINS</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>A quarta-feira 31 de agosto de 2011 entrou para a história do Banco Central. Ainda que o motivo principal seja de conhecimento de pouquíssimos funcionários da autoridade monetária, por pouco não houve uma implosão da diretoria comandada por Alexandre Tombini.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Tão logo o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou um inesperado corte de 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros (Selic), de 12,50% para 12% ao ano, o diretor de Política Econômica da instituição, Carlos Hamilton, gritou: “Eu não sou político. Não compartilho dessa decisão”. E deixou a sala de reuniões do 20º andar batendo a porta.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Ele e Altamir Lopes, diretor de Administração, foram votos vencidos — cinco foram a favor da baixa dos juros. Os dois não viam razão, não naquele momento em que a inflação estava acima de 7% no acumulado de 12 meses, para que o BC cedesse às pressões do Palácio do Planalto e do Ministério da Fazenda para reduzir os juros. Dias antes da decisão do Copom, a presidente Dilma havia enfatizado que os juros cairiam e o ministro Guido Mantega fez questão de anunciar um arrocho adicional de R$ 10 bilhões nos gastos públicos para forçar o afrouxamento monetário.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/59b5abdea79113a94526921ee271a611.jpg"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="1">Paulo de Araújo/ D.A Press</font> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A irritação de Hamilton, funcionário de carreira do BC, provocou espanto e, sobretudo, temor de que o racha dentro da instituição se tornasse público. A preocupação aumentou porque Hamilton se recusou a atender pelo menos três telefonemas de Tombini. Segundo relataram técnicos do BC ao <span style="font-weight: bold;">Correio Braziliense</span>, o diretor bateu várias vezes o telefone no gancho. Os dias que se seguiram foram de muito nervosismo. Mas o presidente do BC acabou contornando a situação depois que os indicadores passaram a mostrar uma forte desaceleração da economia brasileira e o agravamento da crise europeia. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-weight: bold;">Peso nos votos</span> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Quem acompanha o dia a dia do Banco Central sabe da importância das palavras do diretor de Política Econômica. É ele quem reúne todos os indicadores das economias brasileira e internacional e os apresenta a seus pares nas reuniões do Copom. Por ter uma visão consistente de tudo o que está acontecendo, acaba tendo peso nos votos dos colegas. “A situação ficou feia no BC por vários dias. Ninguém esperava uma reação tão dura de Hamilton, um técnico muito competente. Mas o importante é que a crise interna foi contornada e tudo voltou ao normal”, disse um dos funcionários do BC ouvidos pelo <span style="font-weight: bold;">Correio</span>.  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Tanto voltou ao normal que, nas decisões seguintes, houve unanimidade nos votos do Copom. E melhor: Tombini não foi obrigado a divulgar uma carta ao país explicando o porquê de a inflação ter estourado o teto da meta. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2011 exatamente no limite: 6,5%.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Os conflitos no BC são sempre motivos de burburinhos no mercado financeiro. E voltaram a ganhar corpo nos últimos dias diante do compromisso assumido pela autoridade monetária de levar a taxa básica de juros para algo em torno de 9%, alvo definido pela presidente Dilma. Motivo: a inflação continua resistente e pouquíssimos são os analistas que a veem próxima do centro da meta definida pelo governo para 2012, de 4,5%. Para a economista Zeina Latif, o importante é que as divergências dentro do BC ficaram para trás. No entender do economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, é perfeitamente factível o país fechar este ano com uma Selic de 9%. Ele, inclusive, aposta em um IPCA mais fraco em fevereiro: 0,45%. Se confirmando, a inflação em 12 meses cairá de 6,22% para 5,85%.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Procurado pelo <span style="font-weight: bold;">Correio</span>, o BC negou, por meio de sua assessoria de imprensa, qualquer “divergência de caráter pessoal” entre os membros da diretoria colegiada na reunião de 31 de agosto.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 00h01min</font></p> <br>
		]]>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[DIPLOMACIA É COISA DE MULHER, SIM SENHOR]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=99053</link>
		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 23:51:49 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR GUSTAVO HENRIQUE BRAGA</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Ao pensar em um diplomata, a primeira imagem que vem à cabeça, para muitos, é a de um senhor discreto, bem articulado, vestindo um terno alinhado e cujas obrigações familiares ficam a cargo de uma esposa que o acompanha nas missões mundo afora. Na última década, entretanto, essa visão mudou. No fim de 2002, 6% dos embaixadores brasileiros — cargo que representa o topo da carreira diplomática — eram mulheres. Atualmente, elas respondem por 16% das vagas. Apesar de ainda serem proporcionalmente poucas, o crescimento foi de quase 300% nos últimos nove anos. Em números absolutos, 21 mulheres ocupavam postos no alto escalão do serviço exterior em 2010, ano do levantamento mais recente feito pelo Itamaraty.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A carioca Natalia Miranda Anders, 29 anos, sonha em engrossar a presença feminina nos quadros da diplomacia brasileira. Candidata ao concurso para o Instituto Rio Branco, reconhece que a presença de mulheres na carreira é tímida. Ela faz curso preparatório há quatro anos, mas se lembra de apenas uma mulher aprovada nesse período. “Apesar de as turmas serem sempre equilibradas, conheço muito mais homens que passaram na prova”, diz. Natalia acredita que grande parte da dificuldade feminina está relacionada com a carga emocional no momento da prova e, principalmente, durante as etapas seguintes.  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/a5fd93509fcc68a0041ad404ccc9c84c.jpg"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="1">Foto Ed Alves/ D.A. Press</font> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">“Para passar no concurso é necessário pragmatismo e racionalidade. É mais fácil que o sexo feminino fique prejudicado nesse momento. As mulheres podem se sentir intimidadas, inseguras e, portanto, mais frágeis”, justifica Natalia. Desde que ingressou no cursinho, após se formar em direito pela Universidade de Passo Fundo (RS), em 2008, a carioca também percebeu que o número de mulheres que desistiram dos estudos foi maior. Com o passar do anos, muitas perdem o foco e seguem outras áreas dentro da profissão. Com isso, os livros ficam de lado. “Muitos conhecidos homens também arranjam um emprego em outra área, mas conseguem conciliar melhor o trabalho com o estudo”, afirma.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Os números do Ministério das Relações Exteriores (MRE) comprovam a percepção de Natalia. Apesar dos avanços para alcançar a paridade entre homens e mulheres nos cargos de chefia do serviço exterior, a balança ainda pesa muito mais para o lado masculino quando observado o total de servidores. Dos 1.582 diplomatas em atividade, apenas 317, ou 20%, são mulheres, percentual que não se alterou ao longo da última década.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Candidatas ao cargo, contudo, não faltam: em média, quase 40% das inscrições para as seleções do Itamaraty são de mulheres, o dobro da média de aprovadas. Os dados constam no estudo “Diplomata: substantivo comum de dois gêneros”, apresentado pela diplomata Viviane Rios Balbino, em 2005, para conclusão de mestrado e que virou livro, escrito, integrante da missão brasileira na Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington (EUA).</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Apesar de reconhecer que a vida familiar pode ter impacto na carreira das mulheres diplomatas, devido aos diferentes papéis atribuídos a homens e mulheres na sociedade, Viviane defende ser necessário desmistificar a crença de que a mulher que deseja ter família não deve eleger a carreira no Itamaraty como opção profissional. Ela afirma que, tradicionalmente, as esposas de diplomatas acompanham seus maridos em uma constância muito maior e com menos conflitos do que as diplomatas removidas, cujos maridos são mais resistentes a esse processo. “Mas essa é uma realidade que está mudando. Hoje, muitos homens valorizam e incentivam a promoção de suas mulheres e as acompanham sem traumas”, diz.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Atualmente, há mulheres em alguns dos postos mais importantes do Itamaraty, como é o caso de Maria Luiza Viotti, embaixadora junto à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York; Maria Laura Rocha, embaixadora junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Paris (França); e Maria Nazareth Farani Azevedo, embaixadora junto à ONU em Genebra (Suíça). E mais: as chefias de gabinete do secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores e do ministro Antonio Patriota são ocupadas por mulheres.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A diplomata Tania Alexandra Malinski, assistente do departamento da África no Itamaraty, está há 12 anos na carreira e se considera testemunha de uma mudança gradual. “O número (de mulheres) era menor quando entrei. Percebi, nos últimos anos, um interesse crescente”, relata. Apesar disso, Tania sabe que o volume feminino no corpo diplomático ainda é reduzido, mas acredita que o baixo percentual se estende à carreira política de forma geral. “A política é naturalmente associada a uma atividade agressiva, essencialmente masculina e, talvez, isso assuste as mulheres. Não foi o meu caso”.  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/0d6c06b83132e84842e0340cc2519508.jpg"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="1">Foto: Iano Andrade/ D.A. Press</font> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Mãe de dois filhos, Tania considera a dificuldade em conciliar o trabalho com a agenda familiar como um impasse, percebido também nas conversas com colegas diplomatas. “Talvez esse drama associado à família faça com que as mulheres acabem não se interessando pela diplomacia”, admite. Historicamente, as questões familiares sempre tiveram papel decisivo para o entendimento do baixo número de mulheres na diplomacia. Em 1938, a carreira chegou a ser restringida aos homens e esteve assim até 1954, quando uma lei que franqueava o acesso feminino foi promulgada, graças aos esforços de Maria Sandra Cordeiro de Mello, aprovada no concurso, em 1953, amparada por mandado de segurança.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Num primeiro momento, as mulheres que se casavam com colegas diplomatas tinham que pedir exoneração. As regras foram mudando, acompanhando a evolução dos costumes: a partir de 1985, por exemplo, os casais de diplomatas passaram a poder servir juntos no exterior. Antes, um deles era obrigado a entrar em licença sem vencimentos, e essa imposição, por motivos culturais, acabava recaindo sobre a mulher. Em 1996, foi removido o último tratamento diferenciado, com a aprovação de lei dispondo que, quando trabalhando no exterior, os dois membros do casal teriam salários equivalentes. Até então, um dos dois recebia cerca de 60% do salário.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Nos dias atuais, Tania acredita há uma tendência niveladora dos gêneros por parte do Itamaraty. “A casa tem sinalizado que o sexo feminino é bem-vindo, à medida que dá cargos importantes às mulheres”, analisa. “Claro que o fato de haver ministras e uma mulher presidente são fatores que influenciam positivamente, mas o determinante deve ser a vocação, como em qualquer outra profissão”, conclui. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 21h48min</font></p> <br>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[CARROS, ROUPAS, JOIAS E JUROS DE 600% NO CARTÃO DE CRÉDITO]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=99066</link>
		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 19:21:53 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><p style="font-weight: bold;"><font size="3"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">POR CRISTIANE BONFANTI E VICTOR MARTINS</span></font></p><p><font size="2"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font></p><p><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">A sensação de riqueza tem sido a principal vilã da escalada do endividamento no Brasil. De dois anos para cá, os brasileiros que viajavam uma vez por ano para o exterior passaram a embarcar duas ou três vezes. Com o dólar barato, encheram malas e malas de mercadorias. Não satisfeitos, passaram a sair carregados de sacolas de lojas de marcas de luxo — algumas com joias — que desembarcaram recentemente no país. A ostentação se estendeu aos apartamentos novos, mobiliados com o que há de melhor no mercado — claro, com a carro da moda na garagem.</span></font></p><p><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></span></font></p><p><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Satisfazer as necessidades de consumo faz parte do jogo, reconhece a economista Marianne Hanson, da Confederação Nacional do Comércio (CNC). O problema, destaca ela, é que a maior parte das despesas foi paga com cartão de crédito, muitas vezes em parcelas a perder de vista. Ao longo do tempo, porém, o acúmulo de prestações torna a dívida insustentável. O primeiro passo é recorrer ao crédito rotativo, com juros de até 600% ano. Nos primeiros meses, as faturas são pagas sem grandes complicações. Mas com a chegada de novos gastos, o caminho certo é a inadimplência.</span></font></p><p><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></span></font></p><p><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">É Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa Experian, quem diz: “Em pouco tempo, pagar o mínimo permitido pelos bancos nas faturas de cartão de crédito quebra qualquer um, sobretudo aqueles que vivem apenas do salário”. Para o especialista, as pessoas estão usando o cartão de maneira equivocada, como se fosse complemento da renda. Ele chama a atenção ainda para a grande disposição dos brasileiros mais endinheirados de comprarem carros muito caros. No meio do financiamento, já estão com a língua de fora. Não à toa, o crédito para veículos passou a ser uma das molas propulsoras do calote medido pelo Banco Central.</span></font></p><p><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></span></font></p><p><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Fabiano Calil, especialista em gestão de riquezas e um dos diretores do Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF), observa que, para as famílias de renda mais elevada, o crédito sempre foi mais acessível. “A classe A consegue acumular dívidas muito superiores ao seu patrimônio. Diferentemente da classe média, ela tem uma rede de relacionamentos, vários bancos e bens para oferecer como garantia, além de um limite de cheque especial, muitas vezes, de R$ 300 mil”, diz. A situação se torna mais grave porque, quando a bomba estoura, os ricos têm dificuldades para dizer que precisam de ajuda financeira e vão lidando silenciosamente com a dívida. Tem muita preocupação em manter a aparência e estar próximo de seu grupo na forma de se vestir e se relacionar.</span></font> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Devedores Anônimos</font></p><p> <br></p><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font><p><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Muitos brasileiros têm procurado ajuda no grupo Devedores Anônimos, criado nos anos 1960 nos Estados Unidos, nos moldes do Alcóolicos Anônimos, e trazido para o Brasil em 1998 por uma brasileira que morava naquele país. Os participantes entendem que, a exemplo do que ocorre com viciados em álcool, o consumismo compulsivo é uma doença e precisa ser controlada. Os devedores anônimos trabalham com 12 passos de “desintoxicação financeira” e com princípios de planejamento das finanças.</span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></span></font></p><p style="font-weight: bold;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></span></font></p><p><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;">Mulheres compulsivas</span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></span></font></p><p><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></span></font></p><p><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Psicóloga há 14 anos, Juliana Gebrim afirma que, com o aumento do poder aquisitivo do brasileiro, o consumismo compulsivo tem se tornado um problema cada vez mais comum. No seu consultório, ela tem pelo menos cinco pacientes, todas de renda elevada, que sofrem do mal. A causa, geralmente, é a ansiedade ou a depressão. “O tratamento envolve tanto a psicoterapia quanto a medicação. O problema é que as pessoas só começam a procurar ajuda quando estão superendividadas, quando fizeram um buraco na sua vida familiar, profissional e na relação com os amigos”, ressalta. Muitas vezes, diz Juliana, a pessoa não percebe que sofre um desequilíbrio. Ela compra e sente um alívio. “Vemos que isso atinge mais as mulheres. Vivemos em uma sociedade em que o ‘ter’ é mais importante que o ‘ser’. Uma dica para identificar o problema é olhar o armário e ver se tem muita peça ainda com etiqueta e desnecessária” sugere.</span></font></p><p><font size="2"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font></p><p style="font-style: italic;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Brasília, 17h20min</span></font></p> <br> <br>
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		<title><![CDATA[RICOS E ENDIVIDADOS]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=99050</link>
		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 19:06:40 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR VICTOR MARTINS E CRISTIANE BONFANTI</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Passar em um concurso público mudou a vida de João Silva*. De um simples advogado, ganhou status de juiz federal e elevou a sua renda mensal de R$ 2 mil para R$ 24 mil. Mais do que aumentar o saldo na conta-corrente, Silva passou a viver um estilo de vida insustentável. Alugou um apartamento luxuoso no Sudoeste, região nobre do Distrito Federal, por R$ 3 mil mensais. Começou a frequentar e a realizar festas caras e comprou um carro, uma Mercedes Benz , por R$ 120 mil, financiada em 72 vezes. Gastou o que podia e o que não podia por meio de cartões de crédito.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Durante pouco mais de um ano, o juiz ostentou uma vida de milionário. Mas a fatura começou a mostrar o seu peso. Para honrar todos os compromissoS em dia, Silva tomou três empréstimos com desconto em folha de pagamento (consignado). Recorreu ao limite de R$ 30 mil do cheque especial. Passou a sacar dinheiro no cartão de crédito a juros de quase 15% ao mês. Finalmente, chegou o momento em que não tinha mais de onde tirar dinheiro. Começou, então, a atrasar o pagamento de dívidas. Até que a concessionária que lhe vendeu a Mercedes encaminhou o nome dele para o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Foi um transtorno danado. Por lei, um juiz não pode constar na lista de caloteiros.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Silva é um dos milhões de brasileiros de alta renda que se endividaram pesadamente e surfaram na onda do crédito farto dos últimos anos. Muitos, como ele, vieram de famílias humildes ou da tradicional classe média. Por meio de um concurso público ou mesmo pela dedicação de anos e anos de estudo que permitiram a conquista de um posto de trabalho com alta remuneração na iniciativa privada, passaram a fazer parte do que se convencionou chamar de novos-ricos. São eles, por sinal, os que comandam a escalada dos empréstimos e financiamentos no Brasil a um ritmo de 20% ao ano e os que mais impulsionam a inadimplência.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Dados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apontam que, nos 12 meses encerrados em janeiro, enquanto o índice de famílias endividadas com renda inferior a 10 salários mínimos (R$ 6.220) recuou de 61,3% para 59,5%, nos lares com rendimentos acima de 10 salários mínimos disparou de 48,9% para 53,4%. Entre os mais abastados, as dívidas estão, em média, 63,1 dias atrasadas contra os 62,8 dias dos que têm ganhos menores. “Temos um retrato muito interessante no país, hoje. A nova classe média, que se esbaldou com o crédito fácil, botou o pé no freio. Já os ricos estão gastando além da conta e criando uma bolha preocupante de inadimplência”, diz Felipe Chad, sócio da Corretora DX Investimentos, especializada em finanças pessoais.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Levantamento do Banco Central reforça a percepção de Chad. AS dívidas acima de R$ 50 mil são as que mais crescem no país. Em 12 meses até novembro do ano passado, tais operações avançaram 36%. Passaram de R$ 203,5 bilhões para R$ 276,7 bilhões. “Parte desse público engrossa a nova classe A, que antes não tinha tantos recursos e agora tem um fluxo de caixa elevado para gastar. Em Brasília, tornou-se um quadro comum entre os recém aprovados em concurso público ostentar dívidas que crescem como bola de neve”, ressalta Chad.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="1"> <br>*Nome fictício</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 17h05min</font></p>
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		<title><![CDATA[QUEBRANDO A ROTINA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=99049</link>
		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 11:30:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img style="width: 92px; height: 116px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/76d3bf56f94b4cd6de9d3e98cf83c9a9.jpg"><font size="1">CRÔNICA</font></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">LUCIANA ASSUNÇÃO (*)</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>lulupisces.blogspot.com</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="4"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="4">O TITEREIRO CARNAVAL</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Reza a lenda que eu nasci num sábado de Carnaval. Meu pai deixou minha mãe parindo no hospital e foi pular com os meus outros cinco irmãos + minha tia Leila na matinê do Minas Brasília Tênis Clube. Não sei quanto disso é fato ou ficção, mas eu posso imaginar a verdade nessa história. Sei que meu pai gostava de música e manifestações culturais diversas. Por isso, tenho certeza que ele me ofertou, do nosso breve encontro nessa existência, o amor pela dança e pela música. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Adoro carnaval mesmo quando acho que estou cansada demais para aguentar a folia. Quando digo que "nesse feriado eu vou para o mato, não quero nem saber dessa confusão", a afirmação é da boca para fora. Pois acabo dando um jeito de espiar os desfiles das Escolas de Samba. Pelo menos isso.</font> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">É interessante perceber que as células carnavalescas ficam dormentes durante um ano. Atravessam a corrente sanguínea sem manifestar sinal de vida. Mas basta uma fagulha de incitamento para que todas elas fervilhem e corram direto para o coração. Ali, começam a batucar e remexer aumentando a frequência cardíaca até o ponto de não pensar em mais nada além de sair atrás do bloco aos pulos. Cadê cansaço? Cadê preguiça? Cadê medo da multidão? <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Fevereiro é um mês bacana, pois reúne Iemanjá e Carnaval, mar e dança misturados. Não podia ter nascido em época mais a ver comigo. Quinta passada fui atingida pela tal fagullha espoleta. Assisti ao show da "Orquestra Popular Bomba do Hemetéreo". Presente que caiu no meu colo das mãos da minha sogra. Danou-se! Agora não consigo nem mais imaginar que eu não vou correr atrás do Galinho da Madrugada. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A trupe de Pernambuco arrasou na perfomance. Frevo, mangue beat, valsa, forró em arranjos entrelaçados de ficar pipocando na cadeira. O maestro, um louco divertido que não sabia se era palhaço ou acrobata. Diversão pura e o coração batucando, batucando, relembrando a Olinda pré-carnavalesca de um ano atrás... A gente se entortando nas ladeiras e esquinas acompanhando os trompetes. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Nunca vou me esquecer dessa emoção, da pulsação de Recife. Uma cidade horrorosa de alma arlequim. De energia colombina. Eu sabia que iria amar Pernambuco, mas não sabia que seria tanto e de tão de dentro. Devo ter sido recifense em outra encarnação. Passista, é claro. Afinal, quem quer ser um entediado nessa ou nas possíveis outras vidas que foram ou que vão vir? Eu hein! <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O Bomba do Hemetéreo arrastou a galera pra fora do teatro do CCBB. A cada ameaça de tocar "Vassourinhas" a galera urrava. Mas eles não tocaram não. Só gozaram da nossa cara, num genuíno espírito burlesco. Eu sai desembestada abandonando bolsa, sogra e marido pelas cadeiras. Não consigo pensar quando os genes carnavalescos acordam. Viro marionete à merce do titereiro Carnaval.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Curtam aí:</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><a href="%20http://www.youtube.com/watch?v=9yJwjPd7wQc&amp;feature=related"><span style="text-decoration: none; color: rgb(153, 51, 34);">http://www.youtube.com/watch?v=9yJwjPd7wQc&amp;feature=related</span></a></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="1">(*) Jornalista, publicitária e blogueira.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 09h30min</font></p>
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		</item>
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		<title><![CDATA[BB VIRA CAMPO DE GUERRA ENTRE PETISTAS]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=99065</link>
		<pubDate>Sat, 11 Feb 2012 23:30:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR VÂNIA CRISTINO E JOSIE JERONIMO</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O Banco do Brasil se tornou um campo de guerra. Grupos de várias tendências do PT, o partido da presidente Dilma Rousseff, estão se digladiando por espaço no comando da maior instituição financeira da América Latina. A batalha, que vinha sendo travada discretamente nos bastidores, ganhou os holofotes desde que o presidente do BB, Aldemir Bendine, decidiu promover uma ampla mudança entre os seus subordinados diretos. Por meio de uma única canetada, trocou 13 diretores. O problema é que tal atitude está custando caro ao Palácio do Planalto. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Um dos atingidos, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), decidiu boicotar a votação do principal projeto do governo na retomada dos trabalhos legislativos: o fundo de previdência dos servidores públicos. Dilma já havia declarado, por diversas vezes, que a definição de um teto para a aposentadoria do funcionalismo é vital para manter o equilíbrio das contas públicas. Maia, porém, se sentiu traído por ver dois de seus indicados para o BB perderem as funções. "O fogo amigo contra Bendini só tem aumentando. Mas ele conta com o total apoio do ministro da Fazenda, Guido Mantega", disse um assessor do Planalto.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A briga de Bendine com o PT é antiga. Logo que tomou posse, em abril de 2009, ele tratou de minar, aos poucos, a influência que o deputado Ricardo Berzoini, um dos expoentes do partido, tinha no banco. O parlamentar era responsável pela nomeação de vários diretores e vice-presidentes do BB. Mas, diante da necessidade de profissionalizar a gestão do banco, cujas ações vinham sendo castigadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&amp;FBovespa), Mantega deu carta branca para Bendine "despetizar" ao máximo o comando da instituição.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-weight: bold;">Ex-vice é investigado</span> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O tiroteio entre petistas pelo comando do Banco do Brasil começou a se intensificar em dezembro do ano passado, quando a diretoria da instituição pediu ao Conselho de Administração, que é presidido pelo secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, a exoneração de Allan Simões Toledo. Ele ocupava a vice-presidência de Atacado e Internacional do BB. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Na época, o Banco do Brasil não explicou os motivos e muitos acharam que era uma simples falta de sintonia de Simões com o presidente do banco. Descobriu-se, depois, que Toledo trabalhava abertamente para desestabilizar o chefe. Agora, existe a suspeita de que movimentações financeiras atípicas teriam sido detectadas em nome do ex-vice-presidente do BB pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do ministério da Fazenda encarregado de investigar atividades ligadas à lavagem de dinheiro. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Antes do afastamento de Toledo, quase que silenciosamente, Bendine havia feito uma grande mudança no BB. Em maio de 2010, conseguiu que o governo aprovasse a indicação de Ricardo Flores, então vice-presidente de Crédito da instituição, para a presidência da Previ, o poderoso fundo de pensão dos funcionários do banco. O novo cargo parecia um prêmio para Flores, mas a intenção era cortar o mal pela raiz. Ou seja, afastar um concorrente perigoso para o cargo de presidente do banco. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-weight: bold;">Lucro alto incomoda</span> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Sob fogo cruzado está também a estratégia de negócios do Banco do Brasil. Desde que ganhou o leilão para usar a estrutura dos Correios como banco postal, o BB passou claramente a direcionar para esse segmento os clientes de mais baixa renda, deixando suas agências mais desafogadas para tratar de quem realmente dá retorno: os clientes pessoas físicas de média e alta renda, assim como as empresas. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A partir do momento em que o Itaú comprou o Unibanco, no fim de 2008, o BB vem amargando um segundo lugar no ranking dos resultados das grandes instituições. A situação deve se repetir, mais uma vez, em relação ao ano passado. O gigante privado lucrou R$ 14,6 bilhões em 2011. O segundo lugar, até agora, ficou com o Bradesco, com R$ 11 bilhões. O balanço do BB será conhecido nos próximos dias. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Essa estratégia não agrada o PT, que tem como bandeira a inclusão bancária. O partido também não se sente confortável com o lucro crescente que vem sendo apresentado pelas instituições públicas, uma crítica frequente quando o partido ainda estava na oposição. No confronto com o banco, o jogo pesado vem da Câmara dos Deputados, uma vez que, no Senado, o líder do governo, José Pimentel (PT-CE) é considerado próximo do presidente do BB, Aldemir Bendine.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 21h30min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[EM AGENDA DA FAZENDA, NELSON BARBOSA ASSUMIRIA O MINISTÉRIO NA SEGUNDA-FEIRA, DIA 13]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=99015</link>
		<pubDate>Sat, 11 Feb 2012 13:44:47 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Segundo o Ministério da Fazenda, esse blogueiro é um "jornalista irresponsável". Pois o próprio Ministério da Fazenda divulgou, no início da noite de sexta-feira, quando a notícia sobre o pedido de demissão do ministro <font size="3"><span style="font-weight: bold;">Guido Mantega</span></font> (recusada pela presidente Dilma Rousseff) ainda estava repercutindo, que, na segunda-feira, 13 de fevereiro, a pasta seria comandada interinamente pelo secretário executivo <span style="font-weight: bold;">Nelson Barbosa</span>.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Com o impacto das informações dadas pelo <span style="font-weight: bold;">blog</span>, o Ministério da Fazenda tratou de mudar rapidamente a agenda, e <span style="font-weight: bold;">Guido Mantega</span> voltou a ser ministro.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Veja as duas agêndas oficiais abaixo. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>A primeira com <font size="3"><span style="font-weight: bold;">Nelson Barbosa</span></font> no comando do ministério. </font></p> <br> <br> <p><b><span style="color: navy; font-family: 'Arial','sans-serif';">Agenda do Ministro da Fazenda <br> <br>&nbsp;&nbsp;13/02/2012,  segunda-feira</span></b></p> <table class="MsoNormalTable" style="width: 90%;" width="90%" border="0" cellpadding="0" cellspacing="8"> <tbody> <tr style="height: 13.5pt;"> <td style="padding: 0.75pt; background: none repeat scroll 0% 0% silver; height: 13.5pt;"> <p class="MsoNormal"><b><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Ministro da Fazenda  em exercício, Nelson Barbosa</span></b><span style="font-size: 12pt;"></span></p></td></tr></tbody></table> <p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><span style="display: none;">&nbsp;</span></p> <table class="MsoNormalTable" style="width: 90%;" width="90%" border="0" cellpadding="0" cellspacing="8"> <tbody> <tr> <td style="padding: 0.75pt; background: none repeat scroll 0% 0% white;"> <p class="MsoNormal"><b><span style="font-size: 10pt; color: navy; font-family: 'Arial','sans-serif';">Embarque  para o Rio de Janeiro</span><span style="color: navy;"> <br></span></b><b><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: 'Arial','sans-serif';">Hora:</span>  </b><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: 'Arial','sans-serif';">12h30</span><span style="font-size: 12pt;"></span></p></td></tr> <tr> <td style="padding: 0.75pt; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(235, 235, 235);"> <p class="MsoNormal"><b><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: 'Arial','sans-serif';">Tarde  </span></b><b><span style="font-size: 10pt; color: navy; font-family: 'Arial','sans-serif';"> <br>Posse  da presidente da Petrobras – Maria das Graças Silva  Foster <br></span></b><b><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Hora<span style="color: black;">:</span></span></b><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: 'Arial','sans-serif';">  15h00<b> <br>Local:&nbsp;</b>Edifício Sede da Petrobras – Rio de Janeiro.</span><span style="font-size: 12pt;"></span></p></td></tr> <tr> <td style="padding: 0.75pt;"> <br></td></tr> <tr> <td style="padding: 0.75pt; background: none repeat scroll 0% 0% silver;"> <p class="MsoNormal"><b><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">CRSFN - Conselho de  Recursos do Sistema Financeiro Nacional</span></b> <span style="font-size: 12pt;"></span></p></td></tr> <tr> <td style="padding: 0.75pt; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(235, 235, 235);"> <p class="MsoNormal"><b><span style="font-size: 10pt; color: navy; font-family: 'Arial','sans-serif';"><a title="Pauta da 314ª Sessão de Julgamento (html - 11 Kb)" href="http://www4.bcb.gov.br/crsfn/Pautas/p20120213336.htm" target="_blank">Pauta  da 336ª Sessão de Julgamento&nbsp;</a> <br></span></b><b><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: 'Arial','sans-serif';">Hora:  </span></b><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: 'Arial','sans-serif';">10h00</span><b><span style="font-size: 10pt; color: navy; font-family: 'Arial','sans-serif';"> <br></span></b><b><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: 'Arial','sans-serif';">Local:  </span></b><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">1º  Subsolo (Auditório Dênio Nogueira), torre 4, do Edifício sede  <br>do Banco  Central do Brasil, no Setor Bancário Sul (SBS), <br>Quadra 3, Bloco B - Brasília  (DF). <br><b> <br>Pauta de julgamento:</b> <br><b><span style="color: navy;"><a href="http://www4.bcb.gov.br/crsfn/Pautas/p20120213336.htm" target="_blank">http://www4.bcb.gov.br/crsfn/Pautas/p20120213336.htm</a></span></b></span>  <span style="font-size: 12pt;"></span></p></td></tr></tbody></table> <br> <br> <br><p><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="2">A segunda, com <font style="font-weight: bold;" size="3">Guido Mantega</font> de volta à função.</font></p> <br> <p><b><span style="color: navy; font-family: 'Arial','sans-serif';"> Agenda do Ministro da Fazenda <br> <br>&nbsp;&nbsp;13/02/2012,  segunda-feira</span></b></p> <table class="MsoNormalTable" style="width: 90%;" width="90%" border="0" cellpadding="0" cellspacing="8"> <tbody> <tr style="height: 13.5pt;"> <td style="padding: 0.75pt; background: none repeat scroll 0% 0% silver; height: 13.5pt;"> <p class="MsoNormal"><b><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Ministro da Fazenda,  <span style="color: black;">Guido Mantega</span></span></b><span style="font-size: 12pt;"></span></p></td></tr></tbody></table> <p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><span style="display: none;">&nbsp;</span></p> <table class="MsoNormalTable" style="width: 90%;" width="90%" border="0" cellpadding="0" cellspacing="8"> <tbody> <tr> <td style="padding: 0.75pt; background: none repeat scroll 0% 0% white;"> <p class="MsoNormal"><b><span style="font-size: 10pt; color: navy; font-family: 'Arial','sans-serif';">Embarque  para o Rio de Janeiro</span><span style="color: navy;"> <br></span></b><b><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: 'Arial','sans-serif';">Hora:</span>  </b><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: 'Arial','sans-serif';">12h30</span><span style="font-size: 12pt;"></span></p></td></tr> <tr> <td style="padding: 0.75pt; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(235, 235, 235);"> <p class="MsoNormal"><b><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: 'Arial','sans-serif';">Tarde  </span></b><b><span style="font-size: 10pt; color: navy; font-family: 'Arial','sans-serif';"> <br>Posse  da presidente da Petrobras – Maria das Graças Silva  Foster <br></span></b><b><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">Hora<span style="color: black;">:</span></span></b><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: 'Arial','sans-serif';">  15h00<b> <br>Local:&nbsp;</b>Edifício Sede da Petrobras – Rio de Janeiro.</span><span style="font-size: 12pt;"></span></p></td></tr> <tr> <td style="padding: 0.75pt;"> <br></td></tr> <tr> <td style="padding: 0.75pt; background: none repeat scroll 0% 0% silver;"> <p class="MsoNormal"><b><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">CRSFN - Conselho de  Recursos do Sistema Financeiro Nacional</span></b> <span style="font-size: 12pt;"></span></p></td></tr> <tr> <td style="padding: 0.75pt; background: none repeat scroll 0% 0% rgb(235, 235, 235);"> <p class="MsoNormal"><b><span style="font-size: 10pt; color: navy; font-family: 'Arial','sans-serif';"><a title="Pauta da 314ª Sessão de Julgamento (html - 11 Kb)" href="http://www4.bcb.gov.br/crsfn/Pautas/p20120213336.htm" target="_blank">Pauta  da 336ª Sessão de Julgamento&nbsp;</a> <br></span></b><b><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: 'Arial','sans-serif';">Hora:  </span></b><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: 'Arial','sans-serif';">10h00</span><b><span style="font-size: 10pt; color: navy; font-family: 'Arial','sans-serif';"> <br></span></b><b><span style="font-size: 10pt; color: black; font-family: 'Arial','sans-serif';">Local:  </span></b><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Arial','sans-serif';">1º  Subsolo (Auditório Dênio Nogueira), torre 4, do Edifício sede  <br>do Banco  Central do Brasil, no Setor Bancário Sul (SBS), <br>Quadra 3, Bloco B - Brasília  (DF). <br><b> <br>Pauta de julgamento:</b> <br><b><span style="color: navy;"><a href="http://www4.bcb.gov.br/crsfn/Pautas/p20120213336.htm" target="_blank">http://www4.bcb.gov.br/crsfn/Pautas/p20120213336.htm</a></span></b></span>  <span style="font-size: 12pt;"></span></p></td></tr></tbody></table> <br> <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">É preciso dizer mais?</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 11h43min</font></p> <br> <br> <br> <br>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[REAÇÃO DO PLANALTO E DA FAZENDA MOSTRAM SINAIS DE DESESPERO]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=99009</link>
		<pubDate>Sat, 11 Feb 2012 01:37:42 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Foi uma avalanche a reação do governo em relação à nota publicada neste <span style="font-weight: bold;">blog</span>, de que ministro da Fazenda, Guido Mantega, pediu demissão do cargo à presidente Dilma Rousseff na última segunda-feira, mas ela não aceitou.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Tanto o Palácio quanto o Ministério da Fazenda trataram a divulgação da notícia "como irresponsabilidade", como se fosse conspiração. A verdade é: ao longo dos últimos dias, a informação foi checada com diferentes fontes do governo. E todas confirmaram a mesma versão.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O desespero em desmentir o que muita gente no governo sabe ser verdade mostra que o <span style="font-weight: bold;">blog</span> está no caminho certo. Mantega pode nem sair do governo. Mas que pediu para sair, pediu. E foi logo depois do almoço da última segunda-feira, dia 6 de fevereiro, no Palácio da Alvorada.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 23h35min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[MANTEGA PEDIU DEMISSÃO A DILMA, QUE, POR ENQUANTO, NÃO ACEITOU]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=98987</link>
		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 21:06:13 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O ministro da Fazenda, Guido Mantega, está com um pé fora do governo. Na última segunda-feira, dia 6, logo depois de um almoço de trabalho no Palácio da Alvorada, no qual foram discutidos os cortes do Orçamento de 2012, ele comunicou à presidente Dilma Rousseff o seu desejo de deixar o governo. Alegou um cansaço enorme, agravado pelo seu descontentamento com a dimensão tomada pela demissão de Luiz Felipe Denucci da presidência da Casa da Moeda, sob suspeita de corrupção.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Mantega fez um longo relato para a presidente do seu atual estado de espírito. Disse que já está há muito tempo no governo. Assumiu o Ministério do Planejamento em 2003, junto com o presidente Lula. Foi para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e, com a queda de Antonio Palocci, em 2006, assumiu a Fazenda, sob um tiroteio enorme do mercado financeiro.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Ao longo desse tempo, foi conquistando simpatia e respeito de banqueiros e de empresários. Teve papel determinante na definição das medidas econômicas que ajudaram o Brasil a sair mais rápido da crise de 2008 e 2009. Ajudou o presidente Lula a bombar a economia em 2010 e a eleger Dilma. Foi um dos primeiros nomes confirmados pela presidente eleita para a sua equipe.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Desde o fim do ano passado, porém, Mantega enfrenta um drama familiar. Sua mulher, Eliane Berger, está com câncer. Passou por um tratamento duríssimo nos últimos meses, o que obrigou o ministro a se afastar de Brasília. Por várias semanas, ele despachou na sede do Banco do Brasil, situada na Avenida Paulista.  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Mantega fez apenas uma ponderação a Dilma: que a sua saída do governo ocorra daqui a algumas semanas, para que não seja associada às denúncias de corrupção na Casa da Moeda.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Dilma ouviu todos os argumentos do ministro. Rebateu alguns pontos. E definiu: Mantega fica onde está. Pelo menos por enquanto. A presidente acredita que o descontentamento do ministro, que deseja voltar a dar consultorias em São Paulo, vai passar. Ela quer que ele termine o mandato a seu lado.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">No Ministério da Fazenda, a posição oficial é pelo silêncio total sobre o assunto. Nos bastidores, porém, não se fala em outra coisa. Até pelo estado de ânimo de Mantega.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 19h05min</font></p> <br> <br>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[NELSON BARBOSA AVALIA NOMES PARA A CASA DA MOEDA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=98763</link>
		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 18:38:24 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O ministro da Fazenda, Guido Mantega, delegou a seu secretário executivo, Nelson Barbosa, a missão de escolher os nomes dos futuros diretores da Casa da Moeda. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Mantega quer dividir responsabilidades. De posse dos selecionados por Barbosa, encaminhará as indicações para a Casa Civil, que, então, as apresentará a presidente Dilma Rousseff.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A presidente, no entanto, quer pressa. Quanto mais o ministro demorar para resolver as pendências da Casa da Moeda, mais o governo sofrerá desgate no Congresso.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Mantega, por sinal, teve um almoço secreto hoje. Fez segredo do compromisso até para assessores mais próximos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 16h36min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[AGORA, MANTEGA QUER FAZER UMA LIMPA NA CASA DA MOEDA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=98757</link>
		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 14:59:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		   <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Depois de ter o seu nome envolvido em denúncias de corrupção na Casa da Moeda e de manter um silêncio sobre o assunto, que custou caro do governo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, decidiu, agora, fazer um limpa no comando da estatal.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">   <br>Ele já está negociando com o Palácio do Planalto alterações em todas as diretorias da empresa. Não apenas na presidência que vinha sendo ocupada por Luiz Felipe Denucci, acusado de receber propina de US$ 25 milhões em contas em paraísos fiscais.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">   <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A meta de Mantega é definir os nomes para a Casa da Moeda ainda hoje, no máximo amanhã. Ele está desde cedo no Planalto, onde participa da reunião da Junta Orçamentária que havia sido adiada por causa da crise de hipertensão da ministra do Planejamento, Miriam Belchior.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">   <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Mantega deve entregar os nomes à Casa Civil, responsável por dar "um banho" nos indicados. Ou seja, verificar se eles têm a ficha limpa e se encaixam no perfil técnico que a presidente Dilma Rousseff quer para a diretoria da Casa da Moeda.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">   <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 12h57min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[DILMA MANDA E MANTEGA ROMPE O SILÊNCIO SOBRE A CASA DA MOEDA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=98639</link>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 16:12:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		  <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A presidente Dilma Rousseff teve que entrar com tudo no caso das suspeitas de corrupção na Casa da Moeda. Ela obrigou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a romper o silêncio que vinha mantedo há quase uma semana sobre o assunto.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Mantega deveria ter embarcado hoje para São Paulo, às 11 horas da manhã, conforme sua agenda divulgada oficialmente. Mas Dilma o chamou ao Palacio do Planalto e cobrou explicações sobre o noticiário da demissão de Luiz Felipe Denucci da Casa da Moeda. Depois de ouvir todas as argumentações do ministro, ela o obrigou a falar com a imprensa e dar a sua versão sobre os fatos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Dilma disse a Mantega que o silêncio dele estava alimentando uma nuvem de suspeitas sobre o ministério e que isso era inaceitável, sobretudo pelo fato de a pasta ser o coração do governo, de onde saem todas as medidas econômicas.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Na visão da presidente, se Mantega não tinha nenhuma culpa no cartório sobre as acusações de que Denucci havia recebido US$ 25 milhões de um fornecedor da estatal em duas contas bancárias em um paraíso fiscal, que desse a cara a tapa.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O maior temor de Dilma é que, logo na reabertura dos trabalhos do Congresso, o governo tenha que enfrentar o desgaste de mais denúncias de corrupção, desta vez envolvendo o chefe da Fazenda, o homem que tem as chaves do cofre. A presidente ficou particularmente preocupada, devido às declarações de líderes do PMDB que seriam favoráveis à convocação de seu ministro ao Legislativo, aliando-se à oposição.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Na porta do Ministério da Fazenda, Mantega jogou toda a culpa pela nomeação de Denucci para o PTB, partido que, agora, cobra explicações do ministro sobre os possíveis malfeitos do executivo.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Apesar de ter feito o que Dilma mandou, nada indica que Mantega conseguiu encerrar a confusão na qual está metendo o governo. Muito água ainda vai rolar por debaixo dessa ponte de suspeitas. Alimentadas, por sinal, pelo longo silêncio do ministro.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 14h10min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[O QUE TEME MANTEGA?]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=98586</link>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 20:37:36 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Sinceramente, está ficando cada vez mais estranho o silêncio do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a demissão de Luiz Felipe Denucci da presidência da Casa da Moeda por suspeita de corrupção.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Desde a última segunda-feira, quando o cartão vermelho de Denucci se tornou público, Mantega vem sendo cobrado. Afinal, ele era o chefe do ex-presidente da estatal. Mas até agora, nada. O ministro está fugindo do assunto como o diabo da cruz. Não à toa, todo mundo está perguntando sobre os motivos de Mantega se manter na moita. O que tanto ele teme?</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Há pouco, por meio de sua assessoria de imprensa, Mantega soltou a seguinte nota: "Em face de reportagens publicadas na imprensa nos últimos dias relacionadas à Casa da Moeda, o Ministério da Fazenda decidiu instaurar comissão de sindicância investigativa para apurar as informações mencionadas".</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Ou seja, o ministro demorou tanto para não dizer nada. Será que a sindicância mostrará que ele já sabia, há tempos, das denúncias contra Denucci e nada fez? Não se pode esquecer que a cabeça de Denucci só rolou depois que a <span style="font-style: italic;">Folha de S. Paulo</span> informou ao Ministério da Fazenda que estava apurando as suspeitas de corrupção na Casa da Moeda.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Com a palavra, Mantega.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 18h35min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[A PRAGA DOS JUROS]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=98531</link>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 12:30:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/7f042b9088c73b4ff441f895e0724cb4.jpg"></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR VICTOR MARTINS E VÂNIA CRISTINO</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Ao longo de quase duas décadas, a qualquer espirro na economia mundial, o Brasil era obrigado a dobrar ou mesmo triplicar as taxas de juros da noite para o dia para evitar uma fuga em massa de investidores estrangeiros do país. Por trás desse ato de desespero, o medo de uma crise cambial. Mas, por mais agressivo que fosse o Banco Central, o Brasil acabava ficando de joelhos. E o enredo era sempre o mesmo: pedir socorro ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e enfrentar uma recessão, com queda no consumo, na produção industrial e nos investimentos. O saldo final foram anos e anos de atraso no desenvolvimento econômico e um desemprego crônico. Em vez de ajudar, a praga dos juros altos só agravava os problemas.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">É verdade que, nos últimos anos, com a consolidação da estabilidade, o país passou a testar juros menores. Há, por sinal, no BC, a determinação de se buscar uma taxa básica (Selic) de um dígito, provavelmente de 9% ao ano ante os 10,50% atuais. Se concretizada, porém, a missão liderada por Alexandre Tombini não livrará o Brasil de um recorde que envergonha a todos há tanto tempo: o de campeão mundial dos juros altos. Quando descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses, de 5,3%, a taxa real está em 4,9%, o dobro do segundo colocado, a Hungria, com 2,8%. “O setor produtivo é o mais prejudicado. Além dos juros altos, as empresas são obrigadas a conviver com um câmbio desfavorável, com impostos elevadíssimos, infraestrutura precária e uma legislação trabalhista totalmente defasada”, diz o economista Claudio Porto, presidente da Consultoria Macroplan.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/49516ee631f8a59d9352c507248e8516.jpg"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="1">Foto: Marcelo Ferreira/ D.A. Press</font> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Os consumidores se viram como podem para conviver com tamanha aberração: comprar a prazo ou tomar empréstimos pode significar juros de mais de 200% ao ano. O jeito tem sido olhar para o valor das prestações e conferir se elas cabem no orçamento doméstico. O problema, diz o economista Carlos Thadeu Filho, da Flanklin Templenton, é que, de dívida em dívida, os consumidores estão passando da conta e o risco é de uma onda de calote tomar conta do país — quase a metade da renda das famílias, 45%, está comprometida com débitos. Para o corretor Paulo Roberto Honorato, 48 anos, não fossem as parcelas a perder de vista, ele não teria condições de comprar tudo o que tem hoje.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">No mês passado, ele satisfez o desejo de levar para casa um carro zero-quilômetro. Parcelou em 48 vezes a juros de 0,99% ao mês, o que considerou uma pechincha. “Anos atrás, jamais conseguiria obter tais condições. Além de os encargos serem muito maiores, os prazos de pagamento eram menores. Por conta disso, sempre tive de comprar carros com muitos anos de uso”, conta. “E, mesmo assim, com a ajuda da minha mãe e poupando muito”, acrescenta. A comerciante Maria Iraneida Moraes Barros, 56, nem quer se lembrar das dificuldades do passado para comprar a prazo. “Duas décadas atrás, era tudo muito difícil. Era dinheiro na mão ou não tinha negócio. Para piorar, como vendo carnes, houve um tempo em que o produto sumiu do mercado”, ressalta.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O economista Carlos Kawall, do Banco Safra, resume bem o passado descrito por Maria Iraneida: “Era um outro mundo. De 1994 para cá, com a edição do Plano Real, a economia evoluiu bastante. Mas ainda falta muito para termos um quadro mais tranquilo. O país precisa cuidar da questão da competitividade da indústria e do aumento da produtividade. Precisamos transformar o que ficou bom em ótimo”, observa. Para ele, o Brasil tem de criar as condições necessárias para baixar ainda mais os juros e impulsionar, de maneira mais sustentada, o setor produtivo e os investimentos. “Mas não dá para reduzir juros na canetada. A inflação está sempre à espreita”, explica Nicola Tingas, economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi).</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos é taxativo: “Juros baixos dependem de uma agenda de reformas que reduzam os encargos sobre as empresas e incentivem a poupança e o investimento, o que permitirá ao país crescer sem gargalos e amarras”, argumenta. Ele observa que, para o Brasil ter taxa de juros civilizada, a inflação deve girar entre 2% e 3% ao ano. Mas, olhando para 2020, a despeito dos esforços que possam ser empreendidos, a economia brasileira tenderá a conviver com um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao redor de 5% anuais.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A taxa de juros, segundo essas mesmas previsões, deve cair a um dígito ainda este ano. Porém, será elevada no início de 2013 e só voltará para um patamar inferior a 10% a partir de 2017. “A estrada será longa até chegarmos a juros ideais, que combine inflação sob controle e crescimento econômico acima de 5% ao ano”, afirma o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 10h30min</font></p>
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		<title><![CDATA[TORMENTO DA INFLAÇÃO]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=98540</link>
		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 12:30:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/7f042b9088c73b4ff441f895e0724cb4.jpg"></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR VICTOR MARTINS</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O servidor público Américo Santos, 61 anos, sente que viveu em dois países diferentes sem ter saído do Brasil. O primeiro acabou para ele em 1994, com o nascimento do Plano Real e o fim da inflação descontrolada. O segundo, surgido da estabilização da economia, é considerado por ele um céu de brigadeiro, que abriga um futuro promissor para os filhos e netos, e uma aposentadoria sem sobressaltos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Santos sobreviveu a um Brasil onde ser milionário não era significado de riqueza. Seu salário saiu de 156 mil cruzeiros, em maio de 1983, para 2,2 milhões de cruzeiros, em dezembro de 1985 — 1.300% de reajuste, fruto de uma correção monetária necessária para que ele mantivesse o poder de compra. “Eu até posso dizer que era um milionário, pois recebia milhões em salário”, conta. “Mas dinheiro naquela época não valia nada.”</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Daqueles tempos, Santos não sente a menor saudade. “Era um tormento. Muitas vezes, o dinheiro nem dava para comprar comida, tamanha era a velocidade das remarcações de preços nos supermercados. Felizmente, meus filhos não terão de passar por nada parecido. Muito menos a minha neta, Maria Giulia, 3 anos. Creio que, quando ela tiver 20 anos, o Brasil será muito melhor do que o de hoje”, diz.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Aos 19 anos, Ilana, filha de Santos, não tem a dimensão exata das palavras do pai. Ela faz parte da geração que cresceu em um Brasil estável, que não admite a possibilidade de ir a uma loja um dia depois de pesquisar o preço de um produto e descobrir que ele foi reajustado. “Seria loucura”, afirma. A jovem se sente motivada com o que os economistas chamam de previsibilidade, a possibilidade de planejar o futuro. Mas ressalva: “Vejo um Brasil melhor, que ainda está longe de ser o país ideal. O controle da inflação foi apenas uma das conquistas. Outras precisam vir, como o fim das desigualdades”.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Recém-ingressa no curso de ciências contábeis da Universidade de Brasília (UnB), Ilana aprenderá na teoria aquilo que os pais sentiram na pele e no bolso, sobretudo nos anos 1980 e 1990, quando vários planos econômicos fracassaram sem que o país se livrasse da hiperinflação. A estudante também perceberá que, mesmo tirando proveito da estabilidade consolidada nos últimos 17 anos, o Brasil está longe de respirar tranquilo com os índices de preços. As taxas atuais — 6,5% no acumulado de 2011 — permanecem entre as maiores do planeta.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/895d08a336f9a01307537ccbc58c7846.jpg"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="1">Foto: Marcelo Ferreira</font> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Professor da UnB, o economista Roberto Piscitelli é taxativo: “A inflação se tornou uma obsessão para os brasileiros, porque foi uma experiência única no mundo. Não encontraremos nenhum país que, durante praticamente 40 anos, conviveu com a carestia como fizemos. Nenhuma outra nação deve ter criado tantos mecanismos e tecnologia para corrigir preços”. Por isso, recomenda ele, passada a primeira fase da estabilização econômica, o país precisa aprofundar o debate e levar a inflação para o nível de economias mais maduras e civilizadas — entre 2% e 3% ao ano.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A depender do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, essa discussão se aprofundará. Ele admite que, no estágio alcançado pela economia brasileira, a sexta maior do mundo, não haverá espaço para uma meta de inflação de 4,5% ao ano, com possibilidade de oscilar dois pontos para cima (6,5%) ou para baixo (2,5%). Treze anos depois de adotado esse regime, o país continua ostentando a maior taxa a ser perseguida pela autoridade monetária. Na visão de Tombini, ao longo dos próximos anos, o país terá de estipular metas menores, com intervalos de variação mais exíguos. Esse será o preço definitivo a ser pago para que o Brasil enterre de vez um passado que, no máximo, deve ficar restrito aos livros de história.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O problema de uma meta de inflação tão elevada é que, na prática, ela acaba funcionando como um piso das expectativas e vem sempre acompanhada de um prêmio de risco. Assim, defende Ilan Goldfajn, economista do Itaú Unibanco, será preciso coragem para buscar inflação menor, o que vai além dos desejos do BC. Trata-se de um projeto de governo, que passa pelo equilíbrio definitivo das contas públicas. Ao se engajar definitivamente na busca por uma inflação de Primeiro Mundo, o país também poderá se livrar de outra mazela: a indexação da economia. Como os índices são altos, todo mundo quer manter a correção dos contratos pela inflação passada. É uma bola de neve sem precedentes no planeta.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Enquanto o Brasil tenta ampliar as conquistas das últimas duas décadas, a juventude pode ao menos sonhar com um futuro sem sustos e de muitas oportunidades. O casal de namorados Rafael Oliveira e Juliane Carvalho, ambos de 19 anos, acredita que, nos próximos 20 anos, construirá uma sólida carreira profissional. E, melhor, sem ter de transpor as barreiras que seus pais tiveram de enfrentar. “Não vou desperdiçar o que a vida me oferecer”, garante Rafael.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 10h30min</font></p>
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		<title><![CDATA[RECURSOS NADA FÁCEIS]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=98471</link>
		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 17:30:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img style="width: 568px; height: 50px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/7f042b9088c73b4ff441f895e0724cb4.jpg"></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR MÁRCIO PACELLI E JORGE FREITAS</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A escassez de recursos para tocar investimentos em infraestrutura ainda atormentará o Brasil por muitos anos. E uma das saídas para amenizar esse quadro está na expansão do mercado de capitais brasileiro. Em 2007, antes do estouro da bolha imobiliária norte-americana, as empresas captaram R$ 157,5 bilhões por meio, principalmente, da emissão de ações e de debêntures. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">De lá para cá, no entanto, muitas portas se fecharam devido à desconfiança global. A torcida é para que, daqui por diante, prevaleça os bons fundamentos macroeconômicos do país e os investidores renovem o apetite pelo risco. “Sem dúvida, vivemos nosso melhor momento. Temos reservas cambiais de US$ 350 bilhões, volume superior ao total da dívida externa. Ou seja, somos credores internacionais, o que deixa a economia menos suscetível a crises internacionais”, destaca a professora Margarida Gutierrez, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/805d3b7d529528982ea3c334d9eaa70d.jpg"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="1">Foto: Breno Fortes/ D.A. Press</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Ninguém de bom senso vê como factível vencer dificuldades seculares num passe de mágica. Mas a criatividade brasileira e a habilidade para adaptações costumam surpreender. “Por aqui, sempre se dá um jeito. O Brasil arranja soluções próprias até mesmo para a defasagem educacional e a escassez de mão de obra qualificada”, lembra Patrícia Bentes, vice-presidente do Banco Bracce, especializado em projetos voltados para a infraestrutura. “O bom do planejamento é colher resultados coesos lá na frente. Mas, por outro lado, o Brasil consegue se ajustar às mudanças a curto prazo, coisa que os europeus já não fazem, em razão de sua cultura de organização”, compara.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Se há vantagens nessa versatilidade de quem deixou tudo para a última hora, o mesmo não vale para o hoje intransponível obstáculo das reformas estruturais da economia, como a tributária e a trabalhista. Nesses quesitos, lembra Patrícia, o Brasil ainda patina e afasta negócios. É a conhecida corrida de obstáculos que atravanca a produção, ou o velho custo Brasil, tão denunciado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) há décadas.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 15h30min</font></p>
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		<title><![CDATA[BRASILEIROS EXIGEM QUE PAÍS FUNCIONE]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=98490</link>
		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 14:30:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br><img style="width: 567px; height: 50px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/7f042b9088c73b4ff441f895e0724cb4.jpg"> <br> <br><font size="3"><br style="font-weight: bold;"></font><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR MÁRCIO PACELLI E JORGE FREITAS</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O Brasil cresceu, em média, 4,4% nos últimos oito anos, distribuiu renda e engrossou a classe média em quase uma Argentina com 40 milhões de habitantes. Mas para o servente de pedreiro Luiz Matias, 62 anos, algo de muito errado está acontecendo. Ele não vê os investimentos necessários do governo e do setor privado para que o país dê o mínimo de dignidade aos mais pobres dos cidadãos. “Sinceramente, se o futuro chegou, ainda não me deparei com ele”, diz. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">As palavras de Matias podem até conter um certo exagero. Mas refletem o cansaço de suas brigas para ter acesso a um serviço básico – energia elétrica – de qualidade em pleno ano de 2012. Com endereço fixo a apenas 25 quilômetros do Palácio do Planalto, ele reclama da constante falta de luz. A mais recente delas durou seis dias e o resultado foram cinco quilos de carne apodrecidos na geladeira. “Minha compra do mês foi para o lixo”, diz o piauiense, morador de um loteamento em Ceilândia. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Como ele, milhões de brasileiros, de todas as classes sociais, são vítimas do descaso e da incapacidade do país de tirar do papel obras que garantam energia elétrica 24 horas por dia. Em 2011, justamente pelos frutos do crescimento econômico, o Brasil passou o maior tempo no escuro – foram 20 horas de apagão. Não à toa, o sinal de alerta dos especialistas foi ligado. Eles indagam: se o país com os maiores recursos hídricos do planeta não conseguiu, até agora, mesmo com toda a propaganda governamental, universalizar o fornecimento de energia elétrica e evitar transtornos à população, conseguirá dar conta de realizar dois dos maiores eventos esportivos do mundo, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 sem passar por vexames?</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/e2de039c2c1e18ed4b7dd6041538af19.jpg"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="1">Foto: Marcelo Ferreira/ D.A. Press</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Apesar do temor de fracasso, a maior parte dos analistas prefere dar um voto de confiança. Mas assinalam que os investimentos pelos quais o Brasil tanto anseia vão além dos eventos esportivos. O país precisa recuperar o atraso dos últimos 20 anos em áreas vitais, de estradas a aeroportos. “País desenvolvido é aquele que consegue transferir a renda para seus cidadãos e garantir serviços públicos de qualidade. É preciso transportar o sucesso econômico para o bem-estar da sociedade”, alerta Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). “Somos grandes, mas ainda injustos, inclusive no que se refere à reversão dos impostos pagos pela sociedade em forma de bons serviços”, endossa a professora Margarida Gutierrez, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Não há dúvidas de que as cobranças são por aeroportos modernos e distantes do caos que se viu nos últimos anos e estradas bem pavimentadas e sinalizadas. O consumidor quer ainda internet veloz de verdade. Exige tarifa barata para o telefone e não admite mais os caladões. O Brasil pujante que desponta como potência econômica também precisa superar carências de serviços básicos, como água e esgoto tratados. Só recentemente, os investimentos em saneamento começaram a ganhar vulto — passaram de R$ 3,5 bilhões para quase R$ 8 bilhões entre 2003 e 2010. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A expectativa é grande. Apesar de ainda ser um país de extremos, o Brasil tende a tornar um dos maiores polos de produção e exportação de petróleo graças à tecnologia de prospecção nas águas ultraprofundas do pré-sal. A Abdib calcula que o Brasil está recebendo investimentos de quase R$ 150 bilhões ao ano em áreas como transportes, petróleo, energia elétrica, telecomunicações e saneamento. Contudo, diante dos anos de atraso, essa cifra não tem sido suficientes para atender às necessidades do país. O ideal seria elevar os gastos a R$ 200 bilhões anuais, estima Paulo Godoy. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Tal insuficiência pode ser medida pela taxa de investimento, que não passa dos 20% do Produto Interno Bruto (PIB). Os emergentes asiáticos aplicam mais que o dobro. Na China, 40% de todas as riquezas acumulada anualmente vão para obras e novos projetos. Na Índia, são 32%. A média mundial gira em torno de 23%, informa a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O problema brasileiro ainda é de onde tirar dinheiro para financiar o progresso. Ao contrário dos orientais, por aqui governo e cidadão não têm tradição de economizar. A taxa de poupança interna gira em torno de 19% do PIB. E quando não se tem recursos para bancar o próprio crescimento, o risco é a dependência de investimentos externos, que tendem a secar em tempos de crise. Nas turbulências de 2008 e 2009, a falta de verbas foi compensada, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mas, para isso, o Tesouro Nacional teve de se endividar em mais de R$ 300 bilhões para capitalizar a instituição. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">“Que Deus olhe por nós”, pede a vendedora Alcinda Pereira de Almeirda, 37 anos. Para ela, já passou da hora de o governo fazer o possível e o impossível para atender as necessidades dos trabalhadores. O que Alcinda mais quer é, sempre que possível, deixar a modesta casa às margens da DF-095, e visitar, de avião, a família no Piauí. “Sei dos constantes atrasos nos aeroportos do país. Já sofri com eles. Mas não vou desistir”, avisa.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 12h30min</font></p>
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		<title><![CDATA[AS MARCAS DA LENTIDÃO]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=98470</link>
		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 12:30:00 GMT</pubDate>
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		 <br><img style="width: 575px; height: 50px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/7f042b9088c73b4ff441f895e0724cb4.jpg"> <br> <br> <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR SÍLVIO RIBAS E JORGE FREITAS</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O maranhense José Augusto Carvalho, 45 anos, mal sabe o que é privatização. Ainda que busque pela memória, o pintor de paredes, daqueles que se preocupam com cada detalhe do trabalho a ser entregue a seus clientes, não se lembra do nome de nenhuma das empresas que, nas últimas duas décadas, foram vendidas pelo governo ao setor privado. Mas há um ponto sobre o qual Carvalho é enfático e faz questão de opinar: a qualidade das estradas brasileiras. “São ruins demais. Se o governo não dá conta de mantê-las em bom estado, que transfira essa responsabilidade para alguém. O que não pode é continuarmos com essa situação. Tantos buracos, que provocam tantos acidentes fatais”, diz. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O pintor tem razões de sobras para reclamar, mesmo estando longe de entender como funciona o sistema de concessão de estradas e rodovias à iniciativa privada. Chova ou faça sol, lá está ele, toda manhã, pegando o seu carro – o primeiro da família – para ir ao trabalho e garantir o sustento da mulher, Adriana, 35, e da filha, Júlia, 6. “Sou totalmente dependente do meu automóvel. Preciso me deslocar por todo o Distrito Federal e pelo Goiás”, relata o morador da Vila Estrutural, um dos bairros mais pobres da capital do país. A preocupação de Carvalho cresce porque ele ainda está pagando as 30 prestações do seu sonho sobre rodas. Quebrá-lo em uma vala qualquer lhe custará muito caro. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">As vendas recordes de carros novos em 2011 só agigantam as percepções do pintor de paredes como tornam urgente o desafio da infraestrutura rodoviária do Brasil, que, até 2020, deverá ser o terceiro maior produtor de automóveis do mundo. Menos de 20% das estradas são pavimentadas e, pelos cálculos da Confederação Nacional do Transporte (CNT), 24,9 mil quilômetros, 27% do total asfaltado, estão em situação crítica. “Se faltar investimento, os sistemas de transportes rodoviários entrarão em colapso”, alerta o diretor executivo da entidade, Bruno Batista. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Mudar essa realidade só depende de vontade política e da maior eficiência do governo. “Até a China está disposta a investir bilhões de dólares na logística do Brasil. O problema é que os investidores não enxergam regras seguras para isso”, afirma Batista. “Os projetos previstos para os próximos 10 anos serão, porém, cruciais para o país avançar sem sustos”, acrescenta Guilherme Floriani, analista de infraestrutura do Ministério de Minas e Energia.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/066d22babf10dd446b34f3a938847d09.jpg"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="1">Foto: Breno Fortes/ D.A. Press</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O consenso é claro: a tarefa de reduzir custos de transporte e riscos à vida é do Estado, que há cinco anos tenta recolocar nos trilhos a agenda perdida dos investimentos em infraestrutura. A meta é superar os constrangimentos trazidos pelo crescimento econômico. E graças às concessões de rodovias, ferrovias e aeroportos previstas para este ano, além de leilões do sistema elétrico, a expectativa é de que 2012 seja o marco da retomada das privatizações que o maranhense José Augusto Carvalho não sabe o que, mas não tem dúvidas do quanto elas são importantes para o país.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Obras em portos e hidrelétricas são, contudo, as melhores vitrines do esforço federal para superar gargalos óbvios. É o caso da Hidrelétrica de Belo Monte (PA), que custará R$ 19 bilhões. O problema, destacam os especialistas, é que tais iniciativas são acanhadas diante das necessidades do país, as regras são instáveis e há uma concentração dos esforços nas mãos da União, financiando ou liderando os projetos, sem dar espaço mais relevante ao capital privado.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, defende para a logística uma abertura igual ao que teve a telefonia, privatizada nos anos 1990. “O ranço ideológico do governo não dá chance de o investimento privado imprimir a velocidade exigida pelo momento”, critica. Os números da telefonia celular impressionam. O Brasil fechou 2011 com recorde de habilitações, 39,3 milhões, alta de 19,36% sobre 2010. São 242,2 milhões de celulares ativos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">As telecomunicações colecionam progressos que se aceleram junto com o aumento da renda. O lar da dona de casa Cristina Raquel Dinis Lopes, 43 anos, é um dos 12,74 milhões com tevê por assinatura. A televisão LCD de 32 polegadas que ganhou do marido no dia das mães é a diversão dos filhos Marcos Kevin, 10, e Bianca Caroline, 9. “Eles adoram os desenhos”, conta Cristina. Números da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que a tevê paga registrou, em 2011, o maior crescimento dos últimos seis anos – 30,45% ou 2,97 milhões novos assinantes.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Como planejador e indutor, o Estado tem papel estratégico. Prova disso foi o sucesso, reconhecido no exterior, da política brasileira para enfrentar as recentes crises mundiais, anota o economista Claudio Porto, presidente da consultoria Macroplan. Os bancos públicos, em particular, tiveram papel decisivo para manter os níveis de crédito ao consumo e à produção. À&nbsp; infraestrutura, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prevê desembolso de R$ 52 bilhões ao longo deste ano.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">“Apesar das inúmeras oportunidades, são grandes as chances de atrasos em vários projetos”, pondera Hugo Tadeu, professor de logística da Fundação Dom Cabral (FDC). Para ele, permanecerão por anos as cenas de todo fim de ano, com estradas fechadas por quedas de barreiras, aeroportos saturados e filas de caminhões para descarregar nos portos. Ele ressalta que o Estado não só regula a atividade econômica, mas também é dono direto e indireto de grandes e pequenos negócios, sem falar da influência sobre fundos de pensão de estatais, principais investidores do mercado de capitais. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Com isso, o capitalismo à brasileira interfere até na gestão privada. Cerca de 680 empresas de todos os setores têm alguma participação ou influência do Palácio do Planalto. O apetite do Estado-empresário ganhou força no governo Lula e continua com Dilma Rousseff. Nos nove anos da gestão petista, foram criadas várias estatais e recriadas outras, como a Telebrás.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 10h30min</font></p> <br> <br>
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		<title><![CDATA["A SOCIEDADE ESTÁ VIGILANTE"]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=98488</link>
		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 22:30:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img style="width: 572px; height: 50px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/7f042b9088c73b4ff441f895e0724cb4.jpg"></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR VICENTE NUNES</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br>O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, deposita toda confiança na sociedade de que não haverá retrocesso no Brasil. Para ele, com instituições fortes e um sistema democrático consolidado, o país manterá intactas as conquistas das últimas duas décadas e garantirá que as aspirações da maior parte da população serão atendidas. “A sociedade está vigilante e sabe separar o que serve e o que não serve para evitar retrocessos”, afirma. Na sua avaliação, o fato de o Brasil alcançar o posto de sexta maior economia do mundo não foi por acaso. “Chegamos aqui por nossas virtudes. Até outro dia, o jargão era o seguinte: se o mundo pega resfriado, o Brasil pega pneumonia. Agora, somos o contraponto para enfrentar a epidemia”, acrescenta. Trabuco acredita que há, sim, condições concretas para que o país atinja renda per capita de Primeiro Mundo nos próximos dez anos e que as injustiças sociais e o atraso, como a corrupção, fiquem restritas ao passado. Ele admite que o mundo ainda viverá momentos difíceis nos próximos meses e anos, com recessão e desemprego em alta, frutos da crise europeia. Mas garante que, quando o pior passar, o Brasil terá condições de tirar proveito da retomada do crescimento global. Por isso, esse é o momento de o país ampliar a sua competitividade, de assumir um novo patamar na economia global. A seguir, os principais trechos da entrevista que o presidente do Bradesco concedeu ao <span style="font-weight: bold;">Correio Braziliense</span>.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/19526e34c35797e1fca1c45550b1ca24.jpg"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="1">Foto: Iano Andrade/ D.A. Press</font> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Nos últimos 20 anos, o Brasil passou por transformações importantíssimas: abertura comercial, privatização, controle da inflação, lei de responsabilidade fiscal. Mas ainda há muito por fazer. Na sua opinião, há risco de as conquistas ficarem no meio do caminho. O que é preciso para que os avanços se mantenham?</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Uma agenda considerável de pendências já ficou para trás. Dívida externa, correção monetária, hiperinflação, múltiplas moedas, desemprego crônico, exclusão social, câmbio fixo. Não é pequena a lista de desafios superados. A remoção desses problemas foi difícil, houve muitos percalços. Isso exigiu pactuação, muita negociação e bom senso entre entes públicos e privados, trabalhadores e empresários. A opção pela modernização da sociedade brasileira é um processo. A sociedade está vigilante e sabe separar o que serve e o que não serve para evitar retrocessos. O governo é preparado e as instituições funcionam. Num ambiente de democracia plena, as condições de avanço são maiores.</font> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="font-weight: bold;" size="2">Os últimos indicadores apontam o Brasil como a sexta maior economia do planeta. Mas o país está longe de ter padrão de vida de Primeiro Mundo. As desigualdades sociais permanecem gritantes. É possível imaginar uma qualidade de vida parecida como a que se vê nos Estados Unidos e na Europa?</font> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A divulgação desse dado veio acompanhada da tese de que nós melhoramos porque os outros pioraram. O engraçado é que, até outro dia, o jargão era o seguinte: se o mundo pega resfriado, o Brasil pega pneumonia. Agora, somos o contraponto para o mundo enfrentar a epidemia. Ao contrário dessa provocação, chegamos até aqui por nossas virtudes. Temos uma economia equilibrada e boa blindagem em caso de crise externa. Temos imenso orgulho dessa posição. É claro, há imensos desafios pela frente. Precisamos melhorar o PIB per capita, avançar na educação, na inovação, na produtividade. Mas chegar a essa posição no ranking não é pouca coisa. É o indicativo de que criamos condições para superar o atraso e as injustiças sociais. A elevação da qualidade de vida da população pode ser acompanhada todos os dias. O índice de miséria era de mais de 20% há cerca de 20 anos; hoje está abaixo de 10%. Há um processo evolutivo captado pelas estatísticas. Outra vantagem é que o Brasil é um país que responde a estímulos de forma rápida. As pessoas têm perspectiva de emprego. Vivemos na fronteira do pleno emprego. Nosso maior desafio é chegar ao padrão de vida dos países maduros. As condições estão dadas.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="font-weight: bold;" size="2">Estamos entrando em 2012 com muitas dúvidas, que embaçam o futuro do país. A inflação se mantém resistente e longe do centro da meta. O Banco Central já avisou que pode subir os juros em 2013 e os prenúncios são de estagnação da economia mundial por pelo menos cinco anos. Isso não atrapalha o desenvolvimento brasileiro? Por que ainda continuamos tão vulneráveis do ponto de vista econômico?</font> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">No que depende do Brasil, seguimos o rumo apontado pelo governo da presidenta Dilma, que tem sabido liderar o enfrentamento contra os efeitos da crise. Não é um caminho suave, em linha reta. Mas nos saímos bem e não estamos sucumbindo às incertezas dos países centrais. A estagnação vem sendo combatida com estímulos à atividade. A fragilidade do Brasil é bem menor do que nas crises anteriores. As reservas cambiais e os depósitos compulsórios nos dão lastro. Por definição, cenário econômico é um exercício de incertezas e probabilidades. Por conta da crise da Zona do Euro, até analistas experientes perderam um pouco as referências. É um evento extraordinário, mas acho que já vimos coisas piores, ou da mesma magnitude. O que tenho claro para mim é que não tem cenário do tipo ‘apocalipse now’. Haverá distribuição de prejuízos, recessão e desemprego. Enfim, um ajuste severo, como tantos outros, quando se gasta mais do que se tem, por muito tempo. E esse não é o nosso caso. O Brasil, como fica? Vai ficar bem, se fortalecendo, crescendo e investindo. Será uma janela importante para quando a economia global voltar a crescer. Aí teremos de estar prontos e competitivos para assumir um novo padrão de participação na economia global.</font> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">O governo Dilma foi obrigado a botar um pé no freio dos investimentos públicos em seu primeiro ano. A justificativa foi a necessidade de se colocar as contas em ordem. Quanto esse atraso custará ao país? Será possível tocar, no tempo adequado, as obras que o Brasil precisa para crescer de forma sustentada e para não fazer feio na Copa do Mundo e nas Olimpíadas? O setor privado está preparado para complementar os investimentos necessários?</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Li no noticiário que o estádio do Itaquerão ficará pronto com meses de antecipação. Há pouquíssimo tempo, o que se dizia é que São Paulo corria risco de ficar fora da Copa pelo atraso das obras. Em fevereiro, haverá leilão de três grandes aeroportos. Algumas obras estão atrasadas, outras adiantadas. Temos excelência em tecnologia, trabalhadores motivados e conhecimento técnico. Vamos entregar tudo no momento certo. O Brasil quase sempre nos reserva surpresas positivas.</font> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="font-weight: bold;" size="2">Por mais que o governo diga o contrário, quando olhamos a evolução do PIB nos últimos anos, percebemos como o crescimento da economia é de altos e baixos. A impressão que fica é que ainda não conseguimos nos livrar na maldição do voo da galinha. Por que?</font> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Precisamos ter uma visão de longo prazo, analisar todos os ciclos. Nos últimos vinte anos, o Brasil só não cresceu três vezes. Em 1992, o PIB caiu 0,5%; em 2009, perdeu 0,3%. Em 1998, ficou no zero a zero. Foram dezessete anos de crescimento. Ou seja, um movimento quase contínuo. Entre 2004 e 2010, o Brasil cresceu a uma média anual de 4,4%. E vem crescendo agora pelo fenômeno do ingresso de milhões de novos consumidores no mercado e também pela entrada de investimentos, atraídos pelos projetos de infraestrutura e modernização. O horizonte se esticou, estamos falando de projetos para 2014 e 2016, com a Copa e Olimpíadas. Entendo que o plano de voo ganhou um novo alcance. Há polêmicas, mas convenhamos que não se pode brigar com fatos. O país avança.</font> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-weight: bold;">O sistema financeiro está preparado para cumprir o seu exato papel: o de financiar o crescimento? Por que os bancos ainda são tão resistentes em financiar investimentos de longo prazo do setor produtivo? A estabilidade econômica ainda é uma ficção para os bancos?</span> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Estamos batendo recordes de financiamento. Em 2012, devemos chegar ao emblemático número de 50% de crédito sobre o PIB. Os bancos estão preparados e cumprindo seu papel de criador das condições de desenvolvimento e formação de riqueza do país. O prazo médio dos financiamentos está crescendo a cada ano. O crédito imobiliário no Brasil era de no máximo de 15 anos. De tempos para cá, esticou e já trabalhamos com 25 anos. O financiamento de veículos também. Para empresas, os prazos também estão mais longos. A política de redução gradual dos juros pelo Banco Central colabora definitivamente para isso. Dizem que banco gosta de juro alto. Trata-se de um preconceito. Preferimos juros baixos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-weight: bold;">Olhando para a política: como o senhor avalia o sistema democrático brasileiro? Está consolidado? Por que ainda somos atropelados a todo momento por denúncias de corrupção em todas as esferas de governo? A estrutura dos partidos facilita esse modelo que acaba custando caro ao desenvolvimento?</span> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Um dos aprendizados do exercício da meditação é que devemos falar pouco, ou não falar muito. Essa regra se aplica a essa questão. A ciência política não faz parte da minha rotina, mas entendo que nossa democracia tem plenitude. A divisão entre os poderes é nítida, as instituições estão atuantes, não existe qualquer questionamento sobre a regularidade das eleições. Enfim, nossa democracia está consolidada. A democracia é difícil, exige a participação de todos, a construção de consensos e o respeito ao dissenso. Mas é o melhor modelo.</font> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-weight: bold;">A classe média brasileira está cada vez maior e tenderá a exigir de volta, em serviços públicos, o que paga em impostos. Os governos estão preparados para lidar com os anseios dessa massa de brasileiros que começa a cobrar seus direitos? Qual papel, na sua avaliação, essa classe média terá para o futuro do país?</span> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A formação de uma grande classe média é a principal blindagem do Brasil contra as crises. Seremos um dos países do mundo de grande classe média. É a garantia de que este será um país desenvolvido nos seus indicadores econômicos e sociais. É natural que a classe média tenha demandas no sentido de melhora da qualidade de vida. É por aí que vamos construir um Brasil moderno, que respeite o meio ambiente, privilegie a mobilidade urbana e tenha a devida atenção com os mais pobres.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 20h30min</font></p>
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		<title><![CDATA[LOBBIES DO ATRASO]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=98469</link>
		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 20:30:00 GMT</pubDate>
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		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img style="width: 557px; height: 50px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/7f042b9088c73b4ff441f895e0724cb4.jpg"></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="3"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR VICENTE NUNES E SÍLVIO RIBAS</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Não foi fácil a trajetória do Brasil nas últimas duas décadas. Foi preciso superar planos econômicos fracassados, crises cambiais, calotes na dívida externa e uma concentração de renda sem precedentes. Esse caos começou a ser mudado no início dos anos 1990, em meio a muita descrença. Denunciado por corrupção e com a cabeça a prêmio, o então presidente Fernando Collor de Mello de u início a um processo de abertura da economia, que obrigou muitas empresas, sobretudo as do setor automobilístico, que produziam carroças e vez de carros, a se modernizarem. “Com certeza, foi um marco da construção dos pilares que hoje dão sustentação ao Brasil moderno”, diz o economista Ruy Coutinho, presidente da Consultoria Latinlink.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O problema, ressalta o economista Claudio Porto, presidente da Consultoria Macroplan, é que, mesmo com todos os avanços, o país vem perdendo competitividade, especialmente nos setores tecnologicamente mais avançados. “Costumo dizer que hoje o Brasil é uma espécie de copo cheio pela metade. Na metade cheia, vê-se o país que deu uma impressionante demonstração de força durante a crise mundial de 2008 e 2009. Na metade vazia, está a economia de baixa produtividade, resultado de um péssimo nível educacional”, destaca. A seu ver, é inadmissível que um alemão tenha uma produtividade de US$ 55,5 por hora trabalhada e um brasileiro, de apenas US$ 10,7. “É essa a razão de os alemães conseguirem enfrentar a China em vários segmentos e de nós ficarmos pedindo proteção”, emenda.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A pressão por protecionismo, por sinal, está cada vez mais latente no Brasil que bate no peito para se vangloriar de ser a sexta maior economia do planeta. Emprenhado por lobbies fortíssimos, o governo de Dilma Rousseff já restringiu a importação de carros e, a cada dia, amplia a lista de produtos com barreiras comerciais e tarifárias – aqui, até o côco ralado tem proteção. “A ideologia do Estado salvador da produção sempre rondou a cabeça dos governos, sobretudo o atual”, afirma Rodrigo Tolentino, economista do Instituto Millenium. O risco é de retrocesso. Justamente os setores protegidos reduzirão os investimentos em inovação, reajustarão os preços e punirão os consumidores com inflação maior. “O melhor seria seguir o exemplo chinês e brigar pelo investimento produtivo, nacional e estrangeiro, com foco na inserção competitiva da economia brasileira no mundo”, aconselha. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O economista Fábio Gambiagi, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), avalia que o atual nível de abertura da economia brasileira é coerente com a história, a cultura e as peculiaridades locais. "É próprio de um país de dimensões continentais ser mais fechado que os pequenos", acrescenta. “De qualquer forma, o grau de abertura do Brasil poderia ser maior”, frisa. A redução de barreiras, por sinal, deveria vir acompanhada de menos burocracia, menos impostos, infraestrutura melhor e um setor público mais eficiente e com visão de longo prazo. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Não à toa, Ismael Giglio, economista do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), é taxativo: “Somente os pilares construídos nas últimas duas décadas não serão suficientes para levar o Brasil ao topo do mundo”. Ele recomenda que o país abrace rapidamente um projeto de microrreformas econômicas para dar agilidade maior ao setor privado, esse, sim, capaz de fazer a revolução necessária para a redução da miséria e à ampliação da classe média, ao oferecer empregos de qualidade e pagar bons salários.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">“O setor privado não consegue ser competitivo e inovador com tantos obstáculos. Por isso, reduzir o Custo Brasil, da energia ao crédito, é o grande desafio para o país ter um progresso duradouro”, diz Giglio. Dado o atraso que ainda persiste, o economista faz uma triste constatação: será preciso pelo menos mais uma década para que, institucionalmente, o país, dono de reservas de fantásticas reservas de petróleo e da maior área agricultável do mundo, faça juz para estar na elite do mundo.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 18h30min</font></p>
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		<title><![CDATA[DILEMAS QUE CUSTAM CARO]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=98468</link>
		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 14:30:00 GMT</pubDate>
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		<![CDATA[
		 <br><img style="width: 572px; height: 50px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/7f042b9088c73b4ff441f895e0724cb4.jpg"> <br> <br><font size="3"><span style="font-weight: bold;"> <br></span></font><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="3"><span style="font-weight: bold;">POR VICENTE NUNES E SILVIO RIBAS</span></font></p> <br> <br><p>A<font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="2">s jovens amigas Laura Gonçalves Souza, 14 anos, e Beatriz Hoffmann Melucci, 11, andam para lá de preocupadas. Mesmo que o destino tenha sido generoso com elas, não escondem o incômodo com as mazelas sociais que insistem em lhes cruzar o caminho. "Fico indignada por saber que muita gente ainda não tem acesso a coisas básicas, até mesmo a alimentação", diz Beatriz. Para Laura, essas injustiças são decorrentes de um Brasil dominado pela corrupção. "É preciso punir os políticos que fazem coisa errada", afirma.</font></p><p><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="2"> <br></font></p><p><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="2">O que mais intriga as meninas é o fato de, a todo instante, ouvirem que o Brasil melhorou, que a economia já é a sexta maior do mundo, que o consumo está crescendo a passos largos. "Por isso, ficamos nos perguntando o porquê de ainda haver tanta miséria no país", ressalta Beatriz. Reflexões a parte, a menina faz planos. Quer ser médica. Já Laura não sabe qual profissão seguirá, mas não esconde o gosto e o dom pela culinária. "Me divirto na cozinha", conta.</font></p><p><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="2"> <br></font></p><p><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="2">O fato é que, mantida a atual trajetória de crescimento do Brasil, Laura, que fala inglês e francês fluentemente, e Beatriz, que estuda em um colégio bilíngue, têm tudo para se destacar no mercado de trabalho. Dificilmente vão encarar as dificuldades e as angústias que os pais de Beatriz — Bruno, 44, e Márcia, 41 — enfrentaram, duas décadas atrás, quando a estabilidade econômica parecia ser uma utopia. "Investimos na educação, em línguas, em viagens, tudo para que nossos filhos conheçam outras culturas e realidades e possam se tornar profissionais completos em um mercado supercompetitivo", explica a mãe de Beatriz.</font></p><p><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="2"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/2724e712d0ab12e1c16086df89ec0213.jpg"></font></p><p><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="1">Foto: Daniel Ferreira/ D.A Press</font></p><p><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="2"> <br></font></p><p><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="2">É esse Brasil para o qual as jovens estão sendo preparadas motivo de admiração internacional. O futuro prometido ao gigante adormecido parece ter chegado. Mas nem a atual euforia nem a velha esperança de dias melhores conseguem esconder desafios enormes. Tanto que qualquer avanço do Produto Interno Bruto (PIB) maior do que 5% ao ano provoca desequilíbrios preocupantes, a ponto de o país ser obrigado a botar o pé no freio e a adiar conquistas tão importantes para pôr fim às mazelas que impressionam Laura e Beatriz. "Vamos sempre pelo caminho mais fácil e repelimos soluções para fazer o crescimento potencial ser real, acima de 4,5%, sem riscos inflacionários", diz o economista Alexandre Schwartsman.</font></p> <br>
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		<title><![CDATA[A HORA DA VERDADE]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=98446</link>
		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 12:30:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A partir de hoje, reproduzo neste espaço a série <span style="font-style: italic;">"Encontro com o futuro"</span>, publicada diariamente no <span style="font-weight: bold;">Correio Braziliense</span>. Trata-se de uma bela discussão sobre o Brasil. Uma avaliação dos avanços dos últimos 20 anos e a constastação do quanto ainda há por ser feito.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img style="width: 578px; height: 50px;" src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/7f042b9088c73b4ff441f895e0724cb4.jpg"></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR VICENTE NUNES E SÍLVIO RIBAS</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br>O menino Gabriel Gustavo Guedes tem sonhos concretos. Aos 12 anos e cursando a 6ª série, o brasiliense, morador do Guará, quer se tornar engenheiro pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) para construir aviões. O estudante sabe que o esforço e a dedicação serão enormes, mas, determinado, já traçou o próprio futuro: formar-se, trabalhar bastante e ter uma renda estável para comprar uma casa e um carro.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Há 20 anos, sonhos de longo prazo como os do jovem seriam inviáveis. O padrasto de Gabriel, Telmo Martins Ribeiro, 46, sabe muito bem disso. Já adulto, virava-se como podia em uma economia dominada pela hiperinflação, praga que impediu a várias gerações terem as mesmas perspectivas do enteado. “Nosso pensamento era sempre emergencial. Uma inflação monstruosa corroía a renda. Só pensávamos no dia seguinte”, lembra. “A geração atual não está preocupada com o que terá na mesa do jantar, o que era uma dúvida recorrente na minha época. Hoje, eles podem pensar no futuro, ter horizontes, fazer planos de consumo”, diz.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Telmo e Gabriel são o retrato das profundas transformações vividas pelo Brasil nas últimas duas décadas e dos desafios que ainda estão por ser enfrentados. Telmo reconhece a árdua batalha para que o país saísse do atoleiro e deixasse de ser sinônimo de desemprego e desigualdade social. Gabriel está pronto para tirar proveito de uma economia que, até 2015, será a quinta maior do planeta e tem tudo para desfrutar de um nível de renda de Primeiro Mundo. São os contrastes desses dois Brasis que o Correio mostrará a partir de hoje, por meio de uma série de reportagens.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/b02a37e07cfa86fe8e1e14e8f8e26893.jpg"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="1">Foto: Carlos Vieira/D.A. Press</font> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para não perder as oportunidades que estão escancaradas, o país terá de assumir que as mudanças iniciadas no início dos anos 1990, com a abertura da economia aos importados pelo governo Collor, ainda estão no meio do caminho. “Infelizmente, temos um Brasil do atraso convivendo com um Brasil do futuro. A hora de enterramos o que ainda resta de ruim é agora”, sentencia o economista Cláudio Porto, presidente da Consultoria Macroplan. E é justamente em jovens pragmáticos como Gabriel que ele deposita toda a confiança de que as oportunidades que estão escancaradas não se transformarão em frustração.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">“A juventude atual vive o que chamamos de saudável impaciência social. Estamos falando de jovens mais maduros, mais bem educados e informados, com altíssimo nível de aspirações”, afirma Porto. Eles tenderão a tirar os governos do comodismo. “Vão usar as informações dos tradicionais meios de comunicação para cobrar avanços no país por meio das redes sociais”, acrescenta. No entender do economista, em vez do foco no combate à pobreza, o Brasil terá que distribuir riqueza, atender a demandas cada vez mais sofisticadas, que vão muito além do pão de cada dia. “Por isso, estou tão esperançoso”, enfatiza.  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-weight: bold;">Distorções</span>  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A lista das conquistas do Brasil é enorme. Em 20 anos, além de ter debelado uma inflação galopante, o país ampliou o mercado de trabalho, inseriu mais de 40 milhões de brasileiros na classe média e reduziu, de forma substancial, a miséria. Ao mesmo tempo, ressalta o economista Ruy Coutinho, presidente da Consultoria Latinlink, mantém um dos mais pesados custos de vida do planeta — 6,5% ao ano. As oportunidades de emprego são menos favoráveis às mulheres, aos negros e aos pardos. O nível de educação é insuficiente para uma economia moderna e mais da metade da população sequer têm acesso a sistemas de esgoto.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para piorar, o país tem uma das mais pesadas cargas tributárias do mundo — somente o governo federal tirou quase R$ 1 trilhão do bolso dos brasileiros em 2011 —, com baixíssima reversão à sociedade. A população convive com uma corrupção entranhada em todos os poderes, que sugam ao menos R$ 70 bilhões por ano. “Essa é a face de Terceiro Mundo que nos joga para baixo. Mas apenas uma sociedade organizada, atuante, poderá mudar a história”, destaca Coutinho. “Essa sociedade terá de cobrar um Estado mais eficiente, enxuto, que priorize os investimentos em infraestrutura, tão necessários para garantir o crescimento sustentado da economia.”</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Mesmo sem a noção exata dos desafios que estão por ser vencidos, o jovem Gabriel leva o futuro a sério. A determinação em cursar engenharia é reflexo de uma paixão pela aeronáutica cultivada desde bem pequeno pelo pai, paraquedista. Sempre ligado nos canais científicos da tevê, o menino, com suporte em pesquisas na internet, faz as próprias experiências. “Construo paraquedas com sacolas plásticas. Desmonto e reconstruo todos os meus aviões e helicópteros de brinquedo”, conta.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Apesar da forte convicção de Gabriel, os pais temem pelo futuro do menino e dos três irmãos, de 6 e 22 anos. “Temos uma economia estável, com uma moeda forte, que permite às pessoas satisfazerem não só as necessidades básicas, mas também alimentar os luxos”, explica o padrasto. “A juventude de hoje é exposta, muitas vezes sem preparo, a um universo de consumo e a uma quantidade de informações enormes. A nossa missão será prepará-los para tirar o melhor proveito possível do que lhes será oferecido”, completa a mãe, a vendedora Kelly Guedes, 33. Para ela, a batalha dos últimos 20 anos não poderá ter sido em vão.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 10h30min</font></p>  
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		<title><![CDATA[FIGURINO AJUSTADO]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=98279</link>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 15:16:19 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR ANTONIO MACHADO (*)</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Os movimentos atuais da economia devem tirar do sério muita gente habituada a analisá-la pelo piloto automático. Pegue-se a taxa de desemprego: ela recuou de 5,2%, em novembro, para 4,7%, e fechou o ano na média de 6%, contra 6,7% em 2010, configurando um mercado de trabalho superapertado. É virtualmente um quadro de pleno emprego.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">As taxas elevadas de popularidade da presidente Dilma Rousseff e de aprovação do governo têm muito a ver com isso, com a sensação de bem-estar e de segurança no emprego. A taxa de desocupação variou de 3,1% em Porto Alegre e 3,8% em Belo Horizonte a 7,7% em Salvador — a maior entre as seis regiões metropolitanas avaliadas pelo IBGE. O Brasil, hoje, é um dos países com o menor desemprego no mundo.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Quase ao mesmo tempo, na quinta-feira, o Banco Central divulgou a ata de sua última reunião — na qual o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou de 11% para 10,5% a taxa de juro básica, a Selic. E, de maneira surpreendente, abandonou a linguagem cifrada que utiliza nas atas para explicitar, sem rodeios, que “o Copom atribui elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa Selic se deslocando para patamares de um dígito”. Cresce a aposta, assim, de que até abril ou maio a Selic chegará ao nível de 9,5%.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">“Mas como?”, deve ter reagido a turma dos manuais, que preparava o cenário de recidiva do ciclo de alta da Selic do final do ano para frente, mais tardar em 2013, duvidando da intenção da presidente de chegar a 2014 com a taxa Selic alinhada aos padrões internacionais. Isso implica, com inflação, digamos, de 5%, trazê-la para 7% a 8%, equivalendo a juro real de 2% a 3% ou algo perto disso.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Em tempos bem recentes, pela ótica do mercado de trabalho, o BC já deveria estar cogitando outro arrocho monetário, temeroso quanto ao risco do emprego aquecido para a convergência da inflação ao centro da meta anual de variação (4,5%, tendo sido de 6,5% em 2011). Mas o BC já não vê a Selic como o único instrumento contra a inflação. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">BC sem heterodoxias</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">“Na era Dilma”, diz Carlos Eduardo Gonçalves, consultor sênior da LCA, “tentar entender os próximos passos do BC requer um exercício de extração de sinal sobre o que o governo pretender fazer. Não tem mais essa de BC agindo à revelia do governo como antes”. Para ele, o governo “tem sim por objetivo a redução da taxa de juros básica, contanto que isso não seja muito danoso para a inflação futura”.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Gonçalves parece certo quanto à convicção de Dilma de que os juros no país agridem a lógica. Mas o BC talvez não seja tão heterodoxo assim ao não considerar apenas o nexo entre o desemprego em recorde de baixa e o seu efeito sobre a inflação, condicionante da Selic. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Está frio ou quente?</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A leitura atenta da pesquisa mensal de emprego do IBGE aponta para o quadro de pleno emprego, de fato, mas também indica que o mercado de trabalho está perdendo dinamismo. Por qual sinal se deve optar?</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A questão a considerar é que a redução do desemprego para 4,7% em dezembro (não obstante, ajustado aos efeitos sazonais, tenha subido de 5,5% em novembro para 5,6%) tem mais a ver com a fraca expansão da população economicamente ativa (PEA) no mês que com o aumento da taxa de ocupação, ou seja, com a abertura de novas vagas. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-weight: bold;">Com o ritmo adequado</span> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A população ocupada cresceu 1,3% sobre dezembro de 2010. Mas, entre fevereiro de 2010 e agosto de 2011, crescia a taxas acima de 2%, diz o economista Júlio Sérgio Gomes de Almeida. Reduziu-se, portanto, o ritmo de criação de emprego, o que é corroborado pelos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) dos últimos meses. Em dezembro, houve o fechamento líquido de 408,2 mil postos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Já a desaceleração da PEA, de 1,4% em novembro para 0,7%, parece responder aos efeitos da baixa qualificação da mão-de-obra para a oferta de vagas oferecidas, à taxa demográfica (já estruturalmente cadente) e à expansão da renda, o que desestimula a busca de outra ocupação em reforço ao orçamento familiar. Mas, embora expressiva, a renda já não cresce como antes, aliviando a pressão consumista. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Um resultado esperado</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O ponto a bater é que tais resultados não são inesperados, mas decorrentes da pilotagem da política econômica. Com massa salarial crescendo a 7,4%, como em 2010, a inflação teria ido além do pico de 7,3% em 12 meses cravados em setembro. A 4,8%, média de 2011, o BC pode mirar a Selic estruturalmente abaixo de 10%, considerando que haja consistência fiscal e ausência de pressão cambial.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para a consultoria LCA, a taxa de desemprego reage com defasagem à evolução dos rendimentos. “É razoável supor”, diz ela, que o viés de desaceleração dos rendimentos logo poderá manifestar-se na taxa de desemprego. O recorde de baixa em dezembro não teria vida longa.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><font size="1">(*) Colunista do <span style="font-weight: bold;">Correio Braziliense</span>.</font> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 13h15min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[BC BRASILEIRO BUSCA TRANSPARÊNCIA SEMELHANTE À DO FED]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=98188</link>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 17:32:31 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O Banco Central brasileiro quebrou um paradigma hoje, com a divulgação da ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom). Ao assumir, em um documento oficial, que é elevada a probabilidade de a taxa básica de juros (Selic), de 10,50% ao ano, chegar a um dígito ao longo dos próximos meses, a autoridade monetária brasileira está indo na direção do Federal Reserve (Fed), o BC dos Estados Unidos. A instituição norte-americana passou a divulgar as projeções de juros de seus integrantes.</font></p> <p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Como ressalta o economista Carlos Thadeu Filho, da&nbsp; Franklin Templeton, essa mudança de discurso já vinha sendo desenhada pelo BC de Alexandre Tombini há alguns meses, quando o Copom passou a falar em "ajustes moderados" da Selic. Até então, a retórica do Copom era a de que os rumos da taxa de juros dependiam dos "cenários prospectivos" para a inflação. Ou seja, o BC não se comprometia com uma queda ou uma alta da Selic explicitamente. Cada reunião do Copom era uma tensão.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">No entender de Thadeu, tudo indica que, nos próximos dois anos, o BC brasileiro já terá condições de fazer como o Fed: mostrar como os seus integrantes veem as taxas de juros por um período de três, quatro anos à frente. "Será um ganho e tanto para a economia, pois o Copom reduzirá os riscos das empresas e os riscos de crédito", diz. "Teremos um mercado futuro de juros bem menos volátil", acrescenta.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Os bancos usam o mercado futuro de juros como parâmetro para a formação das taxas que cobram de seus clientes nos empréstimos e financiamentos. Se o clima é de instabilidade, os encargos do crédito acabam subindo além do necessário e punido os tomadores, pois todos passam a arcar com uma taxa de risco embutida nos juros.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">&nbsp;Agora, acredita o economista, é hora de o mercado se preparar para a maior transparência do BC de Tombini. "Com certeza, os ganhos serão enormes, pois, quanto mais informações o sistema tiver, mais estável ficará a economia. Todos os agentes econômicos poderão planejar melhor as suas atividades em um horizonte relevante de tempo", destaca.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 15h30min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[R$ 1 BILHÃO EM TÍTULOS LEVANTA EXPECTATIVA DE FIM DA INTERVENÇÃO NO MERCANTIL DE PERNAMBUCO]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=97948</link>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 21:50:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		  <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O Banco Central garante que não, mas o mercado financeiro se assanhou com a possibilidade de a autoridade monetária levantar a liquidação extrajudicial do Banco Mercantil de Pernambuco.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A expectativa ganhou força hoje com o resultado da venda de Notas do Tesouro Nacional Série A-3 (NTN-A3), que faziam parte da massa falida do Mercantil. O leilão, realizado pela Cetip, arrecadou R$ 1 bilhão, dinheiro, segundo os interessados no negócio, suficiente para quitar os débitos do banco pertencente à família Monteiro com o BC e ainda restar um troco para os ex-controladores.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Em nota ao <span style="font-weight: bold;">blog</span>, o BC negou qualquer vinculação da venda das NTNs com o fim da liquidação. Veja a íntegra do comunicado: “O Banco Central autorizou a alienação de títulos NTN-A3, vinculados como garantia de créditos da Autarquia perante a massa do Banco Mercantil, com vistas exclusivamente ao pagamento desses créditos, não se tratando, pois, de iniciativa destinada ao encerramento da liquidação extrajudicial da instituição financeira. Eventual proposta de levantamento da liquidação, se houver, será analisada de acordo com as exigências da Lei nº 6.024, de 1974, no momento oportuno.” </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">É grande a pressão sobre o BC para que encerre logo as liquidações dos bancos Mercantil de Pernambuco, Econômico e Nacional. Mas, por maior que seja o lobby liderado por vários políticos, a diretoria comandada por Alexandre Tombini já avisou: não há a menor possibilidade de os ex-donos das instituições falidas saírem com algum dinheiro no bolso.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Esses bancos quebraram na segunda metade dos anos 1990, porque não conseguiram sobreviver sem a inflação alta. A disparada dos preços maquiava balanços inconsistentes, recheados de fraudes e de operações de péssima qualidade.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 19h45min</font></p>  <br>  <br>  <br>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[TOTAL DE FAMÍLIAS INADIMPLENTES CAI]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=97791</link>
		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 18:34:09 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Entre dezembro de 2011 e janeiro deste ano, o número de famílias com dívidas em atraso recuou nos dois grupos de renda avaliados pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), que a Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulga amanhã (dia 24).</font> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">No grupo de faixa de renda inferior a 10 salários mínimos, 21,3% de famílias estão com débitos vencidos, ante 22,4% de dezembro último e 24,2% de janeiro do ano passado. Já entre as famílias com renda superior a 10 salários mínimos, o índice de famílias inadimplentes recuou de 13,1% para 11,4% neste primeiro mês do ano.</font></p><font size="2"></font><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Trata-se de um sinal alentador para o governo, pois, com o calote em baixa, as famílias se sentem mais motivadas a consumirem, mesmo que seja necessário tomarem crédito novamente.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 16h31min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[DILMA MANDA INVESTIGAR MORTE DE SECRETÁRIO, MAS DEVE TAMBÉM SE INDIGNAR COM TRATAMENTO DADO AOS POBRES]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=97517</link>
		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 15:31:55 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A presidente Dilma Rousseff mandou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, averiguar as condições que levaram à morte o secretário de Recursos Humanos de seu governo, Duvanier Paiva. Ele passou por dois hospitais em Brasília, o Santa Lúcia e o Santa Luzia, sem atendimento, e morreu no terceiro, o Hospital Planalto, quando sua mulher, Cássia Gomes, preenchia a ficha de internação.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Mas Dilma precisa ir adiante. Deve dar a mesma orientação a Padilha para ver como os cidadãos comuns são tratados nos hospitais públicos e privados. O descaso é enorme, sobretudo quando a pessoa é preta e pobre.  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A indiginação da presidente não pode se resumir a um caso que envolveu um de seus funcionários. Precisa dar o exemplo de que seu governo é para todos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasilia, 13h30min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[POLÍCIA CIVIL DO DF ABRE INQUÉRITO PARA INVESTIGAR MORTE DE SECRETÁRIO DO GOVERNO DILMA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=97516</link>
		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 15:13:12 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Por <font size="3"><span style="font-weight: bold;">GABRIEL CAPRIOLI</span></font>, do <span style="font-weight: bold;">Correio Braziliense</span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Onofre Moraes, afirmou que, diante das denúncias de servidores da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento e dos relatos levados a ele pelo <span style="font-weight: bold;">Correio Braziliense</span>, abrirá inquérito para apurar as condições e o atendimento recebido por Duvanier Paiva nos hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia. Se comprovado que houve negligência ao secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, os responsáveis poderão ser punidos. A exigência de cheque, cartão de crédito ou outros valores a título de caução para pacientes que alegam possuir plano de saúde é expressamente ilegal. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Órgãos de defesa do consumidor ouvidos pelo <span style="font-weight: bold;">Correio</span>, consideram que os hospitais erraram ao negar o atendimento a Duvanier, vítima de infarto. O artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor determina, em seu inciso 5º, que o prestador de serviço não pode exigir "vantagem manifestamente excessiva" do consumidor — caso no qual se encaixa o caução, uma vez que o próprio plano de saúde é a garantia do hospital. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Desde 2003, a Resolução Normativa nº 44 da Agência Nacional de Saúde Suplementar também proíbe a cobrança de qualquer tipo de garantia adicional antecipada ou durante a prestação de serviço. "Não é só ilegal. É muito ilegal. Além dessas regulamentações específicas, o Código Civil protege o cidadão das cobranças abusivas no que é classificado como Estado de Perigo, que são essas situações extremas na qual o sujeito está defendendo a própria vida, como quando ele chega a um hospital buscando atendimento de emergência", enfatizou Joana Cruz, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O diretor geral do Procon-DF, Oswaldo Morais, afirmou que a recusa de atendimento é injustificável, uma vez que a identificação do paciente junto ao plano de saúde é simples de ser feita. "Os hospitais conveniados mantêm contato permanente com as operadoras. Com o número do CPF, é perfeitamente possível saber se a pessoa tem ou não o plano", afirmou. E mesmo no caso de o hospital não aceitar o plano do paciente, o atendimento, diante do risco de morte, deve ser feito do mesmo jeito, com ressarcimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Morais ressaltou que o Procon pode intervir imediatamente na questão, caso seja acionado. "Nas situações em que somos avisados, podemos entrar em contato com o hospital ou com a operadora e tentar solucionar a questão rapidamente", completou. Quando há prejuízo à saúde ou nos casos de morte pela negativa do atendimento, a família deve procurar a Justiça — nos Juizados Especiais Cíveis, em ações menores do que 40 salários mínimos ou na Justiça comum, para ações acima desse valor. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Joana Cruz, do Idec, assinalou que não há números precisos para esse tipo de ocorrência, mas que as reclamações de exigência de cheque-caução na rede privada de hospitais é corriqueira. "Foi exatamente por essa frequência que a ANS baixou essa determinação", concluiu. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Os usuários da rede privada que também tiverem o atendimento negado pelo mesmo motivo devem denunciar o plano de saúde à ANS. Joana explicou que mesmo que a prática seja feita pelo hospital, sem o conhecimento da operadora, esta é responsável por sua rede credenciada. De qualquer forma, o primeiro procedimento tomado pela agência é a notificação da empresa e o pedido de explicações em relação ao ocorrido.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 13h12min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[SECRETÁRIO DE DILMA MORRE POR FALTA DE ATENDIMENTO EM HOSPITAIS]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=97529</link>
		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 15:02:11 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Por <font size="3"><span style="font-weight: bold;">GUSTAVO HENRIQUE BRAGA</span></font>, do <span style="font-weight: bold;">Correio Braziliense</span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, morreu às 5h30 de ontem, aos 56 anos. Após sofrer um infarto agudo do miocárdio quando estava em casa, na 303 Sul, foi levado aos hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia. Mas, sem um talão de cheques em mãos para dar como caução, o que é proibido por lei, teve o atendimento negado. Ele era conveniado da Geap, plano não coberto pelos dois hospitais, segundo as centrais de atendimento. Quando chegou ao Hospital Planalto — o terceiro na busca por uma emergência —, o quadro já estava avançado e os médicos não conseguiram reanimá-lo.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Procurado pelo Correio, o Hospital Santa Lúcia informou que o caso estava sendo avaliado pelo seu Departamento Jurídico. O Santa Luzia assegurou não ter qualquer registro da entrada de Duvanier na emergência. “Iniciamos um levantamento para verificar o assunto”, assegurou Marisa Makiyama, diretora técnico assistencial do estabelecimento. O Hospital Planalto ressaltou que não se pronunciaria devido ao fim do expediente das pessoas responsáveis. Duvanier era o responsável pela gestão dos servidores públicos federais e o homem forte da presidenta Dilma Rousseff para liderar as negociações com sindicatos e demais entidades representantes do funcionalismo. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O infarto ocorreu em plena campanha salarial de 2012, em um ano que os servidores ameaçam o governo com uma greve geral. Enquanto o Planalto bate o pé de que o orçamento não comporta mais reajustes como os que foram oferecidos ao longo do segundo mandato do presidente Lula, quando vários sindicatos obtiveram ganhos acima da inflação, o funcionalismo não se conformou em ficar de mãos vazias. Em meio ao fogo cruzado, Duvanier era considerado pelos dois lados como o homem ideal para comandar as negociações.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">“É uma perda irreparável, tanto para a gestão pública quanto para o sindicalismo”, desabafou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Artur Henrique da Silva. Antes de entrar para o Ministério do Planejamento, Duvanier foi dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (Sindsaúde-SP), diretor da CUT paulista e assessor da Secretaria-Geral da CUT nacional. No cargo de secretário de formação da CUT-SP, fundou e coordenou a Escola Sindical de São Paulo. Foi também chefe de gabinete da Secretaria de Gestão Pública da Prefeitura de São Paulo e assessorou a presidência da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Ele iniciou a carreira no governo em junho de 2007, a convite de Lula, e foi reconduzido ao cargo na gestão de Dilma. Era também membro do Conselho de Administração da Companhia Docas do Estado de São Paulo. “Apesar de compor o governo, ele tem uma história ao lado do movimento sindical. Antes de tudo, era um companheiro de luta”, lamentou o secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Costa.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Em nota, a presidente Dilma ressaltou que Duvanier teve uma trajetória política destacada. “Sua inteligência, dedicação e capacidade de trabalho farão muita falta à nossa administração”, afirmou. Muito abalada, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, lembrou que “Duvanier simbolizava a política de recursos humanos do governo federal. Foi uma perda enorme”. “Todos foram pegos de surpresa. Era uma pessoa de grande visão política e que dedicou a vida à defesa dos trabalhadores”, acrescentou o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. O corpo foi velado ontem, no cemitério Campo da Esperança. No fim da tarde, foi transportado pela Força Aérea Brasileira à São Paulo, sua cidade natal, onde será enterrado hoje no Cemitério de Congonhas.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A tristeza, contudo, não deve acalmar os ânimos entre governo e servidores. As negociações salariais continuam tensas e a ameaça de greve permanece. Josemilton Costa admitiu que pode haver uma pausa até que um substituto seja escolhido e que esteja a par do andamento das discussões. Mas alertou que isso não significa que a pauta de reivindicações será esquecida. “As negociações vão continuar”, reforçou Artur Henrique, da CUT. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 12h59min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[COMO ESPERADO, BC CORTA 0,5 PONTO DOS JUROS, MAS PRÓXIMOS PASSOS DEPENDERÃO DO ARROCHO FISCAL]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=97328</link>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 22:46:56 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O Banco Central seguiu à risca o que esperavam o mercado e o governo: derrubou a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual, de 11% para 10,50% ao ano. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>No curto comunicado pós-reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no entanto, reforçou o seu conservadorismo, que pode resultar em mais dois cortes de 0,25 ponto, com a Selic caindo para 10%.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Para o BC, se realmente o Palácio do Planalto quiser que os juros cedam para 9%, com a inflação próxima do centro da meta, deve anunciar, até o fim deste mês ou no início de fevereiro, um corte efetivo de gastos, entre R$ 60 bilhões e R$ 70 bilhões.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Só assim, o governo dará a contribuição necessária para evitar o descontrole dos preços e permitir juros mais civilizados.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasíla, 20h43min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[UM FALSO CONSENSO]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=97270</link>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 12:50:27 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="1">ARTIGO</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">ANDRÉ PERFEITO (*)</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Nos parece que a expectativa unânime entre os economistas, e o mercado, sobre o corte de 50 pontos base (0,5 ponto percentual) na taxa básica de juros (Selic) na reunião que termina, hoje, em Brasília esconde, de fato, um grande racha nas interpretações. Podemos sintetizar o racha em duas opiniões extremadas, que se explicam pouco em si, mas ajudam, por outro lado, o entendimento. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Há um grupo de economistas, e de gestores, que acreditam que o Banco Central Brasileiro simplesmente abandonou o Regime de Metas de Inflação ao privilegiar o crescimento econômico sobre a inflação. Este grupo tem razão em parte, uma vez que o regime de metas no Brasil, de fato, tem um objetivo único: controlar os preços. Não existe aqui duplo mandato (crescimento econômico e inflação), a não ser via uma prerrogativa lógica de que a autoridade monetária não irá apertar “mais do que necessário” o cinto da oferta monetária e, assim, permite que o crescimento ocorra de forma mais natural, por assim dizer. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Os que pensam desta forma fazem uma aposta cínica no mercado contra a visão do BCB e do Governo, é como se dissessem: olha BCB, tudo bem que vocês querem jogar a taxa de juros para baixo no curto prazo, mas nós abemos que isto é uma peça retórica de vocês, as contas não fecham e lá no final de 2012, ou mesmo no início de 2013, vocês terão que reverter este equívoco e subir os juros para patamares superiores aos praticados em 2011. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Quem vê dessa forma está coberto de razão (em certo sentido); a inflação permanece persistente, e, apesar da convergência à meta nos últimos meses, muitos reajustes neste início do ano fogem ao previamente projetado. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Um outro grupo de economistas, e de gestores, percebe que é um objetivo de médio prazo do Governo jogar a taxa de juros para um dígito até o final do mandato. Sabendo desta diretriz, começam a fazer contas para saber se isto é, de fato, possível. O principal trade off que está sobre a mesa é entre política fiscal e monetária, o que ficou batizado de novo mix de política econômica. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Infelizmente esta conta também não fecha e os indicadores recentes, e as últimas projeções, dão conta de que um PIB (Produto Interno Bruto) mais modesto irá segurar o avanço da arrecadação de impostos num ambiente em que o governo está se comprometendo em gastar mais em diversos setores. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O consenso surge num racha de opiniões, mas que levam à um resultado comum: não há espaço para maiores cortes ao longo de 2012 e, por isso, mantemos nossa projeção em mais dois cortes de 0,5 ponto cada, o de hoje e mais um em março, fazendo a Sselic estacionar em 10% neste ano. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Falar de Selic é falar de política, e política é um terreno arenoso para as projeções. O jogo, a interação se preferir, entre BC e mercado cria possibilidades e limites à condução da taxa monetária, mas isso não quer dizer que, de fato, a taxa de juros praticada seja “ótima” no sentido técnico, o resultado da Selic é muito mais em cima de um consenso (fraco ou forte) e o resultado ainda é desconhecido. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Soa um pouco fora da realidade discutir se o corte será de 0,5 ou 1 ponto ou se vai subir 1 ou 0,5 ponto num país que tem uma taxa de juros fora de parâmetro entre os pares emergentes, e onde a taxa de juros consolidada (entre taxas fixas e flutuantes) para pessoas jurídicas e físicas estão hoje em 30% e 45% ao ano, respectivamente</font>.</p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A política monetária no Brasil é, ao meu ver, ainda bastante alta. Dito de outra forma: a atual taxa Selic opera muito acima da taxa considerada neutra. Mesmo a maior potência da política monetária registrada recentemente não foi capaz de jogar para baixo os juros. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Cabe, agora, esperar o comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária) no pós-operatório da Selic, os efeitos da comunicação podem ser mais contundentes que o corte em si. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Hoje, a Fipe divulgou a inflação da região metropolitana de São Paulo da 2ª quadrissemana, de 0,79%, e temos até boas notícias: o índice de janeiro é ligeiramente menor que nos anos anteriores (2011 e 2010) e a convergência em 12 meses ainda está em curso.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="1"> <br>(*) Economista-chefe da Gradual Investimentos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 11h48min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[NO GOVERNO, CONSENSO É PELA QUEDA DE 0,5 PONTO NOS JUROS]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=97267</link>
		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 12:34:46 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O ministro da Fazenda, Guido Mantega, desembarca hoje, por volta das 11 horas da manhã, em Brasília, certo de que o Banco Central não lhe pregará nenhuma surpresa. Nas conversas que manteve com colegas de governo ouviu de todos indicações sólidas de que a taxa básica de juros (Selic) cairá 0,5 ponto percentual nesta quarta-feira, de 11% para 10,50% ao ano. Qualquer resultado diferente disso será visto com espanto.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Mantega gastou os últimos dias convencendo a presidente Dilma Rousseff sobre a necessidade de se bater logo o martelo em relação ao cortes no Orçamento deste ano, para reforçar o seu compromisso público com o cumprimento da meta cheia de superavit primário de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Será um desgate para ele qualquer indicação diferente disso, pois sempre foi visto com desconfiança pelos mercados, que o classificam como "o ministro gastador".</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O cumprimento da meta cheia da economia para o pagamento de juros da dívida em 2011 -- os números oficiais serão divulgados, provavelmente, na próxima semana -- deu, segundo Mantega, cacife para a Fazenda engrossar o tom fiscalista. Apesar dessa postura, ainda há dúvidas pairando dentro do governo quanto ao superavit de 3,1% neste ano. Sobretudo, no Banco Central.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 10h30min</font></p>
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		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[MANTEGA: O PIOR DA DOENÇA DA MULHER JÁ PASSOU]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=97188</link>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 13:09:46 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não esconde a irritação com o disse-me-disse em torno da doença de sua mulher, Eliane Berger, que poderia levá-lo a pedir demissão do cargo. Além de se sentir extramanente desconfortável com o fato de um assunto tão delicado ter ganhado tanto espaço na mídia, ele vem dizendo a amigos que, felizmente, o pior momento do tratamento do câncer de Eliane já passou. Mesmo assim, continuará despachando o máximo de dias possíveis em São Paulo, para ficar ao lado da mãe de seu filho.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Mantega assegura que está totalmente respaldado pela presidente Dilma Rousseff, como quem fala diariamente, às vezes mais de uma vez. Portanto, não há porque intrigá-lo com o seu secretário executivo, Nelson Barbosa, apontado como seu sucessor. Ainda que ambos discordem em vários temas econômicos, Mantega não se sente traído por Barbosa, como dá a entender uma série de comentários que circulam pelos corredores da Fazenda e que já tomaram conta da Esplanada dos Ministérios.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O ministro não descarta que o jogo de intrigas entre ele e Barbosa esteja sendo alimentado de dentro do próprio ministério, por pessoas que circulam por seu gabinete. Mas, escaldado, promete não entrar nesse jogo. Sobretudo porque tem coisas mais importantes para cuidar, que vão muito além da cadeira que o abriga na sede da Fazenda.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Essa posição, por sinal, Mantega tem repetido quase que diariamente, diante dos rumores que não param de crescer.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 11h05min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[BRASIL, DEVAGAR E PARA FRENTE]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=96813</link>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 16:53:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		  <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O Itaú Unibanco revisou alguns de seus números para a economia brasileira, tanto os de 2011 quanto os deste ano. Os economistas da instituição não têm dúvidas de que a atividade no país continua fraca. Tanto que a projeção de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre do ano passado caiu de 0,4% para 0,2%, mesmo com os dados melhores de novembro e dezembro. Assim, o banco reduziu a sua estimativa do PIB de 2011 de 2,8% para 2,7%.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para 2012, a previsão de crescimento da economia está em 3,5%, com inflação de 5,2% e dólar a R$ 1,75 no fim do ano. Esse quadro, segundo os economistas, leva em conta as políticas expansionistas patrocinadas pelo governo. Nelas, se incluem o aumento de mais de 14% do salário mínimo, para R$ 622, e a redução temporária do IPI para bens duráveis (geladeiras, fogões e máquinas de lavar).</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> Tais estímulos, no entender da instituição, serão vitais para sustentar a atividade neste primeiro trimestre. Mais adiante, os efeitos dos juros menores e dos gastos públicos em alta ajudarão a impulsionar o PIB, levando a economia a um pico de crescimento no segundo semestre.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Nesse sentido, destacam os economistas do Itaú Unibanco, o Banco Central deverá reduzir a taxa básica de juros (Selic) dos atuais 11% para até 9% ao ano. Serão quatro quedas consecutivas de 0,5 ponto percentual cada neste primeiro semestre, a primeira delas na semana que vem.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> O banco reconhece, porém, que a sinalização mais cautelosa do BC com a inflação, já captada pelo Palácio do Planalto, e a possibilidade de que outros instrumentos sejam usados para estimular o crescimento do país resultem em um ciclo mais curto de afrouxo monetário.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 14h45min</font></p>  <br>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[NA VISÃO DE MANTEGA, VAREJO MOSTRA QUE A ECONOMIA JÁ SAIU DO FUNDO DO POÇO]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=96809</link>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 13:32:27 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Tanto o Ministério da Fazenda quanto o Banco Central comemoraram o resultado das vendas do comércio em novembro: alta de 1,3% ante o mês anterior. A assessores, o ministro Guido Mantega reforçou que já havia alertado que o "fundo do poço" da atividade havia sido em outubro. E que, de novembro em diante, a economia recuperaria gradativamente as forças.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O governo não espera nenhuma disparada nas vendas do comércio em dezembro, apesar da redução do IPI sobre os eletrodomésticos (fogões, geladeiras e máquinas de lavar). Na verdade, comentam assessores da Fazenda, a medida mirou muito mais o primeiro trimestre de 2012, que se mostrava muito ruim, com o risco de o Produto Interno Bruto (PIB) ser até negativo.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A grande preocupação do governo, agora, é com a indústria. Para os técnicos da equipe econômica, é importante que a produção reaja para que não se mantenha o descompasso que se observa hoje entre o setor e o varejo, esse abastecido, em boa escala, pelos importados.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O governo aposta em crescimento do varejo em 2011 entre 5,5% e 6%, contra avanço entre 0,5% e 0,8% da indústria.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 11h21min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[OS SUPERSALÁRIOS DE MANTEGA, MIRIAM BELCHIOR, NELSON BARBOSA E CIA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=96661</link>
		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 14:21:14 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Vale a pena ler matéria publicada na edição de hoje do<span style="font-weight: bold;"> Correio Braziliense</span>. Em um ano, como o de 2011, no qual se discutiu tanto as aberrações dos supersalários no governo, na Justiça e no Congresso, ministros que deveriam dar o exemplo estão engordando a conta bancária com rendimentos vindos de conselhos de empresas estatais e privadas. Como eles poderão questionar, daqui por diante, aqueles que recebem acima do teto constitucional de R$ 26,7 mil?</font></p> <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">POR ANA D'ANGELO E CRISTIANE BONFANTI</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Época de mesas fartas, o Natal foi indigesto para uma parcela dos servidores públicos do Executivo e do Judiciário, incluindo juízes e ministros de tribunais superiores. Eles viram ir para o ralo a esperança de receber do governo um bom aumento salarial em 2012, após a aprovação do Orçamento Geral da União em dezembro. Entretanto, a guilhotina nas emendas de parlamentares prevendo recursos para os reajustes e a economia de gastos públicos nem passaram perto das remunerações e benesses recebidas pelas cabeças coroadas da equipe econômica, que viraram o ano liderando o bloco de uma turma seleta do funcionalismo que embolsa supersalários acima do limite constitucional de R$ 26,7 mil pagos a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Donas das chaves dos cofres públicos, essas autoridades estão recebendo entre R$ 32 mil e R$ 41,1 mil por mês.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Ocupantes do primeiro e do segundo escalão na Esplanada estão engordando os altos salários com participações, também conhecidas como jetons, em conselhos administrativos e fiscais de empresas estatais e até privadas. Os extras para comparecer, em geral, a cada dois meses às reuniões dessas companhias vão de R$ 2,1 mil a R$ 23 mil por mês. Os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, participam dos conselhos da Petrobras e da BR Distribuidora, que rendem, cada um, R$ 7 mil mensais, em média. Com tudo somado, o chefe da equipe econômica e sua colega vêm embolsando, atualmente, R$ 40,9 mil brutos todo mês.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Miriam ainda tem assento no conselho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas não recebe o jeton de R$ 5,5 mil da instituição.&nbsp; O decreto presidencial proíbe que membros do governo sejam remunerados por mais de dois conselhos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>O secretário executivo de Mantega, Nelson Barbosa, não tem o salário de R$ 26,7 mil pago a ministros de Estado. Ele recebe em torno de R$ 14 mil, correspondentes ao vencimento de professor cedido da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mais a gratificação pelo cargo, de R$ 6,8 mil. É um valor próximo da remuneração de qualquer servidor da elite do Executivo em início de carreira. Mas Barbosa também abocanhou um assento nos dois dos melhores conselhos existentes: o da mineradora privada Vale e o do Banco do Brasil, que lhe pagam mais R$ 27,1 mil mensais, elevando seus ganhos para R$ 41,1 mil.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br><span style="font-weight: bold;">Felizardo</span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Na mineradora, o número dois do Ministério da Fazenda entrou em nome do governo de uma forma enviesada, como representante dos fundos de pensão de estatais — sócios de fato da companhia. Mas é o conselho que melhor remunera. Barbosa recebe R$ 23 mil por mês da empresa. Depois do cargo da Vale, o destaque é para o da Hidrelétrica Itaipu, que paga, em média, R$ 19 mil mensais. O ministro felizardo é o da Defesa, Celso Amorim, com renda total de R$ 45,7 mil.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Nem a Fazenda nem o Planejamento comentaram o fato de os jetons não integrarem as remunerações sujeitas ao limite constitucional e não sofrerem o chamado abate-teto, como ocorre com os rendimentos de diversos outros servidores do Executivo e de parte do Judiciário. Já o Planejamento informou apenas que o recebimento de verbas por participação nesses conselhos está previsto na Lei nº 8.112, de 1990, e que foi considerado constitucional pelo STF.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br><span style="font-weight: bold;">Conflito</span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Com tantas autoridades recebendo acima do limite constitucional e com os principais assentos nos conselhos já ocupados por quem está em ministérios vinculados às estatais, o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, foi agraciado com dois jetons de empresas privadas para engordar ainda mais seus rendimentos. Ele integra o conselho administrativo da Brasilprev Seguros e Previdência e o da Brasilcap. A primeira é controlada pelo grupo norte-americano Principal Financial Group, com 50,1% do capital. A segunda tem como sócias majoritárias as companhias Icatu Hartford, Sul América e Aliança do Brasil. O Banco do Brasil detém 49,9% do capital das duas, por isso, tem direito a indicar metade dos membros dos respectivos conselhos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Com os dois extras, os rendimentos de Adams estão na casa dos R$ 38,7 mil brutos. Na AGU, ele, que é procurador da Fazenda Nacional de carreira, é responsável por todas as ações judiciais da União contra empresas privadas, principalmente aquelas que cobram impostos de devedores. Ao contrário das estatais e das demais autoridades, o advogado-geral da União e as duas companhias se recusaram a informar o valor mensal pago para que o titular da AGU dê palpites na administração dos dois grupos privados. Pelas informações obtidas pelo Correio, essa quantia é de pelo menos R$ 6 mil, em média, por conselho.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Em nota, a assessoria de imprensa da AGU afirmou que o valor “só pode ser obtido com o ministro, que se encontra em período de férias”. O órgão negou a existência de incompatibilidade, alegando que Adams “já declarou à Comissão de Ética da Presidência da República seu impedimento de atuar quando presente eventual conflito de interesses”, cabendo, aí, ao seu substituto agir no caso. A direção da AGU sustentou ainda que a rotina de Adams não chega a ficar comprometida pela atividade nos conselhos, que inclui viagens a São Paulo e ao Rio de Janeiro para a participação em reuniões que duram um dia inteiro.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Economista da Tendências Consultoria e especialista em finanças públicas, Felipe Salto avalia que os supersalários recebidos pelos ministros e secretários representam um entrave para o corte de gastos anunciado pelo governo. “Esses valores servem como um mau exemplo e são prejudiciais para a constituição de uma estratégia fiscal de maior austeridade. Os funcionários que estão na base das carreiras sempre vão usar os que estão no topo como referência para pedir reajustes”, afirma.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Para o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria, além dos altos salários dos ministros de Estado, a atuação de Adams em empresas privadas é grave. “A AGU, em tese, defende os interesses da União. Na medida em que o advogado-geral está em um conselho de capital majoritariamente privado e tem acesso a informações privilegiadas, há uma confusão entre o público e o privado”, sustenta.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 12h17min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA["ESTAMOS SEMPRE EM SINTONIA COM O BC"]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=96606</link>
		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 17:54:04 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O Ministério da Fazenda acredita que foi parceiro importante do Banco Central para que a inflação de 2011 fechasse no teto da meta. "Apesar de muitos não acreditarem, estamos sempre em sintonia com o BC", diz um assessor do ministro Guido Mantega, que, mesmo em férias, saudou a vitória da autoridade monetária sobre os analistas de mercado que insistiram, até o último instante, que a inflação passaria de 6,5%.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A última tacada da Fazenda a favor do BC foi a diminuição do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente nos eletrodomésticos. O tributo foi reduzido exatamente no dia 1º de dezembro, quando começou a coleta de preços para o último mês do ano pelo IBGE. Em média, geladeiras, máquinas de lavar e fogões ficaram 15% mais baratos. E, melhor, a queda dos preços foi imediata. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Com isso, segundo o IBGE, o grupo artigos de residências, que havia acumulado alta de 3,53% em 2010, fechou o ano passado com variação zero. Em 2010, o grupo havia contribuído com 0,15 ponto percentual para o IPCA de 5,91%. Em 2011, teve contribuição zero.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>A pergunta que alguns técnicos do BC andam fazendo é se essa sintonia significará o cumprimento da meta cheia de superavit primário em 2012, de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB), como ocorreu no ano passado. Apesar das garantias de Mantega nesse sentido, a desconfiança ainda é grande. Por isso, as preocupações com os rumos da inflação.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 15h50min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[VITÓRIA DA CREDIBILIDADE]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=96580</link>
		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 15:19:21 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A diretoria do Banco Central está convencida de que saiu maior da disputa com o mercado financeiro em relação à inflação. Até o último minuto, segundo assessores de Alexandre Tombini, presidente do BC, a maior parte dos analistas de bancos e corretoras apostou no estouro do teto da meta de inflação em 2011. Mas acabou por prevalecer a posição da autoridade monetária, de que o IPCA ficaria no limite do objetivo definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para os diretores do BC, a tendência, daqui por diante, é de os economistas, sobretudo os de bancos, não tentarem desqualificar tanto as projeções da instituição. É preciso entender, na opinião do comando da autoridade monetária, que o BC dispõe de muito mais informações sobre a economia do que qualquer analista financeiro. Ou seja, nenhum passo da instituição é dado sem uma ampla avaliação dos quadros nacional e externo e sem as informações repassadas pelos maiores BCs do mundo.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Sem querer cantar vitória, "pois esse não é o estilo de Tombini", como ressaltam técnicos do BC, a autoridade monetária acredita que reforçou a sua credibilidade. Acertou quando elevou os juros nos primeiros seis meses do ano, período em que a inflação dava sinais de descontrole. Acertou quando se antecipou à desaceleração da atividade e começou a reduzir, em agosto último, a taxa básica de juros (Selic). Acertou quando insistiu que o IPCA ficaria no teto da meta, mesmo que no limite.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O BC, por sinal, vai insistir no discurso de que a inflação deste ano convergirá para o centro da meta gradativamente ao longo de 2012, independentemente dos eventuais choques de preços que possam ocorrer nos dois ou três primeiros meses deste ano. Resta saber se o mercado dará o braço a torcer.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br><span style="font-style: italic;">Brasília, 13h15min</span></font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[EUFORIA NO BC E NA FAZENDA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=96569</link>
		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 13:32:44 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Dia de alívio e euforia no governo, mais precisamente, no Banco Central e no Ministério da Fazenda, onde, até ontem à noite, muitos faziam contas sobre o IPCA que foi divulgado hoje pelo IBGE. Temia-se o estouro do teto da meta definida pelo governo, de 6,50%</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Pois o índice acumulado em 2011 ficou em exatos 6,50%, tornando-se motivo para uma comemoração que há anos não se via no governo. Ao fechar exatamente no teto da meta, o presidente do BC, Alexandre Tombini, se livrou do constrangimento de encaminhar para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, uma carta explicando o porquê de ter falhado na missão de manter a inflação dentro das metas.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Mas nem tudo será tranquilidade para o BC. Os números projetados para o IPCA de janeiro e de fevereiro não são nada animadores, devido aos preços dos alimentos, afetados tanto pelo excesso de chuvas quanto pela estiagem no Sul do país. Também o etanol está em disparada. É possível que apenas nesses dois meses, o IPCA acumule alta superior a 1,2%. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 11h27min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[UM 2012 ESPETACULAR]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=96325</link>
		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 17:10:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		  <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Aos leitores que fazem questão de prestigiar esse espaço, mesmo ele não recebendo merecida atenção por parte do blogueiro, deixo uma pequena mensagem recebida de um amigo muito querido.  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">JANTAR DE FIM DE ANO</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Receita com os "condimentos" necessários para um Ano Feliz:</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br>  <br>Tome 12 meses completos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br>Limpe-os cuidadosamente de toda a amargura, ódio e inveja.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br>Corte cada mês em 28, 30, ou 31 pedaços diferentes, mas não cozinhe todos ao mesmo tempo.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br>Prepare um dia de cada vez com os seguintes ingredientes:</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br>- Uma parte de fé</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br>- Uma parte de paciência</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br>- Uma parte de coragem</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br>- Uma parte de trabalho</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br>Junte a cada dia uma parte de esperança, de felicidade e amabilidade.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br>Misture bem, com uma parte de oração, uma parte de meditação e uma parte de entrega.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br>Tempere com uma dose de bom espírito, uma pitada de alegria e um pouco de ação, e uma boa medida de humor.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br>Coloque tudo num recipiente de amor.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br>Cozinhe bem, ao fogo de uma alegria radiante.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">  <br>Guarneça com um sorriso e sirva sem reserva.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="4">  <br>Feliz 2012!!!</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Brasília, 15h09min</font></p>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[INTRIGA NA FAZENDA AZEDA NATAL ENTRE MANTEGA E BARBOSA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=96110</link>
		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 14:53:40 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR ANA D'ANGELO</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>O Palácio do Planalto virou suas antenas para o Bloco P da Esplanada dos Ministérios, onde, nas últimas semanas, tem captado aparente troca de flechas, recheadas de veneno, entre seus dois principais integrantes, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o secretário executivo, Nelson Barbosa. O motivo seria a disputa pelos louros das ações vitoriosas na condução da política econômica durante esse ano de crise global, como o recente corte de impostos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O gabinete presidencial não detectou briga entre os dois, mas um novo fogo amigo, vindo de dentro do próprio governo, a exemplo das denúncias envolvendo o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. O objetivo é enfraquecer a Fazenda e, em especial, Nelson Barbosa, eterno candidato de Dilma para assumir o Ministério do Planejamento. Numa eventual disputa de fato entre os dois xodós da presidente, Barbosa levaria a pior, pois Dilma não mexeria com o Guidinho, como chama Mantega.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Na avaliação do Planalto, a divulgação de intrigas começou, coincidentemente, quando, a partir do fim de novembro, Mantega passou a ficar mais tempo em São Paulo. O ministro não gosta de comentar, mas a mulher está com problemas de saúde. Mantega ficou ao seu lado quando ela precisou fazer exames e uma pequena cirurgia. Ele passou o Natal em São Paulo, mas retornará a Brasília, onde passará o réveillon com a mulher, o filho mais novo, de 10 anos, e a mãe. Depois, sairá de férias.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Na Esplanada, os comentários à época eram de que Mantega cogitou se afastar do ministério para dar apoio à mulher. Em seu lugar, assumiria naturalmente Nelson Barbosa, que vinha tocando o ministério nas ausências do ministro, e a quem Dilma tem em extrema conta. O secretário executivo era o nome predileto da presidente para assumir o Ministério do Planejamento no início do ano. Mas a pasta ficou com Miriam Belchior por escolha do ex-presidente Lula.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Nelson Barbosa é assessor de Mantega desde os tempos em que o ministro ocupou a pasta do Planejamento e, em seguida, a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Quando Mantega assumiu a Fazenda, Barbosa acompanhou. No ministério, já chefiou outras duas secretarias: de Acompanhamento Econômico e de Política Econômica.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 12h52min</font></p>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[QUEBRANDO A ROTINA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=96092</link>
		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 11:30:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img style="width: 86px; height: 101px;" src="../../static/user//18/18772/76d3bf56f94b4cd6de9d3e98cf83c9a9.jpg"><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">CRÔNICA</font></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">LUCIANA ASSUNÇÃO (*)</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">      <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><a href="www.lulupisces.blogspot.com">lulupisces.blogspot.com</a></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><font size="4"><span style="font-weight: bold; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">PATRULEIROS DO (NOSSO) UNIVERSO</span></font> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-style: italic;">Filhos... Filhos?</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Melhor não tê-los!</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Mas se não os temos</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Como sabê-lo?</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Se não os temos</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Que de consulta</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Quanto silêncio</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Como os queremos!</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Banho de mar</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Diz que é um porrete...</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Cônjuge voa</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Transpõe o espaço</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Engole água</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Fica salgada</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Se iodifica</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Depois, que boa</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Que morenaço</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Que a esposa fica!</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Resultado: filho.</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">E então começa</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">A aporrinhação:</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Cocô está branco</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Cocô está preto</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Bebe amoníaco</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Comeu botão.</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Filhos?&nbsp; Filhos</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Melhor não tê-los</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Noites de insônia</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Cãs prematuras</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Prantos convulsos</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Meu Deus, salvai-o!</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Filhos são o demo</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Melhor não tê-los...</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Mas se não os temos</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Como sabê-los?</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Como saber</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Que macieza</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Nos seus cabelos</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Que cheiro morno</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Na sua carne</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Que gosto doce</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Na sua boca!</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Chupam gilete</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Bebem shampoo</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Ateiam fogo</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">No quarteirão</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Porém, que coisa</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Que coisa louca</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Que coisa linda</span><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Que os filhos são!</span> <br>(<span style="font-weight: bold;">Vinícius de Moraes</span>) <br> <br> <br> <br><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="2">Em determinado momento do piquenique no parque, cantarolo. A parte da música que eu sabia acaba. Paro. Rômulo olha para mim contrariado e ordena: canta, mamãe, canta! Aquilo me deu um nó nas tripas, uma comoção. Se meus filhos adultos guardarem na lembrança essa mãe musical, já terei considerado minha contribuição para a preservação da espécie suficiente.</font> <br> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/187ae8231db11b1ba351b56d572c295c.jpg"></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Fico aqui  matutando... É incrível como os filhos estão sempre prestando atenção na  gente, mesmo quando a gente acha que não. Eles são os fiscais das  nossas falas, atitudes, contradições. Superegos eficientes. Apertam a  buzina, acionam o sinal vermelho, reprovam ou aprovam nosso  comportamento com o mesmo fervor e a mesma honestidade ferina. <br>   </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/d4a9beff750fde82d4d71a96638e53b6.jpg"> <br></font> </p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> </p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br> </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> </p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">“Mamãe, por  que seu bumbum é mole?” É dito assim, sem nenhuma intenção além daquela  curiosidade de entender o porquê das coisas. Pra mim é um tapa na cara a  constatação do tempo que vai passando no meu corpo. Envelheço, logo  existo. A vontade que dá é de expulsar os garotos do banheiro e começar a  achar Herodes (quase cometo a heresia com H de escrever Herodes com E)  realmente natural. <br> <br> Mas já dizia Vinícius que se não tivermos filhos, não poderemos, jamais,  saber das alegrias e agruras da pãeternidade. É verdade. Não adianta se  valer de sobrinhos, rebentos dos amigos, afilhados. Filho é diferente.  Ele é nosso. Reconhecemos nossos genes naquelas miniaturas, mas,  sobretudo, nossa personalidade nesses espelhos sempre mais detalhistas  que nós mesmos.   </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> </p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/eef8ff028fcd7a34792e3c20f80d4736.jpg"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>“Mamãe, você falou que aquela moça é idiota, eu ouvi! Papai, aqui é a velocidade é 60... Mamãe, você só fica brigando! Papai, você só trabalha!” Quem precisa de terapeuta para analisar neuras e falhas com um filho por perto? Se a gente parar para prestar atenção nesses pequenos patrulheiros do universo, a gente pode evoluir bastante. Não sem ter uma crise de estafa no meio do caminho. Crescer também dói. <br> <br>Por isso decidi anotar as falas interessantes dos meus. Não para me exibir: olha como meus filhos são espertos e instigantes, mas, sim, como lembrete diário do que eles realmente podem me ensinar. <br> <br>Vou tentando incorporar esses sentimentos todos num viés Manoel de Barros: procurando ser cada dia mais árvore e cada vez menos pedra. Talvez somente os filhos consigam da gente essa postura flexível diante da vida. Sem certezas, sem controle absoluto, sem noção. Todavia, com nonsense de sobra. Viver é risível e isso deveria bastar.  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img src="http://www.dzai.com.br/static/user//18/18772/162f59f277c022a204ecc78f89b3d12d.jpg"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> </p><div style="text-align: justify; font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><p><font size="2">Afinal, como bem definiu Tomás: “a alma é um fantasma que vive dentro da gente e faz tudo o que a gente quer”.</font></p><p><font size="2"> <br></font></p><p style="font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 09h30min</font></p></div><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p>   
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[JUROS SEGUEM EM QUEDA, COM MODERAÇÃO]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=96042</link>
		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 18:22:10 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="1">ARTIGO</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">MARISTELLA ANSANELLI E CARLOS LOPES (*)</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O relatório de inflação do último trimestre do ano trouxe um tom mais moderado do que os últimos comunicados do Banco Central, mas a grande novidade ficou por conta da declaração do diretor Carlos Hamilton, em sua apresentação para explicar o relatório, sobre uma possível elevação das taxas de juros “caso o cenário de inflação em alta para 2013 se confirme”. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Com relação ao relatório, o Banco Central afirma que “o cenário internacional continua a manifestar viés desinflacionário no horizonte relevante” e que “as projeções de inflação para 2012 se reduziram e o balanço de riscos para a inflação acumulou sinais favoráveis desde a divulgação do último Relatório”, o que sinaliza a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Reconhecemos, no entanto, alguns sinais importantes de moderação no discurso do Banco Central. Em primeiro lugar, a projeção de um PIB de 3,5% em 2012 mostra um BC muito realista com o cenário de crescimento para o próximo ano, ou seja, menos propenso a sacrificar a inflação em prol de um crescimento muito acelerado.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> Em segundo lugar, há um importante destaque no relatório de Inflação para os efeitos defasados da política monetária: "defasagens são levadas em consideração na condução da política monetária, em parte, para se evitar flutuações indevidas na atividade econômica". Por fim, e mais importante, há uma elevação das projeções de inflação para 2013 quando considerado o cenário de mercado. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">No cenário de referência, em que o Bando Central considera a Selic constante em 11% durante todo o período de projeção, o IPCA encerraria 2012 em 4,7% e se manteria neste mesmo patamar no final de 2013. Já no cenário de mercado, em que o Banco Central considera a Selic projetada pelo mercado, com queda até 9,5% ao final de 2012, o IPCA encerraria 2012 em 4,8% e subiria até 5,3% ao final de 2013. Caso se confirme este segundo cenário, o diretor Carlos Hamilton sinalizou que poderia ocorrer uma elevação da Selic. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Mesmo frente ao tom um pouco mais moderado do Banco Central não alteramos nosso cenário de mais quatro reduções de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic) ao longo das próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), dado que acreditamos que a evolução da inflação e atividade econômica, sem citar possíveis complicações no cenário internacional no primeiro trimestre de 2012, devem permitir a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário por um período mais extenso. Reconhecemos, no entanto, o tom mais cauteloso do Banco Central e o aumento das chances de uma retomada do ciclo de alta em 2013. Nosso cenário incorpora uma elevação da Selic de 9% para 10% ao longo de 2013.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="1">(*) Economistas do Banco Fibra.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 16h19min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[OCTAVIO DE BARROS VÊ SELIC EM 9,5% EM ABRIL DE 2012]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=95978</link>
		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 17:29:25 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Vale a pena conferir as observações do economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, sobre o relatório trimestral de infalçao divulgado hoje pelo Banco Central, que ressalta a estratégia da instituição de ajustes moderados na taxa básica de juros (Selic), movimento compatível com a recuperação mais lenta da economia:</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br><span style="font-weight: bold;">*</span> "Interpretando o Relatório de Inflação do quarto trimestre, divulgado hoje pelo Banco Central, entendemos que o Copom reforçou sua estratégia de ajustes moderados na condução da política monetária, sem urgência de acelerar seu ritmo e nem de ampliar demasiadamente seus futuros cortes da taxa de juros, chamando atenção, de forma especial, para as defasagens da política monetária."</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br><span style="font-weight: bold;">*</span> "Vale ainda destacar a trajetória esperada pelo Comitê para a recuperação da economia doméstica, apontando crescimento do PIB de 3,5% em 2012 e mostrando um cenário realista para atividade, compatível com uma aceleração ao longo do ano que vem, em ritmo sustentável. Em paralelo, as projeções para a inflação em2012 se reduziram e o balanço de riscos para o cenário prospectivo para a inflação se mostrou bem mais favorável, considerando a inversão da tendência da inflação, afetando as expectativas dos agentes e as influências da 'reavaliação do ritmo da atividade doméstica e externa, neste e nos próximos semestre'."</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br><span style="font-weight: bold;">*</span> "A hipótese sobre o cenário externo segue sendo o de que a deterioração atual representará o equivalente a um quarto da crise de 2008/2009. Além disso, esperam baixo crescimento da atividade global, por um período prolongado, especialmente nos países desenvolvidos e isso implica uma 'dinâmica relativamente benigna' para os preços das commodities."</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br><span style="font-weight: bold;">*</span> "O cenário proposto pelo Copom para a atividade econômica deve ser lido como realista, na nossa visão, com expansão do PIB de 3,5%, assumindo moderação no curto prazo e aceleração na virada do primeiro para o segundo semestre. Importante destacar a visão do Comitê de que “defasagens são levadas em consideração na condução da política monetária, em parte, para se evitar flutuações indevidas na atividade econômica”, reforçando a mensagem de cortes de 0,5 ponto percentual e a nossa aposta de que a cautela poderá ser levada em conta nos próximos passos da política monetária.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br><span style="font-weight: bold;">*</span> "Os modelos tradicionais de projeção para a inflação voltaram a ganhar relevância, já incorporando os choques externos, levando a taxa de inflação a se posicionar em torno da meta em 2012, no cenário central do BC, que 'identifica riscos decrescentes à concretização de um cenário em que a inflação convirja tempestivamente para o valor central da meta'. Com isso, a previsão central associada ao cenário de referência indica inflação de 6,5% em 2011 e de 4,7% em 2012; nos dois primeiros trimestres de 2013 a projeção se encontra em 4,6% e 4,4%, respectivamente, deslocando-se para 4,7% nos dois trimestres seguintes."  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-weight: bold;">*</span> "Já no cenário de mercado, a previsão para o IPCA em 2011 está em 6,5% e, em 2012, foi para 4,8%; para 2013, a projeção parte de 4,8% no primeiro trimestre, recua para 4,7% no segundo, e se desloca para 5,2% e 5,3% nos dois últimos trimestres de 2013, respectivamente. Além disso, o crescimento do PIB previsto para 2011 é de 3,0%, valor 0,5 p.p. menor do que o projetado no Relatório de Inflação de setembro de 2011. Para 2012, o Comitê projeta taxa de crescimento de 3,5%, a qual contempla aceleração da atividade entre o primeiro e o segundo semestre do próximo ano."</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-weight: bold;">*</span> "Em suma, reforçamos nossa expectativa de continuidade dos passos de cortes de 0,5 ponto, levando a Selic a 9,5% em abril de 2012. Acreditamos também que a velocidade de recuperação da economia será elemento fundamental a ser monitorado nos próximos meses, para possíveis calibragens na condução da política monetária."</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 15h25min</font></p> 
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[PARA O BC, PRIORIDADE É CRESCIMENTO ECONÔMICO]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=95975</link>
		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 13:12:45 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Conforme o <span style="font-weight: bold;">blog</span> adiantou (veja nota de sábado, dia 17), o Banco Central reduziu, mesmo, a previsão de crescimento neste ano de 3,5% para 3% e fixou em 3,5% a estimativa de avanço para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2012.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Uma análise rápida no documento divulgado pelo BC mostra uma visão mais amena do que na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom) em relação à inflação. A autoridade monetária elevou de 6,4% para 6,5% a estimativa de alta para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano e manteve em 4,7% a projeção para 2012. O BC admite que a chance de se estourar o teto da meta da inflação de 2011 passou de 45% para 55%, mas não vê isso como grande problema diante dos choques de preços que o país enfrentou e das distorções criadas pelos estímulos dados à economia pelo ex-presidente Lula nos dois últimos anos de seu mandato.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para o BC, com a economia crescendo menos no ano que vem, abaixo do chamado PIB potencial, haverá um processo natural de desinflação no país, movimento que será favorecido pela recessão que se verá na Zona do Euro. O BC, inclusive, não vê no horizonte um quadro de ruptura na Europa, um "evento extremo" como os diretores da instituição gostam de falar, a despeito da gravidade da situação europeia.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Na avaliação do economista-chefe do Banco Santander, Maurício Molan, o ritmo da atividade previsto pelo BC é realista, mas insuficiente para levar a inflação para o centro da meta, de 4,5%, no ano que vem. Ainda assim, ele aposta que o Copom manterá o processo de baixa da taxa básica de juros (Selic), dos atuais 11% para algo entre 9,5% e 10%. O objetivo do governo, com o afrouxo monetário já encampado pelo BC, será o de manter a atividade em um ritmo adequado, bem longe de um processo recessivo. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 11h02min</font></p>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[A CRISE NO BRASIL]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=95899</link>
		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 13:21:03 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Por mais que o governo mantenha o discurso otimista em relação à economia brasileira, o que faz parte do jogo, os números mostram que o país está cada vez mais sendo atropelado pela crise internacional.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O Ministério do Trabalho informou hoje que, em novembro, foram abertas apenas 42.735 vagas formais no mercado de trabalho, saldo 69% inferior ao registrado no mesmo mês de 2010. Foi o pior resultado do ano. Sentiram, principalmente, o baque a agricultura, a indústria de transformação, a construção civil e o setor de ensino.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Já o Banco Central admitiu que o investimento estrangeiro direto será menor em 2012, caindo de US$ 65 bilhões em 2011 para US$ 50 bilhões, saldo que será insuficiente para cobrir o rombo previsto de US$ 65 bilhões nas transações correntes do país com o exterior.  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Esse buraco aumentará (neste ano, ficará em US$ 53 bilhões) por causa do saldo menor na balança comercial, já que os potenciais compradores dos produtos brasileiros estarão em recessão, e da retirada maior de recursos do Brasil pelas multinacionais instaladas aqui. Elas precisarão de US$ 39,6 bilhões das rentáveis filiais brasileiras para reforçar os caixas das matrizes.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>É verdade que os dados estão longe de sinalizar grandes problemas no Brasil. Mas é bom o governo botar as barbas de molho e fazer o dever de casa, sem estripulias</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 11h18min</font></p>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[A QUARTA ONDA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=95847</link>
		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 16:43:48 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR RICARDO ALLAN (*)</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A previsão da agência oficial de estatísticas da França (Insee) de que o país vai entrar em recessão pela segunda vez desde 2008 foi o primeiro indício de que o temido duplo mergulho da economia global é só uma questão de tempo. Nas contas do Insee, o Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas geradas) francês vai recuar 0,2% no quarto trimestre deste ano e 0,1% no primeiro do ano que vem. Diante dos últimos indicadores de conjuntura, que sinalizam uma brutal desaceleração em todos os locais relevantes, as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) viraram pó. De acordo com os números divulgados em setembro, o planeta cresceria 4% neste ano e em 2012, um cenário que não se concretizará nem com reza forte.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Muito se discutiu se a recuperação ensaiada em 2010, quando a economia global cresceu 5,1% após a queda de 0,7% em 2009, teria fôlego. Teóricos divergiram sobre se o movimento seria em “V”, com uma queda abrupta seguida de uma retomada vertiginosa, ou em “U”, com a alta sendo precedida de um curto período de estagnação. Ao que parece, vencerão os mais pessimistas, como o economista Nouriel Roubini, conhecido como Doutor Destino por seus cenários catastróficos. Esse grupo imaginava um modelo em “W”, com um segundo afogamento depois do curto alívio. A União Europeia deve entrar em recessão no início do ano que vem, levando junto os Estados Unidos. China e Índia devem reduzir o ritmo de expansão e o Brasil pode até sofrer uma contração neste trimestre e no próximo.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Os analistas estão certos ao tratar essa crise como uma só. O que ocorre hoje é um desdobramento do que se insinuou ainda em 2007, se agravou com o estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos no primeiro semestre de 2008 e virou um pesadelo após a quebra do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers em setembro daquele ano. A exemplo dos problemas que se seguiram ao crash da Bolsa de Nova York em 1929, que se transformaram na grande depressão dos anos 1930, essa crise vem em ondas. A tese do livro Oito séculos de delírios financeiros, do ex-economista chefe do FMI Kenneth Rogoff e da economista Carmen Reinhart, é de que crises que juntam bolhas imobiliárias e alto grau de endividamento das famílias demoram ao menos 10 anos para terminar. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-weight: bold;">Calote certo</span> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Pelas contas de Rogoff e Reinhart, não se chegou nem à metade. A primeira onda desse maremoto foi eminentemente financeira, com o profundo abismo que se abriu nos balanços bancários, intoxicados por papéis podres derivados de contratos imobiliários sem garantia firme. Como consequência, as linhas de crédito sumiram, com terríveis prejuízos para a atividade das empresas e os Tesouros Nacionais, que tiveram problemas para se financiar. As bolsas de valores desabaram, provocando uma destruição de riqueza superior a US$ 13 trilhões em todo o mundo. O choque provocou uma segunda onda, a da recessão mundial. Poucos escaparam em 2009. Andaram para trás: EUA (-3,5%), Zona do Euro (-4,3%), Japão (-6,3%), Reino Unido (-4,9%) e Brasil (-0,6%). O tombo só não foi pior por causa da China, que ajudou parceiros comerciais e financeiros ao crescer 9,2%, e porque os governos fizeram pacotes multibilionários de socorro aos bancos e de estímulos fiscais à recuperação.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Tamanha mobilização desorganizou as contas públicas. O descalabro fiscal foi responsável pela terceira onda, que abateu primeiramente os países mais ricos. Os Estados Unidos entraram numa luta política fratricida entre democratas e republicanos em torno de um acordo para garantir o funcionamento do governo. Alguns países da Zona do Euro, já entregues à irresponsabilidade havia décadas, beijaram a lona. Os rombos orçamentários, a resistência dos bancos em voltarem a emprestar, o alto grau de endividamento das famílias, a retração nos investimentos e no consumo e a deterioração dos preços dos ativos, entre outros fatores, podem produzir a segunda recessão mundial em três anos. Quanto tempo os efeitos dessa quarta onda vão perdurar ainda é uma incógnita. Mas os analistas descartam, por enquanto, uma depressão.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Esse é um breve resumo do que ocorreu nos últimos anos. O problema mais urgente no momento é obter uma solução viável para o imbróglio das dívidas na Zona do Euro, especialmente de Itália e Espanha. A Grécia dificilmente escapará de uma moratória nos próximos anos. Mesmo com o pacote de salvação montado pelo FMI e pela União Europeia e o calote seletivo de metade da dívida que os bancos tiveram que engolir, a brutal recessão no país impedirá a recuperação das receitas tributárias. Com o buraco nas contas públicas crescendo quase US$ 20 bilhões por ano, a dívida pública não se resolve. Imaginar que países com endividamento de até 160% do PIB conseguirão baixá-lo para 60%, como prevê o acordo celebrado há duas semanas pelos líderes europeus, beira o delírio. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-weight: bold;">Pânico irracional</span> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Então, o que fazer? Alguns especialistas garantem que a solução passa por um papel mais ativo do Banco Central Europeu (BCE), que hoje tem as mãos atadas pelo conservadorismo da chanceler da Alemanha, Angela Merkel. Se o BCE, comandado pelo italiano Mario Draghi, abrir as torneiras para comprar títulos dos Tesouros com problemas de financiamento, garantir recursos aos bancos e lançar eurobônus, a situação melhora, afirmam. Pelo menos, os governos ganham tempo para reduzir, aos poucos, a dívida e pôr de pé medidas que possam melhorar a competitividade das economias. Só assim, elas poderão voltar a crescer, dando início a um círculo virtuoso. Mas o pânico irracional que os alemães têm da inflação atrapalha os planos. Angela Merkel precisa entender que, nessa altura do campeonato, uma pequena alta dos preços é o menor dos problemas. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br><font size="1">(*) Subeditor de Economia do <span style="font-weight: bold;">Correio Braziliense</span>.</font></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Brasília, 14h45min</font></p>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[CAMINHO MAIS FÁCIL]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=95815</link>
		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 15:30:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="1">ARTIGO</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">ANTONIO MACHADO (*)</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A ênfase do governo em sustentar por todos os meios uma taxa de crescimento da economia de 4,5% a 5% em 2012, meta do ministro Guido Mantega que a presidente Dilma Rousseff avalizou na sexta-feira, ao receber os jornalistas lotados no Palácio do Planalto, sinaliza a continuidade da politica econômica que vem do governo Lula, focada mais na expansão do consumo que do investimento.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Sem derrocada do euro ou um pouso abrupto da economia da China, tais prognósticos devem se cumprir, embora, por ora, o consenso entre economistas e empresários leve a um cenário mais discreto para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), com o ritmo de crescimento vindo de algo como 3% este ano para 3,5% a 4%.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Nestas simulações, a inflação não volta à meta central de 4,5%, mas ficaria abaixo do teto do intervalo de variação, 6,5%, que é o resultado mais provável para este ano. A depreciação cambial, portanto, estaria descartada, com o real forte voltando a apoiar o Banco Central contra a inflação. A taxa mais ouvida é R$ 1,75.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Em contrapartida, a Selic pode continuar desinflando, estando ambos os movimentos, juros e câmbio, sintonizados com a retomada do crescimento pelo consumo - função de crédito fácil e de renda disponível e emprego, no mínimo, mantidos nos patamares atuais.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O real depreciado, nestes termos, afronta a elevada avaliação que a presidente continua a receber, conforme a última pesquisa do Ibope, e nada indica que queira contradita-la. Ao contrário.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O resultado final em 2012, baseado em tais pressupostos, deverá ser a volta do que os economistas do Morgan Stanley batizaram de “descompasso do crescimento” – a demanda doméstica relativamente aquecida em contraponto às dificuldades da indústria. A taxa de câmbio apreciada em relação aos custos de produção (de impostos a salários, dos serviços de infraestrutura ineficientes e caros à burocracia regulatória) rasga uma avenida para as importações.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A economia com tal direcionamento leva a três resultados. Para Dilma, o PT e os partidos da base aliada, permite contar com os votos da percepção de bem-estar pelo eleitor, questão-chave nas eleições municipais marcadas para outubro. Para os analistas do mercado financeiro, projeta a expectativa de repique da Selic no fim de 2012. Para economistas atentos aos ciclos do crescimento, ampliam-se o risco de que aumente a dependência das commodities e do viés de enfraquecimento da indústria de manufaturados.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Qualidade do crescimento</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O cenário de indústria para baixo e demanda para cima é como o vício: prazeroso em tempo real, mas deixa sequelas para o resto da vida. É por isso que o economista Arthur Carvalho, do Morgan Stanley, diz que “a qualidade do crescimento é mais importante que a manchete sobre o número de 3,5% de crescimento do PIB”, a sua primeira projeção para 2012. De linha desenvolvimentista, o economista do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento da Industrial), Júlio Gomes de Almeida, reflete no mesmo tom.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">“Mais importante do que o quantitativo do desempenho econômico é a estrutura desse crescimento”, diz Julinho, como é conhecido.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Colhe-se o que se planta</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Almeida fez um exercício interessante: comparou o crescimento do PIB no terceiro trimestre com seu equivalente em 2008. De lá para cá o PIB cresceu 7,8%. Superou o período mais crítico, ele avalia, mas cresceu menos que os emergentes, como China e Índia.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">E isso por quê? Porque, ao contrário do padrão asiático, aqui o consumo de famílias, que cresceu 14,2% nestes três anos, puxou a expansão do PIB, cabendo ao investimento, com aumento de 11,8%, papel subsidiário. Exportações, diz ele, apesar de “toda pujança do agronegócio e da mineração”, cresceram 5,1%, “sucumbindo ao fraco aumento (+5,1%) das exportações de manufaturados”. Já as importações, “também manifestando a frágil competitividade da indústria”, tiveram acréscimo “elevadíssimo”, de 31,7%.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Pobre, com pinta de rico</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O padrão da economia movida a consumo não deve mudar, já que o governo está ansioso com o crescimento e fazendo assim pode ter resultado mais rápido. “Só que uma economia que consome muito e tira daí o seu potencial de crescimento, além de investir apenas para o gasto”, como afirma Almeida, não está se desenvolvendo. O que está em curso, também devido à “dinâmica exportadora modesta e restrita ao setor primário, além de altamente importadora”, é a “desindustrialização precoce, com especialização em economia de serviços”. Países ricos passam bem assim. Não é o nosso caso.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="2">Manufatura em retração</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Um padrão de crescimento como esse impacta a estrutura setorial da economia. A liderança do consumo, avalia Almeida, fez a festa do setor de serviços, que cresceu 8,8% nos últimos três anos. O comércio avançou 9%, e o setor financeiro, 21,8%. Para servir à demanda, a oferta foi um fiasco. A produção agropecuária, também em três anos, cresceu 5,4%, e da indústria, pífios 2,8% - e isso graças ao setor mineral a ao boom da construção civil.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Sem tais atividades, tem-se a tal indústria manufatureira ou de transformação (carros, têxteis, eletrônicos), onde estão os bons empregos e a inovação tecnológica. Ela acumula queda de 3% desde 2008. Se o desenvolvimento vem daí, o modelo deve ser revisto.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">(*) Colunista do <span style="font-weight: bold;">Correio Braziliense</span>.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 13h01min</font></p>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[QUEBRANDO A ROTINA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=95782</link>
		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 13:18:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<p>  <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><img style="width: 86px; height: 101px;" src="../../static/user//18/18772/76d3bf56f94b4cd6de9d3e98cf83c9a9.jpg"><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="1">CRÔNICA</font></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">LUCIANA ASSUNÇÃO (*)</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">     <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><a href="www.lulupisces.blogspot.com"><font size="2">lulupisces.blogspot.com</font></a></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="4">ALFABETIZAÇÃO TARDIA</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;">Para minha amada amiga BelBel,</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;">companheira de descobertas na Caixa Cultural</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">“O que as letras fazem quando estão contentes?” Tai um questionamento que nunca passou pela minha cabeça louca. Por isso a cultura inteligente e criativa é tão instigante. Ela, de modo algum, nos deixa enferrujar o pensamento. Reservar um tempinho para as exposições sem compromisso é vital. Ar que respiro.</span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">É assim que eu me deixo levar pelos passeios dominicais na Caixa Cultural: sem expectativas. Entretanto as três galerias não decepcionam: o aprendizado sempre vem. Domingo de manhã não tem programa mais legal que me aventurar naquele lugar vazio. Tenho a sensação onipotente de que aquilo tudo foi montado exclusivamente para mim, para o meu deleite de aprendiz da arte.</span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Seja ela em forma de pintura, fotografia, cartazes, vídeos, letras... Ah, as letras... Tão surradas, digitadas e divulgadas. Quem é que presta atenção em tipografia, não é verdade? Publicitários, artistas gráficos, designers e olhe lá. As letras existem apenas para dar vazão ao que precisa ser dito. São sempre coadjuvantes da informação e da emoção. Mas sabe que agora não vou mais pensar assim? Porque a letra pode, em si, expressar muitas sensações.</span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">E então o artista me pega desprevenida: “O que as letras fazem quando estão contentes?” Perguntinha vinda da boca da criança... Porque artista é só alguém que deixa a criança tomar conta do trabalho, pode acreditar. Se rola superego, não há arte. E eu, que vivo aqui da minha escrita, meu ganha pão e meu tesão, não havia reparado nas minhas letras.</span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Escolher Times New Roman (mecânica, econômica, jornalística), Futura (clean, moderna, ágil), Garamond (a minha preferida: linda, elegante, sofisticada) ou Comic Sans (usada à exaustão para todas as gracinhas) é porque minha letra também tem algo a dizer.</span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Não que eu mude sempre de fonte, pelo contrário. Sempre me ocupei mais com o que eu digo do que com a forma do que eu digo. Arrebatando, com tamanha falta de sensibilidade, muitos desentendidos por aí. Mas vou começar a ser menos alienada, poor little things, letrinhas queridas!!! Afinal, elas merecem (pelo menos a minha) atenção.</span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Mas o que as letras fazem quando estão contentes? Escrevem poemas, cartas de amor, pedidos de desculpas, agradecimentos, votos de felicidades, muitos parabéns, convites variados, Feliz Natal!, romances, contos sobrenaturais e crônicas de Clarice Lispector.</span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Esparramam também mantras em sânscrito, lista de convidados e de nomes para o filho que vai chegar, bilhetes de correio elegante, cartões postais de terras distantes, pedidos de casamento, guardanapos com insights de música e aquela ideia genial para o próximo slogan. Receita de strogonoff de chocolate para a amiga, email de saudades, frase de efeito no facebook também estão valendo. Para todas essas alegrias, convém se apropriar da Adrenalina, Cabulosa, Samba, Brush Script, Garamond, Mistral, Porcelain ou Zapfino... Chegam mais rápido ao coração, vai por mim.</span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">“Como elas se parecem quando estão envergonhadas?” Ai, depende. Se for vergonha boa, do bem, as letras ficam infladinhas e redondinhas. Só assim as bochechas coram. Nesse caso, cai bem uma Comic Sans, uma Ballon, talvez Bodoni. Pode até ser uma Filezin, que gosta de aparecer fingindo que não, nas letras vermelhas de supermercado.</span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Porém, se for vergonha do mal, por ter escrito palavrão sem razão, ofensa sem medida, mentira deslavada, agressão gratuita, verborragia sem ninguém pedir, preconceito obsoleto, briga com o marido, bronca na amiga, dívida não paga, promessa não cumprida... Ataque de Verdana, com cara de malvada, fria e calculista. Ou de Houaiss: pedante e impessoal. No mais, só indo de Interstate ou Arial, banais e tolas como você, que só conseguiu envergonhar a si mesmo.</span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Mas como rancor não tem nada a ver e reconhecer os próprios erros é chique e humano, fica aqui a sugestão: um gigante EU TE AMO, MIL PERDÕES, em Rial, Brasilêro ou Piel Script. Deve funcionar. I hope so.</span><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">  <br></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">Boiou? Dê uma espiada nesses sites aí e desvende o poder das letras:</span><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><a style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" href="www.%20brtype.com">www. brtype.com</a><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><a style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" href="www.%20houseoftype.com">www. houseoftype.com</a><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><a style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" href="www.%20youworkforthem.com">www. youworkforthem.com</a><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><a style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" href="www.%20linotype.com">www. linotype.com</a><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><a style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" href="http://www.myfonts.com/">http://www.myfonts.com/</a><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><a style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" href="http://www.justintype.com/">http://www.justintype.com/</a><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><a style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" href="http://www.fontshop.com/">http://www.fontshop.com/</a><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">PS: Tentei digitar o texto em fonte diferente, mas a Times New Roman é muito despótica!!! A dedicatória, ufa, foi de Apple Chancery.</span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">  <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;" size="2">Brasília, 11h16min</font>  <br></p>
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		<title><![CDATA[BC DEVE REDUZIR PIB DESTE ANO DE 3,5% PARA 3%]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=95756</link>
		<pubDate>Sat, 17 Dec 2011 02:01:00 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="3"><span style="font-weight: bold;">POR VICTOR MARTINS</span></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Apesar do otimismo da presidente Dilma Rousseff e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao preverem crescimento econômico entre 4,5% e 5% em 2012, não será um ano fácil para o país, dada a gravidade e a duração da crise europeia. Não à toa, o Banco Central, comandado por Alexandre Tombini, fará o duro papel de levar o governo a fincar os pés na realidade. Na próxima semana, a autoridade monetária divulgará o último relatório trimestral de inflação de 2011. E, para desespero do Palácio do Planalto, não só deverá reduzir a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, de 3,5% para 3%, como estimará um avanço entre 3,5% e 4% para o próximo ano.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Na avaliação do BC, não há nada, no horizonte, que justifique a aposta de um ritmo mais forte da economia nos próximos meses. Para técnicos da instituição, tanto a produção quanto o consumo estão recuperando o fôlego, mas de forma lenta. E o motivo principal para isso é a diminuição da confiança da população e do empresariado. Temendo tempos difíceis caso a Europa degringole de vez, muitas famílias reduziram o ritmo das compras para não serem pegas no contrapé. Já o comércio e a indústria reduziram os desembolsos dos investimentos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Por mais sinais positivos que o governo venha passando, sobretudo ao cortar impostos de eletrodomésticos e estimular o crédito, muitos se assustaram com o tranco da economia no terceiro trimestre do ano. O nível da atividade vinha diminuindo com o aumento dos juros e a adoção de medidas restritivas no crédito adotadas pelo BC. A expectativa era de que o crescimento do PIB se situasse em torno de 4%. Mas, com o agravamento da crise europeia, a retração foi mais forte que o desejado. Pessimista, o mercado financeiro estima expansão de 2,8% para este ano e entre 3% e 3,5% para 2012.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Para Mauro Schneider, economista-chefe do Banco Banif, é mais do que natural que o BC revise seus dados e passe a prever um salto de 3% para o PIB neste ano e um número menor do que a maioria do governo para 2012. “Quando a instituição fez o último relatório de inflação, não conhecia o PIB do terceiro trimestre e não tinha em mãos um único dado sobre o último trimestre”, observou.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 00h01min</font></p> <br>
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		</item>
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		<title><![CDATA[INFLAÇÃO: O BOM E O FEIO]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=95743</link>
		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 17:31:23 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		<font size="2"><br style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"></font><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Os dados sobre a inflação divulgados hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV) jogam, segundo o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, lenha na fogueira da discussão dos preços no país. Ele ressalta que o IPC-S apresentou o maior resultado semanal desde setembro, ao fechar em 0,72%. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O resultado, segundo ele, foi puxado pelos alimentos, grupo que continuou acelerando fortemente (1,27%) e teve como vilão as carnes, em particular a alcatra e a carne moída. O IPC-S maior também foi influenciado pelo setor de transportes, já que, neste fim de ano, as empresas aéreas resolveram fazer seu pé de meia por meio do reajuste das passagens de 15,53%.</font> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"> <br></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Os dados se tornam mais preocupante, no entender de Perfeito, a ponto de causar "um frio na espinha" por causa da série de chuvas de granizo no sul do país, anunciando que a temporada das águas poderá ser, mais uma vez, bastante severa, trazendo perdas humanas irreparáveis. "E a essa preocupação humanitária deve-se somar os desafios de ordem econômica, no qual o principal foco é a questão dos preços dos bens agrícolas", diz.</font></p><font size="2"></font><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Ele lembra que, no ano passado, a tragédia na região serrana do Rio de Janeiro e as secas no Sul impuseram desafios adicionais à condução da política monetária pelo Banco Central. "Talvez, tenhamos este ano um déjá vu", frisa. No entanto, ressalta o economista da Gradual, nem tudo é pessimismo quando se trata da estrutura de preços ao consumidor.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">"Temos alguns, mas poucos, motivos para comemorar. Apesar de o IPC do IGP-10 divulgado recentemente ter apontado alta de 0,31% para 0,65% em dezembro, o índice é menor que em igual período do ano passado. No caso do IGP mensal (de 0,19%), o resultado é muito inferior ao ano passado e isto trará efeitos positivos para o ano que vem, uma vez que vivemos, infelizmente, numa economia insanamente indexada. As variações acumuladas em 12 meses estão em franca queda, evidenciando, assim, o que o BC resolveu rebatizar de convergência", diz.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">No entender de Perfeito, pode ser que o preço da carne dê um certo refresco no mês de dezembro e ajude o IPCA, o índice oficial de inflação, a fechar o ano abaixo do teto da meta (o índice tem que ser de, no máximo, 0,5% em dezembro, caso contrário, o teto se romperá). Ele lembra que o preço do boi gordo deu um pico em novembro, mas já recua fortemente, entregando os ganhos no mês. "Evento parecido ocorreu no fim de 2010, com uma diferença: no ano passado o preço do gado explodiu. Neste ano, não", assinala.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Sendo assim, afirma o economista, entre o bom e o feio, ele fica com o bom. A inflação, apesar de ser ainda persistentemente alta, não será a grande vilã para os próximos meses", ressalta.</font> <font size="2">No entanto, diz Perfeito, duas dúvidas ficam no ar como chumbo. Primeiro: se a temporada chuvosa for muito forte, a alta de hortifrutigranjeiros será inevitável. Segundo: se o dólar continuar ganhando força frente o real, que saiu da posição de moeda mais valorizada (alimentando a tal tese de guerra cambial) para a terceira pior frente ao dólar neste ano, a inflação pode subir.</font></p><font size="2"></font><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Não à toa, diz o economista, o</font><font style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;" size="2"> Banco Central está de olho no câmbio. E o leilão de ontem de linhas de crédito com recursos das reservas internacionais feito pela  instituição, por mais que não tenha saído negócio, serviu de aviso.</font></p> <p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 15h28min</font></p> <br>&nbsp; <br> <br> <br>
		]]>
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		</item>
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		<title><![CDATA[PF IMPÕE MULTA DE R$ 1,258 MILHÃO A BANCOS]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=95713</link>
		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 13:53:07 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A Polícia Federal multou dez bancos em R$ 1,258 milhão por descumprimento da lei federal nº 7.102/83 e normas de segurança, durante a 92ª reunião da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP) do Ministério da Justiça. Foram analisados 682 processos, dos quais 174 envolvendo bancos públicos e privados. Santander, Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal foram as instituições mais punidas. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Foi a quarta e última reunião da CCASP, em 2011, que é formada por representantes do governo e entidades dos trabalhadores (bancários e vigilantes) e empresários (bancos e empresas de segurança, transportes de valores e centros de formação de vigilantes). A reunião foi presidida pelo coordenador-geral de Controle de Segurança Privada (CGCSP) da Polícia Federal, delegado Clyton Eustáquio Xavier. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>As principais infrações dos bancos foram: falta ou o descumprimento do plano de segurança aprovado pela Polícia Federal, número insuficiente de vigilantes, transporte de valores feito por bancários e alarmes inoperantes, dentre outros itens. "Essas multas mostram a importância do trabalho de fiscalização da PF e provam que os bancos seguem tratando com descaso a segurança de trabalhadores e clientes, o que contribui para a onda de assaltos e sequestros", diz Ademir Wiederkehr, coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária e diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que representa os bancários na CCASP. </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Ademir defende mais atenção e investimentos em segurança para mudar essa realidade. "No primeiro semestre deste ano, segundo levantamento do Dieese, os cinco maiores bancos do país lucraram mais de R$ 25,3 bilhões, sendo que gastaram R$ 1,29 bilhão em despesas de segurança e vigilância, o que representa uma média de 5,09% por banco, o que é insuficiente ", destaca o diretor da Contraf-CUT. “A segurança precisa ser tratada como prioridade, sobretudo para acabar com a morte de pessoas em assaltos envolvendo bancos”, acrescenta.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Nos primeiros nove meses deste ano, segundo pesquisa da Contraf-CUT e da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) com base em notícias da imprensa, 38 pessoas foram assassinadas em todo país, na sua maioria clientes e em crimes de “saidinha de banco”. Para ele, “isto é inaceitável, pois o sistema financeiro é o setor mais lucrativo da economia brasileira e possui todas as condições para proteger a vida de trabalhadores e clientes”, conclui Ademir.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> Veja a relação das multas de cada banco:</font></p> <p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br> Santander:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; R$ 564.278,00 </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> Bradesco:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; R$ 196.456,00 </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> Itaú Unibanco:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; R$ 149.990,00 </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> Banco do Brasil:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; R$ 125.434,00 </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> Caixa Econômica Federal:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; R$ 113.068,00</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> HSBC:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; R$&nbsp; 63.600,00</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> Banif:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; R$&nbsp; 14.134,00</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> Banestes:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; R$&nbsp; 10.600,00 </font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> Bonsucesso:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; R$&nbsp;&nbsp; 10.600,00</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> Mercantil do Brasil:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; R$&nbsp;&nbsp; 10.600,00</font></p> <p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p> <p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 11h50min</font></p> <br>
		]]>
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		<title><![CDATA[MANTEGA E A GASTRITE]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=95716</link>
		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 01:36:25 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Muita gente tem estranhado a ausência do ministro da Fazenda, Guido Mantega, em Brasília. Nesta semana, ele despachou todos os dias em São Paulo, na sede do Banco do Brasil, na Avenida Paulista.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O ministro aproveitou para fazer um check-up. Motivo: sua gastrite, que andava controlada, piorou muito nos últimos dias. Não sem razão. Mantega enfrenta um sério problema de saúde na família.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A presidente Dilma Rousseff, por sinal, está dando todo apoio possível ao ministro. Ele terá o tempo que for necessário para cuidar da vida pessoal. Não há crise mundial que seja mais importante do que a saúde de um ente querido.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"><span style="font-style: italic;">Brasília, 23h35min</span> </font></p>
		]]>
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		</item>
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		<title><![CDATA[MANTEGA CONTÉM ÂNSIA DE EMPRESÁRIOS POR MAIS INCENTIVOS DO GOVERNO]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=95714</link>
		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 00:42:06 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O ministro da Fazenda, Guido Mantega, frustrou parte dos empresários presentes na última reunião do ano do Grupo Avançado de Competitividade (GAC). Embora tenha traçado um quadro otimista para a economia em 2012 e de reconhecer a necessidade de o governo proteger o país da grave crise mundial, disse aos presentes que nada será feito de forma apressada. Ou seja, não há novas medidas de incentivos à vista. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">"Vamos dar passos calculados. Estamos acompanhando atentamente o nível da atividade e do consumo, mas tudo será feito de forma serena, para que não tenhamos problemas mais à frente", afirmou o ministro.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O recado foi endereçado, principalmente, aos setores industriais que se sentem desprotegidos diante da concorrência externa. Mantega assegurou que é opção do país ter uma indústria forte, mas medidas protecionistas podem não ser a melhor solução para o Brasil. Ele assegurou que o governo está atento à gravidade da crise, à tensão do momento. Porém, a hora é de ter sangue-frio e não dar o passo maior que a perna.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Nem tudo foram cobranças na reunião. O ministro ouviu boas notícias dos representantes do varejo e dos fabricantes de eletrodomésticos, beneficiados pelo corte de impostos. Segundo relatos, nos primeiros 15 dias de dezembro, já com tributos a menos, as vendas de geladeira, fogão e máquina de lavar inverteram a curva de queda e fecharão o mês com excelente desempenho.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 22h40min</font></p> <br> <br> <br>
		]]>
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		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[COMEÇOU A CORRIDA]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=95686</link>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 18:48:44 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">A Aceleradora, que apoia empresas iniciantes e inovadoras em tecnologia, encerra nesta sexta-feira, dia 16, o prazo para as inscrições de projetos que receberão investimentos em 2012. Serão cinco os escolhidos.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Com três anos de existência, a companhia, fundada pelo investidor-anjo Yuri Gitahy, tornou-se uma referência em empreendedorismo no Brasil. Para se candidatar, basta ler o passo a passo no site:&nbsp; <a href="http://bit.ly/aceleradora2012">http://bit.ly/aceleradora2012</a>.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 16h45min</font></p> <br> <br>
		]]>
		</description>
		</item>
		<item>
		<title><![CDATA[UNIVERSIDADE DE COLUMBIA TERÁ O SEU BRIC LAB]]></title>
			<author><![CDATA[Vicente Nunes]]></author>
		<link>http://www.dzai.com.br/nunes/blog/blogdovicente?tv_pos_id=95586</link>
		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 19:30:47 GMT</pubDate>
		<description>
		<![CDATA[
		 <br><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: bold;"><font size="3">POR SÍLVIO RIBAS</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br>Dez anos após o economista-chefe da Goldman Sachs, Jim O’Neil, ter criado o termo Bric, a Universidade de Columbia, em Nova York (EUA), lança seu Bric Lab, um centro de estudos voltado exclusivamente para Brasil, Rússia, China e Índia, países que formam a sigla para os emergentes mais importantes. "Pela primeira vez, uma instituição acadêmica de primeira linha dá ao tema o valor merecido. Vamos aprofundar conhecimentos sobre o conceito cada vez mais atual e estimular o debate", disse o brasileiro Marcos Troyjo, que coordena o núcleo ao lado do francês Christian Deseglise.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">Ele acrescenta que os posicionamentos do Brics, grupo de consultas multilaterais formado pelos quatro líderes do Bric original mais o da África do Sul, também serão acompanhados, embora com a ressalva de que os africanos foram incluídos por razões políticas internas. "É inegável o papel de destaque dos membros no mundo atual", sublinha. Ele lembra que entre os quatro países estão dois membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e outros dois candidatos fortes. Além disso, as reservas internacionais dos quatro países corresponde a 80% do valor da bolsa Nasdaq. "Em 2020, o PIB da China deverá ultrapassar o dos EUA", arrisca. <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><font size="2">O primeiro teste do núcleo ocorreu no último dia 2, com uma conferência internacional, em Nova York, com 400 pessoas, incluindo o vice-presidente Michel Temer, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o economista chefe do HSBC, Stephen King, e acadêmicos de diferentes países. Os próximos passos será a oferta de um curso de pós-graduação sobre o impacto dos Bric na economia mundial e mais dois seminários, o primeiro no Rio em maio e o segundo em Moscou, no fim do ano.</font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2"> <br></font></p><p style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-style: italic;"><font size="2">Brasília, 17h30min</font></p> <br>
		]]>
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