Aquiles Emir


13 de agosto de 2010 09:20 am

Tráfico sem delação

 

 

Aquiles Emir

 

Todos os dias, desde que a Secretaria de Comunicação Social do Estado passou a ser fornecedora também de notícias policiais, chegam às caixas de e-mails de repórteres e editores dos veículos de comunicação notas sobre prisões e mais prisões de traficantes. Geralmente os comerciantes dessas drogas estão em bairros de características pobres, como é praxe neste tipo de comércio: Ilhinha, Liberdade, Barreto, Sá Viana, Coroadinho e outros.

Vendo-se as fotografias distribuídas pela Secom dá para perceber que são pessoas humildes, ou pelo menos disfarçam que são, bem como suas moradias não sinalizam nenhuma exteriorização de riqueza, muito pelo contrário, de pobreza.

Até onde se sabe, não existe na Ilha de São Luís plantações de coca, tampouco em municípios próximos da capital, mas a droga está chegando a toneladas para envenenar jovens e adolescentes, num desespero sem fim das famílias, ou seja, alguém está trabalhando fortemente para trazer a infelicidade a pais, irmãos, amigos etc de quem se vicia e passa a movimentar este negócio, daí porque as operações policiais precisam se intensificar para inibir o tráfico. Para que se tenha ideia, a maioria dos roubos e assaltos hoje em dia não é para comprar pão, mas cocaína, merla, crack etc, enquanto o (a)s burguesinho(a)s destinam toda sua mesada para esta porcaria.

O que intriga, no entanto, é o perfil dos traficantes presos. Com certeza, jamais teriam dinheiro para começar o negócio, pois, é caro, trabalhoso, envolve muitas pessoas. Ao que tudo indica, alguém mais rico, mais poderoso, com bom trânsito internacional está por trás disto tudo, mas, desgraçadamente, nunca são encontrados, não se sabe por quê.

Recentemente um escândalo envolvendo milhões de reais operados pela Volkswagen e sua concessionária em São Luís teve desfecho com delação premiada, isto é, o revendedor autorizado Alessandro Martins ganhou liberdade em troca da confissão de como era a operação. Outra delação premiada, no Distrito Federal, resultou na cassação e prisão do governador José Roberto Arruda, mas no tráfico de drogas isto não acontece.

Longe de querer compaixão para os traficantes até aqui exibidos como prova de eficiência da polícia, mas seria melhor se em vez de deixá-los apodrecer na cadeia lhes fosse concedido também o expediente da delação premiada. Certamente o tráfico seria enfraquecido, e muita gente iria se surpreender com quem é o verdadeiro traficante, pois este talvez ande de terno e gravata, usa carro de luxo, viaja com a família para o exterior, é bem relacionado, aparece nas colunas sociais e, não duvidem, pode exercer cargo de prestígio em alguma esfera de governo. Justamente por isto, melhor para as autoridades não desvendar que mistério é este de tantos pobres fazendo tanto comércio caro.

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02 de julho de 2010 07:00 am

Muito além da notícia

Em anos de eleição é sempre bom manter cautela com a imprensa. Por afoiteza de uns, interesses de outros e ignorância de alguns, os boatos vão brotando dia-a-dia e chegam a ganhar perfil de verdade, já que boa parcela da população ainda acredita serem todos os jornalistas movidos por boa fé, ou seja, que tenham a verdade como bússola no cumprimento diário da tarefa de produzir notícias.

Com o advento da internet, a situação tornou-se ainda mais preocupante, principalmente depois que profissionais de Jornalismo e outras pessoas sem qualificação nenhuma criaram seus blogs para publicarem o que bem entendem, com a gravidade de que, na sua grande maioria, essas ferramentas são alimentadas por fofocas, ofensas, inverdades. O blog, afinal de contas, é como o panfleto do passado, que sempre era deixado sob as portas das residências ou em locais de grande concentração popular, com o intuito de vender alguma coisa ou atacar alguém, mas se este era levado para a coleção de documentos deixados no fundo do baú, aqueles ganham o Mundo, com prejuízos imensuráveis.

Pois bem, até esta quarta-feira, dia 30 de julho, data limite para os partidos realizarem suas convenções e definirem candidatos a governador, senador e deputados, no Maranhão as páginas de jornais, os programas de rádio e os tais blogs foram alimentados por um disse-me-disse exagerado. Fulano não seria mais candidato, sicrano estaria aderindo a candidato tal, beltrano brigara com aliados e ameaçara não concorrer... O leitor buscava as fontes, e elas nunca apareciam, porque os doutos autores dessas notícias, para mostrar credibilidade, sempre recorriam ao sofisma da “fonte com bom trânsito”, para esconder suas reais intenções com a boataria.

Para você, leitor, que acreditou nesta fofocagem toda, aí estão os fatos: a governadora Roseana Sarney será mesmo candidata à reeleição com apoio do PT; o deputado Flávio Dino não desistiu de concorrer ao governo e terá o apoio do PSB; o ex-governador Jackson Lago também se credenciou a voltar ao Palácio dos Leões; o ex-governador José Reinaldo não reavaliou seu potencial eleitoral e disputará o Senado e muitas outras invencionices foram desmontadas também. Melhor seria ter poupado tempo ou se dedicado a leituras de outras seções do jornal, assistido a outros programas de TV, ter sintonizado emissoras de rádio que não tem especialistas em política e ter acessado endereços mais úteis na internet.

Mas isto é apenas o começo, pois a campanha agora que vai começar. Até o dia da eleição muitas outras coisas vão ser noticiadas, até mesmo diálogos travados por candidatos com seus cônjuges no aconchego da alcova, onde o autor da notícia sequer sabe onde fica o endereço, mas que dirá com tanta certeza, que parecerá verdade. E as pesquisas nunca realizadas e nem publicadas que darão vantagem a este ou aquele candidato? Serão incontáveis, tudo para induzir o eleitor a manter a tradição de não votar em perdedor.

Melhor é esperar a apuração das urnas, pois somente após a contagem e o mapeamento dos votos vai-se saber quem realmente ganhou. Bom mesmo seria ler com atenção os jornais de ontem, com a definição de todas candidaturas e coligações, e deixar para visitar as editorias de política somente dia 04 de outubro, data da proclamação do resultado, e então somente no dia seguinte à sessão final dos tribunais eleitorais, se a vontade do eleitor não prevalecer, pois infelizmente nem todo artigo é notícia.  

 

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18 de junho de 2010 07:36 am

O resultado da eleição vai valer?

 

Nem a tirania do regime militar, a que foi submetida a população brasileira de 1964 a 1985, inspirou uma cena tão grotesca quanto à que os maranhenses assistem neste momento em que três militantes de “esquerda” – os petistas Domingos Dutra (deputado federal), Terezinha Fernandes (ex-deputada federal e ex-secretária de estado) e Manoel da Conceição (líder camponês – passaram a fazer greve de fome em protesto a uma decisão política. Estranho é que a revolta não é contra adversários do partido, mas “companheiros”, que não aceitaram uma decisão tomada, no voto, sobre os rumos da legenda em 2010, pois enquanto a ala a que pertencem os que hoje se flagelam entendia que o PT deveria somar ao candidato Flávio Dino (PC do B), os que causaram tanta revolta nos correligionários decidiram que o melhor seria a aliança com Roseana Sarney (PMDB).

Exagero à parte dos revoltosos com os novos rumos do petismo, o que está em jogo é que muita gente quer saber por que deixou de prevalecer a vontade da maioria nas decisões colegiadas no Maranhão. Deixemos de lado os episódios eleitorais dos tempos em que as fraudes campeavam no Maranhão, em que quase nunca vencia o mais votado, porém o mais astuto em alterar, cédulas, urnas por inteiro ou mapas de votação, para nos fixarmos em dois casos recentes.

Em 2006, num feito histórico, antes nunca imaginado pela maioria do povo maranhense, por mais que alguns tenham sonhado demais com ele, o grupo político pertencente ao senador José Sarney perdeu uma eleição direta, mas o vencedor, Jackson Lago, acabou sendo vencido, porque, inconformada com o que considerou abuso econômico no pleito, a derrotada, Roseana Sarney, convenceu os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o cargo de governador lhe caberia. E assim, ela, a derrotada, se tornou a vencedora. O deputado Dutra, já com sua inspiração em Gandhi, o pacífico revolucionário indiano, queria que Jackson fosse ao extremo e deixasse o Palácio dos Leões na maca ou na urna funenária, mas não foi convincente como conselheiro.

Para a eleição deste ano, num capricho que só a política explica, a governadora Roseana Sarney quer o PT, partido do qual sempre divergiu no Maranhão (e este nunca havia se afinado com ela), dever ser seu aliado. Uma banda, vislumbrando o que dificilmente alcançaria pelo voto, as benesses do poder, topou de imediato; a outra, sabendo que essas benesses podem vir por outra banda, resistiu. Como se faz numa sociedade moderna, o assunto foi decidido no colegiado e a segunda corrente venceu, num encontro realizado em março, mas aí os derrotados também entenderam que os vencedores não poderiam ganhar e levaram o caso para a instância maior do partido. Resultado: que perdeu, ganhou.

Diante destes exemplos que estão causando a situação tão constrangedora, até porque de alguma forma estão ligados, o eleitor deve estar se perguntando: vai valer a vontade das urnas este ano? Com certeza valerá, se PMDB e PT, agora unidos em desejos e ideias, ganharem, porém, levando-se em conta esse histórico das duas legendas de não considerarem sua derrota a vitória do adversário, é bem provável que não. Triste será se o articulista acertar.

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24 de março de 2010 11:00 am

Por que chamam Ana Carolina Jatobá de madrasta?

Apesar de casada com Alexandre, pais de Isabella, Ana Carolina Jatobá não era sua madrasta

Desde a morte da menina Isabella Nardoni, em março de 2008, a maioria dos jornalistas encarregados de cobrir o caso insiste em chamar Ana Carolina Jatobá, mulher de Alexandre Nardoni, pai da Isabella, de madrasta. Além de ser um erro técnico, trata-se de uma contribuição a mais para tornar ainda mais negativa a imagem da mulher que assume a criação do (a) filho (a) que não é seu, no caso de ter se casado com o pai dele (a).

Muito conhecida das crianças dos contos de fada, a madrasta é sempre apresentada como uma pessoa má, perversa, que odeia o(a) enteado (a), e isto torna-se ainda mais evidente quando a mãe legítima, por vingança, incute isto na mente dos filhos, ao se referir à nova mulher do ex-marido. No caso de Isabella isto está ainda mais reforçado, já que tudo indica ter sido ela a autora do crime, o que dificilmente faria com seus próprios filhos.

Ana Carolina de Oliveira é a mãe de Isabella Nardoni

A verdade, no entanto, é que Ana Jatobá nunca foi madrasta de Isabella. Ela é apenas a mulher do pai da menina, que a recebia (com ou sem vontade, esta não é questão) em finais de semana. A mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, era quem vivia com a menina, tinha a guarda, a criava (ao que parece, muito bem), portanto a outra Carolina não tinha esse papel que se dá à mulher que vai para o convívio de um homem, com os filhos dele. Ela nunca substituiu o papel de mãe, não cuidava da menina, não a educava. Ao que parece a via de quinze em quinze dias, e só.

Testemunhas - Outra confusão que os colegas de imprensa sempre criam nas cabeças de seus ouvintes, telespectadores e leitores é quando vão se referir às testemunhas arroladas para um júri. "Testemunha de defesa" e "testemunha de acusação". Gente, não existe isso! Testemunha é testemunha, apenas umas são arroladas pela defesa e outras pela acusação.

Quando uma pessoa é escolhida para testemunhar um fato é porque tem algo a dizer de importante sobre o que viu, o que ouviu ou participou. Pode ser que nem tenha estado no local do crime. No caso de estar em outro local, no mesmo local de uma ocorrência, com algum suspeito, essa pessoa é testemunha de que a acusação é indevida, portanto pode ser chamada a depor.

Ao passarem esse tipo de informação para seu público, os colegas jornalistas acabam criando uma imagem deturpada das testemunhas. A sociedade fica com a impressão de que alguém, convocado pela Justiça, foi ao júri trabalhar pela absolvição de um réu ou contribuir para sua condenação, dependendo aí do seu papel.

O certo é chamar testemunhas arroladas pela defesa e testemunhas arroladas pela acusação. Ambas as partes podem ouvir uma mesma testemunha, na tentativa de convencer os jurados sobre suas teses.

Outra cena deplorável é o público ficar hostilizando advogados em porta de Tribunal. Qualquer pessoa, mesmo sendo autora do crime mais horrendo, tem direito a defesa, no Brasil, nos Estados Unidos, na China, em Cuba e onde mais houver se estabelecido o estado de direito, ainda que este não seja democrático.

 

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16 de março de 2010 09:00 am

Bom dia, senhor prefeito

Na Avenida Grande Oriente, no bairro do Renascença, uma montanha de lixo ameaça tomar conta da via pública. Começou com pequenos sacos que deveriam ter sido recolhidos na coleta normal que era de responsabilidade da Limp Fort, empresa que V. Exa. acaba de rescindir o contrato (leia no Maranhão Hoje - www.maranhaohoje.com.br), mas como nada foi feito, outros objetos foram deixados lá: entulhos de construção civil, sofás, caixas, enfim tudo o que os moradores da área achavam impróprio manter em casa e julgaram mais adequado deixar no lugar menos indicado, pelo menos seria numa sociedade civilizada.

Os moradores da área sabem que uma licitação será aberta para contratação de uma nova empresa, mas, convenhamos, senhor prefeito, se eles tiveram de aguardar o resultado deste processo, a contratação da vencedora e sua entrada em operação, pode ser a situação torne-se insustentável, até porque os veículos passam agora somente por metade da pista; a outra virou lixeiro.

Excelência, a área referida fica entre a Clínica São Marcos e a Lagoa da Jansen, próximo à agência de publicidade Opendoor, responsável, em parte, pela propaganda do governo de V. Exa. Bem em frente ao lixeiro, fica uma clínica, isto mesmo, prefeito, uma clínica, que, convenhamos, exerce uma atividade que não combina muito com esse tipo de descaso.

Senhor prefeito, a população pode até responsabilizar a Limp Fort, que teve caminhões apreendidos pela Justiça (por dívida bancária) e garis em greve, porém aquele lixo pode se tornar prejudicial para sua imagem, já que o senhor é o responsável por zelar pela cidade. Pelo menos foi assim que entenderam os eleitores que em 2008 lhe deram este mandato.

Faça, senhor prefeito, uma operação de urgência. Mande uma equipe da Prefeitura recolher sujeira, não deixe que ela suje o seu mandato e comprometa a sua experiência de homem público.

Bom dia, senhor prefeito.

 

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16 de março de 2010 08:59 am

Será que ele ensina mesmo como se comportar em público?




Fábio Arruda, mestre em etiqueta, mostra que também escorrega quando o assunto é fazer bonito

Pela imagem acima, dificilmente alguém daria sequer R$ 1,00 para assistir aos seus ensinamentos de como se comportar em público, mas se trata de Fábio Arruda, considerado um dos maiores especialistas em etiqueta e autor de livros sobre o tema.  Numa promoção da VIP SL Mídia e Divulgação, da jornalista Vívianny Lima, apresentadora de TV Vivianny Lima, ele vai atuar como palestrante no evento “Etiqueta para Mulheres”, que será realizado nesta terça-feira, às 19h, no Pestana São Luís.

Fábio Arruda apresenta um quadro na TV Record. Na emissora, também participou da primeira edição do reality rural “A Fazenda”, sendo o 4º eliminado.

Que ele ensine corretamente sua plateia sobre como se comportar em público.

Na apresentação de Fábio Arruda, os participantes vão ouv ir dicas sobre etiqueta em diversos setores: relacionamento, profissional, à mesa, vestuário, eventos; seguida de uma sessão tira-dúvidas onde as convidadas poderão checar esses temas e regras diretamente com o consultor. Maiores informações sobre como participar do evento pelo fone: (98)9617-7171.

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16 de março de 2010 08:55 am

Bandidos proibem até mesmo a população de rezar

Uma das maiores críticas feitas pelos oposicionistas do ex-governador Jackson Lago, que, diga-se de passagem, agora são os governistas de plantão, era com relação à segurança pública. A ex-secretária Eurídice Vidigal era apontada como a responsável pelo alto índice de criminalidade. Um dos seus críticos mais ácidos na Assembleia Legislativa era o deputado Raimundo Cutrim, que hoje é o secretário de Segurança Pública.

Demagogia à parte, o que se percebe é que a questão da violência vai mais além do que se imagina, pois agora nem mesmo rezar é permitido, pois os bandidos estão "proibindo" os templos católicos de funcionar.

Como mostra reportagem de O IMPARCIAL desta segunda-feira, temendo assaltos, que são constantes no Centro, os padres das igrejas de Santo Antônio, São João e Sant´Ana decidiram não realizar mais missas nos fins de tarde, a fim de preservar os fieis.

Apesar das promessas e reforço policial, pela Secretaria de Segurança, os bandidos continuam infernizando a vida dos fieis. Na saída das missas, os ladrões levam joias, relogios, dinheiro etc dos católicos.

Todos os templos são também uma espécie de roteiro turístico, que agora estão proibidos para os visitantes da cidade, tudo por conta da insegurança a que está condenada a população de São Luís.

Na reportagem, assinada por Aline Louise e Douglas Cunha, pelo menos dois fieis - Antônio Silva, 52 anos, e Maria Diniz, 65 anos - lamentam ficar impedidos de orar, mas dizem que tiveram de suspender este tipo de programa devido aos contantes assaltos nas imediações das igrejas.

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16 de março de 2010 08:50 am

Atlético do Paraná faz primeiro treino visando o jogo contra Sampaio



A equipe do Atlético do Paraná realizou nesta segunda-feira à tarde, o primeiro treino na capital maranhense. No estádio do São Luís, no bairro do São Cristóvão, o técnico Leandro Niehues comandou uma atividade em campo reduzido, dando ênfase nos toques rápidos e finalizações.

Fotos: Mauricio Mano/Site Oficial do CAP


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26 de fevereiro de 2010 07:00 am

Pesquisa encomendada pelo governo revela que maioria detesta carnaval

 

Encomendada pelo Governo do Estado, pesquisa realizada pela Escutec mostra que a maioria dos maranhenses não gosta de carnaval, e que mais da metade dos que se sentem motivados pela folia de Momo estavam menos animados este ano do que em 2009. De acordo com o levantamento da Escutec, apenas 28,2% disseram que têm muito interesse pelo carnaval, enquanto 55,7% têm pouco interesse ou nenhum por esse tipo de festividade.

Os números foram apresentados pelo secretário de Cultura, Luiz Bulcão, quarta-feira, dia 24, no encontro com a imprensa para justificar os gastos com o carnaval em 2010, que, segundo ele, teriam sido de R$ 19 milhões, e não de R$ 47 milhões, como vem sendo dito pela oposição, baseada em notícias produzidas com informações oficiais.

Mesmo não aceitando o volume anunciado pelos que criticam o excesso de dinheiro para a folia, Bulcão disse que se tivesse sido aquela quantia, estaria muito bem aplicada. "Tivemos um carnaval para todos. Não houve gastos, houve investimentos. A alegria e a autoestima não têm preço", destacou, justificando o que chamou de investimento.

Os detalhes desta pesquisa estão no site Maranhão Hoje: www.maranhaohoje.com.br

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26 de fevereiro de 2010 06:59 am

Consultor mapea turismo do Maranhão e aponta sugestões

Mapear o turismo maranhense, identificando seus principais pontos fortes e os estrangulamentos para seu desenvolvimento é o principal objetivo da consultoria contratada pelo Sebrae-MA, que quarta-feira reuniu o trade para o primeiro encontro sobre as ações a serem postas em prática. Segundo o consultor Mário Petrochi, a primeira coisa que um empresário de turismo precisa fazer é descruzar os braços, ou seja, não pode ficar esperando o cliente aparecer, mas ir buscá-lo, onde estiver, para ocupar seu estabelecimento.

De acordo com Petrochi, uma das constatações mais incômodas no setor de turismo é a de que não existem ações nos estados vizinhos, ou seja, os maranhenses não vendem pacotes para os piauienses, paraenses, cearenses, tocantinos e demais estados vizinhos, mesmo estando comprovado que desses lugares vem a maior demanda, ou seja, “eles vêm de forma espontânea e não por terem sido chamados”. A mesma coisa acontece em relação à capital e o interior, já que os empresários de São Luís não vão buscar os turistas de Imperatriz, de Bacabal, de Caxias e de outras cidades. Eles vêm porque querem vir, não porque foram atraídos.

O consultor faz questão de ressaltar que este defeito não é uma exclusividade dos maranhenses, já que não se identificam também em São Luís campanhas do Piauí, do Pará, do Tocantins etc, sendo que o Ceará é o único dos vizinhos que agride o mercado com pesadas campanhas de marketing.

 

Atração

Mário Petrochi disse ainda que empresários de turismo precisam ser mais audaciosos nos períodos de baixa estação. Está comprovado que no carnaval, no São João, nas férias de julho e final de ano, a procura é grande, porém hotéis, restaurantes, lanchonetes e empresas de transporte precisam estar ocupadas o tempo todo, já que elas funcionam em caráter permanente, daí porque é preciso ousar nestas épocas do ano, fazendo promoções, criando agenda de eventos etc.

Para execução da proposta que pretende pôr em prática para dinamizar o turismo, as entidades que representam o trade devem indicar as empresas que serão responsáveis pelo desenvolvimento das ações, isto é, que agências vão se encarregar de fazer as campanhas, que hotéis conduzirão a política promocional de preços, que restaurantes devem criar os atrativos gastronômicos etc.

Falando especificamente sobre o Maranhão, Petrochi disse que não se vê nas cidades próximas nenhuma campanha promocional dos destinos turísticos do estado. Vale ressaltar que nesses lugares estão turistas estrangeiros, ou seja, nem precisa ir aos países deles, pois eles já estão aqui na vizinhança.

 

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