
Viver aproximadamente 16 anos sob abusos sexuais do próprio pai - com quem teve seis filhos - e em cárcere privado, Sandra Monteiro, agora espera viver longe do agressor: José Agostinho Bispo Pereira. Local longe da civilização, vivendo em extrema pobreza. O Monstro, uma filha e seis "filhos-netos" realidade que mais parecia um filme de terror
Terminando 2009, a capital do Maranhão tem diversos motivos para comemorar. Entre eles, o título recebido de Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade. Aqui, a demonstração das belezas e encantos do Centro Histórico, que conferiram a São Luís a conquista do título.
Fotos: Neidson Moreira e A. Baeta
Nas 16h de viagem de São Luis a Parauapebas, último destino do trem, as histórias levados pelos passageiros dão vida aos vagões do monstro de ferro. Um trem, com o peso da memória de seus passageiros, deixa de ser um meio de transporte para virar um organismo vivo.
As manifestações folclóricas do Maranhão guardam detalhes que só existem aqui. Além da preservação da cultura através das brincadeiras, pode-se verificar momentos de extrema devoção e religiosidade. Verdadeiro exemplo de contemplação do místico e do sobrenatural. Nas cenas, verifica-se a importancia que se dá à mensagem espiritual que o momento também retrata. Brincantes emocionados, o detalhe da face de diversos santos, de modo particular, São Pedro, nas idumentárias dos bois, fanatismo de alguns fiéis e a preservação do bem cultural.
A Festa de São Marçal, que completa 82 anos de existência. Sol, pandeirões, matracas e disposição. Um dia inteiro de manifestação cultural genuinamente maranhense, no Festejo de São Marçal - o encontro dos Bumba-Bois: Sotaque de Matraca ou Sotaque da Ilha. A tradição passada de pai para filhos é mantida.
Toda a fé e devoção do povo maranhense em honra à São Pedro, a quem a tradição cristã atribui varios feitos milagrosos e árdua atuação apostólica ao lado de Jesus. Muita emoção com a passagem da imagem do santo, devotos se ajoelham e cumprem promessas. O festejo em honra ao santo já é tradicional no folclore maranhense e reúne centenas de pessoas vindas de todas as partes do planeta para esse ato de preservação da cultura e ao mesmo tempo espiritualidade. Os brincantes se preparam com bastante antecedência e aperfeiçoando as fantasias que dão todo o brilho e magia da manifestação folclórica.
A Ilha de São Luís é terra de Santo Antônio, São João, São Pedro e São Marçal desde o dia 1º de junho. É por isso que a cidade vem se consolidando como referência em festejo junino para o Brasil e para o mundo. As festas juninas no Maranhão são caracterizadas principalmente pelo tradicional Bumba-meu-boi. Nesta típica representação folclórica maranhense, apresenta-se a história de mãe Catirina e Pai Francisco. A partir desse enredo, são desencadeados todos os demais folguedos do repertório maranhense desse período. Os sotaques mais conhecidos são o de matraca, zabumba, pandeirão e costa de mão. As indumentárias dos brincantes tem peculiaridaes que só a cultura maranhense possui, como é o caso dos caboclos, boiadeiros e as índias. É sempre uma atração a mais viver esse momento mágico nessa terra tão cheia de encanto. Tanto para quem mora aqui como para os visitantes.
Abel Teixeira 70 anos, Há 50 anos fabrica e veste as tradicionais máscaras de madeira, um dos principais símbolos da cultura maranhense. As caretas confeccionadas por mestre Abel ganharam fama e tornaram-se referência para artista, folcloristas e pesquisadores do Brasil e do Mundo.
Parece conversa de pescador, mas é verdade. Nas águas doces do município de Santo Amaro do Maranhão, pode-se capturar um camarão de garras azuis parecido com uma lagosta, com cerca de 30cm de comprimento e pesando até 500g. Desde que começou a ser pescado, há aproximadamente seis anos, o camarão gigante da Malásia suscita versões sobre a causa de sua proliferação livre na região dos Lençóis. Nesse meio tempo, vem sendo incorporado a dieta e a economia local, a ponto de nativos já se referirem a ele como “camarão de Santo Amaro”.
Uma emissão de posse, no Residencial Terra Livre, próximo ao Parque Vitória revoltou a comunidade daquele bairro. Um oficial de Justiça e policiais da Polícia Militar ficaram surpresos com a resistência e coragem da família

Famílias desabrigadas desde meados de março, quando as chuvas começaram a fazer o rio Mearim transbordar e inundar boa parte da cidade, estão esperançosas pela volta pra casa. Porém, essa decisão é arriscada, já que a chuva continua a castigar Trizidela do Vale e ainda é cedo para descartar a hipótese de novas enchentes. De acordo com a Defesa Civil, é necessário avaliar as condições sanitárias e também a estrutura dos imóveis antes que os moradores possam voltar com segurança.
Fotos Honório Moreira
Durante a viagem em que eu fiz ao interior do Maranhão, de passagem, me deparei com momentos pacatos para os moradores da região, mas preciosos para mim.
Reintegração de posse, no Bairro do Cohafuma. As crianças olham o presente ser destruído já imaginando como será o futuro.

A ilha virou um caos. Motoristas cobram de empresários, que reclamam do percentual pedido, que são chamados pelo TRT para chegar a um acordo, que não acontece.
Resultado: superlotações, usuário quebrando vidro de ônibus, que por sua vez e espancado por motoristas, pessoas obrigadas a descer dos coletivos. O povo, que não estava na história, mais uma vez sofreu com um problema que não lhe diz respeito.
As fortes chuvas que caem no Maranhão e as cheias de rios que cortam o Estado também atingem um dos mais belos cartões postais do Mundo: os Lençóis Maranhenses. Próximo a Barreirinhas, há varias plantações alagadas.Vários municípios vitimados pelas enchentes receberam medicamentos, água e cestas básicas transportados pela Força Aéria Brasileira.
Fotos: Honorio Moreira
Em pleno século 21, um em cada 10 brasileiros são analfabetos. Isso significa uma nação de 14 milhões de pessoas incapazes de ler ou escrever. Em 2000, o Brasil assinou um tratado internacional, se comprometendo a reduzir pela metade a taxa de analfabetismo. Em 2015, deveríamos chegar a 6,7% da população. A professora da Universidade de São Paulo (USP) Maria Clara Di Pierro diz que, como o problema atinge, em grande parte, as parcelas mais pobres da população, é preciso combinar as políticas sociais para conseguir reduzir ou eliminar o analfabetismo no país. www.agenciabrasil.gov.br/grandes-reportagens
Maria Benedita Martins, moradora de São Luis - MA
A chuva deixou vários bairros de Pindaré-Mirim embaixo d´água. A enchente pegou de surpresa as famílias, que apesar de terem as casas suspensas, como palafitas, tiveram de construir girais para se proteger das águas.
Minha Imagem Preferida
Estado de Calamidade. Viajando pelas cidades atingidas pelas enchentes, em Trizidela do Vale me deparei com esta situação inusitada. Em princípio, a imagem veio à tona, depois o espanto: casa alagada, televisão ligada, botijões de gás e uma criança de pé, em cima de uma cadeira. Combinação muito perigosa!

Cidade de Trizidela do Vale
Uma cidade inteira debaixo d'água. Assim, é a situação de Trizidela do Vale, no Maranhão. Agências bancárias, postos dos Correios, cemitério, farmácias, telefones públicos, postes de eletricidade, tudo foi encoberto pelas águas do Rio Mearim . AE
Cidade de Itapecuru Mirim
São Pedro não perdoa templo da Igreja Adventista, no município de Itapecuru Mirim. Apesar da cheia inclemente, um raio de luz parece dizer que Deus ainda olha pela cidade. (Carol Mello)