Portal Uai Acompanhe via RSS Adicionar aos favoritos do Dzai Ir para a capa Dzai
18 junho 2013 18:41

Qual será o placar de Espanha e Taití?


Rodrigo Clemente/EM/D.A Press

Ver a Seleção do Taití comemorando um gol no Mineirão foi uma das cenas mais emblemáticas desta Copa das Confederações. Todos os jogadores fizeram festa no gramado. No banco, o semblante do técnico Eddy Etaeta era de alívio e, ao mesmo tempo, dever cumprido. A seleção, 134º no ranking da Fifa, agora terá pela frente a poderosa Espanha, no Maracanã. Os jogadores já admitem que o objetivo é perder de pouco e tentar marcar pelo menos um.

A Espanha até que ficou devendo melhor futebol no segundo tempo com o Uruguai. Fez 2 a 0 no primeiro e tirou o pé devido ao desgaste físico de seus jogadores, que estão em fase final de temporada. O técnico Vicente del Bosque até poderia fazer experiências contra o Taití, já que conta com grandes jogadores no banco: Albiol, Cazorla, Juan Mata, David Villa e Fernando Torres são alguns deles.

Del Bosque até pode variar a formação tática quando quiser. Talvez escalar um trio de frente tal como atua o Barcelona e três armadores rápidos (Fábrega, Xavi e Iniesta) do Barcelona. Ou mesmo aproveitar a habilidade de Mata e fazer um 4-2-1-3. Realmente, a espanha encanta, joga muito e provoca reflexões de jornalistas e torcedores, que tentam estudar seu estilo de atuar.

O Taití, por sua vez, não tem uma tática definida. Quando eles atuaram no Mineirão, foi difícil assimilar sua formação. Parecia no ritmo de pelada. Com apenas um profissinal no grupo (Marama Vahirua), é difícil cobrar organização tática do grupo.

Estamos curiosos para saber. Num palco tão especial, qual será o placar de Espanha x Taití? Pode ser um resultado histórico, dependendo, evidentemente, da disposição da Fúria em partir para o ataque.

Votos:
|

17 junho 2013 00:26

Mais ofensivo e habilidoso


Pilar Olivares/Reuters

A Seleção Italiana do século XXI é bem diferente da que terminou os anos 1990 do século passado. O sistema Catenaccio (*) nos anos 1980 acabou por criar um estilo de atuar próprio, conhecido como duro, compacto, implacável, firme e sem dar qualquer tipo de espaço aos adversários. Na Copa das Confederações, o forte tornou-se o meio para a frente, com Pirlo, Balotelli, El Shaarawy e Giaccherini. Eles dão o ritmo e são as esperança italiana de conquista, faltando um ano para a Copa do Mundo do Brasil.

A Azurra foi campeã do mundo em 1982 tendo um brilhante Paolo Rossi no ataque, mas com uma retaguarda de peso: Cabrini, Scirea, Gentile, Bergomi e Collovati. A estabilidade dessa defesa acabou por destruir atacantes de peso da época, como Zico, do Brasil, e Rummenigge, da Alemanha.

Anos se passaram e vieram novos defensores que apresentaram regularidade e história na seleção italiana: Maldini, Baresi, Ferri, Costacurta, Nesta, Cannavaro, entre outros. Os homens de frente deram sua contribuição, mas a chave do sucesso estava na sólida zaga.

O estilo aos poucos se transformou. Muito se deve também aos poucos treinadores estrangeiros que passaram pela Itália, como o português José Mourinho, os argentinos Daniel Passarela e Hector Cúper, o sueco Sven-Goran Eriksson e o brasileiro Leonardo. Eles misturaram os valores de cada país e os incorporaram ao futebol italiano. Hoje percebemos uma fartura de bons jogadores do meio para a frente, tal qual na equipe que disputa a Copa das Confederações. Balotelli é forte e habilidoso; El Shaarawy, veloz e inteligente; Giaccherini tornou-se aplicado e o motor do meio-campo; e Gilardino, experiente, é o ponto de equilíbrio, pois cadencia o jogo e é o homem-pensante. Pirlo, aos 34 anos, é o líder e o combustível para que os outros brilhem intensamente, como foi percebido na vitória sobre o México no Maracanã.

A característica vem mudando, assim como no futebol alemão, e as equipes tornaram-se muito ofensivas. Na América, Brasil, Uruguai e Argentina já são conhecidos pelo estilo habilidoso. O futebol ganhou velocidade e dinâmica em todos os setores. Por isso, os jogadores têm corrido tanto, com média de 12 quilômetros por partida. Quem ganha são os espectadores, que passam a admirar uma partida de muita movimentação e criatividade.

(*) Sistema tático no futebol representa uma forte ênfase na defesa. Em italiano, catenaccio significa "porta parafuso", o que implica uma defesa altamente organizada e eficaz focada em anular os ataques dos adversários e prevenir as oportunidades de gol.

Votos:
|

15 junho 2013 23:14

O futebol realmente é o ópio do povo


Gustavo Froner /Reuters

Em meio à grande estreia da Seleção Brasileira na Copa das Confederações, batendo o Japão por 3 a 0, torcedores que estiveram dentro do estádio e aqueles que não puderam comprar os ingressos caríssimos estão do mesmo lado. As manifestações pelo país contra a realização da Copa do Mundo são mais do que justas. É inadmissível que uma população sofra com baixos salários, educação ruim, saúde precária e impostos altos perca lugar para um evento que foi custeado essencialmente pelo poder público.

Dói na mente saber que os gastos foram praticamente triplicados em relação ao orçamento primário. E os brasileiros, coitados, estão lá, torcendo, vibrando pelo desempenho de nossa seleção. Torcer faz parte, mas é preciso ter a consciência do quanto estamos perdendo com essa realização da Copa do Mundo. 

O poder público se justifica dizendo que a população será beneficiada indiretamente, com a realização de obras viárias e melhorias na infraestrutura. Mas a velocidade dos investimentos nas cidades é inversamente proporcional aos bilhões gastos com estádios. E, mesmo com tanto dinheiro destinado à Copa, nem todos estão satisfeitos. Jogadores do Uruguai impuseram pesadas críticas à organização por falta de campos para treinar. E olha que os uruguaios estão bem atrás de nós na economia mundial.  

Se é para fazer algo, que seja bem executado. E o que fazer dos belíssimos estádios depois do Mundial? Terá público para usufruir deles, como é o caso de Brasília e Manaus, que não têm um grande time na Série A? São aspectos a serem pensados. O discurso de que "o futebol é o ópio do povo" pode-se aplicar agora. Os brasileiros estão felizes com a Copa e se esquecem de tudo. Veremos o que vai acontecer depois...

Votos:
|


« primeira    « anterior    
Mostrando (1-3) de 92 resultados.