Resisti até pouco antes do sol nascer, no décimo ou vigésimo pedágio da Fernão Dias. Por volta das cinco e meia da manhã, o cansaço venceu a minha ansiedade acumulada e toda a compaixão que mantive para com o motorista,que nos transportava de BH para Itu, no interior de São Paulo. O motorista era o meu irmão mais velho.
Mais uns sete pedágios até aparecer a primeira placa meio escondida que indicava: “estacionamento para o Evento SWU”. Seguimos as setas atenciosamente e, claro, não deu certo. 9h15 da manhã, e os funcionários, já com olheiras profundas e pouca empolgação, pareciam não fazer a menor ideia de onde estavam e muito menos para que lado a gente deveria seguir.
Lara e sua amiga Ana, com o mesmo nariz de estrela
Bem vindo(a) a Pesqueiro e Pousada Maeda 200 mil metros quadrados. (O “tio Maeda”, creio eu, é um japonês magro, de baixa estatura, fala precisa, movimentos robóticos e uma conta gigante no banco). De acordo com o regulamento, era proibida a entrada de bebidas alcoólicas, drogas ilícitas e objetos cortantes. Esqueça o desodorante aerosol e o seu enxaguante bucal. ‘Teremos revista com cães farejadores’. Tava em negrito essa parte. Preferimos não arriscar.
Quarenta minutos na fila da triagem e foi tempo suficiente para escutar muito “mano”, ”tá ligado” e “bolacha”.
Recebemos cinco vale-banhos (sete minutos cada) e uma pulseirinha fluorescente que nos confinava pelos próximos três dias no fazendão.
“Meo..sair daqui é só em casa de emergência.” Ok. Eu não queria ir embora mesmo. E só um detalhe: não fomos revistados!
Banho (In) sustentável: a saga Fui pra fila do banho, em jejum absoluto, com Ana, pele branca e hipersensível aos raios solares, logo ao amanhecer.
O tempo corria, a fila não. O sol queimava, e a fila nada. Ao meio dia, fechava os olhos e tudo que via era uma estrela vermelha vibrante, e uma sirene tocava bem alto. 13h45, Zack de la Rocha já berrava nos meus ouvidos: Now Testefy!! Tava tenso. E o nariz de Ana, agora adquirira o mesmo tom da estrela. Nosso banho veio as quinze para as três da tarde.
No dia seguinte, com 10 reais, você já podia usufruir dos chuveiros de algumas casas humildes nos limites da fazenda. E a procura era grande. O nosso plano: fugir para Itu e voltar a tempo dos shows (depois de Capital Inicial e Jota Quest). Mentiram mais uma vez: deixamos o confinamento sem nenhuma dificuldade. Mas de fato, era uma emergência.
O marmitão de 12 reais , com cinco centímetros de altura de arroz e feijão e três tipos de qualquer coisa que apelidaram carinhosamente de carne
Em Itu, nenhuma pousada nos acolheu, nenhuma pensão, nenhum hotelzinho sequer. Batemos em algumas casas, mas também só conseguimos algumas expressões de espanto e receio dos moradores. Como que caído do céu, a nossa alegria foi um clube de bocha, muito bem frequentado pela terceira idade de Ituana, e que permitiu a entrada de cinco jovens apresentáveis para tomar banho no banheirinho escuro dos fundos. Bondosos jogadores de bocha! A água era quente! Quase um milagre. Não nos deixaram pagar um tostão e nos apresentaram “Ronaldo”, um galo garnizé domesticado, dócil e adestrado. Acredite se quiser. Voltamos sorridentes e sem o tom alaranjado de terra que adquirimos no primeiro dia de festival.
Eu confesso que não participei de nenhum dos fóruns de sustentabilidade e, durante as palestras sobre o meio ambiente, eu tentava dormir na nossa barraca completamente precária. Não me orgulho disso, mas foi inevitável.
E..ah! Os Shows? Quem esteve lá, sabe bem. E pelo menos um deles, foi o melhor da sua vida! E da minha também. A benção Rage, a benção Dave Matthews Band. A benção Incubus, Queens, Regina Spektor, e os barbudinhos do Los Hermanos. A benção Joss Stone, que provocou tantos suspiros masculinos. A benção Sublime with Rome e o pôr-do-sol impressionante daquele dia. A benção The Mars Volta, Pixies, e até o Linkin Park que me fez relembrar a quinta-série. A benção todos os homens de paz que coletaram latinhas e copos plásticos espalhados no chão. A benção meus companheiros de viagem e todos os jogadores de bocha desse Brasil!
Aqueles foram dias marcantes, talvez você nem tenha se dado conta. E falo por mim, que nasci na geração que “nada valoriza e tudo facilita”, a geração em que “as coisas perderam muito da graça” e o “rock’n’roll morreu”.
O movimento começa assim.Testemunhar o Brasil engatinhando nesse sentido foi de fato, uma experiência muito feliz.
10 coisas que aprendi com o SWU: 1. Nada menos sustentável que 250 mil pessoas se reunindo numa grande festa; 2. Quando acampar, não esqueça o colchão ou, pelo menos, um saco de dormir. NÃO esqueça. 3. Jamais confie cem por cento em regulamentos de shows de rock; 4. Dave Matthews tá no top 5 das melhores bandas dos últimos tempos; 5. Eu não discuto quais são as outras quatro. Acho anti-ético; 6. Não vá com fãs de sertanejo universitário ou banda Cine para o show do Rage. É só um conselho; 7. Os proprietários das casinhas, que venderam banhos a 10 reais, hoje vivem uma vida melhor; 8. Banho, é vida! 9. O SWU não é, nunca foi e nunca será o Woodstock; 10. Não tem 10. Quem sabe no ano que vem?
Confira como foi nosso encontro com a cantora Lu Alone e seus amigos. O resultado você encontra aqui.
Nossa repórter Izabella Figueiredo, Lu, Yuri, Clarissa e Camila
A entrevista com a Lu Alone que você leu no Ragga Drops do dia 08/07 foi feita em duas etapas: primeiramente marcamos uma sessão de fotos na Praça do Papa e outra em uma confeitaria em Belo Horizonte. Foi nessa última que tivemos a oportunidade de conhecer os divertidíssimos Yuri, Camila e Clarissa.
Para começar, era aniversário de Camila e o primeiro momento da entrevista foi o parabéns a você com direito a mini chessecake e velinhas. Em meio a tantas guloseimas era difícil concentrar na entrevista, então resolvemos conciliar os dois: bater aquele papo enquanto degustávamos brigadeiros, tortas e mousses.
A turma aproveitou para comemorar o aniversário da Camila
Conversar com eles foi bem fácil, já que de tímida a turma de Lu não tem nada. Cada pergunta feita resultava em muita conversa, lembranças e risadas. Às vezes era necessário fazer o papel de chata e pedir que o quarteto ficasse calado.
A maior surpresa foi descobrir que além de Lu, Camila e Yuri também tem lá seu lado artístico. Camila é compositora e ajudou Lu na letra de School e Yuri é cantor de ópera. Quem vê o garoto não imagina mesmo que ele tem aquele vozeirão. No final o cantor deu até uma palhinha na porta da confeitaria atraindo inclusive expectadores.
Lu Alone e seus olhos azuis
Clarissa Borba, Yuri Guerra e Camila Camanzi
Depois de muita conversa e comilança era hora de nos despedirmos, afinal era dia de jogo do Brasil e a agitação já tomava conta da galera. Mal podemos esperar uma segunda temporada do reality pra curtir mais de Lu, Yuri, Camila e Clarissa na telinha.
Chris Brown, nos últimos tempos, arrancou suspiros de fãs incondicionais e até lamentos decepcionados de correntes feministas por conta de um lamentável fato com a cantora Rihanna. Mas nada parece abalar a carreira do gringo, cheio de discípulos pelo mundo (Justin Bieber não me deixa mentir). Não mais com seus 16 anos, foi na capital mineira que o rapper americano abriu os shows no Brasil, que fazem parte da turnê Fan Appreciation.
Bruna Feu (esquerda) ganhou a promoção do Twitter Ragga Drops e conheceu o cara
Chris desembarcou na ‘cidade maravilhosa’ e seguiu para Belo Horizonte e – como todo rapper que se preze – já foi logo ganhando as ruas. Do Pátio Savassi, assédios e compras, foi para o BH Shopping, onde fechou uma sala de cinema para um sessão particular (é claro).
Mas vamos ao que interessa!
Foi na última quarta-feira (19/05) que o Chevrolet Hall abrigou, pelo menos, três mil pessoas à espera do artista e, dentre elas, 90% se espremiam nas grades perto do palco.
Com exclusividade, o Ragga Drops fechou um camarote com muita gente bonita e feliz! Lu Alone estava presente e até 'eo Santana (Parangolé) apareceu mais tarde dando o ar da graça.
O camarote Ragga Drops tomou conta do Chevrolet Hall
A abertura do show ficou por conta da banda Valkirias e enquanto tocavam Bad Romance percebi alguns desatentos com expressões confusas. Mas não, não era a Lady Gaga fazendo uma surpresinha (ahhh .. ! :/ )
A partir daí, não demorou muito para que as luzes se apagassem e toda aquela multidão acelerasse os batimentos cardíacos à espera da grande atração da noite. Aumentaram-se os decibéis no local e uma gritaria insana assistiu a primeira cena do show no telão: 3..2...1..um vídeo do presidente norte-americanoBarack Obama. Era demais para aqueles jovens corações explodindo de ansiedade!
Instantes depois (ainda com intensa gritaria): "Ladies, Chris Brown is the building! A entrada triunfal foi ao som de Wall to Wall. Cantor e dançarinos então gastaram boas calorias em passos indecifráveis, piruetas no ar e cambalhotas contorcionistas. A opinião era unânime: o cara dança MUITO!
Chris Brown e os dançarinos mandaram bem nas coreografias
Era difícil adivinhar o que viria nos próximos instantes. Ainda bem, porque foi mesmo surpreendente assistir ao Chris Brown dançando no palco ao som do famoso refrão baiano da música Poeira (Ivete Sangalo).
Outro momento também não poderia ser esquecido: carregaram uma poltrona para o centro do palco e uma suposta aleatória que assistia ao show foi convidada a subir no palco, se deitar no ‘divã dos sonhos’ (como já se referiam ao sofá) e ouvir Chris Brown cantando uma música inteira praticamente nos seus ouvidos. Nessa hora, senti uma atmosfera de inveja que contaminou os presentes, principalmente quando ele se aproximou, chegando bem perto do rosto (momentaneamente pálido) da menina e... as luzes se apagaram. Fique a vontade para especular a sequência dos fatos.
Enfim, o show não foi uma mega produção, com efeitos especiais, luzes ofuscantes e papéis brilhantes voando na platéia, e nem foi necessário. Diria que o gringo deu conta do recado e deixou muito brasileiro 'samba no pé' com ciúmes.
Estréia dia 23 de abril o filme "Alice nos país das Maravilhas" em todos os cinemas do Brasil. E já está disponível uma versão para Ipad do livro escrito por Lewis Carroll em 1862.
Com o Ipad, além do texto você encontra ilustrações originais da primeira publicação da obra, restauradas e em animação. O mais interessante é que você pode brincar com os personagens, mudar o cenário e interferir no figurino. Em fullscreen , o efeito fica muito divertido. Dá só uma olhada:
* Para você que já ouviu falar muito do novo aparelho da Apple, mas ainda não faz a menor idéia de como funciona, segue aqui um pequeno "manual de instruções”:
A estrutura faz lembrar um iPhone gigante com todo o requinte do multi-toque e a suavidade de uma folha de papel. Um ecrã de 9.7 polegadas, que permite a qualquer pessoa ler e usufruir de gráficos com a mesma usabilidade de um caderno escolar. O dispositivo móvel com todas as suas inúmeras funções (navegar na Internet, ler e escrever email, ler livros, jornais e revistas, editar e visualizar vídeos e fotos, ouvir música..) tem apenas 1,3 cm de espessura e 680 gramas de peso! Ou seja, você leva para qualquer lugar. O preço já não é tão atraente assim.. a versão de 16GB custa 499 dólares.