Domingo, 20 de maio de 2012 11:00 pm

Neurônios femininos

Jet Lag Social. É bom saber que isso engorda.



Por Dr. Ricardo Teixeira*

O cérebro da maioria das pessoas precisa de sete a oito horas de sono por dia para acordar com disposição e enfrentar o dia. Nossa vida moderna não tem dado muita bola para essas necessidades básicas e as demandas sociais, voluntárias ou involuntárias, são frequentemente discrepantes daquelas do cérebro. Esse conflito entre o relógio biológico e o relógio social tem recebido o nome de Jet Lag Social e as evidências têm apontado que esse é um fenômeno que tem a ver com o controle do peso.
 
Esta semana, foi publicado um estudo realizado pela internet com 65 mil europeus apontando que quanto maior o Jet Lag Social, calculado como a diferença entre o tempo de sono em dias de folga e nos dias de trabalho, maior a chance de sobrepeso (Current Biology). Os resultados também sugeriram que, não só a duração do sono, mas também o horário em que se vai para a cama, têm relação com o controle de peso. Trocar o dia pela noite não parece ser bom negócio.
 
Uma forma de entender esse efeito “Fuso Horário Social” é supor uma rotina em que viajamos toda sexta-feira depois do expediente em direção oeste para a Ilha de Páscoa e voltamos para casa na segunda-feira. Quando voltamos, teremos o desafio de trabalhar num horário que já estaríamos nos preparando para dormir na ilha. 
 
Temos ainda evidências de que a privação de sono entre indivíduos com sobrepeso e submetidos a uma dieta de restrição calórica, além de provocar mais fome, induz à perda de mais massa magra do que gordura, o inverso do recomendável nesse tipo de dieta. Essa maior perda de massa magra sugere que há um aumento de conversão de proteína em glicose para manter os diferentes órgãos do corpo.
 
A ciência tem nos mostrado de forma inequívoca que, para quem quer manter o peso em dia, e também para quem precisa perder alguns quilos, dormir bem é fundamental. Vale lembrar que quanto mais tempo ficamos acordados, maior a chance de consumirmos calorias. Além disso, uma noite de pouco sono pode diminuir a disposição para a realização de exercícios físicos no outro dia.

* Dr. Ricardo Teixeira é neurologista do Instituto do Cérebro de Brasília e professor da pós-graduação em divulgação científica e cultural da Unicamp. Ele escreve às segundas-feiras aqui no Blog a coluna Neurônios femininos

 

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Sábado, 19 de maio de 2012 11:00 pm

Save the date



Responda a nossa enquete: Você se considera uma noiva...

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Tags: enquete  noivos  casamento 

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Sexta-feira, 18 de maio de 2012 08:42 am

Delícia de inverno


Foto: Edilson Rodrigues/CB/DA Press


Pergutamos aos internautas, qual é o melhor programa do inverno. Confira as respostas:

Degustar aquelas comidas gostosas, como o fondue - 21%

Abrir um bom vinho, ir para a cozinha e convidar os amigos - 14%

Tirar do armário casaco, cachecol, chapéu... Adoro a moda do frio! - 14%

Chocolate quente, edredon, pipoca e filme em casa - 50%


Quer compartilhar uma receita de chocolate quente? Mande para cbrevista@gmail.com

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Tags: enquete  opinião  inverno 

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Terça-feira, 15 de maio de 2012 03:19 pm

Meu querido playmobil

Por Maria Júlia Lledó


O alterego de Maris Misk Moysés

O que é, o que é? Cabe na palma da mão, promete ser seu amigo em aventuras por terra, água e ar e não faz cara feia? Se você pensou no playmobil, acertou! Desde a década de 1970 — caramba, o tempo voa, hein? —, bonecos e bonecas playmobil fazem sucesso entre crianças e também adultos. Mesmo que fora de circulação, por isso item precioso entre colecionadores, ele volta a dar o ar da graça depois de uma iniciativa bem-humorada da psicóloga Maria Misk Moysés. “Tive contato com playmobil na infância porque meu irmão tinha muitos, mas minha coleção começou por volta de 1998, quando percebi que os bonecos estavam desaparecendo das prateleiras. Foi quando a Estrela parou de fabricá-los. Nesse momento, passei a comprar todos que encontrava nas lojas, que já não eram muitos”, conta.

Fotógrafa nas horas vagas, Maria tirou das caixas a coleção, que  já conta com 500 peças, para registrá-las onde estivesse. Fosse na cidade onde mora, Rio de Janeiro, ou por onde viajasse. “Escolho os bonecos, o local e levo uma pessoa para me ajudar na logística. O primeiro click foi no Arpoador. O dia estava lindo e o cenário ajudou bastante”, recorda. A brincadeira virou um projeto e ganhou nome — iloveplaymo — e centenas de admiradores. Só no Instagram — rede social de fotografia disponível para usuários de iPhone e androids —, ela contabiliza 47 mil seguidores. Aos leitores do blog da Revista do Correio, ela conta como essa brincadeira, levada a sério, fez tanto sucesso.



Você faz as fotos com periodicidade ou apenas quando viaja?
Fotografo sempre que posso. Geralmente, isso acontece nos fins de semana. Procuro postar (Facebook e Instagram) com certa frequência, pois as pessoas que acompanham esperam e, às vezes, até cobram por novas fotos. Gosto muito de fotografar em viagens porque, além de estar com o tempo livre, consigo cenários interessantes.

Como você escolhe os lugares e as situações onde fotografa os playmobils?
A escolha dos lugares e das situações depende de alguns fatores. Algumas vezes idealizo uma imagem e vou até determinado local para realizá-la. Outras vezes a escolha é feita já no local, considerando os recursos que tenho, a luz do dia, etc. E ainda há situações em que o tema é definido por estar ligado a alguma comemoração ou acontecimento atual.

Você acha que nas fotos e na caracterização dos ambientes há um certo saudosismo?
Penso que o brinquedo já tem uma conotação saudosista pelo fato de ter feito parte da infância de muita gente. Leio muitos comentários nesse sentido. Acho que o filtro da câmera caracteriza, sim, um aspecto mais retrô e isso acabou se tornando o estilo do projeto.

Você se sente realizada com esse projeto?
Iloveplaymo superou todas as minhas expectativas. Fico muito feliz todas as vezes em que é mencionado com elogios. Aos poucos, estou percebendo a dimensão que o projeto alcançou.

Confira mais fotos no perfil @iloveplaymo do Instagram e no facebook.com/iloveplaymo.

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Domingo, 13 de maio de 2012 08:00 pm

NEURÔNIOS FEMININOS


por Dr. Ricardo Teixeira *

A partir de hoje, todas as segundas-feiras, o neurologista Ricardo Teixeira participará do Blog da Revista com a nova coluna NEURÕNIOS FEMININOS. A proposta do Dr. Ricardo é trazer aos leitores uma melhor compreensão das particulridades do cérebro e da mente da mulher, com linguagem acesssível e descontraída. O primeiro artigo é bem apropriado para este dia 13 de maio. Boa leitura!

Cérebro de mãe é turbinado mesmo

Um dos fenômenos muito especiais da maternidade é o deslocamento do eixo de preocupações de uma fêmea: a vida orientada para suas próprias necessidades passa a se concentrar também no cuidado e bem-estar de seus filhos.

A natureza dá uma forçinha para que esse projeto de cuidar da cria seja bem-sucedido, já que as alterações hormonais características da gravidez, parto e lactação, permitem com que o cérebro das mães seja “turbinado” nessas fases. O cérebro materno é por definição um modelo espetacular do fenômeno de neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro em criar novas conexões em resposta a um estímulo.

A maior parte das evidências de incremento de funções cerebrais com a maternidade tem origem em estudos com mamíferos inferiores, especialmente os roedores. Pesquisas apontam que não só as alterações hormonais, mas também o ambiente rico em estímulos associados à maternidade (ex: múltiplas novas tarefas, sons, cheiros) têm um papel importante nesse upgrade cerebral das mães.

A maioria dos mamíferos compartilha instintos maternais de defender seu ninho e sua cria. Ao ter que optar entre sexo, drogas, alimento ou seu ratinho recém-nascido, mamães ratas fazem a escolha por seus ratinhos. O cuidado com os filhotes ativa nas mães centros cerebrais de recompensa ligados ao prazer, mesmo no caso de filhotes adotivos, e essa também é uma forma de explicar as raízes do altruísmo. Esse fenômeno também foi demonstrado entre as mães humanas ao ouvir o choro dos filhos, ou simplesmente ao olhar para eles.  

Em ratinhas, temos evidências de que a maternidade provoca aumento do volume dos neurônios e mais conexões em algumas regiões cerebrais. Mais recentemente, tem sido demonstrado também o fenômeno de geração de novos neurônios. Essas mamães passam a apresentar melhor desempenho em orientação espacial e memória, ficam mais corajosas e rápidas para capturar a presa, e com menos sinais de ansiedade em situações de estresse. Tudo em prol de uma maior capacidade de alimentar as crias. Não é à toa que Artemis é ao mesmo tempo a deusa grega do parto e da caça.

E esses efeitos parecem durar bastante. As mamães ratinhas chegam ao equivalente humano de 60 anos de idade com melhor performance e coragem, além de menor declínio cognitivo e também menos sinais de degeneração cerebral quando comparadas a ratinhas virgens da mesma idade.

E com os pais? As pesquisas são menos abundantes do que com as mães, mas também revelam que tanto primatas como roedores apresentam mudanças cerebrais com a paternidade: aumento de conexões, melhor habilidade espacial e menos sinais de ansiedade.

É possível que a neurobiologia da maternidade humana não seja tão diferente daquilo que já foi demonstrado em mamíferos inferiores, já que a maior parte do código genético dos humanos é idêntica à dos ratinhos ou dos primatas. Não duvido que as mães modernas com suas rotinas de malabaristas apresentem adaptações cerebrais associadas à maternidade bem mais robustas do que das ratinhas, já que são submetidas a um nível de estimulação ambiental como nenhuma outra espécie. Além de cuidar da cria e de sua própria sobrevivência, frequentemente protagonizam diversos outros papéis simultâneos (esposa, amante, conselheira, provedora, profissional realizada ou em busca de realização, dona-de-casa, etc.). É estímulo para dar, vender e jogar fora.  

* Dr. Ricardo Teixeira é neurologista do Instituto do Cérebro de Brasília e professor da pós-graduação em Divulgação Científica e Cultural da Unicamp.

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Sábado, 12 de maio de 2012 11:00 pm

O que Brasília tem a ver com Nova York?

O Blog da Revista contará com uma nova colaboradora, Nina Raquel,que vai compartilhar com os leitores uma vez por mês textos do seu blog "Capital do Mundo", um coletivo das tendências, segredos e curiosidades de uma Nova York surpreendente, direcionado para o público brasiliense. A ideia do blog é criar um espaço de descobertas, um diário de bordo feminino.

Moradora de
Nova York desde 2009, a escritora quer criar um vínculo entre a sua cidade natal e a sua cidade atual, por meio de um guia de ideias de programas, lugares inusitados e de pessoas interessantes, específico para o público de Brasília, que como Nova York, não se iguala a nenhum outro lugar. Traçar um "paralelo 14" entre essas duas cidades tão especiais, ao mesmo tempo em que nos proporciona com um informativo não-convencional de Nova York, é a missão da nova colaboradora do blog da Revista.

Atualmente, Nina é mestranda em Comunicação Estratégica e, além de escritora freelancer, trabalha na sede do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em Nova York, apoiando projetos de prevenção de crises e recuperação de países afetados por conflitos e/ou desastres naturais.


Abaixo, a sua primeira colaboração. Leia outros textos de Nina Raquel no Blog Capital do Mundo



Santo Antônio em Terra de São Valentim


Escultura Love, de Robert Indiana. Foto: Nina Raquel

Daqui a aproximadamente um mês será dia nos namorados em Brasília: presentes apressados sendo comprados pelo Plano Piloto, casais que aguardam sorridentes suas reservas em restaurantes lotados e amores com vistas para o Lago. Em Nova York, será uma terça-feira como qualquer outra. E eu já deveria ter me acostumado com a tradição local do 14 de Fevereiro, mas confesso que simpatizo mais com o nosso "Santo Casamenteiro" do que o mundialmente famoso São Valentim. Além disso, acho que a importância das coisas está na carga de emoção, memórias e sensações que elas trazem consigo e, nesse caso, o 12 de Junho, por repetição e definição, me lembram de casa, onde ainda está meu coração. Nova York não escancara no romantismo como outras cidades, mas existe algo que parece dizer “não é de amor que você vai viver aqui, mas vamos te relembrar que é importante encontrá-lo no caminho. Seja em algo, em alguém ou em você".

A cidade faz questão de nos lembrar que existe amor e delicadeza disfarçados em suas ruas lotadas, em interações descuidadas, em olhares que se cruzam por segundos, é só prestar atenção, já que ela não nunca desacelera para que a busca seja mais fácil. Os lembretes, no entanto, funcionam. Na esquina da Sexta Avenida com a Rua 55, encontra-se uma escultura de quase quatro metros com as letras LOVE, do artista Robert Indiana. A imagem foi criada originalmente para o cartão de natal do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) em 1964, e virou escultura em 1970, no Museu de Artes de Indianápolis. Ela é reproduzida em vários outros estados, países e idiomas. E apesar da original estar em Indianápolis, a versão de Nova York é mais colorida, mais bonita e melhor localizada.


Ponte do Brooklyn. Foto: Nina Raquel

Um segredo de nova-iorquinos e turistas apaixonados é o de colocar as iniciais do casal em um cadeado e trancá-lo em uma das grades da histórica Ponte do Brooklyn. Cada vez mais pode-se ver cadeados gravados com letras, nomes e corações por seus bancos, grades e muros. Apesar de bonitinhos, os cadeados são contra as regras da Ponte, que possui placas alertando os pedestres de que nenhum tipo de "acessório" pode ser colocado em sua estrutura. Não se sabe se a vigilância local faz vista grossa, mas que existem cadeados de 2007 que ainda estão lá, existem. O Departamento de Transportes da cidade já informou que não se incomoda com as declarações de amor, mas elas têm que ser feitas em lugares pouco visíveis e de pouca movimentação, e se os cadeados começarem a se multiplicar a ponto de afetar o visual da Ponte, irá começar a recolhê-los. Nesse sentido, vale usar o conselho do poeta Quintana, "Se tu me amas, ama-me baixinho. Não o grites de cima dos telhados. Deixa em paz os passarinhos". Para os que decidirem se aventurar, melhor achar uma grade discreta e selar seu amor por lá.

Uma tradição curiosa da cidade é a de postar declarações de amor das mais exageradas para desconhecidos na sessão "missed connections", ou "conexões perdidas", da página "craigslist" de Nova York, uma plataforma onde se vende, se compra e se troca literalmente tudo. Lá, Nova-Iorquinos postam detalhes sobre pessoas que viram no trânsito da cidade (metrôs ou ônibus) e por quem se apaixonaram à primeira vista, na tentativa de tentar reencontrá-las. Esquisito? Um pouco. A parte legal é que as conexões perdidas são categorizadas em "de homem para mulher" e vice-versa, "de homem para homem" e "de mulher para mulher". Todo dia 14 de Fevereiro, o Museu do Trânsito de Nova York realiza a "Festa das Conexões Perdidas", em uma plataforma de metrô antiga e desativada da coleção do Museu. Jornalistas e escritores conhecidos do New York Times fazem leituras, poesia e graça dos anúncios mais interessantes e artistas expõem pinturas inspiradas nas conexões perdidas. O evento é totalmente gratuito e se não der para se emocionar com as declarações, dá para se divertir. A festa é anunciada na página do museu: http://mta.info/mta/museum/



Capa do álbum The Freewheelin', de 1963. Foto: Don Hunstein

Nova York foi o cenário de uma das minhas fotos preferidas, a de um amor despretensioso, de um encontro que não foi eterno, mas foi intenso, e está imortalizado na capa de um dos melhores álbuns da história. O jovem Bob Dylan, de vinte e dois anos, e sua então namorada Suze Rotolo, caminham sorrindo e de braços dados para a capa do seu primeiro álbum, The Freewheelin', que tem entre seus clássicos "Blowin' in the Wind". O ano é 1963 e o bairro é Greenwich Village, na Rua Jones com a Rua West 4. A foto foi tirada a poucos metros do prédio número 161 da Rua West 4, onde Dylan morava. Histórias de amor como essa, que começam inadvertidas e sossegadamente improvisadas, podem tornar-se clássicos ou, no mínimo, muito especiais para quem as viveu nessa cidade.



Capa da revista Life, de 1945.
Foto: Alfred Eisenstaedt


Em 1945, Nova York também foi o cenário do beijo mais apaixonado e improvisado da história, entre um marinheiro e uma enfermeira que nunca haviam se visto antes, em comemoração ao fim da Segunda Guerra Mundial. A cada cinco anos, a administração da Times square organiza um evento "do beijo" onde centenas de casais, vários vestidos de marinheiros e enfermeiras, vão para a mesma localidade do famoso ato, na Sétima Avenida próximo às ruas 44 e 45, e recriam a cena outra vez. Havia pouco a se celebrar nessa época, tempos tristes de guerra e injustiças. Mas um beijo como esse aconteceu e isso, em si, merece ser relembrado. O próximo evento será no dia 14 de Agosto de 2015. Para mais informações: http://www.timessquarenyc.org/events/kiss-in 


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Tags: Brasília  Nova  York  Nina  Raquel  Capital  do  mundo 

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Sexta-feira, 11 de maio de 2012 03:54 pm

Se todas fossem iguais a você

É para essas mulheres maravilhosas que nos amam incondicionalmente que dedicamos a matéria de capa do Dia das Mães deste fim de semana. O título não poderia ser diferente, Com ela, eu aprendi... Melhor dizer: Com elas, continuamos aprendendo. Parabéns a todas as mães e futuras mães!



A repórter Maria Júlia ao lado da mãe, a psicoterapeuta
Carminha Duarte: foliãs no balancê, balancê do carnaval do Recife
 
O trabalho de parto foi longo...E a vontade da minha mãe era de ver, o mais rápido possível, a carinha do próximo filho. Menino ou menina? Naquela época, há 30 anos, Carminha e Victor não sabiam qual era o sexo do bebê. Depois de dois meninos, um de 10 anos e outro de 8, teríamos aí um trio de varões ou uma boneca para encher de lacinhos? "Es una niña, una niña...", gritava a enfermeira espanhola pelos corredores do Hospital Santa Joana no Recife.
Bem, foi mais ou menos assim, segundo minha mãe, que foi anunciada minha chegada ao mundo. Não tive lacinhos, mas uma bola de futebol, uma boneca do meu tamanho e livros...Muitos livros. Sempre incentivada pela minha mãe, que me deu a mãos e me explicou tintim por tintim as coisas que ia observando no caminho. Conselheira, amiga, mandona –- sim, às vezes é preciso –-, essa Carminha aqui não tem nada de vilã da novela das oito. Pelo contrário, é uma supermãe com qualidades e também defeitos que me encantam todos os dias. (Maria Júlia Lledó)


A estagiária Juliana e a mãe, a farmacêutica Dilcinéia Contaifer:
sorriso que vem de família.
 
A história do dia que eu nasci dava roteiro de novela. No meio da madrugada, resolvi que era a hora. Nessa época, meus pais, Dilce e Sérgio, não tinham carro nem telefone e moravam no Rio de Janeiro. Meu pai correu para o orelhão para chamar a obstetra e fomos de táxi para o primeiro hospital -- sim, passeamos um pouco naquela noite. Lá, enquanto minha mãe ia sendo preparada para o parto, descobrimos que o hospital não atendia o plano de saúde. Fomos então para dentro do fusquinha da obstetra, eu querendo nascer, minha mãe desesperada, meu pai nervoso e a motorista apressada. No segundo hospital, tudo certo. E se não desse, ia nascer em um fusquinha.
De lá para cá, tudo o que inventei de fazer tive apoio da dona Dilci -- até quando resolvi pintar o cabelo de vermelho e inventei de passar um mês nos Estados Unidos com só 15 anos. Agora, ela mora em São Paulo, mas continua apoiando a distância, dando colo quando possível, ficando horas no telefone toda semana para saber as novidades e, de vez em quando, enfrentando a ponte aérea para resolver qualquer pepino. Valeu, mama! (Juliana Contaifer)

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Sexta-feira, 04 de maio de 2012 05:00 pm

Ter ou não ter filhos?


Ilustração: Kleber Sales/CB/DAPress

Perguntamos no site: a decisão sobre ter ou não ter filhos deve se basear em quê?
Segue o resultado:

63% acreditam que a decisão deve ser baseada "No desejo do casal"
15% acham que deve levar em conta "a vida financeira da família"
9% responderam "Na vontade da mulher"
6% ficaram com a opção "Na certeza de que a família deve ser perpetuada"
6% votaram também na resposta "No amor pelas crianças"
E ninguém escolheu as opções: "Na necessidade de satisfazer o instinto materno" e "Na necessidade de ter companhia na velhice"

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Tags: enquete  filhos 

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Segunda-feira, 30 de abril de 2012 05:44 pm

Os brincos de Michelle


Foto: Getty Images

Um pedacinho de Brasília esteve presente na Casa Branca. Pelo menos indiretamente. A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, escolheu brincos da designer brasiliense Carla Amorim para usar no tradicional jantar para correspondemtes da imprensa, no último sábado.
O eleito da primeira-dama foi o par de ouro com cornalina e safiras na cor laranja, da coleção Pantone, lançado pela joalheria em 2011. Sempre elegante, Michelle usou ainda um vestido tomara que caia do estilista Naeem Khan.

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Sexta-feira, 27 de abril de 2012 08:46 pm

Ângulos da capital

Por Olívia Meireles

A experiência de ver Brasília em uma outra época é emocionante. Imaginar que um dia ninguém andava na rodoviária, a W3 ainda tinha algum glamour, a esplanada não tinha asfalto, o Centro de Convenções era completamente diferente e as pessoas iam caminhar no Parque Piton Farias e não no Parque da Cidade. Esses videos amadores, documentários e filmes de ficção que surgiram nas redes sociais são uma deliciosa viagem nostálgica para quem viveu aquela Brasília e uma descoberta para quem chegou recentemente na cidade.


Tesouro proíbido: Brasília, Contradições de uma Cidade Nova
Ano: 1967
Tempo: 22min46
História: O documentário Brasília, Contradições de uma Cidade Nova foi feito por Joaquim Pedro Andrade e narrado por Ferreira Gullar. Nele, o diretor passeia por Brasília em 1967. Ele anda de carro pela W3, passa pelo buraco do Tatu, mostra as tesourinhas vazias e filma as quadras residenciais.
http://www.youtube.com/watch?v=Fk7Hxsbhhqs

De volta aos anos 1980: Passeio em Brasília - 1983
Ano: 1983
Tempo: 9min13
História: Em 1983, com 34 anos, Paulo José da Costa morava em há cinco anos em Brasília. Mas resolveu voltar ao Paraná, seu estado natal. Antes de voltar resolveu registrar com uma câmera de video como era Brasília na época. Em um domingo à tarde, ele pegou a família, colocou no carro e fez o trajeto da sua casa na 315 norte até a esplanada, passando pela W3 e eixo monumental.
http://www.youtube.com/watch?v=i3uDcGICzTY&feature=related

O homem do Rio: L´homme de Rio
Ano: 1964
Tempo: 5min48
História: L´homme de Rio, filme de Philippe de Broca, foi protagonizado por Jean-Paul Belmondo e rodado em Paris, no Rio de Janeiro, em Brasília e na Amazônia. Na recém inaugurada capital, eles filmaram no barro vermelho. As sequência de imagens não são montadas na sequencia real, mas elas mostram uma Brasilia sem asfalto, vazia e ainda em contrução.
http://www.youtube.com/watch?v=b2CBmyIahx4&feature=relmfu

Do alto: Brasilia 1960
Ano: 1960
Tempo: 2min36
História: Um rapaz achou o video guardado dos avós que fizeram uma visita a Brasília nos anos 1960. Tem imagens do alto do avião, Brasília sendo contruída e um monte de barro vermelho.
http://www.youtube.com/watch?v=ZlQY5shMgcA&feature=fvwrel

Piton Farias: Parque da Cidade - Brasília - DF
Ano: 1983
Tempo: 5min09
História: Imagens feitas em uma câmera 8mm por uma família brincando no Parque da Cidade, então Piton Farias.
http://www.youtube.com/watch?v=iaFDiFY9JRQ&feature=related

As matérias
Pra inglês ver: Brasilia Segment from the shock of the new
Ano: Não especificado
Tempo: 6min08
História: Matéria transmitida pela BBC e feita pelo jornalista Robert Hughes.
http://www.youtube.com/watch?v=he4C7gWEpEU&feature=related

A nova Brasília: Dreamspaces - Brasilia (Featuring Justine Frischmann)
Ano: Entre 2003 e 2004
Tempo: 6min35
História: Um programa feito pela BBC que fala sobre arquitetura e design de interiores. Eles fizeram uma edição em Brasília.
http://www.youtube.com/watch?v=vm7RkZnLFbc&feature=related

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Tags: Brasília 

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Sexta-feira, 13 de abril de 2012 07:18 pm

De tutu por ela

Por Maria Júlia Lledó



 
Bob Carey é o nome desse homem "barrigudinho" vestido apenas de tutu rosa. Por uma boa causa, ele passou frio e calor. Enfrentou vacas, bois e, principalmente, o olhar preconceituoso de alguns transeuntes que o flagraram em diversas poses por cidades dos Estados Unidos. Batizado de Tutu Project, a ideia de Bob tomou forma de maneira despretensiosa. Mas assim que soube que a esposa, Linda, havia sido diagnosticada com câncer de mama, transformou as fotos em um  projeto de amor e humor pela vida. Em autoretratos como uma "bailarina" digna do desenho animado Fantasia, da Disney, as imagens estão à venda no site www.thetutuproject.com  para arrecadar verba a ser destinada a instituições de tratamento do câncer de mama. Envolvidos nesse projeto desde 2003, o casal acredita que o melhor remédio é uma boa gargalhada. "O câncer nos ensinou que viver é muito bom e que ter de lidar com uma doença como essa pode ser difícil. Por isso, talvez a melhor coisa a fazer – não, a única coisa a fazer – é rir de nós mesmos e compartilhar essa risada com outros", explica na página da internet.

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Tags: câncer  fotografia   

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Quarta-feira, 11 de abril de 2012 04:30 pm

Revista do Correio é finalista em prêmio internacional



A matéria Uma ideia só não basta, da repórter Flávia Duarte, está entre os 5 finalistas brasileiros da categoria Revista, TV, Rádio e internet (não diários) do 2º Prêmio de Jornalismo Iberoamericano IE Business School. Capa da edição de 4 de dezembro de 2011, a reportagem disputou com outros 310 textos jornalísticos – entre artigos e entrevistas – de mais de 180 meios de comunicação, assinados por 145 jornalistas da área de economia. Na matéria, seis mulheres vitoriosas em diferentes segmentos do mercado de trabalho mostram que empreender é "muito mais do que ter um lampejo de criatividade", como bem ponderou a jornalista.

 

Os ganhadores do prêmio serão anunciados em maio e um total de13 mil euros deve ser distribuído entre os melhores colocados. O juri será formado por jornalistas com vasta experiência em veículos internacionais como CNN e Wall Street Journal, além de profissionais da empresa organizadora e colaboradora do evento e de outras instituições como a Organização dos Estados Americanos (OEA), a Confederação Andina de Fomento (CAF) e a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). A primeira edição do evento, realizada ano passado na cidade do México, premiou o trabalho dos seguintes veículos: Ejecutivos de Finanzas (México), Época Negocios (Brasil) e o suplemento iEco do jornal El Clarín (Argentina).

Vamos torcer!

>> Leia aqui a matéria

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Domingo, 08 de abril de 2012 03:45 pm

Viagem ao coração da cultura popular


Crédito: Cristiano Sergio/Divuolgação

Por Maria Júlia Lledó

A vida dele é explorar cada rincão do país, colher e plantar inspirações por onde passa. Principalmente nas comunidades mais humildes, onde os moradores dão um jeitinho de viver de forma digna, tendo a criatividade como ferramenta. Essa é a vida de Marcelo Rosenbaum, designer paulista que ganhou os holofotes da mídia por realizar o sonho de muita gente no programa de televisão Lar doce lar.

É dele também o projeto A gente transforma, com o qual modificou a vida de moradores de cidades e bairros abandonados pela gestão pública. Na primeira edição desse projeto, em 2010, o designer e sua equipe trabalhou no chamado Triângulo da Morte — Capão Redondo, Jardim Ângela e Jardim São Luís —, em São Paulo. Um trabalho de restauração de comuniddes e condições para melhoria da autoestima dos moradores.

Requisitado e conhecido dentro e fora do país, a fama não abafou as prioridades do profissional. Pelo contrário. Deu-lhe ainda mais impulso para conseguir levar sua expertise a cidades de norte a sul do Brasil, e também aprender com pessoas que aprenderam com diferentes realidades.

Em depoimento à Revista, para a matéria de capa, Arquitetura Popular Brasiliense, Rosenbaum destacou a importância de se conhecer o país e de se reconhecer brasileiro. Veja:

Tenho a oportunidade de viajar pelo país e conhecer muitos brasis, com culturas tão particulares. Temos um repertório enorme e um colorido que vem da própria natureza e da diversidade cultural. A inspiração está em todo lugar, está no cotidiano. E o que se vê é surpreendente, espaços que são fruto de um olhar sobre as coisas simples, elementos desse cotidiano, sobre o acaso e o improviso. E essa capacidade de improvisar é também uma capacidade de criar. A aparente imperfeição das moradias é de uma beleza única.

Um lançamento do meu escritório que me fez mergulhar em um universo muito rico foi a linha Caruaru. Em 2006, fui fazer uma palestra para industriais e comerciantes da região e visitei lugares da feira que são autênticos, intocáveis, e muito inspiradores pela sua simplicidade construtiva e improvisada. Dessa visita nasceu essa linha de móveis inspirada no improviso da Feira de Caruaru, uma das maiores feiras livres do mundo, patrimônio cultural do Brasil, há mais de 200 anos no agreste de Pernambuco.

O desenho dos móveis resgata os fundamentos construtivos e formas dos mobiliários de exposição da feira. O material principal é a madeira pinus cultivada, natural. Quando coloridos, os móveis ganham os tons de amarelo sol do agreste, de azul céu do agreste, de cinza guará, de verde mandacaru, preto carcará ou laranja caju. É uma homenagem ao pensamento simples, autêntico, que permite reinventar-se todo dia. Se precisasse definir com palavras decoração e arquitetura popular escolheria um repertório grande, entre elas, improviso, imperfeição, inclusão, inovação, memória, multiplicação e pluralidade.

(Marcelo Rosenbaum)



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Sexta-feira, 30 de março de 2012 06:11 pm

Festa para Brasília



Se você é do time que ama Instagram e quer publicar uma foto na Revista do Correio, faça uma foto para edição especial do aniversário de Brasília. O nosso tema é Arquitetura popular Brasiliense. Só vale mandar até 3 fotos até 2 de abril. As fotos serão escolhidas pelos editores da Revista.

Poste as fotos no Instagram com as Hashtag:
#arquipop
#correiobraziliense
Acesse:
http://www.facebook.com/photo.php?fbid=2828746367073&set=o.144853728920452&type=1&theater

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Tags: Zuleika  Photo  &  Grafia  arquitetura 

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Terça-feira, 27 de março de 2012 12:42 pm

Fique ligado. Ou melhor, desligado!


 
Por Maria Júlia Lledó
 
Apagar a luz por uma hora pode ser um ato corriqueiro, mas, no dia 31 de março, a iniciativa deve ser repetida em residências, empresas e monumentos públicos de todo país. Uma demonstração coletiva e solidária à campanha A hora do planeta. Criada pela WWF-Austrália em 2007, a iniciativa é uma maneira de a organização não governamental — participante de uma rede internacional comprometida com a conservação da natureza — mobilizar a sociedade e seus governantes. Por meio dessa ação simbólicafaz-se um alerta sobre o aquecimento global e o que queremos para o futuro do planeta. Quer participar? Então, desligue as luzes das 20h30 às 21h30 no próximo sábado. Conheça mais sobre essa iniciativa na página da WWF (www.wwf.org.br).
 

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Segunda-feira, 26 de março de 2012 03:13 pm

Medo do medo que dá

Por Maria Júlia Lledó
 
Enquanto andar distraído, a vida acontece.
Não porque você queira ou faça previsões.
Ela simplesmente acontece...
Nesse caminho, a pedra colocada pelo poeta é o medo.
Medo de chegar tarde demais, cedo demais,
de ir longe demais, falar demais ou de menos.
Medo de não conter as emoções ou de transbordar alegria e loucura.
A gente tem medo de quase tudo e o medo nos preserva da morte, mas também da vida.
Vida tão frágil...
Vida por um fio.

Interromper a vida é ter medo de não mais viver
Medo de cair no buraco quando atravessar a rua,
Medo de voar e perder-se no oceano...
Medo do medo e ponto.
Bem aventurado o distraído
Aquele que esqueceu de colocar o medo na bagagem
e ruma por aí,
pelo mundo,
livre de preocupações
e amarras.

Então, experimente fechar os olhos e se jogar...
Não, as boas surpresas não vão aparecer enquanto você estiver com medo.
Elas virão de mansinho, atentas
para te surpreender no momento certo.
Quando você estiver distraído, vivendo...
Sem medo.
 

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Sexta-feira, 23 de março de 2012 04:45 pm

Mury, o muso de Gal

Por Rafael Campos

Toda família tem lá suas histórias. Aqueles causos que sempre voltam a bailar em almoços de fartura, natais de presentes meia-boca ou qualquer aniversário que envolva a casa das dezenas. Na minha, há uma bem mais interessante que qualquer outra ouvida por aí. Nos idos de quase 1980, meu pai e um grupo de amigos foram passar uma temporada entre a Suíça e Portugal. Era a época de ouro da indústria têxtil no Brasil e toda a viagem foi bancada pela empresa em que ele trabalhava.

A ideia era que eles fizessem cursos e, com o savoir-faire do velho mundo, pudessem trazer mais dividendos. De quebra, claro, eles ganhariam um belo de um passeio pela Europa. Esse deveria ser o foco da história. Mas, claro, são os descaminhos que a tornaram, de fato, interessante. Naquela época, o voo para Lisboa saía de Salvador, na Bahia. Não sei por quê - e nunca perguntei, pois nada mais inconveniente que aquele chato questionando todos os pontos de um relato, certo? Pois bem, continuo. Meu pai ainda não era casado e, jovem, aproveitou a noite antes do embarque para sair pelas ruas soteropolitanas. Numa delas, um hostess da cidade acompanhava o grupo e, por volta das 5h, chegaram a um bar.

Numa mesa mais afastada, Gal Costa celebrava com poucos amigos que ainda se mantinham fortes depois da noitada. Não demorou para que meu pai se juntasse à mesa dela. Disse que um fã de verdade jamais poderia deixar uma oportunidade dessas passar. Queria conversar com ela, trocar ideias… Só isso já daria um conto familiar eterno. O fato é que, segundo papai, Gal gostou dele. Não “carnalmente” falando, calma gente. Gostou da conversa, dos assuntos, da história dele. Meu pai é incrível, um bom contador de causos e sabe bem como apresentar o Piauí para os de fora. Não é de surpreender que ela tenha se encantado. A surpresa vem agora. Quando o dia clareou, todos precisaram voltar para o hotel. Foi aí que Gal virou-se pro meu pai e disse: “Gostei muito de você, Mury. Vou te fazer uma surpresa. Espere por ela.”

Aqui, é bom explicar o nome do meu pai. Na verdade, ele se chama Gilberto. Mas, durante toda a adolescência, teve o apelido Muriçoca, por ser muito magro. O codinome virou nome, abreviado e com direito a “y” no final. Até hoje essa grafia causa problemas para ele, até em aeroportos. E é essa segunda identidade do meu pai que completa toda a história. Mury foi para a Europa, estudou, voltou e, no carnaval do ano seguinte, a surpresa de Gal, finalmente, deu as caras. Naquela época, o maior sucesso dela foi O Bater do Tambor. A letra fala por si…

“Toda a eletricidade
Trio-elétrico e o seu gerador
Toda energia que magnetiza a cidade
Para pra deixar ouvir o bater do tambor
Mão de preto no couro
E o Brasil grita em coro
ê muri muri ô babá
ê muri muri ô (…)”

O “y” não foi no muri e tem muita gente que ainda acrescentou ao nome o prefixo “o”. Mas, como disse antes, não venha ser aquele chato que critica tin tin por tin tin. Meu pai já foi muso de Gal Costa e isso é algo digno de ser contado em toda reunião familiar. Aposto que na Páscoa o mesmo disco vai tocar.
 

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Sexta-feira, 23 de março de 2012 04:37 pm

A Gucci tá uma arara



Por Maria Júlia Lledó
 
Verde que te quero ver...em forma de bolsas e lenços de seda da Gucci! Esses são alguns dos novos objetos de desejo lançados pela grife italiana, que se inspirou na fauna e na flora do Pantanal. Seguindo à risca os comandos da diretora criativa Frida Giannini, uma equipe pintou araras e folhagens exuberantes desse bioma do Centro-Oeste, que deve colorir as vitrines. Edição limitada criada para a abertura de uma megaloja da Gucci (5 mil metros quadrados) no shopping Cidade Jardim, em São Paulo, tem preços que variam entre R$ 3.240 (bolsa grande) a R$ 500 (echarpe). Quer uma também? Poucas dezenas desses produtos virão diretamente de Florença para Brasília. Agarre a sua!
 

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Segunda-feira, 19 de março de 2012 11:10 am

Sobre a moda

Por Maria Júlia Lledó
 
Normalmente você não ouviria isso de  alguém em sã consciência: "Pode se sentar sobre meu Valentino. Sinta-se à vontade". Calma... Nenhum vestido será amarrotado nessa história. Ícone da marca de design italiana Kartell, a cadeira  Mademoiselle, de Philippe Starck,  é quem transforma moda em uma peça decorativa sobre quatro pés

Graças ao projeto Mademoiselle à La Mode, a cadeira de policarbonato faz parceria com grifes famosas. Dolce&Gabbana, Missoni, Burberry, Jean-Paul Gaultier e, agora, Moschino, desenvolveram e assinaram estampas para os tecidos que vestem  esse que é um dos móveis mais cobiçados do mercado. À venda no  Brasil pelo site http://www.novoambiente.com, o sonho de vestir sua casa com haute couture está mais próximo. 


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Tags: moda  decoração   

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Segunda-feira, 12 de março de 2012 07:47 pm

"Sessentona" e com tudo

Por Maria Júlia Lledó
 
A geração "paz e amor" revolucionou vestuário, acessórios e estilos que aproximaram guarda-roupa masculino e feminino. Ícone cultural de uma geração, a moda desse período é revisitada pela exposição Youthquake! - The 1960s Fashion Revolution – Terremoto Juvinil, a revolução da moda dos anos 1960 –, no Instituto de Moda e Tecnologia de Nova York. Em cartaz, um acervo democrático: desde roupas de marca a artesanais, bem comuns na época. Destaque para o par de sapatos com imagens dos Beatles, febre musical da década.
Nem tão "flower power" como imaginamos, a juventude que dizia não confiar em ninguém com mais de 30 anos perdeu para a indústria da moda, que na época abocanhou esse modo de vestir. Até hoje, ideias e conceitos que surgiram espontaneamente na década de 1960 são revisitados por estilistas contemporâneos. Levante a mão quem não tem no armário uma camisa florida ou uma calça boca de sino? Pode crer...







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Tags: moda  arte  exposição   

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Sexta-feira, 09 de março de 2012 05:31 pm

Nossos valores

Que valores são indispensáveis para uma vida melhor? Foi o que perguntamos aos nossos leitores. Veja o resultado de nossa enquete:

Gentileza - 28%
Respeito à diversidade -16%
Mudar para evoluir -9%
Infância com cara de infância - 8%
Amor à natureza - 7%
Consumo consciente - 7%
Inclusão social - 5%
Direito de envelhecer - 4%
Tempo para você - 4%
Promoção à saúde - 3%
Maternidade e paternidade sem estresse - 2%
Humor sem ofensa - 1%
Dinheiro sem culpa - nenhum voto

Mais do que a opinião de nossos leitores, o resultado da enquete reflete um pouco do que se espera do nosso tempo e também do que você vai ver nas nossas páginas ao longo do ano. Todos esses valores, conceitos aparentemente abstratos mas importantes, vão permear nossas reportagens. Mais do que entreter e informar, também queremos um mundo melhor.

No domingo, 11 de março, uma reportagem sobre longevidade e doenças genéticas reforça dois desses conceitos: o direito de envelhecer e a inclusão social. Não deixer de ler! Bom fim de semana!

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Tags: enquete  opinião 

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Sexta-feira, 09 de março de 2012 05:15 pm

Barra da casa

Por Maria Júlia Lledó

 
Ela já havia feito algumas incursões pela decoração, mas agora, o design de interiores se tornou, de fato, outro filão para a estilista Adriana Barra. Dona de uma nova marca, a Tea, see...do! (sim, uma brincadeira sonora com a palavra tecido), a grife de estampas para um lar estiloso lar concretiza o sonho de adolescência dessa colorida paranaense. No site da nova marca, Adriana adianta: "Os clientes têm a liberdade de fazer o que quiserem com os tecidos Adriana no universo da decoração, seja em sofás, almofadas, pufes, cadeiras, entre outros". De cara, flores em diversas padronagens encantam o público que visita a loja nos Jardins. Agora, o objetivo da designer é revender seus tecidos  nas principais lojas de decoração do país e, quem sabe, na gringa. Confira algumas padronagens da Tea, see...do! com a garota-propaganda da grife. Quem? Nada mais, nada menos que a Lady Gaga made in Brazil: Elke Maravilha.


Fotos: site Tea, see...do/Divulgação


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Tags: decoracao  moda 

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Terça-feira, 06 de março de 2012 11:49 am

Quer trocar um frisbee por um anão de jardim?

Por Maria Júlia Lledó
 



Que destino dar a tudo aquilo que compramos e não usamos mais?  Só no Brasil, a produção anual de lixo sólido bateu a marca dos 60,8 milhões de toneladas em 2010, segundo última pesquisa feita pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Para mudar esse cenário, algumas pessoas fazem doações desses objetos que iriam parar no lixo, outros participam de bazares para vender aquilo que um dia foi tão precioso e que agora não tem mais aquele garbo.

No entanto, na maioria das vezes o que acontece é o acúmulo de caixas e mais caixas de objetos e livros em casa. Atentos a esse problema, o projeto norte-americano The Swap O' Matic implementou máquinas de escambo em algumas esquinas e lojas de Nova York (EUA) . Por meio da Swap O'Matic machine – uma máquina de troca –, o público pode deixar algum artigo em desuso, ganhar créditos e, dessa forma, acumular "pontos" como moeda para adquirir outra peça que poderia muito bem ser comprada. 

A ideia dos idealizadores da máquina é promover uma cultura que dê menos ênfase ao consumo e que valorize a reutilização de objetos. No Brasil, ainda não temos uma Swap O'Matic, mas se você tiver interesse no projeto pode entrar em contato com os criadores dessa engenhoca sustentável pelo e-mail:  lina@swap-o-matic.com.
 

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Sexta-feira, 02 de março de 2012 08:00 am

Da série Memória - Cabeça feita

2009


Foto: Daniel Ferreira


2010



Foto: Carlos Silva


2007



Foto: Monique Renne

2007



Foto: Zuleika de Souza


2006


Foto: Monique Renne



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Tags: moda  memória  chapéu  lenço 

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Quinta-feira, 01 de março de 2012 09:57 am

Da geladeira para o closet

Por Maria Júlia Lledó



 
Iogurte, queijo, requeijão, achocolatado... Hum... Deu fome? E se eu te contar que o leite nosso de todo dia agora é derivado de outro produto nem um pouco comestível? Pois é. Dessa vez, as vaquinhas são os novos ícones fashion depois que a designer de moda e bioquímica alemã Anke Domaske, 29 anos, desenvolveu e apresentou ao público, no ano passado, um tecido criado totalmente à base de leite. A proteína é processada em laboratório, aquecida e pressionada por uma espécie de máquina de trituração para criar as linhas. O resultado final ganhou o nome de Qmilch e está sendo elogiado por ativistas ambientais e profissionais da moda.
 
Uma das grandes qualidades da fibra do leite é que ela tem uma textura semelhante à da seda. O tecido também é recomendável para pessoas que sofrem alergias de pele. Aliás, esse aspecto motivou a pesquisa de Domanske. Quando o pai da designer apresentou uma severa alergia cutânea durante o tratamento contra um câncer, ela deu início à pesquisa. O leite usado para a produção é orgânico e seria descartado para consumo humano. Tanto o produto quanto o processo para fazer o tecido mostram o compromisso da alemã com o meio ambiente. Nesse ano, ela pretende comercializar o Qmilch em larga escala. Será que essa novidade "leitosa" chega por aqui?  Confira: http://www.qmilk.eu/

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Domingo, 26 de fevereiro de 2012 01:10 am

Outras Ondas – O compromisso de curtir



João Rafael Torres // Especial para o Correio


Um personagem interessante tem tomado grandes proporções em meu atendimento clínico: o Facebook. A rede social surge como um fantástico instrumento na arte de aproximar pessoas que há muito não se viam, ou como elo agregador para aqueles que enumeram gostos e ideais afins. Diverte a muitos, que, entre curtidas e compartilhagens, comentam a piada do dia. Mas o Facebook que me chega nas sessões é um tirano nefasto: destrói namoros, arrasa reputações, planta a discórdia e o ciúme. Um elemento satânico, se nos pautarmos pela etmologia do termo satã – aquele que está no meio do caminho, o adversário ou opositor.

Quem resolve abrir um perfil na rede tem de pensar antes no grau de exposição das intimidades que está disposto a enfrentar. Uma pesquisa recente, publicada pela Psychological Science, apontou para os danos que a rede pode causar à autoestima dos usuários. Isso porque leva a uma inevitável e desnecessária comparação com outros perfis – obviamente, com padrões distorcidos sobre felicidade, bem-estar e realização pessoal. Outros, num impulso, acabam por comentar excessivamente a própria vida, partilhando aos demais fatos negativos ocorridos, fraquezas e sensibilidades.

Por outro lado, a farta oferta de detalhes da vida alheia aguça a curiosidade. Fuxicar fotos, fatos e reflexões toma horas a fio de muitos por aí. As “curtidas”, comentários e compartilhamentos aparecem como pegadas no cimento: marcam não só a passagem, mas também a aprovação – ou não – do que foi publicado. Posts bem visitados são ostentados, com orgulho, pelo próprio sistema na página das atualizações de maior repercussão. Contabilizar amigos é sinal de status – mesmo que, ao cruzar com alguns deles na rua, falte coragem para a interação. O deus da discórdia também é o deus da vaidade.

É óbvio que o problema não está no Facebook. E nem em demonstrar vulnerabilidades para os demais. A questão é a forma e para quem isso é feito. Em clínica, percebo que muitas crises poderiam ser facilmente evitadas pela contenção. Quais os efeitos de tamanha investigação? O que estava procurando? E agora, que achou, o que fará? Na maioria das vezes, nada é feito – ao menos, de forma concreta. Mas comentários, fotos e curtidas nos perfis investigados ressoam horas na psique, plantam a insegurança e o descontentamento. Bloquear, então, é o fim no quesito da cortesia: banir do outro a possibilidade de acompanhar seus passos torna-se inconcebível, quase que desejar-lhe a morte.

A maior exposição não é praticada por quem relata os acontecimentos da vida na rede social, e sim de quem pauta pelo que lê no perfil dos outros. Não refletem sobre a subjetividade do método: conduzida por diferentes afetos, uma mesma palavra pode desembocar em diferentes sentidos – a depender do olhar de quem a lê. Nasce assim o desentendido, a maledicência, as conclusões injustas e precipitadas. Respeitar a própria intimidade é saber definir o crivo correto para separar o que merece atenção nesse meio, mas é principalmente saber afastar-se dessa fonte corrosiva dos relacionamentos, se isso for necessário. É medir a influência que as informações publicadas exercem sobre os rumos adotados para a condução da vida.

O mundo do Facebook é uma fantasia construída com fatos e personagens reais. Muitas vezes, o dano dessa fantasia é provocado pelo excesso dessa tal realidade: as pessoas se levam muito a sério. O momento de descontração se transforma em uma neurose altamente comprometedora – em certos casos, esbarra no comprometimento patológico da dependência. Tudo merece ser declarado, até mesmo a ausência de assuntos a declarar. Por outro lado, todas as atualizações ganham uma importância descabida. E o tempo vai passando uma miscelânea de inutilidades, que ganham uma estranha urgência para quem ultrapassa os limites razoáveis de envolvimento com essa e outras redes sociais.

Não teço essas considerações por criticar o Facebook, Twitter ou algo que o valha. Até porque sou adepto, praticante e fiel às novas mídias como sistema de comunicação e interação social. Enxergo esse como um caminho sem volta: o virtual, que antes configurava uma espécie de realidade paralela, é um fato cada vez mais presente, dinâmico e interativo na história contemporânea. Permeia a todos nós, já faz parte do nosso inconsciente coletivo. Mas isso não garante que todos estão aptos a usufruir dos benefícios oferecidos, sem provocar danos ou prejuízos. Não custa lembrar: o que diferencia uma ferramenta de uma arma é a habilidade de quem a manuseia.

* João Rafael Torres é psicoterapeuta junguiano e tarólogo. Contato: www.selfterapias.com.br

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Quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012 06:36 pm

Muçulmanas nas passarelas

Por Maria Júlia Lledó


 
No site e na Revista já falamos sobre muçulmandas fashionistas e blogueiras, sobre a moda do hijab (aquele lenço que cobre cabeça, pescoço e ombros, "adorno" religioso para as mulheres muçulmanas), sobre a febre das maxi skirts que também beberam do modo de vestir muçulmano, além de outras tendências que Oriente e Ocidente trocaram e trocam graças às redes sociais e blogosfera.
 
Agora, o assunto da vez é a primeira agência de modelos muçulmanas. Para dar vazão à quantidade de jovens islâmicas com potencial para – e vontade de –  caminhar pela catwalk, a estilista norte-americana Nailah Lymus – criada em uma família muçulmana – criou uma agência voltada para essas mulheres. Batizada de Under Wraps Agency (abaixo das camadas agência), na empresa as modelos não precisam expôr o corpo para conseguir trabalhos, nem violar crenças pessoais. A estilista, aposta que a globalização e o caráter cada vez mais internacional das religiões e costumes devem criar na indústria da moda novas demandas. E você? O que achou da proposta? Vale conferir: http://underwrapsagency.carbonmade.com
 

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Tags: moda  mundo  arabe 

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Sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 05:48 pm

Da série Memória - Tantos carnavais

2012


Foto: Zuleika de Souza

Encarnando a rica Val Marchiori


2011


Foto: Bruno Peres

Qualquer adereço faz a diferença


2010


Foto: Valério Ayres

A festa dos pequenos

2009


Foto: Monique Renne

Basta se misturar à fantasia


Bom carnaval a todos!

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Tags: Moda  Revista  do  Correio 

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Quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 02:25 pm

Acho que vi um gatinho

Por Maria Júlia Lledó



Bichanos passeiam pela internet com a maior intimidade do mundo. Ganharam comunidades, fotos e vídeos pra lá de fofinhos e comemoram, em 2012, os 38 anos da diva japonesa Hello Kitty: uma gatinha que gera lucros desde que foi patenteada na década de 1980. Agora, a última novidade no universo felino atende pelo nome de Kitten Collection, coleção primavera 2012 de make up da grife Paul & Joe. Valendo-se da ideia de que podemos ficar ainda mais "gatas" com delineadores, batons, esmaltes e outros produtos de beleza, a marca parisiense criou uma linha que, sem dúvidas, deve ronronar pelas metrópoles. Tem até batom com formato de gato! E você? Vai usar ou colecionar? Miau...


 
Confira os produtos no site http://www.paul-joe-beaute.com/en/creation/12sp/cs.html    
 





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Terça-feira, 14 de fevereiro de 2012 01:37 pm

O mix tape de Barack Obama

Por Maria Júlia Lledó



Em época de eleição, vale tudo. De declarações de amor em público em pleno Valentine's Dia a abraços em crianças fofinhas e rechonchudas e promessa de plano de saúde para todos. A lista não tem fim. Mas o camarada Obama pensou diferente. E o presidente eleito pela força das redes socias – especialmente do Twitter – repete a estratégia. Como brincava "O Jovem", personagem de Chico Anysio, "jovem que é jovem não pisa na bola". Pelo contrário. Mais uma vez, Barack Obama acertou em cheio quando escolheu criar e disponilibilizar na internet uma mixtape com músicas para todos os gostos. Até imaginamos um Earth Wind and Fire na lista, mas o presidente mostra que também é pop e inclui até mesmo o suíngue de Ricky Martin. Dá só uma olhada: http://open.spotify.com/user/barackobama/playlist/6J9kgSvipjimfDLYTsCOAv.
 
Aposto que agora, você também se considera mais íntimo do presidente.
 
"Different People" — No Doubt
"Got to Get You Into My Life (Live version!)" — Earth Wind & Fire
"Green Onions (Single/LP Version)" — Booker T. & The MG's
"I Got You" — Wilco
"Keep on Pushing" (Single version) — The Impressions
"Love You I Do" — Jennifer Hudson (Dreamgirls)
"No Nostalgia" — AgesandAges
"Raise Up" — Ledisi
"Stand Up" — Sugarland
"This" — Darius Rucker
"We Used To Wait" — Arcade Fire
"You've Got The Love" — Florence + The Machine
"Your Smiling Face" — James Taylor
"Roll With The Changes" — REO Speedwagon
"Keep Marchin'" — Raphael Saadiq
"Tonight's The Kind of Night" — Noah and the Whale
"Keep Me In Mind" — Zac Brown Band
"The Weight" — Aretha Franklin
"Even Better Than The Real Thing" — U2
"Home" — Dierks Bentley
"Everyday America" — Sugarland
"Learn To Live" — Darius Rucker
"Let's Stay Together" — Al Green
"Mr. Blue Sky" — Electric Light Orchestra
"My Town" — Montgomery Gentry
"The Best Thing About Me Is You" — Ricky Martin
"You Are The Best Thing" — Ray LaMontagne
"We Take Care of Our Own" - Bruce Springsteen
 
 

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