Quarta-feira, 09 de maio de 2012 11:29 am

Nossa, como você cresceu?!


O tempo passou e a nossa equipe cresceu. 
Descubra as respostas de quem é quem nesse jogo da memória*:






* As mãe pira!

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Quinta-feira, 29 de março de 2012 11:35 am

Será que eu estou grávida? (making of do infográfico)

As páginas centrais do Ragga Drops são reservadas para os textos mais longos publicados no caderno, mas nessa semana resolvemos fazer diferente.

Desde que voltamos com a coluna SEXO!, recebemos todas as semanas a mesma pergunta: "Será que eu estou grávida?" E, sem saber responder, ficamos em uma posição complicada, de querer ajudar sem poder. Para dar uma orientação na galera que não sabe como calcular o risco de ter ficado grávida com a relação sexual ou ter contraído uma DST (que é ainda mais preocupante, mas nem todo mundo parece se importar).

Como não temos experiência com infográficos (esse foi o primeiro da história do Ragga Drops!), o processo de produzir esse produto bonitão e bem acabado começou com um pedaço de papel, lápis e muito achismo (do verbo achar mesmo).

A primeira coisa que fiz foi listar todos os métodos anticoncepcionais citados por nossos leitores nos emails. Camisinha (ou a falta dela), coito interrompido, pílula anticoncepcional e pílula do dia seguinte foram os grandes vencedores.

A partir disso, começou o estudo de como ficaria melhor o infográfico e que tipo de informações a gente teria que colocar junto à cada método anticoncepcional.


No fim, resolvi fazer um caminho, saindo da cor mais fria (azul), representando segurança, para a cor mais quente (rosa), representando o risco.


Com o esquema mais ou menos resolvido, sentei com a designer do Ragga Drops, Marina Teixeira, que transformou os rabiscos em um esquema compreensível.


Esse esquema foi enviado para o quadrinista e ilustrador Ricardo Tokomoto (que faz as tirinhas da página 2), que deu vida à página, acrescentando cor, ilustração e adequando as formas.

Com o infográfico mais ou menos pronto, enviamos o arquivo para duas especialistas no assunto. A ginecologista Flávia Candiani deu todos os toques sobre eficácia dos métodos e explicou que pílula do dia seguinte não é método anticoncepcional, é um remédio para ser utilizado em caso de emergência. Já a educadora sexual Sílvia Amaral falou para a gente ajeitar a forma de falar com os leitores. "Não é só a menina que fica grávida." Ela também explicou que ligadura de trompas e vasectomia não são indicados para adolescentes, logo, não poderiam estar no caderno.


Depois de muita revisão, o infográfico ficou pronto! Espero que seja útil e que esteja abrindo uma nova era do caderno.


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Sexta-feira, 09 de dezembro de 2011 05:10 pm

À espera de Romário

ou Ao encontro dos personagens principais
Por Bruno Mateus

Dois dias em Brasília na captura do Baixinho. E muita coisa aconteceu


Quase 12 horas de viagem e a certeza de uma entrevista agendada em Brasília. Era o que tínhamos – o destemido fotógrafo Bruno Senna e eu – a enfrentar. Um cigarro antes de entrar no ônibus para sentir a noite de temperatura até razoável faz muito bem, sim senhor. Senna chegou pouco antes de zarparmos rumo à capital federal, onde iríamos entrevistar Romário, aquele que jogou muito na Copa de 1994, foi campeão e fez Galvão Bueno berrar “É tetraaa!” como se tivesse visto a iluminação divina.

Sim, ele mesmo... O “baixinho”, o “peixe”, o “marrento”, o “gênio da pequena área” – como o definiu um outro gênio, um certo Johan Cruyff, comandante da Laranja Mecânica, a revolucionária seleção holandesa de 1974. Agora deputado federal, Romário tem se destacado por pegar firme quando o assunto é Copa 2014. O baixinho não vai dar mole para Mr. Ricardo Teixeira e sua turma, que agora tem Ronaldo no suspeito time.

Pé na estrada. Logo na primeira parada, preguiçosamente me levantei e saí para fumar. As pessoas comiam salgadinhos com cheiro não muito agradável, bebiam suco e, ok, não estão nem aí se o ministro do Trabalho pediu para sair, se o bom velhinho virá este ano ou se o filho de Wanessa Camargo está injuriado, antes mesmo de nascer, com Rafinha Bastos. Eles só querem chegar ao seu destino. Eu também.

Capítulo I

Brasília amanheceu quente. Pouco antes das 9h, flanávamos à procura de algum sinal de internet – e só achamos no shopping que fica próximo à rodoviária.

O horário combinado de estar no gabinete de Romário era por volta de 15h. Até lá, ficamos no shopping olhando e-mails, lendo notícias pouco interessantes e vendo belas garotas, acompanhadas de suas mães, fazendo compras e sorrindo como se a vida não tivesse percalços nem espinhos. 

Partimos para o Congresso Nacional. Antes mesmo das 15h, já estávamos a postos na porta do gabinete, no quarto andar do anexo 4 da Câmara dos Deputados. Romário não estava. A assessora de imprensa, tampouco. Um tempo depois, ela chega e diz: “o Romário veio, participou de uma comissão, foi embora e não atende o celular”. Eu e o fotógrafo nos olhamos e não precisávamos dizer nada para que nos entendêssemos. Para conferir à situação um ar fantasmagórico, um apagão resolveu acabar com a energia do anexo em que estávamos. De todo modo, continuamos a postos na porta do gabinete.

Em pé. Ou sentados no chão. Certo é que não era uma situação das mais prazerosas. Nos sentimos invisíveis. Só mais tarde é que fomos convidados para entrar e sentar. As horas passaram no compasso de uma tartaruga e nada do deputado. Investigamos daqui, averiguamos de lá, e descobrimos que o baixinho estava no plenário principal para uma votação. E já era 20h e cacetada, ou seja: perdemos o ônibus de volta a Belo Horizonte. Não importa, pensamos. Ainda havia esperança de conseguir a entrevista naquela mesma noite – o que, depois de muito andar, vigiar e fazer ligações, mostrou-se impossível.

Pode me ligar amanhã às 8h30, vamos dar um jeito, disse a assessora. Saímos da Câmara pouco depois das 22h. Ainda tínhamos que procurar um lugar para tomar uma ducha, comer e cair no sono. E, bem, você não imagina como foi difícil encontrar esse lugar. Dormimos rindo da nossa própria desgraça.

Capítulo II

Não tinha outra: o jeito era ficar em cima. Às 8h42 daquela quarta-feira, lá estávamos, eu e o fotógrafo, na porta do gabinete 411. “Já te falei, homem! Você tem que ficar naquela viradinha ali, saindo do elevador. Assim você pega o Romário de jeito!”, disse Rosângela, que trabalha como faxineira na Câmara há 17 anos. Rosângela seria minha informante secreta durante aquele segundo dia.

Traçamos planos e estratégias ousadas para cercar Romário. E o baixinho chegou às 11h, acompanhado pelo assessor parlamentar.
Romário chegou, respondeu ao meu “bom dia” e antes que eu balbuciasse outra frase ou me colocasse à sua frente, entrou no gabinete para uma reunião.

Tínhamos de correr contra o tempo – o fotógrafo tinha passagem comprada para 12h50. O assessor me disse palavras não muito animadoras, o que foi confirmado pouco mais tarde pela assessora de imprensa: Romário não daria a entrevista. Nem cinco minutos para uma foto. A bela garota se desculpou, disse que estava extremamente chateada. Cinco minutos, insisti, faço a entrevista por telefone, daqui ou de BH, mas apenas cinco minutos para uma foto! Em vão. Perdemos viagem. Romário saiu pela tangente e nos meteu um belo chapéu.

Finale

Sozinho, já que Bruno Senna, o destemido fotógrafo, havia ido embora, resolvi perambular pela Câmara. E ali fiquei o dia inteiro. Vi olhares bastante suspeitos em seus ternos alinhados, conversinhas estranhas ao pé do ouvido, secretárias com seus decotes nem tão reveladores assim, belas pernas de assessoras elegantes e aparentemente comportadas. Vi deputados nos corredores cercados por mil assessores preocupados como se houvesse, a qualquer momento, uma possível tentativa de assassinato. Jair Bolsonaro, Eduardo Azeredo, Jean Wyllys, Garotinho, Esperidião Amin. Estavam todos lá.

E eu, um jornalista com um gravador na mão, um maço de cigarros amassado no bolso e ideias absurdas na cabeça, caminhando sem Romário, sem lenço nem documento pelos corredores que viram e escutaram histórias inacreditáveis. Mas, ora veja, um jornalista não fica sem pauta – a menos que ele queira. E eu não queria.

Isaac Queiroz vende picolé há 10 anos na porta da Câmara; a cearense Gertânia passou por ali só para conhecer Romário e Tiririca; o piauiense João Pereira dos Santos Filho tenta ganhar a vida em Brasília como pintor; João José Rodrigues sente saudade de sua mulher, que o deixou há menos de um ano; e o taxista Manuel Martins está há 40 anos em Brasília e até gosta da cidade. Esses personagens, cada um à sua maneira, aliviaram minha frustração por não ter entrevistado Romário e me fizeram ver a beleza, a dor e os sonhos que cada um deles carrega nos olhos. E, no fim das contas, Romário é só mais um no meio da multidão. Ou coisa que o valha.


O repórter e Rosângela, sua informante especial

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Tags: Romário    Brasília    Entrevista 

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Quarta-feira, 14 de setembro de 2011 02:00 pm

Ragga Sangue Bom

Ciente de sua responsabilidade na comunicação com os jovens brasileiros e os demais públicos leitores de seus produtos, a Ragga lançou em novembro de 2009 o projeto social "Sangue Bom".

A iniciativa assume uma postura de conscientização para diversas questões importantes hoje em dia - como a doação de sangue, campanhas de agasalho e doação de alimentos.


A diferença na abordagem e a descontração no tratamento desses temas são as principais características do Ragga Sangue Bom, que, com a ajuda de parceiros como a Fundação Hemominas, o projeto Madrugada do Carinho e o Ballet Jovem do Palácio das Artes, busca fomentar uma base de voluntários que queiram contribuir para uma sociedade mais justa para todos.

Artistas como Rogério Flausino, Priscila Fantin, Gabriel Pensador, Sandro Dias, Cris Guerra, Érika Machado, Fernanda Takay e Ronaldo Fraga também já deram sua contribuição para esta iniciativa do bem.

O projeto Ragga Sangue Bom também luta por um ambiente mais limpo e apoia as boas causas já existentes, como o Dia Mundial Sem Carro.

Confira como foi a última ação da iniciativa clicando aqui

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Tags: Ragga  Sangue  Bom 

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Segunda-feira, 12 de setembro de 2011 03:18 pm

Nem Secos, nem Molhados

Por Guilherme Avila

* Para ler ouvindo Sangue Latino do Secos & Molhados


Há alguns anos, a capa do disco de estréia do Secos & Molhados (1973) foi eleita a melhor de todos discos brasileiros - deixando para trás inclusive capas memoráveis de Todos os olhos de Tom Zé e Índia de Gal Costa. Em várias entrevistas, o fotógrafo que concebeu a foto, Antonio Carlos Rodrigues, definiu sua criação como um dos projetos gráficos mais fantásticos de sua geração, tanto na estética quanto nos resultados alcançados no momento em que ela aconteceu.


Fato é que esse LP vendeu quase 1 milhão de cópias em uma época onde os discos mais vendidos no Brasil não superavam a marca de 100 mil exemplares. Antes da publicação, o fotógrafo já tinha feito uma série de fotos parecidas como a da capa do álbum usando a cabeça de sua mulher servida em uma espécie de prato. As fotos acabaram sendo publicadas pela revista Fotoptica. Pouco depois disso, um dos produtores da banda entrou em contato para convidá-lo a clicar a capa.


Quando estávamos pensando na capa da edição 53 da Revista Ragga - cujo tema seria "comida" - rolou uma conversa maluca sobre alimentos e cabeças na mesa. Daí o Bruno Mateus, subeditor da revista, lançou a idéia de fazermos uma homenagem à essa emblemática imagem do grupo de Ney Matogrosso. Para a preparação, todos ajudaram, serrando uma placa de compensado e comprando feijões, pães, linguiças, cebolas, vinhos, bandejas, etc.


A maquiagem foi feita pela Carol Lagamba da House Models e o fotógrafo da Ragga, Bruno Senna, ficou com a missão recriar a cena - enquanto os modelos Bruno Mateus, Lucas Fonda, Rodrigo Fonseca e Cahue Teixeira se esforçavam para se manter imóveis até que se chegasse ao resultado perfeito. Para se ter uma idéia de todo esse trabalho, Flávia Denise, editora do Ragga Drops, registrou tudo com seu celular e esse "banquete" de fotos que você confere no post abaixo: 

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Tags: Making  of  da  capa  da  Revista  Ragga  #53 

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