09 março 2010

De volta

Turma do CQC estreia 3a temporada na Band com mudanças

 

Os caras estão demais. Convocaram coletiva e tudo para anunciar as novidades previstas para 2010. O Custe o Que Custar, versão brasileira do Caiga Quien Caiga, uma das franquias de maior sucesso da TV argentina no planeta (já gerou cópias em outros nove países), tem um ano de muito trabalho pela frente. Eleições e Copa do Mundo são prato cheio para o humor inteligente do carequinha Marcelo Tas e seus comandados. A temporada terá quadros novos e algumas mudanças estratégicas sobre o que já estamos acostumados a assistir.

 

CQC posa de branco: mais clareza?

 

Eles continuam usando os indefectíveis ternos pretos e óculos escuros, mas o cenário seguiu a tendência internacional da marca. Ficou branquinho, iluminado. A coletiva rolou no próprio estúdio e o Tas disse o seguinte sobre a mexida: "No começo, quando vi, fiquei assustado. Mas no vídeo o resultado é incrível. Como nos vestimos de preto e no telão passam imagens coloridas, isso fica melhor no branco”, publicou o site da Abril. Já Danilo Gentili escrachou: "A tia da limpeza tá f... pra limpar isso aqui!" Outra das mudanças tem a ver com ele. Gentili assume o quadro Proteste Já no lugar de Rafinha Bastos, que está em um projeto paralelo chamado A Liga, outra franquia de jornalismo da mesma empresa dona da marca CQC. Rafinha sai da rua, mas continua formando a trinca de "âncoras" do programa.

 

O time completo, com Marcelo Tas ao centro

 

Quem assume as pautas em Brasília é a recém-chegada Mônica Iozzi: "Estou lendo os jornais assiduamente. É um ambiente difícil de trabalhar. Primeiro, porque sou mulher. Depois porque ninguém quer a gente lá", declarou a moça à FSP. Enquanto isso, o resto da turma tem muitos quadros novos para sustentar. O mais interessante parece ser Trabalho Forçado, onde personalidades são obrigados a realizar tarefas que fogem às suas rotinas. A estreia terá o Senador Eduardo Suplicy atacando de garçon. Marco Luque vai responder as perguntas dos internautas no quadro Luque Responde. Os quadros Cidadão em Ação, em que pessoas comuns são colocadas em conflito, em situações inusitadas, e As Piores Notícias da Semana, que fará um resumo das notícias mais quentes e absurdas, completam a lista de novidades. O time é o mesmo, com Felipe Andreoli, Rafael Cortez e Oscar Filho completando o elenco. 

 

 

A terceira temporada do CQC estreia na próxima segunda, 15 de Março, na Band. Tomara que chegue cheio de fôlego, com um espírito renovado, porque o público vai cobrar sempre algo a mais de seus integrantes. Se ficarem acomodados com a fama ou preocupados com trabalhos paralelos, o programa vai pro buraco.

 

Robson Leite 

com informações do UOL, Abril e Blog CQC

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08 março 2010

Old School ruulez

Guerra é guerra: Oscar 2010 não se rende ao 3D!!!

 

Guerra ao terror foi o grande vencedor da 82ª edição do Oscar, transmitido noite passada e que atravessou madrugada adentro nesta segunda. O filme de Kathryn Bigelow, ex-mulher de James Cameron, diretor e roteirista de Avatar, seu nêmesis na festa máxima do cinema mundial, faturou nada menos que seis das nove indicações que recebeu. A ficção dos homenzinhos e mulherezinhas azuis levou apenas três. Perdi feio no Bolão da redação este ano. Achei que Hollywood iria premiar aqueles milhões de dólares arrecadados. Mas não. Sem problemas. Bigelow merece toda a badalação.

 

     

                       Guerra ao terror detonou e eu me arrebentei no Bolão da redação...

 

Mas, assim... não foi fácil! A trama sobre a guerra do Iraque superou a história mirabolante, campeã de bilheteria, do conflito alienígena de temática ecológica politicamente correta, marco do cinema mundial, justamente nas premiações principais. O Oscar 2010 foi uma batalha paralela entre duas escolas de cinema: a tida como “nova”, baseada em tecnologia, com filmes como Avatar e UP-Altas aventuras arrasando nas bilheterias, popularizando o 3D; e outras produções como Preciosa e o próprio Guerra ao terror, que investiram em leituras mais, digamos, tradicionais, com denúncia social e, por que não?!, leitura política do mundo à nossa volta. O grande fiasco ficou por conta de Amor sem escalas, reverenciado pela crítica, que não levantou um Oscar sequer. Bastardos inglórios pegou só um e olhe lá. Quem assistiu à cerimônia por aqui ficou um tanto quanto frustrado. Menos pelo resultado, mais pela qualidade do que viu.

 

     

         Mo'Nique recebeu o prêmio das mãos de Robin Williams e fez o discurso mais forte da cerimônia

 

O início da transmissão pela TNT foi trágico. Problemas de áudio geraram desconforto entre os apresentadores da versão em português. Rubens Edwald Filho passou muito aperto. A cerimônia começou às 22h30 de Brasília, mas o sinal da emissora por assinatura custou a estabilizar. Um grande encontro de estrelas no palco do Kodak Theatre em Los Angeles, de cara, acabou saindo picado, com vários fades inexplicáveis. Os problemas continuaram ainda na performance de abertura dos apresentadores oficiais, Steve Martin e Alec Baldwin. Sinal variando muito, algo realmente embaraçoso. Mas pior fez a Globo, que só começou a transmitir a festa após a meia-noite, insistindo no Fantástico e no Big Brother até o fim. Um desrespeito ao público cinéfilo, pois já tínhamos alguns prêmios importantes anunciados. Enfim... povão acordado até mais tarde, retorno de audiência... bah! As únicas vantagens foram as imagens em HD e os comentários de José Wilker, além dos frames adiantados em relação à TV por assinatura. A Globo anunciou os vencedores sempre com segundos de frente. Big deal..

                                                                              

      

                       Tapinha nas costas... a ex-mulher levou a melhor, hein, Cameron?

 

Mais de três horas de show. Difícil manter o povo acordado diante da TV por tanto tempo. Só com muito humor pra dar. Alguns dos momentos mais engraçados da noite/madrugada nasceram do bate-bola entre Martin e Baldwin. Apesar do discurso longo pra começar a festa, os caras detonatam na brincadeira com James Cameron. Muito bom quando colocaram óculos de 3D para localizá-lo na plateia. Ben Stiller também fez sua zuação com o blockbuster, vestido como um dos monstrinhos azul de Avatar para anunciar o prêmio de maquiagem. Vale registrar ainda o bom humor de Tarantino e Almodóvar, que não foi indicado este ano, que também subiram ao palco e protagonizaram um "papo de comadres" curto mas divertido.

 

      

                 Martin e Baldwin colocam óculos para ver a dimensão da derrota de James Cameron

 

Houve também momentos de discursos pesados, nada engraçados, sobre os caminhos do cinema em Hollywood. Mo’Nique, vencedora por Preciosa, atacou diretamente o jogo de interesses por detrás de algumas indicações, que ela denunciou como baseadas em campanhas de marketing. Momento boring: a apresentação de dança de rua que acompanhou um medley com os candidatos a melhor trilha. Um saco! E a Argentina?! Que faturou o prêmio de melhor filme estrangeiro, desbancando o favorito alemão, A fita branca? Foi o segundo Oscar na história da premiação (o primeiro foi por A história oficial em 1985) para os portenhos. Eles continuam dando show na gente. E não se esqueça: Hector Babenco não nasceu no Brasil...

 

    

       E o Brasil não viu direito a reunião dos principais indicados no palco do Kodak na abertura... tsc..

 

Homenagens muito legais foram feitas a alguns grandes nomes de Hollywood. A tradicional reverência aos falecidos relembrou  Patrick Swayze, Jean Simmons, David Carradine, Britanny Murphy, Roy Disney, Michael Jackson, Jennifer Jones, Karl Madden, entre outros, com James Taylor fazendo a trilha-sonora ao vivo ao som de In my life, dos Beatles. O genial John Hughes, de Curtindo a vida adoidado, foi aclamado pelo conjunto da obra, e os mestres do terror como Roger Corman e Stephen King também mereceram destaque, em um daqueles gêneros que não costumam oferecer muitos prêmios, mas que chamam a atenção da audiência. Foi um dos poucos momentos de suspense na noite. De resto, tivemos pouquíssimas surpresas. A primeira foi a vitória de Preciosa na categoria roteiro adaptado. O favoritíssimo era Amor sem escalas. Outra surpresa foi Guerra ao terror ter levado a melhor em categorias como edição de som e mixagem. Avatar era favoritíssimo em todas as possibilidades técnicas da premiação.

 

      

            Briges e Bullock: vencedores de uma madrugada longa na frente da TV, sem muitas supresas

 

Jeff Bridges agradeceu aos pais, de quem herdou o talento cinematográfico, pelo prêmio de melhor ator. Barbada. Não chegou a ser emocionante, porque era mais do que esperado, mas não deixou de ser um bom momento do Oscar pelo componente de tradição. Algo redentor, a exemplo do que aconteceu a Mickey Rourke no ano passado. Mesma coisa para Sandra Bullock, melhor atriz por Um sonho possível, desbancando indicações de veteranas como Hellen Mirren e Meryl Streep, obviamente superiores.  Mas a queridinha da América tem aquele It... aquele “algo mais” que abre espaço para que a gente torça por ela, mesmo sabendo que a moça não está com essa bola toda. Enfim... ninguém ficou chateado, assim!  Uma Framboesa de Ouro e um Oscar em menos de 24 horas colocam a moça em um patamar de estrela ainda mais elevado.

 

A disputa entre Cameron e sua ex, Kathryn, foi acirrada até quase o final da festa. Com Guerra ao terror levando prêmios técnicos inesperados e Avatar perdendo estatuetas em quesitos em que era considerado favorito, o tira-teima só veio mesmo nas categorias melhor filme e direção. Foi quando chegou a resposta da Academia para o que todos esperavam: Hollywood premiaria o cinema convencional, old school,  ou a inovação tecnológica, o futuro do entretenimento? A resposta chegou com Guerra ao terror faturando os dois principais prêmios da madrugada e confirmando Bigelow como a primeira mulher a ganhar um Oscar pela direção. Confira os resultados abaixo, na ordem em que foram anunciados:

 


 Melhor Ator-coadjuvante   

                                Christoph Waltz  por Bastardos inglórios


Melhor canção original      

                                    The Weary Kind de Coração Louco


Melhor roteiro original       

                                                    Guerra ao terror


Melhor curta-animado      

                                                       Logorama


Melhor curta-documentário        

                                                Music by Prudence


Melhor curta-dramático       

                                                 The new tenants


Melhor maquiagem        

                                                     Star Trek


Melhor roteiro adaptado        

                                                     Preciosa


Melhor atriz-coadjuvante      

                                            Mo’Nique por Preciosa


Melhor edição de som e mixagem      

                                                 Guerra ao terror


Melhor fotografia     

                                                          Avatar


Melhor trilha-sonora       

                                            Up – Altas aventuras


Melhor edição de efeitos visuais      

                                                         Avatar


Melhor longa-documentário       

                                                        A cova


Melhor montagem      

                                                Guerra ao terror


Melhor filme estrangeiro    

                               O segredo dos seus olhos (Argentina)


Melhor ator        

                                      Jeff Bridges por Coração louco


Melhor atriz         

                             Sandra Bullock por Um sonho possível


Melhor direção e melhor filme

                           Kathryn Bigelow por Guerra ao terror


 

Robson Leite

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07 março 2010

Pior que é!

Transformers 2 é o pior dos piores de 2009, segundo o Razzie Awards

 

O último filme da saga dos carrinhos transformistas foi o grande "vencedor" do Framboesa de Ouro 2010, a antítese do Oscar, que premiou os piores trabalhos do ano passado em Hollywood. O anúncio aconteceu na madrugada deste domingo, horário de Brasília. O blockbuster, um dos mais assistidos no planeta em 2009, "faturou" três prêmios, inclusive o de pior filme. Sandra Bullock, favorita ao prêmio da Academia de melhor atriz por Um sonho possível, acabou mesmo levando o Razzie, como também é conhecido o troféu, por sua atuação em Maluca paixão.

 

 

A foto acima mostra que Bullock cumpriu o prometido e compareceu à cerimônia para receber sua Framboesa. Bem humorada, ela aproveitou para distribuir DVDs da comédia que lhe valeu o troféu, ironizando: "Algo me diz que vocês não viram o filme, porque eu não estaria aqui se vocês realmente tivessem visto e entendido o que eu estava tentando dizer”. Ela não foi a única vítima famosa do Razzie. Pelo conjunto da obra, Eddie Murphy e Paris Hilton foram considerados os piores artistas da década. Coitados! Confira os "vencedores":

 


Pior filme:

Transformers 2: A vingança dos derrotados


Pior atriz:

Sandra Bullock por Maluca paixão


Pior ator:

Jonas Brothers por Jonas Brothers: The 3-D Concert Experience


Pior casal:

Sandra Bullock & Bradley Cooper por Maluca paixão


Pior atriz-coadjuvante: 

Sienna Miller  por G.I. Joe: a origem de Cobra


Pior ator-coadjuvante:

Billy Ray Cyrus por Hannah Montana - o filme


Pior remake:

A terra perdida


Pior diretor:

Michael Bay por Transformers 2


Pior roteiro:

Transformers 2


Pior filme da década:

A reconquista


Pior ator da década:

Eddie Murphy


Pior atriz da década:

Paris Hilton


fontes: Razzie.com e BBC

 

Robson Leite

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07 março 2010

And the winners are...

Antes da festa de logo mais, alguns números curiosos do Oscar

 

 


Mais de 200 países assistirão à transmissão do Oscar 2010...


03 filmes são os donos do recorde de 11 prêmios: Ben Hur, Titanic e O retorno do rei...


Walt Disney é o recordista em indicações com 64. Venceu 26...

 


E o vento levou... com 234 minutos de duração, é o filme premiado mais longo...


Marty, com apenas 91 minutos, é o longametragem vencedor mais curto...


Tatum O'Neal, por Lua de papel, é a pessoa mais jovem a levar um Oscar. Tinha apenas 10 anos e...

 

 

 

...Jessica Tandy, por Conduzindo Miss Daisy, a mais idosa. Tinha 80 anos...


O ator mais novo e o mais velho a receber um Oscar são, respectivamente, Henry Fonda (73) e Adrian Brody (29)...


O diretor mais jovem a ser indicado foi John Singleton, que tinha apenas 24 anos quando concorreu por Os donos da rua. O mais jovem a levar o prêmio foi Norman Taurog, por Skippy. Ele tinha 32 anos...


Woody Allen é o recordista em indicações ao prêmio de roteiro original, concorrendo 13 vezes. Venceu 02, mas nunca foi à cerimônia...


O discurso de Greer Garson, a Melhor Atriz de 1942 pelo filme Rosa da esperança, foi o mais longo da história: passou de 01 hora...


52,2 milhões de americanos assistiram ao Oscar pela TV em 2008, ano do Titanic. É a maior audiência da premiação...

 

 


Um comercial no intervalo do Oscar pode custar US$ 220 mil...


5835 membros da Academia Americana de Artes e Ciências Cinematrográficas votam nos melhores do ano...


Artistas e diretores que venceram ou foram simplesmente indicados tornam-se automaticamente votantes. 04 brasileiros fazem parte dessa lista: Fernanda Montenegro, Walter Salles, Bruno Barreto e Fernando Meirelles...

 

 

 


Um filme vencedor do Oscar costuma garantir, pelo menos, US$ 20 mi a mais de faturamento...


Só 03 filmes fizeram barba, cabelo e bigode, faturando as 05 principais premiações (filme, direção, roteiro, ator e atriz): Aconteceu naquela noite, Um estranho no ninho e O silêncio dos inocentes... 


Apenas 01 produção sulamericana conseguiu o Oscar de melhor filme estrangeiro. Foi o argentino A história oficial...

 

 

fontes: Reader's Digest / Wikipedia / Terra / Guia dos Curiosos

 

Robson Leite

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05 março 2010

Pede pra entrar!

Quem quer ser figurante em Tropa de elite 2?

 

As novas aventuras do capitão Nascimento devem chegar aos cinemas ainda este ano. As filmagens estão em andamento, começaram na semana passada. E a badalação em cima de um dos filmes mais populares dos últimos tempos por aqui promete várias ações de marketing para bombar ainda mais a sequencia. Uma delas já está no ar. É do Submarino, um dos shoppings virtuais mais acessados no país, que promete conseguir uma vaguinha de figurante em Tropa de elite 2 ao internauta que fizer contato pelo twitter.

 

O elenco no novo Tropa de elite durante coletiva do início das filmagens, com José Padilha ao centro

 

A promoção chega em forma de concurso cultural. Os candidatos devem elaborar um texto usando até  113 caracteres, respondendo a questão proposta pelo site: "Se você fizesse parte do pelotão do capitão Nascimento, qual número seria e por quê?" Já viu que só a pergunta é quase do tamanho do espaço oferecido para a resposta. Interessou? Exercite sua criatividade, sem deixar de lado o poder de síntese.  Clique na foto do velho capitão para ter acesso ao regulamento completo.

 

Wagner Moura estará com os cabelos grisalhos para encarnar um capitão Nascimento mais experiente

 

Sobre Tropa 2, vale dizer que a história vai mostrar Nascimento 13 anos depois dos eventos narrados no primeiro filme. Um policial em crise, com um filho adolescente, que sofre com todas as mazelas da vida de homem-da-lei num país comandado por bandidos pé-de-chinelo e de colarinho branco. Wagner Moura encarna o personagem mais uma vez, assim como André Ramiro retoma o ex-"aspira" Matias e Milhen Cortaz volta como Capitão Fábio. O elenco conta ainda com Seu Jorge, Maria Ribeiro e a lindíssima Tainá Muller, entre outros.

 

 

Tainá, Maria, Seu Jorge e Zé Padilha: as belas e as feras numa das produções mais caras do país

 

A sequência está orçada em R$ 16 mi e já está sendo filmada, com locações no Morro Santa Marta, no Rio, e em Niterói. Um presídio cenográfico, construído à imagem e semelhança de Bangu I, está sendo usado. O pano de fundo da trama é o embate entre o Bope e as milícias cariocas, sabidamente comandadas por policiais corruptos. A equipe é basicamente a mesma do primeiro longa, com José Padilha novamente na direção. Tropa de elite 2 tem estreia nacional agendada para 13 de agosto deste ano. O filme já tem blog oficial, lotado de vídeos com depoimentos e até making ofs. Clique na foto abaixo para acessar.

 

 

Robson Leite

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04 março 2010

Um prêmio que ninguém quer

Piores do ano recebem o tradicional Razzie Award, a Framboesa de Ouro, neste sábado

 

É dura a vida de estrela de cinema. O pior não é perder um Oscar, ao menos o trabalho é reconhecido pela Academia de alguma forma. Ruim mesmo é levar um Razzie, o prêmio Framboesa de Ouro, como reconhecimento por um trabalho ruim. Ele não arrasa com a carreira de ninguém e acaba virando motivo de gozação, mas imagina o ego da turma que se vê numa lista daquelas?

 

 

Em 2010, concorrem a pior filme blockbusters como G.I. Joe e Transformers 2. Aliás, essa vingança dos derrotados é líder de indicações, ao lado de Terra perdida, versão para o cinema do seriado trash Elo perdido, protagonizada pelo comediante Will Ferrell. Ele é candidatíssimo ao prêmio de pior ator, "brigando" com os Jonas Brothers, Steve Martin (apresentador do Oscar 2010), John Travolta e Eddie Murphy. Megan Fox, Miley Cyrus, Beyoncé e Sarah Jessica Parker "disputam" com ninguém menos que Sandra Bullock a Framboesa de pior atriz. Bullock é favorita ao Oscar por sua atuação em Um sonho possível, mas concorre no Razzie 2010 por uma bomba chamada Maluca paixão. Ela teria declarado que participará das duas festas. Não seria a primeira.

 

Bullock, Fox, Cyrus e Knowles: quem leva a Framboesinha que ninguém quer ?

 

Em 2005, Halle Berry foi ao palco receber sua Framboesa por Mulher Gato tendo nas mãos o Oscar de melhor atriz pela atuação em A última ceia. Levou numa boa. Ben Affleck, vencedor de Razzies por Contato de riscoDemolidor e O pagamento, recebeu um deles no programa do Larry King. Esmagou a estatueta no ar. Os pedaços foram parar no site de leilões E-Bay e acabaram bancando o aluguel do teatro onde foi realizada uma das cerimônias de entrega. Alguns sabem usar a esportiva de uma maneira bem peculiar.

 

Schwarzenegger, Stallone e Willis têm, juntos, 32 indicações a pior ator. Adivinhe quem ganhou 10 vezes?

 

Os vencedores (?) do Framboesa de Ouro 2010 serão apresentados neste sábado, véspera da cerimônia do Oscar. É a 30a edição do prêmio, que tem uma lista enorme de astros "agraciados" com suas estatuetas. Os campeoníssimos são Sylvester Stallone, Bruce Willis, Kevin Costner e John Travolta. Entre as mulheres, reinam absolutas Madonna e Demmi Moore. Stallone foi considerado o pior ator do século pelos votantes dessa Academia paralela, internautas cadastrados no site do Razzie Awards. Por U$ 35, qualquer um pode votar - e pagando U$ 500, vira até membro vitalício. Enfim! Uma grande piada entre cinéfilos... 

 

Robson Leite

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03 março 2010

No escuro

Que fim levaram os lanterninhas de cinema?


Acabaram. Não existem mais. Não é saudosismo, é constatação. Os únicos funcionários do cinema com quem a gente esbarra atualmente ou são vendedores ou apenas recolhem bilhetes. Em tempos de tickets eletrônicos, expedidos por terminais, às vezes é possível driblar quem vende. Ah, sim. Tem o povo que distribui os óculos 3D também. O que não deixa de ser uma relação comercial, já que os adereços estão embutidos no preço do ingresso. O lanterninha era o único que estava ali com outros fins. Ajudava os atrasadinhos no escuro, botava ordem quando as coisas começavam a ficar barulhentas. Não era sempre uma figura simpática, mas alguém ao menos pronto para garantir conforto, zelar pelo patrimônio e bem estar de quem pagava. Cadê o cara? Sumiu. Será que pra evitar o confronto com esse público novo, avesso a qualquer ordem estabelecida? Economia porca? Sei lá. Tanta coisa mudou.


  


Cresci frequentando salas de projeção incríveis no Rio de Janeiro. Eram casas de espetáculo, algumas ainda existem. O Cine Odeon, o São Luiz, o Pathé, na chamada Cinelância carioca. Lugares lindos, de arquitetura arrojada. Aqueles ambientes estão marcados em mim, até mais que alguns filmes que assisti por lá nos anos 1970 e 1980. Chegando em BH, me lembro do Acaiaca, do Palladium, do Jacques, do Nazaré, do Pathé da Savassi. Não cheguei a ver um filme no Cine Brasil, só entrei lá quando já estava abandonado, antes da bela reforma que fizeram. Em todos, o conceito era outro. Havia espaço associado à excelência  no acabamento, que passava por luminárias, espelhos, tapetes, escadarias, balcões. Até o cheiro desses lugares era diferente.
As pessoas colocavam suas melhores roupas e lá se iam. Baleiro, pipoqueiro, vendedor de cachorro quente na porta. Com preços gentis, sem achaques. Era uma ocasião especial, tipo quermesse. O Brasil, então, era um cinema-teatro, com fosso de orquestra e um pé-direito de quase 30 metros de altura. Na plateia cabiam umas 2000 pessoas, tanta gente quanto no Palácio das Artes. Maravilhoso. Olha uma foto dele aqui embaixo...





Nenhum cinemão daqueles de antigamente possuia a mesma qualidade de som e imagem que temos agora. As poltronas são muito mais confortáveis que antes, não tem barulho de carro na rua, o ar-condicionado funciona, embora ainda me sinta um pouco claustrofóbico em algumas salas. São caixinhas, mas hoje até o Savassi Cineclube consegue oferecer, tecnicamente,  conforto mais razoável que antes. É mais fácil estacionar, com os shoppings preparados para oferecer outros divertimentos de consumo em seguida. Enfim. São outros tempos. O público do Pátio Savassi inteiro, oito salas lotadas, certamente não encheria uma sessão do Cine Brasil, recordista de bilheteria no país em diversas ocasiões. Mas o modelo de negócio hoje é esse - espaço menor, ambiente básico, 400 lugares no máximo, com mais qualidade. Só que eu sinto falta daquele glamour e até dos lanterninhas, às vezes. O ambiente diz muito a quem frequenta um lugar. Pede uma atitude diferenciada.





Uma reclamação recorrente é a falta de educação, que sempre houve. Ontem e hoje. Gente colocando os pés sujos no encosto da frente, jogando lixo ou no chão ou na cabeça da audiência, conversando alto se achando mais interessante que o filme. O lanterna era ao menos um inibidor, alguém que poderia servir de apoio aos que não têm coragem de dar um pschhhh que seja, temendo retaliação. Os cinemas do shopping Cidade são meio assim. Por estarem no centro, talvez, recebem a diversidade que trafega por lá e a incidência de trogloditas parece maior. Mas já vi esses tipos em espaços ditos nobres como o Pátio ou o BH, atendendo celular, aos berros. Até brigando. E menino riquinho além de mal educado é esnobe, bota banca. Esse povo grosseiro, que sempre houve, segue. Os lanterninhas não. Sumiram.





A tecnologia trouxe muitos benefícios para quem gosta de cinema. O som é digital, a tela é gigante, a imagem é em 3D. Mas falta criar um ambiente mais adequado para que se entenda que é um espaço que pede respeito. Uma área de convivência, onde todos pagam pra  assistir a um espetáculo. As pessoas entendem isso quando vão ao teatro, ao show, e hajem de forma condizente. Nas salas de projeção modernas, parece que alguns só enxergam a continuação do shopping. Um lugar de consumo. Só. Deveria haver uma campanha, uma revisão nessa po;ítica de relacionamento. O pior é perceber que os donos de cinemas também fazem parte desse grupo que está nem aí. Só parece lhes interessar  o compromisso de venda. Não há lugares marcados,  gerando as filas cada vez maiores, e nem garantia de que vamos assistir à sensação de Hollywood  ou o último filme-cabeça  livres das chatices. Não há ninguém pra ouvir as reclamações. Só no grito.

Quem está segurando a laterna na direção de uma solução?


Robson Leite

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01 março 2010

Oscar 2010

Só TV por assinatura transmite cerimônia na íntegra para o Brasil


A turma da TV aberta vai ter que esperar o Big Brother antes de começar a assistir ao Oscar na Globo este ano. A cerimônia só vai ao ar depois do programa, que costuma terminar perto de meia-noite aos domingos. Se isso se confirmar, o público brasileiro só terá imagens ao vivo na íntegra se tiver TV por assinatura. A TNT promete começar a entrar no clima com uma hora de antecedência, mostrando o tradicional tapete vermelho e a cerimônia na íntegra. Rubens Edwald Filho tem sido o apresentador na versão brasileira. A chegada das estrelas também é atração no canal E!, sem tradução simultânea. O show pra valer, direto do Kodak Theatre em Los Angeles, começa às 22h neste domingo (07/03).



Martin, Oscar e Baldwin: vamos ver se essa mistura funciona no fim de semana


Ano passado a Globo optou pela transmissão dos desfiles das Escolas de Samba do Rio, já que o Oscar coincidiu com o carnaval. Desta vez, é o BBB, um dos campeões de audiência da emissora, que aparece no meio. Nos últimos anos tem sido assim. Na última exibição, os prêmios da academia renderam média de 12 pontos, contra 11 de 2007, sempre garantindo a liderança da emissora em SP, que é o que vale para o mercado publicitário nos programas em rede. O BBB costuma ficar na casa dos 20, 30...


O interesse do público deve ser alto este ano, em especial pela indefinição sobre o melhor filme e diretor. Avatar bateu recordes de bilheteria e pode levar, mas os especialistas preferem apostar em Guerra ao Terror. O recorde de audiência do Oscar é de 1998, ano em que Titanic, outro grande sucesso popular do mesmo James Cameron, faturou 11 prêmios. Na edição de 2010, o programa será ancorado por Steve Martin e Alec Baldwin, que estão em cartaz por aqui na gostosa comédia romântica Simplesmente complicado.


Para chamar a atenção da garotada, estrelas juvenis como Zac Efron (HSM) e Milley Cyrus (Hannah Montana) entregarão estatuetas. Além deles, os queridinhos da saga Crepúsculo Kristen Stewart e Taylor Lautner também sobem ao palco do Kodak.  A lista de apresentadores não para por aí. Teremos em cena também Tom Ford, Jake Gyllenhaal, Chris Pine, Keanu Reeves, Sam Worthington
Barbra Streisand, Queen Latifah, Samuel L. Jackson, John Travolta, Kathy Bates, Charlize Theron e Roberto Downey Jr. Além deles, estão confirmados Penélope Cruz, Sean Penn e Kate Winslet, respectivamente, vencedores nas categorias atriz, ator e coadjuvante no ano passado. Quem representará Heath Ledger, que recebeu o prêmio póstumo? Pode ser uma das poucas (boas) surpresas do show deste domingo.


 
Ryan Reynolds, Bradley Cooper e Gerard Butler também apresentam prêmios em 2010


O problema é que o Oscar 2010 tem favoritos demais, verdadeiras barbadas para quem vai apostar com os amigos nos bolões, algo que tira um pouco da graça da expectativa. Jeff Bridges deve levar como ator em Coração Louco, Christof Waltz como coadjuvante por Bastardos Inglórios e a sensacional Mo'Nique como atriz coadjuvante por Preciosa. A Fita Branca leva o favoritismo como filme estrangeiro e UP - Altas aventuras como animação. Amor sem escalas é o melhor cotado para roteiro adaptado, enquanto Bastardos inglórios briga com Guerra ao terror na categoria roteiro original.


Robson Leite

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26 fevereiro 2010

Lançamentos no cinema

Março traz concorrentes ao Oscar e superprodução brasileira

 

Final de verão por aqui e as salas de exibição prometem filmes ainda no calor dos prêmios da Academia de Cinema dos EUA. A festa está marcada para domingo, dia 7, mas alguns dos candidatos ainda fazem suas estreias no Brasil. Muitos desses filmes circulam no país desde o ano passado, curiosamente através de cópias produzidas para apreciação dos acadêmicos, os principais interessados em barrar esse tipo de vazamento. Se você conseguiu resistir às ofertas do mundo pirata, anote na agenda alguns lançamentos do mês.

 

CORAÇÃO LOUCO é o filme que pode dar a Jeff Bridges o Oscar de melhor ator. Ele vive um cantor country que tem uma chance de retomar a carreira. No elenco, Robert Duvall e Colin Farrell.

 

 

ENTRE IRMÃOS reúne a última fornada de atores talentosos de Hollywood, com Jake Gyllenhaal, Natalie Portman e Tobey Maguire dividindo a cena. É a história de um homem que cuida da família de seu irmão mais velho, desaparecido no Afeganistão. 

 

TOY STORY 2 - 3D é o relançamento em três dimensões da segunda parte das aventuras dos brinquedinhos da Pixar. O estúdio está oferecendo esse aperitivo ao público, gerando expectativa para a estreia do terceiro longa em Junho. 

 

ILHA DO MEDO traz de volta a dupla Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio. No longa, DiCaprio é um detetive que investiga o desaparecimento de uma fugitiva de um hospital psiquiátrico que está supostamente escondida numa ilha macabra.

 

 

 

ESTÃO TODOS BEM tem Robert De Niro na refilmagem de uma das belas obras de Giuseppe Tornatore. DeNiro é um viúvo numa viagem de volta às origens, papel que pertenceu a Marcello Mastroianni no original italiano de 1990. O elenco tem também a carismática Drew Barrymore.

 

FEDERAL é uma parceria Brasil e França que traz Selton Mello de volta em cartaz, numa história em clima de Os intocáveis à brasileira. Selton vive o agente Dani, da Polícia Federal, caçando um traficante internacional de drogas em Brasília. No elenco Carlos Alberto Ricceli, Eduardo Dussek e Michael Madsen.

 

 

O LIVRO DE ELI é Denzel Washington dando uma de Mad Max. Num futuro pós-apocalítico, um homem solitário atravessa os EUA para proteger um livro que guarda os segredos da salvação da humanidade.

 

TODO MUNDO TEM PROBLEMAS SEXUAIS é o filme mais recente do meu diretor nacional favorito. Domingos Oliveira, o Woody Allen brasileiro, reúne nesta nova comédia a mulher Priscilla  Rozenbaum, Pedro Cardoso e Claudia Abreu para contar histórias de impotência, perversão, sedução, desejo e preferências sexuais.

 

AMELIA finalmente aterrisa no Brasil. Hilary Swank vive a lendária Amelia Eckheart, um dos grandes nomes da aviação mundial.

 

UM SONHO POSSÍVEL é o longa que deve dar a Sandra Bullock o Oscar de melhor atriz em 2010. O filme fala sobre um adolescente pobre e sem educação que se torna jogador de futebol americano. A personagem de Bullock é sua mentora.

 

 

A CAIXA é um suspense com Cameron Diaz. Quando uma misteriosa caixa de madeira é deixada na porta de um casal, um jogo de vida e morte está para começar. Brrrrr!!!

 

COMO TREINAR O SEU DRAGÃO é uma animação em 3D que conta a história do filho de um viking que treina seu desajeitado dragão para se tornar um bravo herói.

 

H2: HALLOWEEN 2 é a mesma bobagem de sempre da figura com uma máscara macabra que mata, mata, mata, mata etc. Enfim, tem gente que gosta.

 

HOMENS QUE ENCARAVAM CABRAS é uma comédia com elenco da pesada. George Clooney, Ewan McGregor e Kevin Spacey são cobaias de um experimento do exército americano que pesquisa de poderes paranormais.

 

 

 

VIDAS QUE SE CRUZAM traz Charlize Theron, Kim Basinger e Jennifer Lawrence. O filme conta as histórias de uma mãe e sua filha tentando recriar laços familiares.

 

Robson Leite

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25 fevereiro 2010

As séries de março

Dos velhos caubóis aos lagartos espaciais, o que vem por aí

 

Segue abaixo um guiazinho de estreias para os fãs de seriados. Tem coisa boa para todos os gostos e até os mais saudosistas como eu têm o que comemorar. Anote em sua agenda:

 

 

PARENTHOOD estreia nos EUA. É a adaptação para a TV do filme O tiro que não saiu pela culatra, dirigido por Ron Howard e estrelado por Steve Martin em 1989. Uma comédia com toques de drama que já teve versão pra telinha no início dos anos 1990 e durou apenas duas temporadas. O canal americano aposta em Lauren Graham, a Lorelai de Gilmore Girls, para que o projeto dê certo (dia 2 - NBC)

 

BONANZA volta à grade de programação na TV por assinatura. As aventuras da turma do rancho Ponderosa encantam o público há mais de 40 anos (dia 1o - 21h - TCM)

 

NCIS: LOS ANGELES traz Chris O'Donnel, o rapper L.L Cool J. e a veterana Linda Hunt no spin-off de uma das séries mais marcantes dos últimos tempos. (dia 3 - 21h - A&E)

 

 

LAW & ORDER: REINO UNIDO reforça a tendência das séries derivadas a partir do sucesso de audiência de uma marca. Dessa vez, o cenário é Londres (dia 3 - 23h - A&E)

 

BONES estreia a quinta temporada no Brasil, com David Boreanaz no papel do investigador forense que sabe tudo sobre ossadas (dia 4 - 21h - Fox)

 

 

GOSSIP GIRL traz de volta aquela turma esnobe de Nova York para a TV americana. É a quarta temporada da série número um dos adolescentes de lá, com vários prêmios Teen Choice para comprovar isso. No Brasil é exibida pela Warner Channel, só para assinantes. O SBT chegou a coloca-la em horário nobre na TV aberta, mas não teve os índices de audiência esperados. É difícil emplacar série adolescente dublada por aqui (dia 8 - CW)

 

90210 e MELROSE PLACE retomam suas trajetórias nos EUA no mesmo dia. São novas versões de dois sucessos dos anos 1980 que estão conseguindo prender a audiência do público jovem dos anos 2000. Aqui no Brasil são exibidas pelo canal Sony, TV por assinatura (dia 9 - CW)

 

DEXTER ano quatro é a boa notícia para os brasileiros que ainda preferem acompanhar seus seriados favoritos pela forma tradicional. Antes tarde que nunca. Seu protagonista, Michael C. Hall, está com a bola toda - ganhou o Globo de Ouro (ele como melhor ator e John Lithgow como coadjuvante) e a série continua com audiência em alta. Pra quem só acompanha pela TV por assinatura, é tempo de conhecer Arthur Mitchell, o Trinity, personagem de Lithgow, que deu novo gás à temporada. Outro serial killer genial para fazer frente a Dexter (dia 11 - 22h - Fox)

 

 

THE PACIFIC é mais uma saga com a II Guerra Mundial como pano de fundo, a exemplo de Band of Brothers. A minissérie terá 10 episódios, com a assinatura de Steven Spielberg e Tom Hanks, retomando a perceria iniciada em O resgate do soldado Ryan em 1998. A HBO Brasil promete exibir a produção ainda este ano. Por enquanto, só a matriz faz a première (dia 14 - HBO)

 

SONS OF TUCSON é uma comédia familiar que conta a história de três moleques. Quando o pai deles vai em cana, o objetivo é impedir que sejam levados pela assistente social. Para isso, resolvem contratar um pai adotivo. O episódio de estreia vazou na internet e não agradou muito. Vamos ver se a segunda impressão pode ser melhor (dia 14 - Fox US)

 

 

24 HORAS a mais para Jack Bauer na TV. É a oitava temporada da série, provavelmente a saideira. (dia 16 - 23h - Fox)

 

MAD MEN estreia a terceira temporada por aqui. Uma série premiada mas que não consegue decolar no Brasil. Pouquíssima gente acompanha (dia 20 - 22h45 - HBO)

 

UNITES STATES OF TARA apresenta nova temporada no exterior. Por aqui estreou em fevereiro, sem muito barulho, pela Fox. Só a presença marcante da sensacional Toni Collete já vale uma conferida. A série foi criada pela roteirista Diablo Cody, a mesma de Juno (dia 22 - SHOWTIME)

 

 

V é o remake baseado em duas minisséries de muito sucesso nos anos 1980. Os primeiros quatro episódios foram exibidos no mês de novembro do ano passado nos EUA, com muito boa repercussão junto à crítica especializada. A série relata a chegada de alienígenas na Terra. Aparentemente, um grupo pacífico, mas que veio mesmo pra tomar conta do pedaço. Com carinha de gente boa, eles são, na verdade, uns lagartinhos asquerosos em pele humana. A série traz como estrela a bela Elisabeth Mitchell, a Juliet de Lost. Deve estrear no Brasil no próximo mês, pela emissora por assinatura Warner Chanel (dia 30 - ABC)

 

Robson Leite

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23 fevereiro 2010

Capítulos malvados

Por que uma criança tem que ser a vilã em Viver a vida?

 

Vi algumas entrevistas recentes da Klara Castanho falando sobre a o trabalho dela na novela do Manoel Carlos. Ela disse:"Todo mundo acha que eu sou a Rafaela, que eu sou malvada. Aí eu falo que é só meu papel”. A menina tem apenas nove anos e vive no folhetim uma garotinha que fala e age como adulta. Quem vê, fica encantado. Klara é, de fato, muito talentosa e transmite mais verdade que muito marmanjo que está no ar por aí há mais tempo. Mas o fato de ela encarnar o pior da personalidade das pessoas crescidas é que me causa má impressão. Será que ela está realmente pronta emocionalmente pra viver essa vida de vilãzinha? 

 

 

Outro trecho de entrevista com ela ajuda nessa reflexão. Klara disse: "Já me ensinaram a encarar as pessoas e a fingir que vou chorar para fazer chantagem emocional”. Sim, manipulações fazem parte da rotina dos filhos com os pais. A birra, a lágrima, a gente tira de letra, porque os limites do bom senso entram nesse jogo. No caso da novela, entretanto, existe um agravante. Ela, por agir de forma tão madura, assume a postura de alguém premeditadamente malvado. O jogo é mais perigoso, chega ao assédio moral contra a personagem da Taís Araújo, a Helena. Em algumas passagens, o tom vai à violência verbal. Qual o objetivo? Já não existem conflitos éticos de sobra? O marido infiel, a concubina problemática, o irmão invejoso, a irmã mau-caráter... pra que a menininha sádica?

 

 

Não sei como o enredo vai resolver isso. Ela é tão graciosa que certamente vai ganhar a redenção em algum momento. Mas ainda me aflige a forma como a mídia se aproveita do talento-mirím, impondo a ele situações difíceis de serem encaradas até por gente grande. Lidar com a fama não é fácil. Uma má-fama deve ser ainda pior. Mesmo que as pessoas esclarecidas possam compreender que se trata apenas de uma personagem, eu fico grilado com o resultado disso na construção do caráter de uma criança. Klara pode parecer amadurecida, mas continua com seus nove anos e todos os dramas da passagem por essa etapa estão lá, rondando. 

 

 

Já falei disso num post anterior sobre a Sasha e a Lili, respectivamente, filhas da Xuxa e do Renato Aragão. Elas estão prontas pra segurar essa onda de serem famosas? A maior parte dos internautas que responderam a uma enquete que coloquei aqui no blog se mostraram indiferentes ao tema. No entanto, há poucos meses, quando houve bafafá sobre os excessos da menina Maisa no canal do Silvio Santos, a opinião pública caiu em cima. Foram necessários alguns incidentes em cena pra turma sacar: "Pô, estão explorando a menina". A exposição tem disso. Me parece aquela velha história de confundir o que é oportunidade com o que é oportunismo. 

 

 

A estratégia de adotar uma vilã-mirím na trama da novela claramente busca uma diferença que vai gerar audiência. Qualquer outro poderia viver aquela vidinha de espezinhar os outros. Mas, vá lá! Escolheram a menina. Dramaticamente isso não é novidade, o cinema está repleto de histórias com esse mesmo gancho. Só não me parece saudável para a infância que vive isso. Interpretando ou assistindo. “É só um momento. Amanhã, pode ser que ela não tenha a mesma evidência. Então, a cabeça dela é muito bem preparada nesse sentido”, diz a mãe de Klara noutro trecho de entrevista.

 

Tomara que sim.

 

Robson Leite

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19 fevereiro 2010

Fala sério, homem!

Os implacáveis irmãos Coen contra os resignados

 

Eu devo confessar que não entendi muito bem Um homem sério, esse filme mais recente deles que concorre a dois prêmios da Academia em 2010. Vou dividir com vocês aqui algumas impressões. Confesso também que não gostei, embora reconheça nele um valor artístico que me atrai: a originalidade. Esperava, sim, uma obra fora dos padrões. Mas esse me pareceu um longo exercício de cinismo bem particular que, talvez, quem conheça mais a fundo o universo dramático de Ethan e Joel possa degustar melhor. A única referência mais generosa de humor que encontrei foi a perplexidade do personagem central diante de situções absurdas. O resto é trágico, sem nenhuma possibilidade de redenção a qualquer um em cena. Difícil classificar Um homem sério como comédia ou drama. É ambíguo. 

 

Larry e sua antena externa: a metáfora de falta de sintonia entre o personagem e os que estão em volta

 

O tema do filme é colocado de forma bem clara logo no início. "Aceita com simplicidade tudo que acontece a você" é o provérbio que nos leva primeiro ao século XIX. Os Coen falam sobre a resignação. O prólogo com a historinha do morto-vivo na comunidade judia tenta apontar para um atitude mais firme contra o que abusa de sua boa vontade. Corta. Vamos pros anos 1960. Larry Gopnick é um cara comum, professor íntegro, pai de família dedicado, que leva uma vida extremamente séria... e medíocre. Alguém que aprendeu a aceitar tudo calado e que será massacrado sem perdão pelo roteiro cáustico, candidato a Oscar, dos Coen. A esposa não lhe é fiel, os filhos não estão nem aí pra ele, o irmão é um inútil que vive a suas custas e o cara simplesmente não sabe que atitude tomar para mudar o que lhe incomoda. Não bastasse, um aluno ainda tentará colocar à prova sua integridade, único valor que ele parece considerar. É quando o mundo de Larry desaba de vez. Só assim ele consegue sonhar com a vizinha gostosa e é até capaz de cogitar o uso de violência contra o estudante sacana e o Ricardão gentil que quer destruir sua família. Não sem culpa.

 

O filme dos irmãos Coen recebeu alguns prêmios da crítica mas não é forte concorrente ao Oscar 

 

Há um traço forte de crítica ao judaísmo e certamente algo de biografia naquilo que estamos vendo, já que os Coen são judeus. A trinca de rabinos a qual  o professor recorre, buscando uma palavra de sabedoria, torna o quadro ainda mais patético para ele. Um é jovem demais, o outro repete sempre a mesma parábola e o terceiro, o mais velho e sábio, não parece se importar com a alma da comunidade. Não há resposta para nenhuma pergunta e a vida segue, de forma caótica, até o final. Final que chega de repente, algo que deixa você meio abalado. Eu fiquei, pelo menos. "O pior está por vir" é o que nos aponta a metáfora que encerra o longa, mais ou menos no clima em que ele começou. Sobem os créditos e fica aquela dúvida - será que eu entendi bem o recado?

 

Assista ao trailer legendado de Um homem sério

 

Entendi que assisti a um filme irônico, pessimista, pesado, algo hermético, que traz inegavelmente a marca dos Coen. Eles não fazem um cinema convencional e dificilmente vão agradar o grande público. Não precisam disso, já são uma dupla consagrada que tem seus admiradores. Em FargoQueime depois de ler, que eu adorei, os caras também são impiedosos com seus protagonistas, gente idiota e incapaz de produzir um pensamento original que não seja egoista, construindo situações de forma bastante peculiar. Então esse tratamento não me incomoda. Apenas gosto de me sentir mais cúmplice do que assisto. Por que Larry não reage? Por que se deixa derrotar? Pra quê torturá-lo tanto? Acho que até já dei algumas respostas nas considerações acima. Só que prefiro mensagens mais edificantes, mais positivas, embora compreenda que muitos levem, de fato, uma vida resignada e que os fracos não têm vez. Boa sorte para os irmãos Coen no Oscar.

 

Robson Leite

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18 fevereiro 2010

3D à brasileira

Amazônia pode ser o primeiro cenário tridimensional


O papo já vem desde o ano passado. O sucesso de A Era do Gelo 3 foi o primeiro indicativo de que a nova tecnologia iria bombar o fluxo de caixa dos realizadores, distribuidores e exibidores. Com Avatar confirmando a tendência, o cinema produzido em todo planeta tem hoje no 3D sua menina dos olhos. Quatro olhos, se você pensar naqueles óculos feiosos.  E o Brasil não está de fora. Pesquisei na rede e descobri que pelo menos quatro produções nacionais estariam engatilhadas para seguir a trilha milionária aberta.





Em reportagem publicada pela Veja em agosto, consta que a terceira aventura da indiazinha Tainá já está sendo pensada no novo formato. Pelo volume de informação que circula na rede, é o projeto com mais potencial. O longa já teria conseguido liberação de R$ 8 mi para serem captados e o casting já começou no norte do país, com peneiradas em Roraima, Amapá e Pará. Tainá 3D deverá ser rodado entre junho e agosto deste ano. No site do filme, no entanto, não há menção alguma sobre a iniciativa de tridemensionalizar a amazônia da nossa estrela indígena. Petrobras, BNDES, Eletrobras e Oi já são parceiras, assim como a Columbia Pictures, responsável pela distribuição.





Quem também está correndo atrás do posto de pioneiro é Brasil animado, uma combinação de desenho com live action. Uma imagem de divulgação está logo aqui em cima. O longa teve quase um ano de pré-produção e pode ser lançado ainda neste primeiro semestre. É a promessa. A Moonshoot, que assina Última parada 174 e séries para TV como Brazil Next Top Model e 9MM: São Paulo, teria um projeto chamado A Oitava princesa, que também  não oficializa nada em seu site.
Um filme de terror chamado Terapia do medo também é mencionado na Veja. Quem vai sair na frente é uma incógnita, mas não há dúvida de que a troca de olhares já começou. Vamos ver se as vias de fato acontecerão de forma competente.


Vamos deixar claro: esse olhar traz alguma desconfiança sobre o que o futuro reserva para o 3D. O investimento para os exibidores é alto e só será coberto a longo prazo. Existe um receio de conflito tecnológico, que provocou grande impacto quando do lançamento do som digital. Quem colocou dinheiro no sistema que não decolou, amargou prejuízo. Efeito semelhante já ocorreu outras vezes no mercado audiovisual - os clássicos VHS X Betamax e Videolaser X DVD terminaram com muitas empresas amargando placar negativo.


Não está em jogo a qualidade mas o de sempre: vantagens econômicas e quais as empresas que vão apoiar a empreitada.


Robson Leite

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12 fevereiro 2010

Guerra à guerra

Um dos favoritos ao Oscar 2010 é exercício de olhar sobre o conflito no Iraque


Acredito que os melhores filmes de guerra que já foram feitos não falam de heroísmo. Obras como Apocalipse now, Platoon e Nascido para matar fixam o olhar sobre uma batalha maior,  travada entre o ser humano e a realidade em que vive. Guerra ao terror se encaixa perfeitamente nesse perfil. Não há nenhum gesto ali que transmita uma ideologia do tipo "mocinhos contra bandidos". Sim, o terrorista ainda é um filho da mãe desprezível, mas não é esta é tônica. O relato, que usa e abusa de linguagem documental, nos leva pra dentro das situações vividas por um pelotão antibombas no Iraque ocupado pelos EUA e a única conclusão que podemos tirar é: nada ali faz sentido.





A ideia de usar uma câmera nervosa que nos dê um ângulo familiar, herança das primeiras imagens da Guerra do Golfo, parece ser realmente essa - mexer com a noção de um conflito em tempo real, com entrelinhas explícitas. A lógica do soldado é a da sobrevivência e ninguém está orgulhoso de fazer o que faz. O filme dialoga com o público usando dessa premissa, explicitando que não há glória nenhuma envolvida. São estranhos numa cultura estranha, colidindo com o infortúnio de estar lá. Os personagens têm dramas familiares, entram em atrito com os companheiros de farda, sofrem, beiram a loucura, tomam porres homéricos, morrem ou sobrevivem. Usa muito da estratégia do seriado moderno. Não é por acaso que Evangeline Lilly, a Kate de Lost, surgindo no final como coadjuvante de luxo. Temos um filme sobre a humanidade numa situação em que ela é colocada em xeque. E o final não tem nada de redentor. Reforça um ciclo interminável, passado de geração a geração, que só ganha lógica diante da falta de perspectiva de seus protagonistas.





Um filme que merece a atenção das plateias por reunir elementos dramáticos poderosos associados a um poder de narrativa capaz de prender o expectador a cada minuto. É mais cinema que Avatar, marco de um novo momento tecnológico. Nada contra, adorei o resultado que Jim Cameron obteve. Eficiente e marcante, Guerra ao terror merece o prêmio de melhor filme no Oscar porque tem mais o que dizer, sem argumentos mercadológicos.






Robson Leite

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11 fevereiro 2010

Aranha tridimensional e outros bichos

O que rola na rede sobre cinema e seriados


HAWAII FIVE-0 VAI GANHAR REMAKE Alex O'Loughlin, do seriado Moonlight, está escalado para viver o personagem principal, detetive Steve McGarrett. Na série original dos anos 1970 , que nós conhecemos aqui no Brasil como Havaí 5-0, o papel pertenceu a Jack Lord. Outro nome do elenco do seriado, que tem as assinaturas dos criadores de Fringe Alex Kurtzman e Roberto Orci, é Daniel Dae Kim - o Jin de Lost. A produção é da CBS, ainda sem data para estreia. Certamente teremos uma releitura do célebre tema de abertura , de Morton Stevens, um dos mais marcantes da história dos seriados. Tantantantantaaaaaaam taaaaaaaaaaam!!!



Dae Kim será o detetive Chin Ho Kelly no remake do clássico


HOMEM-ARANHA BALANÇANDO NA TELA EM 3D é a novidade para o próximo filme do cabeça de teia. A Warner confirmou a notícia e ainda deu a data de estreia - 03/07/2012. Marc Webb, de 500 dias com ela, será o próximo diretor, depois da conturbada saída de Sam Raimi e Tobey Macguire. O novo longa do herói promete trazer um Homem-Aranha ainda mais jovem.





ALEC BALDWIN  HOSPITALIZADO  O ator de  30 Rock, uma das séries de humor  mais badaladas dos últimos anos, foi socorrido por paramédicos na casa dele, em Nova York, nesta quinta. Baldwin, segundo apurou a Associated Press, teria sido levado para um hospital da cidade porque tomou remédios em excesso. A própria filha do ator teria chamado o 911.  Assessores de Alec Baldwin correram para desmentir o motivo da internação, dizendo que "houve um malentendido e que ele iria trabalhar normalmente". Os exames seriam apenas rotina. Baldwin vai apresentar o Oscar, ao lado de Steve Martin, no dia 07/03.





NOVO DUNA JÁ TEM ROTEIRISTA para trabalhar em mais uma adaptação do clássico da literatura sci-fi dos anos 1960 para as telas. O texto está nas mãos de Chase Palmer, que escreveu e dirigiu dois filmes bem interessantes - Neo-Noir e Number 13. A direção está a cargo de Pierre Morel, responsável por B13 - 13o Distrito, filme cultuado pelos adeptos do Le Parcour. Duna foi filmado nos anos 1980 por David Lynch e ainda ganhou duas minisséries no comecinho dos anos 2000. A nova versão ainda não tem data para lançamento.



Kyle McLachlan, Patrick Steward e Sting participaram do filme de Lynch em 1984



Robson Leite

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09 fevereiro 2010

Olha o dinheiro do cinema, Oswaldo!

Arrecadação nacional chegou perto de seu primeiro bilhão

 

Saiu o balanço de 2009 de público e renda no Brasil. O mercado tem muito o que comemorar, de acordo com os dados levantados pelo Sindicato dos Distribuidores, publicado no site Filme B nesta terça. O movimento nas salas de exibição cresceu 25% em relação ao ano anterior, com a turma deixando cerca de R$ 970 mi nas bilheterias. O incremento foi de 33%, alavancado pelo preço mais alto dos filmes 3D. E pelo andar da carruagem nestes dois primeiros meses, podemos imaginar que 2010 será o ano do cinema bilionário no país. Avatar já é a maior renda do Brasil em todos os tempos, chegando aos R$ 81,5 mi, desbancando A Era do Gelo 3 (R$ 80 mi).