Segunda-feira, 01 de setembro de 2014 20:30

Impressões sobre o debate SBT/UOL/Jovem Pan


( Foto: UOL)

- O mais importante: esse formato de debate é um desserviço à democracia. Serve, muito mais, para valorizar ataques entre adversários do que aprofundar o debate e mostrar as diferenças entre os candidatos, partidos e planos de governo. Fazem parte da lógica “espetacularizante” da mídia. Plástica, superficialidade e ausência de conteúdo. Pelo menos deve  inflar o ego daquele que se julga o quarto poder.
Dito isso:

1. Começa a ficar clara a polarização Dilma X Marina;

2. Dilma, pressionada e alvo dos demais candidatos, mostrou-se nervosa, não conseguiu (mais uma vez) ser clara nas propostas e estava visivelmente tensa. Sua personalidade é sempre estar no ataque. Não consegue lidar com a posição de presa. 

3. Marina continua com frases bonitas, de efeito, agradáveis e totalmente sem lastro na “vida como ela é”. Não apresentou, sequer, um “como fazer”... Mostrou-se meio que “dona do pedaço” e preferiu partir para atacar principalmente a Dilma, livrando o governo do PT, principalmente Lula, de ataques (até porque fez parte do governo do PT e "cuspir no prato que comeu" fica feio demais...).

4. Aécio, quase já entre os “nanicos”, preferiu apostar nos eleitores que odeiam o PT. O tempo todo demonizou o partido. Apagado, parecia jogar as últimas fichas para tentar reverter uma situação de naufrágio.

5. Pastor Everaldo e Fidelis são de dar dó... Só servem para atrapalhar um debate propositivo. Mas, na democracia, todos devem ter espaços, inclusive para falar asneiras.

6. Luciana Genro e Eduardo Jorge foram bem. A gaúcha mostrou-se habilidosa e honrou, em certa medida, o saudoso Plínio Arruda.

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Sexta-feira, 29 de agosto de 2014 22:28

Tentando entender o "furacão Marina"

Mas, o que é o NOVO?

- Estou tentando entender o discurso da "nova política" pregado por Marina. Ou melhor, estou me esforçando... Tentando escapar dos preconceitos; do medo do novo; dos dualismos. 

- Entendo que por um lado, o DESEJO do novo - expresso na palavra "mudança" que retumba desde as jornadas de junho 2013 (que vem dos jovens, redes sociais, descrença na/da política institucional, etc.)  pode explicar, em boa medida, o (possível) furacão (porque Marina, cada vez mais, será colocada em xeque a partir da agora). Marina conseguiu capitalizar parte desse desejo. Temos que reconhecer...

- Mas o que mais me intriga: o discurso de Marina é altamente conservador e, até certo ponto, retrógrado: 

(1) negar a mediação de instituições democráticas, como os partidos (por piores que sejam): para uma democracia representativa, isso é um pensamento pré-democrático (numa sociedade que não experimentou ainda três décadas de democracia). Importa enormes riscos... Precisamos atuar para modificar, depurar, melhorar os partidos. Não é possível democracia sem partido político. Caso contrário, ditadura ou outras formas de totalitarismo.

(2) Colocar-se acima dos partidos e das instâncias políticas, como mediadora direta entre sociedade e governo: isso é populismo do mais tradicional, centralizador; do tipo "salvador da pátria".

(3) Negar o papel das instituições democráticas e, paradoxalmente, usar-se delas para propagar seu discurso. Cheira oportunismo.

(4) Peitar tais instituições, colocando-se acima delas, mostrando-se refratária à composição e ao diálogo quando fere seus interesses: foi assim com o PT; depois, com o PV; já está acontecendo com o PSB. É impossível um partido à sua imagem e semelhança...

- Para todos os efeitos, volto a afirmar: o DESEJO da POSSIBILIDADE de mudança somado ao ódio figadal de uma significativa parcela da sociedade e da mídia em relação ao PT poderá corroborar na formação de um contingente eleitoral capaz de ofuscar evidências da ambiguidade e inconsistência do discurso de Marina e seus arranjos políticos e decidir essas eleições presidenciais.

Bom... Mas tudo isso poderá mudar quando Marina experimentar "a vida como ela é". E poderá, também, proporcionar boas surpresas. Será?

E agora, Dilma? Resta recorrer, o mais rapidamente possível, ao carisma de Lula. O único, penso, que poderá ofuscar, em boa medida, o furacão marineiro. 

Ressalvando, com o velho ditado popular: "quanto mais alto o voo, mais alta a queda".

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Quinta-feira, 28 de agosto de 2014 09:54

A entrevista de Marina no JN

Preciso me esforçar para ser justo. Todos sabem: detesto Globo, JN, Bonner e cia. limitada. Detesto, enfim, os grandes grupos empresarias que sustentam a mídia brasileira (capitanias hereditárias do ar). Mas, devo reconhecer: ontem, no JN, o casal (quase 20) colocou três temas espinhosos para Marina (coisa que Dilma e Aécio, ensimesmados como sempre, não tiveram coragem e feeling de pautar):


1. Co mo é possível UMA NOVA POLÍTICA quando o vice da candidata (defensora-mor do meio ambiente) é financiado por fabricantes de armas e bebidas; defendeu pesquisas com células-tronco embrionárias (contrariando princípios religiosos de Marina); articulou votação da lei dos transgênicos, etc? Ficou óbvio que a aliança Marina - Beto Albuquerque é puro pragmatismo e oportunismo eleitoral...

2 . Como é possível que, sendo tão virginal, pura e casta, Marina tenha ficado em terceiro lugar nas eleições presidenciais de 2010 em seu estado (Acre)? Essa desculpa de que "santo de casa não faz milagre" é ridícula...

3. E o avião do PSB e do Eduardo Campos (o novo santo brasileiro) comprado com caixa-dois e com dinheiro de usineiros? Isso também não é evidência do pior da velha política?

- E a questão da "Neneca" do Itaú, que sequer foi pautada ontem?

Muitos jovens estão encantados com a candidata da "nova política". Ontem, vi entusiasmados estudantes aqui na PUC exaltando qualidades angelicais de Marina. Continuarão pensando assim, depois que aparecerem os podres por detrás do embalagem?

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Terça-feira, 26 de agosto de 2014 18:50

PROJEÇÕES PARA DEPOIS DO IBOPE DA INTEÇÃO DE VOTOS NA CORRIDA PRESIDENCIAL

1 . Entre 30 a 35% dos eleitores votam no PT de qualquer jeito;
2 . Entre 30 a 35% dos eleitores não votam no PT de jeito algum;
3 . Dos 30/35% restantes temos algo em torno de 20% de abstenções, nulos e brancos.
4 . Sobram algo em torno de 10 a 15% dos eleitores (que nas últimas eleições presidenciais, sendo  sua maioria das classes mais populares, têm votado no PT).
5 . Mas esse contingente é muito SUSCEPTÍVEL (consideremos neste pleito a maciça propaganda midiática de que tudo vai mal - desencadeada há cerca de um ano - e construção, lenta e gradual, de uma "salvadora da Pátria" (pelos que entenderam que Aécio é inviável). Assim, esses eleitores, que vão onde o vento leva, podem caminhar para Marina.
6 . Num segundo turno entre Dilma e Marina, toda a direita, com plus midiático; os que odeiam o PT; parte daqueles que tem voto susceptível poderão navegar juntos no mesmo barco. Dito de outra forma: irão contra Dilma.


Portanto, no momento: Aécio fora do jogo (salvo um novo hecatombe eleitoral). Dilma à beira do precipício... 

E "Marina morena, Marina Você se pintou... Marina, você faça tudo, mas faça um favor" está rindo à toa. 

Por detrás de um discurso todo acertinho e bem formatado, a candidata que saiu do PT, do PV, não conseguiu criar a REDE, já dividiu o PSB é a nova queridinha nacional... 

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Terça-feira, 19 de agosto de 2014 15:49

Bonner: o inquisidor Geral da República

"NENHUM PROCURADOR (da República) FOI CHAMADO NO MEU GOVERNO DE ENGAVETADOR GERAL DA REPÚBLICA" (Dilma Rousseff)




...MAS NA BANCADA DO JN HAVIA UM INQUISIDOR GERAL DA REPÚBLICA...

Com olhos visivelmente envenenados e ponto no ouvido protuberante (provavelmente exigindo massacre), William Bonner quis, vergonhosamente, se impor como QUARTO PODER frente a Dilma (que é candidata, mas é também a preside nte da República). 

Na entrevista com Aécio, coube a Patrícia Poeta introduzir, depois de cinco minutos de entrevista, temas polêmicos, como a corrupção no/do PSDB.

Na entrevista com Dilma, pateticamente enraivecido e violento, Bonner iniciou falando, quase esbravejando, de corrupção no/do PT. E o mais vergonhoso para um jornalista fantoche: em todas as perguntas que fez para Dilma, antes de formular a questão, Bonner já antecipava prováveis respostas, como se fosse um oráculo a obstaculizar qualquer reação da entrevistada. 

Pobre (e ridículo) o jornalista que tem uma enorme boca, um diminuto ouvido e uma pena e/ou microfone que, oportunisticamente, se transforma em arma para levar a "sua verdade a qualquer custo".. Lembremos de Carlos Lacerda. Conhecemos bem essa história de pseudojornalistas que não honram seu código de ética profissional (a busca incensante pela verdade). Preferem o submundo dos paus mandados, marionetes dos donos das capitanias hereditárias do ar...

Mas, apesar da tentativa (mais uma vez fracassada) de se impor COMO OPINIÃO PÚBLICA, a opinião publicada pela Globo mostra claramente quais são os verdadeiros objetivos dessa empresa (desde o apoio incondicional nos tempos pouco memoráveis da ditadura, passando pela edição do debate Lula x Collor - só para citar dois momentos): servir as elites mais atrasadas e retrógradas, sendo também a guardiã de interesses alienígenas que, desde Cabral, expropriam nosso país.

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