Domingo, 23 de agosto de 2015 09:33

ONU: Brasil é o terceiro país das Américas com mais mortes de homens causadas pelo álcool

O Relatório Regional sobre Álcool e Saúde nas Américas afirma que o álcool causou mais de 300 mil mortes nas Américas em 2012, um número que excede a população de muitos países do Caribe, sendo a cirrose a maior causa tanto em homens quanto em mulheres.

O álcool causou mais de 300 mil mortes nas Américas em 2012, um número que excede toda a população de muitos países do Caribe. Foto: EBC

O álcool causou mais de 300 mil mortes nas Américas em 2012, um número que excede toda a população de muitos países do Caribe. Foto: EBC

Um relatório da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), lançado em agosto de 2015, aponta que, no Brasil, 73,9 homens a cada 100 mil habitantes morreram por causa do álcool em 2010, deixando o  país na terceira posição entre os países das Américas . Entre as mulheres foram 11,7 a cada 100 mil habitantes e a 11º colocação no ranking.

O Relatório Regional sobre Álcool e Saúde nas Américas examina os padrões e as consequências do consumo de álcool na região e avalia os progressos realizados desde a promulgação do Plano de Estratégia Global e Ação Regional para Reduzir o Uso Nocivo do Álcool.

Entre suas conclusões, indica que o consumo médio de álcool nas Américas é maior que no resto do mundo. Em particular, as taxas de episódios de consumo excessivo e álcool têm subido nos cinco últimos anos, de 4,6 para 13,0% entre as mulheres e de 17,9 para 29,4% entre os homens.

O documento também afirma que o álcool causou mais de 300 mil mortes nas Américas em 2012, um número que excede a população de muitos países do Caribe, sendo a cirrose a maior causa tanto em homens quanto em mulheres. Em média, o álcool levou a cerca de uma morte a cada 100 segundos nas Américas em 2012.

No Brasil, em 2010, a taxa de mortes atribuíveis ao álcool – ou seja, que ocorreram porque o álcool estava envolvido – foi de 11,7 a cada 100 mil habitantes entre as mulheres e 73,9 entre os homens, representando, respectivamente, uma queda de cerca de 5% e um aumento de mais 20 em relação a 1990. A Venezuela lidera entre os homens e a Argentina entre as mulheres.

O estudo também aponta o consumo de álcool per capita (APC) para avaliar quanto de álcool está sendo consumido no país. O APC é a divisão da quantidade de álcool vendida em um determinado país pelo tamanho de sua população de maiores de 15 anos. No Brasil a taxa entre os homens é de 13,6 (7º do ranking) e 4,2 entre as mulheres. Granada apresenta as maiores taxas de APC nos dois grupos.

O álcool é, segundo o relatório, o maior fator de risco entre adolescentes entre 15 e 19 anos, superando, por exemplo, o uso de drogas. Cerca de 14 mil mortes de crianças e jovens com menos de 19 anos de idade nas Américas foram atribuídas ao álcool em 2010. De acordo com um estudo do Instituto de Metrologia da Saúde e Avaliação (IHME), o Brasil tem a maior taxa de mortes atribuídas ao álcool entre este grupo.

Leia o  relatório aqui .

Fonte : ONU Brasil

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Quarta-feira, 19 de agosto de 2015 08:25

Lançamento em BH do livro Quem comanda a segurança pública no Brasil

O livro Quem comanda a Segurança Pública no Brasil? Atores, crenças e coalizões que dominam a segurança pública brasileira será lançado na quarta-feira, 19 de agosto, pelo professor Robson Sávio Reis Souza, coordenador do Núcleo de Estudos Sociopolíticos (Nesp), da PUC Minas e Arquidiocese de Belo Horizonte, e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. 


O lançamento, pela Editora Letramento, será às 17h30, na Livraria Quixote, no Espaço Fé e Cultura (prédio 7), campus Coração Eucarístico da Universidade (av. Dom José Gaspar, 500). O evento é uma promoção do Nesp, do Anima – Sistema Avançado de Formação da PUC Minas –, da Secretaria de Cultura e Assuntos Comunitários (Secac) da Universidade e da Livraria Quixote. 

De acordo com o professor Robson Sávio, o principal objetivo da publicação, que produz uma ampla análise sobre a segurança pública brasileira durante esses governos, é provocar um debate sobre a situação caótica da segurança e a necessidade de mudanças nessa política. O livro descreve minuciosamente o processo de identificação de coalizões que alteraram a política nacional de segurança pública, apontando os objetivos, as crenças, ideias e percepções dos atores envolvidos nesse processo de mudanças, nos últimos 20 anos. 

A obra é apresentada pelo antropólogo e escritor Luiz Eduardo Soares, autor de vários livros, entre eles Elite da Tropa, que faz as seguintes considerações: 

"Considero este livro de Robson Sávio Reis Souza uma contribuição muito importante, tanto do ponto de vista reflexivo e acadêmico, quanto do ponto de vista histórico, político, prático. Desde logo, trata-se do primeiro estudo dedicado à política nacional de segurança pública, no Brasil democrático, isto é, pós-promulgação da Constituição federal de 1988 (...). A análise é riquíssima porque mapeia perspectivas, disposições, sensibilidades, conceitos e projetos, que estão longe de esgotarem-se em planos de governo ou programas de políticas públicas de órgãos específicos. (...)

O momento da publicação do presente livro torna-o ainda mais precioso. Quando há sombras e ódio por toda parte, as polarizações radicais obstam a negociação de consensos mínimos que permitam caminhar, ondas regressivas ameaçam conquistas da cidadania e o ressentimento infiltra-se como veneno no metabolismo político da sociedade, uma obra que organiza as diferenças e ajuda a hierarquizar contradições e convergências, atuais e potenciais, pode fazer a diferença. Robson aporta uma dose rara de racionalidade e clareza, contribuindo decisivamente para o conhecimento de processos importantes e a formulação de intervenções virtuosas, de inspiração republicana." 

Robson Sávio integra também grupo de assessoramento ao Ministério da Justiça, a fim de discutir sobre a viabilidade da construção de uma agenda de ações no curto prazo no campo da segurança pública. O professor é ainda conselheiro do Conselho Estadual de Direitos Humanos de Minas e foi presidente da Comissão de Indenização às Vítimas de Tortura do Estado de Minas Gerais (2000 - 2005).

Data: 19/08/2015
Horário: 17h30
Local: Confira o local na programação
Info venda: (31) 3319-4978 e e.mail nesp@pucminas.br.
Preço: Entrada franca

Fonte: Agenda BH

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Terça-feira, 21 de julho de 2015 09:14

Livro: “Quem comanda a segurança pública no Brasil?”



No dia 29 de julho próximo será lançado no Rio de Janeiro, no  9º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública  (na Escola de Direito da FGV), o Livro “Quem comanda a segurança pública no Brasil?”, de Robson Sávio, pesquisador e coordenador do grupo gestor do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas (Nesp), e uma das maiores referência no debate da segurança pública no Brasil.

  O livro provoca o debate sobre a necessidade de mudanças na política de segurança pública brasileira. Luiz Eduardo Soares, co-autor dos livros Elite da Tropa e Ex-secretário Nacional de Segurança Pública, apresentou a obra do seguinte modo:

 

Considero este livro de Robson Sávio Reis Souza uma contribuição muito importante, tanto do ponto de vista reflexivo e acadêmico, quanto do ponto de vista histórico, político, prático. Desde logo, trata-se do primeiro estudo dedicado à política nacional de segurança pública, no Brasil democrático, isto é, pós-promulgação da Constituição federal de 1988 (…). A análise é riquíssima porque mapeia perspectivas, disposições, sensibilidades, conceitos e projetos, que estão longe de esgotarem-se em planos de governo ou programas de políticas públicas de órgãos específicos. Ao contrário, a cartografia elaborada pelo autor, com engenho e atenção de ourives, aplica-se –  desde que se respeitem peculiaridades, níveis de elaboração e consistência, gradações, nuances e mediações – à sociedade, isto é, à análise de vertentes da cultura política brasileira, associadas à temática criminal e da insegurança pública.(…)

O livro mostra a passagem de paradigmas, em que se sucedem distintas perspectivas de segurança pública: militarizada, civil e cidadã. (…) Robson trabalha com uma pluralidade de questões, que remetem a diferentes disciplinas, como história, política, comunicação, direito, sociologia, antropologia e administração pública. A multiplicidade de interlocuções, tácitas ou explícitas, enriquece o livro, de resto uma leitura fascinante, escrito com a agilidade do pensamento vigoroso e o cuidado didático do professor, além de uma vibração típica de um parceiro de travessia, que transmite sempre a sensação de que desejaria que sua obra fosse acolhida como um convite ao diálogo.

O momento da publicação do presente livro torna-o ainda mais precioso. Quando há sombras e ódio por toda parte, as polarizações radicais obstam a negociação de consensos mínimos que permitam caminhar, ondas regressivas ameaçam conquistas da cidadania e o ressentimento infiltra-se como veneno no metabolismo político da sociedade, uma obra que organiza as diferenças e ajuda a hierarquizar contradições e convergências, atuais e potenciais, pode fazer a diferença. Robson aporta uma dose rara de racionalidade e clareza, contribuindo decisivamente para o conhecimento de processos importantes e a formulação de intervenções virtuosas, de inspiração republicana. (LUIZ EDUARDO SOARES , antropólogo, ex-secretário nacional de segurança pública).

 

Leitura indispensável para todos(as) nós. O livro estará à venda a partir do dia 29 no site da Editora Letramento ( www.editoraletramento.com.br ) ou poderá ser solicitado em qualquer loja da Livraria Saraiva.

 

Fonte : Danilo Ferreira. Blog Abordagem Policial .

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Sexta-feira, 10 de julho de 2015 22:46

BOLETIM ONU BRASIL: reduzir maioridade penal não resolve problema da violência

Após decisão da Câmara de Deputados, UNESCO e UNICEF se manifestaram contra a proposta de encarceramento de jovens de 16 e 17 anos. Para as agências da ONU, solução passa por educação e ressocialização.

Foto: Chris Devers (flickr.com/cdevers)

Foto: Chris Devers (flickr.com/cdevers)

Após a aprovação em primeiro turno, pela Câmara dos Deputados, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal para crimes graves, a Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Fundo da ONU para a Infância (UNICEF) expressaram sua preocupação com a decisão e esperam que a discussão do tema seja aprofundada.

“Independentemente de ser a favor ou contra a redução da maioridade, cada brasileiro anseia por viver em uma sociedade menos violenta e mais justa, com igualdade de oportunidades e de direitos para todos”, disse o representante da UNESCO no Brasil, Lucien Muñoz.

A UNESCO no Brasil está convencida de que reduzir a maioridade penal, de 18 para 16 anos, não é a solução para a violência e para a falta de segurança no país,  disse a organização em nota .

As deficiências do sistema prisional brasileiro somente reforçam a percepção de que o encarceramento de jovens de 16 e 17 anos em nada contribuirá para a ressocialização desses adolescentes. Pior: poderá provocar o efeito inverso, ao aproximar ainda mais do crime uma parcela da nossa juventude.

“Hoje o Brasil vive um grave problema de violência. Está claro que há adolescentes que cometem crimes graves e, portanto, devem ser responsabilizados. Mas alterar o Estatuto para rebaixar a maioridade penal, certamente, não resolverá o problema. Ao contrário: julgar e encarcerar adolescentes como adultos poderá alimentar ainda mais o ciclo de violência”,  destacou o comunicado do UNICEF .

Educação e ressocialização

Há 25 anos, o Congresso brasileiro mudou o curso da história de crianças e adolescentes no País. Ao aprovar a lei 8.069/90, que criou o Estatuto da Criança e do Adolescente, garantiu direitos a todos os meninos e meninas brasileiros. Ajudou, assim, a encerrar um capítulo sombrio da infância brasileira protagonizado pelo Código de Menores, uma lei discriminatória, repressiva e segregacionista.

Segundo a UNESCO, não há mágica nem soluções fáceis para o problema da falta de segurança no Brasil. Oferecer oportunidades, em especial na área da educação, e dotar o país de instituições aptas a lidar com jovens que cometem atos infracionais – na lógica do Estatuto da Criança e do Adolescente, com ênfase na ressocialização –, são caminhos ao mesmo tempo desafiadores e promissores.

“A educação, base de todos os demais direitos, deve ser prioridade para a construção de uma cultura de paz”, afirmou a nota da UNESCO.

O UNICEF reiterou que a solução do problema da violência no país é criar oportunidades para que crianças e adolescentes possam desenvolver seus potenciais e realizar seus sonhos sem cometer delitos. Para aqueles que cometerem atos infracionais, o Brasil precisa garantir um sistema socioeducativo que interrompa essa trajetória e ofereça oportunidades efetivas de reinserção social e cidadania para estes adolescentes. Da mesma forma, é preciso proporcionar uma política pública de prevenção de delitos efetiva.



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Segunda-feira, 06 de julho de 2015 18:01

Nota Pública: ONU Mulheres Brasil repudia ataques sexistas à Presidenta da República

É ultrajante e extremamente agressiva a apologia de violência sexual contra a presidenta da República, Dilma Rousseff, retratada em adesivos para automóveis, como expressão de misoginia e interpelação dos direitos humanos de mulheres e meninas. Tal episódio se configura como violência política sem precedentes.

Nenhuma discordância política ou protesto pode abrir margem e/ou justificar a banalização da violência contra as mulheres – prática patriarcal e sexista que lhes invalida a dignidade humana.

Como defensora dos direitos de mulheres e meninas no mundo, a ONU Mulheres faz o alerta público sobre o teor violento e discriminatório das imagens, conclamando a sociedade brasileira e o poder público para a tolerância zero ao machismo.

Por fim, solidarizamo-nos com a presidenta Dilma Rousseff, as brasileiras e as organizações de mulheres e feministas, as quais têm denunciado as ofensas e acionado a justiça.

Nadine Gasman
Representante da ONU Mulheres Brasil

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