Sábado, 06 de fevereiro de 2010

TRANSPARÊNCIA É FUNDAMENTAL

A não concretização da negociação de Kléber, do Cruzeiro, com o Porto deixou a torcida do Cruzeiro bastante animada, pois ele será importante para que o time aspire o título da Copa Libertadores, como escrevi no post anterior. Mas também deixa  lições para todos que gostam de futebol.

 

Uma delas é quanto à transparência nos clubes. Enquanto no Brasil os dirigentes procuram esconder valores, valor de comissões a intermediários e até quem está participando da transação, na Europa os clubes tornam público quanto pagam ou recebem por atletas, bem como não ocultam as comissões inerentes às transações.

 

Claro que isso não é por bondade. Os clubes do velho continente são empresas e, como tais, estão obrigados a revelar suas movimentações financeiras. Foi em um comunicado do Porto à Comissão de Valores Mobiliários de Portugal que todos no Brasil ficaram sabendo que os Dragões pagariam 5,5 milhões de euros ao Cruzeiro pelo atacante. Não fosse isso, provavelmente ninguém teria certeza do montante envolvido. E isso não é privilégio do clube celeste, é prática verde-amarela.

 

A legislação europeia não está imune a fraudes, mas certamente as inibe bem mais que a brasileira. Aqui, é raro quem anuncie valores exatos de uma transação. E isso interessa diretamente ao torcedor.

 

É por isso que sou a favor do clube-empresa. Só não concordo que seja uma obrigação, pois cada um deve saber o que é melhor para si e para os seus. Precisamos evoluir para, quem sabe um dia, fazer com a letra da música "Inútil", do grande Ultraje a Rigor (http://www.myspace.com/ultrajearigor), deixe de fazer sentido.

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Quarta-feira, 03 de fevereiro de 2010

É PRECISO DIVERSIFICAR AS FONTES DE RENDA

O atacante Kléber voltou a ocupar os noticiários nos últimos dias, primeiro por ter sido vendido pelo Cruzeiro ao Porto, depois por não ter acertado contrato com os Dragões.A primeira notícia causou revolta em parte dos torcedores celestes, que comemoraram a segunda como se o clube tivesse contratado um craque que lhes garantirá o tri da Copa Libertadores.

 

Nunca achei o Kléber um fora de série, mas o considero excelente jogador, que, como tal, poderá, sim, contribuir para o sucesso cruzeirense na principal competição das Américas. Por isso, é importante a permanência na Toca da Raposa.

 

Mas aí surge outro problema, o financeiro. Sem os cerca de R$ 14 milhões que iria receber dos portugueses, o Cruzeiro terá de se virar para pagar as contas. Segundo o presidente Zezé Perrella, o déficit anual gira em torno de R$ 30 milhões, valor que cairá se o time for bem na temporada, seja pelas premiações por conquistas, seja pela maior presença do torcedor no Mineirãoo, proporcionando melhores rendas.

 

Gostei de ouvir o mandatário cruzeirense apelar para a torcida para tentar fechar a conta. O discurso de que os clubes brasileiros precisam vender seus atletas para se manter está desgastado e precisa ser revisto.

 

Sempre fui a favor de que os clubes não deixem passar bons negócios, aproveitem bons momentos de seus atletas para reforçar o caixa. O Atlético é um exemplo claro de boas oportunidades perdidas, desde a época de Reinaldo. Mas buscar outras fontes de renda também é muito importante.

 

Quem mostrou ter tino para negócio e, principalmente, poder para diversificar suas fontes de renda foi o astro norte-americano Conway Twitty (http://conwaytwitty.com). Cantor e compositor de sucessos do rockabilly e do country, ele também se aventurou no cinema e ainda construiu parque temático próximo a Nashville, o Twitty City. Talvez esteja na música a inspiração para nossos clubes.

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