No imponente aeroporto de Israel uma placa de welcome me dava as boas vindas, um guia com uma van me aguardava para me conduzir diretamente a Jerusalem. No caminho ate a cidade, que são de apenas 48 Km o guia me mostrou um museu a céu aberto, traços de uma história que foi travada na guerra de 1948 quando Israel conquistou a sua independência. Na beira da estrada, tanques e carros de guerra são mantidos como lembrança de uma história de conquistas.
O frio castigava, estava imaginando como seria a maratona com essa baixa temperatura. A maratona de Jerusalem é uma iniciativa certa da prefeitura local, que quer inserir o Oriente Médio na rota de eventos esportivos.
Jerusalem é conhecida por seu turismo religioso, é berço sagrado para 3 religiões do mundo, o judaísmo o cristianismo e o islamismo. O país possui cerca de 4 milhões de habitantes judeus e 1 milhão de muçulmanos. Na cidade podemos ver a via dolorosa, o caminho feito por Jesus Cristo antes de ser crucificado, e por lá você revive todas as situações bíblicas. Apesar de pequeno, o país possui uma diversidade enorme em seus quase 500 km de norte a sul , onde podemos presenciar as montanhas nevadas do monte Hermont na fronteira com o Líbano, logo abaixo o deserto da Judeia com o seu magnífico mar morto e logo mais ao sul um dos melhores pontos de mergulho do mundo, o Mar Vermelho.
Logo na primeira noite, fomos recebidos pelo prefeito de Jerusalem que por sinal é um corredor e apreciador das maratonas pelo mundo. Em um hotel muito luxuoso ele deu uma coletiva, falando sobre a organização e esclarecendo dúvidas, ele me falou que estariam presentes mais de 40 nacionalidades.
Um dia antes da prova conversei com um jovem israelense que estava no exército do país, ele me contou que a corrida representava muito para os jovens do país e que uma grande parte dos soldados locais iriam participar da prova.
A corrida sempre fez parte de meus treinos, acredito que através da corrida consigo uma preparação muito boa do meu psicológico, nela a gente supera a exaustão de nosso corpo. Através da atividade, melhorei tambem a minha preparação física e me ajuda a suportar a minha rotina de esportes.
Meus momentos nas horas que antecediam a prova eram de preparação psicológica, nunca fui um corredor acostumado a grandes provas, porém sei que possuo um grande espírito de superação.
A total do trajeto na maratona de Jerusalem era de 42 Km , havendo opções para se correr a meia maratona com 21 Km , que foi a prova que eu havia escolhido para desafiar e a outra opção era a tradicional prova da família á de 10K. Devido a essas opções era esperado um número muito alto de participantes pelos organizadores.
A largada da maratona estava prevista para as 7 horas da manhã e da meia para as 8 horas. Na noite que antecedeu a prova estava muito ancioso , e como era de se esperar, acordei bem cedo, tomei um café reforçado e me dirigi para a largada. O frio castigava, durante o trajeto eu ia sempre trotando e me alongando, sabia que era muito importante eu já aquecer o meu corpo.
Um lindo parque era o local da largada, fora a beleza do mesmo, o que me chamou muito a atenção foi a preocupação com a segurança da prova, centenas de soldados estavam no local, em vários cantos se via até30 fusíveis empilhados. Para se chegar ao local de largada, todos passavam por uma inspeção e o sentimento era que a todo momento estávamos sendo vigiados.
Uma multidão estava a posto para a largada da meia maratona. A contagem foi feita e lá fui eu, a principal dificuldade nos primeiros km era conseguir sair da multidão. Aos poucos a paisagem foi tomando conta da paisagem, o grande grupo foi se dissipando e pude me distrair um pouco com a privilegiada paisagem. Subidas, descidas, cansaço, a corrida entrou na cidade velha , as paisagens mudavam a todos os instantes.
Durante uns 30 minutos meus dedos ainda congelavam, várias pessoas estavam nas ruas aplaudindo, me chamou muito a atenção a participação de mulheres judias que corriam com suas tradicionais saias longas.
Meus joelhos doíam um pouco , quando a placa indicava 2 km para a linha de chegada, completei a meia maratona de Jerusalém em 1 hora e 40 minutos. Uma grande festa era feita no local, eu em poucos minutos tive que voltar a me agasalhar , pois o frio já voltava a congelar meus ossos.
Acredito que para mim foi uma excelente experiência participar de uma prova como essa, a corrida me provou mais uma vez que é um esporte completo e que a cada dia que passa está conquistando mais adeptos, sem restrições de idade, classe social e religião.
Israel está de parabéns pela iniciativa e como sempre acreditei , o esporte é um caminho que nos leva a paz e a união.
Agradeço ao apoio do Ministério de turismo de Israel, EL AL, Nutrilatina e Kailash
Acabo de chegar em Israel e vim direto para Jerusalem, cheguei aqui e notei a presenca muito grande de guardas. Depois de 7 anos acabam de explodir uma bomba em um onibus aqui em Jerusalem no exato momento em que chego a cidade e ha apenas 3 quadras de meu hotel. Conversei com algumas pessoas , e a revolta esta imensa, as suspeitas sao de um ataque terrorista.
Bombas de lado, vamos falar sobre a Maratona de Israel. Logo na chegada se sente um clima de esporte no ar. Durante todo trajeto do aeroporto ate Jerusalem fomos conversando sobre a corrida e sobre a atual situacao vivida nos paises arabes.
Por aqui, ha uma certa duvida e apreensao sobre o futuro governo do Egito, em relacao a Libia, as pessoas que conversei ate agora acreditam que o ditador Kadafi nao ira cair de seu posto.
A temperatura por aqui no momento esta bem fria, o calor que eu imaginava nao e real e pelo visto teremos um dia de frio na prova.
Agora a noite sera o jantar de lancamento da corrida e que tera a palavra durante o evento sera o prefeito de Jerusalem.