
Pois é, Internautas.... acabou!
Pelo menos, no que tange o trabalho da equipe da TV Alterosa/Dzaí. Agora o trem da história segue em seus trilhos, que levam sempre a um destino incerto. Chegamos a uma estação mas a derradeira só o tempo é capaz de definir. Os vencedores da peneirada representam os anseios e desejos de milhares de outros, que não atingiram o mesmo êxito. De nossa parte, posso dizer que vivemos quatro meses intensos, de muitas histórias emocionantes. Dividimos com o público o dia-a-dia de crianças e adultos esperançosos, gente batalhadora, que nós tivemos a oportunidade de conhecer bem de perto. Foi muito rico, divino estar com cada um. Lamentamos pelos que ficaram na estrada e saudamos aqueles que seguem seu caminho. A vida de quem se envereda pela mão do esporte é assim: vitórias convivendo com derrotas. Ficam algumas lágrimas no trajeto. Ora de felicidade, ora de lamento. E a reflexão deve ser feita a partir do que aprendemos. Só assim poderemos crescer, corrigindo as falhas e comemorando com mais propriedade nossos êxitos.
Foi um prazer fazer esse contato com o público. Penso que, profissionalmente, reencontramos nossa vocação de contadores de histórias. A ideia, desde o começo, foi flertar mais com o documentário do que com o telejornalismo tradicional. Foi algo como ligar a câmera e ver o que acontecia. Detectamos algo vivo, mais humano, que em nada tem a ver com a maneira fria que, normalmente, a mídia se aproxima dos envolvidos em suas reportagens. Eu sei, um dos preceitos do bom jornalismo nos recomenda encarar de forma distante o tema que está enfocando. Mas confesso: não rolou! Chorei muito, ri demais, como se eu mesmo estivesse ali com meus filhos, vivenciando cada etapa. E como meus companheiros de imprensa, me senti, de verdade, um pouco cada pai, de cada mãe e vi refletir nas palavras de cada menino e menina um tom do que diriam meus próprios filhos. Foram quatro meses de dedicação exclusiva ao Caça Talentos de Tênis. Fica um vácuo imenso ao final, que só poderá ser preenchido, por agora, pelo desejo de participar novamente de algo assim em breve.
Falando bem francamente: quando os meios de comunicação entram nas comunidades que nós entramos, vão lá para retratar o que existe de pior. Um equívoco, em nome de um falso senso comum. Nós aqui procuramos mostrar sonhos. Vontades que não mudam, independentemente da classe social de cada um. O pensamento será sempre o de superar limites. Crescer. Nossa humanidade, frágil e vigorosa como só ela, sempre vai igualar as pessoas. E foi esse nosso objetivo. Acho que eu, a Maíra, o José Geraldo, o Expedito, o Maurício, todo o time da TV Alterosa/Dzaí que esteve mobilizado para chegar tão perto da realidade de pessoas do povo, sai diferente desse trabalho. Foi suado, foi difícil. Certamente não levamos pra tela da TV ou do computador nem metade da essência de nossos personagens. Mas, no fim de tudo, uma certeza nos conforta: foi pra sempre!
Boa sorte e sejam felizes com suas escolhas. Quaisquer que sejam elas.
Robson Leite
Dzaí, Internauta!
Pra você, mais imagens da festa de encerramento do projeto Caça Talentos de Tênis. Os 55 vencedores receberam troféus e diplomas, para o orgulho de todos os familiares presentes. E como campeão atrai campeão, vamos ouvir um pouco mais do que têm a dizer os atletas profissionais que participaram do evento: Vítor Belfort, fera do Vale Tudo (que mostrou ótima desenvoltura usando a raquete), e também Marcelo Melo, o mineiro que representa o Brasil no maior torneio de tênis intercontinental do planeta, a Copa Davis. Aproveite e assista também ao vídeo postado no YouTube pelo pessoal da academia Tênis Show, que está logo abaixo, e traz, inclusive, algumas fotos feitas no dia do evento.
Robson Leite
Dzaí, Internauta!
O Episódio Final foi um show de emoção. Não que a gente quisesse fazer você em casa se desmanchar em lágrimas, mas a intenção era revelar sentimentos reais de quem passou pelo processo de seleção. Algumas crianças tiveram suas histórias contadas pela nossa equipe e fizemos questão de levar a boa notícia a algumas delas. Foram muitas visitas e resolvemos escolher a mais marcante. Escolhemos a sequência com a família da Bruna por entendermos que eles souberam externar melhor que ninguém um sentimento comum a todos. O pai é trocador de ônibus e um entusiasta do talento da filha - acreditou e motivou a menina desde o começo, assim como fez a mãe e toda família (que, por sinal, mora no mesmo lote). Para eles, saber do êxito da Bruninha foi quase como ganhar um prêmio de loteria.
Essa turma foi apresentada ao público no Episódio Sete. Bruna se emocinou muito ao saber que estava entre os 240 finalistas e não segurou a emoção quando lhe revelamos o real motivo da nossa presença na casa deles, no bairro Santa Amélia. Como fizemos em cada visita realizada pela equipe de TV, nossa desculpa para estar lá era de que iríamos fazer um reportagem sobre expectativas. Desculpem pela "mentirinha", mas a causa era boa demais. Valeu pela espontaneidade das cenas captadas pelo José Geraldo e a presença de espírito da Maíra. Todos nós ficamos muito felizes por ela ter conseguido, assim como nos decepcionamos de ver que muitos que nós entrevistamos ficaram pelo caminho. Mas a vida continua.
Robson Leite
Dzaí, Internauta!
Talento e dedicação são características comuns a Cesar Cielo, Thiago Pereira, Michael Jordan e ao agora polêmico Tiger Woods. Mas não as únicas. Todos eles, em algum momento de suas carreira, treinaram e estudaram em universidades dos Estados Unidos. A boa estrutura acadêmica e o alto nível técnico do esporte universitário americano atraem gente do mundo inteiro.
Não há estatísticas atualizadas para alunos-esportistas. Mas estudo publicado em novembro pelo Institute of International Education, ONG americana que trabalha com programas de educação e treinamento, mostrou que, de 2008 para 2009, houve aumento de 8% nas matrículas de estrangeiros em universidades dos Estados Unidos. O Brasil é o 13º país que mais envia alunos.
Para quem quiser seguir a mesma trajetória do Dream Team citado no início do texto, é necessário passar por algumas etapas. A primeira delas é entrar em contato com as universidades para conhecer as exigências de seleção, variadas, e a papelada, extensa.
Todos os estrangeiros devem comprovar fluência em inglês, certificada pelo Test of English as a Foreign Language (Toefl), ter boa média no Scholastic Assessment Test (SAT, espécie de Enem americano), no qual cada universidade exige uma nota mínima, apresentar histórico escolar e cartas de recomendação. Para esportistas é preciso, ainda, mostrar talento. Muitos candidatos enviam vídeos para comprovar sua performance.
O esforço vale a pena. Além de cursar boas universidades, os atletas participam de competições de alto nível – vários jogos têm transmissão ao vivo por canais de TV. A liga mais importante do país, a National Collegiate Athletic Association (NCAA), organiza 88 campeonatos de 23 modalidades e tem filiados em mais de mil universidades. Para participar dos torneios, porém, o estudante não pode ser profissional nem ter patrocínios.
O campeão olímpico Cesar Cielo, de 22 anos, é um dos brasileiros com bolsa de estudo integral. Chegou ao país em 2005 para cursar Comércio Exterior com especialização em espanhol na Universidade Auburn, no Alabama. Pela Auburn, ganhou dez ouros na 1ª divisão da NCAA.
Com a proximidade dos Jogos Olímpicos de Pequim, Cielo trancou matrícula, em maio de 2008, para se preparar. Depois, não pôde mais competir pela universidade, porque passou a ser considerado profissional. “Tenho até dezembro de 2011 para voltar às aulas.”
“A NCAA investiga se o estudante é profissional”, diz Felipe Fonseca, de 32 anos, diretor da Daquiprafora. A empresa já enviou, desde 2001, mais de 800 estudantes para os EUA. “Traçamos um perfil do atleta para saber qual é a universidade ideal. A partir daí, entramos em contato.”
Quando o esportista é desconhecido, a agência costuma enviar um vídeo e o currículo escolar para o técnico do time da faculdade – lá a figura do “coach” é mais poderosa que no Brasil. Cabe a ele decidir quem ganhará a bolsa, que cobre custos de aulas, moradia e alimentação, e definir se o auxílio será integral ou parcial.
As universidades não cobrem o custo da passagem aérea. Mas é possível conseguir ajuda para isso no Brasil mesmo. A Fundação Lemann, parceira da Daquiprafora, paga a passagem de candidatos com potencial esportivo (e acadêmico). “Nosso retorno é enorme. O forte do programa é a pessoa ter o mérito de passar numa universidade”, diz Marta Sider, gerente do projeto na Lemann, que, só este ano, ajudou 32 brasileiros a entrar em universidades americanas.
Adriana Niclotti, de 22, é uma das beneficiadas pela Lemann. Caddy no clube de golfe de sua cidade, Gramado (RS), ela cursa o 2º ano de Negócios na Universidade Batista da Califórnia, perto de Los Angeles. Sua mãe é chefe de cozinha do clube em Gramado e o pai trabalha com transporte numa fábrica de geleias. Adriana já ganhou quatro torneios pela universidade, filiada à segunda liga mais importante do país, a National Association of Intercollegiate Athletics (Naia).
“Estava em dúvida se viria para cá. Seria caro para meus pais”, diz a golfista, que não pretende voltar ao Brasil tão cedo e quer se profissionalizar nos EUA. “Estou entre as dez melhores do país.”
Fonte: O Estado de São Paulo
(leia artigo na íntegra clicando AQUI)
Os benefícios do esporte infantil para a saúde física e mental das crianças. Se você criar o hábito em seu filho na prática de esportes desde a primeira infância, pode ser que economize problemas quando a criança entrar na fase da adolescência. O esporte ajuda as crianças a desenvolver-se física e mentalmente, a viverem saudáveis, e a relacionar-se de uma forma sadia com outras crianças. Estar em forma é estar são.
E essa é uma regra geral.
Do mesmo modo que os adultos, as crianças devem encontrar e praticar um esporte que gostem. A princípio, pode custar-lhe iniciar e seguir o ritmo, mas se a criança conta com apoio, determinação e a segurança dos pais, tudo caminhará.
O esporte infantil e a saúde Não podemos nos esquecer que os mais pequenos devem fazer exercícios em que se divirtam. Desta forma, se notará uma melhora na sua auto-estima e a perda de algum medo que possa existir. O esporte não só é bom para a saúde física da criança, como também para a sua saúde mental. A prática esportiva a ajudará a ter mais confiança em si mesma, a relacionar-se melhor com os demais, inclusive a superar alguma enfermidade como a asma.
Segundo Oscar Crespo, licenciado en INEF e diretor do polidesportivo de Alpendrete (Madrid), uma atividade física adaptada pode ajudar uma criança com problemas a relacionar-se melhor com o meio e a entender melhor o seu corpo.
Fonte: Pablo Zevallos para o site Guiainfantil.com
Parabéns para todos os 55 vencedores deste projeto. Todos devem comemorar, pois como tivemos 6000 inscrições, passaram menos de 1% dos inscritos.

Gostaria de passar um pouco de nossa filosofia de trabalho para que cheguem em 2010 nos primeiros dias de treinos, já sabendo como é nossa maneira de pensar. Para isto, conto uma breve passagem. Em um reino, antigamente, o monarca em seu leito de morte chamou o filho e a ele entregou um livro, dizendo: “- Quando eu morrer, você ficará em meu lugar e este livro vai te ajudar. Quando tudo estiver muito ruim, sem esperanças, abra o livro na primeira página e quando tudo tiver muito bom, fora do normal, lembre-se de abrir na última página.”
O rei morreu e o outrora jovem príncipe iniciou seu reinado.
Passados alguns anos, seu reino foi duramente atacado. Ele foi muito criticado e estava muito triste, sem perspectivas. Lembrou do pai e do livro. Abriu a primeira página e leu: “Isto vai passar”. Realmente - com o tempo, tudo passou. Ele trabalhou muito, conseguiu reverter a situação e todos passaram a respeitá-lo, admirá-lo. Em alguns anos, o reino já prosperava e aos poucos foi crescendo, conquistando novas terras, até se tornar um dos maiores impérios daquela época. Estava tranquilo descansando quando se lembrou novamente do pai. Pegou o livro e abriu na última página, aonde estava escrito assim: “Isto também vai passar.”
Com isto, gostaria de pedir a todos os vencedores que entrem no jogo da vida sabendo que a história ainda está no início e muito suor ainda vai pingar. O Caça Talentos foi um grande marco na vida de todos nós e ficará registrado nos livros de história. O que vale daqui para a frente é o que faremos no dia-a-dia. A mesma mensagem deixo para os que não chegaram desta vez entre os primeiros colocados. Isto também vai passar. Continuem sonhando, acreditando em vocês e em seus objetivos. No início e no final do livro da vida de todos nós, a mensagem é a mesma. Tudo passa.
Alguém já disse que nem todos nós temos que possuir um talento excepcional, apenas bom senso e amor são suficientes. O apoio da família é fundamental em todos esses momentos. Acreditamos que a maioria dos responsáveis pelas crianças que vieram até nós traziam esse mesmo sentimento à flor da pele: fazer a sua parte, visando um futuro melhor. Como disse Dom Hélder Câmara certa vez: "O sopro do amor fará aumentar o talento."

Estamos enviando na próxima semana, a relação das 240 crianças que chegaram na segunda fase para a Prefeitura. Também iremos entregar o certificado para cada um no Pic. Existem outros projetos que podem interessar aos meninos e meninas que não passaram nesta peneirada. Projetos muito interessantes que já existem na cidade, em outras modalidades esportivas e olímpicas. Rio 2016 vem aí.
O principal é enteder este primeiro contato com o Caça Talentos como uma forma de despertar a atenção das crianças e de suas famílias para um futuro de novas possibilidades. O talento está dentro da gente e, às vezes custa a emergir ou então pode aparecer quando menos esperamos. Inclusive em esportes pelos quais sequer nos interessamos a princípio. Obrigado e parabéns a todos.
Hugo Daibert
Idealizador do Projeto Caça Talentos




Dzaí, Internauta!
É com satisfação que anunciamos a listagem definitiva dos vencedores do Caça Talentos, uma iniciativa do BMG com a Prefeitura de BH, que teve toda a parte técnica supervisionada pelo PIC.
A disputa foi muito parelha, com muitos meninos e meninas atingindo marcas excelentes, obrigando os organizadores a ampliar o número de vencedores. No fim das contas, 55 crianças foram selecionadas e receberão treinamento até completarem 18 anos, tudo por conta do projeto. Confira os nomes:
| Amanda Favorito de Oliveira Souza |
| Amanda Padilha Murta |
| Ana Carla dos Santos Resende |
| Ana Laura Souza Gomes |
| Arthur Ferreira Carvalho |
| Beatriz Inácio de Oliveira |
| Bruna Assumpção Carvalho Costa |
| Bruna Brenda Carvalho Meirelis |
| Camila Stephanie de Melo Kern |
| Denise Moreira da Silva |
| Douglas Fortunato dos Santos |
| Enzo Arthur de Jesus Bráz |
| Gabriel Rocha Lopes da Silva |
| Gabriel Victor Guimarães Rocha |
| Gabrielle Estefane P da Silva |
| Gabrielly Gonçalves de Oliveira |
| Geovana Silva Murta |
| Giullia Elen Rodrigues de Paula |
| Guilherme Henrique Silva |
| Harisson Passos Silveira Prado |
| Hudson Junior Chamone Costa |
| Iago Gabriel Milanez Costa |
| Ian Leão Oliveira |
| Igor Junio dos Santos Matias |
| Ingrid Nunes de Laila Reis |
| Jady Alves Oliveira Mendes |
| Jairo Miranda Junior |
| Jennifer Talita Formaggini de Paula |
| Jhonatan Costa Souza |
| Juan Pedro Oliveira Moreira |
| Juliana Fagundes Chamone |
| Larissa Cristina Moreira Brito |
| Leandro Rodrigues Gonçalves |
| Lizandra Martins de Silveira |
| Lucas Pereira de Souza |
| Malcon Wesley Zeferino |
| Maria Eduarda Deus de Souza |
| Maria Fernanda Medeiros Batista |
| Mariane Castro Borboleta de Lima |
| Mateus Silva de Jesus Ferreira |
| Matheus Gabriel rodrigues de Araújo |
| Naiane Rodrigues Costa |
| Natalia Regina Paereira da Silva |
| Paula Gabriela Elias Lima |
| Pedro Henrique Guimarães Paiva |
| Raphael Ornelas silva |
| Samuel Ferreira de Souza |
| Sarah Angelica Martins Santos |
| Stephanie Moreira Kalil de Oliveira |
| Syang Cristina Freitas Rocha |
| Thiago Henrique Silva Bias Fortes |
| Vinicíus Augusto Torres Santos |
| Vinicius Emanuel Ramos da Cruz |
| Welbert Francisco da Silva |
| Welbert Vinicius Domingos Gomes |
É importante dizer que as demais crianças poderão, sim, seguir adiante com seus sonhos de vencer na vida através da prática esportiva. Os 240 finalistas receberão um certificado e os interessados serão encaminhados a outros projetos esportivos da PBH que ofereçam vagas.
Parabéns a todos!
Robson Leite
Dzaí, Internauta!
O Caça Talentos está chegando ao fim. Tudo começou há quatro meses, ainda em Agosto foram abertas as inscrições para a maior peneirada de tênis da história do Brasil. Cerca de seis mil crianças fizeram suas inscrições e agora se aproxima o momento da definição dos aprovados. No episódio desta quarta nós mostramos um pouco do que eles podem esperar depois de tanta batalha. Aqui, o Hugo Daibert e a Fernanda Luiz entram mais fundo nos detalhes do que representa um projeto como este.
O Hugo, que é o autor do projeto original, explica um pouco melhor o processo de captação de recursos para viabilizar o prêmio final, que vai oferecer treinamento com tudo custeado através de Lei de Incentivo ao Esporte. Serão cerca de R$ 12 mi ao ano para garantir a formação desses meninos e meninas no esporte, uma verba generosa que promete gerar futuros campeões. O balão de ensaio foi realizado com quatro jovens das comunidades do bairro Serra em BH, entre eles a Dieli, que teve a historinha dela contada em um dos episódios da série especial do Alterosa Esporte. A partir do que foi feito com eles, que treinam na equipe do PIC (Pampulha Iate Clube) há quase três anos, foi possível obter receita para ampliar o programa e permitir a outros moradores de regiões carentes a mesma oportunidade.
Já a Fernanda, que também faz parte da equipe de seleção, conta um pouco da experiência dela no exterior. Na verdade, o tênis não abre apenas uma porta para o sucesso esportivo mas também pode garantir uma educação melhor a essas crianças. Os EUA recebem a cada temporada diversos jovens de todo mundo em suas universidades, graças a bolsas de estudos oferecidas a desportistas. O projeto Caça Talentos de Tênis também serve como incentivo para que os vencedores busquem esse objetivo na vida.
Assistam e comentem, ok? Só mais uma coisinha: a lista definitiva com os nomes de todos os aprovados na peneirada será publicada nesta quinta aqui no blog. Um abraço e até a semana que vem, com o último episódio do Caça Talentos de Tênis.
Robson Leite
Seja para ocupar a vida dos filhos enquanto os pais trabalham, seja para manter os jovens em um ambiente saudável e longe das drogas ou ainda para iniciar a criança em uma atividade física, o esporte se faz cada vez mais presente. Clubes, academias, escolinhas... os locais para a prática e as modalidades oferecidas são tantos que os pais podem se perder na hora da escolha. Mas como matricular seu filho no esporte adequado?
Psicólogos alertam para os perigos de obrigar as crianças a fazer o que não querem e sugerem como os pais devem proceder para não forçar a barra. Até porque nem todo mundo vai ser um Ronaldinho, um Gustavo Kuerten, uma Ana Moser, um Fernando Scherer ou uma Hortência. Pode até ser que seu filho venha a ser um grande atleta, mas isso vai depender apenas da aptidão e esforço do praticante.
Um dos problemas relacionados ao esporte e que envolve pais e filhos é a falta de tempo. Hoje, é comum que pai e mãe trabalhem fora e, com isso, tenham pouco tempo para as crianças. A solução para muitos pais é encher o pequeno de atividades para que ele não fique sozinho e se mantenha ocupado. E uma das atividades é a prática do esporte. Mas cuidado: é fundamental procurar saber o gosto de seu filho, entendê-lo e respeitá-lo. A pior coisa que pode acontecer é a criança ser obrigada a praticar determinado esporte.
"É importante um diálogo franco e aberto, em que os pais se mostrem realmente curiosos para conhecer e contribuir para o autoconhecimento de seus filhos", explica Andréa Miranda, psicóloga especializada em esporte e com passagens por várias equipes das Forças Armadas, seleção brasileira de tênis de mesa e divisões amadoras de futebol do Fluminense.
Pais frustrados podem afastar as crianças do esporte Uma situação perigosa e nem tão rara assim ocorre quando os pais, em função de alguma frustração ou vontade pessoal, não só determinam qual esporte seu filho irá praticar como também exigem um desempenho de alto nível. Alguns até mesmo fazem pressão para que a criança alcance bons resultados em competições.
"Ao projetar seus desejos nos filhos, os pais certamente estarão deixando de vê-los como eles realmente são e o que realmente desejam para si", alerta Andréa Miranda. A psicóloga explica que competir também faz parte do esporte, mas os pais devem ver na atividade física de seus filhos não uma maneira de conquistar medalhas, mas "uma forma privilegiada de investir na formação da criança".
Coagir uma criança a praticar um esporte contra sua vontade pode ter conseqüências negativas. "Este fato pode causar um profundo desgosto pelo esporte, em alguns casos para toda a vida", explica o psicólogo João Ricardo Cozac, presidente do CEPPE - Centro de Estudo e Pesquisa da Psicologia do Esporte (www.ceppe.com.br), com sede em São Paulo, e professor responsável pelo curso de Psicologia no Esporte do Instituto Mackenzie.
Ele conta que muitas pessoas que não gostam de praticar esporte tiveram pais que as obrigaram a praticar alguma modalidade na infância. "Esta atitude, em alguns casos, se deve a experiências que foram positivas para os pais, que acabam, então, projetando em seus filhos expectativas que não fazem parte do mundo das crianças, mas de seu próprio universo e histórias de vida", diz Cozac.
Os benefícios do esporte para as crianças vão desde a formação até a saúde física e mental Os pais devem entender que o mais importante ao iniciar seus filhos na vida esportiva é saber o bem que isso pode fazer à criança, independentemente de vitórias ou troféus. Aprendizagens fundamentais e que serão úteis para o resto da vida incluem a construção de uma maior consciência de si mesmo, de seus potenciais e limites, além de desenvolver a forma de lidar com o outro, seja parceiro, adversário, técnico, professor ou mesmo torcedor. "Fundamentais para se viver numa sociedade como a nossa", completa Andréa Miranda.
Além disso, a prática de esportes desde a infância traz benefícios para toda a vida e evita problemas que podem vir a aparecer somente na fase adulta. "O esporte é uma fonte rica em relacionamentos e ótimo para a saúde física e mental. Distúrbios futuros como altos níveis de colesterol, problemas de pressão e, em alguns casos, dificuldades de relacionar-se em grupo podem ser evitados com a prática de algum esporte pela criança", avisa João Ricardo Cozac.
Tempo nunca é demais na hora de decidir a modalidade a seguir Sem pressa e sem pressão. Escolher o esporte que seu filho irá praticar no futuro deve ser uma tarefa criteriosa. Individuais ou coletivos, lutas, danças... um grande número de possibilidades deve ser levado em consideração. E a participação efetiva dos pais é ajuda indispensável.
Para Andréa Miranda, é fundamental que os pais, junto com seus filhos, dediquem o tempo necessário para a escolha não apenas do esporte, mas também de um local adequado e, principalmente, de um profissional de educação física qualificado para contribuir para a boa formação de seus alunos.
Além disso, muitas vezes as crianças menores ainda não têm discernimento e precisam muito de ajuda para conhecer as possibilidades e escolher o que será melhor para elas. "Por isso, é importante que os pais propiciem as vivências necessárias ao amadurecimento dessa escolha através da prática de um ou mais esportes", ensina Andréa Miranda.
A criança deve escolher o esporte que vai praticar com total liberdade. A melhor forma de descobrir qual esporte é o melhor para seu filho é deixar que a iniciativa pela escolha parta dele. Nessa hora, o que vale é o gosto pessoal. "É fundamental que os pais deixem um espaço para que este gosto possa se manifestar naturalmente, sem que haja pressões de qualquer nível", explica João Ricardo Cozac.
A psicologia pode ser valiosa na hora de ajudar pais e filhos Num país como o Brasil, em que um único esporte merece a esmagadora atenção da mídia, é complicado mostrar às crianças que, muitas vezes, a escolha pelo futebol é muito mais uma questão cultural do que de gosto pessoal. E até mesmo os pais são influenciados por isso. Muitos pais fanáticos por futebol têm dificuldades em permitir que seus filhos optem por outro caminho.
Não só em casos de escolha como nos problemas envolvendo pressões por resultados, a ajuda de um psicólogo pode ser fundamental. "Neste caso, o profissional pode prestar um serviço importante, revelando os processos inconscientes produzidos por pais que projetam seus ideais não concretizados na figura dos filhos", ensina Cozac.
A palavra de ordem é liberdade de escolha. Para que as crianças cresçam próximas ao esporte e desfrutem de seus benefícios e para que a relação pais-filhos não seja abalada por uma decisão arbitrária. O papel dos pais é apenas mostrar as possibilidades. Cabe à criança escolher o que lhe parece mais interessante de acordo com suas preferências individuais.
Afinal, o que teria acontecido se o cestinha Oscar tivesse sido obrigado pelos pais a jogar futebol?
Fonte: site Planeta Vida
Dzaí, Internauta!
A história do Wanderson e do Yuri é muito bonita. Da mesma forma que mostramos na semana passada a batalha daquelas mães, nós nos orgulhamos em apresentar hoje um pai com igual sentimento de responsabilidade para com o filho. O senso comum costuma ver a paternidade como uma "função" menos devotada à família e mais ao trabalho. Não parece ser essa a realidade nem das guerreiras que apresentamos aqui, nem a do Wanderson. Ele já passou por muitos apuros na vida, custou a se reencontrar num emprego. Hoje é moptorista de uma empresa grande e está muito bem encaminhado. E em nenhum momento demonstrou fraqueza na hora de devotar esforços para com o Yuri, a quem ele espera encaminhar para algo melhor na vida. Isso fica expresso neste vídeo exclusivo, onde a gente retoma quase que na íntegra o papo que tivemos com os dois, a caminho da Cidade do Galo.
Importante dizer aqui que a escolha por fazer este episódio no Atlético nada tem a ver com paixões clubísticas. O tempo todo estamos falando de sonhos, intenções, vontades. O Yuri representa o desejo de meninos e meninas do Caça Talentos de ser esportista e o encontro de uma nova perspectiva num segmento que poucos conhecem. A maioria das crianças inscritas tem história com o futebol, a natação, o vôlei etc, mas o tênis surgiu como uma possibilidade real de vislumbrar algo diferente para o futuro. Daí o título do nosso Episódio dez - a gente não precisa abandonar totalmente o que é antigo, mas devemos sempre estar abertos aos novos sonhos. O Tardelli, por exemplo, sonhava em ser campeão brasileiro e hoje se abastece com a possibilidade de se tornar artilheiro da competição. O atacante do Galo começou a jogar ainda criança e construiu a vida inteira dele a partir de um talento que ele descobriu e desenvolveu. Vale a mensagem que o atleta deixa: independentemente do esporte, é importante ver sentido na transformação que ele é capaz de promover na vida desses jovens.
Curtam!
Robson Leite
Dzaí, Internauta!!!
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Dzaí, Internauta!
Abaixo temos três vídeos exclusivos pra internet, com trechos inéditos das entrevistas com estas três famílias que nós apresentamos hoje dentro do Alterosa Esporte. Emocionante mergulhar no universo de histórias que cercam um projeto como o Caça Talentos. São várias batalhas sendo traçadas simultaneamente, daí o título do episódio. Ver os depoimentos dessas mulheres incríveis só reforça a importância de se ter o exemplo dentro de casa.

Indalesse, Suzy e Margarida: três batalhadoras em ação
A gente percebe isso na emoção da menina Luciana, filha da Suzy, que percebe o esforço da mãe e quer ajudar, através de suas próprias conquistas. Uhm... e lembra da Dora? Do episódio anterior, a ex-atleta paraolímpica? A Suzy é irmã gêmea dela - as duas famílias aparecem discretamente ao final do vídeo da TV, mas aqui a gente mostra bem a relação entre elas. Dos quatro filhos das duas, três (Victor, Arthur e Luciana) se classificaram entre os 240. Essa turma tem mesmo o gene da batalha.
A história de Suzy
E o olhar de gratidão do Douglas para a Margarida, nossa sensível gari? Mais uma história onde o exemplo positivo do que é dedicação reflete e muito nas atitudes de quem vive sob o mesmo teto. A exemplo do que acontece com a Suzy, esta família também mora de aluguel. Imagina aquela mulher, com um monte de crianças (três dela e outros dois do companheiro), ralando de sol a sol na varrição urbana, ainda arrumando tempo pra olhar menino. Sabe o que é isso? O espelho que a Margarid teve na própria mãe, que faleceu há pouco tempo, está muito presente no modelo de educação que ela quer oferecer aos próprios filhos e enteados. Putz! Muito tocante. Margarida classificou dois: o Douglas e o Joseph.
A história de Margarida
Mas, na opinião da equipe, a história mais emocionada, embora não esteja assim expressa dentro da reportagem, é da Indalesse. Catadora de papel, 18 anos de BH vinda do Rio de Janeiro, aquela mulher é realmente o que se pode chamar de batalhadora. Perdeu o marido, tem que se virar do jeito que Deus manda, tudo sem perder de vista o sonho de oferecer um futuro melhor para os sete filhos, em especial o César, que participa do Caça. Indalesse atravessa BH da Sagrada Família, onde mora, e vai puxando aquele carrinho dela até a região de Venda Nova pelo menos três vezes na semana. Pauleira. Não tem uma situação boa, de fato. Tanto que a equipe resolveu se solidarizar com ela.
A história de Indalesse
Quem quiser doar pra ela uma cesta básica, roupas, gêneros etc, ela mesma deixou um telefone de contato durante a nossa entrevista. O jogo da vida fica melhor ainda quando a gente joga junto, né, pessoal? Sorte pra todos!!
Valeu!